Hoje Macau China / ÁsiaEmpreiteiros de Hong Kong prometem proibição de fumar em estaleiros Nove associações da construção civil de Hong Kong assinaram um compromisso para impôr a proibição total de fumar em estaleiros de obras, após o incêndio mais mortífero na cidade desde 1948. De acordo com a emissora pública RTHK, a associação de empreiteiros de Hong Kong anunciou ontem ter assinado, juntamente com outros oito grupos, o documento, que pretende reforçar a segurança no sector. A Associação de Construção de Hong Kong (HKCA, na sigla em inglês) sublinhou que o compromisso prevê “a implementação abrangente da proibição de fumar nos estaleiros de construção”. Lawrence Ng San-wa, presidente de um dos nove grupos, a Associação de Subempreiteiros da Construção de Hong Kong, disse esperar que este “compromisso público” reforce “a confiança do público” no sector. As associações comprometeram-se ainda a respeitar as orientações políticas e os regulamentos do Governo, incluindo no que toca à prevenção de incêndios e outras medidas de segurança em estaleiros de construção. Este anúncio surge um dia depois de ser conhecida uma proposta do Governo para impor multas de até 400 mil dólares de Hong Kong para os empreiteiros que falhem na implementação da proibição de fumar. O documento elaborado pelo Departamento do Trabalho prevê ainda que os trabalhadores da construção civil podem enfrentar uma multa de 3 mil dólares de Hong Kong por fumarem em estaleiros. Em casos de risco catastrófico de incêndio – por exemplo, fumar perto de materiais altamente inflamáveis– o trabalhador estará sujeito a uma multa de 150 mil dólares de Hong Kong e uma pena de até seis meses de prisão. Nestes casos, o empreiteiro poderá enfrentar uma multa de 3 milhões de dólares de Hong Kong e a mesma pena de prisão, refere a proposta, já enviada para o parlamento local. Desastre em Tai Po Um incêndio, que começou a 26 de Novembro, causou a morte de 168 pessoas e devastou sete dos oito edifícios do complexo de habitação pública de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. Uma comissão independente de investigação iniciou na quinta-feira as audiências sobre o incêndio mais mortífero em Hong Kong desde 1948 e ouviu depoimentos a apontar as falhas que contribuíram para que o fogo se espalhasse. Nas observações iniciais, o advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. Victor Dawes apontou como factores que levaram ao desastre os alarmes de incêndio e sistemas de mangueiras desligados, a utilização de redes de andaimes não resistentes ao fogo e a cobertura de janelas com placas de espuma. “No dia do incêndio, quase todos os sistemas de segurança contra incêndios destinados a proteger vidas falharam devido a factores humanos”, lamentou o advogado. A polícia da região chinesa deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude, todas ligadas ao incêndio de Wang Fuk. A agência anticorrupção de Hong Kong deteve ainda outras 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos do complexo situado em Tai Po, no norte do território.
Hoje Macau China / ÁsiaFórum Boao | ´Davos Asiático’ arranca com ecos do conflito no Médio Oriente Os apelos à paz e a situação internacional estiveram em foco na abertura do encontro que reúne em Hainão, durante quatro dias, 2.000 representantes de 60 países e regiões O Fórum Boao para a Ásia, conhecido como o “Davos Asiático”, começou ontem na província de Hainão, com o secretário-geral do fórum económico, Zhang Jun, a indicar que o encontro ganha especial relevância perante a actual instabilidade política internacional. “Perante as profundas mudanças na ordem mundial e a escalada dos conflitos regionais, apelamos a todas as partes para que cessem imediatamente o fogo e regressem ao caminho das negociações diplomáticas. Devemos, em conjunto, manter a paz e a estabilidade globais, de modo a criar um ambiente favorável para a economia mundial e o desenvolvimento global”, apontou Zhang na cerimónia de abertura. O relatório do fórum publicado ontem prevê que a economia asiática cresça 4,5 por cento em 2026, com a região a continuar a ser o “motor do crescimento mundial” apesar das “incertezas globais”, com a China e os países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, na liderança desse crescimento. De acordo com o documento, a participação da Ásia no Produto Interno Bruto (PIB) global deve avançar de 49,2 por cento em 2025 para 49,7 por cento em 2026, considerando a paridade de poder de compra. Durante os quatro dias que dura o fórum na cidade de Boao, cerca de 2.000 representantes de 60 países e regiões irão participar em debates sobre multilateralismo, cooperação regional e inovação tecnológica, com destaque para a inteligência artificial. Entre os presentes contam-se o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, o primeiro-ministro de Singapura, Lawrence Wong, e o vice-primeiro-ministro do Cazaquistão, Roman Skylar. No entanto, o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Min-seok, que deveria ter proferido o discurso de abertura do evento, cancelou os seus planos de participar no fórum internacional para lidar com os efeitos do conflito no Médio Oriente na economia doméstica. Zhao Leji, actual presidente do Comité Permanente do Congresso Nacional do Povo e terceiro na hierarquia do Comité Permanente do Politburo, órgão máximo de decisão do Partido Comunista Chinês, será o oficial chinês de maior relevo a participar no fórum, com um discurso planeado para dia 26. Macau marca presença O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, vai deslocar-se também nos dias 25 e 26 de Março para participar na conferência, com o governo de Macau a sublinhar que o evento se vai centrar sobre “o papel dos países do Sul Global na melhoria da governação económica global, a liderança da Ásia na transição da economia mundial”, e no novo “padrão do comércio global face ao impacto das guerras tarifárias”. “O objectivo é reunir consenso e reforçar a confiança, proporcionando ao mundo, em tempos de instabilidade e transformação, maior previsibilidade”, indicou o governo do território semi-autónomo chinês. Uma delegação da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), representada pelo Presidente da Delegação em Macau, Carlos Cid Alvares, e pelo Secretário-Geral da CCILC, Bernardo Mendia, vai estar também presente no evento, como forma de “promoção das relações económicas e empresariais entre Portugal e a China,”, apontou a organização, O fórum vai abordar ainda o 15.º Plano Quinquenal da China e o desenvolvimento do Porto de Comércio Livre de Hainão, que celebra o primeiro ano como território aduaneiro separado.
