Jovens Macaenses | Associação reuniu-se com Chefe do Executivo

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A Associação de Jovens Macaenses (AJM) foi recebida pelo Chefe do Executivo, num encontro que serviu para trocar “impressões sobre a preservação e a divulgação da cultura macaense, a promoção do posicionamento de Macau como plataforma sino-lusófona e o reforço da formação de quadros qualificados plurilíngues locais”. A informação foi divulgada ontem, em comunicado pela AJM. O encontro teve lugar no passado dia 16 de Junho.

Na reunião, Ho Iat Seng garantiu a protecção e promoção da comunidade macaense, que elogiou pelo apoio prestado à governação, segundo a versão da AJM. Nesta, é igualmente indicado que o Chefe do Executivo frisou que “a RAEM tem atribuído elevada importância ao estatuto único e à identificação singular da comunidade macaense”.

Foi ainda dito pelo líder do território que “o Governo irá também continuar a prestar um forte apoio ao trabalho das associações de matriz macaense, com o intuito de assegurar que a cultura macaense pode passar de geração em geração e desenvolver-se de uma forma sustentável”.

Por sua vez, o recém-eleito presidente da comissão directora, António Monteiro, destacou que a “gastronomia macaense e o teatro em Patuá figuram na Lista de Património Cultural Imaterial Nacional” e falou da “especial relevância” da cultura macaense. Além disso, frisou igualmente que a comunidade macaense domina várias línguas e que pode contribuir para maior conhecimento e “promoção do desenvolvimento mais actualizado da RAEM e da Grande Baía”.

Depressão tropical | Içado sinal 1. Chuva forte e trovoada nos próximos dias

SMG

A área de baixa pressão em formação no Mar do Sul da China evoluiu para uma depressão tropical e entrou na área de vigilância, a menos de 800 km de Macau. Como consequência, o sinal n.º 1 de tempestade tropical entrou em vigor às 19h00 de ontem, prevendo-se que as bandas de chuva associadas ao sistema venham a provocar tempo instável em Macau a partir de hoje.

“Devido à circulação relativamente ampla neste sistema, as bandas de chuva associadas vão trazer tempo instável a Macau. A partir do dia 30 [hoje], os ventos na região vão intensificar, com aguaceiros fortes e trovoadas”, pode ler-se numa nota publicada ontem pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). A tempestade tropical está a deslocar-se para as regiões localizadas entre a costa de Guangdong e a Ilha de Hainan, existindo, contudo, “variáveis na sua trajectória e intensidade”.

De acordo com o mapa de previsão da trajectória divulgado pelos SMG, a depressão tropical poderá evoluir para um ciclone tropical entre hoje e amanhã e para um ciclone tropical severo no sábado.

A irrelevância do solstício

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Retiro o que dissera porque as palavras limitam-se a flutuar rio abaixo, obcecadas por uma deriva de perfeição. “Tu não existes”, dizias enamorada da frase rude como se eu ainda estivesse à tua frente. Certo. O que é isto de grunhir, soletrar ou escrever? Onde nos leva a ribanceira? Quando foi que tudo começou?

Une-nos um espírito e um santo tão sacrílegos que Deus ruborizado se escondeu e assim permanecerá até ao fim do nosso tempo. A massa informe das coisas insiste em colar-nos as pálpebras. Dificilmente distingo, na tona da peneira, a farinha dos dias, os grânulos das noites, pedaços de almas e fímbrias de corpos.

Vendado prossigo. E antolhado me recordo de ter havido uma existência qualquer. Nela bebia o húmus alcoólico e a seiva esbranquiçada de mil gerações. Então percebi a lição de me tornar poeira e fazer-me aos ventos das infinitas direcções. E nesse estado ínfimo me encontro enquanto sóbrio me disperso.

Nessa condição, entrarei em teus olhos ainda que nunca me vejas. A tua mão percorrerá o ar sem me tocar. Serei o mosquito mínimo nos teus ouvidos, o zumbido persistente da matéria, a forma do abismo por atravessar. Nesse campo de mortos serei todos eles, as armas caídas e serei nada.

Multidões de sonâmbulos perseguem na noite o seu próprio corpo num eterno afã de encontrar. Mesmo supondo que tal façam sem astúcia ou o uso da razão, ainda assim dormirão algemados a sonhos, dos quais pela aurora não haverá qualquer memória. Um fruto permanece por colher na glabra árvore do amor

Retomo a estrada dos sentimentos desasados. É tempo de abrigar os viajantes imprudentes, ao som dos sapos que coaxam na beira dos vulcões. É impossível voar. Passa a banda irmanada, a banda apropriada, soprando a música séria dos funerais. A costumeira cavalgada de valquírias canibais. O som do sangue não respeita os desejos do silêncio, até ao vácuo da mente se sobrepõe. O oceano vomita cadáveres nas areias de um país. Só aos mortos interessa o seu nome, a sua fama, a riqueza disforme das suas gentes. Ninguém sabe o que fazer. Já pouco há de comer e de bebida um resto turvo arde bravo na garganta. Quedamo-nos sem fala, boia a mala onde dantes cabiam as nossas precárias vidas.

O vírus separa as montanhas dos vales e as cidades das lezírias. Ali mesmo onde era suposto termos sido felizes. O vírus nada separa que não estivesse já separado, ainda que parecesse enroscado, ataviado de festa. Dei por um homem vestido de sol e uma mulher vestida de lua. Ele tremia gelado. Ela ardia em febre crua. Na transparência das peles, uma veia regurgitava, talvez uma verdade antiga. Tão antiga que ninguém se lembrava da sua língua.

Teremos de esperar pela tradução dos tempos. E confinar os lamentos que como coro ecoam. São milhões de vozes, filhas da torre invisível que alcançou o céu. Todas elas lancinantes como espadas, cerradas como punhos, unidas como romãs. “Não entendo a tua língua”, dizias. E nada havia para entender nos gestos que a voz fazia. Serei coxo, serei cego, serei rei e vagabundo. Pintarei o céu do roxo que minha mãe me ensinou. De todo este lerdo mundo, foi a cor que me sobrou. Uma cor forte, sabor de acetona, a cobrir um invisível firmamento.

Multidões de sonâmbulos perseguem na noite o seu próprio corpo num eterno afã de encontrar. Mesmo supondo que tal façam sem astúcia ou o uso da razão, ainda assim dormirão algemados a sonhos, dos quais pela aurora não haverá qualquer memória. Um fruto permanece por colher na glabra árvore do amor.

Hoje o dia primará pela sua excessiva extensão e um acréscimo negativo de sombras. A luz erguer-se-á como um vício. Aproximo-me da janela, ainda nu mas já cansado, e recolho na pele o primeiro raio de um solstício. O planeta roda e em breve outros dias nascerão. Eu não ficarei na mesma. Tudo o que fiz ou desfiz, o que li ou inventei, hospital ou falésia, não chegará para o óbolo quando soar a minha hora.

G7 | Grupo acusado de “semear a divisão” após críticas a Pequim

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A China acusou ontem os países do G7 de “semearem a divisão”, depois de o grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo ter condenado a alegada falta de transparência de Pequim nas suas práticas comerciais.

Reunidos no sul da Alemanha, entre domingo e terça-feira, os líderes do G7 (Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá) usaram uma linguagem particularmente assertiva contra a China, na sua declaração conjunta, após uma cimeira de três dias.

O G7 expressou a sua preocupação com os direitos humanos no país e denunciou as práticas comerciais “não transparentes e que distorcem o mercado” de Pequim.

“Enquanto a comunidade internacional luta contra a pandemia e se esforça para reanimar a economia, o G7 não apenas falha em comprometer-se com a unidade e a cooperação, mas, em vez disso, está empenhado em dividir e criar antagonismos, sem qualquer senso de responsabilidade ou princípio moral”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, em conferência de imprensa.

Má nova

Washington há muito que aponta críticas às práticas comerciais de Pequim, que acusa de favorecer as empresas chinesas, em detrimento das empresas estrangeiras, ou de transferência forçada de tecnologia.

Mas o facto da Alemanha, que é a maior economia da União Europeia (UE) e que tem a China como maior parceiro comercial, criticar directamente as práticas do país asiático é uma novidade. A Alemanha exerce actualmente a presidência do G7.

Na sua declaração final, os líderes do G7 também apontaram que querem “fomentar a diversificação e a resistência à coerção económica, e reduzir as dependências estratégicas” em relação ao país asiático. Estas críticas surgiram antes do arranque da cimeira da NATO, a decorrer em Madrid.

