Hoje Macau China / ÁsiaCimeira | Putin defende encontro com Trump e Xi na China O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu ontem a realização de um encontro com os líderes dos Estados Unidos e da China no próximo mês, no país asiático, que acolhe a cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC). À margem da visita do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, a Moscovo, para se reunir com o Presidente russo, depois de um encontro em Oslo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e dirigentes europeus, Putin afirmou aguardar com expectativa o resultado da referida reunião. Questões como a crise na Ucrânia ou a situação no golfo Pérsico estarão no centro da reunião com Witkoff, indicou, salientando que também serão temas centrais “um possível encontro” na China com Donald Trump e Xi Jinping. Antes de participar na reunião com o enviado de Trump, o dirigente russo teceu elogios ao chefe da Casa Branca pelo seu envolvimento na resolução da guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, na sequência da invasão em larga escala ordenada pelo Kremlin. “Sei que o Presidente Trump atribui uma importância especial a esta questão, sobretudo devido às preocupações humanitárias, e, durante a nossa última conversa telefónica, salientou que é necessário pôr fim a este conflito, acima de tudo devido às baixas entre as tropas e aos bombardeamentos de ambos os lados”, sublinhou. Perante Witkoff, o Presidente russo salientou que não estão em causa apenas as baixas entre os militares, mas também o sofrimento da população civil. “Gostaria de aproveitar esta ocasião para lhe pedir que transmita os meus mais sinceros agradecimentos ao Presidente Trump e também à sua mulher, a primeira-dama, pelo seu contributo para a resolução de questões humanitárias”, acrescentou. Ofertas especiais Putin ofereceu-se também para mediar o fim da guerra no Irão, invocando a sua “relação especial” com Teerão, estabelecida ao longo de décadas. “Se pudermos contribuir de alguma forma para resolver essa situação, estaremos disponíveis para o fazer. Conhece muito bem as nossas propostas a este respeito”, afirmou. Desde o início da guerra no Irão, Teerão e Washington mantêm um braço-de-ferro pelo controlo do estreito de Ormuz, onde a República Islâmica tenta travar o tráfego marítimo através de ataques a navios e os Estados Unidos procuram manter a circulação de petroleiros para controlar o preço do crude. Em contrapartida, o Irão e a Rússia reforçaram as suas relações nos últimos anos, sobretudo após o início da guerra na Ucrânia, tendo assinado, em 2025, um acordo de parceria estratégica. Ontem, Putin mostrou-se disponível para uma eventual reunião com os líderes dos Estados Unidos e da China, depois de o próprio Trump ter admitido participar na cimeira prevista para 18 e 19 de Novembro, na cidade chinesa de Shenzhen. A diplomacia norte-americana defendeu a possibilidade de realização desta cimeira face às críticas da Ucrânia, segundo as quais o encontro daria mais margem de manobra a Moscovo no contexto da invasão do país vizinho. Neste sentido, Kiev pediu que haja “maturidade” nas questões de política externa, defendendo a importância de uma eventual cimeira trilateral.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim quer que cimeira do clima debata proteccionismo contra tecnologias verdes A China defendeu ontem que a próxima conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP31), prevista para Novembro na Turquia, deve abordar o proteccionismo e barreiras comerciais às tecnologias verdes, numa altura de crescentes tensões comerciais com o Ocidente. A proposta surge em plena disputa comercial com os Estados Unidos e a União Europeia (UE) sobre produtos chineses como veículos eléctricos e painéis solares, considerados fundamentais para a transição energética. O vice-ministro chinês da Ecologia e Ambiente e chefe da delegação à COP31, Li Gao, defendeu ontem, numa conferência de imprensa organizada pelo Conselho de Estado (Executivo) em Pequim, que as negociações devem abordar os obstáculos comerciais que, na perspectiva chinesa, dificultam a transição energética. “Acreditamos que a conferência deve debater aprofundadamente os problemas antigos da redução insuficiente das emissões e do apoio financeiro dos países desenvolvidos, bem como os novos desafios do unilateralismo e do proteccionismo, que prejudicam os esforços colectivos mundiais”, afirmou Li. A China, um dos maiores fabricantes mundiais de veículos eléctricos, baterias e painéis solares, enfrenta tarifas aduaneiras e outras restrições nos Estados Unidos e na UE, destinadas a proteger as respectivas indústrias da concorrência chinesa. Li apelou à criação de um sistema comercial internacional mais aberto, que facilite a circulação de tecnologias e produtos de baixas emissões. O governante não apresentou, contudo, medidas concretas para eliminar as tarifas aduaneiras, nem mencionou expressamente Washington ou Bruxelas. O vice-ministro defendeu também progressos no financiamento climático destinado aos países em desenvolvimento, nomeadamente no objectivo de mobilizar pelo menos 300 mil milhões de dólares por ano até 2035 e de triplicar os fundos destinados à adaptação às alterações climáticas. Encontro em Antália Entre as prioridades de Pequim figura ainda a criação de um mecanismo internacional de transição justa, destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar as dificuldades económicas e sociais associadas à descarbonização. Questionado sobre a proposta turca de elevar para 35 por cento a taxa de electrificação mundial até 2035, Li afirmou que a iniciativa está alinhada com as políticas chinesas, mas evitou manifestar apoio explícito. O responsável defendeu que devem ser consideradas as diferenças entre países, de forma a alcançar o “maior consenso possível”. A COP31 decorrerá entre 09 e 20 de Novembro, em Antália, na Turquia, com uma cimeira de líderes prevista para os dias 11 e 12 e uma jornada dedicada ao financiamento e ao comércio no dia 13. As negociações procurarão acelerar a aplicação do Acordo de Paris e aproximar posições sobre a transição energética, a adaptação às alterações climáticas e o apoio aos países mais vulneráveis.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | Rússia destaca crescimento do comércio com a China O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, enfatizou a cooperação com o vizinho chinês, apesar do ambiente externo hostil, durante um encontro com Li Qiang, em São Petersburgo A Rússia e a China estão a intensificar a cooperação económica e comercial, apesar das pressões externas, afirmou ontem o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, durante um encontro com o homólogo chinês, Li Qiang, em São Petersburgo. “Apesar do aumento das pressões externas, a cooperação comercial e económica entre a Rússia e a China apresenta uma dinâmica muito positiva. O nosso comércio bilateral multiplicou-se por mais de 30 nos últimos 25 anos”, afirmou Mishustin, durante o encontro transmitido pela televisão pública russa. Em Setembro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou uma lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções contra a Rússia e o Irão e permite impor tarifas aduaneiras até 100 por cento aos países que comprem energia russa. Embora Trump tenha assinado, quase um mês depois, uma ordem executiva que suspende temporariamente a aplicação dessas sanções, Moscovo advertiu que a medida prejudicará as relações entre a Rússia e os Estados Unidos. Durante a reunião, Mishustin destacou também o aumento da utilização das moedas nacionais nas transacções bilaterais, que representam já “quase 100 por cento do comércio mútuo”. O chefe do Governo russo salientou o aprofundamento da cooperação nos sectores da energia e da