Hoje Macau SociedadeIncêndio | Bombeiros evacuaram 30 pessoas na Rua do Rebanho O Corpo de Bombeiros (CB) foi chamado na madrugada desta terça-feira para acudir a um incêndio numa loja localizada na Rua do Rebanho, e que obrigou à evacuação de 30 pessoas. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o CB controlou as chamas, não tendo sido registados feridos. Segundo a resposta do Instituto para os Assuntos Municipais ao canal chinês da Rádio Macau, a loja envolvida no incêndio era uma banca de oferendas, sendo que a origem do incidente terá sido um curto circuito provocado por um cabo danificado que existia no local. Acidente | Mulher transportada para o hospital Uma mulher teve ontem de ser transportada para o hospital, depois de ter estado envolvida num acidente com um táxi na zona central da cidade, na Avenida Comercial de Macau. Segundo o jornal Ou Mun, o acidente aconteceu por volta das 8h42, altura em que o Corpo de Polícia e Segurança Pública registou o pedido de auxílio. O sinistro envolveu uma colisão entre uma mota, onde seguia a mulher que acabou transportada para o hospital e um táxi. Após a chamada das autoridades, o taxista disponibilizou-se para auxiliar na investigação da causa do acidente, que ontem ao final da tarde ainda era desconhecida. Gripe | Mais de 50 crianças infectadas em quatro escolas Os Serviços de Saúde foram notificados na segunda-feira para quatro casos de infecção colectiva de gripe em escolas do território, envolvendo 51 alunos doentes. Segundo um comunicado divulgado ontem, a Escola Cham Son de Macau, na Rua Central da Areia Preta, foi a que registou mais casos, com 27 alunos doentes com gripe, seguida da Escola Fong Chong da Taipa, na Rua de Bragança, onde foram diagnosticados 11 estudantes. Na Escola dos Moradores de Macau, na Avenida do Nordeste, ficaram oito alunos doentes, enquanto na Escola Tong Nam, na Rua do Almirante Costa Cabral, foram identificadas cinco infecções. Deste universo, quatro alunos testaram positivo à gripe A, enquanto 20 doentes acusaram gripe do tipo B. Segundo os Serviços de Saúde, as crianças começaram a sentir sintomas no dia 18 de Março e algumas foram submetidos a tratamentos médicos. “As condições clínicas dos doentes são consideradas ligeiras e não foram registados casos graves ou outras complicações”, acrescentaram as autoridades.
Hoje Macau Manchete SociedadeMédio Oriente | Alertas de viagem para mais seis países Macau aconselha precaução a residentes caso pretendam viajar para seis países “perante a contínua deterioração da situação no Médio Oriente”. Os países que passaram para o primeiro nível de alerta são o Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos Depois de elevar o alerta de viagem para o nível mais elevado para o Irão e Israel, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) emitiu ontem o alerta de viagem 1, o nível mais baixo numa escala de três, para seis países do Médio Oriente: Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. De acordo com o portal da DST, o nível 1 “representa o surgimento de uma ameaça à segurança pessoal”. “Os residentes de Macau que planeiem viajar ou que se encontrem no destino, devem estar em alerta (…). É sugerido que se mantenham atentos e que acompanhem o desenvolvimento dos acontecimentos”, explica o portal. No mesmo comunicado, a DST recomenda aos residentes de Macau que planeiam viajar para o Iraque, Kuwait e Iémen, ou que já se encontram nesses países, “que redobrem a atenção” no que toca à segurança pessoal. A DST recordou que desde Junho tem vindo a aconselhar os residentes a abandonarem Irão e Israel “o mais rápido possível” e a não viajarem para qualquer dos dois países. A linha aberta da DST recebeu, entre 1 de Março e a passada segunda-feira, 18 pedidos de informação ou assistência relacionados com o Médio Oriente, dos quais cerca de 80 por cento dizem respeito a residentes retidos em Dubai, Abu Dhabi e Bahrein. Os restantes estão relacionados com cancelamentos e pedidos de reembolso de viagens de grupo que não tinham ainda sido iniciadas. A DST acrescenta que “os sistemas de transporte nos aeroportos do Médio Oriente e na Europa continuam a ser afectados”, recomendando atenção a informações das companhias aéreas sobre possíveis para ajustes nos voos. Além disso, a Embaixada da China em Israel emitiu na segunda-feira um comunicado com detalhes para transferência e evacuação e sobre reforço das medidas de segurança. Aqui ao lado Na segunda-feira, as autoridades de Hong Kong elevaram para o nível negro, o mais elevado, o alerta de viagem para Israel e Irão. “Devido à situação de segurança altamente imprevisível no Irão e em Israel, o Governo aconselha os residentes de Hong Kong a evitarem todas as viagens” para qualquer dos dois países. Um porta-voz do Governo acrescentou que os residentes que se encontram em Israel ou Irão devem “cuidar da sua segurança pessoal e abandonar ou deslocar-se imediatamente para regiões relativamente seguras”. A região aconselhou também os residentes a “terem cautela e proteger a sua segurança pessoal” caso viajem para Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de Fevereiro, uma campanha de bombardeamentos no Irão, que respondeu com ataques aéreos contra Israel e países vizinhos do Golfo que albergam bases militares dos Estados Unidos e também várias infra-estruturas petrolíferas.
Hoje Macau Manchete SociedadeSMG | Previsões para 2026 apontam para 5 a 8 ciclones tropicais Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) estimam que entre cinco a oito ciclones tropicais afectem Macau este ano, “correspondendo a um número normal a ligeiramente superior ao normal, não se excluindo a eventual influência de tufões fortes ou de intensidade superior”. Segundas as previsões dos SMG, a época de tufões terá início em Junho, prolongando-se até Outubro. Durante a estação chuvosa (de Abril a Setembro), a temperatura média irá situar-se “entre valores normais e acima do normal”, a mesma previsão para a precipitação acumulada, apesar de a previsão abrir a possibilidade de “episódios de precipitação extrema”. As autoridades salientam o aumento de “fenómenos meteorológicos extremos”, “num contexto de aquecimento global”, que explicam o registo do ano passado. “Em 2025, registaram-se 14 ciclones tropicais a afectar Macau, ultrapassando o recorde histórico de 12 ocorrido em 1974, tornando-se assim o ano com maior número de ciclones tropicais a afectar o território desde o início dos registos sistemáticos, em 1968. De entre estes, o tufão “Wipha” e o supertufão “Wagasa” conduziram ambos ao hastear do sinal n.º 10 em Macau, constituindo a primeira vez que, num mesmo ano, foi necessário hastear por duas vezes o sinal n.º 10”, indicam os SMG.
