Tarifas | Wang Yi pede fim das guerras comerciais Hoje Macau - 28 Out 2025 O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou ontem que o mundo está a caminhar para uma “ordem multipolar” e apelou ao fim das guerras comerciais, dias antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump. Durante um fórum realizado em Pequim, Wang criticou “a politização das questões económicas e comerciais, a fragmentação artificial dos mercados globais e o recurso a guerras comerciais e batalhas tarifárias”, numa referência velada ao proteccionismo dos Estados Unidos. “O sentido da História não pode ser revertido e um mundo multipolar está a emergir”, afirmou o diplomata, que alertou ainda contra a “retirada frequente de acordos, a inversão de compromissos e a formação entusiástica de blocos e alianças”, acções que, segundo disse, colocam o multilateralismo sob “desafios sem precedentes”. As declarações surgem na véspera da chegada do líder norte-americano, Donald Trump, à Coreia do Sul, onde está agendada para quinta-feira uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade de Gyeongju.
Três condenados a mais de 16 anos de prisão por prepararem ataque à bomba em HK Hoje Macau - 28 Out 2025 A justiça de Hong Kong condenou ontem três pessoas a mais de 16 anos de prisão por prepararem ataques à bomba durante os protestos antigovernamentais que paralisaram a região semiautónoma chinesa em 2019. De acordo com a imprensa local, Lukas Ho Cheuk-wai, de 41 anos, considerado o mentor dos ataques, tendo disponibilizado o local e comprado os materiais necessários para fabricar explosivos, foi condenado a 18 anos de prisão. O mesmo tribunal de primeira instância condenou a 16 anos e oito meses de prisão Lee Ka-pan, de 31 anos, e Cheung Ka-chun, 35. Ao proferir a sentença, o juiz Johnny Chan Jong-herng recordou que o trio tinha levado a cabo com sucesso dois ataques iniciais, sem causar vítimas, e disse que os acusados demonstraram poucos remorsos durante o julgamento. O magistrado descreveu os actos dos acusados como uma declaração de guerra contra a sociedade e referiu que a sentença deve ser suficientemente pesada para dissuadir novos actos semelhantes. No início de Setembro, um júri, composto por sete mulheres e dois homens, tinha declarado os arguidos culpados de “conspiração para causar uma explosão de natureza que possa colocar vidas em risco ou causar danos graves à propriedade”. Os três arguidos podiam ter sido condenados a uma pena máxima de 20 anos de prisão, de acordo com uma lei aprovada ainda no tempo colonial. Explosões planeadas No final do julgamento, que durou quase meio ano, todos os sete arguidos tinham sido absolvidos do envolvimento em actividades terroristas, acusação que podia acarretar a pena de prisão perpétua. De acordo com a acusação, o grupo teria tentado fabricar explosivos para colocar bombas, entre Novembro de 2019 e Março de 2020, em vários locais da cidade, incluindo num centro médico e numa estação do metro. Em Julho de 2021, a polícia disse que os arguidos planeavam utilizar o material para bombardear tribunais, túneis, caminhos-de-ferro e fazer explodir caixotes do lixo na rua, “para maximizar os danos causados à sociedade”. A polícia disse que o grupo planeava deixar Hong Kong e sabotar a cidade antes da partida.
Terras raras | Delegação chinesa em diálogo com UE sobre exportações Hoje Macau - 28 Out 2025 Delegações chinesas e europeias reúnem-se esta semana na capital belga para abordar as exportações de terras raras Uma delegação chinesa de alto nível estará esta semana em Bruxelas para dialogar com a União Europeia (UE) após reforço do controlo das exportações de terras raras da China, anunciou ontem Bruxelas, pedindo que Pequim seja “um parceiro responsável”. “Relativamente ao envolvimento que terá lugar esta semana entre a UE e a China, o que o comissário [europeu do Comércio, Maros] Sefcovic confirmou na semana passada foi que o ministro [do Comércio da China] Wang [Wentao] concordou em realizar um diálogo de alto nível a nível técnico esta semana. Posso confirmar que isso está a acontecer”, disse o porta-voz da Comissão Europeia para a tutela, Olof Gill. Falando na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, o porta-voz do Comércio precisou que “as primeiras reuniões já estão a decorrer hoje (ontem), por videoconferência, para preparar o terreno” e “a delegação técnica chinesa de alto nível chegará a Bruxelas na quinta-feira para abordar estes temas de forma substancial”. “Julgo que vale a pena recordar porque é que estamos a tomar estas medidas. Estamos a agir porque acreditamos que a China deve comportar-se como um parceiro responsável”, adiantou Olof Gill. O responsável admitiu que “este problema não é novo”, estando a UE a “tentar enfrentar o problema global que a China causou com as suas restrições à exportação e outras medidas preocupantes”. À margem da cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), na Malásia, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reuniu-se com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, a quem pediu “relações construtivas e estáveis” entre UE e China e “progressos concretos” para reequilibrar as relações comerciais e económicas. “Partilhei a minha forte preocupação com o alargamento dos controlos à exportação de matérias-primas críticas e de bens e tecnologias conexos por parte da China. Exortei-o a restabelecer, o mais rapidamente possível, cadeias de abastecimento fluidas, fiáveis e previsíveis”, adiantou António Costa, numa declaração divulgada à imprensa em Bruxelas. A Comissão Europeia tem vindo a relatar preocupações da indústria da UE, sobretudo automóvel, pelo endurecimento dos controlos às exportações de terras raras pela China, que pode afectar cadeias de abastecimento, estando em contacto com as autoridades chinesas. Segurança em causa A China anunciou novas restrições à exportação de terras raras, expandindo o controlo a mais cinco elementos – hólmio, érbio, túlio, európio e itérbio -, o que eleva para 12 o número de metais sob supervisão. As medidas impõem licenças obrigatórias não só para a exportação dos materiais, mas também para tecnologias e serviços associados, como fundição, reciclagem e fabrico de ímanes magnéticos. O Governo chinês justifica estas acções com razões de segurança nacional, alegando que as terras raras têm usos civis e militares, e proíbe exportações destinadas a sectores sensíveis ou a entidades sob sanção. Parte das regras já entrou em vigor e o resto será aplicado a partir de 01 de Dezembro de 2025, incluindo controlos sobre produtos estrangeiros que contenham terras raras de origem chinesa. Estas medidas reforçam o papel da China como potência dominante no mercado global de materiais críticos, aumentando as preocupações quanto à dependência internacional e às potenciais repercussões geopolíticas. A Comissão Europeia detém a competência da política comercial da UE. Na semana passada, a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, pediu à UE que evite “novas e perigosas dependências” das terras raras da China, que poderiam transformar-se em “instrumentos de pressão”.
