GalaxyArt acolhe exposição de esculturas em bronze de Zhu Bingren

“A Fortuna Dourada: A Estreia em Macau da Arte do Cobre de Zhu Bingren” é o nome da exposição que está exibição na GalaxyArt até ao próximo dia 12 de Abril.
A mostra apresenta uma série de obras do mestre do cobre Zhu Bingren, que deu continuidade ao legado do seu pai, Zhu Junmin, através de 68 obras. Com o Ano do Cavalo à porta, a exposições reúne 38 esculturas centradas no tema equestre, algumas criadas especialmente para a exposição que apresenta a obra do mestre do cobre a Macau.
Esculpidas com esmalte de alta temperatura, as obras em exibição “entrelaçam o estilo arrojado e dinâmico dos cavalos da dinastia Tang com o realismo ocidental e influências contemporâneas”, aponta a Galaxy em comunicado.
A figura equestre tem uma dimensão de grande simbolismo na cultura chinesa, com a sua forma em galope representando boa sorte, vitalidade e progresso.
Prosseguindo o legado centenário da sua família, Zhu Bingren não se limitou a seguir as linhas traçadas pela tradição das técnicas gengcai, trilhando novas rotas na arte de moldar cobre derretido. A organização da mostra salienta que o artista expandiu as formas da arte estrutural para a arte moderna, “revigorando o antigo ofício com talento e destreza”.
“As suas obras combinam técnicas modernas com o artesanato tradicional, transmitindo simbolismo auspicioso e ganhando reconhecimento de muitos dos principais museus de arte da China, onde as suas criações são exibidas”, indica a Galaxy.

Memória que permanece
Ao longo da sua carreira, Zhu recebeu vários títulos e condecorações. Reconhecido oficialmente como um mestre nacional da arte do cobre, Zhu Bingren é investigador da Academia Nacional de Artes da China, e consultor cultural e criativo do Museu do Palácio em Pequim.
“Há nove anos atrás, vim pela primeira vez a esta terra. Desde então, a abertura e inclusão de Macau ficaram profundamente gravadas na minha memória. Daí criei ‘Confluência dos Três Rios’ e ‘Plumas Esmeraldas, Graça Florescente’. Espero que estes reflexos fluídos do cobre sirvam de ponte cultural, ligando a florescente comunidade artística da Grande Baía”, afirmou o artista, citado pela Galaxy.
A exposição é realizada com o apoio da Direcção dos Serviços de Turismo e o Instituto Cultural.

1 Fev 2026

Vírus Nipah | Governo apela à calma e prepara medidas de prevenção

“Em relação aos recentes casos de infecção pelo vírus Nipah registados no Bengala Ocidental, Leste da Índia, os Serviços de Saúde têm prestado estreita atenção à situação local. Até ao momento, a situação epidemiológica ainda se limita ao local, pelo que se apela aos residentes para não entrarem em pânico.” Foi desta forma que o Governo pediu calma à população, em relação ao surto do vírus, extremamente contagioso, que se alastra na Índia, e que está a trazer recordações dos primeiros tempos da covid-19.
Apesar de apelar à calma, os Serviços de Saúde (SS) garantem ter reforçado medidas de prevenção, como a “avaliação e exame médico nos postos fronteiriços para indivíduos com historial de viagem relevante e que apresentam sintomas, aumento da capacidade de detecção do vírus, preparação das instalações de isolamento, assim como planos de tratamento médico”.
Com os planos de prevenção e controlo a prontos, as autoridades de saúde organizaram na quarta-feira um colóquio, que contou com a participação de mais de uma centena de pessoas, entre representantes de associações de saúde e organizações e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços médicos. O objectivo foi aumentar a vigilância do sector da saúde relativamente a infecções pelo vírus Nipah, a sua detecção precoce e a comunicação de casos suspeitos

Tão longe e tão perto
Durante o colóquio, o director dos SS, Alvis Lo, referiu que apesar da distância entre a Índia e Macau, a normal circulação de pessoas e a conveniência do transporte internacional não só aproximam regiões, como tornam doenças de elevado grau contágio num problema global.
Para já, o Governo reforçou a “linha de defesa” nas fronteiras, com orientações para o “envio de casos suspeitos detectados nos postos fronteiriços para avaliação hospitalar”. Foram também afixados nos átrios de entrada dos postos fronteiriços “avisos sobre a declaração voluntária de saúde por parte de viajantes assintomáticos com histórico de permanência ou contacto relevante”.
As autoridades de saúde indicam manter “uma comunicação estreita com o sector de aviação civil de Macau”, para sensibilizar o pessoal da linha da frente em relação a infeções por vírus Nipah e notificar atempadamente os casos suspeitos.
A reserva de reagentes de teste e equipamentos de protecção individual também está entre as prioridades do Governo, assim como o reforço da divulgação pública.
O vírus Nipah constitui um agente zoonótico potencialmente fatal, identificado em 1999. Nos últimos 20 anos, foram registados vários casos de infecção humana no Bangladesh e na Índia. As autoridades desaconselharam também deslocações às regiões afectadas.

1 Fev 2026

Orquestra de Macau | Concertos contaram história de Pedro e o Lobo em escolas

A Orquestra de Macau apresentou um ciclo de concertos “Música para o Futuro – Música no Campus” em 13 escolas do território. Os espectáculos narraram a história de Pedro de o Lobo. O Governo espera que o contacto com a obra de Prokofiev desperte nos alunos o gosto pela música clássica

 

“Pedro e o Lobo”, a composição sinfónica de autoria do compositor russo Sergei Prokofiev, foi o ponto de entrada nos prazeres da música clássica para muitos jovens do território. Pelo menos, foi essa a intenção do Instituto Cultural (IC), através da iniciativa “Música para o Futuro – Música no Campus”, que levou a 13 escolas de Macau uma série de concertos interpretados pela Orquestra de Macau.

Num comunicado divulgado ontem em português, 12 dias depois da publicação em chinês, o IC salienta que o ciclo de concertos faz parte da política de promoção da educação musical clássica na cidade, nomeadamente nos “jardins de infância e escolas primárias e secundárias locais, para plantar sementes musicais nas mentes dos mais jovens”.

A segunda fase dos concertos de “Música para o Futuro – Música no Campus” da Temporada 2025-2026 teve lugar em 13 escolas, entre Dezembro de 2025 e Janeiro deste ano, apresentando a obra clássica “Pedro e o Lobo” e despertando o interesse dos alunos pela música clássica de forma lúdica e descontraída, refere o IC.

Sob a batuta do maestro Tony Cheng-Te Yeh, a Orquestra de Macau actuou perante cerca de 3.000 alunos do ensino primário. As escolas que aderiram ao programa soram a Escola Oficial de Seac Pai Van, Escola Pui Tou (Sucursal da Taipa), Escola Luso-Chinesa da Taipa, Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes, Sheng Kung Hui Escola Choi Kou (Macau), Escola Tak Meng, Escola Internacional de Macau, Escola Secundária Sam Yuk de Macau, Escola Pui Tou, Colégio Diocesano de São José N.º 1 e N.º 2, Escola Primária Oficial Luso-Chinesa “Sir Robert Ho Tung” e Colégio do Sagrado Coração de Jesus.

 

Alargar horizontes

A sinfonia infantil de Sergei Prokofiev tem “uma narração envolvente da história e de uma interpretação orquestral de excelência”, indica o IC, e tem a capacidade para apresentar instrumentos, com cada um a representar uma personagem da história. Pedro costuma ser representado por um quarteto de cordas, o Lobo por três trompas, o Avô ganha som através de um fagote, o clarinete dá voz ao Gato, o Pato é um oboé, enquanto o Passarinho é representado por uma flauta transversal.

O IC salienta que este ciclo de concertos “é um dos principais projectos educativos da Orquestra de Macau”, que “organiza actuações musicais adaptadas a alunos de diferentes faixas etárias, com um repertório cuidadosamente seleccionado e interpretado por agrupamentos de diversas dimensões”.

“Através de interacções dinâmicas e lúdicas, o programa contribui não só para aprofundar o conhecimento e a apreciação musical dos alunos, como também para alargar os seus horizontes e refinar o seu temperamento, incentivando a exploração da música clássica”, acrescenta o IC.

