Hoje Macau Sociedade“Cão-robô” testado pela CEM na rede energética de Macau A companhia responsável pelo fornecimento de energia em Macau indicou ontem à Lusa ter começado a testar o uso de robôs para garantir a segurança da rede do território. Segundo Sou Kit Hou, um representante da Companhia de Electricidade de Macau (CEM), a empresa adquiriu um robô quadrúpede, ou “cão-robô”, de fabrico chinês que tem sido testado nos últimos seis meses. Este “cão-robô” está equipado com imagens térmicas de infravermelhos e câmaras de alta-definição que permitem a detecção de falhas nos equipamentos e a emissão de alertas em tempo real. “O robô foi colocado numa sub-estação, através de uma câmara instalada nele podemos controlar a temperatura dos geradores à distância e se estão a sobreaquecer. Podemos também fazer o controlo das pessoas que lá estão, se estão autorizadas”, contou Sou à Lusa durante o Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa). “Desse modo, podemos controlar a segurança da rede de energia, e ele trabalha 24 horas sem parar. Por agora só temos um, mas se os testes forem bons vamos adquirir mais”. Planos futuros A rede de transporte de energia eléctrica de Macau tem 29 subestações de alta tensão, onde têm sido realizados os testes com o novo “cão-robô”, adquirido através de um acordo com uma subsidiária de Guangzhou da companhia de energia estatal China Southern Power Grid International. “De futuro poderemos utilizá-los na central de energia ou até na rua. No interior da China já é comum utilizar robôs para estas funções, os seus usos são quase ilimitados”, apontou Sou. A China tornou-se o pioneiro mundial em inovação e comercialização de drones e robôs, bípedes e quadrúpedes, com a indústria a receber forte apoio estatal. Robôs quadrúpedes chineses, desenvolvidos por empresas como a Unitree Robotics e a DEEP Robotics, começaram a ser amplamente utilizados em inspeções industriais, patrulhas de segurança, resgates de emergência e aplicações militares. A Unitree ganhou proeminência depois dos seus robôs humanoides aparecerem na gala do ano novo lunar da televisão estatal CCTV, o maior evento televisionado do país, a realizar movimentos complexos e de artes marciais. Em Agosto do ano passado, um robô quadrúpede da Universidade de Zhejiang, no leste da China, completou uma corrida de 100 metros em 16,33 segundos, um novo recorde mundial do Guinness. Só as vendas de robôs humanoides chineses devem ultrapassar 23 milhões de unidades até 2040, um aumento considerável para as 28.000 unidades previstas para este ano, segundo analistas do Morgan Stanley em Janeiro.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil | Centro sino-lusófono abre gabinete em Junho Um novo centro de serviços económicos entre a China e os países lusófonos e hispânicos vai abrir em Junho um gabinete no Brasil, com outra delegação planeada para Portugal, disse ontem à Lusa uma dirigente. A vice-coordenadora do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola, conhecido como CECP, anunciou que o gabinete no Brasil já foi registado. Ng In Cheong acrescentou que outra delegação deverá abrir no México “no Outono”, enquanto os trabalhos para abrir um gabinete em Portugal – que também cubra a vizinha Espanha – “estão a progredir”. A dirigente falava à margem de uma visita de jornalistas de Macau ao CECP, que foi criado em Dezembro, na vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha de Montanha), no município de Zhuhai. Nesse mesmo mês, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, revelou que o novo centro já estava a operar, disponibilizando serviços “a nível jurídico e contabilístico” a empresas estrangeiras. O centro trabalha ainda com o Fundo de Orientação Industrial para atrair empresas para Hengqin. O valor do fundo foi em Janeiro reforçado de 10 para 30 mil milhões de yuan, disse Ng In Cheong. Visita a Portugal Sam Hou Fai, o primeiro Chefe do Executivo da região chinesa a dominar a língua portuguesa, irá visitar Portugal e Espanha entre 17 e 23 de Abril, na primeira deslocação internacional desde que tomou posse, no final de 2024. Ng In Cheong disse que o líder de Macau irá ser acompanhado por “mais de uma dúzia” de companhias locais e da China continental, incluindo perto de uma dezena já com operações em Hengqin. O objectivo, explicou a dirigente, é ajudar os grupos chineses a “compreender o mercado local, realizar inspecções no terreno [e] entrarem em contacto com as autoridades e as empresas locais”. Ng deu como exemplo uma empresa de Pequim que produz “instrumentos oftalmológicos de alta precisão”, já usados para cirurgias no Hospital Kiang Wu, em Macau. A companhia “quer mesmo expandir-se para o mercado português e abrir uma fábrica em Portugal”, sublinhou a directora-adjunta da Direção de Assuntos Jurídicos da zona económica especial. Durante a visita de Abril, o CECP pode ajudar a encontrar terrenos para a fábrica, identificar potenciais parceiros, recrutar pessoal, registar uma sucursal e contratar “advogados de confiança”, disse Ng. A dirigente disse que Portugal é, para as empresas chinesas, “um ótimo ponto de partida para a expansão no mercado europeu”, porque os custos são mais baixos, mas os portugueses são “altamente qualificados”. Reportagem de Vítor Quintã, agência Lusa, que viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | MNE apela aos países do Médio Oriente para “manter a calma” A China mantém a luta contra escalada do conflito no Médio Oriente através de conversas com os responsáveis da diplomacia da região O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, exortou os países do Médio Oriente a “responderem com racionalidade” à situação causada pela guerra do Irão, durante duas chamadas telefónicas realizadas com os homólogos do Egipto e da Turquia. Durante a conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, Wang reiterou que “a comunidade internacional deve promover activamente o diálogo entre as partes em conflito” e sublinhou o papel do Conselho de Segurança da ONU neste sentido, segundo um comunicado da diplomacia chinesa. As acções deste organismo “devem contribuir para aliviar as tensões e promover o diálogo, ajudando a prevenir a escalada do conflito, e não devem dar cobertura ao uso da força”, apontou. Wang manifestou ainda apoio ao papel mediador do Egipto com vista à retoma das conversações de paz e declarou que a China “está disposta a continuar a desenvolver esforços construtivos nesse sentido”. À beira do caos O responsável egípcio, por sua vez, expressou “profunda preocupação” do seu país com a situação, “em particular com o potencial de ataques contra infraestruturas energéticas, que poderão gerar caos em toda a região”, e mostrou-se disponível para “manter uma estreita coordenação com a China” na tentativa de reduzir as tensões regionais. Na conversa com o homólogo turco, Hakan Fidan, o chefe da diplomacia chinesa considerou que “os acertos e erros” do conflito são claros, ao mesmo tempo que insistiu que, dada a rapidez com que a crise se está a propagar na região, a prioridade deve ser “promover o diálogo de paz e trabalhar para alcançar uma redução das tensões”. Esta é a segunda ronda de conversações que Wang mantém com os seus homólogos do Médio Oriente, com quem já tinha falado quando o conflito começou, no final de Fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com vagas de mísseis e veículos aéreos não tripulados (‘drones’) contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo. Perante a crise, Pequim enviou o seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, num périplo por vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Qatar e Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.
