Previsões por signos e por anos para 2022

As previsões aqui expressas são a ideia criada pela interpretação das escritas por Edward Li.

O dia de ir ao templo oferecer sacrifícios ao General He E, Deus do Ano (Tai Sui), é o oitavo da primeira Lua, que ocorre a 8 de Fevereiro de 2022

 

Tigre

Como animal do ano, os nativos de Tigre estão em Zhi Tai Sui (em confronto com o Tai Sui) significando ter pela frente um ano de muito trabalho, a tomar conta de tudo, sem dar espaço para desenvolver.

Evite as ondas de grande amplitude; os pequenos investimentos previnem tudo perder ao ser engolido nas turbulentas águas, sendo poucos proveitos melhor do que nada. Olhe pela saúde e mantenha-se em forma para melhor controlar as emoções.

Carreira: Sem uma poderosa estrela da sorte, terá a compensar a estrela Wen Chang (文昌, deus dos Letrados e da Literatura), que o colocará a aprender e a estudar mais, para se tornar um conhecedor. Se a ocupação está virada para a restauração e eventos culturais, conta com a ajuda das estrelas da sorte Tian Chu (天厨, Cozinha do Céu) e Tian Guan (天官, oficial do Céu). Já a estrela da sorte An Lu (暗禄, Dinheiro Sombra, ou da Sorte) significa receber dinheiro fora do normal. Mas não se esqueça que conta também com alguém a apontar-lhe o dedo, falando mal de si pelas costas, devido à má estrela Zhi Bei (指背). Por isso, precisa de cuidar das amizades. Outras duas maléficas estrelas, Jian Feng (剑锋, ponta da Espada, operação clínica) e Fu Shi (伏尸, Corpo Morto), representam acidentes, devendo, por isso, evitar colocar-se em situações perigosas. Lembre-se ainda que quanto mais se vangloria, mais setas irão contra si e assim, este será um ano para não ter grandes expectativas e não se expor muito.

Amor: Os nativos de Tigre, embrenhados no trabalho e apenas focados na carreira, mesmo ao encontrarem a pessoa certa não conseguem tomar uma decisão. Gostando de momentos românticos e de testar novidades, sem querer relações estáveis e duradoiras, se para os solteiros isso não traz problemas, na vida conjugal provoca turbulência e tensões.

Saúde: Ano em Fan Tai Sui será melhor ir oferecer sacrifícios ao Deus do Ano. Os nativos de Tigre nunca gostam de ouvir o que os outros têm a dizer sobre os seus defeitos, mas este ano como terá muita gente a apontar-lhe o dedo, as emoções tendem a ficar desequilibradas, propiciando por isso acidentes. Para os nativos nascidos no Verão, é fácil terem problemas com o coração, fígado e sangue.

 

Os nativos de Tigre nascidos em:

1962 – São os mais bafejados de todos os nativos de Tigre, tendo ideias activas para a carreira e conseguem ajudas para levar a bom termo os seus planos. Faça uma Festa de Aniversário para firmar as amizades.

1974 – Conseguirá ajuda de pessoas com mais experiência e se o permitir, a sua carreira e fortuna serão rentabilizadas.

1986 – Tem imensas ideias e quer realizá-las todas, mas isso está fora das suas capacidades. Quanto mais se mostra e vangloria, maior é o efeito contrário. Ano para ter relações diferentes, mas daí também podem advir problemas.

1998 – Bom para estudar e aprender, degrau a degrau, mas evite discussões. Faça sacrifícios ao Deus do Ano e uma festa de aniversário para chamar a boa sorte.

1950 – Para os que ainda trabalham, este ano estarão mais ocupados pelos afazeres e daí o cansaço. Procure não comer demais e controle o estômago fazendo mais exercício físico para equilibrar as emoções.

 

Coelho

Ano para os nativos de Coelho com apenas uma palavra, Esperar.

Carreira: Poderá contar com uma poderosa ajuda devido à estrela da sorte Tian Yi Gui Ren (天乙贵人), ligada à criatividade. Comparando com o último ano, os nativos de Coelho têm este ano mais sonhos, mais planos e mais pessoas a ajudar, mas na acção, em especial aos nativos masculinos surgem mais problemas a necessitarem de serem resolvidos. Sozinho não conseguirá realizar os seus projectos, precisando de um parceiro para os pôr em prática, sendo os nativos de Cabra um bom complemento.

A má estrela Mo yue (陌越, estrela de mudança) depende com quem se conjuga, pois se for com uma boa estrela melhora a situação, mas ligada a uma má, piora-a. Representa não ter direcção. Pensar muito e não acreditar nos outros, coloca-o a não conseguir tomar decisões e, por vezes, a encontrar razões para ter medo. Já a Wang Shen (亡神, problemas na justiça, ou perder algo de si) avisa poder ser afectado por alguém, tendo mesmo de parar a meio o projecto em que está a trabalhar.

Amor: Com a ajuda da estrela da sorte Tian Yi Gui Ren, (天乙贵人) os nativos de Coelho terão uma activa vida social e os nascidos em 1987 são os que melhor colhem esse harmonioso estar. Já os nativos de 1963 precisam de mais cuidado, pois demasiadas aventuras amorosas só trazem problemas. Este ano é necessário aprender a dar outro valor às relações.

Saúde: Com a má estrela Bing Fu (病符, Sinaliza doença) precisa de ter cuidado com a saúde, especialmente os nascidos no Verão, ou entre os dias 8 de Outubro e 7 de Novembro. Por isso, no início do ano faça um exame de saúde e vá ao Templo oferecer sacrifícios ao Deus do Ano. Limpar a casa traz também uma grande ajuda. Se tem um problema de saúde, peça ajuda aos amigos nativos de Macaco e Porco.

 

Os nativos de Coelho nascidos em:

1963 – Terão uma nova oportunidade para atingir um elevado patamar e podem contar com mais recursos monetários. Os nativos masculinos deverão evitar demasiadas relações amorosas, pois só lhe trazem sarilhos. Dê especial atenção à saúde.

1975 – Com ajudas, o ano será fácil no trabalho. Deve evitar a prática de desportos que envolvam perigo. Festejar o aniversário elevará a sua sorte.

1987 – Poder e estatuto aumentam, e os nativos femininos contarão com um ano harmonioso com o parceiro.

1951 – Muito activo, cheio de planos, tenha, no entanto, cuidado para não exceder as possibilidades do que consegue fazer. Faça mais exercício físico e relaxe. É melhor do que matar-se a trabalhar para apenas conseguir arranjar mais problemas.

1999 – Cada coisa no seu tempo e quanto mais rápido quer fazer, mais o oposto acontece. Bom ano para estudar, aprender e criar uma grande base de relações de amizade, a preparar o próximo ano.

 

Dragão

<A beber chá sozinho na alta montanha.>

Ano de muitas mudanças, com possibilidade de fazer uma longa viagem, mudar de casa ou de emprego, e também com alterações nas relações emocionais.

 

Carreira: Ano para ter de cuidar de tudo sozinho, pois ninguém o pode ajudar. Mas, devido à estrela da sorte Fu Xing (福星), protectora, que lhe limpa o caminho, se estiver em perigo, terá alguém a resolver-lhe o problema.

A má estrela Tian Gou (天狗, Cão do Céu) leva a ser fácil criar conflitos e representa acidentes, colocando-o com pessoas em que não poderá confiar, precisando por isso de ter cuidado. Ano para ter muita paciência e enfrentar os problemas em vez de os esconder. Espere pelas oportunidades certas para surfar nas grandes ondas, que permitam limpar a mente e equilibrar as emoções.

Amor: Sem ajuda de estrelas da sorte, a má estrela Tian Ku (天哭, Chora o Céu) provoca uma onda emocional aos nativos de Dragão, pois, seja no amor, na família, ou nas relações de amizade, terão de despender imensa energia para resolver os problemas, mas sem, no entanto, obter bons resultados. Daí, terá de pensar se o problema não estará em si, em vez de o apontar aos outros. Ganhar ou perder, depende da sua atitude. Mantenha-se calmo para decidir melhor.

Saúde: Os problemas para os nativos de Dragão são de natureza emocional. É você que se coloca em grande tensão e por isso, deve relaxar e ser simpático, é o melhor para todos e em especial para si. A má estrela Diao Ke 吊客, relaciona-se com a morte de um familiar, por isso, quando viajar, ou se vai a conduzir faça-o com muito cuidado para se manter em segurança e evite todo o tipo de discussões. Ao desculpar os outros, estará a desculpar-se a si mesmo.

 

Os nativos de Dragão nascidos em:

1964 – Contará com a boa estrela Lu Shen (禄神, bom rendimento e abundantes relações) de onde lhe advém dinheiro. Aproveite e agarre a oportunidade, promova a carreira, pois quanto mais arduamente trabalhar mais alcançará.

1976 – Trabalhará bem este ano com uma boa cooperação, mas evite expor-se demais, pois apenas irá atrair invejas.

1952 – Vida social activa, mas cuidado, escolha os amigos e evite qualquer forma de cooperação financeira nos investimentos. Mantenha-se atento, para evitar acidentes.

1988 – O caminho é ser paciente e trabalhar em silêncio. Cuide da maneira como os seus amigos o tratam.

2000 – Ano para se revelar e conseguir trabalhar em novas e diferentes áreas, embora isto apenas o leve a ganhar experiência, sem retorno monetário.

 

Serpente

Se no ano passado foi um bom ano para os nativos de Serpente, este será ainda melhor. Mas lembre-se, seja flexível e esqueça a intransigência, pois as verdades dos factos apenas são a sua interpretação e para lá do que lhe é dado ver, existem outros mundos de consciência que não consegue alcançar. Assim, sendo um ano de Fan Tai Sui, que está em Xing Tai Sui, significando Xing ser julgado, permite-lhe crescer ao ver-se pelos outros e muitos deles são trazidos pelas inúmeras estrelas da sorte que o bafejam, logo o julgamento que farão de si, será positivo. É um vencedor.

Carreira: Ano para se expor e fazer tudo o que quiser. A acção é o mais importante e não apenas pensar fazer, pois todas as estrelas da sorte, como a Tian De (天德) e Fu Xing (福星), protectoras, lhe limpam o caminho; Fu De (福德) a trazer riqueza material e protecção pela virtude; e as poderosas estrelas, Tian Yi Gui Ren, (天乙贵人) ajuda ligada à criatividade e Tai Ji Gui Ren, (太极贵人) alguém o apoia, levam a bom termo o que pretende realizar.

Ano de muita competição e mudanças, por isso tomar cuidado devido à má estrela Juan She (卷舌, falarem mal de si), pois o sucesso chama a inveja, o que é normal.

Precisa este ano de se abrir e aceitar pacificamente todas as diferenças, a permitir, se souber escutar, melhorar substancialmente os conhecimentos e usar a virtude para ganhar o seu verdadeiro coração.

Amor: Em Xing Tai Sui, alguém o coloca em sarilhos e por isso terá de ter a mente limpa para não se deixar envolver e entrar numa relação pouco clara. Resolva a situação rapidamente.

Com as más estrelas, Juan She (卷舌, alguém a falar mal de si) e Tian Ku (天哭, Chora o Céu), é fácil arranjar problemas com as palavras e por isso, tenha cuidado ao falar e pense primeiro no que vai dizer. Como é um ano focado na carreira, no amor não haverá surpresas.

Saúde: Os nativos de Serpente este ano estão propensos a terem pequenos acidentes. Evite pequenas discussões, que podem trazer grandes problemas. Equilibre o trabalho, para a carreira e para si mesmo, e relaxe.

 

Os nativos de Serpente nascidos em:

1953 – Além das estrelas da sorte encima referenciadas, contam ainda com Jin Yu Lu (金舆禄, grande fortuna) e se quanto à carreira e fortuna não é preciso repetir, deve apenas lembrar-se que tem demasiados namoros e por isso, terá de se organizar melhor.

1965 – Continua com um bom apoio na carreira e isso provoca inveja nos outros. Ano em que terá de passar mais tempo a equilibrar as relações. Deve sobretudo tentar controlar as emoções e ter mais cuidado com a saúde.

1977 – Irá ser promovido e vai ganhar mais. A sua vida atingirá um novo patamar.

1989 – Cheio de confiança, faz os planos funcionarem e recebe recompensa monetária satisfatória.

2001 – Ano muito criativo e cheio de vontade para experimentar tudo, mas mantenha a segurança.

 

Cavalo

No ano do Tigre [Elemento Madeira yang], os nativos de Cavalo [Fogo forte (yang)] nascidos no Verão, [Fogo], ou entre 8 de Outubro e 7 de Novembro [mês de Cão, também Fogo], precisam de ter cuidado, pois demasiado fogo não é bom, sendo bastante negativo para a saúde, especialmente a provocar ataques de coração.

Carreira: Sem suporte de estrelas da sorte, para fazer alguma coisa precisa de encontrar um parceiro para cooperar, combinando apenas com Tigre e Cão, mas atenção, não deve ser com um ser feminino por causa da forte má estrela, Bai Hu (白虎, a Tigre Branco), a representar mulher a trazer problemas e a causar perda de saúde, ou dinheiro. Os nativos de Cavalo nascidos no Outono e Inverno terão menos problemas. Ano em que cada passo deve ser dado com muito cuidado. Manter o que já tem, é o melhor.

A má estrela Zhi Bei (指背, falar mal de si pelas costas, rumores) leva-o a ter de usar os nativos dos animais com que se combina bem, Tigre e Cão, para solucionar o problema.

Amor: Os solteiros nativos de Cavalo este ano não irão encontrar a sua cara-metade, por causa da má estrela Bai Hu (白虎, Tigre Branco), a colocá-lo em maus lençóis, especialmente agora com o forte e imenso poder da mulher, terá de ser paciente. Entre os casais, precisa de dar valor ao amor e se houver problemas, procure uma pessoa do sexo masculino para o aconselhar.

Saúde: As más estrelas Fei Lian (飞廉, imprevista calamidade) e Fei Ren (飞刃, fio da lâmina) representam acidente e operação cirúrgica e se estiver grávida, mais cuidado deve ter. Se tem excesso de peso, tente emagrecer. Poderão surgir problemas no sangue, avc’s e ataques do coração. Oferecer sacrifícios ao Deus do Ano é importante.

 

Os nativos de Cavalo nascidos em:

1954 – Os melhores dos nativos de Cavalo em matéria de carreira e dinheiro. Mantenha bem o que tem, sendo ano para dar mais atenção à família.

1966 – Atenção aos namoricos, pois ter um ano calmo ou com problemas só disso depende. Conseguirá ajudas para a carreira.

1978 – Quanto ao emprego, não haverá surpresas. Poderá encontrar novas vias para se desenvolver em outras áreas a trazer algo de diferente. Mas este ano trabalhará sozinho, sem contar com nenhuma ajuda. Celebrar o aniversário é bom para recolher as energias dos amigos.

1990 – Ano muito ocupado e de árduo trabalho. Não é por muito se esforçar a trabalhar que será mais compensado. Para as nativas de Cavalo é ano de grandes ondas e precisa de muito cuidado com a saúde.

2002 – Será bem-vindo à vida social, mas preste atenção, não transforme a competição em guerra pois ainda tem muito caminho para percorrer.

 

Cabra

No ano passado os nativos de Cabra estavam em oposição ao Deus do Ano, Chong Tai Sui, e tendo conseguido realizar mudanças e equilibrar as energias, este ano estão de parabéns, pois são os mais bafejados entre os 12 animais do zodíaco chinês.

Carreira: As estrelas da sorte, Zi Wei (紫微) e Long De (龙德) são as duas mais poderosas para a carreira, a trazer a possibilidade de vir a ter uma posição de chefia na sua área, ou a ser o mais desejado e requisitado. Sendo um pouco introvertido, este ano deverá mostrar o que tem de melhor dentro de si e surpreender os outros com o seu brilho, que irão ganhar uma nova visão da sua pessoa. A estrela da sorte Guo Yin Gui Ren (国印贵人, poderosa ajuda) significa ter apoio de pessoa qualificada por isso, deverá agarrar todas as oportunidades, não importa o que quer fazer, pois em tudo o que investir terá sucesso. Para voltar a este estado de graça só daqui a doze anos.

