Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Kim quer mais armas nucleares devido a “nova Guerra Fria” O líder norte-coreano apelou para um aumento exponencial da produção de armas nucleares em resposta a uma “nova Guerra Fria”, informou ontem a imprensa estatal do país Kim Jong-un falava durante uma sessão de dois dias no parlamento norte-coreano, que alterou a constituição para inscrever a política de expansão do programa de armas nucleares do país, de acordo com a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA). A sessão parlamentar, realizada na terça-feira e quarta-feira, ocorreu depois de Kim ter viajado até à Rússia, este mês, para se encontrar com o Presidente russo, Vladimir Putin, e visitar instalações militares e tecnológicas. A viagem suscitou preocupações no Ocidente sobre uma possível aliança de armamento, segundo a qual a Coreia do Norte forneceria a Putin munições necessárias para alimentar a guerra na Ucrânia, em troca de ajuda económica e tecnologia russa avançada para melhorar os sistemas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte. À medida que a Coreia do Norte põe fim ao confinamento devido à pandemia, Kim tem vindo a reforçar as parcerias com Moscovo e Pequim, tentando sair do isolamento diplomático e juntar-se a uma frente unida contra Washington. Kim descreveu que o mundo está a entrar numa “nova Guerra Fria” e que a Coreia do Norte deve responder reforçando a capacidade nuclear. Ainda de acordo com a KCNA, os membros da assembleia aprovaram por unanimidade uma nova cláusula na constituição para “assegurar o direito do país à existência e ao desenvolvimento, para dissuadir a guerra e proteger a paz regional e mundial, desenvolvendo rapidamente as armas nucleares a um nível mais avançado”. “A política de construção da força nuclear da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país] tornou-se permanente enquanto lei fundamental do Estado, que ninguém está autorizado a desprezar”, declarou o dirigente norte-coreano. Kim sublinhou ainda a necessidade de “avançar com o trabalho para aumentar exponencialmente a produção de armas nucleares e diversificar os meios de ataque nuclear”, notou ainda a agência. NATO asiática O líder norte-coreano apontou para o que descreveu ser uma ameaça crescente representada por uns Estados Unidos hostis e a expansão da sua colaboração militar com a Coreia do Sul e o Japão, acusando-os de criarem a “versão asiática da NATO, a causa principal da guerra e da agressão”. “Esta é apenas a pior ameaça real, não uma retórica ameaçadora ou uma entidade imaginária”, afirmou. O dirigente pediu aos diplomatas norte-coreanos para que “promovam ainda mais a solidariedade com as nações que se opõem aos EUA e à estratégia de hegemonia do Ocidente”. As tensões na península coreana atingiram o nível mais elevado dos últimos anos, com Pyongyang a testar mais de 100 mísseis desde o início de 2022, e os Estados Unidos, em retaliação, a reforçarem os exercícios militares com os aliados asiáticos. No ano passado, a assembleia norte-coreana aprovou uma nova doutrina nuclear que autoriza ataques nucleares se a liderança da Coreia do Norte estiver sob ameaça.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Soldado americano que entrou ilegalmente será expulso A Coreia do Norte vai expulsar um soldado norte-americano que entrou no país através da fronteira fortemente armada entre as Coreias em Julho, noticiou ontem a agência noticiosa norte-coreana KCNA. O anúncio da expulsão de Travis King, sem referência a data e local, seguiu-se ao fim do interrogatório do militar, disse a KCNA, segundo a agência norte-americana AP. King confessou ter entrado ilegalmente na Coreia do Norte porque nutria “um mau sentimento contra os maus-tratos desumanos e a discriminação racial” no seio do exército dos Estados Unidos, segundo a KCNA. Também alegou que estava “desiludido com a desigualdade da sociedade norte-americana”, acrescentou. A AP disse ser impossível verificar a autenticidade dos comentários atribuídos pela KCNA a King, que integrava o contingente norte-americano na Coreia do Sul. O militar entrou na Coreia do Norte quando fazia uma visita civil a uma aldeia fronteiriça, em 18 de Julho, tornando-se o primeiro cidadãos dos Estados Unidos a ser detido no Norte em quase cinco anos. Na altura em que se juntou à visita civil e atravessou a fronteira, deveria estar a caminho de Fort Bliss, no Texas, depois de ter sido libertado de uma prisão sul-coreana devido a uma condenação por agressão. Após semanas de silêncio, a Coreia do Norte confirmou em Agosto que tinha detido King e que estava a investigar as circunstâncias da sua entrada no país. Na altura, o comando da força multinacional da ONU na Coreia do Sul anunciou que a questão era objecto de “discussões com o Exército Popular da Coreia [do Norte] através do mecanismo do acordo de armistício”.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Pyongyang condena críticas de Presidente sul-coreano A Coreia do Norte acusou ontem o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, de “difamar maliciosamente as relações” entre Pyongyang e Moscovo, no discurso que proferiu perante a Assembleia Geral da ONU “Foi simplesmente o cúmulo da ironia que o fantoche, desprovido de conhecimentos políticos elementares e de senso comum no que diz respeito às relações internacionais, se tenha comportado de forma grosseira, agindo de bom grado como um servil trompetista e altifalante dos Estados Unidos”, de acordo com um artigo divulgado pela agência noticiosa estatal KCNA. No discurso na ONU, Yoon afirmou que um acordo de armas entre os dois países seria uma “grave provocação”. “Yoon considerou as tradicionais relações de amizade e cooperação entre a RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país] e a Rússia como uma ‘provocação directa à segurança e à paz’ na região fantoche sul-coreana e como um ‘grave desafio à paz regional e mundial’, afirmando que ‘Seul e os aliados não ficariam de braços cruzados'”, acrescentou. O artigo insistiu depois na alegada falta de experiência política do Presidente sul-coreano, que antes era procurador-geral, no agravamento do clima regional através do aumento das operações militares com Washington, na falta de clareza nos assuntos diplomáticos e por “só reconhecer as relações entre Estados como uma dicotomia entre amigo e inimigo”. “A política externa da RPDC, que tem como objectivo estabelecer uma nova ordem mundial justa e equitativa para a causa da independência humana, não estará ligada a nada e as relações de amizade e cooperação com os vizinhos próximos vão continuar a ser reforçadas”, concluiu o texto. Pano de fundo O discurso de Yoon na ONU foi uma resposta à recente cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente russo, Vladimir Putin, no cosmódromo de Vostochny, na região de Amur. No final do encontro, Putin afirmou que há espaço para a cooperação militar e espacial entre os dois países. Durante a visita de uma semana, Kim inspeccionou o cosmódromo, uma fábrica de aviões militares e civis e de navios para a frota russa do Pacífico. Dias antes, meios de comunicação social norte-americanos afirmaram que Kim estava disposto a apoiar a guerra de Moscovo na Ucrânia com milhões de mísseis antitanque e munições de artilharia. De acordo com estas notícias, Pyongyang iria receber em troca ajuda alimentar e tecnologia de satélites e submarinos nucleares. Seul, Tóquio e Washington alertaram que um possível acordo entre a Coreia do Norte e a Rússia iria violar as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra Pyongyang, com consequências para os dois países. Entretanto, a Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciaram ontem três dias de manobras militares em resposta à recente escalada retórica e militar da Coreia do Norte. Nove navios de guerra, dois aviões de patrulha, dois submarinos sul-coreanos, o contratorpedeiro ROKS Yulgok Yi I, o contratorpedeiro USS Shoup e o cruzador USS Robert Smalls participam nestes exercícios, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O aumento das tensões na península coreana tem sido causado tanto pelos constantes lançamentos de mísseis e ameaças de Pyongyang, como pelos exercícios militares entre Washington e Seul.