Resíduos Orgânicos | Centro de Recuperação vai custar 1,9 mil milhões

A obra vai ser realizada pelo consórcio constituído pelas empresas China Railway First Group, Tongfang Enviroment, Wangneng Environemnt e Grupo de Construção OMAS

 

A construção do Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos vai ter um custo de 1,87 mil milhões de patacas. A informação foi revelada com o anúncio do resultado do concurso público.

A obra vai ser realizada pelo consórcio constituído pelas empresas China Railway First Group, Tongfang Enviroment, Wangneng Environemnt e Grupo de Construção OMAS, que apresentou o preço mais baixo no concurso. Inicialmente o prazo de execução dos trabalhos propostas pelo consórcio era de 38 meses, ou seja, pouco mais de três anos.

De acordo com as exigências, a empresa tem de construir um centro que “adopta a tecnologia de produção de electricidade a partir do biogás gerado pela digestão anaeróbica”, ou seja, através de um processo de decomposição de matéria orgânica com recurso a bactérias e sem a presença de oxigénio em estado gasoso.

Na primeira fase, a capacidade de tratamento diário é de 150 toneladas de resíduos alimentares e de 420 metros cúbicos de águas residuais transportados por camiões-cisterna. Estas águas são constituídas principalmente por água residual retida nas câmaras retentoras de gorduras de cozinhas de restaurantes e águas residuais químicas de sanitários móveis de estaleiros de obras.

Além da construção, o consórcio vai ficar responsável pela operação do centro pelo prazo de 180 meses, o que correspondeu a 15 anos.

A mais barata

A proposta vencedora do concurso público apresentava não só o preço mais baixo, como também o menor tempo de construção.

Outra das propostas tinha sido apresentada pelo consórcio constituído Sociedade de Engenharia e Construção MGW, Nam Kwong Engenharia Ambiental e Companhia de Produtos Químicos e Petrolíferos Nam Kwong, com um preço de 3,12 mil milhões de patacas e um prazo de execução de 48 meses. A Companhia de Engenharia Porta da China, com um preço de 1,88 mil milhões de patacas e um prazo de execução de 48 meses, foi outra das participantes no concurso, assim como o consórcio constituído pela Companhia de Engenharia e de Construção da China (Hong Kong) e Companhia de Engenharia Construção da China (Macau), que prometia completar os trabalhos em 48 meses por um preço de 3,29 mil milhões de patacas.

O Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos fica localizado a Leste do Aterro para Resíduos de Materiais de Construção, junto à Avenida do Aeroporto, no COTAI.

Reino Unido | Embaixador timorense pede melhores condições para emigrantes

João Paulo da Costa Rangel foi a Timor-Leste para a tomada de posse do novo governo e tentar promover melhores condições para os que estão longe do país, mas que tentam ajudar no combate à pobreza e na criação de melhores condições de vida.
O embaixador timorense no Reino Unido disse ontem à Lusa esperar que o novo Governo ajude a criar melhores condições, incluindo consulares, para apoiar os emigrantes naquele país e cujo contributo para Timor-Leste é significativo.
“Como pessoa que veio da classe trabalhadora, tenho plena consciência de que os emigrantes são muitíssimo importantes para o nosso país. Contribuem para a segunda maior receita do país, mas infelizmente não estão a ser bem tratados e valorizados”, disse João Paulo da Costa Rangel à Lusa em Díli.
João Paulo da Costa Rangel está em Timor-Leste com uma delegação de três líderes comunitários timorenses, Roy Setiawan, da Irlanda do Norte, Elvelisa Jerónimo, de Bridgewater, e Celso de Oliveira, de Peterbourough.
A delegação veio para a tomada de posse do IX Governo constitucional, ao qual espera apresentar, em conjunto com o Presidente timorense, um pedido de reforço das condições de apoio consular aos emigrantes timorenses no Reino Unido.
“Trouxemos uma petição com alguns pedidos simples, de protecção consular e algumas outras questões”, explicou.
“São timorenses dignos, emigrantes, que dão a vida para enviar dinheiro para ajudar na redução da pobreza, para criar negócios, financiar familiares para viver e estudar. Mas, depois, quando caducam os passaportes, nem sequer o podem renovar facilmente, porque a embaixada não tem condições adequadas. Estamos a procurar melhorar esta situação”, vincou.
Rangel, há dois meses no cargo, notou que a embaixada não tem dados consulares correctos, com estimativas variadas sobre o tamanho da comunidade timorense emigrante no Reino Unido, avaliada em dezenas de milhares de pessoas.
Ainda assim, os dados parciais existentes confirmam a importância evidente das remessas dos emigrantes no Reino Unido, com dados do Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) a indicarem que só nos primeiros três meses do ano chegaram ao país mais de nove milhões de dólares.
Dados informais de empresas de remessas de dinheiro sugerem que no primeiro trimestre chegaram, em média, “remessas de 500 mil dólares ou 15 milhões de dólares por mês”.

