Hoje Macau VozesUma Janela Associativa para o Mundo Responsabilidade, segurança nacional e relações externas na reforma do regime jurídico das associações Por Manuel Silvério No primeiro artigo sobre a reformulação do Regime Jurídico das Associações, expliquei por que considero esta revisão necessária. Resumi então a minha posição numa frase: não contra a reforma, mas a favor de uma boa reforma. Ficou, contudo, uma dimensão para reflexão própria: as relações das associações de Macau com organizações do Interior da China, de Hong Kong e do exterior, incluindo as suas filiações regionais e internacionais. É um tema que conheço sobretudo através do desporto e da juventude. Interessa-me olhar para situações concretas e perceber como algumas das novas regras poderão funcionar na prática. A proposta prevê que as associações comuniquem à Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) a adesão ou saída de organizações ou grupos constituídos no exterior de Macau, bem como o recebimento de financiamento de entidades situadas fora da RAEM. A transparência é compreensível. Importa perceber como estas obrigações se irão articular com uma realidade que faz parte há muito da vida associativa de Macau. Uma realidade prevista na Lei Básica As relações externas das associações não resultam apenas da prática. A própria Lei Básica as contempla. O artigo 133.º enquadra as relações entre associações de Macau e organizações congéneres das outras regiões do País. O artigo 134.º prevê que associações de diversas áreas, bem como organizações religiosas, possam manter e desenvolver relações com organizações congéneres de outros países e regiões e com organizações internacionais afins. Esta dimensão externa está, portanto, prevista no próprio enquadramento da RAEM. Basta olhar para Macau para perceber a sua diversidade. A Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM) está ligada à International Federation of Journalists (IFJ); a JCI Macao, China integra a Junior Chamber International (JCI); a Associação dos Escoteiros de Macau participa na World Organization of the Scout Movement (WOSM). A Cruz Vermelha de Macau, a Santa Casa da Misericórdia e a Associação do Desporto Universitário de Macau são outros exemplos de organizações com relações ou filiações externas. Não interessa fazer um inventário. Estes casos mostram apenas que as relações externas fazem parte da realidade associativa de Macau. Internacionalização também significa cumprir regras Estar integrado numa organização regional ou internacional não traz apenas oportunidades. Implica também cumprir regras e assumir responsabilidades. O recente problema do licenciamento dos clubes de Macau para participação nas competições da Asian Football Confederation (AFC) é um exemplo. O acesso ao futebol internacional não depende apenas dos resultados dentro do campo, mas também do cumprimento de critérios desportivos, administrativos, jurídicos, financeiros e organizativos. A conclusão é simples: internacionalização significa direitos e oportunidades, mas também capacidade para cumprir as regras das organizações a que se pertence. É precisamente aqui que vejo uma possibilidade interessante na reforma. A proposta coloca a DSI no centro do regime, podendo esta solicitar colaboração de outros serviços e entidades públicos e emitir orientações relativas às associações. Uma melhor articulação administrativa poderá ajudar os dirigentes a perceber a quem devem recorrer perante obrigações mais complexas. Fiscalizar melhor, mas também orientar melhor Esta orientação é particularmente importante porque muitas associações funcionam graças ao trabalho voluntário. Nem todos os dirigentes têm formação jurídica, contabilística ou administrativa. Regras claras e mecanismos adequados de sanação podem evitar que erros cometidos de boa-fé se transformem em problemas maiores. Uma boa reforma deve também ajudar quem trabalha de boa-fé a cumprir melhor. O risco não é igual para todos O documento de consulta refere igualmente as exigências relacionadas com o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo e, nesse contexto, a Financial Action Task Force (FATF). As recomendações internacionais apontam para uma abordagem baseada no risco: identificar as organizações sem fins lucrativos que, pelas suas actividades, fontes de financiamento ou outros factores, apresentem riscos significativos e adoptar medidas proporcionais. A ideia é importante: não tratar necessariamente todas as associações da mesma maneira, mas identificar onde estão os riscos concretos. Em linguagem simples: fiscalizar onde exista risco, sem presumir que todas as associações ou todas as relações externas representam o mesmo risco. Activas, adormecidas e representação Segundo o documento de consulta, quase 40 por cento das associações de Macau não funcionam há muito tempo, existindo muitas apenas nominalmente. Uma associação que organiza actividades e serve a comunidade não está na mesma situação de outra que existe há anos apenas no registo. Esta distinção pode ter importância no acesso a apoios públicos e em determinados mecanismos de representação. Não seria justo sugerir, sem conhecer cada caso, que associações inactivas foram constituídas ou mantidas por razões eleitorais. Mas, sempre que uma associação tenha relevância nesses mecanismos, parece-me razoável que o seu registo e funcionamento efectivo correspondam à realidade. Uma actualização rigorosa do universo associativo poderá favorecer uma utilização mais justa dos recursos públicos e reforçar a credibilidade dos próprios mecanismos de representação. Segurança nacional como princípio Há finalmente uma questão que deve ser colocada com clareza. A segurança nacional é uma responsabilidade fundamental da RAEM e constitui um princípio essencial no enquadramento das relações das associações com o exterior. A proposta prevê a intervenção da Comissão de Defesa da Segurança do Estado em determinadas situações relacionadas com as associações. Parece-me correcto que qualquer relação externa tenha de respeitar plenamente o ordenamento jurídico vigente na RAEM e não possa pôr em causa a segurança nacional, a ordem pública ou os direitos e liberdades de terceiros. A abertura reconhecida pela Lei Básica deve ser entendida dentro do actual enquadramento constitucional e político da RAEM. Circunstâncias históricas e políticas de outros períodos pertenciam a contextos diferentes e não devem ser automaticamente transportadas para a realidade de hoje. Há uma velha expressão que talvez traduza bem esta ideia: «Em Roma, sê romano.» Uma associação integrada numa organização internacional deve naturalmente cumprir as regras dessa organização, mas deve, antes de mais, respeitar as leis e as responsabilidades que decorrem da sua existência em Macau. Não vejo, por isso, necessidade de colocar segurança nacional e relações externas legítimas em campos opostos. A segurança nacional é o princípio a preservar. Dentro desse enquadramento, abertura, transparência, responsabilidade e relações externas legítimas podem coexistir. Preservar a segurança nacional e garantir relações externas legítimas não são objectivos incompatíveis, desde que existam regras claras, responsabilidade e proporcionalidade. Talvez o verdadeiro valor de uma boa reforma esteja precisamente em conseguir transformar estes princípios em prática quotidiana. • Analista independente de políticas públicas e desenvolvimento regional (Antigo dirigente público com experiência internacional, com longa dedicação às políticas públicas e ao desenvolvimento desportivo)