FRC | Exposição de Hu Jiawen para ver a partir de hoje Hoje Macau - 28 Out 2025 A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje uma nova exposição. Trata-se de “Azul Radiante”, com trabalhos de Hu Jiawen, uma artista que explora toda a sua criatividade em conexão com o universo da pintura Gongbi e outras técnicas da pintura tradicional chinesa. Para ver até ao dia 8 de Novembro A artista Hu Jiawen apresenta hoje, na Fundação Rui Cunha (FRC), diversos trabalhos de pintura da sua autoria, numa nova exposição patente até ao dia 8 de Novembro. Trata-se de “Azul Radiante”, com inauguração agendada para hoje, a partir das 18h30, onde se convida “o espectador a mergulhar num mundo onde o tradicional e o contemporâneo coexistem, através do diálogo entre as linhas tranquilas da pincelada meticulosa e as intensas queimaduras metálicas, da tinta azul e da folha dourada”, destaca a FRC, em comunicado. Esta mostra inclui 30 obras compostas por pintura Gongbi, pintura tradicional chinesa, pintura experimental, pintura contemporânea, técnica mista com folha metálica, e escultura de bronze. Destaque para a “selecção apurada” das obras por parte do curador e renomado artista local, Chang Kuok Meng, numa mostra organizada pela FRC, Associação de Arte Juvenil de Macau e pela Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau. Segundo o manifesto da organização, esta exposição individual é uma “exploração da arte visual enraizada na meticulosa pintura tradicional de figuras, integrando técnicas experimentais de tinta-da-china, impressão a azul e queima de folha de ouro”. Aqui, “a artista reconstrói a estética oriental a partir de perspectivas tradicionais e contemporâneas, criando um ambiente de pintura em seda e papel de arroz, que incorpora tanto o significado clássico, como a consciência moderna”. Ir além do habitual Segundo Hu Jiawen, em “Azul Radiante” revela-se o “esforço para sair da zona de conforto e ir além do rótulo da ‘Pintura de Figuras Gongbi'”, onde a artista “recorre a diversos meios” para tentar “transmitir as emoções e o estatuto da mulher em espaços virtuais e presenciais, esperando que o público aprecie a beleza que surge da imperfeição e da transformação”. Há “figuras femininas nas obras que existem frequentemente num espaço-tempo entrelaçado com a realidade e a ilusão”, verificando-se “a delicada representação da pincelada meticulosa”, ou ainda “a qualidade transformadora da tinta experimental e as camadas profundas da impressão em azul”. Estas “são ainda mais realçadas pela intervenção da folha de ouro queimada, no sentido em que as suas fissuras e imperfeições não significam danos, mas antes conferem às figuras carácter e uma sensação de textura temporal”. Há depois “a luz e o matiz criados pela folha de ouro queimada que sugerem a fusão de emoções e a impressão de memórias”. Hu Jiawen tem um bacharelato em Educação de Artes Visuais pela Universidade Politécnica de Macau e um mestrado em Educação pela Universidade de Macau. Actualmente a residir no território, dedica-se à educação artística e é contratada pela Feira Internacional de Arte de Cantão, além de desempenhar outras funções em várias organizações artísticas. As suas obras foram expostas em locais como Pequim, Cantão e Macau, tendo recebido prémios e estando incluídas em diversas colecções. É proficiente em diferentes géneros, com especial talento para a pintura tradicional chinesa, esboço, pintura a óleo, gravura, cerâmica, e pintura de figuras Gongbi a pincelada fina.
Mostra sobre património cultural intangível no Museu de Macau Hoje Macau - 28 Out 2025 Abre ao público, este sábado, uma nova exposição sobre o património cultural intangível da zona da Grande Baía, intitulada “Um Novo Impulso – Zona da Grande Baía Cultivada, Um Património Cultural Intangível Brilhante: Mostra do Património Cultural Intangível da Zona da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”. A iniciativa pode ser vista no Museu de Macau até ao dia 15 de Março do próximo ano. Organizada com diversas entidades museológicas da província de Guangdong e Hong Kong, a mostra “irá abranger uma exposição temática, demonstrações interactivas de técnicas artesanais, workshops e a venda de produtos culturais e criativos relacionados com o património cultural intangível”. A exposição apresenta “mais de 50 manifestações representativas do património cultural intangível da zona da Grande Baía, incluindo o bordado cantonense, artesanato de papel colorido, esculturas em madeira e porcelana cantonense”. Pretende-se, desta forma, “dar a conhecer ao público as técnicas artesanais do património cultural intangível no contexto cultural tradicional de Lingnan, bem como a estética oriental formada através da fusão das culturas chinesa e ocidental, tal como se encontra evidenciada no património cultural intangível da Grande Baía”. A grande interacção A propósito da abertura desta exposição, haverá no fim-de-semana, sábado e domingo, “demonstrações interactivas de técnicas artesanais” em locais como o jardim da Fortaleza do Monte e no Museu de Macau. Estas demonstrações incidem sobre várias artes, incluindo pintura em xilogravura do Ano Novo Chinês de Foshan, dança do qilin Hakka de Hang Hau em Sai Kung, fabrico e pintura de azulejos portugueses, dança folclórica portuguesa e dança do leão. Incluem-se ainda demonstrações de artes marciais de Wing Chun, artes marciais de Choi Lei Fat, Canções Narrativas de Naamyam, música ritual taoista e percussão Baatyam. Toda a programação pode ser vista no portal do Museu de Macau. Os workshops decorrem, também nos dias 1 e 2 de Novembro, no Museu de Macau, Casa do Mandarim e Museu Memorial de Zheng Guanying, focando-se no teatro de marionetas para toda a família, criação de marcadores de livros feitos com bordado com fio de ouro ou ainda criação de acessórios de ópera cantonense. Destaque para a realização, este sábado, de duas sessões de visitas guiadas à exposição. O prazo para a inscrição em algumas actividades decorre até quarta-feira, podendo esta ser feita na plataforma da Conta Única de Macau. Além de todas as actividades acima mencionadas, irá decorrer, entre sábado e segunda-feira, a venda de produtos culturais e criativos relacionados com o património cultural intangível, no jardim da Fortaleza do Monte. Esta exposição é “a primeira exposição itinerante em grande escala dedicada ao património cultural intangível da zona da Grande Baía”, sendo que a primeira edição, intitulada “Comemorando o Dia Nacional -Património Cultural Intangível Auspicioso da Zona da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, realizou-se em Hong Kong em Outubro do ano passado. No início deste ano a mesma exposição realizou-se em Shenzhen, com o nome “Ano Novo em Shenzhen: Grande Reunião na Zona da Grande Baía”.
PJ | Indiciado por sequestro e violação de amante Hoje Macau - 28 Out 2025 A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um homem com 34 anos por suspeitas de sequestro, violação e ofensas graves à integridade física da amante. O caso aconteceu num hotel local, depois de os dois terem começado uma relação extraconjugal no ano passado. Segundo a versão da PJ, o homem e a mulher são do Interior, onde se conheceram e iniciaram uma relação amorosa. No entanto, o encontro mais recente em Macau terminou com a alegada prática de vários crimes. Após um encontro num restaurante na manhã de sábado, a mulher foi chantageada para se deslocar ao quarto de hotel do homem em Macau. Se recusasse, o amante ameaçava desvendar a relação ao marido e a toda a sua família. A mulher acabou por ceder, mas quando chegou ao quarto do hotel terá sido violada e sequestrada pelo menos durante uma hora. Após o primeiro ataque, a mulher contactou a irmã para pedir ajuda e acabou por ser agredida, com um cinzeiro na cabeça, além de ser estrangulada com um cabo de carregador de telemóvel. Face às lesões, o homem deixou que a vítima contactasse a irmã, que por sua vez alertou a polícia. O suspeito acabou detido pelas autoridades, e quando questionado pelas autoridades fez valer o direito ao silêncio.
