Fronteira | Eliminada declaração de saúde

As autoridades alfandegárias do Interior da China eliminaram a obrigação de preenchimento da declaração de saúde, imposto ao abrigo do combate à pandemia, para entrar na China.

A medida entrou em vigor às 00h de hoje e retira a barreira adicional nos postos fronteiriços em que era exigido a apresentação de um código QR, a derradeira obrigação desde que deixaram de ser pedidos testes negativos à covid-19 para atravessar a fronteira.

Porém, as autoridades alfandegárias chinesas realçam que deve apresentar declaração de saúde quem “apresente sintomas de doenças infecciosas, tais como febre, tosse, dificuldade em respirar, vómitos, diarreia, erupção cutânea, hemorragia subcutânea, ou quem tenha sido diagnosticado com doenças infecciosas”. “As pessoas que ocultem ou evitem quarentena são legalmente responsáveis, quem provocar a propagação de doenças infecciosas ou representar um risco grave de propagação são criminalmente responsáveis”, é acrescentado no comunicado.

Estacionamento | Ella Lei contra aumento dos preços

A deputada dos Operários considera incompreensíveis os aumentos dos parques de estacionamento porque os rendimentos das famílias não regressaram aos níveis pré-pandemia

 

Ella Lei é contra a subida dos preços nos parques de estacionamentos públicos e apela ao Governo para pensar em alternativas para aumentar a rotatividade dos lugares. A posição foi tomada através de uma interpelação oral partilhada ontem, pelo gabinete da deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).

O anúncio da mudança dos preços em alguns dos estacionamentos públicos implica subidas que variam entre uma e duas patacas por hora. A medida, que entrou hoje em vigor, foi justificada com a vontade de aumentar a rotatividade dos estacionamentos.

“De uma forma geral, os residentes acreditam que esta não é a altura certa para aumentar os preços e estão preocupados com o impacto da iniciativa. Os residentes esperam que o Governo adie a medida e oiça mais opiniões da sociedade”, afirma Ella Lei.

“A sociedade também está preocupada porque há dúvidas que um aumento do preço de estacionamento seja eficaz para aumentar a rotatividade dos veículos nos parques de estacionamentos”, acrescentou.

A legisladora criticou ainda a subida dos preços à noite, em lugares como os parques de Nam Van ou Qingmao, por indicar que nesse período há “centenas” de lugares vagos e que a medida só vai contribuir para que os moradores das zonas paguem mais ou tenham de procurar outras alternativas.

Marcha-atrás?

Face ao cenário traçado, Ella Lei pede ao Governo que explique como estudou o assunto e como decidiu, em menos de um mês, que os residentes devem pagar mais em parques de estacionamento, numa altura em que a economia “ainda está em recuperação”.

A deputada indicou também que a medida dá um sinal errado para o mercado privado, que tende a acompanhar os aumentos, e que o Executivo vai criar mais um fardo para as famílias “que ainda não recuperaram os rendimentos da pré-pandemia”.

Ao mesmo tempo, Ella Lei contesta a justificação da necessidade de “aumentar a rotatividade dos parques de estacionamento”, ao apontar que há parques onde vão ser implementados aumentos, apesar de a taxa de utilização ser inferior a 50 por cento. “Se esta é a taxa de utilização, de acordo com os dados oficiais, como é que se pode argumentar com a necessidade de aumentar a rotatividade da ocupação dos lugares de estacionamento?”, perguntou.

Ella Lei destaca igualmente que a política de estacionamento do Governo é contraditória, porque, por um lado, afirma-se que se pretende retirar os veículos dos estacionamentos nas ruas, mas, por outro, há um aumento nos parques de estacionamento.

Finalmente, a deputada questiona o Governo sobre as razões que levaram a que se afastassem outras medidas, como a redução dos passes mensais de estacionamento, a criação de descontos maiores nos parques menos utilizados e a criação das empresas gestoras dos parques de adoptarem meios de pagamento mais diversificadas.

Meteorologia | SMG reuniu com congénere de Xangai

O director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Leong Weng Kun, quer que as relações entre Macau e Xangai se desenvolvam de forma estável e a longo prazo, principalmente no que diz respeito à “prevenção de desastres naturais”. O objectivo foi deixado num encontro com a Administração Meteorológica do Município de Xangai, que enviou à RAEM uma delegação liderada por Feng Lei.

Por sua vez, o director Feng Lei afirmou que ficou “inspirado” pela visita, que foi especialmente útil “no que diz respeito à aplicação da gestão de risco de desastres e da previsão de probabilidades”. O director do Interior considerou também que para o futuro deve ser equacionada a cooperação com mais áreas geográficas, nomeadamente ao nível do “alerta antecipado de vários tipos de desastres”.

Num comunicado dos SMG, a visita foi justificada com o “fim de continuar a promover a cooperação e o intercâmbio meteorológico entre o Interior da China e Macau”. O encontro serviu também para trocar “impressões sobre os serviços meteorológicos, as técnicas de previsão e alerta antecipado de vários tipos de desastres nas cidades e o sistema de previsão de tempestades tropicais”.

Também foi deixado o desejo que o encontro sirva para “estabelecer uma base para a construção de um mecanismo estável de intercâmbio e cooperação a longo prazo entre as duas regiões e promover, em conjunto, o desenvolvimento integrado dos assuntos meteorológicos”.

Saúde | Ho Iat Seng reuniu-se com subdirector da Administração Nacional

O Chefe do Executivo pediu o apoio da Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa para aumentar a influência de Macau no sector e a visibilidade no país

 

A Medicina Tradicional Chinesa é a base do desenvolvimento da indústria de big health (saúde abrangente), uma das áreas em que o Governo está a apostar para diversificar a economia. A garantia foi deixada por Ho Iat Seng, Chefe do Executivo, num encontro com Huang Luqi, subdirector da Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa, que decorreu na segunda-feira.

Segundo a versão partilhada pelo Gabinete de Comunicação Social, Ho Iat Seng indicou que o Governo “está a adoptar activamente a estratégia de desenvolvimento da diversificação adequada da economia, e empenhar-se em desenvolver a indústria de big health, com base na investigação, no desenvolvimento e no fabrico de medicamentos de medicina tradicional chinesa como ponto de entrada”.

O líder do Governo também prometeu que vai “continuar determinado no reforço das capacidades de investigação e desenvolvimento e da formação de quadros qualificados, e impulsionar de forma determinada e desenvolver o sector de medicina tradicional chinesa”. Neste sentido, Ho afirmou que o Governo vai igualmente “aproveitar bem as vantagens das políticas e recursos da construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”.

Por último, o Chefe do Executivo destacou que espera um aumento da “influência de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada na área da medicina tradicional chinesa” e apontou que para esse objectivo espera contar, “como sempre”, com o apoio da Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa, principalmente no “âmbito da investigação científica”.

Expectativas de Xi

Por sua vez, Huang Luqi destacou que “o Presidente Xi Jinping visitou o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong e Macau, e tem grandes expectativas que Macau e a Zona de Cooperação Aprofundada impulsionem o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa”.

O subdirector da Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa referiu ainda que vai seguir “as instruções do Governo Central, com o objectivo de impulsionar uma melhor integração entre a medicina tradicional e a moderna, para apoiar Macau e a Zona de Cooperação Aprofundada a acelerarem o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa”.

Huang Luqi sugeriu ainda ao Governo de Macau o aproveitamento das oportunidades de participar na construção do projecto nacional ‘Uma Faixa, Uma Rota’, através da criação de uma equipa de medicina tradicional chinesa de alta qualidade, que transforme Macau num destino de turismo médico e de saúde.

Além de subdirector da Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa, Huang Luqi é igualmente presidente da Academia de Ciências Médicas Chinesas da China, vice-presidente da Associação para a Ciência e Tecnologia da China e membro da Academia Chinesa de Engenharia.

Lusofonia | Associações pedem aumento de subsídio entre 20 a 30%

Terminado o Festival da Lusofonia, as associações participantes traçaram um balanço francamente positivo. Contudo, mantém-se o problema do financiamento, com dirigentes a pedirem aumentos de 20 a 30 por cento no próximo ano. Amélia António notou menos portugueses nas Casas-Museu da Taipa, concluindo que muitos deixaram o território

 

A música, as cores e os ritmos lusófonos voltaram à zona das Casas-Museu da Taipa quase como os tempos pré-covid, mas, ainda assim, “não foi exactamente um regresso aos bons velhos tempos”, denota Amélia António, presidente da Casa de Portugal em Macau (CPM). Isto porque “marcaram-se várias iniciativas às mesmas horas e em diversos sítios”, o que levou a um “efeito de dispersão de visitantes que habitualmente estavam na Lusofonia”.

Além disso, continua, segundo a dirigente e advogada, “a não fazer sentido a limitação horária por causa do ruído num sítio onde praticamente não vivem pessoas”, restrição que acaba por “cortar o sentido da festa”.

Tendo em conta que muitas visitantes vieram de Hong Kong para recordar um evento onde gostam de estar quando visitam Macau, Amélia António dá conta da grande ausência de portugueses. “Senti uma diminuição muito grande da comunidade portuguesa. Muita gente foi embora [de Macau].”

