Publicidade ilegal | Lei eleva multa máxima para 100 mil patacas Hoje Macau - 14 Nov 2025 O Governo apresentou uma nova lei que, além de regulamentar pela primeira vez a actividade dos influenciadores, duplica a multa máxima por publicidade ilegal para 100 mil patacas. O novo diploma vem actualizar um regime legal com mais de três décadas A multa mais avultada para quem fizer publicidade ilegal aumentou para 100 mil patacas com a nova lei que irá regular o sector e, pela primeira, a actividade dos chamados influenciadores digitais. O porta-voz do Conselho Executivo, Wong Sio Chak, sublinhou, numa conferência de imprensa, que a actual lei da actividade publicitária, do tempo da administração portuguesa, “tem já mais de 30 anos, é necessário alterar as sanções ou multas”. A chefe do Departamento de Licenciamento e de Inspecção da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) revelou que a multa máxima, por “violar o princípio da licitude”, será de 100 mil patacas. Choi Sao Leng referiu que passará a ser ilegal fazer publicidade usando o nome da República Popular da China (RPC) ou da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), assim como “imagens de funcionários ou dirigentes públicos”. Recorde-se que em Abril, a polícia denunciou a existência de vídeos falsos feitos com tecnologia de inteligência artificial para colocar Ho Iat Seng, líder do Governo entre 2019 e 2024, a promover um suposto investimento. Choi Sao Leng sublinhou que será também proibida a publicidade que possa “prejudicar a imagem da RPC ou da RAEM, prejudicar a imagem de outros países ou prejudicar o interesse público”. A lei, que segue agora para a Assembleia Legislativa, irá, pela primeira vez, regulamentar a actividade dos influenciadores, incluindo o ‘live marketing’, que envolve a interacção em tempo real com o público. Choi garantiu que, “quando um embaixador publicitário ou influenciador usar a sua imagem para divulgar um produto”, também vai “assumir uma determinada responsabilidade”. A dirigente acrescentou que os influenciadores terão de esclarecer “qual a relação de contrato com o produto” e se “assinaram um contrato para vender” um produto ou serviço. Verdadeiras intenções Em Julho, aquando do arranque de uma consulta pública sobre a proposta de lei, o director da DSEDT, Yau Yun Wah, disse que os influenciadores terão de usar primeiro os produtos que apoiam, para garantir o cumprimento do requisito de veracidade. Para “optimizar ainda mais o ambiente de negócios”, a lei elimina a necessidade de obter uma avaliação e parecer vinculativo do Instituto Cultural (IC) para colocar publicidade em edifícios protegidos, disse Wong Sio Chak. Mas, horas antes, a presidente do IC, Deland Leong Wai Man, prometeu que a proposta não irá afectar a salvaguarda do património cultural do território. “Não reduzimos a protecção do património e vamos continuar a proteger as ruas pitorescas”, garantiu a também líder do Conselho do Património Cultural de Macau, numa conferência de imprensa. “Há aspectos que já não precisam do parecer do IC”, explicou Leong.
Bairro Internacional Turístico | Três grandes espaços com detalhes Hoje Macau - 14 Nov 2025 O planeamento do Bairro Internacional Turístico e Cultural Integrado ganhou ontem alguns contornos mais concretos, principalmente dos três grandes projectos: Museu Nacional de Cultura de Macau, o Centro Internacional de Artes Performativas de Macau e o Museu Internacional de Arte Contemporânea. O plano divulgado ontem, segundo o plano da Academia de Turismo da China, esclarece que o Museu Nacional de Cultura de Macau ficará localizado num terreno a leste da Torre de Macau, com uma área entre 80 mil e 100 mil metros quadrados. O novo museu terá espaços para armazenamento, conservação, investigação do acervo museológico e exposições flexíveis, assim como locais complementares para intercâmbio, ensino, incubação, instalações comerciais e lazer público. Já o Centro Internacional de Artes Performativas de Macau, terá uma área entre 55 mil e 65 mil metros quadrados na Zona C dos Novos Aterros, e será uma instalação capacitada para acolher vários tipos de artes performativas. Quanto ao Museu Internacional de Arte Contemporânea, contará com uma área entre 35 e 45 metros quadrados e ficará situado no lado leste da Zona C dos Novos Aterros.
Jogos Nacionais | Conselheira de Estado inspecciona instalações Hoje Macau - 14 Nov 2025 A conselheira de Estado, Shen Yiqin, teve um encontro na quarta-feira com o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, para trocar impressões sobre a realização das provas na Zona de Competição de Macau da 15.ª edição dos Jogos Nacionais. Segundo um comunicado divulgado na noite de quarta-feira pelo Gabinete de Comunicação Social, a reunião contou também na agenda com “o desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. Sam Hou Fai adiantou que as provas de todas as modalidades realizadas em Macau têm decorrido de forma tranquila e segura e que “os atletas de Macau mostraram em plenitude as suas potencialidades e o espírito desportivo”. O governante local indicou também que o Executivo que lidera irá manter uma cooperação estreita com Guangdong e Hong Kong para que as competições da 15.ª edição dos Jogos Nacionais e dos Jogos Olímpicos Especiais para Deficientes, a realizar em Dezembro, decorram de forma “simples, segura e maravilhosa”. Como é tradição em todos os encontros institucionais, o Chefe do Executivo apresentou ainda o progresso actual de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, e repetiu que o seu Governo continua a implementar a estratégia de desenvolvimento da diversificação adequada da economia 1+4 e potenciar e construir “uma plataforma de abertura ao exterior de nível mais elevado”.
Restauração | Descontos de 30% celebram o aniversário da RAEM João Luz e Nunu Wu - 14 Nov 202514 Nov 2025 O Governo vai lançar uma campanha de descontos, entre os dias 20 e 22 de Dezembro, para celebrar o 26.º aniversário da RAEM. Durante a campanha, os utentes das aplicações de pagamento Mpay, Banco da China, ICBC e Banco Tai Fung vão receber diariamente três cupões de desconto de 30 por cento para pagar refeições Para celebrar o 26.º aniversário da RAEM, a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) coorganizou a campanha “descontos para comer nos estabelecimentos de restauração em celebração do regresso de Macau à pátria”, proporcionando descontos de 30 por cento em restaurantes ao longo de três dias, entre 20 e 22 de Dezembro. Em cada dia da campanha, serão emitidos três cupões, ficando afastada a possibilidade de juntar descontos numa só transacção, ao contrário do que acontece no Grande Prémio do Consumo. O valor dos descontos será dividido entre o Governo e os restaurantes em partes iguais. A iniciativa será organizada em parceria com a União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau e a Associação Industrial e Comercial de Macau. Os cupões de desconto serão atribuídos nas aplicações de pagamentos electrónicos Mpay, Banco da China, Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) e Banco Tai Fung. Porém, o desconto máximo será de 60 patacas e os cupões só podem ser utilizados no dia em que foram emitidos para refeições nos restaurantes, ou seja, não inclui takeaway. Outra limitação, que irá depender de cada restaurante, diz respeito à possibilidade de bebidas alcoólicas não serem abrangidas pelo desconto. Para não diluir a eficácia dos descontos, o Governo estabeleceu que os restaurantes não podem aumentar preços no dia 20 de Dezembro. A restrição tem em conta a prática comum em Macau de subida dos preços das refeições tomadas fora de casa devido à obrigatoriedade de compensar funcionários que trabalham num feriado público. Por favor, fiquem Na conferência de imprensa que apresentou a campanha de descontos comemorativos, o chefe do Departamento de Desenvolvimento das Actividades Económicas da DSEDT, Lau Kit Lon, mostrou-se esperançado de que os residentes aproveitem os dias de descanso para explorar as ofertas gastronómicas espalhadas pelos bairros residenciais da cidade. Além do objectivo de potenciar os negócios do sector e a vitalidade económica comunitária, Lau Kit Lon espera que a iniciativa intensifique o ambiente festivo nos bairros residenciais. Por seu turno, o presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Chan Chak Mo, revelou em comunicado que os associados receberam positivamente notícias do lançamento da campanha. O ex-deputado está confiante na adesão da população à iniciativa, que espera reforçar a confiança das pequenas e médias empresas e revitalizar o desenvolvimento económico das comunidades.
