Hoje Macau SociedadeEleições | José Cesário alerta para problemas com CTT José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, defendeu à TDM Rádio Macau que os habituais condicionalismos no funcionamento das eleições em Portugal, nomeadamente as legislativas de 18 de Maio, vão ocorrer novamente devido ao funcionamento dos CTT. Para José Cesário, esses condicionalismos do sistema vão afectar a participação eleitoral dos portugueses emigrados. “A Assembleia da República não produziu qualquer espécie de alteração legislativa que possa vir a ser considerada num actual processo eleitoral. Portanto, não havendo qualquer alteração, o método vai ser exactamente o mesmo”, disse o responsável. Na prática, o eleitor vai continuar a ter de receber o boletim de voto pelo correio na morada indicada, entregando-o depois nos CTT. Porém, atrasos no funcionamento dos serviços ou outras burocracias fazem com que nem sempre seja possível receber o boletim a tempo e horas, por exemplo, gerando um potencial aumento da abstenção. “Temos plena consciência que há dificuldades variadíssimas no domínio do funcionamento dos sistemas de Correios de vários países, e essa é uma matéria difícil de superar”, disse. O secretário de Estado espero que as eleições legislativas de Maio possam decorrer “da melhor forma possível”. “Infelizmente sei muito bem que há países em que o funcionamento dos Correios vai limitar fortemente a participação eleitoral”, frisou. Os problemas são de vária ordem e passam por situações em que “as pessoas, por motivos diversos, ou por terem mudado residência, ou por não terem votado em várias eleições sucessivas, podem não receber o voto”. Os portugueses vão novamente a eleições a 18 de Maio na sequência do chumbo à moção de confiança apresentada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na Assembleia da República, levando à dissolução do parlamento.
Hoje Macau China / ÁsiaPanamá | Pequim critica coerção económica A China evitou ontem comentar o acordo alcançado pelo conglomerado de Hong Kong CK Hutchison para vender as suas participações nos portos do Canal do Panamá ao fundo norte-americano BlackRock, limitando-se a rejeitar a “coerção económica” na cena internacional. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, apelou à “consulta das autoridades chinesas competentes” para obter pormenores específicos sobre o negócio, sem se referir directamente à transação ou a relatos de uma possível interferência de Pequim para impedir a venda. Mas acrescentou que a China rejeita a “coerção económica, hegemonia e intimidação” na cena internacional. As declarações surgem num contexto de crescente tensão sobre o acordo, depois de críticas difundidas por um jornal de Hong Kong afiliado a Pequim. Os portais oficiais da administração chinesa em Macau e Hong Kong divulgaram na sexta-feira o comentário, difundido pelo jornal Ta Kung Pao, uma publicação da antiga colónia britânica vista como sendo próxima de Pequim. O jornal considerou que o negócio que transferiu para um consórcio que inclui a BlackRock e a Terminal Investment Limited uma participação de 80 por cento num conjunto de subsidiárias portuárias, que gerem 43 portos em 23 países, incluindo os portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá, em Balboa e Cristobal, “não é uma prática comercial normal”. “Muitos internautas [chineses] criticaram fortemente este acordo e a CK Hutchison Holdings, considerando-o como uma cedência sem espinha, visando apenas o lucro e esquecendo a justiça, ignorando os interesses nacionais e os grandes princípios nacionais, traindo e vendendo todo o povo chinês. Estas expressões emocionais são completamente compreensíveis”, lê-se.
Hoje Macau EventosFRC apresenta “Temas de Direito” até final do mês A Fundação Rui Cunha (FRC) promove hoje, amanhã e depois na próxima semana, nos dias 26 e 27 de Março, às 18h30, um conjunto de palestras de Temas de Direito, sobre as “Vicissitudes do processo (I)”, que tem por finalidade identificar possíveis incidentes nos processos judiciais e debruçar-se sobre os respectivos regimes. As sessões vão decorrer em paralelo, nas línguas portuguesa e chinesa, coordenadas por Teresa Leong. As sessões são organizadas pelo CRED-DM – Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau da FRC. Este ciclo de conferências pretende abordar, de forma prática e explicativa, temas relevantes do dia-a-dia de todos os operadores judiciários de Macau, um projecto iniciado em anos anteriores e que teve grande adesão da classe. Segundo Teresa Leong, “o processo judicial inicia-se com o litígio e termina com a decisão para pôr termo a esse litígio”. “Se o processo seguir o seu curso normal, sem grandes sobressaltos, a justiça é naturalmente servida sem transtorno. Contudo, incidentes da mais variada ordem tornam esse desiderato, por vezes, difícil de atingir. Esses incidentes, além de causarem certo transtorno ao processo em curso, podem até pôr em causa os actos laboriosamente praticados, inclusivamente, a própria decisão final”, explica. Com “Vicissitudes do processo (I)” inicia-se essa abordagem com a análise das circunstâncias em que pode, ou tem que, haver modificação dos sujeitos de um processo judicial e as suas implicações para o processo em curso. Na primeira sessão, ou seja, hoje, irá falar-se da “Modificação subjectiva: Substituição subjectiva vs. cumulação subjectiva” e “Intervenção de terceiros: Intervenção principal”. Na segunda sessão, uma semana depois, será a vez da apresentação do módulo “Intervenção de terceiros: Intervenção acessória e oposição”. As palestras em português realizam-se hoje e no dia 26 de Março, e as congéneres em chinês realizam-se amanhã, 20, e 27 de Março, na galeria da FRC.