O Governo indica também que estão abertas inscrições para escolas, bastando para tal contactar a Orquestra de Macau.

O ciclo de concertos em escolas está inserido na temporada 2025-2026 da Orquestra de Macau, que conta com a organização conjunta do IC, das seis concessionárias de jogo, e com o apoio da sucursal de Macau do Banco da China.

29 Jan 2026

Tabaco e álcool | Infracções aumentaram quase 28% em 2025

As infracções à lei de controlo do tabaco e álcool aumentaram 27,9 por cento no ano passado, face a 2024, com quase 5.500 violações da lei detectadas, a larguíssima maioria incindindo em fumadores. As autoridades atribuem a subida à optimização das inspecções e ao aumento do fluxo de turistas em 2025

 

No ano passado, o número de infracções à lei de controlo do tabaco e álcool aumentaram mais de um quarto, 27,9 por cento, face os casos detectados em 2024, para um total de 5.474 casos, mais 1.194 em termos anuais.

A esmagadora maioria das violações da lei foram cometidas por fumadores, com 5.008 casos, mais 1.064 face a 2024, um aumento de 27 por cento, o que significa uma média diária superior a 15 multas por dia. Aliás, em todas as categorias relativas ao combate ao tabagismo 2025 foi um ano de crescimento em todas as vertentes.

Os casos de pessoas apanhadas a atravessar a fronteira para entrar em Macau com cigarros electrónicos mais que duplicou face a 2024 (+102,6 por cento) para um total de 316 casos.

Em relação aos locais onde é proibido fumar, os mais frequentes continuam a ser os casinos, onde foram identificados 1.111 casos, seguidos por restaurantes (780 casos) e finalmente parques, jardins e espaços recreativos com 414 casos identificados no ano passado.

 

Sempre a subir

Os Serviços de Saúde (SS) atribuem “o aumento dos casos de fumo ilegal a uma conjugação de factores, incluindo a contínua optimização dos métodos de inspecção, assim como a sua frequência”. Para dar uma ideia da dimensão da caça ao fumador, em 2025 foram realizadas mais de 240.700 inspecções ao consumo ilegal de tabaco, o que dá uma média de quase 600 inspecções diárias.

Outro dado que fez subir as estatísticas, de acordo com as autoridades, foi o aumento de turistas que visitaram Macau em 2025. O número de turistas apanhados a violar as leis de controlo do tabaco aumentou 48 por cento, de 2.063 casos em 2024, para 3.050 no ano passado. Os SS justificam também a subida de infracções com a falta de capacidade para cumprir as responsabilidades estabelecidas pela lei de controlo do tabaco.

Os esforços do Governo para apertar o cerco ao tabagismo e consumo de álcool envolvem a cooperação de vários departamentos e serviços públicos. No caso do controlo do tabagismo, o território é inspeccionado por pessoal dos Serviços de Saúde, Corpo de Polícia de Segurança Pública, Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e Serviços de Alfândega.

Em relação ao controlo do consumo de álcool, as autoridades detectaram no ano passado apenas 16 casos, seis dos quais relativos à venda de bebidas alcoólicas a menores, ou a permitir o seu consumo.

As restantes infracções relacionaram-se com a falta de sinalização da proibição de bebidas alcoólicas a menores, ou de identificação destes produtos nos espaços comerciais.

29 Jan 2026

Análise | Pedidos mais feriados e benefícios familiares

O académico e presidente da Associação de Segurança Social Chan Kin Sun considera que Macau deve acompanhar o mundo em matéria de licenças de maternidade e paternidade, assim como aumentar os feriados obrigatórios e férias anuais

 

O equilíbrio entre a vida familiar e o trabalho é uma aspiração dos países mais ricos, algo que está longe de acontecer em Macau, apesar dos esforços positivos do Governo, de acordo com o académico e presidente da Associação de Segurança Social de Macau Chan Kin Sun.

Num artigo de opinião publicado ontem no jornal Ou Mun, o responsável indica que existe uma forte vontade na sociedade por políticas que beneficiem as famílias, indo além do aumento dos dias de férias individuais.

Chan Kin Sun, que coordena o programa de mestrado em Administração Pública da Universidade de Macau, entende que os cidadãos esperam melhorias no sistema de licenças parentais. Depois de em 2019 o Governo ter introduzido a licença de paternidade e alargado a licença de maternidade, ficou a faltar o estabelecimento de folgas pagas quando um dos progenitores tem de se ausentar do trabalho para, por exemplo, acompanhar um filho numa ida ao médico.

Além disso, o académico defende que o Governo deveria criar mais feriados obrigatórios, bastando para tal escolher entre os vários festivais tradicionais que se celebram no território.

 

Socialismo do patronato

Chan Kin Sun focou a sua análise também no número de dias de férias anuais pagas praticadas na região. Em Macau, depende do tempo de serviço do trabalhador. Um recém-contratado tem seis dias de férias anuais pagas, requerimento que se mantém inalterado há quatro décadas. Na China, os dias de férias também variam consoante a antiguidade, entre cinco e 15 dias por ano, enquanto em Hong Kong variam entre sete e 14 dias.

A Organização Internacional de Trabalho recomenda, pelo menos, três semanas anuais de férias. O académico realçou a discrepância o desenvolvimento económico de Macau, o seu posicionamento como cidade internacional e as expectativas dos trabalhadores em relação à qualidade de vida”.

Por fim, Chan Kin Sun elogiou o Governo pelo lançamento dos planos de subsídio de assistência na infância e subsídio complementar atribuído aos empregadores pela remuneração paga na licença de maternidade.

29 Jan 2026

Orquestra de Macau | Dia dos Namorados celebrado com bandas sonoras e circo

No próximo dia 14 de Fevereiro, a Orquestra de Macau apresenta o espectáculo “Circo Sinfónico – Melodias de Filmes” no Broadway Theatre. Além da orquestra local, a actuação será abrilhantada pelo Cirque de la Symphonie, aliando música e artes circenses. Os bilhetes já estão à venda

 

O grupo Galaxy Entertainment e o Instituto Cultural (IC) anunciaram ontem uma proposta para o Dia dos Namorados. No dia 14 de Fevereiro, às 20h, o Broadway Theatre será palco do espectáculo “Circo Sinfónico – Melodias de Filmes”, um evento que irá juntar música e artes circenses com a actuação conjunta da Orquestra de Macau e o Cirque de la Symphonie.

Os bilhetes para o espectáculo, que tem duração de uma hora e meia, estão à venda na bilheteira online de Macau em macauticket.com e através da linha directa 2855 5555. Os preços variam entre 300 e 150 patacas

Segundo um comunicado divulgado ontem pelo IC, o evento irá proporcionar ao público uma experiência “emocionante que entrelaça música sinfónica com actuações circenses e de malabarismo”.

Em termos musicais, a actuação da Orquestra de Macau irá brindar os espectadores com um reportório especial para comemorar o Dia dos Namorados, incluindo “obras musicais clássicas de diferentes épocas, abarcando vários séculos e diversos géneros, incluindo ballet, ópera e bandas sonoras de filmes de Hollywood”.

De cortar a respiração

Por sua vez, “os artistas do Cirque de la Symphonie apresentarão uma série de actuações de cortar a respiração, coreografadas ao sabor da música, complementando o concerto com actuações aéreas, acrobacias, magia, palhaços, mímica e dança”.

O Cirque de la Symphonie é constituído por ginastas e artistas circenses de diversos países, incluindo atletas olímpicos medalhados e recordistas mundiais. Desde a sua fundação, já colaborou com mais de uma centena de orquestras sinfónicas de todo o mundo.

O Cirque de la Symphonie é uma trupe circense itinerante sediada em Athens, no estado norte-americano da Geórgia, fundada em 2005 por William H. Allen e Alexander Streltsov. As suas apresentações envolvem uma variedade de números circenses contemporâneos minimalistas sincronizados com a música sinfónica ao vivo.

No espectáculo “Circo Sinfónico – Melodias de Filmes”, a Orquestra de Macau será dirigida pelo maestro Tony Cheng-Te Yeh.

