Carta ao poeta 白居易 Bai Juyi (774-842), em Hangzhou

Escrevo-te, meu querido e reverenciado amigo Bai Juyi, para te agradecer o acolhimento fraterno, de grande irmão mais velho que me proporcionaste nos cinco dias em que, no início da Primavera de 2011, estive a teu lado em Hangzhou, nas longas deambulações em redor do Lago Oeste, na visita aos tempos de Lingyin e de Yongfu, no passeio pelos diques e pela perfeição das ilhas do Lago.

Encontrei-te logo à chegada a Hangzhou. Estavas igual ao que sempre foste, agora moldado no bronze dos séculos, ali na margem norte do Lago despedindo-te da gente boa da cidade, em 824, após três anos como governador de Hangzhou. Nos olhos, na memória de todos, a figura do digno mandarim e letrado defensor de pobres e humildes.

Um forte abraço na tua estátua de bronze, e fomos retratados os dois, para testemunho da minha velha admiração.
Imortal da Poesia, foi cumprida nos séculos VIII e IX a tua excelente missão de funcionário imperial, mandarim, poeta e homem de bem. Hoje continuas sereno a assistir ao perpassar dos anos, junto ao Lago Oeste, admirado por multidões de chineses que, tal como eu, não resistem ao apelo da fotografia a teu lado. Aproveitei para te segredar que havia traduzido a tua poesia para português, a quinta língua mais falada do mundo e publicado em 1991, em Macau uma antologia, os Poemas de Bai Juyi[1], com parte representativa da tua obra, 202 poemas no total. Um finíssimo sorriso teu, de bronze, cumplicidade e amizade.

Chegaste a Hangzhou no Verão de 822, com 50 anos de idade e pouca vontade de exercer as funções de governador. Escreveste então: “Há muitos homens sábios na corte, eles dirigem os destinos do império. Eu prefiro voltar o meu rosto para o Lago Oeste e durante dois ou três anos ter como única ocupação o vinho e a poesia”.

No entanto, o teu nome ficou ligado a uma obra ainda hoje existente e emblemática para as gentes da cidade, a construção do Bai Di, um extenso dique no lado oeste do Lago capaz de conter e regularizar o fluxo das águas, o que facilitou a irrigação e os trabalhos agrícolas.

Uma das tarefas de um governador de cidade era endereçar preces aos deuses, pedindo auxílio e protecção. Deixaste-nos, Bai Juyi, bons exemplos do teu pragmatismo e utilitarismo, tão comum no homem chinês. Ao Dragão Negro do Norte, um dos espíritos que comanda as chuvas, escreveste: “Dirigimo-nos a ti na esperança de um favor, mas não te esqueças que a tua divindade depende de nós. As criaturas não são divinas por conta própria, são os crentes que as fazem divinas. Se dentro de três dias as chuvas começarem a cair, a água será uma bênção para os camponeses e nós reconheceremos os teus poderes sagrados. Mas se permaneceres quieto, olhando calmamente o estiolar das colheitas por falta de chuva, isso não será apenas desastroso para o povo, será também mau para ti. A ti compete decidir.”

Os quotidianos em Hangzhou, segundo as tuas próprias palavras, eram “festas, passeios, comer e dormir”. Em 824, no regresso a Chang’an, a actual Xi’an, capital do império, estavas triste, a vida na cidade do Lago Oeste fora agradável, pacífica e enriquecedora. Num adeus às gentes de Hangzhou, escreveste:

Não governei a cidade como os sábios do passado,
Porque vejo então lágrimas em vossos olhos?
Foram pesados os impostos, o povo é muito pobre,
Tempos difíceis para os camponeses, a seca assolando os campos.
Tudo o que fiz foi levantar um dique nas águas do Lago,
Ajudar um pouco a irrigar a terra.

Fizeste-me companhia nestes dias em Hangzhou, também nas caminhadas pelos arredores da cidade. Subimos ambos os montes até ao famoso e antiquíssimo templo budista de Lingyin construído no ano 326 onde os muitos romeiros chineses, em sucessivas genuflexões sentidas, pediam ao velho Buda de madeira de cânfora com 20 metros de altura, benesses e protecção, a eliminação do sofrimento, uma vida melhor e mais rica. Avançámos depois para o pouco conhecido templo de Yongfu, ou seja da Felicidade Completa. Longe dos homens, no vazio da floresta, havia pavilhões suspensos no verde das encostas, portões de madeira lavrada, a pequena névoa azul dos fumos de incenso, sorrisos dos budas, o rosa suave e denso das ameixieiras em flor, a água chilreando nas cascatas embalada pelo cantar dos pássaros.

Regressámos em paz ao Lago. Diante do pagode de Leifeng sentámo-nos num pequeno varandim sobre as águas, bebemos uns cálices de aguardente de sorgo. Caía a tarde, ouvimos cânticos do céu. Ofereceste-me então este teu poema, escrito aqui no ano de 824.

A norte, o mosteiro, a ocidente, o grande pavilhão,
cheio o lago Oeste, transbordando para as margens,
As nuvens dançam, parecem suspensas nas águas.
É Primavera, rouxinóis procuram árvores ao sol,
andorinhas ziguezagueiam sobre pequenas ondas,
a erva começa a cobrir os cascos dos cavalos,
meus olhos fascinados pela profusão das flores.
Gosto muito de passear na margem leste do lago,
poderia passar aqui todos os meus dias
na restinga de areia branca sombreada por salgueiros verdes.

Covid-19 | Cuidados hospitalares reajustados para aumentar camas

Com as urgências a rebentar pelas costuras face ao volume de infecções, foram suspensos serviços médicos não urgentes ou não essenciais para dar prioridade ao tratamento de doentes com covid-19. As enfermarias do São Januário contam agora com 300 camas. Um responsável das urgências sublinha que as chances de reinfecção são muito baixas entre três a seis meses depois da recuperação

 

Com as mortes relacionadas com covid-19 a chegar às 32, ontem foram declaradas mais duas mortes, duas mulheres de 91 e 94 anos, sem vacina, e depois de na terça-feira à noite ter sido anunciado o maior número de óbitos de pessoas infectadas (sete), e com as urgências hospitalares à beira do colapso, os Serviços de Saúde anunciaram a reorganização de recursos de forma a dar prioridade ao tratamento de doentes com covid-19.

“O número de doentes com necessidade de internamento continua a aumentar, daí que os Serviços de Saúde (SSM) procederam de forma uniformizada, à mobilização dos profissionais de saúde, de modo a melhorar a assistência médica aos infectados pelo novo tipo de coronavírus”, anunciaram as autoridades, sublinhando que a optimização gradual tem como objectivo aliviar as necessidades de internamento.

No Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) foram criadas mais enfermarias de isolamento, através da junção de alguns serviços com menor taxa de ocupação de doentes internados. A medida permitiu aumentar para 300 as camas de isolamento no hospital público, e para 700 no cômputo geral.

Também foi ajustado o tempo de internamento de doentes que apresentam quadro clínico estável no hospital e o reencaminhamento para Centro de Tratamento Comunitário no Dome ou hotéis de tratamento em isolamento. Desta forma, as autoridades aumentaram o número de camas para casos mais graves. Só na terça-feira, mais de 80 doentes tiveram alta hospitalar ou foram transferidos do CHCSJ. Além disso, foi suspensa a vacinação no hospital público e o espaço de consulta externa de 24 horas foi transformado numa “área de transição dos doentes da urgência, onde estão disponíveis 40 camas provisórias”.

Mão para a obra

Em relação à afectação de pessoal e instalações, os SSM suspenderam “serviços médicos não urgentes ou não essenciais”, e alocaram “recursos médicos para dar prioridade ao salvamento de doentes com covid-19”.
Cerca de 80 médicos especialistas de diversos serviços clínicos foram organizados para coordenar enfermarias de isolamento, enquanto que perto de 60 médicos residentes e médicos dos centros de saúde foram enviados para os Serviços de Urgência e o Centro de Tratamento Comunitário.

Os SSM dão conta ainda da contratação temporária de 13 enfermeiros aposentados, 38 médicos do internato e 23 enfermeiros estagiários para prestar apoio ao Serviço de Urgência e no Centro de Tratamento Comunitário no Dome. Importa também salientar que 86 alunos do Instituto de Enfermagem Kiang Wu reforçaram o sistema de saúde local.

Recobro e prudência

Ontem, no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, o director substituto do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Chang Tam Fei, apaziguou as preocupações de ouvintes que temiam voltar a ser infectados com covid-19. Chang Tam Fei afirmou que as probabilidades de reinfecção no período entre três e seis meses depois da recuperação são muito baixas, em especial para indivíduos com sistemas imunológicos fortes.

Porém, o responsável sublinhou que pessoas com sistemas imunológicos mais debilitados devem tomar precauções uma vez que têm mais chances de voltar a apanhar covid-19.

Luís Gomes, do Departamento do Ensino Não Superior da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) também participou no programa radiofónico e salientou o aumento dos postos de consultas externas comunitários para um total de 17. Desde o dia de Natal, cerca de 3.000 pessoas recorreram às tendas estabelecidas nos bairros da região para procurar tratamento médico e fármacos. No dia mais movimentado dos últimos três, Luís Gomes revela que mais de 3.800 pessoas recorreram aos postos comunitários, onde também se disponibiliza apoio a quem não consegue marcar uma consulta médica.

