João Luz Manchete SociedadeColoane | Lançado concurso público para remodelar canil O IAM abriu um concurso público para a construção de um edifício no Canil de Coloane. O prazo para entregar propostas termina a 14 de Outubro. O projecto, sem preço de base, implica a demolição de dois canis e a construção de um edifício com três pisos e 1.745 metros quadrados de área Começou ontem a uma nova fase para o Canil Municipal de Coloane, depois da instalação de abrigos modulares em 2023, que aumentaram a capacidade de acolhimento do local. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) oficializou ontem a abertura do concurso público para a construção de edifício no Canil Municipal de Coloane. O projecto implica a demolição de duas estruturas do antigo canil no lado norte do complexo situado na Estrada de Cheoc Van, e a construção de um edifício novo com três pisos, com uma área total de 1.745 metros quadrados, equipado com sistemas de ar condicionado, instalações eléctricas, abastecimento de água e esgotos. A data limite para a entrega de propostas é o dia 14 de Outubro, e o local para o efeito é o Departamento de Edificações Municipais do IAM, no Edifício de Escritórios do Governo, na Avenida do Comendador Ho Yin. O prazo global da empreitada não poderá exceder 360 dias úteis contados a partir da data de consignação. Embora o concurso não tenha um preço de base, o preço global proposto para a obra conta como 55 por cento na lista de critérios de apreciação. O prazo da empreitada, proposta de execução, experiência da empresa ou consórcio candidatos em obras semelhantes e a taxa de contratação de trabalhadores locais valem todos 10 por cento cada na apreciação da proposta. O anúncio assinado pela presidente substituta do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, Tam Wai Fong, indica ainda que a avaliação do registo da situação de segurança e saúde ocupacional tem um peso de 5 por cento nos critérios de apreciação. Bilhete de entrada Os candidatos têm de prestar uma caução provisória no valor de 604 mil patacas através de depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução, e uma caução definitiva de 5 por cento do preço total da adjudicação. Também o Canil Municipal de Macau está, desde o início de Junho, com obras de reparação e remodelação, que incluem a optimização da circulação de peões, a melhoria de aproveitamento do espaço, o aumento do local de atendimento ao público e a renovação das paredes exteriores. As obras nas instalações no cruzamento entre a Avenida do Almirante Lacerda e a Avenida do Coronel Mesquita devem terminar no início de 2027.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG 2027 | ATFPM pede reforma para invalidez absoluta A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) apresentou um total de 13 propostas ao Governo a propósito da elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Uma das medidas, segundo o documento enviado às redacções, passa pela criação de uma figura jurídica específica para a aposentação por invalidez absoluta definitiva, já que há “trabalhadores da Função Pública que, padecendo de doenças graves (oncologia, doenças neurodegenerativas, insuficiências orgânicas graves), se encontram incapacitados para o trabalho, mas não podem aposentar-se por não terem 65 anos de idade nem 36 anos de serviço efectivo”. Além de defender a importância do planeamento de mais habitação para funcionários públicos, deixam-se sugestões para a área das obras públicas, nomeadamente a “exigência de mão-de-obra local em contratos de construção pública e empreitadas de elevado valor”. É sugerida, concretamente, a “inserção, em todos os cadernos de encargos de empreitadas de valor superior a 50 milhões de patacas, uma cláusula que estabeleça uma percentagem mínima obrigatória de trabalhadores locais (por exemplo, 60 por cento para mão-de-obra geral e 30 por cento para mão-de-obra qualificada)”. Outro ponto passa pela criação de uma “plataforma electrónica interna de mobilidade”, tendo em conta que a “gestão interna do pessoal carece de maior agilidade no que respeita à afectação de recursos, à requalificação profissional e à mobilidade dos trabalhadores”.
João Luz Manchete PolíticaDSAL | Cerca de 1.300 residentes com mais de 45 anos contratados Na primeira metade do ano, o Governo ajudou 1.349 residentes com mais de 45 anos a encontrar trabalho em feiras de emprego organizadas pela DSAL, correspondendo a um quarto de todas as contratações. A mesma proporção de pessoas com mais de 45 anos participaram em cursos de formação No primeiro semestre deste ano, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) organizou 80 eventos de recrutamento, nos quais 1.349 candidatos a emprego com mais de 45 anos foram contratados, correspondendo a 25 por cento do total de emparelhamentos profissionais, revelou o director da DSAL, Chan Un Tong, em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei. A DSAL não especifica o tipo de empregos em causa, nem os níveis salariais, mas uma grande parte dos cargos disponibilizados nestas sessões de emparelhamento são para sectores da hotelaria, segurança e limpeza. Chan Un Tong acrescenta que a DSAL organizou na primeira metade do ano “309 cursos de formação, tendo contado com a participação de 5.918 interessados, entre os quais, os indivíduos com idade igual ou superior a 45 anos representam cerca de um quarto do total dos participantes”. A formação tem incindindo sobre os “sectores industrial e comercial, hotelaria, restauração, comércio a retalho, convenções e exposições, informática, administração de propriedades, construção civil, reparação em manutenção”. Porém, a DSAL sublinha que nos últimos anos, o âmbito dos cursos foi ampliado a novos sectores emergentes, como big health, finanças modernas e tecnologia de ponta. O director da DSAL sublinha também que a maioria dos cursos de formação são gratuitos. Estudar a situação Ainda no capítulo do apoio ao emprego para residentes de meia-idade e idade avançada, a DSAL indicou que continua a recolher “informações referentes às vagas de ocupacionais, consoante a situação da oferta e procura do mercado laboral” para intensificar a cooperação com associações e empresas. O resultado será a organização de mais eventos de recrutamento profissional. Ella Lei citou dados estatísticos oficiais relativos ao primeiro trimestre deste ano, que mostram que dos cerca de 6000 residentes desempregados no período analisado, 2.100 tinham idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos, mais de um terço do universo de residentes sem trabalho. As razões apontadas para a perda do emprego, além de razões pessoais, foram o termo de trabalho temporário ou do contrato, despedimento e encerramento da empresa.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaConselho Executivo | Investigação científica passa para alçada da DSEDT O Fundo de Desenvolvimento para as Ciências e Tecnologia passa a estar sob alçada dos Serviços de Economia a partir do dia 1 de Setembro, dando uma componente económica à investigação científica subsidiada. Esta medida consta no regulamento administrativo já discutido pelo Conselho Executivo, ontem apresentado O Conselho Executivo apresentou ontem, após discussão, três regulamentos administrativos que trazem mudanças orgânicas em organismos públicos nas áreas da investigação, economia e cultura. Uma das alterações prende-se com a passagem do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) para a alçada da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), já a partir do dia 1 de Setembro. Segundo a apresentação do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que também é porta-voz do Conselho Executivo, o objectivo é dar resposta a uma medida anunciada no Relatório das Linhas de Acção Governativa para 2026. O propósito é “impulsionar os trabalhos de inovação científica e tecnológica e de investigação e desenvolvimento”, apostando-se na elevação da “capacidade de investigação científica, de inovação e a competitividade da RAEM”. O FDCT mantém-se como fundo autónomo, tendo apenas um conselho administrativo com cinco membros. A remuneração mensal destes corresponde, actualmente, “ao índice da função pública, sendo alterada para 50 por cento do índice 100 da tabela indiciária da função pública”. A DSEDT presta apenas “apoio administrativo e técnico” ao FDCT. Ao acolher também o Conselho de Consumidores (CC), a DSEDT passa a “assumir competências na protecção dos direitos e interesses dos consumidores e no reforço da promoção da instalação de projectos de investigação científica e da indústria tecnológica”. Ao juntar-se a DSEDT, FDCT e CC há também reformulações na estrutura orgânica, passando a existir um director de serviço, dois subdirectores, sete departamentos e 11 divisões. Segundo referiu Wong Sio Chak, tal significa “uma redução de dois directores, três subdirectores, quatro departamentos e cinco divisões”. Em termos de recursos humanos, houve uma redução, na DSEDT, de 311 trabalhadores para 259, sendo que, como “os lugares do quadro actual ainda não estão totalmente preenchidos, a referida redução não afectará a situação jurídica do pessoal actualmente em funções”, é explicado. Mudanças culturais Outra alteração analisada pelo Conselho Executivo, passa por mexidas no Instituto Cultural, com a integração do Conservatório de Macau e Centro Educativo Anexo na Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O Conservatório mantém-se como “escola oficial do ensino não superior dedicada à educação regular”, enquanto o Centro Educativo Anexo “ministra a educação artística vocacional de natureza contínua”. Foi referido que os diplomas de habilitações, regime dos concursos e qualificação “não serão afectados pelo ajustamento”, sendo que o objectivo é “promover a integração da educação artística nas políticas educativas gerais, respondendo à necessidade da reserva de quadros qualificados no domínio das artes”. Também os “regimes escolar e corpo docente se manterão idênticos”.
