Home quinta 16 julho 2026 China / Ásia Taiwan | Tríade de Hong Kong suspeita de ataque a analista japonês Política Aperfeiçoamento contínuo | Detectado mais um suspeito em caso de burla Sociedade Camião betoneira perde controlo e embate em talude na Taipa Grande Eventos Teatro | Peça para bebés é mote para apresentação de produções locais Manchete Turismo | Sector acha insuficiente quatro guias a falar português Apenas quatro de um universo de quase dois mil guias turísticos registados em Macau até ao final de 2025 sabem falar português, um número considerado insuficiente pelo sector. A precariedade da profissão é um dos entraves à entrada de novos guias que falem português A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) indicou ao Jornal Tribuna de Macau (JTM) que a RAEM contava, no final do ano passado, com um total de 1.851 titulares de Cartão de Guia Turístico, com apenas quatro a dominar a língua portuguesa. O número manteve-se inalterado nos últimos quatro anos, reforçou aquele departamento. A China estabeleceu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, graças a esse posicionamento, continuou a DST, o número de turistas oriundos destas geografias poderá retomar a trajetória de crescimento. Nesse sentido, os guias turísticos terão "certas vantagens", concretizou. Os visitantes de Portugal e do Brasil - o departamento de estatística do território não especifica os números das entradas de outros países de língua portuguesa - têm vindo a aumentar gradualmente desde a pandemia da covid-19, embora ainda não tenham alcançado os valores de 2019, de acordo com dados consultados pela Lusa. Em 2025, entraram no território 14.331 portugueses e 12.258 brasileiros, números ligeiramente atrás dos registados em 2019 - 15.967 e 12.770, respectivamente. E a DST prevê desafios para este scetor. "Quando o volume total de turistas for inferior ao das línguas dominantes, as receitas flutuarão bastante entre as épocas altas e baixas", notou a direcção, referindo que disponibiliza desde 2016 cursos gratuitos para diferentes línguas para os profissionais do turismo. Cidade internacional Ao JTM, a União dos Guias Turísticos lembrou que não há falta de falantes de português em Macau, mas a própria profissão de guia carece de garantias básicas, como salário-base ou seguro de saúde. E guias de línguas minoritárias "agora não conseguem sustentar a vida quotidiana com o volume actual de trabalho", reflectiu Nelson Hoi, diretor desta associação. Sobre os quatro profissionais que falam português, Hoi considerou um número insuficiente para responder à procura. "Há muitos países de língua portuguesa e, com o desenvolvimento da economia e a melhoria das condições de vida, o número de turistas oriundos dessas nações tem vindo a aumentar", disse ao JTM. Hoi lembrou ainda que estes profissionais "são maioritariamente de idade avançada" e que, quando se reformarem, a oferta vai cessar. Por isso, pediu ao Governo para definir um plano e medidas para atrair as camadas jovens para este sector. by Hoje Macau 16 Jul 2026 Manchete Habitação pública | Aberto concurso para arrendar 25 lojas com “desconto” O Instituto de Habitação abriu concurso público para arrendar 25 lojas em edifícios de habitação pública, cinco na Zona A dos Novos Aterros. Devido ao “actual ambiente de negócios”, os preços de base estão abaixo dos praticados no mercado, além de os primeiros três meses serem isentos de renda O Instituto de Habitação (IH) abriu ontem o concurso público para o arrendamento de 25 espaços comerciais em edifícios de habitação pública na Zona A dos Novos Aterros, Mong Há, Ilha Verde, Fai Chi Kei, Taipa e Seac Pai Van. O prazo para apresentação das candidaturas termina às 17h30 de 21 de Agosto. O IH salienta que, tendo em conta o actual ambiente de negócios, e para reforçar a competitividade no mercado dos espaços comerciais de habitação pública, “o preço base do concurso é relativamente mais baixo que o praticado pelo mercado” e foram concedidos benefícios de isenção de renda nos primeiros três meses. O preço base do concurso varia entre 3 mil e 45 mil patacas, com as áreas úteis das lojas a variarem entre 18,50 e 562,32 metros quadrados. Este é o segundo concurso público para arrendamento de 25 espaços comerciais em prédios de habitação pública realizado este ano. As lojas situam-se em 11 prédios. Na Habitação Social de Mong Há - Edifício Mong Tak estão em concurso cinco lojas, duas no Edifício do Bairro da Ilha Verde, um espaço comercial no Edifício Cheng I, duas lojas Habitação Social do Fai Chi Kei (uma no Edifício Fai Tat e outra no Tamagnini Barbosa). Na Taipa, no Edifício do Lago existe uma loja para arrendar, enquanto nos complexos de habitação social de Seac Pai Van há oito lojas para arrendar, duas no Edifício Lok Kuan e seis no Edifício Ip Heng. Regras do jogo O IH destaca os cinco espaços comerciais para arrendar na Zona A dos Novos Aterros (três no Edifício Tong Seng, um no Edifício Tong Chong e um no Edifício Tong Kai). Este é o terceiro conjunto de cinco espaços comerciais na Zona A, “incluindo uma clínica e uma padaria, a fim de aperfeiçoar as instalações comerciais e os apoios à vida quotidiana dos residentes na zona.” As autoridades indicam que os espaços estão destinados “à actividade comercial geral”, entre locais de venda de comidas e bebidas com ou sem fogão. Os espaços comerciais estão abertos, entre as 09h e as 14h, à visita de interessados até ao dia 27 de Julho. O acto público de licitação verbal terá lugar a 8 de Setembro, às 10h30 e às 15h30, na Delegação das Ilhas do IH. Os espaços são adjudicados aos concorrentes que ofereçam a renda de valor mais elevado no mesmo dia. O valor de cada lance é de 500 patacas ou do seu múltiplo. O IH irá ainda realizar uma sessão de esclarecimentos sobre as regras da licitação a 2 de Setembro. by João Luz 16 Jul 2026 Manchete Futebol | Novos estatutos com China no nome e sem versão portuguesa Com os novos estatutos, a língua portuguesa deixa de ser um meio de comunicação da AFM, e as alterações já se fazem sentir na divulgação com uma versão apenas em chinês. A AFM passa também a considerar que tem como dever obrigar os clubes a manter a neutralidade política Associação Geral de Futebol de Macau-China. É este o novo nome da Associação de Futebol de Macau, de acordo com os novos estatutos que foram divulgados, ontem, no Boletim Oficial (BO). Com esta modificação, Macau segue o exemplo de Hong Kong, que logo em 2023 alterou o nome de Associação de Futebol de Hong Kong para Associação de Futebol de Hong Kong, China. Esta é apenas uma das várias alterações dos estatutos, que passam a contar com 69 artigos, um conteúdo mais detalhado em aspectos como a regulação das transferências entre clubes, receitas da associação, entre outros. Para quem apenas domina o português, os novos estatutos representam uma perda de direitos, porque oficializam a relegação da língua portuguesa para segundo plano, numa situação de igualdade com o inglês. “A língua oficial da Associação Geral de Futebol de Macau-China é a língua chinesa, devendo todos os documentos e textos emitidos pela Associação ser redigidos nesta língua”, consta no artigo 8.