Hoje Macau China / ÁsiaTecnologia chinesa pode ajudar Portugal em compromissos climáticos O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indicou ontem que o compromisso da China com a sustentabilidade energética é visto como um exemplo para Portugal em áreas específicas. Em declarações à Lusa, em Macau, José Pimenta Machado, sublinhou a necessidade urgente de adaptação e de olhar para a tecnologia chinesa como aliada, depois de os primeiros meses de 2026 terem sido marcados por fenómenos meteorológicos “ímpares” que colocaram todo o território nacional em estado de prontidão. Janeiro e Fevereiro de 2026 bateram o recorde de chuva dos últimos 47 anos na Península Ibérica, segundo a Agência Estatal de Meteorologia espanhola. “Eu acho que nunca vi e nunca conheci uma situação como aconteceu este ano, em que todo o país estava em alerta de cheias”, afirmou Pimenta Machado, destacando que, ao contrário de anos anteriores, os eventos deixaram de ser localizados para afectarem Portugal “desde o norte a sul, até ao leste”. Também a ministra do Ambiente alertou na quarta-feira que a adaptação às alterações climáticas é “a maior questão” do país e que as crises resultantes da mudança do clima mostram a importância dos sistemas de alerta. Reiterando a posição da ministra, deu como exemplos de medidas a tomar: “Não autorizar novas construções em áreas de risco”, lembrando que mais de 100 mil pessoas em Portugal vivem actualmente em zonas com risco de cheias, ocupando “um espaço que é do rio”. Além da gestão fluvial, a faixa costeira — que se estende por cerca de 1000 quilómetros entre Caminha e Vila Real de Santo António — surge como uma das maiores preocupações, com 20 por cento da sua extensão fustigada pela erosão. “Adaptar não é opção, é mesmo uma obrigação”, reforçou Pimenta Machado, apontando a monitorização e os sistemas de alerta precoce como fundamentais para “minimizar o impacto” e proteger as populações. Exemplos renováveis Presente em Macau para participar na Fórum e Exposição Internacional de Coopeação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa), o presidente da APA identificou na China um parceiro estratégico na descarbonização. Apesar de ser o segundo maior emissor global de gases que contribuem para o efeito estufa, o compromisso chinês com a sustentabilidade é visto pelo dirigente como um exemplo em áreas específicas. “Há um caminho muito claro de aposta na área das energias renováveis, China, nas energias eólica, no solar, e no da redução dos gases com efeito estufa”, observou Machado, destacando também a indústria de veículos eléctricos, que apresenta “preços muito competitivos do ponto de vista da tecnologia” e que poderá ser crucial para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em solo português. A fabricante chinesa de veículos movidos a novas energias BYD, por exemplo, matriculou 6.059 automóveis ligeiros de passageiros em 2025, um aumento de 94,1 por cento face a 2024, o primeiro ano completo da marca em Portugal, encerrando o ano com uma quota de mercado de 2,7 por cento. As autoridades chinesas têm alertado que o país é extremamente vulnerável ao impacto das alterações climáticas, registando níveis recorde de aquecimento e subida do mar, com temperaturas médias anuais e o nível costeiro a atingirem máximos em 2024. A China mantém como metas a atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060. O novo plano quinquenal (2026-2030), aprovado este mês, aposta em “impulsionar o desenvolvimento verde e de baixo carbono” e em “promover a transição energética”.
Hoje Macau China / ÁsiaSuínos | Preços do porco caem para mínimos de 16 anos Os preços do porco na China estão a aproximar-se de níveis mínimos não registados desde 2010, num contexto de excesso de produção no maior mercado mundial desta carne, agravando as pressões deflacionistas na economia do país. Os preços dos suínos vivos prontos para abate atingiram ontem um novo mínimo de 9,59 yuan (cerca de 1,2 euro) por quilograma, segundo dados da consultora Shanghai JC Intelligence, situando-se abaixo dos custos de produção e no nível mais baixo dos últimos 16 anos. Também os preços da carne de porco, um dos principais produtos da dieta chinesa, caíram para cerca de 22 yuan por quilograma, o valor mais baixo desde Outubro de 2021, de acordo com dados oficiais divulgados esta semana. A carne de porco é um produto essencial na China, tendo um peso significativo no índice de preços no consumidor, sendo por isso um indicador relevante numa economia onde o Presidente Xi Jinping tem sublinhado a necessidade de reforçar a autossuficiência alimentar. Após anos de incentivos governamentais para aumentar a produção, que levaram à expansão do sector e à construção de grandes explorações, incluindo unidades de vários andares, as autoridades enfrentam agora excesso de oferta. Apesar de alertas recentes do ministério da Agricultura e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que classificaram os preços como estando numa “zona de alerta” e anunciaram a compra de carne para as reservas estatais, os preços continuam a cair. O Governo chinês intensificou, entretanto, os esforços para conter a produção, numa estratégia que acompanha medidas mais amplas para combater a deflação, num contexto de procura interna fraca e forte concorrência de preços em vários sectores.