28 Jan 2026

JP Morgan | Jogo com receitas brutas sólidas em Janeiro

Os analistas do banco JP Morgan estimam que nos primeiros 25 dias do ano, os casinos de Macau tenham apurado 17,8 mil milhões de patacas em receitas brutas, uma performance “estável e sólida”. A instituição prevê que o mês feche com subidas anuais das receitas de, pelo menos, 15 por cento

O ano começou bem para os casinos de Macau, pelo menos de acordo com as estimativas dos analistas do JP Morgan. Segundo a mais recente nota de análise à indústria do jogo, divulgada na segunda-feira, é indicado que os casinos do território poderão ter amealhado nos primeiros 25 dias de Janeiro cerca de 17,8 mil milhões de patacas. O resultado é descrito como “estável e sólido”.

“Isto significa que a performance da semana passada se manteve estável face à semana anterior, com receitas brutas diárias de 693 milhões de patacas, apesar dos fracos resultados do segmento VIP. Estes resultados são bastante sólidos quando comparados com os 624 milhões de patacas por dia registados em Dezembro”, referem os analistas DS Kim, Selina Li e Lindsey Qian, citados pelo portal GGR Asia.

Face às perspectivas, os analistas esperam que o mês encerre em grande. “Continuamos confiantes com a estimativa de que as receitas brutas cresçam anualmente em Janeiro entre 15 a 20 por cento, com a tendência a aproximar-se mais dos 20 por cento. O resultado abre perspectivas a aumentos anuais a rondar os 13 por cento nos primeiros dois meses e no primeiro trimestre de 2026”, é acrescentado.

A longo prazo

O ano de 2026 começou com um novo panorama na principal indústria do território, com Janeiro a ser o primeiro mês sem casinos-satélite, alterando a estrutura do mercado. Em Junho do ano passado, quando se soube que a larga maioria dos casinos-satélite iria fechar, a JP Morgan Securities indicava que o impacto do encerramento das operações dos casinos-satélite que operavam com as licenças da Melco e Galaxy seria “insignificante” para as concessionárias.

Na realidade, no início do ano, os analistas do banco cortaram as previsões de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês) para o ano de 2026 para 71,9 mil milhões de patacas para o total das seis concessionárias de jogo. Apesar da redução, a estimativa para os resultados EBITDA deste ano representa uma melhoria face à previsão de 68,5 mil milhões de patacas do ano passado. Os resultados EBITDA de 2025 ainda estão no campo das estimativas uma vez que as concessionárias de jogo ainda não reportaram aos accionistas os resultados finais.

28 Jan 2026

Trabalho ilegal | Nick Lei diz que combate não é eficaz

Nick Lei não está satisfeito com a eficácia do combate ao trabalho ilegal. O deputado sugeriu a criação de grupos de WeChat com associações, DSAL e empresas de sectores que normalmente empregam trabalhadores ilegais para que a actuação das autoridades se torne mais ágil

 

Apesar do bom caminho trilhado, Nick Lei considera que a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) podia ser mais eficaz no combate ao trabalho ilegal. O Governo apresentou na segunda-feira os resultados do combate aos trabalhadores ilegais referentes ao ano passado.

Em 2025, a DSAL realizou 683 inspecções, 62 das quais visaram motoristas. Um total de 668 pessoas foram punidas administrativamente por terem sido encontradas a trabalhar ilegalmente com multas totais de quase 6,09 milhões de patacas. Foram identificados 157 motoristas ilegais, que resultaram na aplicação de multas de quase 1 milhão de patacas.

Em resposta aos resultados, Nick Lei enalteceu os esforços da DSAL, mas indicou que a entidade é pouco eficaz no combate ao fenómeno.

Em declarações ao jornal do Cidadão, o deputado ligado à comunidade de Fujian argumentou que a actuação da DSAL continua a não ter correspondência com as expectativas da população, de acordo com as opiniões recolhidas pela sua equipa.

Novas mensagens

Apesar de defender a continuação de inspecções a locais de trabalho, assim como investigações a anúncios nas redes sociais a oferecer trabalho ilegal, Nick Lei recomenda uma comunicação próxima entre as autoridades, associações e responsáveis de empresas em ramos mais afectados pelo trabalho ilegal.

Para tal, o deputado afirma que o método mais simples é criar um grupo de WeChat com todos agentes envolvidos, assim como responsáveis da DSAL para que a resposta e o combate ao trabalho ilegal sejam instantâneos.

A falta de eficácia das autoridades é demonstrada, segundo Nick Lei, pelo número reduzido de motoristas ilegais apanhados pelas autoridades, que estão longe da realidade.

Por esta razão, Nick Lei defende que a DSAL precisa de rever as actuais penalizações no âmbito de trabalho ilegal e, se o efeito dissuasor não for suficiente, será necessário alterar as leis. O deputado, que por inerência do seu trabalho tem o direito e obrigação de legislar, salienta que os regulamentos sobre o trabalho ilegal entraram em vigor há mais de 20 anos, não correspondendo assim aos tempos actuais.

Nick Lei alertou ainda para novos sectores da economia que começaram a empregar trabalhadores ilegais, depois da pandemia, como fotógrafos, ou obras de remodelação para os prédios da Zona A nos novos aterros, com a divulgação de anúncios nas redes sociais a oferecerem trabalho ilegal. O deputado exemplificou ser comum surgirem publicações de empresas do Interior da China a oferecer serviços de “obra de remodelação na habitação económica da Zona A” na aplicação Xiaohongshu (little red book).

28 Jan 2026

Fotografia | Concurso “Somos Imagens da Lusofonia” aberto a candidaturas

A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa lançou ontem a sétima edição do concurso de fotografia “Somos Imagens da Lusofonia. Com o tema “O Hoje do Passado”, os concorrentes são desafiados a retratar aquilo que perdura no tempo, entre modernidade e história

 

A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa lançou ontem a sétima edição do Concurso de Fotografia “Somos Imagens da Lusofonia”, este ano com o tema “O Hoje do Passado”, que irá decorrer até 28 de Fevereiro. O concurso tem o patrocínio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura.

À semelhança do ano passado, o primeiro classificado será contemplado com uma viagem e estadia em Macau, para quem não resida no território, para participar na cerimónia de inauguração da exposição subsequente e em workshops organizados localmente.

Segundo um comunicado divulgado pela associação, o tema desta edição propõe uma reflexão sobre as “coisas antigas que perduram no tempo, que ainda hoje têm uma função e um propósito nas nossas sociedades e vidas, marcando a identidade cultural associada a um determinado espaço geográfico”.

“Nos dias que correm, com o rápido desenvolvimento socioeconómico e tecnológico, o nosso foco tende a virar-se para o que é mais moderno, evoluído, para o que é novo. E, num contexto de acelerada transformação urbana, as províncias, cidades, e até vilas e aldeias têm sofrido mudanças que as levam a perder algumas caraterísticas distintivas. No entanto, há símbolos, instrumentos, ofícios, etc., que têm desafiado o tempo, as novas tecnologias e a homogeneização cultural. Alguns deles poderão até ser transversais ao universo lusófono”, indica a Somos.

 

Alimentar o espírito

O tema deste ano do concurso de fotografia da Somos convida à reflexão dos participantes sobre as realidades dos seus países e à expressão, através da fotografia, de pontos de vista sobre o valor dos costumes, práticas e tradições antigas nas sociedades actuais do universo lusófono.

Assim sendo, a associação propõe uma análise à importância do património histórico, artístico, etnográfico e imaterial de cada território geográfico da Lusofonia, assim como valores culturais e elementos históricos “enquanto veículos de cariz social, reforços da identidade comunitária e portais para a evocação de tempos passados”.

Através de trabalhos com dimensões artísticas, históricas e simbólicas, os participantes são desafiados a cristalizar numa imagem “testemunhos materiais da interação entre o passado e o presente”, refere a associação.

 

Questões práticas

As fotografias submetidas devem ser acompanhadas de título e de uma breve legenda descritiva de contextualização.

O concurso destina-se a todos os cidadãos dos países e regiões da Lusofonia ou residentes de Macau que possuam fotografias de qualidade, e enquadradas com o tema seleccionado, tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu.