Património Cultural Intangível | Macau quer proteger Chu Pa Pau Hoje Macau - 13 Nov 202513 Nov 2025 O Conselho do Património Cultural de Macau apoiou ontem a protecção da versão local da bifana, o Chu Pa Pau, como Património Cultural Intangível, juntamente com a procissão de Nossa Senhora dos Remédios e o Dia dos Finados católico. Um representante do Conselho, Wu Chou Kit, disse que os membros “concordaram com o conteúdo da lista” de manifestações propostas para o Inventário do Património Cultural Intangível da região semiautónoma chinesa. Numa conferência de imprensa, a presidente do órgão e líder do Instituto Cultural de Macau, Leong Wai Man, disse que a lista discutida na reunião de ontem inclui 28 manifestações. Leong deu como exemplo a “bifana de Macau”, uma costeleta de porco frita servida num pão de estilo português, um item popular nos restaurantes e cafés do território. A lista inclui a procissão de Nossa Senhora dos Remédios, e os rituais do Dia dos Finados católico, também celebrado em 01 de Novembro, mas que em Portugal é conhecido como Dia de Todos os Santos. O Inventário do Património Cultural Intangível já inclui o Dia dos Finados chinês, conhecido como ‘Cheng Ming’, no 15.º dia após o solstício de Primavera, no início de Abril, e o ‘Chong Yeong’, o dia de Culto dos Antepassados, a 09 de Setembro. Na lista de novas manifestações culturais a serem protegidas, constam ainda três propostas por macaenses, uma comunidade euro-asiática composta sobretudo por lusodescendentes com raízes no território. São elas o chá gordo, um lanche festivo com dezenas de iguarias, a Tuna Macaense, que toca músicas no dialeto crioulo macaense, o patuá, e o batê saia, uma arte decorativa de recorte de papel de seda ou papel rendado. “Há muitas manifestações porque Macau é ponto de encontro das culturas chinesa e ocidental. Temos várias comunidades étnicas e recursos [culturais] ricos”, defendeu Leong Wai Man. Inscrições várias Além de um inventário, Macau tem ainda uma Lista do Património Cultural Intangível, que inclui “as manifestações de maior valor, incluindo aquelas que sejam representativas de tradições sociais relevantes, (…) e passam a usufruir de um maior grau de proteção”. Em 13 de Outubro, a região inscreveu na lista 12 novas manifestações, incluindo a dança folclórica portuguesa e os pastéis de nata locais, inspirados pelo pastel português. Em 2019, Macau já tinha inscrito como património cultural intangível as procissões católicas do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos e de Nossa Senhora de Fátima, a gastronomia macaense e o teatro em patuá. Em 2021, a gastronomia macaense e o teatro em patuá foram também incluídos pela China na Lista de Património Cultural Imaterial Nacional.
O Despertar Estratégico da Alemanha (I) Jorge Rodrigues Simão - 13 Nov 2025 “I fear German inaction more than German power.” Radosław Sikorski, Berlin, November 2011 Berlim rearma-se, não por uma causa europeia abstracta, mas antes de tudo por si. A “mudança de época” foi preparada ao longo de vários anos e conseguiu convencer a população. Os Estados Unidos encorajam, mas até certo ponto. A crise com a França é notória. Rumo à superação do sentimento de culpa há algum tempo, nas principais chancelarias europeias (e não só), voltou a ecoar uma velha pergunta de para onde vai a Alemanha? A história nunca se repete e raramente rima. No entanto, a questão alemã parece destinada a redefinir ciclicamente os equilíbrios do Velho Continente. Muito mais do que um simples reequipamento das Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr), Berlim atravessa uma revolução estratégica preparada há mais de uma década e acelerada drasticamente com o início da “operação especial” russa na Ucrânia. Independentemente do desfecho, esta viragem redesenhará de forma definitiva a maneira como a República Federal se representa a si e ao seu papel no mundo. Não há retorno possível. O coração pulsante da revolução alemã é o rearmamento. Para compreender a futura configuração estratégica do país, não basta enumerar os fundos colossais destinados às Forças Armadas Alemãs nos últimos meses, os planos de aquisição ou as declarações enfáticas do Chanceler Friedrich Merz desde 6 de Maio de 2025 e de outros ministros federais. Os números, por mais relevantes que sejam, representam apenas a superfície. A questão é cultural antes de ser material. A Alemanha identificou na força militar o factor decisivo da sua renovação. Hoje, nos corredores do poder e nas principais instituições berlinenses, admite-se com invulgar franqueza que os pilares sobre os quais os alemães construíram a sua prosperidade durante mais de trinta anos deixaram de existir. Espalha-se uma nova interpretação que é a verdadeira alternativa ao declínio, ou seja, de redefinir a relação com o instrumento militar. Não há terceira via. Inevitavelmente, esta dinâmica não afecta apenas as Forças Armadas Alemãs, mas também a forma como a população concebe o sistema económico, a política externa e até a ética, a cultura e a auto- consciência nacional. Chega mesmo a tocar na culpa herdada em relação ao passado pela longa sombra de Auschwitz, que para os alemães assume contornos quase metafísicos. Um processo destinado a criar uma nova Alemanha e a transformar profundamente a Europa. Uma cultura estratégica não se inventa de um dia para o outro. Num mundo em que as normas partilhadas cedem lugar às relações de força cruas, os alemães descobrem-se desorientados e sem referências. Certamente, o velho “Modell Deutschland” (é um conceito político e económico que descreve o modelo de desenvolvimento da Alemanha Ocidental durante o pós-guerra, especialmente entre as décadas de 1970 e 1980) chegou ao fim e aquele modelo fundado na ideia, cada vez mais enraizada após a queda do Muro, de que a República Federal poderia construir uma primazia económica sem se dotar dos meios para a defender pela força. Berlim não decidiu espontaneamente abandonar a sua visão “pós-heróica”, pois era uma moldura confortável, quase ideal, sustentada por dois pilares; o de delegar a segurança aos Estados Unidos e, paralelamente, desenvolver relações comerciais e energéticas com os seus dois rivais estratégicos, China e Rússia. Actualmente, o último que a Alemanha deseja é liderar a Europa ou assustar os países vizinhos. É um dos poucos pontos em que os partidos tradicionais e as forças nos extremos do espectro político estão de acordo. Aqui tocamos num dos muitos paradoxos do “ponto de inflexão histórico”; a mudança de época proclamada três dias após o início da invasão russa pelo então Chanceler Olaf Scholz, num dos seus raros momentos de firmeza. Mais do que qualquer outra coisa, o que obrigou Berlim a sair da sombra com um projecto de rearmamento sem precedentes foi a pressão constante de vários aliados ocidentais, que durante anos lhe censuraram uma atitude de “aproveitadora” e exigiram um compromisso proporcional à sua dimensão. Emblemático foi, por exemplo, o discurso proferido em Berlim em Novembro de 2011 por Radosław Sikorski, actual Ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Primeiro-Ministro da Polónia, que definiu a Alemanha como a “nação indispensável” na Europa e declarou temer “mais a sua inércia do que o seu poder”. Palavras que ecoaram nos anos seguintes nos avisos de Barack Obama e nas invectivas bem mais contundentes de Donald Trump, que durante o seu primeiro mandato apontou os alemães como “delinquentes” e “prisioneiros dos russos” esta última referência como sendo o alvo mais eficaz da sua retórica. (Continua)
