Turismo | Primeiro semestre com subida de mais de 230%

O território recebeu, nos primeiros seis meses do ano, um total de 11.645.877 visitantes, mais 236,1 por cento face a igual período do ano passado. De realçar que o número de turistas, 6.067.823, e de excursionistas, 5.578.054, cresceu 372,5 e 155,8 por cento, respectivamente.

No primeiro semestre, o período médio de permanência dos visitantes foi de 1,3 dias, mais 0,1 dias em relação ao ano passado.

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostram também que o período médio de permanência dos excursionistas foi de 0,3 dias, um aumento de 0,2 dias, enquanto o tempo médio de permanência dos turistas individuais foi de 2,3 dias, menos 0,7 dias em média face a 2022.

Só no mês de Junho, Macau recebeu 2.209.662 visitantes, registando-se um acréscimo de 480,5 por cento em termos anuais e um decréscimo ligeiro de 0,2 por cento em termos mensais.

Os números de turistas, 1.163.784, e de excursionistas, 1.045.878, subiram neste mês 543,7 e 423,3 por cento, respectivamente, em termos anuais. O período médio de permanência dos visitantes foi de 1,3 dias, mais 0,2 dias, face a Junho de 2022.

Canídromo | Wong Kit Cheng elogia projecto do Governo

A deputada Wong Kit Cheng elogiou os planos do Governo para construir um Parque Desportivo no Canídromo, mas pediu que seja definido um calendário, com metas bem claras, para a conclusão dos trabalhos.

Segundo o jornal Ou Mun, a legisladora ligada à Associação das Mulheres de Macau defendeu ainda a necessidade de montar uma equipa para coordenar os trabalhos que envolvem os diferentes serviços interdepartamentais.

Além disso, a deputada também indicou que actualmente ainda se organizam frequentemente competições desportivas das escolas ou associações no antigo Canídromo, pelo que é necessário ter uma boa coordenação com os organizadores das competições e garantir um espaço alternativo, para que as mesmas não sejam afectadas durante os trabalhos de obras.

Campo Aventura | Criticada indisciplina fiscal e derrapagem orçamental

Depois da apresentação do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá, o deputado Ron Lam realçou que o orçamento para construir o projecto passou de 229 milhões para 1,6 mil milhões de patacas, valor quase seis vezes superior. O deputado criticou também a ausência de concurso público para a construção da estátua de Kum Iam

 

“Fiquei muito surpreendido e chocado. Não existe qualquer tipo de disciplina financeira.” As palavras são de Ron Lam, em reacção ao anúncio feito pelo Governo na terça-feira quando foram desvendados os planos para “Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá”.

O deputado ficou surpreendido com o aumento do custo do projecto, que passou de 229 milhões de patacas para 1,6 mil milhões de patacas, quase seis vezes mais. Além disso, em declarações ao jornal Ou Mun, afirmou não ter ouvido argumentos razoáveis do Governo, tanto para justificar a discrepância financeira, como para algumas opções que foram tomadas, como a eliminação do labirinto de plantas, onde será erigida uma nova estátua da deusa Kum Iam.

Apesar de o secretário André Cheong ter sublinhado que o labirinto não era usado há muito tempo e que estava abandonado, Ron Lam destacou a grande popularidade que o local tinha para os internautas chineses, em particular com as publicações de fotografias nas redes sociais.

Sem dar cavaco

A falta de transparência e comunicação com a população foi outro ponto negativo apontado por Ron Lam na forma como o Governo tem conduzido o projecto de lazer na zona de Hac Sá. Um dos exemplos dados pelo deputado prende-se com o plano de construção da estátua de Kum Iam, que nunca terá sido inscrita no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA).

Os planos para o projecto foram divulgados no website do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), através da publicação de um documento que informava que o desenho e a obra para erigir a estátua custaria 42 milhões de patacas aos cofres públicos. Além disso, o documento indica que a obra foi adjudicada no passado mês de Abril, sem que tenha havido qualquer auscultação pública. Neste capítulo, Ron Lam ficou desapontado pela prática de fazer primeiro e anunciar em momento posterior. “Foi apresentada a obra de construção da estátua de Kum Iam, depois de feita a adjudicação e de estar tudo decidido. Não houve consulta à população”, frisou.

Finalmente, o deputado gostaria que o Governo voltasse atrás na construção da estátua que, no seu entender, não é uma opção muito popular para os cidadãos de Macau.

Hengqin | Hospital distinguido antes abrir totalmente

O Hospital Afiliado da Universidade de Medicina de Guangzhou, na Ilha da Montanha, foi seleccionado para a lista do Centro Regional Nacional, que distingue os hospitais de qualidade elevada do Interior da China.

O anúncio foi feito antes de o hospital começar a funcionar na totalidade, pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau na Ilha da Montanha.

O organismo indicou ainda que o hospital fica na zona central da zona de cooperação aprofundada, ocupando uma área de 60 mil metros quadrados. O edifício tem uma área de construção total é de 191 mil metros quadrados e só vai começar a funcionar no fim de 2025. Além de servir a Ilha da Montanha, Macau e Zhuhai também vai servir a Grade Baía.

Economia | Ho Iat Seng espera apoio do Bank of Communications

A instituição bancária, que tem como principal accionista o Estado chinês, foi avaliada com nota positiva pelo Chefe do Executivo. Num encontro com o presidente do banco, Ho Iat Seng considerou que a instituição disponibiliza “serviços financeiros com qualidade e conveniência”

 

O Chefe do Executivo pediu ao Bank of Communications para aproveitar as oportunidades de desenvolvimento económico do território. O apelo foi feito num encontro entre Ho Iat Seng e Ren Deqi, presidente do Conselho de Administração do banco que tem como principal accionista o Estado chinês.

No encontro, Ho Iat Seng explicou que o Governo está focado “no desenvolvimento das quatros indústrias principais, incluindo a indústria de big health, a indústria financeira moderna, de tecnologia de ponta, de convenções, exposições e comércio, e de cultura e desporto” para “aperfeiçoar a estrutura económica de Macau”.

O líder do Governo destacou depois que o sector financeiro é encarado como um dos aspectos essenciais e que “a segurança e a estabilidade do sector bancário são uma condição fundamental para o desenvolvimento sustentável e a diversificação da economia”.

Neste sentido, Ho apontou “desejar que o Bank of Communications continue a aproveitar as suas vantagens para impulsionar e participar de forma activa no desenvolvimento da indústria financeira moderna de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. Além disso, pediu à instituição que disponibiliza “aos residentes de Macau serviços financeiros com qualidade e conveniência”. No ano passado, o Bank of Communications obteve em Macau lucros de 682 milhões de patacas depois de impostos.

