PJ | Quatro detidos por furto de 80 mil patacas

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta segunda-feira, num hotel, quatro cidadãos chineses, oriundos da província de Guangxi, suspeitos de furtar uma pessoa no valor de 80 mil patacas na Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE).

Segundo o jornal Ou Mun, a PJ declarou que os dois suspeitos entraram em Macau na sexta-feira e no sábado, sendo que, no sábado procuraram o alvo na zona do ZAPE, tendo descoberto a situação em que o idoso, residente, deu dinheiro a um funcionário que, de seguida, guardou o dinheiro no bolso das calças. Assim, os suspeitos decidiram furtar o dinheiro, tendo seguido o idoso e o funcionário. Depois de uma primeira tentativa de furto falhada, o idoso e o funcionário entraram num hotel e os suspeitos conseguiram tirar o dinheiro das calças da alegada vítima.

A PJ começou a investigação após queixa das vítimas, sendo que, aquando da detenção dos suspeitos, estes só tinham consigo 17 mil patacas, 1,9 mil renminbis e 1,1 mil dólares de Hong Kong, suspeitando-se que tenham gasto o restante dinheiro no jogo. O caso foi encaminhado para o Ministério Público, sendo os suspeitos da prática dos crimes de associação e furto qualificado.

11 Jun 2024

PJ | Defendida divulgação de foto de menores em caso de agressão

Quatro menores foram acusados de agressão a uma idosa, num dos principais grupos de Macau no Facebook. A publicação viral apresentava uma fotografia que permitia identificar pelo menos um dos menores. Apesar disso, a imagem foi utilizada numa conferência de imprensa pela PJ, que “confirmou” a prática de violência, ligando as caras visionadas online às agressões

 

A Polícia Judiciária (PJ) considera que protegeu a identidade de quatro menores indiciados por agressão a uma idosa, apesar de ter divulgado uma fotografia, com base numa publicação na rede social Facebook, em que pelo menos um dos jovens pode ser identificado.

O caso remonta a uma conferência de imprensa de 17 de Abril dia em que a PJ divulgou a fotografia de uma publicação viral na rede social Facebook. A publicação foi feita no grupo denominado澳門高登起底組, um dos mais populares com conteúdos de Macau que conta com mais de 115 mil membros.

Segundo a PJ, a publicação teria partido da filha da vítima, depois das alegadas agressões se terem prolongado durante dois meses. No entanto, a publicação original permitia identificar pelo menos uma das crianças. Apesar da autora ter tentado tapar parte da cara dos denunciados, o método utilizado, com uma bola amarela num olho de cada cara, não impedia o reconhecimento de pelo menos um menor.

Ao contrário da autora original, quando a PJ partilhou as fotografias desfocou totalmente as caras dos quatro menores. No entanto, as autoridades não deixaram de acusar publicamente as quatro crianças de terem praticado comportamentos que constam no Código Penal como crimes.

Além disso, ao recorrer à fotografia original, os internautas que tivessem visto a publicação original ficaram cientes da identidade de pelo menos um dos indiciados. Na sequência da conferência de imprensa, as imagens desfocadas foram ainda divulgadas na capa do Jornal Ou Mun e pela TDM, os órgãos de comunicação social com maior alcance entre a população.

O HM tentou perceber a idade dos quatro envolvidos no caso, dado que a publicação original remetia para o Colégio Mateus Ricci frequentado por alunos com idades inferiores a 12 anos. A PJ não quis confirmar qualquer idade, apenas indicou que os quatro tinham menos de 16 anos, o que significa que à luz do direito não possuem todas as faculdades exigíveis para responder por eventuais crimes praticados.

Sem problema

Apesar desta forma de operar, e de existir a cara de um menor a circular na Internet que mais tarde foi associada pela PJ a agressões contra uma idosa, a polícia defende a sua forma de actuar.

Após o HM ter entrado em contacto com o gabinete do secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, para perceber se a conduta da PJ ia ser alvo de alguma reprimenda ou processo interno, a resposta chegou através da própria PJ, que afirma proteger sempre a identidade de todas as pessoas.

“O rosto de pessoas que aparecem em fotografias ou imagens a divulgar pela PJ e todos os elementos que permitam a sua identificação são cobertos ou desfocados para evitar essa identificação”, foi argumentado.

Em relação ao facto de a PJ estar a recorrer e divulgar uma imagem que pode corresponder aos crimes de “devassa da vida privada” e “gravações e fotografias ilícitas”, a polícia indica que não é o caso, dado não ter havido até ao momento qualquer queixa dos pais/ou encarregados de educação. Este tipo de crimes depende de queixa dos visados ou dos representantes legais: “Relativamente aos crimes previstos no artigo 186.º e artigo 191.º do Código Penal, o procedimento penal depende de queixa. Conforme apurado, os pais e/ou encarregados de educação daqueles menores tomaram conhecimento do facto de a fotografia ter sido colocada na rede social e, até ao presente momento, não houve registo de apresentação de queixa por estes”, foi justificado.

Por responder, ficou a questão em que o HM tentava perceber o objectivo das autoridades de divulgar fotografias de menores acusados de comportamentos criminosos e que podem ser identificados, sem que qualquer tribunal se tenha pronunciado sobre o caso, numa aparente contradição do princípio da inocência.

Impacto social

Antes da PJ ter confirmado a possível veracidade da informação a circular online, o Colégio Mateus Ricci já tinha emitido um comunicado sobre o incidente, porque a publicação original associava a escola às quatro crianças, embora parte do nome da instituição estivesse substituída por um “X”, que não impedia identificar a instituição em causa. Também essa parte do texto colocada na fotografia foi desfocada no comunicado da PJ.