Hoje Macau SociedadeJogo | MP de Taiwan acusa 10 pessoas de branqueamento de capitais O Ministério Público (MP) de Taiwan acusou 10 pessoas de usarem casinos de Macau para branquear 33 mil milhões de dólares taiwaneses (8,3 mil milhões de patacas), provenientes de jogo ilegal na Internet. O MP do distrito de Yunlin, no oeste de Taiwan, anunciou na segunda-feira à noite a conclusão da investigação a um grupo criminoso que terá recrutado pessoas para adquirir fichas de jogo em casinos de Macau através de cartões de crédito. Os suspeitos – incluindo os dois alegados cabecilhas, um homem de 37 anos de apelido Chen e um homem de 36 anos de apelido Lin – foram acusados de branqueamento de capitais e outros crimes, referiram os procuradores, num comunicado. Horas antes, a polícia de Taiwan tinha dito que os dois homens, que continuam em fuga e são alvo de um mandado de detenção válido por 20 anos, operavam uma rede de jogo ilegal ‘online’. O Departamento de Investigação Criminal (CIB, na sigla em inglês) de Taiwan disse que a investigação começou depois de ter identificado fluxos suspeitos de várias contas bancárias sinalizadas por ligações ao crime. De acordo com um comunicado do CIB, o dinheiro era transferido para contas cujos titulares pediam cartões de crédito com limites altos. Os agentes do grupo usaram pelo menos 85 cartões de crédito para comprar fichas de jogo em casinos de Macau, que eram mais tarde convertidas em dólares de Hong Kong. O CIB disse que este é o primeiro caso de branqueamento transfronteiriço de capitais, com recurso a casinos, descoberto pelas forças policiais de Taiwan. A operação levou à detenção de 20 pessoas, o congelamento de quase 231 milhões de dólares taiwaneses (58,1 milhões de patacas) em contas bancárias e a apreensão de 2,62 milhões de dólares taiwaneses em dinheiro.
Hoje Macau PolíticaFórum Macau | Planos de cooperação divulgados em breve Decorreu ontem a 21.ª reunião Reunião Ordinária do Secretariado Permanente do Fórum de Macau. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, o secretário-geral deste secretariado, Ji Xianzheng, adiantou que entre Abril e Maio será divulgada a versão preliminar do plano para as acções de cooperação do Fórum, sendo também “reforçada a comunicação e coordenação com os Governos de diversos países” a propósito da sétima Conferência Ministerial. O plano de acção a aprovar nesta sétima reunião está ainda a ser apreciado pelas autoridades do Governo Central, alinhando-se com o que está definido no 15.º Plano Quinquenal. O responsável adiantou ainda que o referido plano de acção será analisado por algumas entidades de Macau. Ji Xianzheng acrescentou que “o volume de trabalho deste ano [do Fórum Macau] deverá ser bastante intenso”.
Hoje Macau PolíticaIAM | Assegurado aluguer de bicicletas O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) garante que é possível alugar bicicletas junto de todas as ciclovias do território. A posição foi tomada na resposta a uma interpelação da deputada Loi I Weng, ligada à Associação das Mulheres. “Actualmente, em todas as ciclovias de Macau, estão disponibilizados serviços de aluguer de bicicletas, máquinas automáticas de venda, sinalização de trânsito, e locais de estacionamento, entre outras instalações complementares”, foi afirmado. A resposta revela também que as obras para ligar os edifícios Yoho Co-Tai Marina Bay e Co-Tai Star Prestige II, junto da Avenida Marginal Flor de Lótus, começaram em Agosto do ano passado. Sobre esta ligação, Chao Wai Ieng, presidente do IAM, afirmou que se trata de um projecto de “concepção aprofundada”, sem elaborar sobre a expressão.
Hoje Macau PolíticaTáxis | Recolhidas opiniões para mudar a lei O Director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) afirmou já ter recolhido opiniões dos taxistas, para avançar com as alterações à lei que vai regular as aplicações móveis. A garantia foi deixada por Chiang Ngoc Vai, director da DSAT, na resposta a uma interpelação escrita pela deputada Wong Kit Cheng. “A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) planeia proceder à revisão da Lei n.º 3/2019 (Regime jurídico do transporte de passageiros em automóveis ligeiros de aluguer), de modo a criar condições favoráveis e uma base legal adequada para o serviço de chamada de táxis através de plataformas online e para os respectivos mecanismos de fiscalização”, foi indicado. “A DSAT já recolheu opiniões junto do sector dos táxis, das associações relevantes e dos organismos consultivos, encontrando-se actualmente a proceder à respectiva análise, e irá promover activamente os trabalhos subsequentes de revisão legislativa”, foi acrescentado. O Governo não se comprometeu com qualquer data para a apresentação do diploma. Função Pública | Wong Sio Chak recebeu comissão de queixas O secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, recebeu ontem o relatório anual da Comissão de Gestão do Tratamento de Queixas Apresentadas por Trabalhadores dos Serviços Públicos (CGTQ). O relatório foi entregue durante um encontro que serviu também para abordar os mecanismos de apresentação de queixas em vigor. Segundo Leong Iok Wa, presidente do CGTQ, em 2025 foram recebidas nove queixas, e em média cada caso é acompanhado por cerca de 22 contactos telefónicos e reuniões presenciais, a fim de ajudar o queixoso a clarificar as suas reivindicações e prestar-lhe apoio emocional. Por sua vez, Wong Sio Chak considerou que o regime do tratamento de queixas tem desempenhado um papel positivo na resolução adequada das queixas apresentadas pelos trabalhadores dos serviços públicos, contribuindo para a melhoria contínua da gestão interna dos serviços. Durante o ano passado, o CGTQ fez uma visita à Ilha da Montanha, para se inteirar do ambiente de trabalho dos funcionários públicos de Macau naquela zona.
