MNE | China apela a maior respeito pela ONU e maior representação do Sul Global

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem um maior respeito pela autoridade da ONU e uma reforma que aumente a representação dos países em desenvolvimento, alertando para o regresso da “lei da selva” nas relações internacionais.

Segundo declarações citadas pela imprensa estatal chinesa, Wang afirmou que a comunidade internacional criou a ONU há mais de 80 anos, após constatar a “catástrofe humana” provocada pelo predomínio da lei do mais forte durante as duas guerras mundiais.

“Hoje, se o multilateralismo parece falhar, não é porque as Nações Unidas tenham deixado de ser importantes, mas precisamente porque a sua autoridade e o seu papel não foram respeitados nem exercidos”, declarou o chefe da diplomacia chinesa, por ocasião da publicação do livro branco “Construir um sistema de governação global mais justo e razoável: as ideias, iniciativas e ações da China”.

Wang acrescentou que o regresso da “lei da selva” não se deve ao facto de a Carta da ONU estar “ultrapassada”, mas sim por não ter sido “cumprida nem defendida de forma eficaz”.

Perante os desafios globais, o ministro considerou “urgente” cumprir as obrigações previstas na Carta das Nações Unidas, praticar a igualdade soberana entre Estados, respeitar o direito internacional e opor-se à “intimidação dos mais fortes”.

O responsável apelou ainda ao apoio à ONU para que desempenhe um papel central na construção de consensos, na coordenação da acção internacional e na resposta aos desafios globais.

Posição clara

Wang defendeu também uma aceleração da reforma da organização para “responder às exigências dos países em desenvolvimento” e reforçar a representação e a voz dos países do chamado Sul Global.

A posição insere-se numa linha recorrente da diplomacia chinesa, através da qual Pequim se apresenta como defensora do multilateralismo e de uma ordem internacional “centrada na ONU”, em contraposição ao que descreve como “unilateralismo”, “hegemonismo”, “mentalidade de Guerra Fria” e “regresso à lei da selva”.

Esta narrativa tem sido frequentemente utilizada pela China em relação a conflitos como os da Ucrânia, Gaza e Irão, bem como em resposta a críticas ocidentais sobre direitos humanos e sanções.

18 Jun 2026

Irão | Pequim espera que norte-americanos e iranianos procurem um compromisso

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reiterou o apelo de Pequim ao respeito pelo cessar-fogo no Médio Oriente e expressou esperança de que Estados Unidos e Irão procurem um compromisso, informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua.

“Esperamos que as partes envolvidas permaneçam empenhadas em procurar um cessar-fogo e continuem a procurar pontos de entendimento mútuo para que a paz regresse o mais rapidamente possível ao Médio Oriente”, afirmou Wang na terça-feira, citado ontem pela agência.

Segundo a Xinhua, Wang declarou a jornalistas nas Nações Unidas que a China está a esforçar-se para resolver o conflito, mantendo comunicação e coordenação com as principais partes envolvidas e outros parceiros regionais e internacionais relevantes.

“Apoiamos a mediação conduzida activamente pelo Paquistão e outros países, bem como os esforços dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou o ministro chinês.

Wang renovou ainda o apelo de Pequim à garantia da segurança das rotas marítimas e das infraestruturas energéticas. O Irão acusou na terça-feira os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, após ataques norte-americanos nocturnos no sul do país.

Apesar de alguns sinais recentes de abertura entre Washington e Teerão, a retórica voltou a endurecer num conflito em que os combates praticamente cessaram desde 08 de Abril, mas no qual o bloqueio do estreito de Ormuz continua, impulsionando os preços do petróleo.

28 Mai 2026

Diplomacia | Defendido reforço da ONU para evitar que prevaleça “lei da selva” no mundo

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem o reforço das Nações Unidas e do multilateralismo num contexto de crescente instabilidade global, para evitar que prevaleça a “lei da selva”. Wang expressou esta posição durante um encontro em Pequim com a presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Perante um cenário internacional marcado por tensões crescentes e pela adoção de abordagens baseadas na força por alguns países, “é necessário manter o rumo correcto da unidade e da cooperação e não permitir que prevaleça a lei da selva”, afirmou Wang, citado no comunicado.

O diplomata considerou que a organização e o multilateralismo enfrentam “sérios desafios” e alertou contra a hegemonia, a intimidação e a imposição da vontade do mais forte, defendendo antes um sistema baseado na equidade e na justiça. Wang descreveu a Assembleia Geral da ONU como a principal plataforma para a prática do multilateralismo e assegurou que a China continuará a defender este sistema internacional, promovendo o desenvolvimento comum e reforçando a governação global.

Unidos venceremos

Baerbock agradeceu o apoio da China às Nações Unidas e destacou o seu “papel fundamental” como membro fundador e permanente do Conselho de Segurança na defesa do direito internacional, segundo o mesmo comunicado. “Perante a crescente pressão sobre o multilateralismo e os ataques directos à Carta da ONU, os países devem unir-se mais do que nunca para apoiar a organização”, afirmou.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, Pequim tem apelado a uma solução negociada, apoiando iniciativas que contribuam para reduzir tensões, e defendendo que o Conselho de Segurança deve desempenhar um papel de desanuviamento e não “compactuar com actos de guerra ilegais”.

A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

30 Abr 2026

MNE | Roma e Pequim são “forças na defesa do multilateralismo”

Os chefes da diplomacia chinesa e italiana reuniram para reforçar os laços de cooperação face à crise internacional

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou sexta-feira, após uma reunião com o homólogo italiano, Antonio Tajani, que China e Itália são “forças importantes” na defesa do multilateralismo, num contexto de tensões no Médio Oriente.

Segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang destacou que os dois países “são parceiros estratégicos globais, com vantagens complementares e amplas perspectivas para aprofundar a cooperação”. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disposta a “manter o dinamismo dos intercâmbios, melhorar o entendimento e reforçar a confiança mútua” com Roma.