Hoje Macau EventosFRC | Arte Gongbi, de Zou Li, para ser vista até 5 de Abril “Burning Like a Lotus” é o nome da nova exposição patente na Fundação Rui Cunha até ao dia 5 de Abril. Esta é uma oportunidade para conhecer melhor o género de Arte Gongbi, com trabalhos da autoria de Zou Li. A Arte Gongbi é conhecida pela pintura de extremo detalhe com pincéis finos Desde esta terça-feira que há uma nova mostra para visitar na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC). Trata-se de “Burning Like a Lotus”, da autoria da artista Zou Li, e que constitui um exemplo do género de Arte Gongbi, caracterizado pelo uso da tradicional técnica de detalhe a pincel fino e delicado, sobre papel de arroz japonês, tecido de seda ou leques de seda orientais. Zou Li é considerada “uma pintora de renome com mais de cinquenta anos de carreira e experiência, cujo foco artístico se centra maioritariamente em torno de temas relacionados com a história da mulher chinesa”. As três dezenas de obras agora expostas na FRC foram realizadas entre 1997 e 2022. No trabalho da artista existe uma “consciência da feminilidade através da sua extraordinária expressão artística”, estando presentes nas criações “harmoniosas e comoventes da beleza do corpo e da alma das mulheres”, defendeu, segundo uma nota da FRC, Ung Si Meng, presidente honorário da Associação de Amizade e Coordenação dos ex-Deputados da Assembleia Popular Nacional e ex-Membros da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês de Macau. Descreve-se ainda que “durante muito tempo, e para cumprir as suas responsabilidades sociais e a sua vocação como pintora profissional, Zou Li participou activamente em várias criações históricas importantes”. Trata-se do rolo de pergaminho intitulado “Imperatriz Wu Zetian” ou a colecção “Cem Imagens de Concubinas Chinesas”. Ung Si Meng descreveu ainda Zou Li como sendo “amplamente reconhecida e apreciada por especialistas, académicos, colegas e pela sociedade artística chinesa”. Grande dimensão Ainda segundo a mesma nota, refere-se que as obras de Zou Li “reflectem a dimensão do seu conhecimento académico e artístico, que já atraíram a ampla atenção dos círculos artísticos nacionais e internacionais”. Além disso, “as suas obras têm sido muito apreciadas por galerias de arte, museus, instituições de arte, públicas e privadas, e coleccionadores”. Zou Li criou, ao longo da sua carreira, mais de mil obras, bem como mais de cinquenta exposições individuais, no seu país e no estrangeiro, tendo publicado também mais de dez catálogos de arte individuais. Recentemente, em Abril de 2024, o Museu Nacional de Mulheres e Crianças da China adquiriu uma colecção de 593 peças suas. Zou Li é membro da Associação de Artistas da China, investigadora do Salão de Investigação Wenshi do Governo Popular da Província de Guangdong, directora do Instituto de Pintura Chinesa da Província de Guangdong e presidente honorária da Associação de Artistas de Foshan. No passado, desempenhou as funções de vice-directora da Filial Sul do Instituto Central de Cultura e História da China, onde fez também trabalho de investigação.
Hoje Macau China / ÁsiaTrump diz que Presidente chinês visita Washington num “futuro não muito distante” O Presidente norte-americano Donald Trump adiantou na segunda-feira que o seu homólogo chinês Xi Jinping irá visitar Washington num “futuro não muito distante”, perante as crescentes tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo devido à imposição de tarifas. “Isso acontecerá num futuro não muito distante”, revelou Trump aos jornalistas durante uma reunião do novo conselho de administração do Kennedy Center, um centro cultural famoso da capital Washington. O chefe de Estado norte-americano observou ainda que altos funcionários do governo chinês, “logo abaixo” de Xi, visitarão em breve a capital dos EUA, embora não tenha adiantado nomes ou detalhes sobre possíveis datas. Trump mencionou a visita de Xi ao referir que recebeu visitas de líderes estrangeiros na Casa Branca nas últimas semanas e perguntou-lhes como estava Washington. O republicano frisou que está a “limpar Washington”, incluindo tentar limpar tendas usadas por sem-abrigo e grafítis. Na semana passada os meios de comunicação social norte-americanos tinham noticiado que Washington e Pequim iniciaram discussões sobre uma cimeira entre os líderes dos dois países, em Junho, nos Estados Unidos. A imprensa chinesa tinha já sugerido a possibilidade de um encontro em Abril. Também o jornal de Hong Kong South China Morning Post avançou que Trump poderá deslocar-se à China em Abril para se encontrar com o homólogo chinês, Xi Jinping. Desde a vitória do republicano nas presidenciais norte-americanas, em Novembro, que Trump e Xi manifestaram interesse na realização de uma cimeira. Futuro em aberto Desde a posse de Trump, em Janeiro, a administração norte-americana ameaçou, e depois suspendeu, taxas alfandegárias sobre o México e o Canadá, ao mesmo tempo que se comprometeu a punir também a Europa e outros parceiros comerciais. Até agora, a China é o único país que enfrentou efectivamente aumentos generalizados das taxas decididos por Trump. A Casa Branca impôs taxas adicionais de 20 por cento sobre todos os bens oriundos da China, citando o papel do país asiático na crise do fentanil nos EUA. Pequim retaliou rapidamente com taxas próprias, adaptando a resposta para evitar uma escalada das tensões. Outras acções que estão a ser consideradas pela equipa comercial de Trump incluem restringir o investimento chinês nos EUA e o investimento norte-americano na China, visar indústrias dominadas pela China, como a construção naval, e limitar ainda mais a venda de produtos de alta tecnologia a empresas chinesas. Trump e Xi já tinham conversado por telefone em Janeiro, dias antes da tomada de posse do norte-americano para o seu segundo mandato, numa conversa em que discutiram as relações comerciais e o futuro nos Estados Unidos da rede social TikTok, da empresa chinesa ByteDance. Donald Trump disse estar aberto a negociar um novo acordo comercial com a China e elogiou Xi repetidamente. Os dois líderes chegaram a um acordo em 2020 para pôr fim à guerra comercial que prejudicava ambas as economias. No entanto, as relações bilaterais deterioraram-se com a pandemia de covid-19, que Trump atribuiu à China.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Pequim quer integrar exportadores no mercado interno face a proteccionismo As alterações na estrutura económica mundial, desencadeadas pelas medidas proteccionistas norte-americanas, levam o Governo chinês a intensificar a promoção do consumo interno A China está a estudar medidas para ajudar empresas dependentes das exportações a expandirem-se no mercado interno, numa altura em que procura compensar o impacto das medidas proteccionistas nos Estados Unidos e outros mercados. O Ministério do Comércio chinês está actualmente a explorar as formas mais eficazes de ajudar os exportadores a reorientarem-se para o mercado interno. O ministro Wang Wentao visitou uma empresa de comércio de têxteis em Xangai, este fim de semana, de acordo com Yuyuan Tantian, uma conta na rede social chinesa Weibo afiliada à televisão estatal CCTV. Para os exportadores chineses, uma mudança de foco para o mercado interno traz uma série de desafios, incluindo a adaptação a diferentes preferências dos consumidores, sistemas de pagamento e regimes regulamentares. “Integrar o comércio interno e externo e apoiar as empresas exportadoras na expansão das suas vendas locais será uma estratégia a longo prazo, em vez de uma resposta temporária a choques externos”, lê-se na publicação da