cultura, bem como dos intercâmbios entre as populações dos dois países. “As relações inter-regionais estão a fortalecer-se de forma consistente e, mais importante ainda, os contactos directos entre os cidadãos dos dois países”, afirmou. Segundo Mishustin, Moscovo e Pequim estão a criar “novos motores de crescimento”, com base nas vantagens competitivas das respetivas economias. “Continuamos a defender de forma consistente os nossos interesses comuns, reforçando a soberania industrial e tecnológica”, acrescentou, destacando os princípios do respeito mútuo, da boa vizinhança e do benefício recíproco. Boas energias No sector energético, o primeiro-ministro russo garantiu que Moscovo continuará a assegurar o fornecimento ininterrupto de recursos à China. “A Rússia continuará a garantir de forma fiável o fornecimento ininterrupto de recursos energéticos e estamos, de modo geral, preparados para reforçar a cooperação nesta área”, afirmou. Mishustin destacou as exportações de gás natural russo para a China, a construção de uma nova rota de abastecimento através do Extremo Oriente russo e o desenvolvimento do projecto de gasoduto denominado “Força do Baikal”, que descreveu como uma das maiores infraestruturas de transporte de gás da Eurásia. O governante referiu ainda a possibilidade de desenvolver novos projectos conjuntos no domínio da energia nuclear. Na área comercial, Mishustin elogiou os produtos comercializados sob a marca “Made in Russia” (“Feito na Rússia”, em português), que, segundo afirmou, demonstraram elevada qualidade e grande popularidade no mercado chinês. “É necessário alargar a variedade de produtos comercializados entre os dois países. Existe procura por parte dos cidadãos de ambos”, declarou. Li Qiang afirmou que as relações entre a China e a Rússia entraram numa “nova etapa de desenvolvimento acelerado, mais eficaz e concreto”. O primeiro-ministro chinês apelou a que a reunião seja aproveitada como uma “oportunidade importante” para resolver os problemas existentes e transformar os acordos alcançados ao mais alto nível em medidas práticas e resultados concretos. “Sobretudo ao longo do último ano, num contexto internacional muito complexo, avançámos lado a lado, unidos, respondendo à instabilidade e à incerteza externas através de uma cooperação ainda mais enérgica e sólida”, afirmou Li.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Macau foi o segundo destino mais popular na China No terceiro trimestre do ano, Macau foi o segundo destino turístico mais popular para os cidadãos do Interior, de acordo com a informação divulgada na terça-feira pela Administração Nacional de Imigração. Em termos de popularidade, a RAEM foi apenas ultrapassada por Hong Kong. Entre Julho e Setembro, os cidadãos do Interior realizaram 48,51 milhões de viagens, o que representou um aumento de 7,5 por cento face ao período homólogo. No entanto, a informação oficial não especifica o número de viagens para cada destino. Fora do país, a Coreia do Sul foi o destino mais popular, seguida pelo Vietname, Tailândia, Japão, Singapura, Malásia, Rússia e Indonésia. Até ao final de Agosto, Macau recebeu 28,96 milhões de visitantes, um aumento de 7,7 por cento em comparação com o período homólogo. Os turistas do Interior foram responsáveis por 21,55 milhões, o que representa 74,4 por cento do total.
Hoje Macau SociedadeHospital São Januário | Sessão de esclarecimento sobre pneumonia russa Os Serviços de Saúde organizaram no Centro Hospitalar Conde de São Januário uma “sessão de esclarecimento sobre a vigilância e a resposta à pneumonia de causa desconhecida”, que foi detectada na Rússia, para profissionais de saúde da linha da frente. As autoridades vincam que, “de acordo com as informações da Organização Mundial da Saúde, as autoridades russas ainda não confirmaram qualquer caso de peste bubónica e as informações disponíveis não permitem, por ora, uma conclusão definitiva, mantendo-se o caso envolto em incerteza”. Assim sendo, Macau irá actuar “em observância do princípio de prevenção prudente e a fim de reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente perante emergências de saúde pública”. Os representantes do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde apresentaram a situação actual da pneumonia de causa desconhecida na Rússia, assim como indicações diagnósticas, procedimentos de notificação e de envio de amostras para análise, triagem e o controlo de infecção, para que “os profissionais de saúde da linha da frente identifiquem precocemente os casos suspeitos e os notifiquem de imediato”.
Hoje Macau SociedadePorto Interior | Mais 4,5 toneladas de gordura retiradas de esgotos A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) removeu recentemente mais de 4.500 quilos de resíduos de gordura sólida da rede de drenagem do Travessa dos Becos e das áreas envolventes e instalou equipamentos temporários de recolha de óleos alimentares usados na Rua de Camilo Pessanha e no Travessa dos Becos. Numa resposta enviada ao canal chinês da Rádio Macau, a DSOP indicou que “a quantidade alarmante de gordura reflecte que o escoamento de águas residuais com gordura do sector da restauração adere facilmente aos tubos, formando blocos de gordura que causam obstruções graves e afectam a drenagem”. A remoção de gordura, feita em colaboração com o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) é uma situação recorrente. Em meados de Julho, a DSOP removeu 1.500 quilos de gordura da rede de drenagem num quarteirão entre a Rua dos Mercadores e a Rua da Madeira. Entre Janeiro e Setembro, a DSOP, em conjunto com o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), realizou mais de 760 inspecções aos separadores de gordura de estabelecimentos de restauração e oficinas de processamento, que resultaram em 76 autos de notícia. Apesar de ser um problema constante, a DSOP garante que vai continuar a combater a descarga ilegal gordura para as redes de drenagem e esgotos.
Hoje Macau Manchete PolíticaCCAC | Detectada falso registo de assiduidade em programa de Verão O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) detectou falhas na fiscalização dos registos de assiduidade de um estagiário no “Ocupação de Jovens em Férias 2025”. A investigação, desencadeada por uma queixa, levou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) a emitir novas instruções vinculativas para cerca de 70 entidades públicas e privadas antes do início da edição de 2026. Segundo as conclusões do CCAC, o estagiário em causa registou frequentes atrasos e saídas antecipadas sem que os relatórios de assiduidade reflectissem as horas reais de trabalho. Além disso, o jovem compensava por iniciativa própria os atrasos no período da tarde, sem autorização prévia das chefias ou o devido registo nos formulários oficiais. O organismo liderado por Ao Ieong Seong acrescenta que situações deste tipo “não ajudam os alunos a desenvolver uma atitude positiva na vida e no trabalho”. Na sequência do alerta e das recomendações emitidas pelo CCAC, a DSEDJ actualizou as “Instruções sobre o Tratamento da Assiduidade dos Estagiários pelas Instituições de Estágio”, aplicáveis a todas as entidades aderentes ao programa. As novas directrizes impõem obrigações acrescidas aos supervisores, que passam a ter de esclarecer preventivamente as regras aos alunos, verificar diariamente as presenças e arquivar formalmente os comprovativos. O documento clarifica também as regras para compensação de atrasos, dedução de horas e a obrigatoriedade de comunicação imediata de qualquer anomalia. O caso, segundo o CCAC, terá mesmo levado vários serviços públicos a reforçar orientações internas, passando a utilizar cartões electrónicos de controlo de acessos para a marcação de ponto dos estagiários e uniformizando os processos de pedido de ausência.