Fármacos | Associações contra corrida a medicamentos

A Associação Chinesa dos Profissionais de Medicina de Macau e a Sociedade Farmacêutica de Macau apelaram à população para que evite a corrida a marcas específicas de medicamentos antifebris. O apelo foi feito através do jornal Ou Mun, depois de se ter verificado uma elevada procura por algumas marcas como Panadol. Segundo o comunicado das associações, Paracetamol e Ibuprofen são as substâncias activas mais populares para tratar de febres, por isso, desde que sejam utilizadas nos medicamentos que se pretende comprar, o nome da marca não tem relevância. No caso de comprarem comprimidos à base de Paracetamol e Ibuprofen e ainda assim terem dúvidas, as associações sugerem aos cidadãos que consultem as opiniões de médicos ou farmacêuticos.

FSS | Pandemia prolonga prazo de pagamento

Devido ao impacto da onda de infecções de covid-19, o Fundo de Segurança Social (FSS) prolongou o prazo para o pagamento de várias obrigações para 28 de Fevereiro de 2023. Segundo a nota de imprensa do FSS, os pagamentos que podem ser atrasados implicam as contribuições dos trabalhadores permanentes do quarto trimestre de 2022, a taxa de contratação de trabalhadores não residentes, as contribuições de trabalhadores eventuais, bem como as contribuições do quarto trimestre de 2022 do regime facultativo. Face ao elevado número de casos de covid-19, o FSS deixou ainda um apelo para se reduzir a aglomeração nos serviços. “O FSS apela aos residentes para utilizarem mais os meios electrónicos para consultar, requerer e tratar dos serviços do FSS, de modo a reduzir a aglomeração de pessoas”, pode ler-se na nota de imprensa.

Autocarros | Pedida compreensão face a escassez

Wong Man Pan, Membro do Conselho Consultivo do Trânsito, pediu comprensão aos residentes face ao surto de covid-19 que afecta todo o território, e que por isso também os autocarros estão a viajar com menor frequência. Em causa, está o elevado número de infectados entre os motoristas das empresas de transportes. De acordo com o jornal do Cidadão, Wong Man Pan sugeriu ainda que as empresas de autocarros evitem algumas paragens para que se mantenham todos os percursos essenciais. Ao mesmo tempo, Wong defendeu ainda o reforço dos trabalhos de desinfecção no interior dos autocarros para garantir a saúde de motoristas e passageiros.

DSEDJ | Assegurado apoio a estudantes com exames de acesso à universidade

Apesar de o regresso às aulas ter sido adiado para 9 de Janeiro, está assegurado o apoio e acesso às escolas de alunos do ensino secundário complementar para se prepararem para os exames de acesso ao ensino superior, inclusive para candidaturas a universidades portuguesas. A garantia foi dada ontem por Luís Gomes, do Departamento de Ensino Não-Superior da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

O responsável indicou ontem no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau que a decisão de adiar o regresso das aulas está relacionada com a pandemia. “Não queremos iniciar as aulas neste período de pico de epidemia. Muitos docentes e alunos estão a recuperar depois de terem sido infectados, e a decisão foi tomada para proteger a saúde dos docentes e alunos”, afirmou o responsável.

Luís Gomes disse ainda que a DSEDJ deu indicação às escolas para apoiarem alunos de outros anos de escolaridade, além dos que se preparam para os exames de admissão à universidade, e do ensino especial, assim como os encarregados de educação.

Retalho | Governo garante abastecimento de alimentos

O Conselho de Consumidores (CC) e a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) asseguram que os supermercados do território têm abastecimento suficiente de bens de primeira necessidade, tal como cereais e óleos, além de que está “assegurada a estabilidade dos preços”.

Segundo uma nota de imprensa, é referido, após visitas e contactos a supermercados, que “as mercadorias actualmente disponíveis são suficientes”, sendo que os produtos mais procurados são “bebidas de electrólitos e pastilhas para a garganta”, cujo fornecimento será reforçado “o mais rápido possível”.

Sobre a quantidade de cereais e óleos, o Governo garante que até ao mês de Dezembro existem no mercado 1,20 milhões de quilos de arroz, 500 mil litros de óleo alimentar e 1,45 milhões de quilos de massa, “sendo uma quantidade suficiente para o consumo de cerca de um mês”.

“Por outro lado, em relação aos alimentos enlatados e outros artigos de uso doméstico, tanto o seu estoque, como o seu abastecimento, mantém-se suficiente e estável”, é ainda dito.
Além disto, a DSEDT apelou ao sector do retalho para “aumentar a importação dos produtos, a fim de satisfazer as necessidades dos residentes”.

Ano Novo Chinês | Visitantes do Interior querem “inundar” Macau

Horas depois de serem levantadas as restrições de viagem no Interior, os turistas inundaram o portal de pesquisa Ctrip.com e Macau foi o destino mais procurado. No entanto, a enchente de turistas pode não se verificar, devido à falta de capacidade no Interior para lidar com a emissão de vistos

 

Macau é o destino mais procurado pelos turistas do Interior que querem passar o ano Novo Chinês fora de casa. A informação foi divulgada pela plataforma de viagens Ctrip.com, a partir das pesquisas feitas no portal da empresa chinesa.

A grande procura por Macau surgiu depois de a Comissão Nacional de Saúde do Interior anunciar, a 26 de Dezembro, o cancelamento das medidas de quarentena para quem viesse do estrangeiro.

Segundo a informação da Ctrip.com, logo após o anúncio do fim das restrições, o volume de pesquisas sobre os destinos mais populares cresceu dez vezes face ao período homólogo. No caso da procura de voos e hotéis, os números atingiram, numa questão de horas, o pico dos últimos três anos.

No ranking das pesquisas, e de acordo com os dados citados pelo jornal China Daily, Macau foi o destino mais pesquisado, seguido por Hong Kong, Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Malásia, Austrália e Reino Unido.

Além das pesquisas por destinos, a procura de excursões no exterior para o Ano Novo Chinês também aumentou seis vezes no motor de buscas da plataforma de viagens.

Peso da realidade

Apesar dos sinais positivos, a recuperação do turismo em Macau deve demorar mais tempo do que o previsto, devido à emissão de vistos pelas autoridades do Interior, que tem várias limitações.

Mesmo com a pesquisa de excursões de Ano Novo Chinês a aumentar seis vezes face ao ano passado, os governantes do Interior definiram como prioridade a atribuição de vistos de saída para comerciantes, estudantes e pessoas que se querem deslocar para visitar familiares.

Segundo um responsável da Ctrip, citado pelo jornal China Daily, nesta fase, os serviços da China simplesmente não têm capacidade para lidarem com tantos vistos, devido à onda de covid-19, que está a paralisar a sociedade.

O responsável, que não foi identificado, afirmou que de acordo com os dados da empresa, desde 7 de Dezembro, os pedidos de vistos para visitas ao estrangeiro aumentaram doze vezes em termos anuais. Singapura, Japão, Coreia, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália são os países mais procurados.

Os dados da Ctrip.com mostram ainda que apesar de o número de viagens ao estrangeiro ter vindo a descer, os visitantes gastam cada vez mais.

Jogo | Anunciado valor limite de comissões pagas às promotoras

A partir do próximo ano, as promotoras de jogo não podem receber mais de 1,25 por cento em comissões do valor líquido de fichas de jogo. O valor foi anunciado ontem, através de um despacho publicado em Bolem Oficial

 

A partir do próximo ano, as comissões pagas aos junkets ficam limitadas a 1,25 por cento do “montante líquido da conversão das fichas de jogo”. O valor máximo limite foi publicado ontem no Boletim Oficial, num despacho publicado pelo secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Neng.

Segundo o novo regime da actividade de exploração de jogos de fortuna ou azar em casino, a partir do próximo ano as empresas promotoras de jogo só podem exercer actividade junto de uma única concessionária e “mediante o recebimento de comissões”. As outras formas de pagamento, como partilha de receitas, ficam excluídas dos acordos e são consideradas proibidas.

O regulamento publicado ontem no Boletim Oficial explica também que são consideradas e calculadas como comissões “quaisquer vantagens ou liberalidades que sejam oferecidas ou proporcionadas, na Região Administrativa Especial de Macau ou no exterior, de forma directa ou indirecta, ao promotor de jogo”. Além dos pagamentos feitos pela concessionária, são consideradas comissões os pagamentos feitos por “sociedade participada pela concessionária ou demais sociedades comerciais pertencentes ao mesmo grupo da concessionária”.

As alterações introduzidas pelo regime da actividade de exploração de jogos de fortuna ou azar em casino visam regular o sector dos junkets, principalmente com o objectivo de impedir a promoção do jogo a clientes VIP no Interior.

O diploma foi apresentado após vários processos criminais no Interior contra algumas das principais empresas, como a Suncity e Tak Chun, e que posteriormente foram complementados com acções semelhantes nos tribunais da RAEM, que ainda se encontram a decorrer.

Pagar a caução

Também ontem através de despacho publicado em Boletim Oficial foram dados a conhecer os valores das cauções para o exercício da actividade pelas empresas promotoras, colaboradores e sociedade gestoras, ou seja, os casinos satélites. As empresas promotoras de jogo ficam obrigadas a prestar uma caução de 1,5 milhões de patacas, enquanto os colaboradores têm de pagar 500 mil patacas.