Hoje Macau Via do MeioMeng Haoran (689–740) – (Pentâmetros ao Estilo Antigo) 孟浩然 (689-740) (五言古體詩) 書懷貽京邑故人 惟先自鄒魯 家世重儒風 詩禮襲遺訓 趨庭紹末躬 晝夜常自強 詞翰頗亦工 三十既成立 嗟吁命不通 慈親向羸老 喜懼在深衷 甘脆朝不足 簞瓢夕屢空 執鞭慕夫子 捀檄懷毛公 感激遂彈冠 安能守固窮 當塗訴知己 投刺匪求蒙 秦楚邈離異 翻飛何日同 MENG HAORAN (689–740) (Pentâmetros ao Estilo Antigo) Ao Escrever os Meus Pensamentos; Para Um Velho Amigo no Distrito da Capital Sim, os meus percursores vêm de Zou e Lu, De uma casa que prezou o modo de Ru por gerações. 1 Os Poemas e Ritos eram legado inato, “Apressar-se no pátio” estendia-se à minha modesta pessoa. 2 Dia e noite tentava “fortificar-me,” 3 E era muito hábil de frase e pena. Aos trinta anos, tinha já uma firme fundação, 4 Mas o meu destino era falhar. Minha mãe está fraca e velha, E eu estou cheio de alegria e temor. 5 As comidas “doces e frescas” não lhe bastam às manhãs, “ Mas o “cesto de arroz e a cabaça de bebida” estão vazias ao serão. 6 De chibata de domador na mão emularia o Grande Mestre, Mas chamado ao gabinete, teria no coração a Mao. 7 Grato, deveria então “sacudir o capote,” 8 Ou conseguiria manter “perseverança na inquietação”? A quem anda na alta estrada, digo como ao mais querido amigo: Não és tu quem “procura o imaturo.”9 Qin e Chu são tão diferentes e distantes; Em que dia vogaremos juntos? 10 Meng Haoran diz que Mencius, originário de Zou, também partilha o seu apelido, e Confúcio, originário de Lu, são os seus antepassados espirituais e que a sua família tem uma tradição de estudar os ensinamentos de Ru [Confúcio]. Quando o filho de Confúcio passava por ele no pátio a correr, Confúcio perguntava-lhe como iam os estudos e dava-lhe conselho. Lê-se no Yijing, “O homem de carácter nobre fortificar-se-á incessantemente.” Confúcio disse que aos trinta já tinha uma forte fundação; isto tornar-se-ia um objectivo padrão. Confúcio disse que relativamente à idade dos pais era impossível não estar ciente da sua morte, sentindo alegria pela sua longa vida e temor pela sua partida iminente. Citando da “Biografia do Senhor Cinco Salgueiros”, de Tao Qian, que alude indirectamente a um comentário aprovador de Confúcio sobre o estilo de vida frugal do seu estudante favorito Yan Hui. Confúcio disse que se fosse certo enriquecer estaria disposto a usar o chicote (como um domador) para o alcançar. Caso contrário seguiria aquilo de que gostava. Mao Yi (meados do século I d.C.), era um exemplo de filialidade, tendo aceite uma nomeação baixa de modo a sustentar a mãe Wang Ji e Gong Yu, da dinastia Han do Oeste, eram de tal forma amigos que, quando Yu foi oficial, Ji “sacudia-lhe o capote”, sabendo que o amigo o promoveria. Confúcio aconselhava o homem de carácter nobre a perseverar mesmo se inquieto. A análise do hexagrama 4 do Yijing (“Imaturidade”) diz, “Não sou eu que busco o imaturo; é o imaturo que me busca.’ Qin, onde a capital Chang’an e o destinatário se encontravam; e Chu, onde Xiangyang e o poeta se encontram.
Hoje Macau SociedadeContrabando | HK apreende produtos com destino a Macau As autoridades de Hong Kong anunciaram um caso suspeito de contrabando de produtos farmacêuticos avaliados em 71 milhões de dólares de Hong Kong, que tinham como destino Macau. A informação foi divulgada pelo Governo de Hong Kong, através do portal oficial. “Através da análise de informações e da avaliação de riscos, a embarcação de comércio fluvial que partiu de Hong Kong com destino a Macau foi seleccionada para inspecção”, foi justificado. “Após a inspecção, os funcionários aduaneiros a bordo da embarcação encontraram um grande lote de mercadorias suspeitas de contrabando, incluindo produtos farmacêuticos, material para injecções cosméticas, charutos, telemóveis e peças electrónicas. As investigações estão em curso. Não se exclui a possibilidade de detenções”, foi acrescentado. Segundo a legislação em vigor, a pessoal responsável por contrabando de mercadorias não declaradas pode ser punida com uma multa de 2 milhões de dólares de Hong Kong ou uma pena de prisão que pode chegar a sete anos. PJ | Investigado fogo posto em universidade A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um incêndio que aconteceu numa instituição de ensino superior, na Avenida da Universidade, na Taipa. O caso, citado pelo jornal Ou Mun, aconteceu na noite de quarta-feira, por volta das 21h20. Segundo os contornos apresentados, o incêndio foi detectado pelos seguranças, numa divisão da instituição, em dois aparelhos de ar-condicionado. Os seguranças apagaram as chamas com extintores e chamaram os bombeiros e a polícia ao local. Os aparelhos de ar-condicionado ficaram danificados e não podem voltar a ser utilizados. No entanto, não foram registados feridos, nem vítimas mortais. O caso foi classificado como fogo posto, devido às condições suspeitas, pelo que a Polícia Judiciária foi chamada ao local e está a investigar.
