João Luz Manchete SociedadePeste | Governo dá formação a trabalhadores da linha da frente Apesar de vincarem que a pneumonia desconhecida da Sibéria representa baixo risco para a saúde pública, os Serviços de Saúde deram formação sobre controlo de infecções a trabalhadores da linha da frente nas fronteiras. As autoridades garantem estar preparadas para lidar com potenciais infecções Uma equipa de inspecção sanitária dos Serviços de Saúde (SS) organizou na quarta-feira uma acção de formação sobre colocação e remoção de equipamentos de protecção individual e técnicas de controlo de infecção para trabalhadores da linha da frente dos postos fronteiriços, na sequência da pneumonia de causa desconhecida identificada na província russa de Irkutsk, na Sibéria. Segundo um comunicado dos SS emitido na madrugada de ontem, a medida tem como objectivo “consolidar de forma contínua a barreira de prevenção e controlo de infecções nos postos fronteiriços e reforçar a capacidade de resposta do pessoal da linha da frente a situações de emergência de saúde pública”. A acção de formação foi realizada em colaboração com o Grupo de Controlo de Infecção Hospitalar do Centro Hospitalar Conde de São Januário, por enfermeiros especializados em controlo de infecções e teve como destinatários principais membros da equipa de quarentena nos postos fronteiriços. As autoridades salientam que a formação combinou teoria e prática e, além das dicas sobre o uso de equipamento, focou aspectos como gestão de riscos de contaminação, higiene das mãos e controlo de infecções no local. Os profissionais que receberam a formação vão “ministrar formação ‘prática e individualizada’, por fases, a pessoal de primeira dos postos fronteiriços do Corpo da Polícia de Segurança Pública, Serviços de Alfândega e Direcção dos Assuntos Marítimos e da Água. Seguranças e pessoal de limpeza também vão receber formação. A grande barreira Os SS salientam que, “após avaliação” dos casos de pneumonia de causa desconhecida na Sibéria, “o risco para a saúde pública em Macau é, neste momento, baixo”. Ainda assim, “a título preventivo”, o Governo reforçou as medidas de prevenção nas fronteiras, com a monitorização contínua da temperatura corporal, avaliação do estado de saúde dos viajantes e rastreio de casos de febre. Além disso, pessoas que tenham visitado Irkutsk nos 14 dias anteriores à entrada no território devem proceder “voluntariamente à declaração de saúde e colaborem com o rastreio médico”. Caso seja detectado um caso suspeito de infecção, o paciente será imediatamente encaminhado para o Hospital Conde de São Januário. Os SS indicaram ainda que estão em contacto com a Organização Mundial de Saúde e as autoridades sanitárias das regiões vizinhas, de forma poder “ajustar dinamicamente as estratégias de prevenção e controlo de acordo com a evolução do risco”.
João Luz Manchete SociedadeCreche Smart | Christiana Ieong detida por suspeitas de burlar IAS A PJ anunciou ontem a detenção de três responsáveis da Creche Smart, por suspeitas de defraudar o Instituto de Acção Social em 3,9 milhões de patacas. Entre as detidas estará a directora da instituição, Christiana Ieong. As acusações incluem contratações fictícias e falsificação de extractos bancários O diferendo entre a associação Zonta Club de Macau, que geria a Creche Smart, e o Instituto de Acção Social (IAS) conheceu ontem um desfecho de cariz criminal. A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de três residentes suspeitas de defraudarem o Instituto de Acção Social em 3,9 milhões de patacas, através da obtenção de fundos públicos de apoio para o funcionamento de uma creche na Taipa. Além das detidas, a PJ procura um homem alegadamente envolvido no esquema fraudulento. As autoridades não mencionam directamente a Creche Smart, mas não só os contornos das suspeitas correspondem à conclusão da investigação do Comissariado Contra a Corrupção, como a identificação das pessoas detidas parece indicar que entre elas, a suspeita de apelido Ieong de 63 anos de idade, será Christiana Ieong, presidente fundadora e directora da Creche Smart. Ieong foi descrita pela PJ como a cabecilha do grupo. As outras duas detidas são uma mulher de 39 anos e outra de 47 anos, que as autoridades dizem se terem feito passar por responsável de recursos humanos e responsável da área financeira contratadas pela Smart. As autoridades alegam que os fundos públicos terão sido utilizados para pagar os salários dos quatro suspeitos. Como tal, estão acusados da prática dos crimes de burla de valor consideravelmente elevado, cuja moldura penal vai de dois a 10 anos de prisão, falsificação informática (multa, ou pena até três anos de prisão), branqueamento de capitais (prisão até 8 anos) e associação criminosa (entre três a 10 anos de prisão). O caso foi encaminhado para o Ministério Público. Seguir as pisadas As autoridades garantiram ontem que estão a intensificar esforços para capturar o indivíduo em fuga, assim como rastrear o fluxo dos fundos ilícitos. Durante a investigação, a PJ apreendeu telemóveis, dois computadores e um disco externo das três suspeitas. O anúncio de ontem das detenções culmina um braço de ferro entre a Creche Smart, e a sua directora, e o IAS e a liderança de Hon Wai, que envolveu uma batalha judicial e investigação do CCAC, com uma troca acesa de acusações. No final de Junho, o IAS anunciou o fim da ligação à associação Zonta Club de Macau, entidade gestora da creche Smart, colocando um ponto final na cooperação, depois de a associação ter interposto uma providência cautelar nos tribunais para travar o fim do financiamento público e recuperação das instalações. A Creche Smart fechou portas no dia 15 de Agosto.
João Luz Manchete PolíticaCheque pecuniário | Gastos de 2025 caíram 1,6 mil milhões de patacas Em 2025, quando começou a obrigação de estar em Macau 183 dias para receber o cheque pecuniário, o Governo gastou menos 1,65 mil milhões de patacas nesse apoio, face a 2024. No ano passado, todos os apoios tiveram aumentos de custos, excepto o cheque pecuniário e o programa de aperfeiçoamento contínuo No ano passado, o Governo gastou menos cerca de 1.657 milhões de patacas no plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico, ou cheques pecuniários, face a 2024. No total, o apoio totalizou quase 5,7 mil milhões de patacas em 2025, quando em 2024 o Governo distribuiu 7,35 mil milhões de patacas. A quebra de 22,5 por cento coincidiu com a entrada em vigor do requisito de permanência em Macau de, pelo menos, 183 dias ao longo do ano para poder receber o cheque. Os dados estão discriminados no Relatório sobre a execução do orçamento do ano 2025, elaborado pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), que será votado amanhã à tarde no plenário da Assembleia Legislativa. Entre as várias rúbricas de apoios sociais, o cheque pecuniário e o Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo foram os únicos que diminuíram. A verba gasta com o programa de aperfeiçoamento contínuo no ano passado foi de 155 milhões de patacas, menos 39 milhões de patacas, representando uma quebra anual de 20,1 por cento. Nos apoios à população, depois dos cheques pecuniários, os itens que representam maiores despesas públicas são a injecção de capitais na conta individual do regime de previdência central não obrigatório, que aumentou no ano passado 6,4 por cento para mais de 3,1 mil milhões de patacas, e os subsídios para idosos que cresceram 17,7 por cento para mais de 1,45 mil milhões de patacas. Taxas e tachos A diminuição dos gastos com cheques pecuniários surge mencionada em várias rubricas do relatório do orçamento do ano passado. Uma delas é “outros subsídios e abonos”, onde as despesas efectivas foram de 6,77 mil milhões de patacas, menos 2,2 mil milhões face a 2024. A quebra de quase 25 por cento das despesas efectivas é justificada no relatório da DSF com a redução das despesas com os cheques pecuniários e as taxas de utilização da Zona do Posto Fronteiriço da Parte de Macau do Posto Fronteiriço Hengqin e das suas zonas contíguas. Importa referir que em 2024, as taxas de utilização da parte de Macau do Posto Fronteiriço Hengqin zonas contíguas custaram aos cofres públicos 453 milhões de patacas. Ainda no capítulo dos apoios aos residentes, destaque para o aumento de 21,1 por cento das despesas efectivas com o subsídio de invalidez, que totalizaram no ano passado 281 milhões de patacas, e o subsídio de assistência na infância, de cerca de 277 milhões de patacas, que foi atribuído no ano passado pela primeira vez. Na rubrica das despesas com as restituições de impostos, a participação em capital social, o relatório orçamental revela um aumento de quase 10 por cento das despesas efectivas, para um total de 2,04 mil milhões de patacas, devido principalmente ao aumento da injecção de capital na Companhia de Transportes Aéreos Air Macau, e na CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau.