Por último, também as sociedade gestoras estão obrigadas a pagar caução de 1,5 milhões de patacas para exercer actividade.

Todas as alterações entram em vigor a partir do próximo ano, ao mesmo tempo que os novos contratos de concessão para a exploração de jogo.

Protecção de dados | Empresa multada por violar lei

A empresa Tecnologia de Informação de Zhuque Macau Limitada foi multada em 40 mil patacas pelo Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP), devido a acções de telemarketing sem o consentimento dos visados. A informação foi revelada ontem, através da publicação pelo GPDP de um anúncio de “censura pública”. A empresa em questão é detida pelo casal Liu Yuan e Lin Yong Hong, ambos com morada em Zhongshan, no Interior.

Segundo a informação publicada, entre as 40 mil patacas de multa, 30 mil foram justificadas pelo facto da empresa ter realizado telemarketing sem consentimento do titular dos dados, de quem alegadamente terá partido a queixa para este processo.

Como durante o telefonema com o queixoso a empresa também “não forneceu as respectivas informações do tratamento, nem assegurou o seu conhecimento por parte do titular dos dados” foi alvo de outra multa de 5 mil patacas. A esta juntou-se ainda outra multa de mais 5 mil patacas, pelo facto de não ter parado com as campanha de publicidade, mesmo depois de o visado ter pedido para o fazerem.

Além das multas que totalizam 40 mil patacas, foi aplicada à Tecnologia de Informação de Zhuque Macau Limitada a pena acessória de “proibição temporária ou definitiva do tratamento, o bloqueio, o apagamento ou a destruição total ou parcial dos dados”.

Saúde mental | Coutinho preocupado com recursos

O deputado José Pereira Coutinho quer saber como os Serviços de Saúde vão combater a “insuficiência de quadros profissionais” na área da saúde mental. A questão faz parte de uma interpelação enviada pelo deputado ao Governo.

Para o deputado, que cita um estudo da Organização Mundial de Saúde, acontecimentos como a guerra da Ucrânia ou o aumento da inflação têm criado cada vez mais problemas de ansiedade e depressão. Além disso, também os residentes de Macau sofreram com pesadas medidas de restrição de circulação, que podem ter criado desafios à saúde mental . Por isso, o deputado exige respostas para lidar com a situação.

“Que medidas concretas a curto e médio prazo vão ser implementadas relativamente à insuficiência de quadros profissionais, na área de saúde pública mental, para que seja sempre garantida, em tempo útil, a qualidade dos serviços de assistência médica e tratamento, para pessoas com transtornos mentais?”, questionou José Pereira Coutinho.

O legislador ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) perguntou também por planos para apostar na prevenção e cuidado deste tipo de doenças. “Quais os recursos que o Governo irá disponibilizar, em serviços de prevenção e no tratamento de doenças mentais, e no âmbito da formação contínua, na implementação de cursos de especialização para profissionais deste sector de saúde, nomeadamente nas áreas de Psiquiatria, Psicologia, Enfermagem Psiquiátrica, e Terapia Ocupacional?”, perguntou.

Portugal-China | Costa Silva quer reforçar cooperação no sector da energia

Lusa
Economia do mar, energias renováveis e ciências da saúde são as três grandes áreas nas quais Portugal pretende cooperar mais com a China. A estratégia foi apontada por António Costa Silva, ministro português da Economia, no jantar de celebração do sexto aniversário da Associação dos Amigos da Nova Rota da Seda. O governante salientou também a importância do investimento chinês em Portugal

 

A relação entre Portugal e a China está de pedra e cal e prova disso é a vontade que o Ministério da Economia, liderado por António Costa Silva, tem em cooperar com a China em diversas áreas estratégicas e de futuro. No jantar de celebração do sexto aniversário da Associação Amigos da Nova Rota da Seda, que decorreu no passado dia 20, o ministro português mostrou vontade de cooperar com o país em três áreas concretas: economia do mar, energias renováveis e ciências da saúde, além do já tradicional comércio e investimento chinês no país.

Na área das energias renováveis, a aposta parece fazer-se na construção de baterias de lítio. “O Ministério da Economia tem falado com várias empresas chinesas e vamos tentar materializar um grande projecto na área das baterias, pois a China tem uma das melhores tecnologias do mundo nesta área”, começou por dizer António Costa Silva.

“Temos de apostar na mobilidade eléctrica e trabalhar com a China para a transformação deste sector. Queremos sediar em Portugal toda a cadeia de valor das baterias de lítio, desde a extracção à refinação, passando pela produção de materiais. É um objectivo que pretendemos atingir e sobre o qual pretendemos reforçar a nossa cooperação”, adiantou.

Outras das apostas estratégicas centra-se na energia eólica, matéria que já terá sido abordada com o próprio embaixador chinês em Lisboa, Zhao Bentang. “Hoje em dia, 60 por cento da electricidade que utilizamos no país provém de energias renováveis. Portugal é um dos grandes países europeus produtores e exportadores de energias renováveis e, para isso, precisamos de desenvolver todo o potencial da energia eólica offshore. Contamos com a ajuda dos nossos amigos chineses para atingir este objectivo”, disse o governante.

Ainda no fomento da energia eólica, António Costa Silva adiantou que o Governo português “tem recebido abordagens de muitas companhias internacionais e chinesas para desenvolver essa área”. “É um projecto muito interessante pois pode-se basear na construção de ilhas artificiais sustentáveis, com aquacultura na base e sistemas de protecção da erosão da costa”, frisou.

No que diz respeito às ciências da saúde, o ministro e também economista acredita que os países precisam preparar as respostas necessárias após a pandemia da covid-19.

“Também acreditamos que é possível incrementar a cooperação com a China na área das ciências da saúde. É preciso que os países se preparem para as próximas pandemias para preparar toda a actividade nesta área e mobilizar conhecimento e inovação, em prol de respostas. A nossa população acima dos 65 anos tem uma ou mais doenças”, explicou, reforçando a ideia de que o desenvolvimento tecnológico pode ser essencial na fase de diagnóstico e tratamento, para tornar mais fácil a prevenção de doenças.

António Costa Silva mencionou, por último, a economia do mar. “A China representa cerca de 25 por cento do investimento que existe no mundo em ciência e tecnologia, e queremos desenvolver um grande eixo de cooperação com a China para ligar o desenvolvimento da economia do mar à luta contra a ameaça climática. Os países partilham esta ideia forte e temos de tornar os nossos oceanos mais saudáveis, mas, ao mesmo tempo, usá-los para desenvolver e produzir riqueza.”

Uma “economia resiliente”

No evento onde estiveram presentes uma série de individualidades ligadas a Macau, nomeadamente Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, e Vasco Rocha Vieira, último Governador português do território, entre outros, o ministro português não deixou de referir a importância da RAEM na cooperação entre Portugal e China.

“Em 2022, as trocas comerciais entre a China e Portugal continuaram a ser significativas. Em 2021, as trocas ascenderam a cerca de 4,6 mil milhões de euros, e desde Janeiro a Julho deste ano chegaram a 3,6 mil milhões de euros. É importante dinamizarmos ainda mais esta relação. É importante desenvolvermos ainda mais a cooperação, sobretudo através de Macau e do Fórum Macau e da integração que Macau tem hoje no projecto da Grande Baía.”

Estão em causa “duas nações históricas que partilham uma relação com mais de 560 anos”. “Esta relação sempre se baseou no respeito mútuo, na cortesia e na cooperação. Na situação internacional difícil em que vivemos, podemos mostrar o exemplo, reforçando a nossa cooperação económica e trocas comerciais e apostar decisivamente no desenvolvimento do comércio internacional”, adiantou António Costa Silva.

Dirigindo-se aos “amigos chineses”, o ministro deixou claro que “a economia portuguesa é muito resiliente”. “O ano de 2022 está a mostrar que resiste de uma forma que provavelmente muitos subestimaram no passado. Deveremos crescer cerca de 6,8 por cento este ano e vamos ter uma performance acima de todas as expectativas. Portugal é uma economia aberta, temos tido um crescimento muito significativo nas nossas exportações, que este ano vão representar cerca de 50 por cento do nosso PIB [Produto Interno Bruto]”, acrescentou.

Portugal tem também mantido, aos olhos do governante, “uma rota de atracção de investimento externo, o que é muito importante para o desenvolvimento do país”, sendo que “o investimento directo estrangeiro ultrapassou, no primeiro semestre de 2022, 2,4 mil milhões de euros”.

De frisar que, nesta equação, e segundo dados divulgados em Março, a China é o quinto maior investidor em Portugal, sendo que apenas 28 por cento do investimento é directo, enquanto 41 por cento é feito através do Luxemburgo.

A intervenção da representante da embaixada chinesa em Portugal, uma vez que Zhao Bentang não pôde estar presente, não deixou de apontar para a importância da crescente cooperação económica entre a China e Portugal. Foi ainda referida a realização do XX Congresso do Partido Comunista Chinês e das ideias que daí saíram. “A China realizou o XX Congresso com grande sucesso, e graças às múltiplas crises o relatório do congresso afirmou ao mundo que o país está comprometido em desenvolver a amizade e cooperação com outros países”, promovendo, entre outras questões, “um novo paradigma de relações internacionais”.