Yuyuan Tantian. A medida surge após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter imposto taxas alfandegárias adicionais de 20 por cento sobre todos os produtos chineses. Washington estará também a preparar-se para lançar um regime tarifário recíproco mais amplo no próximo mês. Pequim retaliou com a imposição de taxas alfandegárias sobre uma série de produtos agroalimentares norte-americanos e restringiu a exportação de vários minerais essenciais. Mas a guerra comercial já se faz sentir em toda a economia chinesa. As exportações da China cresceram 2,3 por cento, em termos homólogos, durante os primeiros dois meses de 2025, um abrandamento significativo em comparação com o crescimento de 10,7 por cento registado em Dezembro. Pequim convocou também executivos do Walmart para conversações na semana passada, depois de ter sido noticiado que o gigante retalhista norte-americano pressionou os fornecedores chineses a baixarem os preços, para compensar o impacto do aumento das taxas alfandegárias. Mas as empresas chinesas enfrentam medidas proteccionistas noutros mercados também, incluindo a Europa e países em desenvolvimento. A Indonésia, por exemplo, impôs taxas de até 200 por cento sobre produtos têxteis chineses, a fim de proteger as pequenas e médias empresas do país contra o que considera ser concorrência desleal. Os EUA são também um mercado importante para a indústria têxtil e de vestuário da China. Cerca de 17 por cento das exportações chinesas de têxteis e vestuário foram para aquele país no ano passado, de acordo com a Yuyuan Tantian. Olhar para dentro Para apoiar a transição para as vendas no mercado interno, o Ministério do Comércio planeia organizar uma série de exposições em todo o país para aconselhar os exportadores a adaptarem os seus canais de vendas e as normas dos produtos ao mercado interno. “A expansão das vendas no mercado interno para as empresas de comércio externo não tem a ver com o escoamento das exportações não vendidas – tem a ver com a introdução de produtos de comércio externo de elevada qualidade no mercado interno”, apontou a conta afiliada à CCTV. A estratégia enquadra-se nos esforços crescentes de Pequim para aumentar a procura interna. Na segunda-feira, o governo revelou um vasto plano para estimular o consumo, que abrange desde a redução dos custos dos cuidados infantis até à estabilização dos mercados imobiliário e bolsista. Os sinais de melhoria estão a surgir gradualmente. Os dados divulgados na segunda-feira mostraram que as vendas a retalho na China aumentaram 4 por cento, em termos homólogos, nos primeiros dois meses de 2025, superando as expectativas dos analistas.
Hoje Macau SociedadeJogos Mundiais | Special Olympics Macau conquistam quatro medalhas de ouro A comitiva do movimento Special Olympics Macau conquistou 14 medalhas, incluindo quatro de ouro, nos Jogos Mundiais de Inverno para pessoas com deficiência intelectual, em Itália. Num comunicado, o movimento sublinhou que a comitiva contava apenas com oito atletas, sendo que “para a maioria deles” foi a primeira vez que competiram nos Jogos Mundiais de Inverno. Isto porque a última edição da competição, que estava prevista para decorrer em 2022, em Kazan, na Rússia, foi inicialmente adiada devido à pandemia de covid–19 e depois cancelada devido à invasão russa da Ucrânia. A estrela da comitiva de Macau foi a jovem Chio Hao Lei, de 18 anos, que ganhou duas medalhas de ouro nas provas de 100 metros e 200 metros de corrida na neve. Em Setembro, Chio foi a primeira atleta de Macau a competir nos Jogos Paralímpicos, terminando em último a prova de salto em comprimento para atletas com deficiência intelectual em Paris2024. Também na corrida na neve, Huang Hou, de 17 anos, conquistou uma medalha de ouro na prova de 200 metros e uma de bronze nos 100 metros. A outra medalha de ouro para Macau foi para Sou Io Fai na prova de 500 metros na modalidade de patinagem de velocidade. O atleta de 25 anos conseguiu ainda uma medalha de prata na prova de mil metros. Na modalidade de dança, o território venceu duas medalhas de bronze na prova individual e mais duas medalhas na prova de pares mistos, graças a Chang Chak Kuan, de 19 anos, e Lam Cheng I, de 16. Os Jogos Mundiais de Inverno Turim2025 decorreram entre 8 e 15 de Março, com a participação de mais de dois mil atletas de 103 países.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Ambulâncias transfronteiriças começam a operar Já é possível proceder ao transporte de ambulância de um doente entre Zhuhai e Macau, sem necessidade de trocar de veículo na fronteira. Segundo os Serviços de Polícia Unitários, realizou-se na segunda-feira de manhã a “Cerimónia de Lançamento do Serviço de Transporte Transfronteiriço Ponto a Ponto ‘Hospital-Hospital’ entre Zhuhai e Macau” no edifício principal do Governo Popular da Cidade de Zhuhai. Para activar o mecanismo, é necessário um “acordo prévio entre o hospital emissor e o hospital receptor, tendo em consideração as necessidades, a segurança e os interesses dos doentes”. Este processo irá funcionar em paralelo com o antigo modelo de “ambulância-ambulância”, que obriga os doentes a trocar de ambulância nas áreas de controlo fronteiriço, permitindo a “quem não reúna as condições para o transporte transfronteiriço directo de ambulância” recorrer ao antigo modelo. Os hospitais envolvidos no novo serviço são o Centro Hospitalar Conde de São Januário, o Hospital Popular da Cidade de Zhuhai, o Quinto Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen, o Hospital de Zhuhai do Hospital de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong e o Hospital Integrado de Medicina Tradicional Chinesa e Ocidental de Zhuhai. O serviço de ambulâncias transfronteiriças foi lançado para responder ao previsto “acréscimo da procura de cuidados de saúde transfronteiriços”, decorrentes do “aumento das deslocações dos residentes da Grande Baía”. Segundo o Governo, é “um novo passo na cooperação na área de saúde entre Zhuhai e Macau, injectando uma nova dinâmica no desenvolvimento integrado dos serviços de saúde regionais”.
Hoje Macau PolíticaDSAL | Tomada de posse do novo director realizou-se ontem O novo director da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Chan Un Tong, e a subdirectora, Chan Tze Wai prestaram ontem juramento na cerimónia de tomada de posse. A cerimónia foi presidida pelo secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, que espera que os dirigentes “promovam ainda mais o desenvolvimento global do mercado de trabalho de Macau, protejam os direitos e interesses laborais nos termos da Lei e construam, com novas ideias, uma sociedade harmoniosa entre empregadores e trabalhadores”. O novo líder da DSAL, Chan Un Tong, indicou sentir “profundamente o peso da responsabilidade e afirmou que, de acordo com o espírito do importante discurso do Presidente Xi Jinping, irá persistir na resolução efectiva do problema de emprego com base na população e reforçar os recursos de formação para formar quadros qualificados de alta qualidade para Macau”. Chan Un Tong comprometeu-se também no aperfeiçoamento da legislação laboral, na criação de relações de trabalho harmoniosas e a “envidar esforços para apoiar o desenvolvimento das actividades das micro, pequenas e médias empresas”. Chan Un Tong começou a trabalhar no Governo da RAEM em 2002, desempenhando entre Maio de 2014 e Maio de 2016, o cargo de coordenador-adjunto do Gabinete para os Recursos Humanos, e desde Maio de 2016 até à presente data, o cargo de subdirector da DSAL. Chan Un Tong é licenciado em Direito Económico na Faculdade de Economia da Universidade de Jinan, em Guangzhou.