Hoje Macau SociedadePorto Interior | Homem morre em acidente de trabalho Um homem com 70 anos morreu ontem, depois de sofrer um acidente enquanto trabalhava, no Porto Interior. O caso foi relatado pelo Corpo de Bombeiros, e citado pelo canal chinês da Rádio Macau. O acidente aconteceu por volta das 11h. O trabalhador foi transportado para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, de urgência, onde chegou sem sinais vitais. Os esforços de reanimação ao longo do caminho e na unidade hospitalar mostraram-se insuficientes para salvar a vítima. Segundo as autoridades, o acidente aconteceu quando o homem foi atingido por um contentor que estava a ser descarregado de uma embarcação, e que lhe acertou na cabeça, causando lesões fatais. Após o acidente, a Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) emitiu um comunicado a mostrar-se “muito preocupada” com o acidente, e dizendo que enviou pessoal para o local, logo depois de ter conhecimento da ocorrência. A mesma fonte divulgou que os trabalhos no local onde aconteceu o acidente foram suspensos até que se concluam as investigações e se apliquem as melhorias de funcionamento exigidas. Na mensagem, a DSAL deixou ainda as condolências para a família enlutada do trabalhador e apelou aos empregadores para adoptarem medidas de segurança adequadas no trabalho. De acordo com a DSAL, no ano passado houve um total de 9 mortes por acidentes de trabalho.
Hoje Macau SociedadeTurboJET | Mais uma embarcação desmantelada O jacto-planador Horta, que fazia a ligação marítima entre Macau e Hong Kong para a TurboJET, foi desmantelado este mês, depois da embarcação Madeira ter seguido o mesmo rumo no início do ano, tornando-se o quarto a ser desmantelado. Segundo uma publicação da empresa, do grupo Shun Tak, nas redes sociais, o Horta foi construído em 1980 pela Boeing para fazer ligações entre Londres e a cidade belga de Oostende, uma rota que viria a encerrar pouco tempo depois. Em 1982, a embarcação foi vendida ao Hong Kong’s Far East Hydrofoil, em conjunto com o barco que viria a ser baptizado como Funchal. O Horta tem no seu historial um acidente, em Outubro de 2015, quando colidiu com um “objecto não identificado”, que resultou em 130 feridos. Actualmente, além do Terceira, o único jacto-planador de Hong Kong-Macau ao serviço após o confinamento até Novembro de 2025, o Cacilhas continua num estaleiro, juntamente com o Flores, já retirado de serviço, o primeiro jacto-planador de sempre no mundo.
Hoje Macau PolíticaMetro Ligeiro | Contrato de manutenção custa 35,8 milhões A Sociedade do Metro Ligeiro assinou um contrato para a manutenção dos equipamentos do sistema de distribuição de electricidade das estações e do parque de materiais e oficina avaliado em 35,8 milhões de patacas. A informação foi divulgada ontem no portal da Direcção dos Serviços de Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP), e o vínculo prolonga-se até 2028. O serviço vai ser prestado pela Companhia de Electricidade de Macau (CEM) e o contrato foi atribuído por adjudicação directa. O contrato revelado ontem vem substituir outros dois contratos com a CEM, que terminam no final deste mês. Uma das adjudicações directas visa a manutenção da energia eléctrica de alta, média e baixa tensão para o sistema de distribuição de electricidade da Linha da Taipa, Estação da Barra, Parque de Materiais e Oficina e partes laterais do trilho do Metro Ligeiro e estava avaliada em 29,04 milhões de patacas. A outra adjudicação previa os serviços de manutenção da electricidade de alta, média e baixa tensão do sistema de distribuição de electricidade a instalar nos carris das linhas e tinha um valor de 5,64 milhões de patacas.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | AIE pronta para libertar mais reservas após pedido japonês O director da Agência Internacional de Energia (AIE) disse ontem estar pronto para libertar mais reservas de petróleo “se e quando for necessário”, no 26.º dia da guerra do Irão, que fez disparar os preços dos hidrocarbonetos. As declarações de Fatih Birol foram feitas em resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, para que se “preparasse para implementar” uma operação coordenada deste tipo, durante um encontro entre os dois em Tóquio. A AIE anunciou no início do mês que os países membros iriam libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas para atenuar o impacto da guerra, na maior operação de sempre realizada pela instituição. No entanto, “ainda há uma quantidade significativa” de petróleo nas reservas”, afirmou Birol. “Oitenta por cento das nossas reservas ainda estão lá. Esses 400 milhões de barris representavam apenas 20 por cento das nossas reservas”, declarou. “Se e quando for necessário, estamos prontos (…) mas espero sinceramente que não seja necessário”, reforçou. Notando que “o mundo enfrenta uma grave ameaça à segurança energética”, o responsável disse que a AIE “está pronta para desempenhar o papel essencial de guardiã da segurança energética mundial”, acrescentou.
