João Luz Manchete PolíticaConsumo | Governo retoma incentivos no valor de 468 milhões O grande prémio do consumo está de volta a 9 de Outubro, por 10 semanas. A iniciativa mudou de nome, os cupões podem ser gastos logo no dia em que são obtidos e os estabelecimentos aderentes podem acrescentar descontos ou ofertas. Os cupões de desconto têm um valor total de 468 milhões de patacas A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) apresentou ontem a nova ronda do grande prémio do consumo, desta feita designado como “Prémios Consecutivos para o Consumo nas Zonas Comunitárias 2026”. A iniciativa irá decorrer durante 10 semanas, entre 9 de Outubro e 17 de Dezembro e irá oferecer cupões com descontos para o consumo com um valor de 468 milhões de patacas, um aumento face aos cerca de 400 milhões de patacas da última ronda, que decorreu entre Abril e Julho. As principais novidades desta ronda prendem-se com o período em que os cupões de desconto podem ser usados. Compras feitas entre sexta-feira e domingo no valor de, pelo menos, 50 patacas permitem aceder ao sorteio com três tentativas para receber cupões. Estes descontos podem ser gastos entre o dia da sua obtenção e a quinta-feira da semana seguinte, em mais de 20 mil lojas físicas de Macau que os aceitem. Em relação ao valor, os cupões continuam a ter valores nominais de 10, 20, 50, 100 e 200 patacas. A outra novidade anunciada ontem prende-se com o papel dos próprios estabelecimentos aderentes que podem, se assim escolherem, oferecer cupões de desconto imediato (12 patacas para gastos acima de 100 patacas), ou cupões de oferta no consumo (por exemplo, uma bebida ou snack grátis numa refeição que custe mais de 100 patacas). A despesa destes descontos é paga pelos comerciantes. Alargar a todos Na conferência de imprensa que apresentou o programa, o director da DSEDT, Yau Yun Wah, revelou a forma como o Governo concluiu pela promoção destes descontos a cargo dos comerciantes. “Fizemos um inquérito e observámos que muitos comerciantes, sobretudo restaurantes, fornecerem voluntariamente promoções semelhantes ao que estamos a propor. Por isso, incluímos essa prática neste programa, para que os comerciantes se promovam na nossa plataforma”, explicou. Apesar de não estarem incluídos no programa de benefícios electrónicos patrocinados pelos cofres públicos, Yau Yun Wah afirmou esperar que os grandes supermercados e resorts também forneçam voluntariamente os cupões de desconto imediato, ou promoções semelhantes. Yau Yun Wah referiu também que, actualmente, cerca de 600 comerciantes participam no programa, principalmente restaurantes e de lojas de venda a retalho. Quanto à fiscalização desta ronda de incentivos ao consumo, o presidente da Associação Comercial de Macau, Ma Chi Ngai (que coorganiza mais uma vez a iniciativa) argumentou que o poder das redes sociais tem um efeito dissuasor face a possíveis comportamentos censuráveis. “Para os comerciantes, a reputação é importante. Como sabemos, os consumidores partilham frequentemente falhas nas redes sociais. Por isso, acredito que os comerciantes serão prudentes”, indicou. Em relação aos benefícios para idosos e os titulares do Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência, a ronda que começa no próximo mês segue os mesmos moldes da anterior. Os beneficiários vão continuar a poder usufruir do desconto imediato para consumo no valor de 500 patacas através do cartão Macau Pass, obtendo descontos de 50 por cento em compras em lojas ou restaurantes aderentes.
João Luz Manchete PolíticaAdministração | Deland Leong à frente dos institutos Cultural e do Desporto A presidente do Instituto Cultural foi nomeada para liderar, cumulativamente, o Instituto do Desporto. Em relação à fusão dos dois institutos e do Fundo de Desenvolvimento da Cultura numa só entidade, Deland Leong Wai Man revela que deve estar concluída até ao fim do ano A presidente do Instituto Cultural (IC), Deland Leong Wai Man, foi designada para exercer interinamente as funções de presidente do Instituto do Desporto (ID), segundo um despacho assinado pelo Chefe do Executivo publicado ontem no Boletim Oficial. A responsável vai estar à frente do ID a partir do próximo domingo, até 31 de Outubro, sem que haja, para já, indicação de quem assumirá a presidência da entidade a partir de Novembro. Recorde-se que a presidência do ID tem sofrido várias reformulações nos últimos anos. Depois de ter sido dirigido por Pun Weng Kun durante oito anos e meio, até Agosto de 2024, Luís Gomes assumiu a presidência do organismo público que gere o desporto em Macau até há quase exactamente um ano atrás, quando foi nomeado vice-presidente do Fundo de Segurança Social. A dança das cadeiras prosseguiu, com Lei Si Leng a assumir o cargo de presidente interina do ID em Fevereiro deste ano. A nomeação de Deland Leong para exercer as funções de presidente do ID marca a quarta liderança do organismo em pouco mais de dois anos e, face à nomeação que se estende até ao fim do próximo mês, pode estar para breve a escolha de uma nova presidência. Ponto de fusão O despacho assinado por Sam Hou Fai referiu também que Deland Leong será remunerada pela quantia mensal equivalente ao valor do índice 80 da tabela indiciária da função pública, um encargo suportado pelo orçamento do ID. Em Novembro do ano passado, durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2026, Sam Hou Fai indicou que, até ao quarto trimestre deste ano, o Instituto Cultural, Fundo de Desenvolvimento da Cultura e Instituto do Desporto seriam fundidos num só organismo. Deland Leong Wai Man participou ontem no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau onde confirmou que a fusão dos organismos está para breve, entre Outubro e Novembro. A responsável acrescentou que medida irá facilitar os procedimentos em ambas as áreas e que tal não irá prejudicar a organização do Grande Prémio de Macau.
João Luz Manchete SociedadeBolo Lunar | Andy Wu prevê mais de 110 mil visitantes diários O presidente da Associação de Indústria Turística prevê que no fim-de-semana prolongado do Festival do Bolo Lunar, Macau receba diariamente entre 110 e 120 mil visitantes. Andy Wu estima também uma ocupação de taxa hoteleira entre 80 e 90 por cento Com o fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival do Bolo Lunar no horizonte, entre 25 e 27 de Setembro para os turistas do Interior da China, o presidente da Associação de Indústria Turística estima que Macau volte a receber uma enchente de turistas. Andy Wu espera que durante os três dias entrem em Macau uma média diária entre 110 mil e 120 mil visitantes. Em declarações ao jornal Ou Mun, o empresário de agência de turismo lembrou que o território já recebe diariamente cerca de 100 mil turistas, não sendo, portanto, de estranhar que essa fasquia aumente, em particular no sábado, 26, com a possibilidade de o volume ultrapassar as 120 mil pessoas. Em relação à taxa de ocupação hoteleira durante o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu estima uma boa temporada para o sector, com taxas a variar entre 80 e 90 por cento. Apesar de esperar o aumento de volume de turistas, o responsável salientou que este ano não foram lançadas promoções especiais para assinalar o feriado em conjugação com eventos organizados em Macau. Como tal, o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau acaba por ser o principal destaque turístico durante o feriado, facto que não se materializou, para já, em promoções temáticas oferecidas por hotéis. Porém, como ainda falta uma semana e meia até o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu espera que os hotéis da ZAPE tirem partido da localização geográfica para lançar promoções de quartos que permitam assistir ao fogo de artifício. O evento, argumenta, poderá desviar uma parte do fluxo de turistas que normalmente é canalizado para o Cotai, beneficiando os negócios na península. Bons vizinhos Uma questão que se tem colocado cada vez mais sobre a capacidade de atracção turística do Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau é o facto de o evento poder ser visto a partir de Hengqin. A possibilidade de a Ilha da Montanha desviar turistas que normalmente viriam a Macau durante o Festival do Bolo Lunar não preocupa Andy Wu, uma vez que a competitividade de Macau não se esgota no fogo de artifício, ou outros eventos, face aos recursos turísticos abrangentes e encantos exclusivos da cidade. Além disso, Andy Wu considera que entre Macau e Hengqin, não existe uma relação competitiva de tentativa de desviar turistas, mas uma ligação de complementaridade com vantagens para ambos os territórios no âmbito do turismo cultural na Grande Baía.
