Barra | Mais facilidades de estacionamento no Centro Modal

A partir desta quarta-feira, 1 de Abril, o parque de estacionamento do Centro Modal de Transportes da Barra oferecerá benefícios aos utilizadores em relação ao limite máximo de tarifas, deixando de se cobrar tarifas adicionais. Esta medida irá vigorar até ao final do ano, foi anunciado no sábado pela Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego e Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A.

O objectivo é “facilitar a vida aos condutores e aproveitar bem os recursos do parque de estacionamento”, sendo que o limite máximo de tarifas, por cada 24 horas consecutivas, é de 60 patacas para automóveis ligeiros e de 15 patacas para motociclos e ciclomotores. Segundo uma nota oficial, “quando o valor acumulado das tarifas atingir este limite, o sistema deixará de cobrar taxas adicionais”, e se o carro continuar estacionado por mais 24 horas, “o sistema reiniciará automaticamente o cálculo das tarifas”.

Trata-se de um benefício “que pode ser usufruído de forma consecutiva” por um período de apenas oito dias, sendo que, se a viatura continuar estacionada no mesmo local no nono dia, começa a ser utilizado o sistema de cobrança actual, com a cobrança dupla da tarifa de estacionamento por cada meia hora ou fracção.

Entretanto, o Governo anunciou também mudanças no trânsito na zona Norte devido à construção da travessia pedonal ao longo da Avenida do Nordeste. Assim, entre hoje e o dia 18 de Maio, irá decorrer a primeira fase de elevação e montagem, sendo encerrado o trânsito no troço da Avenida do Nordeste, entre a Rua Nova da Areia Preta e a Rua Central da Areia Preta.

Este novo troço pedonal parte da Residência para Idosos em direcção à Avenida de Venceslau de Morais, sendo que a previsão de conclusão das obras está marcada para Outubro deste ano.

30 Mar 2026

Audiovisual | Produção de microdramas para exportar

Reportagem de Vítor Quintã, agência Lusa

Na zona económica especial junto a Macau, dezenas de estúdios filmam microdramas para exportar – incluindo em português, tendo o Brasil como alvo – sobre amor proibido, vingança e outros temas.

Uma equipa totalmente chinesa está a preparar, numa réplica de uma igreja católica, uma cena de um dos quatro microdramas em rodagem no Estúdio Internacional de Cinema e Televisão de Hengqin (HIFS, na sigla em inglês). Segundo o mais recente Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, no final de 2024, perto de 1,1 mil milhões de chineses tinham acesso a vídeos curtos, sendo que 98,4 por cento eram utilizadores activos.

“A dimensão da indústria superou os 1,22 biliões de yuan, impulsionada pelo consumo de vídeos curtos e ‘live streaming’”, revelou o relatório, publicado pelas autoridades chinesas. Mas, nos bastidores de um dos 11 edifícios do complexo da empresa COL em Hengqin (ilha da Montanha), que só começou a operar em 9 de Janeiro, todos os actores são estrangeiros.

A maioria do conteúdo continua a ter como destino a China continental, mas a aposta no estrangeiro começou há uma década, disse à Lusa o director-geral adjunto da HIFS. “Começámos em 2016 com a internacionalização dos microdramas”, disse Leo Li Meng, à margem de uma visita de jornalistas de Macau à zona económica especial, no município de Zhuhai.

Criações de raiz

Mas se, no início, as produções originais em chinês eram apenas legendadas ou dobradas em inglês, o passo seguinte foi criar microdramas de raiz para os mercados estrangeiros, incluindo o Brasil, explicou o executivo. Afinal, em 2024, perto de 90 por cento dos mais de 213 milhões de brasileiros consumia vídeos curtos, sublinha a legenda de um enorme mapa colocado logo à entrada do HIFS.

E para esse objectivo “fica mais barato filmar em Hengqin”, sublinhou Li, graças às “vantagens dos vistos”. As empresas sediadas na zona económica especial podem obter vistos de 90 dias para estrangeiros envolvidos em filmagens. O resultado são microdramas, com uma duração entre um e dois minutos, vendidos a poucos euros em aplicações para telemóveis com nomes sugestivos, como “Criando o Filho da Amante” ou “Quadrigémeos do Tio do Meu Ex”.

Relações extraconjugais, filhos fora do matrimónio, amores proibidos, vingança e violência estão entre os temas dos microdramas, com títulos que muito provavelmente acabariam banidos na China continental. No final de Novembro, Xi Jinping prometeu reforçar a governança da Internet, combater “o conteúdo prejudicial”, que, defendeu o líder chinês, “polui a moral social e prejudica os interesses do público”.

No início de Janeiro, o regulador chinês da Internet divulgou uma lista de conteúdo proibido nas redes sociais, incluindo “expressões obscenas e material sexualmente sugestivo”.

30 Mar 2026

A Comissão da Defesa da Segurança do Estado tem competência para avaliar os assuntos relativos aos interesses da segurança do Estado

Por Professor Doutor Leng Tiexun, coordenador do Centro de Estudos “Um País, Dois Sistemas” da Universidade Politécnica de Macau

A proposta de “Lei da Comissão da Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau” (adiante designada por Lei da CDSE) foi aprovada, por unanimidade, em 19 de Março, após debate e votação na especialidade, pela Assembleia Legislativa. Em comparação com o texto da proposta apresentada em 10 de Fevereiro para a apreciação na generalidade, a alteração significativa consiste em introduzir a disposição segundo a qual compete à Comissão da Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau (adiante designada por CDSE) confirmar se a publicidade de certos actos processuais pode causar prejuízo aos interesses da segurança do Estado, bem como decidir se existe a necessidade de proteger esses mesmos interesses no decurso do processo. A análise da intenção legislativa subjacente reveste-se de grande importância para uma compreensão completa e precisa do sistema e mecanismos da defesa da segurança nacional em Macau.

1. A CDSE é estrutura legalmente competente para avaliar os assuntos relativos aos interesses de segurança nacional

A segurança é o pressuposto para a sobrevivência e para o desenvolvimento de um Estado, sendo a segurança nacional uma componente essencial dos seus interesses fundamentais. No que respeita à defesa dos interesses de segurança nacional, qualquer governo assume uma postura firme, inquestionável, intransigente e imune a interferências externas. Tendo em conta que os interesses de segurança nacional são altamente políticos, complexos e dinâmicos, abrangendo múltiplos domínios como o político, económico, militar e tecnológico, por isso, na prática judicial, a avaliação para saber se um determinado caso ou acto processual envolve ou não interesses de segurança nacional, ultrapassa naturalmente o âmbito tradicional do apuramento de factos jurídicos. Tal exige uma avaliação integrada da situação macroscópica interna e externa, de informações altamente confidenciais e da estratégia global de segurança do país — capacidade que os órgãos judiciais comuns dificilmente conseguem exercer autonomamente, quer pela limitação no acesso à informação, quer pela insuficiência de competência técnica especializada.