Hoje Macau Manchete SociedadeSan Wa Ou | Lusodescendentes são “membros importantes” do país Um jornal de Macau declarou num editorial sobre a nova lei de “unidade étnica” que os lusodescendentes do território vão continuar a ser “membros importantes da família diversa e unificada da nação chinesa”. A Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos foi aprovada este mês em Pequim pela Assembleia Popular Nacional, principal órgão legislativo chinês, e visa promover “um sentido mais forte de comunidade entre todos os grupos étnicos da nação chinesa”, refere-se na publicação do jornal em língua chinesa San Wa Ou. A legislação estabelece que a unidade étnica deve ser promovida por todos os órgãos governamentais e empresas privadas, incluindo governos locais e organizações afiliadas ao Estado. O país tem 56 grupos étnicos, mas a maioria da população é de etnia ‘han’, com as restantes minorias a representar cerca de 8,9 por cento da população. Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong. Papel de relevo No editorial publicado ontem, o San Wa Ou de Macau sublinha o papel dos residentes lusodescendentes – comummente chamados de macaenses – na aplicação da legislação e na integração plena na comunidade nacional chinesa. “Os lusodescendentes representam cerca de 2,5 por cento da população de Macau, sendo descendentes de casamentos entre portugueses e chineses ou famílias portuguesas radicadas há gerações no território”, aponta-se no editorial assinado pelo director e editor do jornal, Lam Chong. Segundo Lam, após a transferência de soberania, em 1999, a Lei Básica da RAEM consagrou a proteção dos interesses, costumes e tradições culturais dos lusodescendentes, reconhecendo-os como parte integrante da sociedade local. “Embora não sejam formalmente classificados entre as 56 etnias da China, a nova lei enquadra-os no princípio da ‘diversidade na unidade’, valorizando o seu papel histórico como ponte entre culturas e a sua contribuição para a prosperidade e estabilidade de Macau”, descreveu. No editorial citam-se exemplos de participação política, como o advogado e antigo deputado Leonel Alves, que, após adquirir cidadania chinesa, se tornou “o primeiro macaense de origem portuguesa a integrar o Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC)”, contribuindo com propostas para o desenvolvimento nacional e de Macau. Na vertente cultural, destaca-se no editorial a acção de Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação dos Macaenses, que “tem promovido activamente o intercâmbio cultural entre Macau e os países de língua portuguesa”, reforçando o papel da cultura macaense como elo de ligação entre a China e o espaço lusófono. Vantagens de cá No jornal sublinha-se ainda que o Governo local “aproveita as vantagens únicas dos residentes lusodescendentes, oferecendo-lhes amplas oportunidades de desenvolvimento e permitindo que partilhem os frutos do progresso de Macau e do país”. No plano económico, o editorial incentiva a usar “a vantagem bilingue e o conhecimento dos países de língua portuguesa” através de entidades comerciais e políticas, ajudando Macau a afirmar-se como “super elo de ligação” na cooperação entre a China e lusofonia. Conclui-se ainda que, sob a orientação da nova lei étnica, os lusodescendentes de Macau “continuarão a ser membros importantes da família diversa e unificada da nação chinesa, trabalhando em conjunto com todos os cidadãos chineses para escrever um novo capítulo de unidade e progresso nacional e contribuir para a grande revitalização da nação chinesa”.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor- Leste | Governo define limites máximos para preço dos combustíveis O Governo timorense aprovou ontem um diploma que estabelece limites máximos para o preço dos combustíveis no país devido ao impacto do conflito no Médio Oriente. “O diploma define limites máximos para o preço de venda ao consumidor, fixando o valor da gasolina em 1,50 dólares por litro, do gasóleo em 1,65 dólares por litro, do combustível de aviação em 2,50 dólares por litro e do gás de petróleo liquefeito (GPL) em 4,2 dólares por quilograma”, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa. O decreto-lei, aprovado na reunião de hoje do Conselho de Ministros, foi apresentado pelo ministro do Petróleo e Recursos Naturais, Francisco Monteiro, que tinha já avançado a semana passada a possibilidade de intervenção do Governo face ao aumento dos preços dos combustíveis, provocado pelo conflito no Irão. “O diploma visa mitigar o impacto da actual instabilidade internacional no setor energético, proteger o poder de compra das famílias, reduzir o efeito de eventuais aumentos de preços na economia e assegurar o funcionamento regular das actividades económicas, garantindo simultaneamente a disponibilidade de combustíveis no território nacional”, salienta o executivo timorense. Segundo o Governo, as importadoras vão também apresentar os custos reais de importação para “cálculo do subsídio a atribuir pelo Estado, financiado através do Orçamento Geral do Estado”. O diploma reforça também a actuação das entidades competentes para prevenir os desvios de combustíveis subsidiados para fora do território nacional. As medidas vão estar em vigor até ao final do ano e podem ser revistas, prorrogadas ou finalizadas em função da evolução do mercado internacional.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Kim Jong-un expressa “vontade inabalável” em apoiar Rússia O líder norte-coreano, Kim Jong-un, demonstrou a “vontade inabalável” de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou ontem a agência de notícias oficial da Coreia do Norte. “Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável”, declarou Kim, na carta enviada na terça-feira ao chefe de Estado russo, citada pela agência oficial KCNA. Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo. O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas. “Actualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países”, salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país. Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance. De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito. Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte. “Expresso os meus sinceros agradecimentos por me terem enviado as vossas calorosas e sinceras felicitações por ocasião da minha retoma das pesadas responsabilidades de presidente dos Assuntos de Estado”, declarou. Lukashenko de visita Na terça-feira, meios de comunicação estatais em Minsk afirmaram que o Presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, se deslocaria à Coreia do Norte para uma viagem de dois dias “com o objectivo de reforçar a cooperação bilateral”. A KCNA confirmou que Lukashenko realizaria “uma visita oficial a convite de Kim Jong-un”, mas sem especificar a data. Tal como a Coreia do Norte, a Bielorrússia é um aliado próximo da Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Hoje Macau China / ÁsiaPena de morte suspensa para ex-dirigente de empresa aeroespacial Um tribunal chinês condenou ontem Tan Ruisong, ex-presidente da Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), a pena de morte com suspensão por dois anos, por receber o equivalente a mais de 69 milhões de euros em subornos. O Tribunal Popular Intermédio de Dalian, no nordeste da China, aplicou igualmente uma pena de 15 anos de prisão e uma multa de 5 milhões de yuan por desvio de fundos, além de mais seis anos de cadeia por uso de informação privilegiada e divulgação de informação confidencial, informou a televisão estatal CCTV. A pena de morte fica suspensa por um período de dois anos, durante o qual, caso Tan não cometa novos crimes e mantenha bom comportamento, a sentença será comutada para prisão perpétua, uma prática comum em casos de corrupção na China. Segundo a sentença, Tan aceitou subornos no valor superior a 613 milhões de yuan, além de se ter apropriado ilegalmente de aproximadamente 90 milhões de yuan em fundos públicos durante o período em que trabalhou em várias empresas do sector aeronáutico estatal. O tribunal concluiu que o ex-dirigente utilizou os cargos que ocupou em várias subsidiárias da AVIC para favorecer terceiros em operações empresariais e na adjudicação