As crises de hoje

António Costa Silva deu a entender que o caminho da harmonia diplomática e equilíbrio de consensos que a China pretende é também partilhado com Portugal. Hoje existe “uma situação difícil no mundo em que vivemos, particularmente com uma guerra na Europa que está a criar fracturas geopolíticas e a ter repercussões muito graves nas cadeias de abastecimento mundiais e a mudar o funcionamento da economia”.

“É importante a globalização e integração crescente da economia mundial, assim como a cooperação entre todos os países do mundo e o desenvolvimento exponencial do comércio. Muitas pessoas saíram da linha de pobreza, e estamos a entrar num funcionamento diferente da economia do planeta”, frisou o ministro da Economia.

No cenário europeu, o governante alertou para a existência de crises “segurança, defesa e energética”, numa referência ao conflito na Ucrânia, mas também para a “crise climática e ambiental que não desapareceu”.

“A crise energética é profunda, e a Europa decidiu prescindir do abastecimento de gás que vinha da Rússia, que são 140 mil milhões de metros cúbicos, cerca de 27 por cento do mercado mundial de abastecimento de energia. É evidente que esta atitude provoca grandes convulsões no sistema energético internacional”, concluiu Costa Silva.

Covid-19 | China passará a divulgar mortes e casos graves semanalmente e depois mensalmente

O Mecanismo Conjunto de Prevenção e Controlo do Conselho de Estado do executivo chinês declarou na terça-feira que as mortes e casos graves de covid-19 no país serão divulgados semanalmente e, posteriormente, mensalmente, informaram hoje os meios de comunicação locais.

A Comissão Nacional de Saúde já havia anunciado na segunda-feira que, a partir de 08 de janeiro, a covid-19 deixará de ser uma doença de categoria A – o nível de perigo máximo e para a sua contenção são necessárias as medidas mais severas – para passar a ser de categoria B, que contempla um controlo mais frouxo, marcando assim o fim da política “covid zero” que vigorava há quase três anos.

Após essa data, as informações sobre óbitos e casos graves devido à doença passarão a ser semanais e, “na sequência da evolução da pandemia”, passarão a ser “mensais”, referiu o Mecanismo Conjunto, que não deu mais detalhes sobre o assunto.

Da mesma forma, as autoridades não vão notificar o número de contactos próximos dos infectados com covid-19 e nem vão distinguir entre casos locais e importados, ao contrário do que indicavam os relatórios diários publicados desde o início da pandemia.

Além disso, o fim da obrigatoriedade de realização de testes de PCR de rotina para a maior parte da população resultou numa deteção de casos significativamente menor do que a propagação real do vírus, além disso, as pessoas assintomáticas e os com sintomas leves já podem fazer a quarentena nas suas casas.

A rápida propagação do vírus em todo o país lançou dúvidas sobre a confiabilidade dos números oficiais, que relataram apenas um punhado de mortes pela doença, embora, por exemplo, a província de Zhejiang (leste) estimou recentemente que um milhão de seus habitantes estava a ser infectados todos os dias.

Segundo um especialista citado pela imprensa do Estado, as mortes causadas por doenças subjacentes em pacientes que foram infetados pelo novo coronavírus não são contabilizadas como mortes pela covid-19.

Hospitais de grandes cidades como Pequim têm sofrido grande pressão e dificuldades para atender a todos os pacientes, segundo depoimentos recolhidos nas redes sociais do país.

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou-se “muito preocupada” com a evolução da covid-19 na China e exigiu “mais informação”, ao que o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês respondeu que Pequim tem partilhado os seus dados “de forma aberta, pontual e transparente” desde o início da pandemia.

O Governo chinês assegurou no início deste mês que estavam reunidas as “condições” para que o país ajustasse a sua restrita política de “covid zero” face a uma “nova situação” em que o vírus provoca menos mortes.

A imprensa oficial também começou há algumas semanas a minimizar o risco da variante Ômicron por meio de inúmeros artigos e entrevistas com especialistas, uma mudança de argumentos que foi acompanhada do relaxamento de algumas das restrições mais severas.

As mudanças surgiram após os fortes protestos da população em vários pontos do país, após a morte de dez pessoas num prédio aparentemente confinado em Urumqi (noroeste), demonstrando o cansaço das pessoas com as medidas severas impostas pelo Governo chinês.

Pelo menos 25 mortos nas inundações de Natal nas Filipinas – novo balanço

Pelo menos 25 pessoas morreram nas inundações ocorridas no dia de Natal, nas Filipinas, indicaram hoje, num novo balanço, as autoridades.

Dezenas de milhares de pessoas foram forçadas a fugir de casa, depois de a chuva torrencial ter deixado submersas várias localidades e autoestradas, cortando as festividades natalícias, neste país de maioria católica.

Mais de 81 mil pessoas procuraram refúgio nos centros de acolhimento, indicou a agência de gestão de catástrofes filipina, numa altura em que prosseguem os esforços para ajudar as populações mais atingidas.

Além das vítimas mortais, 13 das quais registadas na província de Misamis Ocidental, na ilha de Mindanau, no sul do arquipélago, a agência disse que 26 pessoas continuam desaparecidas e nove ficaram feridas.

As previsões meteorológicas apontaram para uma continuação da chuva, moderada a forte, durante o dia e na quinta-feira, nas regiões central e sul, devido à presença de uma zona de baixa pressão proveniente da costa, com a possibilidade de evoluir para depressão tropical.

“Inundações e aluimentos de terra desencadeados pela chuva são possíveis”, explicou o instituto de meteorologia filipino.

Por outro lado, as autoridades disseram que estão a decorrer operações de reconhecimento aéreo na zona de Misamis Ocidental para avaliar a extensão dos danos.

As condições meteorológicas começaram a agravar-se no final da semana passada nas Filipinas, um dos países do mundo mais vulneráveis às catástrofes naturais e quando grande parte dos 110 milhões de habitantes se preparavam para festejar o Natal.

Líder da Coreia do Norte quer reforçar capacidade de autodefesa do país

O líder da Coreia do Norte apresentou novos objetivos militares aos funcionários do Partido dos Trabalhadores, no poder, noticiou hoje a agência oficial estatal KCNA, sugerindo que os testes de armas vão continuar no próximo ano.

Kim Jong-un “estabeleceu novos objetivos essenciais para reforçar a capacidade de autodefesa, que serão implementados em 2023”, avançou a KCNA, sem dar pormenores.

O líder norte-coreano preside atualmente a uma reunião anual do partido, em Pyongyang, onde também outros líderes do partidários apresentam objetivos políticos para 2023 em áreas essenciais como diplomacia, segurança e economia.

No seu relatório, Kim “analisou e avaliou a nova situação difícil que surgiu na península coreana”, em que sublinhou “a direção da luta contra o inimigo” à qual o “deve aderir”, disse a KCNA, numa aparente referência à recente escalada de tensões entre as duas Coreias.

A Coreia do Norte, com armas nucleares, conduziu este ano uma série recorde de testes de armas, incluindo lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), continuando a desafiar as sanções da ONU.

Na segunda-feira, os militares sul-coreanos anunciaram também que tinham destacado caças e helicópteros de combate depois de cinco ‘drones’ [aparelhos aéreos não tripulados] norte-coreanos terem entrado em território do Sul, um dos quais atingiu o espaço aéreo perto de Seul.

Geralmente, as reuniões plenárias de fim de ano da Coreia do Norte permitem conhecer as prioridades do regime, a nível interno e externo. Analistas disseram esperar pormenores sobre a reunião no final desta semana.

Óbito | Morreu José Pedro Sacco, jornalista da TDM Rádio Macau

Morreu hoje, aos 62 anos de idade, o jornalista e editor da TDM Rádio Macau José Pedro Sacco. Este era um dos trabalhadores mais antigos da empresa, onde começou a trabalhar como repórter em 1984, ainda no período da Administração portuguesa.

José Pedro Sacco nasceu a 14 de Dezembro de 1960. Tanto a TDM como a direcção da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau já emitiram notas de pesar pelo falecimento do jornalista, tendo transmitido as “mais sentidas condolências” a familiares, amigos e camaradas de profissão.

Índia testa hospitais para possível nova onda de covid-19

A Índia realizou ontem simulacros nos hospitais relacionados com a covid-19 para testar a sua capacidade de resposta no caso de surgir uma nova onda de infecções, quando as autoridades de saúde alertam para um possível aumento de contaminações pelo SARS-CoV-2 nos próximos dias.

“Estamos a realizar simulacros em hospitais de todo o país que trataram pacientes com a covid-19, para que todas as instituições de saúde estejam preparadas caso os casos aumentem”, disse ontem o ministro da Saúde indiano, Manshukh Mandaviya, aos jornalistas à entrada do Hospital Safdarjung, em Nova Deli.

“É crítico porque os casos de covid-19 devem aumentar nos próximos dias”, acrescentou.
Durante o teste, as autoridades de saúde avaliaram de perto os recursos dos hospitais, como a disponibilidade de ventiladores ou oxigénio medicinal, ou ainda a existência de um número suficiente de camas para atender os doentes no caso de ocorrer um aumento de casos da doença.

Com isso, pretendem evitar que se repitam as dramáticas imagens de hospitais e crematórios saturados que se verificaram durante a segunda vaga da covid-19 que afectou o país em 2021 e que atingiu o seu pico em meados de Maio, quando se registaram mais de 400 mil infecções e 4.000 mortes por dia como resultado de um sistema de saúde saturado.