Wang alertou ainda que, “desde o início deste ano, os conflitos geopolíticos persistem, os focos de tensão intensificaram-se e a ordem internacional e a segurança global enfrentam desafios graves”. “A China está disposta a trabalhar com Itália para reforçar a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais e multilaterais”, acrescentou.

Sobre o conflito no Médio Oriente, Wang reiterou que “a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão não deveria ter ocorrido”, sublinhando que “o prolongado conflito afetou gravemente a segurança energética internacional e a segurança do Estreito de Ormuz”.

“A tarefa urgente é promover o regresso dos Estados Unidos e do Irão às negociações e procurar uma solução política”, afirmou. Tajani considerou que “as relações atuais entre Itália e China desenvolvem-se de forma satisfatória e fluida” e que Roma “atribui grande importância aos laços com Pequim”.

“Tendo em conta a actual situação internacional complexa e volátil, Itália valoriza altamente a influência significativa da China nos assuntos internacionais e em plataformas multilaterais como as Nações Unidas”, acrescentou. A reunião decorre num contexto de relançamento das relações entre Pequim e Roma, após a saída de Itália, em Dezembro de 2023, da iniciativa chinesa das Faixa e Rota, à qual aderiu em 2019.

A decisão não significou uma ruptura: durante uma visita à China em 2024, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou a saída “coerente”, mas sublinhou que não era a única via para desenvolver os laços bilaterais, tendo então assinado com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, um plano de acção para abrir uma “nova fase” de cooperação.

20 Abr 2026

Coreia do Norte | Wang Yi de visita a Pyongyang

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, iniciou ontem uma visita de dois dias à Coreia do Norte, na mesma semana em que Pyongyang realizou vários testes com mísseis balísticos, incluindo um com uma ogiva de fragmentação.

A visita de Wang “é um passo importante para que ambas as partes ajam conforme os entendimentos comuns entre os mais altos líderes dos dois partidos e dos dois países e para impulsionar o desenvolvimento” das relações, afirmou na quarta-feira a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning.

Esta será a primeira visita de Wang à Coreia do Norte desde 2019, e ocorre a convite do ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, segundo informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, sem avançar detalhes sobre a agenda ou encontros previstos.

A viagem tinha sido já anunciada pela agência estatal norte-coreana KCNA, que ontem revelou que Pyongyang realizou esta semana vários testes de mísseis (ver página 13).

A visita ocorre também num contexto em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a intenção de voltar a tentar organizar uma reunião com Kim Jong-un, após a tentativa falhada do ano passado, o que aumentou as expectativas de que o líder norte-americano possa aproveitar a sua passagem pela China, prevista para meados de Maio, para uma cimeira bilateral.

A visita de Wang surge após o reforço dos laços bilaterais resultante da cimeira entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e Kim, em Setembro de 2025, após a qual os países expandiram os seus intercâmbios comerciais e reativaram ligações ferroviárias e voos que ligam ambas as nações, depois de cerca de seis anos de encerramento.

10 Abr 2026

Médio Oriente | China apela a cooperação com França

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, propôs sexta-feira a França “trabalhar em conjunto” com Pequim na procura de uma solução pacífica para a guerra no Médio Oriente, que classificou como “injusta”.

O apelo da diplomacia chinesa foi feito durante uma conversa telefónica com Emmanuel Bonne, conselheiro diplomático do Presidente francês, Emmanuel Macron, segundo informou um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. Wang Yi defendeu que, apesar das dificuldades, “o caminho certo para sair da crise continua a ser o diálogo e a negociação”, sublinhando a necessidade de coordenação entre os dois países.

Enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e França devem, segundo o chefe da diplomacia chinesa, reforçar a comunicação estratégica, defender a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. O chefe da diplomacia chinesa alertou ainda para o risco de regressar a uma “lei da selva” nas relações internacionais caso não haja cooperação multilateral.

De acordo com Wang Yi, o conflito no Médio Oriente, que dura há cerca de três semanas e que foi desencadeado por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, continua a intensificar-se, afectando a estabilidade do fornecimento global de energia e agravando uma crise humanitária de grande escala.

“O uso da força não resolverá nada, e uma guerra injusta não pode continuar”, afirmou Wang Yi. Pequim criticou também os ataques do Irão contra países do Golfo Pérsico que acolhem bases militares norte-americanas, apesar de manter relações comerciais e diplomáticas estreitas com Teerão.

23 Mar 2026

Afeganistão / Paquistão | Pequim envia emissário para tentar cessar-fogo

As autoridades chinesas tentam apaziguar o conflito entre vizinhos. Além das delegações enviadas a ambos os territórios, o ministro dos negócios Estrangeiros Wang Yi conversou ao telefone com autoridades paquistanesas e afegãs

 

A China enviou um emissário ao Afeganistão e ao Paquistão na semana passada para realizar uma mediação e apelar para um cessar-fogo imediato, após confrontos fronteiriços que provocaram vários mortos, anunciou ontem a diplomacia chinesa.

O Paquistão e o Afeganistão estão em conflito há vários meses, com Islamabad a acusar o país vizinho de acolher combatentes do movimento dos talibãs paquistaneses (TTP), que reivindicaram ataques mortais em território paquistanês, algo que Cabul desmente.

O Paquistão é um dos parceiros mais próximos da China na região, mas Pequim apresenta-se também como um “vizinho amigável” do Afeganistão.

“A China tem servido constantemente de mediadora no conflito entre o Afeganistão e o Paquistão através dos seus próprios canais”, declarou ontem o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, numa conferência de imprensa em Pequim.

A diplomacia chinesa disse ter enviado o emissário para os assuntos afegãos Yue Xiaoyong a ambos os países para contribuir para a mediação do conflito.

