Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Exigidas explicações à China após detenção de mais de 100 filipinos O ministro da Defesa filipino, Gilberto Teodoro Jr, exigiu explicações a Pequim sobre o alegado envolvimento de chineses em actividades ilegais nas Filipinas, bem como sobre a detenção na China de quase 100 filipinos. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China continua a esquivar-se à questão crucial”, afirmou Teodoro num comunicado de imprensa, citado pelo jornal filipino ‘The Inquirer’. “Estas pessoas [detidas nas Filipinas] estiveram envolvidas em actividades ilegais? A resposta, em síntese, é sim”, acrescentou, no sábado. O ministro referia-se aos 69 cidadãos chineses detidos em Maio, quando as autoridades invadiram uma fábrica de aço na cidade de Tagoloan, no sudoeste do país, sob a acusação de produzir bens de qualidade inferior, armazenar materiais radioactivos e poluir o ambiente com gases tóxicos e águas residuais não tratadas. Segundo Teodoro, as autoridades filipinas reuniram “provas irrefutáveis e legalmente admissíveis” através de mandados de busca válidos emitidos pelos tribunais locais. As declarações surgem depois de o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, ter defendido as acções das autoridades chinesas contra mais de 100 filipinos que viviam no país sem a documentação adequada. Guo afirmou que os estrangeiros têm o dever de cumprir as leis e regulamentos chineses e realçou que as medidas tomadas pelas autoridades de imigração “não são dirigidas a nenhum país em particular”. O porta-voz acusou ainda Teodoro de usar as forças armadas para “prender e deter” cidadãos chineses que, na visão de Pequim, trabalhavam legalmente nas Filipinas. As tensões entre os dois países voltaram a aumentar em Julho, quando o exército filipino acusou a guarda costeira chinesa de ter ferido um marinheiro filipino quando este se aproximava de um posto avançado numa zona disputada no mar do Sul da China, uma versão imediatamente desmentida por Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreias | Sul-coreanos disparam tiros de aviso a militares norte-coreanos As Forças Armadas da Coreia do Sul dispararam tiros de aviso após vários militares norte-coreanos terem atravessado por instantes a Linha de Demarcação Militar (MDL) no sector oriental da fronteira intercoreana, noticiou ontem a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O incidente ocorreu quando um grupo de militares norte-coreanos entrou momentaneamente no território situado a sul da linha que separa os dois países. O Exército sul-coreano respondeu de acordo com os seus procedimentos operacionais, fazendo disparos de aviso que levaram os soldados norte-coreanos a recuar para o seu lado da fronteira. Trata-se dos primeiros tiros de aviso disparados este ano pelas forças sul-coreanas devido a uma incursão de tropas da Coreia do Norte através da MDL. Até este episódio, não se tinham registado este ano, travessias desta natureza por parte de militares norte-coreanos. Fontes sul-coreanas citadas pela Yonhap consideram provável que os soldados estivessem a realizar tarefas de patrulha quando atravessaram a linha fronteiriça. Após os disparos, os militares norte-coreanos terão regressado às suas posições, sem que tenham sido detectados posteriormente movimentos ou comportamentos considerados anómalos na zona. De acordo com as regras de combate em vigor, as forças de Seul devem emitir primeiro avisos através de comunicações por rádio quando efectivos norte-coreanos se aproximarem da fronteira. As travessias pontuais da linha de fronteira por militares norte-coreanos têm-se verificado com alguma frequência nos últimos anos, a par do reforço das posições defensivas de Pyongyang na zona fronteiriça. A MDL constitui a fronteira militar que divide a Zona Desmilitarizada (DMZ), estabelecida após a Guerra da Coreia, que decorreu entre 1950 e 1953.
Hoje Macau China / ÁsiaÍndia | Anunciado plano para formar 10 milhões de jovens em IA em um ano O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou sábado o lançamento de uma iniciativa nacional para formar 10 milhões de jovens em inteligência artificial (IA) nos próximos 12 meses, para posicionar o país na liderança tecnológica. “Ao longo do próximo ano, trabalharemos para oferecer formação em competências de IA a 10 milhões de jovens, para que a juventude da Índia também tenha capacidade de liderar no mundo da IA”, afirmou o líder do Governo, em Nova Deli, durante o seu discurso que assinalou o 80.º Dia da Independência. A iniciativa procura transformar o modelo de produção da nação asiática e faz parte do roteiro económico através do qual a Índia pretende tornar-se uma nação plenamente desenvolvida até 2047. “Não devemos simplesmente transformar o nosso país num mercado para o mundo, devemos tornar-nos um polo de inovação”, afirmou Modi. Segundo o dirigente, o ecossistema do gigante asiático deverá assumir a liderança global nas tecnologias emergentes. O chefe de Governo associou o avanço na IA à implementação de uma infraestrutura digital pública alargada e ao fortalecimento de sectores estratégicos, como os semicondutores, a computação quântica e as redes 6G de produção nacional. Para esta transição — que exigirá “quantidades enormes de electricidade” —, a Índia anunciou o objectivo de gerar 100 gigawatts de energia nuclear até 2047, em paralelo com a expansão da energia solar. Actualmente, “vivemos a era da IA, da tecnologia quântica, do espaço, da robótica e dos centros de dados. Abriu-se um domínio totalmente novo”, prosseguiu o governante. O interesse de Nova Deli pela IA é também impulsionado pela doutrina da auto-suficiência económica promovida pelo Governo de Modi, que procura transformar a Índia num importante polo global de processamento de dados e fabrico de microchips, de forma a reduzir a dependência de fontes estrangeiras.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Número de mortos após chuvas torrenciais sobe para nove Chuvas torrenciais e inundações fizeram pelo menos nove mortos na província de Chiba, no leste do Japão, perto da metrópole de Tóquio, avançou ontem a emissora pública japonesa NHK. Algumas vítimas foram encontradas presas em veículos submersos, enquanto outras desmaiaram em ruas inundadas, informaram as autoridades da província. Uma estação meteorológica em Chiba registou mais de 30 centímetros de chuva em 24 horas, tornando este o Agosto mais chuvoso na região em 60 anos, de acordo com dados da Agência Meteorológica do Japão. Na quinta-feira à noite, a agência já tinha alertado que a tempestade estava “a caminhar para um nível sem precedentes de chuvas intensas”. As chuvas provocaram alertas de deslizamentos de terra e cortes de energia a leste de Tóquio, com os meteorologistas a emitirem, pela primeira vez, o alerta máximo para chuvas fortes na província de Chiba. O total de chuvas na cidade de Chiba era mais de três vezes superior ao total habitual para todo o mês de Agosto, sublinhou o Ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo, já na manhã de sexta-feira. As chuvas registadas no leste do Japão ocorrem num contexto de fortes chuvas, ciclones e consequentes inundações em vários países asiáticos este mês, que provocaram mais de 50 mortos, afectando sobretudo a China, a Índia, as Filipinas e Myanmar (antiga Birmânia). Os cientistas afirmam que as alterações climáticas provocadas pela actividade humana estão a tornar este tipo de eventos climáticos extremos mais frequentes, mais longos e mais intensos.