João Luz Manchete PolíticaCTT | Hutchison renuncia à licença de serviços de telecomunicações O Governo recebeu um pedido da Hutchison, que até ao início do ano operava a rede de telemóveis 3 Macau, de renúncia à licença dos serviços de telecomunicações móveis 4G, com vista à cessação dos serviços de comunicações móveis a partir de 1 de Dezembro Agora é oficial. Depois da venda da operadora de telecomunicações “3” à Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), em Janeiro deste ano, a Hutchison – Telefone (Macau) pediu ao Governo da RAEM a renúncia à sua licença dos serviços de telecomunicações móveis 4G e pretende cessar os serviços de comunicações móveis em Macau a partir de 1 de Dezembro deste ano. A notícia do pedido foi revelada ontem pela Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (CTT), que apontou a situação operacional da Hutchison como justificação para a decisão. “Trata-se de uma decisão comercial tomada autonomamente pela empresa”, sublinharam os CTT. Os CTT acrescentaram que, para salvaguardar os direitos e interesses dos utilizadores, exigiram à Hutchison que elaborasse um plano para assegurar a “transição estável dos serviços”. A entidade pública comprometeu-se ainda em acompanhar de perto o processo de cessação das actividades da empresa de telecomunicações. Foi também recordado aos utilizadores que devem escolher “o mais cedo possível e de acordo com as suas necessidades, uma operadora de telecomunicações adequada para tratar das formalidades de mudança de operadora, por forma a assegurar a utilização normal dos serviços de comunicações”. Tomar o lugar “Durante o período de transição, a Hutchison compromete-se a manter o funcionamento normal dos serviços básicos de comunicações e a prestar informações e apoio aos utilizadores nas suas lojas, das lojas da CTM e da linha de atendimento ao cliente”, é indicado. Os CTT recordam que a Hutchison celebrou um acordo com a CTM para que esta assumisse a prestação de serviços aos clientes da 3, apoiando a “transferência ordenada para a rede da CTM”. Recorde-se que no início do ano a CTM tornou-se a principal accionista da Hutchison Telefone (Macau), num negócio no valor de 110 milhões de dólares de Hong Kong, encerrando mais de duas décadas de operações no mercado de Macau. No comunicado à Bolsa de Valores de Hong Kong onde anunciou o negócio, o presidente da Hutchison Telecom, Canning Fok Kin Ning, afirmava que a venda iria melhorar a rentabilidade nos próximos anos, permitindo redistribuir recursos de forma mais eficaz e simplificar a estrutura operacional. A Hutchison Telecom é uma subsidiária do grupo CK Hutchison Holdings do bilionário de Hong Kong Li Ka-shing.
João Luz Manchete SociedadeSaúde | Quase um terço dos alunos do 1º ao 6º ano sofre de miopia Cerca de 29 por cento dos estudantes de Macau, do 1º ao 6º ano, sofre de miopia e 13,5 por cento de astigmatismo. Os problemas não ficam por aqui: 13,5 por cento têm excesso de peso e 42 por cento sofrem de cáries dentárias. O Governo apelou aos pais para terem em conta a saúde dos filhos Os jovens de Macau não estão muito saudáveis, de acordo com os dados do Programa de Saúde Escolar 2025/2026, anunciados ontem pelos Serviços de Saúde (SS). As autoridades realizaram um estudo alargado, a estudantes de 97 escolas do território, assim como a Escola de Hengqin Afiliada à Escola Secundária Hou Kong, em que participaram 52 mil alunos do 1º ano ao 6º ano de escolaridade. O estudo releva que 13,5 por cento dos estudantes inquiridos tem excesso de peso, incluindo casos de obesidade. Do universo de jovens com peso a mais, 13,3 por cento sofre de uma doente de pele (acantose nigricans) que está associada ao risco de diabetes ou doenças cardiovasculares precoces. Os SS partilharam ainda um estudo do Hospital Kiang Wu a jovens do ensino secundário, que revela que 18,8 por cento dos alunos do 7º ao 9º ano também têm excesso de peso, enquanto 8,8 por cento sofre de má nutrição. Os dados do Hospital Kiang Wu resultaram de consultas a 546 jovens. Os resultados do Programa de Saúde Escolar 2025/2026 revelam que os problemas de visão constituem uma das situações mais prevalentes entre os jovens inquiridos. Pouco mais de 29 por cento tem miopia, o que representa cerca de 14.200 jovens, enquanto 13,5 por cento sofre de astigmatismo, mais de 7.000 alunos. Doces chatices Entre os 52.000 alunos que participaram no estudo, 37.000 não usam óculos, apesar de 22,6 por cento sofrerem de problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo, percentagem que corresponde a 8.385 alunos. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a equipa que conduziu o estudo referiu que os problemas de visão estão a afectar alunos cada vez mais jovens, e tendem a agravar-se com a idade. Por exemplo, o número de estudantes com miopia duplica do 2º ano para o 4º ano de escolaridade. Face a esta realidade, as autoridades apelaram aos pais para levarem os filhos a consultas de oftalmologia para encontrar soluções que corrijam problemas de visão o mais precocemente possível. O inquérito demonstra ainda que entre os alunos do 3º e 5º de escolaridade, 42,3 por cento têm cáries dentárias, proporção que representa 5.214 estudantes. Em relação à triagem auditiva, os resultados não foram tão desanimadores. Os SS indicaram que entre os alunos do 1º ano os problemas auditivos afectam 0,16 por cento das crianças (seis), enquanto no 3º ano a percentagem sobe para 1 por cento (48 alunos). As autoridades indicaram que estas crianças foram encaminhadas para acompanhamento de especialidade médica. Foi também referido que 3,2 por cento dos alunos do 5º ano sobre de problemas de coluna, o equivalente a 207 jovens. As autoridades de saúde não explicaram a razão para os resultados serem apresentados de forma escalonada e não global. Porém, apelaram aos pais para tomarem atenção à saúde dos filhos, aconselhando que façam, pelo menos, uma hora de exercício físico por dia, e o tempo em frente a ecrãs limitado a duas horas por dia.
João Luz Manchete PolíticaHengqin | Arrancou construção de novo centro meteorológico nacional Começou ontem a construção do Centro Internacional de Intercâmbio de Dados do Sistema Terrestre, em Hengqin, a primeira instituição do género a nível nacional que irá monitorizar desastres naturais e emitir alertas. O centro deverá começar a operar na capacidade máxima daqui a seis anos Foi ontem oficialmente lançada a construção do primeiro Centro Internacional de Intercâmbio de Dados do Sistema Terrestre do País (Macau), em Hengqin, construído em conjunto pela Administração Meteorológica da China, o Governo da RAEM e o Executivo da zona de cooperação aprofundada em Hengqin. O centro irá funcionar numa base de cooperação científica e tecnológica no domínio da meteorologia entre o Interior da China e Macau, com o objectivo de monitorizar desastres naturais, lançar alertas de forma mais atempada e aperfeiçoar previsões meteorológicas. Foi ontem também assinado um acordo-quadro de cooperação entre Macau, Hengqin e a Administração Meteorológica da China, que estabelece um período de construção de três anos, e mais três anos até que o centro esteja a operar na sua capacidade máxima. A expressão “sistema terrestre” refere-se ao estudo da litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera, e, segundo um comunicado emitido ontem pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) o centro “visa promover o desenvolvimento e a utilização do ecossistema de elementos de dados, criar uma ponte de cooperação para dados do sistema terrestre, construir uma plataforma de abertura ao exterior de alto nível”. O centro terá também como metas “impulsionar a exportação de produtos de dados de elevada qualidade e capacidades de serviço, formando um mercado unificado para elementos de dados do sistema terrestre na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. O novo petróleo O director da Administração Meteorológica da China, Chen Zhenlin, destacou que este será “o primeiro centro de intercâmbio de dados construído pela Administração Meteorológica da China no âmbito da sua implementação global”. As autoridades referem que “os dados do sistema terrestre, enquanto ‘novo petróleo’ da era inteligente, possuem vantagens únicas de cobertura global, penetração contínua e disponibilidade permanente. Ao associarem-se e integrarem-se com uma vasta gama de cenários de produção e da vida quotidiana, tornam-se progressivamente um elemento de produção fulcral e um recurso estratégico fundamental para sustentar o desenvolvimento da economia digital”.
