Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | EUA e Japão acusados de “ensaio de guerra” As autoridades norte-coreanas criticaram as recentes manobras militares realizadas pelos Estados Unidos da América (EUA) e pelo Japão na região, descrevendo os exercícios como parte de um “ensaio de guerra” destinado a “fortalecer suas capacidades de invasão”. Num artigo publicado pela agência de notícias estatal da Coreia do Norte, a KCNA, Pyongyang condena a participação do Japão nas manobras e acusa o país de “agravar a situação de segurança regional ao aprofundar seus laços militares com os Estados Unidos”. “O Japão tenta tornar-se uma potência militar e demonstra essas ambições de forma cada vez mais aberta”, lê-se, além de criticas a testes de mísseis balísticos de longo alcance destinados a “atacar países vizinhos”. A Coreia do Norte acusou as autoridades japonesas de explorarem a “confusa situação geopolítica global para justificar a sua transformação numa nação beligerante”, que “pode levar a um fim trágico”. “Eles querem tornar-se líderes da Ásia, mais cedo ou mais tarde, capitalizando a situação actual e o conceito de conter inimigos e rivais regionais para concretizar suas ambições hegemónicas”, continua o texto. As manobras militares começaram em 20 de Junho perto das ilhas de Okinawa e Kyushu, no sudoeste do Japão, e devem terminar hoje.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Soldado norte-coreano detido após atravessar fronteira Um soldado norte-coreano foi detido pelas autoridades sul-coreanas depois de ter atravessado a fronteira, num aparente caso de deserção, informou ontem a agência de notícias sul-coreana Yonhap. “Os militares detiveram um soldado norte-coreano na noite de terça-feira na frente central, e as autoridades competentes estão a investigar os detalhes”, afirmou o Estado-Maior Conjunto de Seul, em comunicado de imprensa, citado pela Yonhap. Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul desde que a península foi dividida pela guerra, na década de 1950. As deserções directas através da fronteira intercoreana, fortemente vigiada e minada, são raras. A maioria dos refugiados norte-coreanos que chegam à Coreia do Sul viaja pela China e depois por um ou mais países terceiros, como Laos, Tailândia ou Mongólia. Os norte-coreanos que conseguem fugir para a Coreia do Sul são geralmente detidos pelos serviços de informação de Seul durante várias semanas. Segundo dados do Ministério da Unificação, mais de 34 mil norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul. Em 2024, 236 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, destes 88 por cento eram mulheres. Pyongyang usa termos pejorativos como “vermes humanos” para descrever os cidadãos que fogem.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Kim reitera aposta na força nuclear em sessão plenária Pyongyang reafirmou a aposta no desenvolvimento de forças nucleares e capacidades de defesa, para “superar o mundo”, numa reunião em que Kim Jong-un ordenou o aceleramento da construção de um cruzador lançador de mísseis, informou ontem a agência de notícias estatal O líder norte-coreano, Kim Jong-un, “ordenou que se continuasse a aumentar ininterruptamente os poderosos meios de defesa nacional, de forma exaustiva e autónoma, com o objectivo de atingir um nível capaz de superar o mundo”, informou ontem a agência estatal KCNA sobre os resultados da segunda reunião plenária do 9º Comité Central do Partido dos Trabalhadores, realizada entre sábado e segunda-feira. Ainda de acordo com a KCNA, na reunião, reconheceu-se que expandir e fortalecer progressivamente as forças nucleares, e exercer plenamente a posição de Estado detentor de armas nucleares é a melhor forma de enfrentar “a imprevisível situação militar e política internacional, que se complica de múltiplas formas”. Kim solicitou ainda que se acelerasse a construção de um “cruzador estratégico lançador de mísseis de 10 mil toneladas», projecto aprovado a 4 de Abril, de acordo com a agência norte-coreana. O líder norte-coreano sublinhou também a necessidade de concluir “de forma qualitativa” os trabalhos de reforço da segurança da fronteira sul e de construir novas bases para as frotas navais. No plano da política externa, Kim voltou a definir a Coreia do Sul como o “Estado mais hostil”, além de acusar também Seul e Washington de agravar a tensão com manobras militares e sessões do Grupo Consultivo Nuclear (GCN). Em todas as direcções Seul e Washington reintroduziram a desnuclearização da Coreia do Norte no relatório da última reunião do GCN, em 12 de Junho, depois de o comunicado da sessão do ano passado ter omitido, pela primeira vez, referências ao regime norte-coreano e ao desarmamento do país. O discurso de Kim incluiu também críticas ao Japão, que acusou de se ter tornado um “Estado de guerra”, e referências a um suposto “neonazismo ucraniano”, no meio do conflito entre Kiev e Moscovo, que tem contado com o apoio de soldados norte-coreanos. Embora a notícia da KCNA não mencione expressamente a China, Kim apelou para o “fortalecimento da frente aliada com as forças anti-imperialistas e independentes”, depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter proposto este mês, durante a visita a Pyongyang, alargar os intercâmbios com a Coreia do Norte em matéria militar.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang “perdurará para sempre” O Presidente chinês defendeu ontem a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face “à hegemonia” e “política de força”, num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun. O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países. Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num “novo ponto de partida histórico” e sustentou que Pequim pretende “impulsionar o desenvolvimento” dos laços com Pyongyang. Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia. O líder chinês salientou que a “amizade tradicional” entre os dois países “perdurará para sempre” e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos. Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem “à hegemonia” e à “política da força”. O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de “reavivar o militarismo”, uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão. O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível. A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em Setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em Abril e o reinício, em Março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.