Hoje Macau Manchete PolíticaMIF / Lusofonia | Comércio electrónico e economia azul para estreitar laços Na inauguração da Feira Internacional de Macau (MIF), a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, defendeu que a RAEM tem vindo a expandir a rede de cooperação comercial com mercados externos O Governo de Macau indicou ontem que quer reforçar a cooperação económica entre a China e os países de língua portuguesa, apostando em áreas como o comércio electrónico transfronteiriço e a economia azul. Na cerimónia de abertura conjunta da 31.ª Feira Internacional de Macau (MIF), da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX) e da Exposição de Franquia de Macau, a secretária para a Economia e Finanças de Macau afirmou que o território deve aproveitar a “nova fase de abertura económica da China” para consolidar a posição como plataforma com os mercados lusófonos. “Com base na consolidação das funções da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PLP), o Governo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] tem vindo a expandir, de forma proactiva, a rede de cooperação comercial com mercados externos”, afirmou Ng Wai Han. Segundo a responsável, a PLPEX reúne “indústrias características, assim como produtos e serviços típicos provenientes de nove PLP”, com o objectivo de intensificar a cooperação em sectores como “o comércio electrónico transfronteiriço, a agricultura sino-lusófona e a economia azul”. A governante salientou que a estratégia está alinhada com as orientações do 15.º Plano Quinquenal da China, que prevê uma maior abertura ao exterior e um reforço do comércio de serviços e do investimento internacional. Ng Wai Han destacou ainda as missões empresariais realizadas este ano pelo Governo de Macau, nas quais participaram empresas de Macau, da vizinha zona económica especial de Hengqin (Ilha da Montanha) e da China continental, incluindo deslocações a Portugal e Espanha à procura de novas oportunidades de mercado. Outras iniciativas A cooperação com os países de língua portuguesa estará igualmente em destaque em várias iniciativas integradas nos certames, entre as quais a 16.ª Cimeira para o Desenvolvimento Comercial e Industrial da Província de Jiangsu, Macau e os PLP, a Sessão de Intercâmbio para Cooperação Económica e Comercial entre Fujian, Macau e os PLP e a Expo Internacional Agrícola China-PLP. Pela primeira vez, a Feira Internacional de Macau vai incluir um pavilhão dedicado aos países de língua espanhola. Segundo a organização, o novo Pavilhão da Indústria dos Países de Língua Espanhola irá reunir expositores de 11 países e pretende reforçar o papel de Macau enquanto plataforma de ligação entre a China, os países de língua portuguesa e os países hispanófonos. O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que organiza a feira, indicou que o objectivo é criar oportunidades de negócio que liguem mercados externos, incluindo os países lusófonos, hispanófonos e os membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), apoiando a internacionalização das empresas. A MIF decorre até sábado, com uma área de 16 mil metros quadrados, cerca de mil expositores nacionais e estrangeiros, oriundos de mais de 30 países e regiões, e mais de 1.500 compradores internacionais. Entre os destaques, estão empresas de inteligência artificial (IA), que apresentam plataformas para robôs humanóides, geradores de aromas controlados por IA, robôs exo-esqueletos, assistentes de gestão empresarial e sistemas de impressão instantânea de fotografias tridimensionais sem necessidade de óculos. A organização anunciou ainda a presença de vários produtos internacionais, incluindo café de especialidade do Brasil, presunto ibérico de Espanha, artigos para o lar de Singapura e produtos de marcas centenárias europeias.
Hoje Macau SociedadeIAM | Esplanadas abertas até às 22h O horário de funcionamento das esplanadas no território passa a ser estendido até às 22h. Segundo um comunicado ontem divulgado pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), a decisão foi tomada depois de ser tido em conta “o ambiente comunitário e de vida da população”. O IAM explicou ainda que a extensão de horário está de acordo com a actual legislação sobre o ruído, beneficiando o ambiente de negócios e promovendo a economia nocturna. O IAM voltou a aceitar candidaturas a esplanadas, tendo referido que, desde Agosto de 2025 e até esta terça-feira, dia 20, foram emitidas 58 novas licenças. Assim, o número total de licenças válidas aumentou mais de três vezes em comparação com o período antes do lançamento de novas licenças, foi explicado.