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Liu Guozhong em Pyongyang para celebrar aniversário do país Uma delegação chinesa liderada pelo vice-primeiro-ministro Liu Guozhong vai visitar a Coreia do Norte, onde participa, no sábado, nas comemorações do 75.º aniversário da fundação do país, informou ontem a imprensa estatal norte-coreana. A visita ocorre numa altura em que informações apontam para uma deslocação do líder norte-coreano, Kim Jong-un, à Rússia, para reunir com o Presidente russo, Vladimir Putin. O encontro deve incluir negociações para a venda de armas norte-coreanas a Moscovo, visando reabastecer as reservas russas, drenadas pela guerra contra a Ucrânia. A Agência Central de Notícias da Coreia, órgão oficial de Pyongyang, disse que a visita da delegação de Liu vai realizar-se a convite do Partido dos Trabalhadores, partido único da Coreia do Norte. A agência não especificou os eventos em que as autoridades chinesas vão participar ou se vão reunir com Kim. Um funcionário do Governo dos Estados Unidos disse na segunda-feira que Washington espera que Kim faça uma viagem à Rússia este mês para reunir com Putin, numa altura em que o Kremlin tenta adquirir equipamento militar para usar na guerra na Ucrânia. A reunião pode acontecer já na próxima semana na cidade de Vladivostoque, no leste da Rússia, onde Putin deve participar num fórum económico, que decorre entre domingo e quarta-feira. Em troca pelo fornecimento de granadas e outras munições, a Coreia do Norte pode pedir fontes energéticas e alimentares e tecnologias de armamento avançadas, dizem analistas. Há preocupações de que a transferência de tecnologia russa possa aumentar a ameaça representada pelo crescente arsenal de armas nucleares e mísseis de Kim, concebidos para atingir os Estados Unidos e os seus aliados asiáticos, a Coreia do Sul e o Japão.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Kim Jong-un quer reforçar Marinha por “risco de guerra nuclear” O líder da Coreia do Norte pediu o reforço da Marinha, devido ao “risco de guerra nuclear”, noticiaram ontem os meios de comunicação oficiais do regime, quando Seul, Washington e Tóquio realizam exercícios navais conjuntos. Kim Jong-un criticou o aumento da cooperação trilateral entre os “líderes de gangues” dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e do Japão “reunidos”, informou a agência de notícias oficial norte-coreana (KCNA), numa referência à recente cimeira em Camp David (EUA), onde o Presidente norte-americano, Joe Biden, recebeu o homólogo sul-coreano, Yoon Suk-yeol, e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida. Esta foi a primeira vez que os líderes dos três países se reuniram numa cimeira independente. Kim Jong-un acusou Washington de estar “mais agitado do que nunca” com as manobras navais conjuntas e a continuação da instalação de meios nucleares estratégicos nas águas em torno da península coreana, indicou a KCNA. “Devido às acções imprudentes de confronto dos Estados Unidos, entre outras forças hostis, as águas em torno da península coreana foram forçadas a tornar-se o ponto mais concentrado de material de guerra do mundo, as águas mais instáveis com o risco de guerra nuclear”, disse Kim. “Conseguir desenvolver rapidamente a força naval tornou-se uma questão muito urgente, tendo em conta as recentes tentativas de agressão do inimigo”, afirmou.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | PM repreendido por cheias e acusado de ser responsável pela crise O líder norte-coreano, Kim Jong-un, repreendeu severamente o seu primeiro-ministro e outros altos responsáveis pela sua “resposta irresponsável” às recentes inundações de terrenos agrícolas ao longo da costa ocidental da Coreia do Norte, noticiou ontem a imprensa estatal. As inundações de Verão na Coreia do Norte causam muitas vezes graves danos nos terrenos de cultivo devido a má drenagem da água e à desflorestação. Observadores afirmaram que as críticas de Kim aos altos responsáveis provavelmente tiveram como objectivo tentar desviar para eles a culpa pelas dificuldades económicas e insegurança alimentar do país, ou preparar o terreno para uma remodelação no Governo. Na segunda-feira, Kim visitou uma região costeira ocidental onde a água do mar recentemente destruiu o molhe, inundando mais de 270 hectares de arrozais. Depois de vistoriar a situação, Kim acusou os dirigentes de “negligência muito irresponsável das suas obrigações”, segundo a Agência Central de Notícias Coreana (KCNA, na sigla em inglês). O chefe de Estado criticou o seu primeiro-ministro, Kim Tok Hun, por exibir “a atitude de um espectador”, escreveu a KCNA; repreendeu o vice-primeiro-ministro por não cumprir os seus deveres lealmente; e acusou o director do departamento de reabilitação da área costeira de ocultar combustível que se destinava a ser usado em projectos de construção civil. “Nos últimos anos, a disciplina administrativa e económica do executivo de Kim Tok Hun tornou-se gravemente deficiente e, consequentemente, os ociosos estão a dar cabo de todo o trabalho económico do Estado com uma forma de trabalhar irresponsável”, declarou Kim Jong-un, citado pela KCNA. Mão humana Kim classificou as recentes inundações como um desastre causado pelo homem, referindo-se a um projecto de obras fracassado que se destinava a melhorar a drenagem das águas pluviais na zona. Segundo indicou, o projecto avançou apesar de ter sido identificada uma fuga substancial, e ele ordenou medidas disciplinares severas para os responsáveis pelos danos causados pelas cheias. Alguns especialistas que acompanham a Coreia do Norte consideraram as acções de Kim Jong-un invulgarmente fortes, tendo em conta que não houve relatos de vítimas humanas. Na sua opinião, Kim poderá estar a usar as inundações como uma oportunidade para substituir as cúpulas do poder de Pyongyang, numa tentativa para reforçar a confiança da população na sua governação, enquanto luta para reanimar uma economia afectada pela pandemia de covid-19. “Kim Jong-un parece estar à procura de medidas extremas para afastar as queixas públicas, que têm aumentado devido à degradação dos meios de subsistência e à situação económica da população”, sustentou Tae Yongho, um deputado sul-coreano que trabalhou como secretário na embaixada da Coreia do Norte em Londres antes de desertar, em 2016. Especialistas estrangeiros creem que a actual escassez alimentar e os problemas económicos do país se aprofundaram devido às medidas de contenção da pandemia, a sanções da ONU e à má gestão da própria Coreia do Norte. Mas não há indícios de uma fome iminente ou de grande agitação pública que possa ameaçar o controlo de Kim sobre os seus 26 milhões de habitantes.