Além dos concertos organizados pelo Instituto Cultural (IC) e patrocinados por empresas locais, as noites de Lusofonia são marcadas pela romaria pelas habituais barracas decoradas e geridas pelas associações de Macau de matriz lusófona que todos os anos são obrigadas a gerir um magro orçamento de 50 mil patacas. Por isso, Amélia António defende que está na hora de um aumento decretado pelo IC.

“As coisas estão estabilizadas, mas tudo tem de ser gerido com algum cuidado porque os preços dos serviços e dos bens vão aumentando, mas o financiamento vai-se mantendo. Isso exige um equilíbrio cada vez maior da parte das associações para fazerem bom e diferente.”

A dirigente defende “uma subida entre os 20 e os 25 por cento, que poderia cobrir a diferença de preços”.

Quem também pede alterações a este nível é Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação dos Macaenses (ADM). “No próximo ano, seria a altura ideal para darem [o Governo] mais [dinheiro] às associações. Falo de um aumento de cerca de 20 ou 30 por cento.”

“É sempre um desafio fazer a festa porque o subsídio não aumentou, mas o custo das coisas sim. É importante que os responsáveis saibam que as associações lutam por causa disto. É apenas 50 mil patacas de subsídio para cada uma das associações. Para termos uma barraca mais apetrechada, com mais elementos culturais, é preciso mais, porque o valor não aumenta há anos”, frisou.

Miguel de Senna Fernandes destaca que “é importante que a RAEM se lembre que sem estas associações não há Lusofonia”.

Questionado se há espaço para inovar ou fazer diferente, o dirigente considera que o público espera exactamente aquele formato que funciona há muitos anos e que se tornou muito popular, indo muito além do espectro da comunidade portuguesa.

“Acho que há sempre espaço para inovação, mas temos de ver em que termos vão ser feitas modificações. Se o formato funciona, será que se deveria mudar? Foram-se ensaiando, ao longo destes anos, ligeiras diferenças e mudanças. A verdade é que este formato funciona e o público espera exactamente isso. Se calhar, não vale a pena mexer assim muito.”

Associação exige sede

Da parte do Núcleo de Animação Cultural de Goa, Damão e Diu, associação liderada por Vicente Coutinho, os desafios para fazer a festa da Lusofonia começam logo ao nível das infra-estruturas. “Nem temos uma sede, pelo que, quando acaba o evento, somos obrigados a deitar fora muito material que poderia ser reutilizado”, lamenta.

Quanto ao financiamento, Vicente Coutinho também se queixa da ginástica financeira a que obriga o orçamento. “É cada vez mais difícil organizar a festa. As coisas ficaram mais caras e esperamos que o Governo, através das seis concessionárias, consiga veicular alguns subsídios para todas as associações de forma equitativa e de acordo com os projectos de cada uma. As cláusulas dos novos contratos de jogo dizem, preto no branco, que devem ser apoiadas as actividades locais.”

Vicente Coutinho frisa que no território ocorrem outros eventos bem mais caros que nada têm a ver com as especificidades locais. “Vemos muito esbanjamento de dinheiro para outras coisas que não têm características de Macau. Os eventos onde se gastam, talvez, rios de dinheiro para contratar artistas que vêm da China, mas aí não se divulga a cultura de Macau.”

Vicente Coutinho entende que o festival da Lusofonia é “um estandarte fundamental de Macau em relação a Pequim ou a Zhuhai”, sendo da “responsabilidade do Governo de Macau ou de Pequim o apoio às associações, que não têm lucro”.

Elias Colaço, antigo dirigente da mesma associação também denuncia a “redução substancial dos apoios às associações”. “Sentiu-se isso ao olhar para as barracas, percebeu-se que faltava algo. As associações só dependem do festival da Lusofonia e têm de ter apoio do Governo. Nota-se que não há dinheiro para que as associações sozinhas suportem custos tão elevados. Quando não há dinheiro fazem-se as coisas com o que se tem, e isso tem resultados.”

Apesar de tudo, Elias Colaço diz que a edição deste ano obteve “resultados altamente positivos”. “Notei uma grande alegria este ano da parte do público, com uma grande adesão, não só das pessoas ligadas às comunidades, mas até da parte da população chinesa que tem aderido à Lusofonia. No ano passado tivemos a prata da casa que deu uma resposta muito positiva, mas o facto de este ano termos tido artistas internacionais foi muito bom. Todos os concertos estavam cheios.”

O residente recorda que “é a própria RAEM que sai beneficiada com o evento”. “Ir empobrecendo a organização é quase como tirar o tapete debaixo dos pés. As associações não têm [recursos], é quase tudo feito com base na carolice de cada um”, destacou.

Moçambique satisfeito

Ângelo Rafael, que dirige a Associação dos Amigos de Moçambique de Macau, também traça um balanço bastante positivo. “Esta foi a primeira edição depois do fim das restrições ligadas à pandemia e tudo correu sem sobressaltos.” O dirigente revela que houve, inclusivamente, espaço para algumas novidades. “Podemos ter novas peças de artesanato que foram um dos grandes atractivos a quem passava pela nossa tenda. O desenho da tenda foi ilustrativo do processo de renovação da Catedral de Nossa Senhora do Livramento, a Catedral de Quelimane, agora transformada em Museu da Cidade, algo que foi também muito elogiado pelos visitantes.”

A associação promoveu ainda a actuação do grupo de danças “Pérolas do Índico”, composto por estudantes moçambicanos e sócios da associação. “Da nossa parte o evento correu muito bem”, rematou.

Recorde-se que esta edição teve como novidade o regresso de artistas estrangeiros, que actuaram a par de bandas locais. Destaque para o concerto de Carlão, ex-vocalista dos portuguese Da Weasel e da banda cabo-verdiana Fogo Fogo.

ONU alerta para bombardeamentos junto a três hospitais em Gaza

As Nações Unidas alertaram ontem que durante o fim de semana, Israel bombardeou os arredores de três hospitais de Gaza, incluindo o mais importante do enclave, Al-Shifa, onde estão milhares de pacientes e deslocados internos.

No seu relatório diário sobre a situação em Gaza, que pode ser actualizado graças ao regresso das telecomunicações ao enclave palestiniano no domingo, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA, na siga em inglês) indicou que houve ataques próximos dos hospitais de Al-Shifa, Al-Quds (ambos na capital Gaza) e do Hospital Indonésio, na parte norte do território palestiniano.

“Os dez hospitais ainda operacionais, na cidade de Gaza e no norte do enclave, receberam repetidas ordens de evacuação nos últimos dias”, afirmou a ONU, acrescentando que cerca de 117 mil pessoas deslocadas internamente estão abrigadas nestas instalações, juntamente com milhares de pacientes.

No balanço da ONU recorda-se o apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para suspender estas ordens de evacuação, uma vez que na opinião da agência de saúde das Nações Unidas, “é impossível retirar os pacientes sem colocar as suas vidas em risco”.

Ordem em colapso

Outro motivo de preocupação para a ONU, é o saque no sábado de vários armazéns de ajuda humanitária da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), um sinal, segundo as Nações Unidas, de que “a ordem civil está a colapsar depois semanas de guerra e cerco severo”.

No domingo, houve um aumento no número de camiões com ajuda humanitária autorizados a entrar em Gaza através da passagem de Rafah (Egipto), para 33, elevando o total desde o início destas entradas, em 21 de Outubro, para 117, dos quais cerca de 70 destes levaram material médico.

De acordo com a ONU, que cita números do Ministério da Saúde de Gaza, 302 palestinianos morreram no enclave, elevando o número de mortes desde o início das hostilidades em 07 de Outubro para 8.005, incluindo 3.324 crianças e 2.062 mulheres, além de 1,4 milhões de deslocados internos.

Na Cisjordânia, a morte de mais quatro palestinianos nas últimas 24 horas elevou o número de vítimas das forças de segurança israelitas e dos colonos judeus nas últimas três semanas para 115, incluindo 33 crianças, enquanto cerca de mil pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas.

Em Gaza “os ataques aéreos parecem estar a destruir sistematicamente áreas residenciais inteiras”, denunciou o relatório das Nações Unidas, que citou bombardeamentos como o de Jabalia (norte de Gaza) que causou 26 mortes no domingo, deixando outras 14 pessoas soterradas entre os escombros.

Num ambiente onde o sul de Gaza já não é visto como mais seguro do que o norte, “as pessoas deslocadas internamente deslocam-se de uma área para outra com base na possibilidade de obter água e alimentos”, indicou o relatório da ONU.

Direitos de casais do mesmo sexo (I)

O Hong Kong Court of Appeal (Tribunal de Recurso de Hong Kong) proferiu uma sentença há pouco tempo, determinando que a política de habitação da Hong Kong Housing Authority (Autoridade de Habitação de Hong Kong) e o “regime social de aquisição de casa própria” não reconhecem as relações homossexuais. A Autoridade da Habitação perdeu o recurso. O Tribunal de Recurso definiu também o estatuto dos casais do mesmo sexo em Hong Kong.

Num destes casos, o casamento tinha sido celebrado em 2017 no Reino Unido. Embora um deles tenha comprado casa em Hong Kong, ao abrigo do regime social de aquisição de habitação, o parceiro não tinha direito ao alojamento porque, segundo os regulamentos da Autoridade de Habitação de Hong Kong, só os conjugues de sexo diferente e os filhos com menos de 18 anos são considerados “membros da família”. O proprietário da habitação entrou com uma acção judicial para proteger os direitos do seu parceiro.

