Hoje Macau China / Ásia MancheteNepal | Um dos três portugueses desaparecidos foi localizado e resgatado Um dos três portugueses desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete foi localizado e resgatado, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros. “De acordo com as autoridades do Nepal, um cidadão nacional terá sido resgatado”, indicou o ministério, acrescentando que “permanecem desaparecidas duas portuguesas”. De acordo com o mais recente balanço, o número total de mortos já ultrapassou os 1.000. A agência nepalesa de gestão de catástrofes informou que foram contabilizados 987 mortos no país e que 3.916 pessoas continuam desaparecidas, entre as quais 583 estrangeiros. As autoridades chinesas tinham contabilizado 16 mortos na atualização mais recente, divulgada no domingo, elevando para pelo menos 1.003 o número de vítimas mortais nos dois países. Pelo menos 11.814 pessoas foram até agora resgatadas, de acordo com as autoridades nepalesas. A catástrofe de 26 de Agosto teve origem numa sucessão de fenómenos nas zonas de elevada altitude dos Himalaias. O colapso de um glaciar lançou grandes quantidades de rocha, gelo e água de degelo para os vales, desencadeando violentas cheias a jusante. A vaga de água e lama atingiu por volta das 09:15 locais o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana e afectou com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, segundo fontes oficiais. A água atingiu também o território chinês. Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruídas quando o rio que as atravessa sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações. A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água varreu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | Vernice Lao regressou à F4 em Chengdu Duas dezenas de pilotos participaram na quarta prova do Campeonato Chinês de F4, disputada no Circuito Internacional de Tianfu Chengdu, que assinalou a segunda participação em monolugares da jovem piloto de Macau Vernice Lao Si Lun. A piloto, de 16 anos, regressou ao volante de um monolugar após uma ausência de quase um ano. Foi precisamente neste circuito que, na sua estreia, no ano passado, se tornou a primeira piloto feminina de Macau a competir numa prova de Fórmula 4. No regresso à única categoria nacional de fórmulas da República Popular da China, a piloto de karting de Macau adaptou-se rapidamente ao Ligier JS F422, estabelecendo tempos promissores para alguém que, ao contrário da maioria dos pilotos da grelha, não havia competido em F4 antes da presente temporada. Num fim-de-semana em que a chuva apenas marcou presença nos treinos, Vernice Lao terminou a corrida de abertura, no sábado, na 9.ª posição, e a segunda na 13.ª. Este último resultado foi alcançado após um esforço considerável, uma vez que a piloto inscrita pela Blackjack Racing RFN foi abalroada por um adversário, sem que tivesse qualquer responsabilidade no incidente. No domingo, onde foram novamente disputadas duas corridas de trinta minutos de duração, Vernice Lao prosseguiu a sua evolução na moderna pista da província de Sichuan, demonstrando um ritmo consistente e sem cometer erros, para terminar as corridas três e quatro nas 13.ª e 9.ª posições, respectivamente. Elogios do chefe Para Rodolfo Ávila, Team Manager da Asia Racing Team RFN e da sua equipa-irmã Blackjack Racing RFN, o fim-de-semana em Chengdu foi bastante positivo para toda a equipas e respectivos pilotos. “O início do fim-de-semana não foi fácil, mas a equipa e os pilotos continuaram a evoluir ao longo da prova e, no final, tivemos uma operação muito forte no seu conjunto. Vencemos três das quatro corridas e ficámos muito perto de conseguir a mão-cheia. Os pilotos deram um grande passo em frente em termos de ritmo. Sabemos que ainda há trabalho a fazer no que diz respeito à condução em corrida, mas a evolução foi evidente”, referiu o também piloto português da RAEM. Sobre a piloto apoiada pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), Rodolfo Ávila deixou igualmente palavras de elogio. “A Vernice fez exactamente aquilo que lhe foi pedido: continuou a melhorar o seu ritmo ao longo do fim-de-semana e, no final, era claramente visível a sua evolução”, referiu o responsável desportivo da equipa do território, seleccionada para a segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA, que se disputará no programa do 73.º Grande Prémio de Macau, em Novembro. Timur Shagaliev venceu duas corridas, Josh Feng uma, ambos pilotos da Asia Racing Team RFN, enquanto Lucas Yu Yuan, da equipa Black Blade Racing, venceu a outra. Com duas rondas e oito corridas ainda por disputar até ao final da temporada, o Campeonato Chinês de F4 prossegue em Zhuzhou, na província de Hunan, no final de Setembro, antes de terminar em Zhuhai, em Outubro.
Hoje Macau Manchete SociedadeJogo | Receitas brutas com quebra anual de 1,2% em Agosto Os números de Agosto mostram as receitas a caírem em termos anuais pelo terceiro mês consecutivo. Esta é a série mais negativa para a indústria do jogo, desde a pandemia da Covid-19 As receitas dos casinos caíram em Agosto, em termos homólogos, pelo terceiro mês consecutivo, foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, o sector arrecadou 21,9 mil milhões de patacas no mês passado, menos 1,2 por cento do que em Agosto de 2025. As receitas dos casinos de Macau já tinham registado quedas homólogas de 12,1 por cento em Junho e de 8,4 por cento em Julho, algo que os analistas tinham justificado com o impacto do Mundial de futebol. O banco de investimento Citigroup indicou numa nota que as apostas no torneio, que decorreu entre 11 de Junho e 19 de Julho, reduziram o orçamento que os jogadores normalmente reservam para as mesas de Macau. É a primeira vez desde 2021, em plena pandemia de covid-19, que os casinos do território registam três meses consecutivos com as receitas a cair em termos homólogos. A indústria do jogo fechou 2025 com receitas de 247,4 mil milhões de patacas, o valor mais elevado desde 2019, antes do início da pandemia. O orçamento do Governo para este ano, aprovado em Dezembro de 2025, prevê que as receitas atinjam 236 mil milhões de patacas, o que representaria uma queda de 4,61 por cento em comparação com o ano passado. O então secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, defendeu a previsão como “bastante prudente” e recusou apontar uma meta para o crescimento da economia da região, que descreveu como altamente “vulnerável a flutuações”. Recorde em 2013 O recorde de receitas dos casinos foi atingido em 2013 – 360,7 mil milhões de patacas – antes das autoridades da China continental terem lançado uma campanha para limitar os fluxos ilegais de capitais. De acordo com dados oficiais, Macau recebeu quase 24,5 milhões de visitantes nos primeiros sete meses de 2026, mais 8 por cento do que no mesmo período do ano passado. Os casinos representaram quase metade (47,3 por cento) do Produto Interno Bruto de Macau em 2025. Se ao jogo se juntar o turismo, então este sector reuniu 74,1 por cento da economia local. Apesar da crise sofrida durante a pandemia, os casinos davam no final de Junho trabalho a cerca de 66.100 pessoas, ou seja, 17,6 por cento da população empregada. Além disso, os impostos sobre o jogo representavam 84,6 por cento do total das receitas públicas de Macau nos primeiros sete meses do ano.