Rol de agradecimentos

O encontro serviu também para Ho Iat Seng agradecer à instituição bancária aquilo que disse ser “o apoio, de longa data, ao desenvolvimento social e económico” do território, sublinhando que “a economia local está a recuperar de forma gradual” e que o “desenvolvimento regista uma tendência positiva”.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Bank of Communications, Ren Deqi, prometeu “que o Bank of Communications continuará a reforçar o apoio financeiro às pequenas e microempresas, empresas privadas, inovação tecnológica, desenvolvimento sustentável e infra-estruturas, a fim de melhorar o desenvolvimento de alta qualidade da economia real”.

O responsável adiantou também que a instituição vai continuar a “empenhar-se em apoiar a diversificação adequada da economia e a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, com o objectivo de contribuir para a integração de Macau na conjuntura do desenvolvimento nacional”.

José Duarte de Jesus, autor de “Eduardo Mondlane – Uma voz silenciada”: “Mondlane incomodava a extrema-direita”

Desde 2010 que José Duarte de Jesus se debruça sobre os contornos misteriosos do assassinato de Eduardo Mondlane, fundador da FRELIMO morto em 1969 em plena Guerra Colonial. O novo livro do antigo diplomata, recentemente lançado em Lisboa, apresenta novas informações que apontam para potenciais autores do assassinato

 

Este livro nasce de investigações que levaram à publicação de duas obras. Como surgiu o interesse em investigar Eduardo Mondlane e o seu assassinato?

Tive de deixar a carreira diplomática durante nove anos precisamente por ter tido um contacto com Eduardo Mondlane quando estava colocado em Bona [Alemanha], em 1963. Era um jovem diplomata, segundo-secretário da embaixada, vivia num hotel, e aí estudava um homem com quem me dava, um tunisino secretário-geral dos movimentos sindicais de África. Um dia, conversando sobre a Guerra Colonial, entrámos em desacordo, e ele disse-me que eu tinha de falar com Eduardo Mondlane, que teria uma proposta interessante a fazer-me, algo que seria importante. Ele estava em Nova Iorque e falámos ao telefone. Basicamente, a proposta era que a FRELIMO estava disposta a iniciar a Guerra Colonial em Moçambique. Se Portugal estivesse na disposição de iniciar negociações sem agenda prévia, preferencialmente num país que não esteja subordinado nem à URSS nem aos Estados Unidos, e ele propunha a Tunísia. Íamos ver o que as negociações davam. Expus esta questão ao embaixador, porque eu não tinha capacidade, como segundo-secretário, de enviar a proposta para Lisboa. O embaixador ficou de cabeça perdida e disse-me: “Nem pense nisso, você está a ser instrumentalizado por um terrorista, não mando nada para Lisboa”.

E o que fez então?

Achei que o assunto era importante e resolvi fazer algo que ia um pouco contra a disciplina, e mandei um relatório sobre o assunto directamente ao ministro [dos Negócios Estrangeiros], que na altura era Franco Nogueira. Entretanto, fui transferido para Lisboa e um dia Franco Nogueira chamou-me ao seu gabinete, o que me deixou surpreendido. Disse-me que a PIDE andava atrás de mim e que a situação poderia ser grave, pelo que me aconselhava a deixar o país nas próximas 24 horas. Disse-me que isso se devia ao relatório que eu tinha enviado sobre Mondlane. O ministro disse-me que tinha lido o documento com interesse, mas que no Ministério nem todos tinham tido essa opinião e alguém me tinha denunciado à PIDE. Ele garantiu-me que enquanto fosse ministro eu teria sempre passaporte diplomático. Estive então nove anos fora, vinha a Portugal só férias e apenas voltei definitivamente depois do 25 de Abril de 1974. Após a morte de Salazar recebi um telefonema de Rui Patrício, que era ministro na altura, a dizer-me que sabia que tinha havido alguns problemas que levaram à minha saída do país, e disse-me estar disposto ao meu reingresso na carreira diplomática, mas não fui. É essa a minha ligação a Mondlane, por causa dele, de certa forma, tive de abandonar a carreira diplomática.

Mas depois de se aposentar escreveu muito sobre ele.

Sim, fiz muitas entrevistas ao Adriano Moreira [ex-Ministro português do Ultramar], que conhecia pessoalmente Eduardo Mondlane. A certa altura ele disse-me que eu deveria fazer uma tese de doutoramento com aquele trabalho. O livro saiu em 2010 [Eduardo Mondlane – Um Homem a Abater], eu doutorei-me em 2007, mas continuei a escrever sobre ele. No primeiro livro coloquei cinco hipóteses de quem teria estado por detrás do assassinato. Depois de mais uma série de investigações, sobretudo no Arquivo de Defesa Nacional, achei que tinha elementos que me levam a concluir que só pode ter sido uma pessoa a arquitectar a sua morte.

E quem foi?

Foi a PIDE, juntamente com a AGINTERPRESS [agência noticiosa que escondia uma organização secreta de extrema-direita] numa operação chamada “Operação Zona Leste”, uma acção secreta assinada em Luanda.

O assassinato visava apenas travar o movimento independentista em Moçambique?

Sim, claro. Na minha opinião havia dois homens que eram, talvez, os mais perigosos para a extrema-direita portuguesa, e que eram, precisamente, os mais moderados. A extrema-direita portuguesa e os pides, depois da morte de Salazar [com Marcelo Caetano como Presidente do Conselho], tinham imenso medo que Caetano entrasse em diálogo e viesse a declarar possíveis independências [nas antigas colónias portuguesas]. Ele [Marcelo Caetano] falou mesmo, num discurso, em autonomias, e isso preocupou muito toda a gente ligada à extrema-direita, à Legião Portuguesa e à PIDE. Por isso, penso que era preferível matar um homem que pudesse vir a criar um diálogo, algo impensável para a extrema-direita. O Amílcar Cabral foi outro caso. Era o segundo líder independentista, capaz de alcançar possíveis diálogos. Ambos eram homens com uma capacidade intelectual maior [para entrar em negociações em prol da independência de Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau] e propícios para a extrema-direita liquidar e pôr de parte.

A FRELIMO [Frente de Libertação de Moçambique, movimento e partido fundados por Mondlane], tinha uma frente maoísta. Esta era a única ligação à China existente neste contexto?

Mondlane foi convidado para ir à China. Havia elementos maoístas [na FRELIMO], mas não havia propriamente uma coisa que se pudesse considerar uma frente maoísta. Havia pessoas mais ligadas à URSS do que propriamente à China.

Relativamente à visita de Eduardo Mondlane à China, em que contexto aconteceu e quais as motivações para ambas as partes?

A China sempre manteve uma grande neutralidade, tal como hoje. Pequim tanto ajudava os movimentos mais à esquerda como os que estavam mais ao centro. Enquanto a URSS financiava movimentos ligados aos soviéticos em várias colónias, a China financiou todos. Os EUA financiavam, no caso de Angola, a UNITA [União Nacional para a Independência Total de Angola], enquanto a URSS financiava o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola]. A China financiava os dois, e a sua estratégia era, no dia em que houvesse independência, o país estaria bem com todas as ex-colónias. O mesmo aconteceu com Moçambique. Embora Mondlane fosse considerado um homem ligado aos Estados Unidos, onde tinha sido professor, ex-funcionário da ONU, foi à China e foi recebido ao mais alto nível. Mondlane tinha uma ideia semelhante à China, um país que, na altura, estava de candeias às avessas com a URSS. Mondlane queria estar numa posição de neutralidade face às três potências que, naquela altura, tentavam ajudar os movimentos [pró-independência]. Mondlane teria uma visão estratégica de que a URSS iria desaparecer a prazo, como aconteceu, e o objectivo era a independência de Moçambique sem que o país ficasse subordinado a uma das potências.

