Vacinas | Terceiro lote da BioNtech chegou a Macau

O terceiro lote de vacinas contra a covid-19 produzidas pela BioNtech/fosun Pharma na Alemanha, que inclui 29.250 doses do fármaco, chegou ontem a Macau, via aeroporto de Hong Kong.

De acordo com um comunicado divulgado ontem pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, após chegarem ao território as embalagens das vacinas foram examinadas e avaliadas “de forma pormenorizada” pelos Serviços de Saúde.

Na mesma nota, é ainda acrescentado que as mais de 90 mil doses relativas ao primeiro lote da vacina da BioNtech, cuja utilização foi entretanto suspensa, “continuam armazenadas até que seja emitido o relatório final da farmacêutica”.

Quanto às 48.750 doses do segundo e terceiro lotes são válidas até Agosto de 2021, sendo que as vacinas que ultrapassem essa data “não podem ser utilizadas e serão eliminadas”.

Até às 16h00 de ontem já tinham sido utilizadas 4.000 doses do segundo lote da vacina da BioNtech. Desde o inicio da vacinação contra a covid-19 em Macau foram feitos 123.655 agendamentos, tendo havido 71.196 inoculações.

Destas, 46.732 são referentes à 1.ª dose e 24.464 à 2.ª dose. Foram registados 293 eventos adversos, destes, apenas um foi considerado grave.

14 Abr 2021

Hong Kong | Eleições adiadas para 19 de Dezembro

A chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou ontem que as eleições legislativas da região semiautónoma, originalmente programadas para Setembro, vão ser adiadas novamente, agora para 19 de Dezembro.

Em conferência de imprensa, Lam comunicou ainda que a votação para a sua posição, o mais alto cargo executivo do território, vai realizar-se no dia 27 de Março de 2022, embora se trate de uma eleição por um sufrágio mais restrito do que a escolha para o conselho legislativo.

Em 30 de Março, o presidente do legislativo de Hong Kong, Andrew Leung, anunciou que as eleições para o parlamento local vão realizar-se em Dezembro, embora não tenha especificado a data.

As votações estavam inicialmente agendadas para Setembro de 2020, mas foram adiadas em Julho, devido ao “risco extremo para a saúde” de uma nova vaga de casos de covid-19, segundo o governo de Hong Kong.

14 Abr 2021

China | Exportações aumentam mais de 30 por cento em Março

O mês de Março trouxe bons indicadores para a economia chinesa com o aumento significativo das exportações que atingiram os 241,1 mil milhões de dólares, apesar da fragilidade que ainda se faz sentir no mercado económico global

 

As exportações da China aumentaram em Março 30,6 por cento, face ao ano anterior, devido ao aumento da procura global, numa altura em que o país asiático é a única grande economia a funcionar sem restrições.

Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, as exportações subiram para 241,1 mil milhões de dólares. As importações aumentaram 38,1 por cento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, para 227,3 mil milhões de dólares.

“É um sinal positivo de que a actividade económica e comercial global está a recuperar e que a confiança do mercado está a aumentar”, apontou o porta-voz das alfândegas, Li Kuiwen, em conferência de imprensa.
Li alertou que a situação “económica mundial ainda é complicada e severa”.

Os exportadores da China beneficiaram com a reabertura precoce da sua economia, enquanto outros governos continuam a adoptar medidas de contenção contra a covid-19, que limitam os negócios e o comércio.

Nos primeiros três meses de 2021, as exportações dispararam 49 por cento, em relação ao ano anterior, para 710 mil milhões de dólares. As importações cresceram 28 por cento, para 593,6 mil milhões de dólares.

As comparações homólogas do comércio chinês, no primeiro trimestre do ano, produzem números particularmente sonantes, já que no início de 2020 a China encerrou fábricas e isolou cidades inteiras devido ao novo coronavírus, resultando numa queda acentuada do comércio externo.

As exportações para os 27 países da União Europeia ascenderam aos 36,6 mil milhões de dólares, enquanto as importações chinesas de produtos europeus fixaram-se nos 27,5 mil milhões de dólares.

As exportações para os Estados Unidos subiram 53,6 por cento, em Março, para 38,7 mil milhões de dólares, apesar de as taxas alfandegárias punitivas que continuam a vigorar sobre vários bens produzidos na China, na sequência da guerra comercial lançada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.

As importações de produtos norte-americanos pela China, que também foram punidos com um aumento das taxas alfandegárias, em retaliação, aumentaram 74,7%, para 17,3 mil milhões de dólares.

Metas ambiciosas

Biden, que assumiu o cargo em Janeiro passado, não deu ainda indicação de que pode retirar as taxas punitivas que deflagraram o maior conflito comercial global de sempre.

Também não existe data para um encontro entre os principais representantes do comércio dos dois países.
O superavit comercial da China diminuiu 30,6 por cento, em Março, em relação ao ano anterior, para 13,8 mil milhões de dólares.

O superavit com os Estados Unidos cresceu 39 por cento, para 21,4 mil milhões de dólares.
O Partido Comunista China estabeleceu uma meta de crescimento económico para este ano acima dos 6 por cento, o que deve impulsionar a procura por petróleo, minério de ferro, alimentos, bens de consumo e outras importações.

A China é o maior cliente do petróleo angolano. Em 2020, o país asiático foi o destino de mais de 27 por cento dos produtos exportados pelo Brasil, segundo dados oficiais.

14 Abr 2021

Covid-19 | Xanana Gusmão dorme à frente de centro de isolamento, depois de horas de protesto

Reportagem de António Sampaio, da agência Lusa

 

O líder histórico timorense, Xanana Gusmão, permanecia ao final da noite desta segunda-feira em Díli à frente de um centro de isolamento onde está desde o início do dia em protesto pelo caso de um homem que morreu infectado com covid-19.

Depois de horas de protesto, Xanana Gusmão deitou-se numa esteira para “descansar”, segundo explicou um dos membros da sua equipa, indiciando que o impasse em torno ao caso se mantém, apesar de sinais de uma possível solução de compromisso.

As redes sociais encheram-se ao final da noite de fotos do líder timorense, deitado no chão, ao lado da carrinha cinzenta onde está o caixão preparado pela família da vítima, que rejeita o diagnóstico de covid-19 e o protocolo para funerais nestas situações e exige reaver o corpo e realizar os ritos tradicionais.

Horas antes, havia sinais de um acordo de compromisso que permitira à família enterrar o homem, de 46 anos, no cemitério onde pretendiam, Manleuana, em Díli, desde que cumprindo os protocolos sanitários, em vez de o funeral ocorrer num cemitério preparado para casos positivos da covid-19 em Metinaro, a leste de Díli.