º. “Os documentos apresentados à Associação podem ser redigidos em chinês, português ou inglês. Sempre que os documentos incluam a língua chinesa, esta prevalecerá em caso de divergência”, é acrescentado. Este ponto contrasta com o que foi definido em 2011 no mesmo artigo: “As línguas oficiais da AFM são a língua Chinesa e a língua Portuguesa, devendo os documentos oficiais ser redigidos nessas línguas, no caso de existir alguma divergência na interpretação dos documentos a versão Chinesa prevalecerá”, era indicado. “A Língua Oficial usada na Assembleia Geral deve ser uma das línguas oficiais de Macau, com preferência para a língua Chinesa”, era acrescentado. Esta alteração já produziu efeitos, com os novos estatutos a serem apenas publicados no BO em chinês, quando até agora tinham sido sempre publicados em ambas as línguas. Neutralidade política Com os novos estatutos, a Associação de Futebol passa ainda a entrar em campos políticos dos quais até agora tinha optado por se manter distante. Nesta área, os estatutos são mais semelhantes ao que se verifica em Portugal, com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e em Espanha, com a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), mas com diferenças políticas. Segundo o artigo 3.º, a “Associação Geral de Futebol de Macau-China compromete-se a respeitar todos os direitos humanos internacionalmente reconhecidos e envidará esforços para promover a protecção de tais direitos”. Este artigo é semelhante ao artigo 3.º da Federação Portuguesa de Futebol: “A FPF respeita e promove a protecção dos direitos humanos”. Por sua vez, a RFEF apenas se compromete a promover “valores humanitários” no futebol e actividades relacionadas. Outra questão abordada nos estatutos, é a neutralidade política. Os estatutos de 2011 indicavam que a AFM era “neutra em relação a assuntos políticos e questões da RAEM”. Este ponto é mantido, mas a AFM agora arroga-se o direito de levar a neutralidade para os clubes-membros: “A Associação mantém-se neutra em matéria política e religiosa, assegurando que os seus membros também mantenham essa neutralidade”, é apontado. Com esta alteração, a AFM afasta-se do modelo espanhol, uma vez que a RFEF no artigo 1.º dos seus estatutos, tem uma alínea igual à dos estatutos de 2011. Já a FPF não aborda directamente a necessidade de manter a neutralidade política, apenas proíbe a discriminação com base em convicções. by João Santos Filipe 16 Jul 2026 China / Ásia Economia | Exportados mais de um milhão de automóveis em Junho A China exportou pela primeira vez mais de um milhão de automóveis num único mês, em Junho, consolidando a liderança mundial no sector e aumentando a pressão comercial sobre parceiros comerciais como a União Europeia. Segundo dados divulgados ontem pela Administração-Geral das Alfândegas da China, o país exportou 1,06 milhões de automóveis em Junho, mais 71,2 por cento do que no mesmo mês do ano passado. Ao ritmo actual, a China deverá ultrapassar os 10 milhões de veículos exportados este ano, acima dos 7,1 milhões registados em 2025 e mais do dobro dos 4,9 milhões de 2023. O desempenho das exportações automóveis contribuiu para um aumento global de 27 por cento das exportações chinesas em Junho, acima dos 19,4 por cento observados em Maio, enquanto as importações cresceram 36 por cento. O excedente comercial da China atingiu 576 mil milhões de dólares no primeiro semestre, embora tenha recuado 4,7 por cento face ao mesmo período do ano passado. O vice-director do Gabinete Nacional de Estatísticas, Wang Jun, atribuiu o crescimento das exportações de veículos eléctricos à transição mundial para uma economia de baixo carbono, afirmando que esta está a impulsionar a procura pelos "produtos verdes" chineses. Além dos automóveis eléctricos, as exportações de baterias de lítio e de turbinas eólicas cresceram, respectivamente, 37,6 por cento e 35,6 por cento no primeiro semestre. Em sentido contrário, as exportações de terras raras diminuíram 34 por cento em Junho, face ao mesmo mês do ano passado, e 6,4 por cento no conjunto do semestre, depois de Pequim ter reforçado os controlos à exportação destes minerais estratégicos, essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia. As importações foram impulsionadas sobretudo pela procura de semicondutores. A China importou 53,7 mil milhões de circuitos integrados em Junho, mais 6,8 por cento do que um ano antes, elevando o crescimento acumulado no semestre para 8,1 por cento. Mudança de direcção A aceleração das exportações automóveis ocorre num contexto de abrandamento das vendas no mercado interno, após o fim parcial dos incentivos à compra de veículos eléctricos e à quebra da procura por automóveis com motor de combustão. A redução da procura doméstica levou fabricantes chineses e estrangeiros instalados no país a direccionarem uma parte crescente da produção para os mercados externos, uma estratégia que motivou a imposição de tarifas adicionais por parte da União Europeia sobre veículos eléctricos fabricados na China. As autoridades chinesas rejeitam as acusações de que o sector beneficia de subsídios desleais, defendendo que a competitividade da indústria resulta da inovação tecnológica e das economias de escala. No topo da lista Entre os principais fabricantes, a fabricante BYD vendeu 175 mil veículos no estrangeiro em Junho, mais 95 por cento do que no mesmo mês do ano anterior, enquanto as vendas internacionais representaram um recorde de 43 por cento da produção da empresa. A Geely exportou pela primeira vez mais de 100 mil veículos num único mês, ao vender 102.874 unidades no exterior, um aumento homólogo de 157 por cento. Já a Chery, exportou 191.062 automóveis em Junho, mais 80 por cento do que há um ano, estabelecendo pelo quarto mês consecutivo um novo máximo mensal entre os fabricantes chineses. by Hoje Macau 15 Jul 2026 Manchete Hepatite | Testes anónimos e gratuitos nos Três Candeeiros Durante o ano passado, uma campanha dos Serviços de Saúde para controlar e prevenir a hepatite B levou à despistagem da doença, através de testes antigéno, a mais de 19 mil pessoas, e à detecção de mais de 1.300 casoas positivos confirmados, o que representa uma taxa de infecção de aproximadamente 6,8 por cento. Os números foram avançados ontem numa conferência de imprensa dos Serviços de Saúde, em antecipação do Dia Mundial da Hepatite, instituído pela Organização Mundial de Saúde, que se assinala no dia 28 de Julho. Os Serviços de Saúde indicaram que estão a acompanhar actualmente cerca de 23 mil doentes com hepatite B, e que até ao mês passado, as servilços de consultas de hepatologia dos centros de saúde tinham atendido 2.866 doentes. A partir deste fim-de-semana, as autoridades vão dar início a uma série de actividades para assinalar o Dia Mundial da Hepatite. No sábado, entre as 14h e as 18h vão estar a funcionar várias “estações pop-up” nos bairros residenciais da península e ilhas, montadas em colaboração com associações locais. Além de jogos, será divulgada à população informação sobre a prevenção e o tratamento da hepatite B. Além disso, no dia 25 de Julho, no Centro de Actividades da Rotunda de Carlos da Maia, entre as 14h e as 17h, serão prestados serviços gratuitos de testes rápidos e anónimos ao antígeno de superfície da hepatite B. A diferença que faz As autoridades de saúde começaram no mês passado a providenciar gratuitamente testes ao antígeno de superfície da hepatite B a indivíduos a partir dos 40 anos de idade, diminuindo a idade mínima anteriormente estabelecida em 50 anos. Entre 2010 e 2023, o sistema de registos médicos dos Serviços de Saúde identificava 26.759 casos positivos de hepatite B entre residentes. A estrutura etária das infecções é predominantemente composta por indivíduos com 50 anos ou mais, representando aproximadamente 70 por cento do total de casos positivos. Ainda não existe uma cura total para a hepatite B, que continua a ser uma doença crónica, cuja progressão pode ser controlada eficazmente pela toma de medicamentos antivirais. Estes doentes crónicos normalmente não apresentam sintomas óbvios. Porém, a hepatite B pode danificar de forma progressiva o fígado e aumentar a possibilidade de o doente sofrer de complicações