João Luz Manchete PolíticaFundo de Pensões | Sugerido investimento para garantir sustentabilidade Nick Lei e Nelson Kot defendem que o Fundo de Pensões deve angariar recursos próprios com investimentos prudentes que garantam a sua sustentabilidade. Kot considera que o Governo deveria divergir entre 30 mil e 50 mil milhões de patacas de receitas fiscais do jogo por ano A anúncio da transferência de 15,9 mil milhões de patacas para o Fundo de Pensões da Função Pública vindos da reserva financeira da RAEM mereceu reacções de algumas figuras públicas. O deputado Nick Lei e o ex-candidato a deputado Nelson Kot entendem que o Executivo devia procurar soluções a longo prazo para financiar de forma sustentável o fundo. Em declarações ao jornal Ou Mun, o legislador ligado à comunidade de Fujian defende que para assegurar a “saúde” da reserva financeira e os direitos estatutários dos funcionários públicos, o Fundo de Pensões deve seguir princípios fundamentais de gestão prudente, através de investimentos que dêem prioridade à estabilidade, mantendo riscos controláveis. Nick Lei entende que o Fundo de Pensões deve ter a capacidade para avaliar mercado financeiro global, o ambiente de investimento e a tendência económica, no momento de alocar activos e montar estratégias de investimento. O objectivo é garantir retornos de investimento razoáveis, estáveis e sustentáveis e o desenvolvimento sustentável da saúde financeira da RAEM. Poucos por muitos Por seu turno, Nelson Kot recordou que o regime de pensões é uma herança da Administração portuguesa, mas que actualmente o Fundo de Pensões sofre a pressão de ter poucos contribuintes e muitos beneficiários. Em relação à transferência anunciada na segunda-feira, o analista entende não ser suficiente e sugeriu que o Governo transfira anualmente para o Fundo de Pensões uma parte das receitas fiscais do jogo, entre 30 mil a 50 mil milhões de patacas, ou que procure retornos de investimento. Em declarações ao jornal Exmoo, Kot considerou que o montante transferido da reserva financeira deveria ser usado para procurar retornos através de investimentos cambiais ou em títulos de obrigações. Nelson Kot recordou que cerca de três mil funcionários públicos preenchem os requisitos para pedir a reforma, ou têm idade superior a 55 anos, sendo expectável o aumento dos gastos com pensões.
João Luz Manchete SociedadePonte da Amizade | Pedida análise a causas de acidentes O deputado dos Operários, Leong Sun Iok, quer que as autoridades estudem as causas dos muitos acidentes de viação que acontecem na Ponte da Amizade, sugerindo a possibilidade de proibir a mudança de faixa. Um membro Conselho Consultivo do Trânsito pede mais vigilância no meio do tabuleiro da ponte Leong Sun Iok considera que o Governo devia fazer mais para prevenir acidentes de viação na Ponte da Amizade, um dos pontos negros da circulação rodoviário de Macau. Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, o deputado dos Operários começou por salientar que o tabuleiro da ponte é relativamente estreito, faltando espaço para a circulação, em especial de motociclos. É por essa razão, na óptica de Leong Sun Iok, que é frequente as scooters e motas acabarem por circularem na berma, o que não só acarreta riscos para a segurança e origina frequentes acidentes, como é contra a lei do trânsito rodoviário. O deputado entende que o Governo deve, em primeiro lugar, identificar as principais causas dos acidentes de viação na ponte antes de aplicar medidas. “Algumas pessoas defendem que a circulação de motociclos deveria ser limitada na Ponte da Amizade, mas não existe consenso social sobre a matéria. São precisos factos, análises de dados para saber se o problema é o excesso de velocidade ou, por exemplo, a mudança de faixa”, indicou. Caso se conclua que a mudança de faixa é um dos maiores perigos, Leong Sun Iok defende a instalação de traços contínuos que proíbam a mudança de faixa. Mais vigilância Dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública revelaram que na primeira metade deste ano, a Ponte da Amizade é o local com maior frequência dos acidentes de viação, totalizando 181 sinistros no primeiro semestre do ano. Os outros pontos negros da segurança rodoviária são a Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues (170 acidentes), Estrada do Istmo no Cotai (142 acidentes), Avenida de Wai Long na Taipa (133 acidentes) e Ponte de Sai Van (129 acidentes). O membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Kuok Meng Chit, considera que na Ponte de Amizade faltam equipamentos de monitorização na secção intermédia do tabuleiro, e sugere a instalação de câmaras de videovigilância e radares para detectar a velocidade. “Do que pude observar, a secção intermédia da ponte é onde os veículos tendem a circular com maior velocidade, ultrapassando os limites impostos por lei”, apontou. Devido ao elevado fluxo rodoviário na Ponte da Amizade, o conselheiro não considera realística a proibição de circulação de motociclos.
João Luz Manchete PolíticaMacau celebra o Dia Nacional com fogo de artifício e museus abertos Macau vai amanhã comemorar com pompa e circunstância o 77º aniversário do Dia Nacional com um conjunto de cerimónias oficiais, espectáculos do fogo de artifício, actividades desportivas e de lazer para residentes e turistas. O momento mais aguardado do dia está guardado para a noite, com a apresentação das equipas da China e da Tailândia no 34º Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau, que irá iluminar os céus da cidade. As duas sessões, com 18 minutos cada, estão marcadas para as 21h e as 21h40. O concurso prossegue no próximo domingo, com as exibições das Filipinas e do Reino Unido. Em jeito de antecipação, o passeio ribeirinho do Centro de Ciência de Macau será transformado num espaço que vai congregar gastronomia, jogos e espectáculos para animar residentes e turistas entre amanhã e domingo, das 17h30 às 22h30. Porém, o rol de actividades começa cedo, a partir das 08h na Praça Flor de Lótus, com a cerimónia solene do içar das bandeiras. O evento será presidido pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, contando com a presença de representantes do Gabinete de Ligação do Governo Central, do Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Guarnição do Exército de Libertação Popular em Macau, bem como de órgãos legislativos e judiciais e titulares dos principais cargos da RAEM. De seguida, a partir das 09h30, realiza-se a recepção oficial no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Portas abertas A seguir ao içar das bandeiras, na Praça Flor de Lótus, começa uma prova de atletismo, também para assinalar o Dia Mundial da Marcha. A vertente cultural e educativa ganha igualmente destaque com o Museu do Grande Prémio de Macau, o Museu de Macau e o Centro de Exibições do Centro de Ciência de Macau a abrirem portas amanhã gratuitamente. O Museu das Comunicações e a Base da Educação do Amor pela Pátria e por Macau para Jovens estarão igualmente abertos ao público ao longo do dia. A par disso, o bairro da Taipa Velha e a Rua de Nossa Senhora do Amparo serão transformados em zonas pedonais temporárias, entre amanhã e o dia 6, das 12h às 19h.