João Luz Manchete SociedadeTrânsito | CPSP vai recolher dados 3D para analisar acidentes A polícia espera introduzir em breve câmaras que analisam dados em três dimensões para apurar causas de acidentes rodoviários. Entre Janeiro e Agosto, foram instaurados mais de 870 processos por não concessão de prioridade em passadeiras, quase o dobro no mesmo período de 2025 As autoridades policiais estão investidas na resolução de um dos problemas que tem provocado mais preocupações nos últimos tempos: a sinistralidade rodoviária e os atropelamentos nas ruas de Macau. O segundo-comandante substituto do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), Wong Kim Hong, afirmou ontem que serão instalados brevemente câmaras com scanners 3D que recolhem dados tridimensionais para análise e apuramento das causas de acidentes. Esta será mais uma ferramenta que as autoridades policiais vão poder usar para produzir relatórios de análise a pontos críticos em termos de sinistralidade na rede rodoviária para entregar à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. Estes relatórios podem conter sugestões, como a remoção de passadeiras, como já aconteceu no cruzamento da Avenida de Almeida Ribeiro e da Rua do Visconde Paço de Arcos, e noutros locais críticos para peões. Em declaração no programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, o representante do CPSP afirmou que entre Janeiro e Agosto deste ano, foram instaurados mais de 870 processos por não concessão de prioridade a peões em passadeiras, volume que representa quase o dobro face aos mesmo período de 2025. O arco-íris Outra novidade avançada por Wong Kim Hong, diz respeito à passagem fronteiriça de veículos de Macau para Hengqin. O dirigente do CPSP referiu que as autoridades estão a testar um modelo de controlo através de reconhecimento da íris e facial. A tecnologia, ainda em fase experimental, irá permitir aos condutores atravessarem a fronteira para Hengqin sem terem de sair do automóvel. A medida faz parte de um plano de modernização de controlo fronteiriço que deverá ser instalada em todas as 30 faixas da fronteira entre Macau e Hengqin. Wong Kim Hong indicou aos microfones da emissora pública que o objectivo das autoridades é ter esta tecnologia a funcionar plenamente até ao fim de 2027. O responsável acrescentou que nos postos fronteiriços de Qingmao, Hengqin e Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau, todos os 204 canais de auto-atendimento inteligente com reconhecimento facial registaram a passagem de mais de 600 mil pessoas entre Janeiro e Agosto deste ano.
João Luz Editorial VozesEditorial – Mudança de direcção Um homem muito mais sábio do que nós disse há muito tempo que aquilo que somos é a soma do que fazemos repetidamente. O que fazemos é, de certa forma, o que somos. Uma máxima cruelmente parafraseada que nos resume com precisão cirúrgica: um jornal diário de Macau, em português, que comemora 25 anos de resistência, tinta e palavra impressa. Nesta terra de contínuas metamorfoses, que acumula novas eras e fases a uma velocidade vertiginosa, iniciamos hoje uma nova direcção e plural edição. Há 25 anos, o fundador do Hoje Macau, Carlos Morais José, construiu com rigor e audácia as bases sólidas de um projecto que sempre se focou em testemunhar, registar e narrar a história quotidiana da Macau. Esta permanece a nossa missão inabalável e esperamos honrar sempre esta herança. O nosso propósito fundamental é manter viva a portugalidade, a matriz da nossa língua e o valioso legado histórico e cultural que confere a Macau as especificidades de uma cidade verdadeiramente única no mundo, sem nunca tirarmos os olhos da evolução constante e do pulsar desta China que nos abraça. Nada disto, porém, seria possível sem a equipa que move esta redacção dia após dia com enorme dedicação e que recusa o caminho mais fácil na hora de informar os nossos leitores. É com este espírito que assumimos o dever de ser um espaço de acolhimento que dá voz activa a todas as comunidades de Macau — das mais antigas às mais recentes, sem excepções ou preconceitos. Também não esquecemos a nossa missão de relatar o dia-a-dia de Macau para todas as comunidades. Guiados sempre pela bússola inflexível da independência, da imparcialidade e do posicionamento singular de Macau no mundo, renovamos hoje o compromisso solene com o nosso léxico jornalístico mais puro: manter um olhar mordaz, acutilante e humorístico, envelopado num design arrojado e original que nos caracteriza desde o primeiríssimo número, até esta bonita e simbólica data de um quarto de século. Venham mais 25 de uma assentada que eu escrevo já.
João Luz Manchete PolíticaHengqin | Universidades da RAEM vão trabalhar em rede no novo campus As três universidades de Macau vão operar em rede no novo campus na Ilha da Montanha, com os estudantes a poderem inscrever-se em disciplinas das diferentes universidades. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, presidiu ontem à abertura oficial do ano lectivo no campus de Hengqin Arrancou oficialmente o ano lectivo no campus universitário em Hengqin, com a cerimónia de inauguração a contar com a participação do Chefe do Executivo, das secretárias para os Assuntos Sociais e Cultura e para a Economia e Finanças, o director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, entre outros titulares de cargos de departamentos públicos. Recorde-se que a primeira fase do novo campus universitário de Hengqin já começou a funcionar, com a Universidade Politécnica, a Universidade de Macau e a Universidade de Turismo a oferecer cursos de pós-graduação para mais de 1.450 alunos. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, destacou que as três instituições de ensino superior público vão operar em rede no campus da Ilha da Montanha. A cooperação entre as três universidades irá permitir aos estudantes escolherem os seus planos académicos, combinando disciplinas leccionadas nas três universidades. “Neste semestre, os estudantes do campus vão poder assistir a aulas de disciplinas de outras universidades”, na qualidade apenas de assistentes”, nas até ao próximo ano, poderão também frequentar disciplinas de outras universidades”, indicou O Lam. A secretária afirmou também que as três universidades de Macau presentes no campus de Hengqin vão disponibilizar cursos de “micro-especialização”, a alunos inscritos numa das instituições, que vão contar para os créditos. “Esperamos que, através deste modelo de partilha de cursos e desenvolvimento conjunto de especializações, as três universidades possam tirar partido dos seus recursos disciplinares vantajosos para formar em conjunto talentos interdisciplinares”, apontou a governante. Ir mais além O Lam realçou que o campus universitário “não é apenas uma extensão do espaço educativo das instituições de ensino superior de Macau”, mas também uma plataforma internacional de ciência e educação enraizada na Grande Baía, com ligações ao mundo. “Tendo a internacionalização como objectivo, a Cidade Universitária introduz continuamente recursos internacionais de ensino e investigação, empenhando-se em promover a internacionalização da formação de talentos, da investigação científica e do intercâmbio tecnológico”, afirmou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, acrescentando que o campus irá concretizar o conceito “estudar no estrangeiro sem sair de casa”. O Lam sublinhou o foco educativo nas ciências, engenharias e nas “áreas interdisciplinares e de disciplinas de vanguarda”. Além disso, deixou uma mensagem aos estudantes para que “façam bom uso dos recursos da plataforma aberta e partilhada da Cidade Universitária”, “aproveitem as oportunidades da educação internacionalizada.” A secretária aconselhou os alunos a cultivarem “um forte sentido de responsabilidade nacional”, integrando os “ideais pessoais no desenvolvimento global do país”.
