Amagao | Exposição “Lusografia” reúne obras de mais de 20 artistas

De Paula Rego a Júlio Pomar, passando por Vhils, Alexandre Marreiros ou Cruzeiro Seixas, são 24 os artistas portugueses que terão as suas obras expostas na Galeria Amagao até 4 de Setembro. A exposição de obras de serigrafia, gravura e artes gráficas está integrada nas comemorações do 10 de Junho em Macau

 

Inaugura hoje na Galeria Amagao, espaço permanente localizado no Artyzen Grand Lapa, a exposição “Lusografia”, que reúne um espólio de cerca de 70 obras de serigrafia, gravuras e artes gráficas de 24 artistas portugueses.

Integrada nas comemorações do mês de Portugal em Macau, a exposição está patente até 4 de Setembro e inclui reproduções de “alta qualidade” de artistas portugueses de renome como Paula Rego, Júlio Pomar, Vhils, Vieira da Silva ou Cruzeiro Seixas, que podem ser adquiridas pelos visitantes.

“Proporcionou-se a oportunidade de fazer esta mostra associada às comemorações do Dia de Portugal e, por isso mesmo, embora sejamos uma galeria de vocação lusófona ampla, a iniciativa conta apenas com artistas portugueses (…) e não só artistas lusófonos em sentido lato”, começou por explicar ao HM, José Isaac Duarte, um dos responsáveis pela Galeria Amagao.

“Seria surpreendente não ter aqui em Macau manifestações de arte associadas a Portugal (…) pois são um elemento importante da presença portuguesa em Macau e no mundo. Como Portugal tem uma grande tradição na produção de serigrafias e obras feitas a partir das diferentes técnicas de gravura e há muitos artistas portugueses com produção de obras deste cariz [decidimos avançar com esta iniciativa]. Desde os mais consagrados aos mais novos”, acrescentou.

José Isaac Duarte vinca ainda que “a exposição não procura seguir qualquer tema”, encontrando sim “unidade” nas técnicas de gravura dos artistas com diferentes temas e abordagens.

“É uma exibição que tem a ver com técnicas de gravura e, dentro desse tema, decidimos fazer uma mostra diversificada de artistas que produzem obras variadas (…) e, portanto, as pessoas que visitam a exposição terão a oportunidade de encontrar obras de diversa natureza, com diferentes tonalidades, temas e abordagens”, vincou.

À flor da pele

Entre os artistas mais representados na exposição, o destaque vai para o modernista Júlio Pomar e o surrealista Cruzeiro Seixas, contando com cerca de uma dúzia de obras expostas cada um. Do lado da pintura portuguesa feita no feminino realce para o facto de a mostra incluir obras de Paula Rego e Graça Morais. Isabel Rasquinho e Alexandre Marreiros marcam presença na “Lusografia” também enquanto artistas com fortes raízes em Macau. Vhils, conhecido pelos seus trabalhos de arte urbana, tem três obras em exposição na Galeria Amagao.

José Isaac Duarte prefere, contudo, não destacar ou desvendar que obras ou artistas merecem, na sua opinião, maior relevo e convida os visitantes a descobrir por si próprios, que sensações e emoções os traços e as cores dos trabalhos lhes despertam.

“É óbvio que, tanto a Paula Rego como o Júlio Pomar têm uma dimensão internacional que não precisa de mais referências. O desafio passa por as pessoas virem aqui, verem as obras e fazerem o seu próprio julgamento. Haverá coisas que gostam e outras não, é natural. O importante é a oportunidade de nos confrontarmos com propostas diferentes de vários artistas e, sobre elas, fazer um juízo e ter uma reacção emocional. A arte, naturalmente, também tem uma componente de gosto e emoção e isso é importante”, partilhou.