Hoje Macau China / ÁsiaAterra em Pequim primeiro voo comercial da Coreia do Norte após a pandemia O primeiro voo comercial, em três anos, da Coreia do Norte para outro país aterrou hoje em Pequim. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês anunciara na véspera a reativação da rota aérea de passageiros entre Pequim e Pyongyang, operada pela Air Koryo, embora o primeiro voo entre as duas capitais, inicialmente previsto para segunda-feira, tenha sido cancelado. A Coreia do Norte estava isolada desde a eclosão da pandemia de covid-19, na sequência da qual estabeleceu em 2020 um rigoroso encerramento das fronteiras que impediu a entrada no país até dos seus diplomatas e cidadãos residentes no estrangeiro. Pyongyang parece agora estar a mudar a política fronteiriça, após permitir recentemente o acesso ao território de duas delegações diplomáticas, uma da China e outra da Rússia, para participarem nas celebrações do 70.º aniversário do armistício da Guerra da Coreia (1950-53). A China é o principal parceiro estratégico e comercial da Coreia do Norte, com quem partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte informa Japão da intenção de lançar satélite nos próximos dias A Coreia do Norte informou o Japão da intenção de lançar um satélite nos próximos dias, anunciou o Governo nipónico, que instou Pyongyang a cancelar o projeto, que coincide com exercícios militares Estados Unidos-Coreia do Sul. “Pedi aos ministros para fornecerem informações ao público, cooperarem com os países envolvidos e apelarem à Coreia do Norte para que cancele este lançamento e tome todas as medidas possíveis para se preparar para qualquer eventualidade imprevista”, disse aos jornalistas o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida. Num comunicado separado, a guarda costeira japonesa emitiu um aviso de “lançamento de foguetões de satélite” entre 24 e 31 de agosto para três zonas de perigo. Um teste anterior, realizado há três meses, fracassou. Em 31 de maio, um foguetão apresentado por Pyongyang como de lançamento de um satélite de observação militar despenhou-se no mar Amarelo pouco depois da descolagem, com as autoridades norte-coreanas a invocarem um problema técnico. Pyongyang explicou que pretendia “confrontar as perigosas ações militares dos Estados Unidos e dos seus vassalos”. Após uma complexa operação de 36 dias no mar, o exército sul-coreano recuperou finalmente partes do foguetão e do satélite. Após uma análise efetuada por peritos sul-coreanos e americanos, o Ministério da Defesa sul-coreano concluiu que o satélite não tinha qualquer utilidade militar. O líder norte-coreano Kim Jong-un fez do desenvolvimento de um satélite espião militar uma prioridade. Washington e Seul, por seu lado, suspeitam que Pyongyang esteja a desenvolver um novo míssil balístico intercontinental, que incorpora tecnologia semelhante à de um lançador de satélites. O anúncio do lançamento coincide com as manobras em grande escala entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que começaram na segunda-feira e se prolongam até 31 de agosto.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Reforçado desenvolvimento de mísseis antes de exercícios EUA-Coreia do Sul O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou um aumento na produção de mísseis, avançou ontem a imprensa estatal, dias antes da Coreia do Sul e dos EUA iniciarem exercícios militares anuais. A agência de notícias estatal norte-coreana KCNA disse que Kim deu a ordem na sexta-feira e sábado, durante uma visita de inspecção às principais fábricas que produzem mísseis tácticos, plataformas móveis de lançamento, veículos blindados e projécteis de artilharia no país. Durante uma paragem numa fábrica de mísseis, Kim estabeleceu uma meta de “aumentar drasticamente” a capacidade de produção para que a instalação possa produzir mísseis em massa e responder às necessidades das unidades militares da linha de frente, disse a KCNA. “O nível qualitativo dos preparativos de guerra depende do desenvolvimento da indústria de munições e a fábrica tem uma responsabilidade muito importante em acelerar os preparativos de guerra” do exército, disse Kim. Em outras fábricas, o líder da Coreia do Norte pediu a construção de plataformas móveis de lançamento de mísseis mais modernas e falou da necessidade urgente de aumentar “de uma forma exponencial” a produção de projécteis para lançadores de foguetes de grande calibre. Kim também conduziu um novo veículo blindado de combate utilitário, disse a KCNA, uma semana depois de outra visita semelhante a várias fábricas de armas do país. Os EUA e a Coreia do Sul irão começar no final do mês exercícios militares anuais, que a Coreia do Norte defenderem serem a preparação de uma invasão, uma acusação que os aliados rejeitam. De acordo com a KCNA, Kim disse que a Coreia do Norte deve ter “uma força militar esmagadora e estar totalmente preparada para enfrentar qualquer guerra” com o poder de “certamente aniquilar” os inimigos do país. Velhos amigos No final de Julho, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, efectuou uma rara visita a Pyongyang, durante a qual se encontrou com Kim Jong-un. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse acreditar que Shoigu estava na Coreia do Norte para garantir o fornecimento de armas necessárias para a guerra na Ucrânia. “Vemos a Rússia a procurar desesperadamente apoio, armas, onde quer que as possa encontrar, para continuar a agressão contra a Ucrânia”, acrescentou o norte-americano. “Vemos isso com a Coreia do Norte, vemos isso com o Irão, que forneceu à Rússia muitos drones, usados para destruir infraestruturas civis e matar civis na Ucrânia”, continuou Blinken. A Rússia, aliada histórica da Coreia do Norte, é um dos poucos países com os quais Pyongyang mantém relações amistosas.
