Santos Populares | Marchas vencedoras actuam em Macau

Dois grupos portugueses, as marchas populares de Alcântara e Bairro Alto, vencedoras ‘ex aequo’ da edição de 2025, vão participar no desfile do Ano Novo Lunar, que celebra o ano do Cavalo, anunciaram ontem as autoridades de Macau.

“Esta vez temos dois grupos de Portugal, achamos que vão gostar de Macau, assim como achamos que as actuações deles também vão trazer muita alegria aos nossos visitantes e às nossas comunidades”, afirmou a directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, em declarações aos jornalistas.

As celebrações do Ano Novo Lunar decorrem entre 19 de Fevereiro e 08 de Março e contam com um conjunto de eventos que dispôs este ano de um orçamento de 36,8 milhões de patacas, representando um aumento de 5 por cento face ao ano anterior.

O programa inclui fogo de artifício, espectáculos de ‘drones’, um desfile de 17 carros alegóricos e a participação de cerca de 1.300 artistas de Macau, Hong Kong, China continental, Itália, Espanha, Filipinas, Coreia do Sul e Portugal.

“Estamos todos preparados para uma grande celebração do Ano Novo Chinês. Com nove dias de feriado, prevemos uma média diária de 158 mil a 175 mil visitantes”, adiantou Helena Fernandes.

Ao contrário de anos anteriores, não haverá grupos do Japão nesta edição. Recentemente, vários espectáculos com artistas japoneses foram cancelados em Macau. Questionada sobre o assunto, a directora referiu não ter “informação concreta sobre a situação”.

“Não me cabe comentar estes arranjos específicos. Mas importa referir que Macau recebe actualmente uma grande variedade de espectáculos, tanto da China continental como de artistas internacionais. Os organizadores vão continuar a procurar trazer grupos diversificados a Macau”, acrescentou.

4 Fev 2026

Sondagem | Putin e Trump são os líderes menos apreciados por portugueses

Os presidentes da Federação Russa e dos Estados Unidos da América (EUA) são os responsáveis políticos mundiais com maior taxa de rejeição entre os portugueses, segundo um estudo de opinião da Intercampus.

O líder do Kremlin, Vladimir Putin, viu a sua acção política condenada por 83 por cento dos inquiridos, enquanto o ‘inquilino’ da Casa Branca, Donald Trump, mereceu apreciação negativa por parte de 70 por cento.

O primeiro lugar destacado de Putin no ranking da impopularidade é ainda mais visível noutros países europeus: Suécia (95 por cento), Dinamarca (96 por cento), Noruega (94 por cento), Finlândia (92 por cento) e Países Baixos (85 por cento).

Pelo contrário, o papa Leão XIV foi a única personalidade internacional com um índice de aprovação claramente positivo, com 64 por cento da amostra portuguesa que respondeu ao inquérito a ter opinião algo ou muito favorável do chefe da Igreja Católica.

O director-geral da empresa portuguesa que realizou a sondagem de opinião de um consórcio internacional efectuada em 61 países de todo o Mundo, António Salvador, concluiu que o retrato “é o de uma opinião pública cada vez mais exigente na avaliação do poder político global”.

Segundo a Intercampus, foram inquiridas 64.097 pessoas e, em cada país, foi entrevistada uma amostra representativa de cerca de mil homens e mulheres, entre Outubro e Dezembro, nas modalidades presencial, via telefone ou através da Internet e a margem de erro estimada foi de 03 a 05 por cento, num nível de confiança de 95 por cento.

4 Fev 2026

AMCM | Lucros dos bancos de Macau quase duplicam em 2025

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento), foi ontem anunciado.

De acordo com dados oficiais da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 8,4 por cento, para 17,5 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos.

Isto apesar da AMCM ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de Dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana.

Os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, diminuíram 0,4 por cento em comparação com o final de Dezembro de 2024, fixando-se em 1,02 biliões de patacas.

Pelo contrário, os depósitos junto dos bancos de Macau aumentaram 9,6 por cento, para 1,39 biliões de patacas no final do ano passado, disse a AMCM. Apesar dos proveitos terem disparado em 2025, ficaram longe do ano mais lucrativo de sempre para a banca da região: 2020, quando os lucros ficaram perto de 17 mil milhões de patacas.

Outras contas

Macau tem dois bancos emissores de moeda: a sucursal local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. O BNU anunciou em Novembro lucros líquidos de 315,3 milhões de patacas nos três primeiros trimestres de 2025, uma diminuição homóloga de 29 por cento, que o banco atribuiu à evolução das taxas de juro.

O crédito malparado caiu 11,6 por cento ao longo do ano passado para 49,7 mil milhões de patacas. Foi a primeira queda anual dos empréstimos vencidos desde 2013.

Os empréstimos vencidos representavam 4,9 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau, menos 0,6 pontos percentuais do que no final de 2024. Uma percentagem que sobe para 5,6 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da região chinesa.

A Autoridade Bancária Europeia, a agência reguladora da UE, por exemplo, considera que os bancos com pelo menos 5 por cento dos empréstimos malparados têm “elevada exposição” ao risco e devem estabelecer uma estratégia para resolver o problema.

Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.

4 Fev 2026

Fortes nevões no Japão causam pelo menos 30 vítimas mortais nas últimas duas semanas

Fortes nevões mataram 30 pessoas no Japão nas últimas duas semanas, incluindo uma mulher de 91 anos encontrada soterrada na neve em frente à sua casa, anunciaram ontem as autoridades. A maioria das mortes, 12, ocorreu na província de Niigata, na região central do arquipélago.

Outras 324 pessoas ficaram feridas em todo o país, algumas com gravidade, enquanto nove mortes, possivelmente relacionadas com a neve, ainda não foram oficialmente registadas, aguardando investigação.

O Governo japonês mobilizou militares para auxiliar os residentes da província de Aomori, a zona mais atingida, onde se acumularam até 4,5 metros de neve em zonas isoladas. A primeira-ministra Sanae Takaichi convocou ontem uma reunião de emergência do seu gabinete, instando os ministros a fazerem todo o possível para proteger vidas.