João Luz Manchete SociedadeProstituição | Rede desmantelada com 77 suspeitos detidos As autoridades de Macau e Guangdong detiveram 47 pessoas numa investigação a uma rede de prostituição que desde Março facturou cerca de 5,3 milhões de dólares de Hong Kong. Além de Macau, a polícia deteve membros da rede em Zhuhai, Guangzhou, Shenzhen, Foshan e Zhongshan A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem a detenção de 47 suspeitos de operarem uma rede de prostituição transfronteiriça que trazia mulheres para Macau, ao abrigo de uma operação conjunta com as forças policiais de Guangdong. As detenções aconteceram em Macau e nalgumas das principais cidades da Grande Baía: Guangzhou, Zhuhai, Shenzhen, Foshan e Zhongshan. Segundo as informações divulgadas ontem pela PJ, é pressuposto que o grupo criminoso estivesse em actividade há, pelo menos, meio ano, período durante o qual apurou um montante total estimado em cerca de 5,3 milhões de dólares de Hong Kong. As autoridades chegaram a este valor calculando os preços médios de “transacções” entre 1.000 e 2.500 dólares de Hong Kong. Além dos 47 detidos dos dois lados da fronteira, as autoridades interceptaram 15 prostitutas no Cotai e na Taipa, enquanto no Interior da China foram interceptadas outras 15 prostitutas que trabalhavam na rede. Importa referir que a prostituição não é criminalizada em ambas as jurisdições, mas a exploração e organização é crime, ou seja, as prostitutas não serão alvo de processos crime. Em Macau, os 16 detidos foram entregues ao Ministério Público por suspeitas dos crimes de exploração de prostituição (punido com pena de prisão de um a três anos), e associação criminosa (punido com pena de prisão de três a 10 anos). Online e offline As autoridades acrescentaram que existem possibilidades de haver ainda suspeitos a monte e que a investigação irá continuar. Entre os detidos, destaque para a cabecilha, uma mulher de 39 anos do Interior da China que a polícia acredita liderar o grupo. Yi terá criado e gerido grupos de conversação em redes sociais, onde as operações entre proxenetas e prostitutas eram combinadas. Para entrar na rede de prostituição que operava em Macau, onde as mulheres conseguiam inflacionar o preço, as mulheres tinham de pagar uma quota. O histórico de conversações nestes grupos era regularmente apagado. O grupo contava ainda com a contribuição de proxenetas, que angariavam clientes nas imediações de hotéis, e informavam a líder do grupo que atribuía uma prostituta disponível e próxima. Para controlar as patrulhas policiais e assegurar que a rede operava com tranquilidade, um segurança de origem nepalesa que trabalhava no hotel informava o grupo da proximidade das autoridades. O segurança foi um dos detidos em Macau. Em termos de distribuição dos “rendimentos”, a prostituta ficava com 1.000 dólares de Hong Kong por cada “sessão”, sendo o restante dinheiro dividido pela organização.
João Luz Manchete PolíticaUE | Governo pede fim de análises aos direitos políticos da RAEM Um relatório da União Europeia sobre direitos fundamentais em Macau foi criticado pelo Executivo, que manifestou “forte desagrado e firme oposição”. O Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros na RAEM frisou que “uma mentira repetida mil vezes continua a ser uma mentira” O Governo da RAEM instou ontem a União Europeia (UE) “a respeitar os princípios do direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, e a cessar a publicação repetida anualmente do dito relatório”, em relação ao documento da (UE) sobre a evolução política e económica de Macau e Hong Kong em 2025. O Executivo de Sam Hou Fai voltou a indicar que o relatório constitui uma interferência nos assuntos internos da China e da RAEM, através de comentários infactuais sobre o desenvolvimento político e social, tecendo comentários sem fundamentos relativos às eleições para a 8.ª Assembleia Legislativa e a situação dos direitos humanos em Macau. Como tal, o Governo “manifesta o seu forte desagrado e firme oposição por tal ocorrência”. O Governo acrescenta esperar que a UE “encare de forma objectiva e racional os enormes êxitos alcançados por Macau sob o princípio ‘um país, dois sistemas’”, e que promova “o desenvolvimento saudável das relações bilaterais”. Em relação à acusação de erosão de direitos políticos e sociais, o Executivo refere que Macau tem procurado o “aperfeiçoamento contínuo do sistema democrático e garantia plena do bem-estar da população” e alcançado desenvolvimento económico estável, prosperidade e estabilidade social com resultados “notáveis”. “O Governo da RAEM tem promovido continuamente o desenvolvimento da democracia e a consolidação do Estado de direito, garantindo aos residentes, de acordo com a lei, e de forma ampla, os seus direitos e liberdades de expressão, imprensa, reunião e outros, alcançando progressos abrangentes na área dos direitos humanos”, é acrescentado. Minas e armadilhas O relatório europeu alega que o foco na segurança nacional está a minar as liberdades fundamentais em Macau. “O ano de 2025 foi marcado por uma maior erosão dos direitos e liberdades fundamentais que deveriam estar protegidos até, pelo menos, 2049”, conforme a Declaração Conjunta Sino-Portuguesa. A instituição europeia dá os exemplos da detenção do ex-deputado Au Kam San ao abrigo da lei relativa à defesa da segurança do Estado, o encerramento do jornal All About Macau e a desqualificação de mais de uma dezena de candidatos às eleições legislativas. Também o Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) em Macau reagiu à publicação do relatório com “forte insatisfação e firme oposição”, por atacar de forma arbitrária o Estado de Direito e a situação dos direitos humanos em Macau”, interferindo “de forma flagrante nos assuntos internos da China”. O organismo liderado por Bian Lixin salienta que “os residentes de Macau gozam de direitos e liberdades mais amplos do que em qualquer outro momento da história”, e que “vida pacífica e próspera da grande maioria dos residentes” é a prova “mais contundente da situação dos direitos humanos e das liberdades em Macau”. “Uma mentira repetida mil vezes continua a ser uma mentira. Os assuntos de Macau são assuntos puramente internos da China e não admitem qualquer interferência de forças externas”, frisa o comissariado do MNE. Os representantes do Governo Central juntam-se ao Executivo de Sam Hou Fai a exortar a UE a “reconhecer factos, a corrigir a sua posição e a cessar imediatamente a manipulação política que se repete ano após ano.” Importa referir que a realidade económica da RAEM também foi analisada no documento, desta vez de forma sem reparos, com a UE a realçar que o produto interno bruto de Macau aumentou 4,7 por cento em termos homólogos em 2025, atingindo 45,0 mil milhões de euros. Os números do relativos ao turismo também foram destacados no relatório.
João Luz Manchete PolíticaConselho de Estado | Jovens de Macau recebidos por vice-primeiro-ministro Mais de 300 alunos e docentes de Macau estiveram cinco dias em Pequim numa actividade de hasteamento da bandeira e uma delegação foi recebida pelo vice-primeiro-ministro Ding Xuexiang. Sam Hou Fai afirmou que o evento reforçou a identidade nacional e o orgulho étnico dos mais jovens Entre sexta-feira e ontem, mais de três centenas de professores e alunos de escolas de Macau estiveram em Pequim para participar na Actividade de Visita a Pequim de Representantes das Equipas de Hasteamento da Bandeira dos Jovens de Hong Kong e Macau – “Saudação à Bandeira Nacional”. Na segunda-feira, uma comitiva de representantes dos jovens de Hong Kong e Macau foram recebidos no Grande Palácio do Povo pelo vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado, Ding Xuexiang, que transmitiu calorosas saudações do Presidente Xi Jinping. O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, agradeceu ao Presidente Xi Jinping e ao Governo Central pela atenção demonstrada para com a juventude de Macau, “trazendo-a sempre no coração e proporcionando orientações e apoios fundamentais”. Sublinhando que Macau vive actualmente o melhor período de desenvolvimento da sua história, Sam Hou Fai pediu aos jovens compreensão sobre o significado da bandeira nacional, que a “protejam e lutem pela sua glória”. O discurso de cariz nacionalista do Chefe do Executivo envolveu também identidade étnica e segurança nacional. “Este momento, irá reforçar certamente o reconhecimento da identidade nacional e o orgulho étnico dos mais jovens, formando uma nova geração com sentimento de amor à pátria e com espírito de responsabilidade, e injectando um novo impulso na consolidação das bases do amor pela pátria e por Macau e da própria barreira de segurança nacional”. Entidade sagrada Como o evento nacionalista se revestiu de um cariz educativo, o Chefe do Executivo indicou “a educação patriótica constitui um pilar essencial para a implementação estável e duradoura de ‘um país, dois sistemas’”. Sam Hou Fai sublinhou que o reforço da consciência nacional e do espírito patriótico das novas gerações pode ser alcançado através do enriquecimento dos conhecimentos sobre a realidade nacional, a Constituição, a Lei Básica e a segurança nacional. Estes são caminhos para que o “patriotismo se enraíze no coração dos jovens, transformando-os numa força motriz para a promoção do crescimento das forças patrióticas e pró-Macau”. A visita dos grupos de jovens a Macau e Hong foi organizada pelo Gabinete de Trabalho de Hong Kong e Macau do Comité Central do Partido Comunista da China, o Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, o Governo Popular do Município de Pequim, e os executivos de Macau e Hong Kong. Os cerca de 1.200 docentes e estudantes dos ensinos primário, secundário e superior das duas regiões especiais administrativas também participaram em “actividades de estudo sobre história, cultura, inovação tecnológica e desenvolvimento coordenado entre Pequim, Tianjin e Hebei”.
