João Santos Filipe Desporto MancheteFutebol | Torneio da Soberania realiza-se a 28 e 29 de Novembro A selecção de veteranos de Macau, o Sporting Clube de Portugal, o Macallum Sports Club, da Malásia, e uma equipa de Pequim vão ser as quatro formações participantes na edição deste ano do Torneio da Soberania. Ao contrário do habitual, a 26.ª edição da competição organizada pela Associação dos Veteranos de Futebol de Macau é antecipada para 28 e 29 de Novembro. “As nossas expectativas são sempre as melhores. E este ano o torneio é um bocado especial, porque nós decidimos convidar uma equipa da Malásia”, afirmou Francisco Manhão, ex-presidente da associação e actual consultor, ao HM. “E, por feliz coincidência, o nosso Chefe do Executivo também esteve recentemente na Malásia numa viagem para reforçar os laços de amizade. Por isso, vamos aproveitar este torneio para reforçar os laços, um aspecto que nos recorda um bocado a política de pingue-pongue que foi utilizada para aproximar as relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a China”, apontou. Entre as equipas convidadas consta também uma formação de veteranos do Sporting, um regresso ao território. Sobre esta formação, Manhão indicou que o torneio só faz sentido se houver uma equipa de Portugal, dado que o torneio assinala a transferência da administração de Macau. “Se estamos a assinalar esta data, só faz sentido se também houver uma equipa de Portugal”, vincou. Velhos conhecidos Em relação à equipa que viaja de Portugal para participar no evento, Francisco Manhão destacou um velho conhecido do território, o guarda-redes Mário Fonseca, que entre os anos de 1993 e 1994 representou as cores do Negro Rubro. “Foi um jogador que se sagrou campeão de futebol de 11 e de futebol de 7 – a nossa Bolinha – também participou na Taça dos Campeões da Ásia, num ano em que bateram uma equipa de Cantão por 4-3”, recordou o consultor do torneio. A equipa de Lisboa é ainda integrada por jogadores como Diogo Salomão, que realizou cerca de 15 jogos pela equipa principal do Sporting, Edgar Marcelino e João Paiva. Todos estes atletas passaram pela Academia de Alcochete e foram internacionais por Portugal nos anos de formação. Sobre a antecipação da data do torneio, que normalmente se realiza em Dezembro e no Canídromo, Manhão justificou a mudança com a dificuldade em arranjar um campo de futebol, devido à realização de obras, durante as datas tradicionais. Os jogos vão assim decorrer no Campo Desportivo da Universidade de Macau, o que o consultor reconheceu tornar mais complicadas as deslocações para os jogos.
Hoje Macau DesportoTénis de mesa | Macau recebe primeira edição do Mundial de pares Macau irá receber, em Abril de 2027, a primeira edição do Mundial de pares em ténis de mesa, categoria que irá regressar aos Jogos Olímpicos, anunciou ontem o órgão máximo do desporto. Num comunicado, a Federação Internacional de Ténis de Mesa (IITF, na sigla em inglês) disse que a região chinesa foi “a escolha natural”, por ser “um anfitrião com provas dadas e um registo que fala por si”. A IITF recordou que há três anos consecutivos que Macau acolhe a Taça do Mundo, competição que reúne 48 dos melhores atletas individuais, masculinos e femininos, da modalidade. A última edição, que decorreu em Abril, foi dominada pela China, com títulos para os favoritos Wang Chuqin (homens) e Sun Yingsha (mulheres), ambos líderes do ranking e campeões mundiais. A categoria de pares “precisava de um palco próprio, um local onde pudesse formar os seus próprios campeões e rivalidades antes dos Jogos” Olímpicos, sublinhou a IITF. A federação recordou que as provas de duplas masculinas, femininas vão regressar ao programa olímpico em Los Angeles 2028, enquanto os pares mistos vão fazer a estreia olímpica. Em Macau, “os pares masculinos, femininos e mistos vão partilhar pela primeira vez o palco de um Mundial, numa altura em que a categoria regressa ao programa olímpico”, sublinhou a presidente da ITTF, Petra Sorling. “Ao aproveitarmos o impulso do nosso ano do centenário, aguardo com entusiasmo o que 2027 reservará para o nosso desporto”, acrescentou Sorling, que é também membro do Comité Olímpico Internacional.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteKarting | Coloane voltou a atribuir títulos mundiais da FIA Dez anos depois, Macau, e mais precisamente o Kartódromo de Coloane, voltou a ser palco da atribuição de títulos de campeões de automobilismo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), desta vez no recém-nascido Campeonato FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico, nas categorias Júnior e Sénior Este ano, a FIA lançou novos campeonatos em três continentes, Europa, América do Sul e Ásia-Pacifico, utilizando o formato “Arrive and Drive” com o objectivo de tornar o karting mais acessível e aumentar a participação na modalidade. O conceito, promovido pela FIA, pretende proporcionar uma competição acessível, inclusiva e a preços justos, valorizando a habilidade e o talento individuais em pista. Todos os pilotos utilizam karts idênticos, sendo apenas necessário trazer o equipamento pessoal e um mecânico. Devido às condições meteorológicas registadas em Macau na manhã de domingo, toda a actividade em pista foi suspensa antes da realização das restantes mangas destinadas aos pilotos das categorias Júnior e Sénior. O programa foi, por isso, reformulado, permitindo apenas a realização das finais das duas categorias. Numa prova que contou com 44 pilotos, provenientes de 16 países e territórios, as grelhas de partida foram determinadas pelos resultados da única manga disputada na tarde de sábado. Na categoria Sénior, a final foi marcada por uma intensa luta a quatro pela vitória ao longo da corrida. Numa última volta emocionante, a australiana Amelia Phillips cruzou a linha de meta em primeiro lugar, mas uma penalização por posicionamento incorreto do deflector frontal promoveu a dinamarquesa Signe Pejs Ørnbøll à vitória na corrida e no campeonato. Amelia Phillips terminou no terceiro lugar do pódio, enquanto Conrad Garrow, de Singapura, foi segundo. Na categoria Júnior, John Han protagonizou uma forte prestação ao longo de um fim de semana em que foi intensamente desafiado pelo australiano Knox Black, numa corrida emocionante e marcada por várias trocas de liderança. Na última volta, o jovem talento de Hong Kong garantiu a vitória e o título com uma ultrapassagem decisiva, sagrando-se campeão Júnior do FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico de 2026. Liu Bowen, do Interior da China, terminou na terceira posição. Três apurados para a Taça do Mundo Na categoria Sénior, destinada a pilotos dos 14 aos 19 anos, dois pilotos da RAEM terminaram entre os 17 primeiros e garantiram, assim, a qualificação para a Taça do Mundo Karting Arrive and Drive da FIA, que terá lugar na Malásia no final do ano. Com uma vasta experiência em provas no Kartódromo de Coloane, Vernice Lao Si Lun foi oitava classificada. Depois de se ter qualificado no terceiro lugar no sábado e de ter chegado a rodar na segunda posição, a final não correu de feição à jovem de 16 anos, que perdeu posições ao longo das 21 voltas de corrida. Depois de ter rodado entre os dez primeiros, o macaense Henrique Quintela Borges terminou a final no 16º lugar, após receber uma penalização de cinco segundos por instalação ou posicionamento incorreto do defletor frontal do seu chassis Kosmic Mercury, equipado com motores Vortex SV de dois tempos. Ainda na categoria Sénior, Lou Chi Leong terminou no 18.º lugar, enquanto Chong Ian Ip, embora inicialmente inscrito, não chegou a alinhar numa grelha de partida que contou com 23 jovens pilotos. Na categoria Júnior, destinada a pilotos dos 12 aos 14 anos, Macau esteve representado por Kin Long Lou, que terminou no 15.º lugar, e Hau Yin Tsui, que abandonou à segunda volta. A Taça do Mundo Karting Arrive and Drive da FIA decorrerá de 19 a 22 de Novembro de 2026, no Circuito Internacional LYL, na Malásia.