João Luz Manchete SociedadeIAM | Lançado alerta para noodles com formaldeído O Instituto para os Assuntos Municipais emitiu um alerta à população para não consumir noodles pré-embalados da marca Hsin Tung Yang Rice Noodles. As autoridades sanitárias de Hong Kong encontraram formaldeído, a substância que esteve na base de um escândalo com couves em Hebei O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) lançou no domingo à noite um alerta para uma análise feita em Hong Kong que detectou a presença de vestígios de formaldeído numa amostra de noodles de arroz pré-embalado. Num comunicado emitido apenas em chinês, o IAM mostrou-se “profundamente preocupado com o incidente e emitiu imediatamente um alerta à indústria alimentar local e enviou pessoal para inspeccionar o mercado para impedir que o produto circule em Macau”. Além disso, foi pedido às empresas importadoras que tenham lotes do produto que parem imediatamente seu o fornecimento e venda e apelado ao público para não consumir os noddles de arroz em questão. O produto onde foi detectado formaldeído são embalagens de 300 gramas de Hsin Tung Yang Rice Noodles, com data de validade de 10 de Abril de 2029, originárias de Taiwan. O comunicado do IAM surge cerca de 24 horas depois de um comunicado do Executivo de Hong Kong ter informado que o Centro da Segurança Alimentar, do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental, encontrou numa amostra do produto em questão formaldeído num nível de 12 partes por milhão. Lotes retirados O formaldeído é um produto químico industrial que, por vezes, é utilizado indevidamente como conservante alimentar e agente branqueador no processamento de alimentos. “Embora a Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifique o formaldeído um carcinogéneo do Grupo 1, essa classificação aplica-se apenas ao formaldeído ingerido por inalação”. Como tal, não é previsível que o nível detectado “tenha efeitos adversos para a saúde em condições normais de consumo”, indica o IAM. Porém, enquanto medida de precaução, o IAM instou o público a parar imediatamente de consumir produtos do lote afectado. O IAM assegurou ainda que irá monitorizar a situação e prevenir que os noddles em questão sejam comercializados. Na semana passada, a China foi abalada por um escândalo depois de ter sido publicado um vídeo nas redes sociais onde se viam trabalhadores a mergulhar couves numa solução de formaldeído antes de serem colocadas num camião. O vídeo foi declarado verídico pelas autoridades, que lançaram uma investigação a partir da propriedade onde foi filmado o vídeo, na província de Hebei. Também na semana passada, o IAM confirmou que Macau não importou vegetais dessa zona.
João Luz Manchete SociedadeAreia Preta | Rendas de habitação temporária entre 3.430 e 9.240 patacas As rendas das fracções de habitação temporária, nos blocos construídos no terreno que estava destinado ao Pearl Horizon, variam entre 3.430 e 9.240 patacas, consoante a tipologia, área, piso e orientação solar. O despacho que fixou as rendas estipula que estas serão revistas de dois em dois anos Um ano e meio depois de concluídas as obras de construção das torres de habitação temporária no Lote P na Areia Preta, no antigo terreno do Pearl Horizon, o Governo divulgou as rendas das fracções dos dois edifícios. Segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, assinado pelo Chefe do Executivo, as rendas dos 2.803 apartamentos variam entre 3.430 e as 9.240 patacas. No despacho assinado por Sam Hou Fai é referido que os “valores concretos das rendas das fracções” são fixados tendo em consideração a área bruta de utilização, a tipologia, a localização do piso e a orientação solar. No Edifício Ut Koi, que ocupa a parcela B do terreno onde nasceu o complexo habitacional, a renda mensal mais barata é de 5.090 patacas, por um T1 entre 50,5 e 53 metros quadrados de área bruta, enquanto a mais cara tem o valor 9.240 patacas por um T3 com área bruta entre 100 e 102,4 metros quadrados. Neste edifício, os apartamentos T1 têm rendas entre 5.090 e 5.750 patacas, enquanto os T2 no bloco 1 têm rendas entre 6.200 e 7.050 patacas. No bloco 2 do Edifício Ut Koi, as rendas são ligeiramente mais baratas, entre 6.180 e 6.870 patacas. Já os T3 têm rendas entre 8.170 e 8.730 patacas no bloco 1 e 8.470 a 9.240 patacas no bloco 2. Mesmo ali ao lado Por sua vez, o Edifício Lok Koi, na parcela C do terreno, têm três tipologias disponíveis: estúdios, T1 e T2, divididos entre seis blocos. O estúdio mais barato custa 3.430. patacas por mês e tem uma área bruta de pouco mais de 30 metros quadrados. Os estúdios no Lok Koi têm rendas que vão até às 4.050 patacas mensais, por uma fracção com 33,1 metros quadrados. Em relação aos T1, as rendas dos apartamentos, distribuídos entre as seis torres, custam entre 4.600 patacas e 5.980 patacas, por fracções com áreas brutas entre 44,2 e 53,2 metros quadrados. Já as fracções T2 têm rendas fixadas entre 5.940 e 7.310 metros quadrados, para apartamentos que vão de 64,4 a 71,6 metros quadrados de área bruta. O despacho publicado ontem estipula que as rendas sejam revistas obrigatoriamente a cada dois anos. O terreno que estava destinado ao complexo do Pearl Horizon ficou com duas parcelas para habitação temporária para moradores de prédios sujeitos a renovação urbana, enquanto a outra parcela foi entregue a lesados do caso judicial que acabou com a condenação da Polytex ao pagamento de 91,2 milhões de dólares de Hong Kong a compradores de fracções.
João Luz Manchete SociedadeTaipa | Leong Hong Sai quer mais centros e postos de saúde O deputado defende a construção de mais centros de saúde na Taipa, na zona central, perto do Jockey Club e na Taipa Velha. Leong Hong Sai argumenta que face à densidade populacional da Taipa, o acesso a serviços de saúde é fraco, mesmo com a actualização do plano de ordenamento urbanístico Leong Hong Sai considera que a Taipa tem falta de centros e postos de saúde, apesar de a actualização do Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa prever um terreno para a construção de um centro de saúde. Numa interpelação escrita divulgada na sexta-feira, o deputado dos Moradores defende a necessidade de construir centros de saúde ou postos de saúdes nas proximidades da zona central, nas imediações do Jockey Club, assim como na Taipa Velha. Citando o princípio do ciclo de vida de 15 minutos, previsto no planeamento urbanístico do Governo, de que os residentes deveriam conseguir deslocar-se a pé a um centro de saúde em 15 minutos, Leong Hong Sai realça que meta está longe de ser uma realidade na Taipa. O deputado argumentou que a Taipa tem mais de 100 mil habitantes, sendo um dos distritos mais densamente povoados de Macau. No entanto, a ilha é apenas servida por duas instituições públicas de saúde, o Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e o Centro de Saúde dos Jardins do Oceano na zona. “É necessário continuar a melhorar as actuais instalações para responder de forma rápida ao aumento da procura de serviços médicos devido ao crescimento e envelhecimento da população,” lê-se na interpelação escrita. Brasa e sardinha O deputado dos Moradores também sugeriu que o Governo pode tomar como referência o modelo de “Comunidade Saudável” estabelecido no Edifício do Bairro da Ilha Verde, na zona norte da península de Macau. O modela assenta na colaboração entre os Serviços de Saúde e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau para fornecer cuidados médicos gratuitos a residentes com doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites. O deputado pergunta ao Executivo se pode “criar postos de saúde temporários ou clínicas móveis em algumas zonas da Taipa onde faltam recursos médicos”, e se pode “prolongar o horário de atendimento nocturno e ao fim-de-semana nos Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e dos Jardins do Oceano”. Quanto ao centro de saúde da Taipa que o Governo está a planear, Leong Hong Sai perguntou se a configuração será baseada nos serviços especializados dos centros de saúde de Macau, optimizados segundo a estrutura de idades da população da zona. Leong Hong Sai defende que a nova instalação deve operar em coordenação com os centros de saúde já existentes na ilha, para não repetir serviços e ter uma melhor cobertura.