João Luz Manchete SociedadeTNR | Pedida disciplina a sector da administração de propriedades A DSAL reuniu associações do ramo da administração de propriedades, a quem pediu autodisciplina no respeito pela lei. O encontro foi motivado pela descoberta de um esquema de venda de quotas para contratar trabalhadores não-residentes numa empresa do sector, que resultou em 11 pessoas detidas Na quinta-feira, foi anunciada a detenção de 11 pessoas envolvidas num esquema de venda de quotas para a contratação de trabalhadores não-residentes (TNR) numa empresa de administração de propriedades. O caso motivou uma reunião de urgência, na sexta-feira, entre a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e associações do sector. A DSAL pediu aos representantes que exigissem o reforço das boas práticas de gestão e autodisciplina aos seus membros e empresas afiliadas. Foi também pedido o cumprimento da lei que regula a contratação de não-residentes, com a DSAL a exigir que as empresas se abstenham de “transferir, vender ou emprestar quotas de TNR sob qualquer forma”, e “a cumprir zelosamente as suas responsabilidades enquanto empregadores”. Em relação ao caso concreto revelado pela Polícia Judiciária (PJ), a DSAL indicou ter realizado “de imediato uma análise exaustiva da situação laboral dos TNR da empresa”, iniciando os “procedimentos administrativos pertinentes”, ressalvando que “não irá tolerar” este tipo de comportamento. Manifestando “séria preocupação” face ao revelado pelas autoridades policiais, a DSAL frisou que se as empresas se envolverem em actividades ilegais “serão severamente punidas nos termos da lei”. “Além da revogação imediata das quotas TNR, estarão também sujeitas a multas administrativas, à inibição de futuros pedidos de emprego de quotas e a outras sanções administrativas relacionadas com trabalho ilegal”, foi acrescentado. Ordem e harmonia A DSAL sublinhou ainda que os TNR têm como papel exclusivo complementar a mão-de-obra local, e que nenhuma empresa ou indivíduo pode utilizar as quotas de TNR para benefício pessoal ou a transferi-las ilegalmente, “perturbando a boa ordem do mercado de trabalho de Macau”. A reacção da DSAL foi originada pela investigação da PJ que apurou que dois residentes da RAEM, o dono e o gerente de uma empresa de administração de propriedades, terão criado um esquema para vender quotas para a contratação de TNR. Ambos foram detidos, assim como dois funcionários do Interior da China e sete falsos TNR. Segundo as autoridades, o esquema, que permitiu ganhos indevidos de 1 milhão de renminbis, partia das quotas de TNR pedidas pela empresa, que as vendia a pessoas do Interior para virem para Macau exercer trabalhos por conta própria. A investigação começou em Maio quando um caso de falso emprego entrou no radar das autoridades, além de que os supostos horários de trabalho dos falsos trabalhadores eram incompatíveis com as horas a que passavam a fronteira. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
João Luz Manchete PolíticaIA | Maior aposta em cursos secundários técnico-profissionais Neste ano lectivo, mais escolas de Macau vão ministrar cursos de ensino secundário complementar técnico-profissional relacionados com inteligência artificial. O Governo quer também reforçar as ligações entre escolas e empresas através de “cartas de intenção de cooperação” A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) está a incentivar as escolas do território para criarem cursos de ensino técnico-profissional relacionados com tecnologia inteligente e firmarem relações com o mundo empresarial de forma a garantir a empregabilidade dos alunos do ensino técnico-profissional. Para tal, encorajaram a celebração de cartas de intenções de cooperação entre escolas e empresas, instituições de ensino superior e entidades sectoriais, com o objectivo de desenvolver o currículo técnico-profissional de inteligência artificial mais adequado às necessidades reais do sector. Numa resposta a interpelação de Ho Ion Sang, a directora substituta da DSEDJ Iun Pui Iun garante que no ano lectivo de 2026/2027 há mais escolas a “ministrar cursos de ensino secundário complementar técnico-profissional relacionados com a inteligência artificial”. A responsável salientou que, actualmente, as escolas de Macau estão a organizar, “em cooperação com empresas famosas do Interior da China, cursos técnico-profissionais nas áreas de inteligência científica e tecnológica, e de gestão de informações com inteligência artificial”. Além disso, os alunos vão continuar a ter oportunidades para visitar bases de formação prática de projectos, para testemunhar a aplicação da tecnologia. A matemática da terra A diversificação da economia da RAEM é a principal meta do Governo, e para a qual a educação tem um papel fundamental a desempenhar. Como tal, Iun Pui Iun realçou que desde este ano, as universidades de Macau passaram a ministrar “cursos micro-credenciais nas áreas de tecnologia da informação (inteligência artificial), turismo, convenções e exposições, finanças”. A dirigente da DSEDJ indicou que está prevista a criação de mais cursos vocacionados para outras áreas no futuro. Além disso, para “atender às necessidades de profissionais qualificados impulsionadas pela estratégia de desenvolvimento das indústrias ‘1+4’ de Macau”, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) tem promovido cursos de formação e certificação profissional nos sectores estratégicos. A dirigente da DSEDJ destaca também a implementação do “Plano para aumento de competências digitais e certificação” e do “Plano de formação de pessoal qualificado para o sector de convenções e exposições”, que “estão a alargar-se sucessivamente para domínios como a big health, as finanças modernas e as tecnologias de ponta”.
João Luz Manchete PolíticaConsumo | Governo retoma incentivos no valor de 468 milhões O grande prémio do consumo está de volta a 9 de Outubro, por 10 semanas. A iniciativa mudou de nome, os cupões podem ser gastos logo no dia em que são obtidos e os estabelecimentos aderentes podem acrescentar descontos ou ofertas. Os cupões de desconto têm um valor total de 468 milhões de patacas A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) apresentou ontem a nova ronda do grande prémio do consumo, desta feita designado como “Prémios Consecutivos para o Consumo nas Zonas Comunitárias 2026”. A iniciativa irá decorrer durante 10 semanas, entre 9 de Outubro e 17 de Dezembro e irá oferecer cupões com descontos para o consumo com um valor de 468 milhões de patacas, um aumento face aos cerca de 400 milhões de patacas da última ronda, que decorreu entre Abril e Julho. As principais novidades desta ronda prendem-se com o período em que os cupões de desconto podem ser usados. Compras feitas entre sexta-feira e domingo no valor de, pelo menos, 50 patacas permitem aceder ao sorteio com três tentativas para receber cupões. Estes descontos podem ser gastos entre o dia da sua obtenção e a quinta-feira da semana seguinte, em mais de 20 mil lojas físicas de Macau que os aceitem. Em relação ao valor, os cupões continuam a ter valores nominais de 10, 20, 50, 100 e 200 patacas. A outra novidade anunciada ontem prende-se com o papel dos próprios estabelecimentos aderentes que podem, se assim escolherem, oferecer cupões de desconto imediato (12 patacas para gastos acima de 100 patacas), ou cupões de oferta no consumo (por exemplo, uma bebida ou snack grátis numa refeição que custe mais de 100 patacas). A despesa destes descontos é paga pelos comerciantes. Alargar a todos Na conferência de imprensa que apresentou o programa, o director da DSEDT, Yau Yun Wah, revelou a forma como o Governo concluiu pela promoção destes descontos a cargo dos comerciantes. “Fizemos um inquérito e observámos que muitos comerciantes, sobretudo restaurantes, fornecerem voluntariamente promoções semelhantes ao que estamos a propor. Por isso, incluímos essa prática neste programa, para que os comerciantes se promovam na nossa plataforma”, explicou. Apesar de não estarem incluídos no programa de benefícios electrónicos patrocinados pelos cofres públicos, Yau Yun Wah afirmou esperar que os grandes supermercados e resorts também forneçam voluntariamente os cupões de desconto imediato, ou promoções semelhantes. Yau Yun Wah referiu também que, actualmente, cerca de 600 comerciantes participam no programa, principalmente restaurantes e de lojas de venda a retalho. Quanto à fiscalização desta ronda de incentivos ao consumo, o presidente da Associação Comercial de Macau, Ma Chi Ngai (que coorganiza mais uma vez a iniciativa) argumentou que o poder das redes sociais tem um efeito dissuasor face a possíveis comportamentos censuráveis. “Para os comerciantes, a reputação é importante. Como sabemos, os consumidores partilham frequentemente falhas nas redes sociais. Por isso, acredito que os comerciantes serão prudentes”, indicou. Em relação aos benefícios para idosos e os titulares do Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência, a ronda que começa no próximo mês segue os mesmos moldes da anterior. Os beneficiários vão continuar a poder usufruir do desconto imediato para consumo no valor de 500 patacas através do cartão Macau Pass, obtendo descontos de 50 por cento em compras em lojas ou restaurantes aderentes.