Fontes envolvidas no processo explicaram à Lusa que a solução de compromisso, negociada pelo Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), poderá não ter tido o acordo do Ministério da Saúde e do Governo, que não quer abrir aqui um precedente. A Lusa tentou confirmar esta informação junto de fonte oficial, mas até agora sem sucesso.

A polémica do caso – relacionado com a segunda morte em Timor-Leste de uma pessoa infectada com covid-19 – começou de manhã, quando a família de Armindo Borges contestou a decisão das autoridades realizarem o funeral

Xanana Gusmão chegou ao local pouco depois das 08:00, criticando a acção das autoridades de saúde, contestando o diagnóstico de covid-19 e atacando a gestão do Governo do caso e da pandemia em geral.

Durante o dia, vários responsáveis timorenses tentaram dissuadir e convencer Xanana Gusmão, incluindo a ministra da Saúde, Odete Belo, o número dois da Sala de Situação do CIGC, Aluk Miranda, e outro dos coordenadores, o comodoro Pedro Klamar Fuik.

Todos tentaram argumentar sobre a necessidade de respeitar o protocolo definido para mortes de pessoas infetadas, mas Xanana Gusmão rejeitou os argumentos, insistindo que a postura das autoridades não fazia sentido e que o homem tinha morrido de outras doenças.

A dado momento da discussão, Xanana Gusmão chegou mesmo a dizer que ia “dizer ao povo que se estiverem doentes não devem ir ao hospital porque se forem vão ser tratados como covid-19 imediatamente”. “Vou ficar aqui até a família poder levar o corpo”, insistiu.

Depois da visita de Pedro Klamar Fuik ao local, uma equipa de funcionários da saúde entrou no centro de isolamento com plásticos laranja nas mãos, com indicações de que iriam preparar o corpo, incluindo desinfeção, colocando em plástico e, posteriormente, num saco mortuário.

A movimentação sugeriu que o fim do impasse estaria próximo, mas horas depois continua sem haver uma solução final.

Vídeos amadores de vários dos momentos do dia suscitaram críticas, depois de se ver Xanana Gusmão a esbofetear pelo menos duas pessoas, uma delas familiar do falecido e de fazer várias críticas a responsáveis de saúde timorenses.

Xanana Gusmão esteve no local rodeado de vários apoiantes mais próximos, incluindo deputados e dirigentes do seu partido, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), e elementos da segurança da força política.

Nos dois acessos à rua onde está o centro de Vera Cruz e nas imediações do centro em si, centenas de efetivos policiais mantiveram um apertado cordão de segurança, travando grupos de centenas de manifestantes que, ao início da manhã, se juntaram em apoio a Xanana Gusmão.

Entre os apoiantes, muitos deles jovens, ouviram-se várias críticas não apenas à questão da covid-19 mas, particularmente, à situação socioeconómica difícil com que vive a população de Timor-Leste, em virtude das medidas implementadas para responder à covid-19.

Responsáveis do CIGC admitiram durante a tarde que poderiam recorrer à força, caso sejam fossem impedidos de retirar o cadáver do homem, natural de Ermera, do centro Vera Cruz.

“Claro que vai haver resistência, mas vamos tentar esclarecer a situação e, em último caso, podemos ser obrigados a tomar medidas de força em relação a esta questão”, disse o brigadeiro-general João Miranda ‘Aluk’.

O coordenador da ‘task-force’ para a Prevenção e Mitigação da covid-19, Rui Araújo, explicou que o homem de 46 anos entrou no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) com um quadro grave, com tensão elevada, respiração dificultada e hemorragia, tendo-lhe sido feito o teste PCR à covid-19.

“O resultado foi positivo com um nível ativo elevado de 25.1. O paciente foi transportado para Vera Cruz e foram recolhidas análises a três pessoas da família, das quais duas tiveram resultados positivos: ou seja, três dos quatro habitantes da casa deram resultado positivo”, afirmou.

Rui Araújo mostrou-se sensibilizado com a importância dos rituais, usos e costumes, mas recordou que o vírus “está a propagar-se desenfreadamente, não só em Díli, mas noutras partes do território” e que todos devem cumprir as regras de saúde pública.

Na sequência da polémica, o primeiro-ministro de Timor-Leste encorajou hoje os médicos “a continuarem a trabalhar, a não ficarem tristes e nem perderem a esperança porque o Governo e o Estado” estão ao lado dos profissionais de saúde.

Em comunicado, Taur Matan Ruak referiu que “esta situação está a criar sentimentos negativos de algumas pessoas contra os profissionais de saúde, sendo que algumas pessoas apedrejaram ambulâncias e não têm confiança nos médicos”, acrescentando que “esta atitude não ajuda a combater a doença” no país.

13 Abr 2021

Filipinas e EUA retomam exercícios militares conjuntos

Filipinas e Estados Unidos iniciaram ontem um treino militar conjunto de duas semanas em território filipino, num exercício designado “Balikatan”, que foi suspenso no ano passado devido à pandemia da covid-19. O exercício militar foi retomado numa altura de escalada da tensão entre Manila e Pequim devido a disputas territoriais no mar do Sul da China.

“O Balikatan deste ano realiza-se sob restritos protocolos de saúde, devido à pandemia da covid-19. Entre os ajustes necessários, reduzimos o número de participantes, com 736 militares das Filipinas e 225 participantes dos Estados Unidos”, disse o chefe das Forças Armadas das Filipinas, o General Cirilito Sobejana. Os exercícios deste ano vão concentrar-se em exercícios aéreos, segurança marítima e assistência humanitária a civis em caso de desastre natural, para evitar contacto directo.

A decisão de prosseguir com o Balikatan foi anunciada no domingo, depois de os secretários de Defesa dos EUA e das Filipinas, Delfin Lorenzana e Lloyd Austin, respectivamente, realizarem uma reunião por telefone para discutir os exercícios e ameaças à segurança regional na semana passada.

As Filipinas apresentaram vários protestos diplomáticos, nas últimas semanas, contra a presença de navios chineses na sua zona económica exclusiva ao redor do recife Whitsun. Pequim, que reivindica a quase totalidade do mar do Sul da China, garante que se tratam de barcos de pesca que estacionaram ali devido ao mar agitado.
Filipinas, Vietname, Malásia, Taiwan e Brunei reivindicam também partes do mar do Sul da China, por onde circula 30% do comércio global e que abriga 12% das reservas pesqueiras mundiais, além de campos de petróleo e gás.

As Filipinas são o único país que possui uma decisão que apoia as suas reivindicações, uma vez que o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia atribuiu a propriedade de vários territórios, incluindo o Atol de Scarborough e parte do arquipélago das Spratly, onde a China construiu bases militares em ilhas artificiais edificadas sobre atóis e recifes, para assumir o controlo de facto.