A morte de Eduardo Mondlane e também de Amílcar Cabral levantam ainda muitas questões? O seu livro vem mostrar que é preciso fazer as pazes com esse passado, investigar mais?

A minha ideia [de publicar o livro] está muito ligada a uma filosofia do ponto de vista político, que é o facto de não podermos viver sob mitos do passado. Nunca podemos compreender o presente e trabalhar um pouco para o futuro sem conhecer o passado. Normalmente, tudo se passa de forma evolutiva. Julgo que é importante clarificar, o mais possível, o passado para percebermos que não existem apenas bons e maus. Clarificar o passado ajuda-nos a perceber a FRELIMO actual e os movimentos que actualmente são governos nos respectivos países. A família Mondlane, de quem fiquei amigo, também me ajudou a compreender uma série de coisas e a não ir por mitos ou relatos fáceis do que aconteceu. Uma das coisas de que me apercebi, e que não me era evidente, é que Mondlane incomodava essencialmente a extrema-direita [em Portugal], e não a extrema-esquerda. Porquê? A extrema-direita tinha medo que Marcelo Caetano entrasse em negociações. O facto de Mondlane ser moderado leva-nos a pensar que a extrema-direita poderia gostar mais dele, mas é exactamente o contrário.

Coreia do Norte disparou dois mísseis de curto alcance em direção ao mar do Japão

A Coreia do Norte disparou hoje dois mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão, numa aparente resposta à chegada de um submarino norte-americano carregado com armas nucleares à Coreia do Sul.

O Exército sul-coreano detetou dois mísseis, que foram lançados “no mar do Leste [nome dado ao mar do Japão nas duas Coreias] a partir da zona de Sunan [perto de Pyongyang] entre as 3:30 e as 3:46 de hoje”, explicou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) em comunicado.

“Os mísseis balísticos da Coreia do Norte pousaram no mar do Leste após voarem cerca de 550 quilómetros cada, e as especificações detalhadas desses mísseis estão a ser minuciosamente avaliadas pelas autoridades de inteligência da República da Coreia [nome oficial do Sul] e dos EUA”, destaca ainda a mesma fonte.

Os lançamentos da Coreia do Norte ocorrem poucas horas depois da primeira reunião do chamado Conselho de Consulta Nuclear (NCG) entre Seul e Washington.

Após a sessão, o coordenador para o Indo-Pacífico do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Kurt Campbell, anunciou a chegada a Busan, a cerca de 350 quilómetros a sudeste de Seul, do submarino USS Kentucky, um submarino de propulsão atómica com capacidade para transportar armas nucleares, o primeiro deste género a visitar a Coreia do Sul em cerca de 40 anos.

Quer a criação do NCG, quer o envio do submarino foram acordados em abril, com a assinatura da Declaração de Washington pelos presidentes dos EUA e da Coreia do Sul, Joe Biden e Yoon Suk-yeol, respetivamente.

No documento, os EUA prometem reforçar a chamada “dissuasão estendida”, através da qual protege o seu aliado e procura desencorajar Pyongyang de continuar com o desenvolvimento de armas de destruição em massa.

O Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Norte já tinha condenado o plano dos EUA de enviar o submarino para a Coreia do Sul.

Depois, Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, acusou os EUA de realizar incursões no espaço aéreo norte-coreano e, em 12 de julho, o regime lançou o seu mais sofisticado míssil balístico intercontinental (ICBM), o Hwasong-18. O teste foi condenado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

A ONU destacou que o míssil testado na semana passada aterrou nas águas da zona económica exclusiva da Rússia e que aqueles 75 minutos supõem potencialmente o voo mais longo desse tipo de míssil entre todos os já testados pelo Exército norte-coreano.

A Coreia do Norte compareceu na sexta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para defender o teste com mísseis balísticos, apesar da condenação por parte da maioria dos Estados-membros.

O embaixador norte-coreano junto da ONU, Kim Song, argumentou que o país apenas exerceu o direito de autodefesa “para deter movimentos militares perigosos de forças hostis e salvaguardar a segurança” do Estado.

Após a reunião de urgência, dez Estados-membros da ONU defenderam que o Conselho de Segurança “não pode continuar calado diante das provocações” da Coreia do Norte e deve “enviar um sinal coletivo” de desaprovação pelo lançamento de mísseis balísticos.

Os lançamentos de hoje ocorrem também depois de um soldado dos EUA ter cruzado a fronteira com a Coreia do Norte, durante uma visita turística, estando atualmente detido.

Coreia do Sul aumenta salário mínimo 2,5% para 2024

A comissão que fixa o salário mínimo sul-coreano aprovou hoje um aumento de 2,5% para 2024, para 9.860 won (6,9 euros) por hora, esperando-se protestos dos sindicatos que pediam aumentos de 26,9%.

Na ausência de um acordo entre o patronato, que pretendia o congelamento do salário mínimo, e os sindicatos, no final de quase quatro meses de negociações infrutíferas, a comissão aprovou por votação o aumento, depois de uma reunião de várias horas iniciada na terça-feira.

A comissão é composta, em partes iguais, por representantes do setor público, do patronato e dos sindicatos.

As negociações salariais deste ano foram as mais longas desde que o atual sistema de fixação do salário mínimo foi estabelecido em 2007. O novo aumento surge após subidas de 10,9%, em 2019, 1,5%, em 2021, 5,05%, em 2022, e 5% para este ano.

Por lei, a comissão deve apresentar o novo salário mínimo acordado ao Ministério do Trabalho sul-coreano, responsável por anunciar publicamente a medida.

Tanto os sindicatos como os empregadores podem manifestar-se contra a decisão e pedir uma revisão à comissão, desde que o próprio ministro do Trabalho dê autorização para isso, embora até agora nenhuma das partes tenha solicitado uma reavaliação. Apesar disso, os representantes sindicais tornaram já pública a indignação face à decisão.

No início do mês, o principal sindicato do país, a Confederação de sindicatos coreana (KCTU), realizou uma greve em protesto contra a postura dos patrões e políticas laborais do Governo conservador do Presidente, Yoon Suk-yeol. Espera-se que a decisão de hoje conduza a novas greves este verão.

Kissinger pede em Pequim que China e EUA acabem com mal-entendidos e coexistam em paz

O antigo secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, pediu hoje, em Pequim, que China e Estados Unidos “eliminem mal-entendidos e coexistam pacificamente”, durante um encontro com o ministro da Defesa chinês, Li Shangfu.