No outro caso, os dois são residentes de Hong Kong e casaram-se no Canadá. Este casal viu a sua candidatura à habitação social ser rejeitada com o fundamento de pertencerem ao mesmo sexo.

Devido à enorme semelhança entre os dois casos, o Tribunal de Recurso realizou uma audiência conjunta. Em resposta, a Autoridade da Habitação apelou com dois argumentos importantes, ambos rejeitados pelo tribunal. O primeiro alegava que a política da Autoridade da Habitação é evitar que casais do mesmo sexo adquiram apartamentos sociais, para que possam aumentar as hipóteses de compra por parte dos casais heterossexuais. A este respeito, o Tribunal de Recurso considerou que a compra de habitação própria por casais de sexos opostos não era um problema no caso em apreço. O Tribunal adiantou ainda que não existem provas de que a compra de habitação por casais do mesmo sexo diminua as hipóteses de compra dos casais de sexos diferentes. Essa afirmação é apenas uma conjectura. Por conseguinte, o Tribunal de Recurso rejeitou este argumento.

No segundo argumento, a Autoridade da Habitação assinalava que o Governo constrói habitações sociais para encorajar os residentes de Hong Kong a formarem famílias e a terem filhos. No entanto, os casais do mesmo sexo não podem ter filhos, por isso não são alvo destas políticas. O Tribunal de Recurso rejeitou este argumento e salientou que, ao tratar os pedidos de habitação social, a Autoridade da Habitação não rejeita as candidaturas de casais heterossexuais inférteis, nem dos que não querem ter filhos, nem dos que têm filhos adoptados. O Tribunal de Recurso não concordou com a rejeição por parte da Autoridade da Habitação das candidaturas à habitação social feitas por casais homossexuais.

Se a Autoridade de Habitação não recorrer para o Tribunal de Última Instância de Hong Kong, estes dois casos ficam encerrados ao nível do Tribunal de Recurso e a sua deliberação constituirá a decisão final. Isto significa que, a partir de agora, os casais do mesmo sexo podem candidatar-se à compra de habitações sociais e que os seus direitos estão ainda mais protegidos. Mas há ainda algo sobre o qual vale a pena reflectir. Continuaremos com esta análise na próxima semana.


Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau
Professor Associado da Universidade Politécnica de Macau
Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk

Livraria Portuguesa | “Ser Psiquiatra” apresentado esta quinta-feira

O livro “Ser Psiquiatra – Uma Vida Entre Voos e Famílias”, do psiquiatra português José Gameiro, será apresentado esta quinta-feira na Livraria Portuguesa a partir das 18h00. A sessão contará com a presença do autor.

Esta é uma obra que procura descrever como tem sido, ao longo de quarenta anos, trabalhar com pessoas que estão em sofrimento ou querem prevenir o sofrimento que prevêem surgir das circunstâncias da vida. “Ser Psiquiatra” fala de voos reais, de voos com as famílias, com os casais, com as pessoas, mas também da história pessoal e familiar do autor e de como ela influenciou e, em algumas situações, condicionou a sua forma de estar na actividade clínica.

O livro descreve também as diferenças entre encarar a psiquiatria e os seus quadros clínicos como um mero conjunto de sintomas ou colocando a ênfase nas pessoas, com as quais é preciso conversar para, em conjunto, encontrar alternativas que as façam sentir-se melhor. Finalmente, fala também sobre as aprendizagens nascidas da terapia de casais e famílias e o modo como isso nos leva a olhar o ser humano sempre tentando perceber a forma como se relaciona com os outros.

José Gameiro nasceu em Lisboa, em 1949. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa, é psiquiatra desde 1980. Doutorou-se em Psicologia e Saúde Mental na Universidade do Porto. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. Assina, no jornal Expresso, a crónica “Diário de um psiquiatra”. É piloto de aviões desde 1987.

A organização do evento está a cargo do jornal Ponto Final, Livraria Portuguesa e Associação dos Médicos de Língua Portuguesa de Macau.

Cinema | Festival de cariz lusófono arranca na próxima semana

Decorre entre os dias 10 e 24 de Novembro o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com um cartaz preenchido por filmes, documentários e workshops sujeitos ao tema “O Vestuário no Cinema”. Destaque para a exibição de “Miúcha, a voz da Bossa Nova”, documentário brasileiro de 2022 dos realizadores Daniel Zarvos e Liliane Reis

 

Miúcha, um dos nomes sonantes da Bossa Nova, género musical brasileiro, é a figura em destaque no documentário “Miúcha, a voz da Bossa Nova”, escolhido para encerrar o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que acontece entre os dias 10 e 24 deste mês. O evento, que decorre em várias salas de cinema no território, nomeadamente nos cinemas Galaxy e Cinemateca Paixão, integra o extenso programa do 5.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Sob o tema “O Vestuário no Cinema”, apresentam-se mais de 20 filmes e documentários em chinês e português, incluindo-se ainda exibições ao ar livre, conversas pós-projecção e workshops, “permitindo ao público apreciar a estética da cinematografia”, descreve o Instituto Cultural (IC), em comunicado.

O festival inclui quatro secções, nomeadamente “O Vestuário no Cinema”, “Estreia de Filmes Chineses e Lusófonos”, “Exibição de Filmes sobre Macau” e “Exibição ao Ar Livre”.

Dia 10 é dia para apresentar o filme chinês “Bom Outono, Mamã”, nos cinemas Galaxy. O filme conta uma história que decorre numa aldeia de cana-de-açúcar do Sul, onde a família de Fong-tai (representada por Shu Qi) aguarda o nascimento de um novo membro da família. No entanto, uma mudança acidental quebra a serenidade e a beleza e Fong-tai inicia o caminho do despertar, para encontrar a sua família e encontrar-se a si própria.

Por sua vez, o documentário sobre Miúcha será exibido ao ar livre dia 24, no Jardim Secreto do Grand Lisboa Palace. O documentário biográfico apresentará ao público a história lendária da cantora, que se libertou dos grilhões da tradição para alcançar a sua própria estética musical. Miúcha, irmã de Chico Buarque, outro grande nome da Bossa Nova, chegou a cantar composições de Tom Jobim, colaborando com vários músicos.

Bilhetes já à venda

Depois da exibição de “Bom Outono, Mamã”, serão exibidas as restantes películas entre os dias 11 e 23 de Novembro na Cinemateca Paixão. Os bilhetes estão à venda desde ontem.

Entretanto, também no dia 11, decorre o workshop de acessórios de ópera cantonense no espaço Anim’Arte Nam Van S11. Enquanto isso, dia 18, acontece, na antiga fábrica de panchões Iec Long decorre a exibição ao ar livre de filmes de animação chineses e lusófonos, decorrendo também, no mesmo dia e local, um workshop de criação de personagens de animação para pais e filhos.

A 19 de Novembro tem lugar, no espaço Anim’Arte NAM VAN S11, um workshop de dança folclórica portuguesa para pais e filhos. Mais detalhes do cartaz serão divulgados posteriormente.

GPM | Pódios para André Couto e Tiago Rodrigues em Zhuzhou

Em contagem decrescente para a 70.ª edição do Grande Prémio de Macau, no pretérito fim de semana, no Circuito Internacional de Zhuzhou, André Couto e Tiago Rodrigues, que defendem as cores da RAEM, subiram ao pódio no Campeonato TCR China e no Campeonato do Sudeste Asiático de Fórmula 4 respectivamente

De regresso aos comandos do Honda Civic Type-R FL5, após ter cedido por razões comerciais o seu volante ao actor Daniel Wu na prova de Xangai, André Couto voltou a mostrar porque é uma mais valia para Dongfeng Honda Racing Team. Depois de se ter qualificado em quinto para a primeira corrida do fim de semana, o piloto do território ficou imobilizado na grelha de partida. Fazendo uma corrida de recuperação, com a pista molhada e a presença do “safety-car” em pista, Couto terminou no quinto posto.

No domingo, com o sol e muito público a marcarem na pista da província de Hunan, Couto encetou outra corrida de recuperação desde o nono lugar da grelha de partida. O piloto português foi o melhor representante da Dongfeng Honda, terminando no segundo lugar, apenas atrás de Ma Qing Hua, o “ponta de lança” da equipa de fábrica da Lynk & Co.

“Na Corrida 1, partindo de segundo, deixei o carro ir a baixo no arranque e caí para 14º, mas consegui regressar à 5ª posição no final da corrida. O ritmo era bom! Na Corrida 2, com a grelha de partida invertida para os dez primeiros, arranquei em 9º e terminei no pódio em 2º. Foi um bom fim de semana para mim, pois foi uma boa preparação para o GP de Macau”, sumariou André Couto nas redes sociais.

Ausente desde 2018 do Grande Prémio de Macau, Couto regressa à prova que lhe é tão querida na Taça de Carros de Turismo de Macau, que será a decisiva última jornada da temporada do TCR China, campeonato que é actualmente liderado pelo irlandês Jack Young, que tripula outro dos Civic Type-R FL5 oficiais.

