Areia Preta | Carro entra dentro de restaurante e faz seis feridos Hoje Macau - 27 Out 2025 Um Lamborghini descontrolado entrou pela montra de um restaurante, na Areia Preta, deixando seis pessoas feridas. O caso aconteceu na tarde de sábado, e os feridos, onde se incluem o condutor, clientes e trabalhadores do restaurante foram considerados pelas autoridades como estando numa situação “estável”. De acordo com o relato do Jornal Ou Mun, o condutor, de 60 anos, afirmou ter cometido um erro, ao pressionar o pedal do acelerador, em vez do travão, o que levou a que tivesse perdido o controlo da viatura. O teste do balão indicou que o condutor não tinha consumido álcool. Por sua vez, o dono do restaurante queixou-se dos prejuízos causados e também da impossibilidade de continuar a explorar o negócio nos próximos tempos, devido à necessidade de grandes obras. As autoridades indiciaram o condutor por ofensa à integridade física por negligência, punido com uma pena até dois anos de prisão. Álcool | Condutor detido por causar acidente Um homem com 50 anos foi detido, depois de ter causado um acidente, quando conduzia alcoolizado, com uma taxa de 1,71 gramas de álcool por litro de sangue. O caso foi revelado no sábado, embora o acidente tivesse acontecido na quarta-feira de manhã. O acidente foi declarado quando as autoridades foram chamadas à Avenida Doutor Henry Fok, devido a uma colisão traseira de um veículo ligeiro com outro. No entanto, no local, as autoridades suspeitaram que um dos condutores tinha ingerido bebidas alcoólicas pelo que realizaram o teste do balão, que apresentou o resultado de 1,71 gramas de álcool por litro de sangue. O homem confessou a ingestão do álcool, relatando que tinha estado a beber de manhã no trabalho. Ao mesmo tempo, explicou que tinha sido responsável pelo acidente, por não ter mantido uma distância de segurança apropriada.
Turismo | Melhor Setembro de sempre desde que há registos Hoje Macau - 27 Out 2025 Apesar do registo do mês passado, quando são considerados os nove meses do ano, o número de visitantes ainda está abaixo do que aconteceu entre Janeiro e Setembro de 2019, antes da pandemia Macau recebeu quase 2,8 milhões de visitantes em Setembro, mais 9,8 por cento do que no mesmo período de 2024 e o valor mais elevado de sempre para este mês, foi sexta-feira anunciado. O número de turistas que passou pelo território foi o mais elevado para qualquer mês de Setembro desde que a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) começou a compilar dados mensais, em 1998, ainda durante a administração portuguesa. No entanto, mais de 56 por cento dos visitantes (1,56 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na RAEM. Em 2024, o Governo Central divulgou uma série de medidas de apoio a Macau, como o aumento do limite de isenção fiscal de bens para uso pessoal adquiridos por visitantes da China. Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas alargaram a mais 10 cidades da China a lista de locais com “vistos individuais” para visitar Hong Kong e Macau. Além disso, desde 1 de Janeiro que os residentes da vizinha cidade de Zhuhai podem visitar Macau uma vez por semana e ficar até sete dias. Em resultado, a esmagadora maioria (90,6 por cento) dos turistas que chegaram a Macau em Setembro vieram da China continental ou Hong Kong, enquanto menos de 260.400 foram visitantes internacionais. A cidade recebeu no total quase 29,7 milhões de visitantes nos primeiros dez meses, mais 14,5 por cento do que no mesmo período de 2024 e o segundo valor mais elevado de sempre para um arranque de ano. Números excepcionais De acordo com dados oficiais, o número de turistas que passou por Macau só foi superado entre Janeiro e Setembro de 2019 – antes da pandemia de covid-19 -, período em que registou mais de 30,2 milhões de visitantes. Em 17 de Janeiro, a directora dos Serviços de Turismo de Macau disse esperar entre 38 e 39 milhões de visitantes este ano. Em Agosto, Maria Helena de Senna Fernandes apontou como meta mais de três milhões de visitantes internacionais em 2025. Nos primeiros nove meses do ano, Macau recebeu quase 1,9 milhões de turistas vindos do estrangeiro, mais 12,4 por cento do que no mesmo período de 2024. Cidadãos da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Barém e Omã passaram a estar dispensados de visto para entrar na cidade a partir de 16 de Julho. Apesar do aumento no número de turistas, o consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 12,3 por cento no segundo trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2024. No início de Maio, a DSEC apontou a “alteração do padrão de consumo dos visitantes” como uma das principais razões para a queda de 1,3 por cento da economia de Macau entre Janeiro e Março. Foi a primeira vez que o Produto Interno Bruto do território encolheu, em termos homólogos, desde o final de 2022, quando a região começou a levantar as restrições devido à pandemia de covid-19. Macau recebeu no ano passado 34,9 milhões de visitantes, mais 23,8 por cento do que no ano anterior, mas ainda longe do recorde, 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia.
Inquérito | Jovens defendem aposta no Metro Ligeiro Hoje Macau - 27 Out 202527 Out 2025 Um inquérito realizado pela Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, junto de 647 jovens, mostra que 70,5 por cento considera que este meio de transporte deve continuar a ser desenvolvido. Os resultados do estudo vão ser apresentados esta manhã, mas a associação divulgou já algumas das conclusões. Além disso, 75,6 por cento dos inquiridos mostrou apoiar a construção da Linha Leste, que já está a ser desenvolvida, e vai fazer a ligação entre as Portas do Cerco e o Pac On, atravessando a Zona A dos Novos Aterros de Macau. No entanto, os resultados apresentados mostram que a maior parte dos jovens utiliza com muito pouca preferência o metro, que actualmente apenas faz as ligações de Seac Pai Van e da Ilha da Montanha, através da Taipa, com a Estação da Barra, na Península de Macau. Ainda assim, no último ano, 58,7 por cento afirmou ter feito pelo menos uma viagem de metro.