Segundo um comunicado emitido pelo ministério da Defesa chinês, Kissinger afirmou que, no mundo atual, coexistem desafios e oportunidades, e que Pequim e Washington devem “evitar a confrontação”.

O veterano político norte-americano disse esperar que as duas potências façam o seu melhor para alcançar resultados positivos no desenvolvimento da relação bilateral, de forma a salvaguardar a paz e a estabilidade mundiais.

“A história e os factos mostraram repetidamente que EUA e China não podem arcar com o custo de se tratarem como oponentes”, realçou.

De acordo com a mesma nota, Li Shangfu disse que os povos em todo o mundo esperam que China e EUA “assumam as suas responsabilidades” como grandes países e “defendam juntos a prosperidade e a estabilidade global”.

O ministro, alvo de sanções norte-americanas desde 2018 pela compra de equipamento militar à Rússia, exortou os EUA a trabalharem com a China para “implementar o consenso alcançado pelos líderes de ambos os países e promoverem um desenvolvimento saudável e estável das relações entre os dois países e respetivos exércitos”.

A visita não anunciada de Kissinger coincide com a presença na China do enviado especial dos EUA para os Assuntos Climáticos, John Kerry, que também foi secretário de Estado, entre 2013 e 2017, durante parte do mandato presidencial de Barack Obama.

Kerry, que encerra hoje a sua estadia em Pequim, reuniu-se ao longo da semana com o homólogo, Xie Zhenhua, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e o líder da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China (PCC), Wang Yi.

Também o atual secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, visitaram recentemente Pequim, visando impulsionar a relação bilateral, que atravessa o pior momento, desde o estabelecimento das relações bilaterais, em 1979, face a uma prolongada guerra comercial e diferendos em torno da soberania do Mar do Sul da China, o estatuto de Taiwan ou questões de direitos humanos.

Kissinger, que foi assessor de Segurança Nacional e secretário de Estado de Richard Nixon (1969-1974) e Gerald Ford (1974-1977), é considerado o arquiteto da normalização das relações com a China.

O antigo político norte-americano continuou, nas últimas décadas, a visitar a China, onde se reuniu por várias vezes com o atual Presidente chinês, Xi Jinping.

Tribunal Constitucional da Tailândia suspende mandato de candidato a primeiro-ministro

O Tribunal Constitucional da Tailândia suspendeu hoje o deputado Pita Limjaroenrat, candidato ao cargo de primeiro-ministro, na sequência da vitória do partido que lidera nas legislativas de maio.

O tribunal anunciou ter aceitado uma queixa contra o líder do partido Move Forward [Avançar], relativo às ações que Pita, de 42 anos, possuía numa cadeia de televisão, durante a campanha eleitoral, o que é proibido pela lei e poderá banir o líder partidário da vida política durante 20 anos.

A mais alta jurisdição tailandesa indicou ter votado a favor da suspensão do deputado, na sequência de um pedido apresentado pela comissão eleitoral tailandesa.

A decisão do Tribunal Constitucional foi anunciada a meio de uma sessão da Assembleia Nacional tailandesa, que deverá aprovar durante o dia a candidatura de Pita a primeiro-ministro.

Apesar da suspensão, o reformista ainda pode ser nomeado para o cargo porque, de acordo com a lei tailandesa, o chefe do Governo não é obrigado a ser membro do legislativo, mas não pode participar na votação, nem está autorizado a permanecer no hemiciclo.

Na semana passada, na primeira votação do parlamento, Pita obteve 321 votos, falhando por 55 votos a escolha dos deputados como primeiro-ministro tailandês. Entretanto, o reformista anunciou já que vai retirar a candidatura a primeiro-ministro se perder a votação de hoje, após um primeiro revés na quinta-feira passada.

Cidadão norte-americano entra na Coreia do Norte sem autorização e foi detido

Um cidadão norte-americano atravessou a fronteira fortemente fortificada entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, informou hoje o comando da ONU que supervisiona a área, no meio de tensões crescentes sobre o programa nuclear norte-coreano.

Na rede social Twitter, o Comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos, refere que o cidadão norte-americano estava a fazer uma visita à aldeia fronteiriça coreana de Panmunjom, onde não vivem civis, e atravessou a fronteira para o Norte sem autorização. A estrutura informou que está a trabalhar com os homólogos norte-coreanos para resolver o incidente.

O comando da ONU não avançou mais pormenores sobre quem é a pessoa ou porque atravessou a fronteira.

Os casos de cidadãos norte-americanos ou sul-coreanos que desertam para a Coreia do Norte são raros, embora mais de 30.000 norte-coreanos tenham fugido para a Coreia do Sul para evitar a opressão política e as dificuldades económicas no país desde o fim da Guerra da Coreia de 1950-1953.

Panmunjom está localizada dentro da Zona Desmilitarizada de 248 quilómetros de comprimento, que foi criada no final da Guerra da Coreia.

Ocasionalmente, tem havido derramamento de sangue e tiroteios na zona, mas também tem sido palco de numerosas conversações e um ponto turístico popular.

Caxemira | Seis alegados insurgentes mortos pela Índia

Pelo menos seis alegados insurgentes foram abatidos entre segunda e terça-feira em duas operações das forças de segurança da Índia em Caxemira, disseram à agência EFE fontes oficiais indiana.

Quatro supostos militantes morreram ontem durante um combate armado que começou na noite de segunda-feira no distrito de Poonch, na sequência de uma operação do Exército de Nova Deli, disse um oficial da polícia local sob anonimato.

De acordo com a mesma fonte, os mortos ainda não foram identificados, mas foram recuperadas “armas de grande calibre, duas pistolas e outros materiais”.

Horas antes, efectivos do Exército da Índia e agentes da polícia neutralizaram uma “tentativa de infiltração” do Paquistão para Poonch, através da fronteira altamente militarizada que divide a região reclamada por Nova Deli e Islamabade.

Neste incidente, morreram dois alegados insurgentes e foram recuperadas armas e munições, disse a mesma fonte. As autoridades indianas reforçaram a segurança nos distritos fronteiriços com o Paquistão após a morte de 10 soldados em ataques atribuídos a “rebeldes” nos passados meses de Abril e Maio.

Os “rebeldes armados” que, segundo Nova Deli actuam sob o apoio de Islamabade, lutam há mais de três décadas pela independência total da região sendo que outros grupos apoiam a anexação no Paquistão.

O conflito em Caxemira fez até ao momento 75 mil mortos, maioritariamente civis, de acordo com dados de organizações não-governamentais.

Segundo dados da polícia indiana “cerca de 200 insurgentes” morreram durante operações de segurança desde Janeiro. O Paquistão reclama a soberania da região desde 1947, após a descolonização britânica.

MNE da China não é visto em público há mais de três semanas

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Qin Gang, não é visto em público há mais de três semanas e já perdeu compromissos diplomáticos importantes, o que gerou dúvidas crescentes sobre o seu paradeiro.