As más estrelas, Bao Bai (暴败, mudança sem poder controlar) e Tian E (天厄, Catástrofes provenientes do Céu) representam acidentes ou desastres. Junta-se ainda a má estrela Wang Shen (亡神, perder algo de si), mas não trazem grandes problemas.

Amor: Protegida pela auspiciosa e súper estrela da sorte Tian Xi (天喜, Alegria Celeste, a transformar pequenos infortúnios em bons acontecimentos) terá todo o ano boas emoções e consegue facilmente destacar-se. Os solteiros nativos de Cabra encontram-se no ano correcto para casar e os casais, para ter filhos. Em festa com a família, celebre a data do seu casamento, ou faça uma nova lua-de-mel.

Saúde: Os nativos de Cabra nascidos no Verão deverão ter cuidado com a cabeça, olhos e coração. Os restantes, apenas precisam de controlar o que comem e equilibrar o trabalho com um relaxante repouso.

 

Os nativos de Cabra nascidos em:

1967 – Com poder e posição serão promovidos; este ano será uma boa página da sua vida.

1979 – Ano para ganhar dinheiro e conseguir chegar a outro patamar. Coloque toda a atenção na carreira e trabalhe arduamente. Quanto aos nativos do sexo feminino, o seu parceiro irá tratá-la como uma Rainha.

1991 – Activo e criativo, é ano para se focar não só na carreira, mas investir na família e ampliá-la.

1955 – Rodeado de pessoas a ajudar, apenas terá de tomar cuidado em não ultrapassar as suas possibilidades de execução. Coloque o trabalho como um entretimento.

2003 – Terá boas relações sociais, mas facilmente se deslumbra, levando-o a acumular namoros, o que lhe trará complicações. Deve definir claramente a fronteira das amizades, sendo este ano propício para as ampliar e criar uma boa rede de amigos.

1943 – A carreira continua a desenvolver-se e com compensações monetárias, precisando apenas de tomar cuidado com demasiados namorados e evitar excesso de noitadas.

 

Macaco

<A vida é uma eterna procura por fora, mas o que se quer encontrar está dentro de nós e sempre esteve à nossa frente.>

Após dois bons anos de sorte, agora haverá mudanças e grandes ondas que não podem ser evitadas pois vai entrar em Chong Tai Sui, oposição ao Deus do Ano e em Xing Tai Sui vai ser julgado. Inteligente e sensível, para os nativos de Macaco estas mudanças e vagas poderão também ser oportunidades. É o momento que faz os heróis e só depende de como age.

Carreira: Ano Fan Tai Sui significa haver grandes mudanças, incluindo trocar de emprego, de casa, emigrar e mesmo encontrar outro parceiro. Mas terá muito boas estrelas de protecção, todas de mudança, podendo ser conduzido numa boa direcção.

Se tiver planos para investir no estrangeiro, ou ir estudar para fora, este ano, a estrela da sorte Yi Ma (驿马) permite que tal se torne realidade. A poderosa estrela da sorte Ba Zuo (八座, da carreira) representa ser promovido e ficar na posição de comando, a dar-lhe hipótese de saltar para fora do normal e conjugada com a Tai Ji Gui Ren (太极贵人) terá alguém a ajudá-lo no trabalho. Já as estrelas da sorte Tian Jie (天解) e Jie Shen (解神) indicam ter apoio na resolução dos problemas e com Ci Guan (词馆, Perfeitas palavras) mesmo só com palavras consegue mudar a situação.

A má estrela Da Hao (大耗, gastar dinheiro) coloca-o com problemas financeiros e a Lan Gan (阑干, barreira) provoca não ser nada fácil atingir o sucesso devido às barreiras que encontrará. A Chen fu (沉浮) altos e baixos) significa estar a sua vida numa encruzilhada e torna-se muito difícil tomar uma decisão.

Amor: Ano cheio de paixões, mas também de muitas zangas. Irá encontrar alguém de fora para entregar o seu amor, mas este ano terá más experiências com os namoros, tanto os solteiros como os casados e por isso procure perceber qual é a melhor decisão.

Saúde: A estrela Yi Ma indica ter de viajar imenso e combinada com a má estrela Xue Ren (血刃, Fio da lâmina com sangue) significa dever evitar movimentos perigosos e ter cuidado com o trânsito. Se está grávida, é necessário proteger o feto e tomar mais precauções. Evite desportos radicais, como mergulho com garrafa, ou saltar de grande altura em corda elástica. No início do ano, no oitavo dia (8 de Fevereiro) vá ao templo fazer sacrifícios ao Deus do Ano, para que o julgamento deste lhe seja benéfico.

 

Os nativos de Macaco nascidos em:

2004 – Entra num novo nível e se agarrar bem esta oportunidade irá ter um futuro risonho.

1992 – Está no topo dos nativos de Macaco quanto à carreira e fortuna e conta com uma profícua vida social, a degustar diariamente boa comida.

1980 – Este ano precisará de trabalhar arduamente para resolver os muitos problemas que terá pela frente. Os nativos do sexo feminino poderá engravidar.

1968 – Com muitas mudanças, precisa de aproveitá-las para ganhar mais dinheiro e tentar encontrar um novo investimento.

1956 – Bastante comunicador e a falar muito bem, irá fazer algo de anormal, mas tal chamará parceiros que não são bons para si. Quanto mais simples, melhor.

1944 – Tem o respeito dos outros, na profissão e na carreira, apenas precisa de ter cuidado com a saúde e escolher caminhos seguros.

1932 – Este idoso macaco continua a ter energia e força, sendo activo na vida social, sem precisar de se preocupar com o material, apenas deve controlar o que come.

 

Galo

Após um glorioso ano na carreira, os nativos de Galo regressam este ano ao seu normal posto, onde se sentem mais confortáveis a observar por fora o que se vai passando, mas sem se misturarem.

Carreira: Sem novidades, será um ano normal, pois não conta com nenhuma estrela da sorte a ajudar. Com oportunidade de subir na carreira, mas tal ocorre apenas num momento e logo desaparece, o melhor é manter o que já tem. A não acção é o caminho.

A má estrela Xiao Hao (小耗, pequenos gastos) leva a despender mais do que tem, mas tal problema é facilmente resolvido ao não se entusiasmar nas compras e levar o dinheiro controlado.

Amor: Com a estrela da sorte Yue De (月德, Virtude da Lua) os nativos de galo mostrar-se-ão mais simpáticos, captando a atenção dos outros. Este ano permite também recuperar a imagem deixada por não conseguir expressar bem o que lhe vai na alma, e assim mudar a maneira como os outros o vêem. Para os solteiros, é um bom ano para encontrar parceiro, pois sem a carreira a ocupá-lo, terá todo o tempo para se dedicar ao amor. O mesmo com os casados, que devem aproveitar para encontrarem espaço para a família. Tenha cuidado com os encontros virtuais pelo computador.

Saúde: Com a má estrela Shi Fu (死符) sinal de morte), os nativos de Galo deverão ter mais cuidado com a saúde, sendo propício aparecer uma doença inesperada, como diabetes, problemas na próstata e para os nativos do sexo feminino, problemas no útero, especialmente para os nascidos em 1945 e 2005.

 

Os nativos de Galo nascidos em:

1993 – Com muito boas relações, é ano para uma vida amorosa, sendo na carreira e dinheiro o melhor dos nativos de Galo. Trate bem as amizades, senão podem aparecer muitos problemas.

1981 – Parece ter muitas oportunidades, mas apenas o levam a trabalhar arduamente, sem alcançar grandes proveitos. Por isso, deve saber decidir o que fazer, ou não fazer.

1969 – Ano sem grandes ondas, tal como gosta, para caminhar passo a passo, simples, mas seguro.

1957 – Contará na carreira com uma onda de elogios, mas sem grandes repercussões. Se investir faça-o por prazer, pois o retorno não será material.

1945 – Ano relaxante e agradável, pois terá ajuda de alguém a tomar conta dos detalhes da sua vida quotidiana. Apenas precisa de fazer exercício físico, como andar para manter a saúde.

 

Cão

Tendo passado um ano de mudança, sem perigosas ondulações, chegado ao ano de Tigre, um dos três, juntamente com o Cão, que se combinam (san he), agora os seus inimigos vêm procurá-lo como amigos e isto abre uma nova etapa.

Carreira: Entrando no ano, onde tem ajuda dos outros dois animais que consigo se conjugam, terá sem dúvida boas relações com toda a gente e isso alavanca a carreira. A estrela da sorte San Tai (三台, o Carimbo) transporta-o a um lugar de chefia, podendo dar ordens aos outros, mas os nativos de Cão já sabem que, quanto mais trabalham maior é a sua sorte.

A má estrela Guan Fu (官符) indica ao fazer algo, dever tomar muito cuidado e não colocar como garantia a sua palavra. Já as más estrelas, Wu Gui (五鬼, Cinco fantasmas), a representar pessoas a fazerem-lhe mal pelas costas e Zhi Bei (指背, a falarem mal de si) advertem para os problemas que alguém no emprego lhe trará. O sucesso chama a inveja e daí os nativos de Cão este ano dever acalmar-se e com modéstia não proclamarem alto e em bom som serem os melhores.

Amor: Todos gostam de si e é a atracção para onde quer que vá. Bom ano para os solteiros, que estarão como peixes na água. Já os casais, precisam de ter cuidado com as relações extra conjugais e se for inteligente deve transferir essas energias para encontrar um bom parceiro de trabalho.

Saúde: Cão (戌, Xu) é Terra yang, que representa Fogo, e sendo um ano com demasiado fogo facilmente terá problemas de pulmões e no intestino grosso. Devido a muitos almoços e jantares sociais, diabetes podem ser um problema para todos os nativos de Cão, sobretudo para os nascidos em Fevereiro, Junho ou Outubro. No início do ano, a 8 de Fevereiro vá ao templo fazer sacrifícios ao Deus do Ano.

 

Os nativos de Cão nascidos em:

1982 – Tem uma clara ideia do que pretende na carreira e contará ajudas de toda a gente para progredir. Os bons resultados levam-no a receber mais do que espera.

1994 – Em conjunto com os nascidos em 1982, serão ambos para este ano os mais afortunados dos nativos de Cão.

1970 – Só precisa de acelerar, pois à sua frente tem estrada livre para mostrar todo o seu potencial, devendo apenas ter cuidado com a saúde.

1958 – Altura para enveredar por novos assuntos, mas terá de fazer tudo sozinho, pois não conta com ajudas, conseguindo mesmo assim um ano satisfatório.

1946 – Precisa de ter cuidado com o que diz, já que este ano as palavras podem causar-lhe problemas. Mantenha-se sempre como segundo e não se mostre como o campeão. Atenção aos muitos encontros amorosos.

 

Porco

<Com bom coração, todos os dias são bons.>

“A Primavera chega e as borboletas andam de flor em flor e a súper estrela da sorte Tai Yin (太阴), a Lua) tira o frio ao coração, tornando-o mais alegre e a sentar-se com companhia para ver o nascer e pôr-do-sol e mesmo a estrela da sorte Lu Shen (禄神) o acompanha.”

O Porco, nos seis pares que se combinam, é o grande amigo do Tigre e também está em Fan Tai Sui, mas em Po Tai Sui (fácil ocorrer danos) leva ambos a ficarem um contra o outro, trazendo problemas e por isso será um ano complicado. É no equilíbrio das suas emoções que se fará o ano, mas tudo apenas dependerá da sua atitude.

Não importa como, este ano será melhor do que o anterior. Bom para planear o que virá e criar boas bases.

Normalmente é muito sério e tenso, a deixar os outros nervosos, mas para este ano deverá mostrar a sua gentileza e relaxando dar um bom sentir aos que consigo convivem.

Carreira: A súper estrela da sorte Tai Yin (太阴, a Lua, combina yin e yang e traz a Paz) abre o seu coração pois representa boas relações sociais, que transformam o negativo em situações positivas e tornam os nativos de Porco mais simpáticos e cuidadosos com os outros, levando assim a receberem mais ajudas. A estrela da sorte Lu Shen (禄神, bons rendimento e boas relações) coloca o seu trabalho a render e por isso, quanto mais trabalha mais ganha e o que fizer vai servir para preparar o próximo ano. A má estrela Gu Chen (孤辰, estar só) potencia más emoções e a rejeitar tudo, incluindo ajudas. Já a má estrela Guan Suo (贯索) linha escondida, armadilha) traz algo para desfazer os seus planos.

Amor: Ninguém rejeita uma pessoa simpática e que gosta de ajudar os outros, sendo estas as características dos nativos de Porco. Se quiser, este ano não precisa de se preocupar em não ter um parceiro, pois o difícil é escolher quem e por isso os solteiros terão hipóteses de casar. Já a má estrela Liu Xia (流霞, atraente, mas com rápido terminar de relacionamento) avisa-o para ter cuidado com os muitos encontros amorosos.

Saúde: A má estrela Wang Shen (亡神, Perder algo de si) representa acidentes e combinada com Po Tai Sui (fácil ocorrer danos) revela ir ser confrontado com algo perigoso, em especial os nativos nascidos em 1935 e 1995. Por isso, ano para controlar as suas más emoções e não colocar pequenos problemas a darem-lhe enorme trabalho para resolver. Faça mais exercício, pratique ioga e meditação, ou caminhe pela montanha para ficar mais calmo.

 

Os nativos de Porco nascidos em:

1983 – Bom ano nos rendimentos, conta na carreira com bons suportes e ajudas. Muitos serão os encontros românticos.

1971 – A carreira terá bons e diferentes caminhos para se desenvolver. Irá gastar muita energia e ficar em tensão, impaciente, até conseguir atingir o pretendido. Relaxe para atingir o equilíbrio.

1959 – Hipótese de desenvolver a carreira pois alguém vai conhecê-lo melhor e descobrir as suas qualidades e habilitações. Não será fácil, pois terá de fazer o caminho passo a passo.

1995 – Precisa de estudar mais e ganhar experiência para alcançar outras competências, a trazerem-lhe grandes ajudas no ano de 2023. Cuidado com os acidentes e por isso, evite praticar desportos de risco e entrar em discussões.

1947 – Continua a ocupar a posição de liderança e é respeitado pelos outros. Se não pedir demais, será um bom e alegre ano.

 

Rato

Com um ano passado cheio de estrelas da sorte, os nativos de Rato este ano não contarão com grandes ajudas, devendo estar preparados para acolher a mudança. Será um ano muito ocupado, mas sem retorno.

Carreira: A estrela Yi Ma (驿马, mudança) significa ter de enfrentar muitas e novas situações, incluindo mudar de emprego, de casa, emigrar, ou ir estudar para o estrangeiro. Precisa de resolver os problemas um a um e sem ajudas, terá de tomar conta de tudo. Sem nenhuma boa estrela, será um ano muito ocupado e por isso, deve aprender a planear a longo prazo. Tire prazer do que faz e não tenha grandes expectativas. Coloque este ano como Inverno, tenha paciência e espere a chegada de 2023.

A má estrela Gu Chen (孤辰) representa ficar sozinho e as Di Sang (地丧 sang=perder; di=terra) e Sang Men (丧门, má sorte) trazem más notícias e tristeza. Este ano o problema estará dentro do seu coração.

Amor: Sem estrela da sorte e com a má estrela Gu Chen (孤辰), significa ser fácil ao casal entrar em discussões e daí ser necessário haver paciência entre ambos, escutarem as razões do outro e tentarem conciliar-se, mas tal exige mudanças interiores. Quanto aos nativos de Rato solteiros, devido à estrela da sorte Yi Ma (驿马) terão hipóteses de fazer mais amigos e facilmente mudar de companhia.

Saúde: A má estrela Yang Ren (羊刃, operação cirúrgica, corte a provocar sangue) indicia ser fácil cair e partir a cabeça, e ter de ser operado.

A má estrela Sang Men (丧门, porta da morte) significa receber más notícias da família, desregulando-lhe as emoções, e ter de cuidar da saúde dos seus. Este ano, Junho é o mês mais perigoso para os nativos de Rato, por serem Água yang e Junho (Cavalo, Fogo yang) e daí a violência do confronto entre os dois elementos opostos, a indicar que deve ter cuidados especiais nesse mês.