Académico defende integração de cadeias industriais China-África Hoje Macau - 13 Nov 2025 O académico chinês Tang Xiaoyang defendeu ontem uma nova fase na cooperação entre China e África, centrada na integração de cadeias de valor industriais, aproveitando os polos empresariais chineses já estabelecidos no continente africano. Professor e director do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Tsinghua, Tang argumentou num artigo publicado no Orange News, um portal de notícias em Hong Kong, que os fundamentos estruturais da relação comercial entre a China e África permanecem sólidos, apesar do abrandamento do comércio e das pressões geopolíticas. Em vez de apostar apenas na escala, é tempo de aprofundar a qualidade e integração dos projectos existentes, defendeu. “O momento é propício para transformar projectos dispersos em cadeias completas e integradas, com investimento coordenado nos segmentos industrial, logístico e financeiro”, escreveu Tang. Desde o início do século, impulsionado pela Iniciativa Faixa e Rota e pelo Fórum de Cooperação China – África (FOCAC), o comércio bilateral cresceu a uma média anual de quase 14 por cento, passando de 39,6 mil milhões de dólares em 2005 para 295,4 mil milhões em 2024, segundo dados oficiais. A China é o maior parceiro comercial de África há 16 anos consecutivos. África fornece sobretudo matérias-primas, como petróleo, minérios e cobre, enquanto a China exporta maquinaria, equipamentos de transporte e bens de consumo. Para ultrapassar este modelo, Tang defendeu o reforço do investimento chinês em sectores industriais africanos, com base em três eixos: cadeias de valor completas na mineração, na agricultura e na indústria ligeira de bens de consumo. Cada eixo deve incluir não apenas produção, mas também etapas intermédias, como refinação, transformação e logística. “Um dos grandes entraves ao desenvolvimento industrial de África são cadeias de fornecimento fragmentadas e pouco fiáveis”, afirmou. “Mesmo embalagens ou componentes básicos precisam de ser importados, elevando os custos de produção e comprometendo a competitividade”, descreveu. Tang identificou dezenas de polos industriais chineses já operacionais em África – em sectores como têxteis, calçado, reciclagem de plásticos e aço, ou agroalimentar – que podem ancorar cadeias produtivas locais e regionais. Elementos nucleares A digitalização e os sectores extrativos também são centrais nesta visão. A presença de empresas como Huawei, ZTE, Transsion ou StarTimes tem contribuído para transformar as telecomunicações em África. No sector da mineração, Tang salientou o contributo da tecnologia e gestão chinesas para modernizar a exploração de recursos e aumentar a eficiência. O académico notou que as autoridades africanas têm vindo a reforçar as suas estratégias de industrialização. Planos como a Agenda 2063 da União Africana ou iniciativas nacionais na Etiópia, Ruanda e África do Sul apontam nesse sentido. “A complementaridade estrutural entre África e a China é evidente: África carece de capacidades industriais, enquanto a China detém o sistema produtivo mais completo do mundo”, escreveu Tang. Em 2024, a China representou 28 por cento do valor acrescentado industrial global e lidera a escala industrial mundial há 15 anos consecutivos. O artigo defendeu que o modelo de infraestrutura e industrialização sino-africano deve equilibrar sustentabilidade comercial com benefícios públicos, como tem sido feito em grandes projectos ferroviários, portuários e energéticos em África. O objectivo é criar “um ciclo virtuoso em que infraestrutura e indústria se reforcem mutuamente”, lê-se no artigo. A opinião de Tang Xiaoyang surge numa altura em que os Estados Unidos ultrapassaram a China como maior investidor directo estrangeiro em África em 2023, de acordo com dados da China Africa Research Initiative, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos.
Filipinas | Pelo menos 27 mortos e 3,6 milhões de afectados por tufão Hoje Macau - 13 Nov 2025 Pelo menos 27 pessoas morreram e 3,6 milhões foram afectadas pela passagem do supertufão Fung-wong nas Filipinas no domingo, informaram ontem as autoridades locais. De acordo com o último relatório do Conselho Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres das Filipinas (NDRRMC), o número de mortos subiu ontem de 18 para 27, enquanto as equipas de resgate procuram duas pessoas desaparecidas. Trinta e seis pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade. Do total de mortes, 19 foram registadas na Região Administrativa de Cordillera, a norte de Manila, a região mais devastada por chuvas torrenciais, deslizamentos de terra e inundações nas últimas 72 horas. O NDRRMC actualizou também o número de pessoas afectadas, de 2,4 milhões para 3,6 milhões, das quais 171.786 famílias estão em centros de evacuação e mais de 100.000 pessoas foram deslocadas pelo mau tempo, estando a receber assistência nas ruas em 16 regiões do país. As autoridades reportaram mais de sete mil casas completamente destruídas e outras 33.000 parcialmente danificadas, além de 37 pontes que colapsaram e 12 autoestradas nacionais inundadas. O governo mobilizou mais de 10 mil pessoas para responder à emergência, incluindo agentes de segurança, equipas de resgate e profissionais de saúde. O tufão Fung-wong, conhecido localmente como Uwan, atingiu as Filipinas no domingo, afectando principalmente as regiões norte e central do país, antes de se deslocar para o Mar do Sul da China na segunda-feira, enfraquecido e seguindo em direção a Taiwan, onde era esperado ontem à noite. A agência meteorológica filipina, PAGASA, classificou ontem Fung-wong como uma tempestade tropical, com ventos 61 quilómetros por hora (km/h), depois de ter atingido a força de um supertufão nos últimos dias, com rajadas até 230 km/h. A passagem de Fung-wong pelas Filipinas acontece enquanto o país ainda está a recuperar do tufão Kalmaegi, que atingiu o arquipélago na semana passada, fazendo 232 mortos e mais de 100 desaparecidos, segundo a Defesa Civil.
Cooperação | Espanha e China reforçam comércio agroalimentar Hoje Macau - 13 Nov 2025 Espanha e China assinaram ontem três novos protocolos para reforçar o comércio bilateral nos sectores da pesca, aquicultura e carne de porco, incluindo um mecanismo que permite restringir eventuais surtos de peste suína africana a regiões específicas. Os acordos foram celebrados no âmbito da visita de Estado dos reis de Espanha à China, indicou o Ministério espanhol da Agricultura, Pesca e Alimentação (MAPA), em comunicado. Para o ministro Luis Planas, os protocolos “consolidam a confiança sanitária mútua e ampliam as oportunidades de exportação para o sector agroalimentar espanhol”, lê-se na nota. O destaque vai para o novo protocolo de regionalização da peste suína africana, que entrou ontem em vigor, e que estabelece a aceitação por parte da China do princípio de “compartimentação”, já aplicado por Espanha. Na prática, caso se registem surtos da doença, as restrições à exportação serão limitadas à zona afectada, permitindo que o restante território espanhol continue a exportar carne de porco para o mercado chinês. Planas classificou o acordo como “chave” para proteger o sector suinícola, um pilar estratégico das exportações espanholas, reforçando a “confiança internacional na produção espanhola”. Segundo dados oficiais, as exportações espanholas de carne de porco para a China totalizaram 540 mil toneladas em 2024, num valor superior a 1.097 milhões de euros, confirmando a relevância do sector no comércio externo. Os dois países assinaram ainda dois protocolos adicionais relativos a produtos da pesca e aquicultura. O primeiro estabelece os requisitos sanitários e de quarentena para óleo, farinha de peixe e outras proteínas e gorduras de origem aquática destinadas à alimentação animal, facilitando o comércio destes subprodutos espanhóis. O terceiro protocolo regula os requisitos de inspeção, quarentena e segurança alimentar para produtos da aquicultura destinados à exportação, exigindo que os estabelecimentos espanhóis cumpram os padrões sanitários exigidos por ambos os países. Segundo o MAPA, o objectivo é reforçar a confiança nas exportações de aquicultura espanhola, reconhecida pela “alta qualidade e controlo sanitário”. A Organização Interprofissional Agroalimentar do Porco Branco (Interporc) saudou o protocolo de regionalização, considerando-o um “avanço estratégico de máxima relevância” para o sector e sublinhando que o acordo garante a “estabilidade dos fluxos comerciais” com a China. Num comunicado, a organização agradeceu o “intenso trabalho” do MAPA, dos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Economia, bem como da embaixada de Espanha em Pequim e do rei Felipe VI, cujo papel foi descrito como “fundamental para o êxito” das negociações.