Hoje Macau China / ÁsiaONU | Preocupação com repatriações forçadas para a Coreia do Norte A Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou grande preocupação com o repatriamento forçado de norte-coreanos da China e outros locais, depois de críticas de algumas organizações, que apontaram à ONU um “silêncio inaceitável”. Na sexta-feira, vários grupos de defesa dos direitos humanos emitiram uma declaração, que visa o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, e o seu gabinete, afirmando que “não é demasiado tarde” para “instar publicamente a China a pôr termo ao desaparecimento forçado e ao repatriamento forçado dos fugitivos norte-coreanos” e permitir avaliações individuais para determinar se podem ser considerados refugiados. Estes grupos incluem famílias de pessoas que foram raptadas e enviadas de volta para a Coreia do Norte, desertores norte-coreanos e a entidade ‘Transitional Justice Working Group’, sedeada em Seul, na Coreia do Sul, que monitoriza e analisa o historial dos direitos humanos da Coreia do Norte. As organizações alertaram para a possibilidade de os repatriamentos chineses de fugitivos norte-coreanos poderem aumentar se a Coreia do Norte aliviar as restrições fronteiriças após um prolongado encerramento devido à covid-19, o que pode permitir “o recomeço do repatriamento forçado de cerca de 2.000 norte-coreanos detidos como ‘migrantes ilegais’ na China”, citando um relatório da ONU sobre o historial dos direitos da Coreia do Norte apresentado à Assembleia Geral da organização em Outubro. A questão acontece ainda no período que antecede os Jogos Asiáticos em Hangzhou, na China, no final de Setembro e início de Outubro.
Hoje Macau China / ÁsiaDelegação chinesa em Pyongyang para celebrar fim da Guerra da Coreia Uma delegação chinesa deslocou-se ontem à Coreia do Norte, para participar nas comemorações do 70.º aniversário do fim da Guerra da Coreia (1950-53), visando restaurar o intercâmbio entre os dois países aliados. O grupo é chefiado por Li Hongzhong, vice-presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional e membro do Politburo do Partido Comunista Chinês. A Coreia do Norte, que lançou uma tentativa de conquistar a Coreia do Sul, considera a assinatura do armistício um reconhecimento de vitória. O conflito envolveu forças da recém-criada República Popular da China, auxiliada pela força aérea russa, enquanto a Coreia do Sul, os Estados Unidos e tropas de vários países, sob a direcção da ONU, lutaram para repelir a invasão. A fronteira entre as Coreias continua a ser das mais tensas do mundo. Li Hongzhong carece do estatuto que transmitiria uma expressão completa de apoio chinês à Coreia do Norte, numa altura ambígua nas relações. A China foi convidada a enviar uma “delegação de alto nível” para participar das actividades comemorativas na Coreia do Norte, disse a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, em conferência de imprensa. “Acreditamos que a visita vai ser propícia para promover o desenvolvimento sólido e estável das relações [bilaterais], contribuir para a paz e estabilidade regional e criar condições para uma solução política da questão da península [coreana]”, acrescentou. A porta-voz lembrou que a China e a Coreia do Norte são “vizinhos amigáveis, ligados por montanhas e rios”. Foguetes na festa Alguns especialistas disseram que a Coreia do Norte pode intensificar os testes com mísseis balísticos por volta do aniversário do armistício, que se celebra hoje. A China aderiu às sanções impostas pelas ONU contra a Coreia do Norte, devido ao programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos, mas continua a ser o aliado económico e político mais importante de Pyongyang. A Coreia do Norte testou o primeiro míssil balístico intercontinental em três meses na semana passada. O regime ameaçou com “consequências chocantes”, contra o que chamou de actividade provocadora de reconhecimento dos Estados Unidos perto do país. As visitas oficiais entre os dois países foram interrompidas quando a Coreia do Norte, cada vez mais isolada e empobrecida, fechou as suas fronteiras para impedir a propagação da covid-19. Mais de dois milhões de soldados chineses lutaram na Guerra da Coreia, conhecida na China como a “Guerra para Resistir à Agressão dos EUA e Ajudar a Coreia”. Segundo dados de Pequim, 197.600 soldados chineses morreram no conflito.
Hoje Macau China / ÁsiaMar do Japão | Pyongyang dispara mísseis antes de comemorar fim da Guerra da Coreia A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos na madrugada de segunda para terça-feira, pouco antes de receber autoridades chinesas para as comemorações do fim dos combates entre as duas Coreias, na primeira visita estrangeira desde a pandemia. Os militares sul-coreanos referiram ter “detectado dois mísseis balísticos disparados pela Coreia do Norte de áreas próximas a Pyongyang em direcção ao mar do Leste [também conhecido como mar do Japão]”, destacou o Estado-Maior Conjunto citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. Os dois mísseis percorreram cerca de 400 quilómetros antes de cair no mar, segundo o Ministério da Defesa sul-coreano, citado pela Yonhap e pela agência japonesa Kyodo. A Casa Branca condenou de imediato os novos “disparos de mísseis balísticos”. Os testes de mísseis “representam uma ameaça para os vizinhos da RPDC e para a comunidade internacional”, salientou a porta-voz da Casa Branca Karine Jean-Pierre, utilizando o nome oficial de República Popular Democrática da Coreia (RPDC) para Pyongyang. Também o Japão assinalou o primeiro lançamento norte-coreano, referindo que o projéctil caiu no mar fora da zona económica exclusiva do Japão (ZEE), de acordo com a emissora estatal NHK, que citou funcionários do governo. Pyongyang tem realizado regularmente testes de mísseis. O disparo destes dois últimos mísseis balísticos, antes do amanhecer de terça-feira, ocorre pouco antes das comemorações na Coreia do Norte do 70.º aniversário do fim dos combates na Guerra da Coreia (1950-1953).
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Pequim garante estar a aplicar resoluções da ONU Pequim rejeita as preocupações do G7 sobre a presença de dos navios-tanque nas águas chinesas e garante cumprir escrupulosamente as determinações das Nações Unidas A China disse ontem que implementa com rigor as resoluções da ONU, em resposta aos países que solicitaram a assistência de Pequim para impedir que a Coreia do Norte contorne sanções utilizando águas territoriais chinesas. Numa carta, endereçada a Zhang Jun, o representante de Pequim nas Nações Unidas, os países do G7 e a União Europeia (UE) levantaram preocupações sobre a “presença contínua de vários petroleiros” nas águas chinesas, que “facilitam o comércio de produtos petrolíferos sancionados” para a Coreia do Norte. A carta foi assinada pelos embaixadores na ONU da Austrália, Canadá, França, UE, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Pequim disse que “implementa com rigor as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e que cumpre com seriedade as suas obrigações internacionais”. “A China exorta as partes relevantes a implementarem totalmente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), especialmente as disposições sobre a retoma do diálogo, o fortalecimento dos esforços diplomáticos e a promoção de um acordo político”, disse o porta-voz da missão chinesa na ONU, através da rede social Twitter. Na segunda-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, referiu que a “China sempre respeitou as suas obrigações internacionais, em relação à implementação das resoluções do Conselho de Segurança”. A carta assinada pelo G7 e UE indicou que a presença e os movimentos dos navios-tanque foram observados pelo painel de especialistas das Nações Unidas que vigiam o cumprimento das sanções contra Pyongyang. Mísseis e sanções A Coreia do Norte está sujeita a sanções internacionais desde 2006. As sanções foram agravadas por três vezes, em 2017, à medida que o país testava armas atómicas e mísseis balísticos. As medidas adoptadas por unanimidade pelo Conselho de Segurança limitam as importações de petróleo do país. Desde 2017, o Conselho de Segurança não conseguiu chegar a uma posição unificada. Em Maio de 2022, China e Rússia vetaram uma resolução que impunha novas sanções contra Pyongyang. Deste então, nenhuma resolução ou declaração do Conselho foi adoptada, apesar de a Coreia do Norte ter realizado vários lançamentos de mísseis, incluindo no sábado passado. Os Estados Unidos, em particular, acusam regularmente Pequim e Moscovo de servir de “escudo” do regime norte-coreano e de encorajar novos disparos ao impedir uma resposta unida do Conselho de Segurança.