Um júri composto por profissionais da área da fotografia irá seleccionar três vencedores, que vão receber prémios pecuniários, havendo também a possibilidade de atribuição de menções honrosas. Os vencedores serão escolhidos seguindo critérios de criatividade e originalidade, composição fotográfica, qualidade artística, e relevância e qualidade em relação ao tema do concurso.

Os três vencedores vão receber 10 mil patacas, enquanto as menções honrosas serão premiadas com 7 mil e 5 mil patacas. Além dos prémios pecuniários, o vencedor do primeiro lugar ganha uma viagem a Macau, e estadia.

O júri é composto por Gonçalo Lobo Pinheiro (Macau) – presidente do júri em representação da Somos -, Lei Heong Ieong (Macau), Bruno Santos e Levi Bianco (Brasil), Luísa Nhantumbo (Moçambique) e César Mourão (Portugal).

27 Jan 2026

Casamentos | Crise força a cerimónias simples e menos gastos

Os negócios dos casamentos nunca recuperaram da pandemia. Cerimónias simplificadas, banquetes e orçamentos cortados obrigam a transformações na forma como se celebram os matrimónios. O papel da acompanhante de noiva nos casamentos tradicionais chineses também tem menos procura

Menos complicações e despesas são as palavras de ordem na forma como se celebram casamentos em Macau nos dias de hoje.

Depois da razia absoluta a que a pandemia da covid-19 votou as empresas que operam negócios na área dos casamentos, o sector nunca voltou a recuperar a dimensão de outros dias. O ano de 2025 tinha tudo para resultar na retoma da indústria, por ser considerado um ano auspicioso para casar, de acordo com as superstições do zodíaco chinês. A expectativa para o Ano da Serpente apontava para bons negócios. No entanto, houve uma redução de 13 por cento nos primeiros três trimestres do ano passado.

Na semana passada, o fluxo de pessoas que participaram numa feira dedicada a casamentos, com stands de empresas que catering, maquilhagem, vestuário e joalharia, deixou os empresários optimistas.

Em declarações ao jornal Ou Mun, um empresário de planeamento de casamentos, de apelido Pang, notou o aumento de afluência de noivos em relação ao ano passado. Apesar disso, o empresário afirmou que o ambiente de negócios continua mau, com o tamanho dos banquetes de casamento a ficarem mais pequenos, passando de 20 a 30 mesas no passado, para pouco mais de 10 mesas actualmente. Também os orçamentos dos noivos caíram cerca de 10 por cento, em comparação com o ano passado.

Além disso, Pang salientou que os tradicionais banquetes de casamento caíram um pouco em desuso, com cada vez mais casais a optarem por fazer cerimónias ao ar livre após o registo do matrimónio. A festa fica muitas vezes reduzida a um jantar de família para encerrar a cerimónia.

 

Ajustar à realidade

Para fazer face às mudanças no mercado, o empresário confessou ter alterado a tabela de preços e oferecer um serviço único e simples que reúne todas valências, do catering, à maquilhagem e roupa dos noivos.

Uma das esperanças de Pang é a entrada na idade de casar dos jovens que nasceram no virar do século, assim como o aumento do subsídio de casamento e permite os notários privados celebrarem o casamento.

Também uma acompanhante de noiva, que tem as funções de ajudar a noiva e actuar como uma gerente de todos os rituais do casamento tradicional chinês, deu conta da vontade de simplificar os matrimónios. Como tal, a procura pelos seus serviços também tem diminuído.

27 Jan 2026

CCPPC | Sam Hou Fai recebe presidente do Partido Zhi Gong

O Chefe do Executivo recebeu no sábado, em Santa Sancha, o vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e presidente do Comité Central do Partido Zhi Gong da China, Jiang Zuojun.

O Gabinete de Comunicação Social não adiantou muitos detalhes sobre a reunião, apenas que foram trocadas “opiniões sobre temas de interesse comum”. Ainda assim, é referido que Sam Hou Fai “indicou que, desde o regresso de Macau à pátria, o desenvolvimento socioeconómico mantém-se estável, facto indissociável do forte apoio do Governo Central, das províncias e cidades do Interior da China, e dos partidos democráticos do País, incluindo o Partido Zhi Gong”.

O Partido Zhi Gong é um dos oito partidos políticos minoritários não oposicionistas do Governo Central, oficialmente denominados “partidos democráticos”, mas que operam sob a direcção do Partido Comunista Chinês.

Depois de repetir os vários princípios políticos que orientam a governação da RAEM, como “um país, dois sistemas”, “Macau governada pelas suas gentes” com alto grau de autonomia, “um centro, uma plataforma, uma base”, Sam Hou Fai apresentou o panorama actual do desenvolvimento da RAEM, na óptica do Governo. O Chefe do Executivo “indicou que o resultado do sector de turismo de Macau em 2025 foi brilhante, o número de visitantes alcançado foi de 40 milhões e o Executivo continuará a reforçar a imagem de Macau como um centro mundial de turismo e lazer”.

O governante garantiu que irá acelerar “o desenvolvimento da indústria cultural e desportiva, aproveitar as vantagens tradicionais da fusão da cultura oriental e da ocidental e promover, de forma diversificada, o desenvolvimento cultural e turístico de Macau”.

26 Jan 2026

Ano Novo Chinês | Apelos a preços estáveis na restauração

Associações apelaram a empresários da restauração para não aumentarem preços nos feriados do Ano Novo Chinês. Apesar da subida dos custos de operação, para compensar empregados que trabalham nos feriados obrigatórios, as associações sugerem a criação de menus com ofertas mais em conta

 

 

Com os feriados do Ano Novo Chinês a aproximarem-se, associações que representam o sector da restauração apelam aos empresários e gerentes de restaurantes para não aumentarem os preços durante o período festivo, ou, se não tiverem alternativa, serem contidos na subida dos preços das refeições.

Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Lei U Weng, referiu que os empresários do sector estão a aplicar todos os esforços para que os residentes fiquem e gastem dinheiro na cidade, de forma a impulsionar a economia local.

Sob o actual ambiente económico, Lei U Weng defende que os gerentes e donos de restaurantes não devem aumentar os preços durante os feriados do Ano Novo Chinês. Mas, se não se conseguir evitar a tendência devido ao aumento da taxa de serviço, o representante recomendou que devem ser seguidos os princípios de moderação, razoabilidade, abertura e transparência.

Recorde-se que a lei que regula as relações de trabalho obriga os empregadores a compensarem os funcionários que trabalhem em dias de feriado obrigatório, com o triplo do salário ou o dobro (acrescido de um dia de folga adicional).

 

Soluções criativas

Lei U Weng salientou a necessidade de recorrer à criatividade comercial para contornar os custos acrescidos. Para tal, sugeriu a criação de menus especiais para os feriados, de forma a incentivar a permanência em Macau dos residentes.

Também o presidente da Associação dos Comerciantes da Boa Cozinha de Macau, Ho Tsz Kit, apoiou a ideia, lembrando que muitos restaurantes criaram em anos anteriores menus especiais com descontos para atrair os clientes durante o Ano Novo Chinês. Este ano, os feriados obrigatórios calham a 17, 18 e 19 de Fevereiro. Para desviar o impacto do aumento dos custos, o representante afirmou que os empresários do ramo não têm alternativa. Ou encerram os restaurantes durante os feriados (solução visível para quem fica em Macau durante estes períodos), ou cobram até 30 por cento da taxa de serviço aos clientes.

O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) apontou que entre o Natal e o Ano Novo, cerca de 400 estabelecimentos de bebidas e comidas emitiram declarações para utilizar novas tabelas de preços, com aumentos de preços que variaram entre 10 por cento e 40 por cento.

Se os restaurantes não pedirem ao IAM novas tabelas de preços ou cobrarem taxas de serviço adicional, nem avisarem os clientes destas mudanças, podem ser multados em 2.500 patacas e 5.000 patacas, respectivamente.