Face às acusações, num primeiro momento, o colégio desmentiu o caso. Porém, mais tarde, após a divulgação das informações pela PJ, a instituição voltou atrás e em vez de desmentir o caso, corrigiu e limitou-se a dizer que os alunos não frequentavam a instituição.

3 Mai 2024

Crimes graves | Taxa mantém-se baixa em 2023

A Polícia Judiciária considera que a ocorrência de crimes graves em Macau se manteve num nível baixo, durante o ano passado. Em 2023, a PJ registou quatro casos de homicídio, 45 de fogo posto e 33 de roubo, não havendo registos de ofensas corporais graves ou de rapto, foi indicado num comunicado.

“Na maior parte dos crimes, tais como aqueles ligados ao jogo, aos estupefacientes, a roubo e furto, entre outros, embora se tenha registado um aumento do número de processos face ao ano anterior, este número ainda é inferior ao de 2019”, referiu.

No pólo oposto, as burlas que envolvem telecomunicações e crimes cibernéticos mantiveram “uma tendência de aumento gradual”, superior ao do período antes da pandemia de covid-19, informou a força policial.

No ano passado, a PJ instaurou 12.390 processos criminais, uma subida de 43,9 por cento relativamente a 2022, de acordo com a mesma nota. Em comparação com 2019, registou-se uma descida de 20,5 por cento, salientou.

Dos 12.390 processos, “6.804 são inquéritos e denúncias, o que representa uma subida de 52,2 por cento face a 2022, também uma subida de 7,1 por cento em relação a 2019”. Em 2023, 2.516 indivíduos foram encaminhados para os órgãos judiciais, de acordo com o documento “Trabalho da PJ – instauração de processos, trabalhos de execução da lei e policiamento de proximidade em 2023”.

“Face às alterações da situação criminal, a PJ (…) com foco no melhoramento das acções em resposta ao aumento dos riscos da criminalidade transfronteiriça, o reforço do combate aos crimes relacionados com o jogo e o aprofundamento multidimensional do trabalho anti-burla, lançou muitas medidas de prevenção e controlo e conquistou alguns resultados, conseguiu-se assim salvaguardar a segurança da comunidade e proteger os direitos e interesses da população”, destacou no comunicado.

31 Jan 2024

PJ | Inspector ilibado de suspeitas de abuso de poder e violação de segredo

O processo disciplinar contra um agente sob suspeita de ter cometido os crimes de abuso de poder e violação de segredo foi arquivado. A decisão foi tomada pelo director da Polícia Judiciária, depois do Ministério Público ter arquivado o processo criminal

 

O processo disciplinar que decorria contra um agente da Polícia Judiciária de apelido Ieong, foi arquivado, de acordo com a informação que consta na página electrónica do gabinete do secretário para a Segurança. O agente de 50 anos estava a ser investigado depois de a PJ ter detido outro agente, em Junho de 2019, por suspeitas de “envolvimento num caso relativo a um grupo criminoso dedicado à prática de usura, pertencente a uma associação secreta”.

As autoridades suspeitavam que Ieong tinha aproveitado “repetidamente das suas funções para consultar e revelar, sem autorização, informações policiais de natureza confidencial”.

Ieong foi detido a 1 de Março de 2021 e presente ao Ministério Público pelos crimes de abuso de poder e violação de segredo. Contudo, em Junho deste ano, quase dois anos após o início do processo criminal, o Ministério Público considerou que não haver indícios para produzir a acusação, pelo que arquivou o caso.

Como consequência da decisão do MP, também a polícia arquivou o processo disciplinar, por entender que “não foram encontras provas” de que o agente “tenha praticado os actos ilícitos”.

Sortes diferentes

Apesar do agente Ieong ter sido considerado inocente, o mesmo não aconteceu com o outro agente, de apelido Chan, que espoletou toda a investigação.

O homem, com 36 anos, foi demitido da PJ, em Maio do ano passado, através de um despacho do secretário para a Segurança, depois de ter sido considerado que “aproveitou as suas funções para efectuar consultas sem autorização e divulgar informações policiais a terceiros, com o objectivo de obter benefícios ilegítimos para si e para terceiros”.

Antes disso, a Julho de 2020, o agente tinha sido condenado pelo Tribunal Judicial de Base com uma pena de prisão efectiva de 2 anos e 3 meses, pela prática dos crimes de violação de segredo e abuso de poder. A sentença transitou em julgado em Janeiro do ano passado, depois do Tribunal de Segunda Instância te recusado o recurso do agente condenado.

10 Nov 2023

PJ | Dois chefes de departamento tomaram posse

Tomaram ontem posse dois chefes de departamento da Polícia Judiciária (PJ). Segundo um comunicado da PJ, assumiram funções Tang Kam Va, que passa a ser chefe de departamento de investigação de crimes económicos e relacionados com o jogo e Vong Chi Hou, que será chefe de divisão de investigação dos crimes relacionados com o jogo, com ligação à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos.

Tang Kam Va é licenciado em Direito e entrou para a PJ em 1987, tendo sido, entre 2006 e 2003, chefe funcional da secção de operação de combate aos crimes relacionados com o jogo. Por sua vez, Vong Chi Hou é licenciado em Comércio e entrou para a PJ em 2002, onde desempenhou o cargo de chefe funcional da secção de operação de combate aos crimes relacionados com jogo em 2013.

A PJ diz estar “atenta a vários factores de incerteza que afectam o desenvolvimento do sector do jogo e o ambiente da segurança, combatendo com firmeza os crimes do jogo e actividades ilegais relacionadas”.