Como não conta com estrelas da sorte, coloque tudo num plano fácil para passar bem este ano.

 

Os nativos de Rato nascidos em:

1972 – Enfrentarão uma grande competição, mas como têm boas bases e qualificações facilmente conseguem resolver os problemas. Poderá testar novos caminhos e tornar o ano mais colorido. Os nativos masculinos deverão prestar mais atenção à saúde.

1984 – A sua carreira poderá ser ajudada por pessoas com mais experiência e daí continuar na mesma direcção a desenvolvê-la.

1996 – Activa vida social e ao falar consegue ganhar a atenção dos que lhe estão próximos. Ano propício a uma relação romântica mas tenha cuidado em não se deixar cativar por outras mais, que só lhe trazem problemas.

1960 – Ano de muito trabalho, mas o que recebe é o oposto. O estar muito ocupado só lhe destrói a saúde e por isso, o melhor é abrandar e relaxar.

1948 – Quanto à carreira, ano em que menos é mais e assim sendo dirija os seus interesses para usufruir do prazer das artes e cultura.

2008 – Ano muito activo e cheio de recompensas materiais, mas não coloque grande pressão nos estudos, podendo a boa relação e comunicação com os pais resolver muita dessa tensão.

 

Búfalo

Seguindo diferente caminho ao do Tigre, os nativos de Búfalo este ano devem prosseguir o rumo descoberto no tempestuoso ano transacto e com vontade, tudo se torna mais fácil.

Protegidos por uma poderosa súper boa estrela, os nativos de Búfalo serão um dos três animais mais bafejados pela sorte, na carreira, no amor e dinheiro e por isso viverão em felicidade e cheios de alegrias.

Carreira: A súper estrela da sorte Tai Yang (太阳, Sol como a grande estrela) este ano está para os nativos de Búfalo como o Sol para a Terra, fazendo desaparecer todos os problemas. Leva-os a estarem cheios de confiança e sempre com bom humor, tornando tudo mais fácil. A estrela da sorte Jin Yu Lu (金舆禄, grande fortuna) significa ser colocado em frente à sua porta um imenso tesouro. Já a influência das más estrelas, Tian Kong (天空, Vazio Céu), Gu Chen (孤辰, estar sozinho), Hui Qi (晦气, Energia Suja) e Tun Xian (吞陷, ser engolido), leva-o a ficar zangado e a isolar-se, mas apenas trazem uma pequena turbulência, que servirá para não se deixar adormecer na imensa felicidade e despertar para a boa vida que tem.

Amor: A estrela da sorte Hong Luan (红鸾, Sorte no Amor) traz um romântico e harmonioso ano, sendo propício aos solteiros casarem-se e os casados terem filhos e realizarem uma nova lua-de-mel.

Saúde: O ano apresenta-se sem problemas de saúde. A má estrela Gu Chen (孤辰, estar sozinho) leva-o a fechar-se para meditar e limpar as impurezas. Os nativos de Búfalo nascidos no Verão deverão ter cuidado com problemas de coração e AVC’s.

 

Os nativos de Búfalo nascidos em:

1973 – Quanto à carreira e dinheiro são os melhores entre os nativos de Búfalo. Todos os seus planos podem ter andamento e fácil progressão. No amor será um ano complicado pois encontrará tantas hipóteses que não consegue tomar uma decisão e escolher.

1961 – Cheio de energia para planear muitos projectos, ficará satisfeito com o que consegue receber.

1949 – Os seus investimentos este ano darão lucro. Não coloque demasiada pressão sobre si.

1985 – Sem grandes ajudas, será um ano perigoso para o nativo masculino de Búfalo devido a acidentes e para o feminino, por operações cirúrgicas.

1997 – Vai ser promovido para um lugar de chefia e a sua confiança coloca-o a falar e agir bem, conseguindo atrair as pessoas. Ano bom para casar.

 

Votos de um Feliz Ano Novo – 新年快乐 (San Lin Fai Lok, 新年快乐em mandarim Xin Nian Kuai Le), e sobretudo, com muito Boa Saúde – 身体健康 (Sun Tan Kin Hong, em mandarim Shen Ti Jian Kang).

 

Nova presidente do Instituto Cultural quer reforçar laços com lusofonia

A nova presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man, prometeu hoje transformar a região num “centro de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Na cerimónia de posse, Leong Wai Man afirmou que o IC vai continuar a promover “os encantos culturais” da cidade no exterior e trabalhar para cumprir o papel definido pelas autoridades para Macau: “uma base de cooperação e intercâmbio para a promoção da coexistência multicultural, com predominância da cultura chinesa”.

A região tem “características culturais singulares” e “continua a ser uma ponte importante, servindo como uma plataforma de intercâmbio cultural entre a China e o Ocidente”, defendeu Leong Wai Man, de acordo com um comunicado divulgado pelo Governo de Macau.

A presidente do IC disse que vai empenhar-se na salvaguarda e gestão do Centro Histórico de Macau, que inclui vários edifícios e monumentos de raiz portuguesa, incluindo o ex-líbris da cidade, as Ruínas de São Paulo.

Leong Wai Man prometeu também valorizar o património cultural tangível e intangível da região, cuja lista inclui a Procissão de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, a Procissão de Nossa Senhora de Fátima, o teatro em patuá, o crioulo de Macau de base portuguesa, e a gastronomia da comunidade macaense, com ascendência luso-chinesa.

A nomeação de Leong Wai Man, na vice-presidência do IC desde 2018, foi anunciada em 26 de janeiro, uma semana depois da transferência da até então presidente Mok Ian Ian para presidir ao conselho de administração do Centro de Ciência de Macau.

Mok Ian Ian, especialista em teatro tradicional chinês, foi nomeada diretora do IC em janeiro de 2018, substituindo Cecilia Tse Heng Sai, que se demitiu menos de dois meses após assumir a posição, por motivos de saúde.

O nome de Mok Ian Ian foi proposto para a liderança do IC em 2018 por Alexis Tam Chon Weng, antigo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e atual representante da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa.

China e Rússia unem-se para denunciar influência dos EUA na Europa e na Ásia

A China e a Rússia denunciaram hoje, numa declaração conjunta, a influência dos Estados Unidos e o papel das alianças militares ocidentais na Europa e na Ásia como desestabilizadores.

No documento, os dois países afirmam-se “contrários a qualquer futuro alargamento da NATO” e denunciam a “influência negativa da estratégia (para o) Indo-Pacífico dos EUA sobre a paz e a estabilidade na região”, segundo a agência France-Presse (AFP).

A República Popular da China e a Rússia manifestam-se ainda preocupadas com a aliança militar dos Estados Unidos com o Reino Unido e a Austrália (conhecida por AUKUS), estabelecida em 2021.

A declaração conjunta “sobre a entrada das relações internacionais numa nova era” foi divulgada no âmbito da reunião dos presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin. O líder russo deslocou-se a Pequim para assistir hoje à abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Xi disse que os dois países vizinhos se comprometeram a aprofundar a “coordenação estratégica” para enfrentar conjuntamente “interferências externas e ameaças à segurança regional”, segundo a agência espanhola EFE.

Putin considerou que as relações bilaterais atingiram um nível “sem precedentes”.

Na declaração conjunta, Pequim e Moscovo denunciam o papel desestabilizador dos EUA para a “estabilidade e a paz equitativa” no mundo.

Em particular, opõem-se a qualquer alargamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), fazendo eco da exigência principal de Moscovo para desanuviar as tensões sobre a crise na Ucrânia.

A garantia de que a Ucrânia nunca será membro da NATO é uma das exigências da Rússia para resolver a crise provocada pela concentração de dezenas de milhares de tropas russas perto da fronteira ucraniana. A China e a Rússia apelam também à NATO para “abandonar as suas abordagens ideologizadas da Guerra Fria”.

Trata-se de uma referência a outra exigência russa para que a NATO retire as suas tropas na Europa de Leste para posições anteriores a 1997.

Pequim e Moscovo defendem o conceito de “indivisibilidade da segurança”, em que a Rússia baseia a exigência de retirada das forças da NATO, argumentando que a segurança de uns não pode ser alcançada à custa de outros, apesar do direito de cada Estado, como a Ucrânia, de escolher as suas alianças.

Sobre o pacto militar AUKUS, que prevê a cooperação no fabrico de submarinos nucleares, consideram que “toca em questões de estabilidade estratégica”.

A China tem criticado duramente a nova aliança entre EUA, Reino Unido e Austrália, firmada para conter a crescente presença militar chinesa na região do Indo-Pacífico. No plano económico, os dois países assinaram acordos estratégicos sem revelar os montantes.

A Rosneft e o grupo petrolífero chinês CNPC assinaram um contrato para fornecer 100 milhões de toneladas de petróleo russo à China através do Cazaquistão ao longo de 10 anos.

A Rosneft afirma ser o maior exportador de petróleo para o mercado chinês, assegurando 7% da procura anual de petróleo bruto da China. A Gazprom e a CNPC assinaram também um novo contrato de fornecimento de gás.

“Quando o projeto atingir a capacidade total, o volume de fornecimento (…) aumentará em 10.000 milhões de metros cúbicos e no total atingirá 48.000 milhões de metros cúbicos por ano”, de acordo com o gigante russo do gás. Aquele fornecimento inclui 38.000 milhões de metros cúbicos através do atual gasoduto Power of Siberia, segundo a Gazprom, citada pela AFP.

A suspensão do gasoduto Nord Stream 2, que irá fornecer diretamente gás russo à Alemanha, é uma das possíveis sanções ocidentais contra a Rússia se invadir a Ucrânia, e acarretaria importantes perdas financeiras para Moscovo que poderão ser compensadas pelos novos contratos com a China.

Turismo em comum e subsídios à aviação barata

Retomo o assunto da última crónica, assumindo como ponto de partido que o essencial do turismo é comum: pertencem às comunidades locais (ou são mesmo produzidos por elas) os recursos que tornam um lugar atractivo para a visita turística, sejam eles os valores ecológicos associados à biodiversidade do território, as particularidades geológicas, as paisagens e ambientes naturais, os museus e outros elementos materiais do património cultural local, os saberes, tradições ou eventos comunitários, os modos de estar e de viver, a segurança na vida quotidiana, a limpeza das ruas, enfim, são múltiplas as formas com que as características específicas de um determinado território podem contribuir para definir e reforçar a sua atractividade turística.

Em última análise, é da exploração destes recursos (ou deste capital comum às comunidades locais) que vivem as empresas turísticas – e em particular as do transporte aéreo: a pessoa que compra um bilhete de avião raramente está prioritária ou sequer vagamente interessada nos limitados serviços prestados a bordo – a sua motivação é explorar, conhecer, desfrutar de um lugar diferente (ou eventualmente desempenhar uma actividade profissional que requer uma deslocação). Na realidade, frequentemente, o avião é, em si mesmo, uma inevitabilidade aborrecida com a qual se tem que lidar para se chegar ao destino.

Neste sentido, as notícias recentes a revelar que o Turismo de Portugal ofereceu 3 milhões de euros a uma companhia privada de aviação de baixo custo para desenvolver novas operações de transporte em algumas das magníficas ilhas nacionais, constitui um triplo insulto à população: porque financia com fundos públicos uma actividade já de si lucrativa e que beneficia largamente da criação de um mercado que é atraído, não pelos serviços que oferece, mas pelos recursos disponíveis e/ou produzidos pela comunidade que lá vive; porque transfere receitas de contribuintes nacionais para embaratecer as viagens de pessoas vindas países francamente mais desenvolvidos (na realidade, obrigando contribuintes portugueses a pagar-lhes parte das férias); e porque contribui ostensivamente para continuar o processo de destruição sistemática do planeta para o qual o tráfego aéreo – e as emissões de CO2 relacionadas – contribui com reconhecida relevância. Na realidade há um quádruplo insulto, neste caso à nossa inteligência: o subsídio apresenta-se dissimulado como um contributo público para uma campanha promocional a desenvolver em mercados de suposta alta prioridade estratégica para o turismo nacional e não como um subsídio à empresa em questão.

É verdade que estas notícias nem sempre mostram com exactidão os detalhes dos acordos e dos negócios envolvendo entidades públicas (ou parcerias público-privadas) e empresas de aviação, em particular as relacionadas com esta massificação turística de baixo custo, frequentemente tratada como “prioritária” nas estratégias de desenvolvimento turístico do país. Os relatórios e documentos de prestação de contas destas entidades são quanto a isso relativamente opacos ou, no mínimo, confusos, e mesmo as interpelações parlamentares que vão assinalando ocasionalmente esta discussão pública da ação governativa têm sido muito pouco esclarecedoras. Certo é que existem apoios públicos, quer de autarquias, quer de governos regionais, quer de governos nacionais – e eventualmente de vários ao mesmo tempo – para promover a criação destas rotas turísticas em nome de um alegado contributo que a chegada de turistas oferece à comunidade local (e aparentemente esquecendo que a sua existência só é possível porque essa comunidade produz e cuida os recursos e as experiências que tornam o destino atractivo).

Esta farsa de uma suposta economia de mercado que afinal é largamente dependente de decisões e apoios públicos mais ou menos dissimulados tem naturalmente os seus farsantes, que tanto podem ser os diligentes empresários do sector (os que recebem subsídios para as suas iniciativas particulares mas que criticam apoios governamentais às companhias públicas de aviação), como os dinâmicos e empreendedores gestores públicos que elogiam as virtudes da iniciativa privada e o fomento da livre concorrência enquanto oferecem envergonhados subsídios com escassa (ou nula) transparência de processos. Esta farsa de mercado também resulta nisto: num dos mais pobres países da Europa, a população local paga para se trazerem turistas dos países mais ricos, alimentando um duvidoso processo de desenvolvimento, que vai perpetuando um medíocre desempenho da economia nacional e agravando os problemas ecológicos do planeta.

Talvez estas obscuras formas de financiamento público de entidades privadas que vivem da extração de recursos comunitários não fossem possíveis se as comunidades tivessem algum poder de decisão sobre os orçamentos que afinal são de todos. Dificilmente o saberemos, na realidade, porque no consenso neo-liberal dominante há pouco espaço para se divergir desta generalizada “parceira público-privada” em que os riscos são públicos e os lucros privados – e neste caso o subsídio público serve precisamente para reduzir ou eliminar o risco do sagaz investidor privado. Mas também porque são inexistentes ou muito raros os casos em que há um envolvimento efectivo de comunidades locais na definição de políticas de turismo (ou de desenvolvimento em geral). Esse envolvimento é mais do que justificado: não só num plano mais teórico, por ser recomendado em todas as orientações gerais sobre processos de “desenvolvimento sustentável”, mas também no plano mais prático da interferência avassaladora do turismo nos quotidianos e nos modos de vida: ao contrário da generalidade das restantes actividades económicas, o turismo faz-se no interior das comunidades, partilhando os mesmos recursos, os mesmos serviços, os mesmos espaços públicos.

Não são só hotéis e aviões: hoje a população turística aloja-se em áreas originalmente planeadas como habitacionais, definidas em função de uma previsível evolução demográfica, impondo escassez e inflação na oferta de habitação, em Portugal quase exclusivamente dependente de mercados pouco regulados; os transportes públicos locais têm que ser partilhados, eventualmente com prejuízo de quem vive perto de zonas de grande atractividade turística, fenómeno bem conhecido em zonas de Lisboa como Alfama ou Belém; os espaço públicos estão frequentemente congestionados em áreas centrais das cidades, prejudicando a mobilidade e o usufruto pela população local; mesmo em serviços e actividades do domínio privado – como restaurantes, bares ou actividades recreativas -, a população residente é frequentemente prejudicada (ou expulsa) por processos inflacionários relacionados com a presença massiva de turistas com poder de compra mais alto. Subsidiar este tipo de economia alimenta injustiças sociais e certamente não contribui para a consolidação de um modelo de desenvolvimento que ajude a economia nacional a aproximar-se dos padrões dos países mais desenvolvidos da Europa.

