Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa ajuda a fazer provas de vida João Luz - 5 Jan 2022 A Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa, chefiada por Alexis Tam, vai ajudar idosos com mobilidade reduzida e residentes na área da Grande Lisboa a tratar da prova de vida através de um serviço ao domicílio. Os pedidos de emissão das provas de vida, obrigatórios para receber benefícios sociais da RAEM, podem ser submetidos através do e-mail ou telefone da delegação, “diminuindo os procedimentos administrativos”. A partir destes contactos é depois destacado pessoal para se deslocar ao domicílio dos residentes. A emissão da prova de vida é essencial para receber “subsídios dados pelo Governo, como pensões de velhice, aposentações entre outros”, afirma a delegação chefiada pelo antigo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Todos os anos são emitidas centenas de provas de vida de residente de Macau em Portugal, que depois são enviadas paras os serviços competentes, incluindo o Instituto para os Assunto Municipais, o Fundo de Segurança Social e o Fundo de Pensões. A entidade adianta também que tem ajudado os residentes da RAEM a viver em Lisboa a utilizar a aplicação móvel “conta única de acesso comum aos serviços públicos da RAEM”, dos Serviços de Administração e Função Pública. A aplicação também pode ser usada para pedir a emissão de prova de vida. Porém, face à situação pandémica em Portugal, a delegação vai realizar este mês as sessões de esclarecimentos sobre a aplicação usando meios digitais. A luz e a sombra A delegação acrescenta que Portugal está a sofrer um agravamento da pandemia, resultado da “intensa mobilidade e concentração de pessoas” durante o Natal e o Ano Novo e a rápida transmissão da variante ómicron, responsável por 90 por cento das cerca de 20 mil infecções detectadas diariamente em Portugal. A entidade chefiada por Alexis Tam deu ontem nota da inauguração de uma exposição de fotografia, organizada pelas delegações de Lisboa, da União Europeia e Organização Mundial de Comércio, com a Associação de Intercâmbio Cultural da Juventude Europeia de Macau. “A Luz e a Sombra em Campus” foi o nome escolhido para a mostra que celebra também o 22º aniversário da implementação da RAEM.
Mediação na área da Grande Baía David Chan - 5 Jan 2022 O Governo Central da China e os Governos de Hong Kong e Macau emitiram conjuntamente dois documentos, a saber, os “Critérios de Avaliação da Qualificação dos Mediadores da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau” (CAC) e o “Código de Mediadores da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau (CEP), a fim de regular a mediação na Área da Grande Baía. A mediação é um método de resolução de conflitos que não passa pelos tribunais, é, de certa forma, o primeiro passo para ultrapassar dissidências. O princípio da mediação é simples e prático. Desde que as partes em conflito cheguem a um acordo na escolha de um mediador, o processo avança. O mediador, escolhido por ambas as partes, pode facilmente ganhar a confiança de todos. Ao contrário da litigação, não existe processo legal, e pode ser suspensa em qualquer altura. As suas diversas vantagens fazem com que as pessoas aceitem bem este método. Embora a mediação resolva conflitos, pode levantar algumas dificuldades na implementação das suas decisões. De uma forma geral, quando as partes chegam a acordo devem assinar um documento comprovativo. Se alguma delas não assinar o documento, a outra pode levantar um processo e pedir uma indemnização. O CAC estipula claramente que, devido aos diferentes sistemas jurídicos da China continental de Hong Kong e de Macau, cada região pode definir as qualificações dos seus mediadores, de acordo com os seus padrões e com a sua realidade e que, assim que a Conferência dos Departamentos Jurídicos da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau (Conferência Conjunta) der a sua aprovação, os nomes dos mediadores podem vir a constar da lista comum. O CAC estabelece a qualificação dos mediadores. O mediador terá de ter completado um curso de mediação reconhecido pela Conferência Conjunta, terá de ter pelo menos cinco anos de experiência na área, ter ética profissional e não pode ter má reputação nem nenhum registo de violação da ética profissional. O CAC também define os mecanismos através dos quais um mediador pode ser retirado da lista de mediação. Se houver violação da lei, o mediador pode ser banido. No entanto não está mencionado se esta exclusão é temporária ou definitiva, um aspecto que deverá posteriormente ser clarificado. Para além disso, para evitar a exclusão das listas o mediador deverá receber formação contínua. Um padrão profissional elevado garante que o mediador vai continuar a aprender e a manter-se a par dos tempos na área da mediação. Embora o CAC estabeleça um mecanismo de exclusão dos mediadores, não especifica as condições em que isso pode acontecer. É possível que venham a ser dados pormenores sobre este assunto futuramente. À semelhança do CAC, o CEP assinala que, devido aos diferentes sistemas jurídicos da China continental de Hong Kong e de Macau, é possível que cada região defina os padrões de ética profissional, de acordo com os seus padrões e com a sua realidade. O CEP também estabelece 12 responsabilidades e princípios básicos do mediador, dos quais vale a pena assinalar a questão dos honorários. O CEP estipula que o mediador é responsável por chegar a acordo quanto aos seus honorários e pela forma de pagamento. O mediador não pode cobrar mais se os resultados da mediação forem positivos. Assim o mediador só pode cobrar pelos serviços profissionais. Não pode cobrar mais nem menos em função do resultado da mediação e não se prevê uma situação em que se os resultados forem negativos o mediador não é pago. Acredita-se que esta regulação tornará os preços da mediação equivalentes, o que fará que não venham a existir casos de honorários demasiado elevados ou demasiado baixos. No seu conjunto, os dois documentos assinalam que os sistemas jurídicos da China continental, de Hong Kong e de Macau são diferentes, e que os requisitos para os mediadores também são diferentes, mas é certo que vão regular a mediação na Área da Grande Baía e vão ajudar Hong Kong e Macau a integrarem-se melhor nesta grande zona. Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau Professor Associado da Escola de Ciências de Gestão/Instituto Politécnico de Macau Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk
Templo de Fu Xi na Colina de Tai Shan José Simões Morais - 5 Jan 2022 O templo em Gua Tai Shan, local onde Fu Xi criou o Bagua (oito trigramas), teve desde 1516 permissão oficial para, a par de Chenzhou (陈州, actual Huaiyang, em Henan, local da sua capital e mausoléu) também poder fazer cerimónias de sacrifício a Fu Xi. Saia assim da lista dos templos a destruir editada em 1371 por o Imperador Ming Zhu Yuanzhang (Tai Zu, 1368-1398), devido à proliferação na dinastia Yuan de templos a homenagear os Três Ancestrais (San Huang), e permitia apenas preservar os templos dos mausoléus. Abandonado durante anos, o templo na Colina de Gua Tai, construído na dinastia Sui (581-618), fortificado na Song do Norte (960-1127) e os palácios e outras salas na dinastia Jin (1115-1234), preparava-se em 1521 para ser reparado quando serviu de base ao pedido do governo de Gansu para o imperador permitir a construção de um novo templo agora dentro da cidade, em Qinzhou (秦州), hoje Qincheng (秦城), a parte antiga de Tianshui. Em Fevereiro de 1531, o templo em Gua Tai Shan começou também a ser reparado, obra terminada em 1533, tendo sido construída uma muralha em torno do recinto, situado no cume da colina e virado para Sul. De arquitectura usada depois nos mausoléus dos imperadores, o templo com um eixo central constituído a partir do Sul por um par de arcos de pedra decorativos (牌坊, paifang), colocados lateralmente, aparecia de seguida o arco memorial de pedra (Wu men, 午门, a porta=men do meio-dia=wu), tendo no lado Leste, a Torre do Sino e a Oeste, a Torre do Tambor (钟鼓楼, Zhong Gu lou). Continuando para Norte, um pátio, havendo a Leste e Oeste casas (Chao fang, 朝房) para os preparos dos governantes às cerimónias. Ao fundo, o Palácio XianTian (先天殿, Xian Tian dian), de um enorme e único salão e a meio a estátua de Fu Xi. No pátio, 17 pinheiros baseados nos 9 Gong (九宫, Jiugong) e nos oito Gua (八卦, Bagua). Jiugong, quadrado mágico de ordem 3 (isto é 3X3), contém sinais de ordem supernatural do Universo. O Bagua, os oito trigramas, representa os oito estados da Natureza, constituídos pelas oito possíveis combinações de três linhas (inteiras e quebradas). Como o templo na cidade de Qinzhou passou a ser onde os governantes faziam as cerimónias de sacrifício a Fu Xi, o de Gua Tai Shan perdeu importância. Em 1654, durante a dinastia Qing, houve um grande tremor de terra em Qinzhou e em Gua Tai Shan tudo ruiu. Dois anos depois, um oficial de Qinzhou deu dinheiro para a sua reconstrução, baseando-se a edificação no anterior templo existente na dinastia Ming, sendo em 1656 a última vez que os governantes se interessaram pelo templo da Colina de Gua Tai. Longe do centro