de projectos, em troca de pagamentos ilegais. A decisão considera ainda provado que, entre 2012 e 2023, Tan realizou operações bolsistas com base em informação privilegiada e divulgou dados confidenciais a terceiros em diversas ocasiões, num comportamento classificado como de “circunstâncias particularmente graves”. O tribunal indicou que os crimes de suborno e desvio de fundos causaram “graves prejuízos” aos interesses do Estado e da população, e que o montante dos subornos foi “especialmente elevado”, justificando uma punição severa. Campanha em curso Ainda assim, o tribunal teve em conta circunstâncias atenuantes, como a confissão dos factos, a colaboração com as autoridades e a devolução dos bens obtidos ilegalmente, o que permitiu suspender a execução imediata da pena capital. O caso de Tan insere-se numa série de investigações recentes em sectores estratégicos como o aeroespacial e o da defesa, onde as autoridades intensificaram o escrutínio sobre altos responsáveis de empresas estatais e organismos ligados à indústria militar. Desde que chegou ao poder em 2012, o Presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping, tem impulsionado uma campanha anticorrupção que abrange funcionários de todos os níveis, desde quadros locais até altos dirigentes e executivos de conglomerados estatais.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim apoia todas as iniciativas que contribuam para reduzir as tensões A China indicou ontem que “é sempre melhor negociar do que intensificar os combates”, apelando à resolução do conflito no Médio Oriente, e afirmou apoiar “todas as iniciativas que contribuam para reduzir tensões”. As declarações, feitas em conferência de imprensa pelo porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, surgem após fontes governamentais do Paquistão terem assegurado que o país lidera uma iniciativa de mediação com a Turquia e o Egipto para pôr fim à guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel. Trump afirmou na segunda-feira ter mantido conversações “ótimas e produtivas” com Teerão para alcançar o fim das hostilidades e garantiu que os contactos vão continuar ao longo da semana, embora o Exército do Irão tenha negado ontem a existência de negociações com Washington. Lin afirmou ainda que “a China espera que todas as partes aproveitem qualquer oportunidade e janela para a paz e iniciem, o mais rapidamente possível, um processo de diálogo”. Acrescentou também que a situação está a afectar a segurança energética global, o funcionamento das cadeias de abastecimento e produção, bem como a ordem do comércio internacional, sublinhando que a China “está disposta a reforçar a coordenação e cooperação com a comunidade internacional para enfrentar conjuntamente os desafios em matéria de segurança energética”. Na véspera, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, manteve uma chamada telefónica com o seu homólogo iraniano, na qual apelou ao regresso à via do diálogo para pôr fim à guerra do Irão e iniciar negociações de paz “o mais cedo possível”. Wang insistiu que todas as questões sensíveis devem ser resolvidas através do diálogo e da negociação, e não pelo recurso à força. A guerra no Médio Oriente entra na sua quarta semana, após a escalada iniciada a 28 de Fevereiro com ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Cosco retoma envios de contentores A transportadora marítima chinesa COSCO Shipping voltou ontem a aceitar novas reservas de contentores convencionais com destino a vários países do Médio Oriente, segundo um aviso a clientes citado por órgãos de comunicação chineses. A empresa indicou que, apesar da reactivação deste serviço, os custos, programação de envio e condições de transporte permanecem “sujeitos a alterações”, uma vez que a situação na região continua marcada pela volatilidade. O anúncio surge num contexto de incerteza no tráfego marítimo internacional, afectado pela guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, bem como pelas tensões em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas mundiais e por onde transita cerca de 45 por cento das importações chinesas de gás e petróleo. Nas últimas semanas, os ataques e ameaças na zona têm perturbado a navegação comercial e aumentado os custos logísticos, o que provocou uma subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, com impacto também na China. No país asiático, os preços dos combustíveis registaram uma das maiores subidas recentes, o que levou a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (principal órgão de planeamento económico) a intervir esta semana de forma excepcional com medidas temporárias de controlo de preços – a primeira acção deste tipo desde a introdução do actual mecanismo em 2013 – para conter o impacto sobre consumidores e empresas. O anúncio da transportadora surge pouco depois do regresso à China do seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, após um périplo por vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barém, Kuwait, Catar e Egipto, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.
Hoje Macau China / ÁsiaExposição | China mostra força nas renováveis em plena volatilidade energética global A capital chinesa apresenta até sexta-feira o que de melhor se tem feito no país em matéria de transição energética A subida do preço do petróleo, impulsionada pelas tensões no Médio Oriente, coincide com a abertura em Pequim da XVI Exposição Internacional de Energia Limpa da China, montra de um sector em expansão no país. O evento reúne até sexta-feira, em Pequim, cerca de 800 expositores no Centro Nacional de Convenções, contando com a participação de empresas e especialistas do sector. O recente aumento do preço do crude, associado à escalada do conflito e às tensões no estreito de Ormuz – por onde passam 45 por cento das importações chinesas de petróleo –, teve impacto directo na China. Na segunda-feira, registaram-se filas em postos de combustível, na véspera da subida dos preços, evidenciando a exposição do país às flutuações do mercado internacional. Os expositores dedicados ao hidrogénio ocupam uma parte significativa da feira. A China tem vindo a reforçar o papel desta tecnologia nos últimos anos: em 2024 incluiu, pela primeira vez, o desenvolvimento do hidrogénio no relatório de trabalho do Governo, comprometendo-se a “acelerar o desenvolvimento da energia baseada no hidrogénio” como parte da transição energética. O evento decorre em paralelo com a rápida expansão das energias renováveis na China, que em 2025 voltou a atingir máximos: a capacidade solar aumentou 35 por cento, para cerca de 1.200 gigawatts (GW), e a eólica cresceu 23 por cento, para cerca de 640 GW, consolidando o país como líder mundial em ambas as tecnologias. De acordo com dados recentes, a capacidade combinada de energia eólica e solar já ultrapassou os 1.690 GW em 2025, cerca do triplo do registado em 2020, representando a maior parte da nova capacidade eléctrica instalada no país nos últimos anos. Metas definidas Este avanço reflete-se também na estrutura do sistema energético: as renováveis representaram mais de 35 por cento da electricidade em 2025, com forte crescimento da solar e da eólica, tendo estas fontes chegado, em alguns momentos, a gerar mais de 25 por cento da produção eléctrica total. A China mantém como metas atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060, além de reduzir em pelo menos 60 por cento as emissões por unidade de PIB face a 2005 e aumentar o peso das energias não fósseis no sistema energético. O novo plano quinquenal (2026-2030), aprovado este mês, aposta em “impulsionar o desenvolvimento verde e de baixo carbono” e em “promover a transição energética”. Segundo relatórios das organizações Ember e Greenpeace, o crescimento das renováveis e da electrificação está a reconfigurar o sistema energético chinês: entre 2015 e 2023, o uso de combustíveis fósseis no consumo final caiu 1,7 por cento, enquanto o consumo de electricidade aumentou 65 por cento. A importância do sector ficou também patente num simpósio realizado no âmbito da feira, onde o especialista Fang Ting afirmou que a energia fotovoltaica passou de “capacidade complementar a capacidade principal” no sistema energético chinês.
