Automobilismo | André Couto vai regressar ao troféu Lamborghini

André Couto vai regressar à competição automóvel quando, este fim-de-semana, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitar o Ningbo International Speedpark, no Interior da China. Um convite irrecusável de última hora voltou a colocá-lo no papel de piloto

Apesar de não ter um programa desportivo fixo, o piloto português da RAEM mantém-se bastante activo no automobilismo regional, mas neste fim-de-semana vai trocar o papel de driver coach pelo de condutor, assumindo de novo os comandos de um Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. O troféu asiático da marca de automóveis de luxo de Sant’Agata Bolognese é bem familiar a André Couto: em 2024, venceu a categoria Pro-Am ao volante de um dos espectaculares Huracán da equipa chinesa Madness Racing Team.

O piloto de Macau confessa que o convite lhe “caiu de surpresa”. Desta vez, fará dupla com o experiente piloto chinês Ryan Zexuan Liu, novamente na classe Pro-Am, mas sob as cores de uma equipa diferente: a sul-coreana Lamborghini Bundang by Racegraph. Como o nome indica, a estrutura é apoiada pelo concessionário da marca localizado na zona de Bundang, em Seongnam, nos arredores de Seul.

Troféu com sabor a Macau

Para o vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 2000, este convite representa o reconhecimento do trabalho realizado no troféu monomarca, mas também uma nova oportunidade de brilhar com as cores da marca fundada por Ferruccio Lamborghini que já defendeu noutras paragens como o campeonato japonês Super GT, o Asian Le Mans Series, as 12 Horas de Sepang e até no Grande Prémio de Macau.

“Estou bastante contente por conseguir voltar”, disse André Couto ao HM. “A última vez que corri no troféu Lamborghini foi em 2024, quando ganhámos na Pro-Am. Agora regresso com esta equipa, mas é apenas uma corrida. Veremos como corre e depois logo se vê.”

O Lamborghini Super Trofeo Asia tem proporcionado bastantes alegrias à RAEM. Para além do título conquistado em 2024 por André Couto, no ano passado Charles Leong Hon Chio sagrou-se vencedor da classe Pro ao serviço da local SJM Theodore Racing. Curiosamente, com um calendário bastante abrangente no continente asiático, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitou o Circuito da Guia por uma única vez, em 2013, numa corrida ganha pelo italiano Max Wiser.

21 Mai 2026

Primeira jornada de apuramento para GP Macau decorreu em Zhuhai

O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a primeira de duas jornadas duplas do Macau Roadsport Challenge e do GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que servirão para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau.

O Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), voltou a juntar mais de meia centena de pilotos, o que levou a AAMC, a exemplo de anos anteriores, a separar a grelha em dois pelotões: Grupo A e Grupo B.

Na primeira corrida do Grupo A, partindo da pole-position, Wong Chuck Pan dominou de princípio a fim e venceu à frente de Hu Zuoling e Leong Keng Hei, tendo este sido o melhor classificado de Macau. Na segunda prova, Damon Chan recuperou do quinto para o primeiro lugar, superando o companheiro de equipa Wong Chuck Pan, com Leong Keng Hei a completar novamente o pódio.

No Grupo B, a vitória inaugural coube a Li Kwok Chuen, seguido de Bayern Yip e Leung Chi Ho, este o melhor entre os pilotos locais. Na segunda corrida, Su Jiangnan aproveitou um erro do favorito Li Kwok Chuen, que seguia na liderança, e triunfou, batendo Bayern Yip e Leung Tse Wa.

Badaraco praticamente apurado

Jerónimo Badaraco, que este ano regressa à competitiva disciplina dos carros de turismo ao volante de um Toyota GR86 da Flexible Speed, deixou praticamente garantida a qualificação para o Grande Prémio de Macau, agendado para Novembro.

Depois de assegurar o sexto lugar da grelha para a primeira corrida do Grupo B na sessão de qualificação de sábado, tudo apontava para uma prova disputada em piso seco, até que, momentos antes do arranque, a chuva começou a cair ligeiramente sobre o traçado. Numa corrida particularmente movimentada, Badaraco conseguiu inclusive ascender provisoriamente ao quarto posto. Com o agravamento das condições meteorológicas e após uma intensa luta em pista, o piloto levou o seu Toyota até à bandeira de xadrez na quinta posição, somando pontos importantes no seu grupo.

Na segunda corrida, partindo do quinto lugar da grelha e enfrentando condições extremamente difíceis devido à chuva forte, o piloto macaense manteve-se totalmente concentrado no objectivo de chegar ao fim entre os primeiros, apesar dos vários incidentes em pista e das intervenções do Safety Car. No final, garantiu um sólido sexto lugar, arrecadando novamente pontos preciosos para as contas do apuramento.

Manhão estreou-se em GT4

As duas corridas da categoria GT4, que servirá para apurar os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, foram também pontuáveis para a SRO GT Cup. Assim, mais de duas dezenas de concorrentes alinharam à partida no circuito que este ano celebra trinta anos de existência.

Han Lichao, piloto do Interior da China e que terminou em segundo no Circuito da Guia em 2025, venceu as duas corridas do fim de semana ao volante do seu Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing China. O melhor dos pilotos da RAEM foi Chan Ka Ping, que, com um Audi R8 LMS GT4, obteve um quinto lugar na segunda corrida.

A estrear-se na categoria, Maximiano Manhão conduziu um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela equipa LW World Racing Team. O jovem piloto macaense, que ainda conta poucos quilómetros no automobilismo, apesar de ter feito a sua formação no Kartódromo de Coloane, terminou a primeira corrida no 18.º lugar e a segunda no 17.º. A segunda jornada de apuramento decorrerá novamente entre 28 e 31 de Maio no Circuito Internacional de Zhuhai.

13 Mai 2026

GP Macau: FIA confirma continuidade de Taças do Mundo de FR e F4

No final da passada semana, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmou a continuidade das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4 no programa do Grande Prémio de Macau, juntando-se ambas à já confirmada Taça do Mundo de GT da FIA e à derradeira ronda da temporada do FIA TCR World Tour

Na sequência de uma votação electrónica do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, ficou decidido que as duas Taças do Mundo de monolugares integrarão a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro. Foi igualmente definido o quadro de selecção de participantes para a Taça do Mundo da FIA de FR, permanecendo ainda por revelar os detalhes relativos ao processo de inscrição e selecção para a corrida de Fórmula 4.

Disputada pela primeira vez em 2024, a Taça do Mundo da FIA de FR marcou o início de uma nova era para o Grande Prémio de Macau, com os monolugares da Fórmula Regional a assumirem o estatuto de categoria principal do evento, após quatro décadas em que a Fórmula 3 reinou no Circuito da Guia. A edição de 2026 contará já com o novo Tatuus T-326, modelo recentemente introduzido nos campeonatos internacionais da especialidade. Tanto os Fórmula Regional como os Fórmula 4 utilizarão pneus Pirelli.

Para o Presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, a “Taça do Mundo da FIA de FR tem vindo a crescer de forma sustentada desde a sua introdução em 2024 e assumirá ainda maior relevância este ano com a chegada do Tatuus T-326 de segunda geração”. O italiano, antigo vencedor da Corrida da Guia pela BMW, salientou igualmente que a introdução da Taça do Mundo de F4 no ano passado “proporcionou a oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem conhecimento e compreensão do circuito de Macau antes de, futuramente, evoluírem para a Taça do Mundo da FIA de FR”.

Quadro de convites conhecido

A FIA, em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, revelou igualmente o quadro de convites para a edição deste ano da Taça do Mundo da FIA de FR. Segundo o organismo sediado em Paris, o modelo “foi concebido com o objectivo de conjugar mérito desportivo, representação internacional e excelência competitiva, preservando simultaneamente o prestígio e o carácter selectivo que historicamente distinguem o Grande Prémio de Macau”.

O objectivo passa por reunir um lote de participantes de nível mundial, composto pelas mais competitivas equipas de Fórmula Regional, dentro de um número de carros ajustado, segundo a FIA, às características únicas do Circuito da Guia. Assim, todas as equipas participantes no Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA (FREC) de 2026 serão elegíveis para integrar a grelha. Será igualmente seleccionada a equipa mais bem classificada no campeonato japonês de Fórmula Regional de 2025.

O comunicado da FIA esclarece ainda que apenas 26 carros serão admitidos à partida na edição deste ano, menos um que na edição de 2025, número que aumentará para 28 a partir de 2027. Foi igualmente confirmada a estrutura de dois carros por equipa, solução que, segundo a FIA, “garante consistência operacional em toda a grelha” e alinha esta Taça do Mundo “com os formatos habitualmente utilizados nas competições internacionais de formação em monolugares promovidas pela FIA, assegurando simultaneamente eficiência logística e desportiva dentro das limitações do Circuito da Guia”.

Mais carros em 2027

A partir de 2027, a grelha crescerá com a adição de uma equipa proveniente do Formula Regional Oceania Trophy, sendo esta escolhida pelo promotor regional entre os melhores classificados do seu campeonato. Segundo a FIA, a inclusão da Oceânia “reflecte a contínua internacionalização do percurso competitivo da Fórmula Regional e reforça a representação de regiões com elevado nível competitivo”. Para além destas vagas, poderão ainda ser seleccionadas até duas equipas adicionais, escolhidas conjuntamente pela FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau com base no mérito desportivo.

Entre os critérios adicionais de selecção previstos para as vagas remanescentes, destacam-se dois particularmente relevantes: o “legado histórico, incluindo contributos relevantes para o Grande Prémio de Macau ou para o desenvolvimento do automobilismo de formação em monolugares”, bem como os “resultados anteriores no Grande Prémio de Macau”, factores que poderão abrir novamente as portas do Circuito da Guia a equipas afastadas após o desaparecimento da Fórmula 3 do evento. Refira-se igualmente que, até à data, nenhuma equipa chinesa foi convidada a participar na Taça do Mundo da FIA de FR.

11 Mai 2026

24 Horas de Genk | Equipa de Macau cumpre objectivo na Bélgica

Pela primeira vez uma equipa de Macau participou nas 24 Horas de Karting de Genk e conseguiu alcançar o seu principal objectivo: terminar uma das mais prestigiadas corridas de endurance da modalidade a nível internacional

A equipa IXO Models Racing Team Macau, composta por Rui Valente, Jean Peres, Eric Peres, Sérgio Lacerda, Duarte Machado e Pedro Maia, concluiu a prova no quadragésimo sexto lugar, num evento que contou com mais de 50 equipas provenientes de vários países e regiões, maioritariamente do centro da Europa e com vasta experiência em provas desta natureza com os karts SODI RT8.

O conjunto do território chegou a rodar a meio da tabela, mas erros técnicos e penalizações não permitiram à equipa lutar por posições mais cimeiras. A prova, que decorreu no passado fim-de-semana em Genk, na Bélgica, ficou marcada por condições meteorológicas extremas, o que dificultou significativamente a tarefa de pilotos e equipas, incluindo a nível logístico, sobretudo no parque de assistência, transformado num verdadeiro lago.

“O primeiro objectivo foi cumprido, terminar era o mais importante”, explicou Jean Peres, líder da equipa, em comunicado. “Foi a primeira vez que participámos numa corrida de 24 Horas e faltou-nos experiência neste tipo de provas para conseguir um resultado melhor. O nível dos pilotos locais é extremamente elevado, com várias equipas profissionais, com topo o apoio logístico, habituadas à pista e a conduzirem em chuva. E atenção que não era permitido usar pneus de chuva. Só aí dá para imaginar o nível de perícia que é necessário. O kart escorrega por todos os lados. É um ‘aquaplaning’ constante. Também fomos penalizados por alguma falta de cuidado, durante a troca de pilotos, as regras eram extremamente exigentes, tivemos um percalço aqui e acolá, mas isso faz parte da aprendizagem”.