Metro Ligeiro | Apenas dois em cada 100 jovens utilizam transporte João Santos Filipe - 28 Out 2025 A fraca cobertura da rede e a distância para as áreas residenciais faz com que os jovens pouco utilizem o metro. Entre os utilizadores, o principal motivo prende-se com a vontade de ter uma experiência diferente Apenas 1,5 por cento dos jovens de Macau afirma utilizar o Metro Ligeiro como o principal meio de transporte, ou seja, menos de dois em cada 100 jovens. A conclusão faz parte do estudo elaborado pela Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, cujos resultados foram apresentados ontem. Com base num inquérito em que foram questionados 647 jovens residentes, com idades entre os 18 e os 44 anos, a associação concluiu que o Metro Ligeiro é o meio de transporte menos utilizado de todos os disponíveis no território. Quando convidados a responder sobre o principal meio de transporte em Macau, cerca de 36,6 por cento dos inquiridos admitiu recorrer maioritariamente aos autocarros. Os veículos particulares, como carros ou motos, foram indicados como o principal meio de deslocação de 31,9 por cento dos jovens, enquanto 26,3 por cento responderam deslocarem-se principalmente a pé. Apenas, 1,5 por cento dos questionados indicou o metro como o seu principal meio de transporte. Apesar de não ser o meio de transporte principal, 58,7 por cento respondeu ter utilizado o metro pelo menos uma vez no último ano. Todavia, quase sete em cada dez (68,4 por cento) desses inquiridos eram utilizadores pouco frequentes, com uma utilização a cada três meses, ou com uma regularidade inferior a essa. O Metro Ligeiro é ainda considerado pelos utilizadores como “uma experiência” mais do que uma forma de transporte que responde a necessidades quotidianas. Sobre o motivo que levou os jovens a optarem pelo metro, 33,9 por cento afirmou que a utilização se justificou “apenas pela experiência”, ao mesmo tempo que 22,1 por cento indicou deslocar-se para uma fronteira, e 21,3 por cento disseram deslocarem-se para os grandes hotéis. Não aquece, nem arrefece Sobre a qualidade do serviço, o maior grupo de jovens utilizadores mostram-se indiferente, com 39,3 por cento a responderem que “nem é boa nem má”. Em sentido contrário, 39,1 por cento afirmaram que a satisfação é “boa ou muito boa”. Os resultados apresentados pela associação não permitem conhecer o grau total da insatisfação, no entanto, houve também 14,2 por cento dos inquiridos a indicar que a experiência no metro “não satisfaz” ou “não satisfaz muito” Entre os jovens que não utilizam o metro, 46,1 por cento apontaram como principal razão o facto de as “estações estarem muito longo das residências”, enquanto 35,6 por cento justificaram a não utilização com a limitada cobertura da rede e 33,3 por cento indicaram que o metro não fornece acesso directo aos locais que mais frequentam. Um dos factores que também contribui par afastar os jovens é o facto de não se aceitarem pagamentos efectuados por aplicações que recorrem à tecnologia QR. Cerca de 61,7 por cento afirmou que devido a esse motivo sente menos vontade de recorrer a este transporte. Actualmente, o Metro Ligeiro pode ser utilizado através da compra de bilhete nas máquinas de venda, que não aceitam tecnologia QR Code, mas também nas bilheteiras físicas. Os interessados podem também utilizar o Macau Pass, passando directamente nos torniquetes de acesso.
HK | Descoberto caso de contrabando no valor de 200 milhões de dólares Andreia Sofia Silva - 28 Out 202528 Out 2025 Barbatanas de tubarão, charutos, telemóveis, produtos farmacêuticos e até pele de burro. Estes são os produtos descobertos em mais dois casos de contrabando descobertos pelos Serviços de Alfândega (SA) de Hong Kong nos dias 3 e 7 deste mês. Segundo um comunicado deste organismo, o valor das mercadorias é de cerca de 200 milhões de dólares americanos, estando envolvidos dois navios, um deles destinado ao comércio fluvial. Este navio destinava-se a Macau e foi apanhado pelas autoridades no dia 3 de Outubro. Foram ainda inspeccionados cinco contentores que teriam Taiwan como destino e que foram declarados como transportando alimentos congelados. A 7 de Outubro, os SA de Hong Kong perceberam que aqui circulavam 150 toneladas de pele de burro e não os alimentos declarados. O mesmo comunicado indica que a investigação prossegue e que “não se exclui a possibilidade de ocorrência de detenções”. Segundo a Lei de Importação e Exportação de Hong Kong, qualquer pessoa considerada culpada de importar ou exportar carga não declarada está sujeita a uma multa máxima de 2 milhões de dólares e a uma pena de prisão de sete anos após condenação. Sete casos na semana passada Tendo em conta a realização dos Jogos Nacionais a partir do próximo mês, os Serviços de Alfândega (SA) querem mostrar serviço e admitiram terem reforçado os esforços de inspecção no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco. Como resultado destes esforços, foram registados sete casos de contrabando entre 21 e 25 de Outubro. Segundo um comunicado dos SA de Macau, no âmbito dos sete casos, os agentes alfandegários encontraram um total de 120 telemóveis antigos, muitas vezes utilizados para contornar as limitações de acesso à internet, 85 peças de produtos electrónicos e 1344 gramas de charuto. Os contrabandistas envolviam residentes de Macau e do Interior, com idades entre 38 e 64 anos. Os envolvidos foram multados, anunciaram os SA, ao abrigo das disposições da lei do comércio externo.
Tribunais | Saída de juiz português confirmada Hoje Macau - 28 Out 2025 O juiz Rui Ribeiro vai deixar os tribunais da RAEM a partir do próximo mês. A informação tinha sido tornada pública pela Lusa, que citava o próprio juiz como fonte, e foi confirmada ontem através de um despacho, publicado no Boletim Oficial. “É exonerado, a seu pedido, o juiz Rui Carlos dos Santos Pereira Ribeiro, do cargo de juiz do Tribunal de Segunda Instância da Região Administrativa Especial de Macau […] a partir do dia 1 de Novembro de 2025”, pode ler-se no documento. De acordo com a agência de notícias, Rui Ribeiro pediu para regressar a Portugal, devido à incerteza sobre a autorização por parte do Conselho Superior de Magistratura (CSM) de Portugal para continuar na RAEM. O juiz está em Macau desde 1 de Setembro de 2008, e em Portugal está integrado na Secção Cível do Tribunal da Relação de Guimarães. Na semana passada, o presidente do CSM, João Cura Mariano, mostrou disponibilidade para enviar mais juízes para Macau, apesar de admitir que também faltam recursos humanos em Portugal Com a saída de Rui Ribeiro fica apenas um juiz português em Macau, Jerónimo Alberto Gonçalves Santos, que desempenha as funções de presidente de tribunal colectivo no Tribunal Judicial de Base (TJB). Jerónimo Santos está nos tribunais da RAEM desde 1 de Setembro de 2005, integrando em Portugal a secção de Propriedade Intelectual, Concorrência, Regulação e Supervisão do Tribunal da Relação de Lisboa.
Grande Baía | Projecção de aumentos salariais de 3% em Macau Andreia Sofia Silva - 28 Out 2025 No mais recente Relatório de Inquérito às Remunerações e Benefícios da Grande Baía 2025, 15,4 por cento de 39 empresas de Macau apontam para um aumento salarial na ordem dos 3 por cento para 2026. A área da tecnologia é a que paga mais a um recém-licenciado, com um salário de 19 mil patacas Já são conhecidos alguns dados do panorama salarial e benefícios concedidos a trabalhadores no contexto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau 2025, graças a um novo inquérito divulgado na sexta-feira. Segundo um comunicado oficial, Macau faz-se representar com 39 empresas inquiridas, sendo que, destas, 15,4 por cento prevê um aumento salarial de três por cento para o próximo ano. Enquanto isso, há “33 organizações que ainda não decidiram a previsão de aumento salarial”, e “nenhuma organização indicou um congelamento salarial”. As previsões para 2026 apontam para um ajuste salarial de 3,1 por cento em posições de gestão ou cargos séniores, posições de supervisão ou funcionários gerais, enquanto que os funcionários em funções operativas ou de atendimento podem receber aumentos de 3 por cento. Trata-se de números mais simpáticos face a este ano, cujas percentagens de aumento rondam os 1,3 por cento e os 2,9 por cento consoante as diversas posições profissionais. Em 2022, ano da pandemia, os ajustes salariais não foram além de 1 por cento, sendo que nas posições séniores ou de pessoal de gestão houve até uma quebra de 0,1 por cento. Entre os meses de Julho de 2024 e Junho de 2025, registou-se um aumento salarial médio de 1,6 por cento nas 39 empresas inquiridas em Macau, enquanto 24 relataram um panorama de congelamento salarial. Excluindo estas empresas que não subiram valores, “o aumento salarial médio real foi, em termos gerais, nas restantes organizações, de 3,4 por cento”. Estes dados dizem respeito ao Relatório do Inquérito sobre Remunerações e Benefícios da Grande Baía 2025, que no caso de Macau inclui empresas ligadas a seis sectores de actividade, nomedamente hotelaria e restauração, banca, seguros, finanças, cultura e entretenimento, ou ainda comércio e engenharia. O inquérito abrangeu, em Macau, um total de 54.195 funcionários. Quem paga mais? A apresentação do Inquérito decorreu na última sexta-feira na Faculdade de Administração de Empresas da Universidade de Macau (UM), tendo sido realizado por esta universidade, a Associação de Recursos Humanos da Grande Baía de Macau e diversas instituições do ensino superior da região da Grande Baía, incluindo o Centro de Estratégia e Desenvolvimento de Recursos Humanos da Faculdade de Administração da Universidade Baptista de Hong Kong, entre outras. Ainda no caso de Macau, é destacado que os licenciados na área das tecnologias de informação são aqueles com o salário mais elevado em início de carreira, na ordem das 19 mil patacas, enquanto que na província de Guangdong, para o mesmo tipo de trabalho, um recém-licenciado ganha cerca de 6 mil renminbis. Caso possua estudos mais avançados, como pós-graduação ou mestrado, o salário passa a 8,500 renminbis. Na província de Guangdong, os salários mais elevados para um recém-graduado são na área de “R&D”, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, com 6,500 renminbis. Quem tem estudos mais avançados do que a licenciatura pode chegar a um salário de 9,500 renimbis. No caso de Hong Kong, os salários para quem acaba de sair da universidade são mais elevados na área da engenharia, pagando-se uma média de 21,500 dólares de Hong Kong actualmente. O inquérito foi realizado em Junho deste ano a mais de três mil empresas da Grande Baía, sendo que entre os meses de Julho e Setembro foram recebidos 258 questionários válidos: 39 da RAEM, 141 da província de Guangdong e 78 de Hong Kong. No total, abrangem 244 mil funcionários que participaram através de um sistema de painel individualizado com recurso a inteligência artificial, intitulado “My AI Salary Consultant”.