Hoje Macau China / ÁsiaSeul espera avanços no diálogo Trump-Kim após redução de exercícios militares A Coreia do Sul apelou segunda-feira ao diálogo entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, depois de o Presidente norte-americano ter reduzido exercícios militares conjuntos por serem um sinal hostil para Pyongyang. “Esperamos que a relação amigável entre os líderes da Coreia do Norte [Kim Jong-un] e dos Estados Unidos [Donald Trump] conduza a um diálogo significativo”, disse um porta-voz da presidência sul-coreana, citado pela agência de notícias Yonhap. Seul não se referiu às críticas de Trump ao homólogo sul-coreano, Lee Jae Myung, por não se juntar à ofensiva de Washington contra o Irão, citadas pelo Presidente norte-americano quando anunciou a redução das manobras. O porta-voz assegurou que Seul e Washington “têm coordenado estreitamente a manutenção de uma postura de defesa combinada firme e a realização de exercícios e treinos conjuntos”. O principal líder da oposição sul-coreana, Jang Dong-hyeok, aproveitou a controvérsia para lançar uma dura crítica contra Lee. “Trata-se de um desastre diplomático provocado pelo próprio Governo de Lee Jae Myung”, escreveu o líder do conservador Partido do Poder Popular (PPP) nas redes sociais. Fala Donald Na mensagem em que anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, iniciados segunda-feira, Trump destacou a “muito boa relação” que disse manter com Kim Jong-un para justificar a decisão. “Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, afirmou. Trump disse que era “demasiado tarde para cancelar” os exercícios, pelo que solicitou “reduzir substancialmente” as manobras e criticou Lee pela recusa em apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irão. “Há pouco tempo, perguntei ao Presidente da Coreia do Sul se gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irão, e eles disseram: ‘Não, obrigado!’”, escreveu Trump. Durante o primeiro mandato, Trump reuniu-se três vezes com Kim, entre 2018 e 2019, e ambos protagonizaram um histórico aperto de mão na zona desmilitarizada da fronteira com a Coreia do Sul. Apesar da aproximação, as conversações não permitiram alcançar um acordo sobre a desnuclearização da Coreia do Norte. Nos últimos anos, Pyongyang rejeitou o diálogo tanto com Washington como com Seul, e insistiu que, para haver conversações, deve ser retirada a exigência da desnuclearização. Olhar sínico A China, principal aliada de Pyongyang, também avaliou as declarações de Trump sobre os exercícios militares e pediu progressos no sentido de uma “solução política” na península coreana. “Tomámos nota das informações relevantes. Manter a paz e a estabilidade na península coreana e promover uma solução política para a questão da península responde aos interesses comuns de todas as partes”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian. O exercício conjunto iniciado segunda-feira é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas. Vai decorrer até 27 de Agosto e incorpora ajustamentos para responder à modernização das capacidades de Pyongyang devido ao apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia. O início foi marcado pelas críticas de Trump, mas também por protestos em Seul contra a realização dos exercícios. Pyongyang, que considera os exercícios um ensaio para uma invasão da Coreia do Norte, advertiu na semana passada para uma resposta e efectuou recentemente novos lançamentos de mísseis balísticos.
Hoje Macau China / ÁsiaTestado projecto de avião de fuselagem integrada para mais de 800 passageiros Uma equipa de investigadores chineses desenvolveu e testou em túnel de vento um modelo de avião com ‘design’ de fuselagem integrada que poderá permitir transportar mais de 800 pessoas, num projecto ainda em fase experimental. O ‘design’ tem 85 metros de envergadura e 43 metros de comprimento, com uma superfície de asa, de uma ponta à outra, de cerca de 1.395 metros quadrados, noticiou o jornal de Hong Kong South China Morning Post. Desenvolvido pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento Aerodinâmico da China (CARDC, na sigla em inglês), tem referenciada uma velocidade de cruzeiro de Mach 0,8, abaixo da velocidade do som. Ao contrário dos aviões convencionais, que separam a fuselagem das asas e da cauda, o ‘design’ de fuselagem integrada incorpora grande parte do corpo da aeronave na estrutura sustentadora, o que pode melhorar a eficiência aerodinâmica. O conceito insere-se numa tendência também explorada por empresas como a norte-americana JetZero, cujo modelo Z4, em desenvolvimento, está projectado para transportar cerca de 250 passageiros, embora o projecto chinês proponha um avião de escala muito superior. Os investigadores testaram um modelo à escala 1:52, com cerca de 80 centímetros de comprimento e 1,6 metros de envergadura, num túnel de vento transónico do CARDC a velocidades entre Mach 0,4 e 0,8. Os ensaios analisaram, entre outros aspectos, o comportamento aerodinâmico, estabilidade e deformação estrutural, noticiou o jornal, citado pela agência espanhola EFE. O modelo atingiu uma relação máxima de sustentação e resistência de cerca de 20 a velocidades inferiores a Mach 0,7. Outros projectos Os investigadores assinalam que a configuração poderá oferecer maior eficiência aerodinâmica, mais autonomia e menor consumo energético, embora por enquanto não exista uma aeronave em tamanho real. Segundo a imprensa local, a China está também a estudar o ‘design’ de um avião de carga de fuselagem integrada com capacidade para transportar 120 toneladas e uma autonomia de cerca de 6.500 quilómetros. Este projecto permanece em fase conceptual. O CARDC participou noutros programas aeronáuticos chineses, entre os quais o avião comercial C919 e o avião de transporte Y-20. A China desenvolve ainda o C929, um avião de fuselagem larga e longo curso para cerca de 280 lugares.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Líderes do Equador, Chile e El Salvador em Pequim O Presidente do Equador, Daniel Noboa, o líder do parlamento de El Salvador, Ernesto Castro, e o chefe da diplomacia do Chile, Francisco Pérez Mackenna, estão esta semana de visita à China para aprofundar relações. As três visitas coincidem com um período de intensificação das trocas entre o gigante asiático e a região da América Latina, embora partam de bases diferentes. Enquanto o Equador e o Chile mantêm há anos estreitas relações comerciais com a China, com os respectivos acordos de comércio livre, El Salvador ainda negoceia um tratado com Pequim. O Presidente do Equador, Daniel Noboa, chegou à China no domingo para uma visita de Estado de oito dias, cujo programa inclui uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, e outros altos dirigentes do país asiático. Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a viagem ocorre após convite de Xi, tratando-se da primeira visita de Estado do chefe de Estado equatoriano à China. O Presidente chinês terá uma reunião com Noboa em Pequim, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, terão encontros separados com o líder equatoriano. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Roberto Kury, Quito procurará durante a visita atrair investimentos chineses nos sectores da energia e da mineração, além de reforçar as exportações para o mercado asiático. Entre os temas em discussão figuram também as restrições impostas pela China a 14 empresas equatorianas exportadoras de camarão, afetadas desde outubro de 2025 por controlos relacionados com questões sanitárias. Pequim restabeleceu esta semana a autorização para oito exportadores, após meses de negociações. Outros seis estabelecimentos continuam suspensos, e a Câmara Nacional de Aquacultura do Equador disse estar confiante de que haverá progressos durante a visita de Noboa. O Equador pretende igualmente abordar com Pequim a dívida do Equador para com o Banco de Exportação e Importação da China e a operação e manutenção da hidroeléctrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, construída pela estatal chinesa Sinohydro e recebida formalmente pelo governo equatoriano em Abril. A China e o Equador assinaram em maio de 2024 um tratado de livre comércio. Outros convidados Também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile, Francisco Pérez Mackenna, está de visita à China, com paragens em Pequim e Xangai. O diplomata tem agendado um encontro com o homólogo chinês, Wang Yi, para além de participar em reuniões com líderes empresariais no âmbito do programa “Escolha o Chile”, que visa atrair investimento e abrir novos mercados para os produtos chilenos. O presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Ernesto Castro, está também de visita à China até 22 de Agosto a convite do homólogo chinês, Zhao Leji. O parlamento não revelou a agenda da visita, embora Castro se tenha reunido na semana passada com o embaixador chinês em San Salvador, Zhang Yanhui, para discutir a cooperação legislativa bilateral. El Salvador estabeleceu relações diplomáticas com Pequim em 2018, após romper relações com Taiwan, e o Presidente Nayib Bukele visitou a China em 2019, onde se reuniu com Xi Jinping. Os dois países estão a negociar um acordo de comércio livre, cuja primeira ronda teve lugar em Pequim em 2024.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Gripe lidera lista de doenças de declaração obrigatória Os Serviços de Saúde (SS) divulgaram ontem a lista actualizada de doenças de declaração obrigatória, que inclui 45 patologias. Segundo um comunicado, no mês de Julho foram registados 2.936 casos de doenças que devem ser obrigatoriamente declaradas, sendo que a gripe lidera, com a ocorrência de 2,457 casos. Segue-se a infecção por enterovírus, com 344 casos; e a varicela, com apenas 32 casos. Os SS destacam que, entre Junho e Julho, as maiores alterações registaram-se nas infecções por Salmonella, com um aumento de casos na ordem dos 58,8 por cento; a escarlatina, com menos 54,8 por cento dos casos, e o norovírus, que teve uma grande quebra no número de casos de doença, de 92,3 por cento. Relativamente ao grande aumento dos casos de Salmonella, os SS dizem ter sido notificados quanto à ocorrência de 27 casos de infecção, “um aumento de cerca de 1,5 vezes em relação aos 11 casos registados no período homólogo do ano anterior”. Trata-se, assim, de “um aumento de 58,8 por cento em relação aos 17 casos registados no mês anterior”. Destaca-se ainda a ausência de casos de febre chikungunya no mês de Julho, e a ocorrência de três casos de dengue.
Hoje Macau SociedadeCotai | Suspeito de furtar fichas de jogo acaba detido A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem oriundo do interior da China, num casino do Cotai, por suspeitas de furto de fichas de jogo no valor de 150 mil dólares de Hong Kong. Segundo noticiou a TDM Rádio Macau, o suspeito tem 42 anos e, na passada sexta-feira, estava a jogar bacará num casino, tendo aproveitado os momentos de distração do croupier para desviar as fichas de jogo. De seguida, foi de imediato trocá-las, tendo fugido, mas o croupier depressa percebeu que lhe faltavam fichas de jogo e alertou as autoridades. Os agentes da PJ apanharam depois o homem num hotel do Cotai, no dia a seguir ao furto, com 9 mil dólares de Hong Kong em dinheiro na sua posse. O homem confessou tudo e disse que perdeu o dinheiro furtado. O caso já seguiu para o Ministério Público. Troca de moeda | Idosa perde em 800 patacas Uma idosa residente, de 80 anos, diz ter perdido 800 patacas num esquema de troca de moeda. Segundo o jornal Ou Mun, o caso ocorreu na última sexta-feira na Rua do Dr. Soares, perto do Leal Senado, quando uma turista oriunda da China se fazia passar por vendedora de bananas. Esta terá convencido a idosa a comprar a fruta por três patacas, tendo dado uma nota de 1000 patacas para fazer o pagamento, mas acabou por ser enganada com o troco. Só depois da transacção é que a idosa percebeu que tinha sido enganada e denunciou o caso à polícia. Os agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) apanharam a suspeita de burla no dia seguinte, junto à Rua da Praia do Manduco, após verificação de câmaras de videovigilância. A suspeita disse que perdeu dinheiro no jogo e recorreu ao esquema de troca de moeda para enganar pessoas e obter dinheiro. O caso já foi encaminhado para o Ministério Público, estando em causa suspeitas da prática do crime de burla.
Hoje Macau Manchete SociedadeTakeaway | Motoristas ameaçam fazer greve A falta de condições e salários baixos dos trabalhadores de entrega de takeaway pode ter chegado a um ponto de ebulição. Na segunda-feira, um internauta anónimo publicou num popular grupo de Facebook que está marcada uma greve para o próximo domingo pedindo a apoio dos membros do grupo. A mensagem angariou mais de 250 reacções e mais de 170 comentários até à tarde de ontem, cerca de 20 horas depois de ser publicada. O autor apelou aos colegas da plataforma de entrega de comidas Aomi para não trabalharem no domingo e “ficarem offline”, rejeitando ordens naquilo que foi descrito como um “protesto colectivo silencioso”. Segundo descreveu a Macau Business, o autor da publicação denunciou que os funcionários da plataforma são tratados como “mão-de-obra de baixo custo”, que não recebe honorários de entrega razoáveis. “Resistir a estas condições só irá prolongar a exploração”, escreveu acrescentando que a “unidade é poder”. A publicação suscitou mensagens de apoio, mas também escárnio de outros internautas, bem ao estilo das redes sociais. Um comentário que reuniu mais de 130 likes mostrou solidariedade para com a luta dos trabalhadores. “Para ser honesto, não sou estafeta de entrega de comidas, mas espero que a vossa lute resulte. Desejo tudo de bom a quem luta pelos seus direitos”, referiu. Apesar de estar prevista na Lei Básica, a lei sindical aprovada no início de 2023 não contempla o direito à greve.
Hoje Macau PolíticaServiços Correccionais | Duas chefes tomam posse Tomaram ontem posse duas novas chefes da Direcção dos Serviços Correccionais (DSC), nomeadamente a Chefe do Departamento de Gestão de Recursos e Informática, Tang Man Sam, e a Chefe da Divisão de Apoio Social, Educação e Formação, Mak Kam Sim. Citado por um comunicado da DSC, o director substituto, Lei Chong Man, exortou as duas funcionárias públicas a “manterem firme o propósito primordial de servir o público”, bem como “a ter presente os deveres e a missão”. Destaca-se que, nestes novos cargos de chefia, as responsáveis “devem planear, gerir e aplicar adequadamente os recursos e as infraestruturas da DSC”, bem como “aprofundar a capacitação tecnológica nas áreas da informática e da prisão inteligente”. Tang Man Sam é licenciada em Gestão de Empresas e está na DSC desde 2003. Já Mak Kam Sim, é licenciada em Serviço Social e também está na DSC desde o mesmo ano.