Dificuldades de estreante

Uma longa viagem até à Bélgica e uma logística condicionada pelas condições meteorológicas agravaram o desafio do sexteto da RAEM. “Enquanto as outras equipas estavam a treinar, nós estávamos a montar tendas improvisadas e a organizar material de campismo”, referiu Jean Peres.

As 24 Horas de Karting de Genk são consideradas uma das principais provas de endurance da especialidade, com várias equipas e pilotos que participam no campeonato local da especialidade, e Jean Peres reconheceu que “o nível é muito profissional, nós viemos à experiência, sem sabermos ao certo as condições que seriam necessárias para este tipo de provas e acabámos por pagar essa factura.”

Curiosamente, uma das principais dificuldades prendeu-se com “a comunicação”, pois “a generalidade das equipas dispunha de sistemas para comunicar com os pilotos em pista. Nós tivemos de improvisar um sinal, acenando com um cachecol para o circuito, de forma a que o nosso piloto percebesse que estava na altura de parar. Foi assim durante as 24 horas. Era necessário fazer essa gestão, devido ao número de paragens obrigatórias para trocar de kart e efectuar o reabastecimento de combustível. E o desgaste físico associado a uma prova destas é surreal. Saímos todos daqui com algumas mazelas.”

Lutar contra os caprichos do “São Pedro” elevou ainda mais o grau de dificuldade. “A meio da prova estávamos preocupados em salvar o material de apoio e a comida. A tenda meteu bastante água. E alguns dos pilotos, que vieram da Ásia, estavam a debater-se com o ‘jet lag’. Não são desculpas, mas fazem parte de uma aprendizagem que era preciso adquirir. Agora estamos melhor preparados se quisermos repetir a experiência”, concluiu, salientando, ainda assim, que o balanço é “muito positivo” e que o objectivo principal foi cumprido.

Há sempre uma primeira vez

O mais experiente da equipa era, sem dúvida, Rui Valente, o piloto do território com mais presenças no Grande Prémio de Macau, que reconheceu as dificuldades enfrentadas numa prova em que os vencedores receberam, juntamente com o troféu, modelos da IXO Modelcars, uma vez que a empresa de Macau foi uma das patrocinadoras do evento.

“Não foi fácil, depois de uma viagem muito longa, a pista é muito técnica e o esforço físico que exige o karting a este nível é bastante grande”, reconhecendo também ao HM que “não rodamos muito nos treinos livres e os tempos por volta foram melhorando depois durante a corrida”.

Apesar das adversidades, Rui Valente mostrou-se bastante satisfeito com a experiência, muito diferente daquelas que experimentou ao longo de quarenta anos de carreira no desporto. Primeiro porque “ainda estou em forma, cansado agora para o fim, mas fiz cinco turnos de 40 minutos” e depois porque “nunca imaginei fazer uma corrida de 24 horas”.

6 Mai 2026

FIA Esports Global Rally Tour | Macau eleito para eliminatória regional

A Federação Internacional do Automóvel (FIA), o organismo regulador mundial do desporto motorizado e a federação das organizações de mobilidade a nível global, lançou na semana passada o “FIA Esports Global Rally Tour”, a primeira competição virtual de ralis que vai ter uma etapa importante na RAEM

Impulsionada pelo próprio Mohammed Ben Sulayem, Presidente da FIA e ex-piloto de ralis, a iniciativa recebeu apoio unânime de todos os Vice-Presidentes da FIA para o Desporto. Entre 12 e 25 de Maio, decorrerá uma fase de qualificação online, a nível mundial, na popular plataforma Assetto Corsa Rally. A ideia é encontrar os 56 melhores pilotos, oito de cada região participante: Europa (Norte e Sul), MENA (Médio Oriente e Norte de África), América do Norte, América do Sul, Ásia-Pacífico e África.

Apesar da sua vaga história na modalidade de ralis, que contrasta com o seu peso mundial no que respeita à disciplina de velocidade, a RAEM “entra em campo” na fase seguinte, pois foi o local escolhido pela FIA para acolher a fase de selecção da região Ásia-Pacífico. Com oito participantes, esta será composta por eliminatórias regionais em formato de eliminação directa, com quartos-de-final, meias-finais e uma final. O evento de Macau decorrerá durante a Conferência da FIA em Macau, a 23 de Junho.

O evento do “FIA Esports Global Rally Tour” contará com equipamento de dois dos fornecedores oficiais de Esports da FIA, a Advanced SimRacing e a D-BOX, e está a ser organizado em parceria com a 505 Games, Supernova Games Studios, parte do grupo Digital Bros, e com apoio técnico da KUNOS Simulazioni. Os dois melhores pilotos saídos destas eliminatórias decisórias de Macau irão participar na final mundial no Interior da China, mais precisamente na cidade de Xangai.

Os 16 melhores pilotos, dois por região, à excepção da Europa que, dado o maior número global de Clubes Membros da FIA, qualificará quatro pilotos, acrescidos de dois wildcards nomeados pela FIA, qualificar-se-ão para as Finais do FIA Esports Global Rally Tour, a realizar durante a semana da prestigiada Semana de Gala da FIA em Xangai, em Dezembro. Antes da prova principal, uma competição prévia no local reunirá os 16 pilotos qualificados para estabelecer a classificação inicial. A competição culminará durante a Cerimónia de Gala da FIA, a 12 de Dezembro de 2026, onde os dois melhores pilotos se defrontarão numa Grande Final ao vivo, lado a lado, em palco.

Aproximar um novo público

Numa altura em que a FIA tenta reabilitar a imagem do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA (WRC), o organismo liderado por Mohammed Ben Sulayem quer chegar, com esta iniciativa do “FIA Esports Global Rally Tour”, aos mais novos e a uma geração que cresceu com a Fórmula 1 como a principal, e quase única, influência automobilística. A federação quer igualmente criar uma maior proximidade entre as federações ou associações responsáveis pelo desporto, as Autoridades Desportivas Nacionais, e um novo público.

“Expandir a disciplina de Esports e ligar o seu público em rápido crescimento às nossas Autoridades Desportivas Nacionais, de forma a reforçar as suas iniciativas locais, é uma das nossas principais prioridades”, afirmou Niroshan Pereira, Presidente da Comissão de Esports da FIA. “O FIA Esports Global Rally Tour incorpora verdadeiramente esta visão e representa um passo significativo em frente para o desporto. Gostaria de agradecer ao nosso Presidente da FIA e aos Vice-Presidentes da FIA para o Desporto pelo seu apoio incondicional, e estou entusiasmado por ver milhares de pilotos de todo o mundo a competir por uma oportunidade de demonstrar as suas capacidades perante todos os Campeões do Mundo da FIA em Xangai, ainda este ano.”

Organizadas pelo clube membro da FIA na RAEM, a Associação Geral do Automóvel de Macau-China (AAMC), com o apoio do Galaxy Macau, as Assembleias Gerais Extraordinárias e a Conferência anual da FIA irão regressar este ano a Macau. O Galaxy International Convention Center (GICC) será a sede da Conferência da FIA tanto em 2026 como em 2027, fruto de uma parceria estratégica de três anos entre a FIA e a Galaxy Macau. São esperados mais de 400 delegados das 198 organizações filiadas de 139 países e territórios, que se reunirão para debater o futuro do desporto motorizado e da mobilidade.

5 Mai 2026

GP | Provas de apuramento com 70 participantes

A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) publicou as listas de inscritos das suas duas competições, Macau Roadsport Challenge e GT4, que este ano regressam a Zhuhai para as tradicionais corridas de apuramento para o Grande Prémio de Macau. Apenas quinze pilotos de Macau estarão presentes

A Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), volta a reunir mais de meia centena de pilotos, sendo que, dos 57 carros inscritos, apenas 10 são tripulados por desportistas da RAEM. Um dos presentes será o experiente Jerónimo Badaraco, que regressa à aguerrida competição de carros de Turismo para tripular um Toyota GR86 da equipa Flexible Speed.

A lista de inscritos revela um claro ascendente de pilotos de Hong Kong, com 31 participantes, representando mais de metade do total, o que evidencia a forte presença e tradição deste território no desporto automóvel na Grande Baía. Segue-se o Interior da China, com 14 pilotos, consolidando igualmente a sua influência crescente. Macau, anfitrião do evento, contará com 10 representantes. Com apenas trinta e seis vagas para o grande evento do Circuito da Guia, no mês de Novembro, antecipam-se quatro corridas particularmente animadas.

O Circuito Internacional de Zhuhai regressa este ano ao calendário, acolhendo duas jornadas duplas pontuáveis de importância decisiva, algo que sucede pela primeira vez desde 2018. A primeira está agendada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio de 2026. As corridas da Macau Roadsport Challenge determinarão os apurados para a prova homónima do Grande Prémio de Macau.

Manhão na GT4

A maior surpresa da lista de inscritos da GT4 é a presença de Maximiano Manhão. O jovem macaense, que traz consigo um apelido com tradição no automobilismo local, irá conduzir um dos dois McLaren 570S GT4 da equipa LW World Racing Team, fazendo dupla com Wong Cheng Tou. Recorde-se que Maximiano Manhão, que desenvolveu grande parte do seu percurso desportivo nas provas organizadas pela AAMC no Kartódromo de Coloane, participou na Macau Roadsport Challenge na temporada passada, mas não conseguiu apurar-se para o Grande Prémio. Esta será a sua primeira experiência em carros de GT.

A lista de inscritos conta com treze participantes, dos quais apenas cinco são de Macau, incluindo também os experientes Kelvin Leong Ian Veng e Billy Lo, sendo os restantes provenientes de Hong Kong. Destaque ainda para a presença de Kevin Tse, terceiro classificado na temporada passada do Campeonato Britânico de GT (GT3), e do regressado Matt Solomon, piloto que competiu na Fórmula 3 contra Charles Leclerc ou George Russell. A competição reservada às viaturas GT4 apurará os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía.

Ausências de peso

Nas duas listas de inscritos agora divulgadas sobressaem duas ausências de relevo no automobilismo macaense: Célio Alves Dias e Rui Valente. O primeiro já tinha explicado ao HM que este ano iria fazer uma pausa sabática das corridas, por motivos de ordem pessoal, após dois anos consecutivos a competir na Macau Roadsport Challenge. Ainda assim, o piloto do território não pretende abandonar a competição, apontando a um regresso na categoria GT4 já em 2027.

Insatisfeito com o rumo que a competição de carros de Turismo de Macau tem vindo a seguir nos últimos anos, Rui Valente ponderou a possibilidade de competir na categoria GT4. Contudo, o piloto da RAEM com mais participações no Grande Prémio de Macau não concretizou essa opção. Segundo apurou o HM, Rui Valente não tem planos para pousar já o capacete e encontra-se em conversações para continuar a competir no automobilismo e, possivelmente, regressar ao Circuito da Guia no próximo mês de Novembro.

23 Abr 2026

Automobilismo | Macau mantém forte presença no Interior da China

Depois do Grande Prémio da China de Fórmula 1 e de um evento extra-campeonato promovido pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), em Zhuzhou, arrancam este fim de semana os campeonatos chineses de velocidade. Em destaque, estão o revitalizado Campeonato da China de GT e o Campeonato Chinês de Fórmula 4, ambos marcados por uma presença expressiva de Macau.