Hoje Macau China / ÁsiaLondres | Hong Kong nomeia nova líder do gabinete Hong Kong nomeou ontem Fiona Chau Suet-mui como nova directora-geral do escritório comercial da região semiautónoma chinesa em Londres, dez meses depois de um escândalo de espionagem que envolveu um dirigente deste gabinete. Num comunicado, o Governo de Hong Kong disse que Fiona Chau irá assumir de imediato o cargo que até agora pertencia a Gilford Law Sun-on, destacado na capital do Reino Unido desde 2021. Chau será responsável pela promoção das relações bilaterais de Hong Kong com o Reino Unido, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Noruega, Rússia e Suécia. Citada no comunicado, a dirigente prometeu trabalhar para promover “a competitividade internacional” de Hong Kong e “fortalecer os laços económicos, comerciais e culturais” com os nove países. Chau, que já tinha trabalhado nos escritórios comerciais de Hong Kong em Washington e em Bruxelas, era até ontem responsável pelas políticas de renovação urbana no Departamento de Desenvolvimento do Governo do território. Esta nomeação surge dez meses depois de Bill Yuen Chung-biu, de 63 anos, um dirigente do escritório, ter sido acusado de ajudar os serviços de informações de Hong Kong e de interferência estrangeira. Yuen e dois outros suspeitos, Peter Wai Chi-leung, de 38 anos, e Matthew Trickett, de 37 anos, foram detidos no início de Maio e colocados sob medidas de coação. Trickett foi encontrado morto uma semana depois de ter ido a tribunal num parque em Maidenhead, a oeste de Londres, tendo a polícia britânica iniciado uma investigação ao caso. Na altura da detenção, a representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em Hong Kong “condenou veementemente” o governo britânico por “fabricar acusações, prender arbitrariamente cidadãos chineses e difamar” o governo de Hong Kong.
Hoje Macau China / ÁsiaRússia | Anunciado contacto telefónico entre Putin e Trump A Presidência da Rússia anunciou ontem que os Presidentes russo e norte-americano vão falar ao telefone hoje, pela segunda vez desde que Donald Trump tomou posse como chefe de Estado, em Janeiro. “Esta conversa está de facto a ser preparada”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, em conferência de imprensa, em Moscovo. De acordo com Peskov, trata-se de um contacto telefónico agendado para hoje. Na semana passada, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que estava disposto a discutir com o homólogo norte-americano, Donald Trump, “as dúvidas” sobre a proposta de trégua de 30 dias na Ucrânia, que Kiev já aceitou. Em resposta à proposta, Putin disse que a Rússia apoia uma trégua, mas vê muitos problemas na implementação e verificação de um cessar-fogo. Moscovo indicou recear também que Kiev utilize a pausa para se reagrupar e rearmar. Putin e Trump falaram pela primeira vez a 12 de Fevereiro. No primeiro contacto telefónico (oficial), os dois líderes concordaram em iniciar um processo de negociação para pôr fim ao conflito na Ucrânia. A Ucrânia foi invadida pela Rússia em 2014, altura em que anexou a península da Crimeia e, em 2022, lançou uma ofensiva militar de grande escala contra o território ucraniano.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste recebeu mais de mil milhões de euros de indústria extractiva em 2022 Timor-Leste recebeu 1,4 mil milhões de dólares da indústria extractiva em 2022, segundo um relatório da Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas (EITI). “Em relação ao montante das receitas pagas pelas empresas ao Estado verificou-se uma diferença entre os anos de 2021, com um orçamento total de 729 milhões de dólares [669 milhões de euros], e 2022, onde o orçamento total atingiu 1,401 mil milhões de dólares”, afirmou a coordenadora timorense do EITI, Emília de Jesus. Emília de Jesus falava durante a apresentação do relatório anual da EITI referente ao ano de 2022, em Díli, que contou com a presença do ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro, sociedade civil e estudantes universitários. Segundo a coordenadora, as receitas foram obtidas através de impostos, FTP (First Tranche Petroleum), ‘royalties’ e taxas. O relatório recordou também que, em Abril de 2022, Timor-Leste obteve a pontuação “Global Elevada” na implementação das normas da EITI para o ano de 2019, com um total de 58 pontos. Mas, a EITI recomendou “medidas correctivas”, que devem ser implementadas antes da próxima validação, relacionadas com a coordenação, alinhamento de prioridades, impacto dos dados no debate público sobre o sector e com limitações na informação sobre novos projectos. Durante a apresentação, a coordenadora timorense do EITI salientou que houve atrasos na disseminação e divulgação de informação por causa da pandemia de covid-19. Sabedoria partilhada Timor-Leste aderiu a esta iniciativa em 2003, com o objectivo de garantir a transparência e prestação de contas na gestão dos recursos naturais, nomeadamente petróleo, gás e minerais. Além disso, um dos papéis fundamentais da EITI é facilitar o acesso do público à informação, promovendo a sua disseminação por diversos meios. “O objectivo deste seminário é garantir transparência no sector mineiro e facilitar o acesso à informação ao público, de forma a estimular debates sobre a gestão dos recursos naturais do país. Timor-Leste continua a ser considerado um exemplo na gestão transparente dos seus recursos naturais”, disse a coordenadora. O ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco da Costa Monteiro, destacou a importância da disseminação daquela informação, uma vez que permite reunir diversos setores da sociedade para discutir as riquezas naturais de Timor-Leste. “Esta é uma actividade realizada anualmente através de auditorias independentes conduzidas por entidades internacionais, que analisam os valores que Timor-Leste recebe do sector estratégico do petróleo e minerais. Em 2022, os montantes divulgados correspondem às quantias que as empresas reportaram ter pagado”, explicou o ministro. O documento refere também que Timor-Leste já está a criar um quadro legal que favoreça a transição energética e energia verde, incluindo o desenvolvimento de iniciativas de captura, utilização e armazenamento de carbono, e a finalizar a publicação dos relatórios da EITI referentes aos anos de 2023 e 2024.