26 Jan 2026

USJ | Nova biblioteca vai apoiar investigação de missões católicas na Ásia

A Universidade de São José vai lançar este ano uma biblioteca para dar apoio à investigação da história das missões católicas na Ásia e da Diocese de Macau, que celebrou 450 anos. O projecto conta com a colaboração da Universidade do Minho

 

A investigação histórica das missões católicas na Ásia e o papel da Diocese de Macau são pontos de partida para a criação de nova biblioteca da Universidade de São José (USJ), cuja inauguração, prevista para este ano, se enquadra no 450.º aniversário da criação da Diocese de Macau, em 23 de Janeiro de 1576. “Este marco é uma celebração da história da região e um compromisso com a preservação e compreensão do seu património cultural”, lê-se num comunicado divulgado na sexta-feira pela USJ.

A Bibliotheca Diocesis Macaonensis “é um projecto ambicioso e de longo prazo na área das humanidades digitais”, que tem como objectivo “apoiar a investigação sobre a história da Diocese de Macau e das missões católicas no Leste e Sudeste Asiático”, é referido.

“Adoptando uma perspectiva multidisciplinar, o projecto é apoiado por uma robusta infra-estrutura de investigação histórica que utiliza análise de dados computadorizada, aprimorada por tecnologias de inteligência artificial, ‘big data’ e aprendizagem automática”, refere-se na nota.

Com a ajuda de amigos

Para este projecto, a Faculdade de Letras e Humanidades da USJ está a colaborar com a Universidade do Minho, através do Centro ALGORITMI e do LASI – Laboratório Associado de Sistemas Inteligentes, na sequência de um memorando de entendimento assinado em Março de 2025.

O acordo entre as duas universidades teve como objectivo expandir reforçar a rede de cooperação da USJ, promover intercâmbios de ensino e investigação e fomentar o cultivo de talentos inovadores com competitividade global. Além disso, as instituições acordaram em estreitar o intercâmbio de professores e investigadores, estudantes de pós-graduação e de licenciatura entre Macau e Braga e estabelecer parcerias em iniciativas de ensino, investigação, tecnologia de inovação e empreendedorismo.

A instituição de ensino superior de Macau, lê-se ainda no comunicado divulgado na sexta-feira, tem “trabalhado sistematicamente com colecções de vários arquivos e bibliotecas em todo o mundo”, nomeadamente as “colecções excepcionais” de dois parceiros colaborativos: o arquivo diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e a biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda. “Esta parceria valiosa permitiu um progresso significativo na concretização deste projecto”, sublinha o comunicado.

A USJ diz ainda esperar atrair outras instituições e investigadores para o projecto, acolhendo ainda a participação de voluntários.

 

Com Lusa

26 Jan 2026

CURB lança livro sobre néons de Macau, da autoria de Filipa Simões

Na próxima semana, o CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo acolhe o lançamento oficial do “Guia dos Sinais de Néon de Macau”, de Filipa Simões. Depois de se debruçar sobre a arte urbana da cidade, a autora lança a primeira obra que documenta e celebra uma das características mais icónicas da paisagem de Macau

 

No próximo dia 29 de Janeiro, quinta-feira, será lançado oficialmente o “Guia dos Sinais de Néon de Macau”, da autoria de Filipa Simões. O livro, cuja publicação está a cargo do CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, será apresentado às 18h30 na Plataforma Criativa – Ponte 9.

A sessão contará com a participação da autora e investigadora Filipa Simões, o coordenador do projecto e presidente do CURB Nuno Soares, e o responsável pela fotografia Wilson Kam.

O “Guia dos Sinais de Néon de Macau” é descrito pelo CURB como a primeira publicação totalmente dedicada à documentação e celebração de um dos mais apreciados elementos do imaginário estético do tecido urbano da cidade.

“Ao longo de gerações, os sinais de néon têm iluminado as ruas de Macau, moldando a paisagem nocturna e enraizando-se profundamente na memória colectiva da cidade. Muito além de meros efeitos visuais, tornaram-se símbolos culturais que representam orgulhosamente a identidade local e o seu quotidiano. Contam as histórias dos bairros, dos negócios, das gerações, de uma forma familiar, emocional e inconfundivelmente de Macau”, descreve o CURB em comunicado.

O guia tem uma base uma recolha fotográfica feita ao longo do ano passado, que captura retratos únicos da paisagem iluminada da península de Macau. Porém, o projecto vai além das imagens de ambientes nocturnos pintados a néon presentes no guia, incorporando um trabalho amplo de investigação e documentação focado na preservação das instalações de néon de Macau, muitas das quais estão a ser removidas ou perdidas devido à reabilitação urbana.

 

Do etéreo ao material

O guia, cuja publicação foi financiada pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura, materializa a vontade de garantir a sobrevivência do brilho das instalações de néon, além das ruas que costumavam iluminar, transformando a extensiva investigação e documentação visual da autora num registo tangível e de fácil acesso.

Filipa Simões é designer, professora e residente em Macau desde 2004. É licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e tirou o mestrado em Administração de Empresas na Universidade de São José, onde lecciona desde 2013 e supervisiona o curso de Licenciatura em Design da Faculdade de Artes e Humanidade.

A académica, que lançou em 2024 o “Guia para a Arte de Rua de Macau”, desenvolve o seu trabalho criativo em diferentes plataformas – como artista gráfica, directora criativa e professora.

É directora criativa e fundadora da WHYDESIGN e directora da PONTE 9 Creative Platform. Os seus trabalhos foram reconhecidos com vários prémios, publicados e expostos internacionalmente na Experimentadesign, Salone Satellite, HKSZ Biennale e na Bienal de Arquitectura de Veneza.

Segundo a biografia de Filipa Simões divulgada pelo CURB, a académica tem a cultura urbana e as actividades de rua em Macau como epicentro da sua investigação, através da exploração das expressões gráficas no domínio público que moldam a identidade, memória e vida quotidiana da cidade.

25 Jan 2026

Ilha Verde | Pedido aproveitamento turístico de colina e convento

Nick Lei quer saber se existem planos para revitalizar a Ilha Verde e aproveitar os recursos da zona. O deputado pergunta ao Governo se vai integrar a zona ribeirinha, o parque industrial e a fronteira de Qingmao para criar uma área dedicada ao turismo cultural e conservação ecológica

 

A Ilha Verde é uma oportunidade por aproveitar. Assim se pode resumir a interpelação escrita divulgada ontem por Nick Lei. O deputado ligado à comunidade de Fujian quer saber o que o Governo está a planear para a zona, tendo em conta os recursos patrimoniais e históricos da Ilha Verde, assim com a paisagem natural e a localização ribeirinha.

Apesar de a Colina da Ilha Verde ser propriedade privada, Nick Lei lembra que também contém património protegido por lei, “que não só tem muitas árvores antigas que precisam ser salvaguardadas, como têm locais históricos”. Um dos ex-libris da zona é o convento jesuíta, um edifício delapidado que testemunha a presença da Companhia de Jesus desde o século XVII.

“Há muito tempo que a população espera que o Governo promova a abertura da colina, a restauração do património histórico e cultural e a criação de espaços públicos com dimensão educativa e cultural”, afirma o deputado. Além disso, Nick Lei defende que estas valias históricas e naturais podem ser integradas num “corredor de turismo cultural portuário”, aproveitando a posição ribeirinha e a proximidade com a fronteira e Qingmao e a Zona Industrial Transfronteiriça Zhuhai-Macau.

 

Pedras no sapato

Apesar do potencial, Nick Lei reconhece os desafios inerentes à zona, como o caos urbanístico, o sistema rodoviário inadequado e a falta de infra-estruturas comunitárias. Além disso, o plano de renovação urbana traçado em 2024 para a Ilha Verde ainda não avançou e o deputado refere que houve quem defendesse que o plano só deveria ser implementado em conjugação com um projecto urbanístico geral da zona norte da península.

Recorde-se que o plano anunciado em 2024 prevê a conservação dos recursos históricos e naturais, a intervenção na zona costeira sul da Ilha Verde, a aposta em infra-estruturas públicas, espaços verdes, melhoria dos sistemas rodoviário e pedonal e o aumento da oferta comercial, turística e de lazer. O objectivo será criar uma comunidade moderna na Ilha Verde, rodeada de natureza e água, capaz de proporcionar um ambiente apropriado para residir, trabalhar e com condições para pequenas e médias empresas prosperarem.