Nunu Wu Manchete SociedadeEscolas | Regresso às aulas marcado por ataque com líquido corrosivo Um aluno de 18 anos atacou uma professora com um ácido corrosivo, e os dois precisaram de receber tratamento hospitalar. Ontem, à hora de fecho do HM, os motivos do ataque ainda não tinham sido divulgados pelas autoridades O primeiro dia do novo ano lectivo ficou marcado por um ataque com um líquido corrosivo de um aluno a uma professora, na Escola São João de Brito, na Rua de Pedro Coutinho. Segundo a informação do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), a vítima do ataque, uma docente com mais de 60 anos, ficou com ferimentos no rosto e noutras partes do corpo. O aluno, que as autoridades referiram ter 18 anos, ficou ferido nas mãos. “Às 8h24, o nosso serviço recebeu uma denúncia de um incidente por ofensa à integridade física numa escola na Rua de Pedro Coutinho, no qual um aluno é suspeito de ter atirado soda cáustica a uma professora”, indicou o CPSP, numa resposta escrita enviada à Agência Lusa, depois de o caso ter sido tornado público. “Ambos foram transportados para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para receberem tratamento”, foi acrescentado. Até ontem à hora de fecho da edição, os motivos do ataque não tinham sido revelados. Ainda antes da divulgação pública do caso que marcou o dia de ontem, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, tinha considerado o regresso às aulas “um sucesso”. A manhã incluiu para o responsável uma visita matinal à Escola São Paulo e à Escola Keang Peng. À margem deste evento, segundo o canal chinês da Rádio Macau, Kong Chi Meng afirmou que o número de alunos se manteve em cerca de 86 mil, tal como no ano passado. Também o número de turmas foi semelhante ao do ano passado, embora tenha havido um aumento em termos do número de alunos a frequentar o ensino secundário. Todavia, no ensino infantil houve uma redução dos inscritos. Sobre a redução da natalidade em Macau, o director da DSEDJ afirmou que foram lançadas medidas de apoio, com um novo programa de subsídios para apoiar a fusão de escolas ou a conversão das instituições de ensino. Trânsito “estável” Em relação ao trânsito na manhã de ontem, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) fez um balanço positivo da situação nas estradas do território. “Apesar da instabilidade das condições meteorológicas, o funcionamento geral do trânsito decorreu com normalidade. De acordo com os dados estatísticos em tempo real dos autocarros, durante a hora de ponta matinal, entre as 6h e as 9h de hoje [ontem], as duas operadoras de autocarros realizaram, no total, mais de 2.000 viagens, o que representa um aumento de 4 por cento em comparação com o mesmo período das férias de Verão”, foi comunicado. “Entre as 6h e as 9h de hoje [ontem], foram transportados de autocarro mais de 123 mil passageiros, um número semelhante ao registado no período homólogo do primeiro dia de aulas do ano passado, dos quais cerca de 13 mil utilizaram o cartão de estudante”, foi acrescentado. Por sua vez, como parte da explicação da situação do trânsito, Kong Chi Meng revelou que a DSEDJ pediu às escolas para realizarem várias cerimónias de abertura, em diferentes horários, de forma a dividirem os alunos, em vez de optarem por uma única cerimónia com maior concentração de estudantes.
João Santos Filipe Manchete PolíticaFinanças | Shenzhen vai emitir dívida de 1.000 milhões de renminbis A emissão está prometida para o “início de Setembro”, destina-se a “investidores profissionais” e os fundos reconhecidos visam o “desenvolvimento sustentável” de diferentes áreas na Grande Baía O Governo Popular da Cidade de Shenzhen vai emitir 1.000 milhões de renminbis em títulos de dívida, de acordo com um anúncio de ontem da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A data da emissão dos títulos foi indicada como “início de Setembro”, os títulos vão ter um prazo de maturidade de 3 anos, e a taxa de juro não foi revelada. A informação oficial indica ainda que a dívida contraída pelo Governo de Shenzhen através de Macau vai constituir-se como “obrigações de desenvolvimento sustentável” relacionadas com a Grande Baía” e vão ter como destinatários “investidores profissionais”. Esta é a segunda vez que a cidade de Shenzhen emite títulos de dívida através de Macau, depois de no ano passado ter feito uma emissão do mesmo valor e moeda, igualmente em Setembro. Em 2025, os títulos da dívida foram apresentados como a primeira emissão na RAEM de “obrigações verdes destinadas ao combate às alterações climáticas”. Os títulos tinham uma taxa de juro de 1,74 por cento e as verbas emprestadas destinavam-se a transportes públicos verdes. No entender da AMCM, o facto de o Governo Popular da Cidade de Shenzhen recorrer a Macau pelo segundo ano consecutivo para emitir dívida reflecte “plenamente o apoio do Governo Central e do Governo Popular da Cidade de Shenzhen a Macau no desenvolvimento e fortalecimento do mercado obrigacionista”. Apoio à diversificação A AMCM considerou também que a emissão mais recente significa o apoio do Governo Central e do Governo de Shenzhen na “promoção do desenvolvimento de qualidade do sector financeiro com características próprias”, e que esta nova emissão vai gerar “um novo impulso no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”. “A AMCM expressa os seus sinceros agradecimentos ao Governo Central e ao Governo Popular da Cidade de Shenzhen pelo apoio prestado”, foi acrescentado no comunicado oficial. Ao mesmo tempo, a emissão é entendida pela AMCM como uma forma de reforçar a cooperação entre Macau e Shenzhen: “a nova emissão, em Macau, de títulos de dívida ‘offshore’ em RMB do Governo local pela Cidade de Shenzhen constitui uma manifestação importante do aprofundamento da cooperação no domínio financeiro entre Shenzhen e Macau, bem como do apoio ao desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía”, foi defendido. A AMCM acredita ainda que a nova emissão vai “incentivar mais emitentes a emitirem, em Macau, obrigações verdes e sustentáveis, enriquecendo ainda mais os produtos financeiros verdes e sustentáveis de Macau”. O regulador financeiro de Macau aponta também que o Executivo local vai “empenhar-se em reforçar a competitividade do mercado obrigacionista de Macau, atraindo emitentes de qualidade e investidores internacionais para a participação no mercado obrigacionista”.
João Santos Filipe Manchete PolíticaGrande Baía | PM de Singapura garante interesse na Zona de Cooperação Lawrence Wong recebeu Sam Hou Fai e garantiu que há investidores desejosos de entrar na Zona de Cooperação Aprofundada, através de Macau. Por sua vez, o líder da RAEM destacou o sucesso do modelo um país, dois sistemas O Primeiro-Ministro de Singapura, Lawrence Wong, garante que há empresários da Cidade-Estado interessados em investir em Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. As declarações foram prestadas, de acordo com o Governo de Macau, durante a recepção ao Chefe do Executivo, na tarde de segunda-feira. De acordo com a versão de Macau do encontro, Lawrence Wong “sublinhou que os investidores de Singapura, para além de acompanharem com atenção o mercado de Macau, desejam igualmente expandir os seus negócios na Zona de Cooperação Aprofundada e na Grande Baía através da plataforma de Macau”. O também Ministro das Finanças de Singapura terá ainda dito, perante Sam Hou Fai, que tanto Macau como a Zona de Cooperação e a Grande Baía apresentam “valiosas oportunidades de investimento”. Ainda nas declarações prestadas durante o encontro, Lawrence Wong terá considerado que “tanto Singapura como Macau são economias abertas ao exterior, com uma densidade populacional e orientações de desenvolvimento altamente semelhantes” e que as “duas partes” mantêm “um intercâmbio e uma cooperação contínuos e cada vez mais estreitos”. O Primeiro-Ministro de Singapura afirmou ainda que “o facto de o Governo da RAEM trazer a Singapura uma delegação empresarial composta por representantes de Macau, de Hengqin e do Interior da China é benéfico para promover a articulação e a cooperação com os investidores de Singapura”. Amizade reforçada Por sua vez, Sam Hou Fai começou por destacar “a amizade entre a China e Singapura” que indicou remontar “a tempos longínquos”. A Cidade-Estado tornou-se independente em 1965. A cidade foi estabelecida em 1819, como um posto comercial britânico. Além disso, o Chefe do Executivo indicou que “nos últimos anos” a “a parceria omnidireccional, de alta qualidade e virada para o futuro entre a China e Singapura tem vindo a aprofundar-se continuamente, colhendo resultados positivos”. Sobre Macau, Sam frisou que a “prática bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’” tornou-se “um modelo importante, demonstrando plenamente os valores da paz, inclusão, abertura e partilha”. O líder de Macau considerou também que estes valores “se coadunam com as características sociais de Singapura, marcadas por uma elevada tolerância e uma ampla ligação ao exterior”. O líder da RAEM apontou também que o Executivo “confere grande importância ao desenvolvimento de relações de amizade com Singapura, esperando aprofundar ainda mais o intercâmbio e a cooperação bilaterais”. O encontro com Lawrence Wong enquadra-se na segunda visita ao estrangeiro de Sam Hou Fai, que inclui paragens em Singapura, na Malásia e Indonésia. O regresso à RAEM deverá acontecer a 5 de Setembro.