Hoje Macau PolíticaMaternidade | Chan Chak Mo diz que mães devem alinhar licenças com patrões O ex-deputado Chan Chak Mo considera que as licenças de maternidade e aumento de dias de férias devem ser negociados entre trabalhadores e patrões. Em declarações ao canal chinês da TDM, o empresário e vice-presidente da Associação Comercial de Macau deu o exemplo de uma loja de produtos de beleza. “Por exemplo, na indústria dos cosméticos, muitas empregadas têm idade propícia à procriação. Se de repente, quatro empregadas decidem ser mães, devem ser contratadas pessoas a tempo parcial? Devem ser recrutadas não-residentes? E como ficam os custos operacionais e como podem as empresas lidar com esta situação”, questionou. Sobre os subsídios do Governo para ajudar a pagar as licenças de maternidade, Chan Chak Mo indicou que são um auxílio financeiro, mas que não conseguem resolver potenciais faltas de pessoal. Também o aumento das férias anuais, com base na antiguidade do trabalhador e até um máximo de 12 dias, preocupa o ex-deputado que entende que será necessário às empresas planear antecipadamente arranjos para que as férias dos empregados não coincidam com os picos de maior actividade das empresas, levando a insuperáveis faltas de recursos humanos.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Parlamento aprova orçamento para 2026 após atraso recorde O parlamento de Taiwan, controlado pela oposição, aprovou, após um atraso recorde de 266 dias, o orçamento geral do Governo para 2026, que inclui um programa de drones para reforçar as defesas da ilha. O orçamento final, aprovado na sexta-feira, autoriza gastos de 2,98 biliões de dólares de Taiwan (80,5 mil milhões de euros, avançou a agência de notícias estatal taiwanesa CNA. O documento destina 63,4 mil milhões de dólares de Taiwan (1,71 mil milhões de dólares) para o desenvolvimento e aquisição de equipamento para a indústria de drones. O Governo enviou a proposta de lei orçamental para o parlamento em 31 de Agosto de 2025, com uma previsão inicial de gastos de 3,03 biliões de dólares de Taiwan (81,9 mil milhões de euros), mas a aprovação foi atrasada por disputas entre o partido no poder e a oposição. A proposta inicial previa 949,5 mil milhões de dólares taiwaneses (25,4 mil milhões de euros) para a Defesa, equivalentes a 3,32 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) taiwanês no momento em que a estimativa foi feita. Este último aumento insere-se no objectivo do líder da ilha, William Lai Ching-te, de continuar a elevar a despesa em Defesa ano após ano até atingir 5 por cento do PIB em 2030. De acordo com a CNA, as normas exigiam que a proposta de orçamento fosse ratificada até ao final de Novembro, tornando este o orçamento que mais demorou a ser aprovado no parlamento na história de Taiwan. O orçamento geral de 2026 foi aprovado poucos dias antes da apresentação do projecto de lei orçamental para 2027 pelo gabinete, prevista para 20 de Agosto.
Hoje Macau Manchete SociedadeDespesas com cartões de crédito abrandam no segundo trimestre As despesas com cartões de crédito abrandaram no segundo trimestre, caindo 4,3 por cento face aos três meses anteriores para 6 mil milhões de patacas, segundo dados bancários oficiais divulgados na sexta-feira. Apesar da descida no valor total, o volume de operações aumentou, com os titulares de cartões a realizarem 14,3 milhões de transacções, mais 5,7 por cento em termos trimestrais. O limite global de crédito concedido pelos bancos emissores locais subiu ligeiramente 0,5 por cento, fixando-se em 51,4 mil milhões de patacas no final de Junho. A dívida em aberto somava 2,7 mil milhões de patacas, dos quais 768,6 milhões de patacas correspondiam a saldos renovados, representando 28,6 por cento do total. A qualidade do crédito registou uma ligeira melhoria, com a taxa de incumprimento — que mede pagamentos em atraso superiores a três meses em relação ao total de recebíveis — a recuar para 2,6 por cento no final de Junho, contra 2,7 por cento em Março. Os adiantamentos em numerário totalizaram 147,0 milhões de patacas no segundo trimestre, equivalendo a 2,4 por cento do volume global de operações com cartões de crédito. Os reembolsos, incluindo juros e comissões, caíram 9,2 por cento em termos trimestrais, para 5,9 mil milhões de patacas. Entretanto, as transacções com cartões de débito (excluindo levantamentos) atingiram 422,8 milhões de patacas, distribuídas por 1,9 milhões de operações no mesmo período. Telefone e carteira No domínio dos pagamentos móveis locais, o valor das transacções, no segundo trimestre de 2026, foi de 8,7 mil milhões de patacas, correspondendo a um acréscimo de 3 por cento face ao trimestre anterior. O número de operações aumentou 9,7 por cento, tendo atingido 106,1 milhões de transacções. O valor médio por transação foi de 82,2 patacas. As autoridades financeiras sublinharam que os pagamentos móveis processados através de instituições de Macau incluem tanto operações locais como transfronteiriças. As transacções efectuadas por aplicações móveis ligadas a cartões bancários emitidos em Macau são contabilizadas simultaneamente nas métricas de pagamentos móveis e de operações com cartões.