Assim sendo, a intenção legislativa da Lei da CDSE fica bastante clara: a avaliação de questões que envolvem os interesses de segurança nacional deve apenas ser efetuada pela CDSE. Enquanto estrutura de topo do sistema de defesa da segurança do Estado na RAEM, a CDSE detém as informações de segurança mais completas e essenciais, é uma unidade de autoridade mais bem-dotada das condições e capacidades necessárias para determinar se uma questão envolve os interesses de segurança nacional. A lei da CDSE estipula que este é um órgão especializado com competências legais específicas para avaliar questões relacionadas com os interesses de segurança nacional, o que é absolutamente necessário e razoável. A Lei, através de uma alteração que introduz na Lei de Bases da Organização Judiciária de Macau, estabelece expressamente que, quando o juiz decidir não tornar públicos determinados actos processuais por considerar que a sua publicidade possa prejudicar os interesses de segurança nacional, deve obter a confirmação da CDSE. Além disso, no que respeita à concessão de autorização especial aos mandatários judiciais para intervirem em acto processual que toca os interesses de segurança nacional, o juiz deve comunicar à CDSE as informações do processo, “para esta decidir sobre a existência da necessidade de proteger os interesses da segurança do Estado”. Isto atribui à CDSE, estrutura dotada da máxima autoridade e especialização, o poder de avaliação substantiva sobre o conceito de “interesses de segurança do Estado”, assegurando a precisão da verificação em matéria de segurança nacional e evitando eficazmente eventuais riscos decorrentes das limitações de entendimento por parte das autoridades judiciais.

2. Articulação rigorosa das disposições e congruência do sistema

O n.º 2 do artigo 3.º da Lei da CDSE estabelece de forma clara e inequívoca a competência fundamental da CDSE: “À CDSE compete avaliar se determinados assuntos são do interesse da segurança do Estado e proferir decisões com força executória”. Na ausência de disposições em termos de tramitação concreta que assegurem a sua aplicação prática, esta competência essencial poderá gerar ambiguidades na sua aplicação em processos judiciais concretos.

Na proposta inicial submetida à apreciação na generalidade da Assembleia Legislativa, as alterações propostas à Lei de Bases da Organização judiciária baseavam-se principalmente na avaliação autónoma de “juiz competente” ou de “autoridade judiciária competente” quanto à existência de necessidade de proteger os interesses de segurança nacional. Esta formulação poderia gerar uma contradição lógica com o disposto no n.º 2 do artigo 3.º: se a CDSE detém a competência exclusiva para apreciar os assuntos relativos aos interesses de segurança nacional, por que razão, então, em procedimentos judiciais, seria apenas ao juiz que caberia realizar uma avaliação substantiva?

A proposta revista responde com precisão a esta questão. Ao alterar à Lei de Bases da Organização Judiciária e introduzir a “confirmação” e a “decisão” da CDSE, garante-se que a sua competência de apreciação dos interesses de segurança nacional seja plena e sistematicamente implementada em todas as circunstâncias.

3. A concepção deste regime não afecta a qualificação profissional dos advogados nem o direito de defesa dos interessados

As disposições da Lei da CDSE relativas à avaliação efectuada pela CDSE sobre os interesses de segurança nacional e relativas à criação de um procedimento de autorização especial para os mandatários judiciais não constituem uma privação dos direitos e interesses legítimos dos interessados, muito menos afectam a qualificação profissional dos advogados.

Em primeiro lugar, o facto de um mandatário judicial, após avaliação efectuada pela CDSE, não obter autorização especial decidida pelo tribunal significa apenas que esse advogado não poderá participar nesse caso concreto, sem que tal afecte de forma alguma a sua qualificação profissional legal para exercer a advocacia na RAEM.

Em segundo lugar, o direito dos interessados a um julgamento justo continua estritamente protegido por lei. Nos crimes relacionados com a segurança nacional, os arguidos continuam plenamente protegidos pelos princípios da presunção de inocência, da igualdade de oportunidades em acusação e defesa, pelo princípio da investigação, bem como por outros princípios processuais penais. Os arguidos mantêm o direito de se defenderem pessoalmente, bem como o direito de contratar um advogado para a sua defesa. Mesmo que o advogado por si contratado não obtenha a autorização especial, ou se não conseguirem contratar um advogado, o tribunal nomeará ou designará, nos termos da lei, um advogado qualificado para os defender, assegurando assim que o seu direito a um julgamento justo não é de modo algum prejudicado.

30 Mar 2026

Tailândia diz ter chegado a acordo com Irão sobre estreito de Ormuz

Banguecoque declarou sábado ter chegado a um acordo com Teerão para permitir a passagem dos petroleiros tailandeses pelo estreito de Ormuz, praticamente paralisado desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão.

“Foi agora celebrado um acordo para permitir que os petroleiros tailandeses transitem em segurança pelo estreito de Ormuz, contribuindo assim para acalmar as preocupações relativas ao transporte de combustível para a Tailândia”, declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, em conferência de imprensa. “Com este acordo, estamos confiantes de que não teremos de enfrentar mais perturbações como as observadas no início de Março”, acrescentou.

Os países do Sudeste Asiático estão a sofrer as consequências das dificuldades de abastecimento de combustível provocadas pela guerra do Irão. Depois de ter sido inicialmente limitado a 30 bahts (0,79 euros) por litro pelo Governo, o preço do gasóleo aumentou a semana passada seis bahts por litro. A escassez e as filas de espera são cada vez mais frequentes nas estações de serviço.

Batalhas navais

Um navio mercante tailandês foi atacado em 11 de Março quando navegava no estreito de Ormuz. Três dos tripulantes continuam desaparecidos. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na sexta-feira ter obrigado três porta-contentores a voltarem para trás no estreito de Ormuz, precisando que esta rota estratégica estava fechada a navios provenientes ou com destino a portos ligados “ao inimigo”.

O tráfego no estreito de Ormuz, por onde normalmente transita 20 por cento do petróleo bruto mundial, caiu 95 por cento em relação ao normal entre 01 e 26 de Março, de acordo com a plataforma de monitorização marítima Kpler. Desde 01 de Março de 2026, 24 navios comerciais, incluindo 11 petroleiros, foram atacados ou relataram incidentes no Golfo, no estreito de Ormuz ou no golfo de Omã, de acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

30 Mar 2026

Cooperação | RDCongo e China assinam acordo no sector mineiro

Os minerais africanos ganham cada vez mais relevância no desenvolvimento das novas tecnologias

A República Democrática do Congo (RDCongo) e a China assinaram um memorando de entendimento para reforçar a sua cooperação no sector mineiro, numa época marcada pela concorrência global pelo acesso aos minerais estratégicos africanos.