Hoje Macau China / Ásia MancheteDiplomacia | Xi poderá visitar Pyogyang nas próximas semanas A possível deslocação de Xi Jinping à Coreia do Norte foi adiantada por Seul que, caso a viagem se confirme, pede ao Presidente chinês que contribua para a estabilidade na península coreana O Presidente da China, Xi Jinping, estará a programar visitar a Coreia do Norte nas próximas semanas, após a recente visita do chefe da diplomacia chinesa a Pyongyang, segundo fontes governamentais citadas pela agência de notícias estatal sul-coreana. Neste sentido, Seul pediu ontem a Pequim que contribua para a estabilidade na península. “Obtivemos informações que indicam que o Presidente Xi Jinping visitará a Coreia do Norte em breve”, declarou uma fonte governamental sul-coreana não identificada, citada na quarta-feira à noite pela Yonhap. Uma segunda fonte oficial citada pela agência sul-coreana indicou que a visita poderá ocorrer no final deste mês ou no início do próximo, tendo sido preparada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que visitou a Coreia do Norte em Abril passado, e após as recentes viagens dos guarda-costas e do pessoal cerimonial de Xi à capital norte-coreana. “O Governo está a acompanhar de perto os movimentos relacionados” com a possível viagem de Xi para se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou o gabinete presidencial à agência de notícias EFE, antes de acrescentar que espera que os intercâmbios entre Pyongyang e Pequim “se realizem de forma a contribuir para a paz e a estabilidade na península coreana”. Já o ministro da Unificação sul-coreano, Chung Dong-young, afirmou, ainda de acordo com a Yonhap, estar “à espera” de um anúncio oficial de Pequim relativamente à visita, expressando a expectativa de que Xi e Kim abordem uma possível cimeira entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, caso se encontrem. Vizinhos sintonizados A China é o parceiro mais importante da Coreia do Norte, e Kim reuniu-se com Xi em Setembro do ano passado em Pequim. Os líderes reafirmaram então os laços, num encontro interpretado como uma tentativa de restabelecer a sintonia entre Pyongyang e Pequim, no contexto da crescente cooperação militar norte-coreana com Moscovo na guerra na Ucrânia. As expectativas de uma viagem de Xi a Pyonyang, que, a confirmar-se, será a segunda visita como presidente após a visita realizada em 2019, surgem na sequência do recente encontro do líder chinês com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin. Trump e Xi confirmaram, durante a cimeira em Pequim, na semana passada, o objectivo comum de desnuclearizar a Coreia do Norte. Além disso, o republicano afirmou ter mantido a comunicação com Kim Jong-un, sem detalhar esses supostos contactos.
Hoje Macau China / ÁsiaÁsia | ONU critica Pyongyang por investir em armas em vez de serviços sociais O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos criticou ontem a Coreia do Norte por dar prioridade ao investimento militar em detrimento dos serviços sociais necessários no país, durante uma visita oficial à Coreia do Sul. “Estou particularmente preocupado com a extrema prioridade atribuída aos investimentos em segurança e defesa, em prejuízo dos serviços sociais e do desenvolvimento sustentável que são desesperadamente necessários” na Coreia do Norte, afirmou Volker Turk aos jornalistas, em declarações divulgadas pelo seu gabinete. O alto-comissário considerou que o país, que classificou como hermético, vive uma situação de “crise de direitos humanos” e afirmou que o seu gabinete documentou abusos que poderão constituir “crimes contra a humanidade”. “É evidente que tem de haver responsabilização sob todas as formas, incluindo não judiciais, pelas graves violações que assolaram a República Popular Democrática da Coreia [designação oficial da Coreia do Norte] durante décadas”, declarou o alto-comissário. Ainda assim, Turk incentivou à procura de vias de contacto com as autoridades norte-coreanas sempre que possível, com o objectivo de criar espaços de diálogo e promover a confiança. Nesse sentido, saudou a notícia de que a equipa de futebol norte-coreana Naegohyang FC vai disputar, em 20 de Maio, na Coreia do Sul, a fase final da Liga dos Campeões Feminina da Confederação Asiática de Futebol (AFC), defrontando nas meias-finais uma equipa sul-coreana, após oito anos sem visitas desportivas de Pyongyang ao país vizinho. “São necessárias medidas urgentes para encontrar formas de trocar cartas, retomar os contactos e os reencontros familiares, e divulgar informações que permitam esclarecer o paradeiro e o destino das pessoas desaparecidas e sequestradas”, sublinhou o alto-comissário. Turk chegou terça-feira à Coreia do Sul para uma visita de três dias.