Hoje Macau EventosCentenário evoca obra da poeta e jornalista Noémia de Sousa A poeta e jornalista Noémia de Sousa, consagrada como a “mãe dos poetas moçambicanos” por ter feito da literatura uma arma contra o colonialismo, assinala 100 anos em 20 de Setembro, data que evoca o seu legado. Pioneira da poesia no seu país e a primeira mulher negra a publicar em Moçambique, Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares (1926-2002), mais conhecida como Noémia de Sousa, deixou a sua marca na cultura e no jornalismo em língua portuguesa. Nascida em 20 de Setembro de 1926, em Catembe, Moçambique, e criada no histórico bairro da Mafalala, em Maputo, foi aí que escreveu os seus poemas que exaltam os valores africanos e de denúncia da opressão, como o célebre poema “Deixa passar o meu povo”. Perseguida pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) pelo seu activismo e pela ligação aos movimentos de libertação, Noémia de Sousa assinava com o pseudónimo literário Vera Micaia para contornar a censura do Estado Novo. Quando começou a escrever poemas, utilizava também as iniciais N. S., embora por motivos pessoais. A sua escrita concentrou-se num período muito curto, entre 1948 e 1951, mas a sua obra dispersa acabou por influenciar decisivamente as futuras gerações intelectuais do seu país. Exílio na Europa A perseguição política forçou-a ao exílio em Portugal, em 1951, e mais tarde a uma fuga “a salto” para Paris, França, em 1964. A fuga para Paris deveu-se à ligação que tinha com o Centro de Estudos Africanos, cujas reuniões eram realizadas na Casa da Tia Andreza, tia da poeta são-tomense Alda Espírito Santo. Após o regresso a Lisboa, dedicou a vida ao jornalismo. Já depois de ter trabalhado na ANI, ingressou na agência Reuters em 1972, transitando mais tarde para as agências de notícias portuguesas ANOP (1982-1986) e Lusa (1986-2001), onde continuou a trabalhar mesmo depois de se reformar. Em 2001, foi publicada uma colectânea dos poemas, que escreveu entre 1948 e 1951, intitulada “Sangue Negro”, pela Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO), sendo depois reeditado por Nelson Saúte em Moçambique e, mais tarde, lançado no Brasil pela editora Kapulana. Em Outubro de 2024, a obra ganhou uma edição em francês, com o título ‘Sang Noir’, publicada pela editora ‘Project’îles’. Para assinalar a data do seu centenário, a agência Lusa vai promover uma homenagem que reunirá antigos colegas de profissão, representantes da comunidade moçambicana e artistas cuja criação continua a ser influenciada pela obra da autora. Além desta iniciativa, o escritor moçambicano Nelson Saúte vai lançar uma obra biográfica, intitulada “Se me quiseres conhecer – Noémia de Sousa: Biografia literária”, que vai ser apresentada em 1 de Setembro no Brasil, pela editora Kapulana, em Setembro a edição moçambicana do livro também será lançada e será depois apresentada, em Lisboa, em 20 de Setembro.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim apresenta queixa ao Japão após visita de ministros a polémico santuário O Governo da China apresentou sábado uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país. Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de Agosto, e noutras ocasiões. O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda. O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial. Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a “criminosos de guerra”. As visitas de autoridades japonesas a Yasukuni provocam frequentemente indignação em Pequim e Seul, uma vez que a China e a península coreana foram palco de atrocidades cometidas pelas forças militares japonesas na primeira metade do século XX. “Nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses, que é anular o veredicto sobre os criminosos de guerra, encobrir os crimes de guerra do Japão, distorcer os factos históricos e abrir caminho para a aceleração da remilitarização”, enfatizou o porta-voz chinês. “Isto constitui uma afronta à justiça histórica, um desafio às normas fundamentais da civilização e uma provocação contra a ordem internacional do pós-guerra. Tal conduta foi firmemente rejeitada pela vasta maioria da comunidade internacional”, acrescentou. Olhar para a História Na visão de Pequim, reflectir sobre a história e abordá-la “de forma correcta” era um “requisito importante” para o regresso do Japão à comunidade internacional após o conflito, constitui a base política das relações de Tóquio com os países vizinhos e é, acima de tudo, uma “medida fundamental” para o compromisso do arquipélago com o “desenvolvimento pacífico”. “Instamos o lado japonês a reflectir seriamente sobre o seu historial de agressão, a romper decisivamente com o militarismo e a conquistar a confiança dos seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo através de acções concretas”, concluiu o porta-voz chinês. Nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni desde 2013, quando uma deslocação de Shinzo Abe ao santuário provocou uma reprimenda do aliado mais próximo de Tóquio, os Estados Unidos. As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.
Hoje Macau China / ÁsiaChina doa mais 15 mil toneladas de arroz a Cuba Cuba recebeu a terceira parcela de 15 mil toneladas de arroz do Governo da China, que enviou até agora 60 mil toneladas, como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha. O quarto e último carregamento que completará a doação — a maior que a China enviou nos últimos anos para Cuba— chegará em Setembro, segundo informou o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro (Mincex) cubano, nas redes sociais. No acto de entrega da doação, no porto de Havana, na quinta-feira, o embaixador de Pequim, Hua Xin, disse que com este novo carregamento de arroz chega a mensagem de que “a China está ao lado de Cuba”. “Vamos continuar a apoiar Cuba e o seu povo, que se opõem firmemente à ingerência estrangeira dos Estados Unidos”, assinalou o diplomata, segundo reportaram meios de comunicação estatais chineses. O vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, expressou “profunda gratidão” na cerimónia de entrega da nova doação de arroz da nação asiática e afirmou que as relações entre Cuba e a China são indestrutíveis. Pérez-Oliva, também responsável pela pasta do Mincex, destacou que a China “estende a sua mão” a Cuba enquanto se intensifica o bloqueio e se agudiza o cerco energético dos Estados Unidos contra o seu país. Outros apoios Recentemente, a embaixada chinesa na capital cubana entregou uma segunda doação de cinco mil sistemas fotovoltaicos para apoiar a electrificação rural, numa altura em que a ilha enfrenta uma grave crise energética, agravada desde o Janeiro por um bloqueio petrolífero imposto pelo Governo de Washington. O Presidente chinês, Xi Jinping, aprovou em Janeiro uma ajuda a Cuba que inclui assistência financeira no valor de 80 milhões de dólares e 60 mil toneladas de arroz. Em 2024, a China já tinha doado 100 milhões de dólares ao país caribenho. A economia de Cuba atravessa uma crise severa e prolongada, com uma contracção económica de 15 por cento nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais. A ilha sofre de uma escassez crónica de alimentos, medicamentos e combustível, a par de crónicos cortes de energia e uma elevada inflação. Havana e Pequim mantêm relações políticas e económicas estreitas, nas quais o país asiático figura como um dos principais aliados da ilha.