O acordo estabelece um “quadro de cooperação estruturado baseado na consulta contínua, no respeito pelo quadro jurídico e normativo congolês, na protecção dos investimentos e na promoção do processamento local dos recursos naturais”, afirmou o Governo deste país africano num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“As partes acordaram também estabelecer um mecanismo de diálogo e acompanhamento para acompanhar a execução dos projectos, em particular no que diz respeito ao cumprimento normativo, num ambiente de investimento estável, transparente e seguro”, acrescenta-se ainda no documento. O acordo foi assinado na quinta-feira em Pequim pelo ministro das Minas da RDCongo, Louis Watum Kabamba, e pelo ministro dos Recursos Naturais do gigante asiático, Guan Zhi’ou, cujo país já detém um amplo controlo do sector mineiro congolês.

Com este documento, afirmou o Executivo congolês, a RDCongo “reafirma o seu compromisso de construir um sector mineiro moderno, responsável e gerador de valor, plenamente integrado nas dinâmicas económicas mundiais, ao serviço da sua industrialização, da sua soberania económica e do bem-estar sustentável da sua população”.

Concorrência global

O acordo foi assinado num contexto de tensão geopolítica e de concorrência global pelo acesso aos minerais africanos, especialmente congoleses, como o cobalto, fundamental para a indústria tecnológica de fabrico de telemóveis. Em Dezembro, os Estados Unidos patrocinaram a assinatura, em Washington, de um acordo de paz entre a RDCongo e o vizinho Ruanda, país que apoia o poderoso grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) nos seus combates no leste congolês.

Este acordo de paz inclui também uma componente económica, ao conceder aos EUA acesso preferencial a minerais estratégicos da região.

Outro exemplo da competição entre os EUA e a China em África é o Corredor do Lobito, uma ferrovia que ligará o Atlântico às minas da RDCongo e da Zâmbia através de Angola e com a qual o Ocidente procura ganhar terreno a Pequim no abastecimento de minerais africanos.

A China, no entanto, tem apoiado a construção de numerosas infraestruturas através da Nova Rota da Seda, uma iniciativa adoptada em 2013 como projecto emblemático da política externa do Presidente chinês, Xi Jinping, para além de ser um dos principais credores do continente.

30 Mar 2026

Comércio | Anunciadas investigações contra “barreiras comerciais” dos EUA

A China anunciou sexta-feira o início de uma investigação sobre “barreiras comerciais” impostas pelos Estados Unidos a várias economias, como a chinesa, com base no excesso de capacidade de produção e em alegações de trabalho forçado.

Em comunicado, um porta-voz do ministério do Comércio chinês explicou que, em resposta às investigações iniciadas pelos Estados Unidos em meados deste mês, a China lança, “de forma recíproca”, duas investigações sobre as barreiras comerciais impostas por Washington.

A primeira deve-se às práticas e medidas dos EUA que, segundo Pequim, “prejudicam as cadeias globais de produção e abastecimento”; e a segunda visa as acções de Washington que “obstruem o comércio de produtos ecológicos”, de acordo com o comunicado.

O ministério do Comércio da China avançará nestas investigações de acordo com a Lei do Comércio Externo e as normas de investigação sobre barreiras ao comércio externo, e “adoptará as medidas correspondentes em função dos resultados, com o objectivo de salvaguardar firmemente os seus direitos e interesses legítimos”, indicou o porta-voz.

Estas investigações são anunciadas um dia após a reunião realizada nos Camarões entre o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na véspera da cimeira prevista para meados de Maio em Pequim entre os presidentes de ambos os países.

Durante o encontro, Wang expressou a “firme preocupação” de Pequim com as investigações lançadas pelos EUA ao abrigo da Secção 301 contra várias economias, incluindo a China, com base em acusações de “excesso de capacidade” e alegado uso de trabalho forçado.

O ministro chinês instou também o responsável norte-americano a “evitar uma concorrência prejudicial” entre ambos os países, a “manter uma comunicação estreita” e a avançar em conjunto “olhando para o futuro” para impulsionar “um desenvolvimento saudável, estável e sustentável” das relações bilaterais.

30 Mar 2026

BYD | Lucros caem 19% para 4.086 ME em 2025

Os lucros do grupo automóvel chinês BYD desceram 19 por cento em 2025 para 32.619 milhões de yuans devido ao crescimento da concorrência na China.

Nos documentos financeiros enviados sexta-feira à Bolsa de Hong Kong, onde a empresa está cotada, o fabricante de carros eléctricos indicou que a sua facturação, que no ano passado tinha ultrapassado a da norte-americana Tesla, cresceu 3,46 por cento em comparação com 2024, atingindo 803.965 milhões de yuans.

“Perante ventos contrários a nível macroeconómico e uma concorrência cada vez mais intensa, a marca BYD reforçou continuamente a sua competitividade, apostando na integração de tecnologias-chave, consolidando a sua liderança no mercado nacional e registando um desempenho excecional no estrangeiro”, lê-se no documento.

No ano passado, o volume de negócios no estrangeiro passou de 28,55 por cento do total para 38,65 por cento, após um crescimento de 40,05 por cento ao longo de 2025, enquanto aquele registado na China, o seu principal mercado, diminuiu 11,17 por cento. “Reconhecemos que a concorrência no sector chinês dos veículos eléctricos atingiu um ponto culminante e encontra-se actualmente numa fase eliminatória” indicou o fundador e presidente da BYD, Wang Chuanfu.

O sector, de acordo com o documento, enfrentou em 2025 problemas a nível internacional, como “o proteccionismo comercial e a reestruturação das cadeias de abastecimento”. Ao longo do exercício, a BYD vendeu um total de 4,6 milhões de veículos, dos quais 1,05 milhões se destinaram a outros mercados, o que representa um crescimento de 140 por cento em relação ao ano anterior.

Concretamente, Wang classificou a América Latina como o “pilar principal” do crescimento da sua empresa no estrangeiro. “A BYD manteve um crescimento sustentado em 2025, mantendo a sua posição como maior vendedor mundial de veículos eléctricos pelo quarto ano consecutivo, situando-se entre os 10 principais grupos automóveis em vendas pelo terceiro ano consecutivo e subindo para o quinto lugar em vendas entre os grupos automóveis globais, uma posição acima do ano anterior”, afirmou o fundador.

30 Mar 2026

Burla | Detido por enganar empresa em 30 milhões

Um cidadão da China foi detido por burlar a empresa onde trabalha em 30 milhões de renminbis, ou seja, cerca de 35 milhões de patacas. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o suspeito aproveitou-se do cargo que detinha, o de director financeiro da empresa, que opera na área alimentar, para autorizar a mobilização de fundos. O caso foi denunciado pelo representante da empresa em Macau.