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | Coreia do Norte e Rússia concluem ligação de ponte A Coreia do Norte e a Rússia concluíram as obras para ligar a ponte que une os dois territórios, com vista à inauguração “o mais rapidamente possível”, afirmou ontem a imprensa estatal norte-coreana. As obras terminaram na terça-feira, de acordo com a agência de notícias KCNA, que escreve que o importante projecto se destina a “reforçar e fortalecer a infraestrutura vital para a cooperação económica” bilateral. A agência acrescentou que ambos os países estão a “trabalhar intensamente” para concluir e inaugurar o mais rapidamente possível a ponte rodoviária, que permitirá atravessar o rio Tumen, na fronteira terrestre de apenas 20 quilómetros que ambos os países partilham. As obras de construção da ponte começaram em Março de 2025, e o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a ponte vai ser inaugurada até ao final do ano. À ponte junta-se o reinício dos voos e da ligação ferroviária com Pyongyang, em 2025, embora, segundo afirmaram em Março os meios de comunicação russos, a ligação aérea entre Moscovo e Pyongyang não tenha atingido a ocupação desejada. A Rússia e a Coreia do Norte reforçaram a cooperação desde o início da guerra na Ucrânia, durante a qual Pyongyang forneceu armamento e tropas a Moscovo. Em troca, o regime de Kim Jong-un recebeu divisas, bens e tecnologia russa. Ainda esta semana, o ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, acordou reforçar a cooperação policial com o homólogo norte-coreano, Pang Tu-Sop, numa reunião bilateral realizada em Pyongyang.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Pyongyang classifica documento japonês como “grave provocação” A Coreia do Norte acusou ontem o Japão de “grave provocação”, depois de Tóquio manifestar oposição ao programa nuclear do país no ‘Livro azul’, um documento diplomático publicado na semana passada. Os dois países não mantêm relações oficiais, e Pyongyang critica regularmente Tóquio pela colonização da península da Coreia (1910-1945). Neste ‘Livro Azul’, que tem como objectivo apresentar as posições diplomáticas de Tóquio, o Japão reiterou a oposição à posse de armas nucleares pela Coreia do Norte, além de expressar mal-estar face ao envio por Pyongyang de tropas e munições para apoiar o esforço de guerra da Rússia contra a Ucrânia. Pyongyang insistiu que não vai abandonar o arsenal nuclear, qualificando a trajectória de irreversível. Esta posição constitui “uma grave provocação que viola os direitos soberanos, os interesses de segurança e os direitos ao desenvolvimento do nosso Estado sagrado”, relatou um responsável não identificado do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado. As “medidas destinadas a reforçar as capacidades de defesa” da Coreia do Norte “inscrevem-se no direito à autodefesa”, indica-se no comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA. A mesma fonte descreveu o ‘Livro Azul’ como sendo “tecido de uma lógica de gangsters” e “de absurdos”. Neste documento, escreveu a agência de notícias France-Presse, o Japão despromoveu a China, anteriormente descrita como “um dos parceiros mais importantes do Japão”, a “vizinho importante”, pela primeira vez em dez anos. Isto marca oficialmente um agravamento das relações entre os dois países, depois de a primeira-ministra nacionalista japonesa, Sanae Takaichi, ter dado a entender que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um ataque contra Taiwan, que Pequim considera território chinês.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Agência de energia atómica alerta para actividades nucleares O director da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, alertou ontem para o aumento significativo da actividade com energia nuclear na Coreia do Norte, tal como anunciara Pyongyang. “Confirmámos que as actividades nucleares estão em curso e em expansão significativa, não só no reactor de classe de 5 MegaWatts (MW), nas instalações de reprocessamento de combustível nuclear usado e no reactor de água em Yongbyon, mas também noutras instalações por perto”, disse Grossi, em conferência de imprensa em Seul, citado pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo. O responsável da AIEA declarou que as equipas de inspecção avaliaram minuciosamente as capacidades nucleares da Coreia do Norte, mesmo após a retirada daquele país, em 2009. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou, em Fevereiro, que o país vai fortalecer e expandir ainda mais as suas forças nucleares, exercendo plenamente seu estatuto de estado detentor de armas nucleares, no congresso que define a estratégia nacional quinquenal. Jong-un também declarou que qualquer evolução positiva nas relações bilaterais com os Estados Unidos da América depende de os responsáveis de Washington abandonarem as suas exigências de desnuclearização de Pyongyang. As declarações de Rossi ocorrem três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado um teste de mísseis de cruzeiro descritos como “estratégicos”, uma indicação de sua potencial capacidade de transportar ogivas nucleares.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Wang Yi de visita à Coreia do Norte O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, visita hoje e amanhã a Coreia do Norte, visando aprofundar as relações entre os dois países vizinhos, anunciou ontem a diplomacia chinesa. Apesar das tensões bilaterais provocadas pelo programa nuclear e balístico da Coreia do Norte, Pequim continua a ser um apoio essencial, estratégico e económico para Pyongyang. A companhia aérea chinesa Air China retomou na semana passada os voos directos entre Pequim e Pyongyang, após uma interrupção de seis anos devido à pandemia da covid-19, sinal de uma abertura gradual do país, altamente isolado, após a retoma das ligações ferroviárias entre as duas capitais em Março. A visita de Wang Yi, a convite de Pyongyang, constitui uma etapa “importante” na manutenção e desenvolvimento das relações bilaterais, afirmou Mao Ning, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China. “A China está disposta a trabalhar com a Coreia do Norte para reforçar a comunicação estratégica, intensificar os intercâmbios e a cooperação e promover continuamente as relações tradicionais de amizade e cooperação”, acrescentou, numa conferência de imprensa regular. Em Fevereiro, numa mensagem de felicitações ao líder norte-coreano Kim Jong Un após a sua reeleição à frente do partido no poder em Pyongyang, o Presidente chinês, Xi Jinping, manifestou-se disponível para trabalhar com ele para escrever um “novo capítulo” nas relações bilaterais. A Coreia do Norte ainda não reabriu totalmente as suas fronteiras desde a pandemia. Pyongyang continua, para já, relutante em conceder vistos turísticos, sendo que as novas ligações ferroviárias e aéreas são sobretudo utilizadas por estudantes, trabalhadores e pessoas que visitam familiares.