João Luz Manchete SociedadeIAM | Lançado alerta para noodles com formaldeído O Instituto para os Assuntos Municipais emitiu um alerta à população para não consumir noodles pré-embalados da marca Hsin Tung Yang Rice Noodles. As autoridades sanitárias de Hong Kong encontraram formaldeído, a substância que esteve na base de um escândalo com couves em Hebei O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) lançou no domingo à noite um alerta para uma análise feita em Hong Kong que detectou a presença de vestígios de formaldeído numa amostra de noodles de arroz pré-embalado. Num comunicado emitido apenas em chinês, o IAM mostrou-se “profundamente preocupado com o incidente e emitiu imediatamente um alerta à indústria alimentar local e enviou pessoal para inspeccionar o mercado para impedir que o produto circule em Macau”. Além disso, foi pedido às empresas importadoras que tenham lotes do produto que parem imediatamente seu o fornecimento e venda e apelado ao público para não consumir os noddles de arroz em questão. O produto onde foi detectado formaldeído são embalagens de 300 gramas de Hsin Tung Yang Rice Noodles, com data de validade de 10 de Abril de 2029, originárias de Taiwan. O comunicado do IAM surge cerca de 24 horas depois de um comunicado do Executivo de Hong Kong ter informado que o Centro da Segurança Alimentar, do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental, encontrou numa amostra do produto em questão formaldeído num nível de 12 partes por milhão. Lotes retirados O formaldeído é um produto químico industrial que, por vezes, é utilizado indevidamente como conservante alimentar e agente branqueador no processamento de alimentos. “Embora a Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifique o formaldeído um carcinogéneo do Grupo 1, essa classificação aplica-se apenas ao formaldeído ingerido por inalação”. Como tal, não é previsível que o nível detectado “tenha efeitos adversos para a saúde em condições normais de consumo”, indica o IAM. Porém, enquanto medida de precaução, o IAM instou o público a parar imediatamente de consumir produtos do lote afectado. O IAM assegurou ainda que irá monitorizar a situação e prevenir que os noddles em questão sejam comercializados. Na semana passada, a China foi abalada por um escândalo depois de ter sido publicado um vídeo nas redes sociais onde se viam trabalhadores a mergulhar couves numa solução de formaldeído antes de serem colocadas num camião. O vídeo foi declarado verídico pelas autoridades, que lançaram uma investigação a partir da propriedade onde foi filmado o vídeo, na província de Hebei. Também na semana passada, o IAM confirmou que Macau não importou vegetais dessa zona.
João Luz Manchete SociedadeAreia Preta | Rendas de habitação temporária entre 3.430 e 9.240 patacas As rendas das fracções de habitação temporária, nos blocos construídos no terreno que estava destinado ao Pearl Horizon, variam entre 3.430 e 9.240 patacas, consoante a tipologia, área, piso e orientação solar. O despacho que fixou as rendas estipula que estas serão revistas de dois em dois anos Um ano e meio depois de concluídas as obras de construção das torres de habitação temporária no Lote P na Areia Preta, no antigo terreno do Pearl Horizon, o Governo divulgou as rendas das fracções dos dois edifícios. Segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, assinado pelo Chefe do Executivo, as rendas dos 2.803 apartamentos variam entre 3.430 e as 9.240 patacas. No despacho assinado por Sam Hou Fai é referido que os “valores concretos das rendas das fracções” são fixados tendo em consideração a área bruta de utilização, a tipologia, a localização do piso e a orientação solar. No Edifício Ut Koi, que ocupa a parcela B do terreno onde nasceu o complexo habitacional, a renda mensal mais barata é de 5.090 patacas, por um T1 entre 50,5 e 53 metros quadrados de área bruta, enquanto a mais cara tem o valor 9.240 patacas por um T3 com área bruta entre 100 e 102,4 metros quadrados. Neste edifício, os apartamentos T1 têm rendas entre 5.090 e 5.750 patacas, enquanto os T2 no bloco 1 têm rendas entre 6.200 e 7.050 patacas. No bloco 2 do Edifício Ut Koi, as rendas são ligeiramente mais baratas, entre 6.180 e 6.870 patacas. Já os T3 têm rendas entre 8.170 e 8.730 patacas no bloco 1 e 8.470 a 9.240 patacas no bloco 2. Mesmo ali ao lado Por sua vez, o Edifício Lok Koi, na parcela C do terreno, têm três tipologias disponíveis: estúdios, T1 e T2, divididos entre seis blocos. O estúdio mais barato custa 3.430. patacas por mês e tem uma área bruta de pouco mais de 30 metros quadrados. Os estúdios no Lok Koi têm rendas que vão até às 4.050 patacas mensais, por uma fracção com 33,1 metros quadrados. Em relação aos T1, as rendas dos apartamentos, distribuídos entre as seis torres, custam entre 4.600 patacas e 5.980 patacas, por fracções com áreas brutas entre 44,2 e 53,2 metros quadrados. Já as fracções T2 têm rendas fixadas entre 5.940 e 7.310 metros quadrados, para apartamentos que vão de 64,4 a 71,6 metros quadrados de área bruta. O despacho publicado ontem estipula que as rendas sejam revistas obrigatoriamente a cada dois anos. O terreno que estava destinado ao complexo do Pearl Horizon ficou com duas parcelas para habitação temporária para moradores de prédios sujeitos a renovação urbana, enquanto a outra parcela foi entregue a lesados do caso judicial que acabou com a condenação da Polytex ao pagamento de 91,2 milhões de dólares de Hong Kong a compradores de fracções.
João Luz Manchete SociedadeTaipa | Leong Hong Sai quer mais centros e postos de saúde O deputado defende a construção de mais centros de saúde na Taipa, na zona central, perto do Jockey Club e na Taipa Velha. Leong Hong Sai argumenta que face à densidade populacional da Taipa, o acesso a serviços de saúde é fraco, mesmo com a actualização do plano de ordenamento urbanístico Leong Hong Sai considera que a Taipa tem falta de centros e postos de saúde, apesar de a actualização do Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa prever um terreno para a construção de um centro de saúde. Numa interpelação escrita divulgada na sexta-feira, o deputado dos Moradores defende a necessidade de construir centros de saúde ou postos de saúdes nas proximidades da zona central, nas imediações do Jockey Club, assim como na Taipa Velha. Citando o princípio do ciclo de vida de 15 minutos, previsto no planeamento urbanístico do Governo, de que os residentes deveriam conseguir deslocar-se a pé a um centro de saúde em 15 minutos, Leong Hong Sai realça que meta está longe de ser uma realidade na Taipa. O deputado argumentou que a Taipa tem mais de 100 mil habitantes, sendo um dos distritos mais densamente povoados de Macau. No entanto, a ilha é apenas servida por duas instituições públicas de saúde, o Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e o Centro de Saúde dos Jardins do Oceano na zona. “É necessário continuar a melhorar as actuais instalações para responder de forma rápida ao aumento da procura de serviços médicos devido ao crescimento e envelhecimento da população,” lê-se na interpelação escrita. Brasa e sardinha O deputado dos Moradores também sugeriu que o Governo pode tomar como referência o modelo de “Comunidade Saudável” estabelecido no Edifício do Bairro da Ilha Verde, na zona norte da península de Macau. O modela assenta na colaboração entre os Serviços de Saúde e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau para fornecer cuidados médicos gratuitos a residentes com doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites. O deputado pergunta ao Executivo se pode “criar postos de saúde temporários ou clínicas móveis em algumas zonas da Taipa onde faltam recursos médicos”, e se pode “prolongar o horário de atendimento nocturno e ao fim-de-semana nos Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e dos Jardins do Oceano”. Quanto ao centro de saúde da Taipa que o Governo está a planear, Leong Hong Sai perguntou se a configuração será baseada nos serviços especializados dos centros de saúde de Macau, optimizados segundo a estrutura de idades da população da zona. Leong Hong Sai defende que a nova instalação deve operar em coordenação com os centros de saúde já existentes na ilha, para não repetir serviços e ter uma melhor cobertura.