Diplomata saxofonista
Costa Rangel, de 41 anos, é um dos mais jovens empresários do país, tendo fundado o grupo de empresas PAX em 2010, actualmente com mais de dois mil funcionários.
Funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC) entre 2001 e 2004, teve funções diplomáticas na embaixada de Timor-Leste em Jacarta e no consulado geral em Sydney (Austrália). É também conhecido como saxofonista.
Em Março, ao dar posse ao diplomata, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, pediu a Rangel para apoiar a comunidade emigrante timorense, na regularização e no envio de remessas.
“A estimativa varia, mas poderá haver uma comunidade de 30 mil pessoas. Temos que olhar por eles. Uma prioridade para si é tentar com o Reino Unido regularizar a situação dos que estão indocumentados ou que violaram as regras da imigração, ultrapassando o visto permitido de estadia no Reino Unido”, disse.
“Uma das suas obrigações é ver também como podemos melhor apoiar os timorenses no envio das suas ajudas para as suas famílias. Talvez opções para abrir aqui um programa especial para os timorenses no exterior, especialmente no Reino Unido, mas em todos os outros, para que não sejam vítimas de cobranças e grandes custos de transferências e para que os dinheiros enviados para Timor-Leste tenham aplicação positiva”, afirmou, na altura, Ramos-Horta.

Economia | Universidade de Macau revê previsões de crescimento

Após a primeira metade do ano, O Centro de Estudos de Macau da Universidade de Macau fez uma revisão das estimativas de crescimento. As previsões apontam agora para que o crescimento varie entre 32,5 por cento a 61,6 por cento face ao ano passado

 

O Centro de Estudos de Macau da Universidade de Macau (UM) fez uma revisão das expectativas de crescimento da economia para este ano e aponta para uma variação de 32,5 por cento a 61,6 por cento. A revisão do cenário macroeconómico foi feita através de um comunicado divulgado durante a tarde de ontem.

Segundo os dados revistos, a UM aponta que a economia vai crescer no pior cenário 32,5 por cento e no melhor caso 61,6 por cento. Num cenário intermédio o crescimento será de 47 por cento. Anteriormente, a UM indicava que o crescimento mínimo seria de 2,7 por cento, enquanto o crescimento máximo de economia poderia chegar aos 64,5 por cento.

Os analistas da UM estimam agora que o índice de preços no consumidor, utilizado para medir a inflação, deverá crescer entre 1,2 por cento e 2,3 por cento. No início do ano, as estimativas dos mesmos analistas previam uma redução de 0,5 por cento até um crescimento de 4,3 por cento.

Quanto ao desemprego, deverá terminar o ano num mínimo de 2,2 por cento e num máximo de 2,9 por cento. As estimativas do início do ano previam um cenário diferente em que a taxa de desemprego podia variar entre 3.1 por cento e 4,5 por cento, um cenário que está agora completamente afastado.

 

Mais consumo e investimento

Por sua vez, a mediana dos rendimentos dos residentes deve agora registar um crescimento situado entre 4,7 e 14,4 por cento. Esta é uma estimativa que contrasta com as previsões do início do ano que apontavam para uma redução de 6,1 por cento ou um crescimento no máximo de 9,4 por cento.

Em relação ao consumo das famílias, a UM aponta que no pior cenário pode ficar no mesmo valor do ano passado. No melhor cenário, o consumo pode registar um crescimento de 8,1 por cento. Anteriormente, as previsões do consumo variavam entre uma redução de 1 por cento e um crescimento máximo de 13,6 por cento.

Por sua vez, a UM aponta que investimento externo deve agora registar uma quebra de 8,3 por cento, mas também crescer 10,3 por cento. Anteriormente o cenário indicava que a redução poderia ser de 17,5 por cento até um crescimento de 26,1 por cento.

De acordo com o portal statista, no ano passado o produto interno bruto de Macau registou uma redução de 26,8 por cento.

Automobilismo | Piloto local vence na estreia de nova pista na China

A senda dos bons resultados dos pilotos de Macau no automobilismo da República Popular da China continuou no pretérito fim de semana, com Charles Leong Hon Chio a vencer as duas primeiras corridas da temporada do Campeonato da China de GT na província de Henan.
Na prova de inauguração do Autódromo Internacional de Zhengzhou – um circuito cuja construção se iniciou em 2017, esteve parado em 2018 devido às medidas contra a poluição e, finalmente, foi concluído no início deste ano – o vencedor do Grande Prémio de Macau de 2020 e 2021 foi novamente chamado pela equipa chinesa Harmony Racing para conduzir um dos Ferrari 488 GT3. Charles Leong não acusou o facto de estar parado desde Novembro do ano passado e venceu as duas corridas do programa.
“Antes de mais, estou muito feliz por ter representado a equipa Harmony Racing e vencido em Zhengzhou, a base da Harmony Racing”, explicou o piloto de Macau no final da conferência de imprensa de domingo. “Do ponto de vista da condução, esta semana foi mais um treino. Estabeleci alguns objectivos para mim próprio durante as corridas e atingi-os, o que também me deixou muito feliz.”
O piloto de 21 anos enalteceu a presença do muito público neste novo circuito desenhado pelo australiano Michael McDonough, naquela que foi a primeira prova do Campeonato da China de GT com espectadores nas bancadas desde 2020. O evento reuniu mais de 20,000 espectadores numa cidade que, apesar de estar estrategicamente localizada no centro da China e nas margens do Rio Amarelo, mão tem qualquer tradição no desporto motorizado.n
“A competição deste fim de semana foi cheia de emoção, actividades e actuações maravilhosas, como uma grande festa de atmosfera divertida”, elogiou o jovem piloto do território que espera que este tipo de espectáculo tenham repercussão na sociedade. “Acredito que a realização destes eventos pode fazer com que mais pessoas compreendam as corridas e se apercebam do ‘fair-play’ e do extraordinário encanto das corridas”.

