Hoje Macau China / Ásia‘Chips’ | Fabricantes chineses de ‘chips’ actualizam equipamento da ASML Fabricantes chineses de semicondutores estão a actualizar equipamentos avançados de litografia da holandesa ASML para contornar os controlos de exportação impostos por EUA e Países Baixos, avançou ontem o jornal britânico Financial Times. A operação visa acelerar a produção de ‘chips’ usados em sistemas de inteligência artificial (IA), que integra a disputa em curso entre China e EUA pelo domínio das tecnologias do futuro. Segundo fontes citadas pela publicação, fábricas chinesas que produzem ‘chips’ para telemóveis e aplicações de IA estão a melhorar o desempenho de máquinas de litografia ultravioleta profunda (DUV) – nomeadamente o modelo Twinscan NXT:1980i – através da aquisição de componentes no mercado secundário, incluindo plataformas mecânicas (“stages”), lentes e sensores de maior precisão. Essas actualizações têm permitido às fábricas aumentar a produção de ‘chips’ de sete nanómetros, apesar das restrições que impedem a ASML de fornecer à China as suas máquinas DUV mais recentes ou qualquer equipamento de litografia ultravioleta extrema (EUV), essencial para processos mais avançados. As melhorias, realizadas com assistência de empresas terceiras fora do controlo directo da ASML, permitem às fabricantes mitigar os custos adicionais e as perdas de rendimento associadas ao processo de “multi-patterning” – exposição múltipla do ‘wafer’ para compensar a falta de tecnologia EUV –, comum nas linhas de produção chinesas mais avançadas. A ASML confirmou que “cumpre rigorosamente todas as leis e regulamentos aplicáveis” e negou fornecer actualizações que aumentem o desempenho dos sistemas para além do permitido. Actualmente, a empresa está impedida de melhorar a precisão (“overlay”) ou a velocidade (“throughput”) das máquinas DUV em mais de 1 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaGuangxi | Ataque com arma branca faz pelo menos três mortos e um ferido Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou ferida ontem, num ataque com arma branca ocorrido na vila de Xincheng, na região semiautónoma de Guangxi, sul da China, informou a polícia local. O incidente teve lugar por volta das 07:00, numa zona do município de Chengguan, segundo um comunicado do Departamento de Segurança Pública de Xincheng. As circunstâncias concretas do ataque não foram até ao momento divulgadas. O presumível autor, um homem de 35 anos identificado pelo apelido Guo, foi detido e encontra-se sob custódia policial. A pessoa ferida foi transportada para um hospital, enquanto as restantes vítimas não resistiram aos ferimentos causados pelo ataque. As autoridades indicaram que o caso continua em investigação e não forneceram informações sobre o possível motivo do ataque, desconhecendo-se se o suspeito conhecia as vítimas ou se se tratou de um acto indiscriminado. Também não foi especificado se o ataque ocorreu num local público ou numa zona residencial. Nos últimos anos, vários ataques com arma branca foram registados em diferentes regiões da China, alguns com vítimas mortais. Embora as motivações variem, muitos desses episódios têm sido descritos pela imprensa local e autoridades como casos de “vingança contra a sociedade”, protagonizados por indivíduos com frustrações pessoais que descarregam a sua raiva contra desconhecidos. Face à repetição destes incidentes, a Procuradoria Popular Suprema da China prometeu este ano “castigos severos, rigorosos e céleres” para os autores de tais crimes, enquanto o Ministério da Segurança Pública apelou ao reforço da prevenção para “manter a estabilidade social”.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Carteira de dívida dos EUA atinge mínimos desde 2008 O emagrecimento da carteira da dívida norte-americana começou no primeiro mandato de Trump à frente da Casa Branca e reflecte a falta de confiança chinesa na sustentabilidade dos activos aliada às dúvidas sobre a independência da Reserva Federal Pequim reduziu em Outubro a sua carteira de dívida pública norte-americana para o nível mais baixo desde 2008, reflectindo preocupações sobre a sustentabilidade da dívida norte-americana e a independência da Reserva Federal, noticiou ontem o South China Morning Post. Segundo dados do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos citados pelo jornal de Hong Kong, o valor caiu de 700,5 mil milhões de dólares em setembro para 688,7 mil milhões de dólares em Outubro, o registo mais baixo desde Novembro de 2008. Este valor representa uma queda de 47 por cento face ao pico de Novembro de 2013, quando Pequim detinha cerca de 1,32 biliões de dólares em títulos do Tesouro norte-americano, segundo a empresa de dados financeiros chinesa Wind. A retirada progressiva de fundos começou no primeiro mandato de Donald Trump (2017–2021), e, em Março deste ano, a China caiu para a terceira posição entre os maiores detentores estrangeiros de dívida dos EUA, atrás do Japão e do Reino Unido. Dois meses depois, a carteira caiu para mínimos desde 2009. Esta semana, Yu Yongding, ex-assessor do Banco Popular da China, advertiu num artigo para os riscos crescentes associados aos activos denominados em dólares, apelando à redução da dependência de mercados externos, “especialmente dos EUA”, e à minimização do que descreveu como “a armadilha do dólar”. Segundo o economista, a China poderá ser “a força decisiva” a pôr fim aos dois pilares da balança de pagamentos dos EUA: o domínio global do dólar – sustentado pelo poder militar – e mercados financeiros dinâmicos impulsionados pela inovação tecnológica. Refúgio dourado A par da venda de dívida, Pequim tem reforçado a diversificação das suas reservas externas: em Novembro, comprou ouro pelo décimo terceiro mês consecutivo, acumulando um total de 310.600 milhões de dólares em reservas do metal precioso, considerado um activo de refúgio em períodos de instabilidade. Apesar da trégua comercial de um ano assinada em Outubro entre Washington e Pequim, as duas potências acumularam meses de tensões desde o regresso de Trump à Casa Branca, alimentando especulações sobre uma eventual venda maciça de dívida norte-americana por parte da China.