Liderança no campeonato

O primeiro classificado do campeonato chinês de Fórmula 4, Tiago Rodrigues, esteve em destaque na prova de abertura do revitalizado Campeonato do Sudeste Asiático de Fórmula 4, uma competição que usa a última geração dos monolugares Tatuus da disciplina, ao contrário da competição chinesa, que ainda utiliza os fórmulas da primeira geração. A adaptação ao novo chassis Tatuus e a uma nova equipa, a Asia Racing Team, foi rápida e Rodrigues qualificou-se na segunda linha da grelha de partida para a primeira e terceira corrida do programa.

Na corrida de sábado, Rodrigues teve um mau começo, ficando parado na grelha de partida, mas uma recuperação exemplar levou-o ao terceiro lugar final. Nas duas corridas de domingo, o jovem de 16 anos somou dois segundos lugares, o que lhe permitiu sair de Zhuzhou na frente do campeonato, com um ponto de vantagem sobre Jack Beeton, o australiano que venceu o programa Ferrari Driver Academy Asia Pacific and Oceania Selection em 2022, que fez duas pole-positions e ganhou duas das três corridas.

“Foi um bom fim de semana. A segunda corrida foi bastante caótica e fiz o meu melhor para evitar os incidentes, conduzindo o melhor que pude. Na terceira corrida, fiquei ligeiramente atrás em termos de ritmo do Jack Beeton. Reduzir esta diferença para Macau vai ser um desafio, mas vou dar o meu melhor”, disse Rodrigues na conferência de imprensa, citado no comunicado da sua equipa.

Tiago Rodrigues fará a estreia no Circuito da Guia na Corrida de Fórmula 4 de Macau, uma prova que não conta para o Campeonato do Sudeste Asiático de Fórmula 4, mas que reúne uma grelha de partida com vários pilotos europeus, japoneses e australianos.

América Latina e Caribe em Pequim para cimeira empresarial

A 16ª Cimeira Empresarial China-América Latina e Caribe (ALC) será realizada de 2 a 3 de novembro em Pequim pela primeira vez, com o objectivo de promover o comércio e o investimento da China na região. A cimeira é realizada anualmente na China e nos países da ALC em rotação. Foram realizadas com sucesso 15 sessões em Chongqing, Hangzhou, Chengdu e outros lugares na China, bem como no Chile, Colômbia, Peru e México, entre outros países.

Cerca de 400 representantes de organizações internacionais, autoridades governamentais de países da ALC, representantes de associações empresariais e empresas confirmaram participação na cimeira, que envolve 26 países da ALC, como Argentina, Brasil, Chile e Colômbia, segundo Sun Xiao, secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional da China.

Guo Huaigang, director do subconselho de Pequim do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional, disse que “no ano passado, Pequim candidatou-se com sucesso para sediar a cimeira, e isso abre uma nova janela de oportunidade para a cooperação económica e comercial entre a cidade e os países da ALC”.

A cimeira deste ano, com o tema “Inovação Aberta, Desenvolvimento Compartilhado”, “exibirá plenamente as características da capital, mostrando a liderança exemplar e o papel como capital de Pequim na situação geral da cooperação China-ALC”, de acordo com Guo.

“Os países da ALC são ricos em recursos energéticos e Pequim tem tecnologias avançadas em energia verde e veículos de nova energia. Os dois lados têm uma boa base e um amplo espaço para cooperação. Os dois lados são ricos em recursos culturais e turísticos. Há também um enorme potencial de cooperação em indústrias culturais, turismo transfronteiriço e intercâmbios entre pessoas”, concluiu Guo.

Xi Jinping enfatiza formação de forte senso de comunidade da nação chinesa, incluindo todos os grupos étnicos

Enquanto presidia uma sessão de estudo colectivo do Gabinete Político do Comité Central do PCC, Xi Jinping enfatizou “a criação de um forte senso de comunidade para a nação chinesa a fim de promover o desenvolvimento de alta qualidade do trabalho do Partido em assuntos étnicos na nova era”. “Devem ser feitos esforços para permitir que o povo cultive a consciência de que pessoas de todas as etnias estão na mesma comunidade, onde compartilham o bem e a desgraça e permanecem unidas nos bons e maus momentos”, frisou Xi.

Elogiando as novas conquistas históricas no trabalho do Partido sobre assuntos étnicos desde o 18º Congresso Nacional do PCC em 2012, Xi disse que “o importante pensamento do Partido sobre o fortalecimento e melhoria do trabalho foi formulado e uma nova fronteira foi aberta na adaptação das teorias marxistas de etnicidade para o contexto chinês e as necessidades dos tempos”.

Observando as novas circunstâncias e tarefas no trabalho do Partido sobre assuntos étnicos desde o 20º Congresso Nacional do PCCh em 2022, Xi garantiu que “nenhum grupo étnico será deixado para trás na construção de um grande país socialista moderno em todos os aspectos”. “É necessário estabelecer um sistema teórico científico e sólido para a comunidade nacional chinesa”, assinalou Xi, sublinhando que “devem ser feitos esforços para integrar as teorias étnicas marxistas com as realidades específicas e a excelente cultura tradicional da China”.

Xi pediu foco na construção da civilização chinesa moderna, com o objetivo de estabelecer uma base espiritual e cultural sólida para forjar um forte sentido de comunidade para a nação chinesa e enfatizou o fortalecimento da educação das teorias, linhas, princípios e políticas do Partido entre pessoas de todos os grupos étnicos e a promoção da evolução criativa e do desenvolvimento inovador da excelente cultura tradicional chinesa. “Esforços abrangentes devem ser feitos para promover a língua chinesa padrão falada e escrita e o uso de livros didácticos unificados compilados pelo Estado”, acrescentou.

Pedindo mais intercâmbios e interações entre os diferentes grupos étnicos, Xi sublinhou que deve ser promovida “a mobilidade populacional e a habitação integrada entre vários grupos étnicos, numa tentativa de promover continuamente a unidade e o progresso étnico”.

Xi destacou ainda a melhoria dos meios de subsistência das pessoas e “a garantia de que os benefícios do desenvolvimento sejam entregues de forma justa às pessoas de todos os grupos étnicos”, além de encetar esforços “para contar melhor as histórias da nação chinesa e intensificar a comunicação pública sobre o sentido de comunidade da nação chinesa”. “Os comités do Partido e os governos de todos os níveis devem aderir à abordagem correcta e distintamente chinesa para lidar com os assuntos étnicos, e as autoridades devem dar as devidas contribuições para a unidade e o progresso étnico”, conclui o presidente.

China | Revelado número de funcionários punidos este ano

Um total de 405.000 funcionários de todos os níveis foram punidos durante os primeiros nove meses deste ano, de acordo com um comunicado publicado no portal da Comissão Central de Inspecção Disciplinar (CCDI) do Partido Comunista da China e da Comissão Nacional de Supervisão no domingo, acrescentando que 34 eram funcionários superiores a nível provincial ou ministerial.

“A China tratou de mais de 36.000 casos relacionados com a corrupção com impacto no interesse público no primeiro semestre de 2023, com mais de 52.000 indivíduos a receberem críticas, educação, assistência ou punição”, anunciou a mais alta autoridade de supervisão e anti-corrupção da China.

De janeiro a setembro de 2023, as autoridades de inspecção e supervisão disciplinar de todo o país receberam 2,617 milhões de relatórios, dos quais 819.000 eram denúncias ou acusações. Dos 470.000 casos registados, 133.534 funcionários de todos os níveis estavam envolvidos.

De acordo com a declaração, as autoridades de inspecção e supervisão da disciplina reforçaram de forma consistente o seu trabalho de inspecção, abrangendo a implementação de políticas de apoio ao interesse público e punindo actos de desvio de fundos, apropriação indevida, falsas denúncias e extorsão.

A formação e a rectificação da equipa oficial nacional de inspecção e supervisão disciplinar também continuam em curso. No primeiro semestre de 2023, o sistema nacional de inspecção e supervisão da disciplina recebeu um total de mais de 20 200 denúncias ou relatórios públicos envolvendo funcionários de inspecção e supervisão da disciplina.

Além disso, foram tratadas mais de 18 700 denúncias relacionadas com funcionários de inspecção e supervisão disciplinar, tendo 2 482 funcionários sido objeto de relatórios disciplinares, 1 647 punidos e 73 transferidos para órgãos judiciais.

As autoridades de inspecção disciplinar também se concentraram na investigação de casos de suborno, tendo arquivado 12.000 casos de suborno e transferido 2.365 suspeitos de crimes para os órgãos procuradores.

Zhuang Deshui, director-adjunto do Centro de Investigação para a Construção da Integridade Governamental da Universidade de Pequim, disse que é urgente estipular o sistema de funcionamento, as responsabilidades de trabalho e o mecanismo das comissões de inspecção disciplinar das instituições do Partido e do Estado.

“Todos os departamentos dos órgãos centrais e estatais precisam de melhorar o sistema de inspecção disciplinar de acordo com as condições reais, promover as organizações do Partido e os membros do Partido a implementarem rigorosamente, e reforçar a consciência de tomar a iniciativa de realizar a supervisão e aceitar conscientemente a supervisão”, disse Zhuang.