Num comunicado separado publicado, o ministério indicou que o emissário visitou o Afeganistão e o Paquistão entre 07 e 14 de Março.

No Afeganistão, Yue reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Amir Khan Muttaqi, e com o ministro do Comércio e da Indústria, Nooruddin Azizi.

Manteve igualmente conversações com altos responsáveis paquistaneses, incluindo a secretária dos Negócios Estrangeiros, Amna Baloch, referiu o ministério, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“Incentivou as duas partes a demonstrarem calma e contenção, a implementarem um cessar-fogo imediato e a cessação das hostilidades, e a resolverem as contradições e divergências através do diálogo”, precisou.

Outras conversas

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, também conversou por telefone com Muttaqi na sexta-feira, e prometeu continuar a “fazer esforços activamente” para reconciliar o Afeganistão e o Paquistão e aliviar as tensões.

“O recurso à força apenas complicará a situação (…) e ameaçará a paz e a estabilidade regionais”, disse Wang ao homólogo afegão, segundo o relato da conversa divulgado na sexta-feira.

Em Outubro de 2025, os combates entre o Afeganistão e o Paquistão causaram dezenas de mortos e resultaram no encerramento quase total da fronteira terrestre.

Após diversas mediações, os confrontos diminuíram, mas o conflito voltou a agravar-se no final de Fevereiro, após ataques aéreos paquistaneses seguidos de uma ofensiva terrestre afegã.

Os dois países reivindicaram ataques no fim de semana, com o Afeganistão a dizer ter tomado um posto fronteiriço numa operação em que matou 14 soldados paquistaneses.

O Paquistão anunciou bombardeamentos em Kandahar, a cidade no sul do Afeganistão onde reside em isolamento o líder supremo dos talibãs, Hibatullah Akhundzada.

Registos sangrentos

A ONU anunciou na sexta-feira, um balanço de 75 civis afegãos mortos desde o intensificar dos confrontos em Fevereiro.

O conflito provocou 115.000 deslocados internos no Afeganistão, de acordo com o Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

O Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU anunciou no domingo que estava a fornecer ajuda de emergência a 20.000 famílias afegãs deslocadas pelo conflito.

O Paquistão, que tem armas nucleares, e o Afeganistão são vizinhos do Irão, alvo de uma ofensiva militar de grande escala lançada em 28 de Fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, que desencadeou uma nova guerra no Médio Oriente.

17 Mar 2026

Diplomacia | Adiada visita oficial à Somália

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China adiou a visita à Somália prevista para sexta-feira, no âmbito da sua digressão por África, anunciou a presidência somali.

“Lamentamos que a visita prevista do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês tenha sido adiada à última hora. Pedimos desculpa”, declararam à agência espanhola EFE fontes da presidência somali, sem darem uma justificação para o adiamento, nem indicarem uma nova data para a visita oficial.

A deslocação de Wang Yi seria a primeira de um chefe da diplomacia chinesa a este país do Corno de África desde a década de 1980. O cancelamento ocorreu numa altura em que a capital somali, Mogadíscio, se encontrava praticamente paralisada devido a um forte dispositivo de segurança em toda a cidade, montado para receber o responsável da diplomacia chinesa.

O adiamento surge num momento em que o Governo somali procura apoio internacional, depois de Israel ter reconhecido, em Dezembro, a região secessionista somali da Somalilândia como Estado independente, tornando-se o primeiro país a dar esse passo. Essa decisão provocou uma ampla rejeição internacional, sobretudo em África, no mundo islâmico, na China e na União Europeia.

A Somália vive numa situação de conflito e caos desde a queda de Mohamed Siad Barre, em 1991, o que deixou o país sem um Governo efectivo e nas mãos de milícias islamistas, como o Al-Shebab, e de senhores da guerra.

12 Jan 2026

Arábia Saudita | Defendido reforço da coordenação regional e global

A China e a Arábia Saudita manifestaram a intenção de reforçar a comunicação e coordenação bilateral em “questões regionais e internacionais de interesse comum”, anunciou ontem o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, reuniu-se no domingo com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, durante uma visita oficial ao reino árabe, tendo ambos discutido o “reforço da cooperação em todas as áreas”, segundo comunicado do ministério. “As duas partes sublinharam que continuarão a apoiar-se mutuamente nas questões que envolvem os respectivos interesses fundamentais, implementarão uma série de importantes iniciativas lançadas pelos líderes dos dois países e apoiarão os esforços de nações amigas para alcançar segurança, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade”, lê-se na nota.

Durante o encontro, Wang transmitiu o apoio da China ao “desenvolvimento e fortalecimento” das relações entre a Arábia Saudita e o Irão, elogiando o papel de liderança de Riade na promoção da estabilidade regional e internacional.

Os dois ministros reafirmaram ainda o apoio a uma “solução justa e abrangente” para a questão palestiniana, com base no princípio de dois Estados, nas resoluções relevantes das Nações Unidas e na Iniciativa de Paz Árabe, prevendo a criação de um Estado palestiniano com capital em Jerusalém Oriental, dentro das fronteiras de 1967.

Durante a visita a Riade, Wang Yi foi também recebido pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, que expressou a vontade de “aprofundar ainda mais a cooperação com a China” em áreas como petróleo e gás, novas energias, inteligência artificial e alta tecnologia, segundo outro comunicado divulgado por Pequim.

16 Dez 2025

Tarifas | Wang Yi pede fim das guerras comerciais

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou ontem que o mundo está a caminhar para uma “ordem multipolar” e apelou ao fim das guerras comerciais, dias antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump.

Durante um fórum realizado em Pequim, Wang criticou “a politização das questões económicas e comerciais, a fragmentação artificial dos mercados globais e o recurso a guerras comerciais e batalhas tarifárias”, numa referência velada ao proteccionismo dos Estados Unidos.