João Luz Manchete PolíticaAdministração | Deland Leong à frente dos institutos Cultural e do Desporto A presidente do Instituto Cultural foi nomeada para liderar, cumulativamente, o Instituto do Desporto. Em relação à fusão dos dois institutos e do Fundo de Desenvolvimento da Cultura numa só entidade, Deland Leong Wai Man revela que deve estar concluída até ao fim do ano A presidente do Instituto Cultural (IC), Deland Leong Wai Man, foi designada para exercer interinamente as funções de presidente do Instituto do Desporto (ID), segundo um despacho assinado pelo Chefe do Executivo publicado ontem no Boletim Oficial. A responsável vai estar à frente do ID a partir do próximo domingo, até 31 de Outubro, sem que haja, para já, indicação de quem assumirá a presidência da entidade a partir de Novembro. Recorde-se que a presidência do ID tem sofrido várias reformulações nos últimos anos. Depois de ter sido dirigido por Pun Weng Kun durante oito anos e meio, até Agosto de 2024, Luís Gomes assumiu a presidência do organismo público que gere o desporto em Macau até há quase exactamente um ano atrás, quando foi nomeado vice-presidente do Fundo de Segurança Social. A dança das cadeiras prosseguiu, com Lei Si Leng a assumir o cargo de presidente interina do ID em Fevereiro deste ano. A nomeação de Deland Leong para exercer as funções de presidente do ID marca a quarta liderança do organismo em pouco mais de dois anos e, face à nomeação que se estende até ao fim do próximo mês, pode estar para breve a escolha de uma nova presidência. Ponto de fusão O despacho assinado por Sam Hou Fai referiu também que Deland Leong será remunerada pela quantia mensal equivalente ao valor do índice 80 da tabela indiciária da função pública, um encargo suportado pelo orçamento do ID. Em Novembro do ano passado, durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2026, Sam Hou Fai indicou que, até ao quarto trimestre deste ano, o Instituto Cultural, Fundo de Desenvolvimento da Cultura e Instituto do Desporto seriam fundidos num só organismo. Deland Leong Wai Man participou ontem no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau onde confirmou que a fusão dos organismos está para breve, entre Outubro e Novembro. A responsável acrescentou que medida irá facilitar os procedimentos em ambas as áreas e que tal não irá prejudicar a organização do Grande Prémio de Macau.
João Luz Manchete SociedadeBolo Lunar | Andy Wu prevê mais de 110 mil visitantes diários O presidente da Associação de Indústria Turística prevê que no fim-de-semana prolongado do Festival do Bolo Lunar, Macau receba diariamente entre 110 e 120 mil visitantes. Andy Wu estima também uma ocupação de taxa hoteleira entre 80 e 90 por cento Com o fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival do Bolo Lunar no horizonte, entre 25 e 27 de Setembro para os turistas do Interior da China, o presidente da Associação de Indústria Turística estima que Macau volte a receber uma enchente de turistas. Andy Wu espera que durante os três dias entrem em Macau uma média diária entre 110 mil e 120 mil visitantes. Em declarações ao jornal Ou Mun, o empresário de agência de turismo lembrou que o território já recebe diariamente cerca de 100 mil turistas, não sendo, portanto, de estranhar que essa fasquia aumente, em particular no sábado, 26, com a possibilidade de o volume ultrapassar as 120 mil pessoas. Em relação à taxa de ocupação hoteleira durante o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu estima uma boa temporada para o sector, com taxas a variar entre 80 e 90 por cento. Apesar de esperar o aumento de volume de turistas, o responsável salientou que este ano não foram lançadas promoções especiais para assinalar o feriado em conjugação com eventos organizados em Macau. Como tal, o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau acaba por ser o principal destaque turístico durante o feriado, facto que não se materializou, para já, em promoções temáticas oferecidas por hotéis. Porém, como ainda falta uma semana e meia até o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu espera que os hotéis da ZAPE tirem partido da localização geográfica para lançar promoções de quartos que permitam assistir ao fogo de artifício. O evento, argumenta, poderá desviar uma parte do fluxo de turistas que normalmente é canalizado para o Cotai, beneficiando os negócios na península. Bons vizinhos Uma questão que se tem colocado cada vez mais sobre a capacidade de atracção turística do Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau é o facto de o evento poder ser visto a partir de Hengqin. A possibilidade de a Ilha da Montanha desviar turistas que normalmente viriam a Macau durante o Festival do Bolo Lunar não preocupa Andy Wu, uma vez que a competitividade de Macau não se esgota no fogo de artifício, ou outros eventos, face aos recursos turísticos abrangentes e encantos exclusivos da cidade. Além disso, Andy Wu considera que entre Macau e Hengqin, não existe uma relação competitiva de tentativa de desviar turistas, mas uma ligação de complementaridade com vantagens para ambos os territórios no âmbito do turismo cultural na Grande Baía.
João Luz Manchete PolíticaCTT | Hutchison renuncia à licença de serviços de telecomunicações O Governo recebeu um pedido da Hutchison, que até ao início do ano operava a rede de telemóveis 3 Macau, de renúncia à licença dos serviços de telecomunicações móveis 4G, com vista à cessação dos serviços de comunicações móveis a partir de 1 de Dezembro Agora é oficial. Depois da venda da operadora de telecomunicações “3” à Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), em Janeiro deste ano, a Hutchison – Telefone (Macau) pediu ao Governo da RAEM a renúncia à sua licença dos serviços de telecomunicações móveis 4G e pretende cessar os serviços de comunicações móveis em Macau a partir de 1 de Dezembro deste ano. A notícia do pedido foi revelada ontem pela Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (CTT), que apontou a situação operacional da Hutchison como justificação para a decisão. “Trata-se de uma decisão comercial tomada autonomamente pela empresa”, sublinharam os CTT. Os CTT acrescentaram que, para salvaguardar os direitos e interesses dos utilizadores, exigiram à Hutchison que elaborasse um plano para assegurar a “transição estável dos serviços”. A entidade pública comprometeu-se ainda em acompanhar de perto o processo de cessação das actividades da empresa de telecomunicações. Foi também recordado aos utilizadores que devem escolher “o mais cedo possível e de acordo com as suas necessidades, uma operadora de telecomunicações adequada para tratar das formalidades de mudança de operadora, por forma a assegurar a utilização normal dos serviços de comunicações”. Tomar o lugar “Durante o período de transição, a Hutchison compromete-se a manter o funcionamento normal dos serviços básicos de comunicações e a prestar informações e apoio aos utilizadores nas suas lojas, das lojas da CTM e da linha de atendimento ao cliente”, é indicado. Os CTT recordam que a Hutchison celebrou um acordo com a CTM para que esta assumisse a prestação de serviços aos clientes da 3, apoiando a “transferência ordenada para a rede da CTM”. Recorde-se que no início do ano a CTM tornou-se a principal accionista da Hutchison Telefone (Macau), num negócio no valor de 110 milhões de dólares de Hong Kong, encerrando mais de duas décadas de operações no mercado de Macau. No comunicado à Bolsa de Valores de Hong Kong onde anunciou o negócio, o presidente da Hutchison Telecom, Canning Fok Kin Ning, afirmava que a venda iria melhorar a rentabilidade nos próximos anos, permitindo redistribuir recursos de forma mais eficaz e simplificar a estrutura operacional. A Hutchison Telecom é uma subsidiária do grupo CK Hutchison Holdings do bilionário de Hong Kong Li Ka-shing.