do poder, muralhado era nos conflitos armados um lugar de refúgio para a população e por isso, visto como um sítio sagrado protegido pelos deuses. O templo ficou à guarda dos habitantes locais e apesar de já não se prestar homenagem a Fu Xi, tornou-se um popular lugar de sacrifício aos deuses. A Leste de Wumen, nos finais da dinastia Qing, passou a haver um templo-sala em honra de Cai Shen (财神, deus da Riqueza e da Abundância) e outro a Ling Guan (灵官, o deus do Fogo). Na parte Oeste de Wumen foi construído um templo a Tu Di (土地, deus da terra) e outro a Niang Niang (娘娘, Senhora que ajuda as crianças). Em frente ao Wumen o palco para teatro (戏楼, Xi lou). Durante os reinados dos imperadores Tongzhi (1862-1874) e Guangxu (1875-1908) alguns monges aqui viveram, pregando e propagando os ensinamentos budistas. Em 1875 e 1895, a população local arranjou dinheiro para reparar os edifícios do templo e no período de guerras as pessoas de novo dentro das muralhas se resguardaram, sendo a Colina Gua Tai então conhecido por Xi Tai Bao. Em 1920 outro grande tremor de terra em Gansu e de pé apenas ficaram as traves mestras dos edifícios XianTian dian, Wumen, paifang e as torres do Sino e do Tambor. Tudo o resto ficou destruído, sendo reconstruídos os pavilhões com as traves mestras de pé, assim como o palco de teatro (Xi lou), o local Oeste onde os governantes se prepararem para as cerimónias (Xi Chao fang) e a casa dos monges (僧房, Seng fang). Não voltaram a ser construídos os templos a Tu Di, a Niang Niang, a Ling Guan, a Cai Shen e Dong Chao fang que ruíram. As cerimónias de sacrifício aos deuses pararam em 1958 e as pessoas deixaram de aí aparecer. Em 1966, durante a Revolução Cultural, os edifícios foram destruídos e mesmo, o sino datado da dinastia Ming, a estátua de Fu Xi feita em ferro e muitos das estelas desapareceram. Do par de paifang feito em 1533, apenas um restou, o de três portas, que fora reconstruído em 1656, mas colocado de frente em vez de estar perpendicular ao Wumen. Em 1981 recomeçaram no templo as celebrações dedicadas a Fu Xi, que acorrem a 15 do segundo mês lunar. Actual templo O governo de Tianshui iniciou em Setembro de 1981 a reconstrução do templo em Gua Tai Shan, seguindo com ligeiras modificações a matriz do reconstruído entre 1531 e 1533, durante a dinastia Ming. Ainda em 1981, foram colocadas de pé as duas estelas, as únicas então encontradas. Os dezassete pinheiros plantados em 1531, baseados nos Nove Gong (九宫, Jiugong) e nos Oito Gua (Bagua), cortados alguns em 1966, voltaram em 1982 a perfazer os dezassete. Em Março de 1984, o palco de teatro (Xi lou) estava pronto e em Outubro de 1987 foi a vez de Xian Tian dian (o palácio central, feito de um enorme salão e a estátua de Fu Xi a meio) ficar terminado. O arco memorial de pedra (Wumen) com cinco portas, reconstruído em Abril de 1993 seguiu o modelo do existente na dinastia Ming, feito em 1531, reparado em 1656 e destruído em 1966. Dong e Xi Chao fang e Zhong Gu lou (as torres do Sino e do Tambor) estavam em Junho de 1994 também edificadas. Como em cada reconstrução ou visita de governante era de norma colocar uma estela (bei, 碑), para comemorar e fazer a descrição sobre tal ocorrência, estivera o recinto do templo recheado de estelas, mas em 1966 a maior parte foi deitada fora e agora apenas três existem no templo. Uma delas não tem já nada escrito e as outras duas, em frente ao Palácio (Xian Tian dian), a estela do lado Oeste era de 1531, do sexto mês lunar, período da construção do templo, durante a dinastia Ming e encontra-se inteira. Com uma altura de 183 cm e largura de 86 cm, conhecida por QinZhou HuaGua TaiXinJian FuXi MiaoJi 《秦州画卦台新建伏羲庙记》, tem texto escrito por o Alto Oficial Civil Kang Hai (康海, 1475-1540, nascido em Shaanxi), professor da Academia Han Lin (Han Lin Yuan, 翰林院). Já a estela do lado Leste é uma junção de duas diferentes estelas de distintas épocas. A parte de cima julga-se ser da dinastia Yuan (1279-1368), enquanto a pedra da parte inferior é da dinastia Qing, do ano 1656 e foi escrita por Guo Zhen Du. Como a este bei desapareceu a parte superior, apenas um terço dos caracteres se lêem, sugerindo na altura fazer-se a reconstrução do templo da Colina de Gua Tai.
Mais dez meses de prisão para promotora da vigília de Tiananmen em Hong Kong Hoje Macau - 5 Jan 2022 A activista e advogada Chow Hang-tung foi ontem condenada em Hong Kong a mais dez meses de prisão por incitar à participação na tradicional vigília em memória das vítimas de Tiananmen, segundo a imprensa local. No mês passado, Chow já tinha sido condenada por incitamento a participar na vigília de 2020 a um ano de prisão, acrescentando-se agora mais 10 meses ordenados pelo tribunal. Em 2020 e 2021, as autoridades não autorizaram a vigília, organizada pela Hong Kong Alliance in Support of China’s Democratic Patriotic Movements (HKA), citando razões de saúde devido à pandemia de covid-19. Apesar disso, Chow publicou dois artigos prometendo continuar a tradição e convidou os seus leitores a assistir à vigília. O tribunal chamou Chow de “convencida” e acusou-a de “fazer troça da lei”, em consonância com o tribunal que a condenou no mês passado, que disse não ter em conta a posição política de Chow mas sim “a grave ameaça à saúde pública” colocada pelo evento comemorativo. Carrie e a liberdade Por seu lado, a líder de Hong Kong disse ontem que o recente encerramento de dois meios de comunicação social não reflecte o estado da liberdade de imprensa no território, uma vez que as decisões foram tomadas pelos próprios meios de comunicação social. Estes comentários chegam quase uma semana depois de as autoridades terem detido sete pessoas associadas a um portal de notícias em linha com a pró-democracia Stand News, acusando-as de sedição. Dias mais tarde, outro site, Citizen News, também disse que iria deixar de funcionar. “Se eles decidiram cessar a operação por causa das suas próprias preocupações, penso que isto não é nada fora do normal”, afirmou Carrie Lam, acrescentando que as autoridades “não procuram reprimir a liberdade de imprensa”. “Enquanto os noticiários não se envolverem em actos ilegais, podem continuar a noticiar notícias em Hong Kong”, frisou.
Instituto do Oriente | Criado podcast sobre a Ásia, com destaque para Macau Andreia Sofia Silva - 5 Jan 2022 Carlos Piteira é o coordenador da nova rubrica do podcast “Asia Talks”, dedicado às questões que marcam a Ásia, com particular incidência em Macau. Criado pelo Instituto do Oriente da Universidade de Lisboa, o projecto pretende dar voz não apenas a académicos, mas, sobretudo, a “pessoas comuns” que tenham vivido em Macau ou que mantenham uma ligação afectiva ao território e outras partes do continente O Instituto do Oriente (IO), entidade académica ligada ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, acaba de criar um podcast onde as problemáticas de Macau e da Ásia têm destaque. “Asia Talks” é o nome do projecto que terá uma rubrica exclusivamente dedicada ao território, e que será coordenado pelo antropólogo Carlos Piteira. Lançado a 15 de Dezembro, o podcast tem dois episódios disponíveis, sendo que o relativo a Macau ainda não está online. Mas Carlos Piteira contou ao HM que já tem cinco episódios gravados. “Estou a ter boas reacções. Foi o IO que me convidou e a ideia é captar um público mais jovem através dos podcasts, ao invés de publicar [apenas] trabalhos académicos.” Com esta iniciativa, Carlos Piteira não quer propor “retórica”. “Tenho muitas pessoas, alguns macaenses, outros não. Mais do que entrevistar pessoas comuns, pretendo que elas falem. O objectivo é manter Macau na agenda falando de Macau”, adiantou. No podcast serão ouvidas “pessoas que viveram em Macau uns tempos e que continuam apaixonadas” pelo território. “Vou tentar trazer jovens, filhos de macaenses ou jovens portugueses que estudaram lá. Essa é a alma de Macau e não tanto aquilo que escrevemos, mas essa componente, feita de pessoas que gostam de Macau. Vou tentar dar-lhes voz”, frisou, referindo que esta é uma alternativa ao fim das habituais crónicas que escrevia no jornal Ponto Final. Neste contexto, Carlos Piteira salientou que pretende lançar, ainda este ano, um livro que irá compilar os textos publicados no jornal. Falar da Ásia Em termos gerais, o podcast “Asia Talks” traz para as plataformas digitais uma discussão e análise sobre a Ásia, uma vez que o IO alberga académicos que se debruçam sobre zonas como o Médio Oriente, Filipinas, Macau ou Timor, entre outras regiões. O segundo episódio versa sobre o livro “The Presence of China in Portugal and the portuguese-speaking territories”, uma obra editada por Sofia Gaspar e Irene Rodrigues e publicada em Setembro do ano passado. No podcast, Sofia Gaspar refere que a obra tem “um carácter interdisciplinar”, com “várias temáticas que os investigadores têm procurado dar resposta”. Incluem-se, assim, temas como as comunidades chinesas em Portugal e a sua inserção na sociedade portuguesa através do ensino. A obra contém também capítulos sobre economia e empreendedorismo, incluindo a análise de como “Macau contribui como um território ponte entre a China e os países de língua portuguesa”.