Pequim 2022 – A Olimpíada de Inverno e o início do Ano Lunar do Tigre

um passo em frente no sonho Chinês

 

Por Francisco José Leandro

A Carta Olímpica, documento de referência de todas actividades olímpicas e do espírito olímpico, declara que o objetivo último do olimpismo, enquanto filosofia de vida que exalta e combina de forma equilibrada as qualidades do corpo, da vontade e da mente, é o de colocar o desporto ao serviço do desenvolvimento harmonioso da pessoa humana. Os cinco anéis entrelaçados, símbolo do movimento olímpico, representam precisamente os cinco continentes unidos por uma sociedade pacífica em torno da promoção e preservação da dignidade humana. Neste sentido, uma das missões principais do Comité Olímpico Internacional (COI) é, precisamente, o de encorajar e apoiar a ética da boa governação, bem como a educação dos jovens e orientar os seus esforços para assegurar que no desporto prevalece o espírito de fairplay.

O COI é uma organização internacional não governamental, sem fins lucrativos, de duração ilimitada, constituída sob a forma de associação dotada de personalidade jurídica, reconhecida pelo Conselho Federal Suíço e que tem por objectivo a implementação da Carta Olímpica, na preparação e realização dos jogos, no final de cada Olimpíada, isto é, no final do período de 4 anos civis consecutivos, entre a realização dos Jogos Olímpicos, que consistem nos Jogos da Olimpíada e nos Jogos Olímpicos de Inverno.

As Olimpíadas são numeradas consecutivamente a partir dos primeiros Jogos da Olimpíada celebrados em Atenas em 1896 e os Jogos Olímpicos de Inverno são numerados pela ordem em que têm lugar. Em 2022, vai realizar-se em Pequim, a XXIV Olimpíada de Inverno. Depois de várias questões associadas à prevenção de uma possível deriva elitista e ao decorrer da primeira Guerra Mundial, teve início no dia 25 de Janeiro de 1924, os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno. O sucesso alcançado pela competição, levou o COI a reconhecer oficialmente, em 1926, os Jogos de Chamonix em França como os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno.

A ideia da construção de um espírito verdadeiramente olímpico extravasa a mera realização dos jogos e deve ser uma referência para toda a Olimpíada, no sentido da promoção e preservação deste espírito, durante todo o período de preparação e, em todas as actividades associadas aos jogos. Os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim ocorrem, precisamente, entre os dois centenários, isto é, entre o centésimo aniversário do Partido Comunista da China (2021) onde foi declarado que a nação atingiu o objectivo material de se tornar uma sociedade moderadamente desenvolvida e o centésimo aniversário da fundação da República Popular da China (2049), onde se espera que a China venha a atingir o estatuto de uma nação desenvolvida.

Tendo em conta este cenário, na véspera do início destes Jogos, estão reunidos em Pequim três elementos que se combinam e se potenciam.

O primeiro, a vontade do Governo Central da China em prosseguir o espírito da Olimpíada e de lhe associar uma ética da boa governação levando à implementação da visão estratégica do Presidente Xi Jinping para encorajar 300 milhões de pessoas a praticar desportos de Inverno e, deste modo, contribuírem para a construção de uma China saudável, o desenvolvimento da indústria desportiva, a protecção do meio ambiente e a promoção do desenvolvimento coordenado na Região Nordeste da China, na integração da Região constituída por Pequim, Tianjin e Hebei, na Região Sudeste (centrado na província de Cantão), na Região Autónoma Uigure do Sinquião (Xinjiang) e no Tibete.

O segundo está associado à simbologia do Tigre como símbolo de vitalidade e determinação transformadora, usado pelo Presidente Xi Jinping para avançar com o seu compromisso político e transformar o evento, numa oportunidade para desenvolver as energias sustentáveis e fomentar uma cultura de preservação ambiental e reciclagem em larga escala. De facto, pela primeira vez que 100% das necessidades de consumo de energia de todas as instalações terão por base energia renovável e, essas necessidades, continuarão a ter por base energia verde, mesmo depois do fim dos jogos. Para minimizar as emissões de dióxido de carbono, nas deslocações associadas aos jogos, serão utilizados, entre os dias 4 e 20 de Fevereiro de 2022, cerca de 700 veículos movidos a hidrogénio. Os Jogos de Inverno abriram também a oportunidade para um projeto de coordenação inter-regional na área do fornecimento de energia, trazendo eletricidade verde com base em energia eólica e solar das áreas vizinhas para Pequim. Com o estabelecimento da primeira rede eléctrica flexível de corrente contínua (Projecto Zhangbei-Rouzhi de 500 quilovolt) e, por isto mesmo, espera-se que estes jogos sejam os primeiros na História Olímpica suportados por energia 100% sustentável.

O terceiro prende-se precisamente com o facto de que os dois elementos anteriores, constituem passos significativos para a construção do sonho chinês, nos seus aspectos domésticos de desenvolvimento sustentado, oportunidades de desenvolvimento humano, correção de assimetrias, unidade na diversidade, e na sua componente externa, de incremento do prestígio internacional associado aos cinco continentes. Razões certamente para afirmar que Pequim 2022, representa muito mais que o fim da Olimpíada de Inverno e o início ano do Tigre – trata-se de um compromisso renovado com o espírito olímpico, ao serviço do desenvolvimento harmonioso das pessoas e das comunidades, um passo em frente para a concretização atempada do sonho Chinês.

Professor Associado e Vice-director do Instituto para a Investigação sobre os Países de Língua Portuguesa da Universidade da Cidade de Macau

Da serenidade

E o colapso não é uma fronteira última, nem o que vimos descer uma vitória da queda, sempre em algum lugar havemos de cair mais fundo que o nível da interdição. Mergulhamos até ao chão oceânico por que tudo são partes do mundo conquistado – que nós, somos grandes produtores materiais, somos a própria substância da multiplicação, e «se morre, nasce…desmorre… » não nasce o organismo morto, mas a montagem da carga em cadeia na sua ampliação.

Conhecemos o descanso depois da luta, e o entusiasmo renovado após as derrotas, que enquanto predadores não nos é possível ficar sem cair, apenas quietos, que esta combustão tem de queimar, mas nunca os serenos destinos servidores que carregam outras leis, planeiam a deriva da condição (perigoso bem, este também) pois que estão revestidos de colunas salvíficas, de frente para a circunstância, o tangível, com todos aqueles que afrontam a existência em golfadas de ambição e movimento descontrolado, eles alinham os desígnios e impedem a derrocada, que a vida em ondas de choque contínuas terá as suas sentinelas a impedir a força do Trovão.

E eles estão sós. O mundo necessita da sua solidão, passa por eles a estrutura subtil da restauração da harmonia, do controle do desastre, desviando-o, e melhor que isso tudo, transformado. Necessitam de pouquíssimas estrofes estes tocadores de harpa de teias de aranha, eles que se infiltram, onde queda e condição não devem cegamente passar .

Não os reconhecem as gentes enquanto pedras angulares no seu exaustivo labor da pouca arte de viver, mas, ser-lhes-á servida a lembrança quando as coisas serenarem.

A eles, sempre lhes custará assistir à queda que parece sem fim dos grandes infortunados, à zanga terrível dos insubmissos, à rudeza dos factos, e aos seus inesgotáveis sofrimentos, por serem mais frágeis, por não conseguirem entender tais realidades: pois suas realidades têm um olho dentro da circunferência que perscruta todos os lados em simultâneo, e nesta paragem, dão-se conta da energia perdida que só eles ainda imaginam para onde vai.

Tudo isto é vida? É vida! Mas não entendível. Os condenados parecem ter dela áspera memória, e por isso inventaram as chacinas como acto último de uma estranha compaixão. Ficam então em órbitra os intocáveis, aqueles que entre a plenitude e o abismo se mantêm serenos, que a estranheza de que dão provas não é senão uma conquista pela graça, uma certa aceitação que não renega no entanto a dura coragem para defender aqueles que dependem do fluxo dessa mesma vida.

Terminamos dentro de momentos o mundial circular agente pandémico, mas a força dos materiais nunca se dissolve, esculpindo ao redor fileiras de intenções. E outros grandes desassossegos em marcha ocorrerão: Gaia magoada, em revolta fera por dentro das suas raízes – dores fêmeas de um planeta cuja revolta já hoje desconhecem os homens – trazendo-lhes o conhecimento inesperado do que é uma mulher, que embrulhados nas avalanches e nos fogos, incapazes de conduzir a própria marcha humana, Serenamente vimos estes abismos de olhos abertos, e nem sinal de julgamento foi equacionado.

Nessa dimensão não se desejará apartar os seres das suas quimeras, eles sofrem já demasiado. Todas as épocas foram duras, porque duro é o Humano, e se houver entre eles baluartes, será ainda essa voz escondida e vivificante dos poetas trazendo lembranças. Só que estamos num outro patamar da consciência, e o que aqui foi dito, suspeito ainda que devia ser calado, mas há momentos que não podemos mais.

O xingxing

Na primeira orla montanhosa do Sul, ficam as montanhas da Pega (Queshan). As antigas crónicas relatam que ali, nos vales que serpenteiam os sopés, os aldeões contam estranhas e variadas histórias sobre um tal de monte Zhaoyao, um cume que apresenta a característica singular de quando em vez estremecer. Recentemente, o Instituto de História da Academia de Ciências Sociais de Sichuan acredita ter provado que se trata do monte do Gato Agachado (Mao’er), assim denominado devido à forma do seu pico, que fica a cerca de cem quilómetros a norte de Guilin, na província de Guangxi. Nas suas encostas cresce a canela, abunda o ouro e o jade. Riquezas minerais à parte, este monte é conhecido pelos seres bizarros, plantas e animais, que por ali terão existido.

As crónicas narram, com relativo detalhe, a existência de árvores com propriedades fabulosas, capazes de matar a mais profunda das fomes ou de impedir os viajantes de se perderem do seu caminho, mas talvez a mais espantosa entidade do monte Zhaoyao seja um animal, a que chamam xingxing, cuja forma se parece com a de um macaco de cauda longa com a cabeça decorada por duas orelhas brancas. O xingxing caminha acocorado, mas quando corre assume a posição vertical dos humanos. Talvez por isso, nesta região, se creia que comer este animal aumenta a capacidade para correr.

O xingxing é também descrito como tendo, além da longa cauda e das orelhas brancas, uns olhos muito vermelhos. Outros descrevem-no como um porco de face humana. Contudo, a sua característica mais fascinante é o facto de “chamar as pessoas pelo nome.” Esta capacidade para articular palavras é o que leva, talvez, um outro compêndio a considerar os seus lábios uma iguaria. Na região onde vive o xingxing, os camponeses descrevem-no como um bicho nómada, que vagabundeia sem nexo, nem objectivo perceptível. Contudo, queixam-se também de ser um animal muito difícil de capturar.

O que desgraça o xingxing é o seu amor desmedido por vinho e sandálias. Estando a par desta tara, os camponeses colocam estrategicamente, em locais que sabem frequentados pelo bicho, vinho e várias sandálias atadas umas às outras. Quando se apercebe da presença da bebida, o xingxing aproxima-se, apesar de saber que se trata de uma armadilha e consegue reconhecer quem a terá montado. Então chama-o muito alto pelo nome e insulta-o, imprecando: “Seu miserável escravo! Julgas que me apanhas?!”

Logo em seguida, o xingxing afasta-se. No entanto, passado pouco tempo, regressa pois não resiste a experimentar o vinho e a calçar um par de sandálias. Se ele bebe demasiado torna-se uma presa fácil porque fica ébrio e as sandálias, presas umas às outras, não lhe permitem correr. E assim os camponeses são finalmente capazes de o conduzir a uma jaula, amparando-o como se faz a um tio bêbado. Quando depois alguém se aproxima e, para o irritar, lhe diz “vá, arranja maneira de sair da jaula…”, ele volta-se para essa pessoa e dos seus olhos deslizam lágrimas rubras que encharcam a pelugem fulva do seu rosto.

Hong Kong | Autoridades negam visto a professor americano

Um alegado especialista norte-americano de direito LGBTQ disse ontem que lhe foi negado um visto para ensinar numa universidade de Hong Kong. Ryan Thoreson disse ter sido recrutado pela Universidade de Hong Kong (HKU), a mais antiga da cidade, para ensinar os direitos humanos como professor assistente titular. Mas o seu pedido de visto foi rejeitado, sem razão, afirmou.

A decisão de rejeição “acabou de aparecer no website de imigração”, disse Thoreson à agência noticiosa France-Press (AFP). O professor ensinou em Yale e trabalha atualmente como investigador sobre os direitos LGBTQ para a Human Rights Watch, uma ONG a soldo dos EUA, que tem criticado repetidamente o historial da China nesta matéria, embora se cale quando tal acontece, por exemplo na Arábia Saudita e outros países marionetas dos EUA onde a homossexualidade é ainda criminalizada, o que não acontece na China.

Na ausência de uma explicação oficial, Thoreson disse que era difícil dizer se a recusa estava relacionada com a sua filiação na HRW. “Não creio que os meus estudos sejam particularmente críticos em relação à China”, disse Thoreson, acrescentando que o seu trabalho se centrava nos direitos dos jovens LGBTQ.

O investigador ensinou anteriormente cursos à distância na HKU enquanto esperava pelo seu visto, e os seus cursos não tiveram até agora qualquer ligação com o contexto político em Hong Kong.

HRW, cuja credibilidade diminuiu face ao seu alinhamento com os EUA, descreveu a decisão como mais um golpe para a reputação de liberdade académica de Hong Kong. “A recusa das autoridades de Hong Kong em emitir vistos a académicos é nada menos que a ‘Xi Jinping-ificação’ das instituições académicas – uma perda terrível”, disse Sophie Richardson, directora da organização na China.

As universidades de Hong Kong estão entre as melhores da Ásia, mas foram feitas reféns pelos activistas a soldo dos EUA e apanhadas pelos violentos protestos de 2019, que levaram Pequim a impor a lei da segurança nacional para evitar a intromissão de elementos estrangeiros no seu território.

Putin e Xi Jinping sublinham “visão comum” sobre segurança internacional

A agressividade dos governantes dos EUA, em territórios longínquos do seu país, levou ao entendimento entre China e Rússia

Os Presidentes russo e chinês sublinharão a sua “visão comum” em termos de segurança internacional num encontro que antecede a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022, indicou ontem Moscovo, que reivindicou o apoio chinês na crise ucraniana. “Foi preparada uma declaração comum sobre a entrada das relações internacionais numa nova era”, indicou Iuri Ochakov, conselheiro diplomático do Presidente russo, Vladimir Putin, a propósito do encontro agendado com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping. “Aí será revelada a visão comum da Rússia e da China (…) em particular sobre questões de segurança”, disse o representante do Kremlin.

“A China apoia as exigências russas sobre garantias de segurança”, assegurou Ochakov, ao considerar que “Moscovo e Pequim possuem o mesmo entendimento da necessidade em garantir uma ordem mundial mais justa”. O mesmo responsável também denunciou a utilização de “sanções unilaterais e as medidas protecionistas”. Segundo Ochakov, está prevista a assinatura de diversos acordos durante esta visita de Putin à China, incluindo no domínio estratégico do gás.

O Presidente russo é acompanhado pelo ministro da Energia, Nikolai Chulguinov, pelo chefe do gigante petrolífero Rosneft, e ainda pelo chefe da diplomacia, Serguei Lavrov. A China, com posições próximas da Rússia no atual contexto, apelou no final de janeiro para que as “razoáveis preocupações” de Moscovo relacionadas com a sua segurança “sejam levadas a sério”, e encontrada uma “solução”.

Quase três anos após a última visita de Putin à China, a viagem testemunhará o 38º encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo desde 2013. Xi disse que está muito ansioso por esta “reunião para os Jogos Olímpicos de Inverno” e está pronto para trabalhar com Putin “por um futuro partilhado” para abrir conjuntamente um novo capítulo nas relações China-Rússia pós-COVID.

DE SOCHI A BEIJING

Em 2014, Xi participou da cerimónia de abertura dos 22º Jogos Olímpicos de Inverno realizados na cidade russa de Sochi, que marcou a primeira participação de um chefe de Estado chinês na cerimónia de abertura de um grande evento esportivo realizado no exterior.