Exposições comerciais terminam com mais de 140 acordos Hoje Macau - 27 Out 2025 As três exposições comerciais realizadas em Macau terminaram na sexta-feira com a assinatura de mais de 140 acordos de cooperação, indicou a organização, referindo que 15 por cento envolvem países de língua portuguesa. A 2.ª Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), a 30.ª Feira Internacional de Macau (MIF) e a Exposição de Franquia de Macau 2025 (2025MFE), decorreram em simultâneo, entre quarta-feira e sexta-feira. O número de acordos celebrados durante os quatro dias registou “um aumento superior a 30 por cento em relação ao ano anterior”, abrangendo áreas como “turismo e lazer integrados, ‘big health’ da medicina tradicional chinesa, tecnologia de ponta, convenções e exposições, cultura, desporto, produtos agrícolas, agenciamento de marcas, cooperação sino-lusófona, entre outras”, referiu, em comunicado, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). Ainda de acordo com o IPIM, 15 por cento destes acordos envolviam países do universo lusófono, “reflectindo o valor das exposições no aprofundamento da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa”. Por outro lado, referiu ainda o IPIM, quase 80 por cento dos acordos celebrados estavam relacionados com as indústrias ‘1+4’. O modelo ‘1+4’, criado pelo Governo de Macau como resposta à necessidade de diversificação da economia do território, profundamente dependente do jogo, pretende apostar nos seguintes sectores: indústria de saúde e bem-estar, indústria de finanças modernas, indústria de tecnologia de ponta e, por fim, a indústria de convenções, exposições e comércio, cultura e desporto. O IPIM, lê-se ainda na nota, deu a conhecer a mais de 350 empresas o “ambiente de investimento e as vantagens comerciais de Macau”. Intenções de investimento Até ao momento, 68 empresas, incluindo de Portugal e do Brasil, “já subscreveram a declaração de intenções de investimento, o que representa um aumento de 70 por cento em termos homólogos”. Além disso, ao longo destes quatro dias, mais de 600 representantes empresariais de países de língua portuguesa, do Sudeste Asiático e de várias regiões da China continental visitaram Macau e a Zona de Cooperação Aprofundada, “a fim de conhecer as suas zonas comerciais e o seu ambiente comercial”. A C-PLPEX, a MIF e a MFE reuniram este ano mais de 1.100 expositores de quase 30 países, recebendo mais de 85 mil participantes, ainda de acordo com o IPIM.
Economia | Alimentos, rendas e hipotecas cada vez mais caros Hoje Macau - 27 Out 2025 A inflação acelerou em Setembro pelo terceiro mês consecutivo, com aumentos em vários bens e serviços de primeira necessidade que se estendem aos combustíveis e à educação A inflação acelerou em Setembro, pelo terceiro mês consecutivo, ao mesmo tempo que o índice de preços no consumidor (IPC) voltou a cair no Interior, foi anunciado na sexta-feira. O índice em Macau subiu 0,47 por cento em Setembro, em termos homólogos, mais 0,2 pontos percentuais do que o registado em Agosto (0,27 por cento), e o valor mais elevado desde Janeiro (0,57 por cento), segundo dados oficiais. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, a aceleração da inflação deveu-se sobretudo aos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 0,56 por cento). Já o custo das refeições adquiridas fora de casa, subiu 1,56 por cento. Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos cresceram 0,85 por cento e 0,63 por cento, respectivamente, após a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) ter aprovado, em 18 de Setembro, a primeira descida da taxa de juros desde o final de 2024. A Assembleia Legislativa do território aprovou, em Abril de 2024, o fim de vários impostos sobre a aquisição de habitações, para “aumentar a liquidez” no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong. Com a recuperação no número de visitantes, a região registou uma subida de 20,2 por cento no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental. Viagens mais caras Também o custo das excursões e hotéis para viagens ao exterior de residentes de Macau aumentou 7,94 por cento, enquanto os gastos com educação e combustíveis para veículos subiram 1,67 por cento e 2,21 por cento, respectivamente. Na China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, o IPC voltou a cair 0,3 porcento em Setembro, em termos homólogos, o segundo mês consecutivo de deflação (queda anual nos preços no consumidor) e o sexto nos nove meses do ano. A deflação reflecte debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravosa, já que uma queda no preço dos activos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias. O valor registado em Setembro surpreendeu os analistas, que previam uma contracção menor dos preços, a rondar 0,1 por cento. A segunda maior economia mundial continua sob pressão deflacionista, devido à combinação entre a fraca procura interna e o excesso de capacidade industrial, agravada pela guerra comercial com os Estados Unidos, que tem dificultado o escoamento de inventários acumulados pelas empresas. Em Hong Kong, a inflação manteve-se inalterada, em 1,1 por cento, em Setembro.
Educação | Defendida criação de vales de aprendizagem Hoje Macau - 27 Out 2025 Chan Lai Kei, deputado ligado à comunidade de Fujian, interpelou o Governo sobre a ideia de criar vales de aprendizagem, fora do sistema de ensino, que seriam atribuídos anualmente aos alunos com dificuldades económicas, a fim de aliviar os encargos das famílias. Segundo uma interpelação escrita, o deputado argumentou que, actualmente, os subsídios atribuídos pelo Governo acontecem em contexto escolar, mas os cursos existentes nas escolas podem não corresponder às necessidades de todos os alunos. Por sua vez, o Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo, virado para cursos fora do sistema escolar, apenas se destina a residentes com mais de 15 anos, pelo que quem tem entre 6 e 14 anos tem de pagar cursos fora da escola na totalidade, sem qualquer apoio. Segundo Chan Lai Kei, a ausência de apoio financeiro neste âmbito faz com que haja limitações ao desenvolvimento do potencial dos alunos, dificultando também a melhoria em termos de diversidade social e a concretização de uma maior equidade educativa a longo prazo.