Hoje Macau Manchete PolíticaTaiwan | Ex-representante em Macau detido em operação anticorrupção O ex-representante de Taiwan em Macau Chen Hsuehhuai foi detido e interrogado no âmbito de uma vasta operação anticorrupção das autoridades da ilha que também visou o seu irmão, o deputado do partido Kuomintang (KMT) Chen Hsuehsheng. Segundo meios de comunicação da Formosa, Hsuehhuai, que dirigiu o escritório de representação de Taiwan em Macau entre 2017 e 2019, foi libertado mediante caução de 100 mil dólares taiwaneses. O caso insere-se numa investigação conduzida pelo Ministério Público de Taipei, que suspeita de fraude e corrupção envolvendo salários fictícios de assessores parlamentares e benefícios indevidos concedidos por empresas de transporte marítimo. Um total de 27 pessoas foi levado para interrogatório, entre elas Chen Hsuehsheng, libertado sob caução de dois milhões de dólares taiwaneses, e vários familiares e colaboradores, com cauções entre 80 mil dólares taiwaneses e 500 mil dólares taiwaneses. Mais de 10 suspeitos foram libertados sem medidas adicionais.
Hoje Macau Manchete SociedadeSJM | Prejuízos cresceram quase 62% no primeiro semestre A SJM Holdings registou um prejuízo de 295 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) no primeiro semestre deste ano, em parte devido à quebra de 20,8 por cento das receitas líquidas face ao mesmo período do ano passado. Segundo os resultados divulgados ontem pela empresa, o prejuízo do primeiro semestre de 2026 aumentou 61,7 por cento em relação ao nível de 182 milhões de HKD do primeiro semestre de 2025. Também a receita líquida do jogo caiu 22,5 por cento, para um total de 10,56 mil milhões de HKD. No entanto, o EBITDA ajustado, que mede a rentabilidade operacional das empresas, registou um ligeiro aumento de 3,3 por cento, para 1,7 mil milhões de HKD, com a margem a subir 3,5 pontos percentuais, para 14,7 por cento. Também a quota de mercado que o grupo detém na indústria diminuiu 3,1 pontos percentuais, para 9,8 por cento. Nos primeiros seis meses do ano, as receitas do Grand Lisboa Macau foram de 4,01 mil milhões de HKD, com a receita bruta de jogos a crescer 7,1 por cento em termos homólogos, para 3,8 mil milhões de HKD. No entanto, os resultados operacionais registaram uma ligeira descida, passando de 863 milhões de HKD em 2025 para 860 milhões de HKD na primeira metade deste ano. Já o Grand Lisboa Palace, registou receitas no primeiro semestre de 3,9 mil milhões de HKD, enquanto a receita bruta de jogo subiu 12,9 por cento, para 3,3 mil milhões de HKD. O resultado operacional, no entanto, diminuiu de 82 milhões de HKD para 22 milhões de HKD.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeEconomia | Fracos resultados de negócios em zonas turísticas O Verão está a terminar e nem o facto de Macau continuar a receber muitos turistas faz com que a economia local registe melhorias. Comerciantes com negócios em zonas turísticas continuam a queixar-se da quebra de vendas face a 2025, com menos gastos por parte dos visitantes Vários comerciantes queixaram-se ao jornal Ou Mun de como continuam a registar menos vendas face ao ano passado, apesar do território continuar a receber bastantes visitantes. Tendo em conta que o Verão está a chegar ao fim, os comerciantes destacam como os turistas gastam actualmente menos dinheiro em Macau. Um responsável de uma loja de lembranças, que não quis ser identificado, revelou que o volume de visitantes correspondeu às previsões, sendo que os meses de Julho e Agosto constituíram o pico de visitantes. Porém, o responsável afirmou que isso não se traduziu num melhor cenário de vendas para os comerciantes, com o volume de negócios a cair para cerca de metade em comparação com o período anterior à pandemia. Este comerciante disse ainda que talvez já não haja tanta procura pelas tradicionais lembranças, como bolachas, sendo que os turistas mais jovens preferem passear sem sacos de compras, registando-se, assim, menos gastos. O proprietário da loja indicou que tanto o volume de vendas, como o montante, registaram quebras. Uma tigela para cinco Outro comerciante de uma loja de lembranças e artigos de turismo, que também não quis ser identificado, falou de uma situação semelhante, ou seja: menos compras e consumo face ao ano passado. O responsável explicou que muitos turistas apenas provam as amostras de bolachas ou outros produtos gastronómicos tradicionais, acabando por não comprar. Este estimou que o consumo médio, por visitante, foi de apenas 60 patacas. O comerciante prevê que a queda de negócios nestes meses de Verão rondará os 10 a 20 por cento em termos anuais. Outro factor apontado para a quebra de vendas, prende-se com as elevadas temperaturas, pois este Verão foi mais quente e com mais períodos de chuva. Desta forma, este comerciante acredita que mais turistas optaram por ficar nos resorts do Cotai ao invés de passearem no centro histórico. Outro comerciante, desta vez de uma loja que vende miudezas de boi, fala também de muitos visitantes a gastarem menos dinheiro. Este referiu que, habitualmente, vende uma tigela de comida a 70 patacas que chega para duas pessoas. Porém, o que acontece agora é um grupo pequeno de pessoas que apenas optam por provar a comida, comprando apenas uma tigela. O dono da loja apontou também as elevadas temperaturas como uma das causas para a quebra de vendas, prevendo que, nos feriados do 1º de Outubro, o volume de negócios possa ser ainda pior.