João Luz Manchete SociedadeEnsino | Autoridades preparam início do ano lectivo Na terça-feira começam as aulas em 80 por cento das escolas de Macau. Autocarros vão reforçar frequências nas horas de ponta e estacionamentos perto de escolas serão convertidos em pontos de tomada e largada de passageiros. A DSEDJ promete também aprofundar o nacionalismo e a educação sobre segurança nacional Cerca de 80 por cento das escolas secundárias, primárias e infantis de Macau iniciam as aulas oficialmente a 1 de Setembro, ou seja, na próxima terça-feira. Para que o regresso à escola de milhares de alunos decorra sem problemas, as direcções dos serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) reuniram para garantir a segurança e mobilidade sem contratempos de professores, alunos e encarregados de educação. As concessionárias de autocarros e o Metro Ligeiro também participaram e comprometeram-se em aumentar as frequências nas horas de ponta e a reforçar o pessoal que mantem a ordem nas paragens e orienta o fluxo de passageiros. Está previsto que nos períodos de maior afluência, os autocarros aumentem as frequências entre 10 e 15 por cento. Além disso, algumas carreiras de autocarros foram substituídas por viaturas de maior dimensão para aumentar a capacidade de transporte. Para assegurar a fluidez do trânsito, o CPSP vai converter na próxima semana alguns lugares de estacionamento junto a escolas em zonas temporárias de tomada e largada de passageiros. Será também reforçada a presença de agentes nos principais cruzamentos de maior congestionamento durante os períodos de entrada e saída das escolas para orientar e agilizar o trânsito. A DSEDJ também coordenou com escolas a “adopção de horários de início das aulas escalonados, na medida do possível, e o destacamento de pessoal junto às portas das escolas para prestar assistência aos estudantes no acesso aos recintos escolares”. Prato do dia Numa reunião de trabalho sobre o arranque do ano lectivo, o director da DSEDJ, Kong Chi Meng, frisou que o 3.º plano quinquenal da RAEM estabelece que em termos educativos os focos serão o fomento da moralidade e talento, o aprofundamento do nacionalismo e da educação sobre segurança nacional. Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pela DSEDJ, as escolas devem procurar cultivar talentos que favoreceram as políticas de diversificação económica e o desenvolvimento dos quatro sectores prioritários. O responsável garantiu que o sistema de ensino continuará a ter uma abordagem centrada em torno do aluno, promovendo a saúde física e mental e o desenvolvimento holístico dos jovens. Como este ano marca o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o 90.º aniversário da “Vitória da Grande Marcha do Exército Vermelho do Povo Chinês”, a DSEDJ preparou materiais educativos e actividades para “reforçar a consciência nacional e o sentido de responsabilidade histórica dos alunos”.
João Luz Manchete SociedadeLeite | HK sem envenenamentos devido a produto recolhido em Macau As autoridades de Hong Kong vão fechar a linha 24 horas para casos de possível envenenamento devido a um leite em pó recolhido das prateleiras em Macau, depois da detecção de níveis excessivos de chumbo. Não só os testes em Hong Kong garantiram a segurança do produto, como as crianças que ingeriram o leite não apresentaram problemas de saúde O Departamento de Saúde do Executivo de Hong Kong colocou um ponto final na questão do leite em pó Frisolac Prestige 1, depois de as autoridades em Macau terem detectado níveis excessivos de chumbo no produto em Julho, levando à recolha dos produtos das prateleiras em Macau e à implementação de atendimento prioritário para os bebés que consumiram o leite em pó nos hospitais de Macau. Depois de os testes realizados pelo Centro da Segurança Alimentar da região vizinha terem concluído que o produto em causa cumpria os níveis de segurança relacionados com o teor de chumbo, as autoridades de saúde indicaram que não foram identificados casos de intoxicação por chumbo em bebés ou crianças que consumiram leite em pó dos lotes supostamente afectados. O Departamento de Saúde realça que tem seguido as condições de saúde de crianças identificadas, um total de 237, que foram submetidas a avaliações clínicas, sem que tenham sido encontrados problemas de saúde. Face a esta circunstância, o Departamento de Saúde de Hong Kong vai desactivar esta tarde, a partir das 18h, a linha 24 horas criada para responder a perguntas do público relacionadas com os lotes de leite em pó da Frisolac e ao estado de saúde de bebés e crianças. Testar os testes Apesar de as autoridades de Hong Kong não terem detectado problemas nos lotes de leite em pó analisado, as autoridades de Macau defenderam o seu método de testagem da segurança alimentar de produtos, depois de críticas da empresa responsável pela marca de leite em pó Friso. A polémica com leite em pó da marca Friso começou no dia 29 de Julho, quando o Instituto para os Assuntos Municipais, o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e os Serviços de Saúde emitiram um comunicado a alertar para o excesso de chumbo no leite em pó da marca Frisolac Gold 1 com o número de lote: 1W07KPJ. O produto foi retirado do mercado e abriu-se um canal prioritário nos hospitais para os bebés e crianças que tivessem consumido este leite, sem que tenham sido identificados problemas de saúde.
João Luz Manchete PolíticaEnsino | Sam quer ver UM como instituição de classe mundial O Chefe do Executivo reuniu com uma representação da Universidade de Macau e pediu ousadia, encorajando a instituição a tornar-se uma universidade de classe mundial, com reputação internacional. Sam Hou Fai apontou como caminho para o sucesso o campus em Hengqin O Chefe do Executivo recebeu na quarta-feira na sede do Governo o novo elenco do Comité Permanente do Conselho Universitário da Universidade de Macau (UM), presidido pelo deputado Ip Sio Kai. Durante o encontro, Sam Hou Fai manifestou a esperança de que a UM aproveite os seus pontos fortes para apoiar a integração de Macau no desenvolvimento nacional, contribuindo para o mesmo. O Governo incentivou a instituição de ensino a “definir objectivos claros e a intensificar esforços para se afirmar como uma universidade de classe mundial com reputação internacional”, segundo um comunicado divulgado pela UM na quarta-feira à noite. À medida que a instituição de ensino “entra numa nova fase de desenvolvimento”, Sam Hou Fai considera que a UM deve assumir novas missões e responsabilidades, promovendo “a inovação tecnológica e contribuindo para o desenvolvimento de Macau como um polo internacional de talentos de alto nível”. Com a construção do novo campus em Hengqin, o governante recomendou que a UM tire partido das vantagens geográficas de Macau para atrair recursos educativos e de investigação de alta qualidade, para reforçar “ainda mais a sua influência internacional”. Matemática política O Chefe do Executivo incitou os responsáveis da instituição, entre eles o reitor Yonghua Song, a projectar a UM para um patamar de liderança, tornando-se um exemplo a nível académico, implementando o modelo “uma universidade, dois campus”. Por seu turno, o deputado Ip Sio Kai garantiu que “o Conselho Universitário apoiará plenamente as diversas iniciativas previstas no 3.º Plano Quinquenal do Governo e impulsionará o desenvolvimento de alta qualidade da universidade na nova era”. Já Yonghua Song salientou que o campus em Hengqin vai apostar em áreas como inteligência artificial, tecnologia financeira, saúde integrada e o design. O reitor está confiante de que o campus em Hengqin “elevará ainda mais os padrões educativos da universidade e aumentará o seu número de estudantes, proporcionando um impulso para o desenvolvimento sustentável de Macau e do país”.