O homem fingiu ser dono da empresa através da sua conta na rede social WeChat, falsificando conversas na tentativa de enganar os funcionários do departamento financeiro, levando-os a transferir dinheiro para contas designadas.

Por volta de Fevereiro deste ano, os funcionários perceberam que o suspeito estava a pedir, por demasiadas vezes, para não ir trabalhar sob pretexto de ficar em Macau, e aí informaram o dono da empresa. Depois de detido, o homem revelou à Polícia Judiciária (PJ) que o dinheiro foi trocado por dólares de Hong Kong com recurso ao câmbio ilegal e que já tinha perdido a maioria no jogo.

O caso foi agora encaminhado ao Ministério Público, estando o homem suspeito dos crimes de prática de burla de valor elevado e falsificação informática. A PJ instaurou também processos para acompanhar o paradeiro das pessoas envolvidas no câmbio ilegal de moeda.

30 Mar 2026

Hotelaria | Taxa de ocupação rondou 95 por cento em Fevereiro

A taxa de ocupação média dos hotéis e pensões de Macau fixou-se em 94,6 por cento em Fevereiro, um aumento homólogo de quatro pontos percentuais, indicam dados oficiais.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o desempenho de Fevereiro superou os 91,6 por cento registados em Janeiro, consolidando a trajectória de recuperação após o sector ter fechado o ano de 2025 com uma ocupação média de 89,4 por cento.

Nos dois primeiros meses de 2026, a ocupação média acumulada situa-se nos 93,1 por cento, mais 2,4 pontos percentuais do que em igual período de 2025, com o número total de hóspedes nos dois meses a fixar-se nos 2,47 milhões. Apesar da elevada ocupação, o sector das excursões organizadas apresentou sinais de abrandamento em Fevereiro, com uma queda de 8,6 por cento para 134 mil visitantes.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro mês do ano, os estabelecimentos hoteleiros registaram uma subida efectiva no número de hóspedes, recebendo 1,22 milhões de pessoas, mais 10,1 por cento em termos anuais. Macau recebeu 4,17 milhões de visitantes em Fevereiro, mais 32,6 por cento do que no mesmo mês de 2025, impulsionados pelos feriados do Ano Novo Lunar, um período alargado de feriados na China continental e um pico turístico para o território, e que teve lugar no final de Fevereiro deste ano.

30 Mar 2026

Expo Turismo | Treze expositores portugueses presentes

Treze expositores de Portugal vão marcar presença na 14.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, entre 10 e 12 de Abril, anunciaram os organizadores.

“A edição deste ano da feira irá reforçar ainda mais a cooperação com os países de língua portuguesa e aproveitar ao máximo o papel de Macau como elo de ligação”, afirmou a directora da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, durante a conferência de imprensa de apresentação. Em declarações à Lusa após a conferência, a DST confirmou que 13 expositores de Portugal, organizados pela Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), estarão presentes na feira.

“Continuamos este ano a nossa parceria com a APAVT e com o Turismo de Portugal. Eles vão realizar eventos promocionais durante este período e, claro, também se reunirão com outros compradores”, afirmou Senna Fernandes. O evento, com duração de três dias e realizado sob o tema “Convergência Global, Horizontes do Futuro”, inclui mais de 130 actividades, entre sessões de promoção turística, fóruns do sector, workshops e espectáculos.

De acordo com a DST, os sectores abrangidos pelo evento vão desde a hotelaria e atracções, até transportes, e empresas culturais e criativas, bem como áreas relacionadas com a estratégia de diversificação económica “1+4” do Governo.

A estratégia “1+4” é o plano de diversificação económica de Macau que visa reduzir a dependência da indústria do jogo. Envolve o reforço do sector principal do turismo e lazer, ao mesmo tempo que promove quatro indústrias-chave: saúde de precisão, finanças modernas, alta tecnologia e convenções, exposições, comércio e desporto.

30 Mar 2026

Natalidade | Novo recorde negativo atingido em 2025

No ano passado, registaram-se 0,47 nascimentos por cada mulher com idades compreendidas entre 15 e 49 anos, menos 0,11 do que em 2024. O valor necessário para a substituição de gerações é de 2,1. De acordo com os dados da DSEC, a taxa de fecundidade está a cair há 11 anos consecutivos

A taxa de fecundidade em Macau voltou a cair em 2025, para um novo mínimo histórico, foi anunciado na sexta-feira, depois da região ter registado em 2024 a taxa mais baixa do mundo. De acordo com dados oficiais divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Macau terminou o ano passado com 0,47 nascimentos por cada mulher com idades entre 15 e 49 anos, menos 0,11 do que em 2024.

A fecundidade no território tem vindo a cair há 11 anos seguidos, para o valor mais baixo desde que a DSEC começou a calcular esta taxa, em 2001, e muito longe do valor necessário para a substituição de gerações (2,1). Além da queda da fecundidade, um indicador importante para prever a evolução da população, Macau também registou no ano passado 2.871 recém-nascidos, o menor número de nascimentos em quase 50 anos.

De acordo com estimativas do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, a região terá tido em 2024 a mais baixa taxa de fecundidade do mundo, seguida de Singapura, com 0,95 nascimentos por mulher. As autoridades de Macau introduziram medidas para incentivar a natalidade, incluindo, em 2025, um subsídio, no valor total de 54 mil patacas, para crianças até aos três anos.

Sem efeito

O líder do Governo, Sam Hou Fai, aumentou também o subsídio de nascimento, de 5.418 patacas para 6.500 patacas, e o subsídio de casamento, de 2.122 patacas para 2.220 patacas. O Executivo prometeu ainda oferecer gratuitamente mais e melhores creches e lançou uma consulta pública, que terminou em 16 de Março, sobre o aumento no sector privado da licença de maternidade, de 70 para 90 dias.

Com menos nascimentos, os idosos de Macau, com 65 ou mais anos – cerca de 105.200 em 2025 – representavam 15,3 por cento da população, mais 0,7 pontos percentuais do que no ano anterior. A população da cidade atingiu 688.900 pessoas no final de 2025, um aumento ligeiro de 0,1 por cento face ao ano anterior, sendo que 80.300 eram jovens até aos 14 anos (11,7 por cento).

A população idosa ultrapassou pela primeira vez a dos jovens em 2023, com o Governo de Macau a prever uma “superbaixa taxa de natalidade” ainda esta década e perto de um quarto da população idosa até 2041.

30 Mar 2026

Desemprego | Taxa de residentes mantém-se em 2,2%

Entre Dezembro de 2025, e Fevereiro de 2026, a taxa de desemprego dos residentes manteve-se em 2,2 por cento, como tinha acontecido no período anterior, de Novembro de 2025 a Janeiro de 2026. Os dados foram revelados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), na sexta-feira.

