Pescas | Fundo de apoio do Governo emprestou 86 milhões em 16 anos

Em 16 anos de existência, o Fundo de Desenvolvimento e Apoio à Pesca concedeu empréstimos superiores a 86 milhões de patacas a cerca de 80 por cento das embarcações de pesca registadas em Macau. Os apoios são concedidos através de empréstimos sem juros para pagar despesas como reparações de barcos e compra de equipamentos

 

Desde que foi criado em 2007, o Fundo de Desenvolvimento e Apoio à Pesca concedeu verbas superiores a 86 milhões de patacas para promover a indústria piscatória de Macau. A informação foi divulgada na sexta-feira por Susana Wong, directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), em resposta a uma interpelação escrita de Leong Sun Iok.

O Governo afirmou que, de acordo com os dados estatísticos disponíveis, “cerca de 80 por cento das embarcações de pesca registadas em Macau foram beneficiadas, e algumas delas foram beneficiadas mais do que uma vez”. A directora da DSAMA indicou também que, no máximo, uma embarcação de pesca conseguiu obter, cumulativamente, empréstimos, sem juros, no valor superior a 2,9 milhões de patacas”. Importa referir que estão registados em Macau mais de 120 embarcações de pesca habilitadas a exercer.

Recentemente, o Governo aumentou o limite máximo do empréstimo para 600 mil patacas para reparações e aquisição de equipamentos e prorrogou o prazo para o reembolso das verbas atribuídas “para um período não superior a oito anos, em casos devidamente justificados”.

É só fazer as contas

Feitas as contas ao dinheiro emprestado, desde a criação do fundo, há cerca de 16 anos, o Governo concedeu créditos sem juros a profissionais da indústria piscatória num valor aproximado de 5,37 milhões de patacas por ano.

Segundo informações adiantadas por operadores da indústria piscatória, citadas pelo deputado Leong Sun Iok, “o Governo não tem adoptado políticas para promover o desenvolvimento desse sector, e os diversos incêndios que envolveram barcos de pesca no Porto Interior reflectem que a assistência do Fundo de Desenvolvimento e Apoio à Pesca é insuficiente”.

O fundo concede empréstimos sem juros a pescadores e proprietários de embarcações, com o objectivo de ajudar a pagar reparações de barcos, reparação ou substituição de instalações e equipamentos, compra de apetrechos e equipamentos de pesca, instalação de instrumentos náuticos e frigoríficos, aquisição ou construção de embarcações de pesca e combustíveis.

Grande Baía | Empresas de tecnologia de olho no mercado de Macau

Empresas de tecnologia sediadas em Shenzhen, uma das cidades da Grande Baía, pretendem introduzir os seus produtos e serviços em Macau, sobretudo no mercado turístico. Um dos exemplos é a Huawei, com os seus serviços inteligentes pensados para hotéis, ou a Ubtech, ligada à robótica e a programas educacionais sobre inteligência artificial

 

Imagine viver numa casa que faz tudo por si à distância de um clique. A porta abre sozinha, as luzes escolhem-se conforme tenha convidados para um jantar especial ou, simplesmente, se lhe apetecer estar na sala a desfrutar de um momento de lazer. Na casa de banho e nos quartos, também é possível fazer o autoclismo funcionar sozinho ou abrir e fechar portas de roupeiros sem ser obrigatória uma deslocação a essas divisões da casa.

Pode-se pensar que tudo isto não passa de um mero exercício de preguiça com a ajuda da tecnologia, mas, para a Huawei, estas são mesmo as casas do futuro.

Na Huawei Smart Home Ark Lab, sediada em Shenzhen, introduz-se o conceito de casa inteligente com recurso à tecnologia 5G que está longe de ser uma presença comum na maioria das casas dos chineses. Tal deve-se não apenas ao lado embrionário do projecto, mas também ao preço: ter um sistema de casa inteligente num apartamento de 100 metros quadrados custa cerca de 100 mil renminbis.

Oliver Wu Bo, vice-presidente do segmento de casas inteligentes da Huawei, contou que a marca só começou a apostar nesta área há cerca de dois anos, sendo hoje conhecida internacionalmente pelos smartphones e outras soluções tecnológicas com presença em vários mercados. Com o modelo de casa inteligente criado, a aposta é agora

 

feita na criação de padrõesde funcionamento e de regulação para que haja cada vez mais casas inteligentes fora da China.

“Imagine: antes tínhamos apenas telemóveis, agora temos smartphones. Antes tínhamos apenas carros normais, mas agora podem ter uma série de funcionalidades digitais no seu interior. As casas são, talvez, as únicas coisas que não têm ainda um sistema inteligente, à excepção dos elevadores. O que a Huawei está a tentar fazer é colocar este sistema inteligente nas novas construções [habitacionais]”, disse Oliver Wu Bo a uma questão colocada pelo HM.

Além do sistema de casas inteligentes, a Huawei tem apostado, nos últimos anos, na criação de sistemas digitais destinados, por exemplo, a facilitar o check-in em hotéis, entre outras funcionalidades. Na visita que vários órgãos de comunicação social de Macau realizaram à Huawei Smart Home Ark Lab, o responsável da Huawei disse que “mais de 50 por cento dos novos hotéis e casas usam estes sistemas inteligentes”, percentagem que inclui ainda outras marcas além da Huawei.

“Em Pequim e Xangai esta percentagem pode ser maior, sobretudo se falarmos em máquinas que disponibilizam serviços inteligentes”, acrescentou Oliver Wu Bo, que acredita existir em Macau várias oportunidades para a marca, não só através do sistema de casas inteligentes, mas para os restantes serviços tecnológicos da Huawei.

“Relativamente ao mercado de Macau esperamos poder chegar não apenas à área da habitação, mas também a escolas, hospitais e hotéis. Estamos a considerar [parcerias para a implementação] de sistemas de poupança de energia dos quartos de hotéis”, disse Oliver Wu Bo.

Robots e coca-cola

A deslocação à Huawei Smart Home Ark Lab foi um dos vários pontos da agenda da visita de quatro dias feita às cidades da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, que começou em Guangzhou e passou por Shaoguan, Dongguan e Shenzhen. Os jornalistas dos meios de comunicação social em português e inglês de Macau viajaram a convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Macau.

Na viagem, cujo foco foi essencialmente económico, o dia dedicado a Shenzhen incluiu ainda uma visita à Ubtech Robotics Corporation, que, tal como o nome indica, disponibiliza serviços de robótica, com recurso à inteligência artificial, pensados para as necessidades do dia-a-dia, sem esquecer os próprios robots que imitam seres humanos. YoYo, o robot que consegue praticar TaiChi e ir buscar uma coca-cola ao frigorífico, recebeu a comitiva de jornalistas. Mas a Ubtech desenvolveu ainda um outro robot que dança vários tipos de música. Basta carregarmos no botão e assistirmos ao espectáculo futurista.

À semelhança da Huawei, também a Ubtech Robotics acredita que pode trabalhar com o mercado de Macau, conforme disse aos jornalistas Michael Tam, CBO da empresa. “Macau é uma cidade pequena e penso que cerca de 80 a 90 por cento dos trabalhadores estão alocados à indústria dos serviços. [É importante que se estabeleça uma conexão] entre o turismo internacional e a alta tecnologia de serviços. Se Macau conseguir introduzir diferentes robots na cidade, isso pode inspirar a indústria de serviço, os turistas internacionais e também aumentar o nível de serviços para uma nova fase.”

Mas a Ubtech pretende também expandir os seus serviços educacionais na área da inteligência artificial em Macau. “Temos tentado estabelecer diferentes conexões com Macau, tentando introduzir os nossos robots e fazendo com que as pessoas, sobretudo os estudantes, compreendam como estes estão a ser desenvolvidos, bem como o sistema de inteligência artificial. Queremos contactar primeiro o Governo e depois as escolas, que [em todo o mundo] já apostam em programas educacionais de inteligência artificial. Providenciamos materiais e formação para professores, cobrindo todos os níveis de ensino.”