Uma forte massa de ar frio trouxe fortes nevões nas últimas semanas ao longo da costa do mar do Japão, com algumas áreas a receberem mais do dobro da quantidade habitual de neve. De 20 de janeiro até ontem, 30 pessoas morreram na sequência do mau tempo, segundo a Agência Japonesa de Gestão de Incêndios e Desastres.

Entre elas estava Kina Jin, de 91 anos, cujo corpo foi encontrado debaixo de três metros de neve, em frente à sua casa em Aomori, no norte de Honshu, a maior ilha do arquipélago, disse um agente da polícia local à agência de notícias France-Presse.

A polícia acredita que foi soterrada pela neve que caiu do telhado e morreu por asfixia, disse o agente. Uma pá foi encontrada junto ao corpo. O governador de Aomori, Soichiro Miyashita, disse na segunda-feira que pediu ao exército que oferecesse assistência em caso de desastre e ajudasse os idosos a limpar a neve das suas casas.

Paredes de neve que atingem os 183 centímetros de altura cobrem o solo na capital da província — também chamada Aomori —, acrescentou Miyashita, referindo que as equipas de remoção de neve estavam sobrecarregadas.

“O risco de acidentes potencialmente fatais, por exemplo, devido à queda de neve dos telhados ou ao colapso de edifícios, é iminente”, alertou o governador, em conferência de imprensa.

Sobe e desce

As autoridades meteorológicas esperam que as temperaturas subam ligeiramente a partir de hoje, mas voltem a descer durante o fim de semana em todo o arquipélago. A neve poderá regressar à costa do mar do Japão já no domingo, o mesmo dia em que o país realiza eleições gerais antecipadas.

A emissora pública japonesa NHK disse que várias agências estão a trabalhar para garantir que as eleições decorrem sem incidentes, e as autoridades pediram aos eleitores que tenham cuidado e verifiquem as condições meteorológicas antes de se deslocarem para votar, incluindo durante o período de votação antecipada.

De acordo com as sondagens mais recentes, Takaichi está a caminho de uma vitória esmagadora nas eleições, convocadas pela líder conservadora há apenas duas semanas para aproveitar as elevadas taxas de aprovação e reforçar o mandato popular para o seu novo governo de coligação. Esta será a primeira vez desde a década de 1990 que o Japão realiza eleições em Fevereiro.

4 Fev 2026

Visita | Xi defende mundo multipolar e globalização inclusiva em encontro com PR do Uruguai

A viagem do Presidente uruguaio à China fica assinalada pela assinatura de vários acordos e o reforço das relações entre as duas nações

O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou ontem à promoção de um mundo “multipolar e equitativo” e a uma “globalização económica inclusiva”, durante um encontro com o homólogo uruguaio, Yamandú Orsi, no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

Durante a reunião, Xi reafirmou que a China “atribui sempre grande importância às relações com a América Latina” e reiterou o apoio de Pequim aos países da região “na defesa dos seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento”.

“A China está disposta a trabalhar com o Uruguai e os países latino-americanos para promover de forma profunda e substancial a construção de uma comunidade de futuro partilhado China – América Latina”, declarou, segundo a transcrição divulgada pelo Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês.

O líder chinês manifestou ainda o apoio à actuação do Uruguai em fóruns multilaterais, como a presidência rotativa do Grupo dos 77 e China, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e o Mercosul.

Xi enquadrou estas declarações num cenário internacional de “complexidade e turbulência crescentes”, com o aumento de práticas unilaterais e de pressão entre Estados, uma posição recorrente no discurso diplomático chinês.

O líder chinês defendeu o reforço do multilateralismo, do sistema internacional centrado nas Nações Unidas e de uma globalização “inclusiva e benéfica para todos”, como princípios que devem nortear a cooperação entre países em desenvolvimento.

Entre amigos

No plano bilateral, Xi apelou ao aprofundamento da parceria estratégica integral entre a China e o Uruguai, com reforço do apoio mútuo em assuntos centrais e ampliação da cooperação nas áreas do comércio, agricultura, infraestruturas, finanças e tecnologias de informação.

O líder chinês mencionou ainda oportunidades em sectores emergentes como desenvolvimento verde, economia digital, inteligência artificial e energias limpas, além de destacar a importância dos intercâmbios culturais, educativos e entre governos locais.

Orsi elogiou os avanços da China nas últimas décadas e afirmou que a relação bilateral atravessa o seu “melhor momento histórico”, sublinhando que o fortalecimento dos laços com Pequim é uma política de Estado, com apoio transversal no Uruguai.

O Presidente uruguaio manifestou vontade de aprofundar a cooperação com o país asiático em áreas económicas, científicas e tecnológicas e reiterou o apoio ao princípio de ‘Uma Só China’.

Parceiro principal

Após o encontro, os dois chefes de Estado assistiram à assinatura de mais de uma dezena de acordos e emitiram uma declaração conjunta para aprofundar a parceria estratégica integral, quando se assinala o 38.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

A China é, há mais de uma década, o principal parceiro comercial do Uruguai, representando cerca de 26 por cento das exportações do país, sobretudo de produtos agroindustriais.

A agenda de Orsi em Pequim inclui ainda encontros com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e com o presidente da Assembleia Nacional Popular (órgão máximo legislativo), Zhao Leji, antes de seguir viagem para Xangai, onde terá compromissos de carácter económico e comercial.

4 Fev 2026

PC Chinês e oposição taiwanesa defendem “nação comum” e rejeitam confronto

Responsáveis do Partido Comunista Chinês e do principal partido da oposição em Taiwan concordaram ontem que os povos de ambos os lados do Estreito de Taiwan pertencem à mesma nação e rejeitaram um cenário de confronto.

“Embora a China continental e Taiwan tenham sistemas políticos diferentes, os povos de ambos os lados pertencem à mesma nação, são descendentes do imperador Yan e do imperador Amarelo, e devem apoiar-se mutuamente e cooperar para revitalizar a China”, afirmou o vice-presidente do Kuomintang (KMT), Hsiao Hsu-tsen, citado pela agência de notícias oficial taiwanesa CNA.

“O confronto ou mesmo o conflito entre as duas margens do Estreito não serve os interesses do povo taiwanês, nem os interesses comuns de ambos os povos, muito menos os interesses gerais da nação chinesa”, acrescentou.