Cinema | Diáspora de Macau debatida em festival na Polónia Hoje Macau - 13 Nov 202513 Nov 2025 O Festival de Cinema Asiático “Cinco Sabores”, que começou ontem em Varsóvia e se estende até à próxima quarta-feira, terá no sábado um painel de debate que irá focar os temas da migração. A dupla formada pelo artista e antropólogo de Macau Cheong Kin Man e a artista polaca Marta Stanisława Sala, irá participar na conversa com o objectivo de oferecer ao público uma perspectiva da diáspora de Macau. O debate terá lugar no Museu de Arte Moderna da capital polaca. A participação no festival de cinema asiático é parte integrante de um projecto conjunto de investigação e criação artístico-etnográficas em Berlim e na Universidade Nova de Lisboa, onde Cheong Kin Man é doutorando em antropologia. Em relação ao futuro, o artista de Macau radicado na Europa revelou ao HM que tem planos para prosseguir a série de exposições de autoetnografias experimentais “As Espantosas e Curiosas Viagens”, uma delas com passagem por Macau (em Julho de 2026) na Fundação Rui Cunha. A mostra em Macau terá a curadoria de Sara Neves. A dupla pretende também fazer exposições pop-up em Berlim, “Galerie Met”, no “Mayer Pavilion”, no “mp43 – Project Space for the Peripheral” e no “WerkStadt”. Ainda com alguns detalhes por acertar, a dupla artística pretende levar “As Espantosas e Curiosas Viagens” também a Portugal, mas desta feita fora de Lisboa.
Studio City | MIRROR e companhia animam fim de ano João Luz - 13 Nov 202513 Nov 2025 Os MIRROR estão de volta a Macau para dois espectáculos na noite de 31 de Dezembro e 1 de Janeiro no Centro de Eventos do Studio City. O local de espectáculos da Melco Resorts & Entertainment será um dos pontos fulcrais das festividades de passagem de ano, com um evento especial na noite de fim de ano. No meio de champanhe e antecipação pelas doze baladas que irão relegar 2025 para o passado, os MIRROR serão o grande destaque do espectáculo que irá levar sete bandas ao palco do Studio City, todas saídas do mesmo programa de talentos que revelou a mais famosa boys band de Hong Kong. A festa da contagem decrescente, como é referida na região, será abrilhantada com as performances de COLLAR, ERROR, LYMAN, P1X3L, ROVER e 5G, com o início dos concertos está marcado para as 22h. No dia seguinte, às 19h, será a vez dos fãs dos MIRROR se regalarem com um concerto da banda de Keung To, Anson Lo e Edan Lui. Os bilhetes para os espectáculos serão colocados à venda hoje, a partir do meio-dia. Os ingressos para os concertos da noite de fim de ano custam entre 988 patacas e 1.888 patacas. Para o concerto a solo dos MIRROR, os bilhetes custam entre 1.088 patacas e 2.388 patacas. Família em palco Com sete anos de carreira na bagagem, os MIRROR e os ERROR foram apresentados ao mundo cantonês através da primeira série do programa de talentos da ViuTV “King Maker”. As restantes bandas que vão subir ao palco do Studio City na noite de passagem de ano fizeram o mesmo percurso televisivo. A organização salienta que esta será a primeira vez que toda a “família” King Maker irá actuar em Macau. Além de MIRROR e ERROR, a noite de réveillon será abrilhantada pela performance da girls band COLLAR, mais um membro da família, saídas da série de 2021 do mesmo programa de talentos. Ainda sem um álbum na bagagem, as sete artistas que formam a banda contam com 11 singles na discografia. Porém, a noite de passagem de ano irá muito além de performances individuais de cada banda, com a organização a prometer vários momentos de partilha de palco e combinações de vários membros das sete bandas. Para já, e tendo em conta a oportunidade rara de “reunião familiar”, as colaborações em palco estão guardadas no segredo dos deuses. Os doze apóstolos Já há algum tempo que os MIRROR não se juntam todos em palco, circunstância que a organização sublinha nos materiais promocionais. “Os doze membros proporcionarão uma experiência de palco totalmente nova, interpretando com energia uma série dos seus sucessos clássicos mais apreciados, criando um Dia de Ano Novo único e inesquecível para os seus fãs”, indica a organização. Sete anos depois do lançamento do primeiro single “In a second”, os MIRROR tornaram-se num fenómeno de popularidade sem precedentes. Os membros da boys band multiplicaram-se em participações em programas de televisão, filmes e série de ficção, assim como pontuais momentos musicais a solo. O membro mais popular da banda é Keung To. Todos os anos, no dia do seu aniversário, milhares fãs enchem a zona de Causeway Bay, que passa a ser Keung To Bay, e os eléctricos que circulam na ilha de Hong Kong são grátis (pagos pelo clube de fãs) e enfeitados com fotos do jovem ídolo. Aliás, por toda a cidade, e também em Macau, apesar da escala menor, os fãs pagam a empresas de transportes públicos publicidade para homenagear Keung To no seu aniversário, assim como em painéis publicitários.
BNU | Lucros de 315,3 milhões de patacas até Setembro Hoje Macau - 13 Nov 2025 Nos primeiros nove meses do ano, o Banco Nacional Ultramarino registou um resultado líquido não auditado de 315,3 milhões de patacas, o que representou uma redução de 128,9 milhões de patacas (29 por cento) em comparação com os primeiros nove meses de 2024. De acordo com um comunicado da instituição, o rendimento líquido de juros entre Janeiro e Setembro deste ano caiu para 631,3 milhões de patacas, menos 121,9 milhões de patacas (queda de 16,2 por cento) em termos homólogos. Esta diferença foi explicada pela instituição como estando “principalmente” relacionada com a “evolução das taxas de juro”. Todavia, a queda do rendimento líquida foi “parcialmente compensada por um aumento das comissões líquidas para 68,9 milhões” um aumento de 2,5 milhões de patacas face ao mesmo período do ano anterior. Na perspectiva do banco, o aumento das comissões reflecte a “a resiliência da actividade económica e um maior envolvimento dos clientes”. As imparidades de crédito e de investimentos financeiros totalizaram 32,7 milhões de patacas, um crescimento de 27,8 por cento face ao mesmo período de 2024, quando o valor era de 25,6 milhões de patacas. Os custos operacionais totalizaram 323,9 milhões de patacas, um aumento de 3,4 por cento em termos homólogos. O crédito concedido atingiu 26,21 mil milhões de patacas em Setembro, um crescimento homólogo de 900 milhões de patacas, enquanto os depósitos dos clientes aumentaram 9,9 por cento para 36,42 mil milhões de patacas.