Hoje Macau Manchete PolíticaFronteiras | Travessia de carro simplificada para residentes não chineses Os residentes não-chineses, incluindo portugueses, podem passar de automóvel para o Interior da China mais facilmente, usando apenas um documento. Foi também alargada a passagem de veículos para Hengqin a estrangeiros com visto de entradas múltiplas válido por mais de seis meses Os portugueses residentes da RAEM, assim como os restantes portadores de BIR que não sejam chineses, podem agora atravessar os três postos fronteiriços que separam Macau do Interior da China com maior facilidade, seja a pé ou de automóvel. A medida aplica-se aos residentes de Macau e aos residentes permanentes de Hong Kong, “incluindo os de nacionalidade não chinesa”, para passagens fronteiriças em ambos os sentidos, indicou o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Os residentes podem usar o salvo-conduto para o Interior da China – sem mostrar também o bilhete de identidade de Macau – nos canais de inspecção integral automáticos e nos corredores de inspecção de veículos, explicou a PSP. “As novas medidas que facilitem as passagens fronteiriças da população pretendem simplificar as formalidades de entradas e saídas e elevar a experiência de passagem transfronteiriça de passageiros,” sublinhou a polícia, na segunda-feira à noite. A medida abrange os postos fronteiriços de Hengqin, Qingmao e da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, explicou o CPSP, numa mensagem publicada nas redes sociais. “Basta ‘fazer fila uma vez, proceder uma vez à leitura de documento e uma vez à comparação de dados biométricos’ para que sejam concluídas todas as formalidades de inspecção fronteiriça de Guangdong e de Macau”, acrescentou a polícia. Sempre a subir Foi também alargado o acesso aos corredores para passagem de veículos do posto fronteiriço de Hengqin a estrangeiros com visto de entradas múltiplas válido por mais de seis meses, incluindo residentes de Taiwan. De acordo com o CPSP, na primeira metade do ano, 42 milhões de pessoas atravessaram as fronteiras de Macau, uma média diária de 235 mil, o que representa um aumento de 12,8 por cento em relação ao mesmo período de 2025. De entre as travessias, 43,8 por cento são residentes de Macau e 2,2 por cento residentes de Hong Kong, uma subida de 12,4 e 12,2 por cento, respectivamente, em comparação com igual período do ano passado. Os residentes permanentes estrangeiros de Macau e Hong Kong podem requerer autorização para conduzir veículos das duas regiões em Guangdong, desde Setembro de 2024. Dois meses antes, a Administração Nacional de Imigração chinesa anunciou que os residentes permanentes estrangeiros de Macau e Hong Kong poderiam requerer uma autorização para entrar no Interior da China, válida por um máximo de cinco anos. A medida abrange membros da comunidade portuguesa que sejam residentes permanentes em Macau e que, até então, estavam obrigados a pedir um visto para viajar até ao outro lado da fronteira.
Hoje Macau PolíticaCatar | Passaportes da RAEM isentos de taxas à chegada Os residentes com passaporte da RAEM estão, desde ontem, isentos do pagamento de taxas de visto à chegada ao Catar, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), depois de o Governo da RAEM ter sido informado pelo Consulado Geral do Estado do Catar em Hong Kong. Cada entrada no país árabe possibilita uma estadia máxima de 30 dias. Segundo informações publicadas no portal do Consulado Geral do Estado do Catar, os portadores de passaporte da RAEM devem cumprir alguns requisitos à entrada no reino. A validade do passaporte deve ter, pelo menos, seis meses, e os residentes devem apresentar o bilhete da viagem de retorno, prova da reserva de hotel e ainda ter um cartão de crédito com plafond de, pelo menos, 1.500 dólares ou o equivalente em numerário. A DSI solicitou ainda à população para preparar com antecedência os documentos e formalidades necessárias antes de viajar, tendo em conta que “as políticas de entrada variam de país para país”, para evitar “entraves à viagem”.
Hoje Macau China / ÁsiaManus | Pequim vai levantar proibição de viagem a fundadores de empresa de IA Pequim planeia levantar a proibição de viagem imposta aos fundadores da empresa de inteligência artificial (IA) Manus, após a empresa cancelar a sua aquisição de 2 mil milhões de dólares pela Meta, reportou o jornal Financial Times. Segundo o jornal britânico, Xiao Hong, presidente executivo e co-fundador da Manus, informou recentemente os colaboradores de que tenciona regressar em breve a Singapura, onde está sediada a plataforma. Xiao e outros elementos da direcção da Manus, incluindo o cientista-chefe Ji Yichao, foram impedidos de sair da China após terem sido intimados a deslocar-se a Pequim em Março, devido a uma investigação iniciada pelas autoridades chinesas à venda da start-up à gigante tecnológica norte-americana Meta, com o objectivo de determinar se tinham sido violadas as regras de investimento. Esta semana, a Manus anunciou que voltará em breve a operar como uma empresa independente. “Isto faz parte do nosso processo de separação da Meta; temos de dar este passo para cumprir os requisitos regulamentares em determinadas regiões do mundo”, esclareceu a empresa no seu portal na passada terça-feira. No âmbito do acordo de anulação, a maioria dos antigos investidores da Manus — incluindo a Tencent, a ZhenFund e a empresa de equidade privada HSG —, juntamente com a equipa de gestão, irá recomprar a empresa à Meta com base na mesma avaliação de cerca de 2 mil milhões de dólares, avançou o Financial Times (FT) no mês passado. Ainda assim, a Tencent terá apenas uma participação minoritária e a Manus continuará a operar de forma independente a partir de Singapura, em vez de ser integrada na tecnológica chinesa.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Manobras militares com EUA vão decorrer “como planeado” O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou ontem que as suas manobras militares anuais com os Estados Unidos vão decorrer “como planeado”. A reacção sul-coreana segue-se ao anúncio feito no domingo à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de que tinha ordenado ao Pentágono uma “redução significativa” na escala desses exercícios conjuntos, em nome da sua “óptima relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un”. O anúncio de Trump surge depois de afirmar que a Coreia do Sul se recusou a ajudar os Estados Unidos na desnuclearização do Irão, e alguns dias após Pyongyang ter retomado os testes de mísseis balísticos, actividade proibida pela ONU. As manobras conjuntas “Escudo da Liberdade de Ulchi”, com início previsto para ontem e que envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, “vão decorrer como originalmente planeado”, assegurou o Ministério da Defesa de Seul. Numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, Trump sustentou que essas manobras são “não só dispendiosas”, como também enviam “um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte, país que descreveu como “não-ameaçador e respeitoso” desde o seu regresso à Casa Branca, em Janeiro de 2025. “Assim, e considerando que