Hoje Macau China / ÁsiaG7 | Pequim denuncia “duplicidade de critérios” sobre gastos militares A China acusou ontem o G7 de aplicar “dois pesos e duas medidas” em matéria de Defesa, rejeitando as preocupações expressas numa recente cimeira do bloco sobre as despesas militares de Pequim e a cooperação com a Rússia. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, expressou a “firme rejeição” de Pequim sobre o que chamou de “distorções e ataques infundados” no comunicado conjunto dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia). “As despesas com a Defesa da China são necessárias para salvaguardar a nossa soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. É aberta, transparente, razoável e moderada”, defendeu. Mao criticou o grupo de países ocidentais por “negligenciar as próprias responsabilidades” e “evitar falar dos riscos de proliferação nuclear gerados pela aliança AUKUS, entre os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália”. A porta-voz chinesa acrescentou que “em vez de abordar estes perigos, o G7 opta por visar a China, o que constitui uma flagrante duplicidade de critérios”. A diplomata rejeitou as acusações sobre o alegado fornecimento de equipamento militar à Rússia no contexto do conflito na Ucrânia, assegurando que “a China nunca forneceu armas letais a nenhuma das partes envolvidas” e que a política de exportação de produtos de dupla utilização “é regida por controlos rigorosos”. Em relação às alegações do G7 de que “a superprodução” chinesa distorce os mercados globais, Mao disse que tais acusações “foram desmentidas pelos factos” e acusou os países do bloco de “politizar as relações económicas e comerciais”. O comunicado do G7 também reiterou a oposição a qualquer tentativa unilateral de “mudar o ‘status quo’ pela força” no estreito de Taiwan, uma referência que a China rejeitou fortemente.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Anunciado plano para “impulsionar vigorosamente” gastos A China anunciou ontem um plano para revitalizar o consumo interno, numa altura em que Pequim luta para promover a confiança dos consumidores e combater as pressões deflacionistas na segunda maior economia do mundo. O Governo vai “impulsionar vigorosamente o consumo” e “expandir a procura interna em todas as direcções”, apontou a agência noticiosa oficial Xinhua, fazendo eco do apelo do Presidente chinês, Xi Jinping, no final do ano passado, para que os decisores políticos passassem a apoiar a procura, na sequência de um impulso sustentado para impulsionar a indústria. O plano do Conselho de Estado (Executivo) centrar-se-á no aumento dos rendimentos, na estabilização do sector imobiliário e do mercado bolsista e na melhoria dos serviços médicos e de pensões, embora os responsáveis políticos tenham fornecido poucos pormenores sobre as despesas fiscais, durante uma conferência de imprensa em Pequim. Durante a conferência, as autoridades repetiram em grande parte os números publicados no orçamento anual na semana passada durante a sessão plenária da Assembleia Popular Nacional, onde os delegados reafirmaram o consumo como prioridade máxima. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,8 por cento, enquanto os futuros do petróleo Brent, a referência internacional do petróleo, subiram 0,6por cento para 71 dólares por barril. O índice CSI 300 da China continental, que reúne as maiores empresas cotadas em Xangai e Shenzhen, encerrou com uma queda de 0,2 por cento. Os gastos dos consumidores na China permanecem fracos desde o fim da pandemia da covid-19, há mais de dois anos, uma vez que as famílias se mantêm cautelosas com as despesas. Os preços no consumidor registaram deflação em Fevereiro, embora a leitura tenha sido afectada pelo feriado do Ano Novo Lunar. O abrandamento do vasto sector imobiliário da China, em parte impulsionado por uma iniciativa de desalavancagem do Governo e que já vai no seu quarto ano, também reavivou os apelos dos economistas para o reforço da procura interna. Novos alvos Em Setembro passado, os decisores políticos revelaram um pacote há muito aguardado para apoiar a economia, mas as medidas centraram-se sobretudo nos mercados bolsistas. O novo plano de consumo inclui promessas de aumento do salário mínimo, reforço do apoio à educação e criação de um sistema de subsídios para a guarda de crianças, uma questão premente, uma vez que a população da China está a diminuir há três anos consecutivos. Lynn Song, economista-chefe do banco holandês ING para a Grande China, escreveu que o plano coloca “uma ênfase considerável no aumento da capacidade e da vontade de consumo das famílias” e poderá “ajudar a transição económica da China para um modelo de crescimento orientado para o consumo”. Os dados divulgados na segunda-feira também mostraram que a produção industrial cresceu 5,9 por cento em termos homólogos nos primeiros dois meses de 2025, abrandando em relação aos 6,2por cento registados em Dezembro, mas superando as expectativas dos analistas de um aumento de 5,3 por cento. O novo pacote de medidas irá também promover o consumo “interno”. Pequim alargou a isenção de vistos a dezenas de países no ano passado, num esforço para relançar o turismo internacional após a pandemia.
Hoje Macau China / ÁsiaImobiliário | Preços das casas novas caem pelo 21º mês consecutivo Os preços das casas novas na China caíram pelo 21º mês consecutivo em Fevereiro, a um ritmo mais rápido do que em Janeiro, apesar das medidas do governo para enfrentar a longa crise do sector. Os preços em 70 cidades seleccionadas caíram 0,14 por cento, de acordo com cálculos feitos com base nos números divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (NBS) da China, que tinham reflectido uma contração de 0,07 por cento em Janeiro. Entre as localidades mencionadas, 45 registaram reduções nos preços da habitação em comparação com 42 em Janeiro, enquanto 18 – incluindo algumas importantes como Pequim, Xangai e Shenzhen – a registarem aumentos, menos do que no mês anterior (24). Os cálculos efectuados com base nos dados do NBS reflectem igualmente uma redução de 0,34 por cento no preço das casas em segunda mão em Fevereiro, a mesma taxa que no mês anterior. No caso deste tipo de imóveis, 65 das 70 cidades registaram descidas, duas mantiveram-se ao mesmo nível de Janeiro e três registaram subidas. Nos últimos meses, as autoridades chinesas anunciaram medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido às implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação é um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas. Uma das principais causas do recente abrandamento da economia é precisamente a crise no sector imobiliário, cujo peso no Produto Interno Bruto (PIB) chinês – somando os factores indirectos – foi estimado em cerca de 30 por cento por diferentes analistas.