João Luz Manchete SociedadeSaúde | Quase um terço dos alunos do 1º ao 6º ano sofre de miopia Cerca de 29 por cento dos estudantes de Macau, do 1º ao 6º ano, sofre de miopia e 13,5 por cento de astigmatismo. Os problemas não ficam por aqui: 13,5 por cento têm excesso de peso e 42 por cento sofrem de cáries dentárias. O Governo apelou aos pais para terem em conta a saúde dos filhos Os jovens de Macau não estão muito saudáveis, de acordo com os dados do Programa de Saúde Escolar 2025/2026, anunciados ontem pelos Serviços de Saúde (SS). As autoridades realizaram um estudo alargado, a estudantes de 97 escolas do território, assim como a Escola de Hengqin Afiliada à Escola Secundária Hou Kong, em que participaram 52 mil alunos do 1º ano ao 6º ano de escolaridade. O estudo releva que 13,5 por cento dos estudantes inquiridos tem excesso de peso, incluindo casos de obesidade. Do universo de jovens com peso a mais, 13,3 por cento sofre de uma doente de pele (acantose nigricans) que está associada ao risco de diabetes ou doenças cardiovasculares precoces. Os SS partilharam ainda um estudo do Hospital Kiang Wu a jovens do ensino secundário, que revela que 18,8 por cento dos alunos do 7º ao 9º ano também têm excesso de peso, enquanto 8,8 por cento sofre de má nutrição. Os dados do Hospital Kiang Wu resultaram de consultas a 546 jovens. Os resultados do Programa de Saúde Escolar 2025/2026 revelam que os problemas de visão constituem uma das situações mais prevalentes entre os jovens inquiridos. Pouco mais de 29 por cento tem miopia, o que representa cerca de 14.200 jovens, enquanto 13,5 por cento sofre de astigmatismo, mais de 7.000 alunos. Doces chatices Entre os 52.000 alunos que participaram no estudo, 37.000 não usam óculos, apesar de 22,6 por cento sofrerem de problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo, percentagem que corresponde a 8.385 alunos. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a equipa que conduziu o estudo referiu que os problemas de visão estão a afectar alunos cada vez mais jovens, e tendem a agravar-se com a idade. Por exemplo, o número de estudantes com miopia duplica do 2º ano para o 4º ano de escolaridade. Face a esta realidade, as autoridades apelaram aos pais para levarem os filhos a consultas de oftalmologia para encontrar soluções que corrijam problemas de visão o mais precocemente possível. O inquérito demonstra ainda que entre os alunos do 3º e 5º de escolaridade, 42,3 por cento têm cáries dentárias, proporção que representa 5.214 estudantes. Em relação à triagem auditiva, os resultados não foram tão desanimadores. Os SS indicaram que entre os alunos do 1º ano os problemas auditivos afectam 0,16 por cento das crianças (seis), enquanto no 3º ano a percentagem sobe para 1 por cento (48 alunos). As autoridades indicaram que estas crianças foram encaminhadas para acompanhamento de especialidade médica. Foi também referido que 3,2 por cento dos alunos do 5º ano sobre de problemas de coluna, o equivalente a 207 jovens. As autoridades de saúde não explicaram a razão para os resultados serem apresentados de forma escalonada e não global. Porém, apelaram aos pais para tomarem atenção à saúde dos filhos, aconselhando que façam, pelo menos, uma hora de exercício físico por dia, e o tempo em frente a ecrãs limitado a duas horas por dia.
João Luz Manchete PolíticaHengqin | Arrancou construção de novo centro meteorológico nacional Começou ontem a construção do Centro Internacional de Intercâmbio de Dados do Sistema Terrestre, em Hengqin, a primeira instituição do género a nível nacional que irá monitorizar desastres naturais e emitir alertas. O centro deverá começar a operar na capacidade máxima daqui a seis anos Foi ontem oficialmente lançada a construção do primeiro Centro Internacional de Intercâmbio de Dados do Sistema Terrestre do País (Macau), em Hengqin, construído em conjunto pela Administração Meteorológica da China, o Governo da RAEM e o Executivo da zona de cooperação aprofundada em Hengqin. O centro irá funcionar numa base de cooperação científica e tecnológica no domínio da meteorologia entre o Interior da China e Macau, com o objectivo de monitorizar desastres naturais, lançar alertas de forma mais atempada e aperfeiçoar previsões meteorológicas. Foi ontem também assinado um acordo-quadro de cooperação entre Macau, Hengqin e a Administração Meteorológica da China, que estabelece um período de construção de três anos, e mais três anos até que o centro esteja a operar na sua capacidade máxima. A expressão “sistema terrestre” refere-se ao estudo da litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera, e, segundo um comunicado emitido ontem pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) o centro “visa promover o desenvolvimento e a utilização do ecossistema de elementos de dados, criar uma ponte de cooperação para dados do sistema terrestre, construir uma plataforma de abertura ao exterior de alto nível”. O centro terá também como metas “impulsionar a exportação de produtos de dados de elevada qualidade e capacidades de serviço, formando um mercado unificado para elementos de dados do sistema terrestre na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. O novo petróleo O director da Administração Meteorológica da China, Chen Zhenlin, destacou que este será “o primeiro centro de intercâmbio de dados construído pela Administração Meteorológica da China no âmbito da sua implementação global”. As autoridades referem que “os dados do sistema terrestre, enquanto ‘novo petróleo’ da era inteligente, possuem vantagens únicas de cobertura global, penetração contínua e disponibilidade permanente. Ao associarem-se e integrarem-se com uma vasta gama de cenários de produção e da vida quotidiana, tornam-se progressivamente um elemento de produção fulcral e um recurso estratégico fundamental para sustentar o desenvolvimento da economia digital”.
João Luz Manchete SociedadeTrânsito | CPSP vai recolher dados 3D para analisar acidentes A polícia espera introduzir em breve câmaras que analisam dados em três dimensões para apurar causas de acidentes rodoviários. Entre Janeiro e Agosto, foram instaurados mais de 870 processos por não concessão de prioridade em passadeiras, quase o dobro no mesmo período de 2025 As autoridades policiais estão investidas na resolução de um dos problemas que tem provocado mais preocupações nos últimos tempos: a sinistralidade rodoviária e os atropelamentos nas ruas de Macau. O segundo-comandante substituto do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), Wong Kim Hong, afirmou ontem que serão instalados brevemente câmaras com scanners 3D que recolhem dados tridimensionais para análise e apuramento das causas de acidentes. Esta será mais uma ferramenta que as autoridades policiais vão poder usar para produzir relatórios de análise a pontos críticos em termos de sinistralidade na rede rodoviária para entregar à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. Estes relatórios podem conter sugestões, como a remoção de passadeiras, como já aconteceu no cruzamento da Avenida de Almeida Ribeiro e da Rua do Visconde Paço de Arcos, e noutros locais críticos para peões. Em declaração no programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, o representante do CPSP afirmou que entre Janeiro e Agosto deste ano, foram instaurados mais de 870 processos por não concessão de prioridade a peões em passadeiras, volume que representa quase o dobro face aos mesmo período de 2025. O arco-íris Outra novidade avançada por Wong Kim Hong, diz respeito à passagem fronteiriça de veículos de Macau para Hengqin. O dirigente do CPSP referiu que as autoridades estão a testar um modelo de controlo através de reconhecimento da íris e facial. A tecnologia, ainda em fase experimental, irá permitir aos condutores atravessarem a fronteira para Hengqin sem terem de sair do automóvel. A medida faz parte de um plano de modernização de controlo fronteiriço que deverá ser instalada em todas as 30 faixas da fronteira entre Macau e Hengqin. Wong Kim Hong indicou aos microfones da emissora pública que o objectivo das autoridades é ter esta tecnologia a funcionar plenamente até ao fim de 2027. O responsável acrescentou que nos postos fronteiriços de Qingmao, Hengqin e Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau, todos os 204 canais de auto-atendimento inteligente com reconhecimento facial registaram a passagem de mais de 600 mil pessoas entre Janeiro e Agosto deste ano.