João Luz Manchete SociedadeGrande Baía | Residentes de Macau e Hong Kong compram mais casas Os residentes de Macau e Hong Kong estão a comprar mais casas nas cidades da Grande Baía, realidade que se reflecte nas estatísticas de vendas do primeiro semestre do ano. O jornal estatal China Daily explica a tendência com “melhores ligações de transportes e condições de vida favoráveis” Os melhores acessos e ligações estão a levar os residentes de Macau e Hong Kong a comprar mais casas nas cidades adjacentes da Grande Baía, como demonstraram dados estatísticos referente à venda de imobiliário na primeira metade deste ano. Segundo as autoridades de Zhongshan, a cidade bateu o record de transacções de habitações no primeiro semestre deste ano com 9.308 vendas, das quais quase um quarto (23,2 por cento) foram adquiridas por residentes de Macau e Hong Kong, avançou ontem o China Daily Os dados mais recentes mostraram uma tendência crescente de compradores das regiões administrativas especiais em Zhongshan. Nos primeiros dois meses de 2025, as compras por residentes de Macau e Hong Kong representavam mais de 18 por cento de todas as compras de imobiliário para habitação na cidade natal de Sam Hou Fai. Porém, até ao fim de Outubro do ano passado, essa parcela superou os 20 por cento. Em Huizhou, os residentes de Macau e Hong Kong compraram 4.865 habitações nos últimos três anos, o que representou entre 5 e 6 por cento de todo o mercado de imobiliário residencial, segundo dados citados pelo Huizhou Daily. A mesma fonte acrescenta que o mercado passou, a partir de 2024, a ser mais apelativo no segmento de habitações em segunda mão do que imóveis novos, um padrão que se alargou desde então até à primeira metade deste ano. Ligar pessoas Uma promotora imobiliária de Zhuhai afirmou ao China Daily que os residentes de Macau e Hong Kong representaram mais de 30 por cento do total de compradores nos seus projectos em Zhuhai no primeiro semestre deste ano, um aumento em relação aos 18 por cento registados em 2025. O director de vendas do projecto residencial do projecto residencial Zhonghai Huanyu Tianxia, em Zhuhai, afirmou que as viagens transfronteiriças mais frequentes e a evolução dos padrões de consumo contribuíram para o aumento do número de compradores de Hong Kong e Macau em Zhuhai. “A maior parte destes clientes procuram habitações destinadas a residência temporária ou à reforma”, afirmou Lin Genghao. Os orçamentos variam consideravelmente entre os diferentes grupos de compradores. Os residentes das regiões administrativas especiais que procuram casas para passarem a reforma tendem a procurar imóveis com preços entre 1 milhão e 1,5 milhões de yuan. Enquanto no segmente de luxo, os imóveis mais apetecíveis variam de preço entre 3 milhões e 15 milhões de yuan.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaDSAT | Requerimentos digitais em acidentes de viação O Governo diz estar a ponderar a introdução, na plataforma da Conta Única de Macau, de um sistema de requerimento digital sempre que haja acidentes de viação ligeiros e seja necessária a intervenção de seguradoras. Segundo uma resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, assinada pela chefe de gabinete do secretário para a Segurança, Lam In Sang, é referido que o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) “está a estudar a prestação do serviço de requerimento online da ‘certidão do acidente de viação’ na Conta Única de Macau”, além de ser analisada a situação com “os serviços responsáveis pela gestão do trânsito e fiscalização do seguro automóvel”. Promete-se, assim, a simplificação do “tratamento in loco de acidentes ligeiros e os procedimentos de pedidos de indemnização de seguros”. Ella Lei tinha sugerido ao Governo a desburocratização do processo para resolver de forma rápida os engarrafamentos no trânsito no momento de resolução de acidentes entre condutores.
João Luz Manchete PolíticaElectricidade | Questionada consolidação da rede de abastecimento Chao Ka Chon quer saber se a resposta a emergências no fornecimento de electricidade e a rede de abastecimento foram consolidadas, depois da “dolorosa lição” dos cortes causados por tufões em 2017 e 2018. O deputado vinca a importância da estabilidade de rede quando se prevê o aumento de consumo no centro de computação de inteligência artificial Algumas das metas para alcançar a diversificação económica são exigentes do ponto de vista energético. A começar pela construção do Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau, um dos quatro grandes projectos atribuídos pelo Governo Central ao Executivo da RAEM. O projecto, com abertura prevista para 2030, é uma das apostas do Governo, assim como a construção de um centro de computação para a aplicação de megadados e de inteligência artificial. “Estes novos domínios representam exigências mais elevadas à estabilidade e à segurança do fornecimento de electricidade” e implicam um aumento significativo do consumo local de energia, argumenta o deputado Chao Ka Chon. Numa interpelação escrita, o legislador nomeado pelo Chefe do Executivo questiona o que o Governo e a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) fizeram para assegurar “a continuidade, a estabilidade e a fiabilidade do fornecimento de electricidade, e proporcionar efectivamente uma sólida garantia energética ao desenvolvimento de diversificação adequada da economia de Macau”. Dores de crescimento Chao Ka Chon pede também um ponto de situação sobre o progresso da consolidação do sistema de resposta a emergência do fornecimento de electricidade, e da rede de segurança do abastecimento eléctrico, estabelecida pelo plano decenal de prevenção e redução de desastres em Macau (2019-2028). Recorde-se que o plano foi proposto para evitar a repetição de acidentes graves de corte de electricidade e de água em larga escala. “Os supertufões Hato, em 2017, Mangkhut, em 2018, e Ragasa, no ano passado, afectaram significativamente a economia e a vida dos residentes de Macau, sendo particularmente inesquecível a dolorosa lição dos cortes de água e de electricidade em larga escala e por longos períodos registados durante a passagem do Hato”, contextualiza o deputado. Chao Ka Chon pergunta como evoluiu a produção local de electricidade, a capacidade e o sistema de resposta a emergência no fornecimento, comparando com a realidade de há 10 anos. “São mais fiáveis, resilientes, (…) e capazes de fazer face ao risco de interrupção do fornecimento externo de electricidade em circunstâncias extremas, e assegurar as necessidades básicas de consumo de infra-estruturas importantes”, pergunta. Com o esperado aumento significativo do consumo de electricidade, tendo em conta os projectos planeados pelas autoridades, o deputado questiona como será cumprida a meta nacional de reduzir as emissões de carbono na produção e fornecimento de electricidade. Outra dúvida de Chao Ka Chon é como o aumento do consumo de energia se compatibiliza com o objectivo de “desenvolvimento verde e hipocarbónico e na construção de um ecossistema de alta qualidade na Grande Baía”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG | Sam fala de ambiente social “em rápida transformação” Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, destaca que o “ambiente social [está] em rápida transformação”, e pede a colaboração das associações. A propósito do relatório das Linhas de Acção Governativa para 2027, o governante reuniu com 11 dirigentes associativos ligados às áreas social e laboral O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, destacou esta segunda-feira que “o ambiente social [está] em rápida transformação” e que com “esforços conjuntos” das associações “é possível enfrentar, de forma eficaz, os diversos riscos e desafios”. Estas declarações, citadas num comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), foram proferidas num encontro com 11 dirigentes de associações de conterrâneos e das áreas laboral e social, que decorreu esta segunda-feira na sede do Governo. Segundo a mesma nota, alguns dos pedidos feitos ao Chefe do Executivo para a elaboração de políticas passam por dar prioridade “ao desenvolvimento da juventude e apoio ao emprego”, ou ainda a necessidade de “reforçar a formação profissional e melhorar a qualidade dos postos de trabalho”. Na área social, foi ainda abordada a necessidade de “aprofundar o alinhamento dos serviços sociais no contexto da integração entre Macau e Hengqin”, bem como “optimizar a alocação de recursos entre as organizações de serviços sociais”. Pediu-se também o fomento da “complementaridade entre instituições de saúde públicas e privadas”. IA e economia Num encontro que também contou com outros membros do Governo, Sam Hou Fai destacou que as LAG de 2027 vão “dar continuidade e aprofundar o plano estratégico do actual Governo”, além de terem um papel de coordenação com o 3.º Plano Quinquenal da RAEM, recentemente apresentado. Esta segunda-feira, aconteceu ainda outra reunião com 16 representantes de “think tanks” e membros do sector profissional. Um dos pontos analisados foi a necessidade de “desenvolver constantemente a economia e melhorar a qualidade de vida da população”. Foi ainda sugerido o “desenvolvimento da indústria da inteligência artificial”, bem como a importância de “abrir canais para quadros qualificados especializados em áreas como contabilidade”. Ainda na área económica, pediu-se maior atenção “à operação das micro, pequenas e médias empresas de Macau”. No sector dos transportes, pediu-se também “a optimização do sistema de obras públicas e as obras de transporte ferroviário”, bem como o aumento “adequado de despesas financeiras” e melhoria “das condições de exercício de actividade dos profissionais como arquitectos”, entre outras matérias.