Abrir portas
Este triunfo, a exemplo do ano passado, poderá abrir portas para mais corridas com este Ferrari, no entanto, Charles Leong mantém-se cauteloso e afirma não ter ainda um programa desportivo definido para o resto da temporada, incluindo para o 70º Grande Prémio de Macau. Já o Campeonato da China de GT, que reuniu 13 concorrentes em Zhengzhou, espera ter uma prova no Circuito da Guia no mês de Novembro.

EUA | Secretária do Tesouro visita a China esta semana

A Secretária do Tesouro dos Estados Unidos desloca-se à China de quinta-feira a domingo para se encontrar com responsáveis chineses, anunciou o Departamento do Tesouro norte-americano.
Durante a estada em Pequim, Janet Yellen vai manter conversações com membros do Governo chinês “sobre a importância de [os dois] países, enquanto maiores economias do mundo, gerirem as relações de forma responsável”, indicou, no domingo, o Departamento do Tesouro dos EUA.
Yellen pretende também sublinhar a necessidade de “comunicar directamente sobre questões de interesse e trabalhar para enfrentar os desafios globais”.
“Não esperamos que esta viagem traga quaisquer avanços significativos” no relacionamento bilateral, disse um responsável do Departamento do Tesouro.
“No entanto, esperamos ter discussões construtivas e estabelecer canais de comunicação a longo prazo” com a China, acrescentou.
“Durante esta viagem, queremos aprofundar e reforçar a frequência da comunicação entre os nossos países e estabilizar as relações, para evitar mal-entendidos e expandir a nossa colaboração sempre que possível”, referiu.
As relações diplomáticas e económicas entre os dois países têm vindo a deteriorar-se gradualmente desde a administração do ex-Presidente norte-americano Donald Trump.
No ano passado, a administração Biden impôs restrições à exportação de semicondutores e componentes tecnológicos norte-americanos para a China.
Antes disso, tinha mantido em vigor as tarifas impostas por Donald Trump sobre centenas de milhares de milhões de dólares de produtos exportados pela China para os EUA.
Em Novembro, o Presidente dos EUA, Joe Biden, encontrou-se pessoalmente e pela primeira vez com o chefe de Estado da China, Xi Jinping, numa tentativa de aliviar as tensões.

Religião | Papa considera inaceitável queima do Alcorão

O Papa Francisco considera que a recente queima do Alcorão em Estocolmo é um acontecimento “inaceitável” e “condenável” e pediu que a liberdade de expressão não seja usada como “desculpa para ofender outros”.
Numa entrevista exclusiva ao jornal estatal dos Emirados Árabes Unidos Al Ittihad, publicada ontem, o Papa afirma: “Permitir isso [queima do Alcorão] é inaceitável e condenável (…). A liberdade de expressão não deve ser usada como desculpa para ofender os outros (…). A nossa missão é transformar o sentido religioso em cooperação, fraternidade e obras tangíveis do bem”, afirmou.
Na entrevista, o Papa referiu-se ao documento Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Coexistência Comum, que assinou em Fevereiro de 2019 com o xeque da mais importante instituição do islamismo sunita (Al Azhar), Ahmed al Tayeb, durante a visita aos Emirados Árabes Unidos.
“Agora precisamos de construtores da paz, não de fabricantes de armas, não de instigadores de conflitos (…). Precisamos de bombeiros, não de incendiários, precisamos de defensores da reconciliação, não daqueles que ameaçam a destruição”, disse.
De acordo com o jornal, o Papa acrescentou: “Ou a civilização da fraternidade ou a inimizade retrógrada (…). Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”.
No dia 28 de Junho, primeiro dia da celebração do Eid al Adha, um homem de origem iraquiana queimou páginas de uma cópia do livro sagrado em frente à Grande Mesquita de Estocolmo, durante uma manifestação autorizada pelas autoridades suecas que contou com a presença de cerca de 200 pessoas.
Este acto foi condenado popular e oficialmente no mundo árabe e islâmico e países como Arábia Saudita, Marrocos, Jordânia e Emirados Árabes Unidos chamaram os embaixadores suecos dos seus respectivos países.

Leis eleitorais | ATFPM sugere aumento de deputados eleitos directamente

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau sugeriu o aumento do número de deputados eleitos por sufrágio directo de 14 para 20 e da comissão que elege o Chefe do Executivo para 600 de membros. A associação presidida por Pereira Coutinho defende também a aposta na educação política das gerações mais novas

 

 

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) apresentou uma série de sugestões no âmbito da revisão das leis eleitorais, que se encontram em consulta pública. Umas das principais ideias defendidas pela associação presidida pelo deputado José Pereira Coutinho é o aumento do leque de deputados eleitos por sufrágio directo dos actuais 14 para 20. Recorde-se que a Assembleia Legislativa é hoje em dia composta por 14 legisladores eleitos pelos residentes, 12 eleitos por sufrágio indirecto e sete nomeados pelo Chefe do Executivo.