Pequim nunca reconheceu a decisão e continua com as suas actividades militares e pesqueiras dentro da zona disputada e do resto dos países vizinhos, uma expansão que os EUA seguem, já que ambas as potências lutam pelo domínio do Pacífico.

A ligação de domingo entre Lorenzana e Austin serviu também para reafirmar o compromisso dos dois países com o Tratado de Defesa Mútua – que data de 1951 – e a importância do Acordo de Visita de Tropas, que o presidente filipino Rodrigo Duterte suspendeu por alguns meses, no ano passado.

Este acordo – suspenso entre fevereiro e junho de 2020 – fornece o quadro jurídico para que as tropas dos EUA possam ir regularmente às Filipinas para realizar exercícios militares conjuntos, como o Balikatan, atividade que tem sido realizada anualmente desde 1984.

13 Abr 2021

China | Responsável recua nos comentários que questionam eficácia das vacinas

A imprensa estatal chinesa defendeu ontem a qualidade das vacinas desenvolvidas pela China contra a covid-19, enquanto um alto funcionário governamental insistiu que comentários feitos anteriormente sobre a sua baixa eficácia foram “mal compreendidos”.

Numa rara admissão da fraqueza das vacinas chinesas contra o novo coronavírus, Gao Fu, o chefe do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças, afirmou durante uma conferência no fim de semana que as autoridades estão a considerar misturar vacinas, como forma de lidar com a sua “eficácia não elevada”. “Está agora formalmente em análise se devemos usar diferentes vacinas de diferentes linhas técnicas no processo de imunização”, indicou Gao.

Gao disse ontem, no entanto, que as suas observações foram “tiradas do contexto” e mal interpretadas. “Depois de falar sobre diferentes estratégias de imunização, mencionei a questão das taxas de protecção da vacina e expressei a minha reflexão sobre como podemos optimizar o nosso processo de administração”, disse, citado pelo portal chinês guancha.com.

As taxas de eficácia da vacina para o coronavírus do fabricante chinês Sinovac na prevenção de sintomas infecciosos foi estimada em 50,4% por investigadores no Brasil. As vacinas da China usam uma tecnologia tradicional, que consiste em injectar um vírus quimicamente inactivado para provocar uma resposta imunológica.

O Chile defendeu a decisão de confiar na vacina da Sinovac. O país está a enfrentar nova vaga de infecções, apesar de ter uma das maiores taxas de vacinação per capita do mundo. O ministro da Ciência do Chile, Andrés Couve Correa, escreveu na rede social Twitter, no domingo, que a Sinovac ajudou a prevenir hospitalizações de casos moderados e graves.

A publicação estatal chinesa Global Times negou que as taxas de eficácia da Sinovac sejam responsáveis pela nova vaga de infecções no Chile. Um estudo da Universidade do Chile, que apurou que a eficácia, após a primeira das duas doses da vacina fixou-se em apenas 3%, teve como base dados “muito limitados”, apontou o jornal, citando fonte não identificada.

Macau está a utilizar uma vacina desenvolvida pela estatal chinesa Sinopharm, enquanto Hong Kong adoptou a inoculação desenvolvida pela Sinovac, uma farmacêutica privada chinesa.

13 Abr 2021

Grupo Alibaba | Repercussões de multa são menores

O grupo chinês de comércio electrónico Alibaba disse ontem que a pesada multa imposta no sábado passado pelas autoridades, por práticas monopolistas, não tem grandes repercussões para a empresa, levando as suas acções a disparar.

O presidente do grupo, Daniel Zhang, disse aos investidores por videoconferência que não espera “um impacto negativo material”, após a multa recorde de 18 mil milhões de yuan imposta por Pequim. O valor equivale a 4% da receita do Alibaba na China em 2019.

Zhang disse que a maior plataforma de comércio electrónico do país asiático tem milhões de utilizadores e comerciantes, e que não precisa de exclusividade para os manter. O responsável indicou que a empresa que dirige vai implementar novas medidas, como a redução dos custos de utilização das plataformas para os comerciantes e a oferta de serviços tecnológicos com custos mais baixos, em linha com as orientações dos reguladores chineses. As acções do Alibaba subiram 7,25% a meio da sessão de ontem na Bolsa de Valores de Hong Kong.

13 Abr 2021

Brasil é “prioridade” a “longo prazo”, diz MNE chinês

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China afirmou este fim de semana que o Brasil é uma “prioridade” para a política externa chinesa e que as relações bilaterais têm valor “estratégico” e a “longo prazo”. Wang Yi falou por telefone com Carlos Alberto Franco França, que substituiu este mês Ernesto Araújo como ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil. Araújo ficou conhecido pelo alinhamento com a política do anterior Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à China.

Os ataques contra Pequim levaram mesmo o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, a dizer que o país asiático queria a demissão de Ernesto Araújo, como condição para libertar insumos necessários para a produção das vacinas contra a covid-19, segundo a imprensa brasileira.

Na conversa por telefone com o novo homólogo brasileiro, Wang Yi lembrou que a China “está disposta a trabalhar” com o Brasil para “promover a parceria estratégica” entre os dois países, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.
Wang lembrou que Pequim sempre viu e desenvolveu as relações com o Brasil de uma perspetiva “estratégica” e de “longo prazo”. O Brasil é uma “prioridade” para a política externa chinesa, apontou.

Como dois grandes países em desenvolvimento, representantes das economias emergentes e parceiros no âmbito do bloco de países BRICS, a China e o Brasil são forças importantes, que impulsionam o multilateralismo mundial e compartilham amplos interesses comuns, afirmou Wang.

O ministro lembrou que, apesar da “tendência adversa”, a cooperação pragmática entre os dois países cresceu durante a pandemia da covid-19, refletindo “plenamente a forte resiliência” da relação bilateral. O país asiático está também disposto a continuar a cooperação no âmbito das vacinas, para atender à “necessidade urgente” do Brasil, disse.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e uma das principais fontes de investimento estrangeiro no país sul-americano. A China foi o destino, em 2020, de mais de 27% dos produtos exportados pelo Brasil, segundo dados oficiais.

O Governo de Jair Bolsonaro adotou, no entanto, uma postura crítica face ao país asiático e recusou cooperar em várias áreas estratégicas, incluindo no desenvolvimento das redes de quinta geração (5G), com o grupo chinês Huawei, a assinatura de acordos no âmbito da iniciativa de Pequim ‘uma faixa, uma rota’ ou a integração e coordenação da política externa com o bloco de países emergentes BRICS.