é demasiado tarde para cancelar, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, para reduzir substancialmente os Exercícios Militares Conjuntos!”, escreveu Trump. Esperava-se que as forças norte-americanas e sul-coreanas praticassem operações conjuntas em cenários complexos, incluindo um exercício de fogo real para testar a precisão conjunta da pontaria e das manobras, uma travessia de um desfiladeiro alagado e a distribuição de equipamento militar pré-posicionado, de acordo com os militares norte-americanos. Um dia antes, Trump publicou uma fotografia sua ao lado de Kim Jong-Un, comentando quão bem os dois se dão, “apesar da expressão hostil nesta foto em particular”. Jogos de guerra O Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano classificou na quinta-feira o treino conjunto de Estados Unidos e Coreia do Sul como “um ensaio para uma guerra agressiva” que está a desencadear um nível diferente de instabilidade na região e advertiu para uma possível resposta através de medidas de “dissuasão” reforçadas. A Coreia do Norte considera estas manobras militares conjuntas um ensaio para uma invasão e lançou na quarta-feira um míssil balístico no mar do Japão, em sinal de protesto. “O nosso princípio permanente para garantir a segurança é responder a um novo nível de ameaça com um novo nível de dissuasão”, disse na quinta-feira um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, em comunicado. A Coreia do Norte está a assumir uma posição cada vez mais activa nos conflitos internacionais, em especial apoiando a Rússia na sua guerra na Ucrânia. No domingo, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram que Kim Jong-Un se declarou “orgulhoso” da sua relação com a Rússia, numa carta enviada ao Presidente, Vladimir Putin.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Australiano Artur Andrysiak é o novo director do BAD O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) nomeou o australiano Artur Andrysiak para director nacional em Timor-Leste, anunciou ontem a instituição financeira. Andrysiak vai liderar as operações do BAD no país, incluindo o desenvolvimento de negócios e a implementação de um conjunto integrado de soluções para o sector público e privado daquela instituição para apoiar as prioridades de desenvolvimento nacional. “O BAD tem sido um parceiro firme no desenvolvimento de Timor-Leste, contribuindo para o reforço de infraestruturas resilientes e dos serviços básicos, promovendo o crescimento liderado pelo setor privado e apoiando a diversificação económica”, afirmou o Artur Andrysiak, citado num comunicado divulgado à imprensa. O novo director nacional do BAD disse também esperar “trabalhar em estreita colaboração com o Governo de Timor-Leste, parceiros de desenvolvimento e comunidades para promover os objectivos de desenvolvimento do país”. Artur Andrysiak sucede no cargo Stefania Dina, que tinha sido nomeada em 2023 e que vai agora assumir o cargo de directora do gabinete setorial de Agricultura, Alimentação, Natureza e Desenvolvimento Rural do BAD. Timor-Leste aderiu formalmente ao BAD em 2002, após a restauração da independência, e desde então aquela instituição financeira já aprovou 86 operações para o sector público num total de 849 milhões de dólares.
Hoje Macau China / ÁsiaExportações ajudam economia japonesa a subir 0,3% no segundo trimestre A economia japonesa cresceu, mas menos do que o esperado, no segundo trimestre de 2026, com medidas de apoio de Tóquio e exportações sólidas a atenuarem o impacto da guerra no Médio Oriente. O Produto Interno Bruto (PIB) da quarta maior economia mundial aumentou 0,3 por cento entre Abril e Junho face ao trimestre anterior, segundo dados oficiais divulgados ontem. Trata-se, contudo, de uma desaceleração face ao crescimento de 0,5 por cento registado no primeiro trimestre e às previsões dos analistas consultados pela agência Bloomberg, que apontavam para uma expansão estável de 0,5 por cento. “A subida dos salários reais e a redução dos impostos sobre os combustíveis terão provavelmente sustentado o consumo das famílias”, observou o especialista da Bloomberg Economics Taro Kimura, antes da publicação dos novos dados económicos. A economia nipónica “resistiu bem, mesmo com o peso das perturbações no abastecimento de petróleo bruto ligadas ao conflito envolvendo o Irão”, acrescentou. A inflação, excluindo produtos frescos, acelerou ainda para 1,6 por cento em Junho, em termos homólogos, impulsionada pela escalada dos preços da energia, numa economia fortemente dependente das importações de hidrocarbonetos. A queda do iene, que atingiu mínimos de 40 anos face ao dólar antes da recente intervenção conjunta dos Estados Unidos e do Japão para o reforçar, aumentou também o custo das importações. Mas esta fraqueza da moeda nipónica constituiu uma vantagem para os grupos exportadores japoneses, ajudando-os a ser mais competitivos no mercado internacional e a beneficiar da explosão da procura de componentes electrónicos ligados à inteligência artificial. Sinal mais As exportações do país registaram em Junho o crescimento mais rápido desde Novembro de 2022, com uma subida de 19,3 por cento em termos homólogos, impulsionadas tanto pelas vendas de equipamentos para semicondutores como pela desvalorização do iene. No plano interno, Tóquio procurou contrariar as pressões inflaccionistas. Após um vasto plano de relançamento aprovado no final de 2025 e reduções fiscais significativas na energia, novas ajudas foram adoptadas na Primavera pelo Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, para apoiar o consumo das famílias. Takaichi anunciou ainda no final de Julho que o executivo iria reduzir drasticamente a taxa de consumo sobre produtos alimentares, dos actuais 8 por cento para 1 por cento a partir de Abril próximo, para combater mais eficazmente a inflação. Outro factor favorável no segundo trimestre foi a manutenção do crescimento dos salários, sustentado por bons resultados empresariais e por um mercado de trabalho apertado. Os salários nominais aumentaram 3,4 por cento em Junho em termos homólogos, após um crescimento de 3,3 por cento em Maio, muito acima da inflação. Para Taro Kimura, “este número sólido” de crescimento “vai reforçar as expectativas de que o BoJ possa antecipar a próxima subida das taxas para Setembro ou Outubro”, sublinha Taro Kimura. A autoridade monetária tinha decidido no final de Julho manter os juros inalterados, após ter elevado em Junho a taxa de juro directora para 1 por cento, o nível mais alto em mais de três décadas. Mas os especialistas antecipam novas subidas no Outono, num contexto de inflação persistente e de forte divergência face às taxas muito mais elevadas da Reserva Federal norte-americana (Fed), que penaliza o iene face ao dólar. A moeda japonesa sofre também com as crescentes preocupações em torno da política orçamental expansiva de Tóquio, assente em planos de relançamento e reduções fiscais, enquanto a dívida pública ultrapassa o dobro do PIB. “Com a despesa em Defesa a ser definido até ao final do ano, as preocupações com um novo aumento das despesas deverão intensificar-se”, assinalam especialistas do banco UBS.