Na capital espanhola, a NATO incluiu as preocupações com a China no seu novo conceito estratégico. No documento aprovado em Madrid e preparado para a próxima década, a NATO afirma que a China “declarou ambições e políticas coercivas”, desafiando os “interesses, segurança e valores” dos aliados. O anterior conceito estratégico, aprovado em Lisboa, em 2010, não continha referências à China.

O desenvolvimento de Hong Kong no coração de Xi Jinping

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O Presidente Xi Jinping participará numa reunião na sexta-feira para celebrar o 25º aniversário do regresso à pátria de Hong Kong, cujo desenvolvimento Xi diz ter estado sempre no seu coração. Sob a liderança de Xi, as autoridades centrais lançaram uma série de políticas e medidas importantes para ajudar Hong Kong a manter a estabilidade e prosperidade no quadro de “um país, dois sistemas”. Na sexta-feira, o presidente participará também na cerimónia inaugural do sexto mandato do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong, que Xi espera trazer mudanças estimulantes para a governação de Hong Kong

 

O Presidente chinês Xi Jinping estará presente numa reunião na sexta-feira para celebrar o 25º aniversário do regresso à pátria de Hong Kong, cujo desenvolvimento Xi diz ter estado sempre no seu coração. “O desenvolvimento de Hong Kong sempre me tocou no coração”, disse Xi, também secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, aquando da sua chegada a Hong Kong há cinco anos para o 20º aniversário da região administrativa especial.

Ao longo dos anos, Xi demonstrou repetidamente a sua preocupação com o desenvolvimento de Hong Kong, bem como com o bem-estar dos mais de 7 milhões de habitantes de Hong Kong. Iniciou projectos de integração de Hong Kong no desenvolvimento nacional, interagiu com a juventude de Hong Kong e encorajou os empresários a prosseguir os seus sonhos no continente.

Sob a liderança de Xi, as autoridades centrais lançaram uma série de políticas e medidas importantes para ajudar Hong Kong a manter a estabilidade e prosperidade no quadro de “um país, dois sistemas”.

Na sexta-feira, o presidente participará também na cerimónia inaugural do sexto mandato do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), que Xi espera trazer mudanças refrescantes à governação de Hong Kong. Xi afirmou que Hong Kong se encontra numa fase crucial no seu caminho para uma maior prosperidade.

Desenvolvimento pós-97

Hong Kong tem testemunhado um rápido desenvolvimento desde que o governo chinês retomou o exercício da soberania sobre a mesma a 1 de Julho de 1997. De 1997 a 2021, o PIB de Hong Kong cresceu de 1,37 triliões de dólares de Hong Kong para 2,86 triliões de dólares de Hong Kong. Ultrapassou desafios, incluindo a crise financeira asiática, a epidemia da SARS e a crise financeira internacional, e consolidou o seu estatuto como centro financeiro, marítimo e comercial internacional.

Sob a liderança de Xi, as autoridades centrais promoveram a conectividade das infra-estruturas e implementaram políticas e medidas para expandir ainda mais o espaço para o desenvolvimento de Hong Kong.

Um belo exemplo de conectividade de infra-estruturas é a mega-ponte no estuário do Rio das Pérolas que liga Hong Kong, Macau e o continente chinês.

Durante a sua viagem a Hong Kong em 2017, Xi visitou o local de construção da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macao. Em Outubro de 2018, anunciou a abertura da ponte e inspeccionou-a.

A abertura da ponte marcou uma nova etapa no desenvolvimento da área da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau. A Área da Grande Baía, que pretende tornar-se uma área de classe mundial de baía e aglomerado de cidades, é um projecto nacional significativo concebido e promovido por Xi. Em apenas alguns anos, tornou-se uma das regiões mais abertas e economicamente mais vibrantes da China.

Grande Baía atrai jovens empresários

Um número crescente de jovens de Hong Kong está a virar-se para o continente em busca de perspectivas empresariais, uma vez que o desenvolvimento da área da baía tem trazido novas oportunidades. Mark Mak Hin-yu, co-fundador de uma empresa de robótica, disse que a sua empresa tem a sua sede em Hong Kong, mas transferiu parte das operações, incluindo montagem de hardware e testes técnicos, para o continente, capitalizando as oportunidades trazidas pelo desenvolvimento da área da baía.

O 14º Plano Quinquenal da China (2021-2025) dá a Hong Kong apoio na construção de um centro internacional de inovação e tecnologia, um centro na região Ásia-Pacífico para serviços jurídicos e de resolução de litígios internacionais, um centro regional para o comércio de propriedade intelectual, e um centro de intercâmbio cultural e artístico com outros países.

Laura Cha Shih May-lung, presidente do Hong Kong Exchanges and Clearing Limited e veterana no sector financeiro de Hong Kong há mais de três décadas, tem plena confiança no desenvolvimento futuro do sector. “Sendo uma economia relativamente pequena com uma população de pouco mais de 7 milhões de habitantes, Hong Kong não teria evoluído para o centro financeiro internacional que é agora sem o forte apoio do desenvolvimento contínuo do continente”, disse ela.

Cuidar de todos

Melhorar a subsistência da população de Hong Kong tem sido uma prioridade máxima para Xi. “Os adolescentes querem crescer felizes. Os jovens querem dar a conhecer o melhor do seu talento. As pessoas adultas querem ser bem sucedidas, e os seniores querem desfrutar dos seus anos dourados”, disse Xi quando visitou Hong Kong em 2017, explicando as relações entre desenvolvimento e bem-estar das pessoas.

Xi encontrava sempre tempo para interagir com o público durante as suas visitas a Hong Kong. Em 2008, Xi, então vice-presidente chinês, visitou famílias comuns de Hong Kong, sentou-se com elas e conversou sobre a sua vida quotidiana. Na sua viagem de 2017, o Presidente Xi assistiu a um episódio da ópera cantonesa representada por crianças e encorajou-as a herdar a bela cultura tradicional chinesa.

Ao longo dos anos, Xi supervisionou a implementação de várias políticas favoráveis aos compatriotas de Hong Kong no continente, que abrangem uma vasta gama de áreas, desde a educação e emprego até aos cuidados de saúde e viagens.

Por exemplo, desde Setembro de 2018, as pessoas elegíveis de Hong Kong podem solicitar autorizações de residência no continente, que lhes dão acesso aos direitos de trabalho, segurança social e fundo de previdência habitacional.

Quando a pandemia da COVID-19 atingiu Hong Kong, Xi estava muito preocupado com a vida e a saúde da população local e deu instruções em várias ocasiões para dar a Hong Kong todo o apoio na luta contra o vírus.

O continente enviou materiais anti-epidémicos, enviou trabalhadores da saúde, e ajudou a construir instalações de isolamento e tratamento, bem como assegurou o fornecimento constante de necessidades diárias para ajudar na luta de Hong Kong contra a epidemia. “A pátria é sempre o forte apoio de Hong Kong. As dificuldades em mãos podem certamente ser ultrapassadas”, disse Xi.

Xi salientou uma compreensão completa e precisa do princípio “um país, dois sistemas” e uma aplicação fiel do mesmo. Como ele disse, “um país” é como as raízes de uma árvore e para uma árvore crescer alta e luxuriante, as suas raízes devem correr profundas e fortes.

Medidas fundamentais

As autoridades centrais adoptaram um conjunto de políticas e medidas num esforço para abordar tanto os sintomas como as causas profundas dos desafios relevantes que Hong Kong enfrentou.

A implementação da lei de segurança nacional em Hong Kong foi uma dessas medidas significativas. Foi seguida de melhorias no sistema eleitoral. Estes proporcionaram a Hong Kong uma garantia institucional sólida para ultrapassar dificuldades imediatas, alcançar uma boa governação e assegurar uma paz e estabilidade duradouras.

No âmbito do novo sistema eleitoral, Hong Kong realizou com sucesso eleições para a Comissão Eleitoral, para o Conselho Legislativo do sétimo mandato e para o chefe executivo do sexto mandato. Um número crescente de pessoas competentes e patriotas tem entrado na estrutura governativa.

Com estas medidas em vigor, a estabilidade social foi restaurada. Tanto para o povo de Hong Kong como para os residentes estrangeiros, isto significa um ambiente de vida mais seguro e um ambiente de negócios mais previsível.