Também o director do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, Song Tao, defendeu que a situação actual é “complexa e grave” e sublinhou que o Partido Comunista Chinês (PCC) e o KMT têm uma “responsabilidade inelutável” de promover o “desenvolvimento pacífico” das relações através do diálogo.

Song reiterou ainda a “firme oposição” de Pequim à independência de Taiwan, afirmando que não haverá “tolerância nem mão branda” face ao secessionismo.

Todos juntos

As declarações foram proferidas durante um fórum realizado ontem em Pequim, promovido por institutos de investigação associados aos dois partidos, e que marcou a retoma do intercâmbio institucionalizado entre o PCC e o KMT após quase uma década de interrupção, informou a televisão estatal chinesa CCTV.

Participaram no evento representantes partidários, especialistas, académicos e empresários, que discutiram temas como turismo, indústria, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com o objectivo de “deliberar em conjunto sobre o rumo das relações” e “promover o bem-estar das populações de ambos os lados do Estreito”.

A delegação do KMT foi liderada por Hsiao Hsu-tsen e pelo vice-presidente da Fundação de Política Nacional, Lee Hong-yuan. Estão previstas outras visitas e encontros em Pequim, segundo a CCTV, que não avançou pormenores.

O fórum é visto como um possível passo preparatório para uma eventual reunião, ainda este semestre, entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e a nova líder do KMT, Cheng Li-wun.

4 Fev 2026

Segurança | Proibidas maçanetas embutidas em carros a partir de 2027

A China vai proibir, a partir de 2027, a venda de veículos equipados unicamente com pegas embutidas na carroçaria, populares por razões estéticas, mas consideradas perigosas em caso de acidente, anunciou o Governo chinês.

Estas maçanetas, comuns em muitos veículos eléctricos vendidos no país, têm ganho popularidade ao longo da última década pelo seu design aerodinâmico e minimalista. No entanto, podem tornar-se um risco mortal se o sistema eléctrico falhar, impedindo a abertura manual das portas.

Segundo as novas regras divulgadas na segunda-feira pelo ministério da Indústria e das Tecnologias da Informação, os veículos vendidos no mercado chinês deverão, a partir de 01 de Janeiro de 2027, estar obrigatoriamente equipados com mecanismos mecânicos de abertura, tanto exteriores como interiores.

Os modelos já homologados terão um prazo adicional de dois anos para se adaptarem à nova norma, indicou o ministério, sublinhando que a medida visa “melhorar o nível de segurança”.

A decisão surge na sequência de crescente preocupação na China com a segurança destas maçanetas embutidas. Um caso mediático ocorreu em Outubro, quando os socorristas não conseguiram abrir as portas de um veículo eléctrico da marca Xiaomi que se incendiou após um acidente em Chengdu, no sudoeste do país. O condutor, que estaria alcoolizado, morreu no local.

As novas regras determinam ainda que os fabricantes reforcem a visibilidade das maçanetas interiores, exigindo sinalização obrigatória dentro do veículo. A China é actualmente o maior mercado mundial de veículos elétricos, com dezenas de construtores a operar no sector e a expandir as suas actividades para o exterior.

Segundo estatísticas divulgadas em Janeiro, o fabricante chinês BYD ultrapassou, pela primeira vez, a norte-americana Tesla em vendas anuais de veículos eléctricos em 2025, tornando-se o maior produtor mundial deste segmento.

4 Fev 2026

Mostra de Alexandre Simões apresentada na Livraria Portuguesa

A Livraria Portuguesa acolhe, a partir desta quinta-feira, 18h, a exposição de fotografia de Alexandre Simões. “What Are You Doing The Rest of Your Life?” é o nome do projecto que, segundo uma nota de imprensa, “reúne um conjunto de imagens da década de 90 até à actualidade”.

Trata-se de “apontamentos num diário visual, captados no universo autoral”, com os quais Alexandre Simões construiu “um labirinto de imagens em múltiplos planos temporais que subjectivamente providenciam a preservação da identidade de uma época inextinta”.

Nesta mostra, revela-se “uma devoção à fotografia analógica”, mas na qualidade de “narrativa na permanência”, em termos de “conexão com as pessoas e a vida real, os encontros e intimidade”, sem esquecer “a presença da música e do cinema”.

Descreve-se ainda que a “riqueza estética” do trabalho de Alexandre Simões “atravessa o tempo autêntico que sobre(vive) e se retroalimenta no diálogo imagético permanente com o indelével e as suas camadas”. Neste caso, “as fotografias assumem a durabilidade do passado que se prolonga e amplia no presente, com narrativas de solidão, espectros da nostalgia, do amor e da ausência, do estilo de vida e as suas referências culturais, atravessados pela estética que assinala o seu desígnio”.

Sem distracções

Em “What Are You Doing The Rest of Your Life?” revela-se um “trabalho fotográfico que submerge através do diálogo entre as imagens”, bem como “na significação das experiências [que ocorrem] na passagem inexorável do tempo”. Há uma “escolha estética que não é causal” e onde não existem “distracções” de quem está atrás da lente.

“O olhar recai nas sombras e no inaudito, na subtileza de quem empresta a sua alma para captar o que observa e sente. O tempo corre lento no olhar de quem é convidado à viagem pelas fotografias, acoplado à poética, à beleza das coisas, às linhas e aos planos, aos corpos e às relações volúveis”, descreve-se sobre a mostra. A exposição está disponível para visita na cave da Livraria Portuguesa até ao dia 26 deste mês.

4 Fev 2026

Médicos | Abertas inscrições para exame do Interior da China

Os Serviços de Saúde indicaram ontem que estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Qualificação de Médico do Interior da China de 2026, para médicos, médicos dentistas e médicos de medicina tradicional chinesa autorizados a exercer em Macau.

São elegíveis profissionais autorizados para a prática da actividade em Macau, e que exerçam actividade de prestação de cuidados de saúde no território há mais de um ano, com um “grau académico superior ao de licenciado em especialidade de medicina ou de estomatologia (medicina dentária) no Interior da China”. Os médicos devem ser residentes permanentes da RAEM.

As condições para clínicos de medicina tradicional chinesa são semelhantes, mas é pedida licenciatura, ou grau académico superior, conferido por instituição de ensino superior do Interior da China reconhecida pelo Serviço Administrativo de Educação do Conselho de Estado, ou pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau.