Seda (6) – Deusas e Festas

嫘 祖 Lei Zu, deusa da Seda

Em continuação da história de Lei Zu (嫘 祖), a deusa da Seda, recolhida do livro Yuan Fei Lei Zu (元 妃 嫘 祖) de Liao Zhongxuan (廖仲宣), ficamos com as origens de Yuan Feng, cujo título de Yuan Fei passou a ter como principal esposa de Huang Di.

No amoreiral, Yang Feng após ver um bicho-da-seda e o observar, quis perceber como a lagarta edificava o casulo ao se envolver no filamento por ela expelido. Curiosa e tentada a saber o que dentro se passava, agarrando num casulo procurou a ponta daquela meada. Com os dotes da mãe Qi Liang, Wang Feng (Lei Zu) levou o casulo à boca e amoleceu o fio, que rapidamente mostrou a ponta e dai foi sendo desenovelado. Percebeu ser aquele filamento, muito fino, resistente e longo para o habitual, a dar-lhe trabalho para muitas horas.

Por fim, lá conseguiu ver não a lagarta, mas algo diferente e pouco parecido ao que ali se escondera, uma crisálida. Voltou a outro casulo e fez o mesmo e já com a mente a planear as possibilidades de voltar a ter material para tecer, desenrolou outros mais. Juntando os filamentos com as pontas dos dedos formou um fio, fazendo-o passar pela dobadoura e assim o preparou para o montar no tear. Com a experiência de tecedeira, calculou mentalmente o longo fio arranjado e usou uma parte para dar o comprimento da peça. A outra foi para a trama, perpendicularmente cruzada com os fios da urdidura então já colocados. Tecidas as vestes, o espanto foi geral por o brilho e leveza contrários às peças de roupa usadas, pesadas e baças. Logo lhe pediram para também lhes fazer roupa daquela.

Como, não se sabe, mas uma dessas peças foi parar às mãos de Huang Di (o Imperador Amarelo), que perante tão espectacular obra logo percebeu ser proveniente de uma pessoa muito inteligente. Assim resolveu ir conhecer a personagem que a produzira e rumando do Rio Amarelo (Huang he) para Sul encontrou a jovem Yang Feng a Nordeste da actual província de Sichuan, a mais de quarenta quilómetros de Yanting, nas montanhas do Dragão de Jade (Qing Long shan), num lugar chamado Jin ji (Galo Dourado).

HISTÓRIA DE HUANG DI

No período dos Cinco lendários Soberanos (Wu Di, 2550-2140 a.n.E.), o primeiro dos cinco foi o Imperador Amarelo, Huang Di (2550-2450 a.n.E. ou, 2704-2595 a.n.E.), nascido no monte Xuanyuan, onde hoje será o concelho de Xinzheng na província de Henan. Tinha o apelido de Ji, o nome da sua tribo, também conhecida por Xuanyuan. Antes do Imperador Amarelo, a tribo ainda nómada chamava-se Tian Yuan e era matriarcal e apesar de pequena apresentava-se mais evoluída que as restantes no armamento e tácticas de guerra e daí facilmente lhes tomava terras, animais e fazia escravos.

Com a herança metalúrgica da Cultura Hongshan, proveniente da actual Mongólia e territórios do Nordeste, [segundo Ana Maria Amaro, a Cultura da Montanha Vermelha (4700-2900 a.n.E.) era a “mais recuada comunidade chinesa organizada em Estado até hoje conhecida” e vivia onde hoje é a Mongólia Interior.

Os vestígios aí encontrados demonstram a “opulenta cultura e a par de objectos de cerâmica vermelha, com decoração a negro, numerosos instrumentos agrícolas em pedra lascada e polida, de grandes dimensões, e ainda ornamentos, também polidos, em pedras semipreciosas, possivelmente usados pela classe dirigente. Das peças recolhidas, são particularmente interessantes um arado e uma enxada de pedra, de enormes dimensões, o que parece apontar para a importância e para o elevado nível que havia atingido, já, a agricultura naquela região. Recentemente, foram descobertos no mesmo local cemitérios e ruínas de um templo erigido em honra de uma deusa, que se admite estar relacionada com o culto da fertilidade, além de um dragão em jade polido, verde-negro, de cerca de 26 cm, de linhas extremamente harmoniosas.

Esta representação do dragão, exumado na aldeia de Sanxingatala, na Mongólia Interior, é a mais antiga que se conhece na China, o que faz recuar a sua origem emblemática cerca de dois milénios em relação ao que, antes, se admitia”.] Huang Di, já como chefe da tribo Ji, onde hoje será a província de Hebei, envolveu-se numa série de guerras com o grupo Jiuli, o mais numeroso, proveniente da China Central. Descendente da tribo Yi, criada três séculos antes por Fu Xi e de onde mais tarde surgiria também os Dong Yi, comandados por Chi You, a tribo Jiang, chefiada por Yan Di, ou um seu descendente, ligado à Agricultura, separara-se dos Yi e foi fácil para a tribo Ji vencer a do Jiang.

Após uma breve escaramuça em Banquan, hoje a Sudeste do concelho de Zhuolu, na província de Hebei, os Ji derrotaram os Jiang e as duas tribos fizeram uma aliança, para derrotar os Dong Yi comandados por Chi You.

Em Zhuolu ocorreu essa feroz guerra e só após cinco grandes batalhas foi morto o lendário guerreiro chefe Chi You e a sua tribo desmembrada. Os que se quiseram integrar na grande tribo de Huang Di, foram viver para o Nordeste e daí seguiram para a península da Coreia. Já os que não se quiseram deixar absolver dividiram-se, seguindo o grupo Qiang para as fronteiras do Oeste e a maioria, os Miao para Sul. O corpo de Chi You despedaçado foi levado pelos seus quando fugiam, sendo sepultado em cinco lugares diferentes, sobretudo na actual província de Shandong.

Assim Huang Di, herdeiro da indústria do metal, se consolidou como Imperador, unindo a maioria das tribos a viver na parte Norte e Centro do território da actual China, formando o povo Hua Xia, hoje conhecido como Han.
Wang Feng viria a ser designada Yuan Fei ao se casou com Huang Di, a indicar ser a primeira esposa do Imperador Amarelo.

Acompanhava-o sempre nas digressões, aproveitando para divulgar os seus conhecimentos, tanto na produção do bicho-da-seda, como na preparação do fio para tecer. Tal casamento levou a tribo Xi Ling a juntar-se à de Huang Di, servindo de exemplo à integração de outras tribos, criando assim um todo como povo, o Hua Xia, num território cada vez maior e mais próspero, devido à inteligência do governante. Huang Di, considerado como um sábio, governou tão bem que muito tempo houve sem guerras, sendo possível as pessoas dedicarem-se às artes e à criação de utensílios, continuando a preparar os arquétipos para uma sociedade sedentária.

Consta ter o Imperador Amarelo mais de cem filhos e com uma grande experiência, no seu reinado fizeram-se inúmeras invenções, tornando a vida quotidiana muito mais fácil. Desde a escrita, [cujos registos eram feito desde o período de Fu Xi por nós em cordas], à construção de casas, carroças e barcos, usando já um instrumento de orientação que mais tarde levou à criação da bússola. Ficou credenciado como ligado ao inventor da Medicina, dos manuscritos, das roupas, da criação do bicho da seda e do tecer a seda. A sua principal esposa foi a primeira pessoa a criar o bicho-da-seda e a desenovelar um casulo, ensinando a transformar o filamento do casulo em fio para fazer roupa e por isso Lei Zu, Deusa da Seda (Can Shen), é apelidada Xian Can, a Iniciadora da Produção de Seda.

Luís Gonzaga Gomes (1907-76) no livro Chinesices, edição do Instituto Cultural de Macau e Leal Senado, 1994, refere-se a Lui-Tch’ôu (nome em cantonense, enquanto em mandarim é chamada Lei Zu): “Data, pois desde então a indústria da seda na China, nascida de um momento de feliz curiosidade da imperatriz Lui-Tch’ôu, enquanto o seu bom e diligente esposo, tendo conseguido a unificação do vasto império, se achava ocupado em rasgá-lo de lés-a-lés com amplas estradas e em construir barcos, para o transporte de mercadorias, entre os vários pontos do país. Havia fartura e felicidade na época da sua sábia governação; por isso, o povo desconhecendo o flagelo da fome, podia entreter-se na fabricação de frautas (flautas), olifantes (trompa curva de marfim), teorbas e alaúdes, todos inventados no seu próspero reinado, que teve lugar há mais de quatro mil e tantos anos”.

Justiça | Kong Chi quis ver processos que não lhe pertenciam

Na sessão do julgamento de ontem que coloca Kong Chi, procurador-adjunto do Ministério Público, no banco dos réus, três testemunhas confirmaram que este lhes pediu para consultar processos que não estavam sob a sua alçada. No período da manhã a sessão ficou parada meia hora para se verificar a veracidade dos documentos

 

Três delegados do Ministério Público (MP) confirmaram ontem em tribunal que o arguido Kong Chi, procurador-adjunto do MP, lhes pediu para consultar processos que não estavam sob sua responsabilidade. Segundo a TDM Rádio Macau, uma das magistradas recusou o pedido de Kong Chi, mas como este foi insistente, acabou por ter acesso ao processo em causa. Estas foram as primeiras testemunhas a corroborar a acusação de Kong Chi.