“Esta proposta de aumento do número de deputados está directamente relacionada com o desenvolvimento económico ocorrido nestes últimos dez anos, nomeadamente as mudanças estruturantes ocorridas na indústria do jogo, e os esforços desenvolvidos na diversificação económica, as transformações e mudanças da estrutura laboral”, argumenta a ATFPM, num comunicado divulgado ontem. Tendo em conta as alterações sociais da última década, a associação considera que será necessário que os representantes associativos e políticos tenham voz própria na Assembleia Legislativa.

A ATFPM é também favorável ao aumento do número de membros da Comissão Eleitoral para o Chefe do Executivo para “200 membros perfazendo um total de 600 membros do futuro Colégio Eleitoral”. O alargamento de um terço da composição do organismo que elege o líder do Governo poderá “reflectir os interesses das novas actividades emergentes derivadas do desenvolvimento económico, social e laboral”, nomeadamente no âmbito tecnológico e científico. Neste campo, a associação refere ainda que os deputados eleitos pela via directa “devem por inerência ser membros do Colégio Eleitoral do Chefe do Executivo reflectindo desta forma uma maior representatividade deste importante órgão político”.

 

Aprender a ser cidadão

A associação laboral indica ainda que a maioria dos associados que deram opiniões sobre o processo de revisão das leis eleitorais está de acordo com as alterações sugeridas pelo Executivo e compreendem que estas “visam modernizar e estabilizar os respectivos processos eleitorais para que decorram com estabilidade e regularidade”. A ATFPM indica que os seus associados encaram as eleições como “um instrumento fundamental”, ou “uma ferramenta essencialmente neutra para que os cidadãos depositem confiança” e para conferir “fiabilidade dos actos eleitorais”.

Além de apelar à credibilização e transparência durante os processos eleitorais, para evitar a concorrência desleal e a corrupção eleitoral, a associação refere que “muitos cidadãos não acreditam ser possível eliminar os referidos problemas que afectam a imagem de eleições limpas e justas”. Como tal, a solução deverá passar pela educação cívica e a promoção da consciência política, com as escolas a serem consideradas “lugares privilegiados” para atingir esses fins.

“A educação política é educar para a cidadania e preparar os jovens para a liderança das futuras gerações”, defende a ATFPM, sublinhando que essa postura tem de “ser estimulada entre os jovens nas escolas e universidades públicas e privadas, abordando os direitos fundamentais dos cidadãos e os deveres civis e políticos”.

Para tal, a associação defende a criação de Comissões Permanentes para a Eleição do Chefe do Executivo e da Assembleia Legislativa no sentido de aumentar o interesse dos jovens e dos cidadãos para com os assuntos políticos, cívicos e sociais. Ao mesmo tempo, “as entidades educativas do sector público e privado devem promover cursos específicos para induzir os jovens no pensamento e na reflexão sobre nosso papel como cidadãos e o impacto e responsabilidades das nossas acções na sociedade”.

Banco Mundial diz que sector privado deve ter “papel significativo” no financiamento climático

O Presidente do Banco Mundial defendeu que o sector privado tem de ter um “papel significativo” no combate às consequências das alterações climáticas e à pobreza, vincando que a escala dos desafios para os governos é enorme.
“Os governos, as instituições multilaterais e o sector da filantropia não são suficientes para fazermos um progresso adequado rumo aos objectivos climáticos e da pobreza nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento”, disse Ajay Banga.
“A escala dos nossos desafios requer que o sector privado desempenhe um papel significativo, ao lado do Banco Mundial e de outras instituições de desenvolvimento”, acrescentou.
As declarações do novo presidente do Banco Mundial surgem depois de uma reunião, esta semana, de várias instituições multilaterais financeiras, entre as quais participaram a directora-executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente designado da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP) 28 e o enviado especial das Nações Unidas para o Clima.
“Durante anos, tentámos (mas ficámos aquém) mobilizar investimento privado significativo nestes mercados”, admitiu o novo líder do maior banco multilateral do mundo, acrescentando que “dada a urgência e a escala” dos “desafios interligados” tem de se “tentar novas abordagens”.

Com história
O envolvimento do sector privado no financiamento de projectos transformadores que consigam implementar medidas de mitigação das alterações climáticas e potenciar o crescimento verde nas economias mais desfavorecidas tem sido um dos principais temas dos debates mundiais do sector financeiro no que diz respeito à ajuda aos países menos desenvolvidos, nomeadamente em África, o continente que sofre as piores consequências das alterações climáticas, apesar de ter sido o que menos contribuiu para a sua causa.
Entre as medidas defendidas pelos participantes na mesa-redonda de Paris, no âmbito da Cimeira para um Novo Pacto de Financiamento Global, está a decisão de pedir aos bancos multilaterais para o desenvolvimento e para os fundos climáticos especiais que “implementem medidas que simplifiquem e acelerem o acesso a financiamento climático e implementem medidas práticas de trabalhar em conjunto, num sistema, com o objectivo de acelerar e dar escala ao financiamento da transição climática nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento”.
De acordo com um comunicado divulgado pelo FMI, “os participantes reconheceram que o capital privado vai ter de desempenhar um papel decisivo sobre o défice de financiamento para a transição para economias de carbono zero, o que vai requerer uma acção concertada por parte de todos os participantes para posicionarem o financiamento da transição climática como uma óptima oportunidade de investimento”.