Andreia Sofia Silva Manchete Sociedade“Saudel” | Içado sinal 1 de tempestade. Possibilidade “moderada” de sinal 3 Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) içaram na noite desta segunda-feira, 31, o sinal 1 de tempestade tropical a propósito da aproximação da tempestade tropical “Saudel”. Segundo informação oficial do website dos SMG, a possibilidade de aumentar o sinal de tempestade, nomeadamente para 3, é “moderada”, não existindo qualquer previsão quanto à possível chegada do sinal 8 de tempestade. O sinal 1 de tempestade deverá manter-se em vigor até às 10h desta terça-feira, 1 de Setembro. Segundo as últimas previsões, o “Saudel”, localizado no mar leste da ilha de Hainan, deverá passar a cerca de 300 quilómetros a sul de Macau “no início desta terça-feira”. Depois disso, “vai mover-se para o quadrante Leste, em direcção à região Nordeste do Mar do Sul da China, onde vai encontrar condições para continuar a intensificar-se”, é explicado. Em relação às condições meteorológicas, e tendo em conta a junção de um estado de depressão tropical com uma monção de nordeste, o tempo esta terça-feira, 1, deverá registar aguaceiros ocasionais e algumas trovoadas. “Durante a passagem das bandas de chuva, o vento pode atingir ocasionalmente o grau 6 da escala de Beaufort, com rajadas”, o que explica a possibilidade “moderada” de se passar ao sinal 3 de tempestade.
Hoje Macau Manchete SociedadeNepal | Cruz Vermelha doa 1,3 milhões para apoiar vítimas de enxurrada De acordo com um comunicado publicado no portal da Cruz Vermelha de Macau, a instituição doou um milhão de yuan para o Tibete e 50 mil dólares (405,8 mil patacas) para o Nepal, para apoiar as vítimas nas áreas afectadas pela enxurrada de quarta-feira. A cheia súbita que atingiu a zona fronteiriça entre o Nepal e o Tibete causou pelo menos 788 mortos, de acordo com um novo balanço divulgado ontem. Além das doações, a Cruz Vermelha de Macau abriu duas contas bancárias para angariar fundos e apelou à população para que estenda uma mão amiga e apoie os esforços de socorro de emergência” nas áreas afectadas, bem como para responder às “necessidades imediatas das vítimas”. Também a Cáritas de Macau está a criar uma conta para recolher donativos para apoiar o Nepal, disse à Lusa o director da instituição, que apelou à contribuição do público. No entanto, Paul Pun Chi Meng admitiu que, como “a economia não tem estado muito boa ultimamente, talvez não consigamos angariar muito dinheiro”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadePortuguese Business Awards | Associação Sílaba premiada A associação local Sílaba, focada na promoção da leitura em português, acaba de receber dois prémios nos Portuguese Business Awards 2026, nas áreas da educação literária e literacia cultural. Susana Diniz, fundadora, destaca que estes prémios dão ênfase “a uma ideia nascida aqui [em Macau] com raízes na língua e cultura portuguesa” A edição deste ano dos Portuguese Business Awards, atribuídos pela EU Business News, distinguiu a Sílaba – Associação Educativa e Literária em duas categorias. São elas o “Literary Education Initiative of the Year 2026” [Iniciativa de Educação Literária do Ano] e “Cultural Literacy Excellence Award 2026” [Prémio de Excelência em Literacia Cultural]. As distinções foram anunciadas pela própria associação nas redes sociais. “Ganhámos um prémio de negócios. A Sílaba está nos Portuguese Business Awards 2026 da EU Business News. Quem diria que histórias para crianças também contam como negócio e que o melhor negócio é o que não parece negócio nenhum.” Ao HM, Susana Diniz, fundadora do projecto, destaca que estes dois prémios mostram, acima de tudo, como “uma ideia nascida aqui [em Macau], com raízes na língua e cultura portuguesa, consegue ter eco além-fronteiras”. “A Sílaba é uma equipa pequena que faz um esforço grande, e tentamos fazer o melhor trabalho possível todos os dias. Quando isso é notado fora de Macau, confirma-se que estamos no caminho certo”, adiantou. Uma das últimas iniciativas da Sílaba foi a criação da caixa “Dinis Caixapiz”, um serviço de subscrição de livros infantis e juvenis que permite aos pequenos leitores, dos 0 aos 13 anos, receberem livros seleccionados por especialistas e que chegam numa caixa com muitas surpresas. Além disso, o Dinis é a mascote da associação, um boneco em tamanho grande que tenta atrair crianças e jovens para a língua portuguesa. Uma revista digital Susana Diniz diz que a Sílaba “acredita que livros para crianças importam e o prémio valida essa aposta”, sendo que o maior desafio, daqui para a frente, é “dar projecção ao projecto sem perder a essência do que somos”. Isso passa pela aposta na diversificação de conteúdos, esclarece. “Queremos chegar mais longe, mas de forma sustentável e eficaz. Mas para isso não basta crescer, tem de acontecer com sentido. Por isso, estamos a converter e a adaptar os nossos conteúdos, nomeadamente a Dinis Magazine, para formato digital.” Esta mudança não pretende substituir o livro no formato físico, mas sim “complementá-lo para que chegue a famílias que não estão em Macau, a escolas que não têm acesso aos nossos materiais, a crianças que crescem longe do português, mas que podem encontra lo connosco”. A fundadora da Sílaba salienta: “Fazer isto bem exige recursos que nem sempre temos, mas é o caminho.” Na Sílaba há ainda acesso a clubes de leitura com a mascote Dinis e aulas de línguas.
João Luz Manchete SociedadeIAM | Lançado alerta para noodles com formaldeído O Instituto para os Assuntos Municipais emitiu um alerta à população para não consumir noodles pré-embalados da marca Hsin Tung Yang Rice Noodles. As autoridades sanitárias de Hong Kong encontraram formaldeído, a substância que esteve na base de um escândalo com couves em Hebei O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) lançou no domingo à noite um alerta para uma análise feita em Hong Kong que detectou a presença de vestígios de formaldeído numa amostra de noodles de arroz pré-embalado. Num comunicado emitido apenas em chinês, o IAM mostrou-se “profundamente preocupado com o incidente e emitiu imediatamente um alerta à indústria alimentar local e enviou pessoal para inspeccionar o mercado para impedir que o produto circule em Macau”. Além disso, foi pedido às empresas importadoras que tenham lotes do produto que parem imediatamente seu o fornecimento e venda e apelado ao público para não consumir os noddles de arroz em questão. O produto onde foi detectado formaldeído são embalagens de 300 gramas de Hsin Tung Yang Rice Noodles, com data de validade de 10 de Abril de 2029, originárias de Taiwan. O comunicado do IAM surge cerca de 24 horas depois de um comunicado do Executivo de Hong Kong ter informado que o Centro da Segurança Alimentar, do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental, encontrou numa amostra do produto em questão formaldeído num nível de 12 partes por milhão. Lotes retirados O formaldeído é um produto químico industrial que, por vezes, é utilizado indevidamente como conservante alimentar e agente branqueador no processamento de alimentos. “Embora a Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifique o formaldeído um carcinogéneo do Grupo 1, essa classificação aplica-se apenas ao formaldeído ingerido por inalação”. Como tal, não é previsível que o nível detectado “tenha efeitos adversos para a saúde em condições normais de consumo”, indica o IAM. Porém, enquanto medida de precaução, o IAM instou o público a parar imediatamente de consumir produtos do lote afectado. O IAM assegurou ainda que irá monitorizar a situação e prevenir que os noddles em questão sejam comercializados. Na semana passada, a China foi abalada por um escândalo depois de ter sido publicado um vídeo nas redes sociais onde se viam trabalhadores a mergulhar couves numa solução de formaldeído antes de serem colocadas num camião. O vídeo foi declarado verídico pelas autoridades, que lançaram uma investigação a partir da propriedade onde foi filmado o vídeo, na província de Hebei. Também na semana passada, o IAM confirmou que Macau não importou vegetais dessa zona.