25 Jan 2026

Cinema | Realizadores elogiam plano de apoio à produção do Governo

Realizadores locais destacam o papel que o plano de apoio à produção cinematográfica teve no desenvolvimento do cinema feito em Macau. Porém, os filmes subsidiados têm diminuído a cada edição do plano. Tracy Choi salienta a pequena dimensão do mercado local e as dificuldades na distribuição e entrada em novos mercados

No ano passado, foi lançada a sexta edição do Plano de Apoio à Produção Cinematográfica de Longas Metragens, atribuído pelo Instituto Cultural desde 2013 e pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) desde a sua criação. Em mais de uma década, realizadores locais realçam a importância do apoio para o desenvolvimento do cinema de Macau. Porém, com menos projectos a serem apoiados a cada nova edição e as características mínimas do mercado local, a indústria da sétima arte de Macau enfrenta dificuldades.

Ontem, no programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, o realizador Chong Cho Kio confessa que quando o plano de apoio foi lançado, quase todas as produções locais que chegavam às salas eram financiadas principalmente pelos fundos públicos.

Mas o escopo do plano de apoio foi diminuindo nos últimos anos, principalmente depois da pandemia. “Se calhar o Governo mudou de ideias em relação ao cinema local. No início, cada edição do plano financiava quatro filmes, que passaram a três, e um projecto no último plano de apoio”, indicou o realizador e presidente da Associação da Indústria de Cinema de Macau.

Ainda assim, Chong Cho Kio considera que a indústria audiovisual avança numa boa direcção, graças ao mercado da publicidade e da produção de vídeos promocionais.

 

Atrás das câmaras

Também a realizadora Tracy Choi elogiou que o Plano de Apoio à Produção Cinematográfica de Longas Metragens, por não só ter permitido a produção de vários filmes desde o início, mas também incentivando o aumento “significativo” de criadores e colaboradores, na sua óptica.

Além de haver mais gente a fazer cinema, também a qualidade dos filmes melhorou, levando à maior exposição da sétima arte feita em Macau através da selecção de filmes para festivais de cinema nacionais e internacionais, com alguns a serem premiados. Um dos exemplos é a própria Tracy Choi, que ganhou vários prémios e convites para participar em festivais pelo mundo fora.

Porém, nem tudo são rosas. “A pequena dimensão do mercado de Macau, o pouco conhecimento do público local em relação às produções locais e as insuficiências ao nível de promoção e distribuição são desafios complicados. Também a promoção e a entrada em mercados exteriores são problemas que os realizadores locais enfrentam”, indicou a realizadora.

22 Jan 2026

TNR | Sam Hou Fai reitera promessa de rever mecanismo de autorização

O Governo irá rever e aperfeiçoar o mecanismo de apreciação e autorização de contratação dos trabalhadores não-residentes para controlar o número não-residentes no mercado laboral. A garantia foi dada por Sam Hou Fai no jantar de aniversário da Federação das Associações dos Operários de Macau

 

O Governo “irá proceder à revisão completa e ao aperfeiçoamento do mecanismo de apreciação e autorização de contratação dos trabalhadores não-residentes, a fim de exercer um controlo dinâmico do número de trabalhadores não-residentes”. O compromisso, já avançado nas Linhas de Acção Governativa, foi reiterado pelo Chefe do Executivo na cerimónia de celebração do 76.º Aniversário da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que se realizou na terça-feira à noite.

O discurso de Sam Hou Fai centrou-se na promoção do emprego dos residentes locais, enquanto ponto fulcral para a estabilidade da conjuntura geral da cidade. “Desde que os residentes locais sejam capazes e estejam dispostos, devem ser prioritariamente contratados”, indicou o Chefe do Executivo.

Para atingir o objectivo de prioridade no mercado de trabalho, Sam Hou Fai lembrou o papel da criação do Grupo de Trabalho para a Coordenação da Promoção do Emprego, que tem por foco o emprego dos residentes de Macau, com particular incidência nas camadas mais jovens.

Sam Hou Fai afirmou também que o Executivo irá aperfeiçoar as leis laborais, intensificar a frequência das acções de emparelhamento profissional e formação profissional, assim como organizar sessões informativas sobre segurança e a saúde ocupacional.

Ainda assim, o governante apontou que a economia de Macau segue numa tendência estável e promissora, e que “os principais indicadores económicos revelam uma melhoria constante”, e “a taxa de desemprego geral mantém-se num nível relativamente baixo”.

 

Grandes expectativas

Com um forte teor nacionalista, Sam Hou Fai relembrou as cincos expectativas de Xi Jinping para a RAEM.

A primeira acentua na estudo e implementação profunda do “espírito consagrado nos discursos e instruções importantes do Presidente Xi Jinping”, para unir e orientar os trabalhadores no apoio ao Governo e na defesa da segurança nacional e a estabilidade social

A segunda expectativa é a articulação do 15.º plano quinquenal do país com os projectos políticos de longo prazo da RAEM, para o qual Sam Hou Fai espera a contribuição da FAOM através de “sugestões e propostas valiosas em defesa das acções governativas”, formando um elo entre o Executivo e a população.

A diversificação das indústrias e o aumento da qualificação e da competitividade profissionais dos jovens são vectores da terceira expectativa, com foco particular em Hengqin. A zona de cooperação aprofundada e a integração na Grande Baía são os pontos essenciais da quarta expectativa, para a qual Sam Hou Fai espera cooperação da FAOM ao nível da “formação de quadros qualificados, apoiando a integração e a prestação de serviços de Macau na conjuntura do desenvolvimento nacional”.

A quinta expectativa de Xi Jinping para a RAEM, é o reforço da “bela tradição do patriotismo e do amor a Macau”.

22 Jan 2026

Ivana Wong ao vivo na Londoner Arena no final de Março

A multifacetada Ivana Wong apresenta no dia 28 de Março o concerto “Fusion” no Londoner Arena. O espectáculo deverá reflectir a variada carreira de duas décadas da artista de Hong Kong, entre música, televisão e cinema. Os bilhetes vão estar à venda a partir de amanhã, com preços entre 1.180 e 380 patacas

 

Ivana Wong estará de regresso a Macau no dia 28 de Março para um concerto no Londoner Arena. Os bilhetes para o espectáculo serão postos à venda amanhã ao meio-dia, com preços que variam entre 1.180 e 380 patacas. O espectáculo, intitulado “Fusion”, fará um resumo da carreira de mais de duas décadas de Ivana Wong no mundo da música e nas múltiplas abordagens de expressão artística que adoptou.

“Em Março, Ivana convida-o a juntar-se a ela na Londoner Arena para esta ‘Fusion’ profundamente significativa, onde todos os seus papéis — cantora e compositora, actriz, artista de teatro, actriz de voz — serão apresentados no palco, revelando a ‘Ivana’ mais completa e autêntica”, descreve a organização do espectáculo.

Além de interprete, a artista de Hong Kong começou a carreira na composição da música “Just a Misunderstanding”, em 2000, que lhe valeu o prémio CASH Song Writers Quest. Esta seria a primeira de dezenas de distinções ao longo da carreira, a partir de uma música que compôs durante um estágio no banco HSBC.

Cinco anos depois da sua introdução à bolha musical da região vizinha, Ivana Wong lançava o seu primeiro registo discográfico, o EP “Ivana”, com o selo da Universal Music Hong Kong.

Já com um pé na música e outro no cinema, em 2011 a artista compôs e interpretou “Missed Address” para a banda sonora do filme “A Beautiful Life”, do realizador Andrew Lau. A música acabaria por ser nomeada para vários prémios dedicados ao cinema, e valeu-lhe o Golden Song JSG Award.

 

Atenção aos detalhes

Também em 2011, já com um registo discográfico considerável, Ivana Wong estreia-se ao vivo num concerto no Coliseu de Hong Kong, que acabaria por marcar uma série de elaborados espectáculos. “The Water Lily Concert” juntou o talento de três directores musicais e uma orquestra com 42 músicos e foi elogiado como um fenómeno nunca antes visto na região vizinha.