graves, como cirrose hepática e cancro hepático. by João Luz 15 Jul 2026 Manchete Cooperação | Académico diz que CPLP não se afirma junto da China "A China não conhece a CPLP", resumiu Luís Bernardino, professor da Universidade Autónoma de Lisboa e coronel de infantaria na reserva do Exército Português, que recentemente participou em duas conferências em Pequim, na Universidade de Estudos Internacionais de Pequim e na Embaixada de Portugal, sobre os 30 anos da organização, que se assinalam na sexta-feira. "Uma coisa que não se conhece também não se sabe como pode tirar vantagem dessa relação", acrescentou. Para Luís Bernardino, a organização "nunca se soube posicionar em relação ao Oriente" e continua afastada dos principais mecanismos criados por Pequim para aprofundar a cooperação com os países de língua portuguesa. "O Fórum de Macau não é a CPLP. É um instrumento da China para facilitar a cooperação com os países lusófonos e vai continuar a crescer. A CPLP está fora desta jogada, por enquanto", considerou. Para Bernardino, essa realidade traduz a forma como Pequim privilegia uma abordagem simultaneamente bilateral e multilateral, estratégia que descreve como "cooperação ‘bimultilateral’". "A China relaciona-se bilateralmente com cada país, mas cria também fóruns multilaterais que reforçam essa cooperação. É uma abordagem pragmática que mais nenhuma grande potência desenvolveu em África", defendeu. Adaptação das espécies O especialista em Segurança e Defesa em África sublinhou que a relação da China com os países lusófonos está longe de ser uniforme. Enquanto com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) Pequim privilegia o financiamento de infra-estruturas, o comércio, o desenvolvimento e, cada vez mais, a cooperação na área da defesa, com o Brasil a relação assume uma dimensão geopolítica distinta, impulsionada pelo bloco de economias emergentes BRICS e pela cooperação entre países do chamado Sul Global. "A China adapta a sua estratégia aos interesses que tem em cada região. Não existe uma abordagem única para todos os países da CPLP", explicou. No caso de Timor-Leste, Luís Bernardino considerou que a crescente importância estratégica do país no Indo-Pacífico deverá reforçar o interesse chinês, tanto pela posição geográfica como pela futura integração plena na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). "A China olha para Timor-Leste como um parceiro estratégico no Indo-Pacífico, pela sua posição nas rotas marítimas e pela crescente relevância regional", afirmou. Maior visibilidade O investigador considerou ainda que a rivalidade estratégica entre a China e o Ocidente levou Pequim a reforçar a presença junto dos países lusófonos, sobretudo em África, onde a cooperação se expandiu para áreas como a segurança, a tecnologia e a defesa. "A cooperação deixou de ser apenas económica. A defesa tornou-se um dos pilares centrais da relação da China com praticamente todos os PALOP", sustentou. Essa evolução acompanha a transformação da presença chinesa em África, inicialmente centrada no apoio político aos movimentos de independência e, mais tarde, no financiamento de infraestruturas e acesso a matérias-primas. Hoje, segundo Luís Bernardino, a estratégia inclui também formação militar, venda de equipamento, construção e modernização de portos e uma presença naval cada vez mais frequente no continente africano. "A China faz aquilo que uma potência global tem de fazer. É uma potência económica, mas sabe que também precisa de afirmar uma dimensão militar", afirmou. Apesar da crescente influência chinesa, Bernardino considerou que os países lusófonos, em particular os africanos, ainda não conseguiram retirar todo o partido dessa relação. "Há uma dependência crescente, sobretudo financeira. Os países têm de aprender a negociar melhor com a China e transformar esta cooperação numa verdadeira parceria estratégica, sem criar dependências excessivas", defendeu. O especialista considerou, por isso, que o maior desafio da CPLP, três décadas após a sua criação, passa por aumentar a sua visibilidade internacional e afirmar-se como interlocutor relevante junto de parceiros estratégicos ... by Hoje Macau 15 Jul 2026 China / Ásia Taiwan | Tríade de Hong Kong suspeita de ataque a analista japonês Política Aperfeiçoamento contínuo | Detectado mais um suspeito em caso de burla Sociedade Camião betoneira perde controlo e embate em talude na Taipa Grande Eventos Teatro | Peça para bebés é mote para apresentação de produções locais Eventos FRC | Conferência abre hoje discussão sobre densidade urbana de Macau by João Luz 15 Jul 2026 0 China / Ásia Inclusão de yuan nas reservas obrigatórias angolanas significa maturidade das relações by Hoje Macau 16 Jul 2026 0 Sociedade Junkets | Mantido limite máximo de 50 promotores de jogo by João Santos Filipe 16 Jul 2026 0 by Hoje Macau 3 Jul 2026 0 O vazio na pintura e na estética chinesa by Hoje Macau 2 Jul 2026 0 O Silêncio que Ilumina: o verdadeiro sentido do Chan (禅) na cultura chinesa by Hoje Macau 30 Jun 2026 0 A história dos pauzinhos chineses: cultura, identidade e convivência social by Paulo Maia e Carmo 29 Jun 2026 0 Um relutante coleccionador de arte na dinastia Song by Hoje Macau 26 Jun 2026 0 Por que razão os uniformes escolares chineses assumiram a forma actual? 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Quer seja no ensino privado quer seja no... 14 Jul 2026 André Namora Ai Portugal ai, portugal, portugal O nosso país pretende ser uma cidade, mas é uma aldeia. Pretende ser do primeiro, mas é do terceiro mundo.... 13 Jul 2026 Eventos ver todos Eventos Teatro | Peça para bebés é mote para apresentação de produções locais A peça de teatro para bebés “O Bosque das Maravilhas”, que será apresentada entre 5 e 10 de Agosto, serve de inspiração para um encontro entre produtores e profissionais de teatro e artes performativas das regiões vizinhas e de Macau para explorar oportunidades de colaboração O Instituto Cultural (IC) lançou um convite a representantes de “entidades de produção teatral, teatros e festivais de artes performativas para crianças do Interior da China e regiões vizinhas a deslocarem-se a Macau” para uma “Sessão de Apresentação de Programa Local”. A ideia é promover obras originais do sector das artes performativas de Macau e explorar oportunidades de colaboração. A sessão está marcada para o dia 8 de Agosto, pelas 16h30, no Centro Cultural de Macau. A data coincide com a apresentação da peça de teatro para bebés “O Bosque das Maravilhas”, que subirá ao palco do Estúdio I do Centro Cultural de Macau entre 5 e 10 de Agosto. A peça, que foi a quarta obra encomendada no âmbito do projecto “Comissionamento de Produções de Artes Performativas 2024-2026”, é um dos destaques da edição deste ano do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau. “O Bosque das Maravilhas” foi criado pela prolífica produtora local Chan Si Kei, pela percussionista e compositora Yukie Lai, em colaboração com o director musical luxemburguês Jean Bermes e a coreógrafa austríaca Ela Baumann, e marca a continuação da peça apresentada no ano passado “O Bosque dos Sonhos”. “A peça apresenta movimentos de dança ao ritmo de instrumentos artesanais e encantadoras instalações sonoras reveladas numa fascinante paisagem tridimensional. Através da improvisação e interacção física, a peça envolve a visão, audição e o tacto dos bebés, permitindo-lhes descobrir o pulsar da natureza através da brincadeira”, descreve o IC. O espectáculo tem a duração aproximada de 45 minutos e destina-se a bebés entre 8 e 18 meses. “O Bosque das Maravilhas” irá tomar conta do Estúdio I do Centro Cultural de Macau com três sessões diárias nos dias 5 a 10 de Agostos, às 11h, 15h e 17h. Passos a seguir Para participar na “Sessão de Apresentação de Programa Local” basta descarregar o formulário de inscrição do portal do IC e entregar o pedido até às 17h do dia 3 de Agosto. Os lugares são limitados e serão atribuídos por ordem de inscrição. As inscrições estão abertas a associações ou companhias ligadas às artes performativas, legalmente registadas em Macau, ou a portadores de BIR com mais de 18 anos de idade. A sessão será conduzida principalmente em mandarim, sem interpretação, e cada apresentação terá a duração máxima de 5 minutos. 