Hoje Macau China / Ásia MancheteChina | Casas em leilão aumentam quase 24 por cento O número de imóveis colocados em leilão judicial na China aumentou 23,7 por cento nos primeiros sete meses do ano, pressionando ainda mais os preços da habitação e expondo o impacto da crise imobiliária sobre famílias endividadas. Segundo dados difundidos na sexta-feira pelo China Index Academy, instituto de investigação do sector imobiliário, 539 mil imóveis foram colocados em leilão por ordem judicial em 355 cidades chinesas entre Janeiro e Julho. O aumento da oferta fez cair em 9 por cento, em termos homólogos, os preços alcançados, numa altura em que tribunais e gestores de activos procuram vender casas confiscadas a proprietários que deixaram de pagar os empréstimos. Segundo dados divulgados pela imprensa chinesa, apenas cerca de um terço dos imóveis colocados em leilão encontrou comprador, a preços, em média, cerca de 30 por cento inferiores aos de propriedades comparáveis no mercado de casas usadas. Os descontos estão a afetar as expectativas no restante mercado, ao reforçarem, entre potenciais compradores, a percepção de que os preços ainda podem cair mais. A procura concentra-se, por isso, em casas bem localizadas, nas maiores cidades, próximas de escolas e com boas ligações de transportes, enquanto imóveis antigos, periféricos ou rurais continuam a ter dificuldade em encontrar comprador. “As transações de imóveis em leilão judicial aumentaram 42,7 por cento em termos homólogos nos primeiros sete meses de 2026, o que parece impressionante. Mas isto parece reflectir mais o recurso a cortes de preços pelos vendedores para escoar uma crescente oferta acumulada do que uma súbita recuperação da confiança dos compradores no mercado imobiliário”, indicou a colunista especializada no sector Jiang Xiaorong, num artigo publicado na plataforma Baidu Baijiahao. A crise de liquidez está a atingir também famílias que querem trocar de casa, mas não conseguem vender a atual. Lista negra Em Abril, oito milhões de pessoas estavam oficialmente registadas na China como incumpridoras após deixarem de pagar empréstimos à habitação, segundo outro comentador chinês, que escreve sob o pseudónimo Property Observer. Cerca de 60 por cento tinham menos de 35 anos e aproximadamente 45 por cento das famílias que deixaram de pagar os empréstimos tinham sofrido perdas de emprego, sobretudo em sectores como restauração, imobiliário e ensino privado. O mercado apresenta, contudo, fortes diferenças regionais. Entre Janeiro e Julho, foram colocadas em leilão 245 mil propriedades residenciais, das quais 89 mil encontraram comprador, equivalente a uma taxa de venda de 36,2 por cento. Em média, os imóveis leiloados foram vendidos este ano por cerca de 73 por cento do respectivo valor de avaliação. Quando uma casa não encontra comprador na primeira tentativa, o preço inicial de uma segunda ronda pode ser reduzido em até 20 por cento. A pressão estende-se ao mercado de segunda mão. Em Julho, os preços caíram 3,7 por cento em termos homólogos nas quatro maiores cidades, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês. O investimento no desenvolvimento imobiliário recuou entretanto 19,2 por cento, em termos homólogos, nos primeiros sete meses, para 4,3 biliões de yuan, à medida que as promotoras reduziram novos projectos perante o prolongamento da crise.
Hoje Macau Manchete SociedadeIAM | Macau não importou couves com formaldeído Depois do caso de repolhos chineses oriundos da província de Hebei que foram molhados com formaldeído, uma substância nociva para a saúde, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) confirmou que Macau não importou vegetais desta zona. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, foram feitos testes aos repolhos importados da China, não tendo sido registados níveis de toxicidade ou outros dados fora da normalidade, tendo em conta as inspecções realizadas entre Janeiro e Agosto. O organismo explica ainda que os repolhos foram importados, essencialmente, da Região Autónoma Guangxi, na província de Hunan; e da Região Autónoma Ninxia, pelo que não entraram no mercado repolhos de Hebei. O IAM prometeu manter uma comunicação estreita com as autoridades sanitárias do país, reforçando a inspecção dos legumes importados para a RAEM. Inspecções na China A China ordenou inspecções especiais a couves e outros produtos hortícolas perecíveis em todo o país, após um caso de utilização ilegal de formaldeído para conservar produtos durante o transporte ter desencadeado nova polémica sobre segurança alimentar. O Gabinete de Segurança Alimentar do Conselho de Estado (o Executivo chinês), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e a Administração Estatal para a Regulação do Mercado anunciaram conjuntamente que pediram às autoridades locais a realização de controlos específicos e o rastreio dos produtos afectados, para impedir que cheguem ao mercado. A medida foi adoptada depois de as autoridades do condado de Kangbao, pertencente à cidade de Zhangjiakou, no norte da China, terem confirmado a autenticidade de vídeos divulgados na Internet que denunciavam que algumas couves eram mergulhadas numa solução de formaldeído. Segundo a investigação preliminar, a prática foi realizada ilegalmente por compradores grossistas dos produtos hortícolas durante o processo de carregamento, para prolongar a conservação durante o transporte. Os três organismos centrais garantiram que qualquer infracção detectada será punida “de forma firme” e que as inspecções vão abranger diferentes regiões do país. O formaldeído pode ser prejudicial para a saúde: a exposição à substância pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, enquanto a ingestão aguda de soluções que a contenham tem sido associada a efeitos graves, segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.
João Luz Manchete SociedadeSMG | Macau entre tufões com baixa probabilidade de ser afectada Com o ciclone tropical Narra a aproximar-se da Península de Leizhou, a cerca de 350 quilómetros de Macau, e o tufão Gaenari a chegar a terra em Fujian, as autoridades estimam que a RAEM não sofra impactos. Ainda assim são esperadas trovoadas durante a semana. Hong Kong não afasta a possibilidade de emitir sinal de tufão Macau está a passar pelos pingos da chuva nesta época de tufões, apesar da turbulência no Mar do Sul da China. Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) divulgaram ontem previsões que apontavam para a permanência do ciclone tropical Narra, entre hoje e amanhã, no Golgo de Beibu, entre a ilha de Hainan e a península de Leizhou, no sudoeste de Guangdong, a cerca de 350 quilómetros de Macau. As previsões indicavam ontem a probabilidade do Narra tocar terra em Leizhou. A leste, o tufão Gaenari tocou ontem em terra na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, de acordo com órgãos de comunicação estatais, com os SMG a estimarem o enfraquecimento gradual da tempestade, a mais forte das três que afectavam ontem o Mar do Sul da China. As autoridades apontavam mesmo para a possibilidade de o Gaenari se dissipar ainda durante o dia de ontem. “Embora as previsões actuais indiquem a probabilidade reduzida de os dois ciclones tropicais representarem uma ameaça directa para Macau, continua a ser transportada humidade abundante para a costa do sul da China”, referiam ontem os SMG. As autoridades acrescentaram que nestas condições, e “sob a influência combinada de uma ampla depressão e de um fluxo de ar activo de sudoeste”, trovoadas podem atingir o território a meio da semana, entre hoje e quinta-feira, com aguaceiros no fim-de-semana. Alertas lá e cá Ontem à tarde, o Observatório de Hong Kong acompanhava as previsões dos SMG, tanto em relação ao Narra como ao Gaenari. Porém, ressalvava que se o ciclone tropical Narra tomasse uma trajectória que o aproximasse do estuário do Rio das Pérolas, poderia emitir sinal de alerta de tempestade, mas que, face às previsões de ontem, essa possibilidade era baixa. Recorde-se que as autoridades nacionais activaram no sábado o mecanismo de resposta de emergência de nível IV para cheias, o mais baixo, nas províncias de Guangdong, Guangxi e Hainan, perante a previsão de chuvas torrenciais provocadas pelo Narra. A Administração Meteorológica da China assinalou também uma situação rara, com três tufões activos em simultâneo no mar do Sul da China e Pacífico noroeste: Gaenari, Narra e Saudel. O tufão Gaenari, formado no sábado, é o 20.º ciclone tropical do ano, número muito acima da média histórica de 13,4 entre Janeiro e Agosto.