Hoje Macau China / ÁsiaUcrânia | Trump disponível para reunião com Putin e Xi O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou-se segunda-feira disponível para reunir com os seus homólogos da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, para negociar o fim da guerra na Ucrânia. “Reunir-me-ia e faria tudo o que pudesse para acabar com a guerra”, garantiu Trump em declarações aos jornalistas à saída da Casa Branca. Donald Trump, que nos últimos dias tem feito várias declarações e tomado decisões favoráveis à Rússia, assegurou que, caso a reunião tripartida se realize, não será “sobre a Ucrânia”. “A Rússia tem-se comportado bem em relação à Ucrânia. Não têm feito grande coisa ultimamente”, acrescentou o presidente norte-americano. O dia de ontem foi marcado por rumores sobre uma possível reunião entre os três presidentes nas próximas semanas para tratar do fim da guerra, sem a participação de Kiev ou dos seus aliados europeus. Segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal, a proposta partiu do presidente russo. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, admitiu ontem que a questão foi abordada durante a conversa telefónica que Putin manteve com Trump em 09 de Outubro, mas negou que exista um acordo para realizar o encontro durante a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para Novembro em Shenzhen, na China. “No entanto, nenhuma proposta concreta ou acordo, seja sobre a realização do encontro em si, seja sobre uma eventual agenda, foi discutido ou formulado por quem quer que seja”, esclareceu durante a sua conferência de imprensa diária. Estimou ainda que qualquer acordo final para pôr fim ao conflito na Ucrânia é “impossível sem a participação de representantes de Kiev dispostos a assumir as suas responsabilidades”. Da China Em Pequim, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, referiu, por sua vez, “não ter qualquer informação, neste momento”, sobre uma reunião trilateral. Também questionado sobre o assunto na segunda-feira, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, mostrou-se evasivo. Para o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, uma cimeira deste tipo apenas “encorajaria [Vladimir] Putin a continuar esta guerra”, dado que a Rússia “não pode vencer e não quer pôr fim” ao conflito. Defendeu, em vez disso, um encontro entre os líderes ucraniano, norte-americano e russo. Zelensky rejeitou também a proposta e acusou ontem Washington de procurar a capitulação da Ucrânia, ao alegadamente limitar o intercâmbio de informações de inteligência e atrasar o fornecimento de mísseis antibalísticos. Trump, que nas últimas semanas intensificou as críticas a Zelensky e apelou à sua substituição como presidente da Ucrânia, acusou o responsável ucraniano de “não estar a ajudar muito” a pôr fim ao conflito. Depois de Zelensky ter afirmado que Trump “não está do lado certo da história” por ter permitido à Rússia exportar gasóleo para o mercado internacional, o presidente norte-americano insistiu ontem que outro interlocutor deve assumir as negociações em nome de Kiev. “Zelensky não sabe do que está a falar. Zelensky é um homem que já devia ter resolvido esta guerra há muito tempo. Está na altura de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia”, frisou o republicano. Rubio nega retenção de ajuda a Kiev O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou ontem que Washington esteja a reter deliberadamente fornecimentos militares destinados à Ucrânia e rejeitou acusações de interrupção da partilha de informações. “Nada está a ser deliberadamente recusado” à Ucrânia, assegurou Rubio durante uma visita à Índia. O chefe da diplomacia norte-americana explicou que Washington procura encontrar um equilíbrio entre os compromissos assumidos com diferentes parceiros e as próprias necessidades militares dos Estados Unidos. Rubio acrescentou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, está “irritado” com as acusações de que estaria deliberadamente a prejudicar a Ucrânia, nomeadamente através da suspensão da partilha de informações de inteligência. “O Presidente está irritado porque, antes de mais, não gosta de ser responsabilizado por coisas que não são verdadeiras, incluindo acusações de que teria, de alguma forma, ordenado a interrupção da partilha de informações”, afirmou Rubio.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Banco central mantém taxa de juro inalterada pelo 18.º mês consecutivo O Banco Popular da China (BPC, banco central) anunciou ontem que vai manter a principal taxa de juro de referência em 3 por cento, pelo 18.º mês consecutivo, em linha com as previsões dos analistas. Na actualização mensal divulgada na sua página oficial, a instituição indicou que a taxa preferencial de empréstimo (LPR, na sigla em inglês) a um ano permanecerá naquele nível durante, pelo menos, mais um mês. Este indicador, introduzido como referência para as taxas de juro em 2019, é utilizado para determinar o custo dos novos empréstimos, sobretudo às empresas, bem como dos créditos de taxa variável ainda em pagamento. O banco central anunciou também que a LPR a cinco anos ou mais, utilizada como referência para os empréstimos à habitação, continuará fixada em 3,5 por cento, igualmente em linha com as expectativas dos analistas. A última redução das taxas de juro na China ocorreu em maio de 2025, quando o BPC procedeu a um corte de dez pontos base, reduzindo a LPR a um ano de 3,1 por cento para 3 por cento e a taxa a cinco anos ou mais de 3,6 por cento para 3,5 por cento. Perante uma conjuntura económica difícil para a segunda maior economia mundial, a decisão foi então considerada previsível pelos analistas, que antecipavam novas reduções ao longo do restante ano de 2025, que acabaram por não se concretizar. A manutenção das taxas ocorre um dia depois de o governador do BPC, Pan Gongsheng, ter anunciado que a instituição está a estudar a substituição da principal taxa de referência da política monetária, actualmente baseada em operações a sete dias, por uma taxa a um dia. Pan não adiantou, contudo, quando poderá ser concretizada a alteração.
Hoje Macau China / ÁsiaViagens | Isenção de vistos tem reforçado voos com Europa As ligações aéreas entre a China e a Europa ganharam um novo fôlego com a isenção de vistos para cidadãos de 35 países do velho continente A decisão da China de isentar de visto cidadãos de 35 países europeus, incluindo Portugal, tem ajudado a reforçar as ligações aéreas com a Europa, disse à Lusa o presidente da Comissão Europeia de Viagens. Pequim começou em 2023 a isentar de visto os cidadãos de seis países europeus, alargando depois para 30 dias o período de permanência. A medida abrange cerca de 50 países, incluindo 35 estados europeus, e foi prorrogada até ao final de 2026. “É verdade que o número de europeus que viajam para a China, provenientes de países europeus abrangidos pelo programa de isenção de vistos, aumentou drasticamente”, disse Miguel Sanz numa entrevista à Lusa. Segundo dados oficiais, 17,8 milhões de turistas entraram na China com isenção de visto na primeira metade do ano, mais 30,6 por cento do que no mesmo período de 2025. “Eu acredito que isto também tenha beneficiado a conectividade entre a China e a Europa, uma vez que há mais pessoas a viajar no sentido oposto”, disse o presidente da Comissão Europeia de Viagens (ETC, na sigla em inglês). A ETC é uma organização que reúne 35 agências de promoção do turismo da Europa, entre as quais o Turismo de Portugal. O programa de isenção de vistos “é benéfico não só para a China, mas, de certa forma, também para a Europa, pois permite o crescimento da conectividade, o que é sempre um bom indicador”, defendeu Sanz. A União Europeia fechou o espaço aéreo aos aviões russos após a invasão da Ucrânia, em 2022, e Moscovo retaliou com proibições semelhantes, tornando mais longas e dispendiosas as ligações entre a Ásia e a Europa. Mais de quatro anos depois, o dirigente espanhol sublinhou que os voos directos entre a China continental e a Europa, assim como ligações com escalas em locais como Hong Kong, Singapura, Tóquio e Seul, “estão em plena expansão”. No entanto, a crise no Médio Oriente impôs um novo obstáculo, uma vez que os aeroportos da região representavam 14 por cento do tráfego aéreo a nível global, incluindo “grande parte da conectividade entre a Ásia e a Europa”, reconheceu Sanz. “É evidente que a situação no Golfo [Pérsico] tornou ainda mais difícil a deslocação entre a China e a Europa”, disse o presidente da ETC. Ainda assim, Sanz sublinhou que “existe um grande interesse” em viagens entre a Ásia e o continente europeu, em ambas as direcções, e que os operadores têm conseguido “encontrar formas de redireccionar estes viajantes”. “Espero que a situação no Golfo [Pérsico] melhore o quanto antes, uma vez que as companhias aéreas da região têm um papel fundamental na conectividade entre a Ásia e a Europa”, acrescentou o espanhol. Sanz reconheceu que a “situação geopolítica” tem “arrefecido um pouco” o interesse dos turistas em viagens de longa distância para a Europa, que parecem “mais difíceis do que eram há um ano”. Mas “viajar continua no topo dos desejos dos consumidores”, contrapôs o dirigente, que deu como exemplo a China, mercado com “a maior percentagem de pessoas que pretendem viajar para a Europa nos próximos 12 meses”. Interesse em alta Em Abril, a ETC divulgou um relatório segundo o qual o interesse em viajar está no nível mais alto desde 2020, embora com menos viagens, de menor duração e com orçamentos mais moderados, devido à incerteza e ao conflito no Médio Oriente. “Os preços são algo que temos de analisar. Os bilhetes de avião estão a ficar muito caros”, defendeu o também director-geral da agência de promoção do turismo de Espanha. “Todos precisamos de ajudar a aliviar a situação pois seria muito prejudicial se a conectividade fosse afectada porque as companhias aéreas preferem não operar os seus aviões devido ao custo do combustível”, disse Sanz à Lusa em Macau. O presidente da ETC esteve na região chinesa a propósito do Fórum de Economia de Turismo Global, cuja 12.ª edição teve como tema “Crise, Resiliência e Evolução”.