Hoje Macau China / ÁsiaONU | Anunciados contactos com Pyongyang sobre militar norte-americano Travis King terá atravessado a fronteira com a Coreia do Norte, onde se supõe estar detido. Pyongyang mantém-se em silêncio O vice-chefe da delegação da ONU na Coreia do Sul disse ontem que foram iniciadas “conversações” com Pyongyang sobre o soldado americano Travis King, que alegadamente se encontra detido na Coreia do Norte. “Foram iniciadas conversações com o Exército Popular da Coreia através do mecanismo do acordo de armistício”, declarou o general Andrew Harrison numa conferência de imprensa, ontem, na capital da Coreia do Sul. Harrison referia-se ao acordo que pôs fim às hostilidades em 1953 na Península da Coreia. A Coreia do Norte mantém o silêncio sobre o soldado americano, Travis King, que supostamente atravessou a fronteira na passada terça-feira. As autoridades norte-americanas mostraram-se preocupadas com o bem-estar do militar e afirmaram que a Coreia do Norte tem ignorado os pedidos de informações sobre King, incluindo o local onde está detido assim como pedem detalhes sobre o estado de saúde do militar. Os analistas citados pela agência norte-americana Associated Press (AP) recordam que a Coreia do Norte costuma demorar semanas ou meses para fornecer informações significativas deste género, a fim de potenciar influência e aumentar a urgência dos esforços dos Estados Unidos para garantir a libertação. Segundo a AP, a Coreia do Norte pode tentar obter concessões de Washington, como por exemplo, fazer depender a libertação de King da redução das actividades militares dos Estados Unidos na Coreia do Sul. Os Estados Unidos e a Coreia do Sul têm aumentado o número de exercícios militares conjuntos e a aumentar o destacamento regional de meios estratégicos norte-americanos, como bombardeiros, porta-aviões e submarinos, numa demonstração de força contra a Coreia do Norte, que testou cerca de 100 mísseis desde o início de 2022. Visita de peso Entretanto, um submarino de propulsão nuclear norte-americano chegou à Coreia do Sul, no segundo destacamento de um importante activo naval norte-americano para a Península da Coreia, informaram ontem as forças armadas sul-coreanas, reforçando a demonstração de força para combater as ameaças nucleares da Coreia do Norte. O USS Annapolis chegou a um porto na ilha de Jeju cerca de uma semana depois de o USS Kentucky ter atracado no porto continental de Busan. O Kentucky foi o primeiro submarino norte-americano com armas nucleares a chegar à Coreia do Sul desde a década de 1980. A Coreia do Norte reagiu à presença dos navios com a realização de um teste de mísseis balísticos e de cruzeiro, numa aparente demonstração de que poderia efectuar ataques nucleares contra a Coreia do Sul e contra os navios de guerra norte-americanos.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte disparou dois mísseis de curto alcance em direção ao mar do Japão A Coreia do Norte disparou hoje dois mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão, numa aparente resposta à chegada de um submarino norte-americano carregado com armas nucleares à Coreia do Sul. O Exército sul-coreano detetou dois mísseis, que foram lançados “no mar do Leste [nome dado ao mar do Japão nas duas Coreias] a partir da zona de Sunan [perto de Pyongyang] entre as 3:30 e as 3:46 de hoje”, explicou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) em comunicado. “Os mísseis balísticos da Coreia do Norte pousaram no mar do Leste após voarem cerca de 550 quilómetros cada, e as especificações detalhadas desses mísseis estão a ser minuciosamente avaliadas pelas autoridades de inteligência da República da Coreia [nome oficial do Sul] e dos EUA”, destaca ainda a mesma fonte. Os lançamentos da Coreia do Norte ocorrem poucas horas depois da primeira reunião do chamado Conselho de Consulta Nuclear (NCG) entre Seul e Washington. Após a sessão, o coordenador para o Indo-Pacífico do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Kurt Campbell, anunciou a chegada a Busan, a cerca de 350 quilómetros a sudeste de Seul, do submarino USS Kentucky, um submarino de propulsão atómica com capacidade para transportar armas nucleares, o primeiro deste género a visitar a Coreia do Sul em cerca de 40 anos. Quer a criação do NCG, quer o envio do submarino foram acordados em abril, com a assinatura da Declaração de Washington pelos presidentes dos EUA e da Coreia do Sul, Joe Biden e Yoon Suk-yeol, respetivamente. No documento, os EUA prometem reforçar a chamada “dissuasão estendida”, através da qual protege o seu aliado e procura desencorajar Pyongyang de continuar com o desenvolvimento de armas de destruição em massa. O Ministério da Defesa Nacional da Coreia do Norte já tinha condenado o plano dos EUA de enviar o submarino para a Coreia do Sul. Depois, Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, acusou os EUA de realizar incursões no espaço aéreo norte-coreano e, em 12 de julho, o regime lançou o seu mais sofisticado míssil balístico intercontinental (ICBM), o Hwasong-18. O teste foi condenado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. A ONU destacou que o míssil testado na semana passada aterrou nas águas da zona económica exclusiva da Rússia e que aqueles 75 minutos supõem potencialmente o voo mais longo desse tipo de míssil entre todos os já testados pelo Exército norte-coreano. A Coreia do Norte compareceu na sexta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para defender o teste com mísseis balísticos, apesar da condenação por parte da maioria dos Estados-membros. O embaixador norte-coreano junto da ONU, Kim Song, argumentou que o país apenas exerceu o direito de autodefesa “para deter movimentos militares perigosos de forças hostis e salvaguardar a segurança” do Estado. Após a reunião de urgência, dez Estados-membros da ONU defenderam que o Conselho de Segurança “não pode continuar calado diante das provocações” da Coreia do Norte e deve “enviar um sinal coletivo” de desaprovação pelo lançamento de mísseis balísticos. Os lançamentos de hoje ocorrem também depois de um soldado dos EUA ter cruzado a fronteira com a Coreia do Norte, durante uma visita turística, estando atualmente detido.