“A chave do sucesso de Hong Kong reside no amor do seu povo pela pátria e por Hong Kong, e na sua perseverança, busca da excelência e adaptabilidade”, disse Xi. Em 2018, Xi conheceu Eric Kuo, um jovem empresário de Hong Kong, numa zona piloto de comércio livre na província de Guangdong.

“Fiquei profundamente tocado com o encorajamento do Presidente Xi e fiquei mais determinado a iniciar o meu próprio negócio no continente”, disse Kuo. A sua empresa de alta tecnologia expandiu-se rapidamente, obtendo receitas anuais de mais de 10 milhões de yuan no ano passado.

Estão a surgir mais oportunidades para os jovens de Hong Kong no continente, uma vez que estão a receber uma maior assistência desde a procura de emprego até ao estabelecimento de empresas.

“Uma pátria cada vez mais próspera serve como fonte de força para Hong Kong ultrapassar dificuldades e desafios; apresenta também um reservatório de oportunidades para Hong Kong desbravar novos caminhos, fomentar novas forças motrizes e criar novo espaço para o desenvolvimento”, disse Xi na sua viagem pelo 20º aniversário da RAEHK há cinco anos.

Turismo | Agências de viagem antecipam Verão perdido

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Com o cancelamento do plano de excursões locais, a reboque do surgimento do novo surto de covid-19 em Macau, agências de viagens ouvidas pelo jornal Ou Mun afirmaram não ter esperança que o negócio melhore com a chegada das férias de Verão e que as expectativas de melhoria estão agora traçadas para o Outono e Inverno.

Segundo a responsável de uma agência de viagens que não se identificou, desde que a pandemia começou, o plano de excursões locais é uma “parte importante” do negócio da empresa. No entanto, devido ao novo surto que está a assolar Macau, todas as reservas até 3 de Julho foram canceladas. Sobre a intenção dos residentes viajarem para o estrangeiro, a agência de viagem partilhou que essa vontade é “muito baixa”, devido à necessidade de fazer quarentena no regresso ao território.

Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), em Maio, o número de visitantes que participaram em excursões locais foi de 2.900, existindo uma diminuição de 65 por cento em relação ao ano anterior. Já o número de residentes de Macau que adquiriu viagens para o exterior foi de 3.300, representando uma diminuição de 88 por cento em termos anuais.

Jogo | Redução de quarentenas na China é bom sinal para Macau, analistas

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Embora sem impacto directo nas receitas de jogo, analistas da JP Morgan e da Sanford C. Bernstein consideram que a redução das quarentenas de 21 para sete dias para quem chega à China vindo do exterior é “um passo na direcção certa” e mostram-se surpreendidos com o timing da medida. As acções das concessionárias registaram ganhos entre 6 e 10 por cento após o anúncio

O anúncio da redução do período de quarentena para quem entra na China vindo do estrangeiro foi recebido pelos analistas da JP Morgan Securities (Asia Pacific) e da Sanford C. Bernstein como um “sinal positivo” para o sector do jogo de Macau. Isto, pese embora, não se antecipe qualquer impacto directo, a curto prazo, para as receitas brutas dos casinos do território.

Recorde-se que, o período de quarentena para quem entra na China foi reduzido de 21 dias para sete, em instalações designadas pelo Governo, e mais três em casa, informou a Comissão Nacional de Saúde chinesa na terça-feira. A medida, é a mudança mais significativa nas restrições impostas a quem chega do exterior, tendo em conta que, desde Março de 2020, as fronteiras da China estão praticamente fechadas, em sintonia com a estratégia de ‘zero casos’ de covid-19.

Frisando esse mesmo facto, os analistas da Sanford C. Bernstein, Vitaly Umansky, Louis Li e Shirley Yang citados pelo portal GGR Asia, consideram a medida “um passo na direcção certa”, mas lembram que continua a não haver novidades sobre o relaxamento das medidas nas fronteiras entre Hong Kong e o Interior da China, nem sobre a emissão de vistos de grupo para Macau e Hong Kong. Alterações essas que, possibilitando a abertura das fronteiras entre Hong Kong e Macau, são consideradas “necessárias” para iniciar a revitalização da economia de Macau.

“O que vemos é um passo na direcção certa. É positivo, mas é também um avanço muito curto e com poucos efeitos a curto prazo. Precisamos ver que outras mudanças positivas são feitas e quando. Até agora, é evidente que a China está a aderir à política de ‘zero casos’ de covid-19”, pode ler-se num comunicado divulgado na terça-feira.

“Não existe indicação das autoridades do Interior da China sobre alterações à passagem de fronteiras sem quarentena entre a China e Hong Kong (…), nem mudanças no regime de vistos individuais ou de grupo para Hong Kong ou Macau. Estas alterações são necessárias para Macau iniciar a sua recuperação económica”, acrescentam os analistas.

Apanhados de surpresa

Por seu turno, os analistas da JP Morgan, DS Kim e Livy Lyu, consideraram que “por si só, a medida não irá impactar as receitas de jogo dos casinos de Macau”, mas consideram o momento do anúncio “surpreendente” por acontecer antes do Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC), agendado para Outubro. “Nós próprios e a maioria dos investidores estávamos à espera que o anúncio de qualquer relaxamento significativo só tivesse lugar após o Congresso do PCC, no final do ano. Este é um passo muito necessário, na direcção certa rumo a uma normalização (muito) gradual. Do nosso ponto de vista, é um sinal suficientemente bom”, foi apontado.

Após o anúncio da medida, as acções dos grupos detentores de casinos em Macau registaram na terça-feira ganhos significativos na Bolsa de Hong Kong.

Segundo o portal Seeking Alpha, no fecho da sessão, as acções registaram aumentos entre os 6,10 e os 9,88 por cento. A maior subida foi registada pela Melco Entertainment (+9,88 por cento), seguindo-se a Las Vegas Sands (+6,75 por cento), Wynn Resorts (+6,10 por cento) e a MGM Resorts International (+4,56 por cento).

Surto | Song Pek Kei quer maior rapidez na distribuição de apoios

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Apesar do anúncio de 10 mil milhões de patacas, Song Pek Kei considera que o Governo tem de dar mais apoios a empresas e residentes, devido ao surto mais recente de covid-19. “Desde o início do surto que os mais afectados são as Pequenas e Médias Empresas e os trabalhadores com ordenados mais baixos, que precisam de receber o salário todos os meses para sobreviverem”, afirmou a deputada ligada à comunidade de Fujian.

Song diz assim ser urgente que a distribuição comece a ser feita, no entanto, sublinha que “a procissão ainda vai no adro”, e que as alterações ao orçamento da RAEM ainda terão de passar pela Assembleia Legislativa. Como legisladora, Song Pek Kei promete todo o apoio e afirma que os deputados estão disponíveis para acelerar ao máximo os procedimentos.

Em tempo de crise, o sector da restauração é uma preocupação. Song considerou que as plataformas online de distribuição de comida cobram comissões demasiado elevadas aos restaurantes, e que estes estão a ser prejudicados com as novas formas de consumo.

De acordo com os dados apresentados pela deputada, se as comissões se mantiverem entre os actuais níveis de 20 a 40 por cento, até ao final do ano 60 por cento dos restaurantes vão fechar as portas. Por isso, deputada apela ao Governo que aumente a supervisão destas plataformas e pondere controlar o montante cobrado em comissões.

Hong Kong | Chefe do Executivo vai à RAEHK e volta sem cumprir quarentena

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O Governo afirma que excepções para Ho Iat Seng e Hoi Lai Fong cumprem as exigências dos Serviços de Saúde. O CE vai à RAEHK participar nas celebrações do 25.º Aniversário da Transferência de Soberania da ex-colónia britânica

 

O Chefe do Executivo partiu ontem para Hong Kong, onde fica até amanhã, para participar nas celebrações do 25.º Aniversário da Transferência de Soberania. A informação foi divulgada pelo Gabinete de Comunicação Social. Ho Iat Seng vai circular entre as duas regiões sem ter de cumprir qualquer tipo de quarentena, ao contrário do que é exigido a aos cidadãos.

No regresso a Macau, Ho Iat Seng vai poder participar em todos os eventos que entender, desde que a utilização de máscara “não seja incompatível”. Ainda de acordo com a mesma informação, o período de auto-gestão do Chefe do Executivo inclui a obrigação de realizar quatro testes de ácido nucleico em sete dias, menos um do que quem tem de cumprir a quarentena, e utilização de máscara.