Hoje Macau Manchete SociedadeSaúde | Residentes evitam procurar apoio psiquiátrico O director dos Serviços de Saúde de Macau (SSM) apontou ontem que um dos maiores problemas no tratamento de saúde mental do território é o próprio estigma dos residentes em pedir apoio psiquiátrico. O número de mortes por suicídio tem vindo a crescer nos últimos anos em Macau, com a melhoria dos serviços de apoio à saúde mental da população a ganhar maior destaque na discussão de saúde pública. Em 2025, foram registados 91 casos de suicídio no território com apenas 689 mil habitantes, segundo dados da direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), um dos números mais elevados de sempre na cidade. Segundo Alvis Lo, os SSM disponibilizam actualmente 10 especialistas de saúde mental no Serviço de Psiquiatria do hospital público Conde de São Januário, com 160 médicos de diferentes especialistas a terem recebido treino para providenciarem serviços de saúde mental. “Temos também um mecanismo de saúde mental comunitário, e de encaminhamento para o hospital público. Nós queremos que os cidadãos possam receber atendimento o mais cedo possível”, apontou o diretor dos SSM. No entanto, Lo alertou que um “problema essencial” reside na resistência dos próprios residentes em procurar apoio quando confrontados com problemas de foro psicológico. “Pensam que serão considerados fracos mentalmente ou serem descritos como alguém com problemas mentais. Nós queremos encorajar as pessoas a procurar apoio e temos serviços disponíveis”, indicou Lo. Dados essenciais As autoridades de saúde da cidade chinesa semi-autónoma anunciaram ontem um novo inquérito sobre a saúde, para questionar cerca de 3.000 residentes com mais de 18 anos sobre vários indicadores de saúde. Numa conferência de imprensa ontem, a chefe do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos SSM, Leong Iek Hou, indicou que o inquérito pretende articular os trabalhos de saúde publica com informação do estado de saúde dos residentes e aumentar a consciência dos mesmos sobre a prevenção. Além de testes médicos para os voluntários, o inquérito terá também pela primeira vez uma componente de avaliação de saúde mental. “Desta vez teremos alguns itens para saber algumas coisas sobre saúde mental, como ansiedade, insatisfação ou a qualidade do sono. Perguntamos se o residente está a utilizar o nosso serviço de assistência e se conhece esses serviços. Com estes dados vamos tomar como referência para as nossas políticas de futuro”, apontou Leong. Como prevenir Numa resposta a perguntas da Lusa sobre as estratégias planeadas para prevenir o aumento de casos de suicídio, os SSM apontaram que as causas “são complexas e envolvem frequentemente doenças mentais, factores psicológicos, socioeconómicos, familiares, de relações interpessoais e biogenéticos”. Apesar da complexidade do assunto, os SSM sublinharam que “o suicídio pode ser prevenido” e que a prevenção eficaz exige “a atenção e participação activa de todos”. Para reduzir a ocorrência de casos, os responsáveis da saúde pediram aos residentes que “no seu dia-a-dia, mantenham um contacto próximo, comuniquem mais e prestem atenção às pessoas à sua volta”, incentivando aqueles que enfrentam perturbações emocionais a procurar apoio profissional. Segundo os SSM, actualmente, os nove centros de saúde da cidade disponibilizam serviços de saúde mental, complementados por psicoterapia financiada pelo Executivo e prestada pela União Geral das Associações dos Moradores de Macau e pela Associação das Mulheres de Macau. Foi também criada a uma linha aberta de apoio emocional disponível 24 horas por dia e uma aplicação de “Autoverificação Emocional”, que permite aos residentes avaliar o seu estado psicológico. Todos aqueles que estejam emocionalmente angustiados ou considerem que se encontram numa situação de desespero devem ligar para a Linha Aberta “Esperança de vida da Caritas” através do telefone n.º 28525222 de forma a obter serviços de aconselhamento emocional.
Hoje Macau EventosGu Yue e 12 alunos da MUST a partir de hoje na Fundação Rui Cunha A Fundação Rui Cunha (FRC) recebe a partir de hoje, às 18h30, uma nova mostra de arte colectiva intitulada “Intimate Immensity” [Intimidade Imensa] com trabalhos de Gu Yue e 12 alunos de doutoramento da Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), co-organizadora do evento. Segundo uma nota da FRC, apresentam-se conjuntos de 17 obras “que representam diferentes formas e estilos”, criadas pelos alunos que receberam orientação de Gu Yue. Estes alunos são Wang Diyi, Meng Zihao, Li Ranqing, Jiang Hang, Zhong Xinzi, He Yiyan, Xu Chen, Wang Chao, Li Jielin, Zhou Zixuan, Wang Jianan e Qi Jiajun. As obras vão estar patentes até ao próximo dia 2 de Abril. Na galeria da FRC poderão ver-se trabalhos de pintura a acrílico, óleo, aguarela, tinta-da-china, materiais compósitos, impressão e porcelana, sendo resultado de uma “exploração colectiva e a modelação visual de um grupo de jovens artistas que vieram estudar para Macau, vindos da China continental”. Trata-se de exercícios artísticos que nasceram “das suas experiências mais íntimas”, podendo os observadores “mergulhar numa variedade de temas, incluindo a tensão emocional nas memórias familiares, a ansiedade interna numa sociedade competitiva e os sentimentos privados de dor física”, é revelado. Espaço intercultural O facto de estes alunos de doutoramento terem uma componente de “nómada”, por terem vindo estudar para Macau e estarem inseridos “na intersecção cultural única” do território, trazem para as obras de arte “perspectivas que contêm inerentemente a tensão e a riqueza de ‘entre-lugares'”. O que se vê na exposição são, portanto, imagens que se tornam em “campos experimentais onde múltiplas memórias e as imaginações culturais colidem e se sobrepõem”. O nome “Imensidão Íntima”, escolhido para titular esta exposição, “deriva da condição humana descrita pelo filósofo francês Gaston Bachelard, na sua publicação de 1958, ‘A Poética do Espaço'”, em referência a um “pequeno espaço físico privado que, através da imaginação poética, se pode vivenciar uma experiência interior infinita e vasta”, é dito na mesma nota. Desta forma, os artistas que colaboram neste projecto “convidam os espectadores a mergulharem profundamente nestas imagens aparentemente ‘íntimas’, para perceberem as reverberações da ‘imensidão’ desencadeadas pelos tremores das vidas individuais, levando a uma melhor compreensão de si mesmos e dos tempos”, conclui-se.