Sérgio Fonseca DesportoKarting | Coloane volta a receber competições FIA dez anos depois Dez anos depois, o Kartódromo de Coloane volta a receber uma prova da Federação Internacional do Automóvel (FIA). De hoje a domingo, pilotos de karting de toda a região Ásia-Pacífico vão disputar os títulos do Campeonato FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico, nas categorias Júnior e Sénior. Um total de 44 pilotos, provenientes de 16 países e territórios, integra as grelhas das duas categorias e entrará em pista com o objectivo de conquistar os primeiros títulos do Campeonato FIA Karting Arrive and Drive Ásia-Pacífico, precisamente no mesmo kartódromo que consagrou o campeão do Campeonato FIA Karting Ásia-Pacífico de 2016 e que recebeu as memoráveis passagens do Campeonato do Mundo FIA Karting, em 2009 e 2012. Na antevisão do evento, Akbar Ebrahim, actual presidente da Comissão Internacional de Karting da FIA e um dos primeiros pilotos indianos a aventurar-se nas competições de monolugares na Europa, afirmou: “O primeiro Campeonato Ásia-Pacífico Arrive and Drive proporcionará uma nova e prestigiada plataforma para os jovens pilotos de toda a região demonstrarem o seu talento. Agradeço à Associação Geral Automóvel Macau-China (AAMC) pelo apoio na organização daquele que será, certamente, um evento inesquecível no calendário do karting deste ano.” O Campeonato Ásia-Pacífico é o segundo de três campeonatos continentais “Arrive and Drive” previstos para este ano. O ciclo de campeonatos continentais ficará concluído em Outubro, quando o Kartódromo de Imperatriz, no Brasil, receber o Campeonato FIA Karting Arrive and Drive da América do Sul de 2026. Formato diferente Para manter a filosofia de redução de custos e, simultaneamente, equilibrar as possibilidades de vitória entre todos os concorrentes, os pilotos competirão com o mesmo modelo de chassis, Kosmic Mercury, equipado com motores Vortex SV de dois tempos. Serão utilizados pneus slick Vega Option XH4 e pneus de chuva Vega Q6 durante todo o evento. Um sorteio determinará a distribuição inicial dos motores e chassis, sendo os motores posteriormente trocados entre os concorrentes ao longo do evento, de forma a garantir condições tão equitativas quanto possível para todos os participantes. Para Akbar Ebrahim, este sistema “Arrive and Drive”, tem um lado muito positivo, pois consegue aproximar “o karting internacional, tornando-o mais acessível e permitindo que mais comunidades em todo o mundo tenham contacto com a modalidade.” A inscrição no campeonato, que já passou por Zhuzhou, na China, e por Chennai, na Índia, tem um custo de referência de 14.850 euros por piloto, cerca de 139.500 patacas, acrescido de uma caução de 2.500 euros, aproximadamente 23.500 patacas. O valor da inscrição inclui a participação no campeonato, o aluguer de um kart completo e pronto a competir, combustível, pneus slick, trolley e espaço de paddock, permitindo aos pilotos competir em condições semelhantes e sem necessidade de transportar ou preparar autonomamente todo o equipamento. Para quem optou pela participação numa única prova, como a de Macau, o valor indicado pela FIA é de 5.450 euros por evento, cerca de 51.200 patacas, acrescido da respectiva caução. Seis pilotos de Macau A prova organizada pela AAMC volta a contar com uma forte presença de pilotos do território, proporcionando, uma vez mais, aos concorrentes do Campeonato de Karting de Macau a oportunidade de medir forças com alguns dos melhores pilotos da modalidade na região Ásia-Pacífico e no circuito que conhecem de olhos fechados. Na categoria Sénior, destinada a pilotos dos 14 aos 19 anos, a RAEM contará com três representantes. O macaense Henrique Quintela Borges, Lou Chi Leong, Chong Ian Ip e Vernice Lao Si Lun, que há duas semanas disputou a sua segunda prova do Campeonato da China de Fórmula 4, representarão o território na grelha e procurarão conquistar o troféu diante do público local. Na categoria Júnior, destinada a pilotos dos 12 aos 14 anos, Macau estará representado por Hau Yin Tsui e Kin Long Lou. Ambos competirão igualmente no seu circuito de casa, procurando manter o troféu Júnior em casa, tarefa que não se antevê fácil perante uma concorrência de elevado nível. Os treinos terão lugar na sexta-feira e no sábado, ficando as corridas principais reservadas para domingo. A final Júnior terá uma distância de 20 quilómetros, enquanto os pilotos da categoria Sénior terão de percorrer 25 quilómetros entre as luzes apagadas e a bandeira de xadrez, na tarde de domingo. Os pilotos que obtiverem as melhores classificações garantirão igualmente uma posição privilegiada na edição deste ano da Taça do Mundo Karting Arrive and Drive da FIA, que terá lugar na Malásia no final do ano.
Hoje Macau DesportoJoão Geraldo eliminado do Torneio de Campeões de Macau em ténis de mesa O português João Geraldo foi ontem eliminado na ronda inicial do Torneio de Campeões de Macau de ténis de mesa, ao perder com o dinamarquês Anders Lind, em três parciais. “Foi um jogo muito difícil, não consegui entrar no meu ritmo e senti que estive sempre atrás do resultado”, disse à Lusa o português de 32 anos, actualmente 31.º do ranking mundial da World Table Tennis (WTT). Anders Lind, de 27 anos e 13.º do ranking, começou melhor o encontro e venceu por 11-5 o primeiro ‘set’, no qual João Geraldo disse ter cometido “muitos erros, serviços falhados e recepções falhadas”. “Contra um jogador que é top 15 do mundo, cometer estes erros é impossível ganhar. (…) Acho que também emocionalmente estava em baixo e não consegui mesmo dar a volta”, explicou o português. Geraldo deu uma melhor resposta no segundo parcial, antes do dinamarquês conseguir vencer o ‘set’ em 11-9. Um resultado que, diz o português, “é um bocado enganador, porque ele esteve a ganhar 10-5 e teve bastante margem também. Ou seja, ele esteve superior no jogo, não foi equilibrado”. “Equilibrei no fim, mas isso causa também muita pressão para mim porque estou atrás no resultado e depois, quando chego quase a empatar, é o tudo ou nada naquele ponto”, sublinhou Geraldo. Fim da esperança O português começou o terceiro parcial na frente, mas permitiu a recuperação de Lind, que venceu com um novo 11-9, fechando a passagem à próxima fase em 27 minutos. “Ele jogou bem naqueles momentos em que eu pude passar para a frente, foi superior. Sinto que podia ter dado mais de mim nos dois primeiros ‘sets’, mas depois, estando já muito atrás no resultado, fica muito difícil”, lamentou Geraldo. Na segunda ronda, Lind vai enfrentar o vencedor do encontro de ontem entre o número quatro do mundo, o japonês Tomokazu Harimoto, e o jogador da casa, Mak Tin Ian, que recebeu um convite da organização. O Torneio de Campeões, organizado desde 2022 em Macau, vai distribuir um total de prémios no valor de 800 mil dólares, com os vencedores a receberem 60 mil dólares. A competição da WTT, que arrancou ontem vai decorrer até domingo, reúne 64 dos melhores jogadores dos rankings masculino e feminino, incluindo o número sete do mundo, o brasileiro Hugo Calderano.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | Vernice Lao regressou à F4 em Chengdu Duas dezenas de pilotos participaram na quarta prova do Campeonato Chinês de F4, disputada no Circuito Internacional de Tianfu Chengdu, que assinalou a segunda participação em monolugares da jovem piloto de Macau Vernice Lao Si Lun. A piloto, de 16 anos, regressou ao volante de um monolugar após uma ausência de quase um ano. Foi precisamente neste circuito que, na sua estreia, no ano passado, se tornou a primeira piloto feminina de Macau a competir numa prova de Fórmula 4. No regresso à única categoria nacional de fórmulas da República Popular da China, a piloto de karting de Macau adaptou-se rapidamente ao Ligier JS F422, estabelecendo tempos promissores para alguém que, ao contrário da maioria dos pilotos da grelha, não havia competido em F4 antes da presente temporada. Num fim-de-semana em que a chuva apenas marcou presença nos treinos, Vernice Lao terminou a corrida de abertura, no sábado, na 9.ª posição, e a segunda na 13.ª. Este último resultado foi alcançado após um esforço considerável, uma vez que a piloto inscrita pela Blackjack Racing RFN foi abalroada por um adversário, sem que tivesse qualquer responsabilidade no incidente. No domingo, onde foram novamente disputadas duas corridas de trinta minutos de duração, Vernice Lao prosseguiu a sua evolução na moderna pista da província de Sichuan, demonstrando um ritmo consistente e sem cometer erros, para terminar as corridas três e quatro nas 13.ª e 9.ª posições, respectivamente. Elogios do chefe Para Rodolfo Ávila, Team Manager da Asia Racing Team RFN e da sua equipa-irmã Blackjack Racing RFN, o fim-de-semana em Chengdu foi bastante positivo para toda a equipas e respectivos pilotos. “O início do fim-de-semana não foi fácil, mas a equipa e os pilotos continuaram a evoluir ao longo da prova e, no final, tivemos uma operação muito forte no seu conjunto. Vencemos três das quatro corridas e ficámos muito perto de conseguir a mão-cheia. Os pilotos deram um grande passo em frente em termos de ritmo. Sabemos que ainda há trabalho a fazer no que diz respeito à condução em corrida, mas a evolução foi evidente”, referiu o também piloto português da RAEM. Sobre a piloto apoiada pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), Rodolfo Ávila deixou igualmente palavras de elogio. “A Vernice fez exactamente aquilo que lhe foi pedido: continuou a melhorar o seu ritmo ao longo do fim-de-semana e, no final, era claramente visível a sua evolução”, referiu o responsável desportivo da equipa do território, seleccionada para a segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA, que se disputará no programa do 73.º Grande Prémio de Macau, em Novembro. Timur Shagaliev venceu duas corridas, Josh Feng uma, ambos pilotos da Asia Racing Team RFN, enquanto Lucas Yu Yuan, da equipa Black Blade Racing, venceu a outra. Com duas rondas e oito corridas ainda por disputar até ao final da temporada, o Campeonato Chinês de F4 prossegue em Zhuzhou, na província de Hunan, no final de Setembro, antes de terminar em Zhuhai, em Outubro.
Hoje Macau DesportoTriatlo | João Nuno Batista quarto na etapa chinesa do Campeonato do Mundo O português João Nuno Batista terminou sábado no quarto lugar a etapa de Weihai, na China, do Campeonato do Mundo de Triatlo, ganha pelo suíço Max Studer, que revalidou o título de 2025. O atleta de 20 anos completou a prova da elite masculina em 01:41.41 horas, a 33 segundos do vencedor, enquanto o espanhol David Cantero foi segundo, com 01:41.18, e o canadiano Tyler Mislawchuk, que cronometrou 01:41.25, foi terceiro. O português terminou a 16 segundos do pódio a prova, que incluiu 1,5 quilómetros de natação, 38,6 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida. João Nuno Batista, integrado no Projecto Olímpico da Federação de Triatlo de Portugal, ocupa actualmente o 35.º lugar do ranking mundial, o 17.º nas World Triathlon Series e o 22.º na hierarquia continental. De acordo com os registos da federação, João Nuno Batista soma 55 participações, 21 pódios e 10 vitórias. O quarto lugar em Weihai surge depois do 11.º posto alcançado no Europeu sub-23 de ‘sprint’, em Elblag, na Polónia, em Julho. A liderança do Campeonato do Mundo continua a pertencer a Vasco Vilaça, faltando disputar uma etapa na República Checa, antes da grande final, em 23 de Setembro, em Pontevedra, Espanha, na qual Batista também irá participar.