Em relação à taxa de desemprego dos residentes, há um ano, entre Dezembro de 2024 e Fevereiro de 2025, o valor era de 2,3 por cento. Segundo os dados mais recentes, a taxa global era de 1,7 por cento, igual à do período entre Novembro de 2025 a Janeiro de 2026. Há um ano, a taxa global era superior de 1,8 por cento.

30 Mar 2026

IA | Leong Hong Sai pede mais regulação

O deputado Leong Hong Sai defende que é necessário criar legislação específica sobre a Inteligência Artificial, para melhorar a gestão de dados e a protecção dos direitos de autor. O deputado dos Moradores considera que o recente caso de um robô humanóide telecomandado é um dos exemplos de que as actuais leis têm lacunas.

Além disso, Leong Hong Sai quer saber como o Governo vai reforçar a supervisão da IA para que o desenvolvimento corresponda aos direitos humanos previstos pela Lei Básica e se evite a divulgação de informações falsas. Quanto à protecção de dados, Leong Hong Sai questionou o Governo como vai garantir que as empresas cumprem a Lei da Protecção de Dados Pessoais.

30 Mar 2026

EPM | IL defende novos horários para exames de acesso ao superior

O partido Iniciativa Liberal (IL) apresentou um projecto de resolução que recomenda ao Governo de Portugal a adaptação do regime de exames finais nacionais nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE), para os alunos não serem prejudicados pelo fuso horário. A medida leva em conta que os exames finais nacionais se realizam no mesmo dia e à mesma hora oficial de Portugal continental, incluindo nas EPE.

“Esta regra de simultaneidade absoluta cria uma desigualdade para os alunos localizados em fusos horários muito afastados, nomeadamente na Escola Portuguesa de Macau, onde a diferença horária é de mais oito horas face a Portugal continental, e na Escola Portuguesa de Díli, em Timor-Leste, onde a diferença horária é de mais nove horas”, lê-se na exposição de motivos dos Liberais. “A realização de provas de elevada exigência cognitiva em horários desfasados dos ritmos biológicos normais dos alunos pode afectar as condições de desempenho e levanta uma questão de equidade, uma vez que os alunos que realizam o exame nacional o fazem em momentos do dia significativamente diferentes”, prossegue o projecto de resolução.

A IL recomenda ao Governo que, no âmbito da organização dos exames finais nacionais do ensino secundário, estude a criação de zonas de exame no estrangeiro, designadamente uma Zona Ásia-Pacífico, abrangendo a Escola Portuguesa de Macau e a Escola Portuguesa de Díli, bem como outros centros com diferença horária igual ou superior a seis horas em relação a Lisboa, definindo calendários e horários adaptados à hora local oficial de cada centro de exame”. O objectivo é que as provas se realizem a partir das 8h e até às 18h.

30 Mar 2026

Comunidades | Anunciadas reuniões quinzenais com a diáspora

O Conselho Regional da Ásia e Oceânia (CRAO) promete realizar reuniões a cada 15 dias com a comunidade para “ligar os luso-descendentes da diáspora”. Os moldes dos encontros ainda não foram revelados

O Conselho Regional da Ásia e Oceânia (CRAO) do Conselho das Comunidades Portuguesas vai passar a realizar “reuniões quinzenais” com a comunidade e desenvolver “uma ferramenta digital” para “ligar os luso-descendentes da diáspora”, foi anunciado em Macau. O CRAO, que concluiu a primeira reunião presencial do ano, anunciou ainda a eleição de Sara Fernandes, conselheira eleita pelo Círculo da Austrália, para a presidência do conselho regional para o período 2026-2027, mandato que iniciará em 8 de Outubro próximo.

O conselho não explicou como vai efectivar as reuniões quinzenais nos vários círculos regionais, nomeadamente China, Austrália e Timor-Leste, remetendo novas informações para “um comunicado”, cuja data de divulgação também não foi anunciada.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião de dois dias em Macau, o presidente do CRAO, Rui Marcelo, sublinhou o reconhecimento pelo conselho da “diversidade e riqueza” das comunidades regionais, “desde Macau, Hong Kong e China continental, até a Austrália e Timor-Leste”. “Assumimos como missão garantir que as suas vozes sejam ouvidas junto das entidades consulares e das instituições da República”, afirmou.

Instado, porém, a explicar se, no âmbito da visita prevista do chefe do Executivo do Governo de Macau, Sam Hou Fai, a Portugal, Espanha e Bruxelas em Abril, o CRAO tinha feito chegar ao Executivo português alguma preocupação da diáspora portuguesa ou dos luso-descendentes em Macau, nomeadamente sobre a questão das restrições de residência impostas aos portugueses desde 2023, Rui Marcelo declinou responder, sob o argumento de que estas questões “são canalizadas” através dos consulados e embaixadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“A comunidade fez-nos chegar essas preocupações, é algo que está no âmbito do diálogo que tem havido e que está sob a responsabilidade do senhor cônsul-geral de Portugal em Macau e é ele o interlocutor para estas questões”, disse. “Nós, enquanto conselheiros, poderemos dar algumas sugestões, poderemos veicular algumas preocupações, mas relativamente a essa questão não nos podemos sobrepor”, acrescentou. “Somos um órgão consultivo e, como tal, actuamos neste sentido”, disse ainda Rui Marcelo.

Problemas identificados

Um relatório produzido pela Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento português, após uma visita a Macau, Hong Kong e Timor-Leste no final de 2025 e divulgado em Janeiro último, deu conta das dificuldades levantadas pelas alterações – desde 2023 – do regime de atribuição do Bilhete de Identidade de Residente (BIR) pela Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), criando obstáculos acrescidos ao recrutamento de trabalhadores portugueses.

O relatório assinalou ainda atrasos significativos nos processos de atribuição da nacionalidade portuguesa em Macau e na emissão de passaportes pelo Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) local, com casos que podem demorar entre um e cinco anos. A substituição de magistrados, professores e médicos que regressam a Portugal foi igualmente identificada pela comissão parlamentar como um problema com impacto directo na comunidade portuguesa em Macau.

Estas questões deverão ser objecto de análise pela sétima reunião da Comissão Mista Portugal-Macau, a primeira desde 2019, antes da pandemia de covid-19, prevista para Abril em Lisboa.

30 Mar 2026

Hengqin | Sam Hou fai quer ver espírito das duas sessões

O Chefe do Executivo exigiu que o espírito das “duas sessões”, as reuniões da Assembleia Popular Nacional e do Conselho Consultivo Político do Povo Chinês, seja implementado na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. A exigência foi deixada durante uma reunião da Comissão de Gestão da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

“As ‘Duas Sessões’ e o 15.º Plano Quinquenal Nacional incluíram a Zona de Cooperação Aprofundada, concretizando os discursos e instruções importantes do Presidente Xi Jinping sobre a exploração de Hengqin e o desenvolvimento de Hengqin e Macau em plano de acção de nível nacional, dando orientações claras e maiores oportunidades para uma cooperação de nível elevado entre Guangdong e Macau e de um desenvolvimento de alta qualidade entre Hengqin e Macau”, indicou Sam.

Moradores | CE pede mais patriotismo

O Chefe do Executivo pediu aos Moradores que insistam no espírito do patriotismo e deixou a esperança de que a associação contribua para “salvaguardar com firmeza os valores essenciais do amor pela Pátria e por Macau, demonstrando sempre uma boa postura”.

“Deve transmitir e promover a tradição de excelência do amor pela Pátria e por Macau, potenciando melhor o seu papel orientador dos valores sociais”, afirmou Sam Hou Fai, durante o discurso de celebração do 42.º aniversário e festa da primavera da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Tendo o patriotismo como objectivo primeiro, Sam indicou que a associação também deve “cuidar de forma atenciosa os grupos mais vulneráveis, refinar e aprofundar os serviços em prol do bem-estar da população”, em colaboração com o Governo.

30 Mar 2026

Combustíveis | Governo pede estabilização dos preços após aumentos

O Governo apelou ao sector petrolífero do território que estabilize os preços dos combustíveis, na sequência de aumentos entre os 7,3 e 9,2 por cento, motivados em parte por tensões geopolíticas no Médio Oriente.

Em comunicado emitido na noite de quinta-feira, o Grupo de Trabalho para a Fiscalização dos Combustíveis da cidade informou ter realizado uma reunião com representantes do sector em que explicaram que os preços do petróleo bruto a nível internacional têm “registado grandes flutuações” e que “o preço de venda a retalho dos combustíveis em Macau tem sido ajustado em consequência do aumento dos preços internacionais”.

De acordo com o mais recente relatório do Conselho de Consumidores sobre os preços dos combustíveis publicado na quinta-feira, é indicado que a gasolina premium numa estação de serviço Esso registou um aumento de 7,3 por cento, sendo agora vendida a 19 patacas por litro, contra 17,7 patacas na actualização anterior.

Numa gasolineira da Shell, o preço subiu 9,2 por cento, para 18,94 patacas por litro, face às 17,34 patacas anteriores.

As autoridades sublinharam na reunião a expectativa de que o sector continue a assumir a sua responsabilidade social, colaborando para estabilizar os preços dos produtos petrolíferos, de forma a aliviar os encargos dos cidadãos, e ofereça diversos tipos de benefícios aos consumidores.

Entretanto, o sector petrolífero afirmou que os stocks e o abastecimento de combustíveis em Macau estão estáveis e “garantem um abastecimento suficiente.

30 Mar 2026

“Cão-robô” testado pela CEM na rede energética de Macau

A companhia responsável pelo fornecimento de energia em Macau indicou ontem à Lusa ter começado a testar o uso de robôs para garantir a segurança da rede do território. Segundo Sou Kit Hou, um representante da Companhia de Electricidade de Macau (CEM), a empresa adquiriu um robô quadrúpede, ou “cão-robô”, de fabrico chinês que tem sido testado nos últimos seis meses.

Este “cão-robô” está equipado com imagens térmicas de infravermelhos e câmaras de alta-definição que permitem a detecção de falhas nos equipamentos e a emissão de alertas em tempo real.

“O robô foi colocado numa sub-estação, através de uma câmara instalada nele podemos controlar a temperatura dos geradores à distância e se estão a sobreaquecer. Podemos também fazer o controlo das pessoas que lá estão, se estão autorizadas”, contou Sou à Lusa durante o Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa). “Desse modo, podemos controlar a segurança da rede de energia, e ele trabalha 24 horas sem parar. Por agora só temos um, mas se os testes forem bons vamos adquirir mais”.

Planos futuros

A rede de transporte de energia eléctrica de Macau tem 29 subestações de alta tensão, onde têm sido realizados os testes com o novo “cão-robô”, adquirido através de um acordo com uma subsidiária de Guangzhou da companhia de energia estatal China Southern Power Grid International.

“De futuro poderemos utilizá-los na central de energia ou até na rua. No interior da China já é comum utilizar robôs para estas funções, os seus usos são quase ilimitados”, apontou Sou. A China tornou-se o pioneiro mundial em inovação e comercialização de drones e robôs, bípedes e quadrúpedes, com a indústria a receber forte apoio estatal.

Robôs quadrúpedes chineses, desenvolvidos por empresas como a Unitree Robotics e a DEEP Robotics, começaram a ser amplamente utilizados em inspeções industriais, patrulhas de segurança, resgates de emergência e aplicações militares. A Unitree ganhou proeminência depois dos seus robôs humanoides aparecerem na gala do ano novo lunar da televisão estatal CCTV, o maior evento televisionado do país, a realizar movimentos complexos e de artes marciais.

Em Agosto do ano passado, um robô quadrúpede da Universidade de Zhejiang, no leste da China, completou uma corrida de 100 metros em 16,33 segundos, um novo recorde mundial do Guinness. Só as vendas de robôs humanoides chineses devem ultrapassar 23 milhões de unidades até 2040, um aumento considerável para as 28.000 unidades previstas para este ano, segundo analistas do Morgan Stanley em Janeiro.

27 Mar 2026

Brasil | Centro sino-lusófono abre gabinete em Junho

Um novo centro de serviços económicos entre a China e os países lusófonos e hispânicos vai abrir em Junho um gabinete no Brasil, com outra delegação planeada para Portugal, disse ontem à Lusa uma dirigente. A vice-coordenadora do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola, conhecido como CECP, anunciou que o gabinete no Brasil já foi registado.

Ng In Cheong acrescentou que outra delegação deverá abrir no México “no Outono”, enquanto os trabalhos para abrir um gabinete em Portugal – que também cubra a vizinha Espanha – “estão a progredir”. A dirigente falava à margem de uma visita de jornalistas de Macau ao CECP, que foi criado em Dezembro, na vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha de Montanha), no município de Zhuhai.

Nesse mesmo mês, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, revelou que o novo centro já estava a operar, disponibilizando serviços “a nível jurídico e contabilístico” a empresas estrangeiras. O centro trabalha ainda com o Fundo de Orientação Industrial para atrair empresas para Hengqin. O valor do fundo foi em Janeiro reforçado de 10 para 30 mil milhões de yuan, disse Ng In Cheong.

Visita a Portugal

Sam Hou Fai, o primeiro Chefe do Executivo da região chinesa a dominar a língua portuguesa, irá visitar Portugal e Espanha entre 17 e 23 de Abril, na primeira deslocação internacional desde que tomou posse, no final de 2024. Ng In Cheong disse que o líder de Macau irá ser acompanhado por “mais de uma dúzia” de companhias locais e da China continental, incluindo perto de uma dezena já com operações em Hengqin.

O objectivo, explicou a dirigente, é ajudar os grupos chineses a “compreender o mercado local, realizar inspecções no terreno [e] entrarem em contacto com as autoridades e as empresas locais”. Ng deu como exemplo uma empresa de Pequim que produz “instrumentos oftalmológicos de alta precisão”, já usados para cirurgias no Hospital Kiang Wu, em Macau.

A companhia “quer mesmo expandir-se para o mercado português e abrir uma fábrica em Portugal”, sublinhou a directora-adjunta da Direção de Assuntos Jurídicos da zona económica especial. Durante a visita de Abril, o CECP pode ajudar a encontrar terrenos para a fábrica, identificar potenciais parceiros, recrutar pessoal, registar uma sucursal e contratar “advogados de confiança”, disse Ng.

A dirigente disse que Portugal é, para as empresas chinesas, “um ótimo ponto de partida para a expansão no mercado europeu”, porque os custos são mais baixos, mas os portugueses são “altamente qualificados”.

Reportagem de Vítor Quintã, agência Lusa, que viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin

27 Mar 2026

Irão | MNE apela aos países do Médio Oriente para “manter a calma”

A China mantém a luta contra escalada do conflito no Médio Oriente através de conversas com os responsáveis da diplomacia da região

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, exortou os países do Médio Oriente a “responderem com racionalidade” à situação causada pela guerra do Irão, durante duas chamadas telefónicas realizadas com os homólogos do Egipto e da Turquia.

Durante a conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, Wang reiterou que “a comunidade internacional deve promover activamente o diálogo entre as partes em conflito” e sublinhou o papel do Conselho de Segurança da ONU neste sentido, segundo um comunicado da diplomacia chinesa.

As acções deste organismo “devem contribuir para aliviar as tensões e promover o diálogo, ajudando a prevenir a escalada do conflito, e não devem dar cobertura ao uso da força”, apontou. Wang manifestou ainda apoio ao papel mediador do Egipto com vista à retoma das conversações de paz e declarou que a China “está disposta a continuar a desenvolver esforços construtivos nesse sentido”.

À beira do caos

O responsável egípcio, por sua vez, expressou “profunda preocupação” do seu país com a situação, “em particular com o potencial de ataques contra infraestruturas energéticas, que poderão gerar caos em toda a região”, e mostrou-se disponível para “manter uma estreita coordenação com a China” na tentativa de reduzir as tensões regionais.

Na conversa com o homólogo turco, Hakan Fidan, o chefe da diplomacia chinesa considerou que “os acertos e erros” do conflito são claros, ao mesmo tempo que insistiu que, dada a rapidez com que a crise se está a propagar na região, a prioridade deve ser “promover o diálogo de paz e trabalhar para alcançar uma redução das tensões”.

Esta é a segunda ronda de conversações que Wang mantém com os seus homólogos do Médio Oriente, com quem já tinha falado quando o conflito começou, no final de Fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com vagas de mísseis e veículos aéreos não tripulados (‘drones’) contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo.

Perante a crise, Pequim enviou o seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, num périplo por vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Qatar e Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.

27 Mar 2026

Tecnologia chinesa pode ajudar Portugal em compromissos climáticos

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indicou ontem que o compromisso da China com a sustentabilidade energética é visto como um exemplo para Portugal em áreas específicas.

Em declarações à Lusa, em Macau, José Pimenta Machado, sublinhou a necessidade urgente de adaptação e de olhar para a tecnologia chinesa como aliada, depois de os primeiros meses de 2026 terem sido marcados por fenómenos meteorológicos “ímpares” que colocaram todo o território nacional em estado de prontidão.

Janeiro e Fevereiro de 2026 bateram o recorde de chuva dos últimos 47 anos na Península Ibérica, segundo a Agência Estatal de Meteorologia espanhola. “Eu acho que nunca vi e nunca conheci uma situação como aconteceu este ano, em que todo o país estava em alerta de cheias”, afirmou Pimenta Machado, destacando que, ao contrário de anos anteriores, os eventos deixaram de ser localizados para afectarem Portugal “desde o norte a sul, até ao leste”.

Também a ministra do Ambiente alertou na quarta-feira que a adaptação às alterações climáticas é “a maior questão” do país e que as crises resultantes da mudança do clima mostram a importância dos sistemas de alerta. Reiterando a posição da ministra, deu como exemplos de medidas a tomar: “Não autorizar novas construções em áreas de risco”, lembrando que mais de 100 mil pessoas em Portugal vivem actualmente em zonas com risco de cheias, ocupando “um espaço que é do rio”.

Além da gestão fluvial, a faixa costeira — que se estende por cerca de 1000 quilómetros entre Caminha e Vila Real de Santo António — surge como uma das maiores preocupações, com 20 por cento da sua extensão fustigada pela erosão. “Adaptar não é opção, é mesmo uma obrigação”, reforçou Pimenta Machado, apontando a monitorização e os sistemas de alerta precoce como fundamentais para “minimizar o impacto” e proteger as populações.

Exemplos renováveis

Presente em Macau para participar na Fórum e Exposição Internacional de Coopeação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa), o presidente da APA identificou na China um parceiro estratégico na descarbonização. Apesar de ser o segundo maior emissor global de gases que contribuem para o efeito estufa, o compromisso chinês com a sustentabilidade é visto pelo dirigente como um exemplo em áreas específicas.

“Há um caminho muito claro de aposta na área das energias renováveis, China, nas energias eólica, no solar, e no da redução dos gases com efeito estufa”, observou Machado, destacando também a indústria de veículos eléctricos, que apresenta “preços muito competitivos do ponto de vista da tecnologia” e que poderá ser crucial para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em solo português.

A fabricante chinesa de veículos movidos a novas energias BYD, por exemplo, matriculou 6.059 automóveis ligeiros de passageiros em 2025, um aumento de 94,1 por cento face a 2024, o primeiro ano completo da marca em Portugal, encerrando o ano com uma quota de mercado de 2,7 por cento.

As autoridades chinesas têm alertado que o país é extremamente vulnerável ao impacto das alterações climáticas, registando níveis recorde de aquecimento e subida do mar, com temperaturas médias anuais e o nível costeiro a atingirem máximos em 2024. A China mantém como metas a atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060.

O novo plano quinquenal (2026-2030), aprovado este mês, aposta em “impulsionar o desenvolvimento verde e de baixo carbono” e em “promover a transição energética”.

27 Mar 2026

Suínos | Preços do porco caem para mínimos de 16 anos

Os preços do porco na China estão a aproximar-se de níveis mínimos não registados desde 2010, num contexto de excesso de produção no maior mercado mundial desta carne, agravando as pressões deflacionistas na economia do país.

Os preços dos suínos vivos prontos para abate atingiram ontem um novo mínimo de 9,59 yuan (cerca de 1,2 euro) por quilograma, segundo dados da consultora Shanghai JC Intelligence, situando-se abaixo dos custos de produção e no nível mais baixo dos últimos 16 anos.