Hoje Macau EventosFRC | Livro de crónicas de Nelson Moura lançado hoje A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje o lançamento da obra ” Let’s All Persevere — Covid, Gaming and Other Macau Oddities”, da autoria do jornalista Nelson Moura, actualmente na agência Lusa. Entre as 18h30 e as 20h, o autor estará presente na sessão moderada pelo também jornalista José Carlos Matias, director da revista “Macau Business” e da agência noticiosa “Macau News Agency” (MNA). Esta obra reúne crónicas escritas no período da pandemia, abrangendo o período de Fevereiro de 2020 a Julho de 2023. Segundo um comunicado da FRC, o livro “retrata as profundas transformações socioeconómicas, o quotidiano e a resiliência discreta de Macau durante a resposta a uma pandemia global sem precedentes na história recente”. As crónicas foram publicadas na revista “Macau Business” e na MNA, combinando “análise jornalística incisiva com uma boa dose de sátira e humor”. Desta forma, o leitor tem acesso a uma “perspectiva profundamente humana sobre uma época histórica”, com textos de opinião que revelam “histórias por detrás das manchetes de uma cidade que enfrentou, de forma conjunta, um período de incerteza”.
Hoje Macau EventosMarcas de Macau presentes no festival “City’Super” em Hong Kong Decorre até ao final deste mês o “Festival de Macau da City’Super 2026: De regresso a Macau”, com a apresentação de 20 marcas locais em quatro lojas da City’Super, no empreendimento comercial New Town Plaza, em Sha Tin. As marcas de Macau também podem ser vistas em locais como o IFC Mall, na zona de Central; Times Square, Causeway Bay; e ainda Harbour City, em Tsim Sha Tsui. Este evento nasce da parceria entre a Associação Industrial de Macau e a operadora de jogo MGM. Segundo um comunicado da MGM, pretende-se com esta iniciativa “apoiar a expansão das marcas de Macau” e ainda “alargar o alcance das empresas locais no mercado de Hong Kong”. Serão expostos “mais de 400 produtos”, numa “vasta selecção de artigos produzidos em Macau”, sendo que muitos deles têm a certificação de qualidade “M-Mark”. Esta é a terceira edição do evento, sendo que a primeira aconteceu em 2024. Segundo a mesma nota, o festival “ajudou um total de 16 marcas de Macau a entrar no mercado de Hong Kong, afirmando-se como um modelo de apoio à expansão comercial das empresas locais”. MTC e gastronomia Citado pela mesma nota, o presidente da associação, Fong Son Kin, declarou que o tema desta edição do festival é ” De Regresso a Macau — Uma Viagem Gastronómica Intemporal”, com artigos que abrangem áreas como alimentação e bebidas, medicina tradicional chinesa, produtos de bem-estar, artigos provenientes dos países de língua portuguesa e produtos culturais e criativos. “Com esta iniciativa, pretendemos proporcionar às empresas de Macau uma plataforma valiosa para alargarem a sua presença no mercado e reforçarem o valor das suas marcas”, afirmou. Thomas Woo, presidente do grupo City Super, declarou que com este festival há uma “combinação seleccionada de gastronomia, arte e experiências interactivas”, proporcionando-se aos consumidores “uma viagem cultural memorável e enriquecedora”. Com a exposição dos produtos “Made in Macau” existem mais “oportunidades de intercâmbio e colaboração entre os sectores de Hong Kong e Macau”, destacou.
Hoje Macau EventosOrquestra de Macau | “Obras-primas do Século XX” em novo concerto A chegada do Outono traz um novo espectáculo da Orquestra de Macau. “Rophé e Skride Interpretam Obras-Primas do Século XX” é o nome do concerto marcado para o dia 7 de Novembro no grande auditório do Centro Cultural de Macau. O violino de Baiba Skride e o trabalho de maestro de Pascal Rophé destacam-se no cartaz O Instituto Cultural (IC) apresenta no próximo dia 7 de Novembro, às 20h, um concerto de música clássica cujos protagonistas são a Orquestra de Macau (OM) e “músicos de renome internacional”. Segundo um comunicado do IC, são eles a violinista Baiba Skride e o maestro francês Pascal Rophé, nomes de relevo do concerto “Rophé e Skride Interpretam Obras-Primas do Século XX”, que acontece no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Nesta sala de espectáculos será interpretado o “Concerto para Violino nº2 em Dó Sustenido Menor”, do compositor Shostakovich. Além disso, a OM vai interpretar a “Suite Sinfónica ‘Printemps’ (Primavera)”, de Claude Debussy, e ainda a “magistral criação” para Orquestra “Sinfonia em Três Andamentos” de Stravinsky. Durante cerca de 1h30, o concerto compõe-se de “obras emblemáticas do século XX, proporcionando ao público uma experiência musical memorável”. Os bilhetes já estão à venda na Bilheteira “Enjoy Macao”, com preços a variar entre 150 e 300 patacas. O melhor dos melhores O IC descreve o maestro Pascal Rophé como sendo “um dos mais aclamados maestros franceses no actual panorama musical internacional, destacando-se particularmente pela mestria na interpretação do repertório sinfónico do século XX e contemporâneo”. Assim, é tido como “um dos intérpretes de referência das obras do século XX”. No caso da violinista Baiba Skride, ganhou o primeiro prémio no concurso “Queen Elisabeth”, aliando “uma técnica impecável a uma profunda expressividade artística”. “A violinista apresenta-se frequentemente com orquestras de renome internacional, tais como a Berliner Philharmoniker, a New York Philharmonic, a Dresden Philharmonie e a San Francisco Symphony. É de salientar que o seu disco com os concertos para violino de Shostakovich, lançado em 2025, foi nomeado para o prémio Opus Klassik na categoria ‘Gravação de Concerto do Ano'”, explica o IC.