João Luz Manchete SociedadeEnsino | Autoridades preparam início do ano lectivo Na terça-feira começam as aulas em 80 por cento das escolas de Macau. Autocarros vão reforçar frequências nas horas de ponta e estacionamentos perto de escolas serão convertidos em pontos de tomada e largada de passageiros. A DSEDJ promete também aprofundar o nacionalismo e a educação sobre segurança nacional Cerca de 80 por cento das escolas secundárias, primárias e infantis de Macau iniciam as aulas oficialmente a 1 de Setembro, ou seja, na próxima terça-feira. Para que o regresso à escola de milhares de alunos decorra sem problemas, as direcções dos serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) reuniram para garantir a segurança e mobilidade sem contratempos de professores, alunos e encarregados de educação. As concessionárias de autocarros e o Metro Ligeiro também participaram e comprometeram-se em aumentar as frequências nas horas de ponta e a reforçar o pessoal que mantem a ordem nas paragens e orienta o fluxo de passageiros. Está previsto que nos períodos de maior afluência, os autocarros aumentem as frequências entre 10 e 15 por cento. Além disso, algumas carreiras de autocarros foram substituídas por viaturas de maior dimensão para aumentar a capacidade de transporte. Para assegurar a fluidez do trânsito, o CPSP vai converter na próxima semana alguns lugares de estacionamento junto a escolas em zonas temporárias de tomada e largada de passageiros. Será também reforçada a presença de agentes nos principais cruzamentos de maior congestionamento durante os períodos de entrada e saída das escolas para orientar e agilizar o trânsito. A DSEDJ também coordenou com escolas a “adopção de horários de início das aulas escalonados, na medida do possível, e o destacamento de pessoal junto às portas das escolas para prestar assistência aos estudantes no acesso aos recintos escolares”. Prato do dia Numa reunião de trabalho sobre o arranque do ano lectivo, o director da DSEDJ, Kong Chi Meng, frisou que o 3.º plano quinquenal da RAEM estabelece que em termos educativos os focos serão o fomento da moralidade e talento, o aprofundamento do nacionalismo e da educação sobre segurança nacional. Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pela DSEDJ, as escolas devem procurar cultivar talentos que favoreceram as políticas de diversificação económica e o desenvolvimento dos quatro sectores prioritários. O responsável garantiu que o sistema de ensino continuará a ter uma abordagem centrada em torno do aluno, promovendo a saúde física e mental e o desenvolvimento holístico dos jovens. Como este ano marca o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o 90.º aniversário da “Vitória da Grande Marcha do Exército Vermelho do Povo Chinês”, a DSEDJ preparou materiais educativos e actividades para “reforçar a consciência nacional e o sentido de responsabilidade histórica dos alunos”.
João Luz Manchete SociedadeLeite | HK sem envenenamentos devido a produto recolhido em Macau As autoridades de Hong Kong vão fechar a linha 24 horas para casos de possível envenenamento devido a um leite em pó recolhido das prateleiras em Macau, depois da detecção de níveis excessivos de chumbo. Não só os testes em Hong Kong garantiram a segurança do produto, como as crianças que ingeriram o leite não apresentaram problemas de saúde O Departamento de Saúde do Executivo de Hong Kong colocou um ponto final na questão do leite em pó Frisolac Prestige 1, depois de as autoridades em Macau terem detectado níveis excessivos de chumbo no produto em Julho, levando à recolha dos produtos das prateleiras em Macau e à implementação de atendimento prioritário para os bebés que consumiram o leite em pó nos hospitais de Macau. Depois de os testes realizados pelo Centro da Segurança Alimentar da região vizinha terem concluído que o produto em causa cumpria os níveis de segurança relacionados com o teor de chumbo, as autoridades de saúde indicaram que não foram identificados casos de intoxicação por chumbo em bebés ou crianças que consumiram leite em pó dos lotes supostamente afectados. O Departamento de Saúde realça que tem seguido as condições de saúde de crianças identificadas, um total de 237, que foram submetidas a avaliações clínicas, sem que tenham sido encontrados problemas de saúde. Face a esta circunstância, o Departamento de Saúde de Hong Kong vai desactivar esta tarde, a partir das 18h, a linha 24 horas criada para responder a perguntas do público relacionadas com os lotes de leite em pó da Frisolac e ao estado de saúde de bebés e crianças. Testar os testes Apesar de as autoridades de Hong Kong não terem detectado problemas nos lotes de leite em pó analisado, as autoridades de Macau defenderam o seu método de testagem da segurança alimentar de produtos, depois de críticas da empresa responsável pela marca de leite em pó Friso. A polémica com leite em pó da marca Friso começou no dia 29 de Julho, quando o Instituto para os Assuntos Municipais, o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e os Serviços de Saúde emitiram um comunicado a alertar para o excesso de chumbo no leite em pó da marca Frisolac Gold 1 com o número de lote: 1W07KPJ. O produto foi retirado do mercado e abriu-se um canal prioritário nos hospitais para os bebés e crianças que tivessem consumido este leite, sem que tenham sido identificados problemas de saúde.
João Luz Manchete PolíticaEnsino | Sam quer ver UM como instituição de classe mundial O Chefe do Executivo reuniu com uma representação da Universidade de Macau e pediu ousadia, encorajando a instituição a tornar-se uma universidade de classe mundial, com reputação internacional. Sam Hou Fai apontou como caminho para o sucesso o campus em Hengqin O Chefe do Executivo recebeu na quarta-feira na sede do Governo o novo elenco do Comité Permanente do Conselho Universitário da Universidade de Macau (UM), presidido pelo deputado Ip Sio Kai. Durante o encontro, Sam Hou Fai manifestou a esperança de que a UM aproveite os seus pontos fortes para apoiar a integração de Macau no desenvolvimento nacional, contribuindo para o mesmo. O Governo incentivou a instituição de ensino a “definir objectivos claros e a intensificar esforços para se afirmar como uma universidade de classe mundial com reputação internacional”, segundo um comunicado divulgado pela UM na quarta-feira à noite. À medida que a instituição de ensino “entra numa nova fase de desenvolvimento”, Sam Hou Fai considera que a UM deve assumir novas missões e responsabilidades, promovendo “a inovação tecnológica e contribuindo para o desenvolvimento de Macau como um polo internacional de talentos de alto nível”. Com a construção do novo campus em Hengqin, o governante recomendou que a UM tire partido das vantagens geográficas de Macau para atrair recursos educativos e de investigação de alta qualidade, para reforçar “ainda mais a sua influência internacional”. Matemática política O Chefe do Executivo incitou os responsáveis da instituição, entre eles o reitor Yonghua Song, a projectar a UM para um patamar de liderança, tornando-se um exemplo a nível académico, implementando o modelo “uma universidade, dois campus”. Por seu turno, o deputado Ip Sio Kai garantiu que “o Conselho Universitário apoiará plenamente as diversas iniciativas previstas no 3.º Plano Quinquenal do Governo e impulsionará o desenvolvimento de alta qualidade da universidade na nova era”. Já Yonghua Song salientou que o campus em Hengqin vai apostar em áreas como inteligência artificial, tecnologia financeira, saúde integrada e o design. O reitor está confiante de que o campus em Hengqin “elevará ainda mais os padrões educativos da universidade e aumentará o seu número de estudantes, proporcionando um impulso para o desenvolvimento sustentável de Macau e do país”.