Uma das testemunhas ouvidas foi o procurador do MP Wu Hio que, segundo o canal chinês da Rádio Macau, foi questionado sobre um caso em que Kong Chi lhe pediu informações relevantes em quatro ocasiões diferentes.

A testemunha disse que Kong Chi era seu superior hierárquico e que já se conheciam há muitos anos, sendo que, quando foi questionado, não teve em conta as razões que levaram Kong Chi a pedir o processo emprestado.

Wu Hio explicou que, nos termos da legislação em vigor, o MP deve dar instruções sobre a apresentação dos processos, sendo que o MP, não fazendo mediação jurídica, só notifica os suspeitos se a vítima do caso manifestar o desejo de o resolver mais rapidamente. Wu Hio respondeu ainda a perguntas sobre o mecanismo de controlo interno do MP.

Kong Chi está formalmente acusado da prática dos crimes de corrupção passiva para acto ilícito, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, violação de segredo de justiça e prevaricação.

Numa anterior sessão do julgamento, que decorre no Tribunal de Segunda Instância (TSI), Kong Chi disse pensar que poderia consultar os processos, sendo suspeito de eliminar provas ou objectos mais susceptíveis associados aos casos que poderiam incriminar os suspeitos da prática do crime a troco de dinheiro.

Documentos em análise

No período da manhã a sessão de julgamento ficou marcada por uma breve paragem de meia hora, por ter sido questionada a veracidade da documentação relacionada com o processo pelo próprio presidente do TSI, Tong Hio Fong. Foi ordenada a saída de todos os presentes da sala para verificar a autenticidade dos documentos, tendo o juiz anunciado posteriormente que a Polícia Judiciária (PJ) vai efectuar perícias para confirmar a veracidade dos mesmos e das respectivas assinaturas.

Na mesma sessão, Tong Hio Fong perguntou a Kong Chi e aos restantes três arguidos quais os seus rendimentos mensais, habilitações académicas e situação familiar.

Kong Chi adiantou que ganha 170 mil patacas por mês, e afirmou que o seu irmão mais velho estava viciado em jogo e faliu, necessitando de ser protegido e mantido por si.

O quarto arguido, Kuan Hoi Lon, foi ainda confrontado com perguntas sobre a sociedade de advogados que manteve com a segunda arguida, Chio Sao Ieng. Kuan Hoi Lon respondeu que a arguida era uma espécie de solicitadora, tendo como responsabilidade contactar clientes e procurar casos. Por vezes, adiantou o arguido, Chio Sao Ieng, comunicava com o colega no sentido de perceber se ele poderia defender os casos.

Kuan Hoi Lon adiantou também que os casos sob alçada de Chio Sao Ieng representavam apenas 20 a 30 por cento de todo o trabalho jurídico desenvolvido pelo escritório, focado, na maioria, em processos das áreas civil e criminal. O arguido acabou por revelar que dissolveu a sociedade com Chio Sao Ieng devido à distribuição “injusta” da remuneração pelos processos jurídicos.

Hospital das Ilhas | Arrancou recrutamento de 90 profissionais

Teve ontem início a primeira fase de recrutamento de médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde para o hospital Macau Union, localizado no Cotai e que deverá começar a funcionar a título experimental já em Dezembro.

Segundo uma nota dos Serviços de Saúde de Macau (SSM), esta fase de recrutamento destina-se a residentes, sendo contratados 90 trabalhadores em regime de contrato individual de trabalho, nomeadamente cinco médicos gerais, 50 enfermeiros, três farmacêuticos, seis técnicos de radiologia, seis ajudantes técnicos de farmácia, dez auxiliares de enfermagem e dez recepcionistas hospitalares. As candidaturas devem ser entregues entre hoje e o dia 10 de Novembro, não sendo admitidos documentos em falta após a apresentação da candidatura.

A nota dos SSM dá conta que “será dada prioridade ao recrutamento dos residentes de Macau”, além de ser “intensificada a formação dos profissionais de saúde locais”. Pretende-se ainda “desenvolver os serviços de cuidados de saúde diferenciados de alta qualidade”, além de que “serão melhorados a saúde e o bem-estar dos residentes”.

A ideia é que, com o novo hospital no Cotai, com gestão do Peking Union Medical College Hospital, de Pequim, se possa desenvolver “um centro regional de tratamento médico virado para a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e respectiva periferia”.

Grande Prémio | 80 por cento dos bilhetes vendidos

Em contagem decrescente para o arranque da 70.ª edição do Grande Prémio de Macau (GPM), já foram vendidos 80 por cento dos bilhetes para os últimos dois dias do evento, garantiu ontem a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, na cerimónia religiosa tradicional, Pai San, de arranque do maior evento do desporto automóvel do território.

Elsie Ao Ieong U considerou, citada por um comunicado, que “os trabalhos preparatórios para o 70.º Grande Prémio de Macau decorrem com sucesso”, esperando que, com o evento, “se atraia mais turistas” para Macau.

Prevista ocupação de 90 por cento

A Direcção de Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, antevê que durante os dois fins-de-semana em que se disputa o Grande Prémio de Macau a taxa de ocupação hoteleira seja superior a 90 por cento. A previsão foi feita ontem, à margem da Cerimónia Religiosa Tradicional (Pai San) para o 70.º Grande Prémio de Macau.

Segundo a responsável, com o aproximar das provas o turismo está a promover o evento das regiões vizinhas através de “diferentes plataformas” e até em países do estrangeiro. Além disso, para aumentar o nível de produtos turísticos, Maria Helena de Senna Fernandes adiantou também que o Museu do Grande Prémio vai estar aberto até às 21h nos dias de prova.

Este ano, como parte das celebrações do 70.º aniversário, o Grande Prémio realiza-se em dois fins-de-semana entre 11 e 12 de Novembro e entre 16 e 19 de Novembro.

Creches | Secretária admite falta de formação após morte de bebé

Elsie Ao Ieong U admite que é preciso melhorar a formação do pessoal que trabalha nas creches do território na sequência da trágica morte de uma bebé de quatro meses. O Instituto de Acção Social está a cooperar com a polícia na investigação do caso. Os pais da bebé pedem justiça

 

“Ficámos chocados e muito tristes com o acidente na creche. Queria aproveitar esta oportunidade para enviar as minhas condolências aos pais da bebé”, afirmou ontem a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, em reacção à morte de uma bebé de quatro meses numa creche na Taipa.

A secretária indicou que o Instituto de Acção Social (IAS) está a cooperar com a polícia na investigação ao caso que ocorreu a 19 de Outubro, na creche de Fong Chong da Taipa, subordinada à Associação de Moradores.

Não focando o caso concreto, porque a investigação ainda está em curso, Elsie Ao Ieong U admitiu que o Governo tem de melhorar aspectos ligados à formação especializada dos trabalhadores das creches. “A formação é uma área que precisa ser melhorada. Depois da investigação policial a este caso concreto, vamos avaliar quais as áreas de formação profissional em que existem lacunas”, indicou a secretária, citada pelo canal chinês da Rádio Macau.

A responsável referiu ainda que a morte da bebé serviu de alerta às autoridades para a necessidade de manter a fiscalização e comunicação estreita com as creches e verificar o cumprimento efectivo das instruções do IAS. Aliás, um dos aspectos a investigar é se a creche gerida pelos Moradores cumpriu as instruções do Governo.

Agonia total

Sem se alongar muito sobre o assunto, Elsie Ao Ieong U sublinhou que o IAS está pronto para dar assistência aos pais enlutados.

Na sexta-feira, Betsy Lai, a mãe da criança, publicou no Facebook uma mensagem emocionada dirigida à bebé. Depois de descrever a agonia porque passou desde que recebeu a chamada a informar que a filha não tinha pulso e estava em paragem respiratória, a mãe pediu justiça. “Espero que sejam apuradas provas suficientes para demonstrar que houve negligência na creche, e que sejam aplicadas as merecidas penalizações de acordo com a lei. Por favor, não deixem este caso cair em esquecimento, sem que nada aconteça, sem que se faça justiça”, desabafou, apelando à partilha da publicação.

Segundo a Polícia Judiciária, por volta das 14h30 de 19 de Outubro, os funcionários da creche encontraram a bebé, após a sesta, com a cara arroxeada e sem sinais vitais. Enquanto foram administrados os primeiros socorros, foi chamada uma ambulância que transportou a criança ao Hospital Conde de São Januário onde já chegou sem vida.

A investigação preliminar das autoridades policiais não encontrou indícios de crime ou agressões físicas, mas foram realizados exames para apurar as causas da morte.

Balança comercial | Défice de 31,14 mil milhões no 3.º trimestre

O défice da balança comercial no terceiro trimestre deste ano foi de 31,14 mil milhões de patacas, indicam dados ontem divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Neste período, os valores de exportação e importação de mercadorias atingiram 3,15 mil milhões e 34,29 mil milhões de patacas, respectivamente, registando-se subidas de 6,4 e 20,3 por cento, respectivamente, face ao mesmo trimestre de 2022.