Hoje Macau EventosIgreja S. Domingos | Orquestra de Macau interpreta música sacra de Bach Está agendado para o próximo dia 2 de Abril o concerto “Presente de Páscoa: Paixão Segundo São João”, protagonizado pela Orquestra de Macau (OM) na Igreja de S. Domingos, e que apresenta a “obra-prima da música sacra de Bach”, descreve uma nota do Instituto Cultural (IC). Destaque para o facto de o espectáculo acontecer na véspera da sexta-Feira Santa, a partir das 20h. A OM será dirigida pelo maestro britânico Laurence Cummings, contando-se com a colaboração de vários cantores europeus de música antiga e do Coro Filarmónico de Hong Kong. Para este concerto, a OM “convida o público a purificar a alma com música sacra e a reflectir sobre a fé e a santidade expressas nesta obra-prima, na véspera da sexta-feira Santa”. A composição “Paixão Segundo São João” baseia-se nos capítulos 18 e 19 do Evangelho de São João e é tida como “uma das obras sacras mais representativas de Bach”, retratando, “de forma expressiva e através de uma linguagem musical requintada e de cariz dramático, a experiência de Cristo antes da crucificação”. O concerto conta também com o tenor Nicholas Watts, a soprano Miriam Allan, o baixo Callum Thorpe e a contralto Sophie Harmsen, aos quais se aliará o Coro Filarmónico de Hong Kong. O concerto terá uma duração aproximada de 2 horas e 15 minutos, incluindo um intervalo. Os bilhetes estão à venda na Bilheteira Online de Macau e custam 200 patacas.
Hoje Macau SociedadeDemência | Mais 600 novos doentes num ano Macau tem um total de quatro mil doentes diagnosticados com demência, sendo que num só ano houve um aumento de 600 novos doentes. Os dados foram referidos no programa matinal de ontem do canal chinês da Rádio Macau, Fórum Macau, pela coordenadora do Centro de Avaliação e Tratamento da Demência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Wong Sio Mui. A responsável revelou também que o Centro de Apoio para a Demência, que trabalha em parceria com a comunidade, acolhe casos suspeitos de demência para uma avaliação posterior, a fim de garantir a prevenção e tratamento com antecedência. Por sua vez, a psicóloga da Unidade de Medicina de Reabilitação do Hospital Kiang Wu, Ip Hong Nei, apontou que a população de Macau continua a envelhecer, prevendo-se que o número de pessoas com demência atinja as dez mil em 2036.
Hoje Macau Manchete SociedadeMacau Legend | Fecho de casino-satélite leva a perdas de 1,57 mil milhões A Macau Legend teve um prejuízo de 1,57 mil milhões de dólares de Hong Kong em 2025, devido ao encerramento do último ‘casino-satélite’ da operadora, o Legend Palace. A empresa reservou mais de 70 milhões de dólares de Hong Kong para compensações a funcionários despedidos A Macau Legend disse na terça-feira à noite que o prejuízo – o maior desde 2020, no pico da pandemia de covid-19 – se deve sobretudo a uma queda do valor contabilístico do empreendimento Doca dos Pescadores. Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a Macau Legend Development justifica a diminuição de 1,18 mil milhões de dólares de Hong Kong com o encerramento, em 12 de Novembro, do ‘casino-satélite’ Legend Palace. A Macau Legend referiu ainda ter reservado cerca de 71 milhões de dólares de Hong Kong para o pagamento de compensações a funcionários despedidos do casino Legend Palace. A empresa sublinhou que a previsão para o prejuízo de 2025 foi feita “com base numa análise preliminar das demonstrações de gestão consolidadas não auditadas”. Os resultados oficiais da Macau Legend serão divulgados em 31 de Março. No final de Agosto de 2025, a operadora admitiu ter “dúvidas significativas sobre a capacidade do grupo de continuar em actividade” devido a dívidas totais de 2,4 mil milhões de dólares de Hong Kong. Além-mar Em 17 de Janeiro passado, o Governo de Cabo Verde tomou posse dos bens e edifício do hotel-casino que a empresa começou a construir na capital Praia, mas abandonou há anos. Três dias depois, a Macau Legend disse que as autoridades cabo-verdianas não tinham “qualquer fundamento legítimo” para reaver a propriedade no ilhéu de Santa Maria e na orla marítima da Gamboa. A operadora garantiu que estava “a procurar aconselhamento jurídico” para decidir como responder à perda do hotel-casino, algo que, sublinhou, já estava previsto nas contas. Em Março de 2025, a Macau Legend já tinha anunciado prejuízos de 45,9 milhões de dólares de Hong Kong em 2024, em parte devido à ameaça de reversão do hotel-casino. Em 4 de Março passado, o Governo de Cabo Verde lançou um concurso de ideias para o espaço, aberto até meados de Abril, sendo que as propostas que forem seleccionadas serão objecto de consulta pública. Em Setembro de 2025, a empresa lançou um concurso público para a venda de um projecto imobiliário Ponto Legend, situado na vizinha Hengqin, e que inclui uma praça ao ‘estilo manuelino’.