Hoje Macau China / ÁsiaHK | Segurança nacional justifica acesso a dispositivos electrónicos As alterações à lei de segurança nacional visam permitir às autoridades acesso a qualquer dispositivo considerado suspeito de conter dados que coloquem em causa a segurança do estado O Governo de Hong Kong anunciou ontem que quem se recusar a fornecer as palavras-passe de dispositivos electrónicos em investigações ligadas à segurança nacional da China poderá ser punido com até um ano de prisão. As autoridades publicaram ontem alterações – que entram imediatamente em vigor – à lei de segurança nacional, quase seis anos depois do Governo Central chinês ter imposto a legislação à da região semiautónoma. A revisão autoriza os agentes das forças policiais, com mandados judiciais, a exigir que uma pessoa sob investigação forneça uma palavra-passe ou método de desencriptação para dispositivos. Qualquer pessoa que conheça a palavra-passe ou o método de desencriptação, que esteja autorizada a aceder ao dispositivo ou que o detenha, controle ou utilize, fica obrigada a cumprir a exigência policial. Caso alguém se recuse a desbloquear os dispositivos, pode enfrentar uma multa máxima de 100 mil dólares de Hong Kong ou uma pena de prisão de até um ano. O documento estipula que esta obrigação se impõe mesmo nos casos onde exista “obrigação de sigilo ou qualquer outra restrição à divulgação de informações”, incluindo jornalistas, médicos e advogados. A lei sublinha ainda que qualquer pessoa deve disponibilizar “toda e qualquer informação ou assistência razoável e necessária” a casos criminais ligados à segurança nacional da China. A polícia fica ainda autorizada, com a luz verde do secretário para a Segurança, a tomar medidas contra mensagens electrónicas “que possam constituir um delito ou levar à ocorrência de delitos” contra a segurança nacional. As forças de segurança de Hong Kong podem assim exigir que operadoras de telecomunicações ou de redes sociais e plataformas ‘online’ “removam mensagens ou tomem medidas contra elas antes de um prazo determinado”. Contra todos os riscos Num comunicado, um porta-voz do Governo defendeu que as alterações irão reforçar o poder de fiscalização, melhorar a prevenção e a investigação destes casos e mitigar mais rapidamente os riscos para a segurança nacional. “Dada a actual situação geopolítica complexa e instável, os riscos para a segurança nacional enfrentados por Hong Kong podem surgir de forma repentina e inesperada”, disse o porta-voz. “Portanto, o Governo de Hong Kong deve manter sempre um elevado grau de vigilância (…) e continuar a melhorar o sistema jurídico e os mecanismos de aplicação da lei para salvaguardar a segurança nacional”, acrescentou o comunicado. As autoridades de Hong Kong afirmam que a lei de segurança nacional restaurou a ordem, após os protestos contra a lei de extradição para a China continental, em 2019, com milhões de participantes e reivindicações por sufrágio universal.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim | Mais de 300 robôs em meia maratona A China vai reunir mais de 300 robôs humanoides na segunda edição de uma meia maratona em Pequim, onde máquinas e humanos vão partilhar o percurso numa prova concebida como ensaio técnico em condições reais. A corrida realiza-se a 19 de Abril, no distrito tecnológico de Yizhuang, informou ontem a cadeia televisiva estatal CCTV, e contará com a participação de mais de uma centena de equipas provenientes de 13 províncias, incluindo mais de 80 empresas e cerca de duas dezenas de universidades e centros de investigação. No total, 26 marcas de robôs participarão na prova, na qual os dispositivos terão de completar um percurso de 21 quilómetros com exigências semelhantes às de uma meia maratona convencional, como curvas, subidas e mudanças de piso, embora em faixas separadas dos corredores humanos. Os organizadores indicaram que esta edição aumenta significativamente a escala do evento face ao ano passado e destacaram avanços técnicos, como o crescimento do número de robôs com capacidades de navegação autónoma, que representam cerca de 38 por cento dos participantes. A prova reunirá também equipas que participaram em exibições recentes, como a gala televisiva do Ano Novo Lunar, onde robôs humanoides realizaram coreografias e demonstrações de artes marciais, e servirá para testar progressos técnicos ao nível da resistência, estabilidade e tomada de decisões em ambientes reais. Na primeira edição, realizada no ano passado no mesmo distrito, cerca de duas dezenas de robôs humanoides participaram numa prova concebida como experiência técnica em contexto urbano. O robô Tiangong foi o primeiro a completar o percurso, com um tempo de duas horas, 40 minutos e 42 segundos, embora tenha necessitado de várias trocas de bateria e sofrido uma queda durante a corrida.
Hoje Macau China / ÁsiaIA | Tencent integra OpenClaw no WeChat O gigante tecnológico chinês Tencent anunciou a integração de agentes de inteligência artificial (IA) baseados em OpenClaw na aplicação de mensagens WeChat, num novo passo na expansão destes sistemas na China. A empresa informou, em comunicado divulgado no domingo, o lançamento do complemento ‘ClawBot’, que permite aos utilizadores ligar o OpenClaw ao WeChat e operar o agente através de conversas, de forma semelhante a uma interacção convencional. O OpenClaw é um programa de código aberto que liga modelos de linguagem a um computador para executar acções no sistema, como gerir ficheiros, enviar correio electrónico ou interagir com aplicações a partir de instruções em linguagem natural. Nas últimas semanas, a ferramenta ganhou popularidade entre programadores chineses, onde é conhecida como “lagosta” devido ao seu ícone, originando um rápido desenvolvimento de ferramentas e adaptações locais. Segundo a imprensa local, o complemento no WeChat permite, entre outras funções, resumir conversas, processar documentos extensos, gerar relatórios ou automatizar tarefas em computadores pessoais através de comandos enviados a partir do telemóvel. O WeChat conta com mais de 1.300 milhões de utilizadores a nível mundial, a maioria dos quais na China. O anúncio surge num contexto de crescente concorrência entre grandes tecnológicas chinesas como Baidu e Alibaba, que também apresentaram recentemente plataformas próprias de agentes de IA, numa corrida por liderança num segmento emergente. O rápido desenvolvimento destes sistemas tem sido acompanhado por alertas oficiais de entidades como o ministério da Segurança do Estado chinês, que advertiu para os riscos associados a permissões elevadas que podem facilitar o acesso a dados sensíveis ou o controlo remoto de dispositivos. Esta evolução insere-se no crescimento acelerado da IA na China, com modelos desenvolvidos por empresas como Baidu, Alibaba, DeepSeek ou a própria Tencent, que apresentam capacidades comparáveis às de sistemas norte-americanos, frequentemente a custos mais baixos.
Hoje Macau SociedadeCotai | Procurados no Reino Unido filmam-se em Macau O influenciador Andrew Tate, e o irmão Tristan, que são acusados, no Reino Unido, de terem cometido 21 crimes, entre os quais violação, agressões físicas e tráfico humano, filmaram-se em Macau, a sair de um casino na zona do Cotai. Os influenciadores vieram de Hong Kong, onde a sua entrada no território provocou polémica, e gerou pedidos de extradição, por parte de deputados no Reino Unido. No entanto, os dois irmãos estiverem em Macau, pelo menos no sábado, numa das principais discotecas do Cotai, além do hotel The Londoner. Num dos vídeos partilhados online, os dois irmãos discutem as perdas nas mesas de um dos casinos. Noutro vídeo, Tristan goza com o facto de o Cotai ser o mais próximo que vai estar do Big Ben nos próximos tempos, dado que se entrar no Reino Unido é detido e levado a julgamento.