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Vernice Lao regressa à F4 chinesa em Chengdu É já este fim de semana que a jovem piloto da RAEM, Vernice Lao Si Lun, regressa à competição de monolugares. Primeira piloto feminina de Macau a participar numa prova de Fórmula 4, a jovem de 16 anos vai disputar a quarta ronda da temporada do Campeonato Chinês de F4, no sinuoso Circuito Internacional de Chengdu Tianfu Vernice Lao não é, contudo, uma estreante nem no Campeonato Chinês de F4 nem no traçado de Chengdu Tianfu. Foi precisamente neste circuito e nesta prova que a piloto de karting fez, no ano passado, a sua estreia nos monolugares. No seu primeiro fim de semana de competição ao volante de um F4, Vernice Lao alcançou o 13.º lugar da classificação geral como melhor resultado, aos comandos de um Ligier JS F422, o mesmo carro que voltará a conduzir no circuito da Província de Sichuan. O desempenho assumiu particular relevância histórica, uma vez que a piloto apoiada pela Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC) se tornou a primeira mulher de Macau a competir na disciplina de Fórmula 4. Antecipando o regresso à competição, Vernice Lao revelou-se determinada a dar mais um passo na sua evolução. “Estou ansiosa por regressar à F4, porque quero lutar por melhores resultados. Em Chengdu, pretendo evoluir de forma consistente em cada sessão, aprender com os contratempos e ganhar experiência. O principal desafio será recuperar a sensação do carro e o ritmo depois deste período afastada desta competição, mantendo-me, ao mesmo tempo, em boa forma física e concentrada. Estou pronta para desfrutar do fim de semana de corridas e lutar por bons resultados juntamente com a minha equipa”, disse no comunicado de imprensa da equipa. O programa da quarta ronda do Campeonato Chinês de F4 é bastante intenso e contempla duas sessões de qualificação na sexta-feira, duas corridas no sábado e outras duas no domingo. Passo a passo Em Chengdu, Vernice Lao voltará a defender as cores da Asia Racing Team RFN, uma das duas equipas com licença desportiva da RAEM seleccionadas pela FIA para a segunda edição da Taça do Mundo de F4 da FIA, integrada no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, no mês de Novembro. O chefe de equipa da Asia Racing Team RFN, Rodolfo Ávila, sublinhou igualmente a importância desta parceria com a AAMC e do regresso de Vernice Lao à formação: “Estamos muito satisfeitos por voltar a estabelecer uma parceria com a AAMC e por receber novamente a Vernice. Ela é um dos talentos em crescimento de Macau e estamos felizes por estar ao seu lado nos primeiros passos nos monolugares.” O também piloto do território reconhece, porém, que Vernice Lao ainda possui “uma experiência relativamente limitada” nos fórmulas e que terá pela frente “adversários com muito mais quilómetros de testes e experiência de corrida”. Por isso, salienta, o principal objectivo da equipa “não está nos resultados, mas sim na sua curva de evolução” da jovem piloto do território. A piloto da RAEM terá como companheiros de equipa o russo Timur Shagaliev e o anglo-chinês Josh Feng, ambos da mesma idade de Vernice Lao e já vencedores de corridas de F4 esta temporada, bem como o piloto chinês Zhuyuan Chen, que conta já com presenças no pódio na categoria. A formação de quatro monolugares será inscrita sob as bandeiras da Asia Racing Team RFN e da Blackjack Racing RFN, numa jornada que representará mais uma etapa no processo de adaptação e crescimento de Vernice Lao no universo dos monolugares.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP | Mercedes-AMG anunciou que voltará com três carros Esta quarta-feira, eram oito da manhã em Affalterbach, na Alemanha, quando a Mercedes-AMG anunciou o seu regresso a Macau, após um ano de ausência. A casa de Estugarda colocará três carros na grelha de partida da Taça do Mundo de GT da FIA, integrada no programa do Grande Prémio de Macau, que terá lugar entre 19 e 22 de Novembro O construtor alemão foi o grande ausente da edição do ano passado da Taça do Mundo de GT da FIA. Na altura, a Mercedes-AMG Motorsport justificou a decisão com a utilização dos sensores de binário, também obrigatórios este ano, e a falta de oportunidade para os testar com as equipas locais antes do grande evento no Circuito da Guia. Para este regresso à mais prestigiada corrida de “sprint” de GT3 do mundo, a marca da estrela de três pontas escolheu os alemães Maro Engel e Lucas Auer, ambos pilotos da Mercedes-AMG Performance Drivers, e o piloto de Hong Kong Adderly Fong. Os três Mercedes-AMG GT3 estarão inscritos por duas estruturas: a Craft-Bamboo Racing será responsável pelos carros de Engel e Fong, enquanto o de Auer será preparado pela estreante australiana Tigani Motorsport. Stefan Wendl, responsável pelo departamento da competição-cliente da Mercedes-AMG Motorsport, salientou que “Macau é simultaneamente um dos pontos altos da temporada e um enorme desafio”, explicando que, “como os sensores de binário são obrigatórios na Taça do Mundo de GT da FIA desde o ano passado e ainda não temos experiência com estes dispositivos no Circuito da Guia, estamos a dar particular importância à preparação e ao trabalho de simulação”. Tripla de luxo Maro Engel será, naturalmente, um dos principais candidatos à vitória. O alemão é um dos pilotos de GT3 mais experientes do mundo e bem-sucedidos em Macau. O seu palmarés fala por si: dez participações e quatro vitórias. Venceu a Macau GT Cup em 2014 e 2022 e triunfou na Taça do Mundo em 2015 e 2024. Em conjunto com Edoardo Mortara, Engel é, por isso, o recordista de vitórias em corridas de GT em Macau. O alemão soma ainda três presenças no pódio: o segundo lugar em 2018 e dois terceiros lugares, em 2016 e 2017. A principal figura da formação alemã afirmou que “ainda falta algum tempo, mas já estou ansioso pela atmosfera única e pelo fantástico apoio dos adeptos”. Engel voltou a destacar que se trata de uma pista que “exige tudo de um piloto e obriga a uma precisão extraordinária. É precisamente o tipo de desafio que adoro, porque é um daqueles circuitos onde o piloto pode realmente fazer a diferença”. Tal como Engel, Adderly Fong também representará a Craft-Bamboo Racing e leva consigo uma vasta experiência no circuito da RAEM. O piloto chinês de Hong Kong disputou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 3 no Circuito da Guia em 2010 e estreou-se em GT3 em Macau, em 2014. Na sua participação mais recente, em 2025, Fong competiu ao volante de um Audi R8 LMS GT3, terminando na 13.ª posição. Por fim, Lucas Auer enfrentará pela primeira vez o desafio da Taça do Mundo aos comandos de um GT3. Contudo, o austríaco, de 31 anos, conhece bem o Circuito da Guia. Sobrinho do antigo piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger e actualmente piloto do DTM, Auer disputou o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 entre 2012 e 2014. Na sua mais recente participação, em 2014, terminou na segunda posição. Marca com história Stefan Wendl voltou a recordar que «a Mercedes-AMG Motorsport tem um historial de sucesso em Macau e, naturalmente, queremos dar continuidade a essa tradição». Com nove vitórias em 18 corridas de GT3 disputadas até ao momento e cinco títulos de construtores, a Mercedes-AMG é a marca mais bem-sucedida em Macau na categoria. Todavia, o sucesso da marca no território remonta aos anos 1950, quando Douglas Steane, ao volante de um Mercedes-Benz 190 SL, e Arthur Pateman, com um Mercedes-Benz 300 SL, venceram as edições de 1956 e 1957, respectivamente. Mais tarde, já na era da Fórmula 3, a Mercedes voltou a celebrar por sete ocasiões entre 2005 e 2015. A marca germânica conquistou igualmente outros triunfos de menor importância no Circuito da Guia, nomeadamente na Corrida de Carros de Produção, na Taça GT – Corrida da Grande Baía ou, em 1969, na Guia 101, a única prova de automobilismo disputada nas ruas de Macau de forma independente do Grande Prémio.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteZhuhai | Infortúnio rouba vitória a Rodolfo Ávila Quase dois anos depois de ter disputado a sua última corrida, Rodolfo Ávila regressou à competição, participando na terceira prova da temporada do Campeonato da China de Resistência (CEC), disputada no sábado no Circuito Internacional de Zhuhai. O piloto português de Macau ajudou a Asia Racing Team RFN a conquistar a pole-position, estabeleceu a volta mais rápida e chegou a liderar a corrida. Só faltou mesmo a vitória, mas uma roda assim não quis. Na tarde de sexta-feira, a formação constituída por Ávila, Kevin Yang e Yuhao Di dominou a sessão de qualificação, com 45 minutos de duração, na qual cada piloto assumiu, sucessivamente, o melhor tempo nos três segmentos de 15 minutos. O ritmo consistente e o forte desempenho ao longo da sessão valeram à Asia Racing Team RFN a primeira posição da grelha para a corrida com a duração de 240 minutos mais uma volta. Apesar da pole-position, as expectativas da equipa eram moderadas. Tratava-se da primeira participação da Asia Racing Team RFN com o Ligier JS P320 LMP3, pelo que pilotos e técnicos ainda procuravam compreender o comportamento do protótipo e a melhor forma de explorar todo o seu potencial. A corrida começou com o piso molhado, cabendo ao piloto mais experiente do trio, Ávila, cumprir o primeiro turno. A pista foi secando progressivamente ao longo da primeira hora. Sem nunca ter conduzido o protótipo francês em condições de chuva, o piloto de Macau adoptou uma abordagem prudente. Contudo, já perto do final do seu turno, os pneus começaram a degradar-se acentuadamente, acompanhados por fortes vibrações, obrigando a equipa a antecipar a paragem para a troca de pneus e a mudança de piloto. Kevin Yang assumiu então o volante e resistiu à pressão dos adversários, mantendo a liderança. A corrida esteve longe de ser linear, devido às difíceis condições da pista e aos vários períodos de bandeiras amarelas. Yuhao Di foi o terceiro elemento da formação a assumir os comandos e manteve um ritmo consistente, evitando os erros cometidos por alguns dos seus adversários. Na sua primeira experiência ao volante de um LMP3, o piloto chinês conseguiu consolidar a vantagem da equipa, chegando a colocar uma volta de avanço sobre os perseguidores, antes de devolver o carro a Kevin Yang, o dono do carro, para o derradeiro turno. Golpe de teatro Quando a corrida parecia já estar decidida, a cerca de 40 minutos do final, uma falha na roda traseira esquerda provocou um aparatoso pião de Yang na curva 3. Os danos daí resultantes impediram a equipa de recuperar e prosseguir em prova, deitando por terra uma prestação que até então estava a ser exemplar. Ávila, que acumula as funções de chefe de equipa e piloto da Asia Racing Team RFN, em comunicado de imprensa da equipa, lamentou o desfecho: “Foi uma forma frustrante de terminar a corrida.” Ainda assim, destacou o desempenho da sua equipa, que “fez um excelente trabalho desde o primeiro dia”, sublinhando que “os pilotos executaram a estratégia na perfeição” ao longo da prova. O infortúnio surgiu quando “estávamos simplesmente a gerir o ritmo e o carro estava a funcionar perfeitamente. O Kevin sentiu a vibração na curva 1 nessa volta e depois entrou em pião na curva 3. Vamos analisar cuidadosamente o que aconteceu e tentar perceber o que correu mal.” A vitória acabou por sorrir ao quarteto chinês formado por Wu Yifan, Liu Zichen, Yang Shuo e Xu Zheyu, ao volante de um Audi R8 LMS GT3 evo II da 326 Racing Team. Depois desta participação pontual no CEC, Ávila não prevê voltar a competir a curto prazo. A equipa que dirige concentra agora atenções nos próximos desafios, entre os quais as provas que faltam por disputar do Campeonato Chinês de F4 e a aguardada estreia na Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, agendada para Novembro, no Circuito da Guia.