“O sentido da História não pode ser revertido e um mundo multipolar está a emergir”, afirmou o diplomata, que alertou ainda contra a “retirada frequente de acordos, a inversão de compromissos e a formação entusiástica de blocos e alianças”, acções que, segundo disse, colocam o multilateralismo sob “desafios sem precedentes”.

As declarações surgem na véspera da chegada do líder norte-americano, Donald Trump, à Coreia do Sul, onde está agendada para quinta-feira uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade de Gyeongju.

28 Out 2025

Diplomacia | Wang Yi de visita a Itália e Suíça

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, está de visita a Itália onde realiza a 12ª Reunião Conjunta do Comité Governamental China-Itália e, de seguida, viajará para a Suíça onde decorrerá a 4ª ronda do Diálogo Estratégico dos Ministros dos Negócios Estrangeiros China-Suíça, até 12 de Outubro, anunciou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China no domingo. Wang, também membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da China, está a realizar a viagem a convite do vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional da Itália, Antonio Tajani, e do conselheiro federal e ministro dos Negócios Estrangeiros da Suíça, Ignazio Cassis, disse o porta-voz, indica o diário do Povo.

9 Out 2025

Diplomacia | MNE defende que China e Europa “devem ser amigos”

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu que “China e Europa devem ser amigas, não rivais, e cooperar, não confrontar-se”, durante um périplo pela Europa, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

De acordo com o porta-voz da diplomacia chinesa Lin Jian, Wang expressou durante o périplo, que incluiu paragens na Áustria, Eslovénia e Polónia, o desejo de que estes países “contribuam para o desenvolvimento saudável e estável das relações entre a China e a União Europeia”, numa altura em que Pequim tenta reforçar os laços com o bloco europeu, face ao agravamento das tensões com os Estados Unidos.

Durante a viagem, que decorreu entre sexta-feira e ontem, Wang criticou “a hegemonia unilateral” num contexto internacional “turbulento e complexo”, numa alusão indirecta a Washington. Em resposta, os líderes dos três países visitados manifestaram apoio ao multilateralismo, à autoridade das Nações Unidas e ao reforço da paz e do desenvolvimento globais, afirmou o porta-voz.

A guerra na Ucrânia foi um dos temas centrais da agenda. Em Viena, a ministra austríaca Beate Meinl-Reisinger apelou a Pequim para exercer a sua influência sobre Moscovo no sentido de pôr fim à invasão, reiterando a disponibilidade da Áustria para acolher futuras negociações.

Em Liubliana, a ministra eslovena dos Negócios Estrangeiros, Tanja Fajon, apelou à China para ajudar a alcançar uma paz “justa e duradoura”, enquanto em Varsóvia, as autoridades polacas pediram medidas contra as “acções destrutivas da Rússia” e as provocações por parte da Bielorrússia.

17 Set 2025

SCO | Wang Yi reúne-se com António Guterres

A Cimeira de Tianjin acolhe líderes como o Presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi e o Secretário-Geral da ONU, entre outros

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, reuniu-se com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, na cidade portuária de Tianjin, neste sábado. Guterres está em Tianjin para participar na Cimeira 2025 da Organização de Cooperação de Shanghai (SCO, na sigla em inglês).

Observando que o cenário global passa por profundas mudanças e que o mundo está numa encruzilhada sobre que caminho seguir, Wang, também membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da China, afirmou que o papel da ONU deve ser fortalecido, e não enfraquecido, indica o Diário do Povo.

A melhor maneira de comemorar o 80.º aniversário da fundação da ONU é defender a visão correcta da história da Segunda Guerra Mundial, aderir ao multilateralismo e apoiar o papel central da ONU nos assuntos internacionais, disse Wang.

A China apoia a ONU na construção de um sistema de governança global mais eficaz através de reformas para trazer um futuro brilhante de paz, segurança, prosperidade e progresso para o mundo, acrescentou. A comunidade internacional enfrenta novos desafios, pois o unilateralismo e a política de poder minam seriamente a ONU e o sistema multilateral, observou Guterres.

Os países do Sul Global, com a China como representante, estão a desempenhar um papel cada vez mais importante na promoção da paz e do desenvolvimento globais, disse o secretário-geral, elogiando o compromisso da China com o multilateralismo e seu forte apoio à ONU.

Bem-vindos ao grupo

O Presidente chinês manifestou ontem apoio à adesão da Arménia e do Azerbaijão à Organização de Cooperação de Xangai, num encontro com os líderes dos países, que assinaram um acordo este mês para cessar décadas de confrontos.

Em reuniões separadas com o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, e com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, Xi Jinping assegurou que a China apoia a adesão dos dois países à Organização de Cooperação de Xangai, de acordo com declarações divulgadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Durante os encontros, Xi apelou para o reforço da cooperação em vários domínios com os países do Cáucaso. Os dois líderes encontram-se em Tianjin para participar na 25.ª cimeira da SCO, na qual participam também o Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, entre outros líderes.

A COS tem entre os membros China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, que representam cerca de 40 por cento da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, incluindo Arménia e Azerbaijão, desde 2015. Ambos já manifestaram vontade de se tornarem membros de pleno direito. O grupo não tem cláusulas de defesa mútua, ao contrário da NATO, e apresenta-se como um fórum de cooperação política, económica e de segurança-

1 Set 2025

China / Índia | Pequim saúda “dinâmica positiva” das relações

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, em visita a Nova Deli, felicitou o seu homólogo indiano pela actual “dinâmica positiva” das relações bilaterais, apesar de um conflito fronteiriço, informou ontem Pequim.

Os dois países mais populosos do mundo, que juntos representam mais de 2,8 mil milhões de habitantes, travam uma luta por influência no sul da Ásia, para além de uma disputa na fronteira comum nos Himalaias, que em 2020, evoluiu para combates mortais.