Novo caso assintomático de covid-19 vindo do Reino Unido João Santos Filipe - 5 Jan 2022 Macau registou mais um caso importado de infecção por covid-19 na segunda-feira que, de acordo com os critérios de classificação nacionais e locais não entra para a estatística, por ser assintomático. O anúncio foi feito através de um comunicado emitido na madrugada de ontem, e é relativo a uma residente que viajou para Macau vinda do Reino Unido, com uma escala em Singapura. Antes de embarcar para Macau, a residente de 27 anos, inoculada com duas doses da vacina da Pfizer-BioNtech, fez um teste de ácido nucleico com resultado negativo no dia 31 de Dezembro. Apesar das precauções, o teste da residente foi positivo, logo à chegada da Macau. “No dia 2 de Janeiro de 2022, apanhou o voo n.º SQ305 [Singapore Airlines] do Reino Unido para Singapura (lugar n.º 42C), e no dia seguinte, viajou de avião n.º TR904 [TigerAir] de Singapura para Macau (assento n.º 27A). Logo que entrou em Macau, foi sujeita a um teste de zaragatoa nasofaríngea, cujo resultado deu positivo”, foi divulgado. Novos controlos Também ontem as autoridades divulgaram novas medidas da exigência de quarentena para quem tenha estado em certos locais da Província de Henan. “A partir das 11h do dia 4 de Janeiro de 2022, todos os indivíduos que tenham estado no Distrito de Guancheng Hui e no Distrito de Erqi da Cidade de Zhengzhou da Província de Henan, serão sujeitos à observação médica em local a designar”, foi divulgado. Segundo as instruções divulgadas pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, o período da quarentena é contado a partir da data da saída dos locais mencionados e implica um período de 14 dias. Actualmente, está em vigor a obrigatoriedade de cumprimento de isolamento para que tenham estado em certas zonas de 11 províncias ou regiões autónomas do Interior, entre as quais Yunan, Pequim, Zhejian, Guangdong, Henan e Mongólia Interior.
Crime | Rouba carro em Sai Van e é preso na posse de pistola falsa João Santos Filipe - 5 Jan 20225 Jan 2022 Um homem do Interior do China roubou um carro estacionado na zona do Lago Sai Van. No momento da detenção, as autoridades detectaram que o sujeito tinha uma pistola falsa e dois bilhetes de identidade chineses Um homem de 44 anos foi detido, depois de ter roubado um carro no Lago de Sai Van, por estar na posse de uma arma de fogo proibida. O caso aconteceu na segunda-feira e foi divulgado ontem pela Polícia Judiciária. De acordo com os detalhes avançados pelas autoridades, na segunda-feira de manhã um residente local apresentou queixa, depois da sua viatura, que estava estacionada junto ao Lago de Sai Van ter sido roubada de um lugar de estacionamento com parquímetro. Além de terem sido subtraídas 10 patacas do interior do veículo, o homem queixou-se de um prejuízo de 13 mil patacas porque o suspeito partiu um vidro para entrar na viatura. Com a investigação a decorrer, pelas 16h do mesmo dia, a PJ identificou o suspeito do roubo. Na altura da detenção, o homem tinha consigo dois cartões de identidade diferentes do Interior e ferramentas que, segundo as autoridades, podiam ser utilizadas para partir janelas de viaturas. Junto ao detido estava ainda um saco com dois pares de luvas, mais ferramentas, um casaco preto e uma pistola falsa, que tinha cinco balas, também falsas. Recusou cooperar A existências de uma arma e balas falsas alertou as autoridades que questionaram o suspeito sobre a forma como tinha obtido o material. Contudo, este recusou cooperar com a investigação. A PJ prometeu ontem continuar a investigar o caso. O que se sabe, para já, é o trajecto do indivíduo no território. Segundo as autoridades, o homem entrou na RAEM no dia 31 de Dezembro, visitou a Torre de Macau e ficou pela zona do Lago de Sai Van. A PJ acredita que o percurso foi feito com a intenção de roubar veículos naquela zona, o que terá sido concretizado na segunda-feira, pelas 5 da manhã. Segundo as imagens de CCTV, foi por essa altura que o homem foi visto junto a um carro e que, 15 minutos depois, deixou o lugar. O caso foi reencaminhado para o Ministério Público e o homem está acusado da prática de cinco crimes entre os quais de furto qualificado (pena de prisão até 5 anos), posse de arma proibidas e substâncias explosivas (até 8 anos de prisão), falsificação de documento (1 a 5 anos de prisão) e uso de documento de identificação alheio (até 3 anos de prisão).
Economia | Académico defende que recuperação depende do sector do jogo João Santos Filipe - 5 Jan 2022 A aposta na diversificação da economia é um dos principais objectivos do Governo, mas o académico Kwan Fung alerta que os efeitos das mudanças estruturais no tecido económico de Macau só vão ser sentidos a longo prazo. Por agora, acredita que o Governo vai aprovar mais apoios dirigidos às classes desfavorecidas Apesar dos esforços do Governo para diversificar a economia, os efeitos positivos não vão ser sentidos a curto prazo, por isso, o jogo vai continuar a ser o principal motor da economia este ano. O alerta foi deixado por Kwan Fung, académico da Universidade de Macau formado em Economia, em declarações ao jornal do Cidadão. Em 2021, as receitas do jogo cresceram 43 por cento, face a 2020, para os 86,86 mil milhões de patacas, mas Kwan Fung indicou que o valor não deixa de ser reduzido face às expectativas. Segundo o académico, o crescimento relativo de 43 por cento não pode ser encarado como muito positivo, porque o montante de 2020 tinha sido muito baixo, e que qualquer subida iria sempre apresentar uma percentagem aparentemente grande. Por outro lado, para dar ênfase ao reduzido crescimento face às expectativas, Kwan apontou que o montante de 86,86 mil milhões de patacas está muito longe dos anos de 2019 e 2018, quando as receitas brutas tinham sido de 292,455 mil milhões de patacas e 302,846 mil milhões, respectivamente. No mesmo sentido, o académico recordou as estimativas mais conservadoras dos departamentos de Economia e Centro de Estudos de Macau da Universidade de Macau, que tinham considerado que no ano passado as receitas brutas do jogo iriam ultrapassar 90 mil milhões de patacas. Turismo e pandemia Sobre a recuperação da economia, o académico indicou que vai depender dos efeitos da pandemia e restrições fronteiriças, do número de turistas e de jogadores. Contudo, não deixou de notar que a redução acentuada do sector dos grandes apostadores pode influenciar o ritmo da recuperação, uma vez que este segmento era responsável por uma parte considerável das receitas dos casinos. Quanto ao futuro, Kwan Fung afirmou acreditar que o Governo vai trabalhar empenhadamente para atingir a diversificação a longo prazo. Enquanto tal não é possível, considera que Ho Iat Seng vai apostar em algumas medidas sociais a pensar nos grupos mais desfavorecidos, mesmo que tal implique que o orçamento da RAEM continue a registar défices e a recorrer às reservas acumuladas ao longo dos anos. O académico destacou igualmente que a economia vai continuar a ser influenciada pela aposta da política de zero casos de covid-19, e que as alterações a essas políticas serão sempre feitas passo-a-passo. Joey Lao aponta ao sudeste Joey Lao, presidente da Associação Económica de Macau e ex-deputado, considera que o futuro do turismo da RAEM passa por atrair mais turistas do sudeste asiático. As declarações foram prestadas ao Jornal do Cidadão, e a medida é vista como uma aposta de longo prazo, uma vez que a entrada de turistas não-chineses em Macau é proibida. Por outro lado, Lao considerou que a economia da RAEM é demasiado dependente de factores externos e que o Governo pouco mais pode fazer nesta altura do que garantir a estabilidade e harmonia social.
Farmácia | Medicina Tradicional Chinesa é prioridade das autoridades João Santos Filipe - 5 Jan 2022 Choi Peng Cheong tomou ontem posse como presidente do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e traçou como meta o aumento da comercialização de medicamentos tradicionais chineses na Grande Baía Apostar no desenvolvimento dos produtos farmacêuticos ligados à Medicina Tradicional Chinesa (MTC), garantir a sua segurança e comercializá-los na Grande Baía. Foram estas as metas traçadas ontem por Choi Peng Cheong, após a tomada de posse como presidente do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF). “A prioridade passa por executar a Lei da Medicina Tradicional Chinesa, que entrou em vigor este ano. É um regime novo e vamos fazer todos os esforços para desenvolvê-la”, afirmou Choi. “Vamos aperfeiçoar outros diplomas legais, para poder garantir a saúde dos cidadãos e a gestão do ciclo dos medicamentos, para que a indústria se possa desenvolver de forma saudável”, acrescentou. Segundo o presidente do ISAF, o desenvolvimento desejado passa não só por garantir a qualidade e segurança, mas também entrar na Grande Baía, para comercializar produtos. Contudo, mostrou-se irredutível na vertente da segurança e qualidade. “Só com bons produtos podemos ter desenvolvimento e reconhecimento da população. Só assim se consegue abrir o mercado ao exterior”, vincou. Neste momento, existe apenas um produto farmacêutico aprovado pelas autoridades de Macau e classificado como MTC a ser comercializado na Grande Baía, todavia, Choi acredita que o número deve aumentar nos próximos tempos. “Actualmente temos um produto que já consegue ser comercializado na Grande Baía. Outros medicamentos estão em processo de apreciação”, divulgou. “Creio que com o tempo vamos ter mais medicamentos vendidos na Grande Baía”, afirmou. Na cerimónia esteve também presente a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, que abandonou o recinto sem prestar declarações. Sem novidades Além da MTC, o presidente do ISAF sublinhou que as competências passam por fazer supervisão de todos os produtos, incluindo produtos naturais e da medicina ocidental. “A nossa supervisão é virada para os serviços de medicamentos. Todos os produtos têm de cumprir a lei, e claro vamos supervisionar a qualidade”, prometeu. Choi Peng Cheong foi igualmente questionado sobre a possível mudança de políticas na RAEM, para permitir uma maior entrada de alguns medicamentos ocidentais, utilizados para problemas de tensão ou de coração. Contudo, o presidente fugiu da pergunta sobre mudanças para facilitar o licenciamento, com a seguinte resposta: “todos os medicamentos têm de ser licenciados pelas autoridades competentes, antes de ser comercializados.”