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | Rodolfo Avila quebra jejum de quase dois anos O piloto de Macau Rodolfo Ávila está de regresso à competição automóvel este fim-de-semana, no Circuito Internacional de Zhuhai, no Interior da China, colocando assim um ponto final num jejum competitivo que se prolongava desde Setembro de 2024 Segundo um comunicado divulgado pela sua equipa, a Asia Racing Team RFN vai disputar a próxima jornada do Campeonato da China de Resistência (CEC), em Zhuhai, alinhando um protótipo Ligier JS P320 LMP3 para uma formação composta por Rodolfo Ávila e pelos pilotos chineses Kevin Yang e Yuhao Dai. A estrutura vai utilizar o único Ligier JS P320 actualmente existente na China, um dos protótipos LMP3 de maior sucesso da sua geração. Construído em torno de um monocoque em fibra de carbono, o modelo francês está equipado com um motor V8 Nissan de 5,6 litros, capaz de debitar cerca de 460 cv, associado a uma caixa de velocidades sequencial Xtrac de seis relações. “Encaramos este fim-de-semana do CEC com expectativas realistas, mas com toda a intenção de obter um bom resultado. Conhecemos o potencial deste carro, mas esta será a primeira participação competitiva da equipa com ele, pelo que mantemos os pés bem assentes na terra”, explica Rodolfo Ávila. O piloto do território nunca disputou uma corrida ao volante de um protótipo, apesar de ter sido, precisamente há dez anos, o primeiro representante da RAEM a testar um LMP3 da marca ADESS, numa sessão realizada em Sepang. O CEC apresenta um pelotão dividido por várias classes, reunindo protótipos e GT. LMP3, GT3 e GT4 competem numa corrida de resistência que inclui paragens obrigatórias nas boxes para trocas de pilotos, pneus e reabastecimento, acrescentando uma importante componente estratégica ao desafio. Sem pressão Neste regresso à competição, Rodolfo Ávila fará equipa com os chineses Kevin Yang, o proprietário do Ligier JS P320 e habitual piloto em provas de GT4, e Yuhao Dai, um experiente piloto de GT, antigo campeão da CTCC Sports Cup e vencedor da classe CFGP do Campeonato Chinês de F4. Sem qualquer compromisso com o campeonato, a formação encara esta participação pontual sem pressão de resultados, procurando sobretudo acumular experiência e explorar o potencial do protótipo. “Acima de tudo, quero que seja uma experiência gratificante para os nossos pilotos e uma oportunidade de aprendizagem valiosa para toda a equipa”, acrescenta o piloto e chefe de equipa, que teve o seu primeiro e, até agora, único, contacto com o Ligier JS P320 durante uma sessão de testes privados realizada na semana passada. A actividade em pista arranca esta quinta-feira com as sessões de treinos livres. A qualificação está agendada para sexta-feira, entre as 15h30 e as 16h35, e será dividida em três sessões de 15 minutos, cada uma destinada a um dos pilotos. A corrida, com uma duração de 240 minutos mais uma volta, terá início às 14h00 de sábado.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteZhuhai | Segundo circuito será uma mais valia para Macau A segunda infra-estrutura permanente dedicada ao automobilismo na cidade vizinha de Zhuhai entrou numa nova fase administrativa, com a publicação do aviso de pré aprovação do planeamento da utilização do solo. O empreendimento, anteriormente denominado Circuito Internacional Zhuhai Chaoyue e que passará a chamar-se Circuito Internacional Ocean Spring, pretende conjugar competição automóvel, turismo, lazer e actividade comercial numa nova plataforma dedicada à cultura automóvel na Grande Baía. O projecto foi formalmente assinado a 13 de Março de 2025, tendo a cerimónia de início dos trabalhos decorrido três dias depois, a 16 de Março. Na primeira semana de Agosto de 2026, o empreendimento deu um novo passo no sentido da sua concretização, com o Gabinete Municipal de Recursos Naturais de Zhuhai a publicar o Aviso Público relativo à Pré Aprovação do Planeamento da Utilização do Solo do Projecto de Construção da CTS (Zhuhai) Ocean Spring Company (Circuito Internacional Ocean Spring), colocando em consulta pública o processo de planeamento urbanístico associado ao futuro complexo. A publicação do aviso representa uma etapa relevante no desenvolvimento do empreendimento, que ocupará uma área de 688.455,23 metros quadrados, aproximadamente 68,8 hectares. O projecto está localizado em Pingsha, no distrito de Jinwan, no interior do Zhuhai Ocean Spring Resort. De acordo com os elementos agora divulgados, a CTS (Zhuhai) encontra-se a requerer a autorização de planeamento para a utilização do terreno. A área bruta de construção permitida não deverá exceder 132 mil metros quadrados, dimensão que evidencia a ambição de um empreendimento concebido para ultrapassar largamente o conceito convencional de um complexo destinado à prática de desportos motorizados. O elemento central será um circuito internacional susceptível de obter homologação de Grau 3 da FIA, complementado por um conjunto diversificado de infra estruturas destinadas ao desporto automóvel e ao entretenimento. Além do traçado principal, o complexo deverá incluir uma pista de karting, um circuito de drift e um pavilhão interior polivalente com cerca de 2.400 metros quadrados. Uma das características mais ambiciosas do projecto será, contudo, a dimensão da área de boxes. Está prevista a construção de 300 boxes, cada uma com mais de 100 metros quadrados, concebidas para acolher equipas de competição e diferentes actividades ligadas ao sector automóvel. A primeira fase do empreendimento representa um investimento anunciado de 250 milhões de renminbi e abrange aproximadamente 40.000 metros quadrados de construção. Embora estes valores digam respeito apenas à fase inicial, permitem compreender a dimensão e a natureza do projecto. A pista constituirá o núcleo da operação, mas o modelo económico previsto assenta na criação, em seu redor, de múltiplas formas de utilização e de diferentes fontes de receita. Trunfo geográfico A proximidade de Macau e a integração de Zhuhai na Grande Baía reforçam o potencial do empreendimento para atrair visitantes, equipas, construtores automóveis e operadores turísticos provenientes de um vasto mercado regional. Por seu turno, Macau e os numerosos entusiastas dos desportos motorizados do território poderão beneficiar directamente da existência de mais um complexo desta natureza à “porta de casa”. “Em termos regionais, para mim, como engenheiro de Macau, é claramente uma mais valia ter mais uma opção aqui ao lado para testar, desenvolver e dar o meu contributo a esta indústria”, explicou ao HM o engenheiro de pista da RAEM Duarte Alves. “Mais um circuito no sul da China ajuda a integração e as sinergias entre Macau, o Grande Prémio de Macau e este novo espaço, o que não faz, de maneira nenhuma, concorrência ao Grande Prémio de Macau.” À semelhança do Circuito Internacional de Zhuhai, também o Circuito Internacional Ocean Spring não deverá constituir um adversário do Grande Prémio de Macau. Pelo contrário, poderá assumir um papel complementar. “São coisas diferentes e complementares: o Grande Prémio é a montra internacional de Macau, uma pista permanente ao lado alimenta o trabalho de equipas, indústria e pilotos durante todo o ano.” Aprender com o passado A localização escolhida para o projecto não é circunstancial. Zhuhai possui uma relação consolidada com o automobilismo internacional, nomeadamente através do Circuito Internacional de Zhuhai, que este ano celebra o seu trigésimo aniversário, e encontra-se inserida numa das regiões economicamente mais dinâmicas do Interior da China. Duarte Alves alerta, contudo, para estratégias do passado que poderão e deverão ser evitados no desenvolvimento do novo complexo. “Pela experiência que tenho, não só na China, mas também nos circuitos por onde passo pelo mundo fora, é decisivo para a longevidade de um projecto destes assegurar a polivalência do espaço e a sua integração na comunidade”, explicou o também presidente da Associação dos Jovens Macaenses. “O próprio Circuito Internacional de Zhuhai é um bom exemplo do que se deve evitar. Foi construído numa zona então subdesenvolvida, praticamente industrial e sem habitação, que entretanto se transformou numa área residencial e escolar. O resultado é previsível, com o ruído do desporto motorizado a gerar conflitos com a vizinhança.” Para assegurar o sucesso do empreendimento, tendo em consideração as actuais exigências sociais, Duarte Alves considera “que o circuito tem de ser pensado de raiz para conviver com a envolvente e para ser útil à população no dia a dia, por exemplo, com ciclovias, percursos para corrida e passeio e espaços destinados a outras modalidades desportivas. É essa polivalência que garante o sucesso e a aceitação a longo prazo: um espaço vivo durante toda a semana, e não apenas nas semanas de provas, testes ou actividades promocionais.” Entretanto, a data de abertura do Circuito Internacional Ocean Spring ainda não foi divulgada pelas autoridades, embora tudo indique que não deverá ocorrer antes do último trimestre do próximo ano.
