Editorial

Leia aqui os editoriais do Hoje Macau

Ella Lei e a obsessão

Ella Lei tem, claramente, uma obsessão com os trabalhadores não residentes. Para a deputada, todos os males de Macau têm neles a sua origem. Os autocarros funcionam mal: a culpa é dos TNR. Ao satanizar as pessoas que mantêm esta região especial em andamento, Ella Lei fomenta a xenofobia e o racismo, pretende instituir uma maior separação entre cidadãos de primeira e de segunda.

Eleições: Um derrotado chamado Governo

Macau foi ontem a votos e não se pode dizer, desta vez, que as coisas tenham ficado na mesma. Não ficaram e a próxima legislatura provará que a correlação de forças se modificou, nomeadamente na ocupação do espaço mediático. Será então nesse espaço que a sua voz se fará ouvir com uma outra densidade e propagação, graças ao facto de serem deputados.

16 anos do jornal Hoje Macau

Nos tempos actuais, a palavra “jornal” começa a ter um sabor arcaico. Face às novas tecnologias, este objecto de papel parece ter perdido grande parte da sua importância e, dizem, cada vez menos pessoas se dão ao trabalho (ou ao prazer) de desfolhar estas páginas impressas.

Camilo Pessanha, 150 anos | Porquê celebrar?

É muito estranho tudo isto. E contra os meus princípios: sempre disse detestar o aproveitamento póstumo dos poetas, dos escritores, dos artistas

A próxima vez

Perdoem-me os leitores, que isto não tem piada nenhuma, nem rabo de tufão por onde se lhe pegue. Uma catástrofe é uma coisa séria, que tem efeitos inesperados nos indivíduos e nas massas

Fórum Macau: Cartões não chega

O Fórum Macau foi uma iniciativa de Pequim de uma extraordinária importância para a RAEM. Não tanto por aquilo que até hoje tem sido feito por aqui, mas porque definiu, no longo prazo, uma estratégia para Macau. E, por muito que isso ainda possa custar a alguns dos actores desta praça, esta decisão da capital catapultou a região especial para fora de si mesma, obrigando-a à internacionalização.

Venham mais 15

Macau é um universo relativamente aparte. Daí ainda termos a convicção de que fazemos jornalismo – algo que no mundo real acabou no século XX – no limite da nossa capacidade de interpretar o local. Talvez seja mesmo essa nossa incapacidade que nos permite uma visão fresca do que encontramos e um dinamismo quantas vezes absurdo em relação ao que observamos.

Os TNR e o fracasso da diversificação económica

Se um extra-terrestre aqui caísse de pára-quedas ficaria confuso quando se começasse a informar sobre certos aspectos da economia de Macau. Por exemplo, a...

A única coisa que tenho para te dar é o mundo

Só há uma solução: avançar. Não parar. Não soluçar. Seguir em frente. Eis o único movimento digno desse nome, eis a única saída. O resto são desculpas.

Ganância pessoal: a fonte da desarmonia

Aí está o que Pequim tanto temia: a possibilidade de existirem em Macau manifestações como a que a tentativa de aprovação do regime de...

À espera do Vento Norte

ACimeira de Paris sobre o clima terminou com um acordo no qual a China desempenhou um papel fundamental. É nestes momentos globais que o...

A universidade torta

Aactual Universidade de Macau não nasceu ontem e alguns dos seus problemas talvez estejam relacionados com um erro histórico e não meramente com as...

Da divulgação do Direito local

Em absorvente manchete do Jornal Tribuna de Macau, o deputado e membro do Conselho Executivo Leonel Alves proclamava ontem a necessidade de uma maior...

As dívidas históricas

Com o segundo mandato de Chui Sai On, a RAEM entrou na fase final de um ciclo que terá a duração de 20 anos....

Obrigado, campeão

Não tem sido fácil a carreira de André Couto, nem a sua vida pessoal, marcada pela trágica perda de um filho. Mas o piloto...

As folhas do Outono acumular-se-ão nas mesmas portas

Os astronómicos lucros do Jogo criaram em Macau uma espiral estranha. Não se pode dizer que tenha existido um sentido, uma direcção efectiva e...

O calcanhar de Aquiles

Manifestação por causa da habitação. Mil pessoas não são vinte mil. A habitação ainda não é a alcavala dos altos cargos, que tanta gente...

A última traição do PS

O povo português votou maioritariamente contra a coligação PSD-CDS, contra as mentiras sistemáticas e compulsivas, contra a austeridade e a falsa recuperação económica do país.

A coisa

No fim de Setembro, este Governo cumpre os seus primeiros nove meses. Ainda não se percebeu se foram de gestação de qualquer coisa outra...

O que se ganha, o que se perde

AAssociação Novo Macau é um excelente case-study para quem estiver interessado em compreender a sociedade chinesa local e o modo como se tem, descontinuamente,...

Francisco e o essencial

Em plena Idade Média, um jovem aristocrata foi tomado pela febre de Deus. Desfez-se de todos os seus bens materiais e partiu para a...

Andar na vida

O que é isso de ser gente? Talvez aquilo que Álvaro de Campos definiu como o desejo de ser todos e toda a parte e, por isso, criar uma arte da sobrevivência a toda a sela. É o credo do exilado, daquele marcado de lonjura e estesia.

Um preço barato

Bem vistas as coisas, temos de distinguir dois tipos de migrantes: os que vêm de África, por não encontrarem meio de subsistência na sua terra natal; e os que vêm da Síria por causa da guerra. São situações muito diferentes, como diferentes são as pessoas que constituem os dois grupos.

Hoje Macau | 14 anos

Nunca acreditem em nada do que aqui vem escrito. Isto não é a Bíblia nem o Corão. Interroguem-se sobre notícias, opiniões, comentários e fontes. E talvez assim consigam ter uma perspectiva desta cidade que nenhum jornal vos pode dar: a vossa.