Na sua quarta edição, o Campeonato da China de GT atravessa o momento mais pujante, com 57 viaturas inscritas na prova inaugural, no Circuito Internacional de Xangai, o que obrigou a organização a dividir as grelhas de partida entre GT3 e GTC/GT4. A participação do piloto-celebridade Wang Yibo impulsionou o retorno mediático do campeonato e a adesão, reunindo hoje o campeonato praticamente todas as principais estruturas do Interior da China da especialidade. Entre os 28 carros da categoria GT3 figura Liu Lic Ka, sendo que o veterano piloto de Macau irá partilhará o seu Mercedes-AMG GT3 com o jovem alemão Tom Kalender, sob a égide da sua equipa, a Elegant Racing.

A lista de inscritos inclui ainda dois apelidos italianos sonantes do desporto automóvel internacional, que vão ganhando experiência e nome no automobilismo asiático. Enzo Trulli, filho do antigo piloto de Fórmula 1 Jarno Trulli, alinhará num Porsche 911 GT3 R. Já Lorenzо Patrese, filho de Riccardo Patrese, também ele ex-piloto de F1 e vencedor do Grande Prémio de Macau em 1977 e 1978, estará ao volante de um Ferrari 296 GT3.

Aposta na formação

Os mesmos monolugares de Fórmula 4 que recentemente competiram na primeira edição da Taça do Mundo da FIA, no Circuito da Guia, regressam à actividade para a jornada inaugural de um campeonato que é o único de monolugares no país. Estão previstas seis provas ao longo da temporada, com uma passagem pela cidade vizinha de Zhuhai.

Presente desde a génese da competição, a Asia Racing Team, que assinala 23 anos de actividade, inscreve quatro monolugares para Timur Shagaliev, Josh Feng, Zhuyuan Chen e Chujian Huang. O chefe de equipa, o português residente em Macau Rodolfo Ávila, encara o início da época com prudente optimismo: “Sentimo-nos preparados para a nova temporada, mas mantemos alguma cautela nas expectativas, tendo em conta que três dos nossos pilotos são estreantes e enfrentaremos adversários mais experientes. O talento existe e importa agora perceber de que forma poderá traduzir-se em resultados”, afirmou o antigo campeão chinês e asiático de Fórmula Renault.

Apesar da ausência de pilotos da RAEM nesta ronda inaugural, em Xangai, outra estrutura de Macau mantém forte presença na disciplina. A Champ Motorsport, que habitualmente com André Couto, Andy Chang ou Charles Leong Hon Chio entre os habituais “drivers coaches”, inscreve três Ligier JS F422 para Kimi Chan, Ken Chow e Chow Chun Shing.

Macpro Racing Team mantém ligação à Honda

Por seu turno, na disciplina de carros de Turismo, a Macpro Racing Team continuará a representar Macau no Campeonato da China de Carros de Turismo (CTCC), cuja temporada tem início nos dias 25 e 26 de Abril. Após um passado como equipa oficial da Dongfeng Honda, a estrutura actua hoje de forma independente, mantendo, contudo, a ligação histórica à marca japonesa.

Para 2026, a equipa inscreve três Honda Civic FL5 TCR, desenvolvidos pela italiana JAS Motorsport a partir do mais recente Civic Type R, no sempre popular CTCC. Segundo fonte da estrutura, em declarações divulgadas nas plataformas oficiais do campeonato, a escolha do modelo assenta na experiência acumulada com a marca: “A equipa utiliza carros da Honda há muitos anos e conhece profundamente as características dos diferentes modelos. O novo Civic FL5 TCR apresenta uma base muito sólida em termos de comportamento dinâmico e equilíbrio no limite, beneficiando ainda de melhorias evidentes no sistema de travagem.”

Por outro lado, a mesma fonte da equipa por quem correram no passado vários nomes conhecidos do automobilismo da RAEM, como André Couto, Henry Ho ou Eurico de Jesus, os carros da Honda têm uma presença muito importante no meio do automobilismo de Macau, desde os antigos EG e DC2, passando pelo FD2, até ao atual FL5 TCR, sendo uma presença constante nas pistas há mais de uma década, com uma base técnica sólida e fácil de trabalhar em termos de afinação e preparação.”

17 Abr 2026

Primeira prova do “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico será em Coloane

Este ano, a FIA lançou novos campeonatos regionais e internacionais no formato “Arrive and Drive”, ou “chave na mão” na designação portuguesa, com o objectivo de aumentar a acessibilidade e a participação de jovens pilotos nas competições de karting. O Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico, na sua primeira edição, será composto por três rondas, estando a primeira jornada marcada para o Kartódromo de Coloane.

Neste modelo “Arrive & Drive”, os pilotos não necessitam de levar o seu próprio kart nem de integrar uma equipa técnica, uma vez que a organização fornece todo o equipamento necessário, incluindo karts totalmente padronizados do OTK Group, motores e pneus iguais para todos, bem como assistência técnica, preparação e manutenção do material. Desta forma, os participantes apenas têm de comparecer no circuito e competir, o que contribui para reduzir significativamente os custos e diminuir as diferenças técnicas entre concorrentes.

O campeonato é composto pelas categorias Júnior (12–14 anos, pilotos nascidos entre 2012 e 2014) e Sénior (14–18 anos). Com esta iniciativa, a FIA pretende reduzir as barreiras financeiras no karting internacional para os pilotos mais jovens, aumentar a participação de competidores provenientes de países com menos recursos, assegurar condições de competição mais equilibradas — numa altura em que os custos da modalidade têm vindo a aumentar significativamente — e identificar e desenvolver novos talentos para o automobilismo.

Depois do primeiro anúncio em Dezembro passado, o calendário do Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico foi finalmente ratificado no último Conselho Mundial da FIA e será disputado em três eventos. A primeira prova está agendada para o Kartódromo de Coloane, que este ano celebra o seu trigésimo aniversário, entre 19 e 21 de Junho.

Depois da prova em solo de Macau, a competição prossegue, de 24 a 26 de Julho, no Circuito Internacional de Karting de Zhuzhou, no Interior da China. A terceira e última jornada, marcada para 11 a 13 de Setembro, será realizada na Madras International Karting Arena, na Índia. As inscrições para o campeonato encontram-se abertas até 27 de Maio, permitindo a participação de pilotos individuais sem necessidade de nomeação pelas respectivas autoridades desportivas nacionais.

Como prémio, os melhores classificados nas categorias Júnior e Sénior qualificam-se directamente para a Taça do Mundo da especialidade, tendo assim a oportunidade de assegurar um lugar no prestigiado “FIA Karting Shootout”.

FIA mais perto

A primeira edição da Taça do Mundo da FIA de Karting “Arrive & Drive” realizou-se em Novembro do ano passado, na Malásia, precisamente no fim-de-semana do Grande Prémio de Macau. Numa iniciativa pouco habitual, mas digna de registo, a RAEM fez-se representar no evento pelo piloto de 14 anos Chong Ian Ip e a supervisão de João Afonso, o piloto com mais títulos conquistados no karting de Macau. Na categoria Júnior, a prova reuniu mais de cinquenta participantes provenientes de todo o mundo, tendo Chong terminado na 19.ª posição na Final do Grupo B.

A presença de mais esta competição da FIA em Macau não é fruto do ocaso e segue a linha da proximidade entre a federação internacional e o Associação Geral Automóvel Macau-China (AAMC). A Assembleia Geral Extraordinária da FIA será novamente organizada em Macau a 26 de Junho. O encontro será novamente promovido pela AAMC e faz parte da semana das conferências da FIA que também se realizarão no território.

8 Abr 2026

Automobilismo | Célio Alves Dias faz pausa, com regresso apontado para o ano que vem

Célio Alves Dias, um dos nomes históricos do automobilismo do território, não vai competir esta temporada por opção. Ainda assim, o piloto macaense não pensa pendurar o capacete e já tem planos para regressar às corridas em 2027.

O vencedor da Taça de Carros de Turismo de Macau no Grande Prémio de Macau de 2021 esteve afastado da competição em 2023 por motivos pessoais. Nos dois últimos anos, contudo, participou no Macau Roadsport Challenge, a competição promovida pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8). Esta temporada, porém, o piloto da Fu Lei Loi Racing Team decidiu fazer um interregno, já com o olhar no próximo passo da sua carreira no desporto.

Apesar da vasta experiência em corridas de Turismo, tendo conduzido várias gerações de carros da categoria, Célio Alves Dias nunca tinha pilotado os novos modelos antes de 2024. Nesse ano conseguiu qualificar-se para o Grande Prémio, mas em 2025 o piloto de matriz portuguesa ficou de fora da prova mais importante do ano, tendo sido uma das vítimas das corridas de apuramento realizadas no Circuito Internacional de Zhuzhou.

“Vou parar este ano, mas não vou parar definitivamente”, esclareceu Célio Alves Dias ao HM, acrescentando que durante o ano “terei de estar ausente de Macau durante algum tempo”, o que o impede de assumir compromissos competitivos. Ainda assim, garante que pretende “manter-se activo”, recorrendo “a treinos no karting” para continuar a rodar e preservar a forma. E o Toyota GR86 não será, por agora, vendido.

O passo seguinte

Presença habitual no Grande Prémio de Macau e no automobilismo local desde a transferência de administração, Célio Alves Dias estreou-se no Circuito da Guia em 2000. A partir daí, marcou presença de forma consecutiva na prova até 2023. O ponto mais alto da carreira chegou em 2021, com a vitória na Taça de Carros de Turismo de Macau. Curiosamente, não pôde subir ao lugar mais alto do pódio, pois estava a ser assistido no Centro Hospitalar Conde de São Januário após um violento acidente na última volta da corrida, num dos finais mais insólitos da história do evento.

Para a temporada de 2027, apesar de nunca ter competido em carros de Grande Turismo, Célio Alves Dias admite que “talvez se prepare para competir na classe GT4”, por considerar que “esta categoria pode ser a mais adequada para mim, já que existe um maior equilíbrio entre os carros”.

Apesar de a Macau Roadsport Challenge ter actualmente um regulamento mais restritivo, pensado para conter custos, a categoria GT4, que segue padrões internacionais e utiliza o sistema de Balance of Performance (BoP), também apresenta um forte controlo de despesas, não permitindo evoluções significativas nos carros adquiridos aos construtores. Em paralelo, a competição organizada pela AAMC admite a participação de viaturas cuja homologação GT4 já expirou, como os BMW M4 GT4 (F82), McLaren 570S GT4 e Ginetta G55, e que estão disponíveis no mercado a preços bastante interessantes.

1 Abr 2026

Associação Automóvel de Macau e Circuito de Zhuhai celebram parceria estratégia

A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e o Circuito Internacional de Zhuhai, o primeiro traçado permanente construído na República Popular da China, assinaram no passado sábado um Acordo-Quadro de Cooperação Estratégica, reactivando a ligação entre duas instituições históricas e pilares fundamentais do desporto automóvel no Delta do Rio das Pérolas.

Numa breve nota divulgada por ambas as entidades, foi revelado que o Presidente da Assembleia Geral da AAMC, Chong Cok Veng, e Lü Pinde, o Director-Geral da empresa responsável pela gestão do circuito, a Zhuhai International Circuit Co., formalizaram o entendimento numa pequena cerimónia realizada no Kartódromo de Coloane.

Segundo o comunicado oficial, “as duas partes chegaram a um entendimento para cooperar no desenvolvimento conjunto de actividades de automobilismo entre os circuitos de Macau e Zhuhai”. Embora não tenham sido avançados objetivos concretos nem prazos definidos, as entidades manifestaram a intenção de reforçar a colaboração na organização de competições, bem como no intercâmbio e formação de oficiais e equipas de apoio às provas.