Alexandre Baptista, Alfredo Luz, Artur Bual, Carlos Dugos, Clotilde Fava, Espiga Pinto, Francisco Geraldo, Graça Morais, João Paulo, Jorge Martins, José Luís Tinoco, Júlio Resende, Manuel Cargaleiro, Maria João Franco, Miguel Pamplona, Raquel Oliveira, Velhô e Vieira da Silva compõem a lista de artistas.

A exposição “Lusografia” pode ser vista até 4 de Setembro entre terça-feira e domingo, das 10h00 às 19h00. As obras expostas podem ser adquiridas pelos visitantes, com preços a partir das 3.000 patacas.

9 Jun 2022

Exposição | “Lusografia” inaugurada amanhã na galeria Amagao

Chama-se “Lusografia” e é mais uma exposição a ser inaugurada, amanhã, às 18h30, no âmbito do ciclo de actividades comemorativas do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões das Comunidades Portuguesas. A mostra, que estará patente entre sexta-feira e o dia 4 de Setembro, na galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa Macau, apresenta 70 obras de 20 artistas portugueses que vão desde a serigrafia, à gravura ou artes plásticas.

Podem ser vistos trabalhos de nomes bem conhecidos como é o caso dos pintores, já falecidos, Cruzeiro Seixas, um dos últimos representantes do surrealismo português, e Júlio Pomar.

Destaque ainda para a presença de trabalhos de Paula Rego ou Graça Morais, dois dos nomes mais importantes da pintura portuguesa contemporânea feita no feminino. Macau está também representado com o trabalho de Alexandre Marreiros, artista e arquitecto, e de Isabel Rasquinho.

O público poderá ainda ver trabalhos de Manuel Cargaleiro, pintor e ceramista português, e Vhils, autor de diversos trabalhos de arte urbana expostos em todo o mundo. Em Macau, Vhils tem o rosto de Camilo Pessanha esculpido num mural exposto junto ao consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

Uma nota divulgada sobre a exposição dá conta que “Portugal tem uma longa tradição na gravura, serigrafia e artes gráficas afins”. “A produção de múltiplos de alta qualidade de uma obra de arte torna-a acessível a um público mais amplo. Além do valor estético e individual, estas obras tornam-se objectos de colecção”, pode ler-se.

8 Jun 2022

Amagao | “Lusofonia tem diversidade e grandeza para estarmos aqui muitos anos”

Os responsáveis pela recém-inaugurada Galeria Amagao estão confiantes de que a “diversidade e a grandeza” da arte lusófona são o garante de que o novo espaço irá mostrar as cores dos países de língua portuguesa “durante muitos anos”. Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, o grupo assegura que é preciso “continuar a colorir a vida de todos em Macau”

 

Os responsáveis pela Galeria Amagao, espaço permanente inaugurado na passada sexta-feira no Artyzen Grand Lapa, estão confiantes de que a qualidade e a diversidade artística do mundo lusófono são a garantia de que as criações provenientes dos vários países de língua portuguesa possam ser divulgados na galeria “durante muitos anos”. Isto, sem esquecer a ancestral ligação de Macau à lusofonia e o papel que o território desempenha na criação de sinergias entre a China e os países de língua portuguesa.

“Macau continua a ser uma janela e uma porta aberta para o mundo, em particular para o mundo lusófono. Além disso, o mundo lusófono tem uma diversidade e uma grandeza suficiente no plano artístico para podermos estar confiantes que, durante muitos anos, teremos a oportunidade de mostrar aqui essa cor, a que nós chamamos lusofonia. No fundo, a Galeria Amagao vai ser o resultado dessas cores todas, que caracterizam os artistas e as artes no espaço da língua portuguesa”, disse José Isaac Duarte, um dos responsáveis pelo novo projecto.

Recorde-se que a Galeria Amagao está sob gestão da Galeria 57 e definiu como principal objectivo promover e organizar exposições e eventos artísticos focados no mundo lusófono e nos seus artistas. Intitulada “Cor Lusofonia”, a exposição inaugural do novo espaço estará patente até 22 de Maio e inclui mais de 90 obras, entre as quais, alguns inéditos de Raquel Gralheiro, artista especial convidada para o arranque do projecto.