Para a Ubtech, a robótica e a inteligência artificial vieram definitivamente para ficar. “Queremos ajudar as novas gerações a compreender como a inteligência artificial se está a desenvolver e como está a mudar o mundo. É muito importante introduzir junto deles esta tecnologia avançada.”

Parceria com a UM

Relativamente a Dongguan, a ligação faz-se através de um laboratório que aposta em investigação em materiais aplicados a diversas áreas, intitulado Songshan Lake Materials Laboratory (SLAB), que aceita estudantes de mestrado e doutoramento de todo o mundo para desenvolverem projectos de investigação e que tem acordos de cooperação com várias universidades do mundo, incluindo a Universidade de Macau (UM), assinado há cerca de dois anos. Contudo, nenhum investigador de Macau se deslocou ainda a este laboratório de Dongguan.

“Temos de encontrar uma direcção e realizar mais diálogos para encontrar um caminho [de cooperação] que interesse a Macau. Sem dúvida que damos as boas-vindas a estudantes da UM ou de outra universidade de Macau para virem ter connosco e trabalharem no nosso laboratório”, disse Chen Dongmin, director-executivo associado do SLAB.

O responsável admitiu, contudo, que há ainda poucos estudantes estrangeiros a desenvolverem ali as suas investigações. “Estamos abertos a acolher investigadores de todo o mundo, mas muito francamente não temos recebido muitos investigadores estrangeiros. Não só devido à covid, que teve algum impacto, mas também devido ao novo ambiente geopolítico. Mas queremos divulgar mais o nosso trabalho.”

A visita, realizada entre os dias 2 e 5 de Julho, incluiu ainda deslocações à nova delegação do Arquivo Nacional de Publicações e Cultura da China em Guangzhou. Em Shaoguan, realizou-se ainda uma visita ao centro de dados Huashao Data Valley, enquanto em Dongguan se ficou a conhecer o China Spallation Neutron Source. Por sua vez, a comitiva visitou ainda, em Shenzhen, o espaço de exposições da Build Your Dreams (BYD), marca chinesa de automóveis que tem feito, nos últimos anos, uma forte aposta no segmento das viaturas eléctricas.

José Carlos Matias, ex-presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau, e director da revista Macau Business e do portal Macau News Agency, fez um balanço positivo da visita na qualidade de porta-voz da comitiva de repórteres. “Esta visita proporcionou-nos, por um lado, termos acesso à história e cultura [destas cidades] e, por outro, ao estado de desenvolvimento [económico e tecnológico] da província de Guangdong e destas cidades no contexto da Grande Baía. Quando viajamos para algumas cidades de Guangdong, nomeadamente Shenzhen, sentimos que viajamos para o futuro. [Importa lembrar] que Macau está a caminhar para uma maior diversificação da economia, onde a tecnologia é um elo de ligação comum a estas cidades, assumindo um papel cada vez mais importante. Desse ponto de vista vemos que existe um potencial de cooperação em prol de um turismo mais sustentável e em muitas outras áreas”, rematou.

Sudão | Encontradas valas comuns com pelo menos 87 mortos

Pelo menos 87 pessoas foram enterradas em duas valas comuns na região de Darfur, no Sudão, depois de mortos pelos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), anunciaram ontem as Nações Unidas.
“Os habitantes locais foram obrigados a desfazer-se dos corpos em valas comuns, negando aos mortos um enterro decente num dos cemitérios da cidade”, diz a ONU num comunicado emitido ontem a partir de Genebra.
Segundo a mesma fonte, 87 pessoas de etnia Masalit, incluindo sete mulheres e sete crianças foram enterradas em duas valas comuns, depois de terem sido mortas em Junho pelas RSF e pelas milícias que apoiam este grupo paramilitar que tem combatido o exército desde que a violência eclodiu neste país africano, a 15 de Abril.
“Condeno, nos termos mais fortes, a morte destes civis, e estou ainda mais chocado pela maneira desrespeitosa como os mortos, juntamente com as suas famílias e comunidades, foram tratados”, disse o alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado.
“Tem de haver uma investigação independente, rápida e exaustiva a estas mortes, e os mandantes têm de ser responsabilizados”, acrescentou.
De acordo com os relatos recolhidos pela ONU, que os considera credíveis, os corpos dos combatentes mortos são deixados nas ruas e os familiares são proibidos de os recolher pelas RSF, por vezes durante mais de uma semana, ao mesmo tempo que os feridos são impedidos de receber assistência médica.
As regras humanitárias internacionais e de direitos humanos definem que todas as partes num conflito têm de garantir que os feridos recebem assistência médica, lembra a ONU, concluindo que a liderança das RSF tem de imediata e inequivocamente condenar e parar a matança de pessoas, a violência e o discurso de ódio com base na sua etnicidade.

Itália | Autoridades bloqueam navio de resgate Ocean Viking

O navio Ocean Viking, da Organização Não Governamental (ONG) Sos Mediterranee, foi retido ontem pela guarda costeira italiana por “irregularidades relacionadas com a segurança da navegação”, após desembarcar no porto de Civitavecchia com 57 migrantes resgatados.
A ONG francesa, que se dedica à busca e resgate de migrantes no Mediterrâneo central, explicou ontem em comunicado que está “a trabalhar para levantar o bloqueio o mais rapidamente possível”.
A guarda costeira afirma que o bloqueio do navio ocorreu devido a “irregularidades relacionadas com a segurança da navegação, verificadas após actividades de verificação a bordo realizadas por inspectores especializados”.
“Parte da tripulação não tinha as qualificações necessárias para a gestão dos dispositivos de salvamento a bordo”, que “são essenciais para fazer face a uma eventual situação de emergência como o abandono do navio”, segundo a guarda costeira italiana.
A ONG francesa chegou na terça-feira ao porto da região de Lácio depois de resgatar 57 migrantes e denunciar que foram atacados com tiros de metralhadora pela Guarda Costeira da Líbia.
“A detenção do Ocean Viking ocorre cinco dias após um incidente de segurança enfrentado pela sua tripulação. Na sexta-feira, 7 de Julho, a guarda costeira da Líbia disparou tiros a 100 metros da equipa de resgate humanitário e dos náufragos, incluindo uma mulher e cinco crianças desacompanhadas, quando tentavam regressar ao barco”, denunciou a ONG.

Mar vermelho
A co-fundadora e CEO da ONG, Sophie Beau, disse que a situação no Mediterrâneo é muito preocupante com ataques a trabalhadores humanitários e taxas de mortalidade alarmantes.
“A actual detenção está a afectar significativamente a nossa capacidade de salvar vidas em águas internacionais”, salientou Sophie Beau.
Já em Janeiro de 2022, o Ocean Viking tinha ficado retido no porto de Trapani após uma inspecção de 11 horas pela guarda costeira devido a problemas estruturais na popa do navio.
Desde o início do ano já desembarcaram nas costas italianas 72.387 migrantes, mais do dobro dos 30.939 que o fizeram no mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais.

F1 | Um projecto que ambiciona uma equipa no Sudeste Asiático

“Por muito que a candidatura tenha a ver com a satisfação da FIA, o que importa é garantir que o desporto oferece oportunidades ao maior número possível de pessoas no mundo para se sentirem próximas da F1, para se divertirem ou para poderem trabalhar independentemente da sua origem, nacionalidade ou educação”, explicou ao HM, Andrew Pyrah, o co-fundador deste projecto. “A educação é a chave absoluta para a LKY Sunz, acreditamos que todos nascem com níveis de talento geniais, mas nem todos têm as mesmas oportunidades. Se vive em Macau e quer trabalhar para uma equipa de F1, é correcto ter de se mudar para o outro lado do mundo para ter essa oportunidade? Não.”