Olhando para os nove meses do ano, de Janeiro a Setembro, verifica-se que o défice da balança comercial foi de 96,28 mil milhões de patacas, mais 4,18 mil milhões de patacas em relação aos primeiros nove meses do ano passado.

De Janeiro a Setembro deste ano, o valor exportado foi de 9,51 mil milhões de patacas, uma quebra de 6,1 por cento face a idêntico período de 2022. Por sua vez, a reexportação foi de 8,35 mil milhões de patacas, enquanto a exportação doméstica teve o valor de 1,17 mil milhões de patacas. Ambas registaram quebras de 3,1 e 23,4 por cento, respectivamente. O valor importado de mercadorias foi de 105,80 mil milhões de patacas, ou seja, mais 3,5 por cento, em termos anuais.

Ao nível das exportações por destino, exportaram-se mercadorias para o interior da China no valor global de 688 milhões de patacas de Janeiro a Setembro, uma quebra de 28,7 por cento. Além disso, o valor exportado de mercadorias de Macau para os países de língua portuguesa foi de 662 mil patacas, uma quebra de 51,1 por cento. Pelo contrário, o valor exportado de mercadorias para os países pertencentes à iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” foi de 361 milhões de patacas, mais 20,8 por cento.

Comércio | Aumento de 935 lojas em um ano

Entre 2021 e 2022, nasceram mais 935 estabelecimentos de comércio por grosso e retalho em Macau, segundo dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em 2022 registaram-se, no total, 15.824 estabelecimentos deste sector em actividade, incluindo os arrendatários nos mercados municipais e vendedores de rua com lugar fixo.

Foram registados 65.269 trabalhadores, mais 2.330 em termos anuais. As receitas deste ramo de actividade económica foram de 105,01 mil milhões de patacas, registando-se uma queda homóloga de 6,4 por cento. Destaque para o comércio a retalho e para um aumento anual das receitas dos supermercados de 6,9 por cento, tendo obtido receitas totais em 2022 de 6,06 mil milhões de patacas.

Por sua vez, dentro da área do retalho, o número de arrendatários nos mercados municipais e vendedores de rua com lugar fixo totalizou 1.234, menos 125 face a 2021, existindo nesta área 2.061 pessoas, menos 316.

Ponte do Delta | 36 milhões de passagens fronteiriças em cinco anos

Cinco anos depois da sua inauguração, a Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau aproximou três territórios, proporcionou 36 milhões de passagens fronteiriças, e a travessia de 7,5 milhões de veículos. Até ao fim de Setembro, o total de bens importados e exportados através de Zhuhai pela ponte foi de mais de 718 mil milhões de yuans

 

Desde que foi inaugurada, a 23 de Outubro de 2018, a circulação na Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau (ou Ponte do Delta) tem aumentado, atingindo na actualidade o maior volume de tráfego, muito por culpa das políticas que permitem a circulação de veículos com matrículas das regiões administrativas especiais na província de Guangdong.

Em jeito de balanço, e de celebração do quinto aniversário da inauguração da maior ponte marítima do mundo, o Diário do Povo publicou ontem um artigo a apontar que, desde a abertura, a ponte facilitou 36 milhões de passagens fronteiriças e 7,5 milhões de travessias de veículos. Importa salientar, que mais de metade do tempo desde que foi inaugurada, a Ponte do Delta conheceu pouco tráfego devido à pandemia que eliminou as passagens transfronteiriças durante três anos.

Ao longo deste ano, passaram na ponte 2,35 milhões de veículos. Tendo em conta que a larga maioria das travessias são realizadas por autocarros, é indicado pelo Diário do Povo que mais de 7 milhões das viagens foram feitas por residentes de Macau e Hong Kong. Durante os feriados da Semana Dourada, foram registadas mais de meio milhão de travessias.

Até ao final de Setembro, o volume total de bens importados e exportados que saíram do Interior da China por Zhuhai e que usou a ponte chegou aos 718,75 mil milhões de yuans. Nos últimos cinco anos, a Ponte do Delta foi instrumental no aumento das trocas comerciais, passando o comércio a abranger 230 países e regiões, face a 105 em 2018.

Abraço pelo mar

Enquanto símbolo físico que materializa o conceito do projecto da Grande Baía, a Ponte do Delta é apontada pelas autoridades do Interior da China, Macau e Hong Kong como um ponto fulcral no fluxo de pessoas, capital e mercadorias.

No dia do quinto aniversário da ponte, o Diário do Povo ouviu algumas pessoas que por lá passam. Às 08h, Su Guiping, um guia turístico com 38 turistas da província de Hubei a seu cargo, preparava-se para atravessar a ponte em direcção a Hong Kong para começar uma visita de quatro dias às regiões administrativas especiais. “Muitos turistas querem ver a ponte”, afirmou o guia.

Na manhã de 20 de Outubro, o posto fronteiriço do lado de Zhuhai acumulava uma fila de camiões de mercadorias com destino a Hong Kong. Um dos veículos pesados pertencia à empresa de Zhuhai Haimiao Aquaculture Import and Export, que fornece pescado fresco. O gestor da empresa, Weng Xipeng, indicou que a abertura da ponte permite a chegada à meia-noite a Hong Kong de peixe apanhado à tarde, que chega à mesa dos consumidores no dia seguinte. “A nossa eficiência melhorou significativamente e o produto chega ao consumidor mais fresco”, indicou.

Com 400 mil toneladas de ferro, espalhados ao longo de 55 quilómetros de estrada, quase sete quilómetros em túneis subaquáticos, a Ponte do Delta permite a ligação entre Zhuhai e Macau a Hong Kong em 45 minutos.

Hengqin | Autoridades desconhecem alargamento da política de circulação

Os Serviços Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin afirmou não ter informações sobre a abertura da fronteira de Hengqin ao programa Circulação de Veículos de Macau na Província de Guangdong. A hipótese foi avançada por um responsável do Governo Municipal de Zhuhai

 

A Direcção dos Serviços Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin desconhece a possibilidade de veículos locais utilizarem a fronteira de Hengqin no âmbito do programa Circulação de Veículos de Macau na Província de Guangdong.

O esclarecimento foi prestado numa resposta ao canal chinês da TDM, depois de na semana passada ter sido afirmado que as autoridades de Zhuhai estavam a estudar a possibilidade de o posto fronteiriço da Ilha da Montanha ser utilizado por veículos com matrícula de Macau para circular na província de Guangdong.

“Actualmente, os veículos de Macau viajam para Zhuhai através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. No entanto, estamos a explorar a possibilidade do ponto fronteiriço de Hengqin também abrir as portas a estes veículos, o que aumentaria a conveniência das viagens entre Macau e Zhuhai”, afirmou Peng Su, vice-secretário-geral do Governo Municipal de Zhuhai, de acordo com o portal Macau News Agency, durante um seminário sobre o desenvolvimento industrial da cidade vizinham integrado na Feira Internacional de Macau.

A Direcção dos Serviços Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin veio esclarecer que não existe qualquer informação disponível sobre o assunto.

A passagem dos veículos de Macau para Guangdong é actualmente feita pela Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, no processo que exige marcação prévia e que está limitado a 2 mil utilizações por dia. Além disso, o programa não abrange os veículos que podem entrar em Hengqin, ou seja, um veículo autorizado a circular na Ilha da Montanha não pode entrar em Zhuhai ou no resto da província.

Pontos a melhorar

Os esclarecimentos do organismo da Zona de Cooperação Aprofundada surgiram no dia em que os deputados Ma Io Fong e Wong Kit Cheng, ambos ligados à Associação das Mulheres, emitiram um comunicado a defender a “agilização” do programa Circulação de Veículos de Macau na Província de Guangdong.

Desde Outubro foram introduzidos limites no número de marcações para atravessar a fronteira. Porém, os deputados apontam que mesmo assim “muitos condutores se queixam que com o limite actual ainda é muito difícil conseguir uma vaga nos dias mais concorridos”.

No comunicado conjunto, Ma Io Fong e Wong Kit Cheng apelaram ao Governo para coordenar com as “autoridades relevantes do Interior” e implementar “a segunda fase de optimização do programa”.

Nesta segunda fase, os deputados apelam ao aumento das quotas diárias e dão o exemplo do feriado de quinta-feira, em que se assinala o Dia dos Finados. Segundo os legisladores, para a maior parte dos residentes, apesar de haver vontade de atravessar a fronteira, as esperanças são quase nulas devido à grande procura.

Por último, Wong e Ma afirmam que o trânsito piorou no acesso ao posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, porque as autoridades não querem abrir mais canais de circulação, apesar de estarem disponíveis.

Trânsito | Mortes em acidentes rodoviários aumentaram até Setembro

Nos primeiros nove meses do ano morreram sete pessoas devido a acidentes nas estradas do território. A marca iguala a mortalidade rodoviária registada em todo o ano de 2022. Também o número de acidentes cresceu mais de 20 por cento

A mortalidade nas estradas de Macau está em crescimento, com os primeiros nove meses de 2023 a registarem sete mortes na estrada. No período homólogo do ano passado, tinham sido declaradas cinco mortes nas estradas, o que significa um aumento de 40 por cento da mortalidade, de acordo com os dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP).

O agravar da mortalidade leva a que o corrente ano, até Setembro, tenha sido tão mortal como todos os 12 meses do ano passado, quando sete pessoas perderam a vida em acidentes rodoviários.