16 Jul 2026 prev next Eventos FRC | Conferência abre hoje discussão sobre densidade urbana de Macau A densidade urbana estará no foco da conferência que a Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje, a partir das 18h30. “How High can we go? Exploring the history of Macao’s urban density (1557) 1987-2024 (2049)” é o nome do evento que conta com os conhecimentos e experiências da académica Paula Morais, e a moderação de José Sales Marques. Paula Morais lecciona Design Urbano e Planeamento na Bartlett School of Planning, da University College London. Os seus interesses de investigação incidem sobre áreas tão diversas como o design, planeamento e antropologia, com foco na urbanização e na transformação nos contextos União Europeia – China. A oradora fez investigação na London School of Economics para o Projecto EU-FP7 URBACHINA sobre urbanização sustentável, e foi responsável por vários projectos na qualidade de arquitecta. Para hoje, as questões levantadas pela hiper-densidade urbana e o caso de estudo que é Macau serão o foco da conferência. Em comunicado, a FRC contextualiza a sessão, referindo que “é hoje reconhecido que futuros sustentáveis são liderados pelas cidades, que são concebidas para serem socialmente inclusivas, melhor integradas e conectadas, e espacialmente compactas”. Compactidade e diversidade são referidos como indicadores essenciais da sustentabilidade social e espacial. É também indicado pela organização do evento que a densificação tem sido considerada a solução chave contra o consumo de espaço e para alcançar uma forma de cidade mais sustentável. Esta visão começou a ser adoptada a partir da década de 1990 como uma estratégia principal de planeamento. “No entanto, a solução não é tão simples como parece e os compromissos de densidade podem ser os problemas urbanos de amanhã”, refere a FRC como mote para a sessão do final desta tarde. Espaço 1999 Até 2021, a RAEM era o local mais denso do planeta, com 20.806 pessoas por quilómetro quadrado. O território é definido por um ambiente urbano de baixa a média altura numa pequena área de 33,3 quilómetros quadrados (península e ilhas). “Em suma, Macau é extremamente compacta e com uma fronteira territorial fixa, pelo que continua a expandir-se por um processo de aterros. Além disso, é demograficamente hiper-diversa. Isto faz de Macau um “case study” único sobre a forma e densidade urbana quer na República Popular da China, quer em geral”, refere a FRC. “Até à transferência da Administração para a China em 1999, a transformação urbana ocorreu sob um sistema de planeamento ‘laissez-faire’, suportado por uma economia política etno-poderosa dividida. Desde então, Macau está a ser redesenhada e redimensionada para integrar a Região do Delta do Rio das Pérolas até 2049 sob a fórmula 'Um País, Dois Sistemas'”. Face a esta evolução, a organização da conferência indica que é imperativo discutir quão sustentável poderá ser o futuro de Macau, à medida que a densidade continua a aumentar, e saber até onde se pode ir. Respostas para questões desta densidade serão dadas hoje ao final da tarde na FRC. 15 Jul 2026 prev next Eventos Cotai | Governo abre local de espectáculos ao ar livre à comunidade Depois de pouco mais de meia dúzia de eventos de grande escala realizados no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, o Instituto Cultural (IC) anunciou ontem que vai instalar o “Palco em Festa”, uma iniciativa experimental destinada a oferecer um espaço para a criação comunitária. O “Palco em Festa” estará “disponível gratuitamente para utilização da sociedade, de modo a revigorar um ambiente artístico e cultural comunitário vibrante e estimular a energia criativa multicultural local”, e para “enriquecer ainda mais a funcionalidade” do local. A ideia é proporcionar um espaço para espectáculos musicais comunitários de pequenas e médias dimensões, actividades de promoção cultural da comunidade e actuações de dança de rua. A zona dispõe de equipamentos básicos de palco, incluindo uma tenda grande, equipamento de som, iluminação e ecrãs LED. Além disso, durante eventos serão disponibilizados dois técnicos de iluminação e som. O “Palco em Festa” terá capacidade para cerca de 400 lugares sentados ou para 600 pessoas de pé. O IC já fez um teste do local, para o qual convidou profissionais da indústria, grupos artísticos e representantes de associações locais. Para já, o IC está aberto a propostas de associações locais ou proprietários de empresas comerciais interessados em utilizar o “Palco em Festa”. Para tal, é preciso preencher um formulário e apresentar documentação, pelo menos 10 dias antes da actividade. As condições para apresentar propostas podem ser consultadas no portal do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau. 14 Jul 2026 prev next Eventos Fórum de Macau | Semana Cultural levou ritmos lusófonos a Pequim Pequim voltou a receber, após a estreia no ano passado, os espectáculos de música e dança da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, depois dos eventos organizados em Macau e em Qinghai. Num comunicado emitido na sexta-feira pelo secretariado permanente do Fórum de Macau, os concertos na capital chinesa deram “continuidade ao diálogo entre as civilizações chinesa e lusófona”. No discurso de abertura, no fim da tarde de quinta-feira, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, afirmou que a iniciativa itinerante deu continuidade “ao modelo de ‘três cidades em sinergia’ que permite a realização sucessiva de actividades em Macau, Qinghai e Beijing, evidenciando o papel de Macau enquanto plataforma”. Por seu lado, o embaixador da Guiné-Bissau, António Serifo Embaló, afirmou que “a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, através da música como ponte, consegue aproximar diferentes visões do mundo, reforçar a confiança mútua e criar em conjunto afinidades que atravessam fronteiras”. Os espectáculos dos grupos de Pequim, Macau e dos países lusófonos animaram o Teatro Concha do Parque Chaoyang na quinta e sexta-feira, rematando a edição deste ano da Semana Cultural. 