19 Out 2023

Judiciária de Macau detém directora de segundo maior jornal chinês do território

A Polícia Judiciária (PJ) disse no passado dia 29 ter detido a directora e proprietária do diário Hou Kong, o segundo mais popular jornal chinês de Macau, Bobo Ng. “O caso não tem nada a ver com a carreira nos meios de comunicação social”, indicou a PJ, em comunicado, acrescentando que a empresária ficou em prisão preventiva.

“O caso ainda está a ser investigado e será anunciado em devido tempo, de acordo com a lei”, salientou a PJ. O seminário Plataforma avançou que a detenção está “relacionada com suspeitas de fraude financeira”, citando “fontes conhecedoras do processo”.

Por seu lado, a TDM-Rádio Macau avançou, citando fontes não identificadas, que o caso envolve ainda outros detidos, nomeadamente dois quadros superiores de um banco local e outra empresária, também em prisão preventiva. Bobo Ng dirige desde 2022 o diário Hou Kong Daily, que foi formalmente criado em março de 2008.

9 Out 2023

Part-time | PJ alerta para casos de burla

A Polícia Judiciária (PJ) emitiu ontem um alerta de burlas que estão a ser cometidas através de falsos anúncios de recrutamento, nas redes sociais, para trabalhos a tempo parcial.

Segundo um comunicado, as denúncias dão conta que, “quando as vítimas fizeram o contacto, alguém lhes respondeu que já não havia vaga de emprego anunciada, tendo-lhes então recomendado um outro emprego em part-time”. Para concorrerem a essa vagas, bastava fazerem “like” nas publicações e inscreverem-se no site, concluindo as tarefas exigidas, sendo que, após estas tarefas, poderiam receber um vencimento. “Todavia, para que recebesse a remuneração, deveria preencher imediatamente os seus dados pessoais, da conta bancária, bem como transmitir código de verificação do banco enviado por SMS”, descreve a PJ, sendo que as vítimas não receberam quaisquer fundos depois de terem realizado as tarefas pedidas, mas perceberam que “alguém desconhecido tinha levantado dinheiro da sua conta bancária”.

Desta forma, a PJ “apela aos cidadãos para terem cuidado quando procurarem um emprego e para não revelarem os seus dados pessoais e nem o código de verificação do banco”.

14 Ago 2023

João Luis Rodrigues distinguido pelo trabalho contra o narcotráfico

O investigador João Rodrigues da Polícia Judiciária foi um dos vários agentes distinguidos pelo secretário para a Segurança, Wong Sio Chak. A menção de mérito excepcional foi publicada ontem no Boletim Oficial.

“João Luis de Sousa Rodrigues trabalha com grande sentido de responsabilidade, entusiasmo e sem se importar com perdas ou ganhos pessoais, está sempre disposto a apoiar e orientar os novos colegas, demonstra plenamente o espírito de cooperação na equipa e conclui eficazmente as tarefas dadas pelo superior”, escreveu Wong Sio Chak, na menção. “Os resultados do seu trabalho têm sido reconhecidos”, acrescentou.

A menção em concreto foi justificada com um caso em que cocaína chegou a Macau disfarçada de vinho. “No início deste ano, com a recuperação ordenada do transporte aéreo transfronteiriço, as actividades de tráfico transfronteiriço de estupefacientes voltaram a aumentar. João Luis de Sousa Rodrigues chefiou a sua equipa para enfrentar os desafios e, com todo o esforço, recolher informações sobre os voos e pessoas suspeitas”, foi justificado. “Desta forma conseguiu identificar dois traficantes, detendo-os quando entraram em Macau, e resolveu o caso de narcotráfico, no qual a cocaína líquida era disfarçada em vinho tinto”, foi complementado.

 

Outros méritos

Também o inspector António Manuel Pereira, um dos membros desta polícia com mais distinções no currículo, voltou a merecer uma menção de mérito excepcional, por parte de Wong Sio Chak.

Em causa, está o papel assumido por António Pereira na coordenação das investigações a dois homicídios. “Em Março e Maio de 2023, ocorreram dois casos de homicídio em Macau, António Manuel Pereira supervisionou pessoalmente as investigações, coordenando várias unidades na execução do plano de contingência de forma eficiente”, foi explicado. “Durante o processo, pela sua experiência em investigação criminal, perspicácia e sensibilidade, deu orientações às subunidades que dirige para esclarecer rapidamente os factos dos casos, o que facilitou a sua rápida resolução. Com esta atitude ficou demonstrado que os serviços de execução da lei defendem firmemente o Estado de Direito e têm determinação e capacidade para reprimir o crime com rigor, o que deu um excelente contributo para manter a segurança da RAEM”, foi acrescentado pelo secretário para a Segurança.

6 Jul 2023

PJ | Desmantelada rede de imigração ilegal subaquática

Pela primeira vez na história da Polícia Judiciária (PJ) foi desmantelada uma rede de auxílio à imigração ilegal que operava utilizando engenhos de mergulho.

As autoridades anunciaram ontem a detenção de cinco pessoas, três indivíduos que passaram a fronteira ilegalmente (e que estavam na lista de proibição de entrada em Macau) e duas pessoas que ajudaram e acolheram os imigrantes ilegais.

Os inspectores da PJ, numa investigação que contou com a ajuda dos Serviços de Alfândega e Corpo de Polícia de Segurança Pública, encontraram os elementos de mergulho que terão sido usados para os homens entrarem no território.