O aspecto comum aos dois anos passa pelo facto de a maioria das vítimas serem do sexo masculino. Nos primeiros três trimestres deste ano morreram quatro pessoas do sexo masculino e três do feminino. No ano passado, até Setembro, tinham morrido quatro homens e uma mulher. Quando é considerado todo o ano passado, houve seis vítimas de acidentes nas estradas do sexo masculino e uma do sexo feminino.

Entre as fatalidades deste ano, três diziam respeito aos condutores dos veículos envolvidos nos acidentes, enquanto outras três eram peões. Além disso, uma das vítimas era passageiro que seguia num dos veículos acidentados. Em comparação, até Setembro do ano passado tinham morridos três condutores, e dois peões, não havendo passageiros entre as vítimas mortais.

O aumento do registo negro não se ficou apenas pelas fatalidades, também houve mais pessoas a precisarem de ser hospitalizadas, depois de estarem envolvidas em sinistros rodoviários.

Até Setembro deste ano, 103 pessoas tiveram de ser hospitalizadas por estarem envolvidas em acidentes de viação. O registo ultrapassa todo o ano de 2022, quando 90 pessoas foram hospitalizadas. Quando a comparação é feita com o período homólogo, houve mais 43 pessoas hospitalizadas, o que representa um aumento de cerca de 72 por cento, face às 60 entre Janeiro e Setembro de 2022.

Em relação aos feridos que não precisaram de ser transportados para o hospital também se registou uma subida de 18 por cento, para 3.360, em comparação com o mesmo período de 2022, quando tinha havido 2.848 feridos ligeiros.

Mais acidentes e multas

O aumento do número de vítimas mortais e feridos reflecte a tendência geral para a ocorrência de mais acidentes nos primeiros nove meses deste ano.

Até Setembro, contaram-se 9.914 acidentes rodoviários, o que significa uma média de 36,4 acidentes por dia e de 1,5 acidentes por hora. O valor reflecte um aumento de 20,8 por cento em relação ao período homólogo, quando tinham sido registados 8.207 acidentes, uma média de 30,2 por dia, e de 1,3 acidentes por hora.

A diferença entre os dois anos pode ser explicada pelo facto de as fronteiras terem reaberto e haver um aumento da circulação de automóveis em Macau. Ao mesmo tempo que crescem os números de fatalidades e acidentes, também o Corpo de Polícia de Segurança Pública tem registado mais violações às leis que regulam o trânsito.

Nos primeiros nove meses do ano, as multas fizeram entrar nos cofres da RAEM 131,2 milhões de patacas, um crescimento de 40 por cento face ao período homólogo, quando as multas tinham gerado 93,8 milhões de patacas.

O dinheiro acumulado até Setembro está também acima de todo o ano passado, quando as infracções rodoviárias contribuíram para o orçamento da RAEM com 125,7 milhões de patacas. Esta diferença explica-se com o facto de as multas aplicadas estarem a ser mais caras, dados que até Setembro deste ano foram registadas 542,5 mil infracções, contra as 570,1 mil infracções de todo o ano passado.

Menos álcool

Uma tendência verificada ao longo deste ano é a redução do número de pessoas a conduzirem sob o efeito do álcool, mesmo se nas últimas semanas tenham sido amplamente noticiados casos como o do agente da polícia que adormeceu na estrada, ou o condutor de 71 anos que atropelou duas pessoas e bateu contra 20 motas e três carros.

Entre Janeiro e Setembro deste ano foram “apanhados” 114 condutores sob a influência do álcool, no que é uma redução de 11,63 por cento face ao período homólogo, quando tinham sido detectados 120 condutores com pelo menos 0,5 gramas de álcool por litro de sangue.

Entre os 114 condutores sob o efeito do álcool, a maioria, 70, acusaram o nível máximo de álcool, ou seja, igual ou superior a 1,2 gramas por litro de sangue, o que faz com que a infracção seja considerada crime. Por outro lado, 26 condutores circulavam com um valor entre 0,8 e menos de 1,20 grama de álcool por litro de sangue e 18 condutores com mais de 0,5 gramas de álcool por litro no sangue, mas menos de 0,8 gramas de álcool por litro de sangue.

Também houve menos pessoas a conduzir depois de consumirem estupefacientes, uma prática que por si só está criminalizada. Até Setembro, ninguém foi apanhado a conduzir sob o efeito de estupefacientes. No período homólogo do ano passado, apenas uma pessoa foi apanhada a conduzir depois de consumir substâncias proibidas.

Telemóvel ao volante

Um aspecto onde houve menos multas foi no número de infracções por uso do telemóvel a conduzir, uma prática generalizada no território. Até Setembro do ano corrente, foram passadas 1.328 multas por utilização do telemóvel ao mesmo tempo que se conduzia. O número mostra uma redução das multas de 7,26 por cento face ao período homólogo, quando foram passadas 1.432 multas.

Todavia, houve um aumento das multas passadas a condutores de motociclos e ciclomotores, de 105 multas para 143, ou seja, de 36 por cento. No pólo oposto foram passadas menos multas a condutores de automóvel, que caíram 10,7 por cento, de 1.327 para 1.185 multas. Apesar da diminuição, a média de multas devido à utilização de telemóvel ao volante, as infracções continuam perto de cinco por dia.

O regresso dos turistas e o apelo para que se punam cada vez mais as pessoas que param no meio das estradas para tirar as fotografias perfeitas para partilhar nas redes sociais parece ter levado à imposição de mais sanções.

Até Setembro deste ano, houve 1.827 multas justificadas com o facto de as pessoas atravessarem as estradas fora das passadeiras, um aumento de 161 por cento em comparação com o período homólogo (700 multas).

Contudo, as multas até Setembro por atravessar a estrada fora das passadeiras ganham maior relevância quando os dados são comparados com o ano passado. Entre Janeiro o fim de Dezembro do ano passado, o total de multas tinha sido de 914.

Mais pessoas sem carta

Nos primeiros nove meses deste ano, foram também identificadas mais pessoas a conduzir sem carta de condução com um total de 115 ocorrências. A média é praticamente de 10 pessoas apanhadas por mês a conduzir sem carta, no que representa um aumento de 2,68 por cento face ao mesmo período do ano passado, quando foram registadas 112 ocorrências.

Entre os condutores que circulavam sem habilitação legal, 75 conduziam ciclomotores e motociclos e 40 automóveis. Em comparação, no ano anterior, 54 tripulavam automóveis e 58 ciclomotores e motociclos.

Em relação aos ciclomotores e motociclos foram detectados 11 casos em que seguiam nestes veículos passageiros com menos de seis anos, o que contraria as exigências legais. As ocorrências registaram um aumento de 120 por cento face a 2022, quando não tinham sido identificadas mais de cinco.

Os números do trânsito

Janeiro a Setembro 2023 Janeiro a Setembro 2022

Número total de Acidentes 9.914 8.207

Mortes 7 5

Feridos Hospitalizados 103 60

Feridos Ligeiros Não Hospitalizados 3.360 2.848

Acidentes com peões 335 302

Montante em Multas 131,6 milhões 93,8 milhões

Palestra sobre a obra do arquitecto José Maneiras na próxima quarta-feira

O Centro de Investigação DOCOMOMO Macau organiza, na próxima quarta-feira, 1 de Novembro, uma palestra dedicada à vida e obra do arquitecto local José Maneiras. “Construir o Século XX – José Maneiras: A visão do arquitecto”, protagonizada pela académica Ana Vaz Milheiro, decorre na Fundação Rui Cunha a partir das 18h30. Ana Vaz Milheiro é Professora Associada da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e investigadora integrada do DINÂMIA’CET do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

A palestra “José Maneiras: A visão do arquitecto” celebra a vida pública do arquitecto José Maneiras que viu na arquitectura a possibilidade de moldar uma sociedade progressivamente mais igualitária, com acesso a melhores e mais justas condições de vida.

Nascido em Macau em 1935 e licenciado pela antiga Escola de Belas Artes do Porto em 1962, José Maneiras dedicou toda a sua vida profissional ao território, desde o período que antecedeu a transferência de soberania de Macau “até à plena integração de Macau na República Popular da China”.

Uma de muitas

A palestra tem como objectivo “reflectir criticamente sobre como a profissão de arquitecto pode continuar a significar mudança olhando para o passado comum”.

Este evento faz parte da série de palestras “Construir o Século XX”, um projecto da DOCOMOMO Macau que teve início no ano passado. A 8 de Novembro decorre a sessão “Raul Chorão Ramalho e a escola Pedro Nolasco (EPM)”, enquanto no dia 6 de Dezembro será apresentada a palestra “Oseo Acconci e a sua arquitectura”.

Ana Vaz Milheiro tem sido responsável por projectos de investigação centrados em questões de arquitectura e urbanismo nas antigas colónias portuguesas africanas, e em projectos residenciais de arquitectos que trabalharam em Macau durante a administração portuguesa. Recentemente premiada com uma bolsa ERC Advanced Grant 2024-2028, Ana Vaz Milheiro escreve para o jornal português “Público” e foi editora-adjunta do JA-Jornal Arquitectos, onde escreveu sobre o arquitecto José Maneiras e Macau.