Wang Yi lembrou que a China espera que o Brasil proporcione um ambiente de negócios “justo e aberto” para as empresas chinesas e pediu aos dois países que continuem a apoiar-se mutuamente em questões centrais de interesse. A cooperação China – América Latina centra-se no “desenvolvimento comum e na cooperação pragmática”, atendendo às necessidades de ambos os lados, realçou.

13 Abr 2021

Covid-19 | China com 16 casos em 24 horas, dois de contágio local

A China detectou 16 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, incluindo dois de contágio local, na província de Yunnan, no sudoeste do país, anunciaram as autoridades de saúde chinesas.

Yunnan somou 90 casos, nas últimas duas semanas, todos na cidade de Ruili, que faz fronteira com o Myanmar (antiga Birmânia). As autoridades isolaram Ruili e realizaram uma campanha de testes e vacinação de toda a população – cerca de 300 mil habitantes.

Os restantes 16 casos foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro nas cidades de Xangai (leste) e Pequim (norte) e nas províncias de Fujian (leste) Guangdong (sudeste), Shandong (leste) e Shaanxi (noroeste). A Comissão de Saúde da China adiantou que o número total de casos activos é de 295, incluindo três em estado grave.

Desde o início da pandemia da covid-19, o país registou 90.426 casos da doença e 4.636 mortos. A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.929.563 mortos no mundo, resultantes de mais de 135,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

12 Abr 2021

China | Turismo interno volta ao nível pré-covid

A indústria de viagens da China voltou ao nível pré-coronavírus ao longo dos três dias do Festival Qingming, que ocorreu de sábado (3) a segunda-feira (5), informou o Wall Street Journal. Durante este feriado, os viajantes chineses fizeram 102 milhões de viagens, mais que o dobro em relação ao mesmo período do ano passado e o equivalente a 94,5 por cento das viagens durante o feriado em 2019, de acordo com o Ministério da Cultura e do Turismo da China.

As reservas de viagens via Trip.com, o maior site de reservas de viagens da China, quadruplicaram durante o feriado em comparação com o ano anterior, informou a empresa. O número de voos domésticos e reservas de hotéis cresceu dois dígitos em relação aos níveis registrados durante o mesmo período em 2019, e as reservas de ingressos para pontos turísticos mais que triplicaram em relação a 2019, informou a Trip.com.

Os volumes de vendas para alguns restaurantes e empresas de catering mais que dobraram em relação ao ano passado, segundo a NetsUnion Clearing Corp, que opera uma plataforma nacional para o processamento de transacções online. As receitas de filmes e entretenimento tiveram um aumento anual de 68 por cento, com o recente controlo da pandemia da Covid-19, disse a empresa.

As vendas de bilheteira alcançaram 125 milhões de dólares americanos durante o Festival Qingming, um aumento de mais de 17 por cento em relação ao mesmo período de 2019.

A receita do turismo durante o período do Qingming foi equivalente a 4,14 mil milhões de dólares americanos, mais de três vezes o valor arrecadado no ano passado, segundo o Ministério da Cultura e do Turismo da China.

12 Abr 2021

Myanmar | Pelo menos 14 polícias mortos em ataque de guerrilhas

Pelo menos 14 polícias perderam a vida sábado no noroeste do Myanmar (antiga Birmânia) durante um ataque coordenado por várias guerrilhas étnicas, noticiaram meios de comunicação locais.

O ataque, que deixou pelo menos cinco oficiais feridos e dois desaparecidos, aconteceu às primeiras horas do dia no estado de Shan, disse uma testemunha ao portal de notícias Irrawaddy. Segunda esta fonte, o ataque foi lançado pelos grupos rebeldes Exército Arakan, Exército de Libertação Ta’ang e Exército Nacional da Aliança Democrática, guerrilhas étnicas que em finais de Março lançaram um ultimato à junta militar pela repressão das manifestações em rejeição do golpe de Estado de 1 de Fevereiro. Até ao momento, nenhum dos grupos reivindicou a ofensiva.

Estes três grupos armados emitiram previamente um comunicado conjunto, no qual advertiam o Exército birmanês de que se não cessasse as acções violentas e não satisfizesse as exigências da população colaborariam com os dissidentes nos protestos da chamada “Revolução da Primavera”.

Os rebeldes ameaçaram anular o acordo de cessar-fogo se continuar a matança indiscriminada de manifestantes.
Pelo menos 618 pessoas perderam a vida durante a repressão dos protestos exercida pelas forças de segurança, segundo dados obtidos pela Associação para a Assistência de Presos Políticos (AAPP), que adverte que o número pode ser significativamente maior, devido à dificuldade de corroborar os dados.

Na cidade de Bago, a cerca de 70 quilómetros a noroeste de Rangun, as forças de segurança lançaram na sexta-feira artefactos explosivos e causaram um número indeterminado de mortos e feridos, apontam meios de comunicação locais.

O Irrawaddy também informa que no sábado grupos armados do Exército para a Independência de Kachin e a União Nacional Karen lançaram uma série de ataques contra o regime, em resposta à alegada matança perpetrada pelas autoridades de Bago.

12 Abr 2021

Fukushima | Japão vai despejar no mar água tratada da central nuclear

O Japão vai despejar gradualmente no mar água tratada, mas ainda radioactiva, da central nuclear destruída de Fukushima, apesar da oposição de comunidades locais e países da região.

A decisão será tomada em reunião do Governo esta terça-feira, ao fim de sete anos de discussão sobre o destino a dar às águas usadas para arrefecer combustível da central de Fukushima, noticia a agência Kyodo.

O Governo já tinha afirmado que não era possível adiar a decisão por mais tempo, dado que a capacidade de armazenagem dos tanques de água na central, que continuam a receber líquido usado para arrefecer combustível nuclear, deverá esgotar-se em 2022, 11 anos depois de a central ter sido gravemente afectada por um terramoto e tsunami.

As instalações de Fukushima Daiichi geraram toneladas de água contaminada que tiveram de ser armazenadas depois de usadas para arrefecer os núcleos parcialmente derretidos de três reactores. Desde há anos que a empresa responsável pela central, a TEPCO, utiliza um sistema para filtrar aquela água e eliminar todos os seus isótopos radioactivos com excepção do trítio.