Crime | Mulher suspeita de roubar estátuas em templos João Santos Filipe - 27 Out 2025 Uma residente é suspeita de ter entrado em quatro templos na Taipa e em Coloane e levado pelo menos três estátuas do deus Tou Tei. O Instituto Cultural apela às pessoas para respeitarem os lugares e objectos de culto Uma residente local foi detida e está indiciada pelo roubo de pelo menos três estátuas de Tou Tei em templos na Taipa e em Coloane. O caso foi divulgado na sexta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) e, além das estátuas roubadas, na habitação da mulher com 38 anos foram encontradas outras 50 estátuas. As autoridades foram alertadas para o caso após terem recebido queixas sobre o desaparecimento de nove estátuas de Tou Tei em quatro tempos na Taipa e Coloane, com os valores dos objectos de cultural a variarem entre centenas de patacas e as 3 mil patacas. O deus “To Tei Kong”, também conhecido como “Foc Tac Cheng San” ou “Tai Pak Kong” é uma das figuras de culto mais populares entre a comunidade chinesa e é visto como protector de alguns aspectos como a vida, a saúde e a riqueza. Na sequência das investigações, as autoridades apuraram que a mulher, desempregada, conduziu para os templos em causa, entre os dias 21 e 23 de Outubro, tendo sido vista a entrar e sair dos lugares de culto. Quando foi abordada pelas autoridades, optou por manter-se em silêncio, mas as buscas a sua casa e ao carro levaram a que fossem encontradas três estátuas, que correspondem à descrição dos objectos de culto desaparecidos. No entanto, as autoridades foram surpreendidas com a descoberta de outras 50 estátuas, igualmente ligadas a objectos de culto. A PJ não conseguiu apurar a proveniência das estátuas, mas não afastou a hipótese de terem sido igualmente roubadas. Por isso, foi deixado um alerta aos templos locais para verificarem se têm objectos em falta. IC mostra preocupação Após o caso ter sido tornado público, o Instituto Cultural (IC) emitiu um comunicado a manifestar a “elevada preocupação” e a apelar “ao público para que valorize e respeite a cultura e as tradições religiosas em Macau, abstendo-se de práticas susceptíveis de causar danos ao valor dos bens culturais, evitando, assim, infringir a lei”. “Os templos com os respectivos costumes e crenças constituem um património cultural importante para Macau, sendo que as estátuas, as placas horizontais com inscrições e demais componentes fazem parte integrante desse património”, foi acrescentado. O IC defendeu ainda que “tem vindo a realizar inspecções regulares em diversos templos locais, mantendo uma comunicação directa e constante” com os responsáveis dos templos sobre “o estado de conservação das edificações e dos objectos”, havendo inclusive um registo. O organismo liderado por Deland Leong Wai Man apontou ainda que as pessoas não devem retirar “quaisquer objectos ou componentes importantes por iniciativa própria” dos templos e igrejas, porque arriscam-se a serem acusados de cometer crimes.
Fórum Macau | Promovida economia digital em colóquio Hoje Macau - 27 Out 2025 Terminou na sexta-feira o “Colóquio sobre Economia Digital entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. O evento arrancou no dia 13 de Outubro e foi promovido pelo Fórum Macau, tendo o secretário-geral, Ji Xianzheng, referido que o evento visou promover “as novas tecnologias, como a inteligência artificial e a economia digital, tendo por objectivo a promoção da digitalização do comércio e investimento nos países participantes do Fórum Macau”. Além disso, no seu discurso, Ji Xianzheng salientou a importância de “fomentar a inovação tecnológica e a modernização de cooperação industrial transfronteiriça”. O Fórum Macau destaca ainda, na mesma nota, que este colóquio “permitiu agilizar e incentivar as partes envolvidas a explorarem conjuntamente as oportunidades proporcionadas pela economia digital, superando riscos e desafios, apoiando o desenvolvimento empresarial e alcançando benefícios mútuos”. Ensa Indjai, na qualidade de representante rotativo do colóquio, “expressou que a China tem mostrado ao mundo a força da sua estratégia de integração digital, inteligência artificial e das novas tecnologias, abrindo caminhos para o fortalecimento das relações com os Países de Língua Portuguesa”.
Água Reciclada | Estabelecida meta de 10 por cento Hoje Macau - 27 Out 2025 O governo pretende que “a longo prazo” cerca de 10 por cento da água consumida em Macau seja reciclada. A meta foi reiterada no dia de ontem, através de um comunicado do gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas. “A meta a médio prazo é que o consumo de água reciclada represente 5 por cento do consumo total de água de Macau, sendo a meta a longo prazo ultrapassar os 10 por cento”, foi divulgado. Esta é vista como uma via para “economizar ainda mais os preciosos recursos hídricos, criar maior valor para o seu desenvolvimento sustentável e construir uma cidade de Macau mais orientada para a poupança de água”. De acordo com o mesmo comunicado, “Macau enfrenta uma escassez significativa de água doce” e 99 por cento da água bruta consumida provém do Interior. Os mesmos dados indicam que desde o final de 1999, “a procura de água tem registado um crescimento acentuado, o volume de água bruta abastecida a Macau em 2024 atingiu cerca de 105 milhões de metros cúbicos, o que representa um aumento superior a 83 por cento”.
Economia | Nick Lei pede novo cartão do consumo Hoje Macau - 27 Out 2025 Numa interpelação escrita, o deputado Nick Lei pediu ao Governo que estude a possibilidade de atribuir mais uma ronda do cartão do consumo, à semelhança do que aconteceu durante a pandemia. Segundo o legislador ligado à comunidade de Fujian, os idosos e deficientes têm grandes dificuldades para utilizar o modelo actual de incentivo ao consumo, que adopta uma política de descontos. Anteriormente, o cartão atribuía um montante que podia ser utilizado, independentemente de qualquer gasto dos idosos. Segundo o deputado, no caso de o Governo não conseguir atribuir o cartão de consumo a todos os cidadãos, pelo menos deve apoiar os grupos vulneráveis, como idosos, deficientes e pessoas com menores rendimentos. Lei pede também ao Executivo que realize um estudo sobre a eficácia do modelo em vigor.
Plano Quinquenal | Chan Meng Kam defende aposta em Hengqin Hoje Macau - 27 Out 2025 Com o início do 15.º Plano Quinquenal nacional no próximo ano, o empresário e ex-deputado Chan Meng Kam veio a público defender a necessidade de apostar mais na Ilha da Montanha, para promover a diversificação da economia de Macau. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, Chan Meng Kam destacou as vantagens da diversificação da economia e da exploração de Hengqin, apontando que desde que foi adoptada a política de circulação de veículos de Macau em Guangdong, a vida quotidiana dos residentes deixou de estar limitada à RAEM e passou a englobar um raio de deslocações de uma hora, dentro do projecto nacional da Grande Baía. Por sua vez, o empresário e agora deputado Kevin Ho elogiou os esforços da política económica dos governos dos últimos anos, com o que indicou ser uma redução da proporção do sector do jogo no Produto Interno Bruto (PIB) para menos de 40 por cento. Esta é uma redução que poderá acentuar-se a partir de Dezembro, altura em que vários casinos-satélite vão encerrar as portas, por decisão do Governo e dos deputados. Kevin Ho também abordou o 15.º Plano Quinquenal nacional, para afirmar que é cada vez mais claro o papel que a RAEM deve assumir no âmbito do desenvolvimento do país. O empresário deixou assim a esperança que se concretizem cada vez mais os esforços de diversificação em áreas como o turismo de lazer, medicina chinesa tradicional e finanças modernas.