Inaugurado em 1996, com o objectivo de receber o primeiro Grande Prémio da China de Fórmula 1, algo que nunca chegou a concretizar-se, o Circuito Internacional de Zhuhai possui actualmente homologação Grau 2 da Federação Internacional do Automóvel (FIA) e Grau A da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). Apesar de ter praticamente desaparecido do calendário internacional durante vários anos, o traçado voltou a acolher eventos nacionais e regionais com maior regularidade nos últimos dois anos.

Dada a sua localização privilegiada e um modelo de negócio assente na utilização frequente da infraestrutura, o Circuito Internacional de Zhuhai foi, ao longo dos últimos trinta anos, um dos principais impulsionadores do desporto motorizado no sul da China. Diversas estruturas e equipas passaram a utilizar o recinto como base operacional, contribuindo para a criação de postos de trabalho e para o desenvolvimento de um ecossistema singular e difícil de replicar no continente asiático. Contudo, a expansão urbana em torno do circuito e as crescentes restrições de ruído têm vindo a representar uma ameaça ao seu futuro.

Novo capítulo em Zhuhai

A assinatura deste acordo surge na sequência da decisão da AAMC de escolher a infraestrutura da cidade vizinha para acolher as suas competições de automobilismo em 2026. À semelhança de temporadas anteriores, o mini-campeonato promovido pela associação do território, que integra as categorias Macau Roadsport Challenge e GT4, será disputado em duas jornadas duplas. Depois de vários anos em Zhuzhou e Zhaoqing, as provas organizadas pela AAMC regressam ao circuito de Zhuhai pela primeira vez desde 2018.

Ambas as rondas terão lugar durante o mês de Maio. A primeira está marcada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio. A título provisório, as corridas do Macau Roadsport Challenge servirão para definir os pilotos apurados para a prova homónima integrada no 73º Grande Prémio de Macau, enquanto as corridas reservadas às viaturas GT4 determinarão os participantes da Taça GT – Corrida da Grande Baía.

24 Mar 2026

F1 | Construtores chineses avaliam entrada

Nas vésperas do décimo nono Grande Prémio da China de Fórmula 1, a disputar no Circuito Internacional de Xangai, surgiu na imprensa internacional o rumor de que o gigante chinês de veículos eléctricos BYD está a analisar opções para entrar no automobilismo, tendo como hipóteses o Mundial de Formula 1 ou o Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC).

 

Segundo a Bloomberg, a BYD estará “a analisar várias opções após o seu rápido crescimento fora do mercado doméstico e perante a contínua mudança das corridas de competição para motores híbridos”, citando fontes familiarizadas com o assunto que pediram anonimato. Até ao momento, não surgiu qualquer comentário oficial da BYD Auto Company Limited sobre estas informações.

O momento é significativo. Os regulamentos da Fórmula 1 para 2026, apesar de controversos aos olhos de alguns pilotos, conseguiram atrair a alemã Audi e a norte-americana Cadillac para a grelha de partida. A Fórmula 1 vive actualmente um dos períodos de maior crescimento da sua história, conquistando novos mercados, incluindo o chinês, sobretudo junto das gerações mais jovens.

O presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Mohammed Ben Sulayem, não esconde a ambição de ver um construtor chinês no campeonato. Em declarações ao jornal francês Le Figaro, afirmou: “Tem sido o meu sonho, nos últimos dois anos, que os grandes países estejam representados na Fórmula 1. Os Estados Unidos estarão presentes com a General Motors. O passo seguinte é acolher um construtor chinês. Já temos um piloto”, acrescentou, numa referência ao piloto de reserva da Cadillac, Guanyu Zhou.

Entre as opções em análise pela BYD estará tanto a criação de uma equipa de raiz como a aquisição de uma das onze existentes. Qualquer das vias implicaria um investimento considerável: a Cadillac pagou uma taxa anti-diluição de cerca de 3,6 mil milhões de patacas às equipas actuais apenas para entrar na grelha este ano. Além disso, o processo de entrada na Fórmula 1 é longo e complexo. O mais recente “Concorde Agreement”, em vigor até 2030, deixa, contudo, espaço para uma 12ª equipa.

Passado nos ralis

Fundada em 1995 na cidade de Shenzhen, a BYD ultrapassou recentemente a Tesla como principal fornecedora mundial de veículos eléctricos e tem vindo a expandir-se de forma agressiva na Europa, na América Latina e noutros mercados automóveis importantes. Ainda assim, existe a consciência de que falta à marca um historial de vitórias no automobilismo capaz de rivalizar com o prestígio das construtoras europeias, norte-americanas e japonesas.

Tal como a compatriota Chery, o interesse da BYD no WEC, incluindo a possibilidade de desenvolver um protótipo Hypercar para as 24 Hours of Le Mans. já tinha sido noticiado no final do ano passado. Esta poderia ser uma forma relativamente mais acessível de entrar no automobilismo de alto nível, evitando um investimento demasiado elevado numa fase inicial.

A BYD nunca esteve presente no Grande Prémio de Macau, mas possui algum historial no automobilismo chinês, sobretudo em provas de ralis. Em 2016, muito antes de o mundial de ralis (WRC) adoptar sistemas híbridos, a marca participou no Campeonato de Ralis da Ásia-Pacifico com um veículo híbrido, tornando-se o primeiro construtor automóvel a competir num rali sob a égide da FIA com uma viatura de motorização híbrida.

Geely também está atenta

Não é a primeira vez que um construtor chinês manifesta ambições de chegar à Fórmula 1. Ainda no ano passado, delegações do poderoso grupo Geely marcaram por diversas vezes presença no paddock do “Grande Circo”. A empresa, que mantém ligações estreitas com a Aston Martin e com a Mercedes-Benz, terá avaliado a possibilidade de entrar no campeonato através do “rebranding” de uma equipa já existente.

Contudo, os representantes da Geely, cujo portefólio inclui a histórica Lotus, marca com um enorme legado na Fórmula 1, não conseguiram concretizar qualquer parceria que viabilizasse essa estratégia.

G.P. China – Estatísticas

A edição deste ano será a décima nona edição do Grande Prémio da China disputado no circuito de Xangai. A primeira corrida, vencida pelo brasileiro Rubens Barrichello, teve lugar em 2004. O evento manteve-se no calendário de forma ininterrupta até 2019, regressando posteriormente em 2024. Lewis Hamilton e a Mercedes detêm o recorde de vitórias no circuito chinês, com seis triunfos cada. O piloto britânico, agora a defender as cores da Scuderia Ferrari, é também o recordista de presenças no pódio, com nove, seguido por Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel, ambos com seis.

15 Mar 2026

GP | FIA confiante no regresso da Taça do Mundo de F4 à Guia

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) manifestou confiança na integração da segunda edição da Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA no programa da 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, encontrando-se actualmente em negociações com a Comissão Organizadora com vista à concretização desse objectivo

O Conselho Mundial do Desporto Motorizado da FIA confirmou, ainda no final do ano transacto, a nona edição da Taça do Mundo de GT da FIA integrada no programa do Grande Prémio de Macau, bem como a permanência do evento desportivo da RAEM no calendário da temporada de 2026 do Kumho TCR World Tour, não se tendo, contudo, pronunciado quanto ao futuro das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4. Porém, a primeira edição da Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA constituiu um êxito aos olhos do organismo internacional, sendo que a única competição de âmbito mundial do primeiro escalão da pirâmide do automobilismo deverá regressar ao Circuito da Guia entre 19 e 22 de Novembro.

“A FIA e a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau encontram-se em discussões positivas relativamente ao futuro da Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA”, declarou o porta-voz da FIA ao portal especializado português SportMotores.com. Segundo a mesma fonte, “a FIA ficou muito satisfeita com a edição de 2025 em Macau e está empenhada em proporcionar aos jovens pilotos a melhor preparação possível para enfrentarem o notável desafio do Grande Prémio de Macau. Acreditamos que a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA constitui a plataforma ideal para alcançar esse objectivo.”

A lista de inscritos da primeira edição da Taça do Mundo de Fórmula 4 revelou um leque de pilotos de elevado nível, superando as expectativas iniciais, porquanto nada menos do que oito campeões de Fórmula 4 aceitaram o desafio. Por razões logísticas e operacionais, a FIA limitou a grelha de partida a vinte concorrentes.

Em que moldes

Um dos aspectos que a FIA deverá clarificar na próxima reunião do Conselho Mundial prende-se com a manutenção do modelo adoptado em 2025, no qual a empresa chinesa Mintimes, promotora do Campeonato Chinês de F4, assumiu o papel de “Operador Único” da prova, em articulação com a Fédération Française du Sport Automobile (FFSA), responsável pelo apoio técnico à Taça do Mundo. Todos os concorrentes utilizaram monolugares Mygale M21-F4, entretanto rebaptizados como Ligier JS F422, provenientes do campeonato chinês.

Estes fórmulas, equipados com motores Renault 1.3 litros turbo, foram alugados a equipas do Interior da China e operados por uma única estrutura técnica, a mesma que organiza o Campeonato Francês de F4. Tratando-se de um conceito relativamente invulgar, diversos pilotos fizeram-se acompanhar, no Grande Prémio de Macau, por elementos das suas próprias equipas, com o intuito de supervisionar o trabalho desenvolvido pelos técnicos franceses.

Roussel ficou para a história

Jules Roussel tornou-se o primeiro vencedor de uma Taça do Mundo de Fórmula 4, após uma das corridas mais emocionantes do programa da edição de 2025, protagonizando um animado duelo com o compatriota Rayan Caretti. Apesar da disciplina evidenciada durante grande parte da contenda, ambos acabaram por se envolver num toque que afastou Caretti da corrida e decidiu a mesma.

Macau esteve representada por dois pilotos, tendo Cheong Man Hei sido o melhor classificado, ao concluir na 9.ª posição. O antigo campeão da Fórmula 4 chinesa, Tiago Rodrigues, terminou no 11.º lugar, resultado que não espelhou a sua competitividade, uma vez que comprometeu uma melhor classificação na decisiva corrida de domingo devido a um acidente na corrida de qualificação de sábado. Nenhum país lusófono esteve representado na prova, pois o brasileiro Ethan Nobels lesionou-se no fim-de-semana anterior ao Grande Prémio, não tendo sequer viajado para a Ásia.

Existe a possibilidade de Portugal vir a contar com um piloto na grelha de partida este ano, atendendo a que Noah Monteiro é um sério candidato ao título do Campeonato de Espanha de Fórmula 4. Acresce o facto de ser filho de Tiago Monteiro, primeiro piloto português a vencer a Corrida da Guia e reconhecido entusiasta do Grande Prémio, beneficiando ainda do patrocínio da KCMG, estrutura liderada pelo empresário de Hong Kong Paul Ip.

2 Mar 2026

Karting: nova competição IAME nasce em Macau

É já no próximo fim-de-semana que o Kartódromo de Coloane recebe a primeira das sete jornadas do mais recente campeonato integrado na família internacional de competições de karting IAME, a IAME Series Macau

Depois de a RAEM se ter afirmado como paragem obrigatória no calendário da IAME Series Asia e de o Grande Prémio de Karting Internacional de Macau ter acolhido a Final da IAME Asia, foi confirmado, ainda antes do Novo Ano Lunar, o lançamento da IAME Series Macau, composta por sete provas a disputar em Coloane. O calendário apresentado acompanha o já estabelecido Campeonato de Karting da AAMC.