Hoje Macau DesportoCoreia do Sul | Polícia faz buscas na federação de futebol A polícia sul-coreana anunciou ter realizado buscas ontem nas instalações da federação nacional de futebol, no âmbito de um inquérito sobre as condições de nomeação do seleccionador da equipa masculina, eliminada na primeira fase do Mundial 2026. A polícia levou a cabo “operações de busca e apreensão” nos escritórios da federação sul-coreana de futebol, disse um porta-voz da polícia à agência France-Presse (AFP). As forças de segurança procuram determinar se ocorreu uma “obstrução” ao normal decorrer do processo de nomeação de Hong Myung-bo em 2024, acrescentou o porta-voz. Segundo a imprensa local, as autoridades estão a tentar apurar se altos responsáveis da federação intervieram indevidamente na sua designação, possivelmente em violação das regras da organização. Contactada pela AFP, a federação não quis prestar declarações. Hong, de 57 anos, colocou termo ao segundo mandato à frente da selecção sul-coreana no final de Junho, no seguimento de um novo fracasso pesado num campeonato do mundo de futebol como seleccionador, tal como já tinha acontecido no Mundial 2014. No final de Julho, Hong afirmou a uma comissão parlamentar que assumia a “total responsabilidade” por esta eliminação. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, atribuiu o insucesso às “pessoas incompetentes” promovidas a cargos de direcção, numa declaração a aludir ao “sectarismo” que estaria a manchar o recrutamento ao mais alto nível da modalidade. Antigo capitão da selecção, Hong Myung-bo é considerado um dos melhores jogadores da história do país. No Mundial 2002, disputado em casa e em que a Coreia do Sul alcançou as meias-finais, o defesa conquistou a Bola de Bronze, que distingue o terceiro melhor jogador do torneio.
Hoje Macau DesportoDíli | Rosa Mota vai disparar tiro de partida da Maratona Internacional A atleta Rosa vai disparar o tiro de partida, juntamente com o Presidente timorense, da Maratona Internacional de Díli, a realizar-se em 08 de Agosto, anunciou ontem a embaixada de Portugal e a Presidência timorense. “Ter a Rosa Mota em Timor-Leste mostra o nosso empenho neste evento desportivo de primeira linha. Díli tem-se posicionado como uma cidade de afirmação internacional, visibilidade e cruzamento de culturas”, pode ler-se numa publicação da Embaixada de Portugal na rede social Facebook. Na publicação, a embaixada, que também vai patrocinar o evento, agradece ao Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e ao Instituto Português da Juventude e Desporto pelo “apoio e entusiasmo com que acolheram a ideia”. A atleta, que chega a Díli em 04 de Agosto, foi a primeira mulher portuguesa a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, depois de em 1984 ter obtido a medalha de bronze na maratona olímpica de Los Angels, Estados Unidos. Num comunicado, a chefe da Casa Civil da Presidência da República, Henriqueta da Silva, destacou o patrocínio da Embaixada de Portugal em Timor-Leste como um “abraço lusófono”. “Uma recordação de que a distância entre Lisboa e Díli, em termos humanos e culturais, nunca foi grande e de que no próximo 08 de Agosto essa ponte será atravessada por oitenta mil passos de corredores dos nossos dois países e de todo o mundo”, afirmou Henriqueta da Silva. Durante a sua estada em Timor-Leste, Rosa Mota vai realizar seminários sobre estratégia de corrida e recuperação física com a equipa nacional de maratona timorense, visitar a exposição “Move-te por Valores”, promovida pelo Instituto Português da Juventude e Desporto e realizar visitas a escolas para promover a prática desportiva.
Hoje Macau DesportoTreinador de futebol português em Taiwan tenta levar campeão a inédito heptacampeonato O antigo treinador dos escalões jovens do Sporting, João Prates, disse à Lusa que tem agora como “novo desafio” tentar levar o actual campeão de Taiwan, o Tainan City, a um inédito sétimo campeonato consecutivo na Formosa. Primeiro português a orientar uma equipa da primeira divisão em Taiwan, Prates chega ao clube com a missão de tentar conquistar o heptacampeonato na época 2026/2027 e alcançar uma boa prestação na Liga dos Campeões de Elite da AFC, a principal competição de clubes de futebol da Ásia. “O que mais me atraiu foi a ambição desportiva do clube, a participação nas competições da AFC e a possibilidade de trabalhar num mercado completamente diferente, que representa um novo desafio na minha carreira”, afirmou o técnico, explicando que a oportunidade surgiu através do agente brasileiro Pedro Moraes. Fundado em 2016, o domínio do Tainan City no futebol da Formosa começou após ter sido adquirido pelo grupo siderúrgico estatal Taiwan Steel Group em 2019, que resultou numa reestruturação significativa do clube e maior estabilidade financeira. Transformado em Tainan City Taiwan Steel Group Football Club, o clube conquistou o primeiro título pouco depois, em 2020, e soma seis vitórias consecutivas do campeonato taiwanês até 2026, com três participações na AFC. Quanto aos objectivos no novo clube, o treinador português considerou que o “primeiro objectivo é ajudar o Tainan City a manter-se competitivo em todas as competições, lutar por títulos e representar o clube da melhor forma”, tanto no campeonato como nas provas da AFC, onde nunca passou da primeira fase de grupos. Prates substitui no cargo o espanhol Carlos Fernandez, que recebeu o galardão de melhor treinador da liga de topo taiwanesa na época passada e começou a carreira de treinador nas camadas jovens do Benfica durante a época 2018-19. Apesar de o campeonato de futebol taiwanês ainda não ser muito conhecido, mesmo na Ásia, Prates disse à Lusa que, “se conseguir contribuir para o desenvolvimento dos jogadores, partilhar conhecimento com treinadores locais e ajudar o futebol taiwanês a crescer”, sentirá que o se trabalho “teve um impacto positivo”. A selecção masculina de Taiwan, que participa em competições internacionais como Taipé Chinês, ocupa a 174ª posição no ranking mundial da FIFA, com a selecção feminina numa melhor posição em 40ª, e participando regularmente em competições internacionais. O contrato assinado é válido por uma época. Prates não levou para Taiwan uma equipa técnica portuguesa, uma opção do clube, que pretende “permitir que o staff jovem adquira novos conhecimentos”. Língua universal Sobre a comunicação com os jogadores, maioritariamente locais, o treinador português explicou que conta com o apoio de um adjunto taiwanês para a tradução, mas, como treinador experiente em países estrangeiros, destaca que “a linguagem do futebol é universal”. “Temos também alguns jogadores estrangeiros, sobretudo sul-coreanos, além de dois brasileiros e um colombiano. Felizmente conto com um treinador-adjunto local que faz a tradução, o que facilita bastante a transmissão das ideias durante os treinos”, indicou à Lusa. “Através da demonstração prática, da repetição, da análise de vídeo e de mensagens simples e objectivas, conseguimos criar uma identidade de jogo comum”, acrescentou O treinador foi treinador das camadas jovens do Sporting CP entre 2009 e 2010, trabalhando depois como treinador em Portugal, na Noruega, na Arábia Saudita, na Lituânia e no Iraque, acumulando mais de 18 anos de experiência como treinador.