João Luz Manchete SociedadeGP Consumo | Associação pede nova ronda depois do Verão Com um Verão desapontante, a Federação Industrial e Comercial das Ilhas pede uma nova ronda do grande prémio do consumo, para antecipar a época baixa. O presidente da associação revela que o consumo de residentes na Taipa Velha diminuiu com o programa de incentivo ao consumo em Hengqin Com o fim das férias de Verão no horizonte, a actividade comercial e da restauração entrará numa época tradicionalmente mais fraca. Para atenuar o impacto de uma quebra de negócios já por si em crise, a Federação Industrial e Comercial das Ilhas de Macau defende que é necessário o Governo lançar uma nova ronda do programa grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias. Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da associação, Iun Ioc Va, elogiou o programa enquanto uma ferramenta importante para incentivar o consumo e beneficiar a economia dos bairros comunitários, e salientou que também a população tem esperanças que o programa continue. O representante indicou que face às dificuldades que os negócios enfrentam, com crescente pressão operacional, os comerciantes e empresários da restauração adoptam atitudes mais prudentes. Com inflação e rendas elevadas, ao mesmo tempo que o poder de compra de residentes e turistas diminui, Iun Ioc Va considera que os comerciantes não têm alternativa a não ser o corte de despesas para lidar com as dificuldades operacionais. Em relação ao programa de incentivo ao consumo, o dirigente associativo sugeriu maior flexibilização, como o aumento dos dias em que os cupões podem ser usados ou sorteados. O Governo também poderia acrescentar mais sorteios, como por exemplo a distribuição de cupões para bebidas gratuitas que seriam usados na compra de refeições. Consumo multidestinos Além do grande prémio do consumo, Iun Ioc Va entende que o Governo poderia estudar a atribuição de mais incentivos económicos em diferentes alturas do ano para melhorar o ambiente comercial nos bairros residenciais fora dos circuitos turísticos. Fazendo eco de outras entidades semelhantes, o presidente da Federação Industrial e Comercial das Ilhas de Macau queixou-se dos fracos negócios durante as férias de Verão. A juntar-se a isso, em Julho Macau bateu recordes de chuva, o que afectou a vontade de deslocação dos turistas, mas também o poder de compra diminuído dos visitantes não compensou o aumento do número de visitantes que entraram na RAEM. Mas outra mudança surgiu neste Verão. O representante dá como exemplo a Taipa Velho, onde os turistas representavam cerca de metade da clientela, sendo os restantes moradores das redondezas e pessoas que trabalham no Cotai. Porém, nestas férias de Verão, muitos consumidores locais passaram a consumir em Hengqin, onde foi lançado um programa de cupões de desconto para turistas, desviando parte da clientela para a Ilha da Montanha.
João Luz Manchete SociedadeColoane | Lançado concurso público para remodelar canil O IAM abriu um concurso público para a construção de um edifício no Canil de Coloane. O prazo para entregar propostas termina a 14 de Outubro. O projecto, sem preço de base, implica a demolição de dois canis e a construção de um edifício com três pisos e 1.745 metros quadrados de área Começou ontem a uma nova fase para o Canil Municipal de Coloane, depois da instalação de abrigos modulares em 2023, que aumentaram a capacidade de acolhimento do local. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) oficializou ontem a abertura do concurso público para a construção de edifício no Canil Municipal de Coloane. O projecto implica a demolição de duas estruturas do antigo canil no lado norte do complexo situado na Estrada de Cheoc Van, e a construção de um edifício novo com três pisos, com uma área total de 1.745 metros quadrados, equipado com sistemas de ar condicionado, instalações eléctricas, abastecimento de água e esgotos. A data limite para a entrega de propostas é o dia 14 de Outubro, e o local para o efeito é o Departamento de Edificações Municipais do IAM, no Edifício de Escritórios do Governo, na Avenida do Comendador Ho Yin. O prazo global da empreitada não poderá exceder 360 dias úteis contados a partir da data de consignação. Embora o concurso não tenha um preço de base, o preço global proposto para a obra conta como 55 por cento na lista de critérios de apreciação. O prazo da empreitada, proposta de execução, experiência da empresa ou consórcio candidatos em obras semelhantes e a taxa de contratação de trabalhadores locais valem todos 10 por cento cada na apreciação da proposta. O anúncio assinado pela presidente substituta do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, Tam Wai Fong, indica ainda que a avaliação do registo da situação de segurança e saúde ocupacional tem um peso de 5 por cento nos critérios de apreciação. Bilhete de entrada Os candidatos têm de prestar uma caução provisória no valor de 604 mil patacas através de depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução, e uma caução definitiva de 5 por cento do preço total da adjudicação. Também o Canil Municipal de Macau está, desde o início de Junho, com obras de reparação e remodelação, que incluem a optimização da circulação de peões, a melhoria de aproveitamento do espaço, o aumento do local de atendimento ao público e a renovação das paredes exteriores. As obras nas instalações no cruzamento entre a Avenida do Almirante Lacerda e a Avenida do Coronel Mesquita devem terminar no início de 2027.
João Luz SociedadeMpox | Jovem residente internado no Hospital São Januário Os Serviços de Saúde revelaram ontem terem sido notificados na terça-feira para um caso de Mpox importado relativo a um jovem residente de Macau. O doente desenvolveu sintomas como febre, dores de cabeça e musculares durante uma viagem ao exterior a 18 de Agosto. No dia seguinte, surgiu-lhe uma erupção cutânea, mas o jovem não procurou assistência médica e preferiu automedicar-se. Após o regresso a Macau, na segunda-feira, o jovem dirigiu-se ao Hospital Kiang Wu para receber tratamento e acusou positivo no teste à Mpox. Como os sintomas persistiram, acabou por recorrer ao Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde ficou internado. Os Serviços de Saúde indicaram ontem que o seu estado de saúde é estável e os familiares não apresentam sintomas, mesmo assim serão vacinados como medida preventiva. Segundo os Serviços de Saúde, o doente teve relações sexuais de alto risco durante o período de incubação, numa viagem ao exterior. As autoridades acrescentam que o doente alegou não ter tido relações sexuais de alto risco em Macau, nem após o aparecimento de sintomas, nem entrou em contacto com roedores ou primatas. Os Serviços de Saúde recomendam aos residentes “práticas sexuais seguras” e que evitem “práticas sexuais de alto risco, nomeadamente práticas sexuais ocasionais ou com vários parceiros sexuais”.
João Luz Manchete PolíticaDSAL | Cerca de 1.300 residentes com mais de 45 anos contratados Na primeira metade do ano, o Governo ajudou 1.349 residentes com mais de 45 anos a encontrar trabalho em feiras de emprego organizadas pela DSAL, correspondendo a um quarto de todas as contratações. A mesma proporção de pessoas com mais de 45 anos participaram em cursos de formação No primeiro semestre deste ano, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) organizou 80 eventos de recrutamento, nos quais 1.349 candidatos a emprego com mais de 45 anos foram contratados, correspondendo a 25 por cento do total de emparelhamentos profissionais, revelou o director da DSAL, Chan Un Tong, em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei. A DSAL não especifica o tipo de empregos em causa, nem os níveis salariais, mas uma grande parte dos cargos disponibilizados nestas sessões de emparelhamento são para sectores da hotelaria, segurança e limpeza. Chan Un Tong acrescenta que a DSAL organizou na primeira metade do ano “309 cursos de formação, tendo contado com a participação de 5.918 interessados, entre os quais, os indivíduos com idade igual ou superior a 45 anos representam cerca de um quarto do total dos participantes”. A formação tem incindindo sobre os “sectores industrial e comercial, hotelaria, restauração, comércio a retalho, convenções e exposições, informática, administração de propriedades, construção civil, reparação em manutenção”. Porém, a DSAL sublinha que nos últimos anos, o âmbito dos cursos foi ampliado a novos sectores emergentes, como big health, finanças modernas e tecnologia de ponta. O director da DSAL sublinha também que a maioria dos cursos de formação são gratuitos. Estudar a situação Ainda no capítulo do apoio ao emprego para residentes de meia-idade e idade avançada, a DSAL indicou que continua a recolher “informações referentes às vagas de ocupacionais, consoante a situação da oferta e procura do mercado laboral” para intensificar a cooperação com associações e empresas. O resultado será a organização de mais eventos de recrutamento profissional. Ella Lei citou dados estatísticos oficiais relativos ao primeiro trimestre deste ano, que mostram que dos cerca de 6000 residentes desempregados no período analisado, 2.100 tinham idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos, mais de um terço do universo de residentes sem trabalho. As razões apontadas para a perda do emprego, além de razões pessoais, foram o termo de trabalho temporário ou do contrato, despedimento e encerramento da empresa.