Segundo a breve comunicação divulgada nas redes sociais pela IAME Asia Series, “a herança do desporto automóvel de Macau é profunda e a sua paixão pelas corridas é reconhecida mundialmente”. Para o promotor da IAME no continente asiático, com base em Singapura, levar a competição para a RAEM constitui “mais um passo decisivo no crescimento do karting na Ásia-Pacífico, criando mais percursos, mais oportunidades e uma comunidade mais forte para os jovens talentos”.

Todos iguais

As IAME Series são campeonatos de karting organizados sob a égide da italiana IAME (Italian American Motor Engineering), um dos maiores fabricantes mundiais de motores para a modalidade. O calendário da IAME Series Asia conhecerá igualmente um alargamento no próximo ano: além das jornadas na Malásia e na Tailândia, Macau receberá a quarta de seis provas da temporada, agendada para 23 e 24 de Maio.

Independentemente do país ou da região, todos os participantes competem com motores IAME, ao abrigo de regulamentos técnicos uniformes que asseguram igualdade de condições em pista. O modelo privilegia o controlo de custos e a sustentabilidade da competição, colocando a tónica no talento individual e na equidade desportiva.

Para além de Macau e do campeonato asiático, a IAME já promove competições no Interior da China, Japão, Malásia, Tailândia, Sri Lanka, Índia e Filipinas. Nesse contexto, a organização acredita que “juntos, continuamos a construir uma plataforma interligada em toda a região”.

Conforme anteriormente anunciado, a Final da IAME Asia, abrangendo todas as categorias, regressará pelo terceiro ano consecutivo ao programa do Grande Prémio de Karting Internacional de Macau. A edição deste ano está marcada para decorrer entre 11 e 14 de Dezembro.

Como anteriormente anunciado, a Final da IAME Asia, para todas as categorias, regressará pelo terceiro ano consecutivo ao programa do Grande Prémio de Karting Internacional de Macau. A data já está marcada, com o evento a decorrer entre 11 e 14 de Dezembro.

Calendário de provas de 2026:*

Ronda 1 – 1 de Março

Ronda 2 – 22 de Março

Ronda 3 – 26 de Abril
Ronda 4 – 17 de Maio
Ronda 5 – 28 de Junho
Ronda 6 – 6 de Setembro
Ronda 7 – 27 de Setembro

*todas as provas serão disputadas no Kartódromo de Coloane

23 Fev 2026

GP | Corridas de apuramento regressam a Zhuhai

Antes do Ano Novo Lunar, a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) deu a conhecer o calendário da próxima temporada das suas competições de velocidade, Macau Roadsport Challenge e GT4, que voltam a servir de processo de apuramento para as corridas de suporte do 73.º Grande Prémio de Macau.

À semelhança das épocas anteriores, o mini-campeonato será disputado em duas jornadas duplas. O Circuito Internacional de Zhuhai regressa assim ao programa, acolhendo estas provas pela primeira vez desde 2018. Será igualmente a estreia absoluta, neste traçado, dos modelos utilizados na Macau Roadsport Challenge, Toyota GR86 (ZN8) e Subaru BRZ (ZD8), que se confrontarão pela primeira vez fora do habitual contexto competitivo.

A temporada de 2026 apresenta ainda uma novidade relevante: a realização de uma corrida de teste extra-campeonato no Circuito Internacional de Zhuzhou. O traçado permanente da província de Hunan, que no ano transacto recebeu as corridas de qualificação organizadas pela AAMC, será palco de uma prova de preparação facultativa. Recorde-se que, já em 2025, a associação promoveu uma competição extra-campeonato após a definição do apuramento, então no Circuito Internacional da Cidade do Lago Ruyi, em Pingtan.

As duas jornadas pontuáveis terão lugar na cidade vizinha de Zhuhai, ambas no mês de Maio. A primeira está agendada para o fim-de-semana de 8 a 10 de Maio, enquanto a segunda decorrerá entre 28 e 31 de Maio de 2026. As corridas da Macau Roadsport Challenge determinarão os apurados para a prova homónima do Grande Prémio de Macau, ao passo que as competições reservadas às viaturas GT4 definirão os participantes da Taça GT – Corrida da Grande Baía.

A competição manterá um fornecedor exclusivo de pneus, continuando a confiar na Pirelli, que assegurará a venda directa e centralizada dos compostos. Durante a corrida de teste será permitido o uso de pneus adquiridos em 2025, mas nas provas de apuramento será obrigatório recorrer a pneus novos adquiridos em 2026.

Inscrições com aumento significativo

A taxa de inscrição registou um aumento expressivo, passando de 15.000 para 55.000 yuans. Este valor passa a incluir não apenas as duas provas de apuramento, mas também a corrida de teste, representando um acréscimo substancial face às temporadas anteriores.

Em contrapartida, a organização assegura o transporte unificado das viaturas participantes e de oito conjuntos de pneu/jante entre o Circuito Internacional de Guangdong, onde se encontra sediada uma parte significativa das equipas de Macau, e o Circuito Internacional de Zhuzhou, em ambos os sentidos. Durante o evento de preparação, cada concorrente inscrito terá igualmente direito a três noites de alojamento em Zhuzhou, em hotel de três ou quatro estrelas.

Adicionalmente, cada concorrente beneficiará de um apoio em pneus oficiais da Pirelli, correspondente a um valor aproximado de 10.000 yuans.

16 Fev 2026

Lamborghini | Estreia asiática do Temerario GT3 poderá ser em Macau

A Lamborghini despediu-se do Huracán GT3 no Grande Prémio de Macau de 2025 e aponta agora à estreia asiática do recém-lançado Temerario GT3, prevista para o mês de Novembro, nas ruas da nossa cidade

A nona edição da Taça do Mundo FIA GT, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro no Circuito da Guia, surge como o palco provável para a estreia no continente asiático do mais recente carro de competição da marca de Sant’Agata Bolognese, numa temporada em que o novo modelo de motor V8 biturbo estará sobretudo em fase de consolidação competitiva na Europa e nos Estados Unidos da América.

Devido às limitações inerentes à produção e entrega dos novos carros, a Lamborghini Squadra Corse nunca equacionou seriamente a introdução do Temerario GT3 no mercado Ásia-Pacífico no seu ano de lançamento, apesar do interesse manifestado por várias equipas, incluindo a JLOC, formação do campeonato japonês Super GT que o piloto local André Couto chegou a representar. Ainda assim, existe uma clara vontade por parte do departamento de competição da Automobili Lamborghini em colocar o seu novo GT3 em pista na Ásia já este ano, precisamente no contexto do Grande Prémio de Macau.

“Posso confirmar que nenhum Temerario será inscrito no GT World Challenge Asia ou noutros campeonatos regionais”, explicou um porta-voz da marca italiana ao portal português SportMotores.com. “No entanto, estamos a trabalhar na Taça do Mundo FIA GT, em Macau, uma prova de enorme importância para nós, onde pretendemos marcar presença da melhor forma possível. Nesta fase, não podemos adiantar mais pormenores.”

A possibilidade de a Lamborghini alinhar este ano na prova da RAEM com o antigo Huracán GT3 está afastada. O modelo enfrentou dificuldades em 2024 relacionadas com a introdução dos obrigatórios e polémicos sensores de binário. Edoardo Mortara viveu um fim-de-semana particularmente ingrato, ao ver o seu terceiro melhor tempo na Super Pole anulado por exceder o limite máximo de potência, acabando mais tarde por abandonar a corrida principal quando o seu carro se desligou.

Limitações de produção

Ao contrário de outros departamentos de competição de grandes construtores, a Lamborghini Squadra Corse é uma estrutura relativamente reduzida. O principal factor limitativo na implementação do Temerario GT3 esta temporada, especialmente fora da Europa, prende-se não só com a disponibilidade de unidades, mas sobretudo com a prioridade dada a um apoio técnico adequado por parte da fábrica.

Os Estados Unidos da América, onde o carro fará a sua estreia em competição nas 12 Horas de Sebring, em Março, continuam a assumir um papel estratégico para a Lamborghini, daí a presença a tempo inteiro da marca no IMSA SportsCar Championship através da equipa Pfaff Motorsports. Para a presente época, a Lamborghini Squadra Corse alocou sete exemplares do Temerario GT3 à competição na Europa, repartidos entre o GT World Challenge Europe e o DTM. O construtor italiano planeia alinhar com três carros no GT World Challenge Europe e quatro no DTM.

Mercedes-AMG avalia regresso

A ausência da Mercedes-AMG na edição do ano passado foi um dos temas mais comentados no paddock. Tal decisão foi justificada pela falta de oportunidades para as equipas clientes asiáticas testarem os complexos sensores de binário, numa fase em que a marca de Estugarda atravessa um exigente processo de transição das suas actividades desportivas da HWA para a nova subsidiária Affalterbach Racing.

“Nesta fase, não é possível afirmar se um Mercedes-AMG GT3 irá competir na Taça do Mundo FIA GT em Macau, em 2026”, afirmou ao Hoje Macau uma fonte oficial do construtor alemão, que mantém elevado interesse no evento da RAEM. “A prova é extremamente apelativa, tanto do ponto de vista desportivo como estratégico. Iremos analisar cuidadosamente as condições no momento oportuno e avaliá-las em conjunto com as equipas interessadas.”

Refira-se ainda que o Grande Prémio de Macau poderá simbolizar o adeus definitivo do actual Mercedes-AMG GT3, uma vez que a marca da estrela está já a desenvolver a próxima geração do seu carro para a categoria, cuja estreia em competição poderá ocorrer em 2027.

9 Fev 2026

GP | Faleceu o piloto com mais vitórias da história da prova

Faleceu na passada semana o britânico John Macdonald, aos 89 anos, vítima de doença prolongada. Foi o piloto mais vitorioso da história do Grande Prémio de Macau e o único a triunfar no Circuito da Guia tanto em provas de automóveis como de motos

A notícia foi divulgada nas redes sociais pelo seu amigo Eli Solomon, historiador e escritor radicado em Singapura, que nos últimos anos trabalhou, em conjunto com Angus Lamont, na produção do livro “King of Macau”. A obra retrata a vida e a carreira de Macdonald, que residiu durante décadas em Hong Kong e foi uma das figuras centrais do automobilismo no Sudeste Asiático nas décadas de 1960 e 1970.

“É com profunda tristeza que comunico o falecimento de John Macdonald, ocorrido no domingo, 25 de Janeiro, aos 89 anos de idade, após doença prolongada. A sua mente permanecia tão lúcida como sempre, e ele e Angus Lamont continuaram a trabalhar em King of Macau até ao final do ano passado”, escreveu Eli Solomon, acrescentando que “o texto final foi-lhe apresentado para aprovação no final do ano passado, esperando-se que o livro esteja pronto para distribuição ainda durante este trimestre, possivelmente a tempo das entregas no Reino Unido para o Goodwood Members’ Meeting, em Abril”.

John Macdonald permanece como o único concorrente a ter vencido todas as principais provas disputadas no Circuito da Guia: quatro vitórias no Grande Prémio de Macau (1965, 1972, 1973 e 1975), o triunfo no Grande Prémio de Motociclismo de Macau de 1969 e a vitória na edição inaugural da Corrida da Guia de Macau, em 1972. Contudo, a sua paixão pelo desporto motorizado não se limitou às corridas em circuito. Após se iniciar nas motos no Reino Unido, participou em 1962 no Rali da África Central, ao volante de um Lancia B20, e em 1963 no Rali Internacional da Escócia, num Land Rover. Nesse mesmo ano mudou-se para Hong Kong, onde ingressou na polícia local. Ao longo da carreira venceu três ralis internacionais, dois em Hong Kong e um nas Filipinas, país onde se sagrou Campeão Nacional em 1974.