O primeiro passo, é a inscrição online, no portal da Rede Nacional de Exames Médicos, até 11 de Fevereiro. Em seguida, os candidatos devem deslocar-se à Divisão de Licenciamento para o Exercício de Actividades de Saúde dos Serviços de Saúde (no Centro de Saúde da Ilha Verde), entre 3 e 10 de Março.

4 Fev 2026

Metro Ligeiro | Ano arranca com recorde de passageiros em Janeiro

Impulsionado pelo turismo, o Metro Ligeiro é cada vez mais utilizado. No primeiro mês do ano, o transporte público registou uma média diária de 30 mil passageiros

O Metro Ligeiro registou, em média, 30 mil passageiros por dia em Janeiro, o número mais elevado para o primeiro mês do ano desde a inauguração, disse ontem a operadora.

De acordo com dados oficiais divulgados pela Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a média de passageiros aumentou 8,7 por cento, em comparação com Dezembro, e subiu 18,6 por cento em relação ao mesmo mês de 2024.

O Metro Ligeiro foi inaugurado a 10 de Dezembro de 2019 e esse mês continua a deter o recorde absoluto, com uma média diária de 33 mil passageiros, sendo que nessa altura as viagens eram gratuitas.

Em Fevereiro de 2020, com o início da cobrança de tarifas e a detecção dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Macau, a média diária de passageiros caiu para 1.100. O Metro Ligeiro voltaria a registar este valor mínimo em Julho de 2022, mês em que a cidade esteve em confinamento durante duas semanas devido a um surto de covid-19.

Em Dezembro de 2024, começou a operar a extensão do Metro Ligeiro de superfície que liga Macau à vizinha Ilha da Montanha, com 2,2 quilómetros. Um mês antes, foi inaugurada a linha que vai até Seac Pai Van, um bairro de Coloane onde o Governo de Macau construiu 60 mil apartamentos de habitação pública.

O Metro Ligeiro arrancou com apenas uma linha, que circulava só na ilha da Taipa, com uma extensão de 9,3 quilómetros e 11 estações, com uma frequência de 10 a 15 minutos, durante quase 17 horas diárias.

A ligação do metro até à Barra, no sul da península de Macau, através do piso inferior da ponte Sai Van, começou a operar em Dezembro de 2023. Com a extensão do Metro Ligeiro, as autoridades prevêem que o volume de passageiros atinja 137 mil pessoas por dia, em 2030.

Linha Leste em construção

O Governo lançou no final de 2022 os concursos para a concepção e construção da Linha Leste, que fará a ligação ao norte da península de Macau, onde se situa a principal fronteira com a China continental.

No final de Janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, disse que a operadora prometeu, ainda este ano, implementar o pagamento electrónico, assim como um sistema de transbordo entre os autocarros e o Metro Ligeiro.

Está a decorrer, até 28 de Fevereiro, uma consulta pública sobre o desenvolvimento do transporte, que prevê que a construção da Linha Leste seja concluída em 2029. Os planos incluem uma Linha Sul, que irá ligar o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau à estação da Barra, uma Linha Oeste, da fronteira de Qingmao à Barra, e uma ligação à vila de Coloane. A primeira linha, prometida durante mais de uma década, custou 10,2 mil milhões de patacas.

4 Fev 2026

Comissão vai escolher advogados em casos de Segurança Nacional

A lei que enquadra a futura Comissão de Defesa da Segurança de Estado de Macau vai mexer nas audiências em julgamentos de processos relativos a segurança nacional passando o juiz a decidir se serão abertos, foi segunda-feira anunciado.

O secretário para a Administração e Justiça de Macau, Wong Sio Chak, que apresentou a proposta de lei “Comissão de Defesa da Segurança de Estado [CDSE] da Região Administrativa Especial de Macau [RAEM], referiu ainda que os mandatários dos réus envolvidos em julgamentos enquadrados pela Lei de Segurança Nacional terão que ter “certas características e ser aprovados por um juiz”.

Este tipo de processos, mas não exclusivamente, vão passar a ser julgados por “um juiz especial”, disse também o governante no final da reunião do Conselho Executivo.

De acordo com um comunicado do Conselho, o articulado “procede à alteração e aditamento” da Lei de Bases da Organização Judiciária, “estabelecendo disposições excepcionais sobre a audiência nos processos judiciais, as situações especiais de jurisdição e o regime relativo aos actos processuais dos mandatários judiciais, quando estes intervenham em assuntos envolvendo a segurança do Estado”.

Segue para a AL

A discussão da proposta de lei foi concluída na segunda-feira pelo Executivo de Sam Hou Fai e segue para a Assembleia Legislativa para apreciação, “sem carácter de urgência”, especificou Wong, sem esclarecer, nas declarações aos jornalistas, se a apreciação geral e na especialidade do articulado será concluída pelo parlamento ainda este ano.

Do ritmo dos trabalhos no parlamento de Macau dependerá se Au Kam San, ex-deputado e cidadão português, detido no final de Julho do ano passado e até agora o primeiro e único caso relacionado com a Lei de Segurança Nacional, será julgado sob a nova moldura legal. Até agora não é conhecido o nome do advogado, ou “mandatário”, na terminologia jurídica utilizada, do ex-deputado, assim como também nada se sabe sobre a acusação nem quando será julgado.

Uma vez aprovada em votação final no parlamento, a lei entrará em vigor no dia seguinte ao da publicação, e substituirá o Regulamento Administrativo nº 22/2018, que criou a CDSE, estrutura que manterá, no entanto, várias características orgânicas e competências, designadamente a de continuar a ser presidida pelo chefe do Executivo.

A futura lei dispõe ainda sobre os cargos de assessor para os assuntos de segurança nacional e de assessor técnico para os assuntos de segurança nacional, “bem como sobre o serviço de execução e apoio da CDSE”, segundo um comunicado divulgado pelo Governo.

4 Fev 2026

Portugal | Macau e Hong Kong alertam para atrasos no correio

Os Correios das regiões chinesas de Macau e Hong Kong alertaram ontem que as cartas e encomendas com destino a Portugal poderão sofrer atrasos devido à destruição causada pela depressão Kristin. Num comunicado, o Hongkong Post anunciou que “os serviços de entrega de correio para Portugal estão sujeitos a atrasos devido às condições meteorológicas adversas”, de acordo com indicação dos CTT – Correios de Portugal.