13 Jul 2026 prev next Eventos Lisboa | Esculturas de Bowie Lio na Galeria Arte Periférica, no CCB, até 22 de Julho A artista de Macau Bowie Lio Pou I tem uma exposição patente na Galeria Arte Periférica, em Lisboa, intitulada “Mãe Terra”. A mostra reúne uma colecção de trabalhos que celebram a ligação entre corpo, território e natureza Foi inaugurada na sexta-feira em Lisboa, na Galeria Arte Periférica, a exposição “Mãe Terra” da artista de Macau Bowie Lio Pou I, que reúne esculturas e trabalhos que resultam da residência artística na capital portuguesa. A mostra vai estar patente na galeria, que fica no Centro Cultural de Belém, até ao dia 22 de Julho. Segundo um comunicado da galeria, a exposição da artista, que venceu o Prémio da Fundação Oriente, representa uma celebração das ligações que se estabelecem entre corpo, território e natureza. Actualmente em Portugal, em residência artística promovida pela Arte Periférica, Bowie Lio aprofunda a sua investigação visual e amplia o diálogo entre Macau e o contexto artístico português, refere a organização. Durante o período da residência artística, “a Arte Periférica organiza também uma exposição de curta duração, oferecendo ao público a oportunidade rara de conhecer de perto a sua linguagem poética, espiritual e ecológica”. A artista indica que as obras expostas em Belém evocam um “sussurro” de retorno às origens e “um hino à terra”. “Esta série é a minha resposta à terra, ao sopro vivo da natureza, à insistência silenciosa da própria vida. Nascemos da terra; acalentados, moldados e sustentados por ela, as nossas raízes entrelaçadas com as dela, as nossas histórias entrelaçadas na paisagem. Desse sentimento de pertença brotam estas obras”, indica Bowie Lio. Reflexões frágeis Esta é a terceira exposição em nível individual da artista de Macau, depois de se ter estreado “a solo” em 2022 com “Roam – Exposição de Cerâmica”, que esteve exposta na Incubadora de Indústrias Criativas do espaço 10 Fantasia, ao lado do Albergue SCM. No ano passado, Bowie Lio apresentou “The Whims of Creation”, no Salão de Outono da Art for All Society (AFA). Sobre as obras que marcam a sua primeira mostra fora de portas, a escultora alia a expressão criativa aos elementos e ao mundo natural. “Torno-me a Mãe Terra: construo montanhas que perfuram as nuvens, cumes que se respondem uns aos outros como ecos antigos. Nuvens pálidas inclinam-se sobre os meus ombros, dobrando-se nas cavidades quentes dos vales com florestas, em busca de abrigo na curva das minhas colinas”, reflecte. A artista reforça que “Mãe Terra” é mais do que um símbolo: “É memória e promessa, um espelho vivo da nossa frágil ligação com o mundo natural. Através destas obras, convido à contemplação e ao cuidado que elas despertem uma relação mais terna e responsável com os lugares que nos acolhem”. Bowie Lio licenciou-se em Artes Visuais no ainda Instituto Politécnico de Macau e participou, em 2019, num intercâmbio de estudantes com a Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha. Desde 2020 tem participado em diversas exposições colectivas em Macau, Guangzhou e em Lisboa. 13 Jul 2026 prev next Eventos Filmes de Basil da Cunha e Edgar Pêra seleccionados para o Festival de Locarno by Hoje Macau 12 Jul 2026 0 Eventos Concerto | Belle and Sebastian regressam a Hong Kong em Outubro by João Luz 12 Jul 2026 0 Sociedade ver todos Sociedade Camião betoneira perde controlo e embate em talude na Taipa Grande Ao final da tarde de terça-feira, por volta das 18h, um camião betoneira deslizou por uma encosta em direcção à... 16 Jul 2026 Manchete Turismo | Sector acha insuficiente quatro guias a falar português Apenas quatro de um universo de quase dois mil guias turísticos registados em Macau até ao final de 2025 sabem... 16 Jul 2026 Sociedade Junkets | Mantido limite máximo de 50 promotores de jogo Apesar do tecto indicado, na prática o número de junkets licenciados é de 29, mas U Io Hung, líder da... 16 Jul 2026 Sociedade Supermercados | Snacks coreanos retirados após alerta irlandês by Hoje Macau 15 Jul 2026 0 Manchete Hepatite | Testes anónimos e gratuitos nos Três Candeeiros by João Luz 15 Jul 2026 0 Sociedade Jogo | Lucros das concessionárias devem cair 7 por cento by Hoje Macau 14 Jul 2026 0 Manchete ZAPE | Associação quer construir Torre de Belém e Alfama by Hoje Macau 14 Jul 2026 0 hArtes, Letras e Ideais ver todos António Cabrita Diários de Próspero ZELENSKY VS ZELENSKY 27/10/22 Um reformado ucraniano, com o mesmo nome do presidente, culpa Zelensky sobre o prolongamento do conflito que destruiu o... 1 Nov 2022 António Cabrita Diários de Próspero Do Nobel e outros «Se se exige transparência ao político, matamo-lo; se alguém exige fidelidade ao que o outro era ou ao que diz,... 17 Out 2022 Carlos Morais José Antropofobias O Fuxi Ó meus amigos, companheiros destas funestas viagens por países tão antigos quanto as estrelas e a Lua, e tão estranhos... 6 Out 2022 António Cabrita Diários de Próspero Clube dos procrastinadores «Cada homem, moralmente, é uno e absoluto; mas tem de conviver de atenuar a sua personalidade. (…) A convivência só... 29 Set 2022 China ver todos China / Ásia Taiwan | Tríade de Hong Kong suspeita de ataque a analista japonês As autoridades de Taiwan afirmaram na terça-feira que vão investigar qualquer suspeita de "repressão transnacional", após notícias avançarem que a... 16 Jul 2026 China / Ásia Inclusão de yuan nas reservas obrigatórias angolanas significa maturidade das relações Segundo Luís Cupenala, com a implementação da taxa zero pela China, os produtores angolanos são obrigados a expandir a sua... 16 Jul 2026 China / Ásia Detidos 28 cidadãos estrangeiros em Díli suspeitos de actividade ilegal ‘online’ As autoridades policiais de Timor-Leste detiveram nas últimas semanas mais de 300 pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do... 16 Jul 2026 China / Ásia ONU | Conselho de Segurança prolonga exigência de relatórios sobre ataques Huthis 16 Jul 2026 China / Ásia Banguecoque | Maioria das vítimas de incêndio em bar presa em WC by Hoje Macau 15 Jul 2026 0 China / Ásia Físico quântico chinês recebe maior distinção da ONU para as ciências básicas by Hoje Macau 15 Jul 2026 0 China / Ásia Economia | Exportados mais de um milhão de automóveis em Junho 15 Jul 2026 China / Ásia Mar do Sul da China | Catorze países reafirmam validade de decisão arbitral by Hoje Macau 14 Jul 2026 0 China / Ásia MNE | Defendidas inspecções a navios panamianos após “múltiplos incidentes” by Hoje Macau 14 Jul 2026 0 Grande Baía ver todos Grande Baía Nansha | Incubadoras procuram atrair jovens empresários de Macau e Hong Kong O Distrito de Nansha lançou um plano para melhorar o ambiente empresarial com vista a atrair jovens empreendedores de Macau e Hong Kong. O projecto dá prioridade a empresários das regiões administrativas especiais com o alívio alfandegário e logístico, ao mesmo tempo que procura facilitar o comércio externo 20 Mai 2022 prev next Grande Baía Zhongshan | 100 milhões de yuan distribuídos para compra de carros Os subsídios vão ser distribuídos através do WeChat, e visam devolver a confiança à economia local e ao sector da indústria automóvel 20 Mai 2022 prev next Grande Baía Dongguan | “Fábrica do mundo” atinge PIB de 1 trilião de renminbis Em 2021, Dongguan atingiu um PIB de um trilião de renminbis, colocando a cidade da Grande Baía, mais conhecida como “Fábrica do Mundo”, entre as 15 mais competitivas da China. Governo de Dongguan não irá negligenciar a indústria transformadora no futuro para investir no “lucro rápido” do sector imobiliário 20 Mai 2022 prev next Grande Baía Foshan | Sectores de actividade económica crescem 9,8 por cento Os dados estatísticos lançados em Abril, relativos ao primeiro trimestre, cimentam já Foshan como uma das cidades com o melhor desempenho económico do Delta do Rio das Pérolas. Alguns sectores de actividade económica da cidade tiveram um aumento no valor de produção na ordem dos 9,8 por cento em termos anuais, com indústrias a crescer cerca de oito por cento 20 Mai 2022 prev next Grande Baía Zhaoqing | Tranquilidade e beleza natural são trunfos para atrair pensionistas Com uma área que cobre mais de 25 por cento da Grande Baía, Zhaoqing tem os atributos naturais e vontade de investir em infraestruturas que atraiam reformados das cidades vizinhas. Para tal, a cidade mais ocidental da região aposta na integração na rede de transportes, aumentando a proximidade com Macau e Hong Kong 20 Mai 2022 prev next Grande Baía Huizhou | Anunciado incentivo estatal de 35 milhões para empresas privadas by Hoje Macau 20 Mai 2022 0 Grande Baía Jiangmen | Quase 250 empresas locais mostraram-se na Feira de Cantão by Hoje Macau 20 Mai 2022 0 Grande Baía Issuu Panel: An error occurred while we try list your publications ver todas Entrevista ver todos Andreia Sofia Silva Entrevista Eric Fok, artista, sobre edifício “Bela Vista”: “Uma joia arquitectónica tão bela” A Residência Consular vai hoje abrir portas ao público, entre as 14h e as 18h, para apresentar a exposição "Bela... 25 Jun 2026 Andreia Sofia Silva Entrevista Sónia Sénica, académica: “Uma nova ordem multipolar” Nesta obra recentemente editada pela Planeta, Sónia Sénica fala da "ascensão da China, o regresso da Rússia a uma lógica... 