Para além da LKY Sunz terão sido submetidas mais cinco candidaturas às duas vagas disponíveis no mundial de F1 dentro de dois anos. Entre as conhecidas estão a Andretti Global, com apoio o gigante General Motors via Cadillac, a Hitech Global, com um forte suporte financeiro proveniente do Cazaquistão, a Formula Equal de Craig Pollock, e ainda a Rodin Carlin, a conhecida equipa britânica vencedora do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3.
“Todas as equipas actuais, juntamente com a proposta da Andretti, estão a olhar para o que podem fazer pelo público e pelas comunidades no Ocidente. A LKY Sunz sabe que existe um tipo de energia, talento e cultura totalmente diferente do outro lado do mundo que merece a sua própria equipa de F1”, refere Andrew Pyrah, que está confiante “que a FIA irá reconhecer os nossos planos para a Ásia como um todo como um enorme factor positivo, juntamente com todos os outros elementos da nossa candidatura, que inclui tudo, desde a nossa abordagem técnica, os nossos planos para África e para a Ásia, até à influência na cultura do hip-hop, que é de longe a maior influência entre as gerações mais jovens. Estamos a desafiar a norma em todas as áreas.”

Uma base aqui ao lado

Contando com investidores deste ponto do globo, a LKY Sunz está optimista que vai conseguir algo que outros empresários da região, como Teddy Yip de Macau ou o luso descendente Tony Fernandes, sonharam, mas nunca conseguiram concretizar: uma equipa de F1 com base no Sudeste Asiático.

Andrew Pyrah está consciente que “ao ter uma base fora da Europa, estamos a tornar as coisas muito difíceis para nós próprios. Mas, sejamos realistas, as questões logísticas não são razão para impedir que um continente inteiro possa fazer parte de um Campeonato do Mundo.”
O sonho asiático quer ser mais do que isso, até porque “um dos meus sócios, o Benjamin Durand, tem muita experiência na criação de novas equipas a partir do zero e na conquista de campeonatos. A nossa primeira época a competir na F1 será em 2026, mas tudo estará pronto se a FIA nos der luz verde nos próximos meses. Isto significa que, enquanto construímos o nosso complexo fabril de última geração no Sudeste Asiático, o nosso primeiro carro de corridas terá de ser construído com a ajuda dos nossos parceiros na Europa.”
O plano passa por “à medida que as nossas instalações forem sendo desenvolvidas no Sudeste Asiático, iremos então abandonar gradualmente as operações na Europa e mudar-nos para onde será a nossa casa – isto também dá à LKY SUNZ tempo para formar talentos locais e recrutar aqueles que já são capazes de atuar ao mais alto nível”, até porque “tudo o que não esteja relacionado com o design automóvel”, como as vendas, marketing, produção de conteúdos, “ficará imediatamente sediado no Sudeste Asiático”.

Além-fronteiras

Por agora, os responsáveis do projecto preferem não apontar uma localização para a sua base, mas sempre referem que, se por exemplo, “a equipa estiver sediada na Malásia, então as oportunidades não se ficarão pela Malásia”. O discurso é mais expansivo: “Temos grandes planos para levar as actividades da equipa a toda a Ásia. Este projecto é maior do que aquilo que aparenta ser agora ou do que as ligações que pode ou não ter com o desporto automóvel asiático neste momento.”
Numa altura em que a F1 vive um dos seus melhores momentos comerciais, todos acreditam que uma equipa do Sudeste Asiático iria pesar em futuras decisões para recuperar Grande Prémios perdidos na região, como o da Malásia, que durou de 1999 a 2017, ou o do Vietname, que nunca se chegou a realizar devido à crise pandémica.
“De um ponto de vista pessoal, gostaria que a Malásia voltasse ao calendário, pois a corrida no Circuito Internacional de Sepang era aclamada pelos fãs de todo o mundo. Adoraria igualmente ver a Tailândia no calendário ou a Indonésia. A presença da LKY Sunz e a interagir de perto com as comunidades só pode aumentar as hipóteses de mais corridas para a região”, acredita Andrew Pyrah, que terá ainda que aguardar mais umas semanas até a FIA decidir se será em 2026 que o Sudeste Asiático voltará a estar representado nas grelhas de partida do mundial de F1.

Exportações da China caem 12,4% em Junho face a queda na procura global

As exportações da China caíram 12,4 por cento, em Junho, em termos homólogos, face à queda na procura global, suscitada pelo aumento das taxas de juros na Europa, Estados Unidos e outros países, visando conter a inflação.
Os dados divulgados ontem pelas alfândegas da China revelaram também uma queda de 6,8 por cento nas importações.
A contracção no comércio externo aumenta a pressão sobre a segunda maior economia do mundo, num período de abrandamento na sua recuperação, após Pequim ter abolido, em Dezembro, as medidas de prevenção contra a covid-19, que no ano passado empurraram o país para um ciclo de bloqueios que paralisaram a actividade económica.
Entre Janeiro e Junho, o comércio total da China, incluindo importações e exportações, caiu quase 5 por cento, em relação ao primeiro semestre de 2022. As exportações caíram 3,2 por cento e as importações caíram 6,7 por cento, uma vez que os preços de matérias-primas como o petróleo diminuíram e a procura na China também enfraqueceu.
O comércio foi também abalado pelas fricções entre Pequim e Washington, que impôs restrições sobre a exportação para a China de ‘chips’ semicondutores, visando abrandar os avanços do país em tecnologias com uso militar. A dificuldade no acesso a semicondutores dificulta, no entanto, a produção de telemóveis e outros produtos electrónicos.
O excedente comercial da China ascendeu a 70,62 mil milhões de dólares, em Junho, acima do valor atingido em Maio, de 65,81 mil milhões de dólares.

Quedas americanas
As exportações da China para os Estados Unidos caíram 23,7 por cento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, para 42,7 mil milhões de dólares, enquanto as importações de produtos norte-americanos caíram 4,1 por cento, para 14 mil milhões de dólares. O excedente comercial da China com os Estados Unidos, politicamente sensível, diminuiu 30,6 por cento, para 28,7 mil milhões de dólares, em termos homólogos.
“A desaceleração global na procura por bens continua a pesar sobre as exportações. Acreditamos que as exportações vão cair ainda mais, antes de atingirem um ponto mínimo, no final do ano”, disse Zichun Huang, da consultora Capital Economics, num relatório.
O crescimento económico nos primeiros três meses do ano acelerou para 4,5 por cento, em comparação com igual período de 2022, mas os analistas dizem que o pico da recuperação provavelmente já passou. O ritmo de crescimento ficou aquém da meta estabelecida pelo Partido Comunista Chinês para este ano: “cerca de 5 por cento”.

China pede à NATO para não desestabilizar Europa e Ásia-Pacífico

A China pediu na quarta-feira que a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pare imediatamente de difamar e mentir sobre o país, interrompa a perigosa tentativa de desestabilizar a Europa e a Ásia-Pacífico e pare de encontrar pretextos para sua expansão contínua.
Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, fez as observações em resposta a um comunicado emitido durante a Cimeira da NATO em Vilnius, onde se afirmou que as políticas da China representam “desafios sistémicos à segurança euro-atlântica”.
“O que foi dito no comunicado da NATO é completamente oposto da verdade e o produto da mentalidade da Guerra Fria e do viés ideológico. A China opõe-se fortemente a isso”, exaltou Wang, citado pelo Diário do Povo.
“A China tem o melhor histórico de paz e segurança. Nunca invadimos nenhum país nem nos envolvemos em nenhuma guerra por procuração. Nunca conduzimos operações militares globais, ameaçamos outros países com força, exportamos ideologia nem interferimos nos assuntos internos de outros países. Não criamos nem participamos de grupos militares e nos opomos ao uso da força ou à ameaça da força nas relações internacionais. Como a China poderia representar ‘desafios sistémicos’ para a NATO?” Perguntou Wang.
O país é uma força para a paz mundial, uma contribuinte para o desenvolvimento global, uma defensora da ordem internacional e uma fonte de bem público. A China está comprometida com o sistema internacional com a Organização das Nações Unidas (ONU) no seu núcleo, com a ordem internacional sustentada pelo direito internacional e com as normas básicas que regem as relações internacionais decorrentes dos propósitos e princípios da Carta da ONU, garantiu o responsável.