João Luz Manchete SociedadeAreia Preta | Rendas de habitação temporária entre 3.430 e 9.240 patacas As rendas das fracções de habitação temporária, nos blocos construídos no terreno que estava destinado ao Pearl Horizon, variam entre 3.430 e 9.240 patacas, consoante a tipologia, área, piso e orientação solar. O despacho que fixou as rendas estipula que estas serão revistas de dois em dois anos Um ano e meio depois de concluídas as obras de construção das torres de habitação temporária no Lote P na Areia Preta, no antigo terreno do Pearl Horizon, o Governo divulgou as rendas das fracções dos dois edifícios. Segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, assinado pelo Chefe do Executivo, as rendas dos 2.803 apartamentos variam entre 3.430 e as 9.240 patacas. No despacho assinado por Sam Hou Fai é referido que os “valores concretos das rendas das fracções” são fixados tendo em consideração a área bruta de utilização, a tipologia, a localização do piso e a orientação solar. No Edifício Ut Koi, que ocupa a parcela B do terreno onde nasceu o complexo habitacional, a renda mensal mais barata é de 5.090 patacas, por um T1 entre 50,5 e 53 metros quadrados de área bruta, enquanto a mais cara tem o valor 9.240 patacas por um T3 com área bruta entre 100 e 102,4 metros quadrados. Neste edifício, os apartamentos T1 têm rendas entre 5.090 e 5.750 patacas, enquanto os T2 no bloco 1 têm rendas entre 6.200 e 7.050 patacas. No bloco 2 do Edifício Ut Koi, as rendas são ligeiramente mais baratas, entre 6.180 e 6.870 patacas. Já os T3 têm rendas entre 8.170 e 8.730 patacas no bloco 1 e 8.470 a 9.240 patacas no bloco 2. Mesmo ali ao lado Por sua vez, o Edifício Lok Koi, na parcela C do terreno, têm três tipologias disponíveis: estúdios, T1 e T2, divididos entre seis blocos. O estúdio mais barato custa 3.430. patacas por mês e tem uma área bruta de pouco mais de 30 metros quadrados. Os estúdios no Lok Koi têm rendas que vão até às 4.050 patacas mensais, por uma fracção com 33,1 metros quadrados. Em relação aos T1, as rendas dos apartamentos, distribuídos entre as seis torres, custam entre 4.600 patacas e 5.980 patacas, por fracções com áreas brutas entre 44,2 e 53,2 metros quadrados. Já as fracções T2 têm rendas fixadas entre 5.940 e 7.310 metros quadrados, para apartamentos que vão de 64,4 a 71,6 metros quadrados de área bruta. O despacho publicado ontem estipula que as rendas sejam revistas obrigatoriamente a cada dois anos. O terreno que estava destinado ao complexo do Pearl Horizon ficou com duas parcelas para habitação temporária para moradores de prédios sujeitos a renovação urbana, enquanto a outra parcela foi entregue a lesados do caso judicial que acabou com a condenação da Polytex ao pagamento de 91,2 milhões de dólares de Hong Kong a compradores de fracções.
Hoje Macau Manchete PolíticaEconomia | Fundos de orientação podem investir em empresas estrangeiras O Governo garantiu ontem que os fundos de orientação governamental, criados para diversificar a economia local, vão estar abertos a investir em empresas estrangeiras. As verbas serão provenientes da reserva financeira e do orçamento em parceria com investidores privados O Conselho Executivo concluiu a discussão sobre as regras que irão ditar a gestão do Fundo de Orientação Governamental, criado no final de Fevereiro. O fundo de 11 mil milhões de patacas, que tem como objectivo apoiar financeiramente projectos que ajudem a diversificar a economia de Macau, poderá investir em empresas estrangeiras. O porta-voz do Conselho Executivo, Wong Sio Chak prometeu que o fundo irá “incentivar o emprego local e o desenvolvimento de quadros qualificados (…), em benefício das empresas e dos residentes de Macau”. Wong Sio Chak sublinhou que o novo fundo irá investir em empresas de capitais “quer locais quer do exterior, sempre que tenham um contributo para o desenvolvimento de Macau”. O também secretário para a Administração e Justiça acrescentou ainda que o investimento público “certamente será vantajoso para captar mais quadros qualificados do exterior”. Wong recordou que, em 18 de Agosto, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, prometeu rever o regime para a captação de quadros qualificados, para “aumentar a sua eficiência”. O Lam falava durante a apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico de Macau, que aponta como meta “criar condições favoráveis à captação” de mais quadros qualificados dos países lusófonos. Limites impostos As verbas que vão compor o fundo são provenientes dos cofres públicos, entre a reserva financeira e o orçamento público, em parceria com investidores privados, destinando-se a financiar projectos das áreas industriais prioritárias em Hengqin. Em relação ao desempenho, o Conselho Executivo indica que a prioridade é a orientação industrial e os benefícios sociais, “em vez do retorno financeiro de curto prazo”. Além disso, os fundos de orientação governamental vão estar proibidos de exercer “actividades relativas a garantias e investimento em produtos financeiros de elevado risco”. Em Maio, o Governo criou a Sociedade de Investimento e Gestão de Macau (MIMC, na sigla em inglês), uma empresa de capitais públicos para gerir o Fundo de Orientação Governamental. António Tam Chi Neng, administrador da MIMC, disse ontem que, “com certas empresas”, as autoridades irão exigir, “enquanto houver investimento público, que contribuam para o desenvolvimento económico de Macau”. “Quando essa exigência não for cumprida, em violação do contrato”, haverá um mecanismo para a retirada obrigatória do investimento público, que poderá também ser usado “em situações de corrupção”, sublinhou António Tam. O Conselho Executivo apresentou também o modelo como estes fundos serão geridos segundo três níveis decisórios. O Chefe do Executivo irá liderar uma comissão de orientação que vai definir estratégias globais de médio e longo prazo, enquanto os planos anuais e os “projectos de investimento de grande relevância” serão da responsabilidade da secretária para a Economia e Finanças. JL / Lusa
Hoje Macau Manchete SociedadeDireito | Advogados portugueses vão poder exercer na Grande Baía Os advogados de Macau, incluindo os portugueses, vão poder, a partir de 1 de Setembro, exercer em nove cidades do sul da China, segundo uma reforma aprovada pelo parlamento chinês. O Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, o órgão legislativo máximo da China, aprovou na sexta-feira alterações à lei que regula o exercício da advocacia. As mudanças abrem as portas da Grande Baía a advogados de Macau e Hong Kong, que passam a poder prestar serviços jurídicos específicos nas áreas cível e comercial. Para exercer na província vizinha, os advogados de Macau terão de primeiro passar num exame jurídico organizado pelo departamento de administração judicial do Conselho de Estado. O mesmo departamento irá definir também os requisitos de inscrição para o exame, os procedimentos de candidatura para o exercício da advocacia e o âmbito da prática permitida. Em 2024, o presidente da Associação dos Advogados de Macau, Vong Hin Fai, disse que, dos cerca de 450 inscritos, 40 por cento eram oriundos de países lusófonos e 80 por cento dominavam a língua portuguesa. Vong Hin Fai falava antes de liderar uma delegação da Ordem de Advogados de Macau numa visita a Portugal, onde se encontrou com a Ordem dos Advogados de Portugal. No entanto, não houve qualquer anúncio sobre uma eventual reactivação de um protocolo entre as duas ordens que facilitava a inscrição e o início do exercício para advogados portugueses em Macau, e que está suspenso desde 2013.