Educação | Escola Luís Gonzaga Gomes geminada com Escola de Cacilhas-Tejo João Santos Filipe - 13 Nov 2025 Com vista a reforçar a formação de quadros qualificados bilingues, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou um acordo de geminação entre a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes, a Escola Secundária n.º 6 de Guangzhou e a Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, em Portugal. A informação foi divulgada ontem através de um comunicado da entidade que regula o ensino. “Esta iniciativa dá um novo impulso ao ensino da língua portuguesa e à formação de quadros qualificados bilingues em chinês e português ao nível do ensino não superior”, considerou a DESDJ. “A iniciativa integra um ensino da língua portuguesa com imersão cultural e aplicação na vida quotidiana, a fim de aumentar o interesse dos alunos pela aprendizagem e as suas competências práticas”, foi acrescentado. O acordo foi igualmente explicado com o facto de a DSEDJ pretender “articular-se activamente com a construção da iniciativa Uma Faixa, Uma Rota do País e reforçar ainda mais o papel de Macau na ligação entre o interior e o exterior”. Mais intercâmbios De acordo com as autoridades locais, o acordo vai “alargar ainda mais os canais de intercâmbio da língua portuguesa ao nível do ensino não superior”, com intercâmbios entre docentes e alunos “na aplicação da língua portuguesa e na compreensão cultural” para “melhorar a proficiência na língua portuguesa entre os alunos do ensino primário e secundário de Macau”. Os intercâmbios vão concretizar-se através de sessões de “estudo online e in loco da língua portuguesa” e ainda de “sessões de partilha de experiências pedagógicas para docentes, bem como actividades temáticas culturais sino-portuguesas”. Ao mesmo tempo, espera-se que as novas parecerias levem a uma “integração mútua de recursos didácticos da língua portuguesa entre Macau, o Interior da China e os Países de Língua Portuguesa no âmbito do ensino não superior”, com vista a elevar a qualidade dos qualificados bilingues em chinês e português em Macau. Este poderá não ser o único acordo, dado que a DSEDJ promete continuar a aproveitar o papel de Macau. “A DSEDJ continua a aproveitar as vantagens de Macau na sua conectividade com o exterior, promovendo activamente a geminação de escolas de Macau com as do Interior da China e do exterior, para ampliar os intercâmbios externos”, foi prometido.
Salário Mínimo | Deputados criticam apresentação tardia Hoje Macau - 13 Nov 2025 Os deputados da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa criticaram o Governo por apresentar de forma apressada a proposta para aumentar o salário mínimo. A opinião foi partilhada por alguns deputados durante a reunião de ontem para discutir a proposta, segundo Wong Kit Cheng, deputada e presidente da comissão. De acordo com a versão citada pelo jornal Ou Mun, os deputados têm dificuldades em compreender os motivos que levaram a que a proposta apenas chegasse ao hemiciclo no mês passado, a pouco mais de dois meses da entrada em vigor. Segundo alguns deputados, o facto é incompreensível, uma vez que a lei do salário mínimo prevê que se equacione a actualização do valor a cada dois anos. Por este motivo, os legisladores acreditam que a proposta devia ter entrado mais cedo na Assembleia Legislativa. Em relação ao aumento de uma pataca por hora, ou de 2,9 por cento, Wong Kit Cheng revelou que houve legisladores preocupados com o impacto deste aumento nas empresas que gerem condomínios e que vai contribuir para criar dificuldades acrescidas ao sector (ver abertura). Dado que os deputados consideram que o processo de proposta de aumento não foi claro, os legisladores vão pedir ao Executivo para se deslocar ao hemiciclo para explicar o processo de discussão no Conselho Permanente de Concertação Social (CPCP) que levou à proposta actual.
Salário mínimo | Empresas de condomínio pedem divulgação ao Governo Nunu Wu e João Luz - 13 Nov 2025 O salário mínimo será actualizado a partir de 1 de Janeiro em uma pataca por hora, passando de 34 para 35 patacas por uma hora de trabalho, ou 7.072 para 7.280 patacas mensais. Depois das reacções de patronato e empresários, que resistiram à actualização no Conselho Permanente de Concertação Social, o sector da administração de condomínios pediu ao Governo que esclareça a população sobre os aumentos dos salários de trabalhadores de limpezas e segurança em edifícios de habitação. A posição foi tomada pela presidente da Associação de Administração de Propriedades de Macau, Sit Un Na, que entende que o Executivo tem mais credibilidade para explicar aos proprietários as consequências do ajuste ao salário mínimo nas despesas de condomínio. Em declarações ao jornal do Cidadão, a responsável admitiu que actualização do salário mínimo irá resultar em aumentos dos custos de condomínio, que não devem ultrapassar 2,9 por cento dos orçamentos actuais. Recorde-se que a subida do salário mínimo irá abranger cerca de 18.000 pessoas, o que representa 4,4 por cento da força de trabalho total de Macau. A dirigente associativa estima que a alteração incida sobre mais de 10.000 trabalhadores do sector da administração de propriedades, 90 por cento dos quais são trabalhadores não-residentes. Em relação ao valor mensal dos rendimentos, Sit Un Na prevê que cada trabalhador leve para casa mais 200 patacas por mês. As duas vias Contudo, a representante associativa realça que nem todas as empresas de gestão de condomínios podem ser afectadas da mesma forma, porque algumas fixaram com os proprietários contratos com preços fixos, o que lhes confere a flexibilidade para cortar noutros custos para compensar o aumento das despesas com salários. Um dos casos “bicudos” em termos contratuais diz respeito à administração nos edifícios de habitação pública, onde as despesas de condomínio não podem aumentar. Além da divulgação dos efeitos do aumento salarial, para ajudar os proprietários a compreender a subida das despesas de condomínio, Sit Un Na sugeriu que o Governo reveja a lei da actividade comercial de administração de condomínios e o regime jurídico da administração das partes comuns do condomínio, que entraram em vigor em 2018. A responsável lembra que os diplomas deveriam ter sido revistos a cada três anos, mas desde que entraram em vigor nunca foram actualizados. Em termos de medidas de apoio, Sit Un Na defende que o Governo deve subsidiar as empresas de administração que gerem edifícios de habitação pública, ou que sejam canceladas as restrições que impedem alterações ao orçamento da administração do condomínio para suportar o aumento do salário do mínimo. Outra possibilidade, seria incluir o sector de administração no âmbito dos serviços de apoio à digitalização, para que as empresas tenham apoios e fundo.
Cooperação | Pedido calendário para circulação no Interior João Santos Filipe - 13 Nov 2025 Leong Sun Iok pretende que o Governo anuncie o calendário para implementar a medida a permitir que os veículos de Macau autorizados a circular na Ilha da Montanha possam igualmente ser conduzidos em toda a província de Cantão. O assunto faz parte de uma interpelação escrita divulgada ontem pelo gabinete do deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). O legislador recorda que o assunto não é novo e que no passado as autoridades locais prometeram que os veículos de Macau autorizados a circular na Zona de Cooperação de Hengqin iriam poder, num futuro próximo, entrar em toda a província de Guangdong. No entanto, a medida depende das autoridades do Interior e nunca mais se registou qualquer informação sobre este aspecto. “Com o fim do ano a aproximar-se, recomenda-se que seja estabelecido um calendário claro e com medidas específicas de implementação para que os veículos de Hengqin possam circular para Guangdong”, defende Leong. O legislador avisa também que com a circulação em toda a província de Cantão, os carros que já estão autorizados a circular em Hengqin vão precisar de actualizar o seguro, para garantir a cobertura a toda à província. Em relação a este aspecto, Leong sugere a adopção de uma política do “reconhecimento de equivalência” para que os seguros passem automaticamente a abranger não só Hengqin, mas toda a província. Muito trânsito Em relação à situação do trânsito entre Macau e a Ilha da Montanha, Leong Sun Iok pediu mais atenção ao Governo sobre as horas de ponta em que “ainda ocorrem congestionamentos”. Estes congestionamentos, explica o deputado, devem-se ao facto de o software das autoridades do Interior ser classificado como lento, mas também pelo facto de serem poucas as vias de circulação abertas, face à procura pelos veículos locais. Leong pede assim que o Governo de Macau pressione o Interior para alterar esta situação. “Embora tenham sido adicionadas faixas adicionais no Porto de Entrada de Hengqin, ainda ocorrem congestionamentos durante as horas de pico devido ao aumento do volume de veículos que circulam entre Hengqin e Macau. Além disso, o actual sistema de inspecção de passagem da fronteira continua a ser relativamente lento, afectando a eficiência”, apontou. “Dada esta situação, o Governo pode negociar com as autoridades do continente para adicionar mais faixas e actualizar o sistema?”, questiona. Sobre as mudanças, Leong indica que são necessárias por haver cada vez mais residentes interessados em viver e trabalhar na Zona de Cooperação. “De acordo com os dados mais recentes, em Setembro deste ano, o número de residentes de Macau empregados, residentes e a viver na Zona de Cooperação atingiu 29.714, o que representa um aumento de 18,4 por cento em relação ao ano anterior”, aponta. Além disso, houve 1,6321 milhões de travessias da fronteira nos primeiros nove meses do ano de veículos de Macau autorizados a circular em Hengqin, um aumento de 45,2 por cento em relação ao ano anterior.