Hoje Macau SociedadeDroga | Apreendidas metanfetaminas no valor de 990 mil patacas A Polícia Judiciária anunciou a detenção de quatro pessoas do Interior e de Hong Kong, que entraram em Macau com cerca de 990 mil patacas em metanfetaminas transportadas em preservativos. A informação foi divulgada ontem e citada pelo jornal Ou Mun, sendo que a investigação terá começado a partir de uma denúncia. Segundo o relato, dois dos detidos entraram em Macau através das Portas do Cerco e alojaram-se num hotel, na zona norte da cidade. Mais tarde, foram ao encontro destes dois indivíduos outras duas pessoas, que transportavam consigo 275 gramas de metanfetaminas. A primeira revista da polícia aos dois indivíduos que chegaram mais tarde ao hotel permitiram apreender preservativos e fita-cola. No interior do quarto, as autoridades encontraram igualmente preservativos com droga no interior. As drogas, avaliadas no mercado em 990 mil patacas, pesavam 275 gramas. Os quatro detidos confessaram que o objectivo era que dois deles engolissem os preservativos com a droga e os transportassem para fora de Macau. Os outros dois foram responsáveis por trazer os estupefacientes para a RAEM.
Hoje Macau SociedadePatrimónio | Criticada protecção deficiente por parte do Governo O ex-candidato à Assembleia Legislativa, Johnson Ian, considerou que as acções de protecção do património cultural e histórico do Governo ficam sempre aquém as expectativas da população. A opinião foi publicada através do jornal Son Pou. Segundo Ian, esta falta de consciência do Governo levou a que ao longo dos anos se desenvolvessem várias polémicas como a construção de um prédio na Calçada do Gaio, com uma altura que bloqueia a vista para o Farol da Guia, ou a construção do viaduto entre Zona A e Zona B. Para o ex-candidato a deputado, estas situações mostram que o Governo não tem entendido as necessidades sociais ao nível da protecção do património cultural e histórico. O artigo visou o recente caso em que várias lojas no Largo de São Domingos colocaram tabuletas publicitárias vermelhas com carateres amarelos, cores que destoam do ambiente histórico daquela zona protegida. Sobre a polémica mais recente, Ian criticou o Instituto Cultural por não ter assumido com eficácia o papel de supervisão e só ter reagido às tabuletas depois de terem surgido críticas em grupos online. Face a esta falha, Johnson Ian alertou que o Governo tem que se manter activo e dar prioridade à preservação do património.
Hoje Macau SociedadeApartamentos para Idosos | Moradores dizem estar satisfeitos Um inquérito da associação dos Moradores concluiu que quase 70 por cento dos residentes locais estão satisfeitos com os apartamentos para idosos, um tipo de habitação pública para arrendamento. As conclusões tiveram em conta 755 questionários, feitos a 210 moradores do apartamentos e 545 residentes que não vivem neste tipo de habitação. Os resultados foram apresentados pelo membro da associação e deputado Leong Hong Sai, com os inquéritos a serem feitos online e também através de entrevistas presenciais, no Bairro do Iao Hon e na zona da Areia Preta. As respostas apontam para a satisfação com este tipo de habitação perto de 70 por cento. No pólo oposto, cerca de 5 por cento dos inquiridos afirmaram não estar satisfeitos de todo com o projecto. Segundo o jornal Ou Mun, apesar de a associação apontar que os resultados revelam “um nível de satisfação elevado”, há vários aspectos que não satisfazem os residentes, entre os quais está o valor das rendas, a falta de espaço, o design dos quartos e as relações com a vizinhança. Quase 85 por cento dos inquiridos indicou que considera a renda demasiado elevada e que devia haver subsídios ou redução do valor. Este aspecto é visto como o maior problema dos apartamentos para idosos. Por sua vez, em relação aos residentes que não moram na habitação para idosos, 40 por cento indicaram que ponderam arrendar um apartamento no futuro, enquanto 40 por cento dizem estar a “observar” o desenvolvimento do projecto. Houve ainda 20 por cento que afastaram de todo a possibilidade de viver num apartamento para idosos, devido às rendas elevadas.
Hoje Macau PolíticaPrimeiro ano de Sam Hou Fai foi proactivo a diversificar economia Analistas disseram à Lusa que o primeiro ano de mandato do Chefe do Executivo ficou marcado pela vontade de liderar a diversificação da economia da RAEM, altamente dependente dos casinos. Sam Hou Fai, que tomou posse exactamente há um ano, “adoptou uma abordagem proactiva para liderar o processo de diversificação económica”, defendeu Henry Lei Chun Kwok. O professor da Universidade de Macau deu como exemplo a criação de dois fundos, um para apoiar as indústrias e outro para a investigação científica e tecnológica, e a criação de um parque de ciência e tecnologia. Algo que “difere da abordagem anterior, orientada pelo mercado, e que é crucial tendo em conta as incertezas e a fraca confiança dos investidores que enfrentamos actualmente”, sublinhou o especialista em economia empresarial. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa sublinhou que Sam Hou Fai “não partiu do zero” e que a diversificação económica era já uma política de Macau “a médio e longo prazo”. “Há, digamos, um comboio em movimento e esse comboio continua. Pode-se aumentar ligeiramente a velocidade, ou reduzir a velocidade, mas o caminho estava mais ou menos traçado”, disse Carlos Cid Álvares. A diferença, explicou o deputado Leong Hong Sai, é que “no passado, discutiu-se durante muitos anos a importância de alcançar uma diversificação económica e industrial”. “Agora, isto está a ser implementado de facto, com o planeamento geral e a selecção de locais a ocorrerem de forma ordenada”, sublinhou o vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Ainda assim, Henry Lei avisou que “poderá demorar algum tempo até que os esforços produzam progressos mensuráveis, como o aumento do valor acrescentado ou a quota do sector tecnológico no PIB [Produto Interno Bruto]”. Cid Álvares também vê projectos “interessantes e que podem fazer mexer a economia”: uma zona cultural, em consulta pública até 26 de Dezembro, e a cidade universitária em Hengqin. Périplo ibérico Cid Álvares, também director executivo do Banco Nacional Ultramarino – parte do grupo da Caixa Geral de Depósitos – acredita que a visita que Sam Hou Fai prevê fazer a Portugal e Espanha pode ajudar a atrair empresas e investimento. “Acredito que isso possa fazer com que mais olhos se virem para aqui, porque, para mim, Macau não são 600 mil habitantes, são 80 milhões da Grande Baía, com 12 por cento do PIB da China”, defendeu Cid Álvares. O presidente da CCILC diz que já “está a haver uma maior atenção a Hengqin” e previu que, “a prazo, as fronteiras vão ser bastante simplificadas e, portanto, Macau e Hengqin vão estar mais integrados”. Tem havido “esforços significativos” para uma maior integração de Macau, nomeadamente “a convergência de regras jurídicas”, mas Leong Hong Sai defendeu que “o progresso deve ser acelerado”. Já Henry Lei, apontou como prioridade “ultrapassar a ineficiência na mobilidade de recursos, como os fluxos de capitais e de informação, para reforçar a integração entre Macau e Hengqin [e] atrair mais investimento transfronteiriço”.
Hoje Macau Manchete PolíticaAcção Social | Analisas destacam apoios a grupos vulneráveis Analistas indicam que, no primeiro ano de mandato, o novo líder do Governo, Sam Hou Fai, fez esforços “bastantes substanciais” para apoiar “os grupos vulneráveis” de Macau. Mais investimento público e apoios direccionados foram destacados como pontos positivos No capítulo da acção social, o primeiro ano de Sam Hou Fai à frente do Governo da RAEM é indicado por analistas como um bom começo no que diz respeito ao apoio aos grupos mais vulneráveis da população. Para estes grupos, que incluem idosos, crianças, adolescentes e famílias com poucos rendimentos, “o nível e escala” do apoio do Executivo “está a progredir a um ritmo constante”, disse à LUSA o secretário-geral da Cáritas Macau. Paul Pun Chi Meng deu como exemplo o lançamento de uma linha telefónica, disponível 24 horas por dia, para “garantir que o bem-estar emocional dos estudantes recebe a devida atenção”. Recorde-se que, pelo menos, 14 crianças até aos 14 anos tentaram pôr fim à vida na primeira metade deste ano, o dobro do registado no mesmo período de 2024, avançou em Outubro a emissora pública TDM – Teledifusão de Macau. Paul Pun diz que também melhorou o acesso dos residentes com poucos recursos à habitação social: “Antes demorava mais tempo; agora é mais rápido. O processo foi agilizado”. Os gastos públicos em apoios e subsídios sociais cresceram 4,1 por cento até Novembro, em comparação com os primeiros 11 meses de 2024, para 49,7 mil milhões de patacas. O vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau defendeu que “os esforços em prol do bem-estar e da subsistência da população têm sido bastante expressivos” e irão melhorar em 2026. Leong Hong Sai, também deputado, recordou que o orçamento para o próximo ano, aprovado na quinta-feira na Assembleia Legislativa, aumenta de 2.175 para 2.400 patacas por mês o subsídio para cuidadores. Por outro lado, o subsídio de desemprego irá subir de 157 para 210 patacas por dia, mas Leong admitiu preocupação com os jovens, que “podem enfrentar certas pressões no mercado de trabalho”. Nós e os outros O dirigente associativo apelou à proibição de contratação de trabalhadores migrantes para “certas posições”, de forma a “criar mais oportunidades de emprego de qualidade” para os locais. Paul Pun tem uma visão diferente e disse desejar que, em 2026 e no futuro, “seja também dada alguma atenção àqueles que não são residentes em Macau”. “Estas pessoas existem e seria melhor ter um pouco mais de atenção para com os não-residentes”, defendeu o secretário-geral da Cáritas Macau. No final de Outubro, Macau empregava mais de 184.300 trabalhadores migrantes, o número mais elevado dos últimos cinco anos. No mesmo mês, a taxa de desemprego caiu para 1,7 por cento, o valor mais baixo desde Janeiro. Por outro lado, Leong Hong Sai apontou como “a conquista mais importante” de Sam Hou Fai a realização “de forma excepcional” das eleições legislativas, em 14 de Setembro. Quase 53,4 por cento dos eleitores participaram nas eleições, mais 11 pontos percentuais do que há cinco anos, mas aquém do recorde de 59,9 por cento, fixado em 2009, quando concorreram três listas pró-democracia. O número de votos nulos ou em branco mais que duplicou em comparação com as últimas eleições, em 2021, ultrapassando 13 mil. Mas Leong Hong Sai defendeu que as eleições “foram conduzidas com sucesso”, uma vez que aplicaram, “na prática, o princípio ‘Macau governado por patriotas’”.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | China diz que EUA enviam “sinal errado” com plano de vender armas Pequim afirmou ontem que Washington enviou um “sinal gravemente errado” às “forças independentistas” taiwanesas, ao autorizar vendas de armamento a Taiwan no valor de 11,1 mil milhões de dólares. Os EUA “anunciaram publicamente um plano de venda de armas avançadas a Taiwan num montante enorme”, o que “prejudica gravemente a soberania, a segurança e a integridade territorial da China”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, em conferência de imprensa. Estas operações “prejudicam gravemente a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan”, afirmou. “As forças separatistas tentam buscar a secessão através das armas e rejeitar a reunificação pela via militar, desperdiçando o dinheiro ganho com o suor do povo e tentando transformar Taiwan num ‘barril de pólvora’”, acrescentou Guo, para quem isso “não pode mudar o destino inevitável do fracasso da independência” e apenas “acelerará o avanço para uma situação perigosa” no estreito de Taiwan. O porta-voz acusou também Washington de “ajudar a independência através das armas” e de tentar “usar Taiwan para conter a China”, uma estratégia que fracassará. Na sua intervenção, Guo sublinhou que a questão de Taiwan é “o núcleo dos interesses fundamentais da China” e “a primeira linha vermelha que não pode ser ultrapassada” nas relações entre Pequim e Washington. Guo concluiu salientando que a China “adoptará medidas firmes e contundentes” para defender a sua soberania, segurança e integridade territorial.