18 Jun 2026 Entrevista Luís Bernardino, professor universitário: “A CPLP tem de se dar a conhecer à China” 15 Jun 2026 Entrevista Miguel Enrique Stédile, académico 2 Jun 2026 Voz Humana ver todos Manchete Piménio Ferreira: “A retórica anti-cigana sempre funcionou em Portugal” Piménio Ferreira, mais conhecido por Gitelles Ferreira, militante anti-racista, 34 anos, engenheiro físico, nacional romani. É um homem com um discurso provocador, um humor corrosivo, gentil e com um sorriso que não deixa ninguém indiferente 3 Mai 2021 prev next Manchete Raquel Banha: “As pessoas não têm de ignorar a deficiência” Gostava de sentir mais abertura por parte das pessoas para poder falar e dialogar sobre isso, sobre monstros e gigantes. Eu acho que é muito por aí. Pelo menos eu espero contribuir com aquilo que eu faço na vida e com o meu blog 12 Mar 2021 prev next Manchete André E. Teodósio: “O meu trabalho é a desmontagem de um dogma” André E. Teodósio tem 43 anos. É encenador, músico, cantor, actor, escritor, apaixonado, excêntrico, activista e defensor das comunidades mais desprotegidas. É um dos directores do colectivo Praga e foi considerado em 2012 pelo jornal Expresso um dos portugueses mais influentes 19 Jan 2021 prev next Manchete Ariana Furtado, professora: “A escola tem de servir para educar para a empatia” Ariana Furtado tem 44 anos de idade, é professora e coordenadora da Escola Básica do Castelo em Lisboa. É uma mulher com um sorriso contagiante, ideias fortes e um enorme sentido de justiça 19 Jan 2021 prev next Voz Humana Maria João Vaz, actriz e artista plástica: “Sinto-me mais feliz do que nunca” Maria João Vaz, actriz e artista plástica, nasceu num corpo de homem com o qual nunca se identificou. Manteve o seu lado feminino em segredo durante a maior parte da sua vida, mas aos 56 anos de idade teve a coragem de se assumir finalmente como mulher 19 Jan 2021 prev next Teresa Sobral Manchete Piménio Ferreira: “A retórica anti-cigana sempre funcionou em Portugal” Piménio Ferreira, mais conhecido por Gitelles Ferreira, militante anti-racista, 34 anos, engenheiro físico, nacional romani. É um homem com um... 3 Mai 2021 Desporto ver todos Desporto Mundial | Selecionador da Coreia do Sul deixa cargo após eliminação precoce by Hoje Macau 30 Jun 2026 0 Desporto Futebol | Clubes de Macau falham registo nas competições asiáticas by Hoje Macau 29 Jun 2026 0 Hoje Macau Desporto Desporto | Preparadores físicos portugueses ganham espaço Apesar do forte investimento chinês em infraestruturas e condições de treino, ainda falta conhecimento ao nível da preparação física. Profissionais... 13 Jul 2026 Hoje Macau Desporto Félix da Costa sem pontos em Xangai, mas na luta pelo título na Fórmula E O piloto português António Félix da Costa (Jaguar) ficou ontem fora dos pontos na 13ª prova do Mundial de Fórmula... 6 Jul 2026 Desporto Automobilismo | FIA reforçou presença em Macau olhando para o futuro by Sérgio Fonseca 29 Jun 2026 0 Desporto FIA | Aprovadas alterações a motores de Fórmula 1 para 2027 e 2028 by Hoje Macau 24 Jun 2026 0
Manchete Turismo | Sector acha insuficiente quatro guias a falar português Apenas quatro de um universo de quase dois mil guias turísticos registados em Macau até ao final de 2025 sabem falar português, um número considerado insuficiente pelo sector. A precariedade da profissão é um dos entraves à entrada de novos guias que falem português A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) indicou ao Jornal Tribuna de Macau (JTM) que a RAEM contava, no final do ano passado, com um total de 1.851 titulares de Cartão de Guia Turístico, com apenas quatro a dominar a língua portuguesa. O número manteve-se inalterado nos últimos quatro anos, reforçou aquele departamento. A China estabeleceu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, graças a esse posicionamento, continuou a DST, o número de turistas oriundos destas geografias poderá retomar a trajetória de crescimento. Nesse sentido, os guias turísticos terão "certas vantagens", concretizou. Os visitantes de Portugal e do Brasil - o departamento de estatística do território não especifica os números das entradas de outros países de língua portuguesa - têm vindo a aumentar gradualmente desde a pandemia da covid-19, embora ainda não tenham alcançado os valores de 2019, de acordo com dados consultados pela Lusa. Em 2025, entraram no território 14.331 portugueses e 12.258 brasileiros, números ligeiramente atrás dos registados em 2019 - 15.967 e 12.770, respectivamente. E a DST prevê desafios para este scetor. "Quando o volume total de turistas for inferior ao das línguas dominantes, as receitas flutuarão bastante entre as épocas altas e baixas", notou a direcção, referindo que disponibiliza desde 2016 cursos gratuitos para diferentes línguas para os profissionais do turismo. Cidade internacional Ao JTM, a União dos Guias Turísticos lembrou que não há falta de falantes de português em Macau, mas a própria profissão de guia carece de garantias básicas, como salário-base ou seguro de saúde. E guias de línguas minoritárias "agora não conseguem sustentar a vida quotidiana com o volume actual de trabalho", reflectiu Nelson Hoi, diretor desta associação. Sobre os quatro profissionais que falam português, Hoi considerou um número insuficiente para responder à procura. "Há muitos países de língua portuguesa e, com o desenvolvimento da economia e a melhoria das condições de vida, o número de turistas oriundos dessas nações tem vindo a aumentar", disse ao JTM. Hoi lembrou ainda que estes profissionais "são maioritariamente de idade avançada" e que, quando se reformarem, a oferta vai cessar. Por isso, pediu ao Governo para definir um plano e medidas para atrair as camadas jovens para este sector. by Hoje Macau 16 Jul 2026
Manchete Habitação pública | Aberto concurso para arrendar 25 lojas com “desconto” O Instituto de Habitação abriu concurso público para arrendar 25 lojas em edifícios de habitação pública, cinco na Zona A dos Novos Aterros. Devido ao “actual ambiente de negócios”, os preços de base estão abaixo dos praticados no mercado, além de os primeiros três meses serem isentos de renda O Instituto de Habitação (IH) abriu ontem o concurso público para o arrendamento de 25 espaços comerciais em edifícios de habitação pública na Zona A dos Novos Aterros, Mong Há, Ilha Verde, Fai Chi Kei, Taipa e Seac Pai Van. O prazo para apresentação das candidaturas termina às 17h30 de 21 de Agosto. O IH salienta que, tendo em conta o actual ambiente de negócios, e para reforçar a competitividade no mercado dos espaços comerciais de habitação pública, “o preço base do concurso é relativamente mais baixo que o praticado pelo mercado” e foram concedidos benefícios de isenção de renda nos primeiros três meses. O preço base do concurso varia entre 3 mil e 45 mil patacas, com as áreas úteis das lojas a variarem entre 18,50 e 562,32 metros quadrados. Este é o segundo concurso público para arrendamento de 25 espaços comerciais em prédios de habitação pública realizado este ano. As lojas situam-se em 11 prédios. Na Habitação Social de Mong Há - Edifício Mong Tak estão em concurso cinco lojas, duas no Edifício do Bairro da Ilha