Hoje Macau SociedadeBilhetes | Burlas causam prejuízos de 18.954 patacas Entre sexta-feira e domingo, a Polícia Judiciária recebeu quatro queixas de burlas na compra online de bilhetes para concertos, com os prejuízos das vítimas a atingirem 18.954 patacas. A informação foi divulgada ontem pelas autoridades e citada pelo jornal Ou Mun. Todas as vítimas são residentes do Interior, descritas pelas autoridades como jovens, e foram atraídas para o esquema através das redes sociais, onde responderam a publicações a prometer bilhetes para “concertos muito concorridos”. Após entrarem em contacto com o autor das publicações, os jovens concordaram realizar transferências bancárias que variaram entre 700 e 8.500 patacas. No entanto, os bilhetes nunca foram entregues, e após reclamação das vítimas, os burlões pediram mais dinheiro com diferentes propósitos para “garantirem” a entrega ou bloquearam os contactos com os queixosos. O caso está em investigação e, até ontem, não tinham sido feitas detenções. Jogo Ilegal | Dois detidos devido a apostas por telefone A Polícia Judiciária anunciou a detenção de dois homens por suspeita de envolvimento em apostas por telefone num casino do Cotai. Segundo a informação divulgada ontem, um dos suspeitos era responsável por filmar secretamente as jogadas nas mesas de bacará, enquanto o outro actuava como vigia. A situação foi descoberta pela PJ no domingo, na sequência de uma denúncia que levou à pronta detenção dos suspeitos. Além das detenções, foram apreendidas ferramentas utilizadas no crime, assim como 281.500 dólares de Hong Kong em fichas e numerário. Os dois homens detidos têm 43 e 50 anos, são do Interior e afirmaram estar desempregados. A PJ indiciou os dois homens pelo crime de exploração ilícita de jogos de fortuna ou azar online ou jogos mútuos online, que prevê uma pena de prisão que pode chegar aos oito anos. O caso foi remetido para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeTrânsito | DSAT não vai instalar semáforos com contagem A Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) não planeia instalar temporizadores que fazem contagem decrescente em semáforos para peões nas zonas antigas da cidade, nem nos semáforos para veículos nas principais vias. A posição foi tomada em resposta a uma interpelação escrita de Chan Lai Kei, que apontava para a desadequação de semáforos em travessias face ao “aumento acelerado da densidade populacional e do envelhecimento da sociedade em Macau, e ainda com o crescimento contínuo do número de visitantes”. O deputado ligado à comunidade de Fujian considera desadequadas as instalações de travessias, em particular nas zonas mais movimentadas, obrigando peões a atravessar a estrada por fases, esperando num espaço reduzido. A DSAT refere que não tem planos para alterar a situação, referindo vagamente que “peões e condutores reagem de forma diferente à contagem decrescente”. Sobre a travessia de estradas, a DSAT salienta que desde 2019 foram optimizadas mais de 400 passadeiras, incluindo a instalação de “travessias pedonais omnidireccionais”.
Hoje Macau SociedadeDSAL | Feira de emprego disponibiliza 1.600 vagas em Novembro A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar uma feira de emprego a 6 e 7 de Novembro, no Centro de Convenções e Entretenimento da Torre de Macau, em que serão disponibilizadas 1.600 vagas, em mais de 55 empresas locais e de Hengqin. Os interessados podem fazer marcação online entre amanhã e o meio-dia de dia 5 de Novembro. O evento terá sessões de orientação profissional, aconselhamento de carreira e entrevistas de recrutamento presenciais. A DSAL salienta que os trabalhos disponíveis são dos sectores do turismo e lazer, hotelaria, tecnologias de informação, serviços públicos, comércio a retalho e restauração. “As categorias profissionais são diversificadas, incluindo postos de gerente de eventos MICE, subgerente de cibersegurança, director de operações culturais e artísticas, engenheiro electrotécnico, especialista em operações de novos media, empregado administrativo, guarda de segurança, motorista, cozinheiro e um elevado número de postos operacionais para a linha da frente e apoio logístico”, acrescenta a DSAL. Em jeito de antecipação, realiza-se no dia 30 de Outubro, no Edifício da FAOM, na Rua da Ribeira do Patane, dois workshops “focados na redacção de currículos, simulação de entrevistas e normas de etiqueta e vestuário em entrevistas”.
Hoje Macau Manchete PolíticaHabitação | Reduzido preço de venda a funcionários públicos O Chefe do Executivo reduziu o valor de vendas das habitações arrendadas aos funcionários públicos, ou aos cônjuges ou descendentes, com a actualização do preço unitário por metro quadrado para 48.500 patacas. Este valor é utilizado para definir a valorização da habitação ao abrigo do Regulamento da Alienação dos Fogos do Governo aos seus Arrendatários. A definição de 48.500 patacas por metro quadrado é o valor mais baixo desde a segunda metade de 2016, quando o metro quadrado foi fixado em 44.900 patacas. No pólo oposto, o valor mais elevado foi atingido na segunda metade de 2019, com o metro quadrado a valer 82.700 patacas. De acordo com a lei, o preço definido pelo Chefe do Executivo deve ser actualizado a cada seis meses, o que não se verifica desde 2022. Desde esse ano, as actualizações passaram a ser feitas de forma anual. Além disso, o preço deve “aproximar-se na medida do possível do preço médio actualizado de valorização do metro quadrado de construção praticado no mercado livre de habitação”.