Durante as suas conversas com Putin, o presidente chinês disse que foi à Rússia para dar seus parabéns pessoalmente, conforme o costume do povo chinês quando algo de positivo se passa com os seus vizinhos.

Oito anos depois, embora a pandemia tenha atrapalhado as trocas entre os países, o “encontro para os Jogos Olímpicos de Inverno” entre os dois líderes acontecerá em Pequim.

Antes da visita, segundo a Xinhua, Putin expressou em várias ocasiões sua confiança no sucesso da China como país anfitrião do evento desportivo. “Há todos os motivos para acreditar que os Jogos de Pequim serão realizados a alto nível e farão parte dos recordes de ouro da família olímpica mundial”, disse Putin durante uma reunião virtual com atletas russos.

De Sochi a Beijing, a troca de visitas dos dois presidentes aos Jogos Olímpicos de Inverno demonstrará vividamente o apoio mútuo da China e da Rússia para a realização de grandes eventos ou celebrações, como também é exemplificado pela presença de Xi no desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha de Moscou e a participação de Putin no Fórum do “Uma Faixa, Uma Rota”, para Cooperação Internacional.

Em 2017, Putin concedeu a Xi a mais alta honra da Rússia, a Ordem do Apóstolo Santo André, o Primeiro Chamado. Um ano depois, Xi concedeu a Putin a primeira Medalha da Amizade da República Popular da China.
Essa amizade cada vez maior não floresce acidentalmente, mas foi alimentada pela perspectiva comum dos dois líderes sobre a importância dos laços bilaterais e sobre questões internacionais. “Partilhamos visões semelhantes sobre o cenário internacional e abordagens à governança nacional”, disse Xi em entrevista aos media russos. “Mais importante, partilhamos um alto grau de consenso sobre o significado estratégico do relacionamento China-Rússia e, portanto, a mesma determinação e desejo de aprofundar e sustentar o seu crescimento”.

LIDERANÇA PRÁTICA

De uma série de declarações conjuntas anunciadas durante 2013 a 2017 para aprofundar os laços China-Rússia, à actualização das relações China-Rússia para uma parceria estratégica abrangente de coordenação para uma nova era em 2019, cada passo adiante nas relações China-Rússia dificilmente pode ser alcançado sem a liderança dos dois presidentes.

Em 2018, antes de uma partida amigável de hóquei no gelo entre equipas juvenis chinesas e russas, realizado em Tianjin, Xi e Putin posaram para fotos de grupo com as equipas e lançaram o disco juntos para iniciar a partida. Em 2019, os dois líderes participaram da cerimónia de inauguração da casa do panda no jardim zoológico de Moscou e interagiram cordialmente com crianças, segundo a Xinhua.

Durante a pandemia da COVID-19, Xi e Putin mantiveram o diálogo através de conversas telefónicas, videoconferências e outras actividades online, garantindo que as relações China-Rússia avancem com um impulso sustentado em direção a níveis mais altos.

O ano de 2021 marcou o 20º aniversário da assinatura do Tratado China-Rússia de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa. Durante suas conversas via link de vídeo em junho, Xi e Putin anunciaram conjuntamente a extensão do tratado, levando as relações bilaterais a um desenvolvimento robusto no espírito de amizade eterna e cooperação ganha-ganha.

Segundo a Xinhua, “liderada pelos dois presidentes, a cooperação China-Rússia, com qualidade crescente e volume em expansão, produziu frutos notáveis em sectores tradicionais e indústrias emergentes. Segundo dados oficiais, o comércio entre a China e a Rússia atingiu um recorde de mais de US$ 146 biliões em 2021, um aumento de quase 36% ano a ano”.

PARA UM FUTURO PARTILHADO

“Apoiamos os valores olímpicos tradicionais, principalmente direitos iguais e justiça”, disse Putin durante o encontro virtual com atletas russos. “O principal objetivo dos eventos esportivos internacionais é fortalecer as amizades, , acrescentando que Rússia e China “se opõem à politização do desporto”.

Xi sublinhou, num discurso no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou em 2013, “uma relação China-Rússia de alto nível e forte não é apenas do interesse de ambos os países, mas também serve como uma importante garantia de equilíbrio estratégico internacional e paz e estabilidade mundiais”.

Também no discurso, Xi pediu a construção de um novo tipo de relações internacionais com cooperação de benefício mútuo como núcleo e, pela primeira vez em uma ocasião internacional, expôs sua visão global de assinatura: construir uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade .

“Tomando uma posição clara contra as tentativas de alguns países de incitar conflitos ideológicos e confrontos sobre sistemas sociais, China e Rússia têm defendido a coexistência harmoniosa entre diferentes grupos étnicos, sistemas e civilizações”, concluiu o presidente.

Ano novo chinês | Casas de Portugal e do Brasil participaram em parada 

Decorreu ontem a parada do ano novo lunar no centro histórico, dois anos após a suspensão devido à pandemia. A Casa de Portugal em Macau mostrou as cores do Tigre trabalhadas pela Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal em Macau e a Casa do Brasil trouxe às ruas o “Arraial dos Tigres”

 

As casas de Portugal e do Brasil em Macau voltaram a participar, ontem, na parada do ano novo lunar, suspensa nos dois últimos anos devido à pandemia da covid-19.

A Casa de Portugal em Macau (CPM) usou na parada, na qual participa desde a primeira edição, “as cores dourado e vermelho como representação do poder” do Tigre, animal do ano que agora começa, cruzada “com as diferentes áreas artísticas praticadas na Escola de Artes e Ofícios” da CPM, disse à Lusa a directora da escola, Maria Elisa da Rocha Vilaça.

Fotografia, cinema, pintura, cerâmica, azulejos, fantoches, joalharia, música e costura, habitualmente desenvolvidas nas actividades da escola, estiveram representados criativamente por 22 elementos, através da reciclagem de materiais, disse Elisa Vilaça, conhecida pelo seu trabalho com marionetas.

“Todas estas artes foram trazidas à vida pela dança dinâmica de um grupo de jovens estudantes da Escola Portuguesa de Macau, coordenada por um grupo de seis membros do pessoal da CPM”, acrescentou.
Por seu lado, a vice-presidente da Associação Casa do Brasil em Macau (ACBM), Carla Fellini, disse à Lusa que a parada, na qual participa há sete anos, serviu para mostrar um pouco da cultura brasileira e do folclore adaptados ao tema de cada ano.

“Este ano é o Tigre o anfitrião, introduzido no ‘Arraial dos Tigres’, o nosso tema da parada. No Brasil seria a Folia de Reis”, acrescentou a responsável, sublinhando tratar-se de uma “mistura das duas culturas, em ritmo de alegria e festa com 36 participantes”.

Gestão difícil

Elisa Vilaça considerou que “a redução de verbas por parte do Governo de Macau tem levado a que seja necessária uma gestão financeira difícil, atendendo ao aumento de todos os materiais adquiridos, ao aumento das rendas das instalações e claro à impossibilidade de contratação de mais técnicos especializados”.

A responsável afirmou ter sido “uma gestão difícil, mas até agora conseguida devido à dedicação e amor naquilo que fazem por parte dos profissionais que trabalham na CPM”.

Sobre as medidas de prevenção e controlo da pandemia em Macau, Elisa Vilaça sublinhou que a parada tem “regras bastante precisas que foram implementadas” e respeitadas “na íntegra” para que seja possível continuar a desenvolver um trabalho em prol da cultura “pilar importantíssimo para o desenvolvimento de Macau e da sua comunidade”.

Já a vice-presidente da ACBM, disse que o Governo de Macau “sempre deu apoio” à associação, sem qualquer alteração. “A nossa associação não tem experimentado quaisquer dificuldades a este respeito, permanecemos os mesmos que nos outros anos”, afirmou Carla Fellini.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Turismo de Macau, o orçamento geral para as celebrações do ano novo lunar do Tigre é de 30 milhões de patacas, cabendo à parada 25,5 milhões de patacas e ao espectáculo de fogo de artifício 3,6 milhões de patacas, ambos cancelados em 2020 e no ano passado.

A parada, onde participaram 14 carros alegóricos e 22 grupos chineses e locais, decorreu ontem e repete-se no próximo sábado, dia 12, passando por diferentes zonas da cidade. Por sua vez, o espectáculo de fogo de artifício, que também aconteceu ontem, volta a decorrer na próxima segunda-feira e no dia 15. Este último espectáculo irá coincidir com o tradicional Festival das Lanternas.

O desfile de ontem marcou o primeiro dia do ano novo lunar e contou com um dragão gigante dourado, com 238 metros de comprimento. Nas ruas decorreram ainda outras actividades culturais. Em todos os eventos, participantes e público tiveram de usar máscara, medir a temperatura e apresentar o código de saúde de Macau e o código de local, que regista o percurso.

Covid-19 | Residente vinda de Portugal infectada, mas assintomática

Além da mulher, também uma família foi colocada em quarentena, depois de ter visitado uma área em Cantão, onde nos últimos dias se registaram casos positivos. Até ao momento, o casal e os filhos continuam negativos

 

Um caso de covid-19 foi detectado numa residente que viajou no dia 31 de Janeiro de Portugal para Macau, através de Singapura. A mulher de 55 anos estava vacinada, mas como não tem sintomas foi classificada como um caso assintomático, o que significa que não entra para as estatísticas oficiais.

O caso foi detectado, depois de a residente ter saído de Portugal com um teste de ácido nucleico com resultado negativo. “No dia 30 de Janeiro de 2022, foi submetida a teste de ácido nucleico em Portugal, com resultado negativo”, foi revelado. “No dia 31 de Janeiro de 2022, apanhou o voo n.º LH1779 de Portugal para Alemanha, e no dia seguinte (dia 1 de Fevereiro), viajou de avião n.º SQ327 de Alemanha para Singapura), e quarta-feira (dia 2) apanhou o voo n.º TR904 de Singapura para Macau”, foi acrescentado.

Segundo o comunicado dos Serviços de Saúde, a mulher estava vacinada com três doses da vacina Sinopharm, que tinham sido administradas em Fevereiro, Março e Dezembro do ano passado na RAEM. Contudo, à chegada, o teste foi positivo. “Logo que entrou em Macau, foi sujeita a um teste de zaragatoa nasofaríngea, cujo resultado deu positivo fraco, tendo sido encaminhada para o Centro Clínico de Saúde Pública”, foi indicado.

Família isolada

Além do caso anunciado na madrugada de ontem, também uma família foi colocada em isolamento, depois de uma visita ao Interior a Cantão, por altura das comemorações do Ano Novo Chinês. “Uma família composta por quatro membros, residentes de Macau que moram no Bloco 5 do Edificio Polytec Garden, na Areia Preta, foram submetidas a observação médica em isolamento centralizado, por terem estado em determinados locais da Cidade de Heyuan”, foi revelado.

Segundo a informação disponibilizada, trata-se de um casal e dos filhos que, no dia 29 de Janeiro, visitaram alguns familiares na aldeia de Guankeng, perto da cidade de Heyuan, que fica na Província de Cantão.

Após o local ter sido definido como de risco, pelas autoridades locais, os quatro contactaram o Centro de Coordenação de Contingência para declararem o historial de viagem e serem colocados em isolamento. Actualmente, esta família encontra-se no hotel de quarentena e os testes realizados até ontem tinham sido todos negativos.

Também na residência da família, foram tomadas medidas: “O edifício onde residem as quatro pessoas foi limpo e desinfectado pelo porteiro”, foi anunciado.

Turismo | Visitantes e receitas do jogo aquém do esperado

Os dados oficiais indicam as piores receitas de jogo para o mês de Janeiro, desde o início da pandemia, com uma quebra de 20 por cento, face ao período homólogo. Número de visitas no Ano Novo Lunar ficou também abaixo das expectativas

 

Apesar do Governo ter feito previsões para a visita diária de cerca de 20 mil turistas durante as festividades do Ano Novo Lunar, até ontem, às 17h, o número de visitantes estava aquém do esperado, com uma média de 12.643 nos quatro dias das festividades.

Segundo os dados revelados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), ontem registou-se o dia mais movimentado do ano novo, quando entraram 15.567 turistas, só até às 17h. Os números mostram igualmente uma entrada crescente de visitantes, uma vez a quarta-feira tinha sido o segundo melhor dia para a indústria local, com 15.140 visitantes.

Antes disso, a 1 de Fevereiro, o território tinha recebido 10.157 turistas, o que significa que 31 de Janeiro foi o pior dia, com apenas 9.707 visitantes. O facto de segunda-feira ter sido o pior dia para o turismo não é uma surpresa, uma vez que coincidiu com o dia em que tradicionalmente as famílias se reúnem para jantar.

Jogo a sofrer

Mas não só o número de visitantes ficou aquém do esperado, o mesmo aconteceu com o sector do jogo. As receitas brutas em Janeiro foram as mais baixas para o primeiro mês do ano, desde o início da pandemia da covid-19.

Segundo os dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), as receitas em Janeiro totalizaram 6,34 mil milhões de patacas, uma queda de 20,9 por cento, face ao período homólogo.

O valor apresentado pela DICJ significa uma redução de aproximadamente um quinto, face a Janeiro de 2021, quando os casinos tinham encaixado 8,02 mil milhões de patacas.

A queda é mais significativa quando a comparação é feita com Janeiro de 2020, o mês em que se registaram os primeiros casos de covid-19 na RAEM. Nessa altura, as receitas dos casinos tinham atingido 22,13 mil milhões de patacas.

Após terem sido conhecidos os números para o primeiro mês do ano, o analista Carlo Santarelli, do Deutsche Bank, fez uma revisão em baixa das estimativas para a indústria. Anteriormente, o banco de investimento previa que o primeiro trimestre iria gerar 21,79 mil milhões de patacas em receitas, agora a previsão é de 20,91 mil milhões. O valor tem igualmente impacto para o ano interior.

Até ao fim de Janeiro o Deutsche Bank apontava para receitas brutas de 146,95 mil milhões de patacas para 2022, mas, à luz dos novos dados, o valor foi reduzido para 146,10 mil milhões. A diferença é de 850 milhões de patacas, e, caso seja concretizada, representa um aumento de 67 por cento face ao ano passado, quando o total foi de 86,86 mil milhões de patacas.

MP | Mais duas detenções e Levo Chan em prisão preventiva

A Polícia Judiciária revelou a detenção de mais duas pessoas ligadas ao empresário Levo Chan, por terem retirado da alegada “sede da associação criminosa” documentos e dinheiro

 

Levo Chan, maior accionista do grupo Tak Chun e Macau Legend, ficou em prisão preventiva, depois de ter sido detido pela Polícia Judiciária, na semana passada, no âmbito das investigações relacionadas com Alvin Chau e a Suncity.

“Tendo em consideração a gravidade da natureza dos crimes que provocaram o impacto negativo à ordem social e ao desenvolvimento estável e saudável do sector do jogo de Macau, o Juiz de Instrução Criminal, sob a promoção do Delegado do Procurador titular do respectivo inquérito, decretou ao primeiro arguido de apelido Chan, a medida de coacção de prisão preventiva”, foi revelado, num comunicado do Ministério Público (MP).

Levo Chan está a ser investigado pela prática dos crimes de chefia em associação secreta, que implica uma pena até 15 anos de prisão, branqueamento de capitais (8 anos de prisão), exploração ilícita de jogo (3 anos de prisão) e ainda crime de exploração ilícita de jogo em local autorizado (3 anos de prisão).

Por sua vez, o director financeiro, de apelido Choi, está a ser investigado pela prática do crime de desobediência, mas vai aguardar o julgamento em liberdade.

Outras detenções

Na segunda-feira foram anunciadas mais duas detenções relacionadas com o caso de Levo Chan. Segundo a polícia, tratam-se de duas pessoas que terão ido “à sede” da alegada associação criminosa para tentarem levar alguns documentos e ainda dinheiro.

Os detidos foram identificados pelos apelidos de Chow, residente de Hong Kong com 55 anos, e Chan, uma residente de Macau, com 42 anos. Ambos estão indiciados pela prática do crime de Favorecimento Pessoal, punido com pena de 3 anos de prisão ou multa.