Hoje Macau SociedadeUNESCO | Gastronomia pode ser “plataforma para diálogo internacional” A secretária da Rede das Cidades Criativas da UNESCO, Denise Bax, disse ontem à Lusa que a gastronomia pode servir como espaço de diálogo entre culturas para criar um futuro melhor. Bax falava à margem do Fórum Internacional de Gastronomia, que decorreu ontem em Macau, no âmbito da Festa Internacional das Cidades de Gastronomia, que arrancou na sexta-feira e termina no domingo. O evento conta com quase 40 Cidades Criativas da Gastronomia, incluindo Santa Maria da Feira e Matosinhos (Portugal), e Belém, Belo Horizonte, Florianópolis e Paraty (Brasil). A gastronomia “é muito mais do que o acto de comer, porque também se refere às nossas tradições culinárias, às nossas famílias, à nossa identidade cultural”, defendeu Bax. A dirigente da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, sigla em inglês) sublinhou que promover a gastronomia também significa “apoiar os agricultores, os produtores e as indústrias criativas”. “Esta é também a essência desta rede [das Cidades Criativas da UNESCO]: partilhar experiências, partilhar ideias e moldar um desenvolvimento urbano sustentável para a gastronomia”, explicou Bax. A responsável defendeu que, perante as tensões geopolíticas, “a gastronomia também é uma plataforma para o diálogo internacional, para celebrar a criatividade e, acima de tudo, aprender uns com os outros”. As Cidades Criativas da Gastronomia podem “actuar como pontes e ser uma plataforma valiosa para o diálogo entre várias culturas”, defendeu a dirigente da UNESCO. Macau tornou-se uma Cidade Criativa da UNESCO na área da Gastronomia em 31 de Outubro de 2017.
Hoje Macau Manchete SociedadeCalçada portuguesa | IAM garante “padrão e design original” As autoridades municipais de Macau indicaram à Lusa que a calçada portuguesa poderá ser substituída em certas zonas por materiais antiderrapantes, mas mantendo “o padrão e design original”. A calçada, um dos elementos de cultura portuguesa mais distintivos do território, foi considerada no passado pelas autoridades municipais da cidade chinesa semiautónoma perigosa para pedestres em tempos de chuva, por se tornar escorregadia e irregular. Numa resposta à Lusa, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) apontou que a decisão de substituir a calçada em certos locais terá lugar apenas depois de avaliar a “utilização das rodovias e os factores ambientais em diferentes locais”, além da “paisagem e a cultura urbana” de Macau. A calçada portuguesa foi substituída, recentemente, em algumas zonas da cidade, nomeadamente na praça de Ferreira do Amaral, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Relativamente aos materiais usados nos passeios, o IAM descreveu que os irá seleccionar de “acordo com diferentes situações”. No que diz respeito aos pavimentos de calçada à portuguesa existentes nas “zonas de protecção cultural ou outras zonas de protecção”, o IAM indicou que irá “estudar a viabilidade de adução de modelos semelhantes e de revestimentos mais antiderrapantes”, no sentido de equilibrar a paisagem histórica e cultural da cidade e a segurança pública.
Hoje Macau SociedadeAviação | Tigerair Taiwan sai do mercado de Macau A companhia aérea Tigerair Taiwan informou no seu portal que a rota aérea entre Macau e Kaohsiung, em Taiwan, funciona apenas até ao dia 28 de Março, enquanto a ligação entre Macau e Taichung acabar no dia 30 de Março, o que se traduz na saída da companhia aéra do mercado de Macau. Até à data, a empresa não divulgou novos horários de voos. Além disso, no passado dia 4 de Fevereiro, a Tigerair Taiwan anunciou que ia melhorar a rede de rotas para aproveitar os recursos e rotas existentes, a partir de 30 de Março, nomeadamente na operação das rotas entre Taichung e Okinawa, no Japão. Desta forma, o último dia de voos será sexta-feira, com o voo entre Taichung e Macau e voo entre Macau e Kaohsiung. Em 2020 a Tigerair Taiwan também tomou a decisão de sair do mercado de Macau devido à pandemia.
Hoje Macau PolíticaEconomia | Tai Kin Ip reconhece menos gastos dos turistas O secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, reconheceu ontem que o gasto per capita dos turistas está em contracção, e que os hábitos de compras foram substituídos pela procura de novas experiências. As declarações foram prestadas durante um simpósio da Associação Comercial de Macau, e citadas pelo jornal Ou Mun. O governante admitiu que estas alterações fazem com que o ambiente de negócios seja mais exigente para as empresas de Macau, e aconselhou os comerciantes a “responderem de forma científica às mudanças”, “a procurarem de forma activa mudarem os seus negócios para melhor” e “adaptarem-se às novas situações”. Tai Kin Ip alertou ainda os empresários que só desta forma é que vai ser possível “alcançar um desenvolvimento sustentável”. Apesar destes alertas, o secretário afirmou que as Pequenas e Médias Empresas são a base da economia local e contribuem para a maioria do emprego da população e da revitalização da economia. Para combater as dificuldades, o secretário afirmou que o Governo está “lado-a-lado” com os empresários e prepara vários eventos, como os espectáculos de fogo-de-artifício e de drones, para encorajar as pessoas a passarem mais tempo no território e assim consumirem mais. Quanto ao facto de a população consumir cada vez mais no outro lado da fronteira, onde os preços são mais atractivos, o responsável afirmou que o Executivo ouve as opiniões de “todos os sectores da sociedade” sobre as formas como deve promover um maior consumo.