Hoje Macau China / ÁsiaCisjordânia | Papa pede fim da violência de colonos israelitas contra civis O Papa Leão XIV apelou ontem ao fim da violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e instou a comunidade internacional a avançar no sentido da solução de dois Estados, para uma paz justa e duradoura. “Reitero o meu apelo para que cessem os repetidos actos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia”, afirmou o pontífice, após a tradicional oração do Angelus, que ontem presidiu a partir do palácio pontifício de Castelgandolfo. O papa pediu “urgentemente” à comunidade internacional “que garanta o avanço no sentido da solução de dois Estados para uma paz justa e duradoura” na Palestina. As palavras de Robert Prevost surgem num contexto de recrudescimento da violência por parte de colonos israelitas estabelecidos na Cisjordânia contra comunidades palestinianas. No final de Julho, as Nações Unidas alertaram para uma escalada perigosa nesta zona, enquanto o seu gabinete dos direitos humanos manifestou preocupação com o aumento dos assentamentos, os apelos à punição colectiva e as ameaças de transformar o território noutra Gaza. Profecias de paz Precisamente ontem, o patriarca latino de Jerusalém e máxima autoridade católica na Terra Santa, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, celebrou uma missa em Taybeh, a última aldeia totalmente cristã da Cisjordânia ocupada, onde reafirmou o compromisso da Igreja Católica para com os seus fiéis face aos crescentes ataques de colonos israelitas. O papa referiu-se ainda ao início dos Jogos do Mediterrâneo, que se realizarão em Taranto, no Sul de Itália, entre 21 de Agosto e 03 de Setembro, com a participação de vários países de África, da Ásia e da Europa que fazem parte da região mediterrânica. “Espero que este evento desportivo seja uma profecia de paz e fraternidade entre os povos desta região e do mundo inteiro”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreias | Seul propõe diálogo para terminar formalmente guerra Em guerra desde 1953, face à ausência de um tratado que termine formalmente o conflito entre o Norte e o Sul da Península Coreana, Seul volta a abrir a porta ao diálogo para acabar de vez com o diferendo O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, defendeu sábado a retoma do diálogo com Pyongyang para pôr formalmente fim à Guerra da Coreia, que tecnicamente desde 1953 devido à ausência de um tratado de paz. Lee, que já tinha aberto as portas a negociações incondicionais sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, fez a nova oferta no 81.º aniversário da fim da ocupação japonesa da península (1910-1945). A Guerra da Coreia (1950-1953), desencadeada por um ataque do Norte, terminou apenas com um armistício, que continua em vigor. “Deixemos de lado as nossas intenções de nos ameaçarmos mutuamente e iniciemos discussões para pôr fim a esta longa guerra, enquanto partes directamente envolvidas”, exortou Lee, num discurso. “Desta forma, será também possível discutir medidas eficazes para travar o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte”, acrescentou o Presidente. Lee tomou posse em Junho de 2025 e adoptou uma postura contrária à linha dura em relação ao país vizinho implementada pelo antecessor, Yoon Suk-yeol. A Coreia do Norte tem rejeitado consistentemente as propostas de Lee Jae-myung. Ainda na semana passada, Pyongyang denunciou os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington, agendados para arrancar esta semana, e ameaçou elevar as medidas de dissuasão a um “novo patamar”. A Coreia do Sul e Estados Unidos anunciaram os habituais exercícios militares anuais de grande escala, visando reforçar a prontidão contra ameaças norte-coreanas. Espera-se que o novo exercício (Escudo da Liberdade Ulchi) provoque, à semelhança de anteriores, uma resposta irada da Coreia do Norte, que os considera uma preparação de invasão do seu território. No passado, o regime norte-coreano respondeu com testes de armamento e retórica agressiva a grandes exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Mau sinal Dois dias depois do anúncio dos exercícios, a Coreia do Norte lançou um míssil, possivelmente de tipo balístico, em direção ao mar do Japão, informaram o Ministério da Defesa japonês e o Exército sul-coreano. O lançamento a partir da costa leste norte-coreana, foi o segundo de armamento deste tipo feito por Pyongyang em menos de uma semana. O Estado-Maior Conjunto sul-coreano afirmou em comunicado ter detectado o lançamento de “um míssil balístico (…) a partir da região de Wonsan em direcção ao mar do Leste (mar do Japão)”. A Coreia do Norte tem declarado repetidamente que o seu estatuto de Estado nuclear é “irreversível”. As negociações iniciadas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falharam após a última cimeira, em 2019, com o líder Kim Jong-un. Em Julho, o Ministério da Unificação da Coreia do Sul anunciou que tinha abandonado os esforços para dar prioridade ao desmantelamento do programa nuclear norte-coreano, optando por uma campanha para travar o seu desenvolvimento.
Hoje Macau Manchete SociedadeMelco | Lucros aumentam 31,8% no segundo trimestre A operadora de jogo Melco Resorts and Entertainment anunciou lucros líquidos de 22,7 milhões de dólares no segundo trimestre, um aumento de 31,8 por cento em termos anuais. Lawrence Ho vincou a confiança na recuperação sustentada da indústria em Macau As receitas operacionais do grupo foram de 1,25 mil milhões de dólares, descendo cerca de 6 por cento comparativamente ao segundo trimestre do ano passado, indicou a empresa liderada por Lawrence Ho, filho do magnata do jogo Stanley Ho (1921-2020). Os lucros operacionais entre Abril e Junho alcançaram 127,8 milhões de dólares, representando uma subida de 2,5 por cento em relação ao mesmo período de 2025, lê-se ainda no comunicado. “Continuamos confiantes na solidez a longo prazo do nosso negócio e na recuperação sustentada de Macau,” destacou Lawrence Ho, presidente e director executivo da Melco. “Apesar dos desafios pontuais registados no segundo trimestre, a nossa prioridade estratégica passa pelo reforço da ligação com os clientes e pela expansão da nossa oferta hoteleira e de entretenimento”, acrescentou Ho. No City of Dreams, o principal complexo da operadora no território, o lucro bruto de exploração (EBITDA, na sigla em inglês) ajustado registou uma redução de 34,5 por cento, fixando-se em 147,8 milhões de dólares. Como parte do plano de dinamização e renovação da unidade, a empresa prepara para o terceiro trimestre de 2026 a abertura faseada do novo hotel REM, a par de reconfigurações na oferta comercial e de retalho. A Melco disse que outra propriedade do grupo, o Studio City, demonstrou maior resiliência no mercado de massas e de famílias, contabilizando um EBITDA ajustado de 95,5 milhões de dólares, o que representa uma descida de 9,2 por cento face ao segundo trimestre de 2025. Por fim, o hotel-casino Altira Macau registou uma recuperação nas operações, com o EBITDA ajustado a mais que duplicar, para 2,2 milhões de dólares, impulsionado pelo aumento do volume de apostas no segmento de massas, cujo valor atingiu 134 milhões de dólares. Outras contas “Fora de Macau, o nosso portfólio diversificado continuou a demonstrar resiliência e potencial de crescimento. Nas Filipinas, o City of Dreams Manila registou um crescimento homólogo sólido, apesar dos desafios contínuos no país. Em Chipre, o City of Dreams Mediterranean e os nossos casinos-satélite recuperaram com considerável força à medida que as perturbações nas viagens regionais diminuíram, com o EBITDA das propriedades a crescer 60 por cento em termos anuais no segundo trimestre de 2026”, acrescentou Lawrence Ho. A receita bruta de jogo de Macau na primeira metade de 2026 foi de 126,9 mil milhões de patacas, um aumento de 6,8 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