João Luz Editorial VozesEditorial – Mudança de direcção Um homem muito mais sábio do que nós disse há muito tempo que aquilo que somos é a soma do que fazemos repetidamente. O que fazemos é, de certa forma, o que somos. Uma máxima cruelmente parafraseada que nos resume com precisão cirúrgica: um jornal diário de Macau, em português, que comemora 25 anos de resistência, tinta e palavra impressa. Nesta terra de contínuas metamorfoses, que acumula novas eras e fases a uma velocidade vertiginosa, iniciamos hoje uma nova direcção e plural edição. Há 25 anos, o fundador do Hoje Macau, Carlos Morais José, construiu com rigor e audácia as bases sólidas de um projecto que sempre se focou em testemunhar, registar e narrar a história quotidiana da Macau. Esta permanece a nossa missão inabalável e esperamos honrar sempre esta herança. O nosso propósito fundamental é manter viva a portugalidade, a matriz da nossa língua e o valioso legado histórico e cultural que confere a Macau as especificidades de uma cidade verdadeiramente única no mundo, sem nunca tirarmos os olhos da evolução constante e do pulsar desta China que nos abraça. Nada disto, porém, seria possível sem a equipa que move esta redacção dia após dia com enorme dedicação e que recusa o caminho mais fácil na hora de informar os nossos leitores. É com este espírito que assumimos o dever de ser um espaço de acolhimento que dá voz activa a todas as comunidades de Macau — das mais antigas às mais recentes, sem excepções ou preconceitos. Também não esquecemos a nossa missão de relatar o dia-a-dia de Macau para todas as comunidades. Guiados sempre pela bússola inflexível da independência, da imparcialidade e do posicionamento singular de Macau no mundo, renovamos hoje o compromisso solene com o nosso léxico jornalístico mais puro: manter um olhar mordaz, acutilante e humorístico, envelopado num design arrojado e original que nos caracteriza desde o primeiríssimo número, até esta bonita e simbólica data de um quarto de século. Venham mais 25 de uma assentada que eu escrevo já.
João Luz Manchete PolíticaHengqin | Universidades da RAEM vão trabalhar em rede no novo campus As três universidades de Macau vão operar em rede no novo campus na Ilha da Montanha, com os estudantes a poderem inscrever-se em disciplinas das diferentes universidades. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, presidiu ontem à abertura oficial do ano lectivo no campus de Hengqin Arrancou oficialmente o ano lectivo no campus universitário em Hengqin, com a cerimónia de inauguração a contar com a participação do Chefe do Executivo, das secretárias para os Assuntos Sociais e Cultura e para a Economia e Finanças, o director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, entre outros titulares de cargos de departamentos públicos. Recorde-se que a primeira fase do novo campus universitário de Hengqin já começou a funcionar, com a Universidade Politécnica, a Universidade de Macau e a Universidade de Turismo a oferecer cursos de pós-graduação para mais de 1.450 alunos. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, destacou que as três instituições de ensino superior público vão operar em rede no campus da Ilha da Montanha. A cooperação entre as três universidades irá permitir aos estudantes escolherem os seus planos académicos, combinando disciplinas leccionadas nas três universidades. “Neste semestre, os estudantes do campus vão poder assistir a aulas de disciplinas de outras universidades”, na qualidade apenas de assistentes”, nas até ao próximo ano, poderão também frequentar disciplinas de outras universidades”, indicou O Lam. A secretária afirmou também que as três universidades de Macau presentes no campus de Hengqin vão disponibilizar cursos de “micro-especialização”, a alunos inscritos numa das instituições, que vão contar para os créditos. “Esperamos que, através deste modelo de partilha de cursos e desenvolvimento conjunto de especializações, as três universidades possam tirar partido dos seus recursos disciplinares vantajosos para formar em conjunto talentos interdisciplinares”, apontou a governante. Ir mais além O Lam realçou que o campus universitário “não é apenas uma extensão do espaço educativo das instituições de ensino superior de Macau”, mas também uma plataforma internacional de ciência e educação enraizada na Grande Baía, com ligações ao mundo. “Tendo a internacionalização como objectivo, a Cidade Universitária introduz continuamente recursos internacionais de ensino e investigação, empenhando-se em promover a internacionalização da formação de talentos, da investigação científica e do intercâmbio tecnológico”, afirmou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, acrescentando que o campus irá concretizar o conceito “estudar no estrangeiro sem sair de casa”. O Lam sublinhou o foco educativo nas ciências, engenharias e nas “áreas interdisciplinares e de disciplinas de vanguarda”. Além disso, deixou uma mensagem aos estudantes para que “façam bom uso dos recursos da plataforma aberta e partilhada da Cidade Universitária”, “aproveitem as oportunidades da educação internacionalizada.” A secretária aconselhou os alunos a cultivarem “um forte sentido de responsabilidade nacional”, integrando os “ideais pessoais no desenvolvimento global do país”.
João Luz Manchete SociedadeIAM | Lançado alerta para noodles com formaldeído O Instituto para os Assuntos Municipais emitiu um alerta à população para não consumir noodles pré-embalados da marca Hsin Tung Yang Rice Noodles. As autoridades sanitárias de Hong Kong encontraram formaldeído, a substância que esteve na base de um escândalo com couves em Hebei O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) lançou no domingo à noite um alerta para uma análise feita em Hong Kong que detectou a presença de vestígios de formaldeído numa amostra de noodles de arroz pré-embalado. Num comunicado emitido apenas em chinês, o IAM mostrou-se “profundamente preocupado com o incidente e emitiu imediatamente um alerta à indústria alimentar local e enviou pessoal para inspeccionar o mercado para impedir que o produto circule em Macau”. Além disso, foi pedido às empresas importadoras que tenham lotes do produto que parem imediatamente seu o fornecimento e venda e apelado ao público para não consumir os noddles de arroz em questão. O produto onde foi detectado formaldeído são embalagens de 300 gramas de Hsin Tung Yang Rice Noodles, com data de validade de 10 de Abril de 2029, originárias de Taiwan. O comunicado do IAM surge cerca de 24 horas depois de um comunicado do Executivo de Hong Kong ter informado que o Centro da Segurança Alimentar, do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental, encontrou numa amostra do produto em questão formaldeído num nível de 12 partes por milhão. Lotes retirados O formaldeído é um produto químico industrial que, por vezes, é utilizado indevidamente como conservante alimentar e agente branqueador no processamento de alimentos. “Embora a Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifique o formaldeído um carcinogéneo do Grupo 1, essa classificação aplica-se apenas ao formaldeído ingerido por inalação”. Como tal, não é previsível que o nível detectado “tenha efeitos adversos para a saúde em condições normais de consumo”, indica o IAM. Porém, enquanto medida de precaução, o IAM instou o público a parar imediatamente de consumir produtos do lote afectado. O IAM assegurou ainda que irá monitorizar a situação e prevenir que os noddles em questão sejam comercializados. Na semana passada, a China foi abalada por um escândalo depois de ter sido publicado um vídeo nas redes sociais onde se viam trabalhadores a mergulhar couves numa solução de formaldeído antes de serem colocadas num camião. O vídeo foi declarado verídico pelas autoridades, que lançaram uma investigação a partir da propriedade onde foi filmado o vídeo, na província de Hebei. Também na semana passada, o IAM confirmou que Macau não importou vegetais dessa zona.