“Em cumprimento rigoroso das exigências anti-epidémicas dos Serviços de Saúde, os membros da comitiva, após a participação na mencionada actividade, irão realizar quatro testes de ácido nucleico nos 1.º, 2. º, 4. º e 7. º dias e, durante aquele período, não participarão em actividades quando o uso de máscara seja incompatível com a natureza das mesmas”, pode ler-se no comunicado.

Actualmente, para quem chega da antiga colónia britânica a Macau é exigida uma quarentena de 10 dias num hotel designado. Após o cumprimento do isolamento, durante sete dias os cidadãos têm de realizar cinco testes de ácido nucleico, para manterem o código de saúde verde. No entanto, há grupos profissionais que devido à sua função ser vista como essencial, como acontece no sector da logística, podem ter outras exigências, menos rigorosas.

Circuito-fechado

Na deslocação a Hong Kong, Ho Iat Seng vai acompanhado por Hoi Lai Fong, chefe do seu gabinete, que fica sujeita às mesmas medidas que o líder da RAEM. Na RAEHK, os dois devem integrar um circuito fechado.

“Para participar nesta actividade celebrativa tão significativa, a comitiva do Governo da RAEM cumpriu escrupulosamente as exigências de prevenção epidémica da RAEHK, tendo efectuado, com uma semana de antecedência, antes da partida, a monitorização de saúde e, diariamente, testes de antigénio e de ácido nucleico”, foi revelado. “Durante a estada em Hong Kong, procederá à gestão preventiva de circuito fechado e às devidas testagens”, foi acrescentado.

O convite para participar nas cerimónias que vão servir para nomear John Lee como o novo Chefe do Executivo de Hong Kong, e que devem contar com a presença do Presidente Xi Jinping, foi feito por Carrie Lam, actual representante máxima da RAEHK.

Durante a ausência do Chefe do Executivo, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, exercerá, interinamente, as funções de Ho Iat Seng.

Testes | Nelson Kot critica falta de comunicação entre Governo e casinos

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O ex-candidato a deputado Nelson Kot criticou a forma deficiente como o Governo comunicou com os casinos, resultando em horas de espera de funcionários das concessionárias para realizarem teste do ácido nucleico na terça-feira no Posto Fronteiriço de Qingmao.  Esforço que acabou por ser inglório, porque o Governo anunciou mais tarde que a necessidade de apresentar teste de ácido nucleico feito nas últimas 48 horas só entrará em vigor a 1 de Julho.

Em declarações ao jornal Ou Mun, Nelson Kot afirmou que as concessionárias emitiram uma ordem interna na semana passada a exigir que, a partir de hoje, os funcionários apresentem teste de ácido nucleico feito nas últimas 48 horas antes de se apresentarem ao serviço.

O responsável acrescentou que a maioria das empresas do jogo tem postos de testagem nas suas instalações, situação que poderia atenuar a pressão nos locais de testagem espalhados pelo território.

O facto de o Governo não ter mandado encerrar os casinos motivou queixas de trabalhadores, segundo Nelson Kot, que não compreendem porque têm de trabalhar quando não há clientes, ainda para mais face à possibilidade de os funcionários públicos ficarem duas semanas sem trabalhar.

Utentes e funcionários de lares com dois testes diários por “dias consecutivos”

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Os lares de idosos e centros de reabilitação para a terceira idade que tenham implementado gestão preventiva em “circuito fechado” vão submeter utentes e funcionários a “teste de ácido nucleico e teste rápido de antígeno, por vários dias consecutivos”.

A medida, que começou a ser aplicada ontem, foi justificada com o caso positivo encontrado no Complexo de Serviços de Apoio ao Cidadão Sénior da Obra das Mães, na Praia do Manduco, confirmado também ontem, depois de Leong Iek Hou ter revelado na terça-feira essa suspeita.

O lar está em gestão em “circuito fechado” desde sábado passado, e a notificação do caso positivo foi dada na passada terça-feira, após o teste em massa, apesar de o funcionário em questão ter testado negativos nos primeiros dois testes em massa, assim como nos quatro testes rápidos feitos no lar de idosos. Aliás, o Governo acrescenta que todos os funcionários e utentes testaram negativo nos quatro testes rápidos feitos no complexo da Praia do Manduco.

É também referido que o assistente reside em Macau e não apresenta histórico de viagem exterior desde 18 de Junho, sem que o Governo especifique o local onde se deslocou.

Descoberta da pólvora

Desde que a infecção foi encontrada, o funcionário foi transferido para quarentena sob vigilância médica, as instalações foram desinfectadas e as autoridades procederam à “rápida separação e isolamento de todos os funcionários e utentes de acordo com o nível de risco”, fizeram um teste rápido global. Além disso, no dia em que foi detectada a infecção, todos os funcionários e utentes fizeram um teste de ácido nucleico.

O Governo refere ainda que “este incidente mostrou que o resultado do teste pode sofrer alterações nos primeiros dias do regime de gestão em ‘circuito fechado’, mesmo que tenha sido negativo nos vários testes de ácido nucleico e testes rápidos de antígeno realizados anteriormente. Por isso, a realização contínua destes tipos de testes, numa frequência regular, é fundamental para identificar precocemente casos de infecção”.

O Complexo de Serviços de Apoio ao Cidadão Sénior da Obra das Mães na Praia do Manduco tinha ontem 58 utentes e 76 funcionários, um total de 134 pessoas.

Pandemia | Plano de tratamento com medicina chinesa activado amanhã 

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As autoridades vão activar o plano de tratamento de casos leves e assintomáticos de covid-19 com medicina tradicional chinesa a partir de amanhã. Macau conta agora com 533 casos positivos

 

A partir de amanhã, sexta-feira, será possível receber tratamento para a covid-19, com medicina tradicional chinesa (MTC), mas apenas para casos leves ou assintomáticos, e para quem esteja a cumprir o isolamento nos hotéis. A medida, que consta no Plano de Resposta de Emergência para a situação epidémica da covid-19 em grande escala, será sempre aplicada mediante autorização do doente, declarou Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde de Macau (SSM).

“Quem quiser aceitar a medicação chinesa [pode recorrer ao tratamento] pode ser atendido por médicos através de uma consulta online, que vão prescrever a medicação. Sempre colaborámos com os médicos do sector da MTC para o tratamento e divulgação de informações. Temos feito alguns trabalhos preparativos e será sempre implementado [o tratamento] com o consentimento das pessoas”, adiantou.

Ontem, Macau registava um total de 533 casos de covid-19, existindo apenas um caso grave que se encontra “em situação estável, após tratamento e medicação”.

Na conferência de imprensa de actualização da situação, que durou 1h30, Alvis Lo adiantou que “o aumento diário de casos tem a ver com vários factores, incluindo os resultados de testes rápidos e de PCR, o que significa que há um elo de ligação e contaminação na comunidade”.

Admitindo que os residentes “estão a colaborar bem” com as medidas, não há, para já, uma nova data para a realização de uma nova testagem em massa.

O director dos SSM voltou a apelar à vacinação dos idosos. “Diferentes regiões aplicam diferentes medidas. Não há medidas boas ou más a 100 por cento. Em Shenzhen, no último surto, as pessoas ficaram em casa durante duas semanas e fizeram nove testes. A aplicação de diferentes medidas terá diferentes efeitos, e tem a ver com a realidade de cada local. Tem de haver um equilíbrio entre diferentes situações”, frisou.

Entretanto, há mais uma ala do hotel Sheraton disponível para isolamento de casos positivos, disponibilizando duas mil camas no total.

Casos no lar

Relativamente à situação no lar gerido pela Obras das Mães, na zona da Praia do Manduco, e após ter sido detectado um caso positivo por parte de um funcionário, foram encontrados mais três casos, uma idosa de 94 anos com doença crónica, um enfermeiro e um cuidador. Tratam-se de “pessoas que não saíram de Macau ultimamente” e que testaram negativo aos testes PCR. Desde sábado, que o lar opera em regime de circuito fechado.

Neste momento “a situação é estável”, tendo já sido aplicadas as medidas de desinfecção e isolamento no lar. “O pessoal de gestão e os trabalhadores estão a cumprir os deveres para encarar este desafio. Na vida quotidiana dos idosos não há problemas especiais”, disse o responsável do Instituto de Acção Social.

Entretanto, seis trabalhadores dos SSM contraíram covid-19, onde se incluem um examinador de amostragem no posto de teste de ácido nucleico, dois trabalhadores de limpeza da empresa concessionárias que operam no Centro Hospitalar Conde de São Januário, uma enfermeira do Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane, uma enfermeira de Serviço de Urgência e um auxiliar. Foram ainda classificados 32 funcionários como contactos próximos, estando em quarentena.