Hoje Macau PolíticaMNE | Gabinete de Hong Kong e Macau volta a ter chefia feminina O Gabinete de Trabalho de Hong Kong e Macau do Comité Central do Partido Comunista da China onde faltava nomear um novo vice-director há quase seis meses vai ter uma subdirectora, Zhang Dongmei. A informação foi divulgada pelo jornal Mingpao, de Hong Kong. O anterior vice-director Wang Linggui foi promovido como presidente da Federação Nacional de Chineses Ultramarinos Retornados em Outubro do ano passado. A nova vice-directora vai ser a vice-presidente da Federação Nacional das Mulheres da China, Zhang Dongmei. Desde 2013 que o Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado não tinha uma subdirectora, a última tinha sido Hua Jian, que assumiu a posição entre 2008 e 2013. Em 2023, o gabinete foi renovado ao abrigo da reforma das instituições do Partido Comunista da China (PCC) e do Estado, integrando as instituições directamente subordinadas ao Comité Central do PPC. O jornal Mingpao apontou também que o actual vice-director do gabinete, Huang Liuquan, de 61 anos, vai deixar o cargo devido à idade, estando previsto ser substituído pelo vice-presidente da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da China, Yang Weiqun.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | China apela a cooperação com França O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, propôs sexta-feira a França “trabalhar em conjunto” com Pequim na procura de uma solução pacífica para a guerra no Médio Oriente, que classificou como “injusta”. O apelo da diplomacia chinesa foi feito durante uma conversa telefónica com Emmanuel Bonne, conselheiro diplomático do Presidente francês, Emmanuel Macron, segundo informou um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. Wang Yi defendeu que, apesar das dificuldades, “o caminho certo para sair da crise continua a ser o diálogo e a negociação”, sublinhando a necessidade de coordenação entre os dois países. Enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e França devem, segundo o chefe da diplomacia chinesa, reforçar a comunicação estratégica, defender a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. O chefe da diplomacia chinesa alertou ainda para o risco de regressar a uma “lei da selva” nas relações internacionais caso não haja cooperação multilateral. De acordo com Wang Yi, o conflito no Médio Oriente, que dura há cerca de três semanas e que foi desencadeado por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, continua a intensificar-se, afectando a estabilidade do fornecimento global de energia e agravando uma crise humanitária de grande escala. “O uso da força não resolverá nada, e uma guerra injusta não pode continuar”, afirmou Wang Yi. Pequim criticou também os ataques do Irão contra países do Golfo Pérsico que acolhem bases militares norte-americanas, apesar de manter relações comerciais e diplomáticas estreitas com Teerão.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Europa e NATO recusam ser arrastadas para o conflito, diz analista O presidente-executivo do Observatório do Mundo Islâmico (OMI) defendeu sábado que Europa e NATO se recusam a ser arrastadas para o conflito que opõe Estados Unidos e Israel ao Irão, posição que considerou sensata. Numa entrevista à agência Lusa, João Henriques sublinhou que a Europa sabe que o conflito “vai ter efeitos devastadores”, desde logo pela perda de vidas, mas também que, com o decorrer do tempo, vai haver uma retaliação de grupos “que se sentem estimulados pela retórica islamista” e estão já em territórios ocidentais, não só na Europa Ocidental, como nos Estados Unidos. “Poderia dizer que há um consenso. Há membros da União Europeia e também da NATO, que nem sempre estão de acordo para que haja alguma parceria com os EUA para resolver a questão do estrangulamento que existe no estreito de Ormuz. É, claro, uma decisão sensata. De resto, a Europa também nunca fez nada de bem nos últimos tempos para que os conflitos não aconteçam, não sejam alimentados”, argumentou. Para o analista português, foi Israel quem arrastou os Estados Unidos para o conflito – “perdoe-se-me o plebeísmo, mas quem está a usar os cordelinhos é Telavive” –, pois cerca de metade da população islâmica vive nos Estados Unidos, que são, ao mesmo tempo, “os grandes tubarões da comunicação social nos Estados Unidos”. “Daí já sabemos quais são as influências que podem trazer até para a falta de esclarecimento, para a desinformação no mundo em geral, não é só no mundo ocidental, no mundo em geral, e aquilo que os Estados Unidos estão a fazer, como fizeram em Junho, também, no ataque às plataformas de enriquecimento de urânio, foi por encomenda, naturalmente, de [o primeiro-ministro israelita, Benjamin] Netanyahu. “Não vamos escamotear esta verdade. Neste binómio EUA-Israel, a situação de destruição dos territórios que se têm mostrado bastante hostis a ambos interessa aos grandes promotores imobiliários a desestabilização na região do Médio Oriente”, sustentou. Para João Henriques, o primeiro objectivo ainda não foi alcançado, porque o território ainda não foi completamente devastado, como aconteceu e vai continuar a acontecer, agora com menor intensidade, na Faixa de Gaza. Arte da propaganda Questionado pela Lusa sobre se esses “tubarões israelitas nos Estados Unidos” têm dominado a comunicação social internacional, permitindo ao Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos já destruíram a quase totalidade da capacidade militar iraniana, João Henriques falou de “propaganda”. “É propaganda, naturalmente. Isso faz parte das regras, já Sun Tzu [general e filósofo chinês mais conhecido pelo tratado militar, ‘A Arte da Guerra’] defendia isso, 500 anos antes de Jesus Cristo. Não vai haver, por parte de Israel, nenhuma cedência, enquanto aquele território não for completamente apagado do mapa”, argumentou. “E enquanto os Estados Unidos vão dizendo recorrentemente, sendo secundados por Israel, que destruíram uma quantidade imensa de protecções, de ‘bunkers’ que contêm armas, essas sim, de grande alcance, armas que estão armazenadas já há muito tempo, […] o poder bélico da República Islâmica do Irão está em subterrâneos a grande profundidade”, sublinhou o presidente-executivo do OMI.