Apesar do facto de as infecções pelo SARS-CoV-2 no país serem agora muito menores, à volta de 200 infecções diárias nas últimas semanas, o aumento alarmante de casos experimentados por outros países, incluindo a vizinha China, levou o Governo indiano a tomar medidas extremas de precaução para evitar a entrada e propagação do vírus no seu território.

“Visto o surto da covid-19 [em todo o mundo], o primeiro-ministro [indiano, Narendra Modi] pediu que continuássemos vigilantes e preparados para que a doença não se espalhasse na Índia ou os casos aumentassem”, explicou Mandaviya.

Nesse sentido, as autoridades do estado de Karnataka, no sul, impuseram esta semana o uso de máscaras em espaços fechados, como teatros e cinemas, e proibiram que todas as festas para comemorar o fim de ano durem além da 01:00.

Lição estudada

A nível nacional, a Índia reintroduziu na semana passada verificações aleatórias nos aeroportos a 2 por cento dos viajantes internacionais que entram no país, anunciando que realizariam um PCR obrigatório em todos os passageiros provenientes da China, Japão, Coreia do Sul, Hong Kong e Tailândia, todos territórios com maior incidência do vírus, à chegada.

Além disso, o Governo pediu em carta dirigida a todos os estados que enviem “amostras de todos os casos positivos” aos laboratórios de sequenciação do genoma para rastrear as mutações do vírus e impedir a entrada de novas variantes.

A Índia foi um dos países mais afectados durante a pandemia, contabilizando mais de 44 milhões de casos desde o início da emergência sanitária e mais de 530.000 mortes oficiais, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimar que o número de mortes neste país pode chegar a 4,7 milhões de pessoas.

Melhores dias virão

Com as alterações das medidas de prevenção, Macau ajustou a sua política de entradas e saídas do território diversas vezes. O número de turistas aumentou significativamente e as actividades económicas que tinham estado paradas voltaram a reanimar.

À medida que o frio atinge a cidade, os termómetros descem e as iluminações enchem as ruas de uma atmosfera natalícia. A parte negativa é a alta taxa de transmissibilidade do vírus, pelo que os residentes têm sido infectados em cadeia e, actualmente, vêem-se mais turistas nas ruas do que habitantes de Macau.

Se pensarmos no ambiente que se costuma viver nesta época, o cenário este ano é mais triste.
As pessoas infectadas têm de ficar em casa e precisam de tratamento e de medicamentos. É lamentável que não consigam comprar antipiréticos e analgésicos nas farmácias. O motivo da falta de medicamentos é simples. Actualmente grande parte dos habitantes de Macau está a combater o vírus e todos precisam de antipiréticos e de analgésicos. Com a corrida às farmácias para comprar estes medicamentos, a procura disparou num curto período de tempo e o stock esgotou.

O grande número de pessoas infectadas perturbou grandemente o funcionamento deste mercado. Também as grandes cadeias de supermercados e os bancos foram forçados a encerrar algumas filiais e os diversos pequenos comércios fecharam as portas. Temos padarias fechadas porque os trabalhadores estão infectados e, as outras que estão abertas têm longas filas de clientes à porta à espera de ser atendidos. Pode ver-se que o surto epidémico afectou profundamente todos os sectores da sociedade.

O vírus também perturbou a administração dos edifícios. Vários trabalhadores desta área estão infectados e não existe ninguém para recolher o lixo; se esta situação se mantiver, pode causar facilmente problemas sanitários. Neste momento, Macau está a enfrentar um grande surto de coronavírus, para além disso o Inverno é a estação das gripes. Se o lixo não for recolhido rapidamente, vai certamente fazer piorar a situação e constituir mais uma ameaça para a saúde dos residentes.

Embora esta variante do vírus seja muito contagiosa, é também muito pouco letal. A grande maioria das pessoas infectadas recupera em pouco tempo, no entanto, como podemos lidar com a situação a curto prazo? Que medidas devemos adoptar para solucionar os problemas?

As pessoas infectadas precisam de medicamentos e de cuidados médicos. Há algum tempo, o Governo distribuiu kits de combate à epidemia que continham antipiréticos, máscaras e testes rápidos.

Estes kits não só podiam prevenir as infecções, como também forneciam medicamentos destinados ao tratamento inicial de pessoas infectadas. No presente momento, em que lidamos com a falta de analgésicos e de antipiréticos, seria bom que o Governo continuasse a distribuir estes kits para aliviar o problema decorrente da ruptura de stock nas farmácias.

Se após o tratamento inicial, quem está infectado não melhorar, o ideal é dirigir-se ao hospital para receber tratamento. No entanto, devido ao grande número de pessoas infectadas, os hospitais estão cheios.

A corrida aos hospitais vai aumentar assim como a hipótese de se contrair outros vírus e aumentar a pressão no sistema de saúde, pelo que se poderá considerar o recurso a serviços médicos online.

Os serviços médicos online são fornecidos na Internet. Os doentes fazem uma vídeo chamada com os médicos para serem diagnosticados e receberem tratamento. Neste caso, como as pessoas não estão nos hospitais, esta forma de tratamento tem limitações. A forma de o melhorar é uma questão de ordem médica. Os médicos e os outros profissionais de saúde irão resolvê-lo em conjunto, mas é certo que com este método as pessoas infectadas podem ser tratadas, reduzindo a possibilidade de os profissionais de saúde serem infectados e, acima de tudo, reduzindo a afluência de doentes aos hospitais, o que pode aliviar a pressão no sistema de saúde.

Funcionários da administração dos edifícios estão infectados e não existe ninguém para recolher o lixo. Os problemas sanitários afectam todos os residentes. Para resolver este problema, temos de evitar a acumulação de lixo nos edifícios. As pessoas têm de andar um pouco mais e deixar o lixo no primeiro contentor que encontrarem, para que os serviços sanitários dêem continuidade aos procedimentos habituais.

O vírus é altamente transmissível e muitas pessoas foram infectadas num curto período de tempo, o que afecta naturalmente a sociedade a todos os níveis. A partir do momento em que o fornecimento de medicamentos estabilizar, que o sistema de saúde deixar de colapsar e que as condições sanitárias se mantenham normalizadas, os outros problemas ir-se-ão resolvendo naturalmente, depois de as pessoas infectadas irem gradualmente recuperando. A situação em Macau irá melhorar de dia para dia.

 

Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau
Professor Associado da Escola Superior de Ciências de Gestão/ Instituto Politécnico de Macau
Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk

Venezuela | Jorge Rangel participa em Encontro sobre Agustina Bessa-Luís

O presidente do Instituto Internacional de Macau representa a RAEM no III Encontro Virtual de Escritores Lusófonos. Fala no evento online esta sexta-feira. A terceira edição do encontro homenageia Agustina Bessa-Luís

 

Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau (IIM) irá representar o território, esta sexta-feira, no III Encontro Virtual de Escritores Lusófonos. Macaense, ex-secretário adjunto da última Administração portuguesa de Macau, Jorge Rangel conta com uma extensa bibliografia dedicada a Macau, mantendo desde há muitos anos, no jornal “Tribuna de Macau”, uma coluna semanal intitulada “Falar de nós”, que tem Macau sempre no centro das suas reflexões.

O III Encontro Virtual de Escritores Lusófonos na Venezuela arrancou na segunda-feira e presta homenagem a Agustina Bessa-Luís Luís, uma das maiores escritoras portuguesas contemporâneas, que faleceu em Junho passado.

Descrito pelos organizadores como um evento “que marca a agenda cultural do fim do ano de 2022”, o encontro decorre termina esta sexta-feira, celebrando o centenário do nascimento da escritora portuguesa.

O evento transforma-se, assim, numa “oportunidade ímpar para se conhecer a produção literária, em língua portuguesa, de outros quatro autores” convidados do Brasil, Macau, Moçambique e Portugal.

Num comunicado divulgado em Caracas, capital venezuelana, os organizadores explicam que o encontro é possível “graças aos esforços da Embaixada de Portugal em Caracas, do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua e da Coordenação de Ensino Português”, com o apoio do Instituto Português de Cultura, da Feira Literária Internacional de Poços de Caldas no Brasil e do jornal Correio da Venezuela.

Lusofonia presente

No início da primeira sessão, o embaixador de Portugal na Venezuela, João Pedro Fins do Lago, destacou a existência local de uma grande comunidade portuguesa, sublinhando que o ensino do português está em expansão, onde além dos clubes luso-venezuelanos “que desempenham um papel insubstituível e de crucial importância, há mais de 30 escolas a ensinar a nossa Língua a 9.500 alunos, dos quais 8.900 no ensino oficial”.

Por outro lado, o coordenador do Ensino de Português na Venezuela, Rainer Sousa, sublinhou a oportunidade para continuar a divulgar o português e fazer despertar o interesse de mais venezuelanos pela Língua portuguesa, especialmente entre os jovens.

A escritora Fátima Marinho, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e especialista na obra da falecida autora, apresentou as obras de Agustina Bessa-Luís, que é mais conhecida dentro e fora de Portugal com “A Sibila” (1954), “um clássico da literatura portuguesa” em que a escritora apresenta personagens extraídos de um mundo profundamente português, da vida rural do norte de Portugal, de onde era oriunda.