Os dois suspeitos que ajudaram à operação são também oriundos do Interior da China e ajudaram os imigrantes ilegais a trocarem de roupa assim que chegaram a Macau e a encontrar um quarto de hotel para residirem.

Segundo dados divulgados ontem pela PJ, os indivíduos que entraram clandestinamente em Macau tinham como objectivo praticar troca ilegal de moeda nos casinos.

Já os suspeitos de auxiliarem nas operações, confessaram, segundo a PJ, ter recebido 180 renminbis por cada imigrante ilegal e foram encaminhados para o Ministério Público pelos crimes de associação criminosa e de acolhimento de pessoas em situação de imigração ilegal.

15 Jun 2023

PJ | Sam Kam Weng toma posse como subdirector

Sam Kam Weng tomou ontem posse como subdirector da Polícia Judiciária (PJ). Licenciado em Direito, o responsável entrou na PJ em 1993, tendo chefiado, entre 2006 e 2022, três departamentos da PJ, nomeadamente a secção de investigação de fraude, de divisão de informações em geral e do departamento de informações e apoio. Tem sido, desde 1 de Março deste ano, e em regime de substituição, subdirector da PJ, assumindo agora funções plenas.

A PJ aponta que o novo subdirector “dispõe de uma larga experiência no trabalho de investigação e na gestão de comando”, além de que tem trabalhado, nos últimos anos, com “pragmatismo, sentido de responsabilidade e coragem no desempenho de tarefas importantes”.

A PJ destaca ainda que Sam Kam Weng “irá fazer pleno uso dos seus conhecimentos profissionais, experiência de trabalho e capacidade neste seu novo cargo, para dar o seu contributo na inovação, melhorando a gestão administrativa, a formação do pessoal e a eficácia da equipa policial na execução da lei”, além de se esperar que faça bem “o trabalho educativo relativo à segurança nacional”, para “salvaguardar a segurança nacional e a estabilidade a longo prazo de Macau”.

1 Jun 2023

Imigração ilegal | Operação conjunta desmantela rede

A Polícia Judiciária (PJ), em cooperação com a polícia de Guangdong, os Serviços de Alfândega (SA) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública, desmantelou na sexta-feira uma rede de auxílio à imigração ilegal.

Segundo um comunicado da PJ, o caso começou a ser deslindado quando os SA informaram as autoridades policiais de que um barco teria atracado ao largo da praia de Hac Sá, no passado dia 20 de Maio.

A bordo viriam seis pessoas, quatro imigrantes ilegais e dois suspeitos de pertencerem à rede de auxílio à imigração ilegal. Face ao alerta das autoridades, dois dos passageiros foram logo interceptados pelos agentes dos SA na praia. Os outros quatro indivíduos colocarem-se em fuga, mas viriam todos a ser detidos mais tarde após uma perseguição automóvel digna de um filme policial.

28 Mai 2023

PJ investiga denúncia anónima de assédio sexual em escola

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou estar a investigar um alegado caso de abuso sexual numa escola no norte da Península de Macau. A denúncia foi feita, na terça-feira, numa página de Facebook intitulada “Macau Students Secret”, utilizada para denúncias anónimas sobre as escolas no território.

“Estudo numa escola feminina na zona norte e fui vítima de abusos sexuais por parte de um professor, há uns meses atrás. Fiquei muito triste com o acontecido, mas quando perguntei à minha família se devia fazer queixa à polícia, não acreditaram em mim”, podia ler-se na denuncia. “Falei com o professor e com o director da escola e disseram-me que não devia falar sobre o assunto, também me ofereceram dinheiro para tentar resolver o problema”, acrescentou.

Como consequência do episódio, a denunciante declarou “sofrer de insónias todas as noites”, sem conseguir “esquecer as imagens do ataque”. “Não sei como lidar com tudo isto”, desabafou.

O comentário não foi identificado, porém a PJ admitiu estar a investigar a publicação anónima, devido à possibilidade de ter sido cometido um crime sexual. A polícia deixou ainda um apelo à vítima, ou a alguém com conhecimento do caso, para contactar as autoridades através do número 993.

No comunicado da PJ foi ainda deixado o apelo para que as vítimas de crimes sexuais façam queixa e procurem ajuda, de forma a levar os criminosos à justiça.

Comunicado da escola

Horas depois da denúncia, a Escola Feminina Nossa Senhora de Fátima, no norte da Península de Macau, emitiu um comunicado interno para “deixar descansados os pais e os alunos”. No documento era negada a existência de qualquer queixa.

“Nem o reitor, professores ou psicólogos receberam qualquer queixa de estudantes”, começou por ser indicado. “Esta escola tem um compromisso permanente de proteger os alunos e contribuir para que se possam focar nos estudos”, acrescentou.

Além disso, a escola garantiu fazer tudo para proteger a sua reputação, o que passa por cooperar sempre com as autoridades e cumprir as suas responsabilidades sociais.

9 Mai 2023

PJ | Investigada denúncia de assédio sexual em escola

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou estar a investigar o alegado caso de abuso sexual numa escola no norte do território. A denúncia foi feita, na terça-feira, através de uma página de facebook “Macau Students Secret”, utilizada para denúncias anónimas sobre as escolas no território.

“Estudo numa escola feminina na zona norte e fui vítima de abusos sexuais por parte de um professor, há cerca de uns meses. Fiquei muito triste com o sucedido, mas quando perguntei à minha família se devia fazer queixa à polícia, não acreditaram em mim”, podia ler-se na denuncia. “Falei com o professor e com o director da escola e disseram-me que não devia falar desse assunto, também me ofereceram dinheiro para tentar resolver o problema”, acrescentou. A denunciante declarava ainda estar “a sofrer de insónias todas as noites”, sem conseguir “esquecer as imagens do ataque”. “Não sei como lidar com tudo isto”, desabafava.