João Luz Manchete SociedadeAreia Preta | Rendas de habitação temporária entre 3.430 e 9.240 patacas As rendas das fracções de habitação temporária, nos blocos construídos no terreno que estava destinado ao Pearl Horizon, variam entre 3.430 e 9.240 patacas, consoante a tipologia, área, piso e orientação solar. O despacho que fixou as rendas estipula que estas serão revistas de dois em dois anos Um ano e meio depois de concluídas as obras de construção das torres de habitação temporária no Lote P na Areia Preta, no antigo terreno do Pearl Horizon, o Governo divulgou as rendas das fracções dos dois edifícios. Segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, assinado pelo Chefe do Executivo, as rendas dos 2.803 apartamentos variam entre 3.430 e as 9.240 patacas. No despacho assinado por Sam Hou Fai é referido que os “valores concretos das rendas das fracções” são fixados tendo em consideração a área bruta de utilização, a tipologia, a localização do piso e a orientação solar. No Edifício Ut Koi, que ocupa a parcela B do terreno onde nasceu o complexo habitacional, a renda mensal mais barata é de 5.090 patacas, por um T1 entre 50,5 e 53 metros quadrados de área bruta, enquanto a mais cara tem o valor 9.240 patacas por um T3 com área bruta entre 100 e 102,4 metros quadrados. Neste edifício, os apartamentos T1 têm rendas entre 5.090 e 5.750 patacas, enquanto os T2 no bloco 1 têm rendas entre 6.200 e 7.050 patacas. No bloco 2 do Edifício Ut Koi, as rendas são ligeiramente mais baratas, entre 6.180 e 6.870 patacas. Já os T3 têm rendas entre 8.170 e 8.730 patacas no bloco 1 e 8.470 a 9.240 patacas no bloco 2. Mesmo ali ao lado Por sua vez, o Edifício Lok Koi, na parcela C do terreno, têm três tipologias disponíveis: estúdios, T1 e T2, divididos entre seis blocos. O estúdio mais barato custa 3.430. patacas por mês e tem uma área bruta de pouco mais de 30 metros quadrados. Os estúdios no Lok Koi têm rendas que vão até às 4.050 patacas mensais, por uma fracção com 33,1 metros quadrados. Em relação aos T1, as rendas dos apartamentos, distribuídos entre as seis torres, custam entre 4.600 patacas e 5.980 patacas, por fracções com áreas brutas entre 44,2 e 53,2 metros quadrados. Já as fracções T2 têm rendas fixadas entre 5.940 e 7.310 metros quadrados, para apartamentos que vão de 64,4 a 71,6 metros quadrados de área bruta. O despacho publicado ontem estipula que as rendas sejam revistas obrigatoriamente a cada dois anos. O terreno que estava destinado ao complexo do Pearl Horizon ficou com duas parcelas para habitação temporária para moradores de prédios sujeitos a renovação urbana, enquanto a outra parcela foi entregue a lesados do caso judicial que acabou com a condenação da Polytex ao pagamento de 91,2 milhões de dólares de Hong Kong a compradores de fracções.
João Luz Manchete SociedadeTaipa | Leong Hong Sai quer mais centros e postos de saúde O deputado defende a construção de mais centros de saúde na Taipa, na zona central, perto do Jockey Club e na Taipa Velha. Leong Hong Sai argumenta que face à densidade populacional da Taipa, o acesso a serviços de saúde é fraco, mesmo com a actualização do plano de ordenamento urbanístico Leong Hong Sai considera que a Taipa tem falta de centros e postos de saúde, apesar de a actualização do Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa prever um terreno para a construção de um centro de saúde. Numa interpelação escrita divulgada na sexta-feira, o deputado dos Moradores defende a necessidade de construir centros de saúde ou postos de saúdes nas proximidades da zona central, nas imediações do Jockey Club, assim como na Taipa Velha. Citando o princípio do ciclo de vida de 15 minutos, previsto no planeamento urbanístico do Governo, de que os residentes deveriam conseguir deslocar-se a pé a um centro de saúde em 15 minutos, Leong Hong Sai realça que meta está longe de ser uma realidade na Taipa. O deputado argumentou que a Taipa tem mais de 100 mil habitantes, sendo um dos distritos mais densamente povoados de Macau. No entanto, a ilha é apenas servida por duas instituições públicas de saúde, o Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e o Centro de Saúde dos Jardins do Oceano na zona. “É necessário continuar a melhorar as actuais instalações para responder de forma rápida ao aumento da procura de serviços médicos devido ao crescimento e envelhecimento da população,” lê-se na interpelação escrita. Brasa e sardinha O deputado dos Moradores também sugeriu que o Governo pode tomar como referência o modelo de “Comunidade Saudável” estabelecido no Edifício do Bairro da Ilha Verde, na zona norte da península de Macau. O modela assenta na colaboração entre os Serviços de Saúde e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau para fornecer cuidados médicos gratuitos a residentes com doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites. O deputado pergunta ao Executivo se pode “criar postos de saúde temporários ou clínicas móveis em algumas zonas da Taipa onde faltam recursos médicos”, e se pode “prolongar o horário de atendimento nocturno e ao fim-de-semana nos Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e dos Jardins do Oceano”. Quanto ao centro de saúde da Taipa que o Governo está a planear, Leong Hong Sai perguntou se a configuração será baseada nos serviços especializados dos centros de saúde de Macau, optimizados segundo a estrutura de idades da população da zona. Leong Hong Sai defende que a nova instalação deve operar em coordenação com os centros de saúde já existentes na ilha, para não repetir serviços e ter uma melhor cobertura.
João Luz Manchete SociedadeEnsino | Autoridades preparam início do ano lectivo Na terça-feira começam as aulas em 80 por cento das escolas de Macau. Autocarros vão reforçar frequências nas horas de ponta e estacionamentos perto de escolas serão convertidos em pontos de tomada e largada de passageiros. A DSEDJ promete também aprofundar o nacionalismo e a educação sobre segurança nacional Cerca de 80 por cento das escolas secundárias, primárias e infantis de Macau iniciam as aulas oficialmente a 1 de Setembro, ou seja, na próxima terça-feira. Para que o regresso à escola de milhares de alunos decorra sem problemas, as direcções dos serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) reuniram para garantir a segurança e mobilidade sem contratempos de professores, alunos e encarregados de educação. As concessionárias de autocarros e o Metro Ligeiro também participaram e comprometeram-se em aumentar as frequências nas horas de ponta e a reforçar o pessoal que mantem a ordem nas paragens e orienta o fluxo de passageiros. Está previsto que nos períodos de maior afluência, os autocarros aumentem as frequências entre 10 e 15 por cento. Além disso, algumas carreiras de autocarros foram substituídas por viaturas de maior dimensão para aumentar a capacidade de transporte. Para assegurar a fluidez do trânsito, o CPSP vai converter na próxima semana alguns lugares de estacionamento junto a escolas em zonas temporárias de tomada e largada de passageiros. Será também reforçada a presença de agentes nos principais cruzamentos de maior congestionamento durante os períodos de entrada e saída das escolas para orientar e agilizar o trânsito. A DSEDJ também coordenou com escolas a “adopção de horários de início das aulas escalonados, na medida do possível, e o destacamento de pessoal junto às portas das escolas para prestar assistência aos estudantes no acesso aos recintos escolares”. Prato do dia Numa reunião de trabalho sobre o arranque do ano lectivo, o director da DSEDJ, Kong Chi Meng, frisou que o 3.º plano quinquenal da RAEM estabelece que em termos educativos os focos serão o fomento da moralidade e talento, o aprofundamento do nacionalismo e da educação sobre segurança nacional. Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pela DSEDJ, as escolas devem procurar cultivar talentos que favoreceram as políticas de diversificação económica e o desenvolvimento dos quatro sectores prioritários. O responsável garantiu que o sistema de ensino continuará a ter uma abordagem centrada em torno do aluno, promovendo a saúde física e mental e o desenvolvimento holístico dos jovens. Como este ano marca o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o 90.º aniversário da “Vitória da Grande Marcha do Exército Vermelho do Povo Chinês”, a DSEDJ preparou materiais educativos e actividades para “reforçar a consciência nacional e o sentido de responsabilidade histórica dos alunos”.