Hoje Macau Manchete SociedadeHabitação | Novos créditos sobem 31% em Junho Os novos créditos hipotecários para habitação e para actividades imobiliárias comerciais em Macau registaram em Junho um crescimento expressivo face a Maio. Durante esse período, os empréstimos para comprar casas ultrapassaram os 1,4 mil milhões Os empréstimos para compra de casa subiram em Junho 30,9 por cento em relação a Maio, atingindo cerca de 1,46 mil milhões de patacas, quase todos concedidos a residentes locais, num total de 1,43 mil milhões de patacas. Já os créditos atribuídos a não-residentes recuaram 17,2 por cento, para 30,25 milhões de patacas, segundo dados divulgados na sexta-feira pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Entre Abril e Junho, o valor médio mensal dos novos empréstimos para habitação fixou-se em 1,24 mil milhões de patacas, mais 10,9 por cento face ao trimestre anterior. Em contrapartida, os créditos comerciais ligados ao imobiliário dispararam 88 por cento em Junho, para 1,04 mil milhões de patacas, todos concedidos a residentes. No trimestre Abril-Junho, a média mensal foi de 1,07 mil milhões de patacas, mais 26 por cento em relação ao período Março-Maio. No final de Junho, o saldo total dos empréstimos para habitação desceu ligeiramente, para 201,98 mil milhões de patacas, menos 0,5 por cento face ao mês anterior e menos 5 por cento em termos homólogos. Do total, 96,8 por cento foram concedidos a residentes. O saldo dos créditos comerciais caiu para 132,50 mil milhões de patacas, menos 0,8 por cento em relação a Maio e menos 9 por cento face ao mesmo mês de 2025. A maioria foi atribuída a residentes (91,3 por cento), com uma descida de 0,9 por cento, enquanto os créditos a não residentes subiram ligeiramente 0,2 por cento. Medidas e métricas O crédito mal-parado manteve-se estável nos empréstimos para habitação, em 3,6 por cento, tanto em termos mensais como homólogos. Nos créditos comerciais, o rácio permaneceu em 5,6 por cento face a Maio, mas aumentou 0,2 pontos percentuais em relação a Junho de 2025. A percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet. Num relatório em Março, a consultora imobiliária JLL afirmou que os preços do imobiliário residencial em Macau, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade. Desde o início deste ano, as autoridades financeiras de Macau alargaram o limite máximo do rácio dos empréstimos hipotecários para aquisição de habitação, de 70 por cento para 80 por cento, isentando também o imposto de selo sobre transmissões de imóveis. As orientações emitidas pela AMCM visaram promover o desenvolvimento sustentável e estável das actividades bancárias relacionadas com os empréstimos hipotecários, em consonância com as políticas de apoio ao mercado imobiliário promovidas pelo Governo da RAEM. No primeiro trimestre de vigência destas medidas, registou-se um aumento anual de cerca de 25 por cento nos novos empréstimos hipotecários destinados à aquisição de habitação. Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,48 mil milhões de patacas nos primeiros quatro meses do ano, mais 20,7 por cento do que no mesmo período de 2025. Segundo a AMCM, a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 30,3 por cento, para 6,47 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos.
Hoje Macau Manchete PolíticaEnsino superior | Guangdong quer que novo campus alivie pressão da procura As autoridades chinesas esperam que o novo campus conjunto entre universidades de Macau em Hengqin contribua para “aliviar a pressão” da procura de vagas no ensino superior nos próximos dez anos, e ofereça uma experiência “equivalente a estudar no estrangeiro” A Cidade Universitária será um campus conjunto da Universidade de Macau, da Universidade Politécnica de Macau e da Universidade de Turismo de Macau, localizado em Hengqin. Segundo um relatório elaborado pela Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa sobre o projecto, as autoridades de Macau preveem investir cerca de 18 mil milhões de yuan para a construção da Cidade Universitária, abrangendo a aquisição de terrenos e as despesas de construção das segunda e terceira fases da Cidade Universitária. Todo o projecto “será desenvolvido por fases”, com o início das actividades lectivas da primeira fase da Cidade Universitária previsto para Agosto de 2026, altura em que as três instituições de ensino superior darão início ao ensino de pós-graduação, com cerca de 400 estudantes matriculados no ano. A actual área de requalificação abrange aproximadamente 50 mil metros quadrados e envolve a conversão funcional integral de 13 edifícios, com uma área bruta total de construção requalificada de cerca de 65 mil metros quadrados. Alguns dos edifícios a ser aproveitados para o novo campus faziam parte originalmente da Cidade Alemã de Hengqin, um projecto iniciado em 2019 com arquitectura de estilo alemão para expor e comercializar produtos alemães, mas que cessou em 2022. No relatório, a comissão legislativa alertou que “a internacionalização da Cidade Universitária não se deve limitar à designação, mas sim reflectir-se em diversos aspectos” especialmente no que diz respeito à origem do corpo docente e dos estudantes. O Governo da RAEM respondeu que tem coordenado as instituições de ensino superior “para reforçar os elementos de internacionalização” e “a cooperação com o exterior, procurando que as instituições de ensino superior de Macau cooperem directamente com universidades de renome internacional no ensino e na investigação científica”. “Actualmente, as três instituições públicas de ensino superior de Macau estão a desenvolver negociações de cooperação com instituições de ensino superior de Singapura, Austrália, Reino Unido, Portugal e Suíça,” declarou o Governo no mesmo relatório. As autoridades referiram que a Faculdade de Medicina da Universidade de Macau está a intensificar os esforços para lançar, em conjunto com a Universidade de Lisboa, em Portugal, um curso de medicina clínica. “O programa de duplo grau internacional de mestrado desenvolvido pela Universidade de Turismo de Macau pretende abranger a Universidade de Queensland, na Austrália, a Universidade de Surrey, no Reino Unido, a Universidade de Lisboa, em Portugal, e a César Ritz Colleges Switzerland, na Suíça”, acrescentou. Guangdong é o mundo A Universidade Politécnica de Macau assinou também, em Outubro de 2025, um memorando de cooperação com a Universidade de Coimbra, em Portugal, para a colaboração na exploração do ensino na Zona de Cooperação, com foco nas áreas disciplinares de alta tecnologia e ‘Big-Health’. A comissão acrescentou que a estrutura do ensino superior de Macau já “é altamente orientada para o exterior”, indicando que “dos 67 mil estudantes existentes, apenas 15 mil são locais, sendo os restantes 51 mil provenientes do Interior da China e de outras regiões”. O Governo local reconheceu que Macau enfrenta taxas de natalidade baixas, que afectam principalmente os ensinos infantil, primário e secundário, e que essa é também uma tendência global. No entanto, e citando informações do Ministério da Educação da China, a Administração local alertou que nos próximos dez anos, até 2035, o país vai registar “um período de pico de matrículas”, seguido de uma “queda significativa”. As autoridades mencionaram o exemplo da província de Guangdong, onde a procura anual de vagas para os exames de acesso ao ensino superior é de cerca de um milhão e, nos próximos dois ou três anos, aumentará para 1,8 milhões, “ou seja, quase o dobro”. “A província de Guangdong espera que Macau possa contribuir para aliviar a pressão, porque não tem tempo suficiente para expandir as universidades e está também preocupada com o excesso de vagas após o período de pico”, explicou o Governo local. “Assim, a internacionalização do ensino superior de Macau deve servir não só para si próprio, mas também para o país (…) podendo Macau contribuir para partilhar essa pressão”, acrescentaram Fumo e espelhos Ao mesmo tempo, o Governo espera que, para fazer face à eventual diminuição do número de estudantes após 10 anos, Macau deva seguir o caminho da “não homogeneização”, “não competindo com as instituições de ensino superior do Interior da China, mas oferecendo um ensino internacionalizado”. “De facto, a palavra ‘internacional’ não significa apenas a admissão de estudantes internacionais, pois o mais importante é proporcionar aos estudantes do interior da China um ensino com o ‘efeito de estudar no estrangeiro sem sair do País’”, destacou. Segundo o relatório, actualmente, cerca de 700 a 800 mil estudantes saem todos os anos do interior da China para estudar no estrangeiro, com o planeamento da Cidade Universitária a prever acolher cerca de 20 mil estudantes.