Salários | Proposto aumento de uma pataca por hora Hoje Macau - 27 Out 2025 Em cima da mesa, estava a discussão de um aumento do salário mínimo entre uma e três patacas por hora. O Executivo liderado por Sam Hou Fai optou pelo montante mais reduzido. A decisão foi justificada com “o equilíbrio de um conjunto de factores” Após a discussão do Conselho Executivo, o Governo propõe um aumento de uma pataca por hora do salário mínimo. Em cima da mesa, estava a possibilidade de aumentar entre uma e três patacas, e os governantes optaram pelo crescimento mais reduzido. A proposta foi revelada na sexta-feira, através de uma conferência de imprensa do Conselho Executivo, que tem como novo porta-voz Wong Sio Chak, agora secretário para a Administração e Justiça. De acordo com a proposta, o salário por hora vai subir das 34 patacas para 35 patacas, o que representa um crescimento de 2,9 por cento. No que diz respeito ao cálculo diário, Conselho Executivo apresentou o aumento como um crescimento de 272 patacas para 280 patacas, tendo em conta oito horas de trabalho. Em termos semanais, o actual salário de 1.632 patacas vai aumentar para 1.680 patacas, enquanto a nível mensal o crescimento é de 7.072 patacas para 7.280 patacas. Segundo o Executivo, a proposta teve por base “o equilíbrio de um conjunto de factores, designadamente o ambiente de negócios dos empregadores, a garantia dos direitos e interesses dos trabalhadores e a capacidade de aceitação dos consumidores”. As estimativas oficiais apontam para que o aumento vá abranger “cerca de 18.200 pessoas”, o que significa 4,4 por cento do total dos trabalhadores, excluindo os trabalhadores domésticos. Exclusão defendida Na conferência de imprensa, o Governo de Sam Hou Fai defendeu também a necessidade de os trabalhadores domésticos terem um ordenado abaixo do salário mínimo. A posição mostra que Sam não vai alterar esta política, mantendo as opções de Ho Iat Seng. A posição foi explicada pelo director dos Serviços para os Assuntos do Trabalho (DSAL), Chan Un Tong: “Quando a lei foi estabelecida, a principal premissa foi a ‘natureza única’ do trabalho doméstico e a necessidade de o trabalhador se ‘integrar’ na vida familiar do empregador”, justificou Chan Un Tong. “No entanto, mesmo que esta legislação não se lhes aplique, isso não significa que os seus direitos não estejam protegidos”, defendeu. Actualmente, a DSAL permite a contratação de trabalhadores não-residentes como trabalhadores domésticos, desde que haja um ordenado mínimo de 3.200 patacas. No entanto, Chan apontou que o salário mediano ronda as 3.800 patacas. Face a este valor, o director da DSAL considerou que a prática mostra que mesmo para estes trabalhadores “existem mecanismos que garantem uma remuneração razoável”. JSF / Lusa
Pop Mart, fabricante de Labubu, cai 10,8% em Hong Kong entre dúvidas sobre crescimento Hoje Macau - 24 Out 202524 Out 2025 As ações da Pop Mart, empresa chinesa responsável pelo fenómeno global das figuras Labubu, afundaram esta quinta-feira 10,8%, na maior queda desde abril, num novo episódio de volatilidade que contrasta com os bons resultados de vendas divulgados na véspera. A desvalorização reflete a crescente cautela dos investidores face à possibilidade de uma desaceleração do crescimento da empresa, após vários trimestres impulsionados pela popularidade dos seus produtos colecionáveis. Na quarta-feira, os títulos da Pop Mart subiram 4,23% na bolsa de Hong Kong, apesar do tom negativo do mercado, na sequência do anúncio de que a faturação no terceiro trimestre aumentou entre 245% e 250%, impulsionada pela viralização de Labubu nas redes sociais e pela expansão internacional da empresa. Segundo dados fornecidos pela companhia, as vendas domésticas cresceram 190%, enquanto as internacionais dispararam 370%, com destaque para subidas de 175% na região Ásia-Pacífico, mais de 740% na Europa e quase 1.270% nos Estados Unidos. A forte queda registada hoje é atribuída em grande parte à realização de lucros, após a valorização superior a 186% desde o início do ano, e à incerteza sobre a sustentabilidade do atual ritmo de crescimento. A ação caiu 8,1% na terça-feira, o pior desempenho desde abril, penalizada pelos receios de um abrandamento nas vendas após meses de euforia. A divulgação preliminar de resultados ajudou a dissipar temporariamente essas preocupações, mas a ausência de uma data oficial para a apresentação das contas mantém a incerteza quanto à evolução futura da empresa. O presidente executivo e fundador, Wang Ning, mostrou-se confiante na resiliência de longo prazo do personagem Labubu, defendendo que ícones culturais continuam a gerar receitas mesmo após o pico de popularidade. Segundo a agência Bloomberg, a explosão da procura obrigou a própria empresa a rever em alta as suas metas internas. Se no início de 2024 a Pop Mart previa uma faturação de 2.800 milhões de dólares (cerca de 2.400 milhões de euros), em agosto Wang elevou essa meta para 4.200 milhões de dólares (3.600 milhões de euros), apontando o impulso global da marca como fator-chave. Fundada em Pequim em 2010, a Pop Mart consolidou-se como uma das principais referências asiáticas no setor de brinquedos e figuras de coleção, combinando design exclusivo, edições limitadas e colaborações com marcas, artistas e franquias internacionais. O seu modelo de negócio assenta nas chamadas “caixas surpresa”, que incentivam compras repetidas e criaram uma comunidade de fãs dispostos a pagar elevados prémios por peças raras. Entre as suas principais linhas está Labubu, um monstro de orelhas pontiagudas e sorriso travesso inspirado na mitologia nórdica, criado pelo artista de Hong Kong Lung Ka-sing em 2015 e integrado no portefólio da empresa em 2019.
Quatro mortos, incluindo o agressor, após ataque com arma branca no sul da China Hoje Macau - 24 Out 2025 Quatro pessoas morreram, incluindo o agressor, e uma ficou ferida num ataque com arma branca ocorrido na terça-feira à tarde num complexo residencial da cidade de Liuzhou, na região autónoma de Guangxi, sul da China. Segundo um comunicado da Polícia local, o incidente ocorreu por volta das 18h, num bairro do distrito de Chengzhong, onde um homem de 69 anos, identificado apenas pelo apelido Ye, esfaqueou quatro vizinhos após uma disputa. O suspeito caiu do alto de um edifício pouco depois do ataque, indicaram as autoridades na nota, sem avançar detalhes sobre as circunstâncias da queda. As vítimas foram imediatamente transportadas para um hospital próximo, mas três acabaram por não resistir aos ferimentos. As autoridades abriram uma investigação para apurar os motivos do ataque e esclarecer os contornos do incidente, acrescenta o comunicado.