Kiang Wu | Associação recebeu 234,14 milhões de patacas João Santos Filipe - 28 Out 2025 A Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu recebeu quase 9 em cada 10 patacas distribuídas em apoios pelos Serviços de Saúde no terceiro trimestre. No total, foram atribuídos 270,35 milhões de patacas em subsídios A Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu recebeu 234,14 milhões de patacas em subsídios pagos pelos Serviços de Saúde, que no terceiro trimestre deste ano totalizaram 270,35 milhões de patacas. Os dados foram revelados na semana passada, e significam que por cada 10 patacas distribuídas pelos SS em apoios, praticamente nove acabam depositadas nas contas do hospital privado. Os principais apoios foram declarados como “subsídio para o serviço de internamento”, referentes a diferentes meses do ano, num total de quatro subsídios. Todos estes apoios para o serviço de internamento foram superiores a 40 milhões de patacas, com o montante mais elevado a ser alcançado em Maio, com uma tranche de 43,04 milhões de patacas. Em Março, o montante foi de 41,74 milhões de patacas, em Julho baixou para 41,36 milhões de patacas e em Abril foi de 40,21 milhões de patacas. Estas transferências representaram 166,35 milhões de patacas do total de 234,14 milhões recebidos pela instituição. O segundo maior tipo de apoios atribuídos pelos Serviços de Saúde ao Kiang Wu deveu-se ao “subsídio protocolar para financiamento das despesas médicas dos doentes do foro cardíaco”. No âmbito deste apoio, registou-se o pagamento de quatro tranches monetárias, correspondentes a quatro meses. Em Março, o financiamento das despesas médicas dos doentes do foro cardíaco atingiu o valor elevado mais alto, com um total de 12,70 milhões de patacas. Em Maio, o valor tinha sido de 9,87 milhões de patacas, enquanto em Abril foi de 7,68 milhões de patacas e em Junho de 7,48 milhões de patacas. Outros apoios de dimensão mais reduzida, envolveram o subsídio do funcionamento do Centro Hong Ling, despesas com serviços de exame para o rastreio do cancro do colo do útero, consultas externas para vacinação e subsídio das despesas de auditoria da Escola de Enfermagem de Kiang Wu do ano de 2023. Clientes habituais Quanto às associações apoiadas pelos SS, a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) recebeu 18,37 milhões de patacas, com a grande fatia dos subsídios a visar os serviços de enfermagem de reabilitação do Centro de Recuperação. Os SS atribuíram ao centro três tranches de 4,57 milhões patacas, pelo funcionamento do centro nos meses de Julho, Agosto e Setembro. Outros apoios à FAOM, visaram a “prestação de serviços de consulta externa”, cujos apoios mensais ficaram pouco acima de 1 milhão de patacas. No pódio das instituições mais apoiadas, surge também a Associação de Beneficência Tong Sin Tong, ao receber 9,48 milhões de patacas. Entre estes apoios, a maior fatia foi justificada com a “prestação de serviços de consulta externa e tratamento” nos meses de Setembro, Agosto e Julho. Em todos os períodos houve um subsídio fixo de 3,08 milhões de patacas. No entanto, registaram-se ainda outros apoios menores, com subsídios de cerca de 50 mil patacas justificados oficialmente com um “programa de selantes de fissura”. Lista de instituições A distribuição pelos SS dos 270,35 milhões de patacas abrangeu 12 instituições locais. Na lista, é possível encontrar outras associações como a Santa Casa da Misericórdia de Macau, que recebeu cerca de 103 mil patacas, e a Cáritas de Macau, a quem foram distribuídas 315 mil patacas. No caso destas duas instituições, os apoios deveram-se à prestação de cuidados médicos em asilos locais. Entre os nomes das instituições apoiadas surge também a Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau que recebeu 5,17 milhões de patacas, para apoiar o centro de recuperação a prestação de consultas externas ou o rastreio do cancro. Esta associação recebeu também um subsídio de 160 patacas, o mais baixo dos atribuídos, relacionado com testes de despistagem do vírus do HIV.
Dirigente associativo diz que HK aprende com eleições de Macau Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 28 Out 2025 Hong Kong vai a eleições para o Conselho Legislativo (LegCo), o parlamento local, a 7 de Dezembro e a propósito desse acontecimento, Lo Man-tuen, presidente da associação China Peaceful Development General Summit of Hong Kong-Macao-Taiwan Diaspora, afirmou que os governantes de Hong Kong já foram a Macau para aprender com as experiências do último acto eleitoral, que elegeu os deputados pela via directa e indirecta para a Assembleia Legislativa (AL). Esta informação foi expressa num artigo de opinião publicado pelo jornal Ming Pao, onde o dirigente destaca a elevada afluência dos eleitores de Macau às urnas, com uma taxa de participação de 53,35 por cento. Lo Man-tuen lembrou ainda que a taxa de participação nas eleições por parte dos funcionários públicos foi muito elevada, pelo que o político entende que a aprendizagem da experiência eleitoral de Macau serve de exemplo para a mobilização nas eleições de Hong Kong, recorrendo-se a “todos os esforços”. “Todas as associações e entidades de Hong Kong vão organizar actividades eleitorais. Acredito que vai haver uma grande mobilização sem precedentes e que a sociedade de Hong Kong vai aparecer [para votar]. Claro que a taxa de afluência vai subir e ultrapassar os números das eleições anteriores”, lê-se no artigo de opinião. Posições concordantes Esta opinião de Lo Man-tuen surge depois de o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau ter publicado um artigo na semana passada onde destacou a importância da realização das eleições em Hong Kong, alertando para as forças anti-China que podem perturbar o território, interferindo ou mesmo interrompendo o acto eleitoral. Lo Man-tuen faz referências a esse artigo, relatando que recentemente surgiram “várias teorias bizarras que interrompem as eleições”, como a “falsa alegação fabricada de que há ‘interferência do Governo Central nas eleições”, ou quando foi divulgada a “lista de bençãos [de candidatos aceites pelo Governo Central]”. O autor do artigo dá também o exemplo de discursos que boicotam as eleições. Recorde-se que as eleições para a VIII AL de Macau terminaram a 14 de Setembro, registando-se uma participação eleitoral de mais 11 por cento face às eleições anteriores, em 2021, tendo votado 175 272 eleitores. Este número de eleitores bateu o recorde histórico depois de 1999, quando a administração do território passou de Portugal para a China. O porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau discursou no dia a seguir às eleições, falando da realização bem-sucedida das eleições, algo que consistiu numa “conquista marcante quanto à implementação plena do princípio de ‘Macau governado por patriotas’ e na promoção de uma democracia de alta qualidade que se adapta às condições reais de Macau”.