12 Abr 2021

Campus universitário em Cabo-Verde financiado pela China está concluído

A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) anunciou a conclusão do novo ‘campus’ universitário na Praia, financiado pela China, enquanto prevê para breve a mudança para as novas instalações e aulas em pleno no próximo ano lectivo. “O novo ‘campus’ da Universidade de Cabo Verde já é uma realidade. A construção que teve início em julho de 2017 está concluída. A mudança para o novo ‘campus’ será anunciada brevemente”, divulgou a universidade pública cabo-verdiana.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, as novas instalações deveriam ficar concluídas em julho de 2020, para iniciar aulas em outubro do mesmo ano, mas devido à pandemia da covid-19 vai ter um ano de atraso. Em entrevista à agência Lusa em novembro do ano passado, a reitora, Judite Nascimento, disse que a universidade vai começar a mudança para as novas instalações e prevê o início das aulas no próximo ano letivo.

“Nós temos a expectativa de, em Outubro de 2021, iniciarmos o ano lectivo já nas novas instalações no polo da Praia”, previu Judite Nascimento, para quem a Uni-CV vai passar a ter um ‘campus’ com “condições muito boas” para alunos, docentes, técnicos e funcionários e para pôr em ação a criatividade e o espírito inovador e conseguir desenhar programas dignos do espaço.

Neste momento, a universidade funciona com unidades orgânicas em instalações dispersas pela cidade da Praia, mas espera ter durante o próximo ano as suas faculdades alojadas no novo ‘campus’ universitário, que, segundo a reitora, será “à altura” dos grandes ‘campus’ que existem um pouco por todo o mundo.

O novo ‘campus’ foi projectado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, cinco auditórios com capacidade para 150 lugares, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiusos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Com as novas instalações, a reitora disse que a Uni-CV está a caminhar para ser, num futuro muito próximo, uma “universidade marcante” no contexto da sub-região africana, a par das do Senegal, por exemplo. “E a Universidade de Cabo Verde também quer posicionar-se e está a posicionar-se desde há alguns anos e neste momento com mais fervor já que o novo ‘campus’ vai-nos permitir receber estudantes de outros países”, enfatizou.

Na altura do seu lançamento, em junho de 2017, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que Cabo Verde terá um ‘campus’ universitário moderno, funcional e ao nível de países mais desenvolvidos. Além disso, a reitora disse que vai transformar a área envolvente e tornar-se num grande polo de desenvolvimento da cidade da Praia, numa zona de expansão onde se situa ainda a Universidade Jean Piaget, a Escola de Hotelaria e Turismo, o Centro de Energias Renováveis e Manutenção Energética (Cermi), estando previstas grandes outras infra-estruturas.

A obra foi financiada pela China, em 45 milhões de euros, que também instalou em 2015 o Instituto Confúcio no país, e que hoje é uma instituição que promove a extensão universitária, através da língua a da cultura chinesas.

Com 14 anos de existência, a única universidade pública de Cabo Verde tem três polos de ensino, nomeadamente na Praia e em Assomada, todos em Santiago, e em São Vicente, com mais de 4.000 estudantes, em cursos profissionalizantes, licenciaturas, especializações, mestrados e doutoramentos.

12 Abr 2021

China | Regulador aplica à Alibaba a maior coima de sempre por práticas monopolísticas

O regulador chinês impôs uma multa de 18,23 mil milhões de yuan (2,78 mil milhões de dólares) ao gigante chinês do comércio electrónico, Alibaba, pela sua violação das leis antimonopólio. A multa, a maior multa anti-monopólio alguma vez aplicada pelas autoridades chinesas, representa cerca de 4% das vendas internas da empresa em 2019.

A Administração Estatal para a Regulamentação do Mercado (AERM) também divulgou uma orientação administrativa, instando o Grupo Alibaba a realizar auto-inspecções “abrangentes e profundas” de acordo com a Lei Anti-Monopólio para inspeccionar e normalizar as suas operações comerciais. Para melhorar o seu sistema interno de cumprimento da lei, foi pedido à Alibaba que realize regularmente formações de cumprimento da lei aos seus executivos e empregados, e que relate estes procedimentos às autoridades governamentais.

Além disso, deverá estabelecer um canal de informação, bem como um mecanismo de resolução de litígios, informando ao mesmo tempo o público de quaisquer medidas punitivas que aplique a empresas, tais como suspender os serviços ou remover os seus produtos. Foi ainda solicitado à Alibaba que faça um plano de rectificação de acordo com os requisitos enumerados nas orientações, e que submeta o plano ao AERM antes de 30 de Abril. A empresa é também obrigada a apresentar relatórios de auto-inspecção ao AERM durante três anos consecutivos.

A plataforma é também obrigada a estabelecer um sistema de avaliação externa por consumidores e peritos sociais, bem como a realizar cooperação com empresas com base em princípios justos e não-discriminatórios.

Se a Alibaba não concordar com a sanção, poderá solicitar ao AERM uma reconsideração administrativa no prazo de 60 dias após a recepção da notificação, ou apresentar um litígio administrativo ao tribunal. As autoridades impuseram as sanções com base no mérito de várias disposições legais ao abrigo da Lei Anti-monopólio da China.

De acordo com a decisão escrita de punição administrativa do AERM, Alibaba abusou da sua posição dominante no mercado e violou as leis anti-monopólio.

Por exemplo, proibiu empresas de abrir lojas online noutras plataformas consideradas como concorrentes pela Alibaba. Essas lojas estão também proibidas de participar em campanhas promocionais de outras plataformas. As empresas que não cumprissem estas regras eram punidas por acções da Alibaba, tais como desqualificá-las de lançar actividades promocionais e diminuir o seu acesso a pesquisas de consumidores.

Alibaba não só enfrenta a maior multa da China em violação anti-monopólio, como também a penalização ultrapassou a escala de muitas multas anti-monopólio semelhantes aplicadas a gigantes da Internet estrangeiros, tais como os 2,42 mil milhões de euros que a Google foi multada pela União Europeia em 2017, bem como a multa de 975 milhões de dólares das autoridades chinesas à Qualcomm por práticas de mercado desleais em 2015.

A multa de 2,78 mil milhões de dólares é responsável por cerca de 40 por cento do lucro líquido do grupo no primeiro trimestre. A empresa obteve um lucro de 46,4 mil milhões de yuans no primeiro trimestre do ano fiscal de 2021.

Empresa aceita e compreende

Na sequência da multa, Alibaba publicou uma carta aberta dirigida aos seus clientes e ao público. Na carta, Alibaba disse que aceita a sanção com “sinceridade e assegurará o nosso cumprimento com determinação”, e que a sanção reflecte as expectativas reguladores em relação ao desenvolvimento da indústria. “É uma acção importante para salvaguardar a concorrência leal no mercado e o desenvolvimento de qualidade das economias das plataformas de Internet”, lê-se na carta.

A empresa também disse que irá reforçar ainda mais o foco na criação de valor e experiência do cliente, bem como continuar a introduzir medidas para reduzir as barreiras de entrada e os custos comerciais de operar na plataforma.