Sérgio Fonseca Desporto Manchete PolíticaGP | Duas equipas de Macau nas Taças do Mundo de FR e F4 A Federação Internacional do Automóvel (FIA) divulgou, esta terça-feira, em Paris, a lista das equipas seleccionadas para disputar a Taça do Mundo de Fórmula Regional e a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, integradas na 73.ª edição do Grande Prémio de Macau. O território estará representado por duas estruturas e em ambas as corridas. Em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM) e com a Associação Geral do Automóvel de Macau-China (AAMC), a FIA confirmou as 13 equipas que alinharão na Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR), cada uma com dois monolugares Tatuus T-326 (FIA Formula Regional Gen2). A grelha de partida reunirá 26 carros e inclui algumas das formações mais prestigiadas do Campeonato da Europa de FR da FIA, os actuais vencedores da Taça do Mundo de FR e do Campeonato Japonês de FR, bem como uma equipa que simboliza a longa tradição do automobilismo de Macau: a Theodore Racing. Entre os participantes destacam-se a R-ace GP, actual líder do Campeonato da Europa da especialidade, bem como nomes incontornáveis do desporto automóvel, como a Prema Racing, ART Grand Prix, Trident e Van Amersfoort Racing. Marcarão igualmente presença a Pinnacle Motorsport, que monopolizou os dois primeiros lugares na edição do ano passado, e a histórica TOM’S Racing, campeã japonesa de FR em 2025. Por sua vez, CL Motorsport, G4 Racing, MP Motorsport, RPM e Rodin Motorsport estrear-se-ão na Taça do Mundo, apesar desta última ser uma encarnação da saudosa Carlin Motorsport. A tradição automobilística de Macau será assegurada pela Theodore Racing. A estrutura de Teddy Yip Jr tem competido nos últimos anos em estreita colaboração com a Prema Racing, mas apresentará desta feita uma candidatura independente, permanecendo por esclarecer quem ficará responsável pela operação dos monolugares. Tudo aponta para René Rosin, filho de Angelo Rosin, fundador da PREMA, que cessou a sua ligação à equipa italiana no início deste ano. Asia Racing Team RFN representa Macau na F4 Na Taça do Mundo de Fórmula 4, a FIA seleccionou 12 das melhores equipas provenientes dos campeonatos certificados pela federação internacional, às quais se junta, novamente, a Theodore Racing, admitida pelo seu valor histórico. A segunda edição da competição passará, pela primeira vez, a adoptar um formato multi-equipas, aumentando a grelha de 20 para 24 monolugares. Entre os participantes figuram algumas das principais referências europeias da formação de pilotos, como Campos Racing, Hitech, R-ace GP, MP Motorsport, Prema Racing, US Racing, Argenti Motorsport e Rodin Motorsport, que enfrentarão estruturas asiáticas como Kageyama Racing, Evans GP e a equipa de Macau Asia Racing Team RFN. Liderada no terreno pelo piloto português de Macau Rodolfo Ávila, a Asia Racing Team RFN representará o Campeonato da China de Fórmula 4. Fundada em Novembro de 2003, a estrutura, apoiada pela marca chinesa de motociclos eléctricos RFN, do grupo Apollo Motor, possui uma vasta experiência em monolugares e venceu, em 2005, a prova de Fórmula Renault nas ruas de Macau, com o japonês Hiroyuki Matsumura. Aquela que será a sexta corrida de Fórmula 4 a ser disputada no Circuito da Guia introduzirá ainda outra novidade: a utilização do monolugar Tatuus F4-T421. A Pirelli manter-se-á como fornecedora exclusiva de pneus, um conjunto técnico que poderá favorecer as equipas europeias, mais familiarizadas com este binómio italiano. FIA destaca qualidade das equipas seleccionadas Segundo a FIA, “a confirmação das equipas participantes resulta de um processo de selecção conduzido pela FIA e pela AAMC, o clube-membro da FIA em Macau. O processo teve em conta critérios como o mérito desportivo, a representação internacional e a excelência operacional, culminando na escolha de 13 equipas para a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA e de 12 equipas para a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA, respeitando os limites máximos da grelha”. O presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, sublinhou que “graças ao trabalho desenvolvido pelo Departamento de Monolugares da FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau durante um rigoroso processo de selecção, tanto a Taça do Mundo de Fórmula Regional da FIA como a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA contarão com grelhas altamente competitivas, compostas por algumas das melhores equipas do mundo. Estas equipas não só continuam a alcançar resultados de grande destaque a nível nacional e internacional, como operam segundo padrões extremamente elevados e representam sólidos valores desportivos. Ainda faltam mais de quatro meses para a semana do 73.º Grande Prémio de Macau, mas a confirmação das equipas participantes elevou significativamente as expectativas para o evento.”
Hoje Macau DesportoDesporto | Preparadores físicos portugueses ganham espaço Apesar do forte investimento chinês em infraestruturas e condições de treino, ainda falta conhecimento ao nível da preparação física. Profissionais portugueses dão uma ajuda A crescente aposta da China na prevenção de lesões está a abrir espaço para preparadores físicos portugueses, cada vez mais presentes em projectos de alto rendimento no país asiático, da natação ao futebol e à esgrima. O mais recente exemplo é o de Nuno Pina, que regressou este mês a Pequim para voltar a assumir a preparação física do campeão olímpico e recordista mundial dos 100 metros livres, Pan Zhanle, depois de a Federação Chinesa de Natação o convidar para acompanhar o nadador até aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Mas o caso de Nuno Pina está longe de ser isolado. João Faia integra a equipa olímpica de esgrima de Pequim, após ter trabalhado no clube de futebol Changchun Yatai, na época passada. Guilherme Pina, irmão de Nuno Pina e recordista português dos 1.500 metros livres, acompanha jovens nadadores no centro privado de alto rendimento SDM Sport Performance Centre, localizado no Parque de Chaoyang, o maior espaço verde de Pequim. Nestas instalações, que recebem atletas de várias modalidades, incluindo futebolistas com passagem por clubes portugueses, trabalham também os portugueses Tiago Serrão e Emanuel Martins. A estes juntam-se outros especialistas nacionais que passaram por projetos desportivos na China, como Fábio Martins (antigo fisioterapeuta na Equipa de Atletismo de Xangai), André Sousa (antigo preparador físico de vários atletas de nível nacional e olímpico no centro de alto rendimento para atletas da província de Zhejiang), Tomás Mendes (actual fisioterapeuta e osteopata no clube de futebol Shanghai Shenhua) ou Luís Mesquita (preparador físico de atletismo no Shanghai Research Institute of Sports Science, durante a preparação para os Jogos Nacionais da China de 2017). Falta conhecimento Para João Faia, a procura por especialistas estrangeiros intensificou-se à medida que a China aumentou a participação em competições internacionais e percebeu que precisava de reforçar áreas como a preparação física, a prevenção de lesões e a recuperação dos atletas. “Eles perceberam, nas competições internacionais, que os atletas estrangeiros estavam mais desenvolvidos na parte física. Começaram a valorizar cada vez mais essa componente e sentiram necessidade de evoluir”, explicou à Agência Lusa. Na sua opinião, o país asiático investiu fortemente em instalações, equipamentos e tecnologia, mas continua a precisar de importar conhecimento. “Na China, qualquer equipa olímpica tem acesso aos melhores equipamentos. O que nós acrescentamos é a capacidade de analisar esses dados e perceber o que é preciso alterar”, resumiu. Segundo o preparador físico, Portugal forma profissionais habituados a trabalhar com recursos mais limitados, uma realidade que favorece uma abordagem mais multidisciplinar e orientada para a resolução de problemas. “Em termos de educação, conhecimento e métodos de trabalho, os portugueses estão muito bem preparados”, defendeu. Nuno Pina partilha essa visão, atribuindo o reconhecimento dos especialistas portugueses à capacidade de integrar diferentes áreas do conhecimento. “Aquilo que os portugueses acrescentam na China passa pela capacidade de integrar na prática diferentes áreas do conhecimento: biomecânica, fisioterapia, treino de força, controlo da carga, recuperação e análise do movimento”, afirmou à Lusa. “Não olhamos apenas para o músculo ou para o exercício; olhamos para o atleta como um todo”, acrescentou. O maior desafio continua a ser alterar uma cultura de treino marcada por volumes elevados de trabalho desde idades muito precoces, observou Faia. “Quanto mais trabalhar, melhor. Essa ainda é muito a mentalidade. Nós acabamos quase por funcionar como um travão”, explicou. Também Guilherme Pina identificou essa realidade no trabalho diário com jovens nadadores. “Vejo grupos de 30 ou 40 miúdos, entre os oito e os 12 anos, a treinar com técnica rudimentar e volumes demasiado grandes. O risco de lesão é enorme”, afirmou à Lusa. Nuno Pina enalteceu a “enorme humildade intelectual e grande vontade de evoluir” que encontrou no país asiático. “Não é alguém que vai ensinar e outro que vai aprender. Ambos crescemos através desta colaboração”, realçou.