Waldo e Emperor | Governo coordena mudanças de 182 trabalhadores Andreia Sofia Silva - 28 Out 2025 Os casinos-satélite Waldo e Emperor Palace, ligados à Galaxy e Sociedade de Jogos de Macau, respectivamente, encerram esta semana o que vai obrigar a mudanças nas mesas de jogo e nas funções de 182 trabalhadores. A Direcção dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos diz estar a coordenar a situação com as operadoras Os casinos Waldo e Emperor Palace fecham definitivamente portas esta semana. No caso do Waldo, ligado ao grupo Galaxy, o fecho está marcado para sexta-feira, 31, às 23h59, enquanto que o casino Emperor, ligado à Sociedade de Jogos de Macau (SJM), o encerramento acontece na quinta-feira, 30. O fecho destes dois espaços de jogo ocorre no contexto do fim dos casinos-satélite até ao final do ano, 31 de Dezembro. Em comunicado, a Direcção dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) promete “supervisionar de forma rigorosa os procedimentos de encerramento dos referidos casinos, de forma a assegurar que decorram de forma estável e ordenada e que todos os procedimentos legais estejam a ser devidamente cumpridos”. Em causa, estão mudanças nas mesas de jogo e nas funções de 182 trabalhadores, 71 do casino Emperor Palace e 111 do Waldo. Em comunicado, a Galaxy determinou que as mesas de jogo do Waldo “serão realocadas para outros casinos” sob operação do grupo, estando “empenhada em salvaguardar o emprego local”. Em termos concretos, “os membros que actualmente trabalham no Waldo Casino serão transferidos para outros casinos ou funções não relacionadas com o jogo, com base nas necessidades operacionais, mantendo-se inalterados todos os termos contratuais de emprego”. A Galaxy promete ainda disponibilizar a estes trabalhadores “uma série de programas de formação profissional para apoiar a sua transição para novos ambientes de trabalho e garantir a continuidade da estabilidade profissional”. Já no que diz respeito ao Emperor Palace, fica também a mesma promessa da “protecção do emprego local”. Todos os funcionários “permanecerão empregados, sendo transferidos para outros casinos da empresa para desempenhar funções relacionadas com jogos, de acordo com as necessidades operacionais”, destaca a SJM numa nota. No caso dos residentes que trabalham para o Emperor e que não são directamente contratados pela SJM Resorts, “serão convidados a candidatar-se a vagas relacionadas dentro do grupo, com prioridade na contratação em circunstâncias iguais, e receberão o apoio necessário, dependendo da situação real, para facilitar uma transição suave”, é referido. A DICJ promete, com conjugação com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, “assegurar o cumprimento rigoroso dos compromissos assumidos pela SJM e Galaxy, no que respeita à recolocação dos mesmos trabalhadores, bem como às garantias efectivas quanto à remuneração, regalias e condições de trabalho”. Dinheiro por traçar No que diz respeito ao resgate de fichas de jogo, a partir do dia 1 de Novembro, sábado, “as fichas válidas com o logótipo Galaxy Waldo poderão ser resgatadas nos balcões designados no Galaxy Macau Casino ou no StarWorld Casino”. No caso do casino Emperor Palace, a SJM descreve que todas as máquinas e mesas de jogo “serão transferidas para outros casinos da empresa, a fim de continuar a servir os nossos estimados clientes”, enquanto que “os clientes que possuírem fichas, depósitos ou descontos em dinheiro acumulados no casino Emperor Palace, e que não tenham sido resgatados após o seu encerramento, poderão visitar outros casinos operados pela SJM Resorts a partir de 31 de Outubro para acordos de acompanhamento”, pode ler-se. Sobre este aspecto, a DICJ promete “designar funcionários para fiscalizar, ‘in loco’, o processo formal de encerramento, assegurando a conformidade dos procedimentos no que respeita ao tratamento adequado dos numerários e fichas de jogo guardados na tesouraria”, entre outras matérias.
Timor-Leste | Realizado sonho que começou há quase meio século Hoje Macau - 27 Out 2025 O Presidente timorense, José Ramos-Horta, afirmou ontem que a adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) é a realização de um sonho, que começou há quase meio século. “Hoje, realizámos um sonho que começou há quase meio século, uma visão de pertença regional que antecede a nossa própria independência. Lembro-me de ter discutido esta ideia quando era um jovem de 25 anos”, disse o chefe de Estado, citado num comunicado divulgado à imprensa. Timor-Leste aderiu ontem à ASEAN durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização asiática, que decorre em Kuala Lumpur, na Malásia, tornando-se o seu 11.º estado-membro. “Quando apresentámos formalmente a candidatura, em 2011, o caminho ainda não estava definido e exigiu grande perseverança. Este sucesso pertence a muitos”, afirmou Ramos-Horta. O também prémio Nobel da Paz, que testemunhou o momento da adesão em Kuala Lumpur, expressou a sua “profunda gratidão” a todos os líderes da ASEAN e prestou um reconhecimento especial ao apoio do antigo Presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono. “Agradeço igualmente a todos os líderes timorenses, passados e presentes, incluindo o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, pela sua liderança visionária e pelos incansáveis esforços para melhorar o bem-estar do nosso povo. Esta é uma vitória de toda a nação, um momento de imenso orgulho e de conquista partilhada”, acrescentou o Presidente timorense. A ASEAN foi criada em 1967 pela Indonésia, Singapura, Tailândia, Malásia e Filipinas, e integrada mais tarde pelo Brunei Darussalam, o Camboja, o Laos, Myanmar e o Vietname. Com 676,6 milhões de habitantes, a ASEAN é a terceira região mais populosa do mundo, a seguir à Índia e China.
Japão | Nova PM quer “elevar aliança” com EUA Hoje Macau - 27 Out 2025 A nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou sábado que o seu país vai “elevar a aliança” com os Estados Unidos da América, depois de uma conversa telefónica “boa e franca” com o seu homólogo Donald Trump. “Com ele, estou determinada a elevar a aliança Japão-EUA a patamares ainda mais elevados”, escreveu numa mensagem publicada na rede social X, na véspera de Trump começar um périplo pela Ásia. A primeira-ministra japonesa descreveu o Presidente norte-americano como “uma pessoa muito animada e divertida”. Durante esta primeira conversa telefónica com Trump, dois dias antes da sua visita ao Japão na segunda-feira, Sanae Takaichi disse que “uma das principais prioridades” da sua administração era o reforço dos laços entre os dois países “diplomaticamente e em termos de segurança”. Donald Trump quer que Tóquio, assim como outros aliados, aumente as suas despesas militares e Sanae Takaichi anunciou na sexta-feira, no seu primeiro discurso político, que o Japão iria aumentar o seu orçamento de defesa para 2 por cento do produto interno bruto (PIB) no próximo ano fiscal, dois anos antes das anteriores previsões. Presidente do Partido Liberal Democrático, a conservadora Sanae Takaichi é a primeira mulher a ocupar as funções de chefe do governo do Japão, para as quais foi nomeada na terça-feira.
Gaza | EUA preparam resolução para ONU autorizar força internacional Hoje Macau - 27 Out 2025 Os Estados Unidos da América estão a preparar uma resolução a apresentar nas Nações Unidas para autorizar o envio de uma força multinacional para a Faixa de Gaza no âmbito do acordo de cessar-fogo em vigor. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que a questão começaria ontem a ser discutida numa reunião no Qatar. “Muitos dos países que manifestaram a sua intenção de participar, seja economicamente, com pessoal ou ambos, vão precisar disso (uma resolução da ONU) porque as suas leis nacionais assim o exigem, por isso temos uma equipa inteira a trabalhar nisso”, disse durante a sua viagem entre Israel e o Qatar, segundo o jornal israelita The Times of Israel. “Penso que, em última análise, o objectivo da força de estabilização é deslocar essa linha até cobrir, esperemos, toda a Faixa de Gaza, o que significa que toda a Faixa de Gaza será desmilitarizada” disse Rubio aos jornalistas no avião que o levava de Israel para o Qatar. Por outro lado, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, informou que Rubio falou por telefone com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e discutiram “as medidas colectivas para aplicar o Plano Integral para Acabar com o Conflito em Gaza do Presidente Donald Trump” e reafirmou a “relação estratégica entre os Estados Unidos e Israel”. O chefe da diplomacia americana foi o último de uma série de altos funcionários americanos a visitar Israel a semana passada, depois do enviado Steve Witkoff, do genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e do vice-presidente JD Vance, para tentar consolidar o frágil cessar-fogo. Nos termos deste acordo, paralelamente à retirada progressiva do exército israelita, iniciada com a entrada em vigor do cessar-fogo a 10 de Outubro, o plano americano prevê que o Hamas seja excluído da futura governação da Faixa de Gaza, onde tomou o poder pela força em 2007, e que o seu arsenal seja destruído. Calar as armas Israel e Hamas anunciaram no dia 8 de outubro um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, primeira fase de um plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negociações indirectas mediadas pelo Egipto, Qatar, Estados Unidos e Turquia. Esta fase da trégua envolve a retirada parcial do Exército israelita para a denominada “linha amarela” demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e Gaza, a libertação de 20 reféns em posse do Hamas e de 1.950 presos palestinianos. O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de Outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns. A retaliação de Israel já provocou mais de 68 mil mortos e cerca de 170.000 feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.
Ao que isto chegou André Namora - 27 Out 2025 Um menor de 14 anos mata a mãe com uma arma do pai. Fomos ficando habituados a ler notícias tristes de filhos que roubam as joias da mãe para certos vícios ou que batem na mãe ou no pai porque estes não lhes dão dinheiro a fim de comprarem estupefacientes. Agora, a linha vermelha foi ultrapassada. Um menor diz que “a minha mãe chateava-me muito”, pega na arma do pai e mata a mãe sem apelo nem agravo. Ao que isto chegou. A mãe, Susana Gravato, de 49 anos, era vereadora do PSD na Câmara Municipal de Vagos. O tribunal já decidiu o internamento do menor em regime fechado e depois poderá ficar na mesma situação mais três anos. O menor cometeu o crime de tal forma consciente que até, após o acto, simulou um cenário de assalto em casa. Ao falarmos com uma psicóloga, esta disse-nos que a mudança na educação dos filhos nos dias de hoje é tenebrosa. Que as redes sociais são uma das razões para a violência se estar a banalizar e que a legislação muito tem de mudar no que respeita ao acesso ao digital. Miguel Sousa Tavares defendeu a proibição gradual das redes sociais, sublinhando que “Estão a dar cabo do nosso modo de vida”. Vivemos um tempo de educação por reflexo condicionado, acrescentou a psicóloga, para prosseguir salientando “que talvez porque estejamos a ser ultrapassados pelos cães. Vivemos uma época onde tudo é a consequência de um pseudo-trauma que a ignorância se propõe facilmente tratar e que mais não faz senão prolongar e agravar a doença”. Nós lemos Freud muito cedo, e logo percebemos que, em Freud, quase tudo girava em torno da frustração e do sexo reprimido. Depois, como estava na moda, lemos Piaget achando que nos ajudaria a educar os filhos. Enganámo-nos. Piaget educou, mas foi a nós. Descobrimos que a educação dos filhos não se faz com amarras de teorias, religiões ou modas. A educação dos filhos, antes de tudo tem de ser um acto de amor, caso contrário, o reverso da medalha pode ser fatal. Na verdade, o país outrora tido como pacífico, ficou chocado ao tomar conhecimento que uma filha tentou matar o pai à facada e arrancar-lhe os olhos para ficar, simplesmente, com uma casa, e no dia seguinte, um filho com apenas 14 anos mata a mãe com a pistola escondida do pai porque “a mãe era chata com os afazeres escolares”. Certo, é dizer que “matou” logo o pai e se matou a si próprio também. A loucura contamina e a maldade também. São gémeas idênticas. Os portugueses não queriam acreditar que se ultrapassou a linha vermelha e que agora os filhos já matam os pais. Há uns anos, conhecemos José Manuel Anes, que foi presidente do Observatório de Segurança Criminal e Terrorismo. Um homem experiente de todos os aspectos da vida, da segurança, do crime e da espionagem. Não conseguimos entender qual foi a educação que Anes terá dado à sua filha Ana, para que esta o tente matar à facada e ter a “coragem” de ir para as redes sociais dizer que tentou matar o pai porque este tinha colaborado com a Mossad. É incompreensível por parte de uma filha. José Manuel Anes tinha-nos referido que o cargo que ocupava era de risco, que tinha a noção que um dia podia ser morto, mas certamente nunca imaginou que isso pudesse acontecer pelas mãos da própria filha Ana, que já se encontra presa e que confessou o crime. Efectivamente o mundo mudou, e para pior no que concerne às atitudes das novas gerações. Culpa dos pais? Talvez. Todavia, não deixa de ser repugnante que uma filha, de 53 anos, pegue numa faca e tente matar o seu pai que lhe deu tudo incluindo uma mesada até ao dia de ser atacado gravemente. Ao que isto chegou. José Manuel Anes foi atacado dentro da própria casa. Há cinco anos que Anes era perseguido pela filha, com ameaças de morte nas redes sociais. A filha pretendia que o pai colocasse em nome dela a propriedade de uma casa na Costa de Caparica. A teoria da filha Ana Anes era a pretensão de ela poder vender a casa e arrecadar o dinheiro, uma vez que estaria desempregada. É este o móbil do crime apurado pela investigação da Polícia Judiciária. De resto, foi por temer que a filha concretizasse as ameaças que José Manuel Anes, com 81 anos, passou a viver com a actual mulher na casa de uma amiga desta, em Lisboa. Anes tinha recebido antes do dia do crime uma mensagem ameaçadora da filha e logo no dia seguinte a mesma tocou à porta da casa onde estava a viver e Anes abriu, pensando tratar-se da entrega de uma encomenda. Foi desde logo atirado ao chão pela filha, que a seguir o agrediu com vários murros pelo corpo todo. Depois, com um objecto cortante, atingiu-o na cabeça, pernas, mãos e abdómen, até que, por fim, lhe pressionou os dois olhos com os dedos, deixando-o sem ver. Mas que cena macabra: uma filha que tenta matar um pai com 81 anos, só pela ganância do dinheiro. Qualquer dia, temos todos os meses um pai morto por um filho. Ao que isto chegou… P.S. – Esta foi a minha 250ª crónica. Quero agradecer fraternalmente ao Director Carlos Morais José o convite que me fez há cerca de cinco anos para estar em contacto com os leitores deste magnífico jornal.
Mais de mil pessoas fogem de Myanmar para a Tailândia após rusga anti-cibercrime Hoje Macau - 27 Out 2025 Mais de mil pessoas, maioritariamente chineses, fugiram de Myanmar para a Tailândia desde quarta-feira, após rusgas do exército birmanês num dos maiores centros de esquemas de burla ‘online’ do país, anunciaram sexta-feira autoridades provinciais tailandeses. A administração provincial de Tak (noroeste) disse num comunicado que 1.049 pessoas atravessaram a fronteira com Myanmar para chegar a Mae Sot entre quarta-feira e a manhã de quinta-feira, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP). A maioria eram homens chineses, especificou o gabinete de imigração da Tailândia. A administração provincial de Tak disse que entre as pessoas que fugiram estão também indianos, paquistaneses, vietnamitas, birmaneses, tailandeses e cidadãos de uma dúzia de outros países. A junta militar no poder na antiga Birmânia anunciou na segunda-feira a realização de uma rusga no complexo KK Park, situado do outro lado da fronteira tailandesa. Cerca de 40 pessoas que deixaram este complexo, incluindo cidadãos de Taiwan e de vários países africanos, usaram pequenas embarcações para atravessar o rio Moei e chegar sexta-feira à Tailândia, disseram responsáveis locais à AFP. Agentes de segurança tailandeses, colocados do outro lado do rio, revistaram as bagagens enquanto as pessoas controladas entregavam os telemóveis e subiam para camiões, de acordo com um vídeo da agência noticiosa francesa. Imagens difundidas na quinta-feira pelo canal público tailandês PBS mostravam pessoas a usar caixas de esferovite para atravessar o rio a nado e chegar à Tailândia. O trigo e o joio Redes de burla ‘online’, sentimentais ou comerciais, prosperaram em Myanmar ao longo da fronteira pouco vigiada com a Tailândia com a guerra civil desencadeada pelo golpe militar que derrubou o governo birmanês em Fevereiro de 2021. A maioria dos complexos está sob o controlo de grupos criminosos chineses, em conluio com milícias birmanesas. Segundo especialistas, a junta no poder em Myanmar faz “vista grossa” às redes nas mãos dos aliados milicianos que, em troca, controlam as regiões fronteiriças em nome dos militares. A imprensa estatal birmanesa noticiou sexta-feira que as autoridades detiveram recentemente “118 cidadãos estrangeiros de 14 países que entraram ilegalmente em Myanmar e estavam envolvidos em jogos de azar ‘online’ e burlas” na zona de KK Park. A junta birmanesa disse na segunda-feira que apreendeu 30 receptores de internet Starlink. Dois dias depois, a Space X, de Elon Musk, anunciou que tinha desactivado mais de 2.500 receptores Starlink utilizados pelos centros de cibercrime na região. O vice-governador da província de Tak, Sawanit Suriyakul Na Ayutthaya, disse na quinta-feira que os recém-chegados seriam controlados para determinar se eram vítimas de tráfico de seres humanos. Caso contrário, poderiam ser processados por atravessarem a fronteira ilegalmente. A China, aliada militar de Myanmar, tem pressionado as autoridades birmanesas para acabar com as redes de burlas ‘online’ por estar descontente com o número de chineses que participam na sua exploração ou que são vítimas, segundo a AFP. A indústria de esquemas de burla ‘online’ no Sudeste Asiático gera lucros de cerca de 37 mil milhões de dólares por ano, segundo estimativas feitas em 2023 pela ONU.
Encontro | Trump diz que agricultura e Taiwan são temas a abordar com Xi na Coreia do Sul Hoje Macau - 27 Out 2025 O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que o encontro, esta semana, com o homólogo chinês, Xi Jinping, vai centrar-se em questões agrícolas e que vai “mencionar Taiwan”. “Temos muito que falar com o Presidente Xi, ele tem muito que falar connosco, acho que vamos ter uma boa reunião”, afirmou Trump aos jornalistas antes de partir para a Malásia, a primeira paragem da uma digressão asiática que vai fazer. O governante norte-americano disse que as questões relacionadas com a agricultura estão no topo da agenda e que vai “mencionar Taiwan”, embora tenha esclarecido que ainda não planeia viajar até à ilha. Trump tem vindo a sublinhar o desejo de que a China compre soja norte-americana, depois de o ter deixado de fazer em Setembro, como não acontecia há anos. Além disso, o país asiático impôs tarifas adicionais sobre as importações agrícolas dos Estados Unidos, em resposta às medidas económicas avançadas pelo Presidente norte-americano. O encontro entre os dois líderes, previsto para a próxima semana na Coreia do Sul, vai realizar-se poucos dias antes de entrarem em vigor as novas tarifas importas pelos Estados Unidos à China, assim como as medidas de controlo aduaneiro que Xi anunciou anteriormente e que entram em vigor a 01 de Novembro.
Comércio | Anunciado “acordo preliminar” com EUA Hoje Macau - 27 Out 2025 A China anunciou ontem ter chegado a um “acordo preliminar” com os Estados Unidos da América nas negociações comerciais, após dois dias de conversações na capital da Malásia. O anúncio foi feito pelo representante do comércio internacional da China, Li Chenggang, embora não tenha esclarecido os termos do “acordo preliminar”. Li afirmou que o diálogo entre as duas partes abordou “numerosos temas”, dando como exemplos os controlos de exportação (que Pequim aplica às terras raras), a possível extensão da suspensão recíproca de tarifas aduaneiras e a cooperação anti-droga contra o fentanil. Os Estados Unidos e a China também discutiram a ampliação do comércio bilateral, bem como as taxas portuárias dos Estados Unidos contra embarcações chinesas. Este acordo acontece a poucos dias da reunião entre os líderes dos dois países, Donald Trump e Xi Jinping, em 30 de Outubro na Coreia do Sul. As negociações comerciais entre Washington e Pequim decorrem num clima de tensão, depois de, em meados de Outubro, a China ter imposto novas restrições ao comércio de terras raras, em cuja produção e exportação é praticamente monopolista. Em resposta, o Presidente dos Estados Unidos ameaçou aumentar as tarifas sobre os produtos chineses para 100 por cento a partir de 01 de Novembro.
Brasil | Sectores do peixe e marisco procuram a China Hoje Macau - 27 Out 2025 A imposição de tarifas de 50% ao Brasil por Donald Trump, devido ao julgamento de Bolsonaro, levou o país sul-americano a procurar outros mercados mais favoráveis A secretária nacional de Aquicultura do Brasil disse sexta-feira à Lusa que a imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) levou os sectores do peixe e marisco brasileiros a procurarem novos mercados, incluindo a China. “Quando fala de exportação de pescado, há muito produto a ser direccionado para os Estados Unidos, e isso, com a taxação, obrigou-nos a pensar nos outros destinos”, explicou Fernanda Gomes de Paula. O Brasil e os EUA estão a viver uma crise diplomática sem precedentes, depois de o Presidente norte-americano ter imposto tarifas de 50 por cento sobre grande parte dos produtos brasileiros. Donald Trump justificou a decisão com o julgamento em que o ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, aliado do actual líder dos EUA, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. “Eu acredito muito que nós temos que olhar sempre pelo lado positivo de todas as situações. Então, isso foi um despertar, está abrindo uma oportunidade para a gente buscar outros destinos para os nossos produtos”, disse a responsável. Antes da imposição das tarifas, cerca de 70 por cento das exportações brasileiras de pescado tinham como destino os EUA, valor que sobe para 90 por cento no caso da aquicultura. Fernanda de Paula, cuja secretaria está sob a tutela do Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil, defendeu que é preciso apostar no peixe e no camarão como produtos para “trabalhar comercialmente”. Há 15 anos que a China é a principal parceira comercial do Brasil. Sempre a aprender De acordo com dados dos Serviços de Alfândega chineses, as exportações brasileiras caíram 10,9 por cento nos primeiros oito meses de 2025, para 72,6 mil milhões de dólares. A secretária nacional de Aquicultura do Brasil defendeu que o país tem potencial para exportar mais peixe e outros produtos aquáticos para o mercado chinês. “Na verdade, a gente precisa se mostrar mais, precisa compreender o volume das nossas produções, a qualidade dos nossos produtos e demonstrarmos que temos condições de incluí-los aqui”, disse a responsável, em Macau. A dirigente falava à margem da cerimónia de encerramento de um colóquio sobre a economia digital entre a China e os países de língua portuguesa, que começou em 13 de Outubro. Fernanda de Paula disse que o evento, organizado pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) foi “extremamente importante”. A cadeia produtiva da aquicultura “está a passar por um processo de transição para digitalizar, trabalhar com inteligência artificial”, de forma a melhorar a gestão e aumentar a produtividade, explicou a dirigente. A secretária nacional de Aquicultura do Brasil aproveitou para “conhecer o que está a ser discutido, o que está a ser debatido [e] fazer as conexões certas”. “Temos um país que está aberto para colaboração. (…) A gente tem algo que pode oferecer, mas temos a humildade para compreender que temos também muito que assimilar”, acrescentou.