Verde, um espaço comercial no Edifício Cheng I, duas lojas Habitação Social do Fai Chi Kei (uma no Edifício Fai Tat e outra no Tamagnini Barbosa). Na Taipa, no Edifício do Lago existe uma loja para arrendar, enquanto nos complexos de habitação social de Seac Pai Van há oito lojas para arrendar, duas no Edifício Lok Kuan e seis no Edifício Ip Heng. Regras do jogo O IH destaca os cinco espaços comerciais para arrendar na Zona A dos Novos Aterros (três no Edifício Tong Seng, um no Edifício Tong Chong e um no Edifício Tong Kai). Este é o terceiro conjunto de cinco espaços comerciais na Zona A, “incluindo uma clínica e uma padaria, a fim de aperfeiçoar as instalações comerciais e os apoios à vida quotidiana dos residentes na zona.” As autoridades indicam que os espaços estão destinados “à actividade comercial geral”, entre locais de venda de comidas e bebidas com ou sem fogão. Os espaços comerciais estão abertos, entre as 09h e as 14h, à visita de interessados até ao dia 27 de Julho. O acto público de licitação verbal terá lugar a 8 de Setembro, às 10h30 e às 15h30, na Delegação das Ilhas do IH. Os espaços são adjudicados aos concorrentes que ofereçam a renda de valor mais elevado no mesmo dia. O valor de cada lance é de 500 patacas ou do seu múltiplo. O IH irá ainda realizar uma sessão de esclarecimentos sobre as regras da licitação a 2 de Setembro. by João Luz 16 Jul 2026
Manchete Futebol | Novos estatutos com China no nome e sem versão portuguesa Com os novos estatutos, a língua portuguesa deixa de ser um meio de comunicação da AFM, e as alterações já se fazem sentir na divulgação com uma versão apenas em chinês. A AFM passa também a considerar que tem como dever obrigar os clubes a manter a neutralidade política Associação Geral de Futebol de Macau-China. É este o novo nome da Associação de Futebol de Macau, de acordo com os novos estatutos que foram divulgados, ontem, no Boletim Oficial (BO). Com esta modificação, Macau segue o exemplo de Hong Kong, que logo em 2023 alterou o nome de Associação de Futebol de Hong Kong para Associação de Futebol de Hong Kong, China. Esta é apenas uma das várias alterações dos estatutos, que passam a contar com 69 artigos, um conteúdo mais detalhado em aspectos como a regulação das transferências entre clubes, receitas da associação, entre outros. Para quem apenas domina o português, os novos estatutos representam uma perda de direitos, porque oficializam a relegação da língua portuguesa para segundo plano, numa situação de igualdade com o inglês. “A língua oficial da Associação Geral de Futebol de Macau-China é a língua chinesa, devendo todos os documentos e textos emitidos pela Associação ser redigidos nesta língua”, consta no artigo 8.º. “Os documentos apresentados à Associação podem ser redigidos em chinês, português ou inglês. Sempre que os documentos incluam a língua chinesa, esta prevalecerá em caso de divergência”, é acrescentado. Este ponto contrasta com o que foi definido em 2011 no mesmo artigo: “As línguas oficiais da AFM são a língua Chinesa e a língua Portuguesa, devendo os documentos oficiais ser redigidos nessas línguas, no caso de existir alguma divergência na interpretação dos documentos a versão Chinesa prevalecerá”, era indicado. “A Língua Oficial usada na Assembleia Geral deve ser uma das línguas oficiais de Macau, com preferência para a língua Chinesa”, era acrescentado. Esta alteração já produziu efeitos, com os novos estatutos a serem apenas publicados no BO em chinês, quando até agora tinham sido sempre publicados em ambas as línguas. Neutralidade política Com os novos estatutos, a Associação de Futebol passa ainda a entrar em campos políticos dos quais até agora tinha optado por se manter distante. Nesta área, os estatutos são mais semelhantes ao que se verifica em Portugal, com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e em Espanha, com a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), mas com diferenças políticas. Segundo o artigo 3.º, a “Associação Geral de Futebol de Macau-China compromete-se a respeitar todos os direitos humanos internacionalmente reconhecidos e envidará esforços para promover a protecção de tais direitos”. Este artigo é semelhante ao artigo 3.º da Federação Portuguesa de Futebol: “A FPF respeita e promove a protecção dos direitos humanos”. Por sua vez, a RFEF apenas se compromete a promover “valores humanitários” no futebol e actividades relacionadas. Outra questão abordada nos estatutos, é a neutralidade política. Os estatutos de 2011 indicavam que a AFM era “neutra em relação a assuntos políticos e questões da RAEM”. Este ponto é mantido, mas a AFM agora arroga-se o direito de levar a neutralidade para os clubes-membros: “A Associação mantém-se neutra em matéria política e religiosa, assegurando que os seus membros também mantenham essa neutralidade”, é apontado. Com esta alteração, a AFM afasta-se do modelo espanhol, uma vez que a RFEF no artigo 1.º dos seus estatutos, tem uma alínea igual à dos estatutos de 2011. Já a FPF não aborda directamente a necessidade de manter a neutralidade política, apenas proíbe a discriminação com base em convicções. by João Santos Filipe 16 Jul 2026
China / Ásia Economia | Exportados mais de um milhão de automóveis em Junho A China exportou pela primeira vez mais de um milhão de automóveis num único mês, em Junho, consolidando a liderança mundial no sector e aumentando a pressão comercial sobre parceiros comerciais como a União Europeia. Segundo dados divulgados ontem pela Administração-Geral das Alfândegas da China, o país exportou 1,06 milhões de automóveis em Junho, mais 71,2 por cento do que no mesmo mês do ano passado. Ao ritmo actual, a China deverá ultrapassar os 10 milhões de veículos exportados este ano, acima dos 7,1 milhões registados em 2025 e mais do dobro dos 4,9 milhões de 2023. O desempenho das exportações automóveis contribuiu para um aumento global de 27 por cento das exportações chinesas em Junho, acima dos 19,4 por cento observados em Maio, enquanto as importações cresceram 36 por cento. O excedente comercial da China atingiu 576 mil milhões de dólares no primeiro semestre, embora tenha recuado 4,7 por cento face ao mesmo período do ano passado. O vice-director do Gabinete Nacional de Estatísticas, Wang Jun, atribuiu o crescimento das exportações de veículos eléctricos à transição mundial para uma economia de baixo carbono, afirmando que esta está a impulsionar a procura pelos "produtos verdes" chineses. Além dos automóveis eléctricos, as exportações de baterias de lítio e de turbinas eólicas cresceram, respectivamente, 37,6 por cento e 35,6 por cento no primeiro semestre. Em sentido contrário, as exportações de terras raras diminuíram 34 por cento em Junho, face ao mesmo mês do ano passado, e 6,4 por cento no conjunto do semestre, depois de Pequim ter reforçado os controlos à exportação destes minerais estratégicos, essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia. As importações foram impulsionadas sobretudo pela procura de semicondutores. A China importou 53,7 mil milhões de circuitos integrados em Junho, mais 6,8 por cento do que um ano antes, elevando o crescimento acumulado no semestre para 8,1 por cento. Mudança de direcção A aceleração das exportações automóveis ocorre num contexto de abrandamento das vendas no mercado interno, após o fim parcial dos incentivos à compra de veículos eléctricos e à quebra da procura por automóveis com motor de combustão. A redução da procura doméstica levou fabricantes chineses e estrangeiros instalados no país a direccionarem uma parte crescente da produção para os mercados externos, uma estratégia que motivou a imposição de tarifas adicionais por parte da União Europeia sobre veículos eléctricos fabricados na China. As autoridades chinesas rejeitam as acusações de que o sector beneficia de subsídios desleais, defendendo que a competitividade da indústria resulta da inovação tecnológica e das economias de escala. No topo da lista Entre os principais fabricantes, a fabricante BYD vendeu 175 mil veículos no estrangeiro em Junho, mais 95 por cento do que no mesmo mês do ano anterior, enquanto as vendas internacionais representaram um recorde de 43 por cento da produção da empresa. A Geely exportou pela primeira vez mais de 100 mil veículos num único mês, ao vender 102.874 unidades no exterior, um aumento homólogo de 157 por cento. Já a Chery, exportou 191.062 automóveis em Junho, mais 80 por cento do que há um ano, estabelecendo pelo quarto mês consecutivo um novo máximo mensal entre os fabricantes chineses. by Hoje Macau 15 Jul 2026