Pequim | Diogo Craveiro com bronze nos Mundiais de patinagem artística Hoje Macau - 24 Out 2025 O patinador português Diogo Craveiro obteve esta quinta-feira a medalha de bronze na variante livre do Campeonato do Mundo de patinagem artística, a decorrer em Pequim. Diogo Craveiro, vice-campeão europeu, fechou o pódio com a pontuação de 223.39 no total das provas dos programas curto e longo, atrás dos espanhóis Hector Diez Severino (243.44) e Arnau Pérez Montero (231.55), respetivamente ouro e prata. A medalha de Diogo Craveiro é a quarta da seleção lusa em Pequim, depois dos títulos mundiais de Madalena Costa, primeiro de sempre no escalão sénior feminino, e Rita Azinheira (júnior) e do bronze de João Pedro Cruz (júnior).
Hong Kong regista primeira morte devido a febre chikungunya Hoje Macau - 24 Out 202524 Out 2025 As autoridades da região semiautónoma chinesa de Hong Kong anunciaram esta quinta-feira a primeira morte causada pelo vírus chikungunya, depois de um surto na vizinha província de Guangdong. O Centro para a Proteção da Saúde (CHP, na sigla em inglês) de Hong Kong anunciou a morte de um homem de 77 anos que sofria de uma doença crónica, de acordo com um comunicado. A vítima visitou Cantão, capital da província de Guangdong, entre 30 de setembro e 13 de outubro, tendo começado a sentir febre e dores nas articulações depois de regressar a Hong Kong, referiu o CHP. Com o estado de saúde a agravar-se, o homem foi internado nos cuidados intensivos do Hospital Ruttonjee, onde morreu devido ao vírus, agravado pela falência múltipla de órgãos. Este ano, Hong Kong registou 42 casos de doença causada pelo vírus chikungunya, mas as autoridades sublinharam que todos foram classificados como infeções vindas de fora do território. Transmitido por mosquitos, o vírus chikungunya provoca febre e dores articulares, com sintomas semelhantes aos da dengue, afetando com maior gravidade crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes. O CHP sublinhou que esta infeção raramente está associada a sintomas graves, com uma taxa de mortalidade inferior a 0,1%, mas alertou que os indivíduos de alto risco devem procurar imediatamente um médico se apresentarem sintomas. As autoridades de saúde de Hong Kong reforçaram as medidas de prevenção nos distritos afetados e espalharam pesticidas para tentar eliminar os mosquitos nas zonas de risco. As escolas aplicaram medidas de controlo de águas estagnadas, onde os mosquitos se reproduzem, e a região chinesa reforçou a vigilância nas fronteiras. A nível mundial, entre janeiro e setembro, foram reportados quase 445.300 casos suspeitos ou confirmados de chikungunya e 155 mortes em 40 países, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Na China continental, quase 16.500 casos de chikungunya foram registados até ao final de setembro, num surto concentrado nas cidades de Foshan e Jiangmen, próximas de Hong Kong e Macau, que registou 29 casos importados e oito casos locais. As autoridades de Foshan impuseram medidas preventivas rigorosas, incluindo uso de redes mosquiteiras, drones e desinfetante, com ameaças de multas e cortes de eletricidade para quem não eliminar águas paradas. No final de agosto, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças sublinhou que foram registados este ano 27 surtos de chikungunya, um novo recorde no continente europeu.
FRC | Concerto com saxofonista Julian Chan amanhã Hoje Macau - 24 Out 2025 Decorre amanhã, mais uma sessão da iniciativa “Saturday Night Jazz”, com o concerto “Meet The Masters: Julian Chan”, a partir das 21h, na Fundação Rui Cunha (FRC). Eis a oportunidade para assistir, de forma gratuita, à actuação do saxofonista, compositor e professor de música malaio Julian Chan, que vai actuar com a banda residente da Associação de Promoção do Jazz de Macau (MJPA). Segundo um comunicado da FRC, Julian Chan é um “experiente saxofonista” e mestre em Jazz pelo Queen’s College dos Estados Unidos. Actualmente dá aulas na UCSI – University College Sedaya International, em Kuala Lumpur, na Malásia. É também fundador e maestro da Orquestra de Jazz Julian Chan. Nesta edição do Saturday Night Jazz, Julian Chan apresentará uma série de clássicos do jazz e também obras originais que irá interpretar com os membros da MJPA. A série “Meet the Masters”, promovida anualmente pela MJPA, apresenta e colabora com músicos profissionais radicados ou de passagem pelo território. Realiza-se desde 2014, e é uma das actividades de longo prazo da MJPA, tendo convidado já inúmeros músicos profissionais a vir até Macau para ensaiar com os seus membros e actuar em conjunto para o público local. A Associação de Promoção de Jazz de Macau é uma associação artística local sem fins lucrativos, criada em 2010. O objectivo da MJPA é promover a música jazz junto do público de Macau e proporcionar oportunidades aos músicos locais, realçando assim a característica multicultural do território.
“Salão de Outono” abre hoje ao público na Casa Garden Andreia Sofia Silva - 24 Out 2025 É hoje inaugurada a exposição anual “Salão de Outono AFA 2025”, organizada pela AFA – Art for All Society, e que é acolhida na Casa Garden, sede da Fundação Oriente (FO) em Macau. A partir das 18h30, e até ao dia 6 de Dezembro, podem ser vistas cerca de 100 obras de artistas locais e ainda uma mostra da AFA com curadoria de Alice Kok, intitulada “Chinoiserie Surrealista: Golden City of Seres – Uma Exposição e Espectáculo de Intercâmbio Cultural e Artístico entre Macau e Antuérpia”. Trata-se de um projecto de “colaboração interdisciplinar que reúne artes visuais, dança e música”, sujeito ao tema “Chinoiserie Surrealista”, e onde se proporciona um “diálogo artístico entre as culturas oriental e ocidental que se entrelaçam e onde o clássico se encontra com o futurista”. Depois de uma primeira apresentação em Antuérpia, na Bélgica, este projecto de Alice Kok estreia-se agora em Macau. O tema desta edição do Salão de Outono, a 16.ª, é “Regresso a Casa: Um Reencontro entre a Luz e a Sombra da História” e apresenta obras de 50 artistas de Macau que expõem, assim, uma diversidade de trabalhos em termos de temas e estilos. Destaque também para a apresentação da secção especial chamada de “Exposição dentro da Exposição”, composta pela mostra individual de cerâmica “The Whims of Creation” [Os Caprichos da Criação] de Lio Pou I, vencedor do Prémio de Arte da FO em 2024. Aqui, “as formas características de nuvens e corpos exploram o profundo significado da vida e da existência”, destaca-se numa nota da AFA. Diversidade criativa A edição deste ano do Salão de Outono conta com curadoria de Juliam Lam Tsz Kwan e Leong Kit Man. Ao HM, Julia Lam destaca que esta edição revela “a diversidade e vitalidade do panorama artístico contemporâneo de Macau”, mostrando-se também “talentos emergentes e uma herança e energias do ecossistema artístico” local. Julia Lam salienta também a apresentação do prémio da FO. “Nesta mostra, Lio Pou I mergulha nos profundos mistérios da existência através da sua arte cerâmica, criando formas que lembram nuvens e figuras humanas para explorar o significado da vida e do viver. Esta série está exposta na galeria do rés-do-chão da casa histórica [Casa Garden], com acesso directo a partir do jardim, e este cenário único cria um diálogo íntimo entre as fundações históricas do espaço e a prática contemporânea que ele abriga, convidando os visitantes a experimentar a profunda conexão entre património e inovação.” Ainda segundo Julia Lam, os trabalhos que integram esta edição do Salão de Outono “incorporam a confluência de investigação filosófica, património visual e inovação visionária que inspira os artistas de Macau e que se alinha com a visão e os princípios da FO e da AFA – Art For All”. A curadora revelou que, ano após ano, “há mais projectos multimédia e instalações seleccionadas para o Salão de Outono, mas o ponto de atracção da exposição permanece inalterado”, que é “a interacção emocional, as mensagens transmitidas que tocam o ‘eu’ interior e a responsabilidade por uma consciência natural, humana e patrimonial, que tornam as obras de arte intemporais”.