Hoje Macau China / Ásia MancheteNepal | Governo alerta para subida do nível da água da enxurrada As vítimas causadas pela tragédia no Nepal e Tibete continuam a aumentar. Autoridades alertam os perigos nas áreas afectadas pela enxurrada O Nepal alertou ontem para a subida do nível da água na bacia do rio Bhote Koshi, onde uma enxurrada causou na quarta-feira mais de 700 mortos, no país e na vizinha região do Tibete. “De acordo com o Departamento de Polícia do Distrito de Rasuwa, o caudal do rio Bhote Koshi aumentou”, afirmou a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal (NDRRMA, na sigla em inglês). “Assim, todo o pessoal envolvido nas operações de busca, salvamento e socorro, as pessoas nas zonas ribeirinhas e todas as outras pessoas nas zonas afectadas, incluindo Rasuwa, Nuwakot, Dhading e Chitwan, é aconselhado a tomar precauções”, disse a NDRRMA. No entanto, num comunicado divulgado na manhã de ontem, a agência governamental indicou que actualmente não existe o risco de “grandes inundações”. Tanto o Nepal como a China continuam os esforços de resgate contra o tempo para localizar pessoas presas pela enxurrada e começaram a enterrar corpos não identificados. A sobrelotação das morgues e a rápida decomposição dos corpos retirados dos rios obrigaram as autoridades locais, como no distrito de Nawalparasi East (Nawalpur), a iniciar a recolha em massa de amostras de ADN antes de enterrar corpos não identificados ou irreconhecíveis em áreas florestais comunitárias. As equipas de resgate, que já assistiram mais de 7.500 pessoas, continuam a tentar localizar os que ficaram presos na lama e os que ficaram isolados depois de pontes e estradas terem sido levadas pela enxurrada. Pelo menos 750 pessoas morreram e mais de três mil permanecem desaparecidas dos dois lados da fronteira que separa o Tibete do Nepal. Pelo menos 16 pessoas morreram na região do Tibete, onde 546 estão ainda desaparecidas, incluindo 261 estrangeiros, na sequência da enxurrada de quarta-feira, anunciou ontem a emissora estatal chinesa CCTV. A lista, divulgada pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Segurança Pública, da Cultura e do Turismo e da Gestão de Emergências da China, inclui um cidadão português. Sempre a somar A contagem representa mais nove mortes e menos oito desaparecidos do que o balanço anterior divulgado pelas autoridades chinesas. No sábado à noite, a autoridade nepalesa responsável pela gestão de emergências anunciou que registava 675 mortos e 2.498 desaparecidos, incluindo mais de 500 estrangeiros. O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa tinha referenciado seis portugueses desaparecidos no Nepal, mas três foram, entretanto, encontrados com vida. Também ontem, as autoridades chinesas identificaram a causa do desastre, confirmando as avaliações dos cientistas. Os especialistas “concluíram que por volta das 10:52 do dia 26 de Agosto, um glaciar na encosta sul do Pico Lirung, no Nepal”, entrou em colapso, desencadeando uma avalanche de gelo e rochas, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. Uma equipa de especialistas da Academia Chinesa de Ciências disse que a estabilidade do glaciar foi afectada por um “período prolongado de aquecimento climático global”. O mais recente catálogo nacional de glaciares da China, publicado em 2025, estimou que a extensão dos glaciares na China diminuiu 26 por cento desde a década de 1960, com recuos de até 40 por cento em algumas áreas dos Himalaias e da Trans-Himalaia. 750 vítimas mortais Pelo menos 750 pessoas morreram e 3.044 continuam desaparecidas dos dois lados da fronteira que separa o Tibete do Nepal, na sequência da enxurrada de quarta-feira, segundo um novo balanço nepalês divulgado ontem. A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal confirmou ontem a existência de 734 vítimas mortais no país, assim como 2.498 pessoas desaparecidas. A contagem representa mais 59 mortes do que o balanço anterior, divulgado pelas autoridades nepalesas responsável pela gestão de emergências no sábado à noite, enquanto o número de desaparecidos permaneceu inalterado. Do lado da China, a emissora estatal CCTV disse ontem que pelo menos 16 pessoas morreram na região do Tibete, onde 546 estão ainda desaparecidas, incluindo 261 estrangeiros. A lista, divulgada pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Segurança Pública, da Cultura e do Turismo e da Gestão de Emergências da China, inclui um cidadão português.
Hoje Macau Manchete SociedadeHotelaria | Registada maior ocupação até Julho desde a pandemia Os estabelecimentos hoteleiros de Macau registaram a maior ocupação média para os primeiros sete meses do ano desde antes da pandemia de covid-19. O aumento da ocupação ocorre ao mesmo tempo que os preços dos quartos diminuíram, em especial nos hotéis de quatro estrelas A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) anunciou na sexta-feira que 90,6 por cento de todos os quartos dos hotéis e pensões de Macau estiveram reservados entre Janeiro e Julho. Além de representar um aumento de 1,2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, a ocupação média foi a mais elevada para os primeiros sete meses do ano desde 2019. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau já tinham fechado o ano passado com uma ocupação média de 89,4 por cento, o valor mais elevado desde antes do início da pandemia. Os hotéis e pensões do território estiveram mais cheios apesar de terem tido menos hóspedes entre Janeiro e Julho, 8,37 milhões, uma queda homóloga de 1,4 por cento. A redução sentiu-se, sobretudo, nos principais mercados de origem dos turistas – China continental e a vizinha região de Hong Kong – enquanto o número de hóspedes internacionais subiu 12,2 por cento para 753 mil. No final de Julho, Macau tinha 149 hotéis e pensões, um máximo histórico, disponibilizando cerca de 45.300 quartos, mais 100 do que um ano antes, referiu a DSEC. No entanto, no espaço de um ano, os estabelecimentos hoteleiros da cidade passaram a poder albergar apenas 118 mil hóspedes em simultâneo, menos 2.100 do que em Julho de 2025. No mês passado, a Direção dos Serviços de Solos e Construção Urbana de Macau disse que estava a ser construído um novo hotel, com um total de 131 quartos, e em fase de projecto mais 11, que poderão disponibilizar 1.369 quartos. Cortes ajudam Um factor que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte homólogo nos preços médios até Junho, de 2,7 por cento para 1.287 patacas, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais. Segundo o relatório da Direcção dos Serviços de Turismo, a maior redução registou-se nos hotéis de quatro estrelas, cujo preço médio caiu 5,1 por cento para 1.011 patacas. Em 2025, os estabelecimentos que fazem parte da Associação de Hotéis de Macau já tinham cortado em 3,5 por cento os preços médios. Macau recebeu nos primeiros sete meses 24,5 milhões de visitantes, mais 8 por cento do que no mesmo período de 2025. No entanto, 61,2 por cento dos visitantes (15 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 7,3 por cento em 2025, para duas mil patacas. Mas na primeira metade deste ano a despesa ‘per capita’ dos turistas não relacionada com o jogo subiu 7,8 por cento em termos anuais para 2.123 patacas.
Nunu Wu Manchete SociedadeTaipa | Leong Hong Sai quer mais centros e postos de saúde O deputado defende a construção de mais centros de saúde na Taipa, na zona central, perto do Jockey Club e na Taipa Velha. Leong Hong Sai argumenta que face à densidade populacional da Taipa, o acesso a serviços de saúde é fraco, mesmo com a actualização do plano de ordenamento urbanístico Leong Hong Sai considera que a Taipa tem falta de centros e postos de saúde, apesar de a actualização do Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa prever um terreno para a construção de um centro de saúde. Numa interpelação escrita divulgada na sexta-feira, o deputado dos Moradores defende a necessidade de construir centros de saúde ou postos de saúdes nas proximidades da zona central, nas imediações do Jockey Club, assim como na Taipa Velha. Citando o princípio do ciclo de vida de 15 minutos, previsto no planeamento urbanístico do Governo, de que os residentes deveriam conseguir deslocar-se a pé a um centro de saúde em 15 minutos, Leong Hong Sai realça que meta está longe de ser uma realidade na Taipa. O deputado argumentou que a Taipa tem mais de 100 mil habitantes, sendo um dos distritos mais densamente povoados de Macau. No entanto, a ilha é apenas servida por duas instituições públicas de saúde, o Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e o Centro de Saúde dos Jardins do Oceano na zona. “É necessário continuar a melhorar as actuais instalações para responder de forma rápida ao aumento da procura de serviços médicos devido ao crescimento e envelhecimento da população,” lê-se na interpelação escrita. Brasa e sardinha O deputado dos Moradores também sugeriu que o Governo pode tomar como referência o modelo de “Comunidade Saudável” estabelecido no Edifício do Bairro da Ilha Verde, na zona norte da península de Macau. O modela assenta na colaboração entre os Serviços de Saúde e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau para fornecer cuidados médicos gratuitos a residentes com doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites. O deputado pergunta ao Executivo se pode “criar postos de saúde temporários ou clínicas móveis em algumas zonas da Taipa onde faltam recursos médicos”, e se pode “prolongar o horário de atendimento nocturno e ao fim-de-semana nos Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e dos Jardins do Oceano”. Quanto ao centro de saúde da Taipa que o Governo está a planear, Leong Hong Sai perguntou se a configuração será baseada nos serviços especializados dos centros de saúde de Macau, optimizados segundo a estrutura de idades da população da zona. Leong Hong Sai defende que a nova instalação deve operar em coordenação com os centros de saúde já existentes na ilha, para não repetir serviços e ter uma melhor cobertura.