Durante a sua permanência em Hong Kong, foi proprietário da Camlex Garage, em Kowloon, depois de ter deixado a Hutchinson, onde desempenhava o cargo de Director de Serviços do Grupo da Far East Motors, no final de 1967. Após se retirar da actividade empresarial, vendeu a Camlex Garage, em 1981, à German Motors, propriedade do empresário e também piloto Herbert Adamczyk.

Eternizado com a estátua de cera no Museu do Grande Prémio de Macau, Macdonald ficou igualmente associado à célebre frase: “O desporto motorizado é o único desporto verdadeiramente emocionante que se pode praticar sentado”.

Somatório de sucessos em Macau

A estreia no Grande Prémio de Macau ocorreu em 1964, com um sexto lugar ao volante de um Lotus Elan, naquela que foi a sua primeira experiência em corridas de velocidade com automóveis. No ano seguinte regressou com um Lotus 18, um fórmula adquirido por 7.000 patacas ao conceituado Team Harper, e a sua prestação ao volante de um monolugar já envelhecido foi amplamente elogiada. Após uma corrida marcada por incidentes e alguma confusão, recebeu a bandeira de xadrez no primeiro lugar e conquistou a primeira das suas seis vitórias no Circuito da Guia.

Com a introdução do Grande Prémio de Motos de Macau no programa, em 1967, Macdonald não resistiu a participar, beneficiando também da experiência adquirida nas corridas de duas rodas que disputara no Reino Unido no final da década de 1950. Nesse ano de estreia, marcado pelo domínio japonês, não se destacou, mas viria a vencer a prova em 1969.

A segunda vitória no Grande Prémio de Macau chegou em 1972, ao volante de um Brabham BT36 ex-Graham Hill, após uma exibição absolutamente dominadora, cortando a linha de meta com 30 segundos de vantagem sobre o segundo classificado. No mesmo fim de semana venceu ainda a primeira edição da Corrida da Guia de Macau, num Austin Mini Cooper S, cuja réplica se encontra hoje em exposição no Museu do Grande Prémio de Macau.

Com patrocínios e equipamento à altura do seu talento, regressou em 1973 para defender o título do Grande Prémio de Macau, desta vez num Brabham BT40, com o qual havia vencido nas Filipinas e no circuito citadino malaio de Penang, além de ter alcançado um terceiro lugar em Singapura. Depois de conquistar a pole position, tornou-se o primeiro piloto a vencer a prova por três vezes, estabelecendo ainda um novo recorde da volta.

A quarta e última vitória no Grande Prémio de Macau aconteceu em 1975, nove anos antes de a corrida adoptar os regulamentos de Fórmula 3, ao volante de um Ralt RT1. Frente à mais forte oposição até então, Macdonald voltou a impor-se, somando o seu derradeiro triunfo na prova. A sua última participação no Grande Prémio de Macau ocorreu em 1976. A despedida das corridas de Grande Prémio enquanto piloto deu-se em Maio de 1977, no Grande Prémio de Penang, embora nesse mesmo ano tenha continuado ligado a Macau como patrocinador, cedendo o seu Ralt RT1 a Vern Schuppan. Deixou Hong Kong em 1983 e mudou-se com a esposa para Andorra. Os seus últimos anos de vida foram passados nas Maurícias.

2 Fev 2026

Automobilismo | Nova alternativa vai ser criada em Foshan

O automobilismo no núcleo urbano do Delta do Rio das Pérolas vai contar com uma nova infraestrutura permanente, após ter sido anunciado o primeiro circuito fixo na cidade de Foshan, situada a cerca de 120 quilómetros de Macau

O anúncio oficial foi divulgado na primeira semana do ano. Fruto de um investimento liderado pelo Benchmark Global Group, o projecto visa assinalar um marco relevante para Guicheng, o centro urbano do distrito de Nanhai, consolidando Foshan como um polo internacional de consumo desportivo e estimulando o desenvolvimento de elevado nível nas áreas da cultura, do desporto e do turismo. O Benchmark Global Group já havia desenvolvido, em Sanshan, projectos de referência em parceria com a Key Capital, RDM e outras entidades, incluindo o Guangfo Florentia Village, a Zona Artística One Times, o Hilton Hampton Hotel e a Chimei Art School.

Segundo o comunicado, “o circuito pretende atrair um público mais jovem e dinamizar a zona envolvente”. Inspirado na experiência bem-sucedida do Tianjin V1 Auto World, cujo traçado é utilizado em competições locais, o Circuito Internacional V1 Guangfo ambiciona criar um parque automóvel integrado, combinando a pista de corridas, a cultura motorizada e entretenimento temático. O complexo ocupará cerca de 141.666,7 m² e contará com todas as infraestruturas de apoio necessárias.

Conforme os documentos do concurso, o terreno situa-se na Avenida Sanlongwan, na zona sul, e na Rua Gangzhong, a oeste, com um período de arrendamento de vinte anos e destinação prevista para parque automóvel ecológico e desportivo. O projecto inclui também uma pista de kart com pelo menos 1,1 km, enquanto o circuito principal deverá atingir o Grau 2 da FIA, permitindo receber competições promovidas pela Associação Geral-Automóvel de Macau-China (AAMC).

O empreendimento pretende “reforçar o ecossistema emergente de consumo e entretenimento de Guicheng”, complementando os polos comerciais circundantes e potenciando as funções urbanas da Zona Internacional de Cooperação em Inovação Científica e Tecnológica do Lago Wenhan. Os residentes e visitantes beneficiarão de experiências de lazer mais diversificadas e sofisticadas.

Foshan integra-se entre as cidades-piloto nacionais dedicadas a novos formatos e modelos de consumo, promovendo inovação e dinamização económica. O Circuito Internacional V1 Guangfo representará um exemplo concreto da aplicação destas directrizes, apostando em cenários de consumo diversificados e no crescimento sustentável do sector.

 

Outras opções

Na Grande Baía, o desporto motorizado tem-se centrado no Circuito Internacional de Zhuhai (ZIC) e no Circuito Internacional de Guangdong (GIC), em Zhaoqing, mas diversos projectos recentes indicam um esforço crescente para expandir a rede de infraestruturas, incluindo a possível construção do Circuito Internacional Zhuhai Chaoyue, em Doumen, com investimento inicial de 250 milhões de renminbis e certificação FIA de Grau 3.

Em 2024, antes do regresso do Grande Prémio da China de Fórmula 1 em Xangai, Guangzhou anunciou planos de construir um circuito de Grau 1, apto a receber provas da disciplina rainha. Até agora, não surgiram novas informações sobre este projeto, que se pretendia ser o segundo circuito de Fórmula 1 na China, O primeiro, em Xangai, foi inaugurado em 2004, pois o Circuito Internacional Zhuhai, o primeiro circuito permanente chinês e idealizado para receber a Fórmula 1, nunca recebeu a homologação máxima da FIA. Outros projectos idealizados em Hong Kong e Shenzhen não ganharam forma até agora.

26 Jan 2026

GP | Rui Valente questiona permanência no automobilismo

Rui Valente viveu um 72.º Grande Prémio de Macau para esquecer. A tal ponto que o piloto com mais anos de actividade no automobilismo do território admite seriamente a hipótese de pendurar o capacete e arrumar as luvas, ou, pelo menos, deixar de alinhar na prova rainha de Macau, seja na Macau Roadsport Challenge ou mesmo em todo o evento

 

 

“Há um conjunto de factores que me levam a questionar se faz sentido continuar”, afirmou Rui Valente ao HM. O experiente piloto de carros de Turismo aponta várias razões para essa reflexão, nomeadamente “o facto de as corridas do Grande Prémio terem hoje muito menos interesse, por serem disputadas quase sempre atrás do Safety-Car, o actual sistema de pontuação para a qualificação de Macau e a atitude de alguns pilotos em pista”.

A mais recente edição do Grande Prémio não deixou boas recordações a quem se estreou no Circuito da Guia em 1988. O fim de semana da Macau Roadsport Challenge começou de forma negativa para o piloto português, que não evitou um toque nos rails na zona do Paiol durante o treino livre de quinta-feira, um incidente que condicionou toda a sua prestação. Depois de alcançar o 25.º tempo na sessão de qualificação, o infortúnio voltou a manifestar-se na corrida, quando a tentativa de recuperação aos comandos do Subaru BRZ n.º 16 terminou prematuramente na abordagem à Curva de São Francisco. No recomeço após o primeiro Safety-Car, Rui Valente foi abalroado por Li Kwok Chuen, numa manobra em que o piloto de Hong Kong tentou uma ultrapassagem pelo interior, num local onde não existia espaço disponível.

“Ainda hoje não consigo perceber o que lhe passou pela cabeça. Não sei como é que viu um espaço que simplesmente não existia. Talvez tenha pensado que eu iria levantar o pé para o deixar passar”, recordou o piloto, que soma trinta e seis participações no Grande Prémio de Macau e foi um dos nove representantes da RAEM na edição de 2025 da Macau Roadsport Challenge.

 

Lotaria do apuramento

Rui Valente tem sido uma das vozes mais críticas do actual modelo de qualificação para o Grande Prémio, que beneficia sobretudo quem termina uma das corridas entre os dez primeiros classificados. A utilização de viaturas idênticas por todos os concorrentes, Toyota GR86 (ZN8) ou Subaru BRZ (ZD8), acentua o equilíbrio de andamento em pista. A este factor junta-se o facto de apenas quatro provas contarem para o apuramento e de as grelhas ultrapassarem frequentemente as três dezenas de participantes, transformando cada corrida numa autêntica “batalha campal”, em que o objectivo passa por alcançar um resultado de topo numa única prova para garantir os pontos necessários à presença na grelha de partida do evento do mês de Novembro.

“Com tantos carros em pista ao mesmo tempo, há muitos pilotos sob enorme pressão para pontuar, o que acaba por provocar um número elevado de incidentes”, admite o piloto português. “Desta forma, o apuramento aproxima-se mais de uma lotaria do que de um processo verdadeiramente assente no mérito”, acrescenta o representante da Premium Racing Team.

Por outro lado, Rui Valente reconhece que os mais jovens são os principais prejudicados. Com uma experiência claramente superior à dos estreantes, que dispõem de menos quilómetros de pista e menor bagagem competitiva, o piloto sublinha, ainda assim, que a dificuldade não se restringe aos novatos. “Mesmo para quem tem muitos anos de corridas, como eu, a qualificação é extremamente complicada. Se assim é para os mais experientes, torna-se evidente que os jovens acabam por ser os mais penalizados por este modelo”, concluiu.

 

Próximo passo

Quanto ao futuro, Rui Valente – que recebeu o prémio de terceiro classificado entre os pilotos de Macau no Grupo A do MTCS Macau Roadsport Challenge, na Cerimónia de Entrega de Prémios de 2025 da Associação Geral Automóvel de Macau-China – ainda não tomou uma decisão definitiva. As alternativas em cima da mesa passam por manter-se em competição nos mesmos moldes, equacionar uma mudança de categoria, opção condicionada por limitações orçamentais, ou, em última instância, colocar um ponto final nas suas participações no Grande Prémio, ou mesmo na carreira.

O segundo piloto com mais participações na história do Grande Prémio de Macau, apenas atrás de Albert Poon, confessa que não perdeu o gosto pelo automobilismo, actividade que o mantém em excelente forma física aos 64 anos. No entanto, admite que “se calhar está a chegar a altura de deixar Macau. É uma pena, porque gosto mesmo muito disto. Aliás, o problema é que gosto muito disto”.