João Luz Manchete SociedadeGrande Baía | Residentes de Macau e Hong Kong compram mais casas Os residentes de Macau e Hong Kong estão a comprar mais casas nas cidades da Grande Baía, realidade que se reflecte nas estatísticas de vendas do primeiro semestre do ano. O jornal estatal China Daily explica a tendência com “melhores ligações de transportes e condições de vida favoráveis” Os melhores acessos e ligações estão a levar os residentes de Macau e Hong Kong a comprar mais casas nas cidades adjacentes da Grande Baía, como demonstraram dados estatísticos referente à venda de imobiliário na primeira metade deste ano. Segundo as autoridades de Zhongshan, a cidade bateu o record de transacções de habitações no primeiro semestre deste ano com 9.308 vendas, das quais quase um quarto (23,2 por cento) foram adquiridas por residentes de Macau e Hong Kong, avançou ontem o China Daily Os dados mais recentes mostraram uma tendência crescente de compradores das regiões administrativas especiais em Zhongshan. Nos primeiros dois meses de 2025, as compras por residentes de Macau e Hong Kong representavam mais de 18 por cento de todas as compras de imobiliário para habitação na cidade natal de Sam Hou Fai. Porém, até ao fim de Outubro do ano passado, essa parcela superou os 20 por cento. Em Huizhou, os residentes de Macau e Hong Kong compraram 4.865 habitações nos últimos três anos, o que representou entre 5 e 6 por cento de todo o mercado de imobiliário residencial, segundo dados citados pelo Huizhou Daily. A mesma fonte acrescenta que o mercado passou, a partir de 2024, a ser mais apelativo no segmento de habitações em segunda mão do que imóveis novos, um padrão que se alargou desde então até à primeira metade deste ano. Ligar pessoas Uma promotora imobiliária de Zhuhai afirmou ao China Daily que os residentes de Macau e Hong Kong representaram mais de 30 por cento do total de compradores nos seus projectos em Zhuhai no primeiro semestre deste ano, um aumento em relação aos 18 por cento registados em 2025. O director de vendas do projecto residencial do projecto residencial Zhonghai Huanyu Tianxia, em Zhuhai, afirmou que as viagens transfronteiriças mais frequentes e a evolução dos padrões de consumo contribuíram para o aumento do número de compradores de Hong Kong e Macau em Zhuhai. “A maior parte destes clientes procuram habitações destinadas a residência temporária ou à reforma”, afirmou Lin Genghao. Os orçamentos variam consideravelmente entre os diferentes grupos de compradores. Os residentes das regiões administrativas especiais que procuram casas para passarem a reforma tendem a procurar imóveis com preços entre 1 milhão e 1,5 milhões de yuan. Enquanto no segmente de luxo, os imóveis mais apetecíveis variam de preço entre 3 milhões e 15 milhões de yuan.
João Luz Manchete PolíticaElectricidade | Questionada consolidação da rede de abastecimento Chao Ka Chon quer saber se a resposta a emergências no fornecimento de electricidade e a rede de abastecimento foram consolidadas, depois da “dolorosa lição” dos cortes causados por tufões em 2017 e 2018. O deputado vinca a importância da estabilidade de rede quando se prevê o aumento de consumo no centro de computação de inteligência artificial Algumas das metas para alcançar a diversificação económica são exigentes do ponto de vista energético. A começar pela construção do Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau, um dos quatro grandes projectos atribuídos pelo Governo Central ao Executivo da RAEM. O projecto, com abertura prevista para 2030, é uma das apostas do Governo, assim como a construção de um centro de computação para a aplicação de megadados e de inteligência artificial. “Estes novos domínios representam exigências mais elevadas à estabilidade e à segurança do fornecimento de electricidade” e implicam um aumento significativo do consumo local de energia, argumenta o deputado Chao Ka Chon. Numa interpelação escrita, o legislador nomeado pelo Chefe do Executivo questiona o que o Governo e a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) fizeram para assegurar “a continuidade, a estabilidade e a fiabilidade do fornecimento de electricidade, e proporcionar efectivamente uma sólida garantia energética ao desenvolvimento de diversificação adequada da economia de Macau”. Dores de crescimento Chao Ka Chon pede também um ponto de situação sobre o progresso da consolidação do sistema de resposta a emergência do fornecimento de electricidade, e da rede de segurança do abastecimento eléctrico, estabelecida pelo plano decenal de prevenção e redução de desastres em Macau (2019-2028). Recorde-se que o plano foi proposto para evitar a repetição de acidentes graves de corte de electricidade e de água em larga escala. “Os supertufões Hato, em 2017, Mangkhut, em 2018, e Ragasa, no ano passado, afectaram significativamente a economia e a vida dos residentes de Macau, sendo particularmente inesquecível a dolorosa lição dos cortes de água e de electricidade em larga escala e por longos períodos registados durante a passagem do Hato”, contextualiza o deputado. Chao Ka Chon pergunta como evoluiu a produção local de electricidade, a capacidade e o sistema de resposta a emergência no fornecimento, comparando com a realidade de há 10 anos. “São mais fiáveis, resilientes, (…) e capazes de fazer face ao risco de interrupção do fornecimento externo de electricidade em circunstâncias extremas, e assegurar as necessidades básicas de consumo de infra-estruturas importantes”, pergunta. Com o esperado aumento significativo do consumo de electricidade, tendo em conta os projectos planeados pelas autoridades, o deputado questiona como será cumprida a meta nacional de reduzir as emissões de carbono na produção e fornecimento de electricidade. Outra dúvida de Chao Ka Chon é como o aumento do consumo de energia se compatibiliza com o objectivo de “desenvolvimento verde e hipocarbónico e na construção de um ecossistema de alta qualidade na Grande Baía”.
João Luz Manchete SociedadeSMG | Macau entre tufões com baixa probabilidade de ser afectada Com o ciclone tropical Narra a aproximar-se da Península de Leizhou, a cerca de 350 quilómetros de Macau, e o tufão Gaenari a chegar a terra em Fujian, as autoridades estimam que a RAEM não sofra impactos. Ainda assim são esperadas trovoadas durante a semana. Hong Kong não afasta a possibilidade de emitir sinal de tufão Macau está a passar pelos pingos da chuva nesta época de tufões, apesar da turbulência no Mar do Sul da China. Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) divulgaram ontem previsões que apontavam para a permanência do ciclone tropical Narra, entre hoje e amanhã, no Golgo de Beibu, entre a ilha de Hainan e a península de Leizhou, no sudoeste de Guangdong, a cerca de 350 quilómetros de Macau. As previsões indicavam ontem a probabilidade do Narra tocar terra em Leizhou. A leste, o tufão Gaenari tocou ontem em terra na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, de acordo com órgãos de comunicação estatais, com os SMG a estimarem o enfraquecimento gradual da tempestade, a mais forte das três que afectavam ontem o Mar do Sul da China. As autoridades apontavam mesmo para a possibilidade de o Gaenari se dissipar ainda durante o dia de ontem. “Embora as previsões actuais indiquem a probabilidade reduzida de os dois ciclones tropicais representarem uma ameaça directa para Macau, continua a ser transportada humidade abundante para a costa do sul da China”, referiam ontem os SMG. As autoridades acrescentaram que nestas condições, e “sob a influência combinada de uma ampla depressão e de um fluxo de ar activo de sudoeste”, trovoadas podem atingir o território a meio da semana, entre hoje e quinta-feira, com aguaceiros no fim-de-semana. Alertas lá e cá Ontem à tarde, o Observatório de Hong Kong acompanhava as previsões dos SMG, tanto em relação ao Narra como ao Gaenari. Porém, ressalvava que se o ciclone tropical Narra tomasse uma trajectória que o aproximasse do estuário do Rio das Pérolas, poderia emitir sinal de alerta de tempestade, mas que, face às previsões de ontem, essa possibilidade era baixa. Recorde-se que as autoridades nacionais activaram no sábado o mecanismo de resposta de emergência de nível IV para cheias, o mais baixo, nas províncias de Guangdong, Guangxi e Hainan, perante a previsão de chuvas torrenciais provocadas pelo Narra. A Administração Meteorológica da China assinalou também uma situação rara, com três tufões activos em simultâneo no mar do Sul da China e Pacífico noroeste: Gaenari, Narra e Saudel. O tufão Gaenari, formado no sábado, é o 20.º ciclone tropical do ano, número muito acima da média histórica de 13,4 entre Janeiro e Agosto.