Armas nucleares | Cinco potências assinam acordo contra proliferação Hoje Macau - 5 Jan 2022 China, Rússia, Estados Unidos, França e Reino Unido assinaram um acordo de não proliferação de armas nucleares. A ideia é evitar uma guerra sem vencedores A China manifestou na segunda-feira a convicção de que o compromisso assumido pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para evitar a propagação de armas nucleares vai reduzir tensões e aumentar a confiança. “A China continuará a contribuir com sua sabedoria e propostas para a governação nuclear global e está disposta a cooperar com todos os países amantes da paz”, disse segunda-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Ma Zhaoxu. “A declaração conjunta dos líderes dos cinco países detentores de armas nucleares ajudará a aumentar a confiança mútua e a substituir a concorrência entre as grandes potências por coordenação e cooperação”, acrescentou o diplomata. O compromisso para impedir a propagação de armas atómicas “aumentará a confiança” e reduz o risco de conflito nuclear, considera Pequim, qualificando o acordo de “positivo e de peso”. “Esta é a primeira vez que os líderes dos cinco Estados com armas nucleares emitem uma declaração conjunta, o que demonstra a sua vontade política de prevenir guerras nucleares e, dada a sua voz comum, de manter a estabilidade estratégica global e reduzir o risco de conflitos nucleares”, disse ainda Ma. A declaração “encarna a vontade política dos cinco países para prevenir a guerra nuclear e expressa a voz comum de manter a estabilidade estratégica global e reduzir o risco de conflito nuclear”, continuou, reforçando que “os cinco países devem assumir a declaração conjunta como um novo ponto de partida para aumentar a confiança mútua, reforçar a cooperação e desempenhar um papel activo na construção de um mundo de paz duradoura e segurança universal”. A China sempre defendeu a ideia de que “uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada” e tem desempenhado um papel de liderança para incentivar os cinco países a tomar acções conjuntas. Graças aos esforços da China, o conteúdo de “reafirmar que nenhuma de nossas armas nucleares tem como alvo uma à outra ou a qualquer Estado” está incluído na declaração conjunta, de acordo com Ma. “A China sempre manteve uma estratégia nuclear de natureza defensiva, seguiu uma política de não uso inicial de armas nucleares e manteve a sua força nuclear no nível mínimo necessário para salvaguardar a segurança nacional. Isso por si só é uma contribuição importante para a estabilidade estratégica global”, sublinhou Ma. Uma cimeira inevitável Por seu lado, a Rússia disse esperar que o compromisso assumido com Washington, Pequim, Londres e Paris para impedir a propagação de armas nucleares ajude a reduzir as “tensões”, ao mesmo tempo que considera “ainda necessária” uma cimeira dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “Esperamos que, nas actuais circunstâncias difíceis para a segurança internacional, a aprovação de tal declaração política contribua para a redução do nível de tensões internacionais”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sublinhou, contudo, que Moscovo ainda considera “necessária” uma cimeira das cinco potências nucleares. Segundo o ministério, o compromisso assumido pelas cinco potências nucleares é o resultado de uma iniciativa de Moscovo. “Este documento foi preparado por iniciativa e com a participação mais activa dos representantes russos”, refere-se no comunicado. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse esperar que o compromisso assumido pelos cinco países signatários “ajude a construir a confiança e a construir as bases para o futuro controlo das armas ofensivas e defensivas”. Três de fora e um contra Os cinco países comprometeram-se hoje a “evitar a propagação” das armas nucleares, num comunicado conjunto emitido antes de uma conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação (TNP). No comunicado, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança afirmam “que uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser combatida”. O TNP, que entrou em vigor em 1970 para impedir a disseminação de armas nucleares, foi assinado por 191 Estados. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança são os Estados legalmente reconhecidos como “equipados com armas nucleares” pelo tratado. Três outros países considerados como possuindo a bomba atómica – Índia, Paquistão e Israel – não são signatários do tratado. A Coreia do Norte, por seu turno, denunciou o TNP. Pequim | Modernizar, sim; expandir, não obrigado A China disse ontem que vai continuar a “modernizar o seu arsenal nuclear por questões de confiabilidade e segurança” e pediu a Moscovo e Washington que reduzam as suas reservas de armas atómicas, as maiores do mundo. A posição de Pequim surge após o compromisso assumido na véspera pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU de prevenir a disseminação de armamento atómico. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), os Estados Unidos têm 5.550 armas nucleares. A China tem, oficialmente, 350. Washington acusa regularmente Pequim de estar rapidamente a aumentar o seu arsenal nuclear. Fu Cong, diretor-geral do serviço de controlo de armas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, disse ontem que aquelas alegações são “falsas”. “A China sempre adoptou a política de não usar primeiro as armas nucleares e mantemos as nossas capacidades nucleares no nível mínimo exigido para a nossa segurança nacional”, disse, em conferência de imprensa. “A China vai continuar a modernizar o seu arsenal nuclear por questões de confiabilidade e segurança. Temos de ter a certeza de que as nossas armas nucleares estão actualizadas e podem servir como dissuasão”, frisou. Pequim rejeita frequentemente os convites de Washington para participar nas negociações entre os EUA e a Rússia sobre a redução do armamento nuclear, enfatizando que o seu arsenal é muito menor. “Os Estados Unidos e a Rússia ainda possuem 90% das ogivas nucleares do planeta e devem reduzir o seu arsenal nuclear de forma irreversível e juridicamente vinculativa”, disse Fu Cong. Guterres saúda declaração conjunta O secretário-geral da ONU, António Guterres, emitiu um comunicado saudando a declaração conjunta dos líderes dos cinco Estados com armas nucleares sobre a prevenção de guerras nucleares e evitar uma corrida às armas. Na sua declaração, Guterres elogiou os cinco Estados com armas nucleares por reconhecerem a necessidade de cumprir os acordos e compromissos bilaterais e multilaterais de não proliferação, desarmamento e controlo de armas, incluindo o compromisso com o desarmamento nuclear sob o Tratado de Não Proliferação. Guterres disse estar confiante com o facto dos países com armas nucleares se terem comprometido a tomar medidas para prevenir a guerra nuclear, o que está de acordo com o seu apelo de longo prazo para o diálogo e a cooperação para esse fim. Guterres reiterou que a única forma de eliminar todos os riscos é eliminando todas as armas nucleares e reiterou a sua disposição de cooperar com os Estados com armas nucleares e todos os Estados membros para atingir essa meta.
Exibição de mulheres muçulmanas numa aplicação ‘online’ gera polémica na Índia Hoje Macau - 5 Jan 2022 Uma aplicação ‘online’ criada para expor fotografias de mais de uma centena de mulheres muçulmanas está a gerar polémica na Índia, onde duas pessoas relacionadas ao caso foram ontem detidas pelas autoridades policiais. A aplicação foi, entretanto, removida e desligada, numa altura em que as denúncias de ataques contra as minorias têm vindo a aumentar no país. O Governo indiano referiu que está a investigar o caso. Um estudante de 21 anos foi detido e apresentado junto de um tribunal de Mumbai, de acordo com as imagens transmitidas pela televisão NDTV, e uma mulher também foi detida como a principal acusada de criar a aplicação, informou a polícia indiana. “Porque estou tão enojada, mas não surpreendida, que pudesse ter sido uma mulher?”, questionou, através da rede social Twitter, a jornalista Ismat Ara, uma das dezenas de mulheres muçulmanas cujo rosto apareceu na aplicação. “Fomos vendidas e leiloadas ‘online'”, acrescentou a jornalista numa outra mensagem, citada pelas agências internacionais. A jornalista apresentou em 01 de janeiro uma queixa à polícia de Nova Deli, que partilhou no Twitter, na qual exigia a abertura de uma investigação “contra um grupo de desconhecidos que queriam assediar e insultar mulheres muçulmanas nas redes sociais e na Internet”. Nesse dia, Ismat Ara tinha descoberto que o seu rosto constava na aplicação ‘online’, a par de dezenas de outras mulheres pertencentes à minoria muçulmana na Índia, religião seguida por 14,2% dos habitantes do país. Com recurso a frases como “o teu ‘Bulli Bai’ [um termo depreciativo usado para descrever as mulheres muçulmanas] do dia”, a aplicação visava exclusivamente as mulheres da minoria religiosa, com “a intenção de humilhar e insultar”, segundo acrescentou a jornalista. A existência desta aplicação está a gerar controvérsia na Índia e o ministro das Telecomunicações, Ashwini Vaishnaw, disse, no sábado, que o Governo indiano está “a trabalhar” em conjunto com a polícia de Nova Deli e de Mumbai na investigação deste caso. Entretanto, e numa Índia governada pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP), várias organizações de direitos humanos têm denunciado um aumento dos ataques contra minorias religiosas. Ismat Ara apontou que não é a primeira vez que aparece uma aplicação com imagens de mulheres muçulmanas. Esta aplicação é uma “nova versão” do “Sulli Deals”, uma plataforma semelhante criada em julho do ano passado que “leiloou” dezenas de mulheres muçulmanas com um termo hindi igualmente pejorativo. Há apenas duas semanas e durante uma assembleia religiosa na cidade de Haridwar, no norte do país, os participantes pediram o assassínio de muçulmanos, facto que causou indignação no país devido à lentidão das autoridades e da polícia em agir contra os organizadores. A minoria cristã, que representa 2,3% da população de acordo com a última atualização de 2011, também sofreu recentemente uma onda de ataques, especialmente no Estado de Karnataka, no sul do país. A União Popular pelas Liberdades Civis (PUCL) denunciou 39 casos de crimes de ódio contra cristãos na região em dezembro, que está a elaborar uma polémica lei para proibir as conversões forçadas, enquanto a Associação para a Proteção dos Direitos Civis confirmou no ano passado 300 casos de violência contra cristãos em 21 Estados indianos.