As tensões têm sido gradualmente amenizadas através de um diálogo entre militares e diplomatas, e a imposição de direitos aduaneiros pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ao comércio dos Estados Unidos com os dois países está a ajudar a reaproximação de Pequim e Nova Deli.

“As relações sino-indianas apresentam uma dinâmica positiva no sentido de um regresso à via da cooperação”, declarou na segunda-feira Wang Yi, em visita à Índia, ao seu homólogo indiano Subrahmanyam Jaishankar, de acordo com um comunicado do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros publicado ontem.

Os dois países “retomaram gradualmente as trocas e o diálogo a todos os níveis, mantendo a paz e a tranquilidade nas zonas fronteiriças”, acrescenta o texto.

A retoma das relações comerciais na fronteira dos Himalaias está no topo da agenda da visita de Wang Yi. Esse passo acrescentar-se-ia, enquanto símbolo decisivo, aos anúncios sobre o reinício dos voos directos e a emissão de vistos turísticos entre os dois países.

As duas partes devem “aprender com as experiências” do passado e “considerar-se mutuamente como parceiros perante as oportunidades, em vez de adversários ou ameaças”, defendeu Wang Yi. O chefe da diplomacia chinesa deve reunir-se com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante a estadia na Índia.

20 Ago 2025

Wang Yi chinês enaltece mundo cada vez mais multipolar

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, saudou ontem o avanço de um “mundo multipolar” e o “aprofundamento da globalização”, num momento de “turbulência” internacional.

Durante a reunião de chefes da diplomacia dos países membros da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), realizada na cidade chinesa de Tianjin, Wang apelou para um “maior consenso” entre os Estados-membros da OCX face ao “avanço do proteccionismo” e à intensificação dos “conflitos regionais”, segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa.

O ministro chinês alertou para um contexto de segurança internacional “complexo e grave”, marcado pelo “surgimento constante de novas ameaças e desafios”.

Wang condenou ainda os recentes ataques israelitas contra o Irão – país membro da OCX – que classificou como uma “violação da soberania” iraniana.

Num apelo à “boa vizinhança” entre os membros da organização, Wang Yi recordou que a OCX inclui países com relações tensas, como a Índia e o Paquistão, que em Maio trocaram ataques aéreos, provocando dezenas de mortos.

“A OCX deve aproveitar o 80.º aniversário da fundação das Nações Unidas como uma oportunidade para defender um mundo multipolar, equitativo e ordenado, bem como uma globalização económica inclusiva”, acrescentou o ministro, sublinhando a necessidade de construir um “sistema de governação global mais justo e racional”.

A China exerce actualmente a presidência rotativa da OCX, frequentemente apelidada de “NATO asiática”. Wang anunciou que a cimeira anual da organização terá lugar entre 31 de Agosto e 01 de Setembro deste ano.

 

Todos juntos

Paralelamente à reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, o Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu os responsáveis diplomáticos da OCX em Pequim, apelando a um reforço dos “mecanismos de resposta” às “ameaças e desafios de segurança globais”.

“Devemos unir esforços e liderar o Sul Global para promover a criação de um sistema de governação internacional mais justo e razoável”, afirmou Xi, citado pela imprensa oficial.

A OCX é composta por China, Rússia, Índia, Irão, Paquistão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguizistão, Tajiquistão e Uzbequistão, representando o maior bloco regional do mundo em termos de população e extensão geográfica — cerca de 40 por cento da população mundial.

Embora os seus membros insistam que não se trata de uma aliança militar, e que o seu objectivo é proteger os Estados membros contra ameaças como o terrorismo, o extremismo e o separatismo, analistas consideram que a OCX funciona, de facto, como um contrapeso estratégico à NATO.

17 Jul 2025

Wang Yi exorta União Europeia a evitar a confrontação

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, advertiu ontem a sua homóloga europeia contra os riscos de confrontação, numa altura em que Pequim procura afirmar-se como um parceiro fiável, face à volatilidade dos Estados Unidos.

Durante um encontro realizado na quarta-feira, em Bruxelas, com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, Wang Yi defendeu que a China e a UE “não devem ser vistas como adversárias pelas suas diferenças, nem procurar o confronto devido aos seus desacordos”, de acordo com um comunicado divulgado ontem pelo seu ministério.

Na véspera, Kallas defendeu que Pequim deve deixar de ameaçar a segurança europeia, apontando alegados ciberataques, interferências em processos democráticos e práticas comerciais desleais. “A Europa enfrenta vários desafios”, afirmou Wang Yi, acrescentando que nenhum deles, “no passado, presente ou futuro”, foi causado pela China.

Via alternativa

O chefe da diplomacia chinesa procurou apresentar o seu país como um contrapeso à Administração de Donald Trump, que ameaçou impor tarifas generalizadas sobre as importações europeias. “O caminho seguido pelos Estados Unidos não deve ser usado como espelho da China”, frisou Wang. “A China não é os Estados Unidos”, vincou.

Segundo o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, os dois lados abordaram ainda questões internacionais como a guerra na Ucrânia, o conflito israelo-palestiniano e o programa nuclear do Irão.

Pequim e Bruxelas devem agir com base no “respeito mútuo”, defendeu Wang Yi, apelando a uma política europeia mais “activa e pragmática” em relação à China. Wang reuniu-se também na quarta-feira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot.

Wang disse a ambas as partes que a China e a UE devem “defender o multilateralismo e o livre comércio” e cooperar face a desafios globais como as alterações climáticas. O diplomata chinês segue agora para a Alemanha e depois para França, onde se reunirá com o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, que visitou a China em Março.

Estas visitas antecedem a cimeira China – UE, que reunirá em Pequim o Presidente chinês, Xi Jinping, e vários altos responsáveis europeus.