O comentário não foi identificado, porém a PJ admitiu estar a investigar a publicação anónima. A polícia deixou ainda um apelo para a vítima, ou alguém com conhecimento do caso, contactar as autoridades através do número 993.

9 Mai 2023

PJ | Luta em casino resulta em 13 proibições de entrada

As autoridades anunciaram ontem que 13 pessoas vão ficar proibidas de entrar no território, depois de um caso de pancadaria num casino, durante os feriados do 1.º de Maio. A situação tornou-se viral, após vários vídeos terem circulado nas redes sociais.

Numa conferência de imprensa que decorreu ontem de manhã, os representantes da Polícia Judiciária (PJ) afirmaram que “qualquer tipo de luta violenta nunca vai ser tolerado” e que os “meios legais à disponibilização” vão ser activados, para obrigar os responsáveis a assumirem as responsabilidades legais.

Segundo as explicações da PJ, num primeiro momento, foram detidas 10 pessoas, com idades entre os 22 e 48 anos, quase todas naturais de Shandong. As autoridades consideraram que os detidos tinham cometido o crime de ofensa à integridade física, pelo que vão ficar proibidos de entrar no território por um período de quatro a cinco anos.

Mais tarde, foram detidas outras três pessoas que na óptica das autoridades incentivaram a luta, embora não tenham participado, pelo que ficam proibidas de entrar no território durante um ano.

Além das medidas de proibição de entrada, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) anunciou que os visados vão ficar barrados de entrar nos casinos durante dois anos. Esta medida apenas tem efeitos práticos para os três últimos detidos, uma vez os primeiros 10 detidos ficam impedidos de entrar em Macau pelo menos quatro anos.

As punições apresentadas foram justificadas não só com a natureza do alegado crime, que foi encarado como um atento à ordem e segurança públicas, mas também pelos danos para a imagem de Macau.

5 Mai 2023

PJ | Pancada no casino resolvida “de acordo com a lei”

A Polícia Judiciária (PJ) emitiu ontem um comunicado a explicar que uma cena de pancadaria que ocorreu num casino de Macau foi resolvida “de acordo com a lei”.

Segundo um vídeo que se tornou viral nas redes sociais no domingo à noite, dois grupos de pessoas envolveram numa autêntica batalha campal à volta de uma mesa de apostas. As imagens mostram cenas violentas, com vários murros e pontapés na cabeça de um dos indivíduos, mas também cadeiras a ser atiradas pelo ar.

Ontem, e algumas horas depois da divulgação das imagens, a PJ reagiu e apontou que na origem do conflito que envolveu oito pessoas esteve uma disputa sobre uma aposta. Contudo, a polícia não explicou como a situação foi resolvida. O comunicado apenas indica que as autoridades actuaram “de acordo com a lei”. No entanto, ao contrário de outras situações, não houve indicação de o caso ter sido entregue ao Ministério Público, o que dá a entender que os indivíduos não vão responder criminalmente.

1 Mai 2023

PJ | Burlão faz-se passar agente e “prende” família nos quartos

Uma mãe e filha foram burladas em cerca 12 mil patacas, depois de terem recebido uma chamada de um burlão que se fez passar por agente da Polícia Judiciária (PJ). O caso foi relatado ontem pelas autoridades e citado no portal do jornal Ou Mun.

Segundo o relato, a mãe, residente local, recebeu uma chamada sempre em mandarim de alguém que se fez passar por agente da PJ. O suposto agente informou também a mulher de que estava a ser “investigada” no Interior, porque o seu número de telefone aparecia associado a actividades de jogo ilegal e envio de mensagens para burlas.

O suposto agente pediu assim à mulher que instalasse uma aplicação no telemóvel, para auxiliar nas investigações. No entanto, a mulher não conseguiu proceder à instalação do software, e pediu auxílio à filha.

Com o programa instalado, o alegado agente pediu depois às duas mulheres para irem para quartos separados da casa, o que elas fizeram. Durante esse período, as duas foram informadas que estavam impedidas de manter contacto com os exterio, ao mesmo tempo que lhes foram pedidas informações sobre os respectivos cartões de crédito, que foram fornecidas.

Nessa altura, e depois de lhe ser pedido um depósito de 26 mil patacas, a mãe sentiu-se enganada, e pediu à filha que também desligasse o telefone. Quando as duas verificaram as respectivas contas bancárias, aperceberam-se que cerca de 12 mil patacas tinham sido transferidas.

23 Mar 2023

Crime | Fraudes telefónicas quadruplicaram em 2023

Nos dois primeiros meses do ano, as fraudes telefónicas aumentaram quatro vezes em relação ao mesmo período de 2022. Mais de 40 por cento das vítimas foram estudantes universitários. As perdas totais foram superiores a 6 milhões de patacas, enquanto as fraudes online geraram 13 milhões de patacas

 

Em Janeiro e Fevereiro deste ano, as autoridades policiais deram conta de um aumento exponencial de fraudes telefónicas, quatro vezes superior ao registado no mesmo período de 2022, com 39 telefonemas a render aos burlões cerca de 6,2 milhões de patacas. A informação foi prestada ontem por Long Hon Wai, chefe da Divisão de Investigação de Crimes Informáticos da Polícia Judiciária (PJ), durante o programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau.

O responsável acrescentou que mais de 40 por cento das vítimas deste tipo de crime foram estudantes universitários, na sua larga maioria oriundos do Interior da China.