Influencers | Arranca hoje a “CreatorWeek Macao 2025” Hoje Macau - 27 Out 2025 Decorre, entre hoje e amanhã, o primeiro evento em Macau dedicado ao mundo dos influencers, intitulado “CreatorWeek Macao 2025”. Trata-se de um evento promovido pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) que inclui a “Conferência CreatorWeek”, que acontece hoje no Grand Lisboa Palace. Amanhã, tem lugar a “Academia CreatorWeek”, no mesmo empreendimento turístico. Segundo uma nota da DST, estes dois eventos “visam criar uma plataforma para criadores de conteúdos, empresas e grupos locais de produção de novos meios de comunicação e líderes das redes sociais”, esperando-se que essa plataforma “proporcione valor comercial”. Espera-se que um evento inteiramente dedicado à actividade de “influencer” possa olhar a “singularidade” de Macau e “contribuir para promover o desenvolvimento, no estrangeiro, de criadores do interior da China”, além de ajudar também “criadores internacionais a entrar na China para conhecerem a cultura chinesa”. A DST espera ainda que esta semana possa “elevar a imagem de Macau como uma cidade turística ‘célebre na Internet’, promovendo-se o desenvolvimento da economia de criadores de conteúdos”. A “Conferência CreatorWeek” decorre entre as 10h e as 18h e visa debater “a integração cultural das redes sociais chinesas e ocidentais e as tendências das plataformas”, sem esquecer “a situação actual e o futuro da economia dos criadores”. O evento conta com dezenas de oradores, onde se inclui, por exemplo, Ben Wong, director de operações de marketing da Google na China. Por sua vez, a “Academia CreatorWeek” decorre entre as 14h e as 17h e “conta com a participação de talentos do sector e líderes das plataformas principais”, discutindo-se temas como “Da Voz Local à Influência Global”, “Agentes, MCNs e Criadores: Construir Carreiras Sustentáveis” ou “Criar uma Comunidade com o Snapchat”, entre tantos outros.
Edição que celebra os 15 anos do Oktoberfest Macau já arrancou Hoje Macau - 27 Out 2025 Começou na sexta-feira mais uma edição do Oktoberfest Macau, que até ao dia 2 de Novembro acontece no MGM Cotai. Segundo um comunicado da operadora de jogo, trata-se de uma edição que faz “um brinde aos 15 anos” do evento que tem trazido ao território “o sabor e o espírito autênticos do icónico festival de cerveja alemã”. O Oktoberfest Macau recebeu, ao longo de 15 anos, mais de 190 mil participantes. Na sexta-feira, na cerimónia de abertura, Kenneth Feng, presidente e director-executivo da MGM China, disse que esta festa “não é apenas uma celebração, mas também uma conexão”. “É esse sentimento de união que tem sustentado o espírito do festival nos últimos quinze anos, tornando-o uma celebração anual que todos aguardam ansiosamente, repleta de risos e memórias. Este ano, o festival receberá o seu convidado número 200.000, um verdadeiro marco que reflecte o compromisso de longa data da MGM com o desenvolvimento de produtos culturais e turísticos para Macau”, acrescentou. Música e salsichas Quem for ao Oktoberfest pode ter a certeza que encontra a típica cerveja alemã e as salsichas que fazem as delícias da festa, sendo que este ano se dá o regresso da Högl Fun Band, directamente de Munique. Este grupo promete “subir ao palco com animadas melodias bávaras, conduzindo o público em coro com a canção que é tema original do festival”, a música “Nei Hou, Macau!”. A fim de celebrar os 15 anos de existência, a MGM criou para esta edição uma “cabine fotográfica especial”, para que os participantes possam tirar fotografias temáticas sobre o Oktoberfest, além de que também se estreia o “Prémio de Melhor Traje”. Aqui, o público é convidado “a vestir-se com trajes temáticos e a abraçar totalmente o espírito do Oktoberfest”. O espaço oferece ainda actividades pensadas para as crianças. A festa acontece até ao dia 2 de Novembro, das 18h à meia-noite, no primeiro terraço do MGM Cotai, sendo necessário adquirir bilhetes para o evento.
Somos! | Concerto “Trilogia das Sombras” para ver e ouvir na Casa Garden Andreia Sofia Silva - 27 Out 2025 A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” traz a Macau o espectáculo “Trilogia das Sombras”, que é também um disco dos “Mano a Mano”, um duo com os irmãos André e Bruno Santos. Este é um projecto musical inspirado na obra da artista plástica Lourdes Castro acolhido pela Casa Garden. A música faz-se ouvir no dia 8 de Novembro Chamam-se “Mano a Mano” e, como o nome indica, é um grupo musical composto pelos irmãos André e Bruno Santos. Vêm a Macau apresentar o seu mais recente disco, “Trilogia de Sombras”, com um espectáculo na Casa Garden, agendado para o dia 8 de Novembro. Trata-se de uma iniciativa com o cunho da “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (Somos – ACLP), e que se inspira na obra da artista plástica Lourdes Castro. No dia 8, na sede da Fundação Oriente (FO) em Macau, pode-se ver algo diferente de um concerto normal: Tiago Martins apresenta uma performance num cenário criado pelo Ponto Atelier, enquanto que à música original dos “Mano a Mano” juntam-se textos de Tolentino Mendonça. Não falta ainda a presença de um “disco-livro” criado por Carla Cabral. O que dizer de “Trilogia de Sombras”? Segundo um comunicado da Somos – ACLP, os “Mano a Mano” são irmãos e guitarristas da ilha da Madeira e fizeram, neste disco, uma mescla de “música, poesia, performance e artes plásticas”, tratando-se do quinto trabalho discográfico. Esta obra “tem o formato de disco-livro, concebido por Carla Cabral com inspiração nos livros de artista de Lourdes Castro, e recurso a costura, pintura, desenho e ‘transfer’ sobre tecido e papel”, com um texto de José Tolentino Mendonça e “declamação do poema Lourdes Castro, o ‘Rua da Olaria’, num dos dez temas” que compõem o álbum. Convidado especial O espectáculo começa às 20h e dura cerca de 70 minutos sem intervalo, tendo entrada gratuita. Pode-se esperar uma “parafernália de guitarras e cordofones dos irmãos” e, como já foi referido, a performance de Tiago Martins que “atrás de uma tela, e inspirado pelo Teatro de Sombras de Lourdes Castro, interage com a música”. Sobre este projecto José Tolentino Mendonça escreveu que “a obra visual incrível que a artista Lourdes Castro deixou é demasiado intensa e poliédrica para ficar limitada a um campo só”, sendo “o seu alcance maior”. “A obra de Lourdes Castro ajuda-nos a ser. Dá-nos música. E que música!”, adiantou. A Somos – ACLP decidiu ainda promover “a fusão de culturas e identidades”, convidando o instrumentista Fang Teng, concertino da Orquestra Chinesa de Macau, para interpretar, em palco, obras emblemáticas da cultura musical portuguesa. Desta forma, destaca a associação, fortalecem-se “laços que unem os nossos povos há séculos, criando-se um momento de perfeito vínculo musical e cultural”. No concerto, Fang pontuará as notas da música portuguesa com a capacidade dramática e melancólica do erhu, um instrumento tradicional chinês de duas cordas e tocado com um arco. Um apontamento que promete encantar e comover a audiência.