Segundo Rainer Sousa, a homenageada “é autora de mais de uma centena de livros que ainda são pouco conhecidos no mundo hispânico, onde pelo menos uma dezena foi traduzida para o espanhol”.

No segundo dia do Encontro, na terça-feira 27, participou Afonso Reis Cabral, “um jovem autor português que, com apenas 33 anos de idade, conquista leitores e críticos” e que “aos 13 anos procurava histórias para contar e aos 15 publicou o seu primeiro livro de poemas intitulado “Condensação”.

É autor de dois romances, “O Meu Irmão”, que mereceu o Prémio LeYa, em 2014, e “Pão de Açúcar”, este último, reconhecido com o Prémio José Saramago, em 2019. Em 2017, foi galardoado com o Prémio Europa David Mourão-Ferreira, na categoria de Promessa, e em 2018 ganhou o Prémio Novos, na categoria de Literatura. Reis Cabral é editor independente, explica o comunicado.

Hoje, a poetisa e escritora de ficção brasileira Kátia Bandeira de Mello-Gerlach participará no encontro. Nascida no Rio de Janeiro e radicada em Miami, organizou várias antologias de poemas e é autora vários romances. Em 2018, recebeu o prémio “Escritor sem Fronteiras”, no Festival Literário de Poços de Caldas, no Brasil.

Em 2020, foi escritora convidada para o IX Encontro de Língua Portuguesa, organizado pela universidade UMass Boston e pelo Instituto Camões.

Para amanhã está prevista a participação de Carlos Paradona Rufino Roque (59 anos), de Moçambique, autor de “Tchanaze, Donzela de Sena” (2019) e “N’tsai Tchassassa, a Virgem de Missangas” (2022). Carlos Paradona começou a publicação de poemas na década de 1980, uma actividade que acompanhou com a produção de contos e de ensaios. Em 1992, apresentou o livro de poemas “A gestação do Luar”. É membro da Associação de Escritores Moçambicanos desde 2002, tornando-se seu Secretário-Geral em 2018.

PIB | Número de 2021 corrigido em alta para mais 0,3%

O Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2021 foi de 114,9 biliões de yuans, segundo um ajuste anunciado ontem pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O organismo aumentou 556,700 milhões de yuans os dados preliminares publicados em Janeiro deste ano.

Após o ajuste, o crescimento homólogo da economia chinesa em 2021 situou-se em 8,4 por cento, valor superior em 0,3 pontos percentuais ao publicado originalmente.

Pequim tinha como meta que a economia nacional crescesse “mais de 6 por cento” ao longo de 2021, uma meta conservadora tendo em conta a reduzida base comparativa do ano anterior (+2,3 por cento).

No primeiro semestre de 2022, a economia chinesa cresceu 2,5 por cento em termos homólogos, valor que representa um abrandamento face aos 12,7 por cento alcançados no primeiro semestre de 2021, embora nessa altura as estatísticas beneficiassem da base comparativa do primeiro semestre de 2020, período em que se iniciou a pandemia.

A China estabeleceu uma meta de crescimento de cerca de 5,5 por cento para o seu PIB em 2022, ano marcado por rígidas restrições contra a pandemia de covid-19 no país e pelo 20.º Congresso do Partido Comunista da China realizado em Novembro passado e no qual o secretário-geral e líder do país, Xi Jinping, alcançou um terceiro mandato sem precedentes entre os seus antecessores nas últimas décadas.

Covid-19 | Xi Jinping defende medidas para proteger vidas

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu na segunda-feira que têm de ser adoptadas medidas para “proteger efectivamente a vida das pessoas”, já que o país está a enfrentar um grande surto de infecções de Covid-19.

As declarações, avançadas pela televisão estatal chinesa, constituem os primeiros comentários públicos do líder chinês desde o súbito abandono, no início de Dezembro, das rígidas medidas anti-covid que estavam em vigor desde 2020.

Três anos após o aparecimento dos primeiros casos do coronavírus que provoca a doença covid-19, em Wuhan (centro da China), o país enfrenta uma explosão de casos.

Muitos hospitais estão sobrecarregados, as farmácias referem ter grande escassez de medicamentos para a febre, enquanto muitos crematórios adiantam estar a ter um fluxo invulgarmente alto de corpos para serem cremados.

“A China enfrenta uma nova situação novos desafios em termos de prevenção e controlo da covid-19”, disse Xi Jinping, citado pela televisão estatal CCTV.

“Temos de realizar uma campanha de saúde patriótica mais direccionada […] e construir uma muralha sólida contra a epidemia”, acrescentou.

Alguns cientistas temem que possa estar a ocorrer na China uma nova mutação do coronavírus, à semelhança do que sucedeu com a variante Omicron, e admitem que pode ser uma combinação de variantes ou algo completamente diferente.

Covid-19 | Chineses festejam nas redes sociais fim das restrições

A abolição da política de zero covid é aplaudida das mais variadas formas pela população. Pesquisas de viagens aumentaram cerca de 850 por cento em alguns sites

 

Os chineses reagiram ontem, nas redes sociais, com entusiasmo ao fim das restrições que mantiveram o país isolado do mundo exterior desde Março de 2020, noticiou a agência France-Presse (AFP).
As autoridades puseram termo à maioria das medidas contra a covid-19 sem aviso prévio a 7 de Dezembro, face à crescente exasperação pública e ao enorme impacto na economia.

O último vestígio da política “zero covid”, a quarentena obrigatória para quem chega ao país oriundo do estrangeiro, vai ser abolido a partir de 8 de Janeiro, anunciou Pequim na segunda-feira à noite.
“Acabou… a Primavera está a chegar”, reagiu um utilizador entusiasmado, num dos comentários mais aplaudidos no Weibo, o equivalente chinês da rede social Twitter.

“Estou a preparar-me para a minha viagem ao estrangeiro”, escreveu outro utilizador, enquanto um terceiro comentou: “espero que o preço do bilhete de regresso não volte a subir”.

As buscas ‘on-line’ de voos para o estrangeiro dispararam assim que o anúncio foi conhecido, de acordo com os meios de comunicação social estatais.

O ‘site’ de viagens Tongcheng registou um salto de 850 por cento nas pesquisas e um aumento de dez vezes nos pedidos de visto.

Por seu lado, a agência Trip.com relatou que, meia hora depois do anúncio, o volume de pesquisas de destinos fora da China continental aumentou dez vezes em relação ao ano anterior. Macau, Hong Kong, Japão, Tailândia e Coreia do Sul encontravam-se entre os destinos mais procurados.

A decisão de abolir as quarentenas à chegada significa o fim da rígida política “zero covid” que durante quase três anos impôs testes generalizados, confinamentos sem aviso prévio e longas quarentenas obrigatórias nos centros que abalaram a segunda maior economia do mundo.

“É um alívio”, disse o director-geral da Câmara de Comércio sino-britânica da China Tom Simpson. A medida “termina três anos de perturbação muito significativa”.

No entanto, Simpson anteviu uma “recuperação gradual”, à medida que as companhias aéreas aumentam lentamente os voos e as companhias afinam as estratégias na China para 2023. O anúncio é “muito, muito bem-vindo”, disse Simpson à AFP.

Surto de Inverno

A partir do próximo mês, apenas um teste negativo com menos de 48 horas será necessário para entrar na China, anunciou a Comissão de Saúde do país, na segunda-feira à noite.

No entanto, algumas restrições permanecem em vigor, como a manutenção da suspensão, em grande parte, da emissão de vistos turísticos e de estudantes estrangeiros. Contudo, com a maior parte das restrições sanitárias levantadas, a China está a registar um surto de covid-19.

A vaga de Inverno está a acontecer a alguns dias do Ano Novo e a algumas semanas do Ano Novo Lunar, no final de Janeiro, quando milhões de pessoas vão viajar para visitar familiares, naquela que é conhecida como a maior migração humana mundial.

Pequim insistiu que o país está pronto para resistir à vaga e que a população deve assumir o comando.
“Precisamos que a população se proteja devidamente e continue a cooperar com medidas adequadas de prevenção e controlo” da covid, disse o epidemiologista Liang Wannian, que aconselha as autoridades sanitárias, citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

A Rota da Seda leva as religiões ocidentais à China

(História da Primeira Entrada do Cristianismo na China • Parte 3)
Texto e imagens: Ritchie Lek Chi, Chan (*Artigo publicado no Macau Daily Newspaper em 1 de Maio de 2022)

 

A Dinastia Han criou a rota da seda terrestre

O cristianismo chegou à China por três vezes, através do Nestorianismo durante as dinastias Tang e Yuan, e pela mão dos jesuítas, agostinhos, dominicanos, franciscanos, etc. que vieram para Macau no final da dinastia Ming e no início da dinastia Qing, Estes missionários viajaram e arriscaram as suas vidas para chegar à China vindos do extremo oeste. As suas jornadas tornaram-se numa das importantes fontes históricas para os estudiosos contemporâneos.

Em primeiro lugar, que caminho tomou o Nestorianismo para entrar na China? Um artigo no “Daily Headlines” dá algumas indicações. “Como é que o misterioso Nestorianismo cristão se desenvolveu rapidamente no antigo Oriente?” “Assim, esta pequena facção enraizou-se na Mesopotâmia, onde hoje é o Iraque, e tem a sua sede na Babilónia. Após a missão da Rota da Seda em terra e mar, os missionários a continuaram para leste”.