Questionado sobre a razão que leva estes alunos a serem particularmente afectados por burlas telefónicas, Long Hon Wai apontou diferenças culturais e cognitivas entre os estudantes universitários de Macau e os seus colegas chineses. Além disso, o representante da PJ afirmou que talvez os estudantes do Interior estejam mais focados nos estudos, sem prestar atenção aos alertas das autoridades sobre actividades fraudulentas.

Seguindo a tendência de crescimento desde o início da pandemia, as fraudes online originaram 73 investigações policiais, número semelhante ao registado no ano passado, com perdas a chegarem aos 13 milhões de patacas.

Presença no campus

Apesar do aumento exponencial de burlas telefónicas, a chefe da Divisão de Ligação entre Polícia e Comunidade e Relações Públicas da PJ, Chiu Chu Wai Man, garantiu que têm sido organizadas múltiplas acções de consciencialização de segmentos demográficos que normalmente são alvos deste tipo de criminalidade.

A PJ organizou mesmo reuniões de emergência com representantes das instituições de ensino superior de Macau, e quando são descobertos casos suspeitos de fraude, as autoridades deslocam-se aos campus para evitar que os estudantes entreguem mais dinheiro aos burlões. Além disso, as autoridades policiais organizam encontros em dormitórios universitários, mantendo proximidade com os estudantes e alertando-os para este tipo de crime.

Idade vulnerável

As autoridades policiais registaram também um aumento dos casos de fraudes dirigidas a idosos, em particular com uma nova versão do crime “adivinha quem sou”, em que os criminosos se fazem passar por alguém que tem uma relação próxima com as vítimas antes de lhes pedir dinheiro.

O chefe da Divisão de Investigação de Crimes Informáticos da PJ revela que a táctica evoluiu nos últimos meses com os burlões a alegarem disputas entre membros da família da vítima e terceiros, por vezes com lutas em que os familiares feriram alguém, ou provocaram um acidente. O método implica sempre que as vítimas compensem monetariamente alguém, ou “façam o problema desaparecer” enviando dinheiro.

Para evitar fraudes, Long Hon Wai indicou que desde Outubro do ano passado foram aplicadas diversas medidas em colaboração com entidades bancárias.

Quando alguém se prepara para fazer uma transferência bancária superior a 30 mil patacas para uma conta num banco fora de Macau, surge uma janela pop-up com um pequeno vídeo a alertar para técnicas fraudulentas. Segundo o responsável da PJ, esta táctica foi fundamental para evitar cerca de 130 transacções num valor aproximado de 17 milhões de patacas. Quando a transferência é feita num balcão físico, os funcionários do banco também alertam os clientes para potenciais fraudes.

Além disso, existe um mecanismo de comunicação entre bancos e polícia, e quando é detectada uma conta suspeita de ser usada numa fraude, o banco recusa transferir fundos para a conta em questão.

23 Mar 2023

PJ | Alerta para boatos sobre roubo com narcótico

A Polícia Judiciária (PJ) lançou ontem um alerta para desmistificar um boato que circulava na internet sobre supostos casos de roubo. “A PJ teve informação nos últimos dias, de um boato a circular na rede dizendo que têm ocorrido roubos em Macau, em que o malfeitor ao chegar junto a transeuntes usa um fumo de entorpecente fazendo com que a vítima lhe revele o código do cartão de ATM e levante o dinheiro que lhe é pedido”.

As autoridades vincam que nunca receberam qualquer denúncia semelhante, e que “após apuramento feito pela respectiva subunidade de investigação, não se encontrou indícios de ter ocorrido tal facto”.

Como tal, é pedido aos cidadãos que confirmem “a autenticidade das informações antes de as partilharem na internet ou nas redes sociais, evitando causar especulações ou pânico desnecessários”. A par disso, para evitar que caiam na armadilha dos criminosos, a PJ alerta os cidadãos de que devem estar sempre atentos a gente desconhecida na rua que os abordam, desconfiando no assunto e na identidade alegada.

21 Mar 2023

Criminalidade | Abuso sexual de menores cresce em 2022

Dados divulgados ontem pela Polícia Judiciária revelam que, entre 2021 e 2022, registaram-se mais nove casos de abuso sexual de crianças e mais 33 casos de pornografia com menores. Destaque ainda para o aumento de quase 40 por cento dos casos de burla do tipo “nude chat”

 

Os crimes do foro sexual, sobretudo os que vitimam os menores de idade, continuam a registar um aumento no território. Dados divulgados ontem pela Polícia Judiciária (PJ) relativos aos trabalhos realizados no ano passado, mostram que entre 2021 e 2022 houve mais nove casos de abuso sexual de crianças, tendo em conta os inquéritos e denúncias efectuados. Isto é, passou-se dos 12 casos em 2021 para 21 casos em 2022.

Relativamente aos crimes de pornografia de menores, houve mais 33 casos, tendo a PJ registado 176 processos no ano passado face aos 143 em 2021. Também os crimes de importunação sexual aumentaram o dobro, de seis para 12, enquanto os crimes de coacção sexual passaram de apenas dois casos em 2021 para sete em 2022.

Os casos de extorsão de dinheiro online ou via telefone, constituindo casos de burla, continuam a ser muito comuns. A título de exemplo, destaca-se os casos de burla no formato “nude chat”, que vítima sobretudo homens. Estes conhecem uma mulher online e, numa videochamada, tiram a roupa, acabando depois por usar as imagens numa tentativa de extorquir dinheiro às vítimas.