Hoje Macau China / ÁsiaEcologia | Dia Nacional marcado com ganhos sólidos As autoridades chinesas revelaram no sábado uma série de grandes conquistas ecológicas no evento principal que marca o quarto Dia Nacional da Ecologia em Hulunbuir, na Região Autónoma da Mongólia Interior, no norte da China, indica a agência estatal Xinhua. O evento, sob o tema “Construindo uma base verde para a modernização chinesa”, foi organizado conjuntamente pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, departamentos governamentais relevantes e o governo regional. No evento, Zhang Liming, vice-director da Administração Nacional de Florestas e Pastagens, detalhou o progresso no Programa Florestal do Cinturão de Protecção Três-Norte, iniciado em 1978 a fim de combater a desertificação no noroeste, norte e nordeste do país. Desde o lançamento de uma batalha em fase crítica para avançar com o programa em 2023, o governo central investiu 88,9 mil milhões de yuans e lançou 544 projectos-chave, concluindo anualmente mais de 80 milhões de mu (5,33 milhões de hectares) de obras de restauração ecológica. Como resultado, o escudo ecológico no norte da China tornou-se mais robusto. A cobertura de florestas e pastagens na área do programa atingiu 40,76 por cento, enquanto 67,82 por cento da terra desertificada tratável foi controlada, segundo Zhang, citado pela agência. Mais conquistas A China também alcançou novos progressos na construção de seu sistema de parques nacionais. Os cinco primeiros parques nacionais do país integram mais de 120 reservas naturais e outras áreas protegidas, fortalecendo a protecção dos principais ecossistemas e habitats da vida selvagem. As espécies emblemáticas nos parques nacionais mostraram sinais de recuperação. A população de antílopes tibetanos ultrapassou 70 mil, enquanto a de tigres siberianos selvagens aumentou de 27 para 72 e a de leopardos selvagens, de 42 para 115. A população de gibão-de-hainan, criticamente ameaçado de extinção, aumentou para 44 indivíduos em sete grupos. Várias novas espécies também foram descobertas na Província de Fujian, no leste da China. No bom caminho O evento também mostrou ainda o progresso da Mongólia Interior no desenvolvimento verde e de baixo carbono. A capacidade instalada de novas energias na região atingiu 180 milhões de quilowatts, representando 56 por cento da sua capacidade total de energia, disseram autoridades locais. “Através da inovação, manufactura e investimento, a China ajudou a transformar o cenário global de energia limpa para tornar as tecnologias de energia limpa mais acessíveis em todo o mundo”, disse Selwin Hart, conselheiro especial do secretário-geral da ONU para a Acção Climática e Transição Justa, durante um discurso por vídeo. “O 15.º Plano Quinquenal (2026-2030) da China, juntamente com seus novos planos de pico de carbono e energia renovável, oferece uma oportunidade para acelerar a implantação e reforçar a confiança na transição global”, acrescentou Hart. O Código Ecológico e Ambiental da China entrou oficialmente em vigor no sábado, um marco nos esforços para fortalecer a base legal para a harmonia entre a humanidade e a natureza. O código compreende 1.242 artigos em cinco capítulos, abrangendo controlo da poluição, protecção ecológica e desenvolvimento verde e de baixo carbono, entre outras áreas.
Hoje Macau Grande PlanoColonos israelitas cercam famílias palestinianas pelo quarto dia consecutivo O Exército israelita destruiu ontem um posto de controlo estabelecido por um grupo de colonos próximo de casas palestinianas na Cisjordânia ocupada, mas até agora não conseguiu expulsar os invasores do local. “O Exército, a Polícia de Fronteiras e a polícia chegaram na noite passada e desmantelaram o posto” na aldeia de Qusra, disse um dos residentes afectados, Qusay Abu Ridi, à agência de notícias EFE, por telefone. Abu Ridi referiu que os colonos permanecem a 15 metros da sua casa e que as autoridades israelitas acabaram por lhe pedir que a abandonasse. Isto coincide com as declarações do chefe do conselho de Qusra, Abd al-Azim Wadi, que detalhou que o COGAT, o órgão militar israelita responsável pela gestão dos assuntos civis na Cisjordânia ocupada, lhe disse que os colonos seriam provavelmente retirados ontem, pedindo aos residentes para evitarem andar de carro na aldeia. Anteriormente, o Exército israelita tinha anunciado a destruição de “dois postos avançados ilegais na Área B [que seriam o início de novos colonatos]”, concretamente em Qusra e outro na aldeia de Jalud, ambos na província de Nablus. Os militares israelitas acrescentaram ainda que apenas um dos radicais que cercavam e intimidavam duas famílias palestinianas há quatro dias — uma delas com duas filhas — tinha sido detido. As famílias não conseguiam sair de casa desde então. No caso de Jalud, a cerca de cinco quilómetros de Qusra, os colonos israelitas entraram na cidade no início de Abril, assediando os habitantes locais e impedindo alguns de aceder às suas casas. A EFE confirmou ontem de manhã em Jalud que o exército continua mobilizado no município depois de ter desmantelado o posto avançado. Cumplicidades criminosas Mahmud Tubasi, expulso de sua casa no final de Julho, disse à EFE que actualmente não há presença de colonos na cidade, mas que as autoridades israelitas pediram que permaneçam nas suas casas por enquanto. O cerco a Qusra continua desde o passado domingo, período durante o qual as forças israelitas também usaram gás lacrimogéneo, enquanto dezenas de colonos — muitos com máscaras — invadiram a zona para impedir a expulsão. Todos os colonatos que o governo israelita apoia, financia e expande na Cisjordânia ocupada são ilegais ao abrigo do direito internacional. Além disso, durante as primeiras horas após a entrada do grupo de colonos em Qusra, os soldados israelitas não só deixaram de intervir, como também rezaram com os radicais judeus, sentaram-se com eles debaixo da tenda e tiraram selfies, de acordo com vídeos e imagens de vigilância que registaram os acontecimentos. O exército anunciou na quarta-feira que “serão tomadas medidas disciplinares contra os agentes de segurança envolvidos, cuja presença no local foi documentada há vários dias”, mas não especificou quais serão as punições. Na realidade, um soldado israelita raramente é punido por atacar, assediar ou mesmo matar um palestiniano. O último ataque mortal realizado pelas forças de segurança israelitas na Cisjordânia ocupada que resultou em acusações formais ocorreu em 2019, segundo dados do grupo israelita de defesa dos direitos humanos Yesh Din, levando as organizações de defesa dos direitos humanos a falar em “impunidade sistémica”.