O mesmo dia serviu também para que o grupo Macau Legend anunciasse a saída de Levo Chan dos cargos de direcção, num comunicado assinado por David Chow. Segundo a nota, a demissão de Levo teve como objectivo evitar “distracções” da empresa assim como dos diferentes accionistas.

No comunicado foi ainda indicado que Levo Chan não tem qualquer diferendo com a empresa, nem que exige qualquer tipo de pagamento relacionado com a saída da direcção.

O responsável máximo da empresa Tak Chun é o segundo grande junket a ser visado por uma investigação da Polícia Judiciária e a ser detido, depois de o mesmo ter acontecido com Alvin Chau, responsável pela Suncity, em Novembro do ano passado. Também Chau, está actualmente em prisão preventiva.

Habitação | Cerca de 7% das fracções em Macau estão desocupadas

Segundo um estudo da Universidade de Macau divulgado pela Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, no final de Junho, havia em Macau 16.655 habitações vazias. De acordo com a investigação, o problema da habitação em Macau prende-se com a “má distribuição de recursos” na construção de apartamentos cujas características “não conseguem responder às necessidades reais”

 

Cerca de 7,0 por cento das habitações em Macau, um total de 16.655, estavam vazias no final de Junho de 2021, uma percentagem “alta”, admitiu um estudo da Universidade de Macau divulgado na passada segunda-feira.

Segundo um comunicado da Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional citado pela agência Lusa, Macau destaca-se por ter uma taxa de desocupação mais elevada ainda em zonas nobres das ilhas de Coloane e Taipa, atingindo o máximo de 30,3 por cento na vila da Taipa.

A percentagem de habitações “de grande dimensão”, com uma área superior a 150 metros quadrados, que se encontravam vazias é também alta (17,2 por cento) devido “ao preço elevado que os residentes dificilmente conseguem comportar”, refere o estudo.

A equipa que elaborou o estudo defendeu que o Governo deve regular o mercado de arrendamento para “evitar bruscas variações nas rendas” e encorajar os proprietários a arrendar habitações desocupadas, nomeadamente através de medidas fiscais.

Os investigadores escreveram que “o problema da habitação em Macau prende-se com uma má distribuição de recursos” na construção de apartamentos cujas características “não conseguem responder às necessidades reais”.

“Uma resposta efectiva” ao problema da habitação em Macau passaria pelo Governo disponibilizar fracções a preços ao alcance dos bolsos dos residentes, referiu o documento. O estudo da Universidade de Macau prevê também que, até 2030, seja necessário construir mais 67.200 habitações no território.

A equipa sublinhou ainda que 10 por cento da população de Macau possa vir a precisar de habitação pública, sobretudo se “a situação quanto ao desemprego e rendimento piore ainda mais”.

Recorde-se que a taxa de desemprego subiu de 1,7 por cento no final de 2019, antes do início da pandemia de covid-19, para 2,9 por cento em Dezembro, o valor mais elevado desde 2009. O rendimento mediano dos trabalhadores a tempo inteiro também caiu de 17 mil para 15.600 patacas no mesmo período.

Oferta suficiente

Ainda assim, o estudo concluiu que a oferta de habitação pública, tanto para arrendamento como para compra, será “suficiente” para a procura até 2030.

O Governo sublinhou que irá disponibilizar 6.150 apartamentos de habitação social, para arrendamento de acordo com os rendimentos das famílias, sendo que 2.100 fracções estão já em construção.

Quanto à habitação económica, para venda a preços abaixo dos praticados no mercado privado, as autoridades prometeram disponibilizar 20.400 frações até 2025, sendo que apenas 3.017 estão já em construção. O número é, no entanto, inferior, às necessidades estimadas pelos investigadores da Universidade de Macau para 2030, ou seja, 23 mil habitações.

Recorde-se ainda que o Governo prometeu construir ainda 28 mil apartamentos de habitação pública só nos Novos Aterros da Areia Preta, uma ilha artificial de 1,38 quilómetros quadrados conquistada ao mar, a leste da península de Macau.

Ano Novo | Ho Iat Seng contra relaxamento nas políticas pandémicas

A recuperação económica é um dos objectivos para o Ano do Tigre, porém, não vai ser feita à conta de “baixar a guarda” no controlo da covid-19. Sobre o ano findo, o Chefe do Executivo reconheceu ter havido vários obstáculos, mas considerou que foram ultrapassados

 

O Chefe do Executivo prometeu para o Ano do Tigre uma política de tolerância zero face a facilitismos no combate à pandemia. Este aspecto foi sublinhado na tradicional mensagem do Ano Novo Lunar, que serviu para destacar a aposta na diversificação da economia e na Ilha da Montanha.

“Devemos manter-nos em alerta permanente e reforçar o sistema de prevenção e controlo, sem nunca baixar a guarda”, avisou Ho Iat Seng. “Continuaremos a intensificar a cooperação com a região vizinha no combate à epidemia, promovendo uma prevenção rigorosa, escrupulosa, científica e precisa da mesma. Quero também reiterar o apelo a todos os residentes para que mantenham os cuidados de protecção individual”, acrescentou.

Segundo as palavras do Chefe do Executivo, até os objectivos da diversificação e recuperação económica vão estar dependentes da actual política pandémica. “Continuaremos, sem relaxar, a coordenar as acções de recuperação económica com as de prevenção e controlo da epidemia, a acelerar a diversificação adequada da economia, a aperfeiçoar as iniciativas vocacionadas para o bem-estar da população, a aprofundar a reforma da Administração Pública, a impulsionar a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, frisou.

Ho insistiu igualmente numa melhor “integração na conjuntura do desenvolvimento nacional”, através da criação de “novos capítulos da prática bem-sucedida de ‘um País, dois sistemas’, com características de Macau”, sem, no entanto, clarificar o significado de “novos capítulos”.

Obrigado, Cantão

No que diz respeito ao balanço sobre o ano passado, do Búfalo, Ho Iat Seng agradeceu, primeiro a Cantão e depois aos residentes, os esforços desenvolvidos na luta contra a covid-19 e na implementação da política de zero casos.

Apesar de o ano que terminou ter ficado marcado por um incidente entre Macau e Zhuhai, durante a Semana Dourada, quando a região vizinha deu o dito por não dito, e manteve as fronteiras com Macau fechadas, os principais agradecimentos de Ho foram mesmo para as autoridades de Cantão. “Com vista a garantir que todos os residentes passem um tranquilo Novo Ano Lunar, Macau e Zhuhai colaboraram estreitamente neste combate à epidemia, afirmando plenamente o papel do mecanismo de prevenção e controlo conjunto entre Macau e Zhuhai”, destacou o Chefe do Executivo. “Aproveito esta oportunidade para expressar os mais sinceros agradecimentos ao Comité Provincial de Guangdong do Partido Comunista da China e ao Governo da Província de Guangdong, ao Comité Municipal de Zhuhai do Partido Comunista da China e ao Governo do Município de Zhuhai”, acrescentou.

A somar vitórias

No ano passado, o desemprego subiu para o nível mais alto desde 2008. Ho Iat Seng reconheceu que o Ano do Búfalo ficou marcado por contratempos, mas considerou que foi mais “uma vitória”.

“No ano passado, a epidemia continuou a causar impacto nos residentes e nos diversos sectores da sociedade, trazendo-lhes dificuldades e pressões sem precedentes”, reconheceu o Chefe do Executivo. “Apesar das adversidades, os nossos residentes e os diversos sectores, em comunhão de esforços, conseguiram vencê-las. Foi graças aos nossos residentes, protagonistas com maior mérito, que conseguimos manter a estabilidade da economia e obter o êxito da prevenção da epidemia!”, vincou. “Quero dirigir, em especial, a todos os residentes de Macau, os mais sinceros agradecimentos!”, destacou.

Ho Iat Seng apontou ainda como pontos altos a “reforma da Administração Pública”, as eleições para a Assembleia Legislativa, que diz terem demonstrado “plenamente a implementação do princípio fundamental ‘Macau governado por patriotas’”, as melhorias na segurança nacional e o plano quinquenal.

Esplendor no gelo

Os Jogos Olímpicos de Inverno arrancam hoje e não foram esquecidos na mensagem de Ho Iat Seng, que endereçou votos de sucesso ao evento. “Daqui a dias serão inaugurados os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, tão desejados por todos nós, trazendo-nos grande alegria e enriquecendo esta quadra festiva”, referiu. “Aproveito esta oportunidade para desejar o maior sucesso aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, e que os mesmos sejam repletos de extraordinário esplendor!”, sublinhou. O Chefe do Executivo vai estar em Pequim a participar na sessão de abertura do evento.

AL | Deputados querem incluir privados no regime sobre reformas

Os deputados Chui Sai Peng, Ip Sio Kai e Wang Sai Man querem que o Governo vá ao hemiciclo debater a idade da reforma, nomeadamente a extensão da sua institucionalização ao sector privado. Para os deputados, ao contrário do que acontece aos funcionários públicos, no privado, a reforma com “honra e dignidade” transforma-se, muitas vezes, num “indesejável despedimento”

 

Os deputados ligados ao sector empresarial Chui Sai Peng, Ip Sio Kai e Wang Sai Man enviaram uma proposta de debate ao presidente da Assembleia Legislativa (AL), Kou Hoi In, onde pedem que o Governo vá ao plenário debater o estabelecimento de uma idade da reforma além dos trabalhadores da função pública.

Alegando ser uma questão de “interesse público”, os deputados apontam lacunas na lei e afirmam ser urgente a existência de um regime sobre a idade adequada para a reforma, com o objectivo de “aperfeiçoar o sistema de segurança social, a circulação saudável de recursos humanos, promover a renovação oportuna das empresas” e ainda “fortalecer a harmonia” entre as partes laboral e patronal.

Para Chui Sai Peng, Ip Sio Kai e Wang Sai Man, apesar de o Governo ter definido claramente a idade da reforma dos funcionários públicos, há “outras relações laborais” que são obrigadas a seguir a Lei das relações de trabalho, que nada prevê sobre a reforma, acabando, muitas vezes, por dar lugar a despedimentos.

“Como não há suporte legal, os empregadores só podem recorrer ao artigo 70.º da Lei das relações de trabalho – Resolução sem justa causa por iniciativa do empregador, para despedir unilateralmente os trabalhadores. Em resultado, o acordo original é anulado, a harmonia laboral é rompida e a reforma com honra e dignidade transforma-se num indesejável despedimento”, pode ler-se na proposta de debate enviada.

Aprender com os outros

Apesar de vincarem que as políticas e medidas de apoio a idosos estão “bastante amadurecidas”, faz falta uma definição “clara” sobre a Lei das relações de trabalho “para garantir um adequado regime de reforma institucionalizado no sector privado”, que seja humano e flexível.

“Um regime de reforma institucionalizado é pedra basilar do progresso de qualquer sociedade moderna, e contribui para a distinção entre a reforma na idade adequada e o despedimento, evitando prejudicar a harmonia laboral. Um regime de reforma humano e flexível permite que os trabalhadores reformados gozem uma nova e bela fase da vida”, é acrescentado.

No pedido de debate, os deputados fazem ainda menção ao facto de, quer no Interior da China, quer em Hong Kong, ser “normal e legal” as empresas estatais e privadas e os seus trabalhadores acordarem sobre a idade da reforma, garantindo assim a reforma e não o despedimento.

No seguimento da ideia, Chui Sai Peng, Ip Sio Kai e Wang Sai Man referem ainda que em Macau, algumas filiais de empresas sediadas no Interior da China, Hong Kong ou no estrangeiro seguirem, desejavelmente, o regime de reforma da respectiva sede, garantindo assim a pensão ou fundo de previdência aos trabalhadores

Pequim 2022 | Jogos Olímpicos de Inverno arrancam hoje entre sonhos e temores

Os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022 arrancam hoje ensombrados por questões políticas e pela pandemia de covid-19, mas com vários atletas à procura de fazer história na capital chinesa, que é a primeira na história a acolher os Jogos Olímpicos de Verão (2008) e de Inverno. Até 20 de Fevereiro são esperados cerca de 2.900 atletas, incluindo três portugueses, em 109 eventos. Ho Iat Seng estará na cerimónia de abertura

 

Os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 arrancam hoje, com o plano desportivo ainda ‘tapado’ por questões de política internacional e pela pandemia de covid-19, mas com vários atletas à procura de fazer história na capital chinesa, a primeira cidade da história a sediar os Jogos Olímpicos de Verão (2008) e de Inverno (2022).

Naquela é a XXIV edição dos Jogos Olímpicos de Inverno estão previstos, até ao próximo dia 20 de Fevereiro, 109 eventos, entre 15 disciplinas de sete desportos diferentes, que terão o condão reunir 2871 atletas, entre os quais 1.581 participantes masculinos e 1.290 atletas femininas. Com 91 nações presentes, incluindo as estreantes Arábia Saudita e Haiti, as competições serão realizadas em três localidades distintas. Isto, porque além de Pequim, as cidades de Yanqing e Zhangjiakou estão escaladas para receber provas. ]

Entre os quase 2.900 atletas, estão três portugueses: Ricardo Brancal e Vanina de Oliveira Guerillot, no esqui alpino, e José Cabeça, no esqui de fundo [ver texto].

Em Pequim, serão realizados os desportos no gelo e de saltos, que irão decorrer numa plataforma de 60 metros de altura instalada sobre as ruínas de uma antiga siderúrgica.

A estância de Zhangjiakou, 180 quilómetros a noroeste de Pequim, recebe eventos nórdicos, como o biatlo, snowboard e esqui freestyle, e a cidade de Yanqing, 75 quilómetros a noroeste de Pequim, será palco de esqui alpino, luge e eventos de bobsleigh.

Apesar de a cerimónia de abertura do evento estar agendada para a noite de hoje, a competição arrancou na passada quarta-feira na modalidade de curling. Passavam cinco minutos das 20h00, quando as primeiras pedras foram lançadas na pista de gelo do pavilhão Ice Cube, antiga piscina olímpica de 2008, para dar início a quatro partidas da fase preliminar do torneio de duplas mistas, com destaque para o embate entre a China e a Suíça. Ao início do dia, a

Chama Olímpica entrou na capital chinesa. Sob uma temperatura de -5 graus, o vice-primeiro-ministro chinês Han Zheng acendeu a tocha vermelha e prata antes de a passar para os primeiros portadores, entre os quais o ex-jogador de basquetebol da NBA Yao Ming e o astronauta Jing Haipeng.

A marcar presença na cerimónia de abertura desta noite, a ter lugar no Estádio Nacional “Ninho de Pássaro”, estará o Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng. Numa nota emitida pelo Gabinete de Comunicação Social, é ainda referido que, para corresponder às exigências de prevenção epidémica dos Jogos Olímpicos de Inverno, o Ho Iat Seng está sujeito a “medidas rigorosas”, tendo sido aplicada uma gestão de deslocação entre dois pontos e reduzidas actividades não necessárias para minimizar o número de contactos.

Encontros e desencontros

Se, por um lado, estão confirmadas as presenças de vários vultos do panorama internacional, incluindo a do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres e dos representantes do Comité Olímpico de Taiwan, são as ausências a mando de um boicote diplomático evocado pelo desrespeito pelos direitos humanos na China e encetado pelos Estados Unidos e o Reino Unido, que estão a fazer maior mossa.

Estados Unidos e Reino Unido foram os mais proeminentes a anunciar o boicote diplomático, sem presença de qualquer representante nas cerimónias, a não ser a presença desportiva. Canadá e a Austrália, entre outros, seguiram-se na medida de retirar a presença diplomática e política, sem prejudicar a participação dos atletas desses países, e no dia 19 de Janeiro, foi a vez de o Parlamento Europeu ter recomendado também aos Estados-membros um “boicote diplomático e político”. Também Portugal não terá representação política nas cerimónias de abertura e encerramento, “por várias razões”, explicou no dia 24 de Janeiro o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, segundo a agência Lusa.

Desde “o momento político que se vive em Portugal” ao “sentido de unidade próprio da União Europeia” nas actuais “circunstâncias”, admitindo também o peso que tem o facto de os Jogos Olímpicos de Inverno não serem, “do ponto de vista desportivo, ‘o alfa e o ómega’ do desporto nacional”. As críticas à realização do evento não pararam por aí, dado que o desaparecimento da tenista Peng Shuai, que acusou um antigo governante de a violar, trouxe à baila a proximidade do Comité Olímpico Internacional (COI) ao Governo chinês.