IPS | Finalizada discussão sobre nova lei Hoje Macau - 13 Nov 2025 O Conselho Executivo terminou a discussão da lei da actividade das instituições privadas prestadoras de cuidados de saúde, que deverá dar entrada no hemiciclo nos próximos dias. De acordo com a informação disponibilizada, o novo diploma visa regulamentar “o funcionamento das instituições privadas prestadoras de cuidados de saúde (IPS) e os respectivos regimes de licenciamento e registo”. A futura lei só foi apresentada de forma parcial e além de prever os tipos de IPS, introduz uma nova licença para o “hospital de dia”. Esta nova licença vai permitir que “certos serviços médicos especializados”, que anteriormente apenas podiam ser oferecidos nos hospitais locais, passem a ser disponibilizados nas instituições classificadas como hospitais de dia. A futura lei vai ainda definir “os requisitos e a regulamentação para o desenvolvimento da telemedicina”, assim como “serviços médicos de proximidade” e das “terapias avançadas”. Ao mesmo tempo, o diploma vai actualizar sanções e levantar algumas das restrições relativas ao conteúdo da publicidade de prestação de cuidados de saúde. O objectivo é permitir o desenvolvimento de um sector privado mais dinâmico, que contribua para o desenvolvimento dos cuidados de saúde compreensivos de Macau.
Função Pública | Governo nega intenção de alargar horários João Santos Filipe - 13 Nov 2025 O Governo negou ontem o que afirmou serem “falsos rumores” divulgados nas redes sociais sobre a possibilidade de alargar o horário de trabalho da Função Pública e de alterar as regras de aposentação. A mensagem foi deixada através de um comunicado divulgado na manhã de ontem. “Actualmente, o Governo da RAEM não tenciona alterar o horário normal de trabalho da Administração Pública, nem pretende introduzir alterações ao regime de aposentação e sobrevivência e ao regime de previdência dos trabalhadores dos serviços públicos, sendo também infundados os demais rumores”, foi garantido. Além disso, a nota de imprensa da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (DSAFP) assegura que nenhuma alteração do género vai ser promovida sem que haja uma “auscultação dos diversos sectores da sociedade”. “O Governo da RAEM salienta que, como a prática seguida, qualquer alteração ao regime jurídico que rege os trabalhadores dos serviços públicos é precedida da devida auscultação dos diversos sectores da sociedade, incluindo as opiniões dos trabalhadores dos serviços públicos”, foi comunicado. A nota de imprensa apela “ao público” e aos trabalhadores da função pública que “não acreditem em rumores nem transmitam notícias ainda não confirmadas”. Sem investigação criminal Horas depois do desmentido, Wong Sio Chak, secretário para a Administração e Justiça e porta-voz do Conselho Executivo, também abordou a polémica. Quando questionado sobre o assunto, o governante considerou que o assunto tinha sido clarificado pela nota de imprensa e afirmou que o Governo não tem qualquer intenção de investigar criminalmente a origem dos rumores. Wong Sio Chak, segundo o jornal Ou Mun, deixou também a garantia de que caso haja no futuro planos para alterar os horários da função pública ou outros assuntos relacionados com as pensões dos trabalhadores públicos, será levada a cabo uma auscultação “abrangente” da população e em especial dos funcionários públicos. Tempo de mudanças Os rumores nasceram a poucos dias da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG), com Sam Hou Fai a deslocar-se à Assembleia Legislativa na próxima terça-feira, para apresentar as políticas para o próximo ano. Nos últimos anos, os diferentes Governos têm insistido na necessidade de reformar a Administração Pública, para aumentar a eficiência e modernizar os serviços. No âmbito destes objectivos, uma das primeiras medidas de Sam como Chefe do Executivo foi a criação do chamado Grupo de Liderança da Reforma da Administração Pública, o que foi igualmente justificado com a necessidade de implementar “os espíritos consagrados no importante discurso do Presidente Xi Jinping proferido na celebração do 25.º aniversário do retorno de Macau”. Também a 30 de Setembro, o Conselho Consultivo para a Reforma da Administração Pública realizou uma reunião que visou a revisão do Decreto-Lei com as Bases gerais da estrutura orgânica da Administração Pública. No entanto, estes grupos nunca tinham adiantado a possibilidade de os horários serem alterados a curto prazo, assim como não foi abordada a possibilidade do regime de aposentação ser alterado.
DE FILINTO ELÍSIO Amélia Vieira - 12 Nov 2025 O que nos poderá trazer à memória remota este autor é digno de ser entendido à luz dos acontecimentos recentes onde o filicídio e o parricídio se levantam desde obscuros tempos no país da longa Inquisição e de expostos à Roda, portanto, uma memória sombria que um povo pequeno ao longo de séculos foi capaz de perpetrar nas agruras de um fatalismo doentio e inegável brutalidade emocional. Assistimos incautos mas não esquecidos (alguns) às manifestas capacidades malignas que se levantam do seu atavismo e tentamos compreender não só o próprio momento mas todos aqueles que o antecederam, e nele nos ocorre Filinto Elísio, uma figura notável do século XVIII com um percurso monumental, um dos grandes conhecedores da cultura clássica da sua época, lembrando que foi a sua própria mãe que o denunciou à Inquisição, não esquecendo ainda que o país foi fundado por um rei que bateu na sua mãe. Eis que quase subitamente e por um fio rasgado da sorte, existiu para reparar todas estas tragédias o culto mariânico que numa primeira instância se achou suspeitoso mas que fora metodicamente afivelado para transpor, quem sabe, o nível pré-consciente de uma nação que forjou o crime no seio da mais pequena instituição redimindo-a assim do descaso brutal de que deu provas ao longo de séculos. E o mito vingou! Só que deixou a descoberto a existência transsexual das personagens que fixaram os afixos. -Há que descobrir o leitor o que entende por tal definição- Passando de imediato para o autor, a ordem de prisão fora ordenada, só que ele fugira indo parar à casa de um negociante francês, e pouco mais tarde a bordo de um navio sueco; Filinto tinha-se escapulido com todo o seu saber e cultura inscritos para jamais regressar. No meio de tudo isto o drama do obscurantismo foi ainda, e talvez, o melhor que lhe acontecera. Fez um percurso que a nós nos faria falta pela excelência e legou-o a outros, foi amigo de Lamartine que lhe escreveu um poema «Stances à un Poète Portugais Exilé» D. Maria I tinha manifestado simpatia pelo regresso do poeta e em devolver-lhe todos os seus bens alienados, mas os seus muitos adversários impediram o seu retorno. A Revolução Francesa já estava em marcha, só que o espigão do negrume inquisitorial não deixou, levantando-se hoje com força bravia, incalculável. Não há nenhuma perturbação psíquica. Há sim um atavismo reflector de um longo legado de sordidez que se levantou e reclama a sua esfera, que não existe medicação para níveis de malvadez desta dimensão. A ciência trata os casos e corrigi-os de forma a manter a qualidade da existência, não se ocupando das sombras e seus reflexos sanguíneos na corrente colectiva, que ela se tornou de tal ordem avassaladora que entenderemos melhor este Filinto Elísio no seu descaminho e fuga do que uma qualquer análise nos queira transmitir. Um poeta, por o ser, tem um amplo plano de evasão, sustentado quanto vezes por acasos felizes de outra ordem, só que mesmo assim, a sua dor foi real e manteve-se ao longo de uma vida onde temos todos muita honra por ter sido nosso concidadão. Afinal, qual a intenção esmagadora de denunciar um filho às chamas da Inquisição? Porquê ter sido permitido fazer Rodas de enjeitados? Por que não se poder nascer com segurança num local onde a obstetrícia é o parente pobre da saúde pública? (talvez por isso) o mesmo terror antigo que nos inibe e controla como um fardo, que há um país no mundo às portas de um total desconhecimento de seu drama íntimo. À memória esquecida de um grande português são dedicadas estas linhas e todas as interrogações. Aos filhos que matam pais, aos pais que matam filhos, aos homens que matam mulheres, às mulheres que matam maridos, ofereçamos Filinto Elísio.