Hoje Macau China / ÁsiaCidadão norte-americano entra na Coreia do Norte sem autorização e foi detido Um cidadão norte-americano atravessou a fronteira fortemente fortificada entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, informou hoje o comando da ONU que supervisiona a área, no meio de tensões crescentes sobre o programa nuclear norte-coreano. Na rede social Twitter, o Comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos, refere que o cidadão norte-americano estava a fazer uma visita à aldeia fronteiriça coreana de Panmunjom, onde não vivem civis, e atravessou a fronteira para o Norte sem autorização. A estrutura informou que está a trabalhar com os homólogos norte-coreanos para resolver o incidente. O comando da ONU não avançou mais pormenores sobre quem é a pessoa ou porque atravessou a fronteira. Os casos de cidadãos norte-americanos ou sul-coreanos que desertam para a Coreia do Norte são raros, embora mais de 30.000 norte-coreanos tenham fugido para a Coreia do Sul para evitar a opressão política e as dificuldades económicas no país desde o fim da Guerra da Coreia de 1950-1953. Panmunjom está localizada dentro da Zona Desmilitarizada de 248 quilómetros de comprimento, que foi criada no final da Guerra da Coreia. Ocasionalmente, tem havido derramamento de sangue e tiroteios na zona, mas também tem sido palco de numerosas conversações e um ponto turístico popular.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte adverte EUA sobre “espionagem aérea” As autoridades norte-coreanas deram conta da passagem de uma aeronave dos Estados Unidos a cerca de 400 quilómetros da costa e ameaçam retaliar com “acções claras e contundentes” se a situação se repetir A irmã de Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, advertiu segunda-feira os Estados Unidos pelas alegadas operações de “espionagem aérea” que aeronaves norte-americanas realizaram nos últimos dias sobre a costa leste daquele país asiático. Kim Yo-jong sublinhou que “um avião de reconhecimento estratégico da Força Aérea dos EUA realizou novamente o reconhecimento aéreo da parte oriental da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte] ao entrar nos céus da Zona Económica Especial (ZEE) acima da Linha de Demarcação Militar (MDL)”, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA. As Nações Unidas (ONU) definem ZEE como as águas que se estendem até 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilómetros) das costas de um país, que tem o direito de explorá-las, enquanto o espaço aéreo costuma estar associado às águas territoriais, que atingem até a 12 milhas náuticas (cerca de 22 quilómetros) da costa. De acordo com Kim, o avião, que “se retirou antes da chegada da Força Aérea do Exército do Povo Coreano”, cruzou novamente a MDL – que divide a península coreana e as suas águas circundantes – rumo ao norte por volta das 8:50. O dispositivo, acrescentou, “executou uma grave provocação militar ao realizar o reconhecimento aéreo” sobre as águas da ZEE norte-coreana, chegando a estar a cerca de 400 quilómetros da costa sudeste do país. Outras violações A mensagem de Kim Yo-jong surge horas depois do regime norte-coreano ter acusado Washington, numa outra declaração, de violar o seu espaço aéreo com um avião de reconhecimento estratégico. Kim insistiu que as acções dos EUA são “claramente uma grave violação da soberania e segurança norte-coreana”. A irmã do líder, que é vice-directora de propaganda do regime, alertou que Pyongyang responderá com “acções claras e contundentes” se um avião dos EUA sobrevoar as suas águas da ZEE novamente. Em 1969, o regime abateu, matando todos os 31 ocupantes, um avião de reconhecimento norte-americano EC-121 que alegadamente sobrevoou a ZEE. Após o fracasso das negociações de desnuclearização de 2019, as tensões aumentaram novamente na península coreana. Pyongyang rejeitou qualquer iniciativa de diálogo e realizou um número recorde de testes de mísseis, enquanto Seul e Washington retomaram os seus grandes exercícios conjuntos e mobilizaram regularmente meios estratégicos dos EUA na região.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Irmã de Kim Jong-un condena EUA por criticarem lançamento falhado de satélite A irmã de Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, acusou ontem os EUA de hipocrisia “à gangster” por terem criticado o lançamento fracassado de um satélite de reconhecimento militar. De acordo com os ‘media’ estatais norte-coreanos, Kim Yo-jong afirmou que os esforços da Coreia do Norte para reforçar capacidades de reconhecimento espacial são um exercício legítimo do direito soberano do país. Os comentários da irmã de Kim Jong-un foram feitos um dia depois de um foguetão norte-coreano, que transportava o primeiro satélite espião desenvolvido pelo país, ter-se despenhado ao largo da costa ocidental da península coreana devido a uma falha técnica. Após uma rara assunção de fracasso, Pyongyang prometeu efectuar um segundo lançamento depois de determinar as causas da falha, numa altura em que o líder norte-coreano quer expandir as capacidades militares, num contexto de um prolongado congelamento da diplomacia com os Estados Unidos. Washington condenou duramente Pyongyang pelo lançamento, com o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Adam Hodge, a dizer que este utilizou tecnologia de mísseis balísticos, em violação das resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, além de aumentar as tensões e arriscar-se a desestabilizar a segurança regional.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Lançamento de satélite espião em Junho confirmado A Coreia do Norte vai lançar um satélite de reconhecimento militar em Junho, para “enfrentar as perigosas acções militares dos Estados Unidos”, divulgou na segunda-feira a agência de notícias estatal KCNA. O “satélite de reconhecimento militar n.º 1” será “lançado em Junho” para “lidar com as perigosas acções militares dos Estados Unidos e dos seus vassalos”, referiu Ri Pyong Chol, vice-presidente da comissão militar central do partido, citado pela agência de notícias estatal. O Japão anunciou na segunda-feira que foi informado pela Coreia do Norte sobre o próximo lançamento de um satélite, um projecto que o governo japonês considera que irá ocultar o lançamento de um míssil balístico. De acordo com Tóquio, Pyongyang disse à Guarda Costeira japonesa que lançaria um foguete entre 31 de Maio e 11 de Junho e que este deveria pousar numa área próxima ao Mar Amarelo, Mar da China Oriental e leste da China, Ilha de Luzon, nas Filipinas. A Coreia do Norte já testou mísseis balísticos em 2012 e depois em 2016, que qualificou como lançamentos de satélites e que sobrevoaram o departamento insular de Okinawa, no sul do Japão. Em meados de Maio o líder norte-coreano inspeccionou o satélite de reconhecimento militar que o regime já tinha anunciado que iria lançar este ano, referindo que estava “pronto a ser instalado”. Kim Jong-un visitou com a filha o comité criado na capital do país, Pyongyang, para o lançamento do aparelho, de acordo com imagens divulgadas a 17 de Maio pela agência de notícias estatal KCNA. As imagens divulgadas mostravam o satélite deliberadamente desfocado, colocado