Hoje Macau China / ÁsiaOposição anuncia referendos sobre pena de morte e lei marcial em Taiwan O principal partido da oposição de Taiwan anunciou ontem a realização de referendos sobre a abolição da pena de morte e sobre a lei marcial e acusou o Governo de instrumentalizar a ameaça da China. Em declarações divulgadas pela agência de notícias taiwanesa CNA, o presidente do Kuomintang (KMT), Eric Chu, explicou que o objectivo dos dois referendos é que a população “se manifeste e expresse a sua vontade”, opondo-se à “abolição de facto” da pena capital e exigindo que o governo não provoque “riscos de guerra ou a imposição da lei marcial”. Embora o Tribunal Constitucional de Taiwan tenha confirmado a constitucionalidade da pena de morte para os casos mais graves em Setembro, Chu queixou-se de que a exigência de que os tribunais emitam “decisões unânimes” sobre estes casos resultou numa “abolição de facto da pena de morte, o que impede que se faça justiça”. Relativamente ao segundo referendo, o líder da oposição denunciou que rotular a China como “força estrangeira hostil” com base em “posições pró-independência poderia levar ambos os lados do Estreito de Taiwan a uma situação de “quase-guerra”. Na passada quinta-feira, o líder do território, William Lai Ching-te, chamou à China uma “força estrangeira hostil”, num dos seus discursos mais duros desde que assumiu o cargo. Ontem, durante o mesmo encontro com a imprensa, um deputado do KMT, Lo Chih-chiang, argumentou que as 17 propostas de Lai para atenuar a influência da China e as operações de infiltração se assemelham a um “quase estado de lei marcial”, o que suscitou receios de guerra entre a população da ilha. “A promoção destes dois referendos é um esforço colectivo para proteger Taiwan e a democracia, utilizando mecanismos democráticos mais amplos para garantir a segurança de todos os cidadãos”, concluiu Chu. Aprovação em discussão Após o anúncio destas consultas, o líder do grupo parlamentar do Partido Democrático Progressista (DPP) Ker Chien-ming, classificou como “uma piada” a proposta do KMT de realizar um referendo sobre a lei marcial, afirmando que o próprio líder do território se opunha a tal medida e recordando que o Tribunal Constitucional já se pronunciou sobre a constitucionalidade da pena de morte. De acordo com a Lei do Referendo de Taiwan, os legisladores têm o poder de convocar consultas populares sobre questões políticas relevantes. Se for aprovada, a proposta poderá ser submetida a uma revisão a partir de 21 de Abril no parlamento, onde o KMT e o aliado Partido Popular de Taiwan detêm a maioria dos assentos, informou a CNA na sexta-feira. O anúncio destes dois referendos faz parte de uma luta política mais alargada entre o governo e a oposição taiwanesa, que tem usado a sua maioria para, entre outras coisas, rejeitar o orçamento apresentado pelo Executivo.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim condena sanções dos EUA contra a Tailândia A China criticou ontem as sanções impostas pelos Estados Unidos aos funcionários tailandeses envolvidos na deportação de 40 cidadãos chineses e acusou Washington de politizar a cooperação entre os países em matéria de segurança. “A deportação forçada e indiscriminada de imigrantes ilegais pelos Estados Unidos contrasta fortemente com as suas tentativas de atacar, difamar e impor sanções contra a cooperação legítima entre outros países em matéria de aplicação da lei. Trata-se de um acto típico de assédio”, declarou ontem a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, em conferência de imprensa. Mao Ning rejeitou o que chamou de “difamação maliciosa” e descreveu as restrições impostas por Washington aos funcionários tailandeses como “ilegais”, afirmando que a cooperação entre a China e a Tailândia foi efectuada “no âmbito das leis chinesas e tailandesas, do direito internacional e das normas globais”. Mao argumentou que as 40 pessoas repatriadas “deixaram a China ilegalmente” e ficaram “retidas na Tailândia durante 10 anos”. “O Governo chinês tem a responsabilidade de proteger os seus cidadãos, ajudá-los a reunir-se com as suas famílias e facilitar a sua reintegração na sociedade”, acrescentou. A porta-voz também criticou a posição de Washington, lembrando que, no ano fiscal de 2024, as autoridades norte-americanas deportaram mais de 270.000 imigrantes ilegais de 192 países, o número mais elevado desde 2014. “Os EUA usam os Direitos Humanos para manipular questões sociais, interferir nos assuntos internos da China e interromper a cooperação normal no âmbito da aplicação da lei”, disse. Respeito mútuo O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou recentemente sanções contra funcionários e ex-funcionários tailandeses pelo seu papel na deportação de 40 membros da minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigur para a China, argumentando que Washington está “empenhado em combater os esforços da China para pressionar os governos a deportar à força os uigures e outros grupos” que os EUA dizem enfrentar abusos no gigante asiático. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia defendeu no sábado a deportação, afirmando que o processo foi realizado “seguindo os princípios humanitários” e reiterou que Banguecoque “esclareceu este assunto em várias ocasiões com os países que manifestaram preocupação”, sublinhando que a relação com os EUA deve basear-se no “respeito mútuo”.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Produção industrial aumenta 5,9% nos dois primeiros meses do ano O crescimento alcançado em Janeiro e Fevereiro superou as expectativas dos analistas A produção industrial da China subiu 5,9 por cento, em termos homólogos, nos dois primeiros meses do ano, acima da previsão dos analistas, segundo dados oficiais divulgados ontem. O ritmo de crescimento nos dois primeiros meses do ano é, no entanto, 0,3 por cento inferior ao atingido em Dezembro. Entre os três principais sectores em que o Gabinete Nacional de Estatísticas (NBS) do país asiático divide o indicador, o que mais contribuiu para a produção em Janeiro e Fevereiro foi a indústria transformadora (+6,9 por cento), seguida da indústria extractiva (+4,3 por cento) e da produção e fornecimento de electricidade, aquecimento, gás e água, que registou um avanço de 1,1 por cento. A instituição destacou a retoma da produção em alguns segmentos, como a indústria de fabrico de automóveis (+12 por cento), os têxteis (+7 por cento) ou a indústria de processamento de alimentos (+8,3 por cento). O NBS divulgou também outros dados estatísticos, como as vendas a retalho – indicador-chave do estado do consumo -, que cresceram 4 por cento em termos homólogos, uma percentagem que está em linha com as previsões dos analistas e que é superior à de Dezembro (+3,7 por cento) e ao valor global para 2024 (+3,5 por cento). A taxa de desemprego oficial nas zonas urbanas situou-se em 5,4 por cento no final de Fevereiro, mais 0,2 por cento do que no final do primeiro mês do ano. O investimento em activos fixos aumentou 4,1 por cento, em termos homólogos, nos dois primeiros meses do ano, ultrapassando também fortemente o registo anterior (+3,2 por cento) e as previsões dos analistas (+3,6 por cento). Nos segmentos em que se divide este último indicador, o investimento destinado ao sector primário (agricultura, mineração, pescas, silvicultura) avançou 12,2 por cento, enquanto o destinado à indústria aumentou 11,4 por cento e o destinado ao sector terciário (serviços) 0,7 por cento. Queda abrandada O investimento em promoção imobiliária caiu 9,8 por cento nos dois primeiros meses do ano, um valor menor em comparação com a queda registada em 2024 (-10,6 por cento), no contexto de uma crise prolongada no sector, que tem pesado na recuperação económica do país asiático. O NBS publica os dados para Janeiro e Fevereiro em conjunto, a fim de evitar qualquer distorção decorrente da semana de férias do Ano Novo Lunar, que calha todos os anos em dias diferentes.