Hoje Macau VozesA Lei da Comissão de Defesa da Segurança do Estado não compromete a protecção dos direitos humanos Ho Chon Hou – Advogado em actividade A proposta de lei intitulada “Comissão de Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau” (adiante Lei da CDSE) foi apreciada na especialidade e aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa em 19 de Março de 2026. O objectivo desta iniciativa legislativa é regular por lei e de forma mais abrangente o regime fundamental de atribuições, composição e funcionamento da CDSE, o que permite aperfeiçoar o sistema jurídico de defesa da segurança nacional e reforçar a estrutura de topo neste âmbito, de modo a reforçar a salvaguarda da soberania, da segurança e dos interesses de desenvolvimento do país, e a consolidar a barreira em prol da segurança nacional, salvaguardando a estabilidade da conjuntura social. Um dos destaques da Lei da CDSE reside na alteração à Lei n.º 9/1999 (Lei de Bases da Organização Judiciária), introduzindo a regra excepcional da exclusão da publicidade de certos actos processuais (e.g. audiências) em processos judiciais relevantes, bem como estabelecendo um mecanismo que exige a obtenção prévia de autorização especial concedida pelo juiz competente ao mandatário judicial para intervenção no processo judicial em que se crê existir a necessidade de proteger os interesses da segurança do Estado. Tais alterações são adequadas, necessárias e proporcionais, estando plenamente em conformidade com a salvaguarda dos direitos humanos. O artigo 9.º da Lei de Bases da Organização Judiciária, por alteração introduzida pelo artigo 19.o da Lei da CDSE, acrescenta um n.º 2 com a seguinte redacção: “Em processo judicial de qualquer natureza, o juiz competente deve determinar a exclusão da publicidade de certos actos processuais, tendo em conta os prejuízos que a publicidade pode causar aos interesses da segurança do Estado e quando tal for confirmado pela Comissão de Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau”. O artigo 20.º acrescenta à Lei de Bases da Organização Judiciária o artigo 67.º-A (Autorização especial concedida ao mandatário judicial para intervenção em acto processual), que estipula no seu n.o 1 o seguinte: “Em qualquer processo judicial, se a autoridade judiciária competente tiver fundadas razões para crer que existe a necessidade de proteger os interesses da segurança do Estado, o mandatário judicial deve obter a autorização especial do juiz competente antes de intervir ou continuar a intervir no processo”. É evidente que o objectivo legislativo dos artigos 19.º e 20.º da Lei da CDSE é o de proteger os interesses da segurança nacional. Por exemplo, nos casos em que estejam envolvidos segredos do Estado, é essencial assegurar que tais segredos não corram o risco de serem divulgados ou revelados indevidamente, evitando assim prejuízos aos interesses da segurança nacional. O regime de autorização especial (adiante regime de autorização), que exige a obtenção da autorização prévia do juiz competente por parte do mandatário judicial, constitui precisamente a expressão inevitável da protecção do bem jurídico acima mencionado. O regime de autorização não representa meramente uma restrição à liberdade das partes na escolha do seu defensor; ao contrário, traduz um ponto de equilíbrio que permite alcançar simultaneamente dois objectivos: uma melhor prestação da actividade de defesa e a salvaguarda dos interesses da segurança nacional. Para tal, podemos proceder a uma análise com base nos três princípios da adequação, da necessidade e da proporcionalidade. O princípio da adequação refere-se à correspondência da situação real ao objectivo que um meio jurídico pretende alcançar. Ora, o regime previsto nos artigos 19.º e 20.º da Lei relativa à defesa da segurança do Estado constitui o limite mínimo para a defesa eficaz da segurança nacional, visando prevenir prejuízos aos interesses de segurança do Estado, pelo que está em conformidade com o princípio da adequação. O princípio da necessidade significa que, uma vez verificado o princípio da adequação, entre as várias formas possíveis de alcançar o objectivo legislativo, deve ser escolhida a que tenha o menor impacto sobre os direitos dos cidadãos. Por sua vez, a alínea 1) do n.º 8 e o n.º 9 do artigo 67.º-A da Lei de Bases da Organização Judiciária, aditados pelo artigo 20.º da Lei da CDSE, prevêem, respetivamente, que, em processos judiciais com carácter urgente, o juiz competente pode, oficiosamente, autorizar previamente o mandatário judicial para participar em determinados actos processuais, sem que tal impeça a aplicação, após as necessárias adaptações, das disposições relativas à nomeação oficiosa de defensor. Por conseguinte, cumpre o princípio da necessidade. O princípio da proporcionalidade significa que, embora um meio jurídico seja necessário para atingir o objectivo legislativo, não pode impor um encargo excessivo aos cidadãos. O regime de autorização estabelecido pela Lei da CDSE não priva as partes do direito à defesa, nem revoga a habilitação profissional de advogados ou mandatários judiciais; o seu objectivo reside apenas na implementação de uma verificação de qualificações necessária aos mandatários que participam em processos judiciais relacionados com a segurança nacional, a fim de garantir que os interesses de segurança nacional não sejam ameaçados por riscos potenciais no âmbito de cada caso, pelo que está em conformidade com o princípio da proporcionalidade. O 15.º Plano Quinquenal Nacional salienta a consolidação da barreira de segurança nacional, e a Lei relativa à defesa da segurança do Estado estabelece expressamente que a defesa da segurança nacional é uma responsabilidade constitucional da RAEM. A implementação da Lei da CDSE permite não só aperfeiçoar o sistema jurídico de defesa da segurança nacional, como também zelar plenamente pela garantia dos direitos humanos, o que é altamente louvável.
Hoje Macau China / ÁsiaCELAC | Xi diz que China “será sempre boa amiga” dos países da América Latina e Caraíbas O Presidente chinês, Xi Jinping, garantiu que a China “será sempre boa amiga e parceira” dos países da América Latina e das Caraíbas, numa mensagem de felicitações enviada sábado à 10.ª cimeira da CELAC na Colômbia. No seu comunicado, Xi destacou o papel da Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas (CELAC), inaugurada sábado, na “promoção da estabilidade, do desenvolvimento” e da “cooperação do ‘sul global'”, e reiterou o apoio de Pequim aos países latino-americanos e caribenhos na “defesa da soberania, segurança e interesses de desenvolvimento”, segundo o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. O líder chinês sublinhou que a relação entre a China e a CELAC avançou no último ano, na sequência da IV Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC, realizada em Pequim em Maio de 2025, na qual as partes concordaram em impulsionar uma agenda de cooperação centrada em cinco áreas: unidade, desenvolvimento, civilização, paz e intercâmbios entre os povos. Esse encontro, que contou com a presença de vários líderes latino-americanos, aprovou um plano de acção para o período 2025-2027 com uma centena de projectos e uma linha de crédito de 60 mil milhões de yuans, num contexto de crescentes laços económicos e políticos entre as regiões. Nesse evento, a China e os países da América Latina e das Caraíbas traçaram um plano de cooperação, num fórum em que presidentes e ministros dos Negócios Estrangeiros defenderam o direito de decidir com quem comercializar, apenas algumas semanas após o início da guerra de tarifas globais desencadeada pelos Estados Unidos. No sábado, em Bogotá, foi marcado pelo Fórum de Alto Nível CELAC-África, no qual se uniram países de ambas as regiões para rejeitar todas as formas de dominação, desde a escravatura e o colonialismo do passado aos bloqueios e guerras do presente, e durante o qual a Colômbia passou ao Uruguai a presidência ‘pro tempore’ do organismo regional.