Alvis Lo assegurou que não houve contágios com origem no hospital público. “Estas pessoas foram infectadas fora do hospital, mas não o foram dentro do dormitório. Se [o contágio] tivesse sido dentro do hospital, isso iria causar um aumento significativo de casos.” De salientar que nem todos os profissionais de saúde trabalham em circuito fechado.

O director dos SSM prometeu ainda analisar a redução da quarentena de dez para sete dias, tendo em conta as medidas implementadas pela China. “Não excluímos o ajustamento do nosso período de quarentena para quem vem de Hong Kong e de Taiwan.”

Jornalistas avisados

Na conferência de imprensa de ontem, foram deixados vários recados aos jornalistas presentes. Um deles, prende-se com a ocorrência de “incidentes” aquando da cobertura noticiosa nas zonas vermelhas. “Os jornalistas, por motivo de protecção, devem afastar-se das zonas vermelhas e só podem fazer cobertura noticiosa com locais de menor risco. Penso que não vamos impedir a vossa cobertura e o CPSP também cria conveniências para o vosso trabalho.”

Alvis Lo declarou ainda que a conferência de imprensa é um local para anunciar medidas e não para responder a perguntas mais específicas. “De uma forma geral, sobre os casos, temos outros meios para responder, uma plataforma online para a consulta dos casos. Podem consultá-la. Na conferência de imprensa, o importante é dar a conhecer a todos mais informações gerais, queremos focar-nos mais na estratégia e nas medidas aplicadas.”

DICJ reúne com concessionárias

A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) reuniu ontem com as seis concessionárias de jogo, numa altura em que os casinos continuam a operar com normalidade. Foram analisadas as medidas de controlo da pandemia e as acções de testagem dos trabalhadores do sector. Segundo uma nota de imprensa, as concessionárias vão suportar os custos dos testes, que podem ser feitos no local de trabalho ou nos restantes postos do território. Serão ainda distribuídas máscaras e testes rápidos para os trabalhadores.

ANIMA | Zoe Tang eleita presidente da associação para os próximos dois anos

Tiago Alcântara
Billy Chan está de saída do cargo de presidente não executivo da ANIMA após dois anos de mandato marcados por alguns conflitos internos. Sem conseguir reunir consensos, Billy Chan passou a testemunho a Zoe Tang, que fala da “pior situação” financeira de sempre da ANIMA devido à situação pandémica

 

“A ANIMA é a minha segunda casa”. É desta forma que Zoe Tang fala ao HM do novo compromisso que estabeleceu com a associação de defesa dos direitos dos animais que conseguiu manter o seu legado desde a saída de Albano Martins, hoje presidente honorário.

As eleições para os novos órgãos dirigentes da ANIMA decorreram no passado domingo e resultaram na eleição de Zoe Tang como presidente não executiva, assinalando a saída de Billy Chan do cargo.

“Trabalho na ANIMA há mais de dez anos e espero continuar a dinamizar o objectivo da criação da ANIMA, para que continuemos a providenciar serviços para os animais de rua com a mesma filosofia [do início do projecto]. Não apenas eu, mas os candidatos da lista que estão na minha equipa, sendo que alguns colegas trabalham também na ANIMA há muitos anos”, apontou.

Para já, a missão da lista eleita é desenvolver “campanhas específicas e actividades sociais ou culturais, com o compromisso de providenciar tratamentos adequados que preservem a dignidade dos animais abandonados”. Para os cães e gatos abandonados, a ANIMA quer continuar a disponibilizar serviços de veterinário.

Zoe Tang diz-se disposta a continuar o trabalho de muitos anos apesar dos desafios que a esperam. “Nas eleições de 2020/2021, assumi a posição de CEO e vice-presidente, o que não é um trabalho fácil. Por vezes, trabalhei mais de 20 horas diárias a tratar de assuntos relacionados com a ANIMA. Mas, felizmente, esse trabalho sempre teve o apoio da minha equipa”, assumiu.

A associação depara-se com severas dificuldades financeiras, à semelhança de outras associações de defesa dos direitos dos animais. Encontrar dinheiro para as actividades diárias continua a ser um dos grandes desafios.

“O apoio da nossa sociedade e o financiamento das operações, sobretudo para pagar comida para os animais, despesas médicas e manutenção do canil e gatil são os nossos grandes desafios. Com o desenvolvimento da pandemia, não apenas nós, mas todos os negócios enfrentam as mesmas difíceis questões.”

O financiamento dos casinos, grande apoio para muitas actividades de cariz social, também diminuiu. “As doações baixaram de 400 ou 300 mil patacas para apenas 80 mil patacas por casino e no ano passado nem todos os casinos fizeram donativos. Felizmente, recebemos 70 por cento das cinco milhões de patacas, ou seja, 3.5 milhões, da Fundação Macau (FM), há duas semanas, o que vai permitir pagar as nossas dívidas de Janeiro que são, aproximadamente, de 1.6 milhões de patacas. São despesas relacionadas com veterinários, salários de dois meses dos funcionários e fornecimento de comida para os animais.”

A ocorrência de um novo surto veio piorar a situação, já de si débil. “Os subsídios da FM de cinco milhões de patacas não são suficientes para a ANIMA se manter este ano. O nosso orçamento para 2022 é de cerca de 8.8 milhões de patacas. A nossa situação financeira nunca foi tão má, e estes três anos têm sido difíceis para todos nós porque não paramos de trabalhar para salvar animais.”

Zoe Tang recorda que, no início deste ano, chegou a ser anunciado que a ANIMA ia deixar de resgatar animais abandonados na rua devido a dificuldades financeiras, mas um mês depois retomaram o trabalho habitual. “Não temos escolha”, confessa.

Terreno à espera

Questionada sobre a concessão do terreno que a ANIMA ocupa na zona do Pac On, um dossier que se arrasta há muito tempo, a presidente não-executiva revela outra situação de difícil resolução. “Estamos à espera da concessão definitiva, mas temos uma área com cães que deve ser destruída antes que o processo avance. Temos nesse local cerca de 33 cães e, se não encontrarmos um sítio para a sua deslocação, ou se não pudermos pagar por um terceiro abrigo, o processo não irá para a frente. O Governo sabe disso”, frisou Zoe Tang.

Para os próximos meses, a ANIMA vai continuar a apostar nos mesmos mecanismos de recolha de fundos, de sócios ou adoptantes. A pandemia originou o cancelamento de muitas actividades.

“Acredito que a ANIMA vai ficar numa melhor situação depois da pandemia, mas agora enfrentamos uma situação muito séria. Apelamos a todas as pessoas que nos ajudem com os custos operacionais”, rematou.

A aposta de Zoe Tang à frente da associação passa, acima de tudo, por mais acções educativas de consciencialização sobre os direitos dos animais. Além disso, é esperada “uma solução que possa reduzir o número de cães e gatos abatidos pelo Canil Municipal”, tendo em conta que a ANIMA sempre trabalhou de perto com o Instituto para os Assuntos Municipais.

“Temos feito vistorias às casas dos candidatos que querem adoptar um animal do Canil Municipal, para garantir que a casa é segura o suficiente para receber um novo animal e para aconselhar o adoptante nos cuidados a ter. A adopção suave é uma das muitas soluções para as quais a ANIMA tem ajudado.”

Actualmente, a associação tem à sua guarda cerca de 400 cães e 300 gatos. “Estes números vão manter-se inalterados por muito tempo, pois a seguir a uma adopção há outro animal que precisa ser resgatado. Temos ainda mais de 500 cães e gatos abrangidos pelo Programa Especial de Protecção Animal. São animais que vivem fora do nosso abrigo, na rua ou em estaleiros, mas que estão sob responsabilidade de voluntários.” Mesmo recebendo comida e tratamentos, cabe à ANIMA financiar estes cuidados.

“Reformas eram necessárias”, diz Billy Chan

Ao fim de um mandato de dois anos, Billy Chan está de saída do cargo de presidente não executivo da ANIMA, sendo substituído por Zoe Tang, que até então liderava a comissão executiva da associação de defesa dos direitos dos animais. Ao HM, Billy Chan fala em alguns problemas internos. “Houve muitos acontecimentos e tempos desafiantes na ANIMA nos últimos dois anos. As reformas eram necessárias para manter a continuação do trabalho e permitir o desenvolvimento sustentável da associação.”