João Luz Manchete SociedadeGP Consumo | Associação pede nova ronda depois do Verão Com um Verão desapontante, a Federação Industrial e Comercial das Ilhas pede uma nova ronda do grande prémio do consumo, para antecipar a época baixa. O presidente da associação revela que o consumo de residentes na Taipa Velha diminuiu com o programa de incentivo ao consumo em Hengqin Com o fim das férias de Verão no horizonte, a actividade comercial e da restauração entrará numa época tradicionalmente mais fraca. Para atenuar o impacto de uma quebra de negócios já por si em crise, a Federação Industrial e Comercial das Ilhas de Macau defende que é necessário o Governo lançar uma nova ronda do programa grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias. Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da associação, Iun Ioc Va, elogiou o programa enquanto uma ferramenta importante para incentivar o consumo e beneficiar a economia dos bairros comunitários, e salientou que também a população tem esperanças que o programa continue. O representante indicou que face às dificuldades que os negócios enfrentam, com crescente pressão operacional, os comerciantes e empresários da restauração adoptam atitudes mais prudentes. Com inflação e rendas elevadas, ao mesmo tempo que o poder de compra de residentes e turistas diminui, Iun Ioc Va considera que os comerciantes não têm alternativa a não ser o corte de despesas para lidar com as dificuldades operacionais. Em relação ao programa de incentivo ao consumo, o dirigente associativo sugeriu maior flexibilização, como o aumento dos dias em que os cupões podem ser usados ou sorteados. O Governo também poderia acrescentar mais sorteios, como por exemplo a distribuição de cupões para bebidas gratuitas que seriam usados na compra de refeições. Consumo multidestinos Além do grande prémio do consumo, Iun Ioc Va entende que o Governo poderia estudar a atribuição de mais incentivos económicos em diferentes alturas do ano para melhorar o ambiente comercial nos bairros residenciais fora dos circuitos turísticos. Fazendo eco de outras entidades semelhantes, o presidente da Federação Industrial e Comercial das Ilhas de Macau queixou-se dos fracos negócios durante as férias de Verão. A juntar-se a isso, em Julho Macau bateu recordes de chuva, o que afectou a vontade de deslocação dos turistas, mas também o poder de compra diminuído dos visitantes não compensou o aumento do número de visitantes que entraram na RAEM. Mas outra mudança surgiu neste Verão. O representante dá como exemplo a Taipa Velho, onde os turistas representavam cerca de metade da clientela, sendo os restantes moradores das redondezas e pessoas que trabalham no Cotai. Porém, nestas férias de Verão, muitos consumidores locais passaram a consumir em Hengqin, onde foi lançado um programa de cupões de desconto para turistas, desviando parte da clientela para a Ilha da Montanha.
João Luz Manchete SociedadeColoane | Lançado concurso público para remodelar canil O IAM abriu um concurso público para a construção de um edifício no Canil de Coloane. O prazo para entregar propostas termina a 14 de Outubro. O projecto, sem preço de base, implica a demolição de dois canis e a construção de um edifício com três pisos e 1.745 metros quadrados de área Começou ontem a uma nova fase para o Canil Municipal de Coloane, depois da instalação de abrigos modulares em 2023, que aumentaram a capacidade de acolhimento do local. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) oficializou ontem a abertura do concurso público para a construção de edifício no Canil Municipal de Coloane. O projecto implica a demolição de duas estruturas do antigo canil no lado norte do complexo situado na Estrada de Cheoc Van, e a construção de um edifício novo com três pisos, com uma área total de 1.745 metros quadrados, equipado com sistemas de ar condicionado, instalações eléctricas, abastecimento de água e esgotos. A data limite para a entrega de propostas é o dia 14 de Outubro, e o local para o efeito é o Departamento de Edificações Municipais do IAM, no Edifício de Escritórios do Governo, na Avenida do Comendador Ho Yin. O prazo global da empreitada não poderá exceder 360 dias úteis contados a partir da data de consignação. Embora o concurso não tenha um preço de base, o preço global proposto para a obra conta como 55 por cento na lista de critérios de apreciação. O prazo da empreitada, proposta de execução, experiência da empresa ou consórcio candidatos em obras semelhantes e a taxa de contratação de trabalhadores locais valem todos 10 por cento cada na apreciação da proposta. O anúncio assinado pela presidente substituta do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, Tam Wai Fong, indica ainda que a avaliação do registo da situação de segurança e saúde ocupacional tem um peso de 5 por cento nos critérios de apreciação. Bilhete de entrada Os candidatos têm de prestar uma caução provisória no valor de 604 mil patacas através de depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução, e uma caução definitiva de 5 por cento do preço total da adjudicação. Também o Canil Municipal de Macau está, desde o início de Junho, com obras de reparação e remodelação, que incluem a optimização da circulação de peões, a melhoria de aproveitamento do espaço, o aumento do local de atendimento ao público e a renovação das paredes exteriores. As obras nas instalações no cruzamento entre a Avenida do Almirante Lacerda e a Avenida do Coronel Mesquita devem terminar no início de 2027.
João Luz SociedadeMpox | Jovem residente internado no Hospital São Januário Os Serviços de Saúde revelaram ontem terem sido notificados na terça-feira para um caso de Mpox importado relativo a um jovem residente de Macau. O doente desenvolveu sintomas como febre, dores de cabeça e musculares durante uma viagem ao exterior a 18 de Agosto. No dia seguinte, surgiu-lhe uma erupção cutânea, mas o jovem não procurou assistência médica e preferiu automedicar-se. Após o regresso a Macau, na segunda-feira, o jovem dirigiu-se ao Hospital Kiang Wu para receber tratamento e acusou positivo no teste à Mpox. Como os sintomas persistiram, acabou por recorrer ao Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde ficou internado. Os Serviços de Saúde indicaram ontem que o seu estado de saúde é estável e os familiares não apresentam sintomas, mesmo assim serão vacinados como medida preventiva. Segundo os Serviços de Saúde, o doente teve relações sexuais de alto risco durante o período de incubação, numa viagem ao exterior. As autoridades acrescentam que o doente alegou não ter tido relações sexuais de alto risco em Macau, nem após o aparecimento de sintomas, nem entrou em contacto com roedores ou primatas. Os Serviços de Saúde recomendam aos residentes “práticas sexuais seguras” e que evitem “práticas sexuais de alto risco, nomeadamente práticas sexuais ocasionais ou com vários parceiros sexuais”.