Presos no tempo
O oficial acrescentou que, mais de 30 anos após o fim da Guerra Fria, o seu legado, a NATO, permanece preso numa mentalidade de soma zero e vê o mundo como blocos opostos. Apesar do apelo da comunidade global pela paz, pelo desenvolvimento e pelo progresso comum, a organização militar continua a agir contra a tendência predominante e a procurar inverter a roda da história.
“O mundo não aceitará isso”, alertou.
A NATO afirma ser uma organização regional. Então por que está a ir além do escopo geográfico estabelecido no seu tratado, fazendo uma incursão na Ásia-Pacífico num ritmo mais rápido e procurando tornar-se uma “NATO Global”? Questionou Wang.
A organização afirma ser uma aliança defensiva. Então por que está a incentivar os países membros a aumentarem o orçamento militar? Por que continua a ultrapassar os limites e expandindo o mandato, além de estimular o confronto na Ásia-Pacífico?

Paz regional
Wang salientou que a prosperidade e a estabilidade que a região Ásia-Pacífico desfruta há muito tempo dependem do respeito mútuo, da cooperação aberta, do benefício recíproco e da capacidade de resolver adequadamente as diferenças entre os países locais. A incursão da NATO na Ásia-Pacífico apenas aumentará a tensão e levará a um confronto entre blocos e até mesmo a uma “nova Guerra Fria” na região, indica o Diário do Povo
“Os países da Ásia-Pacífico não aceitam e muitos países da NATO não aprovam isso. A região não precisa de uma ‘versão Ásia-Pacífico da NATO'”, ressaltou Wang.
“Pedimos à NATO que pare imediatamente de difamar e mentir sobre a China. A organização deve abandonar a mentalidade ultrapassada da Guerra Fria e a mentalidade de soma zero, renunciar à sua fé cega no poderio militar e na prática equivocada de procurar segurança absoluta, pôr fim à perigosa tentativa de desestabilizar a Europa e a Ásia-Pacífico e deixar de encontrar pretextos para a sua expansão contínua. Pedimos que a NATO desempenhe um papel construtivo para a paz e a estabilidade mundiais”, sublinhou.

Questões nucleares
Em resposta ao comunicado alegando que a China não tem “transparência” no arsenal nuclear, Wang comentou que a NATO, como aliança militar, é conhecida por ter o maior e mais poderoso arsenal nuclear do mundo e, ainda assim, acusa irresponsavelmente a China de representar ameaças nucleares e faz isso através de uma diplomacia de megafone.
“Isso é simplesmente errado e hipócrita. A China está seriamente preocupada e opõe-se fortemente a isso”, exclamou Wang, que lembrou ainda que o país sempre foi extremamente prudente e responsável em relação às questões de armas nucleares. A China está comprometida com uma estratégia nuclear defensiva e mantém as capacidades nucleares no nível mínimo exigido pela segurança nacional.
“Nunca tivemos a intenção de nos envolver em uma corrida armamentista nuclear. A China segue uma política de “não usar primeiro” armas nucleares em nenhum momento e sob nenhuma circunstância. O país comprometeu-se incondicionalmente a não usar ou ameaçar usar armas nucleares contra Estados sem armas nucleares e zonas livres de armas nucleares. A China é o único Estado com armas nucleares que adoptou tal política. Algum estado-membro da NATO assumiria esse compromisso?” Indagou Wang.

FRC | Concerto de Jazz amanhã a partir das 17h

A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta amanhã, às 17h, o concerto “Saturday Night Jazz”, onde será apresentado um repertório que fará uma associação à exposição colectiva patente na galeria, intitulada “MusicArt”. A mostra, que estará patente ao público até 22 de Julho, reúne trabalhos de 17 artistas locais e do Interior da China que procuram estabelecer uma ponte entre sons e imagem através de várias expressões artísticas.
A organização descreve o concerto e a exposição como uma “experiência Interdisciplinar entre a Arte e a Música, conceitos que se tocam e atravessam, gerando resultados que podem ser surpreendentes, algures entre as sete notas musicais e as setes cores do arco-íris”.
As composições musicais que serão apresentadas amanhã “giram em torno de vários estilos de jazz, do tradicional ao moderno, incluindo swing, latino e funk”.
No palco vão estar, ao piano e no trompete Ao Fai, no piano Joviz Lee, no trombone Gregory Wong, na bateria Roy Tai, e no baixo Mars Lei, “interagindo com o espaço expositivo e o público”.
O concerto irá contar ainda com a participação do curador da exposição e “artista multifacetado” Giulio Acconci.

Óbito | Mundo das letras despede-se de Milan Kundera

“No final dos anos 1980, quem não tivesse lido Kundera estaria necessariamente desactualizado”, afirmou Gao Xing, editor do jornal de Literatura Mundial da Academia Chinesa de Ciências Sociais e autor da biografia do escritor checo, citado pelo China Daily.
Vinte anos depois da publicação do primeiro romance de Milan Kundera, a obra de um dos maiores vultos literários da segunda metade do século XX é introduzida na China, em 1985, juntamente com a obra de Gabriel Garcia Marquez “pela mão” do académico Leo Lee. Dois anos depois, é publicada a primeira versão chinesa de “A Insustentável Leveza do Ser”, com tradução de Han Shaogong.
O autor chinês Mo Yan, distinguido em 2012 com o prémio Nobel da Literatura, inúmeras vezes enalteceu a obra de Milan Kundera, em especial “A Insustentável Leveza do Ser” e “A Valsa do Adeus”. Em termos de estilo, Mo Yan distingue, citado pelo China Daily, a mestria do uso da sátira e do humor negro, assim como a estrutura com que Kundera concebia os seus romances.
Importa, porém, realçar que a obras e vida do escritor checo desde sempre foi impregnada pelo contexto político da sua vida. Logo no primeiro livro “A Piada”, Kundera constrói uma mordaz sátira ao totalitarismo comunista, tecendo uma humorada crítica à invasão soviética de 1968. Logo à primeira obra, o escritor foi incluído na lista negra de opositores do regime e os seus livros banidos na Checoslováquia, situação que o forçou ao exílio. O seu segundo livro foi publicado já com o autor a viver em França.
Apesar de silenciado no seu próprio país, a fama internacional e aclamação mundial estava escrita no destino do escritor.

As grandes questões
Ao longo de mais de meio século, Milan Kundera explorou de uma forma muito peculiar os temas da existência e traição, naturais na sua condição.
Depois de ter sido expulso do Partido Comunista da Checoslováquia por “actividades anticomunistas”, Kundera viveu 40 anos no exílio em Paris e viu-lhe ser revogada a cidadania checa em 1979.
Eventualmente, o escritor acabaria por deixar de escrever em checo e passar a usar o francês.
“Como todos os grandes escritores, Milan Kundera deixa marcas indeléveis na imaginação dos seus leitores. ‘A luta do indivíduo contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento’, desde que li esta frase em “O Livro do Riso e do Esquecimento” ela permaneceu comigo e trouxe luz ao meu entendimento sobre inúmeros acontecimentos mundiais”, afirmou o autor Salman Rushdie, em declarações ao jornal The Guardian.
Nascido a 1 de abril de 1929, em Brno, Kundera estudou música com o pai, um pianista e musicólogo de renome, antes de se dedicar à escrita, tornando-se professor de literatura na Academia de Cinema de Praga, em 1952.
Apesar de rejeitar o realismo socialista exigido aos escritores da Checoslováquia dos anos 50, a sua reputação literária cresceu com a publicação de uma série de poemas e peças de teatro, incluindo uma ode ao herói comunista Julius Fučík (O Último Maio), publicada em 1955. Mais tarde, rejeitou estas primeiras obras, dizendo que à altura estava “a trabalhar em muitas direcções diferentes – à procura da minha voz, do meu estilo e de mim próprio”.