Hoje Macau DesportoFélix da Costa sem pontos em Xangai, mas na luta pelo título na Fórmula E O piloto português António Félix da Costa (Jaguar) ficou ontem fora dos pontos na 13ª prova do Mundial de Fórmula E, em Xangai, numa corrida ganha pelo brasileiro Lucas di Grassi, mas mantém-se na luta pelo título. Depois do segundo lugar alcançado na véspera, também em Xangai, Félix da Costa terminou esta ronda na 14ª posição, a 26,934 segundos do vencedor, o brasileiro Lucas di Grassi (Yamaha), com o francês Jean Eric Vergne (Citroën) a ficar na segunda posição, a 0,565 segundos, e o sueco Joel Eriksson (Envision) na terceira, a 2,903. Tal como na véspera, esta prova ficou marcada pela chuva, por condições de pista em evolução e por uma gestão de energia que acabou por comprometer as ambições do piloto português. “Foi um dia complicado. Foi o dia todo praticamente à chuva e, normalmente, andamos bem à chuva, mas hoje não acertámos com uma série de coisas”, afirmou ontem António Félix da Costa. O piloto português explicou que a qualificação condicionou desde logo a corrida, depois de ter partido apenas do 12º lugar da grelha. “Basicamente, toda a estratégia da corrida foi mal feita, mal encarada, porque nunca achámos que a energia fosse ser um tema”, lamentou. Segundo Félix da Costa, a corrida começou com a pista completamente molhada, mas o asfalto foi secando ao longo da prova, alterando as exigências de gestão energética. “A pista começou a secar e gastámos muita energia mesmo antes da corrida começar, a aquecer pneus no ‘safety car’ e tudo mais. São coisas que aqui na Fórmula E não se fazem”, explicou. Apesar de considerar que tinha ritmo para discutir um melhor resultado, o português acabou por não conseguir acompanhar o andamento dos pilotos da frente devido à falta de energia disponível. “Basicamente, não tivemos energia para acompanhar o andamento que tínhamos. Tínhamos um muito bom andamento na corrida, mas infelizmente não conseguimos fazer nada e foi um dia sem pontos”, acrescentou. De Tóquio a Londres A vitória em Xangai ficou para Lucas di Grassi, da Lola Yamaha ABT, que arrancou do 18º lugar e chegou ao triunfo na última volta, depois de ultrapassar o francês Jean-Éric Vergne, da Citroën Racing, na curva 1. O brasileiro, campeão da Fórmula E em 2016/17 e vencedor da primeira corrida da história do campeonato, também disputada na China, regressou assim aos triunfos pela primeira vez desde 2022. O alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, foi quarto classificado, resultado suficiente para assumir a liderança do Mundial, beneficiando ainda do abandono antes da partida do neozelandês Mitch Evans (Jaguar), que não conseguiu alinhar devido a um problema técnico. Apesar da jornada sem pontos, António Félix da Costa sublinhou que continua na discussão pelo campeonato, quando faltam quatro corridas para o final da temporada. “Agora temos Tóquio, temos Londres, quatro corridas. Estamos a 30 pontos do líder. Chegámos aqui a quase 40, por isso, estamos a fechar essa distância para o líder. Agora vêm quatro corridas importantes”, afirmou. O Mundial de Fórmula E prossegue em 25 e 26 de Julho, com a jornada dupla do E-Prix de Tóquio, antes do encerramento da temporada em Londres.
Hoje Macau DesportoMundial | Selecionador da Coreia do Sul deixa cargo após eliminação precoce Hong Myung-bo demitiu-se do cargo de selecionador da Coreia do Sul de futebol, após nova eliminação precoce num campeonato do mundo, tal como em 2014, noticiou a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. O antigo defesa central, capitão da Coreia do Sul na caminhada para as meias-finais do Mundial2002, competição em que os sul-coreanos venceram por 1-0 a Portugal na primeira fase, procurava, na sua segunda passagem pelo comando técnico da selecção, a sua redenção, depois de ter ficado pela fase de grupos em 2014. Hong Myung-bo, de 57 anos, voltou ao cargo de seleccionador, tornando-se no primeiro treinador sul-coreano a orientar a selecção em dois Mundiais, mas acabou, mais uma vez, por não superar a primeira fase, terminando o Grupo A no terceiro posto, com três pontos, atrás do México, com nove, e da África do Sul, com quatro. Após uma vitória frente à República Checa, por 2-1, na estreia, os ‘Guerreiros Taegeuk’ perderam os restantes jogos por 1-0, ficando arredados dos 16 avos de final. O terceiro melhor jogador do Mundial2002, atrás do guarda-redes Oliver Kahn e do avançado brasileiro Ronaldo, somou quatro presenças em campeonatos do mundo e orientou ainda a selecção sul-coreana nos Jogos Olímpicos Londres2012, conquistando a medalha de bronze. História que se repete Acabou por deixar a equipa técnica da selecção, da qual fazem parte os portugueses João Aroso, Tiago Maia, Pedro Roma e Nuno Matias, apesar de ter contrato até Fevereiro de 2027, data da Taça da Ásia de 2027, que vai ser disputada na Arábia Saudita. No anterior Mundial, em 2022, a Coreia do Sul foi comandada pelo português Paulo Bento, tendo sido eliminada nos oitavos de final pelo Brasil, ao perder por 4-1. O actual vice-presidente do Benfica e antigo futebolista e seleccionador Humberto Coelho foi o primeiro português a orientar a Coreia do Sul, entre 2003 e 2004.
Hoje Macau Desporto MancheteFutebol | Clubes de Macau falham registo nas competições asiáticas Os clubes de Macau voltaram a falhar, pelo terceiro ano, o licenciamento na Confederação Asiática de Futebol (AFC), confirmou à Lusa o Instituto de Desporto (ID). Nenhuma equipa de Macau consta na lista divulgada pela AFC, em 8 de Junho, para as competições asiáticas, incluindo a Liga Challenge, a terceira competição mais importante da região. Numa resposta escrita às questões da Lusa, o ID disse que a Associação de Futebol de Macau apresentou à AFC “pedidos dos clubes de futebol de Macau para a licença do Grupo 3”, o nível mais baixo. “No entanto, como parte da documentação apresentada não cumpria integralmente os regulamentos de licenciamento da AFC, a licença 2026/27 não foi concedida”, explicou o ID. De acordo com o portal da AFC na Internet, o licenciamento de um clube implica requerimentos mínimos para áreas como os cuidados médicos, os escalões de formação e o estádio. “A associação indicou que continuará em contacto com a AFC e auxiliará os clubes locais nos pedidos subsequentes e nas formalidades de licenciamento”, acrescentou o ID. A Lusa perguntou à Associação de Futebol de Macau e à AFC quais os clubes que tinham pedido o licenciamento e quais as razões para terem sido rejeitadas, sem, no entanto, ter recebido qualquer resposta. A equipa da MUST IPO venceu a edição de 2025 da Liga de Elite de Macau, com mais um ponto do que a maior surpresa da prova, o Shao Jiang, que estava a fazer a estreia no escalão principal do futebol no território. A última vez que um clube de Macau participou nas competições asiáticas foi em 2023, quando o campeão Monte Carlo foi eliminado no play-off pelo Taichung Futuro, de Taiwan.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteAutomobilismo | FIA reforçou presença em Macau olhando para o futuro Na semana passada, Macau foi palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel, encontros que terão contribuído para consolidar ainda mais a relação entre a FIA e o seu clube membro local, a Associação Geral de Automóvel de Macau-China A edição deste ano da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel (FIA), realizada em Macau, reuniu mais de 450 representantes de clubes membros provenientes de 149 países e regiões. A cerimónia de abertura, realizada a 23 de Junho, contou com a presença da Directora Substituta do Instituto do Desporto de Macau, Lei Sio Leng, em representação da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Durante a Conferência Anual foram aprovadas diversas medidas relacionadas com a segurança no desporto automóvel e debatidos temas como o desenvolvimento da modalidade, a segurança rodoviária e a mobilidade sustentável. No plano desportivo, durante as reuniões do Conselho Mundial, a FIA destacou a aprovação das alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028, a aprovação do novo regulamento técnico do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), o novo calendário do mundial de Fórmula E, assim como a votação favorável à eliminação dos limites de mandatos para os seus órgãos, incluindo a presidência da FIA. Os membros da FIA aprovaram igualmente o Relatório e Contas Anuais de 2025, confirmando a contínua transformação da federação. No exercício de 2025, o organismo registou um lucro operacional de cerca de 61 milhões de patacas, representando um aumento de 43 por cento face ao ano anterior e uma recuperação financeira significativa relativamente ao prejuízo operacional de 221 milhões de patacas registado em 2021. A FIA aproveitou também para realçar que a sua estrutura internacional, com a abertura de um escritório em Londres em 2025 e o aumento do número de colaboradores permanentes para 308, mais 14 por cento do que no ano anterior. Foi ainda confirmado que a Assembleia Geral Anual da FIA de 2026 terá lugar em Xangai, no dia 12 de Dezembro, organizada pela Federação Chinesa de Automobilismo e Motociclismo (CAMF) e pela Administração do Desporto de Xangai. Já a Assembleia Geral Extraordinária da FIA de 2027, como anteriormente anunciado, decorrerá novamente em Macau, em Junho de 2027, sob organização da Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC). O Galaxy International Convention Center, integrado no complexo Galaxy Macau, será o local anfitrião da Conferência da FIA. Elogios aos anfitriões Durante a sua estadia, Mohammed Ben Sulayem visitou o Kartódromo de Coloane, onde conheceu os programas de formação de jovens pilotos e de oficiais de prova do Grande Prémio de Macau, considerando que a RAEM reúne condições para se afirmar como um centro internacional de formação. A pensar no futuro, 180 estudantes de Macau, com idades entre os 6 e os 16 anos, participaram na Conferência Anual, onde conheceram a diversidade de oportunidades e carreiras disponíveis no desporto automóvel e na mobilidade. Chong Coc Veng, Presidente da AAMC, explicou que na associação “estamos empenhados em garantir que os jovens tenham oportunidade de crescer e desenvolver-se. Macau é um território com excelentes futuros profissionais e, através da nossa parceria com a FIA, esta iniciativa ajuda a inspirar a próxima geração, dando a conhecer a diversidade e o entusiasmo das oportunidades de carreira no desporto automóvel e na mobilidade.” Os delegados tiveram igualmente oportunidade de visitar o Kartódromo de Coloane, desenhado pelo arquitecto Carlos Couto no final da década de 1990, ficando a conhecer o trabalho desenvolvido por Macau na promoção do automobilismo de base e do karting. Houve ainda uma troca de experiências sobre a organização de provas de Fórmula 4, tendo a FIA defendido a importância de aproximar o automobilismo dos estudantes e incentivar os jovens a iniciar-se na modalidade. No final da visita, o Presidente da FIA elogiou a capacidade organizativa e a hospitalidade de Macau, afirmando que todos os participantes tiveram uma experiência positiva na cidade. Mohammed Ben Sulayem destacou ainda a longa tradição automobilística do território e o ambiente único vivido durante os eventos, descrevendo Macau como uma “cidade do automobilismo”, realçando o seu dinamismo e a arte de bem receber dos seus habitantes. Venham as corridas Para a FIA, em termos desportivos, Macau assume particular importância na segunda metade do calendário de 2026. O Campeonato FIA Ásia-Pacífico de Karting “Arrive & Drive”, uma das mais recentes apostas da FIA para promover a formação de jovens pilotos, decorrerá entre 11 e 13 de Setembro no Kartódromo de Coloane. Já a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau está agendada para 19 a 22 de Novembro, com o Circuito da Guia a receber diversas competições internacionais, entre as quais a Taça do Mundo FIA de Fórmula Regional, a Taça do Mundo FIA GT de Macau, a Taça do Mundo FIA de Fórmula 4 e ainda a última prova do calendário do Kumho FIA TCR World Tour.