Os Correios da vizinha região de Macau disseram, numa resposta escrita à Lusa, que também foram notificados pelos CTT que, “devido às condições meteorológicas adversas em Portugal, os serviços de entrega de correio de Macau para aquele destino vão sofrer atrasos”.

O Governo português decretou situação de calamidade, que foi no domingo prolongada até 08 de Fevereiro, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

3 Fev 2026

TNR | Macau contratou mais de 1.100 trabalhadores migrantes em 2025

As empresas e famílias de Macau contrataram 1.100 trabalhadores migrantes em 2025, segundo dados oficiais ontem divulgados.

De acordo com o Corpo de Polícia de Segurança Pública, no final de Dezembro, Macau tinha 183.679 trabalhadores sem estatuto de residente, mais 1.137 do que no fim de 2024.

A mão-de-obra vinda do exterior, incluindo da China continental, está no valor mais elevado desde Junho de 2020, no início da pandemia de covid-19.

Desde o pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019, antes da pandemia, e até Janeiro de 2023, a cidade perdeu quase 45 mil não-residentes, que correspondiam a 11,3 por cento da população activa.

Em Janeiro de 2023, quando acabou o fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e na China continental durante quase mais de três anos, Macau tinha menos de 152 mil migrantes, o número mais baixo desde Abril de 2014.

As estatísticas, divulgadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelam que, desde o fim da política ‘zero covid’, o número de trabalhadores não-residentes aumentou em 31.801.

A principal razão para o crescimento da mão-de-obra migrante em 2025 foram os empregados domésticos, cujo número ultrapassou 28.611 no final de Dezembro, o valor mais elevado desde Março de 2021.

Em todo o ano passado, as famílias de Macau contrataram mais 1.176 empregados domésticos.

A partir de Agosto, a DSAL passou a apresentar de forma separada as estatísticas para os empregados domésticos dos restantes trabalhadores migrantes, não os incluindo na soma total da mão de obra não residente.

3 Fev 2026

Moeda | Xi Jinping quer renmimbi com estatuto de divisa de reserva mundial

Xi quer que o renmimbi deixe de ser visto como uma “moeda grande” e passa a ser usado como uma “moeda forte”

 

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu que a China deve construir uma “moeda forte” com utilização alargada no comércio internacional, investimento e mercados cambiais, capaz de atingir o estatuto de divisa de reserva global.

O apelo consta de trechos de um discurso proferido por Xi em 2024, divulgados no fim de semana pela Qiushi, a principal revista teórica do Partido Comunista Chinês.

Na intervenção dirigida a quadros provinciais e ministeriais, Xi traçou os atributos essenciais de uma potência financeira: uma base económica sólida, força tecnológica de topo, instituições financeiras competitivas, centros financeiros internacionais influentes e uma moeda credível e amplamente utilizada.

“A economia da China já se encontra entre as maiores do mundo em activos bancários, reservas cambiais e dimensão dos mercados de capitais, mas continua a ser ‘grande, mas não forte’”, afirmou o líder chinês, sublinhando que transformar o país numa potência financeira será uma tarefa de longo prazo.

A divulgação do discurso surge num momento em que Pequim intensifica os esforços para internacionalizar o renmimbi e reforçar a sua estabilidade, numa conjuntura marcada por incerteza nos mercados globais e crescentes dúvidas sobre a força do dólar norte-americano.

Nos últimos meses, a moeda chinesa tem-se mantido relativamente firme face ao dólar, apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos. Ainda assim, analistas como o banco de investimento Goldman Sachs consideram que o renmimbi permanece subvalorizado – até 25 por cento abaixo do seu valor justo, segundo um relatório de Janeiro.

A posição de Pequim é de cautela: o banco central prefere uma moeda estável, mas evita valorizações rápidas. Apesar disso, a utilização internacional do renmimbi continua limitada. A compensação diária de pagamentos transfronteiriços ronda os 100 mil milhões de dólares, muito abaixo dos cerca de dois biliões movimentados pelo sistema interbancário em dólares.

 

Sinais de avanço

Um sinal recente da expansão do uso do renmimbi foi dado pela Zâmbia, que começou, em Janeiro, a cobrar impostos e dividendos a empresas mineiras chinesas directamente em moeda chinesa, canalizando-a depois para o financiamento de importações e pagamento de dívida a Pequim.

Especialistas citados pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post afirmaram que a decisão reflecte, sobretudo, a necessidade urgente da Zâmbia de mitigar a escassez de dólares e gerir melhor a sua dívida. No entanto, representa também um avanço silencioso na estratégia chinesa de promover o renmimbi como alternativa em países com forte dependência comercial da China.

“Ao aceitar a moeda do seu maior credor e parceiro comercial, o governo dá um passo racional para reduzir custos de transação e aliviar pressões na balança de pagamentos”, comentou Charles Mak, docente da Universidade de Bristol.

Xi defendeu que uma verdadeira potência financeira requer, além de estabilidade macroeconómica, “um sistema legal sólido, regulamentação eficaz e um número suficiente de profissionais financeiros com elevada competência”. Acrescentou ainda que o país deve “melhorar continuamente a capacidade de regular os mercados, prevenir riscos sistémicos e manter a estabilidade financeira global”.

3 Fev 2026

Moeda | Associação diz que após lei de troca ilegal crime aumentou

A Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau considera que desde que entrou em vigor a lei que criminalizou a troca ilegal de moeda, em Outubro de 2024, o fenómeno não diminuiu, muito pelo contrário.

Em declarações ao jornal de Hong Kong Ming Pao, o presidente da associação, U Io Hung, destacou que os efeitos da criminalização apenas incidem sobre os meios indirectos de câmbio através de casas de penhores e lojas de mariscos secos. Porém, a troca de yuan, ou outra divisa, por dólares de Hong Kong passaram para as ruas ou para as proximidades das áreas de jogo, como os centros comerciais dos grandes resorts com casinos.

O dirigente associativo acrescentou que a troca ilegal de moeda é uma realidade decorrente do facto de os turistas do Interior da China serem sujeitos ao controlo de saída de capitais quando viajam para Macau, o que limita o montante de dinheiro que trazem. Assim sendo, se quiserem continuar a jogar têm de recorrer a quem troca moeda ilegalmente, combinando a transferência de fundos por dinheiro vivo em locais mais recatados, como quartos de hotel.