Hoje Macau EventosEscritor Mário Lúcio fala do poder das mulheres em África As mulheres podem salvar o continente africano quando chegarem ao poder, porque a sua sensibilidade as impede de matar os filhos dos outros, ao contrário dos ditadores africanos. Este é o tema do próximo livro do escritor Mário Lúcio. Em entrevista à agência Lusa, o autor de “O diabo foi meu padeiro”, disse que a obra deverá ser publicada no próximo ano, estando na fase de revisão e a caminho das 60 leituras que faz antes de dar um livro por concluído. Desta vez, o tema são os presidentes africanos, que classifica de “figuras literárias extraordinárias”, dando o exemplo de Kumba Yalá, antigo Presidente da Guiné-Bissau, que morreu em 2014. O leitor nunca irá encontrar o nome dos presidentes no livro, sendo apenas referidos como “o Presidente” e tendo todos em comum serem uma “fonte do atraso no desenvolvimento de África”. “Nós já tivemos intervenções externas que cercearam o desenvolvimento da África, como a escravatura, como a colonização. Depois de nos libertarmos desses processos, vieram os ditadores e eles são claramente a fonte do desrespeito pelos direitos humanos, a fonte dos atrasos, da pilhagem, do crime. E está ali tudo documentado”, disse. Início em Kumba A narrativa começa precisamente com Kumba Yalá, ainda que sem o nome e porque no livro são figuras de ficção, passando depois por vários presidentes africanos, como aquele que reúne a família numa ceia de Natal, durante a qual distribui lugares estratégicos. “Milha filha, a partir de amanhã a parte dos transportes fica contigo; a partir da amanhã os aviões ficam contigo, minha primeira mulher; a partir da amanhã o banco central é contigo, meu filho bastardo; e o primogénito fica com o fundo soberano”, exemplifica. O escritor cabo-verdiano escreve ainda sobre um outro presidente que achava que os belgas estavam em conluio com uma etnia para o derrubar e, para resolver o problema, compra 144 milhões de dólares em machins, catanas, punhais e enxadas que entrega a uma etnia para acabar com a outra”, resultando, em três meses, no maior genocídio da história da humanidade, com 800 mil pessoas mortas, numa referência ao que aconteceu no Ruanda, em 1994. A obra conta ainda com uma personagem que se coroa imperador e gasta milhões de dólares em Mercedes para receber os convidados para a coroação, em África, numa altura em que o povo vivia com menos de um dólar por dia, no que se assemelha à figura do antigo presidente e imperador centro-africano Jean-Bedel Bokassa. De presidente em presidente, a história flui até chegar ao único nome revelado, precisamente uma mulher: Ellen Johnson-Sirleaf, antiga Presidente da Libéria (2006–2018) e Prémio Nobel da Paz (2011). A eleição desta mulher, que “conseguiu pegar um país devastado pelas guerras civis – a Libéria – e estabilizar o país”, é “uma mensagem de esperança”. “Eu diria que as mulheres são mais sensíveis e provavelmente isso deve ter uma razão genética. Isto é, as mulheres ficam grávidas e os homens não e o livro até fala disso, porque há uma epidemia de prenhez e a própria presidente, que já estava com 72 anos, acaba por procriar”, contou. No livro, a epidemia de prenhez atinge todas as mulheres do país e ninguém sabe o porquê e até alguns homens barrigudos vão ao médico. Estes homens barrigudos têm receio de que na origem da prenhez esteja uma lição: Saberem o que é a dor do parto. “No dia em que [os homens] souberem o que é a dor do parto, nunca mais matarão o filho dos outros”, disse. As chefias O autor recorda que, em África, como no seu país Cabo Verde, as mulheres é que são chefes de família: Educam, criam, trabalham e o filho está sempre ali ao pé. “Eu não vejo uma mulher mandar matar os filhos dos outros, assim em catadupa”, afirmou, prosseguindo: “Estou convicto que as mulheres podem salvar o continente africano e o mundo, mas não mulheres que queiram governar como ditadores, mas que realmente tenham acesso e apoio de poder realmente governar com outra sensibilidade, porque não estou a ver outra saída. Hoje não estou a ver outra saída”.
Hoje Macau SociedadeJockey Club | Adoptados todos os gatos disponíveis A campanha de adopção que visava impedir o envio, pelo Macau Jockey Club, de cerca de 100 gatos para um destino incerto em Zhuhai terminou com todos os animais disponíveis adoptados. A informação foi divulgada, ontem pela ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais de Macau, em comunicado. De acordo com a associação, dos 25 gatos disponíveis para adopção, 22 encontraram um novo lar. Houve três gatos que não puderam ser adoptados, dado que se descobriu estarem infectados pelo vírus da panleucopenia felina (FPV). Estes vão ser tratados e depois entregues, mais tarde, a associações locais. Os restantes 58 gatos vão ser examinados ao longo desta semana, para se verificar se existem mais casos de infecções pelo FPV. Após os exames vão ser enviados para associações como a Associação do Anjo da Guarda dos Cães e Gatos de Macau, Associação de Protecção dos Animais Abandonados (AAPAM), Catfee ou ANIMA. “Gostaríamos de agradecer a todos os membros do público que participaram no evento de ontem pelo seu apoio, bem como aos nove voluntários que nos ajudaram”, pode ler-se no comunicado. “Além de os 22 gatos que vão ter um lar feliz para sempre, os restantes 61 gatos também vão receber melhores condições de realojamento, pelo que não precisam de ser transportados para Zhuhai, o que é a notícia mais feliz de todas”, foi acrescentado. Nesta altura, estima-se que ainda existam no hipódromo cerca de 15 gatos que estão à solta e que precisam de ser capturados, para depois serem esterilizados. A ANIMA afirmou que existe a esperança de que o trabalho seja concluído até 25 de Março.