Hoje Macau China / ÁsiaHK | Homem vindo do Brasil detido no aeroporto com 5,4 quilos de cocaína A polícia de Hong Kong anunciou ter detido um homem da China continental que chegou, oriundo do Brasil, ao aeroporto com 5,4 quilogramas de cocaína, no valor de mais de 375 mil euros. Num comunicado divulgado no domingo, a Alfândega de Hong Kong revelou que detectou um homem que chegou ao aeroporto da região chinesa vindo de São Paulo, no Brasil, através de Istambul, capital da Turquia. Os agentes encontraram a cocaína, com um valor de mercado estimado em cerca de 3,3 milhões de dólares de Hong Kong na bagagem de mão do passageiro de 30 anos, disse a Alfândega. De acordo com uma imagem divulgada pela força policial, a droga encontrava-se escondida dentro de pacotes de chocolate em pó. O homem de 40 anos foi detido no sábado e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer. A Alfândega de Hong Kong prometeu “continuar a aplicar uma abordagem de avaliação de risco e concentrar-se na seleção de passageiros de regiões de alto risco”. O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong e uma pena de prisão que pode ser perpétua. No final de Junho, a polícia anunciou ter detido, também no aeroporto, um brasileiro que chegou de São Paulo, no Brasil, através de Doha, no Qatar, com quase três quilogramas de cocaína, no valor de 1,9 milhões de dólares de Hong Kong. Duas semanas antes, a Alfândega deteve uma passageira vinda do Brasil com 3,4 quilogramas de cocaína, escondida no interior de duas estátuas, na mala de porão. Em Dezembro, a polícia apreendeu 417 quilogramas de cocaína, com um valor de mercado estimado em 256 milhões de dólares de Hong Kong, no primeiro caso de tráfico no casco de um navio de longo curso, vindo do Brasil.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Portugal com proposta para reconhecimento mútuo de diplomas Portugal apresentou à China uma proposta de acordo para o reconhecimento mútuo de graus académicos, que Pequim aceitou analisar, disse ontem à Agência Lusa o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. “Depois de um impasse de muitos anos em que se encontrava essa situação, e após muitas interações entre a delegação portuguesa e a delegação da República Popular da China, Portugal apresentou uma proposta de acordo que a China aceitou para análise”, afirmou o governante, em Pequim. Fernando Alexandre considerou que a aceitação da proposta portuguesa abre caminho à retoma das negociações sobre uma questão que classificou como sendo “da maior importância” para a cooperação académica entre os dois países. O ministro revelou ainda que está prevista para hoje uma nova reunião técnica entre representantes portugueses e chineses, visando prosseguir as negociações sobre o reconhecimento de graus e diplomas. “Sem esse acordo vamos ter sempre dificuldades em garantir mobilidade de docentes, mobilidade de estudantes, que é essencial para este tipo de colaborações”, realçou. O acordo em discussão pretende estabelecer a correspondência entre os graus portugueses de licenciatura, mestrado e doutoramento e os graus chineses de Xueshi, Shuoshi e Boshi, respectivamente, segundo informação anteriormente divulgada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Boas conversas Fernando Alexandre explicou que a delegação do Ministério da Educação chinês participou nas negociações da X Comissão Mista de Ciência e Tecnologia Portugal–China, realizada ontem em Pequim, precisamente devido à complementaridade entre o ensino superior e a investigação científica. Em Portugal, as duas áreas estão integradas no mesmo ministério, enquanto na China são tuteladas por organismos distintos. O governante destacou, contudo, a boa articulação entre as autoridades chinesas responsáveis pela educação e pela ciência e tecnologia, que permitiu abordar as duas vertentes durante os encontros bilaterais. A X Comissão Mista de Ciência e Tecnologia, que não se reunia desde 2019, terminou ontem com a assinatura de uma declaração conjunta por Fernando Alexandre e pelo homólogo chinês, Yin Hejun (ver página 11). A actual deslocação do ministro e da secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, decorre entre Tianjin, Pequim e Xangai, com visitas a universidades, centros de investigação e empresas tecnológicas chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaInvestigacão | Portugal e China com financiamento conjunto O acordo entre as duas nações foi firmado ontem em Pequim e prevê um investimento conjunto em áreas como o oceano e a economia azul, a energia, o clima, a saúde, o envelhecimento saudável e as tecnologias médicas, entre outras Portugal e China prevêem financiar conjuntamente projectos de investigação científica a partir de 2027, através de mecanismos que serão definidos pela nova Agência para a Investigação e Inovação (AI²), revelou ontem à Lusa o ministro Fernando Alexandre. O ministro da Educação, Ciência e Inovação explicou que os instrumentos de financiamento vão ser desenvolvidos no próximo ano, na sequência da X Comissão Mista de Ciência e Tecnologia Portugal – China, realizada ontem em Pequim, após sete anos de interrupção. “Prevemos que haverá financiamento nacional que se juntará a financiamento da China para determinados projectos”, afirmou Fernando Alexandre em entrevista à Lusa, sublinhando que a selecção deverá obedecer a critérios de transparência e avaliações internacionais. A definição dos mecanismos caberá à AI², criada a partir da fusão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com a Agência Nacional de Inovação (ANI), que assumirá plenamente as suas funções em 01 de Janeiro de 2027. As parcerias com instituições chinesas serão integradas nos instrumentos de financiamento da agência, à semelhança das colaborações existentes com universidades norte-americanas. Fernando Alexandre esclareceu que ainda não estão identificadas instituições para avançar com novos laboratórios conjuntos ou consórcios de investigação, cuja concretização começará a ser preparada em 2027. “Agora o compromisso é, de facto, em 2027 termos instrumentos concretos”, afirmou. O ministro insistiu que os futuros projectos serão seleccionados através de procedimentos competitivos, com avaliações internacionais, rejeitando decisões discricionárias. “Temos de fazer tudo com toda a transparência”, afirmou. Compromissos no papel A reunião da Comissão Mista terminou com a assinatura de uma declaração conjunta entre Fernando Alexandre e o homólogo chinês, Yin Hejun, que estabelece cinco áreas prioritárias de cooperação científica e tecnológica até 2030. Segundo um comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) enviado à Lusa, as áreas seleccionadas são o oceano e a economia azul; a energia, o clima, as baterias e o hidrogénio; a agricultura, a bioeconomia e a alimentação; a saúde, o envelhecimento saudável e as tecnologias médicas; e a conservação do património cultural através da ciência. Questionado sobre os critérios de selecção e a ausência de sectores como a inteligência artificial, semicondutores ou a robótica entre as prioridades identificadas, Fernando Alexandre explicou que foi necessário fazer escolhas, privilegiando domínios com maior potencial de colaboração. “Temos que fazer escolhas. São áreas onde nós temos maior potencial de colaboração”, disse o ministro. O governante esclareceu que a inteligência artificial foi considerada durante as negociações, mas acabou por ser enquadrada como uma tecnologia transversal às diferentes áreas de investigação. “A inteligência artificial, obviamente, vai ser importante em muitas delas e foi essa uma das razões para não ser identificada”, explicou. Fernando Alexandre sublinhou ainda que a definição das prioridades portuguesas procura assegurar o alinhamento com as orientações estratégicas da União Europeia. O ministro manifestou confiança de que as áreas seleccionadas permitirão dar “um impulso muito significativo” à cooperação entre universidades e centros de investigação portugueses e chineses, com benefícios para ambos os países. Braços abertos A delegação portuguesa integra representantes de cerca de 15 instituições de ensino superior e investigação, que têm participado em visitas a universidades, laboratórios e empresas tecnológicas chinesas. Segundo Fernando Alexandre, as instituições visitadas demonstraram uma “grande receptividade” ao aprofundamento da colaboração científica, cabendo também à AI² divulgar futuras oportunidades de parceria junto da comunidade académica portuguesa. O ministro atribuiu a interrupção da Comissão Mista, que não se reunia desde 2019, à pandemia de covid-19 e à instabilidade política em Portugal e destacou a importância de dar continuidade aos contactos estabelecidos durante a sua anterior deslocação à China, em Junho, quando foi acordada a reactivação da Comissão Mista. A declaração conjunta assinada ontem prevê o desenvolvimento de um Programa Conjunto de Acção Portugal – China para a Ciência e a Inovação entre 2027 e 2030, incluindo a possibilidade de criar redes de laboratórios conjuntos, consórcios de investigação e programas de mobilidade. O documento sublinha também a necessidade de garantir uma cooperação científica segura, transparente e recíproca, respeitando a liberdade académica, a integridade científica e a legislação aplicável, incluindo as normas europeias. Estão previstos encontros técnicos em 2027, podendo Portugal acolher, em 2028, a XI Comissão Mista de Ciência e Tecnologia.