3 Jul 2025

Viagem | MNE chinês inicia périplo pela Europa para estreitar laços

Na sequência da guerra comercial lançada pela administração norte-americana, Wang Yi desloca-se a Bruxelas, Paris e Berlim, com o intuito de reforçar a cooperação entre a China e o velho continente

 

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, iniciou ontem uma digressão pela Europa, com o objectivo de transformar a relação entre a China e a União Europeia (UE) num pilar de “estabilidade”, face à pressão dos Estados Unidos.

Figura proeminente da diplomacia chinesa, Wang Yi, de 71 anos, tem prevista uma deslocação a Bruxelas, sede da UE, bem como a França e à Alemanha. A visita decorre numa altura em que a China procura estreitar laços com o continente europeu, perante a crescente tensão com os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, que reiteradamente classifica Pequim como rival estratégico.

Apesar da aproximação, persistem divergências entre Bruxelas e Pequim, nomeadamente no domínio económico: o défice comercial massivo da UE face à China (304 mil milhões de euros), a parceria entre Pequim e Moscovo apesar da guerra na Ucrânia, as tarifas adicionais europeias sobre veículos eléctricos chineses e as retaliações chinesas dirigidas ao conhaque francês.

“As relações sino-europeias enfrentam importantes oportunidades, num momento em que o mundo atravessa rápidas transformações históricas, com o crescimento inquietante do unilateralismo, protecionismo e comportamentos hegemónicos”, afirmou na sexta-feira o porta-voz da diplomacia chinesa Guo Jiakun, numa crítica implícita aos EUA e à guerra comercial.

Neste contexto, a China e a UE devem “preservar conjuntamente a paz e estabilidade globais, defender o multilateralismo e o livre comércio, salvaguardar as regras internacionais, a equidade e a justiça, e afirmar-se como forças estabilizadoras e construtivas num mundo turbulento”, acrescentou.

Encontros de alto nível

Em Bruxelas, Wang Yi deverá reunir-se com a nova chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, para um “diálogo estratégico de alto nível”, segundo as autoridades chinesas.

Na Alemanha, o ministro irá encontrar-se com o homólogo, Johann Wadephul, para abordar temas de diplomacia e segurança. Esta será a primeira visita de Wang Yi desde a formação de um novo governo conservador em Berlim, no passado mês de Maio. Em França, Wang reunirá com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, que visitou a China em Março.

A guerra na Ucrânia deverá dominar parte das conversações. A China tem apelado a negociações de paz e ao respeito pela integridade territorial dos Estados – numa alusão à Ucrânia – mas evita condenar a Rússia e aprofundou os laços com Moscovo desde a invasão, em Fevereiro de 2022, nas áreas comercial, diplomática e militar.

Tal posição tem valido a Pequim críticas por parte dos europeus, que acusam a China de oferecer apoio económico essencial ao esforço de guerra russo.

As relações comerciais entre a China e a UE têm-se deteriorado nos últimos anos, com Bruxelas a denunciar práticas económicas desleais por parte de Pequim. A tensão intensificou-se no ano passado com a imposição pela UE de tarifas adicionais sobre carros eléctricos chineses. Em retaliação, a China visou o conhaque francês.

A Comissão Europeia decidiu, há duas semanas, excluir empresas chinesas de concursos públicos na área dos equipamentos médicos com valor superior a cinco milhões de euros, invocando restrições similares enfrentadas pelas firmas europeias na China. Pequim reagiu, acusando Bruxelas de aplicar um sistema de “dois pesos, duas medidas”.

Outro ponto de fricção, são as chamadas “terras raras”. Desde Abril, as autoridades chinesas exigem licenças para exportação destes metais estratégicos, usados em produtos como telemóveis ou baterias de carros eléctricos. A emissão destas autorizações tem sido, segundo a indústria automóvel europeia, limitada e lenta.

Em resposta, Pequim propôs em Junho à UE a criação de um “canal verde” que permita acesso prioritário às exportações de terras raras para o mercado europeu.

1 Jul 2025

Direito Internacional | Wang Yi condena Israel em conversa com Egipto e Omã

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, condenou ontem Israel por “ignorar o Direito Internacional” e provocar “uma escalada abrupta das tensões no Médio Oriente”, durante uma conversa por telefone com os homólogos do Egipto e de Omã.

Em conversa com o chefe da diplomacia egípcia, Badr Abdelatty, Wang apelou a um consenso e a ações conjuntas por parte da comunidade internacional, “em especial entre os países da região”, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O ministro chinês reiterou o apelo a um cessar-fogo e à redução das tensões entre Israel e o Irão, e afirmou que a China está disposta a trabalhar com o Egpto para melhorar a comunicação e a coordenação com os organismos multilaterais – como as Nações Unidas – e a envidar os esforços necessários para promover conversações de paz e reconciliação.

Num tom semelhante, Wang Yi disse ao homólogo de Omã, Sayyid Badr bin Hamad bin Hamood Albusaidi, que Israel violou “a soberania e segurança do Irão”.

O chefe da diplomacia chinesa manifestou ainda o apoio de Pequim à declaração conjunta emitida por 21 países árabes, incluindo Omã, e expressou confiança em que essas nações se mantenham unidas e persistam nos esforços para levar as partes envolvidas ao diálogo.

Pequim, parceiro próximo de Teerão, reiterou que “a força não pode trazer uma paz duradoura” e assegurou que “continuará a manter comunicação com as partes relevantes, promovendo a paz e o diálogo”.

20 Jun 2025

Nuclear | MNE apoia diálogo entre Irão e EUA e rejeita sanções

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês sublinhou o apoio da China ao Irão nas negociações nucleares com os Estados Unidos e rejeitou o recurso à força e a sanções para resolver a questão nuclear iraniana.

Wang Yi reuniu-se na quarta-feira, em Pequim, com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, que está de visita à China, nas vésperas de se realizarem novas conversações em busca de um acordo nuclear entre Teerão e Washington, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O chefe da diplomacia chinesa valorizou o “compromisso do Irão de não desenvolver armas nucleares”, defendendo simultaneamente o direito de Teerão à utilização pacífica da energia atómica. Wang sublinhou que Pequim “se opõe ao uso da força e às sanções unilaterais ilegais”, numa aparente referência às sanções que Washington impôs contra Teerão.