Manchete Hepatite | Testes anónimos e gratuitos nos Três Candeeiros Durante o ano passado, uma campanha dos Serviços de Saúde para controlar e prevenir a hepatite B levou à despistagem da doença, através de testes antigéno, a mais de 19 mil pessoas, e à detecção de mais de 1.300 casoas positivos confirmados, o que representa uma taxa de infecção de aproximadamente 6,8 por cento. Os números foram avançados ontem numa conferência de imprensa dos Serviços de Saúde, em antecipação do Dia Mundial da Hepatite, instituído pela Organização Mundial de Saúde, que se assinala no dia 28 de Julho. Os Serviços de Saúde indicaram que estão a acompanhar actualmente cerca de 23 mil doentes com hepatite B, e que até ao mês passado, as servilços de consultas de hepatologia dos centros de saúde tinham atendido 2.866 doentes. A partir deste fim-de-semana, as autoridades vão dar início a uma série de actividades para assinalar o Dia Mundial da Hepatite. No sábado, entre as 14h e as 18h vão estar a funcionar várias “estações pop-up” nos bairros residenciais da península e ilhas, montadas em colaboração com associações locais. Além de jogos, será divulgada à população informação sobre a prevenção e o tratamento da hepatite B. Além disso, no dia 25 de Julho, no Centro de Actividades da Rotunda de Carlos da Maia, entre as 14h e as 17h, serão prestados serviços gratuitos de testes rápidos e anónimos ao antígeno de superfície da hepatite B. A diferença que faz As autoridades de saúde começaram no mês passado a providenciar gratuitamente testes ao antígeno de superfície da hepatite B a indivíduos a partir dos 40 anos de idade, diminuindo a idade mínima anteriormente estabelecida em 50 anos. Entre 2010 e 2023, o sistema de registos médicos dos Serviços de Saúde identificava 26.759 casos positivos de hepatite B entre residentes. A estrutura etária das infecções é predominantemente composta por indivíduos com 50 anos ou mais, representando aproximadamente 70 por cento do total de casos positivos. Ainda não existe uma cura total para a hepatite B, que continua a ser uma doença crónica, cuja progressão pode ser controlada eficazmente pela toma de medicamentos antivirais. Estes doentes crónicos normalmente não apresentam sintomas óbvios. Porém, a hepatite B pode danificar de forma progressiva o fígado e aumentar a possibilidade de o doente sofrer de complicações graves, como cirrose hepática e cancro hepático. by João Luz 15 Jul 2026
Manchete Cooperação | Académico diz que CPLP não se afirma junto da China "A China não conhece a CPLP", resumiu Luís Bernardino, professor da Universidade Autónoma de Lisboa e coronel de infantaria na reserva do Exército Português, que recentemente participou em duas conferências em Pequim, na Universidade de Estudos Internacionais de Pequim e na Embaixada de Portugal, sobre os 30 anos da organização, que se assinalam na sexta-feira. "Uma coisa que não se conhece também não se sabe como pode tirar vantagem dessa relação", acrescentou. Para Luís Bernardino, a organização "nunca se soube posicionar em relação ao Oriente" e continua afastada dos principais mecanismos criados por Pequim para aprofundar a cooperação com os países de língua portuguesa. "O Fórum de Macau não é a CPLP. É um instrumento da China para facilitar a cooperação com os países lusófonos e vai continuar a crescer. A CPLP está fora desta jogada, por enquanto", considerou. Para Bernardino, essa realidade traduz a forma como Pequim privilegia uma abordagem simultaneamente bilateral e multilateral, estratégia que descreve como "cooperação ‘bimultilateral’". "A China relaciona-se bilateralmente com cada país, mas cria também fóruns multilaterais que reforçam essa cooperação. É uma abordagem pragmática que mais nenhuma grande potência desenvolveu em África", defendeu. Adaptação das espécies O especialista em Segurança e Defesa em África sublinhou que a relação da China com os países lusófonos está longe de ser uniforme. Enquanto com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) Pequim privilegia o financiamento de infra-estruturas, o comércio, o desenvolvimento e, cada vez mais, a cooperação na área da defesa, com o Brasil a relação assume uma dimensão geopolítica distinta, impulsionada pelo bloco de economias emergentes BRICS e pela cooperação entre países do chamado Sul Global. "A China adapta a sua estratégia aos interesses que tem em cada região. Não existe uma abordagem única para todos os países da CPLP", explicou. No caso de Timor-Leste, Luís Bernardino considerou que a crescente importância estratégica do país no Indo-Pacífico deverá reforçar o interesse chinês, tanto pela posição geográfica como pela futura integração plena na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). "A China olha para Timor-Leste como um parceiro estratégico no Indo-Pacífico, pela sua posição nas rotas marítimas e pela crescente relevância regional", afirmou. Maior visibilidade O investigador considerou ainda que a rivalidade estratégica entre a China e o Ocidente levou Pequim a reforçar a presença junto dos países lusófonos, sobretudo em África, onde a cooperação se expandiu para áreas como a segurança, a tecnologia e a defesa. "A cooperação deixou de ser apenas económica. A defesa tornou-se um dos pilares centrais da relação da China com praticamente todos os PALOP", sustentou. Essa evolução acompanha a transformação da presença chinesa em África, inicialmente centrada no apoio político aos movimentos de independência e, mais tarde, no financiamento de infraestruturas e acesso a matérias-primas. Hoje, segundo Luís Bernardino, a estratégia inclui também formação militar, venda de equipamento, construção e modernização de portos e uma presença naval cada vez mais frequente no continente africano. "A China faz aquilo que uma potência global tem de fazer. É uma potência económica, mas sabe que também precisa de afirmar uma dimensão militar", afirmou. Apesar da crescente influência chinesa, Bernardino considerou que os países lusófonos, em particular os africanos, ainda não conseguiram retirar todo o partido dessa relação. "Há uma dependência crescente, sobretudo financeira. Os países têm de aprender a negociar melhor com a China e transformar esta cooperação numa verdadeira parceria estratégica, sem criar dependências excessivas", defendeu. O especialista considerou, por isso, que o maior desafio da CPLP, três décadas após a sua criação, passa por aumentar a sua visibilidade internacional e afirmar-se como interlocutor relevante junto de parceiros estratégicos ... by Hoje Macau 15 Jul 2026
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Carlos Morais José Antropofobias O Fuxi Ó meus amigos, companheiros destas funestas viagens por países tão antigos quanto as estrelas e a Lua, e tão estranhos... 6 Out 2022
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