Fotografia | “As Prisões do Norte da Birmânia”, de Lu Nan, expostas em Lisboa Andreia Sofia Silva - 24 Out 2025 A Ochre Space, galeria fundada pelo advogado e residente de Macau João Miguel Barros, em Lisboa, acolhe, desde ontem, uma nova exposição de fotografia, e desta vez com um dos maiores fotógrafos chineses. Lu Nan fez “As Prisões do Norte da Birmânia” onde retrata a vida difícil de quem lá esteve. O público pode ainda ver o filme “Trilogia”, sobre diversos projectos do fotógrafo São rostos do sofrimento, da ausência de algo, da dureza da vida. É deste conteúdo que se fazem as imagens do projecto “As Prisões do Norte da Birmânia” [Prisons of North Burma”, da autoria de Lu Nan, um dos maiores fotógrafos chineses que vê agora o seu trabalho apresentado ao público português na galeria Ochre Space, fundada pelo advogado e residente de Macau João Miguel Barros. Até ao dia 29 de Novembro, é possível ver um total de 63 fotografias analógicas que fazem parte do projecto que Lu Nan desenvolveu na Birmânia entre os meses de Junho a Setembro de 2006. Esse trabalho foi realizado na Prisão de Yanglongzhai e no Reformatório da Zona de Kokang, ambos localizados na Zona Especial n.º 1 (também chamada Kokang) do Estado de Shan, na Birmânia. Segundo o catálogo da exposição, que contém uma mensagem do próprio Lu Nan, de 2009, tanto a prisão como o reformatório albergavam, à data da captura das imagens, “95 por cento dos reclusos detidos e encarcerados por concentração, transporte e tráfico de droga”, tendo em conta o anterior cultivo de papoila, entretanto banido. Segundo Lu Nan, “após a proibição, os habitantes das montanhas tentaram plantar outras culturas comerciais, como borracha, fruta, café, etc., mas nenhuma destas tentativas foi bem-sucedida”, sendo que “apenas o cultivo da cana-de-açúcar obteve algum sucesso”. “Embora a papoila do ópio já não seja vista em Kokang, grandes áreas nos distritos vizinhos ainda são cultivadas com papoila. Além disso, as consequências do cultivo da papoila, juntamente com o influxo de novas drogas sintéticas, continuam a causar graves problemas de abuso, contrabando e tráfico de drogas”, descreveu. Os consumidores que andavam na prisão ou no reformatório eram de heroína ou de drogas sintéticas, sendo que o seu dia-a-dia era tudo menos fácil, segundo a descrição de Lu Nan. “Independentemente de terem consumido heroína ou drogas sintéticas, após a detenção, os reclusos não recebem qualquer alimento. Os consumidores de heroína passam por uma provação difícil, especialmente durante a primeira metade do mês: têm de suportar duas semanas de vómitos e diarreias frequentes antes de se sentirem quase normais. Após a libertação, todos os reclusos que consumiam estupefacientes regressam ao vício, sem excepção.” Trilogia humanitária Além destas imagens, há a possibilidade de visualizar um vídeo, de 28 minutos, com diversos projectos fotográficos de Lu Nan, e que fazem parte de uma série a que o próprio chamou de “Trilogia”. O vídeo é composto por 225 fotografias, em que a primeira parte contém o projecto “The Forgotten People” (1989-1990), sobre a doença mental na China, com 56 fotografias. Segue-se “On the Road” (1992-1996), sobre a Igreja Católica na China, que contém 60 imagens, e ainda “Four Seasons (1996-2004), sobre a vida diária dos camponeses Tibetanos, com 109 fotografias. Neste vídeo espelha-se a “Trilogia”, realizada entre os anos de 1989 e 2004, que “mais do que um conjunto de séries fotográficas, é uma meditação visual sobre a condição humana”, tratando-se de “três capítulos, três mundos, três formas de resistência”, descreveu João Miguel Barros, também ele fotógrafo e curador. Para Barros, Lu Nan, nascido em 1962, é “hoje uma figura incontornável da fotografia chinesa”, com uma obra que se distingue “não pela quantidade, mas pela densidade”. A primeira série, “The Forgotten People”, explora a realidade dos hospitais psiquiátricos na China, sendo também “uma viagem pela doença mental no interior da China”, verificando-se “abandono, mas também dignidade”. Segue-se “On The Road”, em que o fotógrafo chinês acompanhou comunidades católicas no país. “O terceiro e último capítulo, ‘Four Seasons’ (1996-2004), é uma ode à vida dos camponeses tibetanos. Durante oito anos, Lu Nan acompanhou o ciclo das estações, os rituais budistas, o trabalho agrícola, a intimidade das famílias. Aqui, a espiritualidade não é clandestina, é integrada. A vida é dura, mas vivida de forma plena”, descreve João Miguel Barros no catálogo da exposição. As imagens das prisões da Birmânia também pertencem a esta trilogia. “No conjunto das 63 fotografias que constituem o projecto, vimos homens acorrentados, corpos marcados pela dependência, olhares vazios. Mas também momentos de cuidado, de partilha, de humanidade. Mais uma vez Lu Nan não julga: observa, escuta, revela. Este projecto é um epílogo sombrio da Trilogia – um retorno do paraíso ao inferno, agora marcado pela violência estrutural do narcotráfico e do encarceramento”, descreve João Miguel Barros.
Sands China com lucro de 2,17 mil milhões de patacas Hoje Macau - 24 Out 2025 No terceiro trimestre deste ano, os lucros da Sands China chegaram aos 272 milhões de dólares americanos, um aumento anual de 1,5 por cento face ao ano passado, de acordo com os resultados divulgados ontem. No mesmo período de 2024, a concessionária que explora os casinos Venetian, Parisian e Londoner tinha alcançado lucros de 268 milhões de dólares. Para o aumento dos lucros, contribuiu a maior receita líquida proveniente dos casinos em Macau, que de acordo com a concessionária apresentou um aumento anual de 7,5 por cento, para 1,90 mil milhões e dólares americanos. “Continuamos entusiasmados com as nossas oportunidades de crescimento em Macau e Singapura, à medida que percebemos os benefícios dos nossos programas de investimento de capital recentemente concluídos”, afirmou Robert Goldstein, presidente e director-executivo da Las Vegas Sands, empresa-mãe da Sands China, em comunicado. “Em Macau, o nosso compromisso de décadas em fazer investimentos que aumentem o apelo turístico de Macau e apoiem o seu desenvolvimento como um centro mundial de turismo e lazer deixa-nos numa boa posição para aproveitar o crescimento futuro”, acrescentou. Apostas paralelas Em relação às tendências mais recentes nas mesas dos casinos do território, assunto que foi abordado na apresentação dos resultados aos analistas, Robert Goldstein destacou o impacto das apostas paralelas no jogo de bacará. Aos analistas, Robert Goldstein explicou que o bacará continua a ser o núcleo forte das receitas. No entanto, afirmou que as apostas paralelas vieram criar “novas oportunidades” de jogo. Nas apostas paralelas o jogador não aposta directamente no jogo, ao invés aposta no resultado, aposta na vitória do jogador ou da banca, ou em outras combinações. São apostas com valores mais baixos, que muitas vezes têm uma recompensa maior, porque as probabilidades de ganhar são menores. Diante dos analistas, Robert Goldstein também reconheceu que estas apostas são benéficas para os casinos, porque têm uma maior vantagem, em comparação com as apostas nas mesas de bacará.
C-PLPEX | Empresas alimentares lusas querem chegar ao Interior Hoje Macau - 24 Out 2025 As empresas portuguesas Pudim da TV e PortugalFoods estão a participar na C-PLPEX e tentam penetrar no mercado do Interior. A tarefa não é encarada como fácil, mas os apoios em Macau e de parceiros do outro lado da fronteira podem ajudar Uma empresa de Fafe disse ontem que está a investir em robots para conseguir produzir, por ano, um milhão de pudins inspirados no pudim abade de priscos e começar a exportar para a China. O criador do Pudim da TV, Paulo Fernandes, anunciou à Agência Lusa que, até ao final do ano, a fábrica da empresa no distrito de Braga terá quatro robots a operar, atingindo assim a capacidade para produzir um milhão de pudins por ano. A unidade fabril, criada há dois anos e meio, já fornece sobremesas a mais de 400 restaurantes em Portugal e exporta para nove países na Europa e América do Sul, disse Fernandes. O empresário falava aos jornalistas durante o segundo dia da 2.ª Exposição Económica e Comercial China–Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), que está a decorrer em simultâneo com a 30.ª Feira Internacional de Macau. Fernandes trouxe o Pudim da TV ao território “acima de tudo para tentar perceber como é que é o palato daqui dos chineses, se o pudim é bem aceite ou se nós temos que fazer alguma afinação ao sabor”. A empresa, cujo volume de negócios atinge “umas centenas de milhares de euros”, pretende também “arranjar parceiros” para fazer a distribuição do pudim e repetir “o crescimento exponencial” do pastel de nata no estrangeiro. Paulo Fernandes disse estar a analisar a possibilidade de aderir a um programa do Governo de Macau, que irá entrar em vigor em Novembro, para ajudar empresas estrangeiras a internacionalizar-se a partir da região. O chef revelou que tem reuniões marcadas com potenciais parceiros. Dependendo do interesse, Macau pode ser a “porta de entrada” do Pudim da TV para mercados como a vizinha Hong Kong e a China continental. Aposta no Online Por sua vez, a empresa PortugalFoods revelou ter assinado um acordo com a Tmall para ter “uma forte presença portuguesa” numa das maiores plataformas de comércio electrónico da China. A directora executiva da PortugalFoods considerou “muitíssimo interessante” o protocolo de cooperação assinado durante a 2.ª C-PLPEX, em Macau. “O nosso objectivo é começarmos a trabalhar realmente na constituição de – eu não digo uma loja – uma forte presença portuguesa nesta plataforma”, explicou Deolinda Silva. “Não é fácil, mas eles estão ali prontos para nos ajudar, e nós também já vamos cada vez mais adquirindo mais conhecimento sobre o desafio que nos espera”, admitiu a dirigente. A cooperação arrancou ontem, com uma apresentação dos produtos das empresas associadas da PortugalFoods junto de empresas chinesas “das mais variadas categorias”, revelou Silva. A associação trouxe produtos de 12 companhias à C-PLPEX, mas conta com mais de 200 associados entre empresas, entidades do sistema científico e da fileira agroalimentar e outras actividades conexas. A apresentação faz parte de uma estratégia da Tmall para promover os produtos agroalimentares portugueses “de uma forma agregada, para se ganhar alguma dimensão”, explicou a directora executiva da PortugalFoods. “O trabalho que tem de ser feito junto destes parceiros chineses é imenso, porque praticamente não existe uma presença de produtos portugueses”, lamentou Silva. A China “é um mercado com um potencial brutal mas que deve ser trabalhado de forma faseada e por regiões”, acrescentou Silva, que apontou o sul da China como prioridade.