Araqchi entregou a Wang uma mensagem do Presidente iraniano, Masud Pezeshkian, ao homólogo chinês, Xi Jinping, e agradeceu a Pequim “a abordagem construtiva e eficaz nas discussões relacionadas com a questão nuclear iraniana”, lê-se no comunicado da diplomacia chinesa.

O Irão e os Estados Unidos realizaram, desde meados de Abril, duas rondas de conversações com vista a um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano, que ambas as partes descreveram como construtivas. Representantes dos dois países vão reunir-se pela terceira vez no sábado.

A China é o maior parceiro comercial do Irão e um dos principais compradores do seu petróleo sob sanções. Em 2021, a China assinou um vasto acordo estratégico de 25 anos com o Irão. Esta importante parceria abrange áreas tão variadas como a energia, a segurança, as infraestruturas e as telecomunicações.

25 Abr 2025

Comércio | MNE pede ao Reino Unido que proteja sistema multilateral

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou que Pequim e Londres “têm a responsabilidade de proteger o sistema comercial multilateral” face ao “bullying” de Washington, durante uma conversa com o homólogo britânico, David Lammy.

“Os Estados Unidos utilizam as tarifas como uma arma para lançar ataques indiscriminados contra vários países, violam flagrantemente as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e prejudicam os direitos e interesses legítimos de todos os países”, afirmou na terça-feira Wang, de acordo com um comunicado difundido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O responsável explicou que “esta prática de empurrar as relações entre países para a lei da selva é um retrocesso histórico, impopular e insustentável, a que cada vez mais países estão a resistir e a opor-se”. Enquanto “país responsável”, a China tomou medidas para “proteger os próprios direitos e interesses legítimos e para defender as regras internacionais e o sistema comercial multilateral”, apontou.

“A China está disposta a trabalhar com o Reino Unido para seguir a orientação estratégica dos líderes dos dois países, eliminar todos os tipos de interferência e ruído, e manter as relações bilaterais na direção certa para um progresso constante”, afirmou.

Lammy disse que o Reino Unido “sempre foi um país aberto, que apoia firmemente o comércio livre e defende o sistema comercial multilateral com a OMC no seu núcleo”, de acordo com a declaração.

“Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, o Reino Unido e a China têm responsabilidades importantes para com o desenvolvimento sustentável da economia mundial e do comércio internacional, e estão prontos para manter a comunicação com a China a este respeito”, acrescentou.

24 Abr 2025

Diplomacia | MNE francês apela ao diálogo com Pequim

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, apelou ontem a uma “poderosa parceria franco-chinesa”, face às crises mundiais, mas advertiu que a Europa defenderá os seus interesses e valores.

“Mais do que nunca, o contexto actual exige uma parceria franco-chinesa poderosa ao serviço da estabilidade geopolítica, da prosperidade e do futuro do nosso planeta”, defendeu Barrot, de visita a Pequim, antes de se encontrar com o seu homólogo chinês, Wang Yi.

Os dois ministros apertaram as mãos na sumptuosa residência estatal de Diaoyutai, diante das bandeiras dos dois países, antes de manterem conversações à porta fechada. Paris disse que as conversações se centrariam na resolução dos conflitos Rússia – Ucrânia e no Médio Oriente, e nas tensões comerciais entre a China e a União Europeia.

“O ritmo das crises está a acelerar”, afirmou o ministro francês, ao lado de Wang Yi. “Os nossos dois países devem, por conseguinte, promover em conjunto um diálogo de estabilidade que conduza à procura de soluções”, afirmou.

“Perante os desafios políticos, económicos e de segurança, uma nova Europa está a emergir rapidamente. A sua única bússola é a autonomia estratégica”, declarou Jacques Barrot. “A Europa será particularmente vigilante na defesa dos seus interesses e dos seus valores”, acrescentou. O ministro sublinhou ainda que Paris e Pequim “devem coordenar-se para promover uma paz justa e duradoura na Ucrânia”.

“A China também tem um papel a desempenhar para convencer a Rússia a sentar-se à mesa das negociações com propostas sérias e de boa-fé”, disse o ministro francês ao homólogo chinês. O chefe da diplomacia chinesa advertiu que “a situação internacional mudou novamente e tornar-se-á ainda mais caótica”.

França e China devem “aderir ao multilateralismo” e “trabalhar em conjunto para a paz e o desenvolvimento do mundo”, insistiu Wang Yi, que considera a China um dos principais alvos da ofensiva comercial do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A França opõe-se a qualquer forma de guerra comercial e defende o diálogo sobre as questões comerciais, nomeadamente entre a União Europeia e a China”, respondeu Jean-Noël Barrot, em Pequim.

Barrot falou ainda das sanções aplicadas pela China ao conhaque francês, em resposta às taxas adicionais impostas pela União Europeia aos automóveis eléctricos chineses. Afirmou estar à procura de uma “solução rápida” para este diferendo comercial, que permita aos dois países concentrarem-se “na construção de parcerias e investimentos para o futuro”.

Sob pressão

Jean-Noël Barrot deverá manter conversações ao fim da tarde com um alto funcionário chinês não identificado. O ministro francês deslocar-se-á depois a Xangai, onde deve inaugurar na sexta-feira uma fábrica de produção de hidrogénio construída pelo grupo francês Air Liquide e participar num fórum empresarial franco-chinês.

A visita de Jacques Barrot à China faz parte de um vasto périplo pela Ásia, durante o qual visitou a Indonésia e Singapura.

A ameaça de uma agressão russa na Europa “não é teórica”, afirmou Barrot na passada terça-feira, a partir de Singapura, depois de o enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, ter afirmado na Fox News, no domingo, que não acreditava nessa eventualidade.