João Luz Manchete PolíticaTerminal da Taipa | Coutinho pede redução de rendas de lojas A falta de clientes e a redução das ligações marítimas voltaram a mergulhar os lojistas do Terminal da Taipa numa crise da qual nunca saíram desde a pandemia. Pereira Coutinho pede flexibilidade ao Governo e à entidade gestora para reduzir rendas e impedir a desertificação do terminal Cerca de dois anos e meio depois da inauguração, o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa juntava-se às infra-estruturas de transportes do território paralisadas pelas medidas de controlo da pandemia da covid-19. Após uma breve recuperação, “o movimento de turistas e residentes voltou a cair significativamente, agravando uma situação já de si frágil”, descreve o deputado Pereira Coutinho numa interpelação escrita divulgada ontem. Com receitas fracas e encargos mensais entre 60.000 e 80.000 patacas para pagar renda, água, electricidade, gestão e limpeza, o legislador pergunta ao Governo se pondera “rever as cláusulas contratuais celebradas com a empresa gestora, autorizando uma redução extraordinária, faseada e temporária das rendas dos espaços comerciais”. Coutinho recorda que durante o período crítico da pandemia da covid-19 o Governo “adoptou uma política de isenção temporária do pagamento de rendas”, permitindo aos comerciantes suportar “o impacto da paralisação quase total do turismo”. Em Março de 2020, o deputado acompanhou uma comitiva de lojistas do Terminal da Taipa na entrega de uma carta ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, a pedir ajuda, e mais dias mais tarde divulgou uma interpelação a sugerir a isenção de rendas. O deputado revela que os lojistas já tentaram negociar com a empresa gestora do terminal a redução de rendas, e que a empresa fez chegar as reivindicações dos comerciantes “às entidades competentes, mas a resposta foi peremptória: nos termos do contracto celebrado entre o Governo e a concessionária, os valores das rendas são fixos e inalteráveis, não sendo possível conceder qualquer redução ou isenção”. Sem oásis à vista Pereira Coutinho salienta o “verdadeiro desperdício de recursos públicos” resultante do subaproveitamento da “mega-estrutura”, em particular desde a entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, assim como da drástica redução das travessias marítimas. O deputado acrescenta que “a falta de articulação entre o terminal marítimo, o aeroporto, parques de estacionamento independentes e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal tem contribuído para a desertificação do espaço e para o agravamento da situação dos comerciantes”. Como tal, pergunta ao Governo de Sam Hou Fai se está disponível para marcar uma reunião urgente com os lojistas, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e a empresa gestora para encontrar “uma solução que evite o colapso daqueles espaços e salvaguarde os postos de trabalho dos residentes ali existentes”. Coutinho questiona também se o Executivo tem planos para dinamizar o Terminal da Taipa integrando-o com o aeroporto, os parques de estacionamento independentes, e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal, com vista a aumentar o fluxo de passageiros.
João Luz Manchete SociedadePIB | Subida de 3,7% até Junho impulsionada pelo turismo O Produto Interno Bruto da RAEM subiu 3,7 por cento na primeira metade deste ano, face ao mesmo período de 2025, para um total de 209,9 mil milhões de patacas. O crescimento foi fomentado pelas exportações ligadas aos sectores do turismo e jogo, enquanto o consumo interno se manteve fraco “No primeiro semestre de 2026 a economia global da RAEM teve um crescimento estável, dado que as exportações de serviços continuaram a subir, impulsionadas pelo aumento homólogo do número de entradas de visitantes na RAEM”, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), num comunicado emitido na sexta-feira. As estatísticas mostram que na primeira metade de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto para 209,91 mil milhões de patacas, mais 3,7 por cento em termos reais, face ao primeiro semestre de 2025. Em comparação com o período antes da pandemia da covid-19, o PIB dos primeiros seis meses deste ano foi equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019. Analisando por principais componentes do PIB, os dados da DSEC mostram que no primeiro semestre deste ano “as exportações globais de serviços aumentaram 7,3 por cento, em termos anuais”, referindo-se à venda e prestação de serviços por privados ou empresas a clientes de fora. Este aumento foi justificado com a subida de 9 por cento do número de entradas de visitantes em Macau. Entre as exportações que mais contribuíram para o aumento do PIB, a DSEC destaca “as exportações de outros serviços turísticos e as de serviços do jogo que cresceram 10,8 e 5,5 por cento, respectivamente”. Em relação ao comércio externo de mercadorias, as exportações de bens aumentaram em termos anuais 14,8 por cento durante o período em análise, enquanto as importações subiram 9,5 por cento. Do outro lado Enquanto as exportações globais de serviços impulsionaram a subida do PIB, a procura interna manteve um fraco registo, apesar do crescimento de 2,7 por cento em termos anuais da despesa de consumo privado. No primeiro semestre de 2026, a despesa de consumo final do Governo registou uma contracção de 0,2 por cento, enquanto a formação bruta de capital fixo, um indicador do investimento em activos fixos da RAEM, diminuiu 9,3 por cento. Isolando o segundo trimestre deste ano, a DSEC revela que o PIB no final de Junho foi revisto para 102,35 mil milhões de patacas, registando um crescimento real de 0,3 por cento, comparativamente com o mesmo trimestre de 2025 e representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019. No período entre Abril e Junho, os principais componentes do PIB que registaram aumentos foram as exportações de serviços (+1,6 por cento), a despesa de consumo privada (+2,1 por cento), a despesa de consumo final do Governo (+2,1 por cento) e a formação bruta de capital fixo (+4 por cento), em relação ao segundo trimestre de 2025. “Porém, a procura externa líquida desceu 2,5 por cento, devido às importações de bens terem subido (+13,5 por cento). Por seu turno, o deflator implícito do PIB que mede a variação global de preços (101,8) aumentou 2,9 por cento, em relação ao segundo trimestre do ano passado”, ressalva a DSEC.
João Luz Manchete PolíticaPlano quinquenal | O Lam destaca foco na zona integrada de turismo e cultura A ronda de entrevistas de governantes da RAEM a órgãos nacionais prosseguiu com O Lam, Chan Tsz King e Raymond Tam. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura está confiante que o Governo irá criar um marco cultural e turístico e um cartão de visita da cidade na zona integrada de turismo e cultura A agência estatal Xinhua e os diversos órgãos de comunicação nacionais prosseguiram as entrevistas a governantes da RAEM a propósito da apresentação do 3.º plano quinquenal, que irá guiar as políticas locais até 2030. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, frisou o empenho da sua tutela na construção e operação da Zona Internacional Integrada de Turismo e Cultura de Macau, um dos quatro grandes projectos que o Governo Central exigiu ao Executivo local. Citada pela Xinhua, O Lam referiu que o projecto tem potencial para se tornar um marco cultural e turístico de dimensão internacional, tornando-se um “cartão de visita cultural” da cidade e um ponto de viragem para o desenvolvimento económico diversificado de Macau. A zona integrada irá nascer no terreno marginal a leste da Torre de Macau e a Zona C dos Novos Aterros, onde serão construídos o Museu Nacional da Cultura de Macau, o Centro Internacional de Artes Performativas de Macau e o Museu Internacional de Arte Contemporânea. A secretária salientou também a entrada em funcionamento da primeira fase da Cidade Internacional de Educação Macau-Hengqin, outro dos projectos de grande envergadura atribuídos ao Executivo por Pequim. Mais uma vez, a internacionalização é um dos vectores essenciais deste projecto, através de cooperação entre as universidades de Macau e congéneres do Reino Unido, Austrália, Suíça e Portugal, para criar programas de formação conjunta e laboratórios em Hengqin. O Lam apontou que o projecto universitário tem também como objectivo tornar Hengqin num pólo de atracção de talentos, inovação tecnológica e modernização industrial na Grande Baía. Segurança nacional, ora pois Também o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, falou à Xinhua sobre a trajectória que a sua tutela irá seguir até 2030, seguindo as linhas do plano quinquenal. Chan garantiu que a segurança nacional será prioridade através do reforço dos mecanismos institucionais de salvaguarda da segurança nacional, promovendo melhorias legislativas para combater fenómenos como branqueamento de capitais e terrorismo Perante novos desafios, como fluxos transfronteiriços de dados e “deepfakes” gerados por Inteligência Artificial (IA), o secretário vincou que a RAEM irá reforçar as capacidades de segurança nacional em áreas como cibersegurança, dados e a IA, e reforçar a cooperação com Guangdong. Além disso, Chan Tsz King quer normalizar a divulgação de informações sobre segurança nacional e expandir o leque de actividades educativas sobre o tema. Por seu turno, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymund Tam, destacou em entrevista à agência Xinhua as várias formas como será desenvolvida a rede de transportes entre Macau e Hengqin. Parte desse plano será conseguido através da ligação entre o Metro Ligeiro e linha ferroviária de alta velocidade Guangzhou-Zhuhai.