A experiência voltaria a repetir-se em 2014, na mesma colossal casa de espectáculos, e em Outubro do ano seguinte deu um espectáculo com a Orquestra Filarmónica local no Centro Cultural de Hong Kong.

Durante este período, a artista ganhou uma reputação de proporcionar ao público espectáculos pensados ao mais ínfimo detalhe, desde os arranjos orquestrais à encenação.

Porém, a sua carreira não se fica pela música. Uma presença habitual na televisão da região vizinha e cara de várias campanhas publicitárias (incluindo para o Governo da RAEM), Ivana Wong tornou-se uma figura incontornável da cena cultural da região e uma força de expansão conceptual do cantopop.

A primeira investida na representação foi a transição perfeita entre música e a carreira de actriz, com a participação na peça musical “Octave”, em 2011, e um ano depois no elenco do musical da Broadway “I Love You Because”.

A participação na série de comédia da TVB “Inbound Troubles” foi o momento em que tirou as rodinhas musicais da bicicleta da representação. Depois de dar voz a Lisa na versão de Hong Kong do “The Simpsons Movie”, Ivana Wong lançou-se numa carreira cinematográfica que a colocou nos créditos de duas dúzias de filmes em menos de 20 anos.

As múltiplas facetas de Ivana Wong vão convergir no Londoner Arena no fim de Março, marcando o regresso da artista a Macau depois do concerto no Venetian em Março de 2024.

22 Jan 2026

Desfile Internacional | Governo convida grupos artísticos e empresas

O Desfile Internacional de Macau deste ano já mexe. O Instituto Cultural abriu ontem as inscrições e convidou associações artísticas e culturais locais, escolas e pequenas e médias empresas a apresentarem propostas. O desfile deste ano tem como tema os Descobrimentos e realiza-se a 29 de Março

 

O Instituto Cultural (IC) está a receber desde ontem propostas para o Desfile Internacional de Macau deste ano. O prazo de candidatura termina ao final da tarde do próximo domingo. “O IC convida todas as associações artísticas e culturais locais registadas, escolas e pequenas e médias empresas (PME) interessadas em participar neste evento”, foi indicado ontem em comunicado.

O governo indicou que os grupos e PME locais interessados podem enviar propostas e informações para a Divisão de Actividades Recreativas do Instituto Cultural (Edifício do Instituto Cultural, Praça do Tap Siac, Macau). No envelope deve ser indicado que a proposta é referente ao “Desfile Internacional de Macau 2026 – Convite à Apresentação de Propostas por Grupos Artísticos Locais” ou ao “Desfile Internacional de Macau 2026 – Convite à Apresentação de Propostas por Pequenas e Médias Empresas Locais para o Carnaval VIVA”

Esta última actividade será uma novidade na edição deste ano e terá como objectivos aumentar a participação das PME locais em grandes eventos e expandir o alcance do desfile. O Carnaval VIVA no Anim’Arte NAM VAN realiza-se na véspera e no dia do evento e irá oferecer ao público “especialidades gastronómicas e diversas experiências interactivas criativas, transformando a área num local de destaque juntamente com as principais actividades do desfile”, indica o IC.

Navegar pela cidade

O Governo referiu ontem que na edição deste ano os grupos participantes serão incentivados a “mostrar a essência de Macau como a ‘Cidade de Navegantes’, expressando a sua criatividade e mostrando o encanto da integração cultural e inovação de Macau”. O objectivo do IC é demonstrar de uma forma colorida o papel importante de Macau durante a “Era dos Descobrimentos”.

A rota do cortejo deste ano tem início nas Ruínas de S. Paulo e termina na Praça do Lago Sai Van. Os grupos artísticos vão ter quatro modalidades para escolher os moldes da participação no desfile: “Tema do Desfile”, “Desfile de Grupos Artísticos”, “Desfile de Instalações Artísticas de Grande Escala” e “Desfile de Planeamento Especial”.

Como tem sido habitual, o desfile internacional irá extravasar os limites do trajecto oficial, para se “incorporar na comunidade”, com várias actividades de extensão programadas para os bairros fora dos circuitos turísticos.

Os grupos podem optar por se inscrever na modalidade de “Actuação Comunitária e Grupos de Arte de Rua”, que irá levar aos bairros residenciais a arte e expressão cultural do desfile.

Desde a primeira edição, em 2011, que têm sido convidados grupos de artes performativas de todo o mundo, assim como artistas locais, para proporcionar “um ambiente cultural e alegre, realçando a paisagem única do Centro Histórico de Macau”. O IC acrescenta que o desfile internacional tem também o papel de difundir o conceito de “Amor, Paz e Integração Cultural” e promover a interacção e o intercâmbio das artes e da cultura.

21 Jan 2026

Canábis | Residente de Hong Kong em prisão preventiva

A residente de Hong Kong, que foi apanhada com 17 quilos de canábis no Aeroporto de Macau, ficou em prisão preventiva a aguardar julgamento. O Ministério Público garante que vai combater os crimes relacionados com droga porque ameaçam a saúde e vida das pessoas, e originam “vários tipos de crimes violentos”

No sábado passado, a Polícia Judiciária apreendeu mais de 17 quilogramas de canábis no Aeroporto Internacional de Macau e deteve uma residente de Hong Kong que alegadamente transportava a erva na bagagem. Ontem, um comunicado conjunto do Ministério Público e do Gabinete do Procurador confirmou que a arguida está em prisão preventiva a aguardar julgamento. A suspeita tem 31 anos de idade e afirmou estar desempregada.

Após a investigação preliminar, o Ministério Público avança que a arguida terá “sido contratada por um grupo transnacional de tráfico de droga a fim de transportar droga segundo a indicação num voo que partiu do Sudeste Asiático para a RAEM”. As autoridades não especificaram a proveniência do voo em questão.

A erva vinha dividida em 30 pacotes e, segundo a Polícia Judiciária, Macau poderia não ser o destino final de toda a canábis devido à elevada quantidade apreendida.

Durante o primeiro interrogatório judicial, o Juízo de Instrução Criminal, sob a promoção do Ministério Público, aplicou à arguida a “medida de coacção de prisão preventiva por concluir pela existência de fortes indícios da prática do crime de tráfico ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas”. Além disso, o Juízo de Instrução Criminal teve em conta “a gravidade do crime, a moldura penal e a evitação da fuga de Macau, bem como a possibilidade de se encontrarem em fuga alguns suspeitos”.

Colapso da sociedade

Na altura da detenção, as autoridades salientaram a gravidade do crime de tráfico de droga, que é punível com pena de prisão até 15 anos.

No comunicado divulgado ontem, o Ministério Público garante que irá combater rigorosamente os crimes associados à droga, não só pela “ameaça a saúde e vida das pessoas”, mas também porque a droga origina “vários tipos de crimes violentos, prejudicando seriamente a ordem pública e tranquilidade social”.

Em paralelo, foi lançado o apelo aos cidadãos para que denunciem “de imediato qualquer notícia de crime de droga às entidades incumbidas de execução de lei ou ao Ministério Público, no sentido de se construir conjuntamente um ambiente social saudável e livre de droga”.

21 Jan 2026

Guias turísticos | Denuncias de subemprego e baixos salários

Apesar dos recordes de turistas que visitam Macau, os guias turísticos estão em crise. A predominância de viagens individuais, fraco domínio de línguas para trabalhar com turistas estrangeiros e impunidade de guias ilegais arrastam a classe para outras profissões ou para o subemprego

Na sequência do fim da discussão no Conselho Executivo da “regulamentação da lei da actividade das agências de viagens e da profissão de guia turístico”, a Associação para o Desenvolvimento Turístico denunciou as dificuldades sentidas por guias turísticos locais, que nos últimos anos foram obrigados a mudar de profissão ou acomodarem-se ao subemprego.

O presidente da associação, Yaoyao, argumenta que ao longo dos últimos anos o volume de excursões vindas do Interior da China tem vindo a diminuir, e a falta de trabalho para os guias turísticos levou muitos profissionais a antecipar a reforma ou a mudar de actividade.

Apesar do abandono da profissão, quem se manteve no activo não ficou com mais trabalho devido à fraca recuperação do mercado excursionista do Interior da China. “Muitos guias turísticos não conseguem trabalhar com mais de 10 excursões por mês, o que significa que acabam por receber um salário mensal de 10 mil patacas”, exemplificou o representante.