Além disso, “ocorreram conflitos entre membros da equipa”. “Diria que não fui bem-sucedido a convencer os membros da direcção mais seniores, incluindo Albano [Martins], destas mudanças. Disponibilizei-me como voluntário para a direcção, incluindo outros voluntários, mas não consegui um consenso. Não fui tido em conta para este novo mandato”, adiantou.

Ao HM, Albano Martins confirma a existência de problemas internos. “Propus Zoe Tang como presidente. O mandato terminou no final de 2021 e as coisas foram-se arrastando até às novas eleições. O Billy sairia porque era vice-presidente há muitos anos, mas fez questão de ser presidente. Poucas reuniões de direcção foram realizadas, havia uma comissão executiva para as decisões não serem bloqueadas.”

“Esperava que o Billy apresentasse uma lista de consenso, mas pelos vistos ele nem contactou os colegas. Nos últimos meses senti que havia uma espécie de atrito, porque o Billy Chan, que é não executivo, queria começar a interferir na vida da comissão executiva. É ainda meu dever fomentar o aparecimento de uma lista, mas as pessoas não queriam trabalhar com ele. Duas trabalhadoras que eram membros da comissão executiva pediram a demissão em Junho, porque as interferências dele levantaram muitos problemas e as pessoas não se sentiam confortáveis”, acrescentou.

FM dá 5 milhões

Mesmo que a Fundação Macau (FM) tenha atribuído um subsídio para este ano no valor de cinco milhões de patacas, a vida financeira da ANIMA continua a não ser fácil. “A tranche do ano passado, de 500 mil patacas, só foi entregue em Maio [deste ano], ou seja, muito tarde. A ANIMA foi acumulando muitas dívidas e as pessoas sentem muito stress. Uma lista única é importante, mas o Billy não fez contactos. Ele não está a par das questões da ANIMA, que são muito complexas.”

Sobre a continuação do trabalho com Zoe Tang, Albano Martins fala de uma “boa solução”, mas lamenta que “no final dos últimos meses [do mandato] houvesse tentativas de controlo da parte executiva por uma pessoa que não era da área executiva”.

A associação tem agora na direcção membros que são trabalhadores da ANIMA, o que permite garantir a fiscalização do trabalho feito pela restante equipa.

Questionado sobre a situação da ANIMA com o panorama de surto pandémico, Albano Martins mostra-se apreensivo. “A situação vai piorar. Se houver trabalhadores infectados, quem vai tomar conta dos animais? Pela política de zero casos do Governo, as pessoas são enviadas para casa. É o Instituto para os Assuntos Municipais que vai fazer esse trabalho? É preciso bom senso em tudo isto”, rematou.

Confirmada visita de Xi Jinping a 1 de Julho para aniversário da RAEHK

DR

A polícia de Hong Kong confirmou ontem que o Presidente Xi Jinping vai visitar a cidade esta semana, para celebrar o 25º aniversário do retorno da ex-colónia britânica à soberania chinesa.

Xi vai participar em vários eventos oficiais, incluindo a tomada de posse do próximo líder de Hong Kong, na sexta-feira, disse o comissário assistente da polícia Lui Kam-ho, em conferência de imprensa.

Trata-se da primeira deslocação de Xi fora da China continental, desde o início da pandemia do novo coronavírus, há cerca de dois anos e meio. Isto ocorre numa altura em que Hong Kong enfrenta um novo pico de infecções.

O aniversário é altamente simbólico para Xi Jinping, que quer ser o impulsionador do “rejuvenescimento nacional”, quando se prepara para iniciar um terceiro mandato de cinco anos, no Congresso do Partido Comunista, que se realiza no Outono.

Medidas de segurança vão ser implementadas, para proteger Xi Jinping, incluindo zonas de segurança e o encerramento de estradas nas proximidades do local da cerimónia, disse a polícia. Na zona já foram erguidas barreiras. “Não toleraremos qualquer acção que possa interferir e prejudicar a operação de segurança”, advertiu Lui.

Oceanos | China pede mais conhecimento cientifico e parcerias globais

DR

O Governo chinês exortou ontem a comunidade internacional a aprofundar o conhecimento científico dos ecossistemas marinhos e costeiros para preservar os oceanos, mostrando-se pronto para construir parcerias com países de todo o mundo e para ações conjuntas.

A agenda 2030 “caracteriza o mundo de hoje como interdependente e interligado como nunca antes. Só através do reforço da cooperação e da parceria globais é possível atingir os ODS” (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), defendeu o enviado especial do governo da China na Conferência da ONU sobre os Oceanos, que decorre em Lisboa.

Nesse sentido, exortou a comunidade internacional a intensificar ações conjuntas e a assistência e cooperação, sobretudo com os países em desenvolvimento e especialmente os pequenos Estados insulares, “para reforçar a sua capacidade de desenvolvimento sustentável”.

A China, anunciou, vai disponibilizar um pacote financeiro para pequenos projetos de tecnologias de informação nesta área e “promete continuar a contribuir para o cumprimento dos objetivos das Nações Unidas com ações e resultados concretos”.

Como exemplo citou o Centro para a Cooperação e Deteção Remota por Satélite China e África e outros projetos através dos quais é dado apoio técnico ao ordenamento do território marítimo e assistência técnica, com acompanhamento, avaliação e o alerta precoce para responder às alterações climáticas e prevenir catástrofes marinhas.

O representante do governo chinês aproveitou ainda a ocasião para reafirmar, perante os lideres de mais de 140 países, que “só há uma China” e afirmar que “Taiwan é parte integrante do seu território”.

A segunda Conferência da ONU sobre os Oceanos, coorganizada por Portugal e pelo Quénia, começou na segunda-feira e decorre até sexta-feira em Lisboa.

Espera-se que da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC na sigla em inglês) saia a Declaração de Lisboa, que ajude a concretizar o ODS 14, que acelere o combate à poluição e que aumente a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade. Assim como que se generalize a noção da importância dos oceanos no combate às alterações climáticas.

WTCR prepara-se para cancelar prova de Macau

DR

A entidade promotora da Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA – WTCR, a Discovery Sports Events, vai avançar com o cancelamento das três rondas no continente asiático, incluindo aquela marcada para o Circuito da Guia em Macau.

O Conselho Mundial de Automobilismo da Federação Internacional do Automóvel, que se realiza este final de semana, irá ratificar e confirmar a alteração no calendário da Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA – WTCR de 2022, em que o Circuito da Guia irá ser retirado do calendário pelo terceiro ano consecutivo. Esta informação foi dada por Jean-Baptiste Ley, o director da Taça do Mundo, ao portal especializado TouringCarTimes.com.

“Há mais de um ano, quando tivemos de submeter o calendário à FIA, tivemos de tomar uma decisão sobre se iríamos para a Ásia ou se nos manteríamos na mesma situação”, disse Ley a TouringCarTimes. “Por isso decidimos permanecer positivos e optimistas e esperar que a situação melhorasse, o que foi o caso em todo o mundo excepto na Ásia. Por causa disso, e desde o início, ficou claro que, se a Ásia saísse do calendário, reduziríamos (o calendário) a nove eventos em vez de dez, procurando um cenário no Médio Oriente ou fora da Europa”.

Em Abril, Jean-Baptiste Ley, o director da Taça do Mundo, deixou claro ao HM que uma quarentena longa poderia afastar a intenção de realizar a última prova do ano no território. A organização de matriz francesa tentou adiar uma decisão ao máximo, mas os indicadores que chegaram a Paris vindos deste lado do mundo e a pressão das equipas para que fosse tomada uma decisão o mais cedo possível forçaram o cancelamento do “tour” asiático.

Regresso a Vila Real

A FIA WTCR disputa este fim-de-semana mais uma prova, desta vez no Circuito Internacional de Vila Real. No regresso, após dois anos de ausência do circuito urbano português, nenhuma medida restritiva será colocada aos participantes. Protocolos habituais nos dois últimos anos, como o uso obrigatório de máscaras, o certificado de vacinação ou a prova de teste negativo, tudo isso já não será mandatório num fim de semana em que se espera “casa cheia” na cidade de Trás-dos-Montes.

As três provas agendadas para o continente asiático – Inje (Coreia do Sul), Ningbo (China) e Circuito da Guia (Macau) – vão dar lugar muito provavelmente a corridas nos circuitos de Jidá, na Arábia Saudita, e Marraquexe, em Marrocos. O Circuit international automobile Moulay El Hassan no norte de África deverá ocupar o lugar de Macau como prova de encerramento de temporada.