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Kim Jong-un expressa “vontade inabalável” em apoiar Rússia O líder norte-coreano, Kim Jong-un, demonstrou a “vontade inabalável” de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou ontem a agência de notícias oficial da Coreia do Norte. “Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável”, declarou Kim, na carta enviada na terça-feira ao chefe de Estado russo, citada pela agência oficial KCNA. Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo. O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas. “Actualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países”, salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país. Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance. De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito. Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte. “Expresso os meus sinceros agradecimentos por me terem enviado as vossas calorosas e sinceras felicitações por ocasião da minha retoma das pesadas responsabilidades de presidente dos Assuntos de Estado”, declarou. Lukashenko de visita Na terça-feira, meios de comunicação estatais em Minsk afirmaram que o Presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, se deslocaria à Coreia do Norte para uma viagem de dois dias “com o objectivo de reforçar a cooperação bilateral”. A KCNA confirmou que Lukashenko realizaria “uma visita oficial a convite de Kim Jong-un”, mas sem especificar a data. Tal como a Coreia do Norte, a Bielorrússia é um aliado próximo da Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Xi felicita Kim Jong-un por reeleição como líder do partido no poder O Presidente da China, Xi Jinping, felicitou ontem o homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, pela reeleição como secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, ao mesmo tempo que destacou as “relações amigáveis” entre Pequim e Pyongyang. Xi destacou na sua mensagem que a reeleição de Kim reflecte a “grande confiança e o apoio sincero” do “partido, do Governo e do povo da Coreia do Norte”, segundo a agência estatal Xinhua, sublinhando que o nono congresso do partido, realizado numa fase que descreveu como “crucial”, se reveste de “importante significado”. O líder chinês expressou ainda o desejo de que a Coreia do Norte aproveite a ocasião como ponto de partida para impulsionar a agenda política e económica. A felicitação chega um dia depois de o Partido dos Trabalhadores ter reeleito Kim no quarto dia do congresso, numa sessão em que, segundo a agência norte-coreana KCNA, se destacou a melhoria “radical” da dissuasão bélica do país, com as forças nucleares como seu eixo central. Xi afirmou que a China e a Coreia do Norte são “vizinhos socialistas amigos, que se apoiam mutuamente” e sustentou que manter, consolidar e desenvolver os laços bilaterais é uma política constante de Pequim. O Presidente chinês indicou que, numa “situação internacional complexa e volátil”, está “disposto” a “fortalecer o bem-estar e a amizade” entre a China e a Coreia do Norte e a “contribuir positivamente para a promoção da paz, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade regional e mundial”. A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, país com o qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, num cenário marcado pelas sanções internacionais a Pyongyang e pela crescente cooperação militar norte-coreana com a Rússia.
Hoje Macau China / ÁsiaKim Jong-un prepara-se para nomear filha como herdeira, escreve Seul O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês. A dinastia Kim governa o país com ‘mão de ferro’ desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô. O actual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão. “O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae está prestes a ser nomeada sucessora”, disse ontem o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS. A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em Janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan – onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai. Histórias de amor No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear. A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC. A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental. Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a “filha amada” do país, ou ainda “grande guia”, qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respetivos herdeiros.