Hoje Macau SociedadeTrânsito | Negadas queixas sobre atrasos para exames O Grupo de Coordenação do Exame Unificado de Acesso às Quatro Instituições do Ensino Superior de Macau negou ter recebido queixas sobre alunos impedidos de fazer o exame, por terem ficado presos no trânsito local. O exame de acesso ao ensino superior para o ano lectivo 2025/2026 foi concluído no domingo. Segundo a posição do grupo enviada ao programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, não foram recebidas quaisquer queixas relacionadas com o trânsito. Todavia, foi reconhecido que houve pelo menos um aluno local impedido de fazer o exame, por ter chegado atrasado. O grupo indicou igualmente que devido à realização do exame tinha pedido à Direcção dos Serviços para os Assuntos Tráfego (DSAT) para aumentar a frequência das partidas dos autocarros, como forma de se preparar para a realização dos exames. Ao mesmo tempo, os estudantes foram avisados para se deslocarem atempadamente, por haver a possibilidade de atrasos. Por sua vez, em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, o presidente da Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau, Sio Hin Wa, defendeu a organização e os arranjos de trânsito nesses dias. O responsável recordou que a corrida de 10km também foi organizada no domingo, no mesmo dia do exame, e muitos autocarros foram obrigados a alterar os percursos. Por seu turno, a membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Chan Chio I, sugeriu ao Governo ponderar a criação de autocarros exclusivos na Praça de Ferreira do Amaral para os alunos numa próxima edição do exame.
Hoje Macau SociedadeCovid-19 | Infecção colectiva atinge 10 alunos Os Serviços de Saúde anunciaram um caso colectivo de infecções por covid-19 que atingiu 10 alunos da Escola Fong Chong da Taipa, cinco do sexo feminino e cinco do sexo masculino. De acordo com a informação transmitida, os alunos começaram a apresentar sintomas a 13 de Março, como febre e tosse. Nessa altura foram testados à Covid-19, com os resultados a serem positivos. “As condições clínicas dos doentes são consideradas estáveis, não foram registados casos graves ou outras complicações”, garantiram os SS. As autoridades prometeram ainda “monitorizar rigorosamente e acompanhar a situação de saúde dos indivíduos infectados e não infectados”. Ao mesmo tempo, foi anunciado que a escola aplicou “medidas de controlo da infecção, como o reforço na desinfecção, limpeza e manutenção da ventilação de ar no interior das instalações”. Gastroenterite | Registado caso colectivo em creche Os Serviços de Saúde anunciaram um caso colectivo de gastroenterite na Creche – Vamos Brincar, em Macau, com cinco crianças infectadas, três do sexo feminino e duas do masculino. De acordo com a informação oficial, os doentes começaram a apresentar sintomas como vómitos e diarreia a 12 de Março. Por esse motivo, alguns tiveram de ser tratados em instituições de saúde. No entanto, os SS indicam que não houve registo de “casos graves ou de outras complicações graves”. Além disso, tendo em conta as horas de refeições dos pacientes, os SS apontam para que a gastroenterite tenha tido uma origem viral, e não alimentar. “Os Serviços de Saúde estão a realizar uma investigação detalhada e acompanhamento sobre o caso”, foi comunicado.
Hoje Macau SociedadeHospital das Ilhas | Consultas de especialidade abertas a não residentes O Hospital das Ilhas anunciou ontem a abertura das consultas de especialidade aos não residentes, nomeadamente a trabalhadores, estudantes ou outras pessoas com autorização de permanência. Por agora, o serviço não é disponibilizado a turistas. A informação foi divulgada ontem pelo Peking Union Medical College Hospital, entidade privada do Interior a quem foi atribuída a exploração do Hospital das Ilhas. Os residentes só podem recorrer ao hospital, nas condições de serviço público, quando são encaminhados pelos Serviços de Saúde. Sem esta condição, têm de pagar o serviço como a uma entidade privada. Actualmente, os residentes locais podem gozar um desconto de 30 por cento, enquanto os não residentes precisam de pagar o valor completo. A abertura dos serviços aos trabalhadores não residentes foi explicada com a vontade de abranger mais pacientes e disponibilizar serviços médicos mais convenientes. O âmbito das especialidades disponíveis inclui cirurgia gastrointestinal, ginecologia e ortopedia. As marcações podem ser feitas presencialmente, por telefone ou através dos meios digitais. No comunicado com as novas informações a instituições prometeu ainda “optimizar os processos de serviço e a abrir gradualmente mais serviços especializados de ambulatório”.
Hoje Macau Manchete PolíticaGongbei | Renovação de posto fronteiriço custa 500 milhões Está previsto um investimento de cerca de 500 milhões de renminbis para a remodelação de várias áreas do Posto Fronteiriço de Gongbei, junto às Portas do Cerco, que diariamente é utilizado por milhares de pessoas. A renovação deverá demorar dois anos, foi ontem anunciado Vem aí um novo Posto Fronteiriço de Gongbei. A informação foi avançada ontem pelas autoridades e noticiada pelo portal Macau News Agency (MNA), que descreve que será feito um investimento de cerca de 500 milhões de renminbis (553 milhões de patacas), para um projecto de renovação que deverá demorar dois anos a estar concluído. Segundo o portal, “o projecto faz parte de uma iniciativa mais vasta de revitalização do distrito de Xiangzhou”, em Zhuhai, e inclui um total de 144 planos, avaliados em 32,9 mil milhões de renminbis, que já se encontram “em fase de preparação”. Para já, sabe-se que a primeira fase do projecto de renovação “inclui também infra-estruturas auxiliares de transporte” e alterações no centro comercial subterrâneo, bem próximo da zona alfandegária e dos passaportes. Ou seja, será melhorada a zona dos autocarros, sendo que a estação de comboios de Zhuhai, bem próxima do posto fronteiriço, também estará integrada neste processo de renovação. O MNA descreve que para esta zona está ainda a ser planeada a construção de habitação e espaços de escritórios. Obras, um ano depois A revitalização do Posto Fronteiriço de Gongbei é anunciada um ano depois de ter sido feito um trabalho de renovação ao edifício principal do posto, que abrangeu 33 mil metros quadrados e que melhorou as infra-estruturas de fornecimento de energia, ar condicionado e abastecimento de água. O edifício foi também alvo de melhorias no exterior, entrada principal e ambiente em redor. O Posto Fronteiriço de Gongbei continua a ser um dos mais utilizados por residentes, turistas e moradores de Zhuhai. Só no dia 18 de Janeiro entraram 430 mil pessoas, sendo considerado pelas autoridades o maior número de entradas e saídas dos últimos cinco anos.