O 69º Grande Prémio de Macau está agendado de 17 a 20 de Novembro e a histórica Corrida da Guia deverá, a exemplo dos dois anos anteriores, ser disputada por um conjunto de concorrentes oriundos dos campeonatos TCR Ásia e TCR China, a que se juntam uma série de pilotos convidados, incluindo vários pilotos locais, da RAE de Hong Kong ou até mesmo do estrangeiro, caso sejam encontradas soluções viáveis, dentro do contexto do combate à pandemia no território, para a sua participação.

Entretanto, o Conselho Mundial da FIA também deverá decidir se a Taça do Mundo de Fórmula 3 da FIA se mantém por mais algum tempo no calendário, tendo como palco o Grande Prémio de Macau, ou se é também cancelada. Segundo a última versão do calendário do Campeonato da China de Fórmula 4, a competição que tem substituído a Fórmula 3 nos últimos dois anos no Circuito da Guia, a temporada de encerramento de temporada será novamente disputada na RAEM.

A rosa de Sharom

DR

É Verão no Hemisfério Norte, essa Estação que dá flor, cheira a sol, e sobe luminosa em cada olhar, muito embora as flores estejam distantes dos nossos quotidianos de azáfamas várias e de uma certa tradição que é o de fazer dos locais espaços mais floridos – que uma certa noção de Jardim nunca nos abandonou – mas o certo é que não somos contemplados nesse desejo.

A Terra parece não querer florir no seu estertor, domada pelas férreas necessidades humanas, e quando isto acontece prepara-nos para a desolação da sua parte mais agreste. Parece que só agora estamos a ter uma incontornável memória do que significa ser expulso. Mas, e antes de tudo isto, os desertos eram locais com a textura ambiental para o encanto delas, e por ser deserto e tudo se queimar entre as areias, esses espaços que floriam nos podem ainda mostrar o reduto de maravilha que nos prende ao significado mais profundo da nossa humanidade. Elas redimem afinal a memória da nossa própria condição.

Estamos na Palestina nas montanhas de Efraim, e a Rosa de Sharom nasce como as profecias nesses locais onde se apascentavam os rebanhos e por onde se inscreveram as mais belas páginas de que há memória [ entre a mulher Sulamita e seu amado] EU SOU A ROSA DE SHAROM, UM LÍRIO DOS VALES. Há quem diga que não seja exactamente uma rosa, mas em hebraico é assim que se designa, o que ela tinha de rosa para em flor nos deixar tão plenos, são segredos dos desertos onde cada uma delas é abençoada como uma dádiva de amor. Se formos para a de Jericó, as comparações, embora distantes, fala-nos ainda de como a ressurreição é afinal uma realidade destes locais “desmorrer, morrer, renascer” RESSUSCITAR. Esta fonte floral que nos acolhe é a nossa melhor encíclica enquanto predestinados ao sentido transcendente da vida, e não há mais memorando, nem animal, nem mineral, que dela diste de forma tão perfeita perante o sentido da vida. Esta parte do mundo é o local mais profundo da Terra, e de Rosa passa a Lírio, regado pela corrente funda de seus vales. Há muito leite vindo das ovelhas, e mel que a flor inunda para realizá-lo, pepitas de ouro atravessando alvoradas.

Dei-me conta de como é deleitoso consubstanciar em nós estes produtos transformados, e se a Rosa de Sharom é o vinho amante dos dias em flor, se a sua natureza nos faltar, seremos expulsos também do ventre da Baleia.

Para sempre e ainda somos transformáveis, mas não suficientemente autónomos e singulares para esquecer tudo isto, que depois disto, um Homem das rosas de Sharom, veio dizer que era o «Lírio dos Vales» e que eles não trabalham nem tecem, só que não se encontrava já estranhamente no Paraíso, ele era o Paraíso ressuscitado em memória e posto a laborar num sistema já distante às fundas raízes da Rosa de Sharom. Mas. Não era passível de ser vencido. Que. « O meu Amado desceu ao seu Jardim, aos canteiros de especiarias, para colher os lírios».

Neste instante mundial atravessamos aspectos desonrosos para continuar a falar das Rosas, é certo, mas um leve movimento trazer-nos-á a lembrança do roteiro das coisas essenciais; que o olfacto volte a ser reposto como memória e as formas se precipitem para falar connosco de modos vários sem a visualidade arbitrária de uma forma de cegueira que coloca os invisuais no topo de uma visão muito mais esclarecida. É inefável o quanto pode transmitir de imortalidade o odor da flor em nós, que ela é como um “lírio entre os espinhos”. Temos ainda o

«Sermão da Montanha» mas é nestas bases que ele se dá, tentando à posteriori com evidente neutralidade de género anular a condição da primeira natureza – que a Rosa de Sharom é mulher amada- inteiramente térrea enquanto Rosa num destino que lhe subjaz.

Covid-19 | Quarentena reduzida para quem chega do exterior

DR

O período de quarentena para quem entra na China foi reduzido de cerca de 21 dias para sete, em instalações designadas pelo Governo, e mais três em casa, informou ontem a Comissão Nacional de Saúde chinesa.

Estas regras constituem a mudança mais significativa nas restrições impostas pelo país a quem chega do exterior. A China mantém as fronteiras praticamente encerradas desde Março de 2020, no âmbito da estratégia de ‘zero casos’ de covid-19.

Algumas das regras anunciadas ontem já estão em vigor desde o início do mês em Pequim e nas províncias de Hubei, Zhejiang e Jiangsu.

A redução gradual das restrições pela China acontece depois de a maioria dos países do mundo ter abolido barreiras para viagens internacionais.

A partir de 20 de Junho, os estrangeiros estão também autorizados a visitar familiares chineses diretos ou a viajar para o país, caso tenham residência permanente na China continental, não precisando de apresentar uma carta convite de uma autoridade de nível provincial, ao solicitar um visto de trabalho, como acontecia.

As autoridades da aviação civil da China também disseram, no início deste mês, que o número de voos internacionais aumentaria e que estão a falar com vários países para ampliar o número de rotas. Várias companhias aéreas na China indicaram planear oferecer novas rotas internacionais.

Os voos para a China continuam, no entanto, sujeitos à política do “circuit breaker” (‘interruptor’): quando são detectados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por duas semanas. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês. As autoridades chinesas anunciaram na semana passada, por exemplo, a suspensão da ligação aérea entre Portugal e a China pelo período de um mês, após detectarem dez casos de covid-19, a 12 de Junho, num voo oriundo de Lisboa.

Covid-19 | Quarentena na China reduzida para quem chega do exterior

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O período de quarentena para quem entra na China foi reduzido de cerca de 21 dias para sete, em instalações designadas pelo Governo, e mais três em casa, informou ontem a Comissão Nacional de Saúde chinesa.

Estas regras constituem a mudança mais significativa nas restrições impostas pelo país a quem chega do exterior. A China mantém as fronteiras praticamente encerradas desde Março de 2020, no âmbito da estratégia de ‘zero casos’ de covid-19.

Algumas das regras anunciadas ontem já estão em vigor desde o início do mês em Pequim e nas províncias de Hubei, Zhejiang e Jiangsu.

A redução gradual das restrições pela China acontece depois de a maioria dos países do mundo ter abolido barreiras para viagens internacionais.

A partir de 20 de Junho, os estrangeiros estão também autorizados a visitar familiares chineses diretos ou a viajar para o país, caso tenham residência permanente na China continental, não precisando de apresentar uma carta convite de uma autoridade de nível provincial, ao solicitar um visto de trabalho, como acontecia.

As autoridades da aviação civil da China também disseram, no início deste mês, que o número de voos internacionais aumentaria e que estão a falar com vários países para ampliar o número de rotas. Várias companhias aéreas na China indicaram planear oferecer novas rotas internacionais.

Os voos para a China continuam, no entanto, sujeitos à política do “circuit breaker” (‘interruptor’): quando são detectados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por duas semanas. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês. As autoridades chinesas anunciaram na semana passada, por exemplo, a suspensão da ligação aérea entre Portugal e a China pelo período de um mês, após detectarem dez casos de covid-19, a 12 de Junho, num voo oriundo de Lisboa.