Para além de Raquel Gralheiro, a exposição inaugurada na sexta-feia inclui obras de outros artistas como Ana Jacinto Nunes, Victor Hugo Marreiros, Carlos Marreiros, José Luís Tinoco, Abílio Febra, Ana Silva e Reginaldo Pereira, num total de 46 autores. Todas elas seleccionadas a partir de um vasto acervo de criações lusófonas reunidas ao longo de vários anos.

Outra das novidades da Galeria Amagao passa pelo facto de o artista seleccionado para cada exposição ficar também a cargo de explorar o quiosque localizado debaixo da escadaria do Artyzen Grand Lapa. Além de obras de arte do artista em questão, estarão também à venda pequenas lembranças e outros objectos e peças de arte originais.

“Para além dos artistas do nosso espólio, há artistas locais convidados que, no caso desta exposição são cinco. Mas teremos oportunidades para convidarmos muito mais, até porque vamos fazer mais exposições no futuro. Depois há sempre um artista especial convidado, que poderá ter uma exposição individual e que ficará a cargo do quiosque”, explicou Victor Hugo Marreiros, último elemento a entrar no projecto da Galeria Amagao.

“Sou o último elemento a entrar na equipa e neste projecto, a convite da Galeria 57. Para mim é um percurso normal, depois de estar a trabalhar em Macau como designer e artista durante 40 anos, a promover tudo o que são actividades culturais e artísticas. Acho que esta é uma equipa furiosa, no bom sentido, em termos de trabalho. Eu trabalho por e para o prazer e sempre gostei de trabalhar com esta equipa. Já estou reformado mas não sou preguiçoso, e queria dedicar mais tempo à arte. É um projecto bonito e vem na sequência de tudo o que tenho vindo a fazer”, acrescentou Victor Marreiros.

Estrada para andar

Num contexto em que os constrangimentos causados pela pandemia de covid-19 se alongam há já mais de dois anos, Lina Ramadas aponta as dificuldades existentes para o transporte das obras de arte provenientes do exterior. “Há muitas dificuldades na alfândega e o custo do transporte é caríssimo”, começou por partilhar.

Contudo, o maior problema, confessa, é mesmo o facto de ser impossível trazer os artistas lusófonos e de outras paragens, para Macau, já que enquanto portadores de passaporte estrangeiro estão impedidos de entrar no território. Para além disso, projectos que envolvem intercâmbios com outras galerias lusófonas terão de esperar por melhores dias.

“Em quase todos os países lusófonos temos galerias amigas e uma vasta rede de contactos. Há dois anos chegámos a ter um projecto de intercâmbio que consistia em ter uma exposição itinerante que iria passar por vários países. Mas agora, [por causa da pandemia], está na gaveta. Nesta fase temos de ter imaginação e aguardar. Quando as coisas melhorarem cá estaremos para mais projectos”, apontou Lina Ramadas.

Apesar disso, Victor Marreiros sublinha que “quem corre por gosto não cansa” e que, quanto mais difícil for a situação e os constrangimentos impostos pela pandemia, mais importante será que a Galeria Amagao tenha a capacidade de dar mostras de vitalidade e colorir a vida de Macau e dos seus habitantes.

“Quanto mais a porta se fechar, mais cores temos de colocar na nossa vida. É esse o serviço que queremos prestar. Ou seja, divulgar os artistas lusófonos e colorir a vida de todos nós. Quanto mais difícil está o mundo, mais queremos ser um elemento que ajuda a pôr cor na vida de todos, em Macau e não só”, vincou.