Teatro em patuá recebe distinção como património cultural da China

O teatro em patuá recebeu oficialmente na sexta-feira a distinção como património cultural imaterial da China, dois anos depois do anúncio.
O encenador do grupo teatral Dóci Papiaçam di Macau, Miguel de Senna Fernandes, disse à Lusa que o atraso se deveu às dificuldades acrescidas de viajar para a China continental durante a pandemia.
A entrega da placa aconteceu durante uma cerimónia de inauguração de uma exposição de património cultural da província de Hainan. “Podia ter sido com um bocadinho mais de distinção”, lamentou Senna Fernandes. “Fomos um bocado enxertados [na cerimónia] e depois vão ouvir bocas, mas já estão habituados”, disse com um sorriso o macaense, referindo-se às comédias levadas a cena pelo Dóci Papiaçam, que ridicularizam e criticam os problemas sociais de Macau.
Senna Fernandes destacou que, para além do valor simbólico e do reconhecimento do trabalho local, a inclusão na lista de património cultural imaterial da China é importante ao nível da preservação e protecção do teatro e do próprio patuá.

Sem casa
Considerado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como “gravemente ameaçado”, o nível antes da extinção, o patuá, criado por imigrantes lusos em Macau ao longo dos últimos 400 anos, foi desaparecendo devido à obrigatoriedade de aprendizagem do português nas escolas, imposta pela administração portuguesa. “Tem que haver uma maneira diferente de ver o teatro”, defendeu Senna Fernandes, sublinhando que assegurar uma sede para o grupo Dóci Papiaçam di Macau é uma das prioridades.
“É preciso reconhecer a necessidade de ter um lugar para colocar as coisas. Temos o guarda-roupa todo espalhado pela casa das pessoas. É ridículo ainda estarmos assim 30 anos depois. Não cabe na cabeça de ninguém”, disse o encenador.
O Dóci Papiaçám di Macau, “único teatro activo” neste crioulo, nasceu a 30 de Outubro de 1993, ano da morte do poeta macaense José dos Santos Ferreira (Adé) e por ocasião da visita do então Presidente português Mário Soares a Macau e da reabertura, após obras de recuperação, do D. Pedro V, primeiro teatro de estilo ocidental na China.

Albergue SCM | Pathorn Sequeira protagoniza noite de jazz

O Albergue SCM será hoje palco de uma noite de jazz com o saxofonista Pathorn Sequeira. Entre as 19h e as 20h, o músico tailandês, com raízes familiares de Macau, irá brindar o público com a mestria musical que acumulou ao longo de uma carreira recheada

 

O Albergue SCM irá acolher esta noite uma sessão de jazz protagonizada pelo saxofonista tailandês Pathorn Sequeira, com entrada livre. Entre as 19h e as 20h, o músico irá brindar o público com uma performance a solo, num espectáculo organizado pelo Círculo dos Amigos da Cultura de Macau.

O saxofonista e compositor Pathorn Srikaranonda de Sequeira conta no currículo actuações ao vivo em mais de 30 países, um pouco por todo o mundo, com um repertório alargado que vai do mais clássico jazz de orquestra, à participação em festivais de jazz, até ao formato de quarteto e actuações em clubes.

Um comunicado divulgado pela organização do concerto sublinha que Pathorn Sequeira recebeu vários prémios, como Melhor Improvisação de Jazz do Collegiate Jazz Festival em South Bend, Indiana, Melhor Performance de Jazz do Tri C Jazz Festival em Cleveland, Ohio, e o Prémio Lyra da Fundação para a Arte Húngara de Performance.

O rol de distinções do artista tailandês inclui os Certificados de Louvor da Cidade de Los Angeles em 2003, do Primeiro-Ministro da Tailândia em 2005 e 2007, e da Câmara do Senado da Tailândia em 2011.

Em 2011 foi nomeado Comendador da Ordem de Mérito pelo Presidente de Portugal em 2011, Companheiro da Ordem do Elefante Branco em 2012 e Comendador da Ordem da Coroa da Tailândia em 2020.

Além dos palcos e dos estúdios de gravação, Pathorn Sequeira é professor associado de música na Universidade de Kasetsart e presidente fundador da Associação de Saxofones da Tailândia.

 

O mundo é um palco

Na galeria das actuações memoráveis de Pathorn Sequeira contam-se os concertos com a The Royal Jazz Celebration, um programa que celebrou o 84.º aniversário do Rei Bhumibol, com a Preservation Hall Jazz Band de Nova Orleães em 2010, a actuação do Royal Command para Sua Alteza Real o Príncipe Henrik da Dinamarca em Copenhaga, com a sua suite de jazz “En Elephantine Ballad”, em 2012 e os Royal Festivals no Palácio Real de Estocolmo, no ano seguinte.