Qin, um dos rostos da nova geração de diplomatas da China conhecidos como “lobos guerreiros”, foi visto em público pela última vez no dia 25 de Junho, quando reuniu na capital chinesa com autoridades do Sri Lanka, Rússia e Vietname.

Desde então, não houve qualquer referência a Qin Gang, que serviu anteriormente como embaixador em Washington, pela diplomacia ou imprensa oficial chinesa.

Na semana passada, Pequim disse que a ausência de Qin na reunião entre os ministros dos países do Sudeste Asiático, em Jacarta, se deveu a motivos de saúde. Esta justificação está ausente da transcrição oficial da conferência de imprensa regular com a porta-voz da diplomacia chinesa, colocada posteriormente no portal do ministério dos Negócios Estrangeiros. O organismo exclui frequentemente conteúdo que considera sensível das transcrições da conferência diária.

A ausência prolongada contrasta com a repentina ascensão em Dezembro passado, quando o seu tom firme e agressivo foi premiado com o cargo de ministro, dando início a meses de actividade frenética, na sequência da reabertura da China, após quase três anos de política ‘zero covid’.

Qin substituiu Wang Yi – que é agora o director do Gabinete da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China – com uma agenda internacional marcada pela guerra na Ucrânia ou a crescente rivalidade entre Pequim e Washington.

A sua última aparição pública de grande visibilidade aconteceu em Junho passado, quando se reuniu em Pequim com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, numa altura em que ambas as partes tentavam recuperar a comunicação, visando evitar que a competição resulte num conflito aberto.

Qin deveria ter reunido com o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, este mês, em Pequim, mas adiou a reunião sem fornecer explicação.

Encontros falhados

Na segunda-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, disse que não tinha “nenhuma informação” sobre quando Qin poderia retornar ao cargo. As “actividades diplomáticas da China continuam com normalidade”, apontou.

Qin também não participou nas reuniões realizadas em Pequim com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, nem recebeu na capital chinesa o enviado especial da Casa Branca para as alterações climáticas, John Kerry.

Uma pesquisa pelo nome de Qin Gang na rede social Weibo, equivalente ao Twitter na China, retorna resultados de há mais de um mês.

O jornalista e analista Phil Cunningham disse ainda que cinco frases sobre Qin foram cortadas sem aviso prévio de um artigo de opinião que ele escreveu acerca das relações China – Estados Unidos para o jornal South China Morning Post (SCMP), com sede em Hong Kong.

Phil comentou no artigo que foi um momento infeliz para um ex-embaixador em Washington desaparecer da cena política e questionou se se deveu a doença ou “desfavorecimento político”.

Qin é considerado uma estrela em ascensão no aparelho do Partido Comunista Chinês. É visto como próximo do Presidente chinês, Xi Jinping, com quem trabalhou como chefe de protocolo, antes de servir como vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, entre 2018 e 2021.

Viagra: a erecção milagrosa?

O viagra está agora em todo o lado. Com o fim da patente pela Pfizer em 2019, alternativas genéricas ao fármaco multiplicaram-se. Muitos jovens com pénis e com alguma forma de disfunção eréctil têm recorrido a esta forma fácil de resolução do problema.

A experiência de não conseguir manter uma erecção pode ser vivida como profundamente problemática, já que vai contra a perspectiva da virilidade da juventude. A primeira preocupação é a de resolver o mecanismo, e não procurar perceber porque é que não está a funcionar. A medicação é essencialmente utilizada para evitar o desconforto social e relacional que um pénis não-erecto provoca no sexo performativo – que se julga penetrativo. A ausência de erecção também pode ser entendida como desinteresse pelo/a outro/a, que aumenta ainda mais a pressão da performance.

A medicação, nestes casos, ajuda a perpetuar uma narrativa que há muito se tenta desmantelar: que o envolvimento no sexo é de responsabilidade individual, exigindo-se uma espécie de configuração sexual perfeita. O aumento da (hétero- e auto-) prescrição deste tipo de medicamentos revela que há um constante evitamento em abordar outros factores que influenciam a disfunção eréctil e esta construção do “sexo perfeito”. São estes factores relacionais, psicológicos e sociais.

Ainda assim, a forma como os jovens entendem a sua (auto-)prescrição de viagra trouxe-me laivos de esperança. O mais interessante dos testemunhos de um estudo realizado, foi a descrição do dilema que enfrentam. O viagra traz o empoderamento milagroso, mas também traz a frustração da sua dependência. Como pequenos espaços de consciência, estes jovens compreendem a complexidade dos outros factores na disfunção eréctil. Sabem que talvez se o sexo fosse mais comunicativo, em vez de performativo, não sentissem tanta pressão para resolver o problema desta forma. A expressão de vulnerabilidade, no sexo, paradoxalmente, pode ser mal acolhida e compreendida.

Não tem de ser sempre assim. Na forma como os corpos se envolvem, abrem-se espaços mais ou menos susceptíveis à partilha. A responsabilidade estende-se para outros espaços e configurações. A forma como as sociedades e os sistemas de saúde funcionam também têm responsabilidade em normalizar e ajudar a resolver a insegurança e o desconforto da disfunção eréctil. Isso implicaria a existência de serviços cada vez mais integrativos, onde se cuida da sexualidade e das preocupações que se tem sobre ela. Com dados promissores sobre o efeito da psicoterapia nestes casos, e com a evidência da influência da ansiedade ou depressão na libido e a sexualidade, faz sentido que se priorize a saúde mental e o bem-estar em todas as áreas da vida.

É importante reconhecer a capacidade do viagra de salvar, de forma momentânea, tantas situações de desconforto. Mas é preciso mais ambição. Querer transformar representações de uma masculinidade rígida que inundam tantas instituições formais e informais da sociedade, bloqueando espaços discursivos e físicos para a vulnerabilidade, é o desafio de agora. O verdadeiro milagre seria uma mudança na forma de pensar e agir em relação à disfunção eréctil, e, para isso, não há nenhum comprimido capaz de o concretizar.

Ark | “Art Power Jamming” apresenta trabalhos de quatro artistas

A Ark – Associação de Arte de Macau promove, a partir de terça-feira, o programa “Art Power Jamming”, com uma exposição intitulada “Quatro Verões”, que apresenta o trabalho de quatro artistas, nomeadamente Rachel Chan, Maggie U, Mandy Fu e Gigi Chao. Apresentada no Pavilhão de Exposições de Arte para a Juventude do Tap Seac, esta é uma mostra de mulheres artistas emergentes cujo trabalho se foca “na arte, beleza e imaginação”

 

A mostra colectiva “Quatro Verões”, inserida no programa Art Power Jamming, promovido pela Ark – Associação de Arte de Macau, está aberta ao público a partir de terça-feira, apresentando diversas obras criadas por quatro mulheres artistas emergentes em Macau, nomeadamente Rachel Chan, Maggie U, Mandy Fu e Gigi Chao. Até ao dia 6 de Outubro, poderá ser vista, no Pavilhão de Exposições de Exposições de Arte para a Juventude na praça do Tap Seac, arte nos seus mais diversos formatos, que vão desde a pintura à instalação artística, entre outros.