Hoje Macau DesportoFIA | Aprovadas alterações a motores de Fórmula 1 para 2027 e 2028 A Federação Internacional do Automóvel (FIA) aprovou ontem as alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028. Um anúncio que surge duas semanas depois de ter alcançado um acordo com as equipas para reduzir ligeiramente o peso da componente eléctrica nas unidades motrizes. O Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, reunido em Macau, validou formalmente as mudanças que vão alterar a repartição entre a parte térmica e a parte eléctrica dos motores, e que tinham sido anunciadas anteriormente. Actualmente fixado em 53 por cento para o motor de combustão interna e 47 por cento para a componente eléctrica, o rácio passará para 58/42 em 2027 e para 60/40 em 2028, indo de encontro à vontade dos pilotos. A proposta já tinha sido anunciada em 10 de Junho e foi bem recebida pelos pilotos, embora vários tenham defendido que as alterações deveriam ser ainda mais profundas. Segundo a FIA, os ajustamentos regulamentares incluem alterações específicas à potência dos motores de combustão interna, ao fluxo de combustível e à utilização do sistema de recuperação de energia, bem como uma maior flexibilidade na gestão da energia. A nova regulamentação técnica, introduzida esta época, alterou profundamente os monolugares, com motores quase metade eléctricos, obrigando os pilotos a uma gestão energética mais complexa e menos intuitiva durante a condução. As novas regras têm sido alvo de críticas generalizadas no ‘paddock’, com destaque para o tetracampeão mundial Max Verstappen, da Red Bull, que classificou os monolugares de 2026 como uma “Fórmula eléctrica com esteroides”. O piloto holandês chegou mesmo a ameaçar abandonar a Fórmula 1 caso não fossem introduzidas melhorias no regulamento técnico.
João Santos Filipe Desporto MancheteGrande Prémio de Macau | Presidente da FIA defende Fórmula 4 O presidente da Federação Internacional do Automóvel afastou, para já, a possibilidade de a competição de Fórmula 3 regressar ao circuito da Guia e elogiou a Fórmula 4, que “está cada vez mais forte” O presidente da FIA (Federação Internacional do Automóvel), Mohammed Ben Sulayem, defendeu ontem a aposta na Fórmula 4, em vez do regresso à competição com os Fórmula 3. A posição foi tomada numa conferência de imprensa, durante uma visita ao Kartódromo de Macau, em que o responsável mostrou total abertura para se adaptar e apoiar as necessidades da Associação Geral de Automóvel de Macau (AAMC) e do Grande Prémio de Macau. Quando questionado sobre a possibilidade do regresso da Fórmula 3 ao circuito da Guia, o responsável defendeu que os carros Fórmula 4 são os mais indicados para esta parte do mundo. Actualmente, a prova principal do Grande Prémio é disputada com carros da Fórmula Regional, um nível intermédio entre a Fórmula 3 e Fórmula 4. “Algumas pessoas podem pensar, como estava a falar com o AAMC, que a Fórmula 3 é melhor do que a Fórmula 4. Não, a Fórmula 4 está cada vez mais forte. Se formos a ver, há mais pessoas envolvidas na Fórmula 4 do que na Fórmula 3”, começou por indicar. “E porquê? Porque é muito popular, porque tem preços mais acessíveis e isso é bom para o público”, vincou. Quando questionado sobre o facto de a Fórmula 3 ter maior visibilidade internacional, Mohammed Ben Sulayem considerou que são as provas que constroem essa visibilidade e não as categorias por si. “Nós criamos as categorias de classe mundial, vocês [Grande Prémio de Macau] e os vossos fãs criam as categorias de classe mundial e os fãs também. A classe mundial não se cria a partir do topo, vem da base”, defendeu. “A classe mundial é criada quando as pessoas têm a oportunidade de pegar num carro, participar numa prova qualquer e tentar bater os outros pilotos. Por isso, a Fórmula 4 vai ter um futuro muito bom”, indicou. “[Os Fórmula 4] são campeonatos feitos especificamente para esta parte do mundo. Não acredito que exista uma fórmula que sirva todo o mundo. As necessidades desta parte da Ásia não são as mesmas de outras partes, já para não falar do Médio Oriente, de África ou da América Latina. Por isso sou um grande crente que estamos a criar um campeonato em conjunto, tendo em conta as necessidades do AAMC”, vincou. Sem GP? “Impensável” Mohammed Ben Sulayem destacou ainda que é “impensável” que se deixe de realizar o Grande Prémio de Macau e mostrou-se aberto a mudar as regras que forem necessárias para acomodar os desejos do AAMC. “As regras não foram escritas por Deus. As regras foram escritas por homens e podem ser melhoradas pelos homens”, explicou. “Por isso, para mim, e na FIA, vamos ajustar as regras que for necessário. Não é só ajustar, nós vamos apoiar o Grande Prémio de Macau. E se eles quiserem [AAMC] vamos adaptar e homologar um certo campeonato. Ficaríamos mais do que felizes por fazê-lo, porque para nós a Ásia é muito importante”, prometeu. Mohammed Ben Sulayem está em Macau para participar nas Conferências da FIA deste ano, que decorrem entre 23 e 25 de Junho. No dia 26 decorre, também em Macau, a Assembleia Geral Extraordinária da FIA.
Sérgio Fonseca DesportoFIA | Futuro do automobilismo e da mobilidade em discussão em Macau A comitiva da Federação Internacional do Automóvel (FIA), o organismo mundial que tutela o desporto automóvel e a federação das organizações de mobilidade à escala global, juntamente com os seus 245 clubes e organizações membros, desembarca esta semana em Macau para uma semana dedicada à preparação do futuro. O território volta, assim, a ser palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da FIA. Organizado em parceria com a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e o Galaxy Entertainment Group, o evento reunirá mais de 450 representantes de alto nível da FIA, ligados às áreas da mobilidade e do desporto automóvel, provenientes de 149 países e territórios. A conferência constituirá uma oportunidade para abordar iniciativas fundamentais relacionadas com a segurança rodoviária, a mobilidade sustentável, o crescimento regional do desporto automóvel e a inovação nos transportes, contando com a presença do Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. Antes do seu regresso a Macau, Mohammed Ben Sulayem afirmou que “esta conferência representa uma oportunidade valiosa para reunir a nossa comunidade e ajudar a definir o futuro do desporto automóvel e da mobilidade a nível mundial. À medida que continuamos a aumentar a participação, a promover a inovação e a melhorar a segurança rodoviária em todo o mundo, estas discussões tornam-se mais importantes do que nunca.” O antigo piloto árabe de ralis salientou ainda estar “muito satisfeito por regressar a Macau, um local verdadeiramente icónico para os fãs do desporto automóvel e uma escolha adequada para a FIA acolher uma das semanas mais importantes do nosso calendário. Os meus agradecimentos aos nossos anfitriões, a AAMC, ao Presidente da Direcção, Chong Coc Veng, e ao Presidente Executivo, Roberto Carlos Osório.” Honras da casa A conferência contará com representantes dos clubes membros da FIA. Esta estrutura constitui a base da governação e do funcionamento da Federação, sendo que cada Clube Membro com estatuto pleno possui direito de voto nas eleições da FIA e nas decisões regulamentares. Em comunicado enviado pela FIA, Chong Coc Veng, dirigente histórico da AAMC e Coordenador da Subcomissão Desportiva da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, afirmou ser “uma honra receber novamente a FIA e os nossos colegas membros de todo o mundo em Macau. A Conferência Anual representa uma excelente oportunidade para reflectirmos sobre o progresso alcançado em conjunto durante o último ano e definirmos as prioridades que irão orientar o futuro da nossa Federação. Esperamos receber todos os delegados para aqueles que serão, certamente, dias muito produtivos.” Na sequência do sucesso da edição do ano passado, o complexo Galaxy Macau, através do Galaxy International Convention Center , será o local anfitrião da Conferência FIA em 2026 e 2027. A FIA realizou pela primeira vez a sua conferência anual em Macau em Junho de 2025, reunindo 446 delegados de 198 organizações membros provenientes de 139 países e territórios.