Os responsáveis pelo novo projecto esperam ainda que, tratando-se também de um negócio, “o mercado de Macau ganhe com isso”, esperando que o feedback seja positivo. O espectro de preços das mais de 90 obras que podem ser vistas actualmente na exposição “Cor Lusofonia” varia entre as 500 e as 400 mil patacas.

21 Mar 2022

Arte | Galeria Amagao abre portas com foco na lusofonia

A Galeria Amagao abre hoje portas no Artyzen Grand Lapa Macau com a exposição “Cor Lusofonia”. O projecto, encabeçado por Victor Marreiros, Lina Ramadas e José Isaac Duarte, serve o propósito de promover artistas lusófonos com regularidade. Patente até 22 de Maio, a mostra inaugural conta com Raquel Gralheiro como artista especial

 

Hoje às 18h30 é inaugurada, no Artyzen Grand Lapa, a Galeria Amagao, um novo espaço dedicado às artes que, sob a gestão da Galeria 57, tem como principal objectivo promover e organizar exposições e eventos artísticos focados no mundo lusófono e nos seus artistas.

Intitulada “Cor Lusofonia”, a exposição inaugural do novo espaço estará patente até 22 de Maio e inclui mais de 90 obras, entre as quais, alguns inéditos de Raquel Gralheiro, artista especial convidada para o arranque de um projecto que promete regularidade, cor e diversidade ao nível da produção artística dos países de língua portuguesa.

Além de Raquel Gralheiro, a exposição inaugurada hoje inclui obras de outros artistas como Ana Jacinto Nunes, Victor Hugo Marreiros, Carlos Marreiros, José Luís Tinoco, Abílio Febra, Ana Silva e Reginaldo Pereira, num total de 46 autores. Todas elas seleccionados a partir do vasto acervo de obras lusófonas reunidas ao longo de vários anos.

A ideia de criar a Galeria Amagao, começou por explicar José Isaac Duarte ao HM, surgiu do interesse que o estabelecimento hoteleiro tinha em desenvolver actividades culturais e da possibilidade do colectivo utilizar espaços do Artyzen Grand Lapa a título permanente, para realizar exposições. Quanto ao nome do novo espaço, este nasceu da própria herança histórica e da origem do nome pelo qual Macau começou por ser baptizado.

“Digamos que o primeiro nome português de Macau como espaço com presença portuguesa foi ‘Amagao’”, apontou José Isaac Duarte.

Por seu turno, Victor Hugo Marreiros, último elemento a ingressar o projecto ressalva que a filosofia e a imagem da Galeria Amagao pretendem, essencialmente, “fazer uma passagem entre o passado, o presente e o futuro”, através de um contraste “pensado” entre o clássico, materializado no traço antigo de um mapa de Macau do século XVIII e o “contemporâneo”, concretizado no desenho do seu logotipo.

Pura diversidade

Sem preocupação de marcar um estilo artístico específico ou de organizar a mostra por temas ou nações, a exposição inaugural que pode ser visitada a partir de hoje procura só e apenas, segundo a curadoria, “a diversidade e a cor” proveniente da arte criada nos países de língua portuguesa. “É uma nova cor que estamos a inventar e que se chama lusofonia”, concretizou José Isaac Duarte.

Por sua vez, Lina Ramadas ressalvou haver uma “especificidade” única, que o novo espaço é capaz de oferecer em termos de arte lusófona, dado possuir, como base, um acervo “rico” sobre a matéria, reunido ao longo de vários anos.

Quanto à importância de divulgar os artistas lusófonos em Macau, os responsáveis pelo projecto sublinharam a ligação histórica e a missão atribuída ao território de promover ligações entre a China e os países de língua portuguesa.

“Macau (…) está ligada à lusofonia e (…) tem um ‘mandato’ para constituir essa ligação. Portanto, é algo que casa bem com a actividade que temos vindo a desenvolver e que se projecta para o futuro, dentro daquilo que (…) esperamos que seja o papel de Macau na China moderna”, explicou José Isaac Duarte.

18 Mar 2022