Hoje Macau China / ÁsiaDesertificação | Mongólia pede acção na abertura da COP17 Cerca de 80 por cento do território mongol já é fortemente afectado pela falência dos solos. Responsáveis pedem mais acção e menos discursos A 17.ª Conferência das Partes (COP) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) iniciou-se ontem em Ulan Bator, na Mongólia, com o primeiro-ministro do país a destacar a necessidade de “entrar em acção”. Falando na cerimónia de abertura, Nyam-Osoryn Uchral apelou aos participantes na cimeira para decidirem “acções concretas” para que esta não fique pela repetição de declarações de reuniões anteriores, observando que aproximadamente 80 por cento do território mongol já sofre com a degradação dos solos. Uchral pediu progressos concretos, como aumentar o investimento na restauração de terras, dar um papel central a pastores e comunidades locais na tomada de decisões e apostar na ciência e inovação para o desenvolvimento de soluções reais. Sob o lema “Restaurar a Terra. Restaurar a Esperança”, esta é a primeira das três grandes cimeiras ambientais planeadas para este ano, reunindo mais de 10.000 participantes, incluindo delegados dos 197 membros da convenção, com o objectivo de encontrar soluções para os desafios interligados da desertificação, degradação dos solos e seca. No seu discurso de abertura da COP, a secretária executiva da UNCCD alertou que a degradação dos solos e a seca “não são problemas ambientais distantes” e estão já a afectar a produção de alimentos, a água de que as comunidades dependem e a resiliência das economias. Yasmine Fouad defendeu que a COP17 seja “uma cimeira de implementação”, considerando que o mundo não carece de soluções, mas sim da capacidade de as implementar em larga escala. Também exortou Ulan Bator a mobilizar a liderança política, o investimento e as parcerias necessárias para passar “dos compromissos a resultados mensuráveis no terreno”. Degradação global Segundo a ONU, “a degradação dos solos já afecta até 40 por cento das terras do mundo”, o que prejudica milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, e o problema gera “impactos de longo alcance na produção de alimentos, na disponibilidade de água, nos meios de subsistência e na estabilidade económica”. Até 3,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo são afectadas pela degradação dos solos, a seca e as tempestades de areia e poeira. A conferência, que decorre até dia 28, conta com quatro dias temáticos dedicados ao financiamento, água, relação entre terra e pessoas, e sistemas alimentares e saúde do solo. Para a segunda semana, estão previstas discussões ao nível de ministros sobre: mecanismos financeiros inovadores para conseguir terras saudáveis, resiliência à seca e restauração de pastagens e bem-estar das comunidades pastoris.
Hoje Macau China / ÁsiaIndonésia | China oferece ajuda após sismo e confirma chineses entre feridos A China disponibilizou-se ontem para prestar “o apoio necessário” à Indonésia na sequência do sismo de sábado na ilha de Flores. “A China está a acompanhar a situação provocada pelo sismo na Indonésia”, afirmou ontem, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, que assegurou que Pequim está pronta a prestar ajuda, sem detalhar para já que tipo de assistência poderá fornecer, dependendo das necessidades expressas pelas autoridades indonésias. Questionado sobre a situação dos cidadãos chineses, após o sismo também ter sido sentido em Bali e noutros destinos turísticos do arquipélago indonésio, o porta-voz confirmou que “um pequeno número” de cidadãos chineses ficou ferido, sem fornecer para já mais detalhes. O Consulado-Geral da China em Denpasar, capital de Bali, activou o mecanismo de emergência de proteção consular e está a prestar assistência às pessoas afectadas, acrescentou Lin. Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter abalou no sábado a ilha de Flores, no leste do arquipélago, com epicentro a 62 quilómetros de Ende, a localidade mais populosa da ilha, e causou pelo menos 53 mortos, 137 feridos. Mais de cinco mil pessoas foram retiradas de casa para abrigos temporários. Desde então, foram registadas cerca de mil réplicas, tendo o governo provincial declarado o estado de emergência por um período de 14 dias para coordenar a ajuda com as autoridades centrais. A Indonésia situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande actividade sísmica e vulcânica onde se registam cerca de sete mil sismos, a maioria de intensidade moderada.
Hoje Macau China / ÁsiaCrime | Desmanteladas três redes por extorsão a celebridades Os grupos criminosos criavam contas nas redes sociais onde angariavam milhões de seguidores que depois manipulavam para obter lucros de milhões A polícia chinesa desmantelou três redes criminosas e deteve 24 indivíduos suspeitos de utilizarem inteligência artificial (IA) e contas com milhões de seguidores nas redes sociais para extorquir produtoras de televisão e celebridades, reportaram meios de comunicação estatais chineses. Segundo a agência noticiosa estatal Xinhua, em Heyuan, na província de Guangdong, um suspeito de apelido Li estabeleceu e registou uma agência multimédia e operou várias contas em redes sociais com um total de mais de dez milhões de seguidores, com o objectivo de reunir e compilar rumores sobre celebridades. Uma vez compilado o material, o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial (IA) para gerar e publicar conteúdos, “gerando intencionalmente discurso público negativo durante a transmissão de telenovelas e programas de entretenimento”, relatou a Xinhua. Quando as equipas de produção ficavam sob pressão pública, abordavam a agência para negociar a remoção dos conteúdos. O suspeito exigia então que as empresas envolvidas adquirissem os chamados serviços de “protecção”, ameaçando manter as publicações negativas online caso contrário. Os pacotes de “protecção” do grupo incluíam a publicação de conteúdo promocional positivo sobre as telenovelas, a remoção de publicações negativas anteriormente divulgadas sobre as celebridades envolvidas, e o compromisso de não publicar mais material negativo enquanto a produção estivesse a ser exibida. A polícia de Heyuan deteve um total de 12 pessoas pertencentes a este grupo. Outras manipulações Entretanto, em Hangzhou, província de Zhejiang, outra rede criminosa, estabeleceu uma empresa cultural e de media através da qual alegadamente manipulava a opinião pública online “de forma sistemática, deliberada e processual”, tendo sido detidos 10 suspeitos. Segundo as reportagens, o grupo utilizava várias contas em redes sociais, cada uma com milhões de seguidores, “para compilar, fabricar e publicar sistematicamente grandes quantidades de informações negativas” dirigidas a filmes populares, telenovelas, programas de entretenimento de sucesso e celebridades de alta visibilidade durante um longo período. “Criando pressão pública, forçavam as vítimas a contactá-los e a adquirir os chamados serviços de ‘protecção de espectáculos’, obtendo assim lucros ilegais”, afirmou a agência. A Xinhua comentou que as actividades criminosas deste grupo “perturbaram gravemente o ecossistema saudável” da indústria cultural e de entretenimento. A polícia chinesa deteve também duas pessoas em Fuzhou, província de Fujian, acusadas de recolher “informações negativas” sobre novas telenovelas e celebridades “durante um longo período”, “manipulando contas em várias plataformas online populares para fabricar e difundir conteúdo falso”. “Sempre que uma telenovela popular era transmitida ou um artista aparecia num evento público, o par utilizava as contas para publicar conteúdo negativo, inflaccionando artificialmente a popularidade das publicações e criando deliberadamente discurso público negativo”, acrescentou. Preocupadas com o facto de a publicidade negativa poder prejudicar “as reputações e os interesses comerciais” dos artistas, as equipas de produção e as equipas de gestão contactavam proactivamente os suspeitos para solicitar a remoção das publicações, e o par eliminava então os conteúdos relevantes mediante o recebimento do pagamento. “O ciberespaço não é uma zona sem lei. A utilização organizada de plataformas online para praticar extorsão, perturbando gravemente a ordem online, constitui um crime”, reportou a Xinhua, citando um comunicado do Departamento de Segurança Cibernética do país.