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeSegurança rodoviária | Pedidas medidas para diminuir acidentes Ip Wai Keong, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, considera que o crescente número de acidentes nas estradas tem de acabar, devendo ser reforçadas as acções de sensibilização em prol da segurança rodoviária. Ella Lei pede menos burocracia para resolver acidentes de menor gravidade Agosto ficou marcado pela ocorrência, em apenas duas semanas, de três acidentes rodoviários, sendo que um deles envolveu a morte de um idoso. A pensar no aumento da sinistralidade rodoviária, o membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Ip Wai Keong, referiu, segundo o jornal Exmoo, que é necessário reforçar a educação para que haja uma maior consciencialização do problema por parte de peões e condutores. O responsável defende também uma melhor planificação de estradas, bem como um processo mais rápido de revisão da lei do trânsito rodoviário. Dados recentemente divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) mostram como entre Janeiro e Julho deste ano, Macau registou mais de oito mil acidentes de viação, menos 6,5 por cento face ao primeiro semestre de 2025. Porém, o número de casos fatais aumentou – quatro mortes no primeiro semestre, face a zero mortes em igual período do ano passado. Ip Wai Keong destacou como missão primordial o reforço da consciencialização da segurança rodoviária junto de condutores e peões, apostando-se no conceito de condução defensiva. Porém, os peões também necessitam cumprir as regras de trânsito, atravessando a rua de forma correcta, nas passadeiras, acrescentou. Embora refira que o CPSP realiza muitas acções de divulgação de informações sobre segurança rodoviária, pede que seja feito mais neste âmbito, com aposta nas redes sociais e novos meios digitais, para que se chegue a públicos-alvo de diferentes idades. No que diz respeito à planificação de estradas, o conselheiro defende que muitas ruas não foram alvo de mudanças devido a questões históricas ou restrições geográficas, pelo que não se deve ter apenas em conta a segurança nas passadeiras ou intersecção de ruas. Ip Wai Keong deu o exemplo a alteração da circulação de trânsito na Zona Norte, que aliviou o cenário de engarrafamento, pelo que um ajuste sistemático da rede rodoviária é importante. Desta forma, o responsável pede que, em qualquer mudança de infra-estruturas para peões ou planificação de ruas, seja tido em conta o impacto no trânsito em zonas próximas. Este pede ainda uma maior regulação do uso de telemóvel ao volante e também quando os peões atravessam a passadeira. Facilitar procedimentos Por sua vez, a deputada Ella Lei destacou a necessidade de as autoridades melhorarem a forma como são resolvidos os acidentes de viação com menor gravidade, a fim de acelerar o processo e aliviar cenários de engarrafamento nas estradas. Em comunicado, a deputada, ligada aos Operários, recordou que no interior da China e em regiões próximas de Macau já existe um sistema em que, no caso de ocorrência de acidentes sem mortos, feridos ou sem estragos de maior, basta tirar fotografias do ocorrido e preencher documentos a descrever o acidente. Cabe depois às autoridades policiais confirmar as devidas responsabilidades, podendo os condutores tratar da restante burocracia com a seguradora. Para Ella Lei, este sistema pode reduzir, de forma significativa, o tempo gasto na resolução de acidentes e na obtenção de pagamentos por parte da seguradora.
João Luz Manchete PolíticaTerminal da Taipa | Coutinho pede redução de rendas de lojas A falta de clientes e a redução das ligações marítimas voltaram a mergulhar os lojistas do Terminal da Taipa numa crise da qual nunca saíram desde a pandemia. Pereira Coutinho pede flexibilidade ao Governo e à entidade gestora para reduzir rendas e impedir a desertificação do terminal Cerca de dois anos e meio depois da inauguração, o Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa juntava-se às infra-estruturas de transportes do território paralisadas pelas medidas de controlo da pandemia da covid-19. Após uma breve recuperação, “o movimento de turistas e residentes voltou a cair significativamente, agravando uma situação já de si frágil”, descreve o deputado Pereira Coutinho numa interpelação escrita divulgada ontem. Com receitas fracas e encargos mensais entre 60.000 e 80.000 patacas para pagar renda, água, electricidade, gestão e limpeza, o legislador pergunta ao Governo se pondera “rever as cláusulas contratuais celebradas com a empresa gestora, autorizando uma redução extraordinária, faseada e temporária das rendas dos espaços comerciais”. Coutinho recorda que durante o período crítico da pandemia da covid-19 o Governo “adoptou uma política de isenção temporária do pagamento de rendas”, permitindo aos comerciantes suportar “o impacto da paralisação quase total do turismo”. Em Março de 2020, o deputado acompanhou uma comitiva de lojistas do Terminal da Taipa na entrega de uma carta ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, a pedir ajuda, e mais dias mais tarde divulgou uma interpelação a sugerir a isenção de rendas. O deputado revela que os lojistas já tentaram negociar com a empresa gestora do terminal a redução de rendas, e que a empresa fez chegar as reivindicações dos comerciantes “às entidades competentes, mas a resposta foi peremptória: nos termos do contracto celebrado entre o Governo e a concessionária, os valores das rendas são fixos e inalteráveis, não sendo possível conceder qualquer redução ou isenção”. Sem oásis à vista Pereira Coutinho salienta o “verdadeiro desperdício de recursos públicos” resultante do subaproveitamento da “mega-estrutura”, em particular desde a entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, assim como da drástica redução das travessias marítimas. O deputado acrescenta que “a falta de articulação entre o terminal marítimo, o aeroporto, parques de estacionamento independentes e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal tem contribuído para a desertificação do espaço e para o agravamento da situação dos comerciantes”. Como tal, pergunta ao Governo de Sam Hou Fai se está disponível para marcar uma reunião urgente com os lojistas, a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água e a empresa gestora para encontrar “uma solução que evite o colapso daqueles espaços e salvaguarde os postos de trabalho dos residentes ali existentes”. Coutinho questiona também se o Executivo tem planos para dinamizar o Terminal da Taipa integrando-o com o aeroporto, os parques de estacionamento independentes, e a ponte numa lógica de mobilidade intermodal, com vista a aumentar o fluxo de passageiros.
Hoje Macau Manchete PolíticaLavagem de dinheiro | RAEM e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo Macau e São Tomé e Príncipe vão assinar um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. O memorando de entendimento será assinado entre os Serviços de Polícia Unitários e a Unidade de Informação Financeira do país africano De acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça. O memorando de entendimento será assinado com a Unidade de Informação Financeira da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 17 de Fevereiro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong. O Gabinete de Informação de Macau (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU. Recorde-se que em Março de 2022, um relatório anual do Departamento de Estado dos EUA designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial. Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa. Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça. O GIF de Macau assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde. Carnaval do consumo O número de transações suspeitas registadas nos casinos subiu 8,7 por cento na primeira metade do ano, em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF. As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.018 participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Junho. No final de Maio, o Governo anunciou também que a Direcção dos Serviços da Protecção de Dados Pessoais (DSPDP) iria assinar acordos de cooperação com as entidades homólogas de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. Duas semanas depois, a DSPDP indicou que os acordos irão aperfeiçoar “a cadeia de cooperação entre a China e os países lusófonos nas áreas de segurança de dados e de protecção da privacidade pessoal”.