João Luz Manchete SociedadeJogo | Analistas dizem que Macau continua “muito competitivo” Depois do Mundial de Futebol, o mercado do jogo teve uma “recuperação de receitas evidentes”, continuando a ser “muito competitivo”, segundo a análise da Seaport, depois de reuniões com equipas de gestão da MGM e da Wynn Os analistas da Seaport entendem que a indústria dos casinos de Macau “continua muito competitiva”, vivendo um período de “evidente recuperação de receitas”, depois do abrandamento durante o Campeonato Mundial de Futebol entre Junho e Julho. Segundo o analista sénior da empresa, Vitaly Umansky, as descidas brutas das receitas do jogo em Junho e Julho, “largamente influenciadas pelo campeonato do mundo de futebol, foram mais acentuadas do que o previsto”. Os comentários do analista foram proferidos, segundo o portal GGR Asia, depois de reuniões separadas com as equipas de gestão da MGM Resorts e Wynn Resorts, realizadas no primeiro dia da Conferência Anual de Verão da Seaport, que se realizou esta semana, na terça e quarta-feira. Recorde-se que as receitas brutas do sector caíram 12,1 por cento em termos homólogos em Junho, queda anual que foi atenuada no mês seguinte com um declínio de 8,4 por cento, de acordo com dados divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos. Em relação à MGM, Vitaly Umansky indicou que o portfólio da empresa em Macau e o foco no segmento “massas premium” “funcionam melhor no actual mercado de Macau, onde a força reside nos segmentos de gama alta”. “A MGM está focada no crescimento do EBITDA [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] e continuará a adoptar uma abordagem racional em termos de custos e reinvestimento”, afirmou. No segundo trimestre, a concessionária gerou receitas líquidas de 1,10 mil milhões de dólares americanos, em comparação com 1,11 mil milhões de dólares americanos no período homólogo do ano anterior. Vamos por partes Em relação à Wynn, Umansky estima que as despesas operacionais aumentem, sendo expectável que no segundo semestre deste ano, e início de 2027, a concessionária tenha um desempenho um bocado mais lento em termos anuais. No segundo trimestre deste ano, os ganhos operacionais da Wynn Macau aumentaram 26,9 por cento para mais de 162,8 milhões de dólares americanos, enquanto os lucros EBITDA, sem o pagamento de rendas, aumentaram 17,1 por cento, para quase 297 milhões de dólares americanos, face ao período homólogo.
João Luz Manchete SociedadeFórum da Humanidade | Macau acolhe simpósio em Dezembro Macau vai acolher o Simpósio do Fórum Global da Humanidade nos dias 3 e 4 de Dezembro, que contará com a presença de Ban Ki-moon, antigo secretário-geral das Nações Unidas e presidente do conselho do Fórum Boao para a Ásia. Na apresentação do evento foi enaltecida a história de Macau, o que torna o território como o local perfeito para o simpósio Face ao panorama de mudanças e divisões civilizacionais que o mundo atravessa, será que existe espaço para que o diálogo humanista sirva de ponte para atravessar diferenças fracturantes entre povos? Esta é a questão que lançou a apresentação do Simpósio do Fórum Global da Humanidade deste ano, que se irá realizar em Macau nos dias 3 e 4 de Dezembro, indicou ontem o China Daily. Numa conferência de imprensa realizada em Pequim, foi anunciado que o evento irá contar com a presença de Ban Ki-moon, antigo secretário-geral das Nações Unidas e presidente do conselho do Fórum Boao para a Ásia. O jornal chinês salienta que fórum está empenhado em criar uma nova plataforma para o intercâmbio humanístico a nível global, facilitando a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e estrangeiras, bem como o desenvolvimento integrado da cultura e das indústrias em todo o mundo. O evento é organizado por instituições como a Fundação Ban Ki-moon, a Phoenix Network e a Aliança Global das PME, a Federação das Associações dos Sectores Culturais de Macau, a Humanity Assembly, entre outros parceiros. A organização salienta a vantagem geográfica única de Macau, moldada por mais de 400 anos de integração entre civilizações ocidental e oriental, para acolher o fórum que terá o tema “Beleza do Mundo, Harmonia em Diversidade”. Todos os quadrantes Na conferência de imprensa, Shi Baofeng, um dos organizadores do fórum, indicou que o evento irá reunir em Macau antigos líderes políticos de vários países e regiões, representantes de organizações internacionais, académicos de renome, artistas e líderes empresariais, num total de cerca de 500 participantes. Além de sessão principal, a agenda do evento inclui cinco sub-fóruns paralelos, incluindo um dedicado à juventude e outro ao papel das mulheres na liderança global e seminários vários. No final, será divulgada uma declaração a vincar os valores partilhados por toda a humanidade. A RAEM foi representada na conferência de imprensa que apresentou o Simpósio do Fórum Global da Humanidade pelo presidente da Fundação Macau, Wu Zhiliang, numa intervenção em formato vídeo. Wu Zhiliang sublinhou que “os mais de 400 anos de integração cultural entre o Oriente e o Ocidente em Macau constituem um exemplo vívido de coexistência entre civilizações”. Wu Zhiliang mostrou-se “esperançado que o fórum transforme a prática de diversidade e inclusão de Macau num valor público com relevância global”. “Macau tem servido, desde há muito, como uma janela para o intercâmbio entre as civilizações orientais e ocidentais. Hoje, essa janela abre-se não só para oportunidades de desenvolvimento, mas também para a confiança internacional. Ilumina não só os holofotes da actualidade, mas também serve de farol para a aprendizagem mútua entre civilizações”, completou o líder do Fundação Macau.