Hoje Macau China / Ásia MancheteXi Jinping destaca papel de Jiang Zemin no desenvolvimento da China O Presidente chinês, Xi Jinping, elogiou ontem o legado do falecido ex-presidente Jiang Zemin (1993-2003) como uma figura-chave na continuidade da reforma e abertura da China, durante um evento em Pequim pelo centenário do seu nascimento. Xi apresentou Jiang como um dirigente de “elevado prestígio”, e “núcleo” da terceira geração de líderes do Partido Comunista da China (PCC) e principal impulsionador da teoria da “Tripla Representatividade”, uma directriz ideológica incorporada em 2002 nos estatutos do partido e que serviu para que capitalistas e empresários privados entrassem para o PCC, rompendo com a linha estritamente operária e camponesa do maoismo. A cerimónia realizou-se no Grande Palácio do Povo, junto à Praça Tiananmen, com um grande retrato de Jiang ladeado por bandeiras vermelhas e as datas “1926-2026”, sob uma tarja que comemorava o centenário do seu nascimento. Jiang, nascido a 17 de Agosto de 1926 em Yangzhou, na província oriental de Jiangsu, aderiu ao PCC em 1946 e desenvolveu parte da sua carreira em Xangai, cidade da qual foi presidente do município e chefe local do partido antes de ser elevado à secretaria-geral após os acontecimentos na Praça Tiananmen, em 1989. No seu discurso, Xi aludiu a essa etapa como um momento de “graves distúrbios políticos” e defendeu que Jiang manteve a estabilidade de Xangai durante essas mobilizações e, já em Pequim, conduziu o partido durante um período de mudanças internacionais. O actual mandatário destacou que, sob o mandato de Jiang, se “consolidou o objectivo de construir uma economia socialista de mercado”, impulsionou-se a abertura ao exterior, se concretizou a adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) e se concluíram as devoluções de Hong Kong e Macau à soberania do gigante asiático. Outros destaques Xi ressaltou também o papel de Jiang na resposta chinesa à crise financeira asiática do final dos anos 90 e às inundações de 1998. Jiang dirigiu a China entre o final dos anos oitenta — assumindo a secretaria-geral do PCC em 1989 e a presidência do país em 1993 — e o início da década de 2000, um período marcado por fortes taxas de crescimento, pela integração do país na economia mundial e pela consolidação da China pós-Tiananmen. A comemoração de Jiang realizou-se poucos dias após a morte recente, aos 97 anos, do ex-primeiro-ministro Zhu Rongji, com quem Jiang formou nos anos 90 a dupla ‘presidente-primeiro-ministro’ que pilotou a etapa decisiva da abertura económica chinesa. Os restos mortais do falecido líder chinês Zhu Rongji serão cremados esta terça-feira, em Pequim, com bandeiras nacionais colocadas a meia-haste na terça-feira na Praça Tiananmen, no Grande Palácio do Povo, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, nas sedes dos comités provinciais do PCC e dos governos provinciais, nas Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e de Macau, em postos de fronteira, portos marítimos, aeroportos, bem como em embaixadas e consulados chineses.
Hoje Macau China / ÁsiaEquador | Presidente começa visita de Estado à China O Presidente do Equador, Daniel Noboa, chegou à China este domingo para uma visita de Estado de oito dias, durante a qual se reunirá com o homólogo chinês, Xi Jinping, e outros altos dirigentes do país asiático. Segundo a agência oficial Xinhua, a viagem ocorre após convite de Xi, tratando-se da primeira visita de Estado do chefe de Estado equatoriano à China. O Presidente chinês terá uma reunião com Noboa em Pequim, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, terão encontros separados com o líder equatoriano. Pequim espera que a deslocação permita “consolidar ainda mais a confiança política mútua”, manter a amizade bilateral e impulsionar novos avanços na parceria estratégica integral entre os dois países, que este ano assinala o seu décimo aniversário. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Roberto Kury, Quito procurará durante a visita atrair investimentos chineses nos sectores da energia e da mineração, além de reforçar as exportações para o mercado asiático. Entre os temas em discussão entres os dois países figuram também as restrições impostas pela China a 14 empresas equatorianas exportadoras de camarão, afectadas desde Outubro de 2025 por controlos relacionados com alegado excesso de metabisulfito de sódio e com o vírus da mancha branca. O Equador pretende igualmente abordar com Pequim questões ligadas à operação e manutenção da hidroeléctrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, construída pela estatal chinesa Sinohydro e recebida formalmente pelo governo equatoriano em Abril passado. A China e e Equador assinaram em Maio de 2024 um tratado de livre comércio, enquanto em Junho de 2025 Xi e Noboa participaram em Pequim na assinatura de um plano de cooperação para impulsionar o macroprojecto chinês das Novas Rotas da Seda, iniciativa à qual o país latino-americano aderiu em 2018.