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Seul tenta repatriar seis cidadãos detidos no Norte As autoridades sul-coreanas tentam voltar ao diálogo com o regime de Kim-jong Un na tentativa de resgatar seis cidadãos acusados de espionagem O Governo sul-coreano comprometeu-se ontem a procurar a repatriação de seis cidadãos detidos por espionagem e outras acusações na Coreia do Norte entre 2013 e 2016, ainda que Pyongyang recuse o diálogo com Seul. “Resolveremos o problema esforçando-nos para retomar rapidamente o diálogo inter-coreano com base no consenso nacional”, afirmou o gabinete presidencial, numa resposta que ficou pendente na quarta-feira numa conferência de imprensa do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, na qual o chefe de Estado reconheceu não estar a par do assunto. Os seis cidadãos incluem três norte-coreanos que desertaram para a Coreia do Sul. Os outros três são missionários detidos pelas autoridades norte-coreanas entre 2013 e 2014, nomeadamente Kim Jung-wook, Kim Kook-kie e Choi Chun-gil. O gabinete presidencial não revelou a identidade dos três desertores norte-coreanos para proteger a segurança das famílias no Norte e evitar que sofram sanções por associação, normalmente aplicadas por Pyongyang. “Como as conversações e os intercâmbios inter-coreanos estão suspensos há muito tempo, o sofrimento do nosso povo continua e a questão precisa de ser resolvida com urgência”, acrescenta o comunicado, citado pelo The Korea Herald. Seul solicitou a libertação dos missionários em Março, ainda sob a vigência do Governo sul-coreano anterior, a pedido do Ministério da Unificação, depois de um grupo de trabalho das Nações Unidas ter classificado as detenções como ilegais. Conversas antigas A última vez que o tema dos sul-coreanos detidos foi discutido abertamente entre as duas partes foi no âmbito da cimeira intercoreana de 2018, entre o então presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e nas conversações de alto nível realizadas no mesmo ano. “Como resultado, chegou-se a um ponto muito próximo da libertação [dos detidos]. Kim Jong-un chegou mesmo a prometer ao então presidente Moon: “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para [a libertação dos detidos]”, recordou ontem o deputado Yoon Geon-young, que na altura época era director da Sala de Situação presidencial sul-coreana. Kim explicou que, após a cimeira fracassada de Hanói entre Pyongyang e Washington, em 2019, e a pandemia da Covid-19, as relações intercoreanas deterioraram-se, “por isso não foi possível obter um resultado”. “A razão pela qual não pudemos informar publicamente os cidadãos sobre esta situação naquele momento era simples: em assuntos como a libertação de detidos, se o processo for tornado público, pode afectar negativamente o resultado, dependendo do caso”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | ONG pede à China que ponha fim às deportações forçadas A organização não governamental (ONG) Human Rights Watch instou a China a pôr fim às deportações à força de norte-coreanos para o seu país, face ao “grave risco de perseguição e maus-tratos”. Num comunicado divulgado na quarta-feira, a ONG estimou que a China tenha deportado 406 pessoas para a Coreia do Norte desde o início 2024, apesar de as autoridades chinesas terem conhecimento das “condições opressivas” em que vivem os norte-coreanos. Esta informação baseia-se em “Stephen Kim, pseudónimo de uma pessoa com amplos contactos na Coreia do Norte e na China”, cuja informação a Human Rights Watch “há muito considera fidedigna”, embora aponte a falta de dados oficiais disponíveis. “As autoridades chinesas estão a devolver centenas de norte-coreanos a um lugar onde sabem que aqueles que regressarem serão severamente perseguidos”, disse a chefe de investigação da Human Rights Watch na Coreia do Sul, citada na nota. Lina Yoon instou Pequim a “permitir imediatamente que a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) tenha acesso a todas as pessoas em risco de regresso forçado à Coreia do Norte”, bem como a “interromper o repatriamento forçado de norte-coreanos”.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Revelado míssil “mais poderoso” do país em desfile O desfile militar levado a cabo na capital da Coreia do Norte para celebrar os 80 anos do Partido dos Trabalhadores não contou com a presença de Xi Jinping e de Vladimir Putin A Coreia do Norte apresentou o “mais poderoso sistema de armas nucleares estratégicas” do país num desfile militar em Pyongyang para assinalar o 80.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores, informou sábado a agência noticiosa estatal. “Quando o míssil balístico intercontinental Hwasong-20, o mais poderoso sistema de armas nucleares estratégicas da Coreia do Norte, entrou na praça, o entusiasmo do público atingiu o auge”, indicou a KCNA sobre o desfile de sexta-feira à noite, que contou com a presença do líder Kim Jong-un. Trata-se da primeira aparição pública deste míssil, que alguns especialistas dizem que poderá ter várias ogivas, permitindo atacar múltiplos alvos em simultâneo e ultrapassar sistemas antimíssil. Embora o Hwasong-20 procure aumentar o alcance e a capacidade de destruição dos antecessores, ainda não foi testado, pelo que as capacidades operacionais deste não podem ser confirmadas. O evento contou com a presença do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e do vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev. No entanto, não estiveram presentes o Presidente da China, Xi Jinping, e o homólogo russo, Vladimir Putin, apesar das especulações de que Pyongyang os teria convidado. Kim Jong-un presidiu ao desfile a partir da tribuna central da Praça Kim Il-sung, onde, durante um discurso, sublinhou que as forças armadas norte-coreanas devem “evoluir continuamente para uma força invencível” que elimine qualquer ameaça, ainda de acordo com a KCNA, citada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. Kim não mencionou Seul ou Washington no discurso, limitando-se a referir a luta contra a hegemonia de uma forma geral. Sinais de força Recentemente, a Casa Branca deixou em aberto a possibilidade de negociações com Pyongyang sem condições prévias, o que parece dar a entender que a questão da desnuclearização poderia ser retirada das conversações iniciais, de acordo com as exigências norte-coreanas. Seul, por seu lado, tem continuado a enviar sinais de abertura ao diálogo, que o regime norte-coreano continua a ignorar. Medvedev afirmou que as unidades norte-coreanas enviadas para Kursk, para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia, marcharam no desfile, como citado pela agência de notícias russa TASS. Mísseis hipersónicos, mísseis de cruzeiro estratégicos de longo alcance, sistemas antiaéreos, tanques de nova geração Chonma-20 e lançadores múltiplos também foram exibidos durante o desfile, segundo a KCNA.