Só no ano passado a PJ realizou 87 inquéritos, uma subida de 35,9 por cento por comparação aos 64 casos de 2021. A PJ descreve que a maior parte das vítimas deste tipo de extorsão são jovens, sendo que, no ano passado, as idades variaram entre os 15 e os 20 anos, com 80 por cento dos intervenientes a terem menos de 35 anos. Os prejuízos sofridos pelas vítimas foram de 1.975 milhões de patacas, o equivalente a 2,5 vezes o valor de 786 mil patacas registado em 2021.

No total, a PJ instruiu, em 2022, um total de 8.612 processos criminais, uma descida de 10,13 por cento face aos 9.583 processos de 2021. Por sua vez, “em 2022 o número total de processos criminais concluídos na PJ foi de 8.508, em comparação com os 9.406 de 2021, com uma descida de 9,55 por cento”.

Novas drogas

Importa salientar os dados relativos à apreensão de estupefacientes e comprimidos por parte da PJ. Se o MDMA, vulgo Ecstasy, lidera a tabela, com 1,143 comprimidos apreendidos no ano passado face aos 80 de 2021, a lista divulgada pela PJ inclui ainda substâncias sem qualquer registo de apreensão em 2021.

É o caso do Diazepam, um relaxante muscular e calmante, receitado para casos de depressão, que passou de zero apreensões em 2021 para 84 em 2022. Por sua vez, a PJ apreendeu 495 comprimidos, em 2022, da substância N,N-Dimethylpentylone, um estimulante, quando em 2021 não tinha feito nenhuma apreensão.

Na lista das substâncias estimulantes contam-se a Fentermina, de zero apreensões para 1,194 em 2022, e a Catina, que também passou das zero apreensões para as 860 em 2022. Mazindol, com 1,516 comprimidos apreendidos em 2022, e Amfepramona, com 584 comprimidos, foram outras duas substâncias apreendidas, pela primeira vez, pela PJ.

1 Fev 2023

Apoios | Quatro detidos por criarem 600 empresas falsas

A Polícia Judiciária desmantelou uma rede familiar que abriu centenas de empresas com o intuito de receber subsídios do Governo destinados a apoiar negócios afectados pela pandemia. O esquema terá rendido cerca de três milhões de patacas. Desde 2021, o Governo já negou apoios a mais de 57 mil estabelecimentos comerciais

 

A Polícia Judiciária anunciou na quarta-feira ter detido quatro pessoas que criaram mais de 600 empresas falsas, através das quais obtiveram ajudas governamentais no valor de cerca de três milhões de patacas

Os quatro suspeitos, um casal de 60 anos, o filho e um amigo que trabalhava como vendedor de automóveis, criaram as empresas falsas entre Fevereiro de 2019 e Setembro de 2021, tendo obtido ajudas de 2,9 milhões de patacas, das quais chegaram a levantar 1,5 milhões de patacas, indicaram as autoridades. “Os suspeitos disseram que o objectivo das empresas falsas era solicitar matrículas de Hong Kong e Macau para revenda com fins lucrativos”, acrescentou o porta-voz da PJ.

O caso foi entregue ao Ministério Público, com os detidos suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa e burla, que podem resultar em penas de prisão até 10 anos.

O anúncio das detenções levou a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) e reagir, afirmando ter prestado “atenção ao caso de violação da lei por suspeita de recepção indevida do apoio pecuniário” e apelado aos “beneficiários para não correrem o risco de violar a lei.”

Além disso, a DSF indicou que irá acompanhar de perto o caso e colaborar estreitamente com Polícia Judiciária na investigação.

Evitar o inevitável

O apoio que esteve no epicentro do esquema desmontado pela PJ implica o “Plano de apoio pecuniário aos trabalhadores, aos profissionais liberais e aos operadores de estabelecimentos comerciais”, que já teve três rondas.

Uma das críticas mais frequentes sobre este plano de apoio, prendeu-se com o tempo que as empresas demoravam a receber as verbas. Como tal, a DSF adoptou um mecanismo de selecção mais directo de atribuição dos apoios, o que obrigou as autoridades a apertarem a fiscalização.

Segundo dados revelados pela DSF, entre 2021 e 2022, foram detectados quase 57 mil casos de estabelecimentos comerciais que não exerciam actividade de acordo com as definições estabelecidas no regulamento administrativo que estipula as regras de atribuição dos apoios. Em 2021, foram excluídos do plano de benefícios 24.125 empresas, número que aumentou em 2022 para 32.734.

No total, ao longo dos dois anos, registaram-se mais de 140 casos de devolução de apoios e foram realizadas mais de 10 mil acções de inspecção in loco.

8 Dez 2022

PJ | No combate à destruição social promovida por forças externas

O combate à possibilidade de infiltrações de forças externas em Macau e à contaminação social por actores anti-China foram prioridades elencadas ontem pelo subdirector da Polícia Judiciária (PJ), Lai Man Vai, no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau. A emissão de ontem teve como tema os trabalhos previstos pelas Linhas de Acção Governativa da área de segurança para o próximo ano.

“Os nossos trabalhos vão estar focados em várias áreas, incluindo a defesa de segurança nacional. Participamos activamente nas alterações da lei, e vamos reforçar a prevenção contra a infiltração, intervenção e destruição da sociedade de Macau por forças externas”, afirmou o responsável da PJ, mais uma vez sem concretizar que perigos ameaçam o território.

“Também analisamos os factores que provocam instabilidade e que podem afectar a segurança nacional e Macau, através de uma avaliação permanente de possíveis riscos e reforçando o controlo durante eventos de grande envergadura”, acrescentou Lai Man Vai.