Da paixão ao desencanto
Membro entusiasta do Partido Comunista na sua juventude, Kundera foi expulso do partido duas vezes, uma por “actividades anticomunistas” em 1950 e outra em 1970, durante a repressão que se seguiu à Primavera de Praga de 1968, da qual foi uma das principais vozes, apelando publicamente à liberdade de expressão e à igualdade de direitos para todos.
O seu primeiro romance, “A Piada”, de 1967, foi inspirado nesse período e tornou-se um grande êxito, tendo como tema central uma piada sobre Trotsky que um estudante escreve para impressionar uma rapariga. O romance acabaria por desapareceu das livrarias e bibliotecas depois de os tanques russos terem chegado à Praça Venceslau, em Praga.
A partir daí, o nome do autor foi inscrito numa lista negra e Kundera acabaria por ser despedido do seu emprego de professor.
Trabalhando em cabarés de pequenas cidades como trompetista de jazz, o escritor acabaria por reencontrar alguma da liberdade artística que havia perdido desde que fora proibido de publicar e desde que a censura lhe passou a pesar nos ombros.
A publicação de “A Insustentável Leveza do Ser”, na primeira metade dos anos 1980, abriu-lhe o caminho para a notoriedade. Porém, a adaptação cinematográfica de Philip Kaufman, em 1988, com Daniel Day-Lewis e Juliette Binoche, garantiu a ascensão de Kundera à estratosfera literária.
Apesar da notoriedade conquistada a pulso e de ser frequentemente citado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, Kundera acabou por nunca ser distinguido pela Academia Sueca, à semelhança de outros grandes vultos da literatura mundial.

Takeaway | Cinco estabelecimentos multados desde Novembro de 2021

Desde 15 de Novembro de 2021, até ao final de Junho, tinham sido multados cinco estabelecimentos de takeaway devido a infracções à lei do Registo de Estabelecimentos de takeaway. A informação foi divulgada ontem através de um comunicado do Instituto para os Assuntos Municipais.
De acordo com a informação divulgada, quatro estabelecimentos foram autuados pelo IAM por terem sidos abertos ao público sem possuir certidão, e um estabelecimento foi autuado por não ter exibido para o público as informações de registo.
Até 30 de Junho, um total de 3776 estabelecimentos encontravam-se registados junto das autoridades.
Com o comunicado de ontem, o IAM apelou aos estabelecimentos para se registarem, antes de iniciarem a operação. “O IAM volta a alertar o sector para a obrigação de todos os estabelecimentos de takeaway apresentarem o pedido de registo ao IAM antes do início de actividade, podendo as lojas abrir ao público apenas depois de possuírem a certidão de registo”, pode ler-se no comunicado.
“Os estabelecimentos são obrigados a exibir publicamente as informações de registo e a certidão de registo deve ser obrigatoriamente afixada em local visível da loja física. No caso de exploração ou divulgação através da Internet ou aplicação móvel, é necessário exibir o número de registo do estabelecimento nos referidos meios”, foi esclarecido.

Julgamento | Gestores de sala VIP negaram acusações de burla

Dezoito clientes burlados em cerca de 27 milhões de dólares de Hong Kong (HKD), um homem numa fuga milionária, e dois gestores sentados no banco dos arguidos. Esta é a configuração do julgamento do caso das salas VIP Dongbo, que teve mais uma sessão na quarta-feira.
A Dongbo operou duas salas VIP, na City of Dreams e Galaxy, entre 2019 e Setembro de 2021 através de uma licença de promoção de jogo alugada. Durante esse período, o Ministério Público argumenta que os dirigentes da empresa procuraram atrair avultados depósitos entre mais de duas centenas de clientes, angariando um valor total de 287 milhões de HKD.
Os problemas surgiram com as queixas de jogadores impossibilitados de recuperar o dinheiro depositado, situação que culminou na denúncia de 18 vítimas que terão perdido 27 milhões de HKD.
O principal arguido e fundador da Dongbo, um cidadão chinês de apelido Shi, terá fugido de Macau com o dinheiro em falta, deixando no banco dos arguidos dois gestores de apelidos Chan e Lam que eram vice-presidente executivo e director de operações, respectivamente. Na quarta-feira, Chan e Lam, negaram as acusações de burla no Tribunal de Primeira Instância.
A maioria das testemunhas ouvidas não corrobou a tese de que as salas VIP não usavam os depósitos como investimentos que renderiam juros e que as quantias depositadas seriam apenas para jogar. Apesar disso, as testemunhas referiram que as salas da Dongbo ofereciam um bónus de 1,1 a 1,25 por cento quando o dinheiro era trocado por fichas, desconto considerado atraente.

O outro lado
Porém, uma ex-funcionária da Dongbo, de apelido Lei, apresentou em tribunal uma versão diferente, afirmando ter depositado 5 milhões de HKD porque o director de operações lhe terá garantido que poderia receber um juro mensal de 50 mil HKD. A testemunha afirmou ter confiado no director de operações da Dongbo, porque ambos teriam trabalhado no Grupo Suncity, de onde saíram depois de assinarem rescisões amigáveis que terminaram os contratos com a empresa de Alvin Chau.
Parte das testemunhas perdeu dinheiro porque depois de efectuar o depósito a sala VIP foi encerrada. Uma testemunha afirmou em tribunal que falou com o fundador da Dongbo, que terá revelado estar em Shenzhen, e que este lhe garantiu o reembolso da quantia depositada. A devolução dos fundos nunca terá acontecido.
Outra das testemunhas ouvidas em tribunal, foi o detentor da licença de promoção de jogo usada pela Dongbo nas suas operações. A testemunha, que alega ter perdido 200 mil HKD, indicou ter alugado a licença por 50 mil HKD por mês e que na altura da celebração do contrato ficou estabelecido que a Dongbo não teria entre as suas operações a possibilidade de receber depósitos.

Turismo | Índice de preços com subida de quase 20%

O Índice de Preços Turísticos (IPT) foi de 137,24 no segundo trimestre de 2023, o que significa um crescimento de 19,47 por cento, face ao trimestre homólogo de 2022. De acordo com os dados revelados ontem pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) a subida deveu-se ao facto de os preços dos quartos de hotel e dos doces de pastelarias terem ficado mais caros.
Em comparação com o preço do trimestre homólogo de 2022, os preços do alojamento aumentaram 150,74 por cento, enquanto os preços das actividades de divertimento e culturais cresceram 17,06 por cento. Por sua vez, o preço do vestuário e calçado aumentou em termos anuais 7,07 por cento.
No segundo trimestre de 2023, o IPT desceu ligeiramente 0,70 por cento, quando comparado com o primeiro trimestre do ano. O índice de preços da secção alojamento diminuiu 10,56 por cento, em termos trimestrais, em virtude da queda de preços dos quartos de hotel. Por seu turno, o índice de preços da secção vestuário e calçado cresceu 8,92 por cento, em termos trimestrais, graças ao lançamento do vestuário de Verão.
O IPT reflecte a variação de preços dos bens e serviços adquiridos pelos visitantes em Macau.