Hoje Macau EventosJornalista e escritor Joaquim Letria morre aos 82 anos O escritor e jornalista Joaquim Letria morreu sexta-feira, aos 82 anos, em sua casa, disse à Lusa fonte familiar. O jornalista encontrava-se há já algum tempo debilitado, mas não estava doente, acrescentou a mesma fonte. Nascido no dia 08 de Novembro de 1943, Joaquim Letria afirmou-se cedo no jornalismo português e foi fundador dos semanários O Jornal, Tal&Qual e revista Sábado. Ainda jovem, foi presidente da Comissão Pró-Associação dos Estudantes do Ensino Liceal, um dos mais importantes movimentos associativos e de resistência estudantil à ditadura do Estado Novo em Portugal, fundamental na crise académica de 1962. A sua carreira jornalística arrancou em 1963 no Diário de Lisboa, tendo trabalhado também na revista Flama e no Rádio Clube Português. Foi repórter internacional da Associated Press (AP) e correspondente da alemã Deutsche Presse-Agentur, antes de se mudar para Londres, em 1970, para trabalhar na BBC. Joaquim Letria foi um dos primeiros colaboradores do Expresso, a partir de Londres, e regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974 para fazer parte da direcção de informação da RTP, tendo sido, no ano seguinte, um dos fundadores do semanário O Jornal. Na televisão, esteve ligado ao noticiário do segundo canal da RTP, o Informação 2, tendo-se destacado como autor e apresentador de programas como Diretíssimo e Tal&Qual, que juntavam entrevistas, informação, entretenimento, e nos quais ensaiou as primeiras rubricas de “Apanhados”, em Portugal, que mais tarde ganharam autonomia, na televisão pública e noutros canais, sob a mesma e novas designações. Gente de peso No dia 06 de Novembro de 1975, moderou, juntamente com José Carlos Megre, o famoso debate que pôs frente a frente Mário Soares (líder do PS) e Álvaro Cunhal (líder do PCP) e que ficaria para sempre associado à expressão “olhe que não, olhe que não”. Entre as personalidades que entrevistou, contam-se nomes como o pintor surrealista espanhol Salvador Dalí e o líder revolucionário e primeiro presidente de Moçambique após a independência, Samora Machel. Como repórter internacional, ao serviço da AP, cobriu os acontecimentos relacionados com a morte do guerrilheiro marxista Ernesto “Che” Guevara, em 1967, na Bolívia. Joaquim Letria passou também pela agência de notícias ANOP, fundou o semanário Tal&Qual, em 1980, e esteve na origem da primeira série da revista Sábado, que dirigiu, em 1988. Entre 1981 e 1986, foi porta-voz do Presidente da República Ramalho Eanes. Exerceu funções como presidente do Sindicato dos Jornalistas (1987-1988) e leccionou jornalismo durante mais de duas décadas, tendo passado pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, pelas universidades Independente e Autónoma de Lisboa e pelo Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, em Aveiro. O jornalista colaborou ainda com a Rádio Comercial e com o diário 24 Horas. Recebeu o Prémio da Imprensa relativo a 1974, na categoria de televisão. Como escritor, a sua atividade incluiu livros de crónicas e de reflexão sobre o jornalismo, a censura e o exercício da profissão. Entre os livros que publicou contam-se “Histórias para Ler e Deitar Fora” (1987), “A Verdade Confiscada — Escândalo — A Armadilha da Nova Censura” (1998), “Pequeno Breviário Jornalístico — Géneros, Estilos e Técnicas” e “Livro de Assentos”, ambos de 1999, e “A Arte da Crónica — Um Pontapé nos Textículos” (2023).
Hoje Macau SociedadeMorreu Gary Ngai, antigo tradutor de Mao Zedong exilado em Macau Gary Ngai Mei Cheong, antigo tradutor de Mao Zedong que se tornou vice-presidente do Instituto Cultural de Macau durante a administração portuguesa, morreu aos 94 anos. Gary Ngai morreu em Macau, em 7 de Outubro, e o funeral decorreu na terça-feira, na presença de familiares e amigos, avançou o canal em português da emissora pública TDM – Teledifusão de Macau, na quinta-feira. Nascido na Indonésia em 1932, Ngai tornou-se o primeiro membro da sua família de seis gerações de chineses ultramarinos a partir para a China, onde nunca havia estado. Foi inserido num grupo de 80 alunos de escolas chinesas da Indonésia escolhidos para prosseguir estudos na China, o primeiro grupo de estudantes estrangeiros a chegar à nova China comunista. “Estávamos em Agosto de 1950, em pleno início da República Popular da China quando cheguei a Pequim”, recordou Ngai à Lusa, numa entrevista em 2016. Depois de se graduar, em 1956, iniciou a carreira profissional no Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista da China. Esteve com Mao Zedong “poucas vezes, sobretudo quando líderes comunistas da Europa visitavam Pequim”, mas ficava “nervoso por estar muito perto”, porque “ele era, afinal, um líder”. Com Deng Xiaoping a relação foi diferente: “Traduzia para ele e para os filhos os filmes de ‘cowboys’ a preto e branco que adoravam”. A relação era boa e a amizade continuou mesmo depois de Mao ter posto Deng de parte. Gary Ngai começou a perceber que “algo estava a ficar errado”, no início de 1959, quando lhe foi negada autorização para se juntar a uma delegação que iria partir para Suíça. “Soube mais tarde que fui discriminado por ser um chinês ultramarino. Foi um amigo meu que trabalhava no gabinete que fazia a selecção que me disse que só foram escolhidos os que não tinham qualquer tipo de relação com o estrangeiro”, recordou. Porto de abrigo Seguiu-se uma perseguição no trabalho, buscas em casa, interrogatórios durante dias a fio pela suspeita de “conluio com estrangeiros contra a China”, e violência física e psicológica por parte dos próprios colegas de trabalho. Com a Revolução Cultural (1966-76) em marcha, Ngai foi enviado para a província de Heilongjiang, perto da fronteira com a Rússia, notória pelos invernos rigorosos, com temperaturas que atingem os 36 graus negativos, sendo transferido depois para Henan, no centro da China. No total, foram aproximadamente quatro anos. “Éramos vistos como pessoas que deixaram de ser de confiança. Os chineses ultramarinos tinham conexões com o exterior e, por isso, consideravam-nos ‘espiões imperialistas’”, disse Ngai. Em 1972, com a histórica visita do Presidente dos Estados Unidos Richard Nixon à China, foi chamado a Pequim antes do previsto, por causa da falta de especialistas em línguas estrangeiras. Em 1979, Ngai, então com 47 anos, mudou-se para Macau, onde passou o resto da vida, chegando a ser vice-presidente do Instituto Cultural antes da transição de administração da cidade de Portugal para a China, em 1999.