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | MP pede prisão perpétua para assassino de ex-PM Shinzo Abe O Ministério Público japonês pediu ontem a prisão perpétua para Tetsuya Yamagami, acusado de assassinar o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe em 2022 com uma arma caseira, na última sessão do julgamento, que começou no final de Outubro. Yamagami, de 45 anos, já se declarou culpado das principais acusações no início do processo, pelo que toda a atenção está agora voltada para a sentença, que deverá ser proferida em meados de Janeiro. Antes de se conhecer o pedido dos procuradores, a viúva do ex-primeiro-ministro, Akie Abe, pediu ao acusado que “enfrentasse o que fez e pagasse pelos seus crimes”, num comunicado lido na sala por um advogado. “A sensação de perda pela morte repentina do meu marido nunca desaparecerá. Peço ao acusado que enfrente o que fez e pague pelos seus crimes”, disse Akie Abe, em declarações recolhidas pela emissora pública japonesa NHK. Akie Abe esteve presente há duas semanas numa das audiências do julgamento, embora não tenha exercido o direito de interrogar Yamagami, que o sistema judicial japonês permite às vítimas ou familiares de acusados em casos graves. Yamagami afirmou que disparou contra Abe devido às suas supostas ligações com o grupo religioso conhecido como Igreja da Unificação, ou ‘seita Moon’, que acusou de recrutar a sua mãe e levar a família à falência. As investigações relacionadas com o assassinato de Shinzo Abe destaparam a ligação entre várias figuras políticas japonesas pertencentes ao Partido Liberal Democrata (PLD), há décadas no poder, e a seita fundada pelo sul-coreano Sun Myung Moon, gerando um escândalo nacional sobre as práticas da ‘Moon’ e sua influência política.
Hoje Macau PolíticaAPEC | Deputado Kevin Ho defende adesão de Macau O deputado Kevin Ho King Lun apelou ontem à adesão de Macau ao fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês), para reforçar o perfil internacional do território e apoiar o desenvolvimento da China. O legislador declarou que o Governo deve aproveitar o facto de Macau acolher uma reunião de alto nível da APEC no próximo ano e solicitar formalmente o apoio da China para a adesão. Numa intervenção na assembleia legislativa, Kevin Ho recordou que tanto a vizinha região administrativa chinesa de Hong Kong como Taiwan – sob a designação ‘Taipé, China’ – aderiram ao fórum, ambos em 1991. O deputado sublinhou que aderir à APEC iria “criar um maior palco internacional para [Macau] e servir o desenvolvimento nacional”. A cidade irá receber, pela segunda vez desde 2014, a Reunião Ministerial do Turismo da APEC, em Junho de 2026, “com o apoio do Governo Central”, disse Ho, “o que demonstra o reconhecimento e o apoio do país a Macau”. “O Governo deve agarrar esta oportunidade para aprofundar a cooperação com as economias-membro [da APEC] em áreas como o comércio, o turismo”, afirmou o empresário. O evento vai trazer a Macau dirigentes governamentais e jornalistas estrangeiros, “permitindo que (…) testemunhem em primeira mão a implementação bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’”, acrescentou Ho. Este princípio, que permite a coexistência de sociedades capitalistas, em Macau e na vizinha Hong Kong, com o regime socialista da China continental, deverá vigorar pelo menos até 2049, fim do período de transição acordado com Portugal. Confiança no futuro Ho expressou confiança em que, sob a orientação do Governo Central chinês, as autoridades de Macau irão unir e liderar todos os sectores da sociedade “para avançar de forma constante nos trabalhos preparatórios” do evento. “Isto permitirá a Macau contribuir para o sucesso da série de reuniões da APEC, promovendo Macau para se integrar e servir melhor na conjuntura do desenvolvimento nacional,” concluiu. A APEC é um fórum económico regional estabelecido em 1989 para aproveitar a crescente interdependência da região Ásia-Pacífico. Os 21 membros visam “criar maior prosperidade para os povos da região, promovendo um crescimento equilibrado, inclusivo, sustentável, inovador e seguro, e acelerando a integração económica regional”.
Hoje Macau China / ÁsiaChina denuncia como “discriminatória” investigação europeia à CRRC em Portugal Pequim considerou ontem “discriminatória” a investigação da Comissão Europeia à chinesa CRRC, acusada de beneficiar de subsídios públicos num concurso para a nova Linha Violeta do Metro de Lisboa, o que terá distorcido a concorrência. Em causa, está uma investigação iniciada em Novembro pela Comissão Europeia ao abrigo do Regulamento de Subvenções Estrangeiras para apurar se apoios públicos deram à empresa chinesa CRRC uma vantagem indevida, face aos concorrentes europeus, no concurso do Metropolitano de Lisboa para a construção da nova Linha Violeta, podendo resultar em medidas correctivas, proibição da adjudicação ou decisão de não objecção. A Comissão Europeia abriu em 05 de Novembro uma investigação aprofundada para determinar se a fabricante estatal chinesa de material circulante CRRC, integrante do consórcio da Mota-Engil, teve “uma vantagem indevida” no concurso da Linha Violeta do Metro de Lisboa. “A Comissão abriu hoje uma investigação aprofundada ao abrigo do regulamento relativo às subvenções estrangeiras sobre possíveis distorções do mercado causadas por subvenções estrangeiras. A investigação irá examinar se essas subvenções conferiram à empresa estatal chinesa fabricante de material circulante CRRC uma vantagem indevida na participação num concurso público para a aquisição de veículos ferroviários ligeiros em Portugal”, anunciou a instituição em comunicado. Bruxelas adianta que a investigação surge na sequência de uma notificação de um consórcio liderado pela Mota-Engil, que inclui subcontratantes como a Portugal CRRC Tangshan Rolling Stock Unipessoal e participou num concurso do Metro de Lisboa lançado em Abril de 2025 para a concepção, construção e manutenção da nova linha violeta. Mau ambiente A observação do Ministério do Comércio chinês fez parte de um protesto alargado contra a “enxurrada de investigações” aberta pela União Europeia (UE) a empresas como a Nuctech, CRRC e a plataforma Temu, considerando as medidas “atrozes” e “discriminatórias”. O porta-voz do ministério, He Yadong, manifestou “firme oposição” às acções de Bruxelas e apelou à UE para que “abandone imediatamente a repressão irracional a empresas de capital estrangeiro, incluindo chinesas” e aplique as suas regulações contra subsídios estrangeiros de forma “prudente”, para garantir um ambiente de negócios “justo e previsível”. He afirmou ainda que Pequim está a “acompanhar de perto” estas ações e que “tomará as medidas necessárias para proteger com determinação os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”. As declarações surgem após a Comissão Europeia ter anunciado uma investigação aprofundada à Nuctech, fabricante estatal de equipamentos de segurança, por suspeitas de ter beneficiado de apoios públicos que distorcem a concorrência no mercado europeu, incluindo garantias estatais, tratamento fiscal preferencial e financiamento em condições vantajosas. Segundo Bruxelas, esses subsídios podem ter dado à Nuctech uma vantagem em concursos públicos, afectando a concorrência no espaço comunitário. Na semana passada, a Comissão realizou também uma inspecção surpresa à sede europeia da plataforma chinesa de comércio electrónico Temu, em Dublin, num momento em que os países da UE se preparavam para aplicar uma taxa de três euros, a partir de Julho de 2026, sobre encomendas inferiores a 150 euros provenientes da China.
Hoje Macau SociedadeUPM | Assinado acordo com Universidade de Coimbra A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Coimbra (UC) assinaram um memorando de cooperação no contexto do projecto da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin. O objectivo desta parceria é, segundo um comunicado da UPM, “aprofundar a cooperação estratégia e construir, em conjunto, um campus global” na Zona de Cooperação em Hengqin. Pretende-se que este seja “um local de agregação de quadros qualificados internacionais de destaque, contribuindo para uma abertura de nível mais elevado do sector do ensino superior do País ao exterior”. O documento foi assinado pelos reitores das duas instituições, Marcus Im, da UPM, e Amílcar Falcão, da UC. De frisar, que este memorando foi assinado no âmbito da visita de uma delegação da UC ao território e à Zona de Cooperação.
Hoje Macau SociedadeEnsino infantil | Registo começa em Janeiro A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou ontem que o registo de crianças que vão ingressar no ensino infantil pela primeira vez decorre entre os dias 6 e 16 de Janeiro. Segundo um comunicado da DSEDJ, os destinatários do sistema de registo central são todas as crianças que nasceram entre os anos de 2021 e 2023, sendo que os encarregados de educação podem escolher até seis escolas em Macau e uma “escola destinada aos educandos da RAEM” sediada em Hengqin. O registo pode ser feito na plataforma Conta Única ou website da DSEDJ, sendo que o período para a realização das entrevistas decorrerá entre 1 e 25 de Março. A partir do dia 8 de Abril os pais terão acesso a um código QR para terminar as formalidades de registo, devendo, até ao dia 10 de Abril, aceder ao sistema do registo central para confirmar a escola escolhida. No dia seguinte, as escolas publicam a lista de alunos admitidos que ficam como suplentes. Os pais de todos os alunos admitidos deverão, assim, dirigir-se a essa escola a partir de 13 de Abril para proceder às formalidades da matrícula ou transferência escolar.
Hoje Macau PolíticaDistribuição de comida | Lam pede mais garantias laborais O deputado Lam Lon Wai, presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), apelou ao Executivo para controlar as condições de trabalho e segurança dos estafetas que entregam comida. “De acordo com inquéritos realizados no passado, mais de metade dos estafetas consideram que as actuais medidas de protecção são insuficientes, e muitos suportam, por um longo período, várias pressões ao nível do ritmo de envio de comida, pressão de tempo e riscos rodoviários”, relatou o deputado. “O novo modelo de negócio é uma parte importante do mercado de trabalho contemporâneo, pelo que só se pode aperfeiçoar simultaneamente a regulamentação do regime e a gestão prática, clarificar as responsabilidades da plataforma e reforçar os mecanismos de segurança e saúde ocupacional”, vincou. “Só assim se pode garantir a segurança dos trabalhadores da linha da frente e os seus direitos e interesses fundamentais, e contribuir para o desenvolvimento sustentável do sector”, acrescentou.
Hoje Macau PolíticaMedicina | Consultas à distância limitadas por licenças Os serviços médicos à distância vão ficar limitados às instituições com licenças emitidas pelos Serviços de Saúde. A garantia foi deixada por Wong Kit Cheng, deputada e presidente da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, que está a analisar a Lei da Actividade das Instituições Privadas Prestadoras de Cuidados de Saúde. De acordo com o diploma, clínicas, hospitais e centros de dia vão poder disponibilizar teleconsultas aos pacientes. Este foi um dos aspectos ontem discutido pelos deputados, segundo o jornal Ou Mun, e os legisladores pretendem perceber o âmbito de aplicação, de forma a garantir a segurança dos cuidados médicos fornecidos. Segundo o Governo, este tipo de informação vai ser regulado posteriormente, através de regulamentos administrativos e não directamente na lei. Contudo, antes da aprovação do diploma, os deputados esperam que o Executivo responda a todas as dúvidas. Ainda no âmbito do mesmo documento, os deputados definiram a necessidade de o Governo revelar publicamente o que se considera como terapia avançada, um novo conceito introduzido pela lei. Segundo a definição da primeira versão da lei, a terapia avançada implica recursos a métodos biomédicos, como terapia genética ou com células. Contudo, os deputados consideram que deve haver uma classificação oficial divulgada junto da população.
Hoje Macau China / ÁsiaMacron apela a reequilíbrio nas relações com a China O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu um reequilíbrio urgente nas relações económicas entre a União Europeia (UE) e a China, alertando que, sem progressos, Bruxelas poderá ser forçada a adoptar medidas mais proteccionistas. Num artigo de opinião publicado ontem no jornal britânico Financial Times, Macron sublinha que o excedente comercial da China com o resto do mundo atingiu já um bilião de dólares, e que o desequilíbrio com a UE duplicou na última década, ascendendo a 300 mil milhões de euros. “Esta situação não é sustentável, nem para a Europa, nem para a China”, observa. O chefe de Estado francês reconhece que a actual vaga de exportações chinesas para o mercado europeu se deve, em parte, às tarifas impostas pelos Estados Unidos e ao fraco consumo interno na China. No entanto, afirma que “responder com tarifas e quotas seria uma solução não cooperativa”. Macron apela antes a uma abordagem coordenada que passe por três frentes: reforçar a competitividade europeia, mobilizar a poupança para investimento interno e incentivar reformas estruturais na economia chinesa. “O primeiro passo da Europa deve ser implementar uma nova agenda económica baseada na competitividade, inovação e protecção”, defende. Macron defendeu o direito da Europa a adoptar uma “preferência europeia” para apoiar sectores estratégicos como o automóvel, energia, saúde e tecnologia, desde que em conformidade com as regras internacionais. “Proteger contra a concorrência desleal é a base da resiliência”, sustenta. Quanto ao financiamento desta transformação, o Presidente francês propõe canalizar parte dos cerca de 30 biliões de euros em poupança acumulada na UE – dos quais 300 mil milhões são investidos anualmente no estrangeiro – para empresas europeias. “Está na hora de nós, europeus, assumirmos o risco de investir nas nossas próprias empresas”, defende. Olhos na China Macron sublinha, porém, que também a China tem responsabilidades. “Pequim precisa de corrigir os seus desequilíbrios internos”, afirma, defendendo uma política fiscal mais favorável ao consumo e à transição para uma economia de serviços. O Presidente francês apela ainda a um reequilíbrio nos fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE), recordando que a UE investiu cerca de 240 mil milhões de euros na China, enquanto o investimento chinês na Europa ficou abaixo dos 65 mil milhões. “A Europa deve continuar aberta ao investimento chinês nos sectores onde a China lidera, desde que isso contribua para o emprego, inovação e partilha tecnológica”, escreve. Macron reitera o apelo a um quadro de cooperação económica entre UE, China e EUA, advertindo que, na ausência de progressos, a Europa terá de recorrer a “medidas mais firmes”. “Prefiro a cooperação. Mas, se necessário, defenderei o uso de medidas proteccionistas”, avisa, acrescentando que a presidência francesa do G7, no próximo ano, colocará o reequilíbrio das assimetrias globais no topo da agenda. “Acredito que, se tivermos verdadeiramente em conta as necessidades e interesses de cada um, podemos construir uma agenda macroeconómica internacional que beneficie a todos”, afirma.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Turismo chinês no Japão desacelera em Novembro A chegada de turistas chineses ao Japão abrandou em Novembro, em plena tensão diplomática entre Tóquio e Pequim, apesar de o arquipélago ter registado um número recorde de visitantes estrangeiros, segundo dados oficiais ontem divulgados. O número total de entradas de turistas internacionais em Novembro foi de 3.518.000, uma subida de 10,4 por cento face ao mesmo mês de 2024, indicou a Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO, na sigla em inglês). Entre os visitantes, 562 mil eram provenientes da China continental – um aumento homólogo de 3 por cento, mas bastante abaixo dos meses anteriores. Em Outubro, o Japão tinha recebido 715 mil turistas chineses e, em Setembro, 775 mil – crescimentos próximos dos 20 por cento em termos homólogos. “Para além da procura por viagens ao Japão abrandar nesta época do ano, o Governo chinês advertiu a população para evitar deslocações ao país”, referiu a JNTO, sublinhando que o aumento homólogo se deveu também à maior oferta de lugares em voos. O abrandamento coincidiu com a recomendação emitida pelas autoridades chinesas após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan, que reacenderam tensões diplomáticas entre os dois países. Ainda assim, entre Janeiro e Novembro, a China manteve-se como principal emissor de turistas para o Japão, com 8,7 milhões de visitantes, seguida pela Coreia do Sul (8,4 milhões). Nos primeiros onze meses de 2025, o Japão recebeu 39.065.600 visitantes internacionais – mais 17 por cento do que no mesmo período do ano anterior –, superando já o recorde de 36,87 milhões registado em 2024 e aproximando-se da meta de 40 milhões até ao final deste ano. O crescimento contínuo do turismo tem alimentado um debate nacional sobre os impactos da massificação turística, com alguns partidos conservadores a exigir novas restrições à entrada de estrangeiros e regras mais rígidas para preservar a convivência nas comunidades locais.
Hoje Macau EventosIvo M. Ferreira apresenta novo filme sobre grupo terrorista FP-25 Chama-se “Projecto Global” e é o novo filme de Ivo M. Ferreira, realizador português que já viveu no território. A apresentação ao mundo do cinema está agendada para acontecer no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, em Janeiro, que decorre nos Países Baixos. A longa-metragem integra a competição “Big Screen”, cuja narrativa está “ancorada no início dos anos 1980, altura em que Portugal foi palco de atentados e assaltos perpetrados pelas Forças Populares 25 de Abril (FP-25)”. O projecto de Ivo M. Ferreira, descrito pelo festival como um thriller político “ambientado nos anos turbulentos depois da ‘Revolução dos Cravos'”, conta com actores como Jani Zhao, Rodrigo Tomás, José Pimentão, Gonçalo Waddington, Isac Graça, João Catarré, Ivo Canelas, Hugo Bentes, Isabél Zuaa, dando depois origem a uma série para a RTP. De acordo com a produtora, o filme “Projecto Global” estreia-se nos cinemas portugueses a 23 de Abril do próximo ano. A história centra-se na Lisboa de 1980, quando Rosa, Jaime e os seus camaradas das FP-25 “deslizam para uma espiral armada onde a moral se desfaz, a lealdade vacila e cada passo abre um abismo mais profundo”. “Afastados de si próprios e com os sonhos de outrora em ruínas, já não reconhecem o país que atravessam, e ainda menos as pessoas que se tornaram”, descreve a sinopse. Ivo M. Ferreira está também ligado ao panorama local do cinema, tendo realizado em Macau a longa-metragem “Hotel Império”, em 2016, protagonizado por Margarida Vila-Nova. O seu filme, “Cartas da Guerra”, também teve apresentação em Macau. A estreia de Salvador Outro filme português que estreia no festival de cinema de Roterdão é “A Providência e a Guitarra”, de João Nicolau, tendo aqui estreia mundial, fora da competição. Trata-se de um projecto que nasce de um conto do escritor Robert Louis Stevenson, sendo interpretado por Pedro Inês, Clara Riedenstein, Isac Graça, Jenna Thiam, Américo Silva e pelo músico Salvador Sobral. Rodado no verão de 2024, o filme é apresentado como “um mergulho nas agruras e deleites da vida artística e uma exploração das suas consequências” nas relações conjugais e sociais, e assinala a estreia de Salvador Sobral no cinema. “A Providência e a Guitarra” é produzido pela O Som e a Fúria. Em Roterdão, no programa para curtas e médias-metragens, estarão ainda as curtas-metragens “O”, da actriz e realizadora Francisca Alarcão, uma ficção experimental sobre aversão a umbigos, e “Computadora”, da artista visual Alice dos Reis, que “entrelaça história e ficção numa narrativa divertida sobre a perspetiva feminina e a autodeterminação”, descreve o festival. O 55.º Festival de Cinema de Roterdão decorrerá de 29 de Janeiro a 8 de Fevereiro nos Países Baixos.
Hoje Macau China / ÁsiaMortos no confronto em curso entre Tailândia e Camboja já ultrapassam os de Julho O conflito armado entre Tailândia e Camboja na região fronteiriça deixou, pelo menos, 52 mortos, número que ultrapassou o de vítimas dos confrontos de Julho, que mataram 50 pessoas, de acordo com um balanço ontem actualizado. O Comando de Operações de Segurança Interna da Tailândia elevou o número de soldados tailandeses mortos para 19 e manteve o número de mortes entre civis em 16. Já a porta-voz do Ministério da Defesa do Camboja, Maly Socheata, contabilizou 17 mortes entre civis, incluindo uma criança. O conflito decorre de uma antiga disputa entre os dois países pela soberania de territórios próximos da fronteira comum, que se estende por aproximadamente 820 quilómetros e foi mapeada por França em 1907, quando o Camboja fazia parte da Indochina francesa. Phnom Penh afirmou ontem que as forças tailandesas “intensificaram os ataques” em certos pontos ao longo da fronteira nas últimas horas e enfatizou que realizaram novos bombardeamentos com caças F-16. Além do conflito armado, os dois países vizinhos travam uma guerra de números: o Camboja evita divulgar informações sobre mortes de soldados, enquanto as autoridades tailandesas afirmam que há mais de 500 baixas do lado oposto. Na semana passada, as autoridades cambojanas rejeitaram as notícias sobre mortes entre soldados, divulgadas pela Tailândia. O Ministério da Defesa tailandês aludiu, por sua vez, a uma “guerra de informação” também em curso, noticiou ontem a comunicação social local. Donald ao barulho A nova onda de fogo cruzado, que ambos os lados se acusam mutuamente de ter iniciado, eclodiu em 07 de Dezembro, com os 11 dias de conflito a ultrapassarem já em quase uma semana os cinco dias de violência em Julho, que cessaram após a mediação de vários países, liderada pela Malásia e incluindo Estados Unidos. O Presidente norte-americano, Donald Trump, vangloria-se de ter posto fim – ainda que temporariamente – às hostilidades entre os dois países num acordo assinado em 26 de Outubro, e interveio novamente no conflito, sem aparente sucesso, após o ressurgimento deste. “[Trump] deveria pedir ao Camboja que pare de disparar primeiro contra a Tailândia, porque a Tailândia nunca atirou primeiro”, disse o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, de acordo com a imprensa local, após uma conversa telefónica com o líder norte-americano na semana passada.
Hoje Macau China / ÁsiaUcrânia | China critica possível uso de activos russos congelados na UE A China manifestou ontem a sua “oposição às sanções unilaterais ilegais não autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”, face à possibilidade de a União Europeia utilizar receitas provenientes de activos russos congelados para ajudar a Ucrânia. “Esse tipo de sanções viola o Direito Internacional”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, durante uma conferência de imprensa em Pequim. Guo apelou ainda à criação de “um ambiente positivo e condições favoráveis para promover as conversações de paz”, sublinhando que “devem ser criadas condições propícias a uma solução política da crise na Ucrânia, e não o contrário”. A posição da China surge na véspera da cimeira dos líderes dos 27 Estados-membros da UE, que irão discutir, entre outras opções, a possibilidade de investir os activos russos congelados em território europeu como garantia para um novo empréstimo à Ucrânia, caso Moscovo se recuse a pagar pelos danos provocados pela guerra. A medida tem gerado divisões, com países como Bélgica, Itália ou Bulgária a expressarem reservas. Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, a China tem mantido uma postura ambígua, apelando simultaneamente ao respeito pela integridade territorial de todos os países, incluindo a Ucrânia, e à consideração das “legítimas preocupações de segurança” de todas as partes – uma referência implícita à Rússia. Pequim tem vindo a reforçar a sua aliança com Moscovo e rejeitado acusações, por parte de países ocidentais, de que fornece apoio militar à Rússia, insistindo tratar-se de alegações infundadas.
Hoje Macau China / ÁsiaJustiça | Condenadas 27 pessoas por tráfico de mineral estratégico Um tribunal chinês condenou ontem 27 pessoas a penas de até 12 anos de prisão por contrabando de lingotes de antimónio, num caso que surge num contexto de endurecimento dos controlos chineses sobre as exportações de minerais estratégicos. De acordo com um comunicado divulgado na rede social WeChat, o Tribunal Popular Intermédio de Shenzhen aplicou ao principal arguido, identificado como Wang Wubin, uma pena de doze anos de prisão e uma multa de um milhão de yuan. Segundo a sentença, Wang colaborava com uma rede internacional de contrabandistas e, entre Fevereiro e Março deste ano, recrutou várias pessoas para adquirir os lingotes de antimónio, que foram depois exportados ilegalmente, sem as licenças exigidas pelas autoridades chinesas. A China é o maior produtor mundial de antimónio – um metal utilizado em ligas industriais e semicondutores – e incluiu o elemento na sua lista de exportações sujeitas a controlo em Setembro do ano passado. Tal como o gálio e o germânio, o antimónio chegou a estar temporariamente proibido de ser vendido aos Estados Unidos, em resposta à guerra comercial entre os dois países. Os restantes 26 arguidos, na maioria recrutados por Wang para a compra e transporte do metal, foram condenados a penas que variam entre quatro meses e cinco anos de prisão, consoante a quantidade traficada. O processo envolve o contrabando de mais de 166 toneladas métricas de antimónio, das quais cerca de 96 toneladas foram apreendidas pelas autoridades aduaneiras chinesas, indicou o tribunal.
Hoje Macau China / ÁsiaHK | Apreendida droga em casco de navio vindo do Brasil Mais de 400 quilos de cocaína, escondidos no casco de um navio brasileiro, foram apreendidos pelas autoridades da região vizinha. O caso é o primeiro do género, com o valor da droga a ascender a cerca de 2t56 milhões de dólares de Hong Kong A polícia de Hong Kong anunciou o primeiro caso de tráfico de droga no casco de um navio de longo curso, uma embarcação vinda do Brasil. Funcionários da Alfândega da região chinesa apreenderam cerca de 417 quilos de cocaína, com um valor de mercado estimado em 256 milhões de dólares de Hong Kong. De acordo com um comunicado divulgado na terça-feira, a operação foi levada a cabo em conjunto com o departamento de combate ao contrabando da Alfândega da China continental. “Através de uma análise de inteligência e de uma avaliação de risco”, a polícia de Hong Kong suspeitou que criminosos estariam a usar a estrutura subaquática de um navio com 333 metros de comprimento e 48 metros de largura, que partiu do Brasil, para ocultar droga. Numa inspecção feita em 05 de Novembro, no terminal de contentores de Tsing Yi, a Alfândega de Hong Kong encontrou num compartimento do barco 11 sacos, cada um com entre cinco e dez quilos de cocaína. Mais tarde, após uma investigação, os agentes policiais detiveram dois homens, de 45 e 37 anos, suspeitos de estarem envolvidos neste caso de tráfico de droga, que, entretanto, já foram libertados. A investigação está em curso e a possibilidade de novas detenções não está descartada, sublinhou a Alfândega de Hong Kong. Numa conferência de imprensa realizada também na terça-feira, o chefe do Departamento de Investigação de Drogas da Alfândega disse que a droga foi descoberta com a ajuda de robots submarinos. Depósito de distribuição De acordo com a imprensa local, Lau Yuk-lung revelou que a cocaína estava escondida num compartimento localizado a uma profundidade de 11 metros abaixo do nível das águas do mar. “Esconder drogas debaixo de uma embarcação é extremamente raro”, sublinhou o oficial, até porque o compartimento tem “uma entrada muito estreita”. “Não descartamos a possibilidade de apenas mergulhadores profissionais conseguirem aceder ao local, uma vez que nenhuma pessoa comum conseguiria entrar”, disse Lau. “O grupo criminoso escondeu a droga no compartimento e achou que era um local relativamente seguro”, acrescentou o oficial. A Alfândega acredita que o grupo criminoso pretendia utilizar o navio como um depósito móvel de droga no mar, que poderia distribuir a cocaína por diferentes regiões. Em 2022, a polícia de Hong Kong apreendeu 16,5 quilos de cocaína em contentores vindos do Brasil, com um valor de mercado de 14 milhões de dólares de Hong Kong. Funcionários da Alfândega da região encontraram a droga, escondida em dois dos 230 fardos de fibras de algodão vindos do Brasil, e, mais tarde, detiveram três suspeitos. O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong e uma pena de prisão que pode ser perpétua.
Hoje Macau SociedadeComércio | Mannings fecha todas as lojas no Interior Na terça-feira, o Grupo Mannings anunciou o encerramento de todas as lojas físicas no Interior assim como da loja online e nas plataformas electrónicas Tmall, JD e Pinduoduo. O encerramento das lojas físicas vai acontecer a 15 de Janeiro. No caso das lojas online, a desactivação vai decorrer na próxima semana. Os encerramentos foram explicados com a necessidade de ajustar a estratégia comercial. Apesar destes encerramentos, os clientes do Interior vão poder continuar a comprar os produtos através do portal de Hong Kong do grupo. Segundo os dados da empresa, a Mannings tem mais de 320 lojas em Hong Kong e Macau. Desde 2004, o grupo entrou no mercado do Interior, e o número de lojas chegou às 200 unidades, do período com maior procura. Actualmente, o número de lojas é de 120 unidades.