Nova Biblioteca | Agnes Lam questiona falta de estacionamento

A ex-deputada Agnes Lam questionou a decisão do Governo de abdicar de parque de estacionamento subterrâneo na futura Biblioteca Central. A posição foi tomada através de um artigo da académica publicado no jornal Ou Mun.
Entre 2007 e 2020, os planos apontavam para que a futura Biblioteca Central fosse construída no Edifício do Antigo Tribunal, na Avenida da Praia Grande, e até foi realizado um concurso público para a concepção do projecto naquele local.
Contudo, em 2020, com a nomeação de Ho Iat Seng como Chefe do Executivo, foi anunciado que a futura Biblioteca Central seria mudada para a praça do Tap Seac, onde se encontra o antigo Hotel Estoril.
Agora, Agnes Lam veio recordar que um dos argumentos utilizados para deslocalizar o projecto foram os potenciais problemas do trânsito e de falta de estacionamento na Avenida da Praia Grande.
Face a este argumento, a ex-deputada questiona o facto de agora se abdicar voluntariamente da construção de um parque de estacionamento subterrâneo na nova biblioteca.
“Se olharmos para o passado, a principal razão para mudar o local da biblioteca não foram as dificuldades na reconstrução no Antigo Tribunal, na verdade foi o problema do trânsito”, escreveu Lam. “Com esta decisão [de não construir o parque de estacionamento] há um desencontro entre as expectativas da população e a nova biblioteca”, acrescentou.
Por outro lado, a académica alertou para a possibilidade da futura Biblioteca Central criar problemas para o trânsito daquela zona. “A capacidade de estacionamento na Praça de Tap Seac está praticamente esgotada e corre-se o risco de não haver mais locais de estacionamento disponíveis. Temo que a nova biblioteca vá criar graves problemas de trânsito no futuro”, alertou.

Mais explicações
Neste cenário, Agnes Lam admite que que se avance para a construção da biblioteca mesmo sem estacionamento, mas considera que é necessário explicar muito bem à população a opção.
Ao mesmo tempo, a ex-legisladora apela ao Governo para que “oiça a população” sobre este assunto, antes de tomar uma decisão definitiva.
Por outro lado, a académica afirmou é necessário preparar o futuro daquela zona de Macau, em matéria de trânsito, principalmente porque ao pé do edifício Holland Garden existe grande falta de estacionamento, o que tende a esgotar os lugares existentes ao pé do Tap Seac.

DSAL | Três feiras vão oferecer 444 empregos

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) irá organizar três feiras de emprego nos dias 20 e 21 de Julho, onde serão oferecidas 444 ofertas de emprego. As inscrições para as três sessões, organizadas em parceria com a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), estão abertas a partir de hoje, às 09h, e encerram na próxima quarta-feira ao meio-dia.
Na manhã do dia 20 de Julho, a sessão de emparelhamento será dedicada ao sector hoteleiro, com a oferta de 116 vagas de emprego para postos como “supervisor de balcão de atendimento, supervisor dos serviços de quarto, supervisor de vigilância de andares, empregado administrativo, recepcionista, agente dos serviços de atendimento aos clientes, empregado dos serviços de quarto, bagageiro e empregado dos serviços de limpeza”. Esta sessão realiza-se no Centro para o Desenvolvimento de Carreiras da FAOM, na Istmo de Ferreira do Amaral 101-105.
Na manhã de 21 de Julho, serão oferecidas mais 177 vagas de trabalho para o sector hoteleiro. As ofertas são para “empregado de assuntos de recursos humanos e administrativo, empregado de assuntos financeiro, técnico de redes, coordenador da secção de limpeza e arrumação de quartos, agente dos serviços no lobby do hotel, agente dos serviços de VIP, funcionário de Linen Room e secção de uniforme, agente dos serviços de restauração e cozinheiro.
No mesmo dia à tarde, a feira de emprego oferece 151 vagas para o sector dos serviços integrados de entretenimento. Os interessados podem concorrer aos postos de “agente de aquisição, agente de armazém, operador de caixa, agente dos serviços de loja, embaixador de serviços de cinema, projeccionista, agente de serviços de restauração, cozinheiro e detalhista automóvel. Estas duas sessões serão realizadas no salão de banquete do Hotel Macau Roosevelt, na Taipa.

Função Pública | Recuperação leva a pedidos de aumentos salariais

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Origem Chinesa espera que os funcionários públicos tenham um aumento dos salários de 3,3 por cento no próximo ano. O apelo foi feito por Cheong Koc Iun, presidente da associação, através de um artigo publicado no jornal Ou Mun, em que é sublinhada a necessidade haver uma “recompensa verdadeira” face ao trabalho dos últimos anos.
Segundo Cheong Koc Iun, os salários dos funcionários públicos estão congelados há três anos e durante este período a associação compreendeu a necessidade de implementar políticas de austeridade, devido ao ambiente económico relacionado com a covid-19.
Todavia, com os sinais da recuperação económica, o responsável considera que está na altura de reconhecer os esforços dos funcionários públicos.
“A pressão da vida quotidiana aumentou bastante, mas a equipa de funcionários públicos não deixou de ser dedicada no cumprimento dos seus deveres, mostrando coragem e espírito de combate face à pandemia”, justificou o dirigente associativo. “Durante este período da pandemia os funcionários mereceram muitos elogios e distinções. Por isso, as associações têm sempre a esperança que o Governo reconheça os esforços e recompense os trabalhadores. Todos os reconhecimentos feitos até agora não passaram de elogios verbais, pelo que não se pode falar de uma recompensa verdadeira”, sublinhou.

Estimativas de crescimento
Além de mencionar o esforço do passado, a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Origem Chinesa justifica o pedido de aumentos de 3,3 por cento com o novo ambiente económico, e o fim do período mais complicado da crise económica.
Para justificar as palavras, o presidente da associação indica que as estimativas da Universidade de Macau apontam para um crescimento anual da economia que pode chegar a 47 por cento, além de haver uma recuperação do número de visitantes.
“A situação da economia e do emprego está a melhorar de forma gradual. As receitas brutas do jogo durante os primeiros seis meses ultrapassaram os 80 mil milhões de patacas”, apontou Cheong. “As receitas anuais do jogo devem ultrapassar os 170 mil milhões de patacas, o que reflecte que a economia está a recuperar e a crescer de formal satisfatória. As receitas fiscais do governo para este ano vão melhorar a olhos vistos”, destacou.
Por outro lado, o dirigente associativo defende ainda que se siga o exemplo de Hong Kong, onde apesar da grave crise não deixou de haver aumentos, que variaram entre 2,87 por cento e 4,65 por cento. “Apesar das situações de Hong Kong e Macau serem diferentes, temos de compreender que as pessoas de Macau também estão a ser afectadas pela inflação e o aumento das taxas de juros, que tornam o custo de vida mais caro”, frisou.

Wong Sio Chak em Xangai para reforçar cooperação

O secretário para a Segurança espera que a cooperação entre a polícia de Macau e de Xangai seja reforçada “em várias vertentes”. O desejo e objectivo foi deixado na principal praça financeira do Interior, durante o 19.º Encontro de Trabalho para a Cooperação entre as Autoridades Policiais de Xangai e Macau, que decorreu durante o dia de ontem.
Na reunião, as partes fizeram uma retrospectiva sobre a situação da cooperação policial no ano transacto e discutiram o combate aos jogos de fortuna ou azar online transfronteiriços e aos crimes de burla nas telecomunicações e cibernética, o reforço da cooperação em matérias de interacção da aplicação da lei e de controlo de migração, bem como melhoramento de cursos de formação policial.
De acordo com o comunicado oficial da delegação de Macau, Wong Sio Chak apontou “esperar um aprofundamento na cooperação entre as duas polícias em várias vertentes, e com base nos alicerces estabelecidos, bem como nos esforços conjuntos no combate à criminalidade transfronteiriça”.
Wong destacou também que o reforço da cooperação vai permitir “salvaguardar a vida e os bens dos cidadãos, contribuindo para a prosperidade e a estabilidade das duas cidades”.
O secretário fez ainda “uma apresentação relativa à situação da segurança em Macau e aos trabalhos desenvolvidos em torno da manutenção da segurança nacional no ano transacto”.