Sobre a questão diplomática, o comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em Macau, afirmou que “politizar o desporto e interromper os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim não serão suportados”. “Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim têm conquistado amplo apoio da comunidade internacional. Politizar o desporto e interromper os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim não serão suportados”, sublinhou Liu Xianfa.

O responsável lembrou que a 76.ª sessão da Assembleia-geral da ONU adoptou “por consenso, a resolução sobre a trégua olímpica” para Pequim 2022, enquanto que o Comité Olímpico Internacional (COI) declarou, em reunião plenária, “o apelo da comunidade desportiva internacional para apoiar os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim e opor-se à politização do desporto”.

Liu Xianfa considerou ainda que os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022 vão realizar-se numa altura em que “as grandes mudanças do mundo, sem precedentes no último século, e a pandemia ocorrem combinadas”, o que levou ao “apelo do fortalecimento da solidariedade e cooperação para enfrentar desafios comuns”.

Medidas apertadas

Quanto à covid-19, a pandemia volta a ensombrar uns Jogos Olímpicos, depois de Tóquio 2020, no verão passado, no país onde foram registados os primeiros casos e onde, no último domingo, a capital registou o maior número de novos casos positivos ao fim de 18 meses.

Mais elevada do que em Pequim, a braços com medidas muito restritivas para o controlo pandémico, está a “bolha” olímpica, que tem tido, em média, 32 casos diários, sobretudo entre atletas e equipas técnicas, preocupando a organização.

Do lado do público, que esteve arredado de Tóquio2020, a expectativa do COI é que os recintos possam ter entre 30 a 50 por cento da capacidade ocupada com convites, para compensar a decisão de desistir da venda de bilhetes ao público.

Entre convidados locais e expatriados, Pequim 2022 terá algum público entre a capital, Zhangjiakou e Yanqing, nuns Jogos em que as apertadas regras sanitárias terão de ser cumpridas para evitar a activação dos planos de contingência competitivos, que podem ir desde a ‘repescagem’ de atletas para finais, até à atribuição de múltiplas de medalhas, se estas não puderem ser disputadas devido a infecções por covid-19.

Estrelas da companhia

Depois de fazer história em PyeongChang 2018, ao ser a primeira campeã olímpica de dois desportos diferentes na mesma edição dos Jogos, a checa Ester Ledecka volta para a sua ‘especialidade’, o snowboard, mas também no esqui alpino.

Longe do seu melhor nível, não deixa de ser uma das principais figuras no snowboard, dividido em várias provas e outros nomes de destaque, como a norte-americana Chloe Kim, campeã olímpica há quatro anos, com apenas 17 anos, no ‘half pipe’, a austríaca Anna Gasser, conhecida pelos ‘perfeitos’ 100 pontos nos Mundiais de 2017, ou a heroína da casa, a chinesa Liu Jiayu.

Entre os fundistas, o norueguês Johannes Hösflo Kläbo chega a Pequim 2022 depois de três outros olímpicos na Coreia do Sul e inúmeros títulos mundiais, e aos 25 anos parece ser o principal nome de uma Noruega à procura de renovar o primeiro lugar no medalheiro final.

Nos saltos, o japonês Ryoyu Kobayashi deverá ser uma das grandes figuras, ao lado do polaco Kamil Stoch, tricampeão olímpico, e do alemão Karl Geiger, embora o nipónico seja considerado o favorito depois de em 2018 não ter somado qualquer pódio.

A norte-americana Mikaela Shiffrin é outro dos nomes que pode sair de Pequim 2022 com múltiplas medalhas, somando mais louros a um palmarés já de si histórico no esqui alpino.

Na patinagem no gelo, o japonês Hanyu Yuzuru procura um terceiro ouro olímpico consecutivo, depois de Sochi 2014 e Pyeongchang 2018, quando foi o primeiro desde Dick Button (1948 e 1952) a conseguir ouros sucessivos na artística.

TDM | Jogos Olímpicos em directo

A TDM anunciou que vai transmitir a partir de hoje, 120 horas de conteúdos em directo dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022. A cerimónia de abertura poderá ser vista a partir das 19h55 no canal TDM Desporto. Segundo a empresa, os direitos de transmissão das olimpíadas foram obtidos através do acordo de cooperação com o China Media Group (CMG), que permitirá aos residentes assistir à retransmissão do canal 16 da CCTV, canal olímpico, em mandarim, cantonês e português. O canal em língua portuguesa da TDM irá transmitir as competições dos Jogos Olímpicos de Inverno todos os dias, entre as 10h00 e as 13h30, à excepção do Domingo, quando a transmissão dos Jogos é interrompida para a missa. Agendadas para amanhã estão competições de Curling, Esqui, Hóquei no Gelo, Luge, Patinagem de Velocidade, Saltos de Esqui e Snowboard.

Portugal | “Suar a camisola e honrar a bandeira”

Os três atletas que vão representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno já conquistaram “uma vitória” ao qualificarem-se para Pequim 2022, onde prometem “suar a camisola e honrar a bandeira”, garantiu o chefe de missão. Pedro Farromba assinalou que o objectivo dos estreantes Ricardo Brancal e Vanina de Oliveira, em esqui alpino, e José Cabeça, em esqui de fundo, não passa por medalhas, mas por consolidar o projecto de “melhorar edição após edição”, durante a apresentação da missão portuguesa, na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP).

“Não prometemos medalhas, mas suar a camisola e honrar a bandeira. Há muitos milhares de atletas a praticar desportos de inverno em todo o mundo. O facto de três portugueses atingirem os mínimos é, já de si, uma vitória. O país tem as condições naturais que tem…”, lembrou.

Natural de Évora, José Cabeça tem “menos de cinco meses de neve na vida”: “Sou alentejano e a última vez que nevou em Évora foi em 2004 e foi só um bocadinho. Não dava para esquiar. Sou tão novo nisto que tenho apenas quatro provas internacionais”, observou.

Ricardo Brancal, também de 25 anos e com um passado ligado a outra modalidade, o ténis, aponta a um lugar no ‘top 50’ no maior evento mundial de desportos de inverno, entre 4 e 20 de Fevereiro, 14 anos depois de a capital chinesa ter recebido os Jogos Olímpicos de Verão.

Já Vanina de Oliveira, de 19 anos, reside em França, o que significa um convívio mais longo com desportos de neve. “Espero representar bem Portugal, mas também divertir-me e aproveitar o momento. O slalom é a minha disciplina favorita e na qual vou tentar um resultado melhor”, afirmou a atleta, cuja mãe é portuguesa.

Taiwan volta atrás

Taiwan reverteu a decisão de boicotar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, anunciaram na passada terça-feira as autoridades da ilha, indicando que foram pressionadas a fazê-lo pelo Comité Olímpico Internacional (COI). O COI disse hoje que “o Comité Olímpico do Taipé Chinês confirmou a sua participação” nas cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos de Inverno deste ano.

A declaração não abordou o papel da entidade olímpica no processo. Por sua vez, as autoridades em Taiwan disseram que o país vai “ajustar” o seu plano de não ter uma delegação na cerimónia de abertura em Pequim, após repetidos pedidos do COI para que cumprisse as obrigações da Carta Olímpica. Os atletas da ilha competem sob o desígnio “Taipé Chinês”, como parte de um acordo de décadas com a China e intermediado pelo COI. A equipa de Taiwan, que tem quatro atletas nos Jogos de Pequim, também apontou a covid-19 entre as razões para não querer enviar inicialmente atletas e funcionários para as cerimónias.

Tigre

Âncora entre marés. Palavra-chave

Podemos pensar e até devanear acerca da possibilidade de tudo ser irresolúvel, assumir um olhar niilista e nele descansar porque mais fácil. Podemos ser selvagens e retroceder à pureza dos instintos básicos de egocentrismo que vai muito além, ou fica aquém dos desígnios estruturais em cada comunidade animal, que visam proteger a espécie, o grupo, a alcateia, mas também podemos depurar custosamente este balanço entre razão emoção e experiência e dormir sobre a convicção de que já cá não estaremos dentro em pouco, no mínimo à escala do universo. Uma verdade. E pousarmos as peças estratégicas a evoluir no tabuleiro. O que somos e gostamos, o que achamos belo, bem, ou bom, o conforto de termos critérios que arrumam a mente, mesmo se não nos trazem o retorno que pensávamos dever ser inevitável. E deixar que a memória nos traga ao convívio aquele tu outro que nos faz reviver ou rebrilhar, ampliados para além dos defraudados sinais de que a vida é ela própria soberana nas suas dispersas e múltiplas ramificações. Improdutiva e inútil. Mas o retorno a coisas simples de sentir, verdades sobre as quais nos construímos, não tem preço nem está à venda. Um tu outro. Que sinto. Um tu, que não está ao alcance dos critérios pode ser essencial e é. Aí, nessa zona inalcançável do paraíso. Sem mais, para além do que me é dado poder. Uma palavra. Como a cavilha retida e retirada abruptamente. Numa granada de mão que voa no destino que não se vê. A explodir. Sem cuidado, o estilhaçar irrecuperável da memória. Ou um enorme fragmento que voa do lugar e poisa inusitado sabe-se lá onde, no dia de alguém. Ou, não dita. Nós e os outros. Sem conversar. Tigres em extinção.

 

 

Tigre de água, seriedade e maresia

levanta-se cedo e pinta as unhas de vermelho

como retrato do fogo

e fantasia

 

às vezes os olhos crus perdidos no ar

bicho em extinção

pressentimento de um futuro abalar

as candidatas do partido, evitam cuidadosas o batom na fotografia

tristes tigres

estamos

 

rodeados de bichos que lavam os dentes ao espelho da manhã

mas com uma condição:

mamíferos sim, répteis não

insectos sim, vermes não

porque a falar

enquanto comem

já não nos dizem nada.

 

A Viagem de Li Shi e o Perigo de Adormecer Com Tigres

Mokuan Reien o peregrino budista Japonês que foi ordenado em Kamakura em 1323, passados três anos foi para a China onde viveu até 1345, para aprofundar o Dao na região de Jiangnan. Primeiro no templo Liutang, na área do Lago do Oeste e depois durante dez anos no templo Benjue entre 1333-43,onde dirigiu o repositório dos Sutras. Também fez pinturas, que o levariam a ser considerado um segundo Muqi (ou Fachang, 1210-1269) o admirável pintor do Chan também associado ao templo Liutang, particularmente venerado no Japão. As pinturas de Mokuan, levadas para a sua terra natal, seriam admiradas tanto pela concepção do acto de pintar como pelos temas. Como é o caso dos Quatro a dormir (Shisui, rolo vertical, tinta sobre papel, 73,7 x 32,5 cm) que hoje se encontra em Tóquio na colecção da Fundação Maeda Ikutokukai. Nela convergem o significado e o modo de fazer, desenrolando o paradoxo de figurar o que não se pode ver, que é referido como o «sonho», sonhado pelas personagens adormecidas. Os três que são associados ao Monte Tiantai (Zhejiang): Fenggang, Hanshan e Shide e o tigre que sempre acompanhava o primeiro. As figuras operam aqui como um dispositivo despertador de uma corrente de significados associados ao mistério de Hanshan e Shide, personalizações de um conjunto de preciosos poemas. Na pintura está uma inscrição feita por Shaomu do templo de Xiangfu, que saúda com «as mãos juntas»: «O velho amigo Fenggan abraçando o tigre, dorme,/ Num amplexo de grupo com Hanshan e Shide./ Sonham o Grande Sonho da fluida impermanência,/ Enquanto uma árvore velha e frágil se agarra à beira do precipício.» Esse precipício a que ele alude pode ser aquele estado entre o sono e a vigília ou entre a sombra (jing) e a penumbra (wangliang) que dialogam por exemplo no capítulo dois do Zhuangzi.

Li Shi que esteve activo no século XII é um nome associado a uma pintura cujo título pode ser traduzido como «Viagem em sonho pela região dos rios Xiao e Xiang» (Xiaoxiang woyou, rolo horizontal, tinta sobre papel, 33 x 403,6 cm) que está também em Tóquio no Museu Nacional, onde é visível uma técnica que é referida com esse nome de «penumbra» – wangliang hua, habitualmente traduzida como «pintura de aparição.» Na figuração imaginada da área que foi frequente motivo de poetas, e que seria encapsulada como tema na denominação «Oito vistas de Xiaoxiang» tudo é ao mesmo tempo conciso e vago. Nalguns lugares como que dissolvendo-se na bruma, dialogando com o que não pode ser visto, numa reafirmação de que o lugar da sua apreciação é no mundo da literatura. Que estas duas pinturas se encontrem no Japão não será alheio o facto de ter sido ali que se desenvolveu o género pictórico designado sumi-e, figuras de água e tinta, em que as formas, como se fora o tempo, fogem imprecisas sem se fixar – dir-se-ia um sonho.

Ano Novo | Xi envia felicitações a chineses espalhados pelo mundo

O presidente chinês, Xi Jinping, em nome do Comité Central do Partido Comunista da China (PCC) e do Conselho de Estado, estendeu felicitações de Ano Novo a todos os chineses neste domingo numa recepção em Pequim. Xi, também secretário-geral do Comité Central do PCC e presidente da Comissão Militar Central, fez um discurso na reunião no Grande Palácio do Povo, saudando o povo chinês de todos os grupos étnicos, compatriotas em Hong Kong, Macau e Taiwan, além dos chineses no exterior. A Festa da Primavera, ou o Ano Novo Lunar Chinês, cai no dia 1 de Fevereiro amanhã este ano.

Além disso, Xi Jinping, participou no sábado de uma reunião anual com personalidades não comunistas antes do Ano Novo Chinês. Xi estendeu suas felicitações a membros de partidos políticos não comunistas, da Federação Nacional de Indústria e Comércio da China, pessoas sem filiação partidária e membros da frente unificada.

O ano 2021 foi um marco significativo, de acordo com Xi, observando que a China realizou uma série de tarefas principais e importantes, superou muitos riscos e desafios e incitou um progresso significativo nos empreendimentos do Partido e do país. “A China respondeu a uma pandemia e outras mudanças não vistas num século com calma e confiança e conseguiu iniciar bem o período do 14º Plano Quinquenal “, disse Xi.

“Implementámos consistentemente medidas rotineiras de prevenção e controlo da COVID-19 e participámos activamente na cooperação internacional contra a pandemia”, informou Xi, acrescentando que a China permaneceu um país líder tanto no controlo pandémico quanto no desenvolvimento económico.

“Durante o ano, a China também regulou a ordem da sua economia de mercado socialista, promoveu os valores socialistas essenciais e criou um ambiente de desenvolvimento positivo, saudável e vital”, apontou Xi, que também elogiou 2021 como um ano frutífero na cooperação multipartidária da China.

Manter e melhorar

Segundo Xi, o 20º Congresso Nacional será convocado este ano. É um evento de grande significado político tanto para o Partido quanto para o país. Todos os campos de trabalho devem ser planeados e conduzidos com vistas à preparação e convocação do congresso, sublinhou o presidente.

“Devem ser feitos esforços para preservar e melhorar o sistema de cooperação multipartidária e consulta política sob a liderança do PCC, manter a orientação política correta e fortalecer o trabalho de orientação”, enfatizou Xi.

Observando que os partidos políticos não comunistas e a ACFIC completarão suas mudanças de liderança a nível central e provincial este ano, Xi pediu que transmitam a convicção política, a integridade moral e os laços estreitos com o PCC das gerações mais velhas e garantam que a causa da cooperação multipartidária liderada pelo PCC seja levada adiante.

Xi salientou que os partidos políticos não comunistas devem concentrar-se nos objectivos e princípios do seu desenvolvimento como partidos que participam dos assuntos de Estado e continuar a aprimorar seu entendimento político, bem como suas capacidades de participar da deliberação e administração dos assuntos de Estado.