Pathorn Sequeira actuou também no International Lyra Music Festival em Budapeste, onde apresentou a sua composição “Portrait of Siam” em 1999, deu um concerto na Ópera Comique em Paris com a Orchestre National de Lille e na Câmara Municipal de Paris com o Manrat Jazz Quintet.

No último ano, Pathorn Sequeira fez uma digressão de um mês na Holanda, levou o seu quarteto a vários palcos em cidades italianas, enriqueceu os cartazes do Snake City Jazz Festival em Slangerup, na Dinamarca, o Chiang Mai Street Jazz Festival em Chiang Mai, na Tailândia e o Triumph Jazz Festival em Moscovo e São Petersburgo.

MNE | Comissário defende reforço de turismo entre Macau e Sudeste Asiático

O comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Macau defendeu na sexta-feira o reforço da política de turismo e das ligações industriais entre os países do Sudeste Asiático e Macau.
“Macau e os países do Sudeste Asiático devem aproveitar ao máximo a oportunidade de construir ‘Uma Faixa, Uma Rota’ com alta qualidade e introduzir mais políticas e medidas preferenciais para apoiar a cooperação turística entre os dois lados”, disse Liu Xianfa, ao intervir numa sessão sobre cooperação turística e cultural entre Macau e países do Sudeste Asiático.
Liu Xianfa afirmou que “os países do Sudeste Asiático são uma importante fonte de visitantes para Macau, com mais de 1,12 milhões de turistas do Sudeste Asiático a visitarem Macau em 2019, e 200.000 até agora este ano. Esperamos que o diálogo forneça uma plataforma de intercâmbio e cooperação entre as indústrias dos dois locais para partilhar oportunidades de desenvolvimento”.
A directora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, observou que a recuperação económica de Macau tem continuado a “bom ritmo”, com mais de 9,4 milhões de visitantes, “com o crescimento mais rápido a vir do Interior e de Hong Kong, e de mercados internacionais como Indonésia, Tailândia, Singapura e outros países do Sudeste Asiático.”
Em declarações à imprensa, no final da sessão, a Secretária-Geral do Ministério do Turismo, Arte e Cultura da Malásia, Datuk Hajah Saraya binti Arbi, afirmou que a atracção de Macau para os malaios são os casinos e as réplicas da Europa e dos Estados Unidos.
No encontro, estiveram presentes representantes de dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Pedidos voos directos para o sul da China

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, disse na sexta-feira que gostaria de ter voos directos entre Portugal e o sul da China até 2025.
“Estamos focados, com os nossos parceiros – [a Direcção dos Serviços de Turismo (DST)] em Macau, o Turismo de Portugal – para tentar que isso seja uma realidade até 2025”, disse à Lusa o líder da APAVT.
Antes do arranque da 11.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE, na sigla em inglês), que decorreu até ontem, no território, Costa Ferreira disse que a APAVT não vai “baixar os braços”, mas admitiu que será preciso “ter paciência para o tempo que demora” a estabelecer voos de longo curso.
Também a directora da DST de Macau descreveu o lançamento de voos directos com Portugal como “um sonho”, mas sublinhou que as companhias aéreas ainda estão a recuperar de “um período muito difícil” devido à pandemia da covid-19.
Embora tenha reconhecido que “há sempre interesse em trazer voos directos para Macau”, Maria Helena de Senna Fernandes lembrou que também é possível trabalhar com os aeroportos vizinhos de Hong Kong, Cantão e Shenzhen.
“A nossa maior ambição seria que esta viagem aérea fosse mais facilitada. Neste momento para aterrarmos em Macau [vindos de Portugal] temos de fazer três etapas”, disse Pedro Costa Ferreira.

Preparar o futuro
“Todos os mercados com apetência para viajar mais, quando colocamos voos directos, eles explodem. Não tenho a mínima dúvida que seria o que aconteceria aos fluxos entre os nossos dois países se conseguíssemos criar transportes aéreos mais fáceis”, considerou.
Maria Helena de Senna Fernandes disse que a DST está a trabalhar com a APAVT para regressar à Bolsa de Turismo de Lisboa em 2024 e para “fazer mais esforços também junto do mercado de Espanha”.
“Os nossos laços com a Europa podem ser exibidos através do centro histórico de Macau. As pessoas que vêm de Portugal ou de Espanha, da Europa, sentem-se em casa quando chegam a Macau”, lembrou a responsável.
“Claro que a China é uma boa combinação para vender em Portugal. A China é muito grande e claro que mesmo dentro do Grande Delta do Rio das Pérolas há muitas atracções”, acrescentou.

Hong Kong | Chefe do Executivo alerta para “resistência suave”

O Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, alertou no sábado, no dia do 26.º aniversário do “regresso” da antiga colónia britânica à China, que a cidade deve estar preparada para “forças destrutivas empenhadas numa resistência suave”.

John Lee defendeu que Hong Kong é agora “largamente estável”, mas que continua a ser alvo de ataques por países que se opõem à ascensão da China.

“Há também forças destrutivas empenhadas numa resistência suave, escondidas dentro de Hong Kong”, disse, citado pela agência France-Presse, acrescentando que deve haver uma postura de “vigilância” e de “tomar a iniciativa para proteger a segurança nacional”.

A Grã-Bretanha entregou a sua antiga colónia à China em 1997, dando lugar a um modelo conhecido como “um país, dois sistemas”, destinado a garantir as liberdades fundamentais e uma certa autonomia.