Paz e pragmatismo
Por sua vez, a delegação de Xangai foi liderada pelo Subdirector da Directoria Municipal de Segurança Pública de Xangai, Cai Tian. O responsável do Interior afirmou que, ao longo dos anos, “as polícias de Xangai e de Macau têm vindo a estabelecer uma cooperação policial abrangente, multinível e tridimensional, baseada nos princípios de cooperação normalizada, compartilha de recursos, acção conjunta regional e benefícios e vantagens mútuos, procurando assim concretizar uma cooperação estratégica, prática e eficaz”.
Cai Tian admitiu ainda que “perante os novos desafios resultantes da complexa conjuntura internacional” as “polícias de Xangai e de Macau irão envidar esforços no sentido de estabelecer firmemente um conceito geral de segurança nacional e adoptar medidas mais pragmáticas e eficientes para garantir a paz e a estabilidade a longo prazo das duas cidades”.

Habitação Intermédia | Governo não se compromete com divulgação de preço

O Governo recusou ontem comprometer-se com um calendário para a divulgação dos preços de compra das habitações intermédias, também conhecidas como habitações sanduíche. O tema foi abordado numa reunião da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa com os representantes do Executivo a limitarem-se a responder que o valor será divulgado “em tempo oportuno”.
“Na altura da candidatura não haverá um preço anunciado, porque só vai ser anunciado em tempo oportuno”, afirmou Vong Hin Fai, deputado e presidente da comissão, citado pela Rádio Macau. “O Governo diz que o preço vai ser revelado no momento oportuno, que vai ser decidido pelo Chefe do Executivo […] Só com o desenvolvimento do projecto é que o Governo vai, através do despacho do Governo, fixar o preço de venda”, foi acrescentado.
O mesmo procedimento vai ser adoptado para o rácio de compensação, ou seja, o montante que os proprietários das habitações intermédias vão ter de entregar ao Governo, no caso de venderam as habitações, passado o período de congelamento de 16 anos.

Até 15 de Agosto
Presente na Assembleia Legislativa, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, afirmou que a lei deve ser votada na especialidade, para depois poder entrar em vigor, até 15 de Agosto.
“Já estamos na fase final [da análise do diploma], portanto estamos na discussão da versão final. Começamos no artigo 1.º e terminámos no 32.º. Na próxima semana começaremos no 33.º e acho que vamos terminar”, afirmou o secretário. “A comissão vai ficar em condições de elaborar o seu parecer e temos esperança de que antes das férias da Assembleia Legislativa, a 15 de Agosto, a lei possa ir ao plenário e ser aprovada na especialidade”, completou.
Actualmente, o Governo deu início aos trabalhos para construir ente 7 mil e 10 mil casas de habitação intermédia. Ontem, o governante não adiantou pormenores sobre a calendarização, mas espera estar em condições de o fazer na próxima semana, quando voltar ao hemiciclo.
No entanto, foi deixada a garantia de que a lei vai ser aprovada a tempo de ser feito o concurso para a venda das fracções, assim que estas estiverem terminadas.
A habitação intermédia foi criada para responder às necessidades da população que não tem rendimentos para comprar uma habitação no mercado privado, mas que possui rendimentos superiores ao limite máximo para adquiri uma habitação social.

Automóveis | Rússia torna-se maior importador mundial de fabricantes chinesas

A Rússia tornou-se este ano no principal importador de carros de marcas chinesas, ao adquirir cerca de 287 mil unidades nos primeiros cinco meses de 2023, segundo dados divulgados pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM).
“A saída das marcas automóveis ocidentais do mercado russo deixou um nicho que as empresas chinesas conseguiram preencher. Isto combinado com a crescente competitividade dos veículos chineses fez com que a Rússia aumentasse as importações de carros chineses”, explicou o secretário-geral da Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA), Cui Dongshu, citado pelo jornal oficial Global Times.
Os dados difundidos pela CAAM revelam uma grande diferença em relação aos outros dois países que completam o ‘top 3’ de importadores de veículos chineses: o México, com 159 mil unidades, e a Bélgica, com 120 mil.
No entanto, a Rússia não aparece no topo dos destinos de veículos eléctricos, dos quais a China vendeu 673 mil para o exterior, entre Janeiro e Maio. A Bélgica, Reino Unido e a Tailândia foram os principais destinos.
As fabricantes alemãs, japonesas e norte-americanas enfrentam concorrência crescente de marcas chinesas que se estão a desenvolver rapidamente, conquistando participação nos mercados doméstico e globais.
Fabricantes chinesas de veículos eléctricos, incluindo a BYD e a unidade Zeekr, do grupo Geely Group, iniciaram as vendas este ano no Japão e na Europa. A Geely também é dona da sueca Volvo Cars e da sua marca de luxo totalmente eléctrica, a Polestar.
Estimativas do banco russo Otkritie, citadas pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, apontam para que as vendas de carros chineses possam atingir entre 380.000 e 400.000 unidades na Rússia até ao final deste ano.

Taiwan | Exercício de evacuação em larga escala em preparação

Taiwan vai fazer este mês o primeiro exercício de evacuação em larga escala em várias décadas, num sinal de que está a tentar reforçar as defesas civis contra um possível ataque.
O exercício vai abranger diferentes partes do território, que abrigam, no total, três milhões de pessoas. A ilha tem 23 milhões de habitantes.
A polícia e os funcionários da defesa civil vão conduzir para abrigos antiaéreos todas as pessoas que estiverem nas ruas no momento do exercício, afirmou o Ministério da Defesa do território.
Os planos marcam uma mudança significativa em relação a edições anteriores do chamado exercício de ataque aéreo de Wan’an, que Taiwan faz anualmente.
O ministério da Defesa de Taiwan disse que 34 aeronaves militares chinesas operaram perto de Taiwan na terça-feira, entre as quais 29 cruzaram a linha mediana não oficial do Estreito de Taiwan.
“[Vamos] testar a paragem do trânsito e a retirada de pessoas para instalações reais de evacuação de defesa aérea”, disse Chu Sen-tsun, funcionário da Agência de Mobilização de Defesa Total do Ministério da Defesa.
O exercício visa fazer com que as pessoas “se acostumem a retirar imediatamente após o alarme soar, para que possamos consciencializar a sociedade sobre a defesa aérea”.
As autoridades instruíram as pessoas a descarregar uma aplicação da polícia para localizar abrigos próximos e sugeriram que guardem um mapa que funciona sem ligação à rede, para localizá-los em caso de emergência se as comunicações forem cortadas.

Venetian | Niki, a nova voz da Indonésia, em Macau em Setembro

No final de Setembro, a nova estrela da música pop indonésia Niki, vai dar um concerto no Cotai Arena do Venetian. A paragem por Macau faz parte da tour mundial da jovem compositora, que passará pelos Estados Unidos, Europa e Austrália. Com apenas 24 anos, Niki já conta com dois discos de estúdio e dois ao vivo

 

Dois de concertos no festival Lollapalooza em Chicago, num festival em Los Angeles e espectáculos marcados no sudeste asiático e na Austrália, Niki irá tocar para o público de Macau no Cotai Arena do Venetian, no dia 30 de Setembro.

A jovem estrela, nascida em Jacarta, é um fenómeno de popularidade mundial, facto que se pode comprovar com o videoclipe do single “High School in Jakarta” que tem mais de 27 milhões de visualizações no Youtube, ou “Every Summertime” com quase 40 milhões de visualizações.

Composições simples e melodiosas, movidas a batidas pop, guitarras acústicas a piscar o olho ao folk e letras que lançam anzois identitários a adolescentes, tornaram Niki numa estrela pop com uma ascensão meteórica.

Apesar da tenra idade, 24 anos, Niki já conta com uma carreira prolífera. Aos nove anos, a jovem já tinha aprendido a tocar guitarra pela sua própria iniciativa.

A entrada no mundo da pop aconteceu aos 15 anos, quando depois de vencer um concurso intitulado “Ride do Fame”, a jovem ganhou a oportunidade de fazer a primeira parte do concerto de Taylor Swift na capital indonésia, momento que mudou a vida da adolescente.

Com a visibilidade ganha depois de subir ao palco com uma das mais famosas artistas da pop mundial, fez explodir as redes sociais onde desde criança Niki partilhava composições originais, com os canais de Youtube e Spotify a atrair um público crescente. Três anos depois, a jovem indonésia assinava contrato com os editora norte-americana e mudava-se para os Estados Unidos.