Autoridades chinesas exigem “medidas mais rígidas” na cidade de Xian por causa da pandemia Hoje Macau - 5 Jan 2022 As autoridades chinesas exigiram esta terça-feira “medidas mais rígidas” à cidade de Xian, que está sob confinamento desde 23 de dezembro para conter um surto de covid-19. Liu Guozhong, secretário do Partido Comunista Chinês (PCC) na província de Shaanxi, província cuja capital é Xian, garantiu que “medidas mais rígidas e precisas” são necessárias para reverter a situação, incluindo “regular o confinamento com mais rigor e sem erros”. As medidas incluem a realização de mais testes de ácido nucleico (PCR) – já foram realizadas oito rodadas de testes massivos – e o isolamento para quem testar positivo e respetivos contactos próximos. A cidade de somou já 1.663 infeções, desde que detetou os primeiros casos de covid-19, no início de dezembro do ano passado. O responsável destacou a garantia de fornecer bens alimentares à população, bem como a cobertura das necessidades básicas, num momento em que nas redes chinesas alguns residentes criticam a gestão das autoridades pela falta de abastecimento. Dois quadros locais do Partido Comunista foram removidos dos seus cargos, devido à sua resposta insatisfatória ao surto, de acordo com a imprensa local. O vice-diretor do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da cidade, Chen Zhijun, disse ao jornal The Paper que o “bloqueio só será suspenso quando não houver mais casos”. “Temos uma meta, que é atingir ‘zero casos’ de infeção por transmissão local. Vamos suspender gradualmente as restrições quando chegarmos lá”, disse Chen. O número total de infetados ativos na China continental agora é de 3.256, dos quais 1.783 em Xian. Segundo relatos oficiais, desde o início da pandemia, 102.841 pessoas foram infetadas em todo o país, entre as quais 4.636 morreram. Xian é o destino da única ligação aérea direta entre a China e Portugal. O voo, com uma frequência por semana e operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, foi suspenso durante o mês de janeiro e só será retomado no início de fevereiro, disse à agência Lusa fonte da companhia aérea. A China segue uma estratégia de “zero casos” com restrições de fronteira muito severas e bloqueios direcionados assim que surgem os casos, mas esta abordagem não evitou surtos locais.
Covid-19 | Pequim cria ‘bolha’ em redor dos locais dos Jogos Olímpicos de Inverno Hoje Macau - 5 Jan 2022 A ‘bolha’ sanitária anti-covid-19 foi implantada esta terça-feira em torno dos locais dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, um mês antes do início do evento que promete ser o mais vigiado na era da pandemia. A China, onde o coronavírus foi detetado pela primeira vez no final de 2019, erradicou amplamente a doença recorrendo a medidas de rastreio, contenção e vacinação muito rigorosas. As fronteiras chinesas foram praticamente fechadas em março de 2020 e os voos internacionais drasticamente reduzidos. A fim de acomodar os 3.000 atletas e equipas de apoio para os Jogos Olímpicos de Inverno, a decorrer de 04 a 20 de fevereiro, foi estabelecida uma ‘bolha’ sanitária em torno dos locais que vão receber as provas, para evitar qualquer contacto com a população local.Esse circuito fechado foi oficialmente instituído, antes da chegada dos primeiros participantes estrangeiros. As barreiras mantêm os transeuntes a uma distância segura das instalações previstas para os Jogos, como o Ninho de Pássaro, estádio Olímpico onde será realizada a cerimónia de abertura. “Dentro do circuito fechado, vamos implementar medidas de saúde muito rígidas, incluindo testes diários, para garantir que os casos de contaminação sejam detetados rapidamente”, explicou à agência France-Presse o diretor de comunicação do evento, Zhao Weidong. Todos os participantes estrangeiros devem ser vacinados e os demais sujeitos a quarentena de 21 dias. “Também recomendamos o recebimento de uma dose de reforço”, disse Zhao Weidong, acrescentando que a organização está “a monitorizar de perto a nova variante Ómicron e o seu impacto global”. O responsável adiantou que o comité organizador local está em estreita comunicação com o Comité Olímpico Internacional (COI), “para garantir que haja espaço de manobra na aplicação das contramedidas em função da situação epidémica”. Os atletas e ‘staff’ chineses dentro da ‘bolha’ (voluntários, motoristas, cozinheiros) só partirão depois dos Jogos Paralímpicos (04 a 13 de março), após um período de quarentena. Só serão permitidos espectadores residentes na China, que não entrarão na ‘bolha’. Nas deslocações de um local para outro, os participantes estrangeiros permanecerão separados da população local, por exemplo, com carruagens reservadas no comboio de alta velocidade que leva às pistas de esqui.
Voo directo Portugal – China suspenso até Fevereiro devido a surto de covid-19 em Xian Hoje Macau - 5 Jan 2022 As autoridades de Xian suspenderam a ligação aérea direta com Lisboa, durante o mês de janeiro, numa altura em que a cidade chinesa enfrenta um grave surto de covid-19, que obrigou a um confinamento total. Xian é o destino da única ligação aérea direta entre a China e Portugal. O voo, com uma frequência por semana e operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, só será retomado no início de fevereiro, disse à agência Lusa fonte da companhia aérea. As autoridades chinesas exigiram hoje “medidas mais rígidas” à cidade de Xian, que está sob confinamento desde 23 de dezembro para conter um surto de covid-19. Liu Guozhong, secretário do Partido Comunista Chinês (PCC) na província de Shaanxi, província cuja capital é Xian, garantiu que “medidas mais rígidas e precisas” são necessárias para reverter a situação, incluindo “regular o confinamento com mais rigor e sem erros”. As medidas incluem a realização de mais testes de ácido nucleico – já foram realizadas oito rodadas de testes massivos – e o isolamento para quem testar positivo e respetivos contactos próximos. A cidade somou já 1.663 infeções, desde que detetou os primeiros casos de covid-19, no início de dezembro do ano passado. O responsável destacou a garantia de fornecer bens alimentares à população, bem como a cobertura das necessidades básicas, num momento em que nas redes chinesas alguns residentes criticam a gestão das autoridades pela falta de abastecimento. Dois quadros locais do Partido Comunista foram removidos dos seus cargos, devido à sua resposta insatisfatória ao surto, de acordo com a imprensa local. O vice-diretor do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da cidade, Chen Zhijun, disse ao jornal The Paper que o “bloqueio só será suspenso quando não houver mais casos”. “Temos uma meta, que é atingir ‘zero casos’ de infeção por transmissão local. Vamos suspender gradualmente as restrições quando chegarmos lá”, disse Chen. O número total de infetados ativos na China continental agora é de 3.256, dos quais 1.783 em Xian. Segundo relatos oficiais, desde o início da pandemia, 102.841 pessoas foram infetadas em todo o país, entre as quais 4.636 morreram. A China segue uma estratégia de “zero casos” com restrições de fronteira muito severas e bloqueios direcionados assim que surgem os casos, mas esta abordagem não evitou surtos locais.
Andy Chang sagrou-se campeão chinês de Fórmula 4 aos 25 anos Sérgio Fonseca - 4 Jan 2022 Depois de cinco anos praticamente ausente das lides, o sucesso obtido “fora de época” do novel campeão chinês de Fórmula 4, Andy Chang Wing Chung, abriu-lhe o apetite para continuar no automobilismo e hoje o piloto do território não “fecha a porta” à possibilidade de dar o salto para outras categorias do desporto motorizado. Andy Chang deu os primeiros passos no desporto com apenas cinco anos de idade no Kartódromo de Coloane. Após uma carreira promissora no karting, Andy Chang era visto como o próximo grande talento do automobilismo de Macau depois dos portugueses André Couto e Rodolfo Ávila. No final de 2013, Andy Chang subiu aos monologares, para em 2014 completar a primeira temporada a tempo inteiro no Campeonato Britânico de Fórmula 3, terminando no sexto lugar. Tal como os seus antecessores, quando chegou a altura de ir mais além, Andy Chang esbarrou com a normal dificuldade em arranjar apoios no território para correr num campeonato de topo. Ao fim de duas passagens incompletas pelo Campeonato de Fórmula 3 da FIA e ter realizado o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 por três ocasiões, no final de 2016, Andy Chang pendurou o capacete. Quatro anos depois, em 2020, surgiu a possibilidade de regressar ao Grande Prémio pela porta do Campeonato da China de Fórmula 4. Em 2020, Andy Chang voltou a pegar nas luvas e a vestir o fato, para terminar em segundo, apenas atrás de Charles Leong. Em 2021, surgiu a oportunidade de realizar as três provas do único campeonato chinês de monolugares e Andy Chang agarrou o desafio com uma nova motivação. Problemas técnicos não o permitiram lutar pela vitória no Grande Prémio, mas os bons resultados obtidos em Zhuhai e Ningbo permitiram-lhe fazer a festa no final. “Estou muito contente por ter obtido o meu primeiro título num campeonato de fórmulas”, contou Andy Chang ao HM. “Considero isto como o primeiro objectivo alcançado na minha carreira, especialmente porque foi um título conquistado pouco depois do meu regresso às corridas, após quatro ou cinco anos de paragem”. Para se sagrar campeão, bastou-lhe uma vitória em dez corridas. Com 254 pontos conquistados ao longo da mini-temporada, o piloto do território terminou com 120 pontos à frente do segundo classificado, Ryan Zexuan Liu, que optou por não correr no Grande Prémio de Macau, e com 129 pontos de avanço sobre Li Sicheng, o terceiro classificado pelo segundo ano consecutivo na prova de Fórmula 4 do Circuito da Guia. Ir mais além Este título encoraja Andy Chang a manter-se novamente activo no desporto motorizado e, se conseguir reunir apoios, talvez alinhar em mais corridas ao longo da temporada. “Esta vitória no campeonato dá-me definitivamente motivação para continuar no automobilismo”, reconheceu o piloto da RAEM que ao mais alto nível competiu em karting na Europa. Andy Chang não esconde que gostaria de experimentar um carro de GT e continuar a competir nesta categoria. “Os carros de GT são muito mais semelhantes aos monolugares, ambos têm tracção traseira. A minha preferência seria conduzir carros de GT no futuro próximo. Contudo, não excluo a possibilidade de vir a guiar carros de Turismo se diferentes oportunidades aparecerem no futuro”. O piloto de 25 anos juntou-se a Charles Leong (F4 China e Fórmula Renault Ásia), Diana Rosário (Fórmula Campus Ford) e a Rodolfo Ávila (Fórmula Renault China e Ásia), como únicos os pilotos da história da RAEM que conquistaram títulos em disciplinas de monolugares.