A “Rota da Seda terrestre” que ligava a China e a Europa estava bastante desenvolvida naquela época. O “Luoyang Jialan Ji” escrito por Yang Xuanzhi da Dinastia Wei do Norte, e o “Zizhi Tongjian” que regista o oitavo ano de Tianjian do Imperador Wu em Liangwu mencionado nos dois artigos acima, mostra que durante as Dinastias Wei do Norte e do Sul e do Norte, havia vestígios de nestorianos nos templos de Luoyang. De acordo com dados históricos, a “Rota da Seda” foi formada muito antes das duas dinastias acima, ou seja, durante a Dinastia Han, que será descrita em detalhe a seguir.

Zhang Qian Explorando o Caminho e o Grande Han Atacando os Hunos

A fim de desenvolver a Rota da Seda por terra, Zhang Qian, da Dinastia Han, foi para regiões ocidentais onde contribuiu para a sua implementação. A corte Han destacou tropas para derrotar os Xiongnu de acordo com os dados de escavação de Zhang Qian, e a grande vitória da Dinastia Han na região de Fergana mostrou que a China poderia lançar uma guerra em larga escala em toda a Bacia de Tarim. Após este conflito, dezenas de reinos de Tarim deixaram de prestar homenagem aos hunos e recorreram à China em busca de asilo. Sogdian e Bactria também enviaram embaixadas para tentar encontrar uma aliança política que lhes desse a oportunidade de aderir a uma aliança política para obter produtos exóticos feitos no Oriente.

De acordo com registos da “Biografia das Regiões Ocidentais” no Livro do Han ‘O poder do exército do Império Han fez todos os países obedecerem com admiração, atraiu a circulação de dinheiro e mercadorias e todos eles oferecem ao Império Han itens raros produzidos em vários lugares. Eles tiraram os seus chapéus e expuseram as suas cabeças, caminharam sobre os cotovelos e olharam para o leste em direcção ao imperador Han”(Nota 1).

Sob a proteção da Dinastia Han, a Rota da Seda era pacífica. A China e o Ocidente tinham relações tranquilas em matérias de política, comércio, cultura, etc. As relações entre a China e todos os grupos étnicos nas Regiões Ocidentais eram amistosas. Em 105 a.C., a corte Han organizou uma caravana para partir de Chang’an para Anxi (Pérsia), o actual Irão. Desde essa época, que a China e os países das Regiões Ocidentais promoveram imensas trocas de produtos, tendo essa passagem crescendo gradualmente até se formar a mundialmente famosa “Rota da Seda Terrestre”.

Canal China-Europa para várias religiões no Ocidente

Por esta ” Rota da Seda”, a corte Han destacou enviados especiais para visitar Dawan, Kangju, Dayuezhi, Daxia, etc. em países da Ásia Central, incluindo Anxi (Pérsia) e Shendu (Índia), Amcai (o país entre o Mar de Aral e o Mar Cáspio), Tiaozhi (o estado vassalo de Parta, a área da actual Síria) e Lixuan (a cidade egípcia de Alexandria anexada a Daqin (Roma).

Actualmente, na Ásia Central, especialmente na Turquia, que liga o continente da Europa, algumas áreas rurais que não foram destruídas por guerras ou desastres naturais, ainda vemos algumas estações de correio antigas da Rota da Seda.

Além disso, na décima sétima caverna (a caverna das escrituras tibetanas) das Grutas de Dunhuang Mogao na província de Gansu, China, foram colectadas traduções nestorianas e uma pintura em seda da figura de Cristo com cor artística persa.

Em virtude desse importante corredor China-Europa, as religiões ocidentais tornaram-se a rota de transporte para a China. Budismo, Nestorianismo, Maniqueísmo, Zoroastrismo e Islamismo , etc., todos pisaram a antiga terra da China durante a Dinastia Tang.

A Rota da Seda Marítima existe desde os tempos antigos

Se a Rota da Seda terrestre criou a história do Cristianismo vindo para a China duas vezes, que impacto teve a “Rota da Seda Marítima” na chegada do cristianismo à China? De facto, a Rota da Seda Marítima existe desde os tempos antigos, “O primeiro uso da Rota da Seda Marítima foi a caravana e os mensageiros romanos, que chegaram à China em 166 d.C.; e o primeiro navio afundado e a porcelana chinesa desenterrados no Sudeste Asiático até agora pertencem a um veleiro árabe na Ásia Ocidental, datado de 830 a.C. na Dinastia Tang tarde” (Nota 2).

Em 399 d.C., Fa Xian, um eminente monge da Dinastia Jin Oriental, partiu da terra da Rota da Seda para a Índia aos 65 anos, mas o caminho de volta foi pela Rota da Seda Marítima durante 15 anos. Fa Xian viajou para 20 países antes de chegar à sua cidade natal. Além disso, na Dinastia Ming, Zheng He também seguiu esta rota marítima “sete vezes para o Oceano Ocidental”, tornando-se a primeira grande frota mundial de exploração oceânica. Alguns padres nestorianos também chegaram às áreas costeiras do sul da China da Rota da Seda Marítima com navios mercantes.

Interrupção do Império Otomano

Porque razão os nestorianos não chegaram à China pela Rota da Seda Marítima? A utilização da rota da seda marítima não era tão boa quanto a rota da seda terrestre. Além da suavidade e segurança da rota terrestre, o mais importante era os comerciantes das regiões ocidentais poderem chegar directamente ao próspero centro da China naquela época. Portanto, a formação de rotas marítimas não poderia desempenhar um grande efeito.

“No final do século XV, devido à ascensão do Império Otomano, cortaram-se os laços comerciais entre o Ocidente e o continente do Leste Asiático. Para encontrar novas rotas comerciais, os países ocidentais começaram a navegar, descobrindo sucessivamente a América do Norte, a América do Sul e o Sudeste Asiático” (Nota 3). Ou seja, até os europeus iniciarem a “Grande Descoberta Geográfica” no século XV, os portugueses partiram de Lisboa, contornaram o perigoso Cabo da Boa Esperança na África do Sul, foram para a África Oriental e seguiram a antiga Rota da Seda Marítima para leste para a Índia, e depois para o misterioso e próspero Extremo Oriente.

O cristianismo acompanhou também a grande era de viagens e descobertas deste mundo, com as frotas a chegarem ao Extremo Oriente. Mais tarde, após inúmeras tentativas, os portugueses finalmente conseguiram parar em “Hou Kiang Ou (Macau)”, que ao mesmo tempo se tornou a base para o desenvolvimento do cristianismo na China continental.

Notas:
1. The Roman Empire and the Silk Routes:The Ancient World Economy and the
Empire of Parthia, Central Asia and Han China, Raoul Mclaughlin. Translated by Zhou Yunlan. Oriental Publishing Media, Guangdong People’s Publishing House, October 2019. Page 77, first paragraph, line 4.
2. “A economia da Indonésia supera a da província de Zhejiang, com 268 milhões de pessoas no país, quanto é o salário médio de uma pessoa em Janeiro? “, Sohu.com: https://www.sohu.com/a/528182421_120048357.
3. “Rota Marítima da Seda”, Wikipedia, terceiro parágrafo.

Hong Kong | Ligações de ferry com aeroporto retomadas sexta-feira

A partir desta sexta-feira, as ligações de ferry entre o terminal marítimo do Pac On e o Aeroporto de Hong Kong vão ser retomadas, ainda que, numa primeira fase, se realize apenas uma viagem por dia. As autoridades locais eliminaram o código vermelho para viajantes do exterior e as viagens dos autocarros dourados estão também de regresso

 

É mais um passo para o regresso do turismo e da normalidade. A TDM Canal Macau noticiou que a partir desta sexta-feira, 30, serão retomadas as viagens de ferry entre o terminal marítimo da Taipa e o Sky Pier do Aeroporto Internacional de Hong Kong. No entanto, numa primeira fase, será realizada apenas uma viagem por dia, às sextas-feiras e domingos, com saída da Taipa às 14h30 e partida de Hong Kong às 9h45. Os trabalhos de limpeza e desinfecção no interior dos barcos já começaram.

Os chamados autocarros dourados, que fazem a ligação com Hong Kong pela ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, também voltaram a funcionar, tendo sido aliviadas as anteriores restrições de acesso que apenas permitiam declarações de teste de ácido nucleico passadas em Macau, Hong Kong ou China. Segundo a TDM Canal Macau, são agora aceites declarações passadas pelas autoridades de saúde de qualquer região ou país.

Abaixo o código

Entretanto, desde a meia-noite da passada quinta-feira, deixou de estar em vigor o código de saúde vermelho para quem viaja do exterior, colocando-se, assim, um ponto final na obrigatoriedade de isolamento, passando a cor do código para amarelo, o que significa que a pessoa pode sair de casa, entrar em determinados locais e trabalhar mediante autorização. Quem viaja de Hong Kong, Taiwan ou de países estrangeiros também deixa de ser obrigado a realizar um teste de ácido no terceiro dia a contar do dia seguinte à entrada no território.

A nova medida mantém a disposição de apresentação de teste de ácido nucleico, com prazo de 72 horas, após a data de amostragem, antes de iniciar a viagem em avião, barco ou veículo com destino a Macau, acrescentou a nota do Centro de coordenação e de contingência do novo tipo de coronavírus.