Hoje Macau Manchete PolíticaHengqin | “Cidade Alemã” falhada acolhe alunos de nova cidade universitária Reportagem de Nelson Moura – Agência Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin Um projecto comercial falhado com arquitectura de inspiração alemã em Hengqin foi reaproveitado como um campus de universidades de Macau, que pretende acolher pelo menos 20.000 estudantes até 2029 Alunos estudam e vivem agora em réplicas de edifícios tradicionais da Bavária concebidos anteriormente para a “Cidade Alemã”, uma réplica urbana de inspiração alemã que tencionava atrair empresas alemãs, ou ligadas à Alemanha, para Hengqin. Iniciado em 2019 pela empresa de Hong Kong TFG International com um investimento de 1,6 mil milhões de yuans, o complexo com uma área bruta de construção de 140.000 metros quadrados planeava construir quatro torres de escritórios em estilo europeu, ruas comerciais temáticas alemãs com lojas de comida e cerveja, além de um hotel e um centro empresarial de alta tecnologia em parceria com a Siemens. O projecto com design do arquitecto Alain Bony foi pensado para servir como porta de entrada para mais de 500 empresas alemãs ou ligadas à tecnologia alemã no país. Em 2020, a empresa anunciou que uma primeira fase de vendas de escritórios tinha gerado 230 milhões de yuans, mas a segunda fase viria a ser suspensa durante a pandemia de covid-19. Em 2025 foi anunciado que toda a área seria reconvertida como parte da Cidade Universitária. Num relatório recente, o Governo de Macau destacou que as autoridades chinesas pretendem que o projecto responda à procura crescente de vagas universitárias na China, oferecendo aos jovens chineses uma experiência equivalente a estudar no estrangeiro sem sair do país. Inter-nacional Durante uma visita para meios de comunicação de Macau, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, indicou que o campus conta já com 1.400 estudantes de pósgraduação. “Temos actualmente 39 cursos e transferimos alguns docentes de Macau para Hengqin, além de termos recrutado novos professores,” apontou Kong. Nesta primeira fase os alunos têm aulas nos edifícios reconvertidos da “Cidade Alemã”, com alguns prédios usados também como dormitórios, restaurantes e ginásios para os estudantes. “A segunda fase já terá em conjunto cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento, envolvendo também a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau”, acrescentou. Dos 1.400 alunos, quase todos são ou de Macau ou do Interior da China, com apenas oito estudantes internacionais, um deles de Moçambique. O objectivo global, disse, é atingir 20 mil estudantes nas fases seguintes, com aposta em áreas como engenharia, saúde, inteligência artificial e direito. Angela Zhang, uma doutoranda de 30 anos em design explica que acabou em Hengqin por uma mudança do departamento da Universidade de Macau onde estava a estudar, tendo já no currículo experiência de estudo no Instituto Pratt em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Por outro lado, Serein Qi, uma estudante de doutoramento de 26 anos da província de Henan, que frequenta a Universidade de Turismo de Macau na área do património cultural, explicou que a escolha de Hengqin foi inicialmente “um pouco aleatória”, mas que acabou por ser positiva graças ao custo de vida mais baixo em comparação com Macau. Com licenciatura feita em Tianjin e mestrado em Londres, Qi considera que Hengqin oferece um espaço académico internacional sem perder ligação ao Interior da China.
Hoje Macau Manchete PolíticaAssociações | Antecipado peso administrativo em nova reforma O Governo quer rever o regime jurídico das associações, decorrendo até ao dia 23 de Setembro um processo de consulta pública. Dirigentes associativos temem ter mais questões administrativas para resolver, além de esperarem maior atenção nas relações associativas com o exterior Representantes associativos indicaram à Lusa que reformas propostas pelo Governo trarão um maior peso administrativo e atenção acrescida às relações com o exterior para as associações de matriz portuguesa. O Governo de Macau apresentou este mês uma proposta de reforma do regime jurídico das associações, em consulta pública até 23 de Setembro, que introduz mudanças profundas na gestão das mais de 12.000 entidades registadas no território. O diploma centraliza todas as competências na Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), que passa a ser a entidade única responsável por todo o ciclo de vida das associações. A proposta prevê que a DSI possa recusar a constituição de associações consideradas risco para a defesa do Estado, a ordem pública ou os direitos e liberdades de terceiros, podendo solicitar pareceres da Comissão de Defesa da Segurança do Estado, recém-criada no território. Associações poderão ser dissolvidas caso sejam consideradas uma ameaça à segurança nacional, ou se não realizarem eleições, não apresentarem contas ou não regularizarem anomalias nos prazos fixados. Manuel Silvério, membro fundador do Instituto Internacional de Macau e antigo presidente do Instituto do Desporto, disse à Lusa que as “associações de matriz portuguesa poderão sentir algum impacto, sobretudo aquelas que mantêm relações institucionais, filiações ou financiamento com entidades no exterior”. Silvério acrescentou que “o associativismo continuará a ser uma caraterística muito forte da sociedade local, com as mudanças a centrar-se na forma como as “associações terão de organizar-se, actualizar os seus órgãos, prestar informação e demonstrar que continuam efectivamente activas”. Reestruturação “inevitável” Silvério sublinha que não vê medidas dirigidas especificamente às associações portuguesas, mas alerta para a necessidade de proporcionalidade na aplicação das regras. “Macau passou de menos de 2.000 associações antes da criação da Região Administrativa Especial de Macau para mais de 12.000 actualmente, muitas inactivas. Alguma reorganização parece inevitável. Não sou contra a reforma; sou a favor de uma boa reforma, que distinga as associações activas das que existem apenas no papel e preserve o espaço legítimo para relações externas previstas na Lei Básica”, disse. Em declarações à Lusa, Jorge Valente, presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural, considerou que a reforma pode até beneficiar o sector, ao concentrar recursos nas associações activas e eliminar as que são “fantasmas”. “De resto, quem age de boa-fé, que são todas as que conheço de matriz portuguesa, não tem nada a temer”, afirmou, acrescentando que o novo regime “vai dar mais trabalho administrativo e maior risco de incumprimento”, sobretudo para associações pequenas. Valente sublinhou ainda que a proposta parece “apontada para evitar a criação de associações de caráter político ou não patrióticas”, mas defendeu que “não limita o espaço das associações cívicas nem as liberdades em geral”. O representante entende que o associativismo continuará a ser uma caraterística forte da sociedade local e que as associações portuguesas “não têm nada a temer”. Adverte, no entanto, para o peso administrativo que poderá afetar sobretudo as estruturas mais pequenas. “Vai dar mais trabalho e maior risco de incumprimento. O receio é que se exagere nos detalhes em vez de optar pela liberdade, como na lei anterior”, acrescentou.