Esta exposição é apoiada pelo Gabinete de Educação e Desenvolvimento da Juventude e pretende “revelar as histórias de quatro jovens raparigas obcecadas pela arte, beleza e imaginação”.

Assim, podem visualizar-se trabalhos “vibrantes e coloridos, que exprimem a saudade [das artistas] do Verão”, e que mostram o circuito de emoções e descobertas em relação a esta época do ano. Espera-se que o público acompanhe de perto as histórias que as artistas pretendem transpor cá para fora, para que quem vê os seus trabalhos possa “explorar o significado e o valor da arte e da cultura na vida”.

Segundo um comunicado divulgado pela Ark, as artistas esperam que a mostra lhes venha a proporcionar “uma experiência cultural rica em boas recordações, a fim de enriquecer os seus conhecimentos artísticos e culturais”.

Paixão pelas artes

A exposição promovida pela Ark – Associação de Arte de Macau revela quatro artistas apaixonadas pela pintura ou design gráfico. No caso de Rachel Chan, a inspiração para trabalhar no mundo das artes veio da sua família, tendo-se especializado no estudo de aguarela.

Assim sendo, Rachel Chan apresenta nove obras pintadas exclusivamente em aguarela que retratam “um Verão quente e abrasador”, podendo ser vistas “flores a desabrochar, pássaros a voar ou alforrecas a flutuar”, entre outros elementos que “retratam a beleza do Verão através de objectos do quotidiano”.

No caso de Maggie U, a sua paixão também reside na pintura e na criação, sendo o seu trabalho artístico virado “para as suas experiências da vida quotidiana”, que “incorporam elementos humorísticos e espirituosos com cores vibrantes”.

Maggie U espera, com o seu trabalho, transmitir uma energia positiva, apresentando nesta exposição a série “Sonho de Verão”.

Podem, assim, ser vistas “cinco cenas oníricas”, que se afastam “do seu estilo habitual do desenho digital”, onde a artista resolveu apostar “na utilização de cores pastel harmoniosas e lápis de cor com linhas suaves e densas”.

Nestes trabalhos observam-se “o vasto e colorido oceano” ou uma “perigosa selva coberta de espinhos”, entre outros elementos ligados à natureza, mas que espelham também “o processo de realização dos sonhos”. Isto porque, para a artista, “procurar os nossos sonhos é como flutuar no mar sem se saber para onde ir, avançando, ainda assim, corajosamente”.

Já Mandy Fu, pintora especialista no uso do acrílico, óleo e desenho, tem participado, nos últimos anos, em oficinas de artesanato, explorando “várias formas de arte de forma activa, expandindo a sua visão artística e enriquecendo a sua experiência criativa”.

Os trabalhos apresentados no Tap Seac, revelam cinco pinturas de Mandy Fu em acrílico que retratam a paisagem da sua cidade natal, Hainão, utilizando linhas e cores simples. Mandy resolveu introduzir também um barco de madeira na exposição que simboliza a sua viagem de Hainão para Macau, “uma cidade rica em cultura, onde o Oriente e o Ocidente se encontram”. Além disso, a embarcação “também a representa a si própria, pois, independentemente do sítio para onde vá, não pode esquecer-se da viagem para descobrir a sua inspiração original”.

Por sua vez, Gigi Chao, designer gráfica, traz também para as suas obras a pintura e o desenho. No Tap Seac, apresenta cinco pinturas em acrílico que estabelecem também uma ligação com o mar e oceano, sem esquecer as praias, “repletas com a energia do Verão”.

Talento a muitas mãos

Pamela Chan, dirigente da Ark e curadora da exposição, disse, citada pelo mesmo comunicado, estar “satisfeita por reunir quatro artistas femininas talentosas para exporem obras de arte de diversos meios numa única exposição para celebrar este Verão”. Chan, ela própria artista, considera ser “imperativo redescobrir a nossa aspiração original na criação e compreender as nossas intenções a fim de dar origem” a melhores e novas obras.

A curadora espera que “o público possa sentir a diversidade e o brilho do Verão através desta exposição colectiva que revela o mundo interior de quatro artistas no mesmo espaço”.

Praia Grande | Incêndio no Café Alves

Deflagrou na segunda-feira um incêndio no Café Alves da Praia Grande, junto à Fundação Rui Cunha, sem que tenha havido registo de qualquer ferido, de acordo com a informação divulgada pelo Corpo de Bombeiros. O alerta para o incêndio foi dado por volta das 20h, e as chamas consumiram alguns bens que estavam no interior das instalações, como móveis, frigoríficos e alguma comida.

O fogo propagou-se até atingir uma área de dois metros por quatro metros, sendo extinto pela intervenção da equipa de bombeiros. As suspeitas iniciais apontam para que as chamas tenham sido originadas por uma falha num dos equipamentos eléctricos. Na altura em que as autoridades foram chamadas ao local estava içado o sinal nº 3 de tufão.

Cartões de crédito | Residentes roubados em mais de 3 mil HKD

Dois residentes apresentaram queixa às autoridades depois de terem sido roubados em 3,4 mil dólares de Hong Kong (HKD), através da cópia dos dados dos cartões de crédito. De acordo com a informação citada pelo Jornal Ou Mun, o primeiro caso ocorreu no dia 11 de Julho, quando um homem recebeu uma mensagem do banco a informá-lo de um pagamento de 509 HKD.

O homem verificou imediatamente o extracto bancário e encontrou mais seis operações suspeitas, que decorriam desde Janeiro, num total de 2.800 HKD. No dia seguinte, uma mulher apresentou queixa pelo mesmo motivo, depois de ter encontrado uma transacção suspeita de 550 patacas na sua conta bancária. A Polícia Judiciária anunciou estar a investigar os dois casos.

Crime | Mãe mata filha de 14 anos misturando “veneno” na comida

O crime na zona norte foi revelado ontem pela Polícia Judiciária, mas terá acontecido mais de 24 horas antes de ter sido encontrado. Os bombeiros foram chamados ao local, para abrir a porta da casa, depois de várias tentativas falhadas de amigos para contactarem mãe e filha

 

Uma adolescente de 14 anos foi alegadamente assassinada pela mãe de 50 anos, que misturou um cocktail de comprimidos e outras substâncias químicas na comida. O caso foi revelado ontem pela Polícia Judiciária (PJ), que ainda está a investigar os contornos do homicídio e da tentativa falhada de suicídio da mãe.

De acordo com o relato preliminar das autoridades, o crime terá ocorrido num apartamento do edifício Hou Kong Garden, no bairro Toi San, na zona norte da península. As provas encontradas no local indiciam que a tragédia terá acontecido durante uma refeição, quando a mãe misturou na comida de ambas vários comprimidos e outras substâncias químicas que se revelaram fatais para a jovem.