Hoje Macau China / Ásia MancheteRobôs chineses batem recordes humanos na prova de 100 metros e no salto em altura Robôs chineses bateram sábado recordes atléticos estabelecidos por humanos, incluindo o recorde mundial nos 100 metros do atleta jamaicano Usain Bolt, no dia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim. Numa prova de velocidade de 100 metros, um robô humanoide alcançou um tempo de 9,39 segundos, batendo o recorde humano de 9,58 segundos estabelecido por Usain Bolt em 2009. No salto em altura a partir da posição em pé, um robô humanoide conseguiu atingir 2,88 metros, bem acima dos 0,95 metros alcançados por um robô na primeira edição dos jogos, no ano passado e superando o recorde humano de salto em altura de 2,45 metros, estabelecido pelo cubano Javier Sotomayor em 1993. Ambos os robôs eram da empresa X-Humanoid, sediada em Pequim. Antes da abertura, um robô humanoide da empresa chinesa de smartphones Honor completou uma corrida de 100 metros num tempo recorde de 9,32 segundos durante um ensaio dos jogos, segundo a empresa, a uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo. No entanto, especialistas afirmam que os robôs humanoides continuam a ser utilizados principalmente para demonstrações, espectáculos e investigação e que ainda levará algum tempo até alcançarem uma implantação em massa no mundo real. Mais de 2.000 robôs humanoides participaram no evento, segundo a organização. Corrida tecnológica Os jogos, semelhantes aos Jogos Olímpicos, com duração de cinco dias e agora na sua segunda edição, constituem um espectáculo que demonstra o rápido progresso da China na robótica avançada, à medida que a corrida tecnológica com os Estados Unidos (EUA) se intensifica, com 51 provas e mais de 1.000 competições a decorrer, incluindo corrida, ténis de mesa e futebol. Os jogos, que decorreram no Oval Nacional de Patinagem de Velocidade construído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, tiveram início na mesma semana em que Pequim acolheu a Conferência Mundial de Robótica de 2026, onde as empresas apresentaram cerca de 3.000 produtos. A China fabrica a maioria dos robôs humanoides do mundo. Centenas de robôs humanoides marcharam em formação para o campo numa enorme demonstração de coordenação sincronizada na abertura do evento. Os jogos de robôs deste ano que, segundo o organizador, contam com a participação de 16 países, entre os quais a Alemanha, o Japão e os EUA, incluem também outras provas, como o levantamento de peso.
Hoje Macau Manchete SociedadeNatalidade | Escolas incluem alunos idosos para colmatar quebra Já há escolas do território a receber estudantes com mais de 65 anos para colmatar a falta de alunos, cenário que se verifica devido à quebra de natalidade. Uma dessas instituições de ensino é a Escola Sun Wah A quebra gradual taxa de natalidade em Macau tem levado as escolas do território a transformar-se em espaços de ensino não só para crianças, mas também para a terceira idade. No interior de um edifício residencial na zona norte de Macau encontra-se a Escola Sun Wah. Sem sinais exteriores que indiquem ser uma escola, o espaço de ensino acolhe reformados que frequentam aulas em salas contíguas às do jardim-de-infância e do ensino básico e secundário, partilhando espaços comuns e corredores com as crianças, um cenário que pode apontar para o futuro da educação na cidade. Após o fim de uma aula de caligrafia, dezenas de alunos idosos exibem orgulhosamente os seus trabalhos. Entre eles está Margarida Ip, de 75 anos, antiga operária fabril que começou a frequentar aulas após a reforma. Não teve oportunidade de estudar na juventude mas, agora, os seus dias são preenchidos com várias aulas. “Aprendo caligrafia todas as segundas e quartas-feiras, inglês às quintas, também aprendo natação de manhã, há pouco tempo tive algumas aulas de informática e quero aprender mais. Estou muito feliz”, disse Ip à Lusa. A presidente da Escola Sun Wah, Ho U, afirmou que a instituição oferece cursos para idosos desde 2024, incluindo pintura chinesa, dança, instrumentos musicais, línguas e artes marciais. Desde então número de alunos quadruplicou, chegando agora aos 2.000. Esta expansão ocorre numa altura em que a taxa de natalidade em Macau continua a sua queda de 11 anos. Em 2025, a cidade registou apenas 2.871 nascimentos, o valor mais baixo em quase meio século, com uma taxa de fecundidade de 0,47 filhos por mulher entre os 15 e os 49 anos, outro mínimo histórico, segundo dados oficiais. Só três turmas Na Escola Sun Wah, o departamento de jardim-de-infância tem agora apenas três turmas, com o director, Ho U, a reconhecer que “alguns assistentes educativos” foram despedidos devido à queda do número de matrículas, embora cada turma mantenha ainda mais de três elementos no corpo docente. Mas a escola também se adaptou. “Mais de dez professores do jardim-de-infância e do ensino primário vão trabalhar a tempo parcial na educação de adultos e de idosos no próximo ano lectivo”, afirmou Ho U, acrescentando que “podem leccionar música, pintura, inglês, português, tecnologia e muito mais”, disse o director. Para preservar postos de trabalho, a Sun Wah está a expandir o seu programa de educação para adultos e idosos. Está prevista a abertura de um novo campus no centro de Macau, com 30 turmas e um investimento superior a um milhão de patacas. O professor de caligrafia, Lei Man Wai, que pratica esta arte há 50 anos e a ensina há décadas, afirmou que ensinar reformados “é muito mais fácil do que ensinar crianças” devido à motivação e à capacidade de concentração que apresentam. Um reformado de apelido Chang, antigo funcionário público, pratica caligrafia há nove anos desde que se reformou. “Se não estou a praticar caligrafia, estou a ler algo sobre o assunto nesse dia”, disse à Lusa. Actualmente, frequenta cursos tanto na Sun Wah como na Universidade Politécnica de Macau. Tendência crescente O Governo oferece a cada residente com 15 ou mais anos um subsídio de 6.000 patacas para educação contínua. Entre 2023 e 2026, mais de 41.000 idosos participaram em diversos cursos, segundo a Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O número de vagas para cursos para idosos no ensino superior de Macau “ultrapassará os 9.000 este ano”, indicou a DSEDJ à Lusa, acrescentando que “a participação dos idosos continua a aumentar”. No entanto, nem todas as escolas estão convencidas que esta mudança é necessária. A Escola Secundária Pui Va, por exemplo, tem menos duas turmas de jardim-de-infância do que no ano passado, mas seu director, Lei Chau Lam, afirmou que a escola “irá reflectir” sobre a transformação, mas indicando que “perante a quebra da natalidade”, a escola mantém-se confiante de que continuará a operar. “Não acho que a transformação ajude estudantes e os pais (…). Quando fundámos a escola, começámos com apenas uma turma”, apontou. Segundo a DSEDJ, actualmente entre nove e 11 escolas estão a considerar uma fusão ou reestruturação. Lei Chau Lam defendeu à Lusa que o Governo local deveria concentrar os seus esforços em “atrair talentos, facilitar a entrada de estudantes de outras regiões em Macau ou incentivar os jovens a terem mais filhos”, considerando que “estas medidas são as mais práticas”. Numa resposta a perguntas da Lusa, a DSEDJ afirmou que oferece apoio de transição às escolas com dificuldades em matrículas de alunos, incluindo subsídios para a transformação “em instituições de educação contínua, formação profissional ou educação para idosos”, bem como financiamento para a reconversão de professores, de modo a ajudá-los a obter acreditação profissional. No entanto, o director Lei Chau Lam duvida das medidas, questionando se os professores que perdem o emprego nas escolas terão “capacidade e qualificações para ministrar educação de adultos” após apenas “algumas formações”. O custo humano está patente na história de um professor. Bruce Lei, que leccionou chinês em escolas de Macau durante 25 anos, indicou ter perdido o emprego há dois anos devido a “falta de alunos”. Além de um curto período como substituto, não conseguiu encontrar trabalho desde então. O antigo professor referiu que a maioria das ofertas de emprego tem limites de idade e que as escolas evitam contratá-lo porque o seu salário legalmente exigido é demasiado elevado. Teve entrevistas noutras escolas, mas “não teve uma segunda oportunidade”. “A minha única esperança é encontrar um emprego como segurança ou esperar que a minha mãe morra para herdar a casa dela”.