A “agressividade” da Rússia “ao longo dos últimos três anos estendeu-se muito para além da própria Ucrânia”, disse Barrot aos jornalistas.

28 Mar 2025

Diplomacia | Pequim diz querer trabalhar com França para “evitar que mundo regresse à lei da selva”

A conversa telefónica entre o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, e o conselheiro diplomático da presidência francesa, Emmanuel Bonne, serviu para reforçar a cooperação estratégica entre os dois países face à crescente instabilidade global

 

O chefe da diplomacia chinesa disse ontem esperar que China e França “trabalhem em conjunto para evitar que o mundo regresse à lei da selva”, numa conversa com o conselheiro diplomático da presidência francesa, Emmanuel Bonne.

Citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros Wang Yi sublinhou que a situação global encontra-se num estado de “crescente incerteza e instabilidade” e apelou à França e à China para que “reforcem a sua parceria estratégica, protejam conjuntamente o multilateralismo genuíno e se oponham à hegemonia unipolar”.

Durante a conversa, realizada por telefone, Emmanuel Bonne disse esperar que a China desempenhe “um papel importante na obtenção de um acordo de paz justo, sólido e sustentável” na Ucrânia, um conflito em relação ao qual Pequim tem mantido uma posição ambígua ao longo dos anos.

Poder da palavra

Wang Yi disse que a China “sempre defendeu a resolução da ‘crise’ através do diálogo” e saudou “todos os esforços que conduzem a um cessar-fogo, um passo necessário para a paz”, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, no mesmo dia em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, concordaram em iniciar o processo de paz com a Ucrânia, com um cessar-fogo parcial, centrado nas infra-estruturas e na energia.

O diplomata chinês também instou a China e a União Europeia a resolverem os atritos comerciais e económicos através do diálogo, após meses de disputas entre as duas partes sobre questões como os veículos eléctricos chineses.

“A França opõe-se às guerras comerciais e tarifárias e está disposta a trabalhar com a China para resolver adequadamente as fricções económicas e comerciais através do diálogo”, afirmou Bonne.

20 Mar 2025

Diplomacia | Wang Yi vai ao Reino Unido e Alemanha antes de reunião na ONU

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, deslocar-se-á ao Reino Unido, Irlanda, Alemanha e África do Sul, entre os dias 12 e 21 de Fevereiro, anunciou ontem o seu ministério. Wang vai também participar numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova Iorque, a 18 de Fevereiro, informou a mesma fonte, em comunicado.

Durante a sua estadia no Reino Unido, o chefe da diplomacia chinesa vai participar na décima ronda do Diálogo Estratégico China – Reino Unido, com o seu homólogo britânico, David Lammy. Em seguida, deslocar-se-á à Irlanda, onde se encontrará com o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio, Simon Harris.

Na Alemanha, Wang Yi vai participar na 61.ª Conferência de Segurança de Munique, onde intervirá num fórum dedicado à China, para apresentar a posição de Pequim sobre questões internacionais. A China assume a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Fevereiro. Neste contexto, no dia 18, Wang vai a Nova Iorque para participar num debate aberto do órgão.

O país asiático, na qualidade de presidente rotativo do Conselho, também convidou o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, para o evento, com quem Wang deve manter um encontro, num contexto de fricções comerciais entre as duas potências.

O ministro vai ainda participar na reunião entre os chefes da diplomacia dos países do G20, que se realizará a 20 e 21 de Fevereiro em Joanesburgo, a convite do seu homólogo sul-africano, Naledi Pandor.

11 Fev 2025

MNE | Não haverá modernização do mundo sem a modernização de África

O périplo do ministro dos Negócios Estrangeiros visou reforçar os laços entre a China e o continente africano e fortalecer as parcerias entre a China e países como a Namíbia, a República do Congo, o Chade e a Nigéria

 

A China afirmou ontem que a recente visita a quatro países africanos do Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, foi “um sucesso” e declarou que “não haverá modernização do mundo sem a modernização de África”.

A situação mundial altera-se, mas “China e África tratam-se como iguais e apoiam-se mutuamente”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, em conferência de imprensa.

Guo disse que a viagem de Wang, durante a qual visitou a Namíbia, a República do Congo, o Chade e a Nigéria, na semana passada, “promoveu a cooperação China-África em vários domínios, forjando um amplo consenso e alcançando resultados tangíveis no reforço dos intercâmbios entre civilizações, promoção do desenvolvimento ecológico e aprofundamento da cooperação agrícola”.

“China e África sonham com a modernização e não pode haver modernização do mundo sem a modernização de África”, acrescentou o porta-voz, afirmando que a visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês “promoveu conjuntamente a reparação das injustiças históricas sofridas por África, a unidade e revitalização do ’Sul Global’ e a construção de um sistema de governação global justo e razoável”.

A visita de Wang “demonstrou a firme determinação da China e de África em trabalhar em conjunto para enfrentar mudanças que não se viam há um século”, segundo Guo. Há mais de três décadas que o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês começa o ano com uma viagem ao continente africano.

Entre os objectivos de Wang esteve “promover a implementação” dos resultados do último Fórum de Cooperação China-África, realizado em Setembro na capital chinesa.

Investimento plantado

O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu 360 mil milhões de yuan para financiar o desenvolvimento de África, ao longo dos próximos três anos. Xi anunciou igualmente investimentos no continente no valor de 70 mil milhões de yuan.

A China foi o maior parceiro comercial de África nos últimos 15 anos, com o volume de comércio a atingir um recorde de 282,1 mil milhões de dólares, em 2023.

O défice comercial de África com a China aumentou em 2023 para 64 mil milhões de dólares, embora a diferença tenha diminuído na primeira metade de 2024 graças ao crescimento das importações chinesas do continente africano.

14 Jan 2025