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Li Qiang no aniversário do Partido dos Trabalhadores O primeiro-ministro chinês vai visitar esta semana a Coreia do Norte para participar nas celebrações do 80.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores, que decorrem na sexta-feira em Pyongyang, anunciou ontem a diplomacia chinesa. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês indicou, em comunicado, que Pequim vai aproveitar a visita de Li Qiang para “reforçar a comunicação estratégica, fortalecer os intercâmbios e a cooperação e promover o desenvolvimento contínuo das tradicionais relações de amizade e cooperação entre a China e a Coreia do Norte”. “A China e a Coreia do Norte são vizinhos tradicionais e amigáveis. Manter, consolidar e desenvolver bem as relações sino-norte-coreanas tem sido sempre uma política estratégica firme e inabalável do Partido e do Governo chineses”, lê-se na nota. Na semana passada, o primeiro-ministro chinês reuniu-se em Pequim com a ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, a quem garantiu que a China está disposta a “reforçar os intercâmbios e as interações” com a Coreia do Norte “a todos os níveis”. Durante o encontro, Li assegurou que o a China valoriza o “apoio consistente e firme” da Coreia do Norte em questões que afetam os “interesses centrais e as principais preocupações” chinesas. Choe, por seu lado, declarou que “consolidar e desenvolver as relações com a China” é uma “posição inabalável” de Pyongyang. A presença de Li na Coreia do Norte ocorre um mês depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se ter deslocado à capital chinesa para assistir a uma parada militar para assinalar o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico. Pequim continua a ser o principal aliado político e parceiro económico de Pyongyang, num cenário marcado pelas sanções internacionais contra a Coreia do Norte e pela crescente cooperação militar deste país com a Rússia.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte afirma ter mobilizado “meios especiais” contra Coreia do Sul A Coreia do Norte mobilizou “meios especiais” contra a Coreia do Sul, onde estão destacados aproximadamente 28.500 soldados dos Estados Unidos, disse o líder norte-coreano Kim Jong-un, citado ontem pela imprensa estatal. De acordo com a agência noticiosa oficial da Coreia do Norte, a KCNA, a revelação aconteceu no sábado, num discurso proferido na abertura de uma exposição de armas em Pyongyang, mas Kim não divulgou detalhes sobre os “meios especiais”. “A aliança nuclear entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul está a progredir rapidamente, e estão a conduzir vários tipos de exercícios para testar cenários perigosos”, disse o líder norte-coreano. “À medida que os militares norte-americanos reforçam o seu arsenal na região da Coreia do Sul, as nossas preocupações estratégicas com esta região também se intensificam e, por conseguinte, alocamos os nossos recursos especiais a alvos-chave”, disse Kim. O líder da Coreia do Norte garantiu que estava a “acompanhar de perto” os desenvolvimentos militares do outro lado da fronteira. “O inimigo (…) terá de se preocupar com as mudanças no seu ambiente de segurança”, afirmou. Fotos divulgadas pela KCNA mostram Kim a caminhar em frente a armas, incluindo um míssil, rodeado por generais norte-coreanos num centro de exposições. Promessas por cumprir Em 22 de Setembro, o líder norte-coreano declarou-se disposto a retomar o diálogo com os Estados Unidos se estes deixarem de exigir que Pyongyang abandone o programa de armas nucleares. “Se os Estados Unidos abandonarem a sua obsessão delirante pela desnuclearização e, reconhecendo a realidade, desejarem verdadeiramente coexistir pacificamente connosco, então não há razão para que não possamos sentar-nos à mesa com eles”, afirmou Kim. “Tenho boas recordações do actual Presidente norte-americano, Donald Trump”, acrescentou. A Coreia do Norte realizou seis testes nucleares entre 2006 e 2017 e, desde então, continuou a desenvolver o seu arsenal, apesar das pesadas sanções internacionais. Pyongyang justifica o seu programa nuclear militar com as ameaças de que afirma ser alvo por parte dos Estados Unidos e dos seus aliados, entre os quais a Coreia do Sul.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Pequim quer reforçar relações “a todos os níveis” O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, assegurou ontem à chefe da diplomacia norte-coreana, Choe Son-hui, que a China quer reforçar os intercâmbios com Pyongyang “a todos os níveis”, incluindo na coordenação multilateral “A China sempre considerou e promoveu o desenvolvimento das relações entre os dois países a partir de uma perspectiva estratégica e de longo prazo”, afirmou Li Qiang, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O chefe do Governo de Pequim disse ainda valorizar o “apoio constante e firme” de Pyongyang “em questões que afectam os interesses fundamentais e as principais preocupações da China”. Choe afirmou que “consolidar e desenvolver as relações com a China” é “uma posição inabalável” da Coreia do Norte. Pyongyang pretende “fortalecer os intercâmbios de alto nível, melhorar a comunicação entre as chancelarias dos dois países, promover a cooperação prática e aprofundar a coordenação multilateral”, acrescentou. A diplomata norte-coreana já se tinha reunido anteriormente com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que classificou a manutenção e desenvolvimento das relações bilaterais como uma “directriz inquebrável” para a China, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. Wang afirmou que os dois países devem aplicar os consensos alcançados durante a recente cimeira entre os líderes Xi Jinping e Kim Jong-un, reforçar a comunicação estratégica e ampliar a cooperação prática, além de coordenarem posições em fóruns internacionais contra o “hegemonismo”. Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, as duas partes alcançaram um “consenso total” sobre as questões internacionais e regionais discutidas. Santíssima trindade Nem Pequim nem Pyongyang confirmaram se Choe transmitiu um convite formal para que Xi Jinping ou outros altos dirigentes chineses participem no desfile militar pelo 80º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores da Coreia, em outubro. A visita de Choe ocorre pouco depois de Kim Jong-un ter estado em Pequim, no início de Setembro, onde participou no desfile comemorativo do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, naquele que foi o seu primeiro evento com vários líderes estrangeiros. Kim sentou-se na tribuna ao lado de Xi Jinping e do Presidente russo, Vladimir Putin, numa imagem de forte simbolismo que assinalou a aproximação entre os três países. A China continua a ser o principal aliado político e parceiro económico da Coreia do Norte, num contexto marcado pelas sanções internacionais contra Pyongyang e pela crescente cooperação militar entre este país e a Rússia.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Xi felicita Kim Jong-un pelos 77 anos do país O Presidente chinês, Xi Jinping, enviou ontem uma mensagem de felicitações ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, por ocasião do 77.º aniversário da fundação da Coreia do Norte, reiterando a vontade de Pequim em manter e desenvolver os laços bilaterais. Na mensagem, divulgada pela televisão estatal chinesa, Xi assinala que, nas últimas décadas, a Coreia do Norte “tem impulsionado o desenvolvimento dos seus projectos socialistas”, e expressa confiança na capacidade do país para enfrentar com sucesso os próximos desafios políticos e económicos. O chefe de Estado chinês recorda que a China e Coreia do Norte são “vizinhos tradicionais unidos por montanhas e rios” e sublinha que “manter, consolidar e desenvolver” os laços bilaterais constitui uma “estratégia inabalável” para Pequim. Xi mencionou ainda a recente visita de Kim a Pequim para participar nas celebrações do 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, ocasião em que ambos os líderes se reuniram e “traçaram uma rota” para a cooperação futura. O líder chinês afirmou estar disposto a “reforçar a comunicação estratégica” com Pyongyang e a “avançar lado-a-lado” para contribuir para a paz e estabilidade na região.
Hoje Macau China / ÁsiaKim garante a Xi vontade “inabalável” de desenvolver relações bilaterais O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, expressou ao Presidente da China, Xi Jinping, a “vontade inabalável” de aprofundar as relações entre os dois países, informou sexta-feira a imprensa oficial norte-coreana. De acordo com a agência de notícias KCNA, o dirigente norte-coreano declarou que “os sentimentos de amizade entre a República Popular Democrática da Coreia e a China não mudarão, aconteça o que acontecer no cenário internacional”. “A vontade do Partido dos Trabalhadores da Coreia [partido único] e do Governo da RPDC [sigla oficial da Coreia do Norte] de desenvolver continuamente as relações com a China é inabalável”, afirmou Kim, durante o encontro bilateral realizado em Pequim, na quinta-feira. No dia anterior, o líder norte-coreano reuniu-se, também na capital chinesa, com o Presidente russo, Vladimir Putin. Horas antes, Kim participou, ao lado de Xi e Putin, no desfile militar realizado na Praça Tiananmen, em Pequim, por ocasião do 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico – um gesto simbólico que gerou críticas do Ocidente. O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou os três líderes de “conspirarem contra os Estados Unidos”, enquanto a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou o encontro como um “desafio directo” à ordem internacional. Ainda segundo a KCNA, Kim garantiu que Pyongyang continuará a apoiar “invariavelmente” os esforços da China para defender a sua soberania, integridade territorial e interesses nacionais. Xi Jinping reafirmou que a vontade da China de aprofundar os laços com a Coreia do Norte “permanecerá inalterada, independentemente das mudanças no cenário global”. “A amizade entre os povos da Coreia do Norte e da China permanece constante, independentemente das mudanças no mundo”, declarou Kim, elogiando ainda o “acolhimento caloroso” recebido em Pequim, de acordo com imagens divulgadas pela televisão estatal chinesa CCTV. Apita o comboio A reunião entre Kim e Xi foi a primeira desde 2019. Os dois países mantêm relações estreitas desde a Guerra da Coreia (1950-1953), na qual Pequim apoiou militarmente Pyongyang. Apesar do apoio político, diplomático e económico da China ser crucial para o regime da Coreia do Norte, o crescente alinhamento de Kim com Moscovo, no contexto da guerra na Ucrânia, é visto com reservas por analistas chineses. Kim chegou a Pequim na terça-feira, acompanhado pela filha, Kim Ju-ae, e pela irmã, Kim Yo-jong. Esta foi a sua segunda viagem ao estrangeiro em seis anos e a primeira à China desde 2019. O comboio blindado do líder norte-coreano foi visto a abandonar Pequim na noite de quinta-feira.