Quando as autoridades entraram na habitação, apenas a filha de 14 anos estava morta, tendo sido possível salvar a mãe, que apresentava vários sinais de fraqueza física.

Na cena do crime foram também encontradas “várias” cartas de suicídio, alegadamente escritas pela mãe, e os restos de substâncias venenosas que terão sido misturadas com a comida da refeição fatal.

Excluída está a hipótese de ter havido qualquer tipo de luta entre as duas, visto que ambas não apresentavam vestígios de conflito físico, como nódoas negras ou outros tipos de ferimentos.

A análise preliminar feita ao corpo da adolescente levou ainda os investigadores a concluírem que o óbito teria ocorrido mais de 24 horas antes de ter sido descoberto, embora o motivo da morte só possa ser confirmado depois de realizada a autópsia.

“Como o incidente envolve uma tentativa de suicídio e um homicídio, a Polícia Judiciária vai realizar uma investigação de fundo para apurar as causas da morte da vítima e descobrir os motivos que levaram a suspeita a actuar desta forma”, afirmou a PJ, através de um comunicado.

Contactos falhados

O caso foi descoberto na terça-feira, depois de o Corpo de Bombeiros ter sido chamado ao local, na sequência da impossibilidade de amigos entrarem em contacto com mãe e filha nos dias anteriores à bizarra descoberta.

Os amigos pediram aos bombeiros que abrissem a porta da habitação, para averiguar se tinha acontecido alguma coisa. Quando entraram no apartamento, encontraram a mãe no chão de um dos quartos, praticamente sem força. A mulher recebeu assistência médica, mas a PJ não fez um ponto de situação sobre o seu estado de saúde. Quanto à vítima mortal, o corpo foi encontro noutro quarto da habitação, deitada na cama.

Trabalho | Mais recém-licenciados em empresas de recrutamento

As dificuldades dos jovens recém-licenciados na busca do primeiro emprego têm levado a um aumento considerável no recurso a serviços de empresas de recrutamento.

A empresa de recursos humanos MSS Recruitment registou, desde o início de Março deste ano até agora, um aumento de candidaturas a empregos por parte de recém-licenciados na ordem dos 49 por cento, face ao mesmo período do ano passado. Também o número de visitas ao website hello-jobs aumentou 60 por cento durante o mesmo período, que coincide com uma feira de emprego organizada pela empresa, que começa em Março e dura seis meses.

Em declarações ao jornal Ou Mun, a directora executiva da empresa, Jiji Tu, revelou que desde o início da feira, até ao fim de Junho, o website que aloja ofertas de emprego e recebe candidaturas, foi visitado mais de 1,1 milhões de vezes, enquanto o número de candidatos acabados de sair das universidades superou as 19 mil candidaturas.

Em relação ao salário inicial, Jiji Tu indicou que terá voltado ao nível pré-pandemia, ou seja, algures entre 12 mil a 13 mil patacas.

A feira de emprego deste ano contou também com uma sessão específica para recrutamentos na Grande Baía, que atraiu a participação de 31 empresas do Interior, que disponibilizaram mais de 400 vagas.

China Southern Airlines | Pansy Ho indicada para directora

Pansy Ho está indicada para o cargo de directora não-executiva da China Southern Airlines. A nomeação deve ser aprovada na próxima reunião dos accionistas, marcada para 3 de Agosto, sendo a empresa controlada pelo Estado chinês. A China Southern Airlines tem sede em Cantão e uma frota com mais de 500 aviões.

A empresária é filha da relação de Stanley Ho com Lucina Laam e em conjunto com as irmãs Daisy e Maisy controlam grande parte do ex-império do magnata. No âmbito deste controlo, Pansy Ho, é directora executiva da MGM China, presidente da Shun Tak Holdings, e também directora da Air Macau, detida pela empresa Air China, também esta uma das principais companhias de aviação estatal chinesa. Pansy Ho tem 60 anos e é membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

Jogo | Receitas de Julho podem ser as melhores desde início de 2020

Analistas da JP Morgan estimam que Julho poderá ser o melhor mês em termos de receitas brutas do jogo desde Janeiro de 2020, com a possibilidade de ser ultrapassada a marca dos 16 mil milhões de patacas. Porém, os resultados desta semana podem ser afectados pela passagem do tufão Talim

 

Os casinos de Macau podem vir a registar receitas brutas superiores a 16 mil milhões de patacas no final deste mês, de acordo com estimativas dos analistas da JP Morgan Securities (Asia Pacific), divulgadas na segunda-feira.

“Com bases nos contactos que fizemos, as receitas brutas do jogo durante os primeiros 16 dias de Julho deverão rondar os 8,25 mil milhões de patacas, ou 515 milhões por dia”, um registo que demonstra a tendência de recuperação face às receitas diárias de 500 milhões de patacas diárias do segundo trimestre do ano, apontam os analistas DS Kim e Mufan Shi.

Os analistas acrescentam ainda que os resultados em termos de receitas brutas desta semana se devem situar em cerca de 493 milhões de patacas por dia, face aos 530 milhões diários da semana anterior, uma descida “compreensível face à passagem do tufão Talim”.

Na segunda-feira, Macau esteve ontem o dia inteiro em estado de prevenção imediata, estabelecido através de despacho assinado por Ho Iat Seng depois de ter sido içado, entre as 05h30 e as 20h, o sinal 8 devido à aproximação do tufão “Talim” do território, o primeiro deste ano.

As condições meteorológicas levaram a cancelamentos de última hora de quase uma centena de voos, impactando a chegada de turistas e jogadores ao território. Factor que se irá reflectir nas receitas brutas apuradas nas mesas de jogo durante esta semana.

“Ainda assim, prevemos que Julho registe as receitas brutas mais elevadas desde o início da pandemia, acima dos 16 mil milhões de patacas e dos 515 milhões de patacas diárias”, prevêem os analistas, citados pelo portal GGR Asia.

Subida sustentada

Os resultados estimados para este mês revelam ainda o regresso “confortável” a cerca de 90 por cento dos níveis pré-pandémicos das receitas brutas do mercado de massas, valor que reforça a confiança dos especialistas da JP Morgan de que a recuperação completa desse segmento será atingida no próximo mês de Outubro.

Ainda assim, importa referir que a última vez em que a indústria do jogo registou receitas brutas mensais acima dos 16 mil milhões de patacas foi em Janeiro de 2020, quando os casinos do território apuraram quase 22,13 mil milhões de patacas.

Tendo em conta a evolução mensal, recorde-se que em Junho as receitas brutas da indústria do jogo de Macau foram ligeiramente superiores a 15,2 mil milhões de patacas, o segundo melhor registo mensal deste ano, segundo dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos.

O montante arrecadado no mês passado caiu em relação a Maio, quando as receitas dos casinos ultrapassaram a fasquia dos 15,5 mil milhões de patacas, um mês em que a indústria foi impulsionada pelos cincos dias da chamada Semana Dourada do 1.º de Maio, um dos picos turísticos da China continental.