As acções da Alibaba perderam 2,24% no comércio de Hong Kong na sexta-feira. Os seus recibos de depósito americanos também perderam 2,16 por cento na sexta-feira.

A multa representa os esforços do governo para reforçar a gestão antimonopólio e impedir a expansão desordenada das empresas. Mas isso não significa que o governo esteja a negar o importante papel das empresas de plataformas online, escreveu o Diário do Povo num artigo publicado pouco depois de a multa ter sido aplicada.

“A atitude do governo em apoiar o desenvolvimento das plataformas na internet não mudou, mas irá concentrar-se tanto no desenvolvimento como na regulamentação”, lê-se no artigo.

Shi Jianzhong, professor na Universidade de Ciência Política e Direito da China, disse que o caso Alibaba indica que a implementação da lei antimonopólio chinesa sobre plataformas digitais “entrou numa nova fase”. Também envia um sinal político claro de que, embora o governo encoraje o desenvolvimento da economia digital, também irá impedir que as empresas prejudiquem os interesses dos consumidores, a inovação e a concorrência através das suas vantagens em termos de dados, tecnologias e capital.

Segundo Shi, a decisão de multar 4% das vendas internas de Alibaba de 2019 é moderada, pois mostra o princípio das leis e a atitude do governo para reforçar a gestão antimonopolista, mas também mostra a directiva política de apoio ao desenvolvimento de plataformas digitais. A lei estipula que as empresas serão multadas em 1-10 por cento das suas vendas anuais do ano anterior, caso abusem do estatuto de dominância do mercado.

12 Abr 2021

AstraZeneca | Agnes Lam questiona importação de vacina

Agnes Lam escreveu uma interpelação a pedir ao Governo que reconsidere que importação de vacinas produzidas pela AstraZeneca. Quando o Governo anunciou o programa de vacinação tinha indicado que esta vacina chegaria a Macau no terceiro trimestre deste ano.

No entanto, têm sido vários os problemas relacionadas com a segurança do produto, nomeadamente o efeito secundário de causar coágulos no sangue. Este efeito foi confirmado na semana passada pela Agência Europeia de Medicamentos.

Face ao desfecho, Agnes Lam considera que os stock de vacinas em Macau é suficiente e alerta o Executivo que a população pode não estar disponível para utilizar este produto. Neste sentido, Agnes Lam pergunta o Governo se vai ouvir a população e reconsiderar a importação da AstraZeneca.

12 Abr 2021

AL | Mak Soi Kun justifica voto contra debates

Na passada quinta-feira, Mak Soi Kun votou contra a promoção de vários debates sobre os meios de pagamento electrónico. No entanto, ontem justificou o sentido de voto num comentário publicado na rede social Facebook.

“Votei contra porque, dias antes de ser feita a votação, tive conversações com o Governo e senti que estavam de boa-fé na resolução deste problema”, começou por explicar. “Como senti que o Governo estava a ouvir as opiniões da população de uma forma sincera e que estava disponível para ouvir os deputados […] votei contra as propostas”, acrescentou.

No mesmo texto, Mak Soi Kun afirmou acreditar que o Governo vai reduzir a proporção do gasto de 30 patacas para obter um cupão de 10 patacas, assim como permitir que as pessoas recorram aos cartões de consumo distribuídos no ano passado.

Sobre um outro tema, Mak Soi Kun divulgou uma interpelação escrita em que considera que um dos factores para avaliar o desempenho do Governo prende-se com a resposta às interpelações escritas dos deputados dentro dos prazos legais, ou seja 30 dias, e defendeu a necessidade da taxa ser de 100 por cento.

A ideia consta de uma interpelação do legislador, citada ontem pelo canal chinês da Rádio Macau, em que é divulgado que no quarto trimestre do ano passado a taxa de respostas nos prazos legais foi de 99,59 por cento. Mak Soi Kun elogiou o aumento da taxa de resposta que no terceiro trimestre do ano passado tinha sido de 98,03 por cento e nota que já está a “produzir resultados positivos”.

12 Abr 2021

Pequim contra passagem de contratorpedeiro dos EUA no Estreito de Taiwan

A China protestou ontem contra a passagem de um contratorpedeiro dos Estados Unidos pelo Estreito de Taiwan, numa altura em que ambas as nações aumentam as suas actividades navais na região. A China rastreou e monitorou o USS John S. McCain, ao longo de sua passagem, na quarta-feira, disse Zhang Chunhui, porta-voz do comando militar do leste da China, em comunicado.

A passagem do contratorpedeiro enviou o “sinal errado” ao governo de Taiwan e “deliberadamente perturbou a situação regional, ao colocar em risco a paz e a estabilidade em todo o Estreito de Taiwan”, disse. A China opõe-se firmemente a estas movimentações e as forças chinesas responderão com “estritas precauções e vigilância”, acrescentou.

Numa declaração de apenas uma frase, a Marinha dos EUA disse que o McCain “realizou um trânsito de rotina no Estreito de Taiwan, em 7 de abril, em águas internacionais, de acordo com a lei internacional”, lê-se.

A passagem do McCain segue o anúncio da China na segunda-feira de que seu porta-aviões Liaoning e embarcações associadas estavam a realizar exercícios perto de Taiwan, visando “salvaguardar a soberania nacional, segurança e interesses de desenvolvimento” chineses.

A Marinha dos EUA anunciou que o porta-aviões Theodore Roosevelt e o seu grupo de ataque reentraram no Mar do Sul da China no sábado para “conduzir operações de rotina”. Embora o Estreito de Taiwan esteja em águas internacionais, o seu trânsito por navios da Marinha dos Estados Unidos é visto como uma demonstração parcialmente simbólica de que Washington não permitirá que as forças de Pequim dominem aquele espaço marítimo.

As incursões aéreas chinesas, incluindo voos ao redor da ilha, tornaram-se uma ocorrência quase diária, servindo para anunciar a ameaça e aprender mais sobre as capacidades de Taiwan. Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan disse que a ilha vai defender-se “até ao último dia” caso seja atacada pela China.

As vastas melhorias nas capacidades militares da China e a sua crescente actividade em torno de Taiwan levantaram preocupações nos EUA. Durante uma reunião regular na quarta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, reiterou que o compromisso de Washington com Taiwan é “sólido como uma rocha”. “Acreditamos e sabemos que isto contribui para a manutenção da paz e da estabilidade em todo o Estreito de Taiwan e também na região”, disse Price. “Os Estados Unidos mantêm a capacidade de resistir a qualquer recurso à força ou a quaisquer outras formas de coerção que colocariam em risco a segurança ou o sistema social ou económico do povo de Taiwan”, afirmou.

