China / ÁsiaCuba | Pequim opõe-se a acusação dos EUA contra Raúl Castro Hoje Macau - 22 Mai 2026 A República Popular da China criticou ontem a acusação dos Estados Unidos contra o ex-Presidente cubano Raúl Castro, afirmando que se tratou de um aproveitamento abusivo de meios legais. Os Estados Unidos acusaram Raúl Castro de assassinato de cidadãos norte-americanos em 1996. Para Pequim, a acusação foi uma mais uma forma de Washington pressionar as autoridades cubanas. “A China sempre se opôs às sanções unilaterais ilegais que não têm qualquer fundamento no direito internacional e (…) é contra o abuso de meios legais”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. O mesmo porta-voz defendeu que os Estados Unidos devem parar de usar as sanções, a “força da lei” e as ameaças contra Cuba. Guo Jiakun disse também que Pequim apoia Cuba na defesa da “soberania e dignidade nacional” e opõe-se a qualquer interferência estrangeira. Raúl Castro, 94 anos, irmão de Fidel Castro (1926-2016), foi acusado, juntamente com outros líderes cubanos, de assassinato de norte-americanos num caso que remonta a 1996. Na altura, dois aviões comerciais pilotados por opositores do líder cubano foram abatidos, provocando a morte a quatro pessoas, indicou a acusação dos Estados Unidos. Raúl Castro era então Ministro da Defesa do Governo de Havana. A acusação norte-americana ocorre numa altura em que se agravam as tensões entre Washington e Havana. Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impôs em Janeiro um bloqueio total de petróleo a Cuba.