Hoje Macau China / ÁsiaEstudantes timorenses fazem caminhada em trilhos usados pelos guerrilheiros Um grupo de estudantes de Timor-Leste vai realizar a partir de sábado uma caminhada pelos trilhos usados pelos guerrilheiros para assinalar o 51.º aniversário da criação das forças de defesa do país. A caminhada do Grupo de Estudantes Amantes da Natureza da Universidade Nacional de Timor-Leste começa em Kraras, no município de Viqueque, onde, em Agosto e Setembro de 1983, ocorreu uma das maiores atrocidades cometidas pelas forças de ocupação indonésia, que provocou a morte de 300 pessoas. Na cerimónia ontem realizada para assinalar o evento, o chefe de Estado-Maior General das Falintil (Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste) – Forças de Defesa de Timor-Leste, tenente-general Falur Rate Laek, destacou que o exercício físico “transformou-se num verdadeiro acto de memória nacional”. “É nosso dever recordar que a terra que hoje partilhamos não é uma terra comum. É uma terra consagrada pelo sacrifício e testemunha silenciosa dos anos mais difíceis da resistência”, disse, aos jovens que vão realizar a caminhada, o chefe das forças de defesa. O tenente-general Falur Rate Laek destacou também que os estudantes não vão caminhar por trilhos arbitrários, mas pelos “percorridos pelas Falintil” e onde “cada caminho representa simultaneamente esperança de sobrevivência e risco iminente de morte”. “Conhecerão os recursos naturais que sustentaram os guerrilheiros em tempos de grande privação. Identificarão os refúgios que os protegeram dos cercos inimigos. Compreenderão como a própria geografia desta terra, os vales, montanhas, florestas e encostas, serviu de manto protector para aqueles que nada possuíam além da firme convicção de que Timor-Leste haveria de viver livre”, salientou. A caminhada termina em 20 de agosto em Abu, no posto administrativo de Kelikai, no município de Baucau, a leste de Díli. “No final desta longa jornada vai surgir o Monte Matebian, montanha sagrada da nação timorense. Foi ali que milhares de pessoas encontraram refúgio e esperança, mas também onde se escreveu uma das páginas mais dolorosas da nossa luta de libertação. Nesse local coexistiram refúgio e tragédia, sofrimento e resiliência. É sobre essa dualidade que convido todos os participantes, especialmente os jovens, a refletirem ao longo deste percurso, particularmente sobre a nossa capacidade de resistência”, pediu o tenente-general. Braço de luta As Falintil foram criadas a 20 de Agosto de 1975 pela Frente Revolucionário do Timor-Leste Independente (Fretilin) em resposta ao golpe da União Democrática Timorense (UDT), que provocou um conflito entre timorenses. Em 1987, o então comandante das Falintil, Xanana Gusmão, tomou a decisão de tornar esta força apartidária, consolidando-se como braço armado da resistência à ocupação indonésia, ocorrida em 07 de Dezembro de 1975. Após a independência do país, em 20 de Maio de 2002, as Falintil integraram as Forças de Defesa de Timor-Leste. As celebrações do 51.º aniversário das Falintil – Forças de Defesa de Timor-Leste são este ano dedicadas ao tema “Honra aos Mártires, Compromisso com a Estabilidade e a Paz”.
Hoje Macau China / Ásia MancheteFoxconn | Lucro cresce 35 por cento no 2.º trimestre impulsionado pela IA A procura pela Inteligência Artificial deu um novo impulso à maior fabricante de produtos electrónicos do mundo O lucro da Hon Hai (Foxconn) aumentou 35 por cento, para 59.974 milhões de dólares taiwaneses, no segundo trimestre face ao período homólogo, informou quarta-feira o maior fabricante de produtos electrónicos do mundo. O lucro voltou a ser impulsionado pela forte procura global de servidores e produtos na nuvem, incluindo servidores de inteligência artificial (IA), que representaram 51 por cento das vendas da Foxconn entre Abril e Junho, ultrapassando, mais uma vez, as receitas provenientes de produtos electrónicos de consumo (29 por cento). Em comunicado, a empresa tecnológica sediada na cidade de Nova Taipé (norte de Taiwan) indicou também que o seu volume de negócios no segundo trimestre totalizou 2,52 biliões de dólares taiwaneses (67.980 milhões de euros), um aumento homólogo de 41 por cento. No primeiro semestre do ano, a empresa de tecnologia acumulou um lucro de 109.893 milhões de dólares taiwaneses, um crescimento anual de 27 por cento, e alcançou vendas no valor de 4,64 biliões de dólares taiwaneses (125.011 milhões de euros), mais 35 por cento em relação aos primeiros seis meses de 2025. Para o conjunto do ano, o grupo manteve elevadas as expectativas de receitas para o negócio de servidores e produtos na nuvem e continua otimista quanto às receitas provenientes de dispositivos electrónicos de consumo. Gigante global A Foxconn, mundialmente conhecida por ser a principal responsável pela produção do iPhone da Apple, transformou a montagem de servidores para inteligência artificial numa das suas principais prioridades, controlando actualmente cerca de 40 por cento deste mercado a nível global, de acordo com estimativas da própria companhia. A empresa é um dos principais parceiros da norte-americana Nvidia, para a qual monta grande parte dos servidores das suas plataformas GB200 e GB300. A empresa taiwanesa anunciou também, no início de Junho, uma colaboração estratégica com a Intel para o desenvolvimento e comercialização de soluções de infraestrutura de inteligência artificial, incluindo ‘racks’ baseados nos processadores Intel Xeon e arquitecturas de aceleradores de IA. Fundado em 1974, o grupo Foxconn é o maior prestador de serviços de fabrico electrónico (EMS, na sigla em inglês) do mundo, com fábricas e centros de investigação na China, Índia, Japão, Vietname e Estados Unidos, entre outros países. Juntamente com outras empresas tecnológicas de Taiwan, a Foxconn expandiu a sua presença internacional nos EUA e no México nos últimos dois anos para satisfazer a crescente procura do sector da IA. As acções da Foxconn na Bolsa de Taipé acumulam uma subida de 16,38 por cento desde o início do ano.