U Io Hung salienta o perigo destas actividades passarem para a via pública. “O mais perigoso é que, quando uma pessoa passa perto de casinos pode ser abordada por indivíduos que fazem troca ilegal de moeda. Depois de trocar uma pequena quantia de dinheiro na rua, se a pessoa entra no casino é presa”, indicou.

U Io Hung indicou ainda que, a partir do momento em que as autoridades reforçaram o combate à actividade, as taxas cobradas aos jogadores para câmbios clandestinos aumentaram para 1,65 por cento, quando antes da lei era de 0,04 por cento, e pouco depois da entrada em vigor passou para 1,1 por cento.

 

 

3 Fev 2026

Emprego | Disponibilizadas 142 vagas no sector da restauração

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação da Associação dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar três sessões de emparelhamento de emprego que disponibilizam 142 ofertas de emprego, dirigidas principalmente ao sector da restauração. O anúncio foi feito ontem num comunicado na DSAL e as sessões vão acontecer entre 9 e 12 de Fevereiro, com as inscrições a decorrerem entre as 9h de hoje e o meio-dia de 8 de Fevereiro.

As sessões foram justificadas com a intenção de “ajudar a integração laboral dos residentes de Macau com necessidade de emprego o mais breve possível e atenuar a pressão do sector na procura de recursos humanos”.

Na tarde do dia 9 de Fevereiro vai ser realizada a sessão de emparelhamento para o sector de restauração, com as empresas participantes a Bright Luck Gourmet Company Ltd, Café Good Fortune e Good Fortune Kitchen. As posições disponíveis são para emprego para supervisor, chefe, cozinheiro, empregado de serviços de restauração, ajudante de cozinheiro, empregado logístico de armazém, motorista de veículos de mercadorias,

Na manhã do dia 11 de Fevereiro, é realizada a sessão de emparelhamento para a Venetian Macau, com um total de 85 vagas de emprego para gestor de restauração II, chefe de restauração, supervisor de gestão, técnico de chá, cozinheiro I (cozinha chinesa/ocidental), empregado de serviços de restauração, empregado de limpeza de talheres e de utensílios de cozinha.

No dia 12 de Fevereiro, de manhã e à tarde, é realizada uma sessão com a Galaxy”, com um total de 32 vagas de emprego, para assistente de gerente de restauração, supervisor dos serviços de atendimento, chefe da equipa de cozinheiros, agente de recepção e empregado de serviços de restauração.

 

3 Fev 2026

Habitação | 760 fracções entraram no mercado

No quarto trimestre de 2025, seis empreendimentos habitacionais privados obtiveram licença de utilização, o que corresponde a 760 fracções habitacionais. Os dados foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), no âmbito da estatística sobre a construção de empreendimentos.

Além dos prédios que ficaram disponíveis para habitar, estavam em construção ou em fase de vistoria mais 41 empreendimentos habitacionais privados que vão proporcionar 1.671 fracções habitacionais.

Encontram-se ainda em fase de projecto, um total de 70 empreendimentos habitacionais que segundo a DSSCU vão disponibilizar 5.993 fracções habitacionais.

Quanto aos hotéis, no final do ano passado havia três unidades hoteleiras em construção, que vão disponibilizar 204 quartos. Contabilizavam-se ainda 12 hotéis em fase de projecto que se espera acrescentem mais 1.432 quartos à oferta do território.

Em relação aos números do ano passado, registaram-se um total de 1.068 fracções habitacionais a entrar no mercado, depois de receberem licença de ocupação. Foi ainda registado o início das obras de 669 fracções, feitas vistorias em 821 fracções e aprovada a construção de mais 1.458 fracções habitacionais.

Ainda a nível dos hotéis, em 2025 foi concluído um empreendimento que juntou ao mercado mais 2.724 quartos.

 

3 Fev 2026

DSEC | Modernização e convergência com Hengqin no horizonte

A modernização dos Serviços de Estatística foi uma das metas traçadas por Pong Kai Fu no discurso de tomada de posse como líder da Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Na mensagem de ontem, Pong prometeu também que vai convergir as estatísticas de Macau com as de Hengqin.

Segundo a versão oficial do discurso de tomada de posse, Pong Kai Fu “afirmou que irá trabalhar, em conjugação de esforços, com a equipa da DSEC e empenhar-se, com profissionalismo científico, rigoroso e objectivo, para: implementar integralmente as acções governativas da RAEM; impulsionar de forma contínua a construção da modernização estatística; reforçar a cooperação interdepartamental e a aplicação de tecnologias”.

Pong sublinhou também que vai “promover prioritariamente a inovação estatística no âmbito da diversificação adequada da economia e da convergência das regras dos regimes estatísticos entre a RAEM e Hengqin; optimizar os serviços estatísticos e cumprir com firmeza o trabalho estatístico”.

Pong Kai Fu é detentor dos graus académicos de licenciatura em Economia e de mestrado em Administração Pública. Entre 2014 e Maio de 2018, desempenhou funções no Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (actualmente Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento). Em Junho de 2018, ingressou na Direcção dos Serviços de Economia (actualmente Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico) e em Janeiro de 2024, assumiu o cargo de subdirector do mesmo Serviço. Em Dezembro de 2024, assumiu o cargo de assessor do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças e a partir de Agosto de 2025, o cargo de director, substituto, da DSEC.

3 Fev 2026

AMCM | Novo presidente promete reforçar serviços sino-lusófonos

O novo regulador financeiro de Macau prometeu ontem reforçar o papel da região administrativa especial chinesa como fornecedor de serviços entre a China continental e os mercados lusófonos.

De acordo com um comunicado do gabinete do secretário para a Economia e Finanças, Simon Vong Sin Man apontou como objectivo “potenciar as funções da plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa”. O novo presidente da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) falava num discurso proferido durante cerimónia de tomada de posse, que foi realizada à porta fechada, sem a presença da comunicação social.

Na quarta-feira, a AMCM anunciou que um banco estatal chinês, o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês), tinha completado a primeira emissão de dívida para financiar projectos nos países lusófonos, no valor de 5,5 mil milhões de yuan (660 milhões de euros).