Até 2019, o dia 1 de Julho era uma oportunidade para demonstrar as liberdades que a cidade gozava em relação à China continental, agrupando milhares de residentes que marchavam para celebrar e expressar as suas reivindicações políticas e sociais.

No entanto, a marcha não se realizou nos últimos dois anos, com a polícia a limitá-la, oficialmente, por razões de saúde e segurança.

Os críticos do Governo acusam a lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020, após os protestos de 2019, de ter anulado as liberdades prometidas.

 

Não passa nada

No sábado, as ruas estavam calmas, tendo a polícia dito que não recebeu qualquer pedido de desfile.

Ainda assim, de acordo com a imprensa local, mais de 6.000 agentes das forças de segurança foram destacados para a cidade para a manutenção da ordem.

No seu discurso, John Lee enalteceu o regresso “rápido à normalidade” que o centro financeiro está a registar, depois dos impactos da pandemia da covid-19.

Responsável pela resposta de segurança de Hong Kong após os protestos de 2019, Lee foi empossado como Chefe do Executivo local a 1 de Julho de 2022, sem oposição e com o apoio de Pequim.

Para este ano, John Lee estima que o produto interno bruto de Hong Kong cresça entre 3,5% e 5,5 por cento.

UE reitera cooperação com China “parceira, concorrente e rival”

A União Europeia (UE) sublinhou sexta-feira os interesses comuns que o bloco tem com a China, apesar dos diferentes sistemas políticos. Em comunicado, a UE apelida o país de “parceiro, concorrente e rival” com quem continuará a colaborar.

De acordo com o texto das conclusões sobre a China do Conselho Europeu, que terminou sexta-feira em Bruxelas, os líderes da UE reafirmaram “a abordagem política multifacetada da UE em relação a este país, que é simultaneamente um parceiro, um concorrente e um rival sistémico”.

O Conselho sublinha ainda que “apesar dos seus diferentes sistemas políticos e económicos, a UE e a China têm um interesse comum na prossecução de relações construtivas e estáveis, assentes no respeito pela ordem internacional baseada em regras, num empenhamento equilibrado e na reciprocidade”.

O Conselho acrescenta que a UE “continuará a colaborar com a China para fazer face aos desafios globais e incentiva-a a tomar medidas mais ambiciosas em matéria de alterações climáticas e biodiversidade, saúde e preparação para pandemias, segurança alimentar, redução de catástrofes, redução da dívida e assistência humanitária”.

A UE e a China, sustentam os chefes de Estado e de governo dos 27, continuam a ser importantes parceiros económicos e comerciais.

 

Outras conclusões

A invasão da Ucrânia pela Rússia consta ainda do texto das conclusões do debate sobre a China, com a UE a apelar a lembrar a Pequim que enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, “tem uma responsabilidade especial na defesa da ordem internacional baseada em regras, da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”.

O Conselho Europeu pede, assim, que a China “pressiona a Rússia para parar com a sua guerra de agressão e retire, imediatamente, completamente e incondicionalmente, as suas tropas da Ucrânia.

Agências de viagens | Congresso da APAVT regressa a Macau em 2025

O presidente da APAVT disse à Lusa que é “com muita felicidade” que o congresso irá regressar pela sexta vez a Macau, que se tornará a cidade acolher mais vezes “a maior reunião do sector turístico português”.
Pedro Costa Ferreira considerou que será “um encontro de números muito felizes”, uma vez que a edição de 2025 será o 50.º congresso da APAVT, no ano em que a associação celebra 75 anos de existência.
“É um grande esforço da nossa parte junto da APAVT”, afirmou a directora dos Serviços de Turismo de Macau, antes do arranque da 11.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE, na sigla em inglês).
Maria Helena de Senna Fernandes disse esperar que “quase mil representantes” da indústria do turismo viajem de Portugal para o congresso da APAVT em Macau, em 2025, enquanto Pedro Costa Ferreira previu, “no mínimo 750, 800 pessoas”.
Em Dezembro, no 47.º congresso da APAVT, que reuniu 750 congressistas em Ponta Delgada, São Miguel, Açores, foi anunciado que a edição deste ano vai decorrer no Porto, sendo que para a reunião de 2024 ainda não foi anunciado um local.

Fim das limitações
Depois de três edições da MITE limitadas pelas restrições à entrada em Macau impostas devido à pandemia da covid-19, Pedro Costa Ferreira disse que regressar ao território tem “uma carga emocional muito, muito boa”.
A exposição conta com um pavilhão do Turismo de Portugal e um pavilhão dedicado à ilha da Madeira.
“Temos pela primeira vez a certeza de que estamos a mover-nos em frente e que ultrapassámos os problemas”, salientou o presidente da APAVT, que tinha estado na MITE em 2019. “Sublinha o retomar das operações na sua normalidade”, acrescentou.
A China foi o último grande país a abandonar, em meados de Dezembro, a chamada política ‘zero covid’, que durante perto de três anos implicou o quase encerramento das fronteiras do país.
Pedro Costa Ferreira afirmou que a indústria portuguesa do turismo está “a começar a notar” o regresso das excursões organizadas vindas da China: “isso nós recebemos com um sorriso nos lábios, porque era o último passo que necessitávamos para podermos falar em total normalidade”.
O Instituto de Pesquisa de Turismo Externo da China estimou que 40 milhões de turistas chineses vão viajar além-fronteiras na segunda metade do ano.
Em 2019, o último ano antes da pandemia, 155 milhões de chineses viajaram para o exterior, de acordo com uma análise do banco de investimento norte-americano Citigroup.