Hoje Macau China / ÁsiaLondian Wason protagoniza maior listagem de empresa chinesa nos EUA em um ano O fabricante de chapas de cobre para baterias Londian Wason concluiu a maior listagem de uma empresa chinesa na Bolsa de Nova Iorque em mais de um ano, apesar das tensões bilaterais e escrutínio regulatório. De acordo com um comunicado da empresa, divulgado na quarta-feira, a oferta pública inicial consistiu em 4,3 milhões de acções a um preço de 22 dólares por acção, totalizando aproximadamente 94,3 milhões de dólares. Este valor poderá aumentar nos próximos 30 dias se os subscritores exercerem a sua opção de compra de até 643 mil acções adicionais. Desde o início de 2025, apenas duas ofertas iniciais de empresas chinesas angariaram mais de 100 milhões de dólares nos EUA: a empresa de biotecnologia Ascentage Pharma, com 126 milhões de dólares, e a popular cadeia de lojas de chá Chagee, com 411 milhões de dólares. No primeiro dia de negociação na Bolsa de Nova Iorque, as acções da Londian Wason abriram a subir 18,2 por cento, tendo terminado a sessão com uma valorização de 11,4 por cento. De acordo com um estudo da consultora Frost & Sullivan, citado pela própria empresa, a Londian Wason é o maior vendedor mundial de folhas de cobre para baterias de iões de lítio, com uma quota de mercado global de 7,6 por cento e clientes como a LG, Panasonic, Samsung, CATL e BYD. Boas acções O último inquérito da Comissão de Revisão Económica e de Segurança EUA-China revelou que, em Março de 2025, existia um total de 286 empresas chinesas cotadas nos Estados Unidos, com uma capitalização bolsista combinada de 1,1 biliões de dólares. Dados da Deloitte, citados pelo portal especializado DealStreetAsia, indicam que 63 empresas chinesas estrearam-se nas bolsas norte-americanas em 2025, captando aproximadamente 1,12 mil milhões de dólares, um valor 41 por cento inferior ao do ano anterior. E, em 2026, foi preciso esperar até Lunho para a primeira listagem, quando a Dasouche captou aproximadamente 51 milhões de dólares, embora as acções da empresa especializada em soluções para concessionários de automóveis usados tenham caído 47 por cento na estreia. Wall Street costumava ser uma opção muito popular para as empresas chinesas, mas foi afectada pelo apertar da auditoria nos EUA e o aumento da fiscalização por parte dos reguladores chineses, algo que levou muitos grupos a preferir Hong Kong face às tensões geopolíticas.
Hoje Macau China / ÁsiaLenovo | Batido recorde de facturação trimestral A empresa chinesa Lenovo bateu um recorde de facturação, graças ao desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), apesar de ter registado um prejuízo de 609 milhões de dólares entre Abril e Junho. O resultado negativo contrasta com os lucros de 505 milhões de dólares registados no mesmo período do ano anterior. Nas contas que apresentou ontem à Bolsa de Hong Kong, onde está cotada, a Lenovo apontou para um volume de negócios trimestral mais elevado da sua história, com um aumento de 43 por cento em termos homólogos, atingindo os 26.943 milhões de dólares. No período em análise, as receitas relacionadas com a IA aumentaram 60 por cento, representando já 35 por cento do total. A empresa afirmou que continuará a apostar na estratégia baseada na IA para “converter a sua inércia actual numa expansão sustentada das suas margens ao longo de vários anos”, algo para o qual garante dispor de “bases sólidas” em aspectos como a resiliência das cadeias de abastecimento, fundamental face aos actuais “desequilíbrios” entre a oferta e a procura de componentes. Após a divulgação dos resultados durante o intervalo da sessão da bolsa, as acções da Lenovo em Hong Kong subiram 20,18 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaMarinha | China e Indonésia terminam manobras perto de Taiwan As marinhas da China e da Indonésia concluíram exercícios navais conjuntos em águas a leste de Taiwan. O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China informou que a fragata chinesa Honghe e a fragata indonésia KRI I Gusti Ngurah Rai-332 concluíram “todos os exercícios planeados” na manhã de quarta-feira. De acordo com o comunicado, divulgado na rede social Weibo, na quarta-feira, as tripulações praticaram comunicações marítimas, movimentos em formação, reabastecimento em alto-mar e procedimentos de separação de navios após as manobras. “Ambos os lados manobraram com flexibilidade, coordenaram-se e cooperaram estreitamente, concluindo com sucesso todos os objectivos”, afirmou o comando militar. O comunicado descreveu os exercícios como uma demonstração da vontade de ambos os países em cooperar “de forma pragmática” e “manter conjuntamente a paz e a estabilidade regional”. A Marinha da Indonésia desvalorizou o carácter excepcional do exercício, descrevendo-o como um exercício rotineiro de diplomacia marítima realizado durante o regresso do navio KRI I Gusti Ngurah Rai-332 à Indonésia, após participar em exercícios com a Marinha da Rússia em Vladivostok, no extremo oriente. De acordo com a agência de notícias pública indonésia Antara, o chefe do Serviço de Informação da Marinha da Indonésia, Tunggul, afirmou que este tipo de exercício de passagem são “interacções rotineiras de boa vontade” entre as marinhas e fazem parte da “camaradagem naval e da diplomacia marítima”.
Hoje Macau EventosMICAF | “Paz e Futuro” apresentado este domingo O 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau acolhe este domingo, a partir das 14h45 no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), o espectáculo de variedades “Paz e Futuro”, da responsabilidade da Companhia Artística Anjo da Paz Soong Ching Ling. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), esta apresentação traz a Macau “a rica essência e a vitalidade contemporânea da excepcional cultura tradicional chinesa através de diversas expressões artísticas, incluindo ópera de Pequim, dança, música folclórica, canto coral e artes marciais”. Na sinopse do espectáculo, lê-se que será evocado, em palco, “o espírito da antiga Rota da Seda”, apresentando-se elementos como a “percussão tradicional, ópera de Pequim, pipa, bem como o som exótico do morin khuur (instrumento de cordas mongol) e artes marciais”. “Ao fundir ritmos antigos com a criatividade moderna, o evento realça a diversidade e o espírito contemporâneo da China. Numa entusiástica demonstração das suas capacidades, jovens artistas de Macau irão juntar-se para nos oferecer uma intensa e confiante celebração de unidade cultural”, é referido. A companhia artística funciona sob alçada da Fundação Soong Ching Ling. Também no domingo, às 18h30, acontece a flash mob deste espectáculo junto ao espaço Anim’Arte Nam Van, “levando o ambiente artístico do palco directamente à comunidade”. A festa infantil “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece”, bem como o “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa”, tem lugar entre hoje e domingo na Praça do Centro Cultural de Macau.
Hoje Macau Manchete PolíticaCidade Universitária | Investimento acima de 18 mil milhões O projecto da futura Cidade Universitária irá implicar um investimento de cerca de 18 mil milhões de renminbis. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, os dados foram divulgados no âmbito da divulgação do relatório “Construção da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin”, pela Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa (AL). A deputada Song Pek Kei, que preside à Comissão, explicou que as autoridades planeiam aumentar, gradualmente, o número de estudantes na Cidade Universitária para mais de 20 mil. No que respeita a políticas transfronteiriças, a deputada explicou que os estudantes do interior da China podem passar a fronteira sem barreiras, e quem vem de outros países e regiões consta de uma “lista branca”, que lhes facilita a passagem. Outro plano para a futura Cidade Universitária, é a criação de um novo posto fronteiriço com corredores específicos para os estudantes do campus da Universidade de Macau. Os estrangeiros e estudantes internacionais podem passar livremente a fronteira depois de apresentar uma declaração junto das autoridades da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin.