Novo filme “Digger” retirado dos cinemas de Macau e Hong Kong

O novo filme protagonizado por Tom Cruise, “Digger”, que estreou a nível mundial em 1 de Outubro, foi retirado à última hora dos cinemas de Macau e Hong Kong.

“Digger” iria ser exibido nos cinemas do Galaxy Macau, mas não chegou a estrear e todas as referências ao filme do realizador Alejandro González Iñárritu foram retiradas do portal do empreendimento na Internet. A Lusa questionou ontem a empresa Galaxy Entertainment, proprietária do Galaxy Macau, sobre as razões que levaram à retirada do filme, mas não obteve até ao momento qualquer resposta. Contactado por telefone, um funcionário do Galaxy Macau admitiu não saber porque “Digger” foi retirado dos cinemas, acrescentando apenas que “alguns filmes não conseguem boas vendas”.

“Digger”, que estreou em 1 de Outubro, Dia Nacional da China, inclui uma cena em que é sugerido um ataque nuclear contra o país e outra em que uma personagem descreve a população chinesa como “amarela” e um “cancro”. A aprovação e classificação dos filmes exibidos ao público são da competência do Instituto Cultural (IC). A Lusa perguntou ontem ao IC se tinha ordenado a retirada de “Digger”, mas não obteve até ao momento qualquer resposta.

O filme da Warner Bros também foi retirado à última hora dos cinemas de Hong Kong, uma decisão que, de acordo a imprensa local, se deveu a “diálogo sensível”. O Gabinete de Administração de Filmes, Jornais e Artigos de Hong Kong, que inicialmente aprovou a estreia de “Digger”, não confirmou ao portal de notícias Hong Kong Free Press a retirada do filme.

O Gabinete disse apenas que “sempre processou os pedidos de censura de filmes” de acordo com a lei em vigor e que “não faz comentários sobre filmes ou pedidos individuais”.

Estreia fraquita

A Warner Bros decidiu não distribuir “Digger” no Interior da China, que, ao contrário de Macau e Hong Kong, impõe um limite anual de 34 filmes estrangeiros, que na prática leva a que apenas grandes ‘blockbusters’ sejam distribuídos.

“Digger” é uma comédia em que se cruzam o fantástico, a sátira e o humor negro sobre a actual crise climática, que deixou muitos críticos perplexos apesar do elenco sonante, liderado por Tom Cruise. O actor de 64 anos interpreta o protagonista Digger Rockwell, um magnata do petróleo cuja negligência causa uma catástrofe ecológica global, mas que está mais interessado em conter a má publicidade do que em mitigar os seus efeitos.

“Digger” teve um fim-de-semana de estreia fraco, arrecadando apenas oito milhões de dólares nos EUA e 12 milhões de dólares, em 74 mercados a nível mundial. Um valor que não correspondeu às expectativas para um filme que teve um orçamento entre 125 e 180 milhões de dólares, de acordo com a imprensa especializada.

8 Out 2026

Hong Kong | Polícia faz maior apreensão de etomidato de sempre

As autoridades policiais de Hong Kong anunciaram ontem a maior apreensão de etomidato da história da cidade: cerca de 25 quilogramas da substância suspeita, com um valor estimado no mercado de mais de 31 milhões de dólares de Hong Kong.

Numa operação realizada na terça-feira numa unidade industrial em Lai Chi Kok, o Departamento de Narcóticos descobriu um armazém de drogas disfarçado de escritório de uma empresa de logística.

Os agentes apreenderam cerca de 25 quilos de um pó suspeito de ser etomidato, juntamente com uma grande quantidade de materiais de embalagem. Dois homens, que se acredita serem funcionários da empresa de logística, foram detidos no local.


A polícia estima que a quantidade apreendida seria suficiente para produzir mais de 120 mil cápsulas para cigarros electrónicos. As investigações revelaram que o grupo utilizava embalagens de entrega expresso novas para disfarçar as drogas como mercadorias comuns.

8 Out 2026

Táxis | Dirigente diz que sector não é atractivo para motoristas

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego atribuiu 14 licenças para a exploração de 700 táxis, mas Tony Kuok, dirigente associativo, diz que podem ser necessários cerca de dois mil motoristas e que o panorama de negócio pode não ser atractivo

 

Tony Kuok, presidente da União Geral dos Taxistas de Macau, defendeu que as novas licenças para táxis podem acarretar maior necessidade de motoristas e que há o risco de os profissionais não verem interesse na profissão. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, Tony Kuok estimou que podem ser necessários mais de dois mil motoristas de táxi para dar resposta às 14 licenças atribuídas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), e que trarão mais 700 veículos para o mercado.

Cada licença terá a duração de oito ano, sendo que os novos veículos de transporte vão entrar gradualmente em operação a partir do segundo e terceiro trimestre do próximo ano.

Tony Kuok salientou que, na actual situação, pode não ser fácil atrair novos profissionais. “Para os novos motoristas que entrem no sector, tudo vai depender dos benefícios que tenham no trabalho e quanto vão conseguir ganhar. Muitos dos motoristas mais antigos estão prestes a reformar-se e pode haver maior concorrência ao nível dos recursos humanos”, defendeu.

Tony Kuok espera que o Governo reforce a fiscalização das condições de trabalho, para que estejam de acordo com o que está estipulado no caderno de encargos das licenças de táxi e para que os direitos dos motoristas estejam protegidos.

O dirigente disse ainda que “as empresas devem ter sensibilidade em relação às necessidades dos motoristas e dos rendimentos que estes podem auferir”. “Se houver boas condições salariais, penso que os motoristas vão valorizar este trabalho e isso irá contribuir para um serviço melhor”, acrescentou.

Pedido planeamento

Ainda relativamente ao concurso de atribuição de novas licenças de táxi, as propostas vencedoras variam entre 5,1 e 6 milhões de patacas, valores superiores à proposta mais elevada do concurso de 2023, no valor de 3,8 milhões de patacas.

O deputado Ngan Iek Hang, ligado à União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM), considerou que o elevado número de empresas participantes no concurso público, e ainda o aumento dos valores das propostas, mostram como o sector reconhece as possibilidades de desenvolvimento da profissão e a procura que existe no mercado.

O deputado espera que o Governo acelere o processo de entrada de novos veículos no mercado. “É necessário analisar o panorama do transporte de passageiros, incluindo as zonas de tomada e largada de passageiros e o valor da bandeirada, para que se possa fazer um planeamento global.”

Ainda segundo o canal chinês da Rádio Macau, Ngan Iek Hang pediu um estudo mais abrangente sobre este sector, tendo em conta o cenário de deslocação dos residentes e visitantes. O deputado defendeu ainda um incremento da comunicação entre a DSAT e as empresas que vão operar as licenças, a fim de garantir formação adequada a motoristas para melhorar o serviço de táxis.

8 Out 2026

Hengqin | UPM e UTM pagam 203,6 milhões a instituto do Interior

O projecto de arquitectura e planeamento do campus da UPM e da UTM em Hengqin vai custar 203,6 milhões de renminbis. O serviço fica a cargo de um instituto da Universidade de Tecnologia do Sul da China, também responsável pelo projecto da UM no mesmo campus

 

A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Turismo de Macau (UTM) vão pagar cerca de 203,6 milhões de renminbis (245,1 milhões de patacas) pelo projecto de arquitectura e planeamento para o campus da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O serviço vai ser prestado pelo Instituto de Investimento em Design Arquitectónico da Universidade de Tecnologia do Sul da China.

A informação foi divulgada no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP) e a empresa terá sido escolhida por ajuste directo, o que implicou a dispensa de concurso público.
O investimento vai ser feito através da Companhia para o Desenvolvimento do Ensino Superior da UPM e UTM na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, uma empresa que resulta da parceria entre as duas instituições de ensino.

Dos 203,6 milhões de renminbis, 201,6 milhões são justificados com o valor do contrato pelos serviços prestados e os restantes 2 milhões são fundamentados com a “reserva para despesas/fundo de maneio”.
A adjudicação foi feita a 23 de Setembro e foi revelada na terça-feira.

A somar milhões

Este é o segundo contrato que é adjudicado directamente ao Instituto de Investimento em Design Arquitectónico da Universidade de Tecnologia do Sul da China no âmbito do projecto da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin.

Em Julho do ano passado foi revelado que a empresa Guangdong Hengqin UM Higher Education Development, propriedade da Universidade de Macau, acordou pagar 153,8 milhões de renminbis (173,3 milhões de patacas), também por ajuste directo, ao instituto do Interior da China. À semelhança do contrato mais recente, também o de 2025 previa o projecto de design arquitectónico do campus na Cidade Universitária.

Face a estes valores, no espaço de dois anos, o Instituto de Investimento em Design Arquitectónico da Universidade de Tecnologia do Sul da China somou 357,4 milhões de renminbis (cerca de 430 milhões de patacas) em contratos para projectar campus em Hengqin.

O campus em Hengqin está instalado na “Cidade Alemã”, um projecto falhado que pretendia captar investimento germânico para a Ilha da Montanha. As obras estão a ser realizadas em diferentes fases e o objectivo do Executivo da RAEM é criar condições para receber 20 mil alunos até 2029. A primeira fase do projecto foi inaugurada no Verão deste ano, quando foram recebidos os primeiros estudantes e docentes.

8 Out 2026

IAS | Prometida revisão de mecanismo de segurança após abusos

O presidente do Instituto de Acção Social garante que todas as instituições de acolhimento de crianças vão ser alvo de avaliação de riscos para reforçar a segurança dos menores

 

Na sequência dos alegados abusos cometidos por um trabalhador de uma instituição de acolhimento de crianças, o presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Hon Wai, promete um reforço da segurança. As declarações foram prestadas ontem ao canal chinês da Rádio Macau.

Segundo o responsável, as instituições de acolhimento locais vão passar a ser alvo de avaliações de risco, tendo em conta aspectos como o espaço, a idade dos utentes, as suas capacidade de comunicação e o tipo de cuidados disponibilizados.

Após a identificação de potenciais riscos, as autoridades vão implementar novas formas de protecção para os utentes. “A nossa prioridade passa por responder aos principais riscos de cada lar. Por exemplo, se alguns quartos estiverem vazios, então precisam de ser trancados, e vai ser necessário definir procedimentos padronizados para o registo e monitorização das horas de trabalho”, afirmou o responsável.

Hon Wai considerou ainda que o caso recente é um sinal de alerta para melhorar alguns procedimentos em vigor, como os critérios aplicados na altura de contratar funcionários para este tipo de instituições.

O presidente do IAS apontou igualmente que as autoridades estão a ponderar adoptar uma regra que exige que por cada turno de trabalho estejam sempre presentes dois trabalhadores, de forma a poderem supervisionar-se mutuamente.

Intervenção imediata

Em relação ao caso do homem de 34 anos detido devido a alegados abusos de menor na instituição de acolhimento, Hon Wai foi confrontado com o facto de ter passado um mês entre as primeiras suspeitas do caso e a apresentação de queixa às autoridades.

Em resposta, defendeu a actuação do IAS e explicou que foi necessário o consentimento da família da vítima para apresentar a queixa: “Nós aplicámos medidas de prevenção imediatamente, por exemplo, o trabalhador investigado foi logo afastado dos turnos nocturnos. Só que também tivemos de verificar as imagens de videovigilância, falar com os outros trabalhadores para confirmar que existia um caso e ainda contactar os pais da vítima para que concordassem com a queixa”, justificou.

Hon Wai revelou ainda que a vítima está a ser acompanhada e que está “estável”. As declarações do presidente do IAS estão em linha com a posição da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam. Após o caso ter vindo a público, a secretária presidiu a uma reunião com representantes dos serviços sociais e públicos, e pediu a revisão de mecanismos e procedimentos internos nas instituições de acolhimento para garantir a protecção das crianças e dos jovens.

Foi no início deste mês que a Polícia Judiciária revelou ter detido um homem de 34 anos, residente local, e trabalhador numa instituição de acolhimento de crianças. O homem está indiciado da prática de actos de abuso sexual contra uma criança acolhida – um menino de nove anos.

O caso foi descoberto depois de a vítima ter denunciado a situação à mãe, que entrou em contacto com a instituição. A PJ também descobriu no telemóvel do detido 37 vídeos com imagens de cinco crianças do lar a tomar banho.

8 Out 2026

LAG | Trânsito, saúde e ensino entre as prioridades dos residentes

Já são conhecidas as áreas que mais preocuparam os residentes e para as quais esperam respostas do Governo: trânsito, saúde e ensino. O relatório da consulta pública relativo às Linhas de Acção Governativa para 2027 foi ontem divulgado

 

Trânsito, ensino não superior e serviços de saúde foram os três temas que mais preocuparam os residentes de Macau durante a consulta pública para as Linhas de Acção Governativa (LAG) de 2027.
Segundo um comunicado sobre a consulta, publicado ontem, os residentes manifestaram o desejo de ver promovida a modernização do transporte inteligente, o reforço da segurança rodoviária, a optimização dos serviços de transporte público e solucionadas as dificuldades de estacionamento.

No que diz respeito ao ensino não superior, as sugestões submetidas para a consulta pública incidiram na elevação do nível de ensino, no reforço da divulgação científica e da educação em inteligência artificial, bem como no alívio da pressão sobre os estudantes.

Já na melhoria dos serviços de assistência médica, os apelos centraram-se na redução dos tempos de espera, na optimização da cooperação entre os sectores público e privado e no reforço do controlo do tabagismo.

Uma consulta digital

O processo de auscultação pública decorreu entre 24 de Agosto e 23 de Setembro, tendo o Governo recebido um total de 3.417 contribuições, que se traduziram em 9.036 opiniões e sugestões. A grande maioria dos contributos, 91,3 por cento, foi submetida através de plataformas digitais, nomeadamente a aplicação móvel e o portal da Conta Única de Macau.

As áreas de acção governativa com maior volume de opiniões foram os “Serviços e bem-estar social”, com 36,8 por cento do total, seguidas pela “Renovação urbana e construção urbana”, com 16,5 por cento, e pelo “Emprego e direitos laborais”, com 10,7 por cento.

O Governo indicou que todas as opiniões recolhidas estão a ser “analisadas de forma sistemática”, com as propostas viáveis integradas no Relatório das LAG para 2027.

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, realizou até agora quatro sessões com diferentes sectores para recolha de opiniões sobre as LAG 2027, incluindo com deputados da Assembleia Legislativa, com deputados de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN) e na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), bem como com representantes dos sectores industrial, comercial e financeiro.

Segundo comunicados do Governo, nestes encontros sugeriu-se o reforço do apoio tecnológico às pequenas e médias empresas na adopção de inteligência artificial para optimizar operações, a actualização dos quadros de protecção laboral para as novas modalidades de emprego e a criação de um plano generalizado de educação para a segurança nacional.

Os conselheiros e deputados sublinharam ainda a urgência de mitigar os desafios decorrentes do rápido envelhecimento populacional através de respostas pragmáticas na saúde e protecção social, bem como potenciar a captação de investimento externo a partir das delegações de Macau no estrangeiro.

8 Out 2026

Lucros dos bancos de Macau subiram 5 por cento até Agosto

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,51 mil milhões de patacas nos primeiros oito meses do ano, mais 5 por cento do que no mesmo período de 2025, foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais, a principal razão para a subida nos lucros foi um aumento de 33 por cento, para 13,9 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos.

Isto apesar de o regulador financeiro de Macau ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais em 11 de Dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana. Em Setembro, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) aprovou a primeira subida desde 2023 da taxa de redesconto, valor cobrado aos bancos por injecções de capital de curta duração, com efeito imediato.

Os lucros da banca da RAEM subiram apesar de um agravamento de 25,6 por cento nos custos de funcionamento, que atingiram 13,8 mil milhões de patacas.

Segundo a AMCM, a maior subida registou-se nas dotações para provisões, reservas para cobrir potenciais perdas, que aumentaram 62,9 por cento, para 5,73 mil milhões de patacas. Isto apesar do crédito malparado na banca de Macau ter caído, pelo quarto mês consecutivo, para 45,7 mil milhões de patacas, muito longe do máximo de 57,8 mil milhões de patacas, fixado em Junho de 2025.

Vencedores e vencidos

Os empréstimos vencidos representavam 4,4 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau, menos um ponto percentual do que em Agosto de 2025. Uma percentagem que sobe para 4,6 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora de Macau. A percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento). O ano mais lucrativo de sempre para a banca da RAEM foi 2020, quando os lucros ficaram perto de 17 mil milhões de patacas.

Recorde-se que o BNU anunciou em 12 de Agosto lucros líquidos de 225,3 milhões de patacas na primeira metade de 2026, uma queda de 1,3 por cento face ao mesmo período do ano passado.

7 Out 2026

Venetian | Carnaval da NBA antecipa jogos de sexta e domingo

Na preparação da nova época da NBA, os Dallas Mavericks e os Houston Rockets têm encontros marcados na Arena Venetian, e os fãs vão poder ver ao vivo estrelas como Kevin Durant e Kyrie Irving

 

A festa da NBA (National Basketball Association) começa hoje no Venetian com o arranque de um “carnaval” dedicado à liga de basquetebol mais famosa do mundo. No entanto, os pontos altos da programação preparada pela Sands China estão agendados para sexta-feira e domingo, quando se realizam os jogos de pré-época entre os Dallas Mavericks e os Houston Rockets.

O primeiro jogo está agendado para as 19h30 de sexta-feira e a segunda partida acontece no domingo, pelas 17h30. Do lado dos Rockets, a maior estrela é Kevin Durant, campeão da NBA em 2017 e 2018 e seleccionado 16 vezes para o NBA All-Star, assim como Alperen Sengun, escolhido duas vezes para o NBA All-Star, e ainda Amen Thompson, considerado um dos melhores jogadores defensivos da época 2024-25.

Na formação de Dallas, as principais estrelas a pisar a Arena Venetian são Kyrie Irving, jogador campeão da NBA em 2016 e participante em nove encontros NBA All-Star, Cooper Flagg, estreante do ano 2025-26, e ainda Morez Johnson Jr., que foi a nona escolha do Draft da NBA de 2026.

Para aquecer o público, durante o intervalo da partida, os fãs podem assistir ao espectáculo da banda KiiiKiii, composta pelas cantoras e dançarinas coreanas Leesol, Sui, Jiyu, Haum e Kya.

Carnaval da NBA

Além dos jogos, o programa inclui o Carnaval “NBA House”, uma espécie de convenção sobre a NBA que é inaugurada hoje e se prolonga até domingo. A entrada é gratuita e o espaço inclui exposições de 30 marcas envolvidas na NBA e no evento promovido pela Sands China.

Nos Halls A e B do espaço Cotai Expo, os fãs vão ainda ter acesso a diferentes tipos de gastronomia, música, entretenimento, moda, comércio e tecnologia interactiva. As portas estão abertas das 11h às 22h e o acontecimento vai ainda contar com a presença de ex-jogadores da NBA como Ray Allen, Carlos Boozer, Chris Bosh, Jeremy Lin, Stephon Marbury, Shawn Marion, Cuttino Mobley, Mitch Richmond, Luis Scola e P.J. Tucker.

Em termos dos espectáculos musicais na NBA House, os fãs podem contar com actuações das bandas KiiiKiii e SB19, assim como de Keung Tou, cantor de Hong Kong que integra a banda MIRROR.

O Dia do Fã

No sábado, dia sem jogos, a Arena Venetian será palco para celebrar o Dia do Fã, um evento com a participação da estrela de K-pop Evan, também conhecido como Heeseung, e do cantor, actor e membro dos MIRROR Keung To. A apresentação fica a cargo do rapper e actor MC Jin.

Durante este dia, espera-se a subida ao palco dos jogadores que fazem parte das equipas dos Mavericks e dos Rockets, assim como as mascotes destes clubes. Em termos de basquetebol, os jogadores vão ser desafiados a participar em concursos de habilidades, lançamentos triplos e afundanços.

A passagem da NBA por Macau faz parte de um acordo assinado com a Sands China, em Dezembro de 2024, que prevê a realização de jogos de pré-época durante cinco anos. Este é o segundo ano do acordo, e na pré-temporada transacta passaram pela RAEM as equipas Phoenix Suns e Brooklyn Nets.

7 Out 2026

Restauração | Semana Dourada não salvou o “Mariazinha”

Termina hoje a Semana Dourada, mas nem a maior afluência de turistas ajudou à recuperação do negócio do restaurante português “Mariazinha”, que há muito acumula prejuízos. Fernando Marques, com um espaço aberto na Taipa velha, diz ter tido maior sorte

 

A Semana Dourada é sempre tempo de mais turistas a deambular por Macau o que pode significar mais consumo, mas para a restauração isso nem sempre se traduz em maior afluência ou lucros. Que o diga o restaurante português “Mariazinha”, situado no coração do centro histórico, entre o Leal Senado e Ruínas de São Paulo, que teve poucos clientes. Nelson Rocha, proprietário do espaço, disse ao HM que pondera mesmo fechar portas.

“O ano passado foi bastante fraco [na Semana Dourada de Outubro], e este ano foi ainda pior”, confessou. “Não estava a contar com a quebra deste último ano e meio, está a ser difícil manter o projecto e estamos a equacionar o que vamos fazer no futuro”, disse.

Segundo Nelson Rocha, o “Mariazinha” fechou no ano passado “com prejuízo, e este ano também”. “Se não houver uma reviravolta na economia de Macau não podemos manter as portas abertas, porque não há como aguentar anos de prejuízos”, acrescentou.

Nelson Rocha diz que hoje o turista consome de maneira diferente e que a diferença de preços face à China ajuda a este cenário. “Não tivemos grande afluência, infelizmente, e nos últimos tempos temos tido algumas quebras. Há vários factores para isso, como a conjuntura económica internacional e o facto de os consumidores que vêm da China terem menos poder de compra, pois Macau é mais caro.”

Face aos anos pré-covid, o “Mariazinha” registou uma quebra no negócio de cerca de 80 por cento. “Antes trabalhávamos muito, especialmente nestes feriados em que tínhamos a casa cheia. Tínhamos de mandar pessoas embora, e agora temos de as chamar, e mesmo assim não é fácil.”

Clientela local

Fernando Marques tem um discurso mais optimista. O “Nando’s Portuguese Food” tem agora nova localização, ao lado do OTT – Old Taipa Tavern, e o empresário diz que isso o ajuda a ter mais clientes. “Senti mais clientela, e esta iniciativa do Governo de fechar a vila da Taipa [ao trânsito] também ajudou a que o turismo de massas ande na vila, com pessoas a passear nas ruas. Senti que este ano correu melhor do que no ano passado.”

O empresário diz ter notado “um tipo de cliente diferente, que procura espaços europeus, coisas novas”. No que diz respeito à clientela, diz ter tido “sorte”, já que a grande maioria foi local.

“Diria que 80 por cento da clientela são locais e tive essa sorte, porque muitos não saíram [de Macau] e isso deu para fazer a casa. Tenho locais e há quem marque mesa todas as semanas, até grupos grandes. Sinto que os locais saem mais, mas quando são, por exemplo, festas de anos, é mais fácil organizar em Macau. Não sinto muito a quebra pelo facto de as pessoas irem mais para fora”, adiantou.

Fernando Marques diz que os produtos estão mais caros, mas que apenas aumentou os preços de pratos com bacalhau e polvo, “cinco por cento acima, não muito mais, se não, também afasta a clientela”, rematou.

7 Out 2026

Metro Ligeiro | Novo recorde de passageiros em Setembro

No mês passado, o número de passageiros aumentou 18,7 por cento em comparação com Janeiro e subiu 16,3 por cento em relação ao mesmo mês de 2025 para uma média de 35.600 passageiros por dia

 

O Metro Ligeiro registou, em média, 35.600 passageiros por dia em Setembro, o número mensal mais elevado desde a inauguração, disse a operadora. De acordo com dados oficiais divulgados pela Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a média de passageiros aumentou 18,7 por cento em comparação com Janeiro e subiu 16,3 por cento em relação ao mesmo mês de 2025.

O Metro Ligeiro, uma das principais obras públicas de Macau desde a transferência da administração de Portugal para a China, sofreu significativas derrapagens financeiras, bem como nos prazos de execução. A infra-estrutura, prometida durante mais de uma década, custou 10,2 mil milhões de patacas e foi inaugurada a 10 de Dezembro de 2019, mês que registou uma média diária de 33 mil passageiros, sendo que nessa altura as viagens eram gratuitas.

Em Fevereiro de 2020, com o início da cobrança de tarifas e a detecção dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Macau, a média diária de passageiros caiu para 1.100. O Metro Ligeiro arrancou com apenas uma linha, que circulava só na ilha da Taipa, com uma extensão de 9,3 quilómetros e 11 estações, com uma frequência de dez a 15 minutos, durante quase 17 horas diárias.

A ligação do metro até à Barra, no sul da península de Macau, através do piso inferior da ponte Sai Van, começou a operar em Dezembro de 2023.

Extensões e utilizações

Em Novembro de 2024, foi inaugurada a linha que vai até Seac Pai Van, onde o Governo de Macau construiu 60 mil apartamentos de habitação pública. Um mês depois, começou a operar a extensão do Metro Ligeiro de superfície que liga Macau à vizinha Hengqin (ilha da Montanha), com 2,2 quilómetros.

Com a extensão do Metro Ligeiro, as autoridades prevêem que o volume de passageiros atinja 137 mil pessoas por dia, em 2030. O Governo lançou no final de 2022 os concursos para a concepção e construção da Linha Leste do Metro Ligeiro, que fará a ligação ao norte da península de Macau, onde se situa a principal fronteira com o Interior da Chin.

No final de Janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, disse que a operadora prometeu, ainda este ano, implementar o pagamento electrónico, assim como um sistema de transbordo entre os autocarros e o Metro Ligeiro.

Terminou em 28 de Fevereiro uma consulta pública sobre o desenvolvimento da rede de transportes, que prevê que a construção da Linha Leste deve estar concluída em 2029.

7 Out 2026

Operários | Ella Lei defende mais apoios no acesso ao emprego

Os deputados da FAOM identificaram jovens e idosos como os grupos com maiores dificuldades de emprego. Os principais pedidos de apoio na última sessão legislativa visaram questões laborais

 

Os problemas no acesso ao emprego foram a principal preocupação manifestada pelos residentes aos deputados da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). A revelação foi feita ontem pelos legisladores Ella Lei, Leong Sun Iok, Lam Lon Wai e Leong Pou U, numa conferência de imprensa de balanço da última sessão legislativa.

Segundo os dados apresentados, no ano legislativo de 2025/2026, a FAOM recebeu cerca de 4.500 pedidos de apoio e consultas. “Estes pedidos de ajuda visaram principalmente questões laborais, apoios sociais e o tema da habitação”, revelou Ella Lei.

A deputada garantiu ainda que o mercado laboral é a grande preocupação da bancada da FAOM. “O emprego é sempre a questão a que prestamos maior atenção”, vincou. “Os residentes de meia-idade e os mais velhos, próximos da idade de reforma, têm uma grande dificuldade em encontrar emprego ou em mudar de carreira devido ao encerramento de empresas. Já os jovens têm dificuldades de acesso ao emprego no início de carreira, por falta de experiência, pelo que precisam de mais formação”, explicou.

Face a esta situação, Ella Lei espera que o Governo lance mais medidas de apoio no acesso ao emprego destes grupos. A legisladora sugeriu, como exemplo de medidas, formações para ensinar os jovens a prepararem-se melhor para entrevistas de trabalho. A deputada salientou ainda que as pessoas de meia-idade e as mais velhas enfrentam problemas de adaptação quando tentam mudar de carreira.

Inteligência artificial

Ella Lei e Leong Sun Iok mostraram-se igualmente preocupados com o impacto da inteligência artificial no mercado laboral, que poderá vir a substituir alguns postos de trabalho. Leong Sun Iok destacou que o desenvolvimento tecnológico deve beneficiar o ser humano em vez de o substituir.

Em relação aos contratos públicos para a prestação de serviços por privados, Leong deixou o desejo de que as adjudicações feitas pelo Governo reservem sempre vagas de emprego para os grupos vulneráveis.
Por sua vez, Lam Lon Wai destacou que o apoio ao emprego dos jovens não deve focar-se apenas na quantidade de cursos de formação realizados, mas incidir sobre o aprofundamento do conhecimento e o desenvolvimento de capacidades que respondam às necessidades das empresas.

O deputado defendeu que as formações devem ser direccionadas para a realidade local, permitindo às empresas participar mais cedo na formação e selecção de quadros qualificados, com vista a garantir o acesso directo a estágios, a entrevistas e, em última análise, ao recrutamento.

7 Out 2026

Justiça | Trump pediu a Chui para interferir em decisão judicial

Quando tentou expandir negócios para Macau, o Presidente dos EUA apercebeu-se que a firma Trump Companhia Limitada já tinha sido registada por dois residentes. O caso foi para tribunal, Trump perdeu e pediu ao Chefe do Executivo ajuda para “corrigir” a situação

 

Em 2010, após ter perdido um caso nos tribunais da RAEM ligado à utilização da marca Trump Companhia Limitada, Donald Trump escreveu uma carta a Fernando Chui Sai On, então Chefe do Executivo, a pedir-lhe “assistência” para “corrigir” a decisão. O caso foi tornado público ontem pelo portal Hong Kong Free Press, que apresenta uma cópia da missiva assinada pelo actual Presidente dos Estados Unidos.

Em Agosto de 2005, os residentes locais Maria Cecília Bastos Xavier e Wong Un Chon registaram em Macau a denominação comercial “Trump Companhia Limitada”. No entanto, e já depois de ter tentado obter, sem sucesso, uma concessão para explorar casinos em Macau, Trump levou o caso para os tribunais, onde pediu que fosse declarada nula a firma “Trump Companhia Limitada”.

O empresário americano entendia que com este registo o residente Wong se apropriava “ilegitimamente” da sua “reputação mundial”. Além disso, foi argumentado que Wong Un Chon actuou de “forma fraudulenta” ao tentar utilizar a “prestígio do nome, marca, produtos e serviços” associados ao nome Trump.

Como o Tribunal Administrativo negou o pedido de Donald Trump, este enviou uma carta a pedir ajuda a Chui Sai On para reverter a situação, acusando o sistema de ser corrupto.

“Recentemente aconteceu-me algo terrível em Macau. Desde 2008 que estou nos seus Tribunais a tentar garantir e recuperar os direitos sobre o meu nome, que actualmente é detido por um jovem local”, começou por escrever o empresário. “A decisão do Tribunal transmitida na semana passada pelo meu advogado em Macau nega-me os direitos exclusivos sobre o nome da minha empresa na sua área. […] A decisão também determinou que nem eu nem o nome da minha empresa somos bem conhecidos no seu país. O facto de os seus tribunais poderem produzir um resultado tão ridículo é uma clara indicação de que o seu sistema judicial está manchado e a ser controlado por indivíduos corruptos”, acusou.

Ecos por todo o mundo

Donald Trump argumentou ainda na carta que é tão conhecido que até o Banco da China tinha escolhido arrendar um dos andares de um dos seus edifícios: “O nome da minha empresa ecoa por todo o mundo, incluindo na China e em Macau; quer seja pelos meus edifícios de classe mundial, pelo meu programa de televisão nº 1 The Apprentice, pelas dezenas de livros mais vendidos ou por qualquer um dos outros produtos e serviços que levam o meu nome”, escreveu.

“É por esta razão que o maior banco da China procurou especificamente e ocupa agora um andar inteiro no meu edifício da Quinta Avenida, em Nova Iorque, a Trump Tower, onde mantêm a sua sede nos EUA”, destacou.

No documento, Trump refere-se ainda a Wong Un Chon como “Senhor Pedruco”, acusa a decisão de ter partido de um único juiz entre os três presentes e indica que esse juiz foi posteriormente promovido para os tribunais superiores.

Além disso, o actual Presidente dos EUA descreve que a situação com a firma Trump Companhia Limitada estava a impedi-lo de entrar no mercado de Macau, onde pretendia fazer parcerias com empresários locais.
No final da carta, surge o pedido para que Chui Sai On interferisse nas decisões dos tribunais: “Peço-lhe que me ajude a corrigir este ultrajante erro judiciário. Ao fazê-lo, estará a ajudar a economia de Macau, criando empregos através da construção de projectos de classe mundial que levarão o meu nome Trump”, pode ler-se.

Nova derrota

O artigo do Hong Kong Free Press não menciona se Trump alguma vez recebeu resposta de Chui Sai On.
Um ano depois da missiva, Trump escreveu ao Secretário-Geral do Comércio dos EUA, e que viria a ser embaixador dos EUA na China, Gary Locke, a queixar-se da justiça chinesa. Trump afirmava que os tribunais na China e em Macau “não merecem confiança”, são “corruptos” e estavam “manchados”. “Quem poderia esperar algo diferente de uma cultura enganadora?”, questionava. “Este comportamento deveria ser um aviso claro para o resto do mundo se abster de qualquer prática comercial ou relação negocial com eles”, considerou.

O assunto acabou por chegar ao Tribunal de Segunda Instância e a decisão de 2014, tomada pelos juízes Lai Kin Hong, João Gil de Oliveira e Ho Wai Neng, voltou a ser desfavorável ao empresário americano.
Finalmente, em Junho de 2017, a meses de começar o primeiro mandato como Presidente dos EUA, uma empresa ligada a Trump registou em Macau quatro marcas que abrangiam serviços imobiliários, construção, propriedades hoteleiras, serviços de casino, restauração e instalações para conferências. Este registo foi possível porque, em 2016, Wong Un Chon deixou expirar a marca “Trump Companhia Limitada”.

7 Out 2026

Hong Kong | Projecto para importar cuidadores de idosos lançado em 2027

O Governo de Hong Kong anunciou que irá lançar, provavelmente na segunda metade de 2027, um projecto-piloto para importar centenas de trabalhadores para cuidar de idosos na região, cuja população está a envelhecer rapidamente

 

O Executivo de John Lee anunciou o lançamento no próximo ano de um projecto-piloto para atrair centenas de cuidadores de idosos para responder ao envelhecimento populacional que afecta a cidade vizinha.

O secretário para o Trabalho e Assuntos Sociais disse no domingo que as autoridades de Hong Kong irão exigir que os trabalhadores concluam um curso de cuidados a idosos, com um mínimo de 150 horas, nos países de origem. “Precisamos agora de encontrar uma organização profissional em Hong Kong para estabelecer um mecanismo que garanta a conclusão do curso e a real aquisição dessas competências”, disse Chris Sun Yuk-han. “Compreendo que, no projecto-piloto, os residentes possam estar preocupados sobre se os trabalhadores serão capazes de desempenhar as suas funções”, disse Sun, à emissora local TVB.

O secretário acrescentou que os cuidadores, que deverão também realizar outras tarefas em casa dos empregadores, deverão ter salários 10 a 20 por cento superiores aos dos trabalhadores domésticos. Na sexta-feira, o Governo anunciou um aumento de 2,35 por cento no salário mínimo para os trabalhadores domésticos, para 5.220 dólares de Hong Kong por mês, enquanto o subsídio de alimentação permaneceu inalterado.

Em 26 de Setembro, um grupo de trabalhadoras domésticas de Hong Kong organizou um protesto a pediu um aumento de 21 por cento no salário mínimo, que dizem ser “incrivelmente baixo”, atendendo ao custo de vida na região. A manifestação, organizada pela Asian Migrants Coordinating Body (AMCB) em frente ao Departamento do Trabalho, reivindicou uma subida de 5.100 para 6.172 dólares de Hong Kong no salário mínimo. “Este é um salário incrivelmente baixo para um território que se autointitula com orgulho a ‘Cidade Mundial da Ásia'”, afirmou a porta-voz da AMCB, Sringatin, num comunicado.

De acordo com dados oficiais, o salário mediano no território ronda actualmente 21.200 dólares de Hong Kong.

Em caso de emergência

No comunicado, citado pelo portal de notícias Hong Kong Free Press, a porta-voz da AMCB – o maior grupo de sindicatos e associações de trabalhadores migrantes da cidade – sublinhou ainda que, desde 2000, o salário mínimo aumentou apenas 39 por cento. A AMCB tinha solicitado também um aumento de 1.236 para 3.123 dólares de Hong Kong no subsídio de alimentação mensal pago pelos empregadores.

De acordo com dados oficiais, 1,98 milhões de pessoas, ou 26 por cento da população de Hong Kong têm 65 anos ou mais. As autoridades preveem que este número suba para 36 por cento da população até 2046, atingindo 2,95 milhões de pessoas.

Em 2025, Hong Kong registou cerca de 31.100 nascimentos, uma queda de 15,3 por cento e o valor mais baixo desde que há registos oficiais na região, em 1961.

6 Out 2026

FIFA | Infantino inaugurou sede da Associação de Futebol de Macau

A passagem de Gianni Infantino por Macau decorreu sem que a AFM tivesse feito qualquer anúncio para cobertura noticiosa. Esta foi a primeira vez que um presidente da FIFA esteve em Macau

 

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, esteve em Macau para inaugurar a nova sede da Associação de Futebol de Macau (AFM), na primeira deslocação de um líder do organismo máximo do futebol mundial ao território. A visita ficou marcada pelo facto de não ter sido divulgada aos órgãos de comunicação social.

“Foi um prazer ser o primeiro presidente da FIFA a visitar a bela Macau, China, num dia verdadeiramente importante para o futebol, que marca a inauguração da nova sede da AFM”, afirmou Infantino, citado num comunicado da FIFA divulgado no domingo.

A nova infra-estrutura dá à associação uma sede própria, pela primeira vez desde que se tornou membro da FIFA, há 48 anos. Numa visita a Macau, Infantino esteve presente na cerimónia de inauguração da nova sede, um projecto que, segundo o presidente da FIFA, representa uma oportunidade para impulsionar o desenvolvimento da modalidade no território.

“Depois de quase 50 anos como membro da FIFA, a AFM, tem finalmente a sua própria casa, apoiada pelo programa FIFA Forward. Isto trará mais esperança, oportunidades e sonhos para raparigas, rapazes e crianças de toda a região”, declarou.

O FIFA Forward é o principal programa de desenvolvimento da FIFA, criado em 2016 para financiar projectos das federações nacionais e confederações, incluindo infra-estruturas, competições, formação, futebol juvenil, futebol feminino e custos operacionais.

Visita aos mais novos

Durante a passagem por Macau, Infantino encontrou-se também com a selecção sub-15, que se prepara para participar na edição inaugural do FIFA U-15 World Cup & Festival, a decorrer no Azerbaijão entre 24 e 30 de Outubro de 2026.

A equipa da RAEM integrará o Grupo S, juntamente com as Ilhas Caimão, Egito, Iraque, São Cristóvão e Neves e Trindade e Tobago. A organização mundial destacou que a AFM tem igualmente beneficiado do Programa de Desenvolvimento de Talentos da FIFA, que apoia a identificação de jovens promessas e a formação de treinadores.

“Macau vai brilhar no palco mundial”, afirmou o presidente da FIFA, deixando votos de sucesso à equipa antes da competição. A equipa do território orientada por Emmanuel Noruega, está na 193ª posição do ranking mundial da FIFA, composto por 210 equipas, não vencendo um jogo há sete anos.

Desde Agosto de 2024 que a FIFA proibiu jogadores sem o passaporte de Macau – apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente – de representarem a região semiautónoma.

A decisão impediu, pelo menos, cinco portugueses de continuarem a jogar por Macau, incluindo o capitão da selecção, o luso-sul-africano Nicholas Torrão, e Filipe Duarte, formado no Benfica e antigo internacional jovem por Portugal.

6 Out 2026

Jogo | Seaport prevê contracção de 5% das receitas em Outubro

Após a redução anual das receitas de 1,2 por cento em Setembro, a correctora acredita que o período negativo vai continuar em Macau e atingir cinco meses consecutivos

 

Neste mês, as receitas do jogo deverão apresentar uma quebra anual de 5 por cento, de acordo com a correctora Seaport Research Partners. A previsão consta do mais recente relatório da empresa, citado pelo portal GGRAsia.

Os números da Seaport estimam que as receitas em Outubro se aproximem dos 22,9 mil milhões de patacas. No ano passado, as receitas em Outubro atingiram quase 24,1 mil milhões de patacas, naquele que se mantém como o valor mais elevado de receitas da indústria desde a pandemia da covid-19.

“A procura mais fraca está provavelmente a ser causada por condições macroeconómicas mais débeis na China e pela fiscalização tributária do governo chinês sobre fundos fiduciários offshore, o que está a afectar indivíduos com um elevado património líquido com activos no estrangeiro”, explicou o analista Vitaly Umansky no documento.

A redução a nível anual resulta também do facto de, em Outubro de 2025, os jogadores VIP terem perdido mais apostas nas mesas, o que gerou maiores ganhos para as concessionárias nesse mês e criou uma base de comparação anormalmente elevada.

Quebras consecutivas

Caso a previsão da correctora se confirme, a principal indústria do território vai entrar no quinto mês consecutivo de contracção anual. Em Setembro, as receitas do jogo apresentaram uma diminuição de 1,2 por cento em termos homólogos, para 18,1 mil milhões de patacas. Em relação a esta redução, Umansky apontou que ficou muito próxima das estimativas da correctora, que previam uma redução de 1 por cento.

No entanto, reconheceu que os números de Setembro deste ano são menos positivos do que aparentam, porque no ano anterior a indústria tinham sido afectada pela passagem de tufões, o que contribuiu para afastar os jogadores do território.

Em termos mensais, entre Agosto e Setembro, as receitas apresentaram uma redução de 17,5 por cento. Face a esta redução, Umansky indicou que se esperava uma diminuição mais próxima dos oito por cento, como “tipicamente” acontece entre estes dois meses.

O analista indicou ainda que em Setembro terá havido um aumento do volume de jogo VIP inferior a 10 por cento, enquanto no mercado de massas terá havido uma redução também inferior a 10 por cento.

6 Out 2026

Violência doméstica | Associação de Mulheres quer revisão legal

A Associação Geral das Mulheres de Macau defende, em comunicado, melhorias à lei de combate à violência doméstica, tendo em conta que se celebram, este ano, dez anos da entrada em vigor. Na mesma nota, a chefe do Centro de Solidariedade Lai Yuen, ligado à associação, Wong Lei Lei, disse que a lei deve ser melhorada para ser mais eficaz.

Um dos exemplos apresentados é a dificuldade de levar a tribunal casos de violência psicológica, ou quando as vítimas não conseguem denunciar abusos por dependerem economicamente dos agressores. Assim, uma das melhorias pedidas às autoridades passa pela necessidade de definir, na lei, o que constitui um dano psicológico, a forma como é avaliado e quais os critérios para a admissão de provas.

Além disso, a responsável defendeu a criação de uma pensão obrigatória para os filhos das vítimas de agressão e a optimização do mecanismo de visitas, tendo em vista a melhoria da protecção dos direitos e interesses das vítimas e filhos.

6 Out 2026

Porto Interior | Comerciantes nas pontes-cais pedem travão nas taxas

Comerciantes das pontes-cais do Porto Interior querem o prolongamento da isenção de parte da taxa de uso dos espaços, alegando dificuldades financeiras. Um dirigente associativo do sector alertou para a possibilidade do fecho destes locais históricos de comércio

 

Os comerciantes que operam nas pontes-cais do Porto Interior, principalmente na distribuição de bens essenciais, pedem um travão ao aumento dos custos a pagar pelo espaço. Este aumento surgiu em 2024 perante a inclusão das licenças de ocupação temporária das pontes-cais do Porto Interior na Lei de Terras, ficando definida a taxa anual de 980 patacas por cada metro quadrado da área de superfície utilizada.

Estas licenças surgiram em meados dos anos 80, no período da Administração portuguesa, tendo sido definida a cobrança de 30 patacas anuais. Porém, com as alterações de legislação sobre a gestão das áreas marítimas, as pontes-cais passaram a estar reguladas pela Lei de Terras e os valores foram actualizados.

O Governo criou um período transitório em 2024, em que, “após a emissão da licença de ocupação temporária”, se passou a cobrar 30 por cento de 980 patacas no primeiro ano após a atribuição da licença; 60 por cento no segundo ano e 90 por cento no terceiro ano. Só no quarto ano a empresa terá de pagar a totalidade da taxa anual.

Segundo o jornal Ou Mun, Fong Sio Long, presidente da Federação Industrial e Comercial da Zona do Porto Interior de Macau, diz que no ano passado algumas operadoras pagaram já 30 por cento da taxa anual e, mesmo assim, tiveram dificuldades em manter os negócios, sendo que três pontes-cais já fecharam, tendo sido recuperadas pelo Governo.

O mesmo responsável adiantou que os comerciantes precisam de pagar, este ano, 60 por cento da taxa de 980 patacas. Tendo em conta as dificuldades comerciais, caso tenham de pagar 90 por cento desse valor no próximo ano, as operadoras das pontes-cais não vão conseguir sobreviver, correndo-se o risco de os espaços históricos no Porto Interior fecharem portas.

Estes gestores dizem que as dificuldades se devem essencialmente às mudanças na economia ocorridas nos últimos anos e das restrições na concessão de créditos bancários.

Manter a história

Fong Sio Long disse esperar que o Governo olhe para esta questão com mais atenção por se tratarem de espaços históricos. O presidente da associação defende que as autoridades devem ter em conta as dificuldades económicas e manter a cobrança de apenas 30 por cento da taxa anual de 980 patacas, prolongando o período de transição até à cobrança total.

Por sua vez, a Associação da União dos Fornecedores de Macau considera que o Porto Interior é uma zona muito importante para o abastecimento de bens essenciais. Estão em causa, explicou, dificuldades com o custo de transporte, a estabilidade da inflação, a deterioração dos produtos, a pressão de recursos humanos e ainda a garantia de sustento de muitas famílias.

Desta forma, Lei Kit Heng, presidente da associação, espera que o Governo mantenha o Porto Interior para estas actividades ao invés de as mudar para o Porto de Ka-Hó, em Coloane. Este adiantou que está em causa a sobrevivência de muitas pequenas e médias empresas, correndo-se o risco de aumento do desemprego devido à subida dos custos operacionais.

Lei Kit Heng apresentou números: mais de 60 por cento dos bens essenciais de Macau dependem do descarregamento no Porto Interior, sendo armazenados a uma curta distância antes de serem distribuídos.

Se a entrega e distribuição de bens essenciais passar para Coloane, há risco de aumentar custos e tempo gasto no transporte desses bens, bem como maiores riscos de segurança e deterioração dos produtos frescos e vivos.

Além disso, coloca-se a questão da necessidade de motoristas de veículos pesados para o transporte provocada pela mudança para o Porto de Ka-Hó, o que vai piorar o cenário já existente de escassez de motoristas, alertou Lei Kit Heng.

6 Out 2026

Combustíveis | Ella Lei defende regresso de subsídios

A deputada dos Operários aponta que os preços dos combustíveis regressaram a valores muito altos, tal como em Abril, e defende que o Executivo deve voltar a subsidiar parte do preço da gasolina, gasóleo e gás de petróleo liquefeito

 

Face ao aumento recente dos preços dos combustíveis, a deputada Ella Lei defende o regresso do subsídio dos preços, como aconteceu entre Maio e Julho deste ano. O assunto consta de uma interpelação escrita que foi divulgada ontem pela legisladora ligada à Associação dos Operários.

Na interpelação, a deputada indica que os “preços de venda a retalho do gasóleo e da gasolina sem chumbo em alguns postos de combustível já se aproximam ou até ultrapassam o nível médio registado em Abril”, altura em que foi decidido o subsídio.

A deputada exemplifica que, a 3 de Outubro, o preço a retalho da gasolina sem chumbo em Macau oscilou entre 17,67 e 18,67 patacas por litro, enquanto o do gasóleo se situou entre 20,7 e 21,65 patacas por litro. Por sua vez, o preço da garrafa de 13,5 quilos de gás de petróleo liquefeito (GPL) aproximou-se das 350 patacas.

“Os preços dos combustíveis não só afectam directamente os custos de deslocação dos residentes e as despesas familiares, como também aumentam os custos operacionais de diversos sectores, tais como os transportes públicos, pesca, navegação, transporte de mercadorias, táxis e restauração, levando ao aumento dos preços gerais”, avisou.

“Tendo em conta o recente aumento dos preços desses produtos, irão as autoridades reavaliar a capacidade de suporte real e o impacto sofrido pelos residentes e pelos sectores económicos, estudando a reintrodução de medidas de subsídio a curto prazo direccionadas aos combustíveis e ao GPL?”, questionou.

Segundo o subsídio anterior, o Executivo cobriu o preço do gasóleo em 3,3 patacas por litro e o preço da gasolina sem chumbo em 1,5 patacas por litro. Em relação ao GPL, o subsídio foi fixado em 2,55 patacas por quilo.

Mais informação

Ao contrário do que acontece noutras jurisdições, como em Hong Kong, na RAEM as autoridades não fazem uma actualização permanente das oscilações do preço dos combustíveis, nem explicam os factores que contribuem para os preços praticados.

Na interpelação, a deputada defende mais transparência num assunto com tanto impacto para a vida da população. “Irão as autoridades tomar como referência a página ‘Oil Price Watch’ de Hong Kong para, com base na divulgação diária já existente dos preços dos combustíveis e do GPL, pormenorizar ainda mais os gráficos de tendência e os dados históricos dos preços a retalho e promocionais em Macau, facilitando a comparação das variações de preço e o reforço da fiscalização por parte do público”, perguntou.

Além disso, Ella Lei defende a divulgação de mais informação sobre o impacto da subida do preço dos combustíveis nos outros bens consumidos e que também apresentam aumentos.

Pesca | Associações querem subsídio para combustíveis

A Associação de Auxílio Mútuo dos Pescadores de Macau e a Associação para o Desenvolvimento da Pesca no Oceano e de Proprietários de Barcos de Macau querem que o Governo subsidie os combustíveis.

A posição foi tomada durante um colóquio de intercâmbio com representantes da indústria piscatória de Hong Kong. Segundo um comunicado das associações, o aumento do preço dos combustíveis não afecta apenas Macau, mas também Hong Kong, com o custo do combustível a atingir o dobro do que acontecia no início do ano.

Por isso, as associações apontaram que, actualmente, muitos barcos de pesca de pequeno e médio porte já deixaram de sair para o mar, o que afecta directamente a subsistência das famílias.

Além disso, as associações observaram que o número de embarcações continua a diminuir e sublinharam que, para atrair as novas gerações para o sector, é necessário enfrentar a questão dos custos elevadíssimos. Nesse sentido, esperam contar com diferentes apoios governamentais que criem condições favoráveis ao desenvolvimento da actividade.

6 Out 2026

Festival de Artes | Moçambicano Stewart Sukuma é cabeça de cartaz

O IC anunciou mais uma edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que decorre entre Outubro e Dezembro, com o músico moçambicano Stewart Sukuma a ser um dos destaques. Ainda sem cartaz conhecido, o Festival da Lusofonia será mais curto este ano, passando de seis para três dias

 

O Instituto Cultural (IC) divulgou o cartaz da oitava edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que apresenta o músico moçambicano Stewart Sukuma em cartaz. Este é um dos principais nomes do festival, actuando com a Orquestra Chinesa de Macau a 14 de Novembro no Centro Cultural de Macau.

Um dos músicos mais premiados de Moçambique e um dos principais impulsionadores do estilo musical marrabenta, quer a solo quer com a Banda Nkhuvu, Stewart Sukuma já realizou várias digressões por África, Europa, Ásia, Estados Unidos, América Latina e Caraíbas.

A presidente do IC, Deland Leong Wai Man, disse em conferência de imprensa que o programa da 8ª edição do Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa apresenta uma “oferta diversificada”, com especial foco nos intercâmbios culturais entre a China e os países de língua portuguesa.

“O Encontro em Macau e o Festival da Lusofonia mostram os profundos laços entre a China e os países de língua portuguesa, permitindo aos visitantes experimentar esta fusão cultural”, afirmou.

Cidade em festa

Segundo a responsável, tal como em anos anteriores, foram convidados grupos artísticos oriundos dos países lusófonos e do Interior da China para realizar espectáculos em diferentes zonas da cidade e para a 29ª edição Festival da Lusofonia, que decorre entre os dias 23 e 25 de Outubro, nas Casas da Taipa.

O programa inclui ainda espectáculos de música e dança tradicional em vários bairros da cidade, uma exposição de livros ilustrados em chinês e português, sessões de promoção da leitura e oficinas criativas destinadas às famílias.

No entanto, além de Sukuma, a presidente do IC não especificou os nomes das bandas participantes, indicando apenas que o programa do festival contará com grupos de dança da Guiné Equatorial e de Timor-Leste, bem como apresentações de instrumentos musicais tradicionais de Moçambique.

Destaca-se ainda a iniciativa “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece – Espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade”, nos dias 24 e 25 de Outubro em zonas como Seac Pai Van, Zona de Lazer do Edifício Lok Yeung Fa Yuen e no espaço Anim’Arte NAM VAN, com a actuação de grupos musicais e de dança tradicional do Interior da China, Guiné Equatorial e Timor-Leste.

Redução da Lusofonia

Questionada sobre a decisão de reduzir a duração do Festival da Lusofonia de seis dias para apenas três dias (sexta-feira e um fim-de-semana), Deland Leong explicou que, após avaliações realizadas em edições anteriores, foi considerado que esse formato é o mais adequado. “Houve uma edição com duas semanas de duração e várias actividades, mas, depois da avaliação, pensamos que uma semana é mais adequada. Foi um consenso alcançado entre várias partes”, indicou.

Segundo reportou a emissora TDM anteriormente, a interrupção do modelo alargado deve-se à ausência de patrocínio da operadora de jogo Galaxy Entertainment Group, uma mudança que obrigou a limitações orçamentais e a uma reestruturação do programa.

Dirigentes de associações de matriz lusófona como a Associação dos Macaenses e a Casa de Portugal em Macau indicaram à emissora pública estar desiludidos com uma edição mais reduzida e a falta de apoio orçamental.

A dirigente do IC reconheceu existirem opiniões divergentes entre as associações participantes, algumas defendendo um período mais prolongado e outras considerando que duas semanas são excessivas.
“Temos de ouvir todos, mas continuamos a disponibilizar recursos para todas as associações”, afirmou, admitindo que, nos próximos anos, poderão ser recolhidas mais opiniões junto da população, parceiros e colectividades sobre a duração do certame.

Entre 16 Novembro e 7 Dezembro realiza-se também o 8º Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com uma Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa a decorrer entre Novembro e Janeiro de 2027.

5 Out 2026

Trânsito | Colisão entre motas causa oitava vítima mortal deste ano

Com a morte do jovem de 20 anos, o número de acidentes fatais este ano já ultrapassou o registo total do ano passado, com oito vítimas. A Ponte da Amizade é o local com mais acidentes da RAEM

 

Um jovem com cerca de 20 anos perdeu a vida no sábado, depois de ter estado envolvido numa colisão entre duas motas na Ponte da Amizade. O sinistro aconteceu por volta das 19h, e a morte faz com que até sábado o número de vítimas mortais nas estradas do território em 2026 ultrapasse o registo total do ano passado.

Até ontem, as causas do acidente ainda estavam a ser investigadas pelas autoridades, mas a colisão foi registada ao final da tarde, quando as motas circulavam no sentido da Taipa para Macau, junto à berma da faixa de rodagem.

Quando os bombeiros e a polícia chegaram ao local, o jovem de 20 anos apresentava ferimentos graves, como hemorragias no nariz e na boca, uma laceração no lado esquerdo da testa, escoriações no joelho esquerdo e contusão no ombro esquerdo. Além disso, foi encontrado pelas autoridades sem respiração nem batimentos cardíacos. O jovem foi transportado para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde o óbito foi declarado pelas 20h16.

A polícia esteve no local a recolher provas do acidente e obteve as imagens das câmaras de vigilância instaladas na ponte. No entanto, ontem, a causa exacta do acidente ainda continuava sob investigação.
As autoridades pediram ainda a eventuais testemunhas da colisão que se apresentem para prestar declarações e auxiliar na investigação.

Zona perigosa

De acordo com os dados mais recentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública, entre Janeiro e Agosto deste ano houve um total de 9.277 acidentes, o que representou uma redução de 5,75 por cento face ao período homólogo.

Apesar da redução do número de acidentes, o número de vítimas mortais nas estradas tem vindo a aumentar. No ano passado, houve um total de sete vítimas mortais devido a acidentes de trânsito, com quatro mortes a serem registadas até Agosto. Contudo, este ano o número de vítimas mortais até Agosto foi de sete. Além disso, a morte de sábado fez subir o registo de mortes para oito, quando ainda faltam cerca de três meses para o fim do ano.

Segundo os dados disponibilizados pelo CPSP, que se iniciam em 2009, o ano com maior número de mortes nas estradas foi 2013 com um total de 19 óbitos.

Além disso, a morte de sábado aconteceu naquele que é o local mais perigoso do trânsito de Macau. No primeiro semestre deste ano, registaram-se 6.941 acidentes de trânsito em todo o território. A estrada com maior número de acidentes foi a Ponte da Amizade, com um total de 181 colisões, seguida pela Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues (170 casos), Estrada do Istmo no Cotai (142 casos), Avenida de Wai Long na Taipa (133 casos) e Ponte de Sai Van (129 casos).

5 Out 2026

FMI | Resiliência destacada, mas alerta para dependência do jogo

Apesar da economia se manter resiliente, o Fundo Monetário Internacional alerta que a dependência do jogo e turismo continua a ser um risco

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a economia de Macau se manteve resiliente em 2025 num contexto externo adverso, mas alerta para a persistência de uma forte dependência dos sectores do jogo e do turismo.

O Conselho Executivo do FMI indica num relatório após a conclusão da consulta ao abrigo do Artigo IV em Setembro, que a economia de Macau “permaneceu resiliente apesar dos obstáculos”, embora o crescimento continue a ser impulsionado por “um sector externo forte num contexto de fraca procura interna”, segundo o texto divulgado na semana passada.

A actividade económica continuou a recuperar em 2025, apoiada pelo forte desempenho dos sectores do jogo e do turismo, com as chegadas de visitantes a ultrapassarem os níveis registados antes da pandemia, aponta o fundo. Macau atingiu um recorde histórico de mais de 40 milhões de visitantes em 2025, superando o pico alcançado antes da pandemia em 2019, acabando o ano com 247,4 mil milhões de patacas em receitas brutas do jogo, uma subida homóloga de 9,1 por cento.

As receitas do jogo em Macau registaram em Setembro de 2026 uma queda de 17,5 por cento, em termos mensais, alcançando o valor mais baixo dos últimos dois anos, de acordo com dados anunciados na quinta-feira, mas os primeiros nove meses do ano registaram uma subida de 3,2 por cento em relação ao ano anterior, com um total de 187,11 mil milhões de patacas.

Apesar da subida, as receitas do jogo continuam abaixo do pico pré-pandémico, o que segundo a instituição financeira se deve a alterações regulamentares, ao reforço das medidas de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, e a mudanças nos padrões de consumo dos visitantes.

Procura interna fraca

O FMI salienta que “a recuperação das chegadas de turistas não se traduziu numa recuperação generalizada da procura interna”, enquanto o investimento continua condicionado por “condições de crédito ainda restritivas, elevada incerteza, um sector imobiliário débil e uma execução abaixo do previsto da despesa pública”.

O fundo prevê agora que o crescimento económico abrande gradualmente nos próximos anos, acompanhando a desaceleração projectada para o Interior da China e Hong Kong.

De acordo com o relatório, a inflação no território deverá aumentar ligeiramente à medida que a actividade económica se fortaleça e se dissipem os efeitos da descida dos preços das importações provenientes da China.

O FMI adverte que as perspectivas continuam sujeitas a riscos, apontando para uma possível intensificação de conflitos geopolíticos, novas tensões comerciais, volatilidade dos mercados financeiros internacionais e ciberameaças. Entre os riscos adicionais figuram a crescente concorrência no sector do jogo, fenómenos climáticos extremos e uma maior deterioração do mercado imobiliário local.

Diversificação positiva

Por outro lado, a organização considera que uma implementação mais rápida da agenda de diversificação, uma integração mais profunda na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e um maior investimento em sectores de elevado valor acrescentado poderão favorecer o crescimento e o emprego.

No entanto, o FMI observa que atingir a meta governamental de elevar para 60 por cento do produto interno bruto (PIB) o peso das actividades não relacionadas com o jogo até 2030 exigirá “novos esforços de investimento” na formação de competências, atracção de talento, desenvolvimento de infra-estruturas físicas e digitais e melhoria do ambiente empresarial.

O FMI defende uma utilização mais activa da política orçamental, argumentando que, “dada a ampla margem orçamental, a política orçamental deve procurar impulsionar a procura interna, fomentar a diversificação económica e responder ao envelhecimento da população”.

A reserva financeira de Macau atingiu um novo máximo histórico no final de Junho de 2026, alcançando 704,3 mil milhões de patacas.

5 Out 2026

Comunidades | Rui Marcelo contra condicionamentos no SNS

O Presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), Rui Marcelo, opõe-se à prática em Portugal que está a condicionar o acesso dos emigrantes portugueses ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Numa publicação nas redes sociais, Rui Marcelo criticou o entendimento que está a fazer com que a “classificação administrativa” dos imigrantes como “não residentes” faça com que percam o acesso ao SNS, a médico de família e a medicamentos comparticipados.

“O Despacho n.º 3118/2026, de 11 de Março, criou a categoria de ‘registo actualizado não residente’. Essa categoria pode ser juridicamente legítima enquanto instrumento de organização administrativa do SNS”, começou por explicar o conselheiro.

“O problema surge quando essa classificação é utilizada para produzir consequências que não estão expressamente previstas na lei, designadamente a perda automática de comparticipação de medicamentos”, apontou. “O critério relevante para a perda de médico de família, previsto no Despacho n.º 40/2025, é a ausência prolongada de contacto com o SNS há mais de cinco anos, e não a nacionalidade ou, isoladamente, a residência no estrangeiro”, acrescentou.

5 Out 2026

Patriotismo | Alunos de Macau elogiaram viagem a Pequim

Durante a deslocação, vários alunos, incluindo da Escola Portuguesa de Macau, assistiram ao hasteamento da bandeira e visitaram um acampamento militar, a fábrica de automóveis Xiaomi, o Antigo Palácio de Verão e o Museu Nacional

 

Estudantes de Macau afirmam ter regressado de uma viagem de educação patriótica de cinco dias a Pequim com uma “melhor compreensão” do significado da bandeira nacional e da história do país.

Cerca de 300 estudantes do ensino primário, secundário e superior participaram na viagem na semana passada, organizada pelo Governo central chinês, onde assistiram a uma cerimónia de hasteamento da bandeira e visitaram um acampamento militar, uma fábrica de automóveis Xiaomi, o Antigo Palácio de Verão e o Museu Nacional.

Em Macau, a maioria das escolas realiza uma cerimónia de hasteamento da bandeira todas as segundas-feiras, reunindo todos os alunos para assistir e cantar o hino nacional.

“Devemos lembrar-nos de que as nossas vidas pacíficas foram asseguradas através dos sacrifícios dos nossos antepassados, e ter em mente o significado por detrás da nossa bandeira nacional. Foi isto que me marcou mais profundamente nesta viagem”, disse a estudante Lo Iam Ieng, hasteadora da bandeira da Escola Choi Nong Chi Tai.

Doze estudantes e professores partilharam as suas experiências em palco com 500 estudantes de várias escolas, bem como com vários meios de comunicação. Suen Weng Nga, vice-directora da Escola Secundária Pui Va, disse que o evento permitiu aos participantes compreender “o significado da bandeira nacional”.

“Não se trata apenas de saber como é uma bandeira, mas de compreender a história do nosso país, a nossa cultura e, de facto, o futuro do nosso país”, acrescentou.

Tristes com invasores estrangeiros

Long Chi Chun, estudante e hasteador da bandeira da Escola Hou Kong, descreveu ter sentido um “profundo sentimento de tristeza” após visitar o Antigo Palácio de Verão, que foi destruído por tropas francesas e britânicas durante a Segunda Guerra do Ópio, em 1856 e novamente em 1900, segundo a narrativa chinesa.

“Enquanto chineses, acho isto profundamente angustiante. Tendo estudado história, todos sabíamos que o Antigo Palácio de Verão tinha sido destruído por invasores estrangeiros”, disse Long, acrescentando que os jovens devem “fazer esforços ainda maiores” em prol do desenvolvimento da China.

Depois de visitar uma fábrica de automóveis da Xiaomi, Lo Iam Ieng disse ter ficado impressionada com o desenvolvimento tecnológico da China, por a linha de produção da empresa não ter trabalhadores humanos, mas apenas 700 robôs a montar automóveis.

Depois do evento, uma estudante chinesa do secundário da Escola Portuguesa de Macau, identificada como Mak, disse à Lusa que “desconhecia completamente” toda esta informação sobre a história e o desenvolvimento do país.

“Nunca aprendi isto, nem nunca ouvi falar disso, por isso não tenho quaisquer opinião sobre o assunto”, disse, quando questionada pela Lusa sobre o que sobre acontecimentos históricos como a destruição do Antigo Palácio de Verão em Pequim.

Mak acrescentou que só tinha aprendido sobre história ocidental na escola, e que o patriotismo era apenas discutido em casa de vez em quando.

5 Out 2026

Hengqin | Sam Hou Fai diz que residentes ultrapassam os 30 mil

No discurso de comemoração dos 77 anos da implantação da República Popular da China, o Chefe do Executivo destacou o crescimento de Hengqin, onde mais de 30 mil residentes de Macau “trabalham, vivem e residem”, assim como as 8.200 empresas constituídas na zona

 

A crescente integração de Macau em Hengqin foi um dos pontos altos do discurso de Sam Hou Fai, Chefe do Executivo da RAEM, na cerimónia de celebração dos 77 anos da República Popular da China (RPC), no passado dia 1 de Outubro.

No discurso divulgado pelo gabinete do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai lembrou como “o número de residentes de Macau que trabalham, vivem e residem em Hengqin já ultrapassa 30 mil”, além de que “o número de empresas com capital de Macau superou as 8.200”.

O governante acrescentou também que “o valor acrescentado das ‘quatro novas’ indústrias representa 68,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB)” da zona, ou seja, áreas como a medicina tradicional chinesa, saúde e finanças. Sam Hoi Fai disse mesmo que a Zona de Cooperação de Guangdong e Macau em Hengqin “está a tornar-se num ‘paraíso’ onde os residentes de Macau podem viver confortavelmente e desenvolver os seus negócios”.

De resto, o Chefe do Executivo fez um balanço do progresso de projectos na área do ensino superior e inovação que estão a ser desenvolvidos. “Concluímos a primeira fase do Parque Industrial de Inovação Hengqin-Macau, expandimos a rede de serviços do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola, promovemos os trabalhos de prospecção no terreno e o projecto preliminar do troço de Hengqin da linha de comboio de alta velocidade Guangzhou-Zhuhai (Macau)”.

Relativamente a novos projectos, Sam Hou Fai disse que a “primeira fase da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin foi inaugurada”, enquanto “os trabalhos de concepção arquitectónica do Museu Nacional da Cultura de Macau prosseguem de forma ordenada”.

Superar dificuldades

Passaram 77 anos desde que a RPC foi fundada, a 1 de Outubro de 1949, e 105 anos desde que o Partido Comunista Chinês foi criado. Sam Hoi Fai lembrou estas datas históricas e a forma como a RAEM tem vindo a acompanhar as políticas nacionais.

No território, falou de como a economia tem vindo a dar garantias de estabilidade. “Temos dinamizado a economia comunitária, reforçado o apoio político às pequenas e médias empresas, ajudando as empresas a capacitar-se para a modernização e a superar dificuldades na transformação.”

Além disso, “o número de turistas que entraram em Macau ao longo do último ano tem vindo a aumentar, enquanto a economia geral, apesar dos obstáculos, tem avançado de forma constante, recuperando de forma estável”, frisou.

Sobre segurança nacional e o processo em que o ex-deputado Au Kam San foi julgado, Sam Hou Fai disse apenas: “Foi conduzido, nos termos da lei, o julgamento do primeiro processo relacionado com a segurança nacional.”

5 Out 2026