numa plataforma e ligado a cabos, enquanto Kim e a filha, de toucas, batas brancas e com umas capas a cobrir os sapatos para evitar a entrada de sujidade no recinto, recebem explicações de cientistas. Têm surgido dúvidas quanto à capacidade deste satélite, com alguns analistas sul-coreanos a afirmarem que nas fotografias que vieram a público este parece demasiado pequeno e mal concebido para suportar imagens de alta resolução. As fotografias que meios de comunicação norte-coreanos divulgaram de lançamentos de mísseis anteriores eram de baixa resolução. Autodefesa e soberania Kim aprovou na altura “o futuro plano de acção do comité preparatório”, referindo que “o lançamento bem-sucedido do satélite de reconhecimento militar é uma exigência urgente, dado o actual ambiente de segurança no país” e acrescentou que seria também “um claro passo em frente” no “campo da investigação espacial” para a Coreia do Norte, notou a agência. O líder norte-coreano afirmou ainda na altura que, “à medida que os imperialistas norte-americanos e os bandidos fantoches sul-coreanos intensificam desesperadamente a campanha de confrontação com a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial da Coreia do Norte], esta exercerá de forma mais digna e ofensiva a sua soberania e direito de autodefesa para os impedir resolutamente e defender o Estado”. No final do ano passado, o regime norte-coreano lançou, a bordo de um projéctil desconhecido, um dispositivo de teste que terá supostamente tirado fotos da capital sul-coreana, Seul, e da cidade portuária vizinha de Incheon, e afirmou que o objectivo era ter o satélite concluído até Abril. Recentemente, foram retomados os trabalhos de modernização da base de lançamento espacial de Sohae, no noroeste do país, embora os peritos considerem que ainda há muito trabalho a fazer antes de poder ser lançado um satélite a partir do local. Alguns peritos, citados pela agência de notícias Efe, não excluem a possibilidade de o regime optar por lançar este satélite de reconhecimento a partir de uma plataforma móvel.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio | Pyongyang alerta para lançamento de satélite A Coreia do Norte informou o Japão que planeia lançar um satélite nos próximos dias, disseram ontem as autoridades nipónicas, informando que o projecto deverá implicar o lançamento de um míssil balístico. A guarda costeira do Japão disse que o aviso das autoridades marítimas norte-coreanas aponta para o período entre 31 de Maio e 11 de Junho e que o lançamento pode afectar as águas do Mar Amarelo, Mar da China Oriental e leste da ilha Luzon, nas Filipinas. Por isso, as autoridades nipónicas já emitiram um alerta de segurança para os navios que passem pela área marítima afetada. O gabinete do primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, afirmou na rede social Twitter que deu instruções relativamente à “notificação da Coreia do Norte sobre o lançamento de um míssil balístico descrito como um satélite”. Kishida instruiu as autoridades para fazerem o possível para recolherem e analisarem informações relacionadas com o lançamento, apelando à vigilância e à cooperação com os aliados do Japão, nomeadamente os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Pyongyang disse no início do mês que o primeiro satélite espião militar estava pronto para ser lançado. Este lançamento implicaria o uso de tecnologia proibida por resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Xi quer reforçar laços bilaterais O Presidente chinês, Xi Jinping, transmitiu ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, o seu desejo de reforçar a “orientação estratégica” dos laços bilaterais, noticiaram ontem os meios de comunicação estatais. Xi Jinping enviou esta mensagem através de uma carta em resposta às anteriores felicitações de Kim Jong-un, pela sua recente reeleição como presidente da China, segundo a agência estatal norte-coreana KCNA. O líder chinês “atribui grande importância às relações entre os dois partidos e os dois países, e manifestou o seu desejo de acelerar o desenvolvimento da causa socialista de ambos os países e de promover a paz regional, a estabilidade, o desenvolvimento e a prosperidade, através de um reforço da orientação estratégica das relações bilaterais”, de acordo com a KCNA. A mensagem do líder chinês foi transmitida pelo novo embaixador de Pequim na Coreia do Norte, Wang Yajun, que apresentou as suas credenciais esta semana. Wang Yajun tornou-se o primeiro diplomata a assumir o cargo naquele país isolado, desde que o regime impôs um rigoroso encerramento da fronteira em março de 2020 devido à pandemia. Especialistas acreditam que Pyongyang permitiu a entrada de Wang Yajun em situação excepcional, por Pequim ser o seu principal parceiro comercial e estratégico.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCoreia do Norte | Parceiros de Alvin Chau acusados de ajudar a contornar sanções As sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas relativas à venda de petróleo à Coreia do Norte foram aprovadas em 2017, com o voto da China. As acusações são negadas pelos visados Os empresários Sun Tit Fan, e Gary To Ka Hin, com ligações a Macau e a Alvin Chau, estão a ser associados a uma esquema de venda de petróleo à Coreia do Norte. Segundo informação noticiada pelo Financial Times (FT), em parceria com o think thank britânico Royal United Services Institute (RUSI), os empresários estão implicados num esquema que terá permitido à Coreia do Norte contornar as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas Em 2017, a Coreia do Norte fez o lançamento inaugural de um míssil de tipo Hwasong-15, o primeiro projéctil norte-coreano com capacidade para atingir os Estados Unidos. Na sequência do teste, o Conselho de Segurança da ONU, numa decisão que contou com o voto a favor da China, decidiu impor sanções ao país asiático. Por isso, desde 2018 que os Estados-Membros da ONU estão impedidos no seu conjunto de fornecer mais de 500 mil barris de petróleo refinado a cada 12 meses à Coreia do Norte. No entanto, desde 2019 que um petroleiro com o nome “Unica” fez pelo menos 23 viagens para a Zona Económica Exclusiva norte-coreana, onde foi fotografado, através de imagens por satélite, preso e a trocar carga com um petroleiro coreano. Este petroleiro, por sua vez, atracou depois no porto de Nampo, um dos principais centros de distribuição de petróleo da Coreia do Norte. De acordo com os cálculos do RUSI, o Unica tem uma capacidade de transporte de 489.166 barris de petróleo. Assumindo que o petroleiro viajou sempre com a capacidade máxima, numa única viagem a quota imposta pelas sanções ficou cumprida a 98 por cento, sendo ultrapassada na viagem seguinte. Ligações a Macau É através do petroleiro Unica que se identificam as ligações com Macau. Segundo o FT, o petroleiro é propriedade da empresa Prospera Pacific International, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e que tem como accionistas várias outras empresas. Ainda assim, Gary To Ka Hin aparece identificado como um dos accionistas reais da empresa, apesar de ter afirmado à publicação ter vendido a sua participação em 2020. Gary To é um empresário de Hong Kong, envolvido no comércio