Hoje Macau Grande Plano MancheteCheias | Pelo menos 362 mortos e mais de 1.400 desaparecidos no Nepal e Tibete Os números de mortos e desaparecidos aumenta à medida que as equipas de salvamento avançam no terreno Equipas de resgate continuavam ontem a procurar mais de 1.400 pessoas desaparecidas devido às enxurradas que atingiram a região fronteiriça entre o Nepal e a China, onde pelo menos 362 pessoas morreram. De acordo com o mais recente balanço da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, pelos menos 362 pessoas morreram e 826 estão desaparecidas, incluindo 466 estrangeiros numa altura em que se intensificam as operações nos distritos mais afectados de Nuwakot e Rasuwa. Sunil Sharma, porta-voz do organismo de turismo do Nepal, afirmou que entre os desaparecidos estavam 133 cidadãos indianos que participavam numa peregrinação ao monte Kailash, no Tibete, um local sagrado para os hindus. Estavam também desaparecidos 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 da Austrália, 33 do Reino Unido e 24 do Canadá, segundo o responsável. O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse à Lusa que pelo menos dois cidadãos portugueses, um homem e uma mulher, estão entre os desaparecidos. Também ontem, as autoridades da China tinham elevado de 265 para 558 o número de desaparecidos no município de Shigatse, na região do Tibete, onde já foi confirmada a morte de três pessoas. As encostas íngremes e os vales verdejantes situados abaixo da cordilheira dos Himalaias são particularmente vulneráveis a inundações e deslizamentos de terras, enquanto fenómenos meteorológicos extremos, como monções intensas e o degelo dos glaciares, tornaram-se mais frequentes devido ao aquecimento provocado pelas alterações climáticas de origem humana. Avisos naturais A região registou enxurradas semelhantes em Agosto de 2025, quando um lago glaciar no Tibete transbordou devido às temperaturas elevadas. Nove pessoas morreram e infraestruturas essenciais, incluindo uma ponte que liga o Nepal à China, ficaram danificadas. Imagens captadas por drone no Nepal mostraram estradas destruídas e edifícios soterrados por torrentes de água. Os vales íngremes da região constituem importantes corredores económicos e de transporte, mas tornam-se particularmente vulneráveis em situações de catástrofe. Imagens mostraram o que pareciam ser os segundos pisos de edifícios no distrito de Nuwakot, um dos mais afectados no Nepal, cobertos de lama após a passagem das águas. Destroços ficaram presos em ramos de árvores e cabos, veículos foram soterrados e alguns sobreviventes, cobertos de lama, mostravam-se atordoados. As inundações interromperam as deslocações em algumas zonas. O Governo nepalês ainda não solicitou ajuda, mas a Austrália está a coordenar com o Nepal, as Nações Unidas, a Cruz Vermelha e outras organizações uma eventual resposta humanitária, acrescentou. A cordilheira dos Himalaias atravessa vários países do sul da Ásia e alberga alguns dos picos mais altos do mundo e vários glaciares. O que aconteceu Um forte fluxo de água, lama e detritos desceu a grande velocidade na manhã de quarta-feira de ambos os lados da fronteira montanhosa do Nepal e do Tibete, território chinês. Uma câmara de vigilância instalada do lado chinês filmou uma vaga castanha de vários metros a submergir e a engolir em poucos segundos um edifício de cerca de seis andares enquanto várias pessoas tentavam fugir a correr. No Nepal, a vaga atingiu as localidades situadas no vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, a norte de Katmandu, e no vale do Bhotekoshi, a leste da capital. Num primeiro momento, as autoridades chinesas falaram de um deslizamento de terras, e as nepalesas de inundações. As causas De acordo com o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS), a enxurrada pode ter sido causada pelo colapso de um glaciar, com uma violência tal que terá provocado um sismo de magnitude 5,2 e numerosos deslizamentos de terras. A topografia extrema dos Himalaias agravou os riscos. Os cientistas vão tentar perceber se as alterações climáticas aumentam a probabilidade de tais eventos extremos. Ajuda internacional Meios de ajuda internacional começaram a ser enviados desde quarta-feira para o Nepal. Os Estados Unidos comprometeram-se a doar 500.000 dólares em ajuda de emergência. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês) desbloqueou pouco mais de um milhão de euros em fundos de emergência. A União Europeia activou o sistema europeu de vigilância por satélite Copernicus para ajudar os socorristas no Nepal e declarou-se pronta para fornecer mais ajuda. A vizinha Índia enviou 10 toneladas de ajuda humanitária, incluindo cobertores, lâmpadas solares e medicamentos. Nepal | Risco de novas cheias caso detritos bloqueiem rios Especialistas alertaram que os detritos transportados pelas enxurradas nos Himalaias, que deixaram pelo menos 270 mortos no Nepal e na China, podem criar barragens naturais e desencadear um segundo evento catastrófico caso sejam libertados. Num comunicado divulgado ontem, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD, na sigla em inglês), com sede em Katmandu, indicou que as autoridades e os cientistas estão a avaliar se os detritos bloquearam temporariamente o rio num troço estreito, “formando uma barragem natural”, dado que, se esta água for libertada repentinamente, poderá criar “um risco secundário”. O centro acredita que uma avalanche proveniente de um glaciar terá provavelmente provocado a enxurrada de quarta-feira, que deixou pelo menos 1.300 desaparecidos dos dois lados da fronteira. “As observações hidrológicas indicam a velocidade e magnitude excepcionais”, afirmou o organismo, indicando que, num determinado ponto do rio Trishuli, o nível da água subiu até nove metros em apenas meia hora. O rio Lhende Khola, afluente do Bhotekoshi, registou as maiores cheias, acrescentaram os especialistas. “O Lhende Khola transbordou duas vezes em 14 meses, desta vez devido a uma avalanche de gelo e rocha proveniente de um glaciar do lado nepalês, que bloqueou o rio e libertou subitamente uma enorme massa de água a jusante”, explicou Saswata Sanyal, especialista em redução do risco de catástrofes do ICIMOD. Sanyal destacou a importância dos sistemas de alerta precoce num contexto de “aquecimento dos Himalaias”. A cordilheira dos Himalaias atravessa vários países do sul da Ásia e alberga alguns dos picos mais altos do mundo e vários glaciares.
João Luz Manchete SociedadeEnsino | Autoridades preparam início do ano lectivo Na terça-feira começam as aulas em 80 por cento das escolas de Macau. Autocarros vão reforçar frequências nas horas de ponta e estacionamentos perto de escolas serão convertidos em pontos de tomada e largada de passageiros. A DSEDJ promete também aprofundar o nacionalismo e a educação sobre segurança nacional Cerca de 80 por cento das escolas secundárias, primárias e infantis de Macau iniciam as aulas oficialmente a 1 de Setembro, ou seja, na próxima terça-feira. Para que o regresso à escola de milhares de alunos decorra sem problemas, as direcções dos serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) reuniram para garantir a segurança e mobilidade sem contratempos de professores, alunos e encarregados de educação. As concessionárias de autocarros e o Metro Ligeiro também participaram e comprometeram-se em aumentar as frequências nas horas de ponta e a reforçar o pessoal que mantem a ordem nas paragens e orienta o fluxo de passageiros. Está previsto que nos períodos de maior afluência, os autocarros aumentem as frequências entre 10 e 15 por cento. Além disso, algumas carreiras de autocarros foram substituídas por viaturas de maior dimensão para aumentar a capacidade de transporte. Para assegurar a fluidez do trânsito, o CPSP vai converter na próxima semana alguns lugares de estacionamento junto a escolas em zonas temporárias de tomada e largada de passageiros. Será também reforçada a presença de agentes nos principais cruzamentos de maior congestionamento durante os períodos de entrada e saída das escolas para orientar e agilizar o trânsito. A DSEDJ também coordenou com escolas a “adopção de horários de início das aulas escalonados, na medida do possível, e o destacamento de pessoal junto às portas das escolas para prestar assistência aos estudantes no acesso aos recintos escolares”. Prato do dia Numa reunião de trabalho sobre o arranque do ano lectivo, o director da DSEDJ, Kong Chi Meng, frisou que o 3.º plano quinquenal da RAEM estabelece que em termos educativos os focos serão o fomento da moralidade e talento, o aprofundamento do nacionalismo e da educação sobre segurança nacional. Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pela DSEDJ, as escolas devem procurar cultivar talentos que favoreceram as políticas de diversificação económica e o desenvolvimento dos quatro sectores prioritários. O responsável garantiu que o sistema de ensino continuará a ter uma abordagem centrada em torno do aluno, promovendo a saúde física e mental e o desenvolvimento holístico dos jovens. Como este ano marca o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o 90.º aniversário da “Vitória da Grande Marcha do Exército Vermelho do Povo Chinês”, a DSEDJ preparou materiais educativos e actividades para “reforçar a consciência nacional e o sentido de responsabilidade histórica dos alunos”.