9 Abr 2021

Trip.com anuncia entrada na bolsa de Hong Kong

A agência de viagens virtual chinesa Trip.com vai entrar em bolsa, em Hong Kong, no dia 19 de abril, numa operação que renderá cerca de 1.353 milhões de dólares informou ontem a empresa. Em comunicado enviado à bolsa de Hong Kong, a empresa, que já está listada no índice norte-americano Nasdaq, anunciou que vai vender 31,6 milhões de acções a um preço máximo de 333 dólares de Hong Kong.

Esta marca seria um ‘prémio’ de pouco mais de 10%, em relação ao preço com que fechou na quarta-feira, no mercado de tecnologia de Nova Iorque, de 38,8 dólares por título. A empresa habilitou uma opção de lote suplementar (‘greenshoe’) para a qual emitiria até mais 4,75 milhões de acções, ou seja, um máximo de 15% da participação em oferta.

A empresa torna-se, assim, a última das grandes empresas chinesas de tecnologia a procurar um segundo IPO numa praça financeira chinesa, devido aos receios de que os Estados Unidos possam excluir empresas chinesas da sua bolsa, algo que já aconteceu com algumas empresas que Washington considerou próximas do Exército chinês. O último dos grandes IPOs de Hong Kong foi o Baidu, o principal motor de busca da China. O Baidu é um dos principais acionistas da Trip.com, já que controla 11,5% do capital social, segundo os dados fornecidos à bolsa de Hong Kong.

Trip.com, anteriormente conhecido como Ctrip, indicou que planeia usar 45% dos recursos do seu IPO para melhorar as ofertas de viagens e a experiência do utilizador, e que gastará o mesmo valor para “melhorar a eficiência operacional”. Os restantes 10% destinam-se a outros fins, que podem incluir investimentos estratégicos, embora a empresa esclareça que neste momento não existem negócios na carteira para investir ou adquirir.

Perante o impacto da pandemia da covid-19, que restringiu o turismo internacional durante quase todo o ano de 2020, a Trip.com teve um prejuízo de 3.247 milhões de yuans (418 milhões de euros), em comparação com ganhos de 7.011 milhões de yuans (902 milhões de euros), no ano anterior. A empresa mostrou a sua confiança na retomada da indústria do turismo, em 2021, principalmente no mercado chinês, onde o coronavírus está sob controlo há algum tempo.

9 Abr 2021

Jogos Olímpicos de Inverno | Todos contra o boicote

O Governo chinês alertou ontem Washington para que não boicote os Jogos Olímpicos de Inverno 2022, em Pequim, depois de o executivo de Joe Biden ter revelado que está a considerar uma abordagem conjunta com aliados. O boicote surge como uma possibilidade, face aos abusos contra minorias étnicas de origem muçulmana em Xinjiang, no extremo noroeste da China.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China rejeitou as acusações e alertou sobre uma “resposta robusta da China” a um potencial boicote aos jogos. “A politização do desporto vai prejudicar o espírito da Carta Olímpica e os interesses dos atletas de todos os países”, disse o porta-voz, Zhao Lijian. “A comunidade internacional, incluindo o Comité Olímpico dos Estados Unidos, não o aceitará”, apontou.

O Departamento de Estado dos EUA sugeriu que um boicote olímpico está entre as possibilidades, mas um alto funcionário disse mais tarde que não foi ainda discutido. O Comité Olímpico Internacional e o Comité Olímpico e Paraolímpico dos EUA já disseram que se opõem a boicotes. A oposição foi reiterada por Susanne Lyons, presidente do conselho de diretores do Comité Olímpico e Paraolímpico dos EUA. “Nós opomo-nos a boicotes de atletas, porque eles mostraram ter um impacto negativo sobre os atletas, embora não tratassem de forma eficaz as questões globais”, disse Lyons.

O Comité não deseja “minimizar as graves questões de Direitos Humanos que estão a acontecer na China”, mas acredita que diplomatas e oficiais do comércio e outros governantes estão mais bem equipados para lidar com estas preocupações.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse na quarta-feira que a Casa Branca não está a planear um boicote aos jogos de 2022. “Não discutimos, e não estamos a discutir, qualquer boicote conjunto com aliados e parceiros”, esclareceu.

9 Abr 2021

Xi Jinping | Crescimento da China é uma oportunidade para a UE

O Presidente chinês e a chanceler alemã tiveram a primeira conversa telefónica deste ano. Angela Merkel garante que a estratégia europeia, em relação à China, é autónoma

 

“O desenvolvimento da China é uma oportunidade para a União Europeia”, disse o presidente Xi Jinping na quarta-feira, exortando a União Europeia (UE) a “realizar julgamentos dignos de forma independente e alcançar de facto a autonomia estratégica”. Numa conversa telefónica com a chanceler alemã Angela Merkel, Xi disse que a China espera que a Alemanha e a UE realizem esforços conjuntos com a China para proteger e promover o desenvolvimento saudável e estável de sua cooperação, trazendo assim mais certeza e estabilidade a um mundo volátil.

Foi a primeira vez que Xi conversou por telefone com Merkel neste ano. No ano passado, os dois líderes realizaram quatro conversas telefónicas para trocar impressões sobre as relações bilaterais e a cooperação entre a China e a União Europeia.

Eliminar distrações

Observando que a sua comunicação no ano passado desempenhou um papel importante para o desenvolvimento das relações China-Alemanha e China-UE, Xi afirmou que o aumento da cooperação China-Alemanha e China-UE deverá alcançar resultados importantes.

Xi disse que “para encarar as novas oportunidades e desafios enfrentados pela relação China-UE, é essencial manter a direção geral das relações China-UE numa perspectiva estratégica, respeito uns pelos outros e eliminar distrações”.

“A China está pronta para trabalhar com a UE para garantir o sucesso de uma série de agendas políticas significativas para a próxima etapa por meio de consultas, aprofundar e expandir a cooperação prática em toda a linha e fortalecer a comunicação sobre as mudanças climáticas e outras questões de governação global para praticar em conjunto o multilateralismo”.

O presidente chinês disse ainda que a cooperação prática entre a China e a Alemanha tem alcançado progresso apesar da pandemia da Covid-19 e outros factores, e, por cinco anos consecutivos, a China tem sido o maior parceiro comercial da Alemanha.

Partilhar, partilhar sempre

Xi encorajou os dois países a promoverem a cooperação bilateral sob o princípio do respeito mútuo e benefício mútuo para injectar confiança e ímpeto para a cooperação China-UE e a recuperação econômica mundial.
“A China está disposta a partilhar as oportunidades criadas pela nova ronda de abertura com empresas da Alemanha e de outros lugares”, disse Xi, acrescentando que “a China espera que a Alemanha permaneça aberta e ofereça mais conveniência para expandir a cooperação mutuamente benéfica entre suas empresas”.