João Luz Manchete PolíticaPlano quinquenal | Sam realça bem-estar da população como prioridade Em entrevista à CCTV, Sam Hou Fai apresentou o 3.º Plano Quinquenal da RAEM como um projecto com partida e destino final em três pontos: o bem-estar, felicidade e segurança da população. O Chefe do Executivo indicou que este Governo e o próximo têm de alcançar objectivos de médio e longo prazo Depois de Wong Sio Chak, a sequência de entrevistas de governantes locais a órgãos estatais de comunicação social prosseguiu com a entrevista do Chefe do Executivo sobre o 3.º Plano Quinquenal da RAEM, apresentado esta semana. Sam Hou Fai afirmou que o Governo da RAEM encarou a organização do plano quinquenal tendo como ponto de partida e destino final o bem-estar dos residentes. Para tal, o governante prometeu que irá alocar recursos para as camadas mais vulneráveis da população, dar o melhor apoio possível, dentro das capacidades do Executivo, para estimular os sentimentos de bem-estar, felicidade e segurança da população. Na entrevista à CCTV, Sam Hou Fai sublinhou entre as tarefas principais e prioritárias a renovação e revitalização dos bairros antigos de Macau, reconhecendo que a imagem urbana da cidade é um dos pontos cruciais, assim como aplicar medidas que promovam o crescimento económico. Para este mandato, Sam Hou Fai apontou para quatro objectivos-slogans: “Estado de Direito de Macau”, “Macau Vibrante”, “Macau Cultural” e “Macau Feliz”. O Chefe do Executivo afirmou também que o plano de cinco anos atravessa este Governo, mas também o sétimo Executivo da RAEM, ressalvando a importância de ao longo dos dois mandatos os governos se esforçarem para atingir objectivos de médio e longo prazo. Qualidade inigualável Grande parte da entrevista incidiu sobre a integração nacional de Macau e nas características da região que a diferenciam e conferem vantagens. Assim, Sam Hou Fai indicou que “o plano quinquenal irá guiar a RAEM para a frente, criando uma nova era de desenvolvimento de grande qualidade do princípio ‘um país, dois sistemas’ com características de Macau”. Para o governante, os objectivos traçados para os próximos cinco anos devem reflectir a supremacia do poder executivo, estabelecendo a coordenação com os poderes legislativos e judiciais. O governante da RAEM referiu também que os princípios gerais consagrados no plano quinquenal de Macau se alinham com os requerimentos nacionais estabelecidos pelo 15.º plano da China, assim como com o desenvolvimento nacional. Sam Hou Fai indicou também que esta é a única forma para Macau agarrar as oportunidades e apanhar a onda do progresso. O pragmatismo foi outro elemento-chave vincado pelo Chefe do Executivo, exemplificado com as metas quantitativas estabelecidas para a integração entre Macau e Hengqin, em termos de desenvolvimento industrial e qualidade de vida. Plano Quinquenal | Pedida maior coordenação de dados Dois especialistas demonstraram preocupação quanto à forma de gestão dos terrenos e coordenação de dados e necessidades populacionais, tendo em conta a divulgação do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM, apresentado esta terça-feira. O tema foi debatido no programa matinal “Fórum Macau”, do canal chinês da Rádio Macau, tendo a urbanista Chan Chio I referido que deveria ter sido definido um prazo para a utilização temporária dos terrenos actualmente desocupados. Já Loi Hoi Ngan, professor adjunto do Centro de Estudos Políticos, Económicos e Sociais da Universidade Politécnica de Macau, afirmou que o Plano Quinquenal não contém referências face à população total em determinadas zonas do território, ou ainda o rácio de dependência face a algumas infra-estruturas. Assim, o académico pede que os departamentos públicos tenham em consideração a conjugação de dados ligados à população, actividades comerciais e escolas, a fim de se canalizarem recursos para as áreas com mais necessidade.
João Luz Manchete SociedadeTaiwan | Recurso de Levo Chan novamente negado A justiça de Taiwan voltou a negar um recurso interposto pelo antigo líder da Tak Chun, após a sua esposa ter tentado levantar dinheiro de uma conta de um banco de Taipé. O tribunal da Formosa citou a sentença de Macau que o condenou por branqueamento de capitais, entre outros crimes Um tribunal em Taiwan voltou a julgar improcedente um recurso interposto por Levo Chan, ex-líder da Tak Chun, que tentou aceder a dinheiro depositado no Banco Taipei Fubon, onde o empresário que cumpre pena de prisão em Macau terá depositados 200 mil dólares americanos e 50 milhões de dólares de Hong Kong, segundo órgãos de comunicação social de Taiwan. O recurso agora negado confirma a sentença da primeira instância, num processo que começou com a esposa do ex-líder do grupo junket a tentar levantar pouco mais de 64.500 dólares americanos de uma conta no Banco Taipei Fubon. Segundo a defesa de Levo Chan, o residente de Macau assinou um acordo com o banco para a abertura de uma conta bancária no dia em 26 de Junho de 2020. Porém, quando este encarregou a esposa de levantar parte dos depósitos, munida da caderneta bancária, o pedido foi recusado. Segundo as explicações do banco, como Levo Chan foi condenado pelos crimes de associação criminosa, sociedade secreta, exploração ilícita de jogo e branqueamento de capitais pelos tribunais de Macau, as sentenças proferidas na RAEM provam que Chan não usou a conta bancária para o uso proposto. Além das questões legais ligadas à proveniência dos fundos, o banco de Taipé argumentou que como Levo Chan não é residente de Taiwan, não poderia mandatar alguém para fazer levantamentos em seu nome, sendo necessário apresentar-se pessoalmente no balcão da instituição. Várias injecções Os representantes do Banco Taipei Fubon indicaram ainda que a conta do antigo junket terá recebido várias vezes grandes quantias de dinheiro provenientes de fontes desconhecidas e oriundas do Banco da China. Parte desses fundos terão sido trocados por obrigações, levantando suspeitas de branqueamento de capitais. As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que Levo Chan não forneceu provas da origem de dinheiro e a conta foi congelada. Neste capítulo, o tribunal de primeira instância deu como provado que a conta no Taipe Fubon terá misturado dinheiro limpo com lucros ilegítimos. A conta no Banco Taipei Fubon terá recebido três transferências 116,77 milhões de dólares de Hong Kong, entre Outubro de 2020 e Dezembro de 2021. Em Novembro de 2024, Levo Chan foi condenado a 13 anos de prisão por ter sido considerado culpado de 27 crimes: 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, um crime de associação ou sociedade secreta, um crime de exploração ilícita de jogo e um crime agravado de branqueamento de capitais.
João Luz Manchete PolíticaGoverno Central | Gabinetes aplaudem plano quinquenal Os gabinetes de Ligação do Governo Central na RAEM e para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado elogiaram o plano quinquenal apresentado pelo Executivo na terça-feira. As entidades indicaram que é “um plano que guia o futuro”, estabelecendo um novo modelo de governação Os gabinetes de Ligação do Governo Central na RAEM e para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado emitiram comunicados na noite de terça-feira a elogiar o terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico, apresentado horas antes por Sam Hou Fai e os secretários do seu Executivo. O porta-voz do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau afirmou o novo plano quinquenal é “um plano que orienta o futuro”, expressão que o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado também mencionou. O Gabinete de Ligação indicou que o programa estratégico para os próximos cinco anos estabelece um novo modelo de governação que privilegia a proactividade e eficiência. O organismo salienta como trunfos a “salvaguarda da segurança nacional e da estabilidade social, reforço da eficiência da governação da RAEM”, promoção da diversificação da economia, construção da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, aceleramento da renovação urbana, garantia do bem-estar da população e integração e servir o desenvolvimento nacional. O porta-voz do Gabinete de Ligação acrescentou que espera que todos os cidadãos de Macau se envolvam e participem na implementação das medidas previstas no plano quinquenal e garantiu que o gabinete irá apoiar no Executivo a cumprir as suas responsabilidades. Manual de instruções Ambos os organismos apontam para um futuro mais brilhante de Macau, tendo como ponto de partida o terceiro plano quinquenal da RAEM. Por seu turno, um comunicado assinado pelo porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado refere que o programa para os próximos cinco anos “é um importante passo para a implementação com sucesso do princípio ‘um país, dois sistemas’ com características de Macau”, e “um plano que guia o futuro”. O organismo liderado por Xia Baolong destaca que o plano quinquenal “aplica com empenho o espírito das importantes instruções do Presidente Xi Jinping, com uma perspectiva mais ampla e uma orientação clara”. Além disso, indica que o plano “é pragmático, progressista, focado, preciso nos seus objectivos e eficaz nas suas medidas, apresentando uma forte pertinência e exequibilidade”. O porta-voz salienta aplaude também a prioridade dada pelo Executivo aos quatro grandes projectos que Pequim atribuiu à RAEM: Cidade Universitária Internacional Macau-Hengqin, Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, Centro Internacional de Transporte Aéreo da Margem Oeste do Rio das Pérolas e Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau. Além disso, foi destacado que durante o período de consulta, foram recebidas, 1.716 propostas e 8.230 comentários, dos quais mais de 90 por cento foram positivos. O gabinete conclui que o resultado da consulta pública sobre o plano quinquenal “é mais um exemplo claro da democracia de elevada qualidade com características próprias de Macau, que reúne o consenso de toda a sociedade”