João Luz Manchete SociedadeLeite | HK sem envenenamentos devido a produto recolhido em Macau As autoridades de Hong Kong vão fechar a linha 24 horas para casos de possível envenenamento devido a um leite em pó recolhido das prateleiras em Macau, depois da detecção de níveis excessivos de chumbo. Não só os testes em Hong Kong garantiram a segurança do produto, como as crianças que ingeriram o leite não apresentaram problemas de saúde O Departamento de Saúde do Executivo de Hong Kong colocou um ponto final na questão do leite em pó Frisolac Prestige 1, depois de as autoridades em Macau terem detectado níveis excessivos de chumbo no produto em Julho, levando à recolha dos produtos das prateleiras em Macau e à implementação de atendimento prioritário para os bebés que consumiram o leite em pó nos hospitais de Macau. Depois de os testes realizados pelo Centro da Segurança Alimentar da região vizinha terem concluído que o produto em causa cumpria os níveis de segurança relacionados com o teor de chumbo, as autoridades de saúde indicaram que não foram identificados casos de intoxicação por chumbo em bebés ou crianças que consumiram leite em pó dos lotes supostamente afectados. O Departamento de Saúde realça que tem seguido as condições de saúde de crianças identificadas, um total de 237, que foram submetidas a avaliações clínicas, sem que tenham sido encontrados problemas de saúde. Face a esta circunstância, o Departamento de Saúde de Hong Kong vai desactivar esta tarde, a partir das 18h, a linha 24 horas criada para responder a perguntas do público relacionadas com os lotes de leite em pó da Frisolac e ao estado de saúde de bebés e crianças. Testar os testes Apesar de as autoridades de Hong Kong não terem detectado problemas nos lotes de leite em pó analisado, as autoridades de Macau defenderam o seu método de testagem da segurança alimentar de produtos, depois de críticas da empresa responsável pela marca de leite em pó Friso. A polémica com leite em pó da marca Friso começou no dia 29 de Julho, quando o Instituto para os Assuntos Municipais, o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e os Serviços de Saúde emitiram um comunicado a alertar para o excesso de chumbo no leite em pó da marca Frisolac Gold 1 com o número de lote: 1W07KPJ. O produto foi retirado do mercado e abriu-se um canal prioritário nos hospitais para os bebés e crianças que tivessem consumido este leite, sem que tenham sido identificados problemas de saúde.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeImigração | Homem tentou entrar em Macau a nado As autoridades apanharam, esta quarta-feira, um homem de 56 anos que tentou entrar em Macau a nado, ou seja, de forma ilegal. Segundo um comunicado dos Serviços de Alfândega (SA), o caso ocorreu de madrugada na zona marítima em frente ao Circuito de Bicicletas do Parque de Lazer da Marginal da Taipa, na Avenida dos Jogos da Ásia Oriental, tendo o homem do Interior da China sido apanhado graças a uma acção conjunta com a Brigada de Zhuhai da Polícia Armada Popular. Segundo um comunicado dos SA, este organismo foi notificado pelas autoridades de Zhuhai sobre a existência “de uma pessoa suspeita a nadar do Interior da China em direcção ao Circuito de Bicicletas do Parque de Lazer da Marginal da Taipa, suspeitando-se de imigração ilegal”. Foi depois accionado o “Sistema de Monitorização Inteligente” para vigiar o local, tendo sido mobilizados botes rápidos de patrulha e drones. O homem estava proibido de entrar em Macau, e é agora suspeito do crime de “entrada sem sujeição a controlo de migração”. Os SA encaminharam o caso para o Ministério Público.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLei de Terras | Deputado pede revisão para flexibilizar obras O deputado Leong Hong Sai defende que a Lei de Terras deve ser revista a fim de reduzir a percentagem de concordância necessária dos proprietários para avançar com projectos de reconstrução em terrenos concessionados. O facto de se exigir 100 por cento de concordância tem impedido a realização de projectos, aponta A necessidade de maior flexibilidade em projectos de reconstrução em terrenos concessionados levou o deputado Leong Hong Sai a defender, ao jornal Ou Mun, a revisão da Lei de Terras. Segundo escreveu o jornal de língua chinesa, Leong Hong Sai lembrou que esta legislação e também o regime jurídico da renovação urbana têm critérios diferentes na definição das percentagens de propriedade para se avançar com projectos, o que impede a realização de muitas obras. Assim sendo, o deputado ligado à União Geral das Associações de Moradores de Macau (Kaifong) espera uma maior flexibilização nesta matéria. Mais concretamente, o deputado sugeriu que, na Lei de Terras, a percentagem de propriedade para a concordância nas alterações contratuais dos terrenos concessionados deve baixar dos 100 para 80 por cento. Desta forma, a percentagem fica igual à que consta no regime jurídico da renovação urbana para projectos de reconstrução em edifícios com 40 ou mais anos. O deputado entende que só com estas mudanças se consegue eliminar as restrições legais para a realização de obras na área da renovação urbana. Trocas e baldrocas Outro ponto referido pelo deputado dos Kaifong, diz respeito à falta de desenvolvimento do modelo de troca de imóveis velhos por novos. Assim, este sugere que o Governo crie um modelo de avaliação e fixação de preços para diferentes zonas do território, a fim de se criar uma fórmula transparente e justa para a troca de casa. Leong Hong Sai sugere ainda o lançamento de uma consulta pública sobre esta matéria para ouvir as opiniões da população e esclarecer os seus direitos. A fim de se avançar na renovação urbana nas zonas mais antigas e degradadas de Macau, o deputado afirmou que o grupo criado para esse fim pelo Executivo tem de ter responsabilidades nas áreas de gestão de condomínio, além de que devem ser criados incentivos económicos. Tudo para que os residentes possam participar activamente no processo de renovação urbana. Quanto aos edifícios que não têm administração de condomínio, Leong Hong Sai sugeriu que este grupo governamental assuma a gestão de edifícios de forma conjunta, incentivando o recrutamento de uma empresa de administração para vários grupos de edifícios sem gestão de condomínio. Desta forma, podem aliviar-se as despesas nesta área, criando-se uma solução transitória para a futura reconstrução de prédios e casas antigas. Tendo em conta que o Governo tem cerca de 1,7 mil fracções de habitação para troca e 2,8 mil fracções de habitação para alojamento temporário, Leong Hong Sai sugeriu que o grupo utilize estes recursos, e que estude também uma maior flexibilização das candidaturas à habitação para troca. Outra ideia, passa pelos descontos nas rendas da habitação para alojamento temporário, com vista a reduzir as despesas dos proprietários durante o período de reconstrução.
João Luz Manchete PolíticaEnsino | Sam quer ver UM como instituição de classe mundial O Chefe do Executivo reuniu com uma representação da Universidade de Macau e pediu ousadia, encorajando a instituição a tornar-se uma universidade de classe mundial, com reputação internacional. Sam Hou Fai apontou como caminho para o sucesso o campus em Hengqin O Chefe do Executivo recebeu na quarta-feira na sede do Governo o novo elenco do Comité Permanente do Conselho Universitário da Universidade de Macau (UM), presidido pelo deputado Ip Sio Kai. Durante o encontro, Sam Hou Fai manifestou a esperança de que a UM aproveite os seus pontos fortes para apoiar a integração de Macau no desenvolvimento nacional, contribuindo para o mesmo. O Governo incentivou a instituição de ensino a “definir objectivos claros e a intensificar esforços para se afirmar como uma universidade de classe mundial com reputação internacional”, segundo um comunicado divulgado pela UM na quarta-feira à noite. À medida que a instituição de ensino “entra numa nova fase de desenvolvimento”, Sam Hou Fai considera que a UM deve assumir novas missões e responsabilidades, promovendo “a inovação tecnológica e contribuindo para o desenvolvimento de Macau como um polo internacional de talentos de alto nível”. Com a construção do novo campus em Hengqin, o governante recomendou que a UM tire partido das vantagens geográficas de Macau para atrair recursos educativos e de investigação de alta qualidade, para reforçar “ainda mais a sua influência internacional”. Matemática política O Chefe do Executivo incitou os responsáveis da instituição, entre eles o reitor Yonghua Song, a projectar a UM para um patamar de liderança, tornando-se um exemplo a nível académico, implementando o modelo “uma universidade, dois campus”. Por seu turno, o deputado Ip Sio Kai garantiu que “o Conselho Universitário apoiará plenamente as diversas iniciativas previstas no 3.º Plano Quinquenal do Governo e impulsionará o desenvolvimento de alta qualidade da universidade na nova era”. Já Yonghua Song salientou que o campus em Hengqin vai apostar em áreas como inteligência artificial, tecnologia financeira, saúde integrada e o design. O reitor está confiante de que o campus em Hengqin “elevará ainda mais os padrões educativos da universidade e aumentará o seu número de estudantes, proporcionando um impulso para o desenvolvimento sustentável de Macau e do país”.