O presidente chinês também pediu que as duas nações promovam intercâmbios em áreas como ciência e tecnologia, educação, cultura e desporto, aproveitando as oportunidades apresentadas pelo 50º aniversário das relações diplomáticas entre a China e a Alemanha e os Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing no próximo ano.

Merkel: Europa autónoma

Por seu lado, Merkel disse que a UE aderiu a uma política externa autónoma. “A cooperação Alemanha-China e UE-China é cada vez mais necessária hoje para lidar com os desafios que o mundo enfrenta”, acrescentou.

“Reforçar o diálogo e a cooperação entre a UE e a China não apenas está de acordo com os interesses de ambas as nações, mas irá também beneficiar o mundo”, afirmou a chanceler, reforçando que a Alemanha está disposta a desempenhar um papel activo.

Merkel acrescentou ainda que “a Alemanha trabalhará com a China de modo a preparar a nova ronda de consultas intergovernamentais China-Alemanha e retomar o intercâmbio de pessoal o mais rápido possível”.

Mais tarde, a porta-voz do governo alemão Ulrike Demmer disse que Merkel e Xi tinham discutido os esforços internacionais para produzir e distribuir vacinas COVID-19, aprofundar a cooperação económica e as medidas para proteger o clima e a biodiversidade.

Demmer disse que os líderes concordaram em aprofundar os laços bilaterais nas consultas governamentais sino-alemãs planeadas para finais de Abril. “A Chanceler salientou a importância do diálogo sobre toda a gama de laços, incluindo questões sobre as quais existem opiniões diferentes”, disse Demmer, sem dar pormenores sobre as áreas em que a Alemanha e a China diferem.

9 Abr 2021

Turismo | Cerca de 100 mil pessoas passaram por Macau no período da páscoa

Macau recebeu, entre os dias 2 a 6 de Abril, cerca de 100 mil pessoas, com uma média diária de visitantes na ordem das 20 mil pessoas. Já a taxa de ocupação hoteleira foi de 53,1 por cento, aponta a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) em comunicado.

O período da páscoa, que coincidiu com as celebrações do Cheng Ming, trouxe, dos cerca de 100 mil, 90.491 visitantes vindos do Interior da China, enquanto que 7.678 pessoas vieram de Hong Kong e 1.399 de Taiwan. Neste período não houve visitantes internacionais.

Os estabelecimentos hoteleiros registaram, também nestes dias, uma média de preços por quarto de cerca de 953,2 patacas,. Comparativamente com a semana dourada do Ano Novo Chinês no Interior da China, o preço médio por quarto significou uma descida de 23,3 por cento.

8 Abr 2021

Covid-19 | China com 24 casos em 24 horas, 11 de contágio local

A China detectou 24 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, incluindo 11 de contágio local, na província de Yunnan, no sudoeste do país, anunciaram as autoridades de saúde chinesas.

Yunnan somou 76 casos, desde a semana passada, todos na cidade de Ruili, que faz fronteira com o Myanmar (antiga Birmânia). As autoridades isolaram Ruili e iniciaram uma campanha de testes e vacinação de toda a população – cerca de 300 mil habitantes.

Os restantes 13 casos foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro na cidade de Xangai (leste) e nas províncias de Guangdong (sudeste), Jiangsu (leste), Mongólia Interior (norte) e Shaanxi (noroeste).

A Comissão de Saúde da China adiantou que o número total de casos activos é de 263, incluindo dois em estado grave. Desde o início da pandemia da covid-19, o país registou 90.365 casos da doença e 4.636 mortos.

8 Abr 2021

Macau regista caso importado de covid-19, o primeiro em mais de dois meses

Macau registou um caso importado de covid-19, o primeiro em mais de dois meses no território, anunciaram ontem as autoridades de saúde. Este é o 49.º caso confirmado desde o início da pandemia no território que até agora não registou qualquer morte, nem qualquer infeção em profissionais de saúde.

Segundo um comunicado Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, trata-se de um local de 23 anos que estudava em Portugal. No dia 4 de Abril apanhou o voo de Portugal para Macau, com escala em Paris e Taiwan.

Ao entrar no território na terça-feira foi de imediato testado tendo dado “fracamente positivo” para a covid-19. “Actualmente, o doente encontra-se em estado clínico considerado normal, tendo sido internado na enfermaria de isolamento do Centro Hospitalar Conde de São Januário para tratamento”, lê-se no comunicado. O último caso detectado no território tinha sido no dia 5 de Fevereiro, igualmente importado e assintomático.

8 Abr 2021

Universidade de Macau prevê aumento do PIB entre 21,4% e 33,5%

O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau deverá registar um aumento entre 21,4 por cento e 33,5 por cento este ano, anunciou ontem a Universidade de Macau (UM), na última revisão das previsões macroeconómicas. A Lusa noticiou que as previsões têm em consideração quatro cenários relativos ao número de visitantes do território, de acordo com o estudo do Centro de Estudos de Macau e o departamento de economia da UM, que variam entre 13,8 milhões e 21,7 milhões de visitantes.

Ho Wai Hong, professor associado do departamento de Economia da UM, indicou que “mesmo que as quatro condições sejam estabelecidas”, nenhuma delas vai levar a um regresso aos níveis de 2019. O docente considera “impossível” superar dez milhões de visitantes no primeiro semestre, mas já aponta essa meta como uma possibilidade na segunda metade do ano.

“O número de visitantes é limitado pela situação da pandemia, administração da vacinação e as medidas do Governo”, afirmou Chan Chi Shing, investigador do Centro de Estudos de Macau. Apesar disso, destacou a “expectativa de um crescimento de visitantes mais rápido no segundo semestre”, se as autoridades estiverem dispostas “a abrir em breve”.

Citado pela Lusa, o professor Ho descreveu que “mesmo que haja um crescimento positivo de 20 por cento e 30 por cento em 2021, [a economia] não voltará ao nível de 2019”, sublinhando que “a vacinação é o critério principal para a recuperação da economia” local “porque a velocidade de desenvolvimento económico de Macau tem muito a ver com os visitantes”.

De acordo com as previsões da UM, a inflação deverá subir 0,5 por cento, enquanto a taxa de desemprego para os residentes deverá fixar-se entre 3,2 e 3,3 por cento. E estima-se que a receita do Governo aumente entre 59,3 mil milhões e 73,9 mil milhões de patacas.

8 Abr 2021