A AMCM defendeu ainda que a operação da sucursal do CDB na vizinha região de Hong Kong também “destaca a participação e contributo de Macau para a construção” de ‘Uma Faixa, Uma Rota’.

No mesmo discurso, Simon Vong prometeu também promover o sistema da moeda digital de Macau, cujo protótipo foi lançado em Dezembro de 2024, com o apoio do banco central da China, a primeira grande economia do mundo a lançar uma moeda digital, o renmimbi digital ou e-CNY, em 2020.

Em Novembro passado, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, disse que já encarregou uma instituição financeira, cuja identidade não revelou, de analisar a possibilidade de usar a pataca digital (e-Mop) no comércio sino-lusófono. Em Maio, o secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, tinha defendido que a pataca digital pode ser “um dos instrumentos de transação digitalizada para os países de língua portuguesa, para transações comerciais”.

3 Fev 2026

Portugal | Governo analisa calamidade e medidas a tomar

O Governo português esteve ontem reunido em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afectadas pela depressão Kristin.

Segundo uma nota oficial, o Conselho de Ministros iria abordar “a situação de calamidade, o acompanhamento e adopção de medidas de prevenção e assistência perante os eventos climatéricos extremos (incluindo os dos próximos dias) e a recuperação e reconstrução das zonas afetadas”.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu no sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.

Nos últimos dias e em visita a zonas afectadas pela tempestade, nem o primeiro-ministro nem nenhum ministro apontaram uma estimativa para os prejuízos, com Montenegro a admitir que serão “muito vultuosos” e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, a considerar que serão “bastante acima” dos valores registados nos incêndios de 2024 ou 2025.

Vários membros do Governo têm sublinhado que a primeira fonte de financiamento para colmatar os prejuízos da depressão Kristin são as seguradoras, com o Estado a “entrar supletivamente, complementarmente aos seguros”.

Castro Almeida assegurou que “o Estado vai cumprir a sua obrigação solidária com o país, em complemento àquilo que é a obrigação contratual das companhias de seguros”, não tendo havido, até agora, anúncio de qualquer envelope financeiro do Governo para os municípios.

Na sexta-feira, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, admitiu que o executivo possa recorrer para apoio à reconstrução ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, um mecanismo financeiro criado para apoiar Estados-Membros da União Europeia em situações de catástrofes naturais graves.

Mais chuva

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já anunciou que prevê um período prolongado de chuva esta semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.

Como tinha anunciado previamente, o Presidente da República deslocou-se entre sexta-feira e sábado a Leiria, à Figueira da Foz, a Vila de Rei e a Ferreira do Zêzere, “para se inteirar no terreno, em articulação com o Governo e os autarcas locais, dos terríveis impactos da depressão Kristin”.

“O Presidente da República continuará a acompanhar a situação e as medidas que o Governo e as autarquias estão em por em prática para ultrapassar esta difícil situação”, assegurou Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota publicada no final das várias visitas.

2 Fev 2026

Reino Unido e Japão reforçam cooperação em defesa e segurança

O Reino Unido e o Japão chegaram sábado a acordo para reforçar a cooperação em defesa e segurança, num contexto de crescentes tensões geopolíticas, após uma visita de Keir Starmer à China criticada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

O primeiro-ministro britânico anunciou em Tóquio ter alcançado um entendimento com a sua homóloga japonesa, Sanae Takaichi, para aprofundar a parceria bilateral nos próximos anos, abrangendo a segurança colectiva nas regiões euro-atlântica e indo-pacífica.

“Definimos claramente como prioridade aprofundar ainda mais a nossa parceria nos próximos anos”, declarou Keir Starmer ao lado de Sanae Takaichi, no final de uma reunião no Japão.

“Isso implica trabalharmos em conjunto para reforçar a nossa segurança colectiva, tanto no espaço euro-atlântico como na região indo-pacífica”, acrescentou.

Os dois líderes deverão aprofundar a questão da “cooperação com vista à concretização de uma região Indo-Pacífica livre e aberta, bem como a situação no Médio Oriente e na Ucrânia”, indicou Sanae Takaichi.

A primeira-ministra japonesa precisou ainda que Londres e Tóquio acordaram a realização, ainda este ano, de uma reunião entre os seus ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

No plano da segurança económica, Londres e Tóquio concordaram na importância de reforçar as cadeias de abastecimento entre países com valores comuns, nomeadamente no acesso a matérias-primas críticas como as terras raras, essenciais para sectores estratégicos.

Paralelamente, Starmer e Takaichi anunciaram uma nova aliança estratégica nos domínios da cibersegurança, da energia eólica e da energia nuclear, com o objectivo de impulsionar o crescimento económico e a resiliência industrial, incluindo a diversificação das cadeias de fornecimento de minerais críticos.

O primeiro-ministro britânico destacou ainda o potencial de cooperação na energia eólica ‘offshore’ – em águas profundas – e na energia nuclear, enquanto o Japão tem vindo a reforçar o peso desta última no seu mix energético para reduzir a dependência de importações e cumprir metas de descarbonização.

Oriente concorrido

A visita de um dia ao Japão ocorreu após uma deslocação de quatro dias à China, onde Starmer se reuniu com o Presidente Xi Jinping e outros dirigentes chineses.

Nas últimas semanas, dirigentes franceses, canadianos e finlandeses deslocaram-se em grande número a Pequim, indignados com a tentativa de Donald Trump de se apoderar da Gronelândia e com as suas ameaças de imposição de direitos aduaneiros contra os aliados da NATO.

Na quinta-feira, o Presidente norte-americano advertiu que era “muito perigoso” para Londres lidar com a China.

Declarações que Keir Starmer desvalorizou, sublinhando que Donald Trump também deverá deslocar-se à China nos próximos meses.

Paralelamente, as relações entre Tóquio e Pequim deterioraram-se após declarações de Sanae Takaichi, em Novembro, que deixaram entender que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um ataque chinês contra Taiwan.