Hoje Macau EventosFilme de animação chinês de baixo orçamento viral dispara nas bilheteiras O filme chinês de animação “Niu Lai”, realizado com um orçamento baixo e estreado praticamente sem promoção, transformou-se num dos fenómenos de bilheteira mais inesperados do Verão no país depois de se tornar viral nas redes sociais. A produção, estreada a 05 de Agosto, já acumula 9,31 milhões de yuan nas bilheteiras, segundo dados da plataforma especializada Maoyan, que tinha registado apenas 10.000 yuan de receita durante a primeira semana nos cinemas do país. A mesma plataforma prevê agora que o filme possa arrecadar 18,4 milhões de yuans (nos 30 dias seguintes ao lançamento. Com 86 minutos e realizada com uma animação tridimensional rudimentar, “Niu Lai” ocupava este domingo o sexto lugar da bilheteira diária chinesa. “É incrível que um filme de tão baixa qualidade tenha sido estreado em salas”, comentou uma utilizadora na rede social Weibo, semelhante à rede social X, bloqueada na China. O título, que se pode traduzir como “Vem aí o touro”, acompanha um vitelo que, após ouvir uma cotovia vinda do deserto, mergulha num sonho em que cresce até se tornar num guerreiro disposto a assumir maiores responsabilidades. O filme foi produzido pela Dalian Jingyuan Culture Film and Television Media, uma empresa anteriormente especializada em decoração de interiores, antes de mudar de foco para a animação em 2021. O realizador Xin Yumeng e a argumentista Sun Lifang são os únicos membros da equipa de produção e responsáveis pelas vozes das personagens. A distribuidora disse aos meios de comunicação chineses que, inicialmente, aconselhou o realizador a não lançar o filme, mas que este insistiu, tendo passado cinco anos a criá-lo manualmente. O salto de popularidade ocorreu depois de imagens gravadas pelos primeiros espectadores começarem a circular nas redes sociais, chamando a atenção pelo aspecto dos personagens e cenários. Sorte grande Na versão chinesa do TikTok, vídeos do filme acumulavam ontem 1.460 milhões de visualizações, enquanto outros temas relacionados somavam dezenas ou centenas de milhões, constatou a EFE. O filme chegou a liderar as tendências do Weibo, ultrapassando em popularidade o filme “A Odisseia”, de Christopher Nolan. Segundo o meio local The Paper, a receita diária multiplicou-se por 200 em apenas uma jornada, passando de cerca de 3.000 yuan para aproximadamente 600.000 yuan, enquanto a escassez inicial de sessões levou ao esgotamento de bilhetes em algumas projecções. O fenómeno gerou ainda uma onda de memes e cartazes criados pelos próprios internautas, que parodiaram títulos famosos como “Os Condenados de Shawshank”, “Titanic” ou “A Odisseia”, usando os personagens de Niu Lai. Analistas citados pela imprensa local comparam o sucesso de Niu Lai ao estatuto de culto adquirido de “O Quarto”, filme de Tommy Wiseau de 2003, célebre precisamente pelas suas deficiências técnicas.
Hoje Macau SociedadeCrime | TNR acusado de importunação sexual de idosa Um trabalhador não-residente (TNR) de 40 anos foi detido na passada quarta-feira por suspeitas de ter importunado sexualmente uma idosa na casa dos 70 anos, quando a vítima passava pela Estrada de Ferreira do Amaral, nas proximidades do Jardim Municipal da Montanha Russa. Segundo o Corpo de Polícia de Segurança Pública, o suspeito terá tocado na zona genital da vítima. Face ao ataque, a idosa terá entrado em pânico e caiu no chão, ferindo o rosto e os joelhos. Quando abandonou o local, a mulher ligou para a polícia. Depois de verificar a videovigilância, o Corpo de Polícia de Segurança Público identificou e deteve o suspeito. Segundo o relato do canal chinês da Rádio Macau, o suspeito negou a acusação e referiu não se lembrar do caso, porque no dia anterior terá bebido muito álcool. Importa referir que a alegada agressão terá acontecido na manhã seguinte à noite em que o suspeito se terá alcoolizado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público por suspeitas da prática dos crimes de importunação sexual e ofensa à integridade física por negligência.
Hoje Macau PolíticaZona A | Prazo para arrendar lojas termina sexta-feira Termina esta sexta-feira, dia 21, o prazo de apresentação das candidaturas ao concurso público para arrendamento de 25 espaços comerciais em empreendimentos de habitação pública, cinco deles na Zona A dos Novos Aterros. Segundo um comunicado do Instituto de Habitação (IH), que coordena o concurso público, os cinco espaços na Zona A distribuem-se pelo Edifício Tong Seng, Edifício Tong Chong e Edifício Tong Kai; existindo 11 espaços comerciais disponíveis para arrendamento na península de Macau, nomeadamente na Habitação Social de Mong Há – Edifício Mong Tak, Edifício do Bairro da Ilha Verde, Edifício Cheng I e Habitação Social do Fai Chi Kei – Edifício Fai Tat, bem como uma loja no Tamagnini Barbosa. Nos empreendimentos habitacionais de Taipa e Coloane, existem ainda nove espaços comerciais disponíveis. O IH descreve que as áreas de negócio vão desde espaços de restauração a clínicas ou padarias, com o preço base do concurso a variar entre as 3 mil e 45 mil patacas. As áreas úteis dos espaços oscilam entre os 18,50 e 562,32 metros quadrados. O acto público de licitação verbal para este concurso decorre a 8 de Setembro deste ano na Delegação das Ilhas do IH. Os espaços são adjudicados aos concorrentes que ofereçam a renda de valor mais elevado, diz ainda a mesma nota.
Hoje Macau PolíticaPoluição | Governo promete estar alerta face a emissões A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), na figura do seu director, Ip Kuong Lam, garante estar atenta ao valores-limite que devem ser respeitados no que respeita às emissões de gases para a atmosfera. Na resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, é referido, relativamente à poluição por ozono, que “os limites estabelecidos [para a emissão de compostos orgânicos voláteis] são consistentes com as normas nacionais mais recentes”. Ainda assim, fica a promessa da DSPA de “continuar a rever as medidas de controlo relevantes a fim de reforçar a protecção da qualidade do ar em Macau”. Relativamente às estações de monitorização de valores de poluição, a DSPA diz ainda que será continuamente “optimizada a rede de monitorização e tecnologias de previsão, de modo a prestar aos residentes melhores serviços de qualidade do ar”.
Hoje Macau PolíticaÓbito | Bandeiras a meia-haste pela morte de Zhu Rongji As bandeiras estarão hoje a meia-haste na sede do Governo pela morte do antigo primeiro-ministro chinês Zhu Rongji, à semelhança do que acontece no resto do país. Além disso, e segundo uma nota do Gabinete de Comunicação Social, as bandeiras também estarão a meia-haste em todos os postos fronteiriços, terminais marítimos e aéreos da RAEM. Zhu Rongji faleceu no passado dia 12 de Agosto de 2026. Numa nota divulgada à comunicação social, o Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, destacou os contributos de Zhu Rongji para o processo de reforma e abertura do país, além de ter marcado presença na cerimónia da transição de Macau, a 20 de Dezembro de 1999. O Chefe do Executivo afirmou que “Zhu Rongji demonstrou sempre a sua atenção e apoio incondicional ao desenvolvimento do princípio ‘um país, dois sistemas’ e da RAEM acrescentando que, apesar do seu falecimento, a dedicação e apoio para com a RAEM, os seus contributos ao país e ao povo irão manter-se perpetuamente na memória de todos”.