A tecelã Amélia Vieira - 4 Jan 2022 29 de Setembro de 2021. – E agora que na Canção de Gesta o sangue dos homens corre como seiva há nela páginas difíceis de decifrar- Quando nos encontramos mergulhados em épocas remotas e os tambores da guerra são a matéria do seu ciclo poético, observamos melhor como os homens eram máquinas de sofrer, teriam certamente mais belas anatomias, não podendo ser obesos para se ajeitarem aos seus elmos, cotas de malha e escudos, e no que diz respeito à lealdade, metem de lado qualquer alcateia. É bom pensar em vê-los nas grandes artérias atirados para as lanças inimigas neste outro tempo em que um Rei tinha a barba florida e todos estes homens que nada mais são que mistérios sanguíneos. Perguntamo-nos como seria a ida para casa, para as suas mulheres, que estavam ausentes neste sangrar de campo aberto dos heróis, o que teriam em comum para sangrar a dois, que homem houve que afirmou «imagine um ser que sangra mas não está ferido. Imagine um ser que sangra mas não morre. Será uma criatura mágica, mítica, ou apenas uma mulher?» Esse ser que nasce de si a cada lunação deve ter ferido a consciência do herói, que na saga aparece como elemento de pranto e choro, apenas na matéria líquida das suas lágrimas, desaparecendo como que se liquefizesse, e a questão põe-se: podem estas duas criaturas amarem-se? Não creio! Deverão sobretudo ter paixão, que é o que a vida lhes exige impedindo o enredo moralista criado perante as suas naturezas. Existiu uma rainha mais tardiamente que apercebendo-se da indignação dos súbditos quando ousaram dizer: “não vê que está nua”? Respondeu: – não reparei. A sala estava aquecida – Efectivamente reparamos que estamos nus quando alguma dor circunstancial se faz sentir, mas se estivermos bem, nem nos lembramos dela. Com tanto sangue que correu, devem os corpos estar vedados à tragédia, e deve uma mulher não consentir que tapem o dom da sua alegria, que as histórias estão carregadas de anciãs dizendo: picar-te-ás! Que por mais interdições e fadas boas, deve o corpo da jovem mulher, crescer, e não adormecer para resgate de uma noção de amor, e quando todo o desamor lhe cair vertiginosamente aos pés, deverá ainda assim saber que não carrega culpa alguma. Quanto aos homens, sempre morrerão e, mistério maior, existirão mais, sangrando ou espalhando sémen, que a mulher continuará, sem que lhe descubram o mérito maior. Que das fêmeas não falamos, nem dos azares que as atormentam, que depois de tanta morte, quando uma se vai embora, é nela que o mundo repara. Eu vi uma mulher que dormia. Em seu sono, ela sonhou que a Vida estava de pé diante dela e segurava um presente em cada mão- numa o Amor, na outra a Liberdade. E disse para a mulher: “Escolha” E a mulher esperou muito tempo; então respondeu: “Liberdade!” « Presentes da Vida» in- Olive Schreiner
Evergrande suspende negócio de acções. Empresa enfrenta ordem de demolição de 39 edifícios Hoje Macau - 4 Jan 2022 As acções do Grupo Evergrande foram suspensas de negociação na bolsa, anunciou ontem o promotor imobiliário. A Evergrande não deu qualquer razão para a suspensão, mas esta surgiu depois dos meios de comunicação chineses terem avançado de que a empresa foi intimada pelas autoridades da província de Hainão a demolir 39 edifícios em 10 dias, porque as licenças de construção haviam sido obtidas ilegalmente. A ordem diz respeito ao enorme projecto Ocean Flower, que é um empreendimento ao estilo de resorts construído em ilhas ao largo da costa de Hainão. Os edifícios cobrem 435.000 metros quadrados, acrescentam os relatórios, citando um aviso oficial à filial da Evergrande em Hainão. Os reguladores da cidade de Danzhou disseram em Novembro que iriam bloquear o plano da Evergrande para pagar dívidas a empreiteiros e outros credores, dando-lhes propriedades. A Evergrande está a lutar para pagar mais de $300 biliões em dívidas, incluindo quase $20 biliões de obrigações do mercado internacional que foram consideradas como estando em incumprimento cruzado por empresas de rating no mês passado, depois de ter falhado os pagamentos. O promotor imobiliário falhou o pagamento de 255 milhões de dólares devidos na passada terça-feira, embora ambos tenham um período de carência de 30 dias. Em comum com uma sucessão de incidências de pagamentos falhados no último trimestre de 2021, a empresa não fez qualquer comentário. A empresa criou um comité de gestão de risco com muitos membros de empresas estatais, e disse que se comprometeria activamente com os seus credores. Na sexta-feira, a Evergrande telefonou para os planos de reembolso dos investidores nos seus produtos de gestão de património, dizendo que cada investidor poderia esperar receber 8.000 yuan por mês como pagamento principal durante três meses.
O Boletim Oficial do Governo de Macau José Simões Morais - 4 Jan 2022 Após 185 anos de se começar a publicar em papel o Boletim Oficial do Governo de Macau, o actual Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau desde 1 de Janeiro de 2022 deixou de ter suporte em papel e apenas é editado por meio electrónico e publicado no sítio electrónico da Imprensa Oficial. A 7 de Dezembro de 1836 o Governo Português, pela pasta da Marinha e Ultramar, decretou no art.º 130 que o Governo de Timor e Solor estivesse colocado na dependência do Governo de Macau e nas províncias ultramarinas se imprimisse um boletim, cuja redacção ficasse a cargo do secretário do governo”. Daí, como afirmaram o Padre Manuel Teixeira e Jack Braga, a 5 de Setembro de 1838 foi editado em Macau o Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor. Mas ao verificar essa informação no Arquivo Histórico, constatamos ser o n.º 1 do volume I o Boletim Oficial do Governo de Macau e não o Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, que saíra na Quarta-feira, dia 12 de Setembro de 1838. Todos os esforços para encontrar o Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor de 5 de Setembro de 1838 ficaram gorados e estranhamente pareciam estar as informações dos dois historiadores de Macau erradas. Com o Boletim Oficial do Governo de Macau na mão e sendo o n.º 1 do primeiro volume de Quarta-feira, dia 12 de Setembro de 1838, só muito mais tarde, ao analisar os outros boletins reparei no Boletim da semana seguinte, com data de 19 de Setembro de 1838 ser o n.º 3 do volume I, pensando ter ocorrido um erro de numeração, pois não existia o n.º 2. Já a 26 de Setembro aparecia o número 4 e assim sucessivamente até ao n.º 17 do Volume I de quarta-feira, dia 26 de Dezembro de 1838, com o número 68 na última página. Regressando ao boletim n.º 1, com uma folha de duas páginas marcava na segunda a numeração da página, referindo ser a 8.ª. Assim, ao faltarem seis páginas compreendia ter existido o Boletim Oficial de 5 de Setembro de 1838, o verdadeiro n.º 1 e estar errada a numeração dada ao Boletim de 12 de Setembro de 1838, pois corresponderia ao n.