 

Sonho americano

Antes da aventura americana, do concerto com Taylor Swift e da entrada na música profissional, Niki lançou uma edição caseira, o EP “Zephy”, onde já se denotavam as influências R&B e folk.

Em 2017, Niki mudou-se para Nashville, no estado do Tennessee, para estudar música na Universidade Lipscomb. O futuro começava a desenhar-se com a entrada numa editora e o lançamento de dois singles (“See U Never” e “I Like U”).

Em Setembro de 2020, a compositora lançou o seu primeiro disco, “Moonchild” e dois anos depois “Nicole” foi lançada.

Os bilhetes para o concerto no Cotai Arena vão ser postos à venda no dia 27 de Julho, através da bilheteira online cotaiticketing.com, e os preços vão variar entre 580 e 980 patacas.

Antes de Macau, a artista já tem concertos esgotados em Banguecoque, Manila, Sidney, Melbourne, Jacarta, e depois de Macau, os espectáculos em Londres e Amesterdão também estão lotados, demonstrando o apelo global da música de Niki.

Mercado | Vice-presidente chinês dá boas-vindas a empresas dos EUA

O vice-presidente chinês, Han Zheng, disse esta terça-feira que empresas de todo o mundo, incluindo dos Estados Unidos, são bem-vindas para aprofundar a sua presença no mercado chinês.
Han fez os comentários ao reunir-se com representantes dos EUA que participavam na 14.ª ronda de diálogo entre líderes empresariais chineses e americanos e ex-funcionários séniores em Pequim, indica a agência estatal Xinhua.
As relações China-EUA são as relações bilaterais mais importantes do mundo. Para promover o desenvolvimento sólido e constante das relações, a chave é seguir os princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ‘win-win’ apresentados pelo Presidente Xi Jinping, observou Han.
A competição está em todos os lugares do mundo actual, mas deve ser uma competição saudável que promova resultados positivos para ambas as partes, em vez de um jogo de soma zero, destacou Han, citado pela Xinhua.

“A China avançará inabalavelmente com a sua reforma e abertura, e dará as boas-vindas a empresas de todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, para aprofundar a sua presença no mercado chinês visando contribuir para a estabilidade e a operação ininterrupta das cadeias industriais e de suprimentos globais e para o crescimento económico mundial”, salientou Han.
Os representantes norte-americanos disseram que os Estados Unidos e a China têm laços económicos e comerciais estreitos, e as dificuldades e incertezas actuais são preocupantes.
Os responsáveis disseram ainda que a comunidade empresarial dos Estados Unidos está disposta a continuar a expandir a cooperação com a China e a desempenhar um papel activo para promover o desenvolvimento sólido e constante das relações bilaterais.

Pornografia | Detido por chantagear menor com vídeo

Um residente foi detido no domingo por suspeitas de ter ameaçado uma menor de idade com a divulgação de vídeos de pornografia caseira se a jovem terminasse a relação. O caso foi divulgado foi ontem e, segundo as autoridades policiais, a detenção aconteceu nas imediações do Posto Fronteiriço de Hengqin, quando os dois se encontraram causalmente. A menor queixou-se às autoridades no local e o suspeito, de 32 anos, acabou por ser detido. No telemóvel do suspeito terão sido encontrados os vídeos.

De acordo com o jornal Ou Mun, o indivíduo e a vítima começaram uma relação amorosa em 2020. Porém, a jovem descobriu que o suspeito teria outra namorada e tentou romper a relação. O suspeito ameaçou divulgar os vídeos e agredir familiares da jovem.

Segundo as autoridades, a menor passou a ignorar os contactos do indivíduo há cerca de um ano, até se terem encontrado no passado domingo.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público com o homem suspeito dos crimes de ameaça, coacção, acto sexual com menores e pornografia de menor.

Crime | Idoso de 84 anos agrediu mulher que ficou inconsciente

Uma discussão verbal entre um homem de 84 anos e uma mulher de 66 anos escalou para violência física, com o idoso a desferir um soco que deixou a vítima inconsciente. A mulher foi assistida no hospital e o suspeito detido. A criminalidade violenta aumentou 44 por cento no início do ano

 

No final da tarde de terça-feira, uma discussão verbal, que terá tido origem num desentendimento a propósito de dinheiro, escalou para uma agressão que deixou uma mulher de 66 anos inconsciente.

O alegado agressor, um idoso de 84 anos, foi interceptado pelas autoridades policiais no local, a Rua de Malaca, perto do Hotel Golden Dragon, sem que até ao fecho da edição tivessem sido divulgadas informações adicionais que esclarecessem a situação do suspeito.

O caso aconteceu às 18h30 e equipas do Corpo de Bombeiros e do Corpo de Polícia de Segurança Pública ocorreram de pronto ao local. Segundo o jornal Ou Mun, a equipa de emergência médica encontrou a vítima inconsciente no chão, com uma contusão no lado esquerdo do rosto, e conduziu-a de imediato às urgências do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

Segundo o relato de uma testemunha ouvida pelo jornal Ou Mun, a vítima e o suspeito encontraram-se na rua, desencadeando-se de seguida uma acesa discussão, que acabou com o idoso a perder a cabeça e a desferir um soco na mulher.

O caso continua a ser investigado pelas autoridades policiais.

 

Histórias de violência

Há cerca de duas semanas, Macau foi abalada por um caso de extrema violência, depois de um homem ter tentado assassinar a ex-mulher desferindo golpes de martelo na cabeça da vítima, enquanto que na passada segunda-feira, um jovem esfaqueou uma aluna do Colégio Mateus Ricci.

Nas últimas estatísticas da criminalidade divulgadas pelo Governo, verificou-se que no primeiro trimestre deste ano o número de crimes aumentou 17,2 por cento. Além dos tradicionais delitos criminais associados à indústria do jogo, a criminalidade violenta registou uma subida considerável, 44,2 por cento, nos primeiros três meses de 2023, face ao período homólogo do ano transacto.

Pyongyang dispara míssil balístico não identificado

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico não identificado, depois de Pyongyang ter ameaçado abater aviões espiões norte-americanos no espaço aéreo norte-coreano, anunciaram ontem as forças armadas da Coreia do Sul.
O Estado-Maior Interarmas sul-coreano indicou que “a Coreia do Norte disparou um míssil balístico não identificado em direção ao mar de Leste”, nome dado pelas duas Coreias ao mar do Japão.
Também o Ministério da Defesa do Japão registou o novo disparo de um aparente míssil balístico norte-coreano, no primeiro deste tipo desde 15 de Junho, indicando estar a reunir dados para avaliar se apresenta algum tipo de risco para o seu território.
Na segunda-feira, Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, advertiu os Estados Unidos que Pyongyang responderá com “acções claras e contundentes” ao que qualificou como operações de “espionagem aérea”.
A também vice-directora de propaganda do regime sublinhou que as ações de Washington são “claramente uma grave violação da soberania e segurança norte-coreana”.

Provocações graves
Kim Yo-jong afirmou que “um avião de reconhecimento estratégico da Força Aérea dos EUA realizou novamente o reconhecimento aéreo da parte oriental da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte] ao entrar nos céus da Zona Económica Especial (ZEE) acima da Linha de Demarcação Militar (MDL)”, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA.
O dispositivo “executou uma grave provocação militar ao realizar o reconhecimento aéreo” sobre as águas da ZEE norte-coreana, chegando a estar a cerca de 400 quilómetros da costa sudeste do país, acrescentou.
Depois de o fracasso das negociações de desnuclearização de 2019, as tensões aumentaram novamente na península coreana.
Pyongyang rejeitou qualquer iniciativa de diálogo e realizou um número recorde de testes de mísseis, enquanto Seul e Washington retomaram as grandes manobras militares conjuntas e mobilizaram regularmente meios estratégicos dos EUA na região.