Crime | Mulher extorquiu 200 mil patacas a homem surdo mudo Hoje Macau - 24 Out 2025 Uma residente foi detida depois de alegadamente ter extorquido a um homem surdo e mudo mais de 200 mil patacas. O caso foi revelado ontem pela Polícia Judiciária (PJ), que apresentou a residente local como prostituta. Segundo o relato da PJ, citado pelo jornal Ou Mun, o homem mantinha um relacionamento com a prostituta há mais de 10 anos, ao ponto de ela saber onde ele morava. No entanto, desde o final do ano passado, que a mulher começou a visitar a casa do homem para lhe exigir dinheiro que ele recebia em apoio sociais. Com ameaças de violência, a vítima aceitou pagar todos os meses quantias de valor variável, entre 5 mil patacas e 10 mil patacas. O caso foi descoberto quando uma assistente social ajudou o homem a abrir uma conta bancária e verificou que havia levantamentos de dinheiro sem qualquer explicação. A assistente confrontou o homem com os levantamentos, e este contou que estava a ser alvo de extorsão, pelo que acabou por apresentar queixa na PJ. A mulher acabou detida na quarta-feira, quando regressou a Macau, vinda do Interior, através das Portas do Cerco. Interrogada pelas autoridades, confessou o crime e indicou que precisava do dinheiro para pagar dívidas de jogo. A detida tem cerca de 50 anos e afirmou estar desempregada, apesar de ter sido apresentada pelas autoridades como prostituta. O caso foi encaminhado para o Ministério Público e a mulher está indiciada do crime de extorsão, que implica uma pena de 2 a 8 anos de prisão.
Hengqin | Morador queixa-se da qualidade das habitações Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 24 Out 2025 Infiltrações e janelas de má qualidade. Estes são alguns dos problemas apontados por um dos moradores do Novo Bairro de Macau na ilha de Hengqin sobre as casas do complexo residencial. Ao participar no programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, o homem, de apelido Sou, diz que já houve queixas e espera melhorias Um morador do Novo Bairro de Macau na ilha de Hengqin queixou-se ontem da má qualidade das casas, ao participar no programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. O homem, de apelido Sou, afirmou que reside no complexo habitacional há cerca de um ano e já encontrou alguns problemas na construção recente, sendo que outros proprietários também se queixam da má qualidade de algumas infra-estruturas. “A qualidade das janelas nos quartos é muito má, e temos proprietários a partilhar fotografias em grupos de chat em que se vê infilitrações em casa através das janelas. Eu próprio já resolvi esse problema, tendo pedido a uma empresa para mudar as janelas”, confessou Sou no programa. O cidadão afirmou também que outros proprietários se queixam, nos referidos grupos de conversação, de casos ainda mais graves, como janelas das casas de banho que também causam infiltrações nos apartamentos ou que já apresentam ferrugem. Sou disse que apesar dos donos das casas irem fazendo a manutenção, retirando a ferrugem, ela volta a aparecer. Há também problemas com os sistemas de ar condicionado. “A estrutura exterior do ar condicionado da sala de estar está colocada num suporte colocado na varanda da cozinha, no andar de cima. Este design não é razoável e foi feito apenas para se poupar nos materiais”, acusou. Queixas e mais queixas São ainda poucos os residentes no Novo Bairro de Macau, mas a verdade é que já foram apresentadas queixas por parte deste grupo de proprietários, onde se inclui o próprio ouvinte do programa Fórum Macau. Porém, segundo o seu relato à rádio, o Departamento Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural de Zhuhai, responsável por este complexo habitacional, respondeu que é necessária uma coordenação com o condomínio para alterar o sistema de instalação do ar condicionado. O ouvinte explicou que não foram ainda criados condomínios no Novo Bairro de Macau porque só foram vendidos 1.500 apartamentos até à data, sendo que a proporção não é muito elevada para a constituição de um condomínio. De acordo com o relatório anual de 2024 da Macau Renovação Urbana, empresa responsável pela construção do Novo Bairro, até 31 de Dezembro tinham sido vendidas 1.388 fracções e residiam no local 2.500 residentes. O projecto foi construído com cerca de 4.000 habitações. Em Setembro, iniciou-se o processo de venda de casas para uma das torres do Novo Bairro.
TDM | Inês Chan deixa empresa ao fim de três meses João Santos Filipe - 24 Out 2025 Depois de cinco anos como directora do Gabinete de Comunicação Social, Inês Chan assumiu o cargo de administradora na TDM. Passados três meses, o mandato chegou agora ao fim. Vários administradores da TDM têm os mandatos expirados desde o final de Agosto Cerca de três meses após ter assumido as funções de membro do Conselho de Administração da TDM – Teledifusão de Macau, Inês Chan Lou deixou a empresa. De acordo com o apurado pelo HM, a saída deve-se ao facto de a funcionária pública ter optado por se reformar. Nomeada em Julho deste ano para a TDM, depois sair do Gabinete de Comunicação Social (GCS), onde era directora e onde ainda não tem substituto, Inês Chan deixou agora de constar como administradora da empresa no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). Este é o portal que divulga as informações sobre as empresas com capitais da RAEM. Anteriormente, Inês surgia na lista com as remunerações dos membros dos órgãos nomeados pelo Chefe do Executivo, com um salário de 1,36 milhões de patacas por ano, o segundo mais elevado da empresa, apenas atrás de Lo Song Man, vice-presidente da empresa que tem um salário de 1,40 milhões de patacas. Inês Chan tinha contrato até Agosto de 2026. No entanto, esta não foi a única alteração, o nome de Inês Chan Lou deixou igualmente de estar presente no portal da TDM, na zona dedicada aos contactos dos administradores que integravam a Comissão Executiva. O HM contactou Lo Song Man para obter esclarecimentos sobre a saída de Chan, mas até ao fecho da edição não recebeu uma resposta ao email enviado. O Gabinete de Comunicação Social também foi contactado, uma vez que Inês Chan tinha sido nomeada por Chefe do Executivo, para perceber os contornos de uma saída que acontece cerca de três meses após a nomeação, mas também não recebeu uma resposta antes da hora do fecho. Por renovar Em relação às nomeações para a TDM – Teledifusão de Macau, o portal da DSSGAP mostra que os mandatos de vários membros do Conselho de Administração chegaram ao fim em Agosto deste ano. Os mandatos do presidente, António José de Freitas, vice-presidente, Lo Song Man, e dos administradores Cristina Ho Hoi Leng, Vong Hin Fai, Ma Kam Keong, Un Weng Kuai, Vong Vai Hung e Cheang Kong Pou expiraram no final de Agosto. No entanto, os membros do Conselho de Administração podem continuar a exercer funções, porque de acordo com os estatutos da empresa quando não há uma nova nomeação, ou os administradores podem optar por manter-se no cargo. Além de administradores, Lo Song Man, Ma Kam Keong, Un Weng Kuai, Vong Vai Hung e Cheang Kong Pou são igualmente membros da Comissão Executiva. O HM questionou o Gabinete de Comunicação Social sobre as razões que fizeram com que o Chefe do Executivo ainda não tivesse renovado os mandatos dos membros, ou nomeados novos membros, mas até á hora do fecho também não recebeu uma resposta.