2 Fev 2026

Pequim reage a decisão sobre portos no Panamá e promete tomar medidas

A China afirmou sexta-feira que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger os interesses das suas empresas, após o Supremo Tribunal do Panamá anular a concessão portuária atribuída à subsidiária do grupo de Hong Kong CK Hutchison.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun recordou que a empresa afectada já se pronunciou sobre o caso e que considera a decisão judicial panamiana “contrária à base legal” sob a qual os direitos de concessão foram aprovados.

“A CK Hutchison reserva todos os seus direitos, incluindo o recurso à via judicial”, afirmou o porta-voz, acrescentando que “o Governo chinês tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”.

Guo Jiakun evitou comentar o conteúdo do acórdão ou as decisões do sistema judicial panamiano.

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal do Panamá declarou inconstitucional a renovação, em 2021, da concessão de 25 anos atribuída à Panama Ports Company para operar os portos localizados nas duas extremidades do Canal do Panamá.

A decisão seguiu-se a uma auditoria que apontou graves irregularidades, pagamentos em falta, erros contabilísticos e até a existência de uma alegada “concessão fantasma” em operação desde 2015. As autoridades panamianas estimam perdas de 300 milhões de dólares desde a renovação do contrato e um total de 1,2 mil milhões de dólares ao longo da vigência do contrato original, iniciado em 1997.

A decisão judicial não especifica, para já, o destino das operações portuárias afectadas.

Donald ataca

A questão tornou-se altamente sensível a nível geopolítico. A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, fez da contenção da influência chinesa sobre o Canal do Panamá uma prioridade estratégica na região. O actual secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, escolheu o Panamá como primeira deslocação internacional no cargo, sinalizando a importância do dossiê para Washington.

Apesar das garantias do Governo panamiano e da Autoridade do Canal de que a China não interfere na operação da infraestrutura, Rubio reiterou que o controlo dos portos constitui uma questão de segurança nacional para os EUA. Trump chegou mesmo a declarar publicamente que o Panamá deveria “devolver o canal aos Estados Unidos”.

Em paralelo, a CK Hutchison anunciou no ano passado um acordo para vender a sua participação maioritária nos portos panamianos – e noutros activos internacionais – a um consórcio que inclui a norte-americana BlackRock Inc., mas o negócio terá sido travado devido à oposição do Governo chinês.

2 Fev 2026

Cuba | Pequim condena medidas dos EUA contra abastecimento energético

Donald Trump lançou mais um ataque contra a ilha ameaçando impor ou aumentar tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba, país que já sofre há anos com o embargo norte-americano

A China expressou sexta-feira o seu apoio a Cuba e condenou as medidas adoptadas pelos Estados Unidos contra o fornecimento de petróleo à ilha, considerando que priva a sua população do direito ao desenvolvimento.

O portavoz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou em conferência de imprensa que Pequim “apoia firmemente Cuba na salvaguarda da sua soberania e segurança nacionais” e se opõe à “ingerência externa” e a “práticas inumanas que privam o povo cubano do direito à sobrevivência e ao desenvolvimento”.

As declarações de Pequim surgem após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva que permite impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba, enquadrando a situação em Havana como uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional e política externa dos Estados Unidos.

A ordem confere aos departamentos do Comércio e de Estado dos EUA poderes para determinar que países podem ser alvo de taxas alfandegárias, num contexto em que Washington apontou China, Rússia e Irão entre os actores com ligações energéticas a Cuba.

Pequim evitou comentar eventuais impactos concretos destas medidas nas relações comerciais com os Estados Unidos, mas reiterou o seu veto às sanções unilaterais e a qualquer política de pressão que, na sua perspectiva, agrave a situação humanitária na ilha.

Derrubar barreiras

A China tem defendido de forma reiterada o levantamento do embargo económico dos EUA a Cuba e criticado o uso de sanções como instrumento de política externa, instando Washington a pôr fim às barreiras que, segundo Pequim, impedem o desenvolvimento do povo cubano e minam a paz e a estabilidade regional.

Nos últimos anos, os dois países têm mantido cooperação em áreas como assistência financeira e fornecimento de bens essenciais, e, segundo analistas, Cuba revendia parte do petróleo subvencionado que recebia da Venezuela, ajuda energeticamente essencial para o funcionamento da ilha, situação que se complicou após a intervenção dos EUA na Venezuela em Janeiro.

2 Fev 2026

Jogo | Receitas com subida anual de 24% para 22,63 mil milhões

Em termos mensais, em Janeiro, as receitas dos casinos apresentaram um crescimento de 8,4 por cento. Os números foram divulgados ontem pela DICJ e superam as expectativas dos analistas

 

As receitas do jogo registaram em Janeiro um aumento mensal de 8,4 por cento e anual de 24 por cento, de acordo com dados anunciados ontem, que superam as previsões de analistas.

Os casinos do território arrecadaram 22,633 mil milhões de patacas em Janeiro, contra 18,254 mil milhões de patacas no mesmo mês de 2025, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau.

Em Dezembro do ano passado, as receitas brutas dos casinos tinham totalizado 20,888 mil milhões de patacas.

Com excepção das receitas de Outubro do ano passado, que ultrapassaram ligeiramente os 24 mil milhões de patacas, as receitas de Janeiro deste ano são as mais elevadas desde 2020, altura do início da pandemia.

Em 26 de Janeiro, analistas do banco JP Morgan previram “um crescimento da receita bruta de jogo de Janeiro entre 15 por cento e 20 por cento em relação ao ano anterior, provavelmente mais próximo do limite superior desse intervalo”.

Numa nota, os analistas DS Kim, Selina Li e Lindsey Qian projectaram que as receitas dos casinos de Macau vão subir “cerca de 13 por cento nos dois primeiros meses de 2026 e no primeiro trimestre”.

Janeiro e Fevereiro são normalmente épocas altas do jogo, dependendo da altura em que decorre o Ano Novo Lunar, que traz milhões de turistas a Macau e que também é uma época tradicional de jogo, mesmo entre os residentes. Esta é a única altura do ano em que os funcionários públicos podem jogar de forma legal.

Expectativas moderadas

No mesmo dia, a BMI, parte do grupo da agência de notação financeira Fitch Ratings, apontou para “um crescimento moderado, de um dígito, baixo a médio” das receitas do jogo em todo o ano de 2026.

As receitas dos casinos de Macau atingiram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior.

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam no território seis concessionárias, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, que renovaram, em Dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2024.

2 Fev 2026