Galeria Tap Seac | Mostra de arte contemporânea chega ao fim no domingo João Luz - 12 Nov 2025 A exposição “A Reinvenção do Real”, patente no Galeria do Tap Seac até domingo, é mote para exibições de tauromaquia e de caricaturas ao vivo. As actividades são integradas na participação do Pavilhão da Cidade de Vila Franca de Xira no cartaz da Bienal Internacional de Arte de Macau Está a chegar ao fim a exibição da mostra “A Reinvenção do Real – Arte Contemporânea Portuguesa na Colecção do Museu do Neo-Realismo, integrada no Pavilhão da Cidade de Vila Franca de Xira”, que vai estar exibição na Galeria Tap Seac até domingo. Para fechar a exposição, o Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o Instituto Português do Oriente (IPOR) organizaram um programa de actividades paralelas, para promover a exposição e as características culturais da cidade de Vila Franca de Xira nas quais se inclui a arte tauromáquica. Como tal, o jardim do Consulado-Geral de Portugal será palco de curtas exibições de tauromaquia da Associação de Escola de Toureio José Falcão, de Vila Franca de Xira, amanhã e na sexta-feira. As exibições têm a duração de 15 minutos e começam às 15h e às 15h45 dos dois dias. Em simultâneo, entre as 15h e as 17h de quarta e quinta-feira, também no jardim do consulado, vão decorrer sessões de caricaturas desenhadas ao vivo pelo cartoonista Vasco Gargalo. Recorde-se que a exposição “A Reinvenção do Real – Arte Contemporânea Portuguesa na Colecção do Museu do Neo-Realismo, integrada no Pavilhão da Cidade de Vila Franca de Xira” foi aberta ao público a 12 de Setembro. Com a curadoria de David Santos, director do Museu do Neo-Realismo, e o artista visual José Maçãs de Carvalho, a mostra é composta por 20 obras da autoria de 14 artistas portugueses (Alice Geirinhas, André Cepeda, Carla Filipe, Pedro Cabral Santo, Fernando José Pereira, Luciana Fina, Luísa Ferreira, Manuel Santos Maia, Miguel Palma, Paulo Mendes, Rita Barros, Válter Vinagre, José Maçãs de Carvalho). Touros e outras faenas Em relação aos convidados da cidade ribatejana, a organização indica que “a Associação Escola de Toureio José Falcão de Vila Franca de Xira, fundada em 11 de Agosto de 1984, nasceu da vontade de preservar a tradição taurina vilafranquense e de formar novas gerações de toureiros, inspiradas na figura e no exemplo do inesquecível matador José Falcão”. É referido ainda que a instituição oferece aulas tauromáquicas e organiza novilhadas de promoção e provas públicas, e que, ao longo de quatro décadas, “tem formado gerações de jovens que hoje representam Portugal nas arenas de todo o mundo”. Quanto a Vasco Gargalo, o IPOR apresenta-o como “um dos mais reconhecidos cartoonistas e ilustradores portugueses”, com trabalho publicado em vários meios de comunicação nacionais e internacionais. O vila-franquense tem colaborado com o jornal I, Diário de Notícias, Courrier Internacional, revista Groene Amsterdammer, revista Spotsatire, e é colaborador permanente do Correio da Manhã e da revista Sábado.
Festival de Gastronomia | Seguro paga estragos por queda de estrutura Nunu Wu e João Santos Filipe - 12 Nov 2025 Chan Chak Mo, presidente da Comissão de Organização do Festival, assegura também que estão reunidas todas as condições para o arranque do evento na sexta-feira Apesar da queda de uma estrutura de aço ligada ao Festival da Gastronomia, o presidente da Comissão de Organização, Chan Chak Mo, garante que o evento vai decorrer dentro da normalidade e arrancar na sexta-feira, como inicialmente previsto. A posição foi tomada em declarações ao jornal Ou Mun, depois da queda da infra-estrutura com os carateres em chinês do festival que causou danos em nove veículos. Nas declarações prestadas, Chan Chak Mo realçou que o caso não resultou em feridos e que segundo as conclusões da polícia a estrutura cedeu devido ao forte vento que se fez sentir naquela zona. Além disso, os organizadores consideram que o acidente se deveu ao facto de o empreiteiro responsável pela montagem no evento não ter criado os apoios suficientes que garantissem a segurança da estrutura. Face a estas falhas, os organizadores pediram ao empreiteiro para corrigir a situação. Quanto aos estragos, Chan explicou que a União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, responsável pelo evento, accionou o seguro e que espera que os donos dos veículos sejam compensados. O ex-deputado Chan Chak Mo assegurou também que todas as condições de segurança do evento estão reunidas, pelo que não espera um impacto a nível da participação dos residentes e turistas. O evento decorre entre sexta-feira e 30 de Novembro. Em resposta ao canal chinês da Rádio Macau, a Direcção dos Serviços de Turismo apontou que depois de ser informada do caso, enviou imediatamente funcionários ao local para conhecer a situação e comunicar com os representantes da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau e com o empreiteiro. A organizadora ficou obrigada a entregar um relatório do acidente e um relatório de acompanhamento face aos pedidos de compensação. Danos variados O polémico acidente aconteceu na manhã de segunda-feira, por volta das 11h, junto à Praça do Lago Sai Van, quando a estrutura de aço com uma área de cerca de 30 metros de comprimento por 7 metros de altura tombou e caiu em cima de oito motos e um carro. Apesar de não existir o registo de qualquer ferido, a queda causou danos em motas e num carro que estavam estacionados naquele lugar. A parte dianteira do carro ficou amassada e oito motos foram atingidas. Ao canal chinês da Rádio Macau, um proprietário de uma das motos destruídas lamentou o acidente que definiu como “um desastre indesejado”. O residente com o apelidou Chou relatou ainda que deixou a moto estacionada no local por volta das 10h30. Depois de saber do acidente, o residente afirmou sentir-se “desamparado” e angustiado, porque ainda não tinha conhecimento da dimensão dos danos do seu veículo, uma vez que na altura em que prestou as declarações a mota ainda estava debaixo da infra-estrutura. Chou apontou também que muitas pessoas utilizam aquela zona para correr e que foi uma sorte ninguém ter sido ferido.