º 2, que não aparecia em nenhum boletim. Quanto à mudança de nome ocorrida do primeiro para o segundo número não consegui encontrar razões. Na primeira página de cada Boletim Oficial do Governo de Macau por baixo do título cabeçalho e antes da tira com o número e data, trazia o seguinte dizer de Cataõ “Et levis et constans, ut res expostulat, esto: Temporibus mores sapiens sine crimine mutat”. Já na última página vinha registado ser “publicado por M. M. D. Pegado e impresso na Typographia Macaense”, que era pertença do Dr. Wells Williams (1812-1884), missionário protestante, linguista e sinologista americano, mas como gerente figurava Manuel Mário Dias Pegado para cumprir as formalidades da lei, segundo o blog nenotavaiconta.wordpress.com. Refere ainda, usando informações do Padre Manuel Teixeira, “Saíram apenas cinco números até 9 de Janeiro de 1839 e de tão irregular que era ficou suspenso, reaparecendo em 8 de Janeiro de 1840, sendo ainda impresso na mesma tipografia. A 9 de Abril de 1840 passou a imprimir-se na tipografia de Silva e Sousa”. Aqui parece haver um erro, pois esta tipografia só apareceu ligada à publicação do Boletim em 1846 e é também estranho não existirem no Arquivo Histórico os Boletins Oficiais entre os anos 1839 e 1846, sendo o último que encontramos o de 26 de Dezembro de 1838 e não o de 9 de Janeiro de 1839, mas se existiu, outros dois números desapareceram, o mesmo com os publicados de 1840 até 1846. Referente ao ano de 1839 existiu o hebdomadário noticioso Gazeta de Macao de Manuel Maria Dias Pegado, que até então fora o editor do Boletim do Governo de Macau, sendo os 32 números publicados de 17 de Janeiro a 29 de Agosto de 1839. Este semanário destinava-se em parte aos documentos oficiais, sendo os 22 primeiros números impressos na Tipografia Macaense e os outros dez na da Gazeta de Macau. O Boletim Oficial do Governo de Macau destinava-se à publicação das ordens, peças oficiais e de tudo o mais que fosse de interesse público e no de 12 de Setembro de 1838 apareceu na primeira página extraído do Pregoeiro da Liberdade parte do Diário do Governo n.º 3 de 3 de Janeiro de 1838, reproduzindo a carta do Procurador da Câmara de Macao ao Corpo Legislativo reunido nas Cortes na sessão de 2 de Janeiro. Guilherme José António Dias Pegado, o Procurador da Câmara de Macao junto ao Corpo Legislativo, solicitava e requeria urgentes Providências Legislativas para Macau. Este célebre deputado macaense e lente de matemática na Universidade de Coimbra, lente da cadeira de Física na Escola Politécnica, era irmão de Manuel Maria Pegado. Boletim do Governo da Província de Macao, Timor, e Solor Interrompida a publicação do Boletim Official do Governo de Macao em 1839 só a 8 de Janeiro de 1846 apareceu como n.º 1 do Volume I o Boletim do Governo da Província de Macao, Timor, e Solor, agora às quintas-feiras. Sem ter as páginas numeradas, deixava a Tipografia Macaense e passava a ser impresso na Tipografia do Boletim até 2 de Abril de 1846, pois no seguinte número, 9 de Abril era já na Tipografia de Silva e Souza. No cabeçalho lia-se: “Assim, sem comprometer, os públicos interesses, se satisfará ao maior de todos eles, que consiste em que toda a verdade se diga, a quem toda a verdade é devida. Silvestre Pinheiro Ferreira”. Se até 2 de Abril de 1846, o n.º 13 do Boletim do Governo não trazia preço, a 9 de Abril refere ser a subscrição por ano de $10, por semestre $6, ou por trimestre $3,5 e custam, folha avulsa 25 avos, anúncio por linha 10 avos e correspondência e comunicados 5 avos. No Boletim n.º 14, de 9 de Abril de 1846, aparecia na última página, Postscriptum, aos nossos Subscritores, “Pedimos nos queiram benévolos relevar a maior demora que ocorreu na publicação deste número. As faltas que padecia a Tipografia em que começamos a impressão do Boletim, e que tem sido causa de se haver retardado a distribuição de quase todos os nossos números anteriores, nos moverão a final a passá-la para outra oficina mais abastecida; e nestes arranjos gastou-se necessariamente algum tempo: mas enfim já se acham concluídos: e contamos que a nitidez tipográfica, e a pontual regularidade com que daqui em diante vai sair a nossa folha, amplamente compensará aos seus Subscritores as faltas passadas. Esperamos poder dar na segunda feira seguinte o número que se segue; e o do dia 23 deste mês, no seu dia próprio ou o mais tardar no imediato. Macao – Na Typ. de Silva e Souza”. Mas o Boletim do Governo da Província de Macao, Timor, e Solor, n.º 15 de 16 de Abril de 1846, refere, “A demora da publicação do presente número nos habilita a anunciar” a chegada a Macao do Exmo. Snr. João Maria Ferreira do Amaral novo Governador desta Província …”.
Hengqin | Residentes queixam-se de atrasos na entrega de casas Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 4 Jan 2022 Um grupo de residentes de Macau e do Interior da China receia ter sido alvo de burla devido ao atraso na entrega das chaves de casas que compraram no “Centro de Fortuna Haoyi”, perto de Hengqin. Cerca de uma dezena de pessoas protestou nos escritórios dos promotores na sexta-feira Na última sexta-feira, um grupo de residentes de Macau e do Interior da China protestou nos escritórios dos promotores imobiliários do empreendimento “Centro de Fortuna Haoyi”, alegando que ainda não receberam as casas nas quais investiram a partir de 2018. Segundo o jornal Exmoo News, os alegados lesados levaram cartazes e t-shirts com frases como “promotor de empreendimentos sem escrúpulos” e “imóveis sem data de entrega”. Os compradores alegam que lhes fora prometida a entrega das chaves na última sexta-feira, mas tal não aconteceu. Inicialmente, fora-lhe garantido que as casas seriam entregues no final de 2020, prazo que viria a ser adiado para 30 de Junho de 2021. No entanto, essa data também não foi cumprida. Os alegados lesados dizem que deixaram de ter um prazo concreto para aceder às fracções Desaparecidos em combate Os manifestantes afirmam que os promotores imobiliários do empreendimento, bem como os agentes de Macau que serviram de intermediários nas vendas, estão em parte incerta e incontactáveis. Além disso, não foram emitidos quaisquer documentos comprovativos da compra dos imóveis. Uma proprietária, de apelido Ho, adquiriu um imóvel pelo valor de dois milhões de renminbis através de um agente imobiliário de Macau. Ho diz que ainda está a pagar o empréstimo contraído ao banco. O “Centro de Fortuna Haoyi” situa-se perto do posto fronteiriço de Hengqin, tem uma área de 238 mil pés quadrados e, além de fracções residenciais, inclui ainda um centro comercial e escritórios.
Detectado novo caso assintomático de covid-19 Andreia Sofia Silva - 4 Jan 2022 Foi detectado, no sábado, mais um caso de infecção com o vírus SARS-Cov-2, classificado como assintomático e importado. Segundo o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, o paciente é um residente com 45 anos, vacinado, que viajou da Tailândia, via Singapura. O homem foi inoculado com duas doses da vacina da AstraZeneca em Outubro e Dezembro, e no dia 30 de Dezembro foi testado na Tailândia, com resultado negativo. Após a viagem, feita no dia seguinte, o residente acabou por testar positivo à covid-19. Numa nota divulgada ontem, as autoridades informaram que o residente está infectado com a variante Delta e não apresenta sintomas. Novas regras Entretanto, desde as 15h de domingo é imposta quarentena de14 dias, nunca inferior a sete, a todas as pessoas que viajem para Macau e que estiveram no distrito de Beilun, em Ningbo, na província de Zhejiang. As autoridades apontam que todos os indivíduos que tenham estado neste local e que entraram em Macau terão código de saúde convertido para amarelo, devendo ser submetidos a auto-gestão de saúde de 14 dias, a contar do dia de saída do local, e realizar cinco testes de ácido nucleico. Além disso, a partir de quinta-feira entram em vigor novas medidas de despiste da pandemia. Todos os indivíduos provenientes de países de “extremo alto risco”, tal como Filipinas, Rússia, Brasil, Índia ou EUA, num total de 22, devem apresentar três certificados negativos do teste de ácido nucleico realizados nos últimos cinco dias à viagem. A quarentena cumprida em Macau deve ser de 28 dias. Relativamente a quem viaja de outros países, deve apresentar à chegada ao território um certificado negativo do teste de ácido nucleico, além da quarentena obrigatória de 21 dias. Quem tenha idade igual ou superior a 12 anos deve apresentar o certificado que comprove a toma de, pelo menos, uma dose da vacina há, pelo menos, 14 dias, sendo que a última dose da vacina deve ter sido administrada num período de sete meses. Entretanto, na China, foram detectados, entre domingo e segunda-feira, 161 novos casos de covid-19, 101 deles por contágio local. A maioria encontrados na cidade de Xian, que tem estado confinada desde finais de Dezembro.