João Luz Manchete PolíticaDSAL | Cerca de 1.300 residentes com mais de 45 anos contratados Na primeira metade do ano, o Governo ajudou 1.349 residentes com mais de 45 anos a encontrar trabalho em feiras de emprego organizadas pela DSAL, correspondendo a um quarto de todas as contratações. A mesma proporção de pessoas com mais de 45 anos participaram em cursos de formação No primeiro semestre deste ano, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) organizou 80 eventos de recrutamento, nos quais 1.349 candidatos a emprego com mais de 45 anos foram contratados, correspondendo a 25 por cento do total de emparelhamentos profissionais, revelou o director da DSAL, Chan Un Tong, em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei. A DSAL não especifica o tipo de empregos em causa, nem os níveis salariais, mas uma grande parte dos cargos disponibilizados nestas sessões de emparelhamento são para sectores da hotelaria, segurança e limpeza. Chan Un Tong acrescenta que a DSAL organizou na primeira metade do ano “309 cursos de formação, tendo contado com a participação de 5.918 interessados, entre os quais, os indivíduos com idade igual ou superior a 45 anos representam cerca de um quarto do total dos participantes”. A formação tem incindindo sobre os “sectores industrial e comercial, hotelaria, restauração, comércio a retalho, convenções e exposições, informática, administração de propriedades, construção civil, reparação em manutenção”. Porém, a DSAL sublinha que nos últimos anos, o âmbito dos cursos foi ampliado a novos sectores emergentes, como big health, finanças modernas e tecnologia de ponta. O director da DSAL sublinha também que a maioria dos cursos de formação são gratuitos. Estudar a situação Ainda no capítulo do apoio ao emprego para residentes de meia-idade e idade avançada, a DSAL indicou que continua a recolher “informações referentes às vagas de ocupacionais, consoante a situação da oferta e procura do mercado laboral” para intensificar a cooperação com associações e empresas. O resultado será a organização de mais eventos de recrutamento profissional. Ella Lei citou dados estatísticos oficiais relativos ao primeiro trimestre deste ano, que mostram que dos cerca de 6000 residentes desempregados no período analisado, 2.100 tinham idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos, mais de um terço do universo de residentes sem trabalho. As razões apontadas para a perda do emprego, além de razões pessoais, foram o termo de trabalho temporário ou do contrato, despedimento e encerramento da empresa.
João Luz Manchete SociedadeGrande Baía | Residentes de Macau e Hong Kong compram mais casas Os residentes de Macau e Hong Kong estão a comprar mais casas nas cidades da Grande Baía, realidade que se reflecte nas estatísticas de vendas do primeiro semestre do ano. O jornal estatal China Daily explica a tendência com “melhores ligações de transportes e condições de vida favoráveis” Os melhores acessos e ligações estão a levar os residentes de Macau e Hong Kong a comprar mais casas nas cidades adjacentes da Grande Baía, como demonstraram dados estatísticos referente à venda de imobiliário na primeira metade deste ano. Segundo as autoridades de Zhongshan, a cidade bateu o record de transacções de habitações no primeiro semestre deste ano com 9.308 vendas, das quais quase um quarto (23,2 por cento) foram adquiridas por residentes de Macau e Hong Kong, avançou ontem o China Daily Os dados mais recentes mostraram uma tendência crescente de compradores das regiões administrativas especiais em Zhongshan. Nos primeiros dois meses de 2025, as compras por residentes de Macau e Hong Kong representavam mais de 18 por cento de todas as compras de imobiliário para habitação na cidade natal de Sam Hou Fai. Porém, até ao fim de Outubro do ano passado, essa parcela superou os 20 por cento. Em Huizhou, os residentes de Macau e Hong Kong compraram 4.865 habitações nos últimos três anos, o que representou entre 5 e 6 por cento de todo o mercado de imobiliário residencial, segundo dados citados pelo Huizhou Daily. A mesma fonte acrescenta que o mercado passou, a partir de 2024, a ser mais apelativo no segmento de habitações em segunda mão do que imóveis novos, um padrão que se alargou desde então até à primeira metade deste ano. Ligar pessoas Uma promotora imobiliária de Zhuhai afirmou ao China Daily que os residentes de Macau e Hong Kong representaram mais de 30 por cento do total de compradores nos seus projectos em Zhuhai no primeiro semestre deste ano, um aumento em relação aos 18 por cento registados em 2025. O director de vendas do projecto residencial do projecto residencial Zhonghai Huanyu Tianxia, em Zhuhai, afirmou que as viagens transfronteiriças mais frequentes e a evolução dos padrões de consumo contribuíram para o aumento do número de compradores de Hong Kong e Macau em Zhuhai. “A maior parte destes clientes procuram habitações destinadas a residência temporária ou à reforma”, afirmou Lin Genghao. Os orçamentos variam consideravelmente entre os diferentes grupos de compradores. Os residentes das regiões administrativas especiais que procuram casas para passarem a reforma tendem a procurar imóveis com preços entre 1 milhão e 1,5 milhões de yuan. Enquanto no segmente de luxo, os imóveis mais apetecíveis variam de preço entre 3 milhões e 15 milhões de yuan.
João Luz Manchete PolíticaElectricidade | Questionada consolidação da rede de abastecimento Chao Ka Chon quer saber se a resposta a emergências no fornecimento de electricidade e a rede de abastecimento foram consolidadas, depois da “dolorosa lição” dos cortes causados por tufões em 2017 e 2018. O deputado vinca a importância da estabilidade de rede quando se prevê o aumento de consumo no centro de computação de inteligência artificial Algumas das metas para alcançar a diversificação económica são exigentes do ponto de vista energético. A começar pela construção do Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau, um dos quatro grandes projectos atribuídos pelo Governo Central ao Executivo da RAEM. O projecto, com abertura prevista para 2030, é uma das apostas do Governo, assim como a construção de um centro de computação para a aplicação de megadados e de inteligência artificial. “Estes novos domínios representam exigências mais elevadas à estabilidade e à segurança do fornecimento de electricidade” e implicam um aumento significativo do consumo local de energia, argumenta o deputado Chao Ka Chon. Numa interpelação escrita, o legislador nomeado pelo Chefe do Executivo questiona o que o Governo e a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) fizeram para assegurar “a continuidade, a estabilidade e a fiabilidade do fornecimento de electricidade, e proporcionar efectivamente uma sólida garantia energética ao desenvolvimento de diversificação adequada da economia de Macau”. Dores de crescimento Chao Ka Chon pede também um ponto de situação sobre o progresso da consolidação do sistema de resposta a emergência do fornecimento de electricidade, e da rede de segurança do abastecimento eléctrico, estabelecida pelo plano decenal de prevenção e redução de desastres em Macau (2019-2028). Recorde-se que o plano foi proposto para evitar a repetição de acidentes graves de corte de electricidade e de água em larga escala. “Os supertufões Hato, em 2017, Mangkhut, em 2018, e Ragasa, no ano passado, afectaram significativamente a economia e a vida dos residentes de Macau, sendo particularmente inesquecível a dolorosa lição dos cortes de água e de electricidade em larga escala e por longos períodos registados durante a passagem do Hato”, contextualiza o deputado. Chao Ka Chon pergunta como evoluiu a produção local de electricidade, a capacidade e o sistema de resposta a emergência no fornecimento, comparando com a realidade de há 10 anos. “São mais fiáveis, resilientes, (…) e capazes de fazer face ao risco de interrupção do fornecimento externo de electricidade em circunstâncias extremas, e assegurar as necessidades básicas de consumo de infra-estruturas importantes”, pergunta. Com o esperado aumento significativo do consumo de electricidade, tendo em conta os projectos planeados pelas autoridades, o deputado questiona como será cumprida a meta nacional de reduzir as emissões de carbono na produção e fornecimento de electricidade. Outra dúvida de Chao Ka Chon é como o aumento do consumo de energia se compatibiliza com o objectivo de “desenvolvimento verde e hipocarbónico e na construção de um ecossistema de alta qualidade na Grande Baía”.