João Luz Manchete SociedadePIB | Subida de 3,7% até Junho impulsionada pelo turismo O Produto Interno Bruto da RAEM subiu 3,7 por cento na primeira metade deste ano, face ao mesmo período de 2025, para um total de 209,9 mil milhões de patacas. O crescimento foi fomentado pelas exportações ligadas aos sectores do turismo e jogo, enquanto o consumo interno se manteve fraco “No primeiro semestre de 2026 a economia global da RAEM teve um crescimento estável, dado que as exportações de serviços continuaram a subir, impulsionadas pelo aumento homólogo do número de entradas de visitantes na RAEM”, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), num comunicado emitido na sexta-feira. As estatísticas mostram que na primeira metade de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto para 209,91 mil milhões de patacas, mais 3,7 por cento em termos reais, face ao primeiro semestre de 2025. Em comparação com o período antes da pandemia da covid-19, o PIB dos primeiros seis meses deste ano foi equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019. Analisando por principais componentes do PIB, os dados da DSEC mostram que no primeiro semestre deste ano “as exportações globais de serviços aumentaram 7,3 por cento, em termos anuais”, referindo-se à venda e prestação de serviços por privados ou empresas a clientes de fora. Este aumento foi justificado com a subida de 9 por cento do número de entradas de visitantes em Macau. Entre as exportações que mais contribuíram para o aumento do PIB, a DSEC destaca “as exportações de outros serviços turísticos e as de serviços do jogo que cresceram 10,8 e 5,5 por cento, respectivamente”. Em relação ao comércio externo de mercadorias, as exportações de bens aumentaram em termos anuais 14,8 por cento durante o período em análise, enquanto as importações subiram 9,5 por cento. Do outro lado Enquanto as exportações globais de serviços impulsionaram a subida do PIB, a procura interna manteve um fraco registo, apesar do crescimento de 2,7 por cento em termos anuais da despesa de consumo privado. No primeiro semestre de 2026, a despesa de consumo final do Governo registou uma contracção de 0,2 por cento, enquanto a formação bruta de capital fixo, um indicador do investimento em activos fixos da RAEM, diminuiu 9,3 por cento. Isolando o segundo trimestre deste ano, a DSEC revela que o PIB no final de Junho foi revisto para 102,35 mil milhões de patacas, registando um crescimento real de 0,3 por cento, comparativamente com o mesmo trimestre de 2025 e representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019. No período entre Abril e Junho, os principais componentes do PIB que registaram aumentos foram as exportações de serviços (+1,6 por cento), a despesa de consumo privada (+2,1 por cento), a despesa de consumo final do Governo (+2,1 por cento) e a formação bruta de capital fixo (+4 por cento), em relação ao segundo trimestre de 2025. “Porém, a procura externa líquida desceu 2,5 por cento, devido às importações de bens terem subido (+13,5 por cento). Por seu turno, o deflator implícito do PIB que mede a variação global de preços (101,8) aumentou 2,9 por cento, em relação ao segundo trimestre do ano passado”, ressalva a DSEC.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG | Economia e baixa natalidade preocupam O Chefe do Executivo reuniu, na última semana, com representantes do sector financeiro e membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, a propósito da elaboração das Linhas de Acção Governativa para 2027. Panorama económico e baixa taxa de natalidade foram alguns dos pontos debatidos O Governo está prestes a apresentar mais um relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2027 e, a pensar nisso, reuniu na última semana com dirigentes associativos ligados ao sector financeiro e económico, e também com membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, no encontro de sexta-feira participaram 16 dirigentes associativos, tendo o panorama económico gerado maior debate. Uma das sugestões deixadas para as políticas a integrar o relatório das LAG passa pelo “estudo de aumento das políticas preferenciais na Zona de Cooperação em Hengqin”, ou ainda a “criação de um mercado de obrigações offshore em renminbi”. Nesta reunião, foi também defendido o “aumento dos incentivos à reconstrução e a resolução da questão da consolidação dos direitos de propriedade”, isto no que diz respeito à renovação urbana. Face à situação difícil das pequenas e médias empresas (PME), pediu-se o “reforço contínuo do apoio” a fim de “revitalizar a economia comunitária”. Os dirigentes do sector industrial, comercial e financeiro também alertaram o Governo quanto à necessidade de prestar maior atenção na “questão da desocupação de edifícios comerciais e trabalho de revitalização dos edifícios industriais”, sem esquecer a importância da “exploração de soluções adequadas” nesta área. Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, referiu, citado pela mesma nota, que vai “analisar e estudar com seriedade as valiosas sugestões”, lembrando que Macau “está numa fase crucial de desenvolvimento”. O governante máximo da RAEM deixou o apelo aos sectores industrial, comercial e financeiro para serem “proactivos na inovação e na procura de mudanças”. Estes devem também “melhorar continuamente a competitividade, injectando nova vitalidade no desenvolvimento global dos sectores” económicos. Poucos nascimentos Por sua vez, na quinta-feira, foi a vez de Sam Hou Fai reunir com membros de Macau no Comité Nacional da CCPPC e membros da CCPPC a nível provincial em Macau. Figuras como Chui Sai Cheong, membro permanente do Comité Nacional da CCPPC, ou Ho Ion Sang, membro de Macau no Comité Nacional da CCPPC, entre outros, chamaram a atenção para a importância “do desenvolvimento integrado entre Macau e Hengqin” ou ainda da aplicação de “medidas facilitadoras para a passagem fronteiriça, política demográfica, ensino superior e renovação urbana”. No que diz respeito à baixa taxa de natalidade em Macau e a “tendência de envelhecimento populacional”, estes responsáveis entendem que o Governo “deve analisar e estudar, com visão prospectiva” a situação, adoptando “iniciativas pragmáticas e eficazes”, tais como a “optimização da protecção dos idosos e dos cuidados de saúde, a fim de responder adequadamente a desafios decorrentes das alterações na estrutura demográfica”. Sam Hou Fai referiu, neste encontro, que se pretende construir um território “sustentável e com capacidade de responder a riscos e desafios internos e externos”. O Chefe do Executivo referiu ainda que o Governo “deve acelerar a melhoria da eficácia na governação e promover o desenvolvimento de diversos sectores com todo o esforço”. Consulta pública arranca hoje Começa hoje a sessão de consulta pública para a elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, a fase de recolha das opiniões de residentes decorre até ao dia 23 de Setembro, com as sugestões a poderem ser apresentadas em diversas plataformas, nomeadamente por email enviado à Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, ou através da Conta Única de Macau. Na mesma nota, é ainda referido que “as participações activas dos residentes de Macau têm grande importância para o desenvolvimento contínuo da RAEM”, sendo que o objectivo é elaborar “um plano promissor para o desenvolvimento de Macau”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaZonta | Creche SMART fecha portas para evitar “riscos imprevisíveis” O Zonta Club de Macau anunciou, na sexta-feira, o encerramento oficial da creche SMART, na Taipa, depois de um longo diferendo com o Instituto de Acção Social (IAS) sobre alegadas irregularidades no funcionamento da instituição e concessão de subsídios. Numa nota divulgada na rede social Facebook, o Zonta Club de Macau continua a recusar muitas das acusações do Executivo. “Nunca houve qualquer desvio indevido de subsídios, não houve falsificação de registos de trabalhos, não houve cancelamento de contas e não houve actos a colocar em causa o interesse público de qualquer forma ao longo deste período.” Porém, descreve-se que “a continuidade das operações da creche iria expor a nossa associação a riscos imprevisíveis, deixando-nos sem outra alternativa a não ser aceitar esta decisão difícil”. O Zonta Club de Macau fala de “constrangimentos” que criaram “dificuldades inevitáveis”, tais como “restrições governamentais que levaram a atrasos nos trabalhos de renovação das instalações; ausências devido a licenças de maternidade e muitas saídas e entradas de trabalhadores que trouxeram desafios em matéria de recursos humanos”. A entidade assegura que ajudou as famílias “a melhor compreender a bem-sucedida implementação, em Macau, do princípio ‘um país, dois sistemas'”, e que sempre foi seguido o “princípio de amar o país e amar Macau”, sem esquecer o apoio “de forma activa, o Governo da RAEM nas políticas e serviços de apoio às crianças”. O Zonta Club de Macau agradece, porém, “ao Governo da RAEM pelo apoio financeiro de longo prazo e generosa assistência que permitiram a realização do nosso trabalho”.