João Luz Manchete SociedadeTrânsito | Kaifong pedem suspensão de cartas e penas pesadas A vice-presidente dos Moradores pede acção para responder aos cinco acidentes mortais deste ano. Cheong Sok Leng sugere um mecanismo de sanções progressivas, suspensão da carta de condução, formação obrigatória e aumento das multas em especial para infractores reincidentes Os cinco acidentes que provocaram mortes este ano constituem um sinal de alerta que não pode ser ignorado, sem a tomada de medidas, segundo Cheong Sok Leng, vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Num artigo publicado no jornal Cidadão, a responsável, também membro do Conselho Consultivo do Trânsito defende a revisão da lei do trânsito rodoviário e o reforço da formação dos motoristas de autocarros públicos e de turismo. Em termos legais, Cheong Sok Leng sugere a introdução de um mecanismo de sanções progressivas, que inclua suspensão da carta de condução, formação obrigatória e aumento das multas a infractores reincidentes. Para reforçar o efeito dissuasor, a conselheira pede também o agravamento das sanções por condução sob o efeito do álcool, drogas e por excesso de velocidade grave. Direito e respeito A conselheira e dirigente dos Moradores salienta que os “condutores devem respeitar rigorosamente as regras de cedência de passagem aos peões nas passadeiras e estar atentos aos ângulos mortos causados por veículos de grandes dimensões”. Cheong Sok Leng recordou o caso do rapaz de 10 anos que morreu atropelado quando atravessava a rua numa passadeira como um exemplo que chocou a opinião pública, mas que representou o desrespeito pela prioridade a peões. Apesar dos esforços para relocalizar passadeiras, instalar ilhas de segurança e sinais fluorescentes e fazer marcações longitudinais de redução de velocidade, a conselheira afirma que as “melhorias nas infra-estruturas não podem substituir a consciência de segurança tanto dos condutores como dos peões”. Neste aspecto, Cheong Sok Leng destaca a situação dos idosos, que têm tempos de reacção mais lentos e são facilmente ignorados ao atravessarem as vias, defendendo a instalação de lombas, postes de aviso intermitentes e espelhos convexos de ângulo amplo perto de escolas e instituições para idosos A dirigente dos Moradores alerta também para importância de se prestar maior atenção à saúde dos motoristas profissionais e às suas condições de trabalho. Como tal, sugere ao Governo que estude a possibilidade instalar “sistemas de detecção de ângulos mortos, câmaras de visão panorâmica ou dispositivos de aviso de colisão lateral em todos os veículos de grande porte”. Além disso, os motoristas devem ser submetidos a exames médicos que atestem a condição física e mental para trabalhar.
João Luz Manchete SociedadeRenovação urbana | Wu Chou Kit quer dar prioridade à manutenção e beleza Face ao panorama económico pouco risonho, Wu Chou Kit acha que os esforços de renovação urbana se devem focar em obras de manutenção e embelezamento das ruas de Macau. O ex-deputado considera também que o futuro da indústria da construção está na renovação dos prédios antigos A manutenção de edifícios degradados e dar uma roupagem mais bela às rudas da cidade deveriam estar entre as prioridades dos esforços do Governo no que toca à renovação urbana. Esta é a ideia do ex-deputado e membro do Conselho para a Renovação Urbana, Wu Chou Kit, que apontou para a recuperação e valorização do tecido urbano de Macau, numa altura em que Sam Hou Fai prometeu acelerar a renovação urbana. Em declarações ao jornal do Cidadão, Wu Chou Kit vincou o ambiente económico complicado que Macau atravessa, com a continuidade da queda dos preços dos imóveis, mercado cuja recuperação continua sem se vislumbrar. Como tal, o foco deveria ser o prolongamento da vida dos edifícios antigos e o aumento do seu valor. O equilíbrio entre habitação privada e pública também foi mencionado pelo ex-deputado, que indicou que mais 85 por cento dos residentes têm imóvel próprio e, com a inauguração de mais edifícios de habitação económica, a vontade para reconstruir pode não parecer vantajosa economicamente para proprietários devido à falta de procura no mercado. Wu Chou Kit separou a situação de Macau e de Hong Kong, onde os preços dos imóveis aumentaram devido a factores externos como investimento imobiliário e a entrada de quadros qualificados na cidade vizinha, que impulsionou os preços e a construção de edifícios de qualidade. A única saída Como o Plano Director prevê o crescimento da população, Wu Chou Kit considera que o Governo deve antecipar essa tendência demográfica beneficiando as habitações privadas e a reconstrução dos bairros antigos. Além do jogo e do turismo, o ex-deputado sublinhou a importância económica do sector da construção, que sofre com a redução do volume de obras terminadas as construções na Zona A dos Novos Aterros Urbanos. Assim sendo, a renovação urbana pode servir como balão de oxigénio para o sector, multiplicando os projectos de obras privadas. O também engenheiro sugeriu ainda a implementações de políticas que aliviem a pressão económica dos proprietários com benefícios fiscais e isenção de pagamento de taxas na transmissão de bens imóveis.
João Luz Manchete SociedadeHospital das Ilhas | Queixas sobre médicos que só falam mandarim As consultas no Hospital das Ilhas por médicos que só falam mandarim, sem que haja tradução, está a dificultar o acesso a cuidados médicos, em particular a idosos. Uma residente queixou-se da falta de tradução e do prolongado tempo de espera Quando Sio levou a mãe a uma consulta no Centro Médico de Macau Union, também designado como Hospital das Ilhas, não imaginou que deveria ter entrado na sala do médico. Porém, terminada a consulta e face à confusão da mãe, a residente percebeu que deveria ter tomado uma postura mais proactiva. A queixa foi feita no programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, com a ouvinte a indicar que são necessários serviços de tradução no Hospital das Ilhas para quem não fala mandarim, depois de ter recorrido aos serviços médicos na semana passada. “O médico só falou mandarim durante toda a consulta. Não estou a dizer que falar mandarim é um problema, temos muitos médicos de qualidade vindos do Interior da China, devemos estar contentes por isso. No entanto, acho que deve haver pessoal para auxiliar na tradução, porque os idosos podem não conseguir falar mandarim e os médicos podem não perceber cantonês” explicou. A residente indicou que a consulta acabou por ser afectada porque não só a mãe não compreendeu algumas ideias deixadas pelo médico, como também não conseguiu expressar claramente a sua situação. Na próxima consulta, em vez de ficar na sala de espera, Sio afirmou que irá acompanhar a mãe quando esta for chamada, mas que mesmo assim isso pode não ser suficiente. “Na verdade, não estou muito confiante que consiga compreender e expressar-me com clareza durante a consulta”, indicou. Tempo é relativo Sio não revelou se durante a consulta estaria uma enfermeira presente para ajudar a explicar em cantonês o que o médico estaria a dizer. Porém, a própria apresentadora do programa referiu ter acompanhado um familiar a uma consulta no Hospital das Ilhas onde o mesmo se terá passado, obrigando-a a fazer o papel de tradutora. A ouvinte lamentou também a longa espera para a sua mãe ser atendida. “Consultei a aplicação móvel do hospital para ver os doentes em espera. Primeiro estavam 20, mas um pouco antes da noite fomos para o hospital e estavam seis pessoas à espera. Mesmo assim, acabámos por esperar mais de duas horas, ou seja, cerca de meia hora por cada doente”, contou. A consulta da mãe teve a mesma duração, tempo que Sio explicou com a necessidade de fazer testes à mãe por suspeitas de estar infectada com gripe, situação que alarga o tempo de espera. “Este procedimento tem de melhorar. Isto não acontece nos outros hospitais de Macau, onde os testes ou análises são separados da consulta”, rematou a residente.