de petróleo, e, de acordo com o FT, que cita as informações da polícia australiana, está ligado à tríade 14 quilates. Esta é uma associação criminosa à qual Alvin Chau também tem sido ligado, pelas autoridades australianas, e onde seria um protegido Wan Kuok Koi. Ao FT, um representante de Gary To recusou as ligações à 14k, enquanto os representantes de Alvin Chau não responderam aos contactos. Gary To e Alvin Chau estão ainda ligados por um negócio de ouro. Em causa está uma empresa de venda de ouro que pertencia ao grupo Suncity, e que ainda antes deste cair em desgraça, foi vendida a Gary To. O empresário confirma o negócio, mas recusa a ligação, dizendo que apenas se encontrou “uma ou duas vezes” com Alvin Chau. To deixou ainda o desejo que “o seu nome e a sua empresa” nunca mais seja “ligado à Suncity ou a Alvin Chau”. E quem paga? A investigação do FT não revela quem fez os pagamentos pelo petróleo carregado no Unica. Segundo o modus operandi apresentado, o Unica deixava Taiwan vazio e parava junto à costa da China, onde era carregado com barris de petróleo. Contudo, o FT apresenta Sun Tit Fan, ex-parceiro de negócios de Alvin Chau na empresa Suncity International Automobile Company, como o agente facilitador. Sun é empresário em Macau e alegadamente sobrinho do norte-coreano Suen Chuen Pan, falecido em 2008. Suen veio para Macau na década de 1950, e várias fontes, entre as quais dissidentes coreanos, indicaram à publicação que sempre trabalhou como agente da Coreia do Norte, quando abriu vários negócios e comprou imóveis em Macau e Hong Kong. Por sua vez, um familiar anónimo de Sun Tit Fan, terá confirmado a ligação de sangue com Suen. Porém, a esposa de Sun nega o parentesco. Sun e Suen surgem ainda nos registos de Hong Kong como proprietários de duas empresas que entre 2007 e 2017 fizeram mais de 90 transacções de compra de óleo em Hong Kong, através da empresa DCB Finance, uma subsidiária do banco norte-coreano Daedong Credit. Sun Tit Fan tem ainda como parceiro de negócios Son Kon Hwa, através da empresa Shengang Trade & Investment, que tem sede em Hong Kong. No passado, Son Kon Hwa, cidadão norte-coreano, foi acusado pelas autoridades americanas de colaborar com o exército do país, através de diferentes negócios. Esquema Negado O FT falou com a esposa de Sun Tit Fan, Si San San que confirmou que o seu marido fez vários negócios com a Coreia do Norte. No entanto, Si recusou que o casal tenha violado qualquer sanção, porque os negócios apenas focaram alguns materiais de construção como “berbequins e outras ferramentas”. Si San San negou ainda que Sun fosse neto de Suen Chuen Pan, ou membro de qualquer tríade, da 14k ou da Gasosa. “Em Macau sempre acusaram o meu marido de fazer parte da 14 quilates, e diziam que também tinha ligações à Gasosa”, reconheceu. Porém afirmou que estas alegações: “não fazem qualquer sentido”. Tanto o Governo Central como o Executivo de Hong Kong responderam aos contactos da FT e garantiram um compromisso com as sanções impostas e a fiscalização. O Governo de Macau não respondeu aos contactos da publicação.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Kim Jong-Un dirigiu simulação de contra-ataque nuclear O líder norte-coreano Kim Jong-Un dirigiu durante dois dias exercícios militares “simulando um contra-ataque nuclear” e envolvendo um lançamento de míssil balístico equipado com uma “ogiva nuclear falsa”. A informação foi avançada domingo pela agência estatal da Coreia do Norte, KCNA, recebida em Seul. Kim Jong-Un afirmou-se satisfeito depois dos exercícios do fim de semana, segundo a KCNA. Foi a quarta demonstração de força de Pyongyang numa semana, ao mesmo tempo que Seul e Washington conduzem os maiores exercícios militares conjuntos em cinco anos. A Coreia do Norte considera todos os exercícios do género como ensaios para uma invasão do seu território e tem advertido repetidamente que responderá de forma “esmagadora”. “O míssil foi equipado com uma ogiva que simulava uma ogiva nuclear”, disse a KCNA. Na quinta-feira, Pyongyang disparou um míssil balístico intercontinental (ICBM) Hwasong-17, o mais poderoso do seu arsenal, na presença do líder Kim Jong-Un e da filha, pouco antes de uma visita ao Japão do Presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol. Este foi o segundo teste ICBM de Pyongyang este ano, que a KCNA descreveu na altura como uma resposta aos exercícios militares “frenéticos” da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang dispara míssil intercontinental em direção ao mar sul-coreano – Seul A Coreia do Norte disparou hoje um míssil intercontinental em direção a águas da Coreia do Sul, antes do Presidente sul-coreano chegar ao Japão para uma cimeira com o homólogo nipónico, disseram Seul e Tóquio. O míssil percorreu cerca de mil quilómetros, a altitude máxima de seis mil quilómetros, durante 70 minutos, de acordo com avaliações sul-coreanas e japonesas. Estes pormenores são idênticos ao do lançamento, efetuado em fevereiro, de outro míssil balístico intercontinental, sobre o qual especialistas consideraram ter demonstrado alcance para atingir o interior dos Estados Unidos. O míssil caiu nas águas entre a península coreana e o Japão, depois de ser lançado numa trajetória íngreme, aparentemente para evitar os países vizinhos. O Japão disse que o míssil caiu fora da zona económica exclusiva e não houve relatos de danos a navios ou aeronaves. O lançamento ocorreu quando estão a decorrer manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, que Pyongyang vê como um ensaio para uma invasão. Os exercícios começaram na segunda-feira e prevê-se que decorram até 23 de março, incluindo simulações computorizadas e exercícios no terreno com fogo real. Pyongyang já tinha efetuado dois testes esta semana, disparando mísseis de cruzeiro de um submarino e também mísseis balísticos de curto alcance, lançados a partir do território norte-coreano para um alvo no mar oriental. Os testes de armamento eram esperados, uma vez que, na semana passada, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenara aos militares para estarem prontos para repelir aquilo a que chamou “frenéticos exercícios de preparação para a guerra” dos adversários do país. No ano passado, Pyongyang testou mais de 70 mísseis, incluindo alguns com capacidade nuclear para atingir a Coreia do Sul, o Japão e a parte continental dos Estados Unidos, afirmando que muitos desses testes foram avisos, na sequência de anteriores manobras militares conjuntas norte-americanas e sul-coreanas. Antes de partir para Tóquio, o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, disse: “Haverá um óbvio preço a pagar pelas provocações imprudentes da Coreia do Norte”. A cimeira entre Yoon e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, destina-se a reparar as relações entre os dois países e a consolidar uma cooperação trilateral em matéria de segurança com os Estados Unidos, para combater as ameaças norte-coreanas. Em dezembro, o Governo de Kishida adotou uma nova estratégia de segurança em dezembro, ao abrigo da qual pretende adquirir armamento de ataque preventivo e mísseis de cruzeiro para enfrentar as crescentes ameaças da Coreia do Norte, da China e da Rússia.