João Luz Manchete PolíticaPlano quinquenal | O Lam destaca foco na zona integrada de turismo e cultura A ronda de entrevistas de governantes da RAEM a órgãos nacionais prosseguiu com O Lam, Chan Tsz King e Raymond Tam. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura está confiante que o Governo irá criar um marco cultural e turístico e um cartão de visita da cidade na zona integrada de turismo e cultura A agência estatal Xinhua e os diversos órgãos de comunicação nacionais prosseguiram as entrevistas a governantes da RAEM a propósito da apresentação do 3.º plano quinquenal, que irá guiar as políticas locais até 2030. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, frisou o empenho da sua tutela na construção e operação da Zona Internacional Integrada de Turismo e Cultura de Macau, um dos quatro grandes projectos que o Governo Central exigiu ao Executivo local. Citada pela Xinhua, O Lam referiu que o projecto tem potencial para se tornar um marco cultural e turístico de dimensão internacional, tornando-se um “cartão de visita cultural” da cidade e um ponto de viragem para o desenvolvimento económico diversificado de Macau. A zona integrada irá nascer no terreno marginal a leste da Torre de Macau e a Zona C dos Novos Aterros, onde serão construídos o Museu Nacional da Cultura de Macau, o Centro Internacional de Artes Performativas de Macau e o Museu Internacional de Arte Contemporânea. A secretária salientou também a entrada em funcionamento da primeira fase da Cidade Internacional de Educação Macau-Hengqin, outro dos projectos de grande envergadura atribuídos ao Executivo por Pequim. Mais uma vez, a internacionalização é um dos vectores essenciais deste projecto, através de cooperação entre as universidades de Macau e congéneres do Reino Unido, Austrália, Suíça e Portugal, para criar programas de formação conjunta e laboratórios em Hengqin. O Lam apontou que o projecto universitário tem também como objectivo tornar Hengqin num pólo de atracção de talentos, inovação tecnológica e modernização industrial na Grande Baía. Segurança nacional, ora pois Também o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, falou à Xinhua sobre a trajectória que a sua tutela irá seguir até 2030, seguindo as linhas do plano quinquenal. Chan garantiu que a segurança nacional será prioridade através do reforço dos mecanismos institucionais de salvaguarda da segurança nacional, promovendo melhorias legislativas para combater fenómenos como branqueamento de capitais e terrorismo Perante novos desafios, como fluxos transfronteiriços de dados e “deepfakes” gerados por Inteligência Artificial (IA), o secretário vincou que a RAEM irá reforçar as capacidades de segurança nacional em áreas como cibersegurança, dados e a IA, e reforçar a cooperação com Guangdong. Além disso, Chan Tsz King quer normalizar a divulgação de informações sobre segurança nacional e expandir o leque de actividades educativas sobre o tema. Por seu turno, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymund Tam, destacou em entrevista à agência Xinhua as várias formas como será desenvolvida a rede de transportes entre Macau e Hengqin. Parte desse plano será conseguido através da ligação entre o Metro Ligeiro e linha ferroviária de alta velocidade Guangzhou-Zhuhai.
Sérgio Fonseca Desporto MancheteGP | Mercedes-AMG anunciou que voltará com três carros Esta quarta-feira, eram oito da manhã em Affalterbach, na Alemanha, quando a Mercedes-AMG anunciou o seu regresso a Macau, após um ano de ausência. A casa de Estugarda colocará três carros na grelha de partida da Taça do Mundo de GT da FIA, integrada no programa do Grande Prémio de Macau, que terá lugar entre 19 e 22 de Novembro O construtor alemão foi o grande ausente da edição do ano passado da Taça do Mundo de GT da FIA. Na altura, a Mercedes-AMG Motorsport justificou a decisão com a utilização dos sensores de binário, também obrigatórios este ano, e a falta de oportunidade para os testar com as equipas locais antes do grande evento no Circuito da Guia. Para este regresso à mais prestigiada corrida de “sprint” de GT3 do mundo, a marca da estrela de três pontas escolheu os alemães Maro Engel e Lucas Auer, ambos pilotos da Mercedes-AMG Performance Drivers, e o piloto de Hong Kong Adderly Fong. Os três Mercedes-AMG GT3 estarão inscritos por duas estruturas: a Craft-Bamboo Racing será responsável pelos carros de Engel e Fong, enquanto o de Auer será preparado pela estreante australiana Tigani Motorsport. Stefan Wendl, responsável pelo departamento da competição-cliente da Mercedes-AMG Motorsport, salientou que “Macau é simultaneamente um dos pontos altos da temporada e um enorme desafio”, explicando que, “como os sensores de binário são obrigatórios na Taça do Mundo de GT da FIA desde o ano passado e ainda não temos experiência com estes dispositivos no Circuito da Guia, estamos a dar particular importância à preparação e ao trabalho de simulação”. Tripla de luxo Maro Engel será, naturalmente, um dos principais candidatos à vitória. O alemão é um dos pilotos de GT3 mais experientes do mundo e bem-sucedidos em Macau. O seu palmarés fala por si: dez participações e quatro vitórias. Venceu a Macau GT Cup em 2014 e 2022 e triunfou na Taça do Mundo em 2015 e 2024. Em conjunto com Edoardo Mortara, Engel é, por isso, o recordista de vitórias em corridas de GT em Macau. O alemão soma ainda três presenças no pódio: o segundo lugar em 2018 e dois terceiros lugares, em 2016 e 2017. A principal figura da formação alemã afirmou que “ainda falta algum tempo, mas já estou ansioso pela atmosfera única e pelo fantástico apoio dos adeptos”. Engel voltou a destacar que se trata de uma pista que “exige tudo de um piloto e obriga a uma precisão extraordinária. É precisamente o tipo de desafio que adoro, porque é um daqueles circuitos onde o piloto pode realmente fazer a diferença”. Tal como Engel, Adderly Fong também representará a Craft-Bamboo Racing e leva consigo uma vasta experiência no circuito da RAEM. O piloto chinês de Hong Kong disputou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 3 no Circuito da Guia em 2010 e estreou-se em GT3 em Macau, em 2014. Na sua participação mais recente, em 2025, Fong competiu ao volante de um Audi R8 LMS GT3, terminando na 13.ª posição. Por fim, Lucas Auer enfrentará pela primeira vez o desafio da Taça do Mundo aos comandos de um GT3. Contudo, o austríaco, de 31 anos, conhece bem o Circuito da Guia. Sobrinho do antigo piloto de Fórmula 1 Gerhard Berger e actualmente piloto do DTM, Auer disputou o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 entre 2012 e 2014. Na sua mais recente participação, em 2014, terminou na segunda posição. Marca com história Stefan Wendl voltou a recordar que «a Mercedes-AMG Motorsport tem um historial de sucesso em Macau e, naturalmente, queremos dar continuidade a essa tradição». Com nove vitórias em 18 corridas de GT3 disputadas até ao momento e cinco títulos de construtores, a Mercedes-AMG é a marca mais bem-sucedida em Macau na categoria. Todavia, o sucesso da marca no território remonta aos anos 1950, quando Douglas Steane, ao volante de um Mercedes-Benz 190 SL, e Arthur Pateman, com um Mercedes-Benz 300 SL, venceram as edições de 1956 e 1957, respectivamente. Mais tarde, já na era da Fórmula 3, a Mercedes voltou a celebrar por sete ocasiões entre 2005 e 2015. A marca germânica conquistou igualmente outros triunfos de menor importância no Circuito da Guia, nomeadamente na Corrida de Carros de Produção, na Taça GT – Corrida da Grande Baía ou, em 1969, na Guia 101, a única prova de automobilismo disputada nas ruas de Macau de forma independente do Grande Prémio.