17 Jan 2026

Coloane | Kartódromo recebe o Champions of the Future Academy Program

O Kartódromo de Coloane vai começar o ano em alta velocidade, recebendo de 16 a 18 de Janeiro a primeira edição no território da nova competição Champions of the Future Academy Program, organizada e promovida pela empresa suíça RGMMC Group

O Champions of the Future Academy Program é uma competição internacional de karting Arrive and Drive, concebida para desenvolver a próxima geração de talentos do desporto automóvel. De acordo com o promotor, a prova está alinhada “com os padrões desportivos da FIA e combina competição de elite com uma formação abrangente para os pilotos, oferecendo aos jovens a experiência e a visibilidade internacional necessárias para iniciar carreiras profissionais, ao mesmo tempo que se mantêm os custos controlados”.

Com três categorias competitivas — Mini, OK-N Júnior e OK-N Sénior — o conceito ambiciona reunir talentos emergentes de várias partes do mundo para competir em eventos de classe mundial. Segundo a organização, esta prova em Macau “tem como objectivo expandir o Champions of the Future Academy Program para séries nacionais”, reforçando a presença do conceito fora do seu calendário principal.

Para além do evento na RAEM, a RGMMC, fundada em 2004, tem ainda planeada uma prova extra-campeonato nos Emirados Árabes Unidos, em Fevereiro. O campeonato regular é composto por seis etapas, decorrendo entre Fevereiro e Dezembro, com passagens por Espanha, Grécia, Itália, Omã e Emirados Árabes Unidos. A mesma entidade promove igualmente uma série nos mesmos moldes no Reino Unido.

O Champions of the Future Academy Program Macau, que conta com o apoio da Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e do Instituto do Desporto da RAEM, decorrerá ao longo de três dias competitivos, com duas corridas finais que determinam classificação do vencedor do evento para cada categoria. O paddock abrirá às equipas na quinta-feira, seguindo-se um dia inteiro de treinos-livres na sexta-feira, enquanto os treinos cronometrados e as corridas terão lugar no sábado e no domingo.

Igual para todos

Cada categoria admite um máximo de 24 concorrentes, um limite que se mantém em todos os eventos. A categoria Mini Group 3, destinada a pilotos entre os 9 e os 12 anos, utilizará chassis Parolin e motores TM, com um custo de inscrição aproximado de 32.750 patacas. As categorias OK-N Júnior, para idades entre os 12 e os 14 anos, e OK-N Sénior, dos 14 aos 17 anos, competirão com chassis Kart Republic e motores IAME, sendo o valor de inscrição de cerca de 42.125 patacas por fim-de-semana.

Tal como indica a designação Arrive & Drive, estes valores incluem o kart e o respectivo motor, espaço na tenda, ferramentas necessárias, pneus — fornecidos em todas as classes pela LeCont Pneumatici —, combustível, lubrificantes e toda a logística associada. Desta forma, os pilotos podem concentrar-se exclusivamente na condução e, graças à igualdade mecânica, antevêem-se corridas competitivas e animadas num dos melhores kartódromos do Sudeste Asiático.

Em 2026, o Kartódromo de Coloane terá um calendário particularmente preenchido. Para além das competições de karting e motociclismo organizadas pela AAMC, o traçado desenhado pelo arquitecto Carlos Couto acolherá o Campeonato da China de Karting, nos dias 11 e 12 de Abril, a IAME Series Asia, no fim-de-semana de 23 e 24 de Maio, e o Grande Prémio de Karting Internacional de Macau, agendado para o período entre 11 e 14 de Dezembro.

9 Jan 2026

GP | Data e duas competições confirmadas

A reunião final do Conselho Mundial do Desporto Motorizado da FIA de 2025 realizou-se na passada quarta-feira, durante a Semana das Assembleias Gerais da FIA, em Tashkent, no Uzbequistão. A sessão contou com a presença de delegados das várias Autoridades Desportivas Nacionais (ASNs), de onde saíram decisões importantes, algumas das quais dizem respeito a Macau

A data do 73.º Grande Prémio de Macau foi oficialmente revelada, ficando confirmado que o maior evento desportivo de carácter anual da RAEM terá lugar de 19 a 22 de Novembro do próximo ano. A federação internacional aproveitou igualmente para anunciar que a data e a localização da nona edição da Taça do Mundo de GT da FIA, que desde a sua criação se disputa no Circuito da Guia, integrada no programa do Grande Prémio, foram aprovadas pela Comissão de GT. A mesma entidade não revelou as linhas mestras da corrida próximo ano, que na edição deste ano contou apenas com dezasseis concorrentes, mas é a primeira vez que a confirma tão cedo.

Por seu turno, a Comissão de Carros de Turismo confirmou o calendário da próxima temporada do Kumho TCR World Tour, que voltará a encerrar no Circuito da Guia, à semelhança dos anos anteriores. Destaca-se a forte presença da China no calendário: às provas de Macau e Zhuzhou junta-se uma estreia absoluta, o novo Circuito Internacional de Chengdu Tianfu. Com oito eventos – um no México e três na Europa, entre os quais a visita ao Circuito Internacional de Vila Real -, a Ásia ganha novo peso com um total de quatro jornadas.

Quatro dos eventos de 2026 do Kumho TCR World Tour manterão o formato tradicional de duas corridas, incluindo Macau, enquanto os restantes quatro – México, Espanha (Valência), Coreia do Sul (Inje) e China (Chengdu) – adoptarão o formato de três corridas por fim-de-semana, introduzido no ano passado, atingindo um total de vinte corridas na temporada.

O Conselho Mundial do Desporto Motorizado da FIA não se pronunciou publicamente sobre a continuidade, ou não, das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e Fórmula 4 no programa do Grande Prémio de Macau, ainda que o projecto desta última, que envolve igualmente o promotor chinês Mintime e a Fédération Française du Sport Automobile (FFSA), tenha sido concebido para três anos.

Aposta também no karting

O Conselho Mundial aprovou igualmente os regulamentos que sustentam a expansão do Karting sob a tutela da FIA, numa altura em que se inicia a próxima fase de implementação do “Global Karting Plan”, que, no próximo ano, integrará novos campeonatos “Arrive & Drive”, incluídos num dos calendários mais extensos de sempre.

Na sequência do auspicioso arranque da Taça do Mundo de Karting “Arrive & Drive” da FIA, realizada na Malásia no mês transacto, o formato inovador será alargado com novos campeonatos continentais, aproximando estes eventos acessíveis e económicos das comunidades em todo o mundo. O calendário de 2026, já aprovado, contará com um Campeonato da Europa e um Campeonato da Ásia-Pacífico, cada um composto por três rondas, cujos vencedores assegurarão um lugar na grelha da Taça do Mundo de Karting “Arrive & Drive” da FIA de 2026, a disputar no termo da temporada.

O Kartódromo de Coloane, ainda hoje um dos mais modernos do Sudeste Asiático, integrará esta primeira edição do Campeonato da Ásia-Pacífico “Arrive & Drive”, acolhendo a prova inaugural no fim-de-semana de 20 e 21 de Junho. O calendário desta competição de baixo custo inclui ainda duas outras etapas: uma em Zhuzhou, na Província de Hunan, e outra em Madras, na Índia.

12 Dez 2025

GP | Unanimidade quanto à “Super Pole” nos GT

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) deverá continuar a apostar no sistema de “Super Pole” para a nona Taça do Mundo FIA de GT, caso esta corrida volte a integrar o programa do 73.º Grande Prémio de Macau no próximo ano

Pela primeira vez, na edição do passado mês de Novembro, os dez mais rápidos da Qualificação 1 dispuseram de 20 minutos para se prepararem para a primeira “Super Pole” da história da Taça do Mundo de GT da FIA, na qual, pela ordem inversa dos tempos, cada piloto entrou sozinho em pista para uma volta de saída, duas voltas cronometradas e uma de regresso, com intervalos de um minuto entre concorrentes e a possibilidade de utilizar um novo jogo de pneus. O melhor tempo obtido entre as duas voltas cronometradas determinou a Qualificação 2 “Super Pole”, que definiu a grelha de partida da Corrida Classificativa.

Após o sucesso desta iniciativa, a federação internacional pretende continuar a aplicá-la na Taça GT Macau – Taça do Mundo FIA de GT, tendo inclusive produzido um vídeo promocional para o confirmar. Lutz Leif Linden, Presidente da Comissão de GT e da Comissão de Construtores da FIA, admite que se trata de algo “muito excitante para os espectadores, assim como para os pilotos”.

Presente em Macau durante o Grande Prémio, o influente Stéphane Ratel, CEO da SRO Motorsports Group, entidade co-organizadora da Taça GT Macau – Taça do Mundo FIA de GT, concorda igualmente com a medida, sublinhando que representa “um desafio adicional e que resulta. Na SRO fazemos isso a nível global. Nos maiores eventos, como as 24 Horas de Spa, temos uma ‘Super Pole’, e é algo de que gostamos.”

Pilotos e marcas concordam

Pilotos e marcas ficaram igualmente impressionados com esta primeira experiência nas ruas do território. “Macau já é especial e acho que, com este formato, tivemos algo ainda mais especial”, recordou Antonio Fuoco, o piloto que deu à Ferrari o seu primeiro em Macau desde 1995.

Ferdinando Cannizzo, responsável máximo da Competizioni GT da Ferrari, reforça a ideia, destacando a vantagem técnica quando o desafio se resume ao piloto e ao circuito, sem interferências externas. “Sem carros, sem trânsito, podes concentrar-te realmente nas tuas forças e tentar maximizar a performance do carro”, referiu o representante da marca do Cavallino Rampante.

Este sistema de qualificação, um momento importante do fim-de-semana dada a dificuldade de ultrapassar no Circuito da Guia, acrescenta também um elemento de incerteza e eleva o espectáculo. Stefan Gugger, responsável pelo desenvolvimento dos carros de competição da Lamborghini, afirmou que, na sua opinião, “é uma melhoria para os nossos fãs. Podemos realmente ver a performance do piloto e do carro, o que representa igualmente um bom desafio para a equipa.”

A Porsche, uma das marcas que mais defendeu a introdução obrigatória dos dispendiosos sensores de binário nesta corrida, foi também das principais impulsionadoras da “Super Pole”. “Acredito que o novo formato é realmente um passo em frente”, afirmou Thomas Laudenbach, Vice-Presidente da Porsche Motorsport. “Permite que os pilotos tenham voltas limpas. É um excelente avanço na direcção certa, talvez com alguma afinação, mas, no geral, para mim é positivo. Espero que mantenham este formato, porque é fantástico.”

Entretanto, a data da edição de 2026 do Grande Prémio de Macau deverá ser confirmada na próxima semana, durante o Conselho Mundial da FIA, que terá lugar antes da cerimónia de entrega dos prémios da FIA referentes a 2025, na cidade de Tashkent, no Uzbequistão.

5 Dez 2025

GP | FIA vai continuar a apostar na Formula Regional em Macau

O facto de a FIA ter trocado a Fórmula 3 pela Fórmula Regional (FR) continua a ser um tema recorrente quando o tópico é o Grande Prémio de Macau. Apesar da prova rainha do programa não ter desapontado na edição deste ano, apagando um pouco a má imagem deixada no ano passado, ainda existe um sentimento generalizado de que a federação internacional privou o Grande Prémio da sua prova preferida

No final da 72.ª edição, a Coordenadora da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, Lei Si Leng, quando questionada novamente pela imprensa local sobre um eventual regresso da Fórmula 3, afirmou que a organização vai continuar a cooperar com a FIA para escolher as corridas que mais se adequam a Macau. Ao mesmo tempo, a dirigente do Instituto do Desporto de Macau deixou a garantia que o plano passa por continuar a receber pilotos em idade de formação e que se afirmem como o futuro do automobilismo.