Restauração | Volume de negócios revela recuperação

Em Maio, o volume de negócios do sector da restauração registou um aumento em termos anuais, de acordo com as conclusões do “inquérito de conjuntura à restauração e ao comércio a retalho referente a Maio de 2023”, realizado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Os dados, recolhidos com base em entrevistas, apontam para que, de uma forma geral, o volume de negócios tenha registado um crescimento de 48,8 por cento face ao período homólogo. Os restaurantes com comida “ocidental” registaram um crescimento mais significativo, de 94,7 por cento, enquanto os restaurantes com comida chinesa subiram 68,4 por cento.

Quanto ao comércio a retalho, observou-se um crescimento de 50,6 por cento em termos anuais entre os entrevistados. O volume de negócios dos relógios e joalharia (mais 80,6 por cento), o dos artigos de couro (mais 70,5 por cento), o das mercadorias de armazéns e quinquilharias (mais 62,9 por cento) e o do vestuário para adultos (mais 61,1 por cento) foram os que mais cresceram.

Em relação às expectativas sobre o volume de negócios, 36 por cento dos proprietários da restauração mostraram-se pessimistas, ao apontarem acreditar que o volume de negócios em Junho vai cair em termos mensais. Entre os proprietários de restaurantes com comida chinesa e os proprietários de comida com sopas de fitas, a proporção de pessimismo era de 45 por cento e 32 por cento, respectivamente.

Lazer | Revelados planos para Canídromo e Campo de Aventura em Hac Sá

Foram divulgados ontem os planos para o Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá e para o antigo Canídromo, que vão acrescentar duas áreas de aventura, desporto e lazer ao território. Em Coloane, será instalado um zip line, um circuito de BTT para adultos, pista de skate e a zona de jogos de guerra. No Canídromo, o destaque será dado aos desportos e ao convívio familiar

O Governo revelou ontem os planos de construção do antigo Canídromo Yat Yuen e o Centro Desportivo Lin Fong e para o Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá.

Em Coloane, o Executivo planeia aproveitar as instalações de arborização e lazer existentes, como os terrenos não aproveitados e a Quinta Feliz em redor da Praia de Hac Sá, para construir faseadamente o Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá. O Governo espera que o espaço possa abrir ao público em 2025 e reservou um orçamento de 1,6 mil milhões de patacas para executar o projecto.

Num terreno com 10 hectares de área, vão estar integrados “diversos elementos, tais como lazer e descanso, divertimento familiar, aventura, agricultura experimental, actividades em grupos e educação sobre a natureza”.

O projecto contempla 12 zonas temáticas, que incluem um zip line, “torre de aventura, parede de escalada, rede tridimensional de escalada, carros infantis de quatro rodas, circuito de bicicletas todo-o-terreno para adultos, pista de skate e zona de jogos de guerra”. Além disso, serão ainda construídas zonas para competições aquáticas e diversão infantil.

Segundo a apresentação conduzida ontem pelo secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, o Governo pretende “construir um local repleto de aventuras aquáticas, terrestres e aéreas”, para a “manutenção física e mental” dos cidadãos de todas as idades, especialmente crianças, adolescentes e jovens.

Continuará a existir um local para campismo, uma área para divulgação científica sobre natureza, uma grande zona relvada para actividades polivalentes, churrasco, ciclovias e passeios para jogging espalhados pelos 10 hectares de todo o campo. O projecto contempla ainda a construção de um auto-silo com, pelo menos, 200 lugares de estacionamento.

Nova vida

Na zona norte da península, irá nascer uma outra área de lazer e desporto. O antigo Canídromo Yat Yuen e o Centro Desportivo Lin Fong serão convertidos num Parque Desportivo, com uma área bruta total de cerca de 74 mil metros quadrados. O edifício central do canídromo deverá ser mantido, uma vez que representa um capítulo marcante da história de Macau, foi indicado ontem.

Além da prática desportiva, o novo espaço será concebido a pensar no convívio familiar, actividades comunitárias, lazer e cultura. Tal como na apresentação do Campo Aventura em Coloane, o Governo sublinha que as novas instalações têm como objectivo promover a saúde física e mental dos residentes.

De acordo com o plano apresentado ontem, o Parque Desportivo será “dividido em três edifícios principais, uma pista de atletismo standard, um sistema tridimensional pedonal e de lazer e um conjunto de praças urbanas. Os edifícios principais são o Pavilhão 1, o Pavilhão 2 e o Centro de Actividades Infantis.

O Pavilhão 1 irá oferecer, espalhados por quatro pisos, campos de skate, ténis de mesa, voleibol, escalada e badmínton. No rés-do-chão será construído um campo de futsal.

No Pavilhão 2, que terá dois pisos, irá nascer uma piscina com bancada para espectadores, bem como vestiários, recepção e três campos de basquetebol também com bancadas.

O Centro de Actividades Infantis, edifício que terá quatro andares, será dividido entre uma área de ensino criativo no primeiro andar, uma área interior de jogos no segundo andar e uma plataforma exterior sem barreiras que liga à plataforma do Pavilhão 2. Este espaço irá contar ainda com uma área dedicada à leitura. Haverá também espaço para uma ciclovia, pista de corrida e vias arborizadas.

Tendo em conta o futuro fluxo de pessoas, o projecto irá providenciar um parque de estacionamento subterrâneo (com cerca de 450 lugares de estacionamento).

Bom auspício custa 42 milhões

O Governo anunciou ontem a construção de uma estátua de Kun Iam, perto da Barragem de Hac Sá e do novo parque infantil, que vai custar 42 milhões de patacas. Quando questionado sobre os motivos que levaram o Governo a optar por uma estátua, em vez de plantar mais árvores naquela zona, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, apontou que a imagem de Kun Iam está intimamente ligada a Macau e permite promover a cultura chinesa. “Tradicionalmente Kun Iam representa bom auspício, que corresponde à imagem de terra da flor de Lótus de Macau […] Vai servir também para divulgar a cultura chinesa, uma vez que a imagem de Kun Iam tem um grande acolhimento entre a população”, acrescentou.

Habitação intermédia | Venda só no próximo ano

A abertura das candidaturas à compra de habitação intermédia, também conhecida como habitação sanduíche, só deve arrancar no próximo ano. A revelação foi feita ontem pelo presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, Vong Hin Fai, depois de um encontro com o Governo para discutir a nova lei sobre este tipo de habitação.

De acordo com o deputado, como o Executivo não vai conseguir lançar um concurso até 1 de Abril do próximo ano, foi sugerido que essa fosse a data da entrada em vigor da lei. Ao contrário do que acontece com outros tipos de habitação social, o Governo explicou aos deputados que não haverá compradores suplentes para a habitação intermédia, nem substituições automáticas, em caso de desistência.

Além disso, actualmente estão a ser desenvolvidos três projectos para habitação intermédio na Avenida Wai Long, e que até ao final do ano deverá ser lançado o concurso público para a construção.