Em declarações ao jornal Exmoo, o presidente da associação defendeu que a classe profissional tem de lutar pela sobrevivência e elevar as suas competências para conquistar novos mercados. Um dos grandes problemas que o sector enfrenta, é a inversão do mercado turístico, com as viagens individuais a tornarem-se cada vez mais populares entre turistas chineses, que também têm mais opções de transportes até Macau. Além disso, o número de excursões com turistas internacionais aumentou, situação que não é aproveitada pelos guias locais devido ao fraco domínio de línguas estrangeiras.

Quantos são

Recentemente, a directora dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, afirmou que existem actualmente em Macau 1.851 titulares do cartão de guia turístico e 197 agências de viagem. Porém, não há dados específicos para o número de guias turísticos que estão efectivamente no activo.

Em relação aos guias turísticos ilegais, Yaoyao criticou a falta de eficácia do sistema de fiscalização, que nunca actua a tempo com agentes a chegarem ao local depois da excursão já ter terminado.

Por esta razão, o dirigente associativo defende a melhoria da cooperação interdepartamental entre a DST e Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), adaptando o modelo de combate aos trabalhadores ilegais em estaleiros de obra, e actuando de forma repentina. O representante pediu também ao Governo para colaborar com as autoridades de turismo do Interior da China para punir os guias turísticos ilegais, uma exigência antiga do sector que nunca foi atendida.

21 Jan 2026

IIM | Livro “Crime de Consumo de Drogas em Macau” lançado no fim do mês

No dia 30 de Janeiro, às 18h30, é apresentado no auditório do Instituto Internacional de Macau (IIM) o livro bilingue “Crime de Consumo de Drogas em Macau”, da autoria de David Sá Machado, advogado “que se tem dedicado ao estudo do Direito e da realidade jurídica de Macau”, descreve o IIM.

Segundo o IIM, a obra “oferece um olhar crítico e didáctico sobre os crimes de consumo simples e qualificado, incluindo considerações sobre o tráfico e a produção de drogas, passando por um enquadramento dogmático, legal e jurisprudencial destas normas”. É também proposta uma abordagem aos planos processuais e de política criminal, assim como à realidade do consumo em Macau, dentro e fora do contexto legal.

A sessão de lançamento do livro, aberta ao público, conta com as apresentações do autor, de Vasco Fong e Helena Ng, colaboradores envolvidos desta edição, Augusto Nogueira, presidente da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM) e com a moderação de António Monteiro, secretário-geral do IIM.

A apresentação da obra conta com o apoio da ARTM, com o IIM a sublinhar “a importância de unir investigação académica e intervenção comunitária, promovendo uma abordagem integrada ao fenómeno da toxicodependência e às suas implicações jurídicas e sociais”.

20 Jan 2026

Concerto | Tyson Yoshi ao vivo na arena do Londoner este fim-de-semana

O popular rapper de Hong Kong Tyson Yoshi vai actuar no Arena do Londoner no sábado e domingo, depois de ter sido anunciado que será um dos artistas convidados do espectáculo de Ano Novo Chinês de Jimmy O. Yang. Com dois discos na bagagem, Tyson Yoshi é um dos artistas mais populares da região vizinha

Agora é oficial. Tyson Yoshi irá actuar pela primeira vez em Macau no próximo fim-de-semana na arena do Londoner. Os concertos estão marcados para sábado, a partir das 20h, e domingo às 19h. Os bilhetes estão à venda e custam entre 1.280 e 680 patacas.

Fazendo jus à imagem de bad boy recheado de produtos de luxo, o espectáculo do artista de Hong Kong intitula-se “Tyson Yoshi o Vilão ao vivo em Macau”.

O primeiro disco de Yoshi, magistralmente intitulado como “1st” foi lançado em 2019, começando uma carreira que em pouco tempo o tornaria num dos artistas de Hong Kong mais populares ao nível do hop hop mais comercial que se faz. Corpo musculado e uma aparente alergia a roupa no torso, aliado a uma vertente mais romântica de rap, fizeram de Tyson Yoshi um fenómeno de visualizações no YouTube, com o vídeo da música “Christy”, dedicada à sua namorada e futura esposa, a superar os 36 milhões de visualizações e mais de 21 milhões de streams no Spotify em mais de 100 países.

Não só a música o catapultou para a fama, como em Junho de 2024 pediu a namorada em casamento durante um concerto.

Porém, antes disso, em 2021, a popularidade do artista de Hong Kong voltou a ter um novo impulso, depois de actuar no Music is Live ao lado de Terence Lam, Keung To e Jer Lau. Em Abril de 2023, Yoshi lançou o segundo registo discográfico: “2nd Pre Evolution”, que acabaria por consolidar a sua carreira.

Digestão fácil

No repertório dos concertos na arena do Londoner não vão falar os singles “Christy”, “I don’t smoke & I don’t drink” e “Would you be mine?”.

Apesar da imagem de bad boy, Tyson Yoshi, ou Ben Cheng Tsun Yin, estudou no Reino Unido, onde fez o secundário e se licenciou em Arquitectura de Interiores pela Universidade de Brighton. Um ano antes de lançar o primeiro disco, deu início à carreira em Taiwan com o lançamento do single “To My Queen”, que haveria de dar o mote para as sonoridades que haveria de trilhar.

Após a estreia em palco em Macau, o romântico rapper de Hong Kong vai voltar a actuar no Cotai, desta vez no Galaxy Arena no espectáculo de comédia e música de Jimmy O. Yang. Os espectáculos estão marcados para os dias 21 e 22 de Fevereiro.

20 Jan 2026

Cuidadores | Subsídio sobe e é alargado a pessoas com deficiência mental

A partir deste mês, o subsídio para cuidadores aumenta 10,3 por cento para 2.400 patacas, a primeira actualização desde que começou a ser distribuído de forma permanente em Dezembro de 2023. Este ano, o subsídio passa também a contemplar quem cuida de pessoas com deficiência mental

O montante do subsídio para cuidadores será alargado, a começar este mês, assim como os critérios de atribuição. Desde que passou a ser um apoio definitivo, o subsídio para apoiar cuidadores de idosos ou pessoas dependentes por doença ou incapacidade manteve-se pouco mais de dois anos em 2.175 patacas por mês. A partir deste mês, a prestação do apoio passará a ser de 2.400 patacas mensais, ou seja, um aumento de 10,3 por cento.

Os critérios de atribuição do subsídio também foram alargados, passando a incluir como beneficiárias pessoas com deficiência mental (autismo ou psicose primária) de grau grave ou profundo.

Segundo o despacho assinado pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, publicado ontem no Boletim Oficial, o apoio será alargado também a quem cuida de pessoas portadoras de deficiência motora de grau grave ou profundo, assim como de pessoas que “não consigam realizar acções de sentar e levantar sem ser assistidas por terceira pessoa ou objecto de apoio, devido à incapacidade funcional”.

O Governo efectou também “várias melhorias, designadamente o aumento do limite máximo do total de rendimento mensal do agregado familiar e a aceitação dos pedidos apresentados por residentes da RAEM que vivam em Hengqin”.

Também cobertos pelo apoio, serão crianças com menos de quatro anos de idade que apresentem as deficiências referidas, ainda sem grau formalmente atribuído.

O que fazer

O Instituto de Acção Social (IAS) disponibiliza a partir de hoje no seu portal de internet o novo regulamento para atribuição do subsídio para cuidadores, assim como os formulários para requerer o apoio. Para solicitar a atribuição do subsídio, é necessário apresentar atestado médico emitido por instituição médica designada pelo IAS.

“No que se refere aos pedidos apresentados para pessoas portadoras de deficiência intelectual, mental (autismo/psicose primária) ou motora, de grau grave ou profundo, deverá contactar a Divisão de Serviços de Reabilitação do IAS”, foi acrescentado num comunicado divulgado ontem.

Ao longo de cinco anos, que incluíram três anos em que o apoio ainda tinha carácter provisório, o IAS distribuiu mais de 18 milhões de patacas a 310 cuidadores.

20 Jan 2026