“Nós temos vindo a comunicar de forma estreita com a FIA para sabermos quais as provas que podem ser realizadas em Macau e a FIA tem seleccionado os melhores pilotos para virem cá competir”, disse, acrescentando que espera “que possam vir os melhores pilotos a Macau e que continuemos a colaborar com a FIA para organizar as provas mais adequadas para Macau”.

Do lado da FIA, existe a convicção de que a FR é a disciplina que melhor se adapta às características do Circuito da Guia, um traçado que permanece praticamente inalterado após sete décadas de existência. O descontentamento que ainda subsiste é considerado natural. “O desporto motorizado é tradicional, e não me recordo de alguma mudança que tenha sido bem recebida no início, mesmo as boas mudanças” admitiu Emanuele Pirro, o actual presidente da Comissão de Monolugares da FIA, em conversa com os jornalistas em Macau.

O ex-piloto italiano, um conhecedor do Circuito da Guia e vencedor da Corrida da Guia pela BMW, aproveitou a passagem pela RAEM para recordar que “se olharmos para a história de Macau, começou com a Fórmula 2, ou Fórmula Pacific, e depois passou para a Fórmula 3. Em 1984, um jornalista podia ter perguntado: ‘porque já não corremos com Fórmula 2?’ Acho que é inevitável. Tudo tem um preço. Para termos o privilégio de contar com um circuito que permaneceu inalterado ao longo da sua história, o preço a pagar é utilizarmos carros que continuem a ser razoavelmente seguros. E penso que a Fórmula Regional oferece um bom equilíbrio em termos de velocidade.”

Numa rara entrevista à revista especializada INSIDE, o ex-coordenador do Grande Prémio, José Manuel Costa Antunes, alertou para que não se deixe cair o nível da prova. “Hoje, com a transição para a Fórmula Regional e a Fórmula 4, o que não é um problema, são apenas carros diferentes, vemos mais pilotos inexperientes”, referiu o homem que esteve ao leme do evento por mais tempo, tocando num tema sensível: “Algumas pessoas podem simplesmente comprar um lugar. Isso é preocupante. Como fãs, queremos corridas a sério, não bandeiras vermelhas. Devemos à história do Grande Prémio recuperar esse processo selectivo, para garantir que apenas os melhores competem aqui.”

Números apoiam a decisão

Olhando para as folhas de tempos, conclui-se que os registos por volta da corrida principal da FR se situaram na casa dos 2m16s, cerca de dez segundos mais lentos do que os tempos verificados no último ano dos monolugares FIA F3, em 2023. Em termos históricos, estes cronos colocam os carros da FR num patamar semelhante ao dos Fórmula 3 do final da década de 1990. No entanto, do ponto de vista da segurança, as velocidades atingidas no “sprint” para a Curva Lisboa continuam a ser a principal preocupação desde o acidente de Sophia Flörsch em 2018. Com o cone de aspiração, velocidades superiores a 290 km/h eram frequentes em 2023 com os Dallara F3, mas a mudança para os carros da FR reduziu esses valores para a ordem dos 260 km/h.

Em 2026, espera-se a chegada a Macau do novo carro da Fórmula Regional, o Tatuus T-326, que está equipado com um motor Toyota ATM163T de três cilindros e 1.6 litros, preparado pela Autotecnica Motori, mais potente e eficiente. O chassis foi concebido segundo as últimas especificações da FIA, de forma a proporcionar melhorias ao nível do desempenho, da segurança e da aerodinâmica, facilitando as ultrapassagens e promovendo corridas mais animadas. Todavia, apesar de ser expectável que os tempos por volta voltem a descer, provavelmente as velocidades de ponta não serão dramaticamente mais altas.

Convém referir que a mudança para a FR não foi motivada apenas por questões de segurança. Quando a FIA concedeu à Formula One Management (FOM) os direitos comerciais e promocionais da Fórmula 3, a prova do território passou a ser uma corrida extra-campeonato de uma competição internacional, limitada à participação das mesmas equipas que disputavam o campeonato. Esta alteração foi recebida de forma desfavorável pelo próprio promotor, uma vez que o mesmo nunca desempenhou um papel verdadeiramente interventivo no âmbito do Grande Prémio. Acresce que a realização da prova em Macau, no mês de Novembro, implicava uma logística particularmente exigente, com impacto negativo no planeamento e execução dos testes de pré-temporada.

24 Nov 2025

Automobilismo | GP continuará no TCR World Tour em 2026

O Grande Prémio de Macau irá novamente fazer parte do calendário do Kumho FIA TCR World Tour na próxima temporada e, mais uma vez, como a prova de encerramento de temporada de uma competição que irá aumentar a sua presença na Ásia em 2026

Marcelo Lotti, presidente do WSC Group, confirmou à imprensa, durante o fim de semana do 72.º Grande Prémio de Macau, que o calendário do próximo ano deverá incluir uma prova na Coreia do Sul – país natal da marca de pneus e patrocinador do campeonato, Kumho, assim como da Hyundai, a marca com mais carros nas grelhas de partida da competição mundial -, uma segunda prova na República Popular da China e a tradicional ronda de fim de temporada no Circuito da Guia.

Para aumentar a presença no continente asiático, sem afectar os orçamentos das equipas, de fora do calendário irá ficar a Austrália. O promotor do campeonato também não irá avançar com a possibilidade de organizar uma segunda prova no continente americano, sendo que a visita ao México é uma certeza. Já no “velho continente”, o Kumho FIA TCR World Tour manterá as suas três provas, com o circuito citadino português de Vila Real a receber um destes eventos no mês de Julho.

Para Marcello Lotti, “o Grande Prémio de Macau é o nosso equivalente ao Mónaco”, e para o empresário italiano, “todos os campeonatos precisam de um evento assim”. Apesar do número menor de inscritos que a prova deste ano reuniu no território, “sair de Macau está obviamente fora de questão”.

O calendário da temporada de 2026 do Kumho FIA TCR World Tour deverá ser revelado ao público no dia 13 de Dezembro, quando o Conselho Mundial da FIA reunir em Tashkent, na República do Usbequistão, na mesma altura da cerimónia de entrega anual de prémios da FIA.

Questões de números

A lista de participantes da Corrida da Guia Macau – Kumho FIA TCR World Tour Event of Macau teve apenas dezassete dos vinte e quatro carros inicialmente inscritos. Esta terá sido uma das grelhas de partida mais reduzidas de sempre da altamente popular Corrida da Guia, cuja primeira edição decorreu em 1972. Em parte, este número aquém das expectativas deveu-se à ausência, por razões desconhecidas, de equipas e pilotos oriundos do TCR China, um dos mais fortes campeonatos nacionais de Turismo a nível mundial.

Entretanto, Marcello Lotti disse durante o fim de semana do Grande Prémio que o TCR se prepara para dar as boas-vindas a uma nova marca no campeonato. Porém, não se espera que este anúncio, previsto para a próxima sexta-feira, tenha impacto nas grelhas de partida do Kumho FIA TCR World Tour, pois será um grupo automóvel que já tem presença no campeonato e irá substituir uma das suas marcas por outra. O empresário italiano também referiu estar em negociações com uma segunda marca.

A influência da Ásia no maior campeonato de Turismos da actualidade não se cinge só aos coreanos da Kumho e da Hyundai, pois a competição também conta com a marca chinesa Link & Co, a nível oficial, e com a congénere japonesa Honda. Numa altura em que os carros eléctricos, os SUV e os citadinos são as apostas das grandes marcas, os construtores asiáticos ainda são dos poucos que apostam em carros, com motorizações a combustível, com as dimensões adequadas para as provas de Turismo.

19 Nov 2025

GP Macau | Semana de corridas aproxima-se

Já cheira a Grande Prémio na cidade. Na sexta-feira, os contentores com os dezasseis carros da Taça do Mundo de GT da FIA descarregam no paddock e, depois de colocados os autocolantes oficiais, serão transportados para a Praça do Tap Seac, onde estarão expostos, a par com as motas do 57.º Grande Prémio de Motos de Macau, até domingo

A edição deste ano conta com nada menos do que trinta e duas bandeiras nacionais, que serão hasteadas pelos concorrentes das três Taças do Mundo FIA e do Kumho FIA TCR World Tour durante o recheado programa do 72.º Grande Prémio de Macau. Poderiam ter sido trinta e três se o sérvio Dušan Borković, vencedor da Corrida da Guia de 2024, não tivesse sido substituído esta semana pelo espanhol Pepe Oriola num dos três Honda da GOAT Racing.

A Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR) da FIA, que se realiza pela segunda vez após a edição de estreia em 2024, conta com quinze países ou regiões administrativas especiais representados, incluindo Macau. Na sua primeira edição, a Taça do Mundo de Fórmula 4 da FIA apresenta treze nacionalidades na lista de inscritos, enquanto a oitava Taça do Mundo GT da FIA será disputada por pilotos provenientes de dez países ou regiões administrativas especiais.

Sendo assim, serão vistas as bandeiras da África do Sul, Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, China, Coreia do Sul, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos da América, Filipinas, França, Hong Kong, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Japão, Macau, México, Polónia, Reino Unido, Suécia, Suíça, Tailândia, Taipé Chinês, Turquia, Uruguai e Vietname.

Destaque para a ausência da bandeira de Portugal entre os pilotos. É preciso recuar ao início da década de 1970 para encontrar uma presença de pilotos de matriz portuguesa tão reduzida no evento. Para além do jovem Tiago Rodrigues, estarão presentes os veteranos do território Rui Valente e Jerónimo Badaraco, ambos na corrida Macau Roadsport Challenge. O universo da lusofonia completa-se com o brasileiro Ethan Nobels, que se estreará no Circuito da Guia na prova de F4.

Couceiro e Lamy presentes

Depois de ter sido o Director de Corrida da primeira edição da Taça do Mundo FR da FIA, Rui Marques está a cem por cento focado no Mundial de Fórmula 1, onde exerce essas funções desde o Grande Prémio de Macau do ano passado. No seu lugar virá Simon Gnana-Pragasam, que desempenha esta função nos Campeonatos de Fórmula 2 e de Fórmula 3 da FIA. O britânico irá também dirigir a primeira Taça do Mundo de Fórmula 4 da história. Dino Lodola será o Director de Corrida da Corrida da Guia, ao passo que o checo Miroslav Bartos terá essa função na prova de GT e na única prova de motociclismo, enquanto o experiente chinês Zhang Tao ficará ao leme da Taça GT – Corrida da Grande Baía (GT4) e da Macau Roadsport Challenge.

Também estarão novamente presentes em Macau duas caras conhecidas do automobilismo nacional, agora retiradas das pistas, mas com outras funções no panorama internacional: Pedro Lamy e Pedro Couceiro. O segundo classificado do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 1992, e primeiro piloto a marcar pontos no mundial de Fórmula 1, Lamy voltará a estar presente na qualidade de Stewards’ Driver Advisor nas provas da FR e na Corrida da Guia, papel que já exerceu no Circuito da Guia e na Fórmula 1, partilhando essa função com o ex-piloto de F1 Vitantonio Liuzzi, que desempenhará esse cargo nas corridas de GT e de F4.

Já Pedro Couceiro, que, tal como Pedro Lamy, competiu nas ruas de Macau na Fórmula 3 na década de 1990, será nas três Taças do Mundo da FIA e na Corrida da Guia, o condutor do Safety Car, que este ano será patrocinado pela BMW Concessionaires (Macau). O ex-piloto português assume esta posição no Campeonato do Mundo de Endurance da FIA (WEC) e já esteve anteriormente na RAEM nestas funções.

7 Nov 2025