Imobiliário | Compra e venda de habitação cresce 43% João Santos Filipe - 12 Nov 202512 Nov 2025 Apesar da maior actividade do mercado em termos anuais, os preços continuam em queda em termos mensais, com os números a revelarem tambémuma diminuição das transacções Na primeira metade de Outubro, o volume de compra e venda de habitação aumentou 43 por cento em termos anuais, de acordo com os dados mais recentes da Direcção de Serviços de Finanças (DSF). Na primeira quinzena de Outubro, foram registadas 114 transacções, quando há um ano o número tinha sido de 80. O mercado mais activo foi o da Península de Macau, com 82 transacções, o que representou mais 20 compras e vendas em termos anuais. Como tradicionalmente acontece, seguiu-se o mercado da Taipa, que registou 21 negócios concluídos, um acréscimo anual de sete transacções, e Coloane, com 11 transacções, uma expansão de sete compras e vendas. No entanto, os números mais recentes revelam que o preço do metro quadrado está em quebra, com uma redução de 16,0 por cento. No início de Outubro, o preço do metro quadrado foi negociado a uma média de 73.632 patacas, enquanto há um ano era negociado a 87.668 patacas. Segundo os últimos dados, na Península de Macau o preço médio do metro de quadrado foi de 76.726, uma redução de 7 por cento por cento face ao período homólogo. Na Taipa, o preço foi de 61.116 patacas por metro quadrado, uma redução de 25,9 por cento, e em Coloane caiu para 76.632 patacas, uma diminuição de 28,5 por cento. Momento de contrastes Em termos mensais, a situação é diferente, porque foram registadas quebras a nível do número de transacções e do preço. No início de Setembro, tinham sido registadas 127 transacções, o que significa que mensalmente houve uma redução de 13 transacções, ou 10,3 por cento. No princípio de Setembro, foram registadas 102 compras e vendas na Península, 21 na Taipa e quatro em Coloane. Em termos do preço médio por metro quadrado, no espaço de um mês verificou-se uma redução de 6 por cento, de 78.418 patacas para 73.632 patacas. No entanto, a queda não foi comum a todos os mercados locais. A excepção foi a área de Coloane, onde se registaram mais transacções e com um preço médio mais caro. Nesta zona, houve um aumento de 13,8 por cento, de 75.292 patacas por metro quadrado para 85.643 patacas por metro quadrado. Na Taipa, o preço caiu de 92.638 patacas por metro quadrado para 61.116 patacas, uma redução de 34,0 por cento, apesar de o número de transacções se manter estável. Finalmente, no principal mercado local, a Península assistiu a uma quebra do preço de 2,8 por cento.
Comerciantes afectados não vão receber subsídio directo João Luz - 12 Nov 2025 À semelhança da resposta aos prejuízos causados pelo tufão Hato, Nick Lei perguntou ao Governo se iria também atribuir subsídios directos aos comerciantes afectados pelas cheias do tufão Ragasa. A resposta do Executivo foi negativa, restando aos empresários recorrerem ao seguro contra grandes desastres Em Macau, existe um período antes do tufão Hato e outro depois do tufão Hato. Esta realidade ficou bem patente na resposta do Governo a uma interpelação de Nick Lei, em que o deputado perguntava se seriam atribuídos a comerciantes afectados pelas cheias do tufão Ragasa subsídios de montante, à semelhança do que aconteceu depois do tufão Hato. Na resposta, o director dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Chan Un Tong, indicou que os comerciantes e as pequenas e médias empresas (PME) podem recorrer ao seguro contra grandes desastres. O responsável lembrou a Nick Lei que em 2019 a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico lançou o “Plano de Apoio Financeiro à Subscrição de Seguro de Bens Patrimoniais contra Grandes Desastres para as Pequenas e Médias Empresas”. O plano, implementado em cooperação com a Autoridade Monetária de Macau tem como objectivo encorajar as PME que enfrentam necessidades a subscrever seguros contra desastres e aliviar o encargo económico na subscrição de seguros. Outra lacuna que a medida tem em vista colmatar, é oferecer uma solução para o problema de falta de cobertura de seguros para danos em bens comerciais durante condições meteorológicas extremas. O deputado ligado à comunidade de Fujian reconhece que o plano de apoio à subscrição de seguros aliviou parte da pressão económica dos empresários afectados, “mas o valor do seguro contra grandes desastres é elevado, ou seja, 100 mil, 200 mil, 300 mil e 500 mil patacas, logo, os prémios também são elevados”. Importa referir que o apoio do Executivo oferece 50 por cento do prémio standard global ou um montante máximo de 30 mil patacas (consoante o valor mais baixo). Retoques e melhorias Em relação às críticas feitas à medida de apoio, o Governo sublinhou que “o esquema do seguro contra grandes desastres tem sido continuamente aprimorado, incluindo a eliminação do limite de indemnização para mercadorias e da franquia, a introdução de descontos na renovação sem sinistros, bem como a ampliação da cobertura para incluir perdas de bens comerciais ocorridas durante o sinal de chuva intensa preta.” Além disso, em 2023, o plano foi optimizado com a redução das taxas de prémio em 40 por cento, para 15 por cento, foi adicionada uma opção de cobertura com um valor segurado de meio milhão de patacas e concedidos descontos na renovação do seguro para comerciantes que tenham apresentado pedidos de indemnização anteriormente. Também o número de seguradoras locais participantes no esquema foi ampliado este ano para seis. Recorde-se que o tufão Ragasa passou por Macau a 24 de Setembro, batendo uma série de recordes. Pela primeira vez, desde 1968, as autoridades emitiram duas vezes o sinal número 10 de tufão no mesmo ano. A tempestade, que provocou inundações consideráveis, oito feridos e momentos virais de pessoas a apanhar peixes à mão em plena via pública, representou também o sinal 10 de tufão mais longo (10 horas e 30 minutos).
Apoios sociais com corte de 1% até ao final de Outubro João Santos Filipe - 12 Nov 202512 Nov 2025 Até ao fim de Outubro, o montante gasto pelo Governo com transferências, apoios e abonos apresenta uma redução de 1,1 por cento que equivale a cerca de 500 milhões de patacas. De acordo com os números divulgados ontem pela Direcção de Serviços para as Finanças (DSF), até ao final de Outubro, o Governo gastou 43,6 mil milhões de patacas com apoios sociais, quando até Outubro de 2024 tinha gasto 44,1 mil milhões de patacas. O montante gasto nos primeiros 10 meses representa uma execução de 70,8 por cento do orçamento para apoios sociais para todo o ano, estimado em 58,7 mil milhões de patacas. A distribuição de apoio sociais é a única despesa corrente da Administração com cortes, dado que os outros campos, como as despesas com o pessoal, despesas de funcionamento, despesas com a prestação de serviços de utilidade pública e com o regime de aposentação e sobrevivência apresentam gastos superiores aos de 2024. Para o corte, terá contribuído o facto de o programa de comparticipação pecuniária ter deixado de ser entregue a todos os residentes. As despesas correntes foram de 61,6 mil milhões de patacas nos primeiros 10 meses do ano. Em contraciclo Os cortes com os apoios sociais acontecem numa altura em que o montante dos impostos está a subir. A dois meses do final do ano, as receitas correntes atingiram 92,6 mil milhões de patacas, um aumento face aos 89,6 mil milhões de patacas em receitas até Outubro de 2024. A maioria das receitas correntes teve como origem os impostos sobre o jogo que atingiram 77,5 mil milhões de patacas, um aumento face aos 73,0 mil milhões de patacas no período homólogo. Considerando todas as receitas e despesas da Administração, correntes e de capital, o orçamento da RAEM apresente um superavit de 17,3 mil milhões de patacas. No final de Outubro de 2024, o superavit era de 14,3 mil milhões de patacas e o ano encerrou com um saldo positivo de 15,6 mil milhões de patacas.