Museu do Palácio de Hong Kong | Um novo marco cultural

DR
O Museu do Palácio de Hong Kong (HKPM), cuja abertura ao público está prevista para o dia 2 de Julho, torna-se um novo marco cultural da cidade. Mais de 40.000 bilhetes foram vendidos ou reservados no prazo de oito horas no primeiro dia da venda pública

 

O Hong Kong Palace Museum (HKPM), localizado no Distrito Cultural de Kowloon Ocidental da Região Administrativa Especial de Hong Kong, foi inaugurado a 22 de Junho e a sua abertura ao público está prevista para 2 de Julho. Mais de 40.000 bilhetes foram vendidos ou reservados no prazo de oito horas no primeiro dia da venda pública, e todas as visitas gratuitas às quartas-feiras de Julho foram totalmente reservadas.

O HKPM, um novo marco cultural de Hong Kong, não só contribui para a atmosfera cultural da cidade, como também proporciona um novo local para residentes e visitantes locais aprenderem sobre o desenvolvimento da civilização e cultura chinesas. “Este é um grande presente da pátria para Hong Kong”, disse Louis Ng, director do HKPM.

Mais de 900 peças de tesouros da colecção do Museu do Palácio, em Pequim, serão expostas nas exposições de abertura. Desde pinturas e artigos em bronze a bordados e arquitecturas antigas, as exposições abrangem os 5.000 anos de história da civilização chinesa, abrangendo todas as categorias da colecção do Museu do Palácio, incluindo 166 peças de relíquias culturais de primeira classe do país.

Esta será a maior e mais elevada exposição de património cultural do Museu do Palácio fora do continente, desde a sua criação em 1925.

Os trabalhos preparatórios para as exposições começaram em 2018, com o Museu do Palácio a contar com uma equipa de peritos e académicos de renome, em colaboração com a equipa curatorial do HKPM.

“É óptimo exibir as peças de relíquias culturais de Hong Kong, o que reflecte o apoio do governo central ao desenvolvimento dos empreendimentos culturais de Hong Kong”, disse Ng, acrescentando que as exposições do Museu do Palácio irão apresentar uma festa cultural aos residentes de Hong Kong, contando-lhes a longa história e a esplêndida cultura da pátria.

O HKPM encarna a excelência da cultura tradicional chinesa, como se pode ver pela concepção e construção do edifício. O edifício do museu é largo na parte superior e estreito na parte inferior. As paredes exteriores são embutidas com 3.999 peças de azulejos curvos vidrados.

O museu adopta o conceito distinto de “Eixo Central”, e são também apresentados elementos culturais tradicionais chineses, tais como portas vermelhas decoradas com caracóis dourados.

“A promoção da cultura tradicional chinesa é uma das nossas tarefas importantes”, disse Betty Fung, directora executiva da West Kowloon Cultural District Authority, acrescentando que é também a aspiração e missão original do estabelecimento do HKPM.

Ela disse que o HKPM irá avançar activamente com a publicidade da cultura e história da pátria após a sua abertura, reforçando a confiança cultural dos residentes de Hong Kong no país, especialmente entre os jovens.

“Quando era criança, desejava realmente poder visitar os magníficos palácios de Pequim”, disse Muk Ka-chun, professor da Escola Pui Kiu em Hong Kong, acrescentando que esperava apreciar as relíquias culturais do Museu do Palácio de Pequim. Ele acredita que uma visita ao HKPM permitirá aos jovens de Hong Kong aprender mais sobre a história honrada pelo tempo e a rica civilização da pátria, cultivar a sua identidade cultural e confiança, e lançar as bases para que se tornem disseminadores, herdeiros e promotores da cultura tradicional chinesa. “Espero poder trazer os meus alunos para o museu assim que este abrir”, disse Muk.

Treze peças de artefactos do Museu do Louvre em Paris, França, serão também exibidas no HKPM depois da sua abertura. Ng acredita que isto reflecte a lógica por detrás da criação do HKPM, que é não só herdar e promover a cultura tradicional chinesa, mas também promover o intercâmbio cultural entre o Oriente e o Ocidente.

Fung disse que o HKPM irá reforçar activamente a cooperação com museus internacionais, contando ao mundo as histórias da China, incluindo as histórias de Hong Kong.

Turismo | Ocupação hoteleira cai para 34,2% em Maio

DR

A taxa de ocupação média de quartos nos hotéis de Macau fixou-se em 34,2 por cento no mês passado, representado uma queda de 27,9 por cento comparando com o número de hóspedes registados em Maio de 2021.

Em termos de hóspedes, foram alojados 457.000 indivíduos nos hotéis de Macau, menos 39,9 por cento, em termos anuais.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), no mês passado, o número de hóspedes do Interior da China (338.000) caiu 48,8 por cento em termos anuais. No entanto, o número de hóspedes locais (87.000) cresceu 28,1 por cento.

Cumulativamente, nos primeiros cinco meses de 2022, a taxa de ocupação média foi de 37,3 por cento, ou seja, menos 14,1 pontos percentuais, relativamente ao período compreendido entre Janeiro e Maio de 2021. Contas feitas, até Maio de 2022 os hotéis de Macau hospedaram 2,2 milhões de pessoas, menos 24,4 por cento em relação ao ano passado.

Nota ainda que em Maio de 2022, o número de visitantes que participaram em excursões locais foi de 2.900, menos 65 por cento, face ao mês homólogo de 2021 e o de residentes de Macau que adquiriram serviços nas agências de viagens para ir ao exterior foi de 3.300, ou seja menos 88 por cento.

SMG | Chuva pode regressar na sexta-feira

DR

A chuva deverá regressar a Macau a partir de sexta-feira, de acordo com a previsão dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) que adiantaram também a possibilidade de tempestade tropical.

“Uma vasta área de baixa pressão localizada na parte central do Mar do Sul da China tem possibilidade de desenvolver-se para uma tempestade tropical nos próximos dias, e vai deslocar-se para as regiões entre a costa de Guangdong e a Ilha de Hainão. No entanto, ainda existem variáveis na sua trajectória e intensidade”, previram ontem os SMG.

“A partir de sexta-feira, os ventos na região vão intensificar, com aguaceiros fortes e trovoadas. Esta Direcção vai continuar a observar a sua evolução e aconselha à população que preste atenção às informações meteorológicas mais recentes”, foi acrescentado.

Fórum Macau | Ouvinte sugere ajuda de extraterrestres

DR

Um participante do programa radiofónico Fórum Macau, do canal chinês da TDM, afirmou que as autoridades deviam pedir ajuda a extraterrestres para resolver o surto que afecta Macau.

De acordo com o ouvinte, os governos de Macau e Pequim deviam contactar os Estados Unidos e a Agência Espacial NASA para facilitar a comunicação com extraterrestres. Face à sugestão, a apresentadora respondeu que a ideia não era realista. No entanto, como o ouvinte insistiu no pedido de auxílio, a apresentadora acabou por desligar a chamada telefónica.

Associações | Apelos à população para não sair de casa

DR

Após terem sido diagnosticados cerca de 400 casos de covid-19 em Macau até segunda-feira, a presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau, Lau Kam Ling desejou que os residentes se articulem com as medidas de prevenção pandémica do Governo e fiquem em casa.

Em declarações, citadas pelo jornal Ou Mun, Lau argumentou que as actividades desnecessárias devem ser reduzidas ao mínimo, para diminuir a circulação de pessoas nas ruas. Além disso, apesar de o Governo ter lançado várias medidas anti-pandémicas para diminuir o risco de transmissão comunitária, Lau Kam Ling apontou o dedo a quem se desloca às ilhas e às zonas de lazer, e deixou o desejo que o Governo tenha mão pesada para controlar a situação.

Adicionalmente, a vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau, Chio Lan Ieng indicou que a situação da pandemia de Macau continua a ser relativamente grave, e espera que residentes e empregadores cumpram as indicações do Governo e fiquem em casa.

Construção | Estaleiros sem obrigação de suspender obras

Em declarações ao jornal Ou Mun, o chefe do Conselho de Juventude da Associação de Engenharia e Construção de Macau, Harry Lai Meng San, apontou que a maioria dos estaleiros continua a operar, porque não há uma obrigação legal de encerramento.

Harry Lai recordou que muitas obras têm de cumprir obrigações contratuais, e, se não for declarado o encerramento pelo Governo, ficam obrigadas a pagar multas, em caso de atraso. Porém, o responsável reconhece que se o Governo emitir uma ordem para a suspensão dos trabalhos, o sector vai respeitar as orientações.

A 27 de Junho, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana lançou instruções para que os trabalhadores só possam entrar nos estaleiros depois de fazer um teste rápido antigénio e mostrar código verde de saúde. Apesar de considerar as instruções simples de seguir, Harry Lai reconheceu estar preocupado que alguns estaleiros não cumpram.