Também os preços da carne de porco, um dos principais produtos da dieta chinesa, caíram para cerca de 22 yuan por quilograma, o valor mais baixo desde Outubro de 2021, de acordo com dados oficiais divulgados esta semana. A carne de porco é um produto essencial na China, tendo um peso significativo no índice de preços no consumidor, sendo por isso um indicador relevante numa economia onde o Presidente Xi Jinping tem sublinhado a necessidade de reforçar a autossuficiência alimentar.

Após anos de incentivos governamentais para aumentar a produção, que levaram à expansão do sector e à construção de grandes explorações, incluindo unidades de vários andares, as autoridades enfrentam agora excesso de oferta. Apesar de alertas recentes do ministério da Agricultura e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que classificaram os preços como estando numa “zona de alerta” e anunciaram a compra de carne para as reservas estatais, os preços continuam a cair.

O Governo chinês intensificou, entretanto, os esforços para conter a produção, numa estratégia que acompanha medidas mais amplas para combater a deflação, num contexto de procura interna fraca e forte concorrência de preços em vários sectores.

27 Mar 2026

Meng Haoran (689–740) – (Pentâmetros ao Estilo Antigo)

孟浩然 (689-740)

(五言古體詩)

書懷貽京邑故人

惟先自鄒魯

家世重儒風

詩禮襲遺訓

趨庭紹末躬

晝夜常自強

詞翰頗亦工

三十既成立

嗟吁命不通

慈親向羸老

喜懼在深衷

甘脆朝不足

簞瓢夕屢空

執鞭慕夫子

捀檄懷毛公

感激遂彈冠

安能守固窮

當塗訴知己

投刺匪求蒙

秦楚邈離異

翻飛何日同

MENG HAORAN (689–740)

(Pentâmetros ao Estilo Antigo)

Ao Escrever os Meus Pensamentos; Para Um Velho Amigo no Distrito da Capital

Sim, os meus percursores vêm de Zou e Lu,

De uma casa que prezou o modo de Ru por gerações. 1

Os Poemas e Ritos eram legado inato,

“Apressar-se no pátio” estendia-se à minha modesta pessoa. 2

Dia e noite tentava “fortificar-me,” 3

E era muito hábil de frase e pena.

Aos trinta anos, tinha já uma firme fundação, 4

Mas o meu destino era falhar.

Minha mãe está fraca e velha,

E eu estou cheio de alegria e temor. 5

As comidas “doces e frescas” não lhe bastam às manhãs, “

Mas o “cesto de arroz e a cabaça de bebida” estão vazias ao serão. 6

De chibata de domador na mão emularia o Grande Mestre,

Mas chamado ao gabinete, teria no coração a Mao. 7

Grato, deveria então “sacudir o capote,” 8

Ou conseguiria manter “perseverança na inquietação”?

A quem anda na alta estrada, digo como ao mais querido amigo:

Não és tu quem “procura o imaturo.”9

Qin e Chu são tão diferentes e distantes;

Em que dia vogaremos juntos? 10

Meng Haoran diz que Mencius, originário de Zou, também partilha o seu apelido, e Confúcio, originário de Lu, são os seus antepassados espirituais e que a sua família tem uma tradição de estudar os ensinamentos de Ru [Confúcio].

Quando o filho de Confúcio passava por ele no pátio a correr, Confúcio perguntava-lhe como iam os estudos e dava-lhe conselho.

Lê-se no Yijing, “O homem de carácter nobre fortificar-se-á incessantemente.”

Confúcio disse que aos trinta já tinha uma forte fundação; isto tornar-se-ia um objectivo padrão.

Confúcio disse que relativamente à idade dos pais era impossível não estar ciente da sua morte, sentindo alegria pela sua longa vida e temor pela sua partida iminente.

Citando da “Biografia do Senhor Cinco Salgueiros”, de Tao Qian, que alude indirectamente a um comentário aprovador de Confúcio sobre o estilo de vida frugal do seu estudante favorito Yan Hui.

Confúcio disse que se fosse certo enriquecer estaria disposto a usar o chicote (como um domador) para o alcançar. Caso contrário seguiria aquilo de que gostava. Mao Yi (meados do século I d.C.), era um exemplo de filialidade, tendo aceite uma nomeação baixa de modo a sustentar a mãe

Wang Ji e Gong Yu, da dinastia Han do Oeste, eram de tal forma amigos que, quando Yu foi oficial, Ji “sacudia-lhe o capote”, sabendo que o amigo o promoveria. Confúcio aconselhava o homem de carácter nobre a perseverar mesmo se inquieto.

A análise do hexagrama 4 do Yijing (“Imaturidade”) diz, “Não sou eu que busco o imaturo; é o imaturo que me busca.’

Qin, onde a capital Chang’an e o destinatário se encontravam; e Chu, onde Xiangyang e o poeta se encontram.

27 Mar 2026

Contrabando | HK apreende produtos com destino a Macau

As autoridades de Hong Kong anunciaram um caso suspeito de contrabando de produtos farmacêuticos avaliados em 71 milhões de dólares de Hong Kong, que tinham como destino Macau. A informação foi divulgada pelo Governo de Hong Kong, através do portal oficial.

“Através da análise de informações e da avaliação de riscos, a embarcação de comércio fluvial que partiu de Hong Kong com destino a Macau foi seleccionada para inspecção”, foi justificado.

“Após a inspecção, os funcionários aduaneiros a bordo da embarcação encontraram um grande lote de mercadorias suspeitas de contrabando, incluindo produtos farmacêuticos, material para injecções cosméticas, charutos, telemóveis e peças electrónicas. As investigações estão em curso. Não se exclui a possibilidade de detenções”, foi acrescentado. Segundo a legislação em vigor, a pessoal responsável por contrabando de mercadorias não declaradas pode ser punida com uma multa de 2 milhões de dólares de Hong Kong ou uma pena de prisão que pode chegar a sete anos.

PJ | Investigado fogo posto em universidade

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um incêndio que aconteceu numa instituição de ensino superior, na Avenida da Universidade, na Taipa. O caso, citado pelo jornal Ou Mun, aconteceu na noite de quarta-feira, por volta das 21h20. Segundo os contornos apresentados, o incêndio foi detectado pelos seguranças, numa divisão da instituição, em dois aparelhos de ar-condicionado. Os seguranças apagaram as chamas com extintores e chamaram os bombeiros e a polícia ao local.

Os aparelhos de ar-condicionado ficaram danificados e não podem voltar a ser utilizados. No entanto, não foram registados feridos, nem vítimas mortais. O caso foi classificado como fogo posto, devido às condições suspeitas, pelo que a Polícia Judiciária foi chamada ao local e está a investigar.

27 Mar 2026