O subdirector da PJ indicou ainda que as autoridades se vão focar também no combate aos crimes informáticos, burlas online e ilícitos relacionados com casinos. Uma das apostas vai continuar a ser a sensibilização de jovens, em particular de estudantes universitários.

O responsável adiantou que o Governo está a estudar a possibilidade de estabelecer no território um departamento policial dedicado anti-fraude.

Trabalho na mira

Um dos crimes mais estigmatizados hoje em dia é o contrabando, muito por culpa das medidas restritivas de combate à pandemia, que estará na mira das autoridades no próximo. O representante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), Leong Heng Hong, revelou ainda que o Governo irá instalar equipamentos nos postos fronteiriços que dispensam a fiscalização por agentes da alfândega, através da leitura de um código QR gerado na Conta Única.

O CPSP terá ainda como missão combater o trabalho ilegal e identificar os trabalhadores não-residentes que desempenhem funções diferentes das estabelecidas nas autorizações de permanência no território.

29 Nov 2022

Polícia Judiciária | Lai Man Vai nomeado sub-director

O secretário para a Segurança nomeou Lai Man Vai sub-director da Polícia Judiciária, durante o período de um ano. A nomeação foi feita em comissão de serviço e, de acordo com um despacho publicado ontem em Boletim Oficial, entra em vigor a partir da próxima terça-feira.

No Boletim Oficial, Wong Sio Chak justificou a escolha de Lai com a “vacatura do cargo e necessidade do seu preenchimento face às atribuições cometidas à Polícia Judiciária” e também devido à “reconhecida competência, aptidão, experiência profissional e habilitação académica adequadas ao exercício da função do cargo de subdirector”.

Segundo o currículo apresentado, o novo sub-director da PJ tem uma licenciatura e um mestrado em Direito. Entrou para a Polícia Judiciária em Dezembro de 2003, ao frequentar um curso de formação para investigador estagiário.

Ao longo dos anos foi subindo como investigador da PJ, até que em 2013 chegou à chefia funcional da Divisão de Investigação Especial do Departamento de Informações. Em 2016, voltou a ser promovido, como Chefe da Divisão de Investigação Especial do Departamento de Informações e Apoio da Polícia Judiciária. Primeiro, ocupou o cargo como chefe substituto, mas a escolha tornou-se permanente em Outubro desse ano.

Depois de em 2019 ter sido promovido a sub-inspector, foi promovido para Chefe do Departamento de Segurança da Polícia Judiciária em Outubro de 2020. Desde Agosto deste ano que ocupava o cargo de sub-director, como substituto, mas a nomeação vai agora passar a definitiva.

Além disso, ao longo dos anos, acumulou vários louvores, como quatro menções de mérito excepcional, três louvores individuais e um elogio colectivo.

26 Out 2022

PJ | Desmantelado grupo que lavava dinheiro de burlas

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou um caso de lavagem de dinheiro cometido por um grupo criminoso, que levou à detenção de nove residentes. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, em Março deste ano, a PJ recebeu a denúncia do dono de uma ourivesaria na zona central da península, que foi notificado pelo banco da suspensão de uma transacção com valor suspeito, evidenciando uma possível fraude.

A PJ descobriu que no dia da transacção, quatro residentes do Interior da China usaram cinco cartões de débito para comprar ouro no valor de 5,92 milhões de patacas em duas lojas ourivesarias.

Através da cooperação com as autoridades do Interior da China, a PJ ficou a saber que cerca de 2,97 milhões de patacas do montante gasto nas ourivesarias de Macau eram provenientes de burlas cometidas na China.

Depois de comprar os artigos em ouro, o grupo depositou parte das jóias numa loja de vinhos, acção que levaria à detenção do dono do estabelecimento. No total, a PJ encontrou um milhão em dinheiro e ouro nas habitações dos nove suspeitos e na loja de vinhos. A maioria dos suspeitos recusou cooperar com as autoridades policiais, que ainda procuram o líder do grupo, assim como o resto do dinheiro.

20 Out 2022

PJ | Fotojornalistas do Ou Mun vencem prémios em concurso

A edição deste ano do concurso de fotografia “A Polícia Judiciária – Vista pelos Olhos da Imprensa” premiou, na sua maioria, fotojornalistas do diário Ou Mun, atribuindo três primeiros prémios e seis menções honrosas de um total de 57 trabalhos apresentados a concurso.

O primeiro lugar foi atribuído a Ho Chin Hang, do jornal Ou Mun, com uma fotografia sobre a detenção de Alvin Chau, ex-CEO do grupo Suncity, actualmente em julgamento pela acusação dos crimes de burla e branqueamento de capitais. O trabalho fotográfico do jornal Ou Mun obteve também o segundo e terceiro lugares. Por sua vez, as seis menções honrosas foram atribuídas a Ho Chin Hang, do Ou Mun, Lam Seng Chou, do jornal Sengshi Kuai Pou, Vong Weng Kuong, do Today Macau Journal, Zheng Weixin do jornal Hou Kong Daily e Kwan Wing Yin, do Ou Mun.

Os prémios foram escolhidos na segunda-feira e visam implementar o conceito de “policiamento de proximidade”, a fim de melhorar a colaboração entre a polícia e a imprensa. A Polícia Judiciária adianta ainda que “o objectivo deste concurso é evidenciar, através de imagens captadas durante o trabalho diário dos jornalistas, todos os aspectos do dia-a-dia da polícia, nomeadamente a investigação, recolha de provas e o trabalho de cooperação entre a polícia e a população”. A PJ realizou, desde 2006, 16 edições do concurso de fotografia, à excepção do ano de 2020, quando surgiu a pandemia da covid-19.

28 Set 2022