João Luz Manchete SociedadeSMG | Macau entre tufões com baixa probabilidade de ser afectada Com o ciclone tropical Narra a aproximar-se da Península de Leizhou, a cerca de 350 quilómetros de Macau, e o tufão Gaenari a chegar a terra em Fujian, as autoridades estimam que a RAEM não sofra impactos. Ainda assim são esperadas trovoadas durante a semana. Hong Kong não afasta a possibilidade de emitir sinal de tufão Macau está a passar pelos pingos da chuva nesta época de tufões, apesar da turbulência no Mar do Sul da China. Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) divulgaram ontem previsões que apontavam para a permanência do ciclone tropical Narra, entre hoje e amanhã, no Golgo de Beibu, entre a ilha de Hainan e a península de Leizhou, no sudoeste de Guangdong, a cerca de 350 quilómetros de Macau. As previsões indicavam ontem a probabilidade do Narra tocar terra em Leizhou. A leste, o tufão Gaenari tocou ontem em terra na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, de acordo com órgãos de comunicação estatais, com os SMG a estimarem o enfraquecimento gradual da tempestade, a mais forte das três que afectavam ontem o Mar do Sul da China. As autoridades apontavam mesmo para a possibilidade de o Gaenari se dissipar ainda durante o dia de ontem. “Embora as previsões actuais indiquem a probabilidade reduzida de os dois ciclones tropicais representarem uma ameaça directa para Macau, continua a ser transportada humidade abundante para a costa do sul da China”, referiam ontem os SMG. As autoridades acrescentaram que nestas condições, e “sob a influência combinada de uma ampla depressão e de um fluxo de ar activo de sudoeste”, trovoadas podem atingir o território a meio da semana, entre hoje e quinta-feira, com aguaceiros no fim-de-semana. Alertas lá e cá Ontem à tarde, o Observatório de Hong Kong acompanhava as previsões dos SMG, tanto em relação ao Narra como ao Gaenari. Porém, ressalvava que se o ciclone tropical Narra tomasse uma trajectória que o aproximasse do estuário do Rio das Pérolas, poderia emitir sinal de alerta de tempestade, mas que, face às previsões de ontem, essa possibilidade era baixa. Recorde-se que as autoridades nacionais activaram no sábado o mecanismo de resposta de emergência de nível IV para cheias, o mais baixo, nas províncias de Guangdong, Guangxi e Hainan, perante a previsão de chuvas torrenciais provocadas pelo Narra. A Administração Meteorológica da China assinalou também uma situação rara, com três tufões activos em simultâneo no mar do Sul da China e Pacífico noroeste: Gaenari, Narra e Saudel. O tufão Gaenari, formado no sábado, é o 20.º ciclone tropical do ano, número muito acima da média histórica de 13,4 entre Janeiro e Agosto.
João Luz Manchete PolíticaTerminal da Taipa | Coutinho pede redução de rendas de lojas A falta de clientes e a redução das ligações marítimas voltaram a mergulhar os lojistas do Terminal da Taipa numa crise da qual nunca saíram desde a pandemia. Pereira Coutinho pede flexibilidade ao Governo e à entidade gestora para reduzir rendas e impedir a desertificação do terminal Cerca de dois anos e meio depois da inauguração, o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa juntava-se às infra-estruturas de transportes do território paralisadas pelas medidas de controlo da pandemia da covid-19. Após uma breve recuperação, “o movimento de turistas e residentes voltou a cair significativamente, agravando uma situação já de si frágil”, descreve o deputado Pereira Coutinho numa interpelação escrita divulgada ontem. Com receitas fracas e encargos mensais entre 60.000 e 80.000 patacas para pagar renda, água, electricidade, gestão e limpeza, o legislador pergunta ao Governo se pondera “rever as cláusulas contratuais celebradas com a empresa gestora, autorizando uma redução extraordinária, faseada e temporária das rendas dos espaços comerciais”. Coutinho recorda que durante o período crítico da pandemia da covid-19 o Governo “adoptou uma política de isenção temporária do pagamento de rendas”, permitindo aos comerciantes suportar “o impacto da paralisação quase total do turismo”. Em Março de 2020, o deputado acompanhou uma comitiva de lojistas do Terminal da Taipa na entrega de uma carta ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, a pedir ajuda, e mais dias mais tarde divulgou uma interpelação a sugerir a isenção de rendas. O deputado revela que os lojistas já tentaram negociar com a empresa gestora do terminal a redução de rendas, e que a empresa fez chegar as reivindicações dos comerciantes “às entidades competentes, mas a resposta foi peremptória: nos termos do contracto celebrado entre o Governo e a concessionária, os valores das rendas são fixos e inalteráveis, não sendo possível conceder qualquer redução ou isenção”. Sem oásis à vista Pereira Coutinho salienta o “verdadeiro desperdício de recursos públicos” resultante do subaproveitamento da “mega-estrutura”, em particular desde a entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, assim como da drástica redução das travessias marítimas. O deputado acrescenta que “a falta de articulação entre o terminal marítimo, o aeroporto, parques de estacionamento independentes e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal tem contribuído para a desertificação do espaço e para o agravamento da situação dos comerciantes”. Como tal, pergunta ao Governo de Sam Hou Fai se está disponível para marcar uma reunião urgente com os lojistas, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e a empresa gestora para encontrar “uma solução que evite o colapso daqueles espaços e salvaguarde os postos de trabalho dos residentes ali existentes”. Coutinho questiona também se o Executivo tem planos para dinamizar o Terminal da Taipa integrando-o com o aeroporto, os parques de estacionamento independentes, e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal, com vista a aumentar o fluxo de passageiros.
João Luz Manchete SociedadePIB | Subida de 3,7% até Junho impulsionada pelo turismo O Produto Interno Bruto da RAEM subiu 3,7 por cento na primeira metade deste ano, face ao mesmo período de 2025, para um total de 209,9 mil milhões de patacas. O crescimento foi fomentado pelas exportações ligadas aos sectores do turismo e jogo, enquanto o consumo interno se manteve fraco “No primeiro semestre de 2026 a economia global da RAEM teve um crescimento estável, dado que as exportações de serviços continuaram a subir, impulsionadas pelo aumento homólogo do número de entradas de visitantes na RAEM”, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), num comunicado emitido na sexta-feira. As estatísticas mostram que na primeira metade de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto para 209,91 mil milhões de patacas, mais 3,7 por cento em termos reais, face ao primeiro semestre de 2025. Em comparação com o período antes da pandemia da covid-19, o PIB dos primeiros seis meses deste ano foi equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019. Analisando por principais componentes do PIB, os dados da DSEC mostram que no primeiro semestre deste ano “as exportações globais de serviços aumentaram 7,3 por cento, em termos anuais”, referindo-se à venda e prestação de serviços por privados ou empresas a clientes de fora. Este aumento foi justificado com a subida de 9 por cento do número de entradas de visitantes em Macau. Entre as exportações que mais contribuíram para o aumento do PIB, a DSEC destaca “as exportações de outros serviços turísticos e as de serviços do jogo que cresceram 10,8 e 5,5 por cento, respectivamente”. Em relação ao comércio externo de mercadorias, as exportações de bens aumentaram em termos anuais 14,8 por cento durante o período em análise, enquanto as importações subiram 9,5 por cento. Do outro lado Enquanto as exportações globais de serviços impulsionaram a subida do PIB, a procura interna manteve um fraco registo, apesar do crescimento de 2,7 por cento em termos anuais da despesa de consumo privado. No primeiro semestre de 2026, a despesa de consumo final do Governo registou uma contracção de 0,2 por cento, enquanto a formação bruta de capital fixo, um indicador do investimento em activos fixos da RAEM, diminuiu 9,3 por cento. Isolando o segundo trimestre deste ano, a DSEC revela que o PIB no final de Junho foi revisto para 102,35 mil milhões de patacas, registando um crescimento real de 0,3 por cento, comparativamente com o mesmo trimestre de 2025 e representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019. No período entre Abril e Junho, os principais componentes do PIB que registaram aumentos foram as exportações de serviços (+1,6 por cento), a despesa de consumo privada (+2,1 por cento), a despesa de consumo final do Governo (+2,1 por cento) e a formação bruta de capital fixo (+4 por cento), em relação ao segundo trimestre de 2025. “Porém, a procura externa líquida desceu 2,5 por cento, devido às importações de bens terem subido (+13,5 por cento). Por seu turno, o deflator implícito do PIB que mede a variação global de preços (101,8) aumentou 2,9 por cento, em relação ao segundo trimestre do ano passado”, ressalva a DSEC.