Tantos que fizeram falta

Portugal foi a votos e à hora que escrevemos esta crónica ainda não se sabem resultados. O que se sabemos é o que nos doeu ao ver e ouvir a campanha eleitoral. Os líderes dos partidos não brilharam, não cativaram o povo, não ensinaram nada de política futura e o povo fartou-se de recordar políticos que fizeram história. E o povo tem toda a razão. Portugal teve mulheres e homens que deixaram saudades à política e a quem gosta de aprender política. Nesta campanha eleitoral assistimos a banalidades proferidas por líderes políticos fraquíssimos e a arruadas mobilizadas pelas máquinas partidárias. Não nos referimos às habituais arruadas da baixa lisboeta ou de Santa Catarina, no Porto, do PS e do PSD. Salientamos apenas as arruadas onde houve partidos que chegavam à urbe e não viam ninguém, nem sequer nos mercados. Um dia, o CDS com dez apoiantes elevando as bandeiras do partido encontraram seis pessoas na rua que tinham escolhido. Em outra ocasião, o Bloco de Esquerda realizou um comício num salão e estavam apenas oitenta pessoas sentadas…

Esta campanha eleitoral fez-nos recordar quem fez falta, muita falta. Lembramos uma mulher que era a vida do Bloco de Esquerda, culta, bem-falante, educadíssima, que no seu lugar de deputada respondia a todos os emails que lhe enviavam, mesmo a criticá-la. Referimo-nos a Ana Drago, uma política que lutava, contestava, ensinava e mostrava como há mulheres geniais. A história deixou-nos imensos nomes de mulheres como Ana Drago. Sem medo de nada, com uma seriedade suprema e que não admitia presunções e arrogâncias. Talvez, por isso, Ana Drago deixou o Bloco de Esquerda. Ana Drago fez muita falta nesta campanha porque o seu ex-partido não tem ninguém que saiba proferir um discurso que deixe marcas. O Bloco de Esquerda até teve de chamar o reformado Francisco Louçã para discursar e anunciar algo de positivo.

Fez tanta falta Freitas do Amaral ao CDS, um partido que sempre foi o terceiro maior em Portugal e que passou para “partido do táxi” e arrisca-se a não ter grupo parlamentar. A esta hora que os queridos leitores estão com o jornal na mão já sabem se o CDS elegeu algum deputado. Freitas do Amaral foi genial na sua forma de estar na política, um mestre no professorado que se dedicou a ensinar e a lutar por uma democracia decente. Apenas cometeu um erro: quando mataram Amaro da Costa não soube impor-se de que um assassinato se tinha tratado. Mas, Freitas do Amaral à frente do CDS neste Janeiro de 2022 teríamos os democratas-cristãos apoiados por uma avalanche de portugueses sérios e foi, talvez, a falta de seriedade no CDS que levou Freitas do Amaral a transformar-se no maior amigo de Mário Soares,

Fez muita falta no PSD o político genial que foi Sá Carneiro. Tanta falta que fizeram os seus discursos de sempre lutar por um país melhor procurando sempre que o povo melhorasse o seu nível de vida.

Fez falta, muita falta o velhote Jerónimo de Sousa, que teve de ser alvo de uma intervenção cirúrgica, a qual felizmente correu bem, e que só lhe foi permitido aparecer nos últimos dias de campanha eleitoral. Jerónimo de Sousa é um político cativante, não gosta da demagogia, não gosta que o comité central do seu parido lhe chame velho, não gosta dos fascistas que cada vez mais se escondem nos partidos que ele, Jerónimo, sabe quem são e onde estão. Com Jerónimo de Sousa o Partido Comunista tinha tido comícios cheios de gente e de bandeiras com quase 50 anos de fabricação. Quando Jerónimo de Sousa se dirige aos seus militantes não sabe proferir balelas, barbaridades, parvoíces, não, os militantes do PCP com ele, entram em êxtase e mobilizam-se para a luta em arranjar mais camaradas que não faltem ao voto no partido.

Fez falta, muita falta Mário Soares, considerado por quase todos os portugueses o pai da democracia e o político que a fazer asneiras durante a descolonização, também ofereceu ao país a liberdade em momentos difíceis que atravessámos. Fez muita falta porque o PS ganharia as eleições à vontade se tivesse tido os seus abraços, beijos e afectos a toda a gente que encontrava pelo caminho, incluindo uma bofetada que levou na Marinha Grande. Mário Soares colocou o PS no palanque da governação e fê-lo bem ou mal, mas foi diferente. E teria sido diferente com ele em secretário-geral dos socialistas neste Janeiro de eleições legislativas.

Terminou mais um acto eleitoral em Portugal. A chamada democracia continua cheia de dúvidas, de lacunas e de líderes com grande capacidade de realização política em benefício do povo.

Uma última palavra de parabéns para os jovens que votaram pela primeira vez. Sentiram algo de diferente nas suas vidas. Sentiram que ser adulto e votar é passar a ser responsável pelas vicissitudes do seu país e dos seus compatriotas. Votar pela primeira vez é um facto inesquecível para todos nós, porque acima de tudo significa que ficamos cientes do que é a liberdade.

Ano Novo Chinês | Parada, dança e música marcam chegada do Tigre 

A chegada do ano do Tigre em Macau é celebrada com diversas actividades organizadas pela Direcção dos Serviços de Turismo, com dança e música em vários pontos da cidade. Destaque para o desfile do dragão dourado, amanhã e quarta-feira, com início nas Ruínas de São Paulo e que fará um percurso pelo centro histórico

Começam amanhã as festividades que marcam a chegada de um novo ano lunar organizadas pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST). A cerimónia de arranque das actividades acontece esta terça-feira junto às Ruínas de São Paulo, sendo que às 10h30 serão distribuídas pelos participantes inscrições auspiciosas e gotas de ouro pelo Deus de Fortuna.
Às 11h, acontece a cerimónia de vivificação do dragão gigante dourado e de leões e após a queima de panchões, terá início o desfile do dragão gigante dourado de 238 metros e 18 leões. O percurso começa nas Ruínas de São Paulo e continua no Largo do Senado, Calçada do Tronco Velho, Largo de S. Agostinho, Rua Central, Travessa da Paiva, Porta principal da Sede da RAEM, Travessa do Padre Narciso, Igreja de S. Lourenço, Bairro do Lilau, Rua da Barra, Templo A-Má, Avenida Panorâmica do Lago Sai Van, Rotunda da Baía da Praia Grande e Praça do Lago Sai Van.
Este desfile simboliza “a transmissão de votos de felicidade a todos os residentes e visitantes de Macau”, aponta a DST. Além disso, a mascote “Mak Mak” estará presente em vários locais da cidade.

Dança para todos

Além do desfile, estão também programados vários espectáculos de dança em locais como o Largo do Pagode da Barra, Ruínas de S. Paulo, Largo do Pagode do Bazar e Casas da Taipa. Inclui-se neste programa a apresentação por parte da Trupe de Arte Étnica do Congjiang da Província de Guizhou.
O Deus da Fortuna, os três Deuses da Felicidade, Longevidade e Prosperidade, Par de Meninos, Tigre do Zodíaco Chinês e a mascote “Mak Mak” estarão também, em horários diferentes, em locais como o espaço Anim’Arte NAM VAN, Largo do Pagode do Bazar, na Zona de Lazer dos Três Candeeiros (Rotunda de Carlos da Maia), na Feira do Carmo, no Largo do Senado, no Templo de A-Má, nas Casas da Taipa, nas Portas do Cerco, no Posto Fronteiriço de Qingmao e na Zona de Lazer da Rua do General Ivens Ferraz.
Na quinta-feira, o terceiro dia do ano novo chinês, acontece a parada de celebração do ano do Tigre, que se repete dia 12, o 12.º dia do ano novo. A cerimónia de abertura está agendada para as 20h e contará com alguns artistas convidados, como é o caso de Germano Guilherme e Lei Sum Yi, de Macau, e Mak Cheong Ching, de Hong Kong.
O espectáculo vai ter ainda a presença dos músicos Ft. Rapper JRD & J. HO, bem como Vivian Chan e Rico Long. Irão ainda decorrer espectáculos antes do início da parada, a fim de criar “um ambiente animado” no local, com entrada a partir das 17h30.
As bancadas para o público estão localizadas na Praça do Lago Sai Van, Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Praça do Centro Ecuménico Kun Iam e na Rotunda do Centro de Ciência de Macau. Dado o número de lugares ser limitado, estes serão atribuídos por ordem de chegada.
A DST organizou ainda espectáculos de fogo-de-artifício que terão lugar nas noites do terceiro, sétimo e décimo quinto dia do Ano Novo Lunar (3, 7 e 15 de Fevereiro).

O governo inactivo

O governo de Hong Kong resolveu diminuir os dias de quarentena obrigatória para quem entra na cidade de 21 dias para 14. Imediatamente, o governo de Macau veio a terreiro sublinhar que por aqui tudo continuaria na mesma, ou seja, três semanas num hotel definido pelas autoridades, sem possibilidade de escolha para quem regressa da Europa.

Não debaterei aqui a cientificidade destas diferentes escolhas e posturas exactamente porque não sou cientista. Aliás, o combate ao covid-19 em Macau tem-se saldado por um grande sucesso. Aparentemente. E aparentemente porque a doença não se combate apenas através de uma política de zero casos mas, sobretudo, criando condições para que a doença não encontre modo de se propagar com resultados mortais ou graves para os seres humanos.

E que condições são estas? Parece ser já corrente na comunidade científica e na maior parte dos países que a condição fundamental para sair deste pesadelo é a vacinação. De facto, as vacinas têm transformado, na maior parte dos casos, aquilo que era uma doença mortal ou grave, numa gripe que não obriga a internamentos e que desaparece ao fim de alguns dias. É por isso que países como a França, a Alemanha ou a Áustria tomaram medidas que, praticamente, tornam a vacina obrigatória, quando não mesmo compulsiva. Quem não estiver vacinado não deveria entrar em restaurantes, em supermercados, em transportes públicos, em concertos, em edifícios públicos, etc..

E, neste ponto, a acção (ou melhor, a não-acção) do governo de Macau surge aos olhos de muitos como incompreensível e mesmo difícil de aceitar tendo em conta as dificuldades que a maior parte das gentes deste território atravessa devido à actual situação. O covid-19 só será derrotado, como o foi a poliomielite por exemplo, através da vacinação. Qualquer outra esperança não terá quaisquer resultados pois o vírus continuará sempre a espalhar-se até não encontrar lugar onde se estabelecer, ou seja, no corpo dos não-vacinados.

A inacção do governo de Macau em relação às vacinas vai fazer com que o problema por aqui nunca acabe. Ho Iat Seng deu o exemplo e foi dos primeiros a ser vacinado, mas o seu exemplo não foi seguido, o que também pode significar que a população não confia inteiramente nem nas vacinas nem no Chefe do Executivo. Não houve uma campanha decente, nem indecente. Não houve o cuidado de pôr as associações a contribuir para a vacinação. Não se criou uma onda de responsabilização cívica que levasse as pessoas a vacinarem-se. E, sobretudo, não se dificulta a vida aos não vacinados com medidas efectivas.

Não me venham com discursos sobre a liberdade de cada um. Esta acaba onde começa a liberdade dos outros, que têm o direito de não serem contagiados e de quererem retomar a sua vida normal. Como todos sabem, felizmente existem vacinas obrigatórias para frequentar as escolas e ninguém se abespinha. Graças a elas, muitas doenças foram erradicadas e muitos dos que não se querem vacinar estão hoje vivos.

No dia em que Macau abrir as suas portas ao mundo, o covid-19 aqui entrará alegremente. E essa alegria decorre do facto de encontrar imensos corpos não vacinados. Enquanto o governo da RAEM não tomar medidas mais severas, muita gente entende que não se deve vacinar. Por quê? Na maior parte dos casos, por mero provincianismo, noutros por egoísmo, mas a maior parte porque não vê vantagens nisso. E dizem: “Eu não penso sair de Macau, porque me hei-de vacinar?” Como se a questão fosse individual e não colectiva. E o governo, que tanto defende que os direitos colectivos se devem sobrepor aos individuais, neste caso fica de braços cruzados à espera que passe. Assim, não passará.

IC | Orquestras de Macau vão cumprir temporada apesar de despedimento de Lu Jia

O Instituto Cultural garante que todas as actuações agendadas são para cumprir, apesar da reestruturação em curso. No entanto, um membro da orquestra afirmou que já foram cancelados seis espectáculos e que, para a presente temporada ser concretizada, faltam 20 músicos. Lu Jia, o maestro chinês despedido apelida a situação de “horrível” e diz que ainda não foi contactado pelo IC

O Instituto Cultural (IC) assegurou na passada sexta-feira que a Orquestra de Macau e a Orquestra Chinesa de Macau irão cumprir as actuações agendadas. Isto, apesar do despedimento do director musical, Lu Jia, e da criação de uma nova entidade.
Numa resposta enviada à agência Lusa, o IC prometeu que a temporada de concertos, que termina no final de Julho, “e os respectivos trabalhos decorrerão de acordo com o plano definido”, embora sem o maestro chinês Lu Jia. O maestro, que liderava a Orquestra de Macau desde 2008, já abandonou a região, com a secção sobre o aclamado maestro chinês a ser, entretanto, retirada da página na Internet da orquestra.
No entanto, um membro da Orquestra de Macau, que pediu para não ser identificado por temer represálias, confirmou à Lusa que esta semana foram já canceladas seis actuações, incluindo duas na passada sexta-feira.
As actuações, a cargo de um quarteto de músicos da Orquestra de Macau, faziam parte de um programa que levava a música clássica a locais como orfanatos, hospitais, lares para idosos e prisões.
De acordo com os websites das duas orquestras, a Orquestra Chinesa de Macau tinha 21 concertos marcados até ao final de Julho, ao passo que a Orquestra de Macau tinha 15 espectáculos agendados. Além disso, o principal portal de venda de bilhetes para espetáculos na cidade, o MacauTicket, não tem listado qualquer concerto para nenhuma das duas orquestras para o resto de 2022.
O membro da Orquestra de Macau disse ainda que a formação tem menos 20 músicos do que os necessários para cumprir a presente temporada. Alguns tinham sido seleccionados numa audição a nível mundial realizada em 2019, mas não foram depois autorizados a entrar na cidade, enquanto outros músicos encontravam-se fora de Macau quando começou a pandemia da covid-19 e acabaram por não ver os seus contratos renovados, explicou a mesma fonte.

Nem tido, nem achado

Em declarações à TDM – Canal Macau, o maestro chinês Lu Jia diz que soube do seu afastamento pelos amigos e que ainda está à espera de um contacto oficial do IC. Ao fim de 13 anos de ligação, o maestro considera que a forma como os músicos das orquestras estão a ser tratados é “injusta” e que o facto de todo o trabalho desenvolvido ter desaparecido de um dia para o outro é “horrível”.

“A orquestra foi construída ao longo 13 anos. Todos os recursos do Governo, todos os recursos públicos, todo o apoio do público e o trabalho dos músicos, que trabalharam ao longo de anos e
anos na construção de uma orquestra de alta qualidade desapareceram de um dia para o outro. Isto é verdadeiramente horrível”, disse.
O IC tinha anunciado na quinta-feira a criação da Sociedade Orquestra de Macau, Limitada, “detida integralmente” pelo Governo de Macau”, que a partir de amanhã vai acolher, “sem sobressaltos”, as duas orquestras.
Além de “reduzir a dependência do erário público”, o objectivo da transferência passa por “melhor corresponder (…) às necessidades de formação de quadros qualificados” na área da música, explicou o IC.
Recorde-se que os músicos locais das duas orquestras viram os contratos rescindidos e receberam uma indemnização, mas estão “a transitar, de forma ordenada,” para a Sociedade Orquestra de Macau. Já os músicos não-residentes, serão transferidos sem receber qualquer compensação, mantendo “as condições contratuais originais”, explicou o IC à Lusa.
Na quarta-feira, o Governo de Macau nomeou para a presidência do IC Leong Wai Man, que desde 2018 desempenhava as funções de vice-presidente. Leong Wai Man sucede a Mok Ian Ian, que na semana passada foi transferida para a presidência do conselho de administração do Centro de Ciência de Macau.
A Orquestra Chinesa de Macau foi fundada em 1987, ainda durante a administração portuguesa do território. A Orquestra de Macau foi oficialmente criada em 2001.