Depois de entrar no território, é atribuído o código de saúde “amarelo”, devendo a pessoa “efectuar diariamente o teste rápido de antigénio (…) durante cinco dias consecutivos a partir do dia seguinte à entrada em Macau”. Após o carregamento do resultado negativo na plataforma para teste rápido de antigénio no quinto dia, o código de saúde passa a “verde”, ou seja, sem qualquer restrição de movimentos.

Se, naquele período, for obtido um teste rápido com resultado positivo, o código de saúde passará a “vermelho” e só aí “será aplicada a medida de isolamento domiciliário para pessoas infectadas”. Após a entrada em Macau, “as pessoas podem sair” do território “a qualquer momento” para Hong Kong, Taiwan e países estrangeiros, mas até à meia-noite do nono dia é proibida a entrada na China.

Comércio electrónico | Governo e Douyin tentam seduzir PME locais

O Centro de Convenções e Exposições da Doca dos Pescadores de Macau foi ontem palco de uma sessão esclarecimento sobre aquisições globais na plataforma de comércio electrónico Douyin.

O evento, organizado em conjunto pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e o Douyin Group, contou com a participação do responsável por aquisições globais da Douyin que “apresentou as mais recentes políticas de atracção de investimentos às empresas locais, tendo também realizado in loco intercâmbio e negociações com as empresas de Macau”, indicou ontem o Governo.

A DSEDT acrescenta que a campanha de procura de investimento da empresa chinesa pode “trazer novas oportunidades às empresas de Macau para explorarem o mercado do comércio electrónico transfronteiriço”, assim como ajudar a “romper os limites do desenvolvimento dos seus negócios, abastecendo produtos, na qualidade de fornecedores, às lojas operadas pelos próprios empresários instaladas na plataforma Douyin”.

Foi também indicado que o novo canal de transmissão ao vivo para vendas online pode ser uma alternativa de negócio para que as empresas locais vendam produtos no Interior da China, “aproveitando a vantagem do enorme tráfego de utilizadores da plataforma Douyin”.

A DSEDT refere que o objectivo da iniciativa é “construir uma ponte de ligação entre as PME locais e o Grupo Douyin, apoiando ainda mais as PME de Macau na exploração de canais de venda online, bem como optimizar o ambiente de comércio electrónico para o desenvolvimento das empresas”.

Turismo internacional | Pedidas explicações sobre nova abordagem ao jogo

Lei Chan U considera que os números do jogo revelam uma grande diferença entre o objectivo de internacionalizar o turismo da RAEM e a realidade do quotidiano. O deputado quer que o Governo explique a nova estratégia e quais vão ser as fontes de visitantes internacionais

 

O deputado Lei Chan U está preocupado com a nova estratégia para o jogo que passa pela atracção de turistas internacionais. Numa interpelação escrita, o legislador pede mais esclarecimentos sobre as metas a atingir e quais vão ser os principais mercados em que Macau vai “apostar” para ter mais turistas internacionais.

Como deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau, Lei Chan U apoia o novo caminho do Governo, porém, avisa que os dados dos últimos anos são desajustados face ao que se pretende seja a realidade para os próximos anos.

“No passado, a indústria do turismo de Macau estava demasiado dependente dos turistas da Grande China, e em especial do Interior. Havia poucos turistas estrangeiros e as receitas brutas do jogo geradas por estes eram muito reduzidas”, afirma o deputado. “Segundo os dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, em 2019 apenas 3,58 por cento do total das receitas brutas do jogo foi gerado por turistas estrangeiros. Este é um dado que está totalmente desenquadrado com o desenvolvimento de Macau como centro mundial de turismo e lazer”, alertou.

Com o objectivo muito longe de ser alcançado, o deputado quer saber como é que vai ser implementado o novo plano entre as companhias de aviação, as concessionárias do jogo e o Governo para o aumento do número de turistas internacionais. Esta é uma das alterações esperadas pelo Governo, com as novas concessões do jogo, que entram em vigor no próximo ano.

“Com o Interior a levantar praticamente todas as restrições, a abertura dos mercados internacionais está à porta e é necessário acelerar a formulação dos planos para desenvolver as futuras fontes de turistas. Quais são os países a que as autoridades e as concessionárias do jogo vão dar prioridade neste novo plano?”, questiona Lei Chan U. “E já há algum plano provisório?”, acrescenta.

Na interpelação, Lei Chan U aborda igualmente o plano quinquenal da RAEM, que tinha como meta a concretização do Centro Mundial de Turismo e Lazer até meados da próxima década. O deputado quer saber se com as políticas de controlo da pandemia, e de encerramento das fronteiras, este objectivo ainda pode ser concretizado.

“Com o impacto do novo coronavírus durante estes três anos, será que as autoridades ainda têm confiança de que o objectivo pode ser alcançado de acordo com o calendário inicial?”, perguntou. “Qual vai ser o padrão ou os indicadores que as autoridades vão utilizar no futuro para julgar se Macau conseguiu, ou não, transformar-se num Centro Mundial de Turismo e Lazer?”, questionou.

CCAC | IC e Obras Públicas acusados de falhas de supervisão

O Comissariado contra a Corrupção considera que o Instituto Cultural e as Obras Públicas falharam na protecção do Restaurante Lok Kok, um dos edifícios mais emblemáticos da Rua Cinco de Outubro. Apesar de o imóvel ter sido demolido, concluiu-se que os actuais mecanismos de supervisão respondem às necessidades

 

O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) considera que o Instituto Cultural (IC) e a anterior Direcção de Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) falharam nas suas obrigações ao permitirem que a fachada do Restaurante Lok Kok fosse demolida de forma ilegal. A conclusão faz parte de um relatório do CCAC, apresentado na semana passada, que apesar de apontar várias “falhas”, nega a existência de crimes e considera que os mecanismos de supervisão actuais respondem às necessidades.

Segundo o comunicado do CCAC, desde 1991 que “todos” os proprietários do imóvel falharam no cumprimento dos “deveres atribuídos pela legislação de salvaguarda do património cultural”. Terá sido por este motivo que o emblemático edifício da Rua Cinco de Outubro ficou numa “situação grave” e num “mau estado de conservação”, ficando praticamente abandonado. Umas das consequências foi a destruição da fachada, em 2014, que as autoridades entendem ter acontecido de uma forma que não foi natural e ilegal.

O “desaparecimento” da fachada foi especialmente importante, porque serviu para justificar a perda do valor arquitectónico do edifício e a demolição completa.

Ao mesmo tempo que os proprietários negligenciavam o imóvel, o mesmo acontecia com o IC, que segundo o CCAC, em vez de instaurar um processo para proteger o edifício, manteve uma postura passiva.

“Não se viu que o mesmo serviço (IC) tenha cumprido, de forma independente e autónoma, o disposto no regime jurídico de salvaguarda do património cultural vigente da altura, não tendo o mesmo instaurado, de forma independente, um processo relativo à protecção e preservação do Restaurante Lok Kok”, acusou o CCAC. “Este comportamento passivo da altura coloca indubitavelmente em causa o nível de empenho e a rigorosidade do cumprimento do regime jurídico de salvaguarda do património cultural por parte daquele serviço”, acrescentou no relatório.

A investigação concluiu também que com a actual lei de Salvaguarda do Património Cultural, o IC devia ter imposto imediatamente uma sanção administrativa ao proprietário, devido à não conservação do edifício. Entretanto, o processo prescreveu.

Tudo mal, tudo legal

Apesar de criticar o IC, o CCAC nega que tenha existido qualquer crime no processo de demolição do que restava do edifício, após a queda da fachada. Segundo a lei de salvaguarda do património, qualquer “demolição de edifícios de interesse arquitectónico deve ser precedida de um trâmite conhecido como ‘trilogia’ de procedimento”. Esta trilogia inclui o parecer do IC, a auscultação do Conselho do Património Cultural e despacho do Chefe do Executivo.

No entanto, este procedimento não foi seguido no âmbito das obras de demolição. E bem, para o CCAC, uma vez que do edifício já tinha sido arrancada a fachada, o elemento com maior valor digno de protecção:

“Uma vez que foi reconhecido que as obras de demolição e remoção solicitadas pelo proprietário envolviam apenas os restantes componentes residuais após o desabamento total da fachada, considerou-se não ser necessário iniciar o referido procedimento de ‘trilogia’”, foi explicado. “O CCAC considera que é compreensível a referida decisão do IC e que não se verificou qualquer ilegalidade ou irregularidade administrativa no processo acima referido”, foi apontado.

Também a DSSOPT é alvo de críticas: “Após a entrada em vigor da nova Lei de Salvaguarda do Património Cultural, não se verificou que os serviços de obras públicas tivessem cumprido efectivamente os seus poderes específicos e o poder sancionatório administrativo inerentes à demolição ilegal do bem imóvel classificado do Restaurante Lok Kok, nem que tivessem cumprido o dever de denúncia”, foi apontado pelo CCAC.

O organismo liderado por Chan Tsz King entende assim que “no trabalho de salvaguarda do património cultural do Restaurante Lok Kok, a então DSSOPT actuou de forma relativamente passiva e negativa quanto à implementação da nova Lei de Salvaguarda do Património Cultural”.

Recorde-se que dois dos últimos dirigentes da DSSOPT, Jaime Carion e Li Canfeng, estão actualmente a ser julgados num mega processo de corrupção que envolve vários empresários ligados à construção civil.