Crime | Ex-aluno detido após incendiar entrada da Escola Xin Hua João Santos Filipe - 4 Jan 20224 Jan 2022 O incendiário de 21 anos tem problemas mentais e foi o único ferido do incidente que obrigou à retirada 630 alunos e professores da Escola Xin Hua. O ataque tornou-se viral com vários vídeos a circular nas redes sociais no último dia de 2021 Um jovem de 21 anos foi detido após ter incendiado a entrada da Escola Xin Hua, no Bairro Iao Hon. O ataque aconteceu no dia 31 de Dezembro, por volta das 16h, e as imagens captadas por vários transeuntes rapidamente se tornaram virais nas redes sociais. Além do jovem, que ficou com queimaduras de segundo grau nas mãos, braços e pernas, não houve outros feridos. Com uma lata na mão e usando um capacete, o jovem, aproximou-se da entrada da escola e derramou um líquido inflamável na porta do estabelecimento de ensino e ajoelhou-se para incendiar o local. Assim que as chamas começaram a crescer, envolveram muito rapidamente toda a entrada e alastram-se às mãos e pernas do incendiário, que entra em pânico e começou a correr para apagar o fogo do seu corpo. Quando extinguiu as chamas nas pernas e mãos, o homem tirou a roupa, ficando apenas de cuecas, e assim permaneceu até ser detido quando as autoridades chegaram ao local. O jovem não ofereceu resistência à detenção, nem quis prestar declarações. Apesar de o incidente não ter provocado feridos, as chamas fizeram disparar os alarmes da escola. Por isso, e seguindo os protocolos de segurança, foram retiradas do edifício 630 pessoas, entre alunos e professores. Nas operações de combate às chamas estiveram envolvidos seis veículos de emergência e 29 bombeiros. Também a polícia enviou cerca de 20 agentes ao local, que trataram da detenção e acompanharam o jovem ao Hospital Conde São Januário, onde recebeu tratamento. Ex-aluno com problemas Ao portal All About Macau, uma testemunha no local relatou que momentos antes do fogo, o incendiário tinha tentado entrar na escola. Porém, foi impedido pelos seguranças do estabelecimento. Mais tarde, a direcção da escola confirmou que o jovem é um ex-aluno, residente local que abandonou o estabelecimento sem ter concluído os estudos. Foi igualmente indicado que o indivíduo tem um historial de problemas psiquiátricos. Por isso, Ho, director da escola Xin Hua, sublinhou a necessidade de reforçar o acompanhamento de alunos com problemas mentais, principalmente na zona em que se situa a escola, que o director categorizou como uma área desfavorecida em termos sócio-económicos. Em relação aos estragos, o director escolar deu conta de danos na estrutura de madeira na entrada, e revelou a possibilidade de reforçar o contingente de segurança na escola. Escola Pui Ching reforçou segurança Na sequência do caso de fogo posto na Escola Xin Hua, a Escola Pui Ching reforçou a segurança. O anúncio foi feito pelo vice-reitor da escola, Kuok Keng Man, em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, depois do ataque de 31 de Dezembro. De acordo com Kuok, apesar do acidente ser encarado como caso isolado, serve para alertar a sociedade para perigos que podem surgir e para a necessidade de vigilância constante. A situação foi igualmente encarada na Pui Ching como um alerta para a necessidade de controlar de forma rigorosa as pessoas que entram e saem do espaço de ensino. Contudo, o vice-reitor da Escola Pui Chin vê o caso igualmente como uma consequência de crise pandémica, cujos efeitos se fazem sentir há mais de dois anos. Segundo Kuok, há situações em que os estudantes são seriamente afectados a nível emocional pelo impacto da pandemia. Por esse motivo, a instituição de ensino diz ter contratado profissionais para darem formação aos professores, que assim podem detectar sinais e actuar junto dos alunos o mais cedo possível, de forma a fornecer o apoio necessário.
Elevadores | Nova lei pode inflacionar preços em 10% João Santos Filipe - 4 Jan 2022 Fung Tak Cheung, presidente da Associação dos Engenheiros Electrotécnicos e Mecânicos de Macau, considera que a nova Lei dos Elevadores vai fazer com que o preço da manutenção e testes de segurança dos equipamentos suba, pelo menos, 10 por cento. As declarações foram prestadas ao canal chinês da TDM, uma vez que o diploma se encontra a ser discutido na generalidade da Assembleia Legislativa. Segundo o dirigente associativo um dos motivos que irá fazer os preços disparar prende-se com a falta de mão-de-obra no sector, com conhecimento especializado na inspecção de elevadores. Actualmente, existem cerca de 9 mil elevadores em Macau, mas apenas 170 engenheiros capacitados para fazer os testes necessários. No entanto, Fung declarou estar igualmente preocupado com a proposta de lei que exige certificação ISO às empresas que vão realizar os testes exigidos. A certificação ISO corresponde a um padrão internacional, que para ser atingido exige determinado tipo de materiais e formação profissional. Contudo, o presidente da associação alertou que para a exigência legal avançar é necessário tomar medidas, uma vez que actualmente apenas uma empresa no território cumpre os requisitos da certificação necessária. Apesar da adversidade, Fung considerou que é positivo adoptar um sistema que tem uma entidade independente responsável pela supervisão das empresas do sector.
Jogo | Receitas subiram 43,7% em 2021 para 86,86 mil milhões João Santos Filipe - 4 Jan 2022 As receitas brutas dos casinos de Macau ficaram mais de 40 mil milhões de patacas abaixo das estimativas iniciais do Governo. Para 2022, a meta é 130 mil milhões, se não surgirem surtos No ano passado, as receitas brutas do jogo subiram 43,7 por cento em comparação com 2020, para 86,86 mil milhões de patacas. Os dados sobre a principal indústria do território foram publicados no primeiro dia do ano novo, pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Os números mostram que em relação a 2020 as receitas aumentaram cerca de 26,42 mil milhões de patacas, uma vez que nesse ano o valor total foi de 60,44 mil milhões de patacas. Porém, o montante das receitas dos casinos ainda está muito longe do último ano pré-covid-19 (2019), quando as receitas tinham sido de 292,46 mil milhões de patacas, ou seja, mais 205,60 mil milhões de patacas do que em 2021. Com o fechar do ano, confirma-se igualmente que as estimativas do Governo para 2021, que eram de 130 mil milhões de patacas, saíram frustradas. A diferença entre a estimativa inicial, corrigida na segunda metade do ano, e a realidade foi de 42 mil milhões de patacas. Anteriormente, o Executivo explicou a diferença com a existência de surtos no território, principalmente na altura do Verão, que levaram à imposição de várias restrições na passagem das fronteiras. Em relação ao último mês do ano passado, de acordo com a DICJ, as receitas foram de 7,96 mil milhões de patacas, um crescimento de 244 milhões de patacas (1,8 por cento) face ao período homólogo. Meta de 130 milhões Em relação ao ano que agora começa, o Executivo mantém a estimativa de 130 mil milhões de patacas em receitas brutas, que acredita alcançável se não ocorrerem novos surtos de covid-19 no território. Contudo, o analista David Katz, do banco de investimento Jefferies, emitiu um relatório cauteloso para este ano, não só devido à pandemia, mas também à situação do segmento dos grandes apostadores. “Acreditamos que vai persistir a incerteza face à atribuição das concessões do jogo, mas também em relação à procura, face ao declínio do sector VIP”, escreveu Katz. Por sua vez, Davis Fong, ex-deputado, considerou que é possível chegar à meta dos 130 mil milhões de patacas. Em declarações ao jornal Ou Mun, citado pela agência Macau News Agency, o académico especializado na área do jogo afirmou que as receitas devem ficar situadas algures entre 100 mil milhões e 130 mil milhões de patacas, num contexto em que o segmento VIP vai ter um papel cada vez mais reduzido.
Ano Novo | Ho Iat Seng jura lealdade ao Presidente Xi Jinping João Santos Filipe - 4 Jan 2022 O Chefe do Executivo anteviu mais um ano marcado por “complexidade e dificuldade”, relacionou o desenvolvimento económico com a política actual contra a pandemia e elogiou os resultados económicos de 2021 Um Governo totalmente comprometido com os discursos do Presidente Xi Jinping, mesmo quando navega “no meio da corrente” e enfrenta “ondas agitadas”. Foi esta a mensagem do Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, para o novo ano, divulgada do último dia de 2021. “No novo ano de 2022, o Governo da RAEM irá prosseguir aprofundadamente o espírito dos importantes discursos e instruções do Presidente Xi Jinping”, prometeu Ho Iat Seng. Sobre o conteúdo dos discursos, Ho elencou, em primeiro lugar, a implementação do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, a defesa da soberania, a segurança e os interesses do desenvolvimento do País, e a implementação do princípio ‘Macau governado por patriotas’, que definiu como fundamental. Por outro lado, no próximo ano, a abertura das fronteiras poderá voltar a estar longe do horizonte, porque entre as prioridades mencionadas por Ho continua a aposta na política de “zero casos” e a ligação entre a ausência de infecções e o desenvolvimento económico: “Assegurar a prevenção e o controlo da epidemia é a premissa do desenvolvimento estável da economia e da sociedade de Macau. Devemos continuar empenhados numa prevenção rigorosa e escrupulosa da epidemia, sem nunca baixar a guarda”, sublinhou Ho Iat Seng. Depois de discorrer sobre os objectivos nacionais, o Chefe do Executivo sublinhou o compromisso com a recuperação, bem-estar da população, promoção da diversificação, cooperação e desenvolvimento da RAEM enquanto prioridades. Nesta caminhada, para o líder do Governo, os bons resultados só podem ser alcançados com união. “O novo ano continuará a ser caracterizado pela complexidade e dificuldade das tarefas e desafios. Navegamos no meio da corrente e enfrentamos ondas agitadas”, indicou. “Perante os obstáculos, devemos esforçar-nos por ultrapassá-los e ir mais longe. Devemos reforçar a nossa autoconfiança, avançar unidos para vencer as adversidades e criar juntos um novo cenário para o desenvolvimento de Macau”, apelou. Sempre a ganhar Em jeito de balanço do ano que chegou ao fim, Ho Iat Seng elogio o progresso económico. “Foi um ano de grandes provações devido à volatilidade da epidemia, mas fomos capazes de vencer os momentos mais difíceis”, considerou, para depois destacar, entre as vitórias, a “melhoria gradual no desenvolvimento geral da economia em prol da harmonia e estabilidade social”. Numa altura em que 68 por cento da população está inoculada com duas ou mais doses da vacina contra a covid-19, o Chefe do Executivo destacou igualmente o esforço conjunto. “Os residentes, em comunhão de esforços, colaboraram activamente com o Governo para a contenção da propagação da epidemia num curto espaço de tempo”, afirmou. “Graças à contribuição de todos os que aqui trabalham e vivem, Macau é, neste momento, uma cidade turística, segura e apropriada para visitar”, rematou.