Hoje Macau Manchete Sociedade“Rei do Jogo” taiwanês, ligado ao jogo VIP em Macau, morto no Camboja O fugitivo taiwanês Lin Bingwen, procurado por jogo ilegal e branqueamento de capitais, foi morto a tiro no Camboja, confirmaram as autoridades de Taiwan. De acordo com a polícia cambojana, Lin foi abatido na segunda-feira à noite numa estrada isolada em Sihanoukville – cidade costeira no sudeste do país conhecida pelos seus casinos – “por três a quatro” atacantes que fugiram de imediato, referiram as autoridades do Camboja. O crime foi descrito como premeditado e está em curso uma operação de detenção, sem confirmação oficial dos motivos. O Departamento de Investigação Criminal (CIB, na sigla em inglês) de Taiwan confirmou a morte, pondo fim a uma perseguição que se prolongava há mais de um ano e envolvia várias jurisdições. Lin estava na lista de procurados pelo alegado envolvimento no escândalo do “88 Club”, em Taipé, considerado um dos maiores casos de banca paralela e jogo ilegal em Taiwan, com transferências ilícitas estimadas em 21,7 mil milhões de dólares taiwaneses (585,8 milhões de euros). O caso levou à condenação de Guo Zhemin, líder deste clube privado, extraditado em 2023 e condenado em 2025 a quase 12 anos de prisão, com apreensão de activos significativos, incluindo criptomoedas. O escândalo envolveu também dezenas de agentes da polícia taiwanesa, condenados por ligações ao clube, que funcionava como espaço privado para figuras influentes dos negócios e da política. Com antecedentes no crime organizado em Taipé, Lin esteve também ligado a um escândalo de manipulação de jogos de beisebol em 2007 e, mais tarde, integrou o sector de promoção de jogo VIP em Macau. Com o colapso desse modelo de angariação de jogadores VIP, após a prisão em Macau das maiores figuras do sector entre 2021 e 2022, passou a operar em estruturas clandestinas de banca paralela e plataformas de pagamento. Vida nas sombras Em 2023, foi acusado no caso “88 Club” e libertado sob caução de três milhões de dólares taiwaneses (80.962 euros), mas desapareceu no final de 2024. Durante a fuga, manteve actividade nas redes sociais, negando estar a fugir da justiça e prometendo regressar a Taiwan nos seus próprios termos. Segundo media taiwanesas, Lin estava envolvido em operações de hotéis e casinos com parceiros chineses em Sihanoukville, cidade apontada como o centro regional de jogo ilícito e redes financeiras clandestinas. A investigação ao homicídio prossegue, sem detenções anunciadas pelas autoridades cambojanas. O Ministério Público de Taiwan esta semana acusou 10 pessoas de usarem casinos de Macau para branquear 33 mil milhões de dólares taiwaneses (893 milhões de euros), provenientes de jogo ilegal na Internet. A operação levou à detenção de 20 pessoas, o congelamento de quase 231 milhões de dólares taiwaneses (6,22 milhões de euros) em contas bancárias e a apreensão de 2,62 milhões de dólares taiwaneses (71 mil euros) em dinheiro. O número de transações suspeitas registadas nos casinos de Macau, capital mundial do jogo, caiu 6,1 por cento em 2025, de acordo com dados oficiais.
Hoje Macau PolíticaDrones | Proibição de voar na Península dia 29 A Autoridade de Aviação Civil (AACM) proíbe os drones de voar em toda a Península de Macau no dia 29 de Março, entre as 11h e as 20h. A proibição foi divulgada ontem e foi justificada com a realização “com sucesso” do Desfile Internacional de Macau 2026. “A AACM alerta que, mesmo os grupos ou indivíduos que tenham obtido anteriormente autorização escrita da AACM para realizar voos nocturnos de aeronaves não tripuladas na data acima referida, devem cumprir a presente aviso de proibição de voo”, foi comunicado. No caso de se registarem infracções, a AACM indica que vai punir os infractores com multas entre 5 mil e 300 mil patacas, no caso de pessoas singulares, ou entre 50 mil e 1 milhão de patacas, se forem pessoas colectivas.
Hoje Macau Manchete PolíticaFinanças | Reserva financeira volta a atingir novo recorde A reserva ganhou 7,03 mil milhões de patacas em comparação com o anterior recorde de 666,7 mil milhões de patacas, atingindo assim os 673,8 mil milhões de patacas Os activos da reserva financeira de Macau alcançaram um novo recorde máximo em Janeiro, pelo segundo mês consecutivo, anunciou ontem a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Um balanço publicado pelo regulador financeiro no Boletim Oficial da região mostra que a reserva valia, no final de Janeiro, 673,8 mil milhões de patacas. A reserva ganhou 7,03 mil milhões de patacas em comparação com o anterior recorde, 666,7 mil milhões de patacas, fixado no final de Dezembro. Foi o melhor arranque de ano para a reserva desde 2015 e quase duplicou a valorização registada em Dezembro, mês em que ganhou 3,54 mil milhões de patacas. Durante o ano passado, foram ganhos 50,5 mil milhões de patacas, mais do que em 2024, ano em que os activos subiram 35,7 mil milhões de patacas. O melhor ano de sempre para a reserva financeira ainda continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os activos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas. O valor da reserva extraordinária no final de Janeiro era de 503,1 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas. Revisão orçamental Em Novembro, a Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas. Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 293,4 mil milhões de patacas, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 273,7 mil milhões de patacas e títulos de crédito no montante de 105,5 mil milhões de patacas. Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9 por cento, indicou ontem a AMCM, num relatório também divulgado no Boletim Oficial. O retorno aumentou 38,7 por cento em comparação com 2024, ano em que os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas, correspondente a 5,3 por cento.