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang critica líder do Sul por falar em desnuclearização A Coreia do Norte criticou ontem o que descreveu como a hipocrisia do Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, ao falar sobre a possível desnuclearização da Península Coreana. Pyongyang afirmou que a Coreia do Sul é o “único país que entregou toda a soberania aos Estados Unidos”, de acordo com um editorial publicado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA. A agência norte-coreana, que transmite a posição oficial de Pyongyang sobre política nacional e internacional, lamentou que Seul esteja a promover “ilusões vazias sobre a desnuclearização”. Reafirmou que a Coreia do Norte nunca entregará as armas nucleares que possui. “Lee deve compreender que continuar a alimentar este sonho sobre a desnuclearização não vai ajudar ninguém”, afirmou, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press. A Coreia do Norte voltou a defender a posse de armamento nuclear, que considerou ser inevitável dada a situação geopolítica na região. “Lee Jae-myung nunca escondeu os seus verdadeiros motivos: ele é um maníaco por confrontos”, afirmou a KCNA. Lee afirmou na segunda-feira, durante um discurso em Washington perante o Presidente Donald Trump, que pretende trabalhar com os Estados Unidos para “estabelecer a paz e alcançar a desnuclearização da Península da Coreia”. Um dia depois, Pyongyang voltou a criticar as manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na região, em curso há 10 dias, que descreveu como hostis e demonstrativas do “desejo de invadir” o território norte-coreano. “Todos sabem que não se trata de algo defensivo, especialmente vindo de um país que possui o maior arsenal nuclear”, afirmou Kim Yong-bok, alto funcionário do Exército da Coreia do Norte, em referência aos Estados Unidos. Donald, o pacificador No encontro com Lee, Trump disse que gostava de se reunir novamente com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, com quem se encontrou em 2018 e 2019, e admitiu que poderá tentar uma cimeira entre as duas Coreias. Trump pediu a Lee que retomasse o diálogo com Pyongyang e inaugurasse uma “nova era de paz na Península Coreana”. A Coreia, que foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945, foi dividida pelos Estados Unidos e pela União Soviética em duas zonas administrativas, separadas pelo paralelo 38, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Dessa divisão resultou a Guerra da Coreia (1950-1953), que opôs a República Democrática Popular da Coreia (Norte), apoiada pela União Soviética e China, e a República da Coreia (Sul), apoiada por uma força internacional liderada pelos Estados Unidos. O conflito armado causou cerca de 2,5 milhões de mortos, maioritariamente coreanos, e terminou com um armistício, mas sem que tivesse sido assinado um acordo de paz, pelo que tecnicamente Pyongyang e Seul continuam em guerra. As duas Coreias continuam divididas pelo paralelo 38, tendo sido criada uma zona desmilitarizada perto da aldeia de Panmunjom, onde foi assinado o armistício em 27 de Julho de 1953.
Hoje Macau China / ÁsiaCimeira | Pyongyang acusa Presidente sul-coreano de “cortejar” Washington A Coreia do Norte acusou ontem o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, de cortejar os Estados Unidos durante a cimeira com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, horas antes de Lee se reunir com Donald Trump em Washington. “A recente cimeira Coreia do Sul-Japão deve ser interpretada como uma farsa diplomática nascida da ansiedade de Seul em dissipar as ‘más interpretações’ de Washington”, lê-se num artigo de opinião assinado por uma pessoa chamada Kim Hyok-nam, sobre a qual não se conhecem detalhes. O texto, divulgado pela agência de notícias estatal KCNA, denuncia a cooperação reforçada entre Seul e Tóquio, após a cimeira de sábado na capital japonesa, como o batedor de uma “aliança militar trilateral agressiva” com Washington que, na opinião de Pyongyang, vai agravar a crise de segurança na região. Na coluna de opinião sublinha-se ainda que a declaração conjunta de Lee e Ishiba sobre a “desnuclearização completa do Norte” e a necessidade de uma acção coordenada face a um ambiente internacional em mudança é a prova da subordinação da Coreia do Sul à estratégia hegemónica de Washington no Indo-Pacífico. A KCNA também se concentrou na escolha de Lee de viajar primeiro para o Japão, quebrando o costume diplomático da Coreia do Sul de visitar Washington primeiro, e apresentou-a como um gesto calculado para mostrar uma viragem pró-japonesa. O texto considera que esta alteração responde à “desconfiança dos Estados Unidos” em relação a Lee, que só assumiu o cargo em Junho, considerando-o um dirigente que, na oposição, exibia um perfil crítico em relação a Tóquio e que procura agora mudar essa imagem para satisfazer os aliados.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Kim pede preparação “para guerra a sério” O líder da Coreia do Norte pediu a soldados do país que se preparem “para uma guerra a sério”, durante um exercício de tiro de artilharia que presenciou, informou ontem a imprensa oficial norte-coreana. Fotos divulgadas pela agência de notícias KCNA mostram Kim Jong-un, vestido com um fato preto, a dirigir-se a soldados de uniforme. Outras imagens mostram Kim a observar atentamente um exercício de tiro de artilharia ao lado de vários líderes militares norte-coreanos. A sessão de tiro decorreu na quarta-feira, num local não revelado. Imagens divulgadas pela agência mostraram ainda projécteis a serem disparados em direcção ao mar. Durante a visita, Kim discursou para os soldados norte-coreanos, a quem pediu para se prepararem “para uma guerra a sério” e para serem capazes de “destruir o inimigo em todas as batalhas”, de acordo com a KCNA. Esta visita acontece depois de um contingente norte-coreano ter participado em combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk, parcialmente ocupada pelas tropas de Kiev desde o Verão de 2024 e que a Rússia anunciou ter retomado totalmente no final de Abril.