Timor-Leste | Novo executivo tomou posse

O Presidente José Ramos-Horta abriu as portas da residência presidencial à população que participou em clima de festa popular à tomada de posse do novo governo liderado por Xanana Gusmão

 

Crianças e famílias, muitos vendedores ambulantes, um grande churrasco e um concerto, deram sábado cor à tomada de posse do novo Governo timorense, com a Presidência da República a tornar-se num grande jardim para a população da cidade.

José Ramos-Horta, anfitrião das cerimónias solenes, quis abrir os portões à população e, por isso, além dos VIP de vários países, destacavam-se as famílias, os ‘ai-leba’ (vendedores que transportam cachos de fruta num longo pau de bambu) e os ‘tiga-roda’, os vendedores de coco fresco, que transportam numa pequena caixa presa à motorizada.

Crianças, muitas famílias e cidadãos comuns que foram, nas palavras do chefe de Estado, os “convidados de honra”, misturando-se depois com ministros e outras individualidades do país para tirar ‘selfies’ e, alguns até, conhecer o interior do próprio palácio presidencial.

Nos vários espaços ajardinados do complexo, famílias comiam pão português com churrasco de carne, regado com água, coco fresco ou licores misturados por uma empresa de bebidas alcoólicas timorense.

No interior do palácio em si, Xanana Gusmão foi o foco de todas as atenções, com entrevistas a televisões indonésias e, depois, uma longa lista de convidados, mais ou menos VIP, a quererem cumprimentar o novo primeiro-ministro, pedindo depois uma foto ou uma selfie.

José Ramos-Horta, no recinto exterior, falava com toda a gente, com as cenas das selfies e dos cumprimentos a repetirem-se, e muitos cidadãos anónimos a poderem cumprimentar o Presidente.

A cerimónia misturou juramentos solenes, fotos e discursos oficiais, com chefes tradicionais, e uma descontração evidente, com os líderes do país a misturarem-se com a população, que teve depois acesso a um grande churrasco, instalado em duas zonas do espaço.

Numa das salas do edifício, uma exposição de ciência e tecnologia, com escolas, incluindo a Escola Portuguesa de Díli e várias timorenses, entidades, empresas e outros projetos, a apresentarem iniciativas nas áreas de tecnologias de informação, reciclagem de plásticos, robótica e até tratamento de café, com exposições de química e física.

 

Alto momento

Um dos pontos altos da tarde e noite de festa acabou por ocorrer ainda durante a parte solene das cerimónias, quando as quatro figuras do Estado – Presidente da República, presidente do Parlamento, presidente do Tribunal de Recurso e o novo primeiro-ministro – já estavam nas cadeiras de honra.

Nos ecrãs colocados no local aparecem dois vídeos, um de uma criança, e outro de uma ‘avó’, Martinha Ilelo, que se tornaram virais nas redes sociais nos últimos meses. No primeiro a criança chora sem parar a dizer que quer conhecer o ‘avô Nana’, no segundo Martinha, dentes vermelhos de mascar betel, garante que vai votar no primeiro-ministro.

Os dois protagonistas acabaram por aparecer no palco ‘nobre’, Xanana Gusmão levantou-se, abraçou emocionado a ‘avó’ e depois, durante a recta final da cerimónia, cedeu o seu lugar de honra à criança, sentando-se ele próprio ao lado dos restantes membros do Governo.

A “festa do povo” prolongou-se durante várias horas, já com as tribunas de honra vazias, mas com a população sentada no jardim ou a cantar e dançar num concerto montado no local.

Nota ainda para algumas conversas de bastidores, entre elas muitas conversas sobre o futuro da governação do país e, em particular referências à promessa quer de Xanana Gusmão quer de Ramos-Horta, de quem os membros do Governo que não cumprirem “vão para casa”.

“Então irmão, quando é que achas que vai ser a primeira remodelação do Governo”, questionava um jovem ao amigo, enquanto iam dando dentadas em sandes de carne.

Amêijoas à bulhão patos-bravos

Os patos-bravos criminosos ganham milhões de euros com o tráfico humano para a apanha de bivalves nas lamas dos rios Tejo e Sado, mesmo em frente aos ministérios do Terreiro do Paço, de Lisboa. Uma mafia bem organizada que sem ninguém conseguir explicar, fecharam os olhos durante anos às autoridades competentes (neste caso, muito incompetentes). Os patos-bravos criminosos estendiam a sua rede de traficar pobres seres humanos, especialmente, de países asiáticos ou do terceiro mundo, nomeadamente da Tailândia e Roménia. A apanha de amêijoas-japónicas tem sido feita por cerca de 1700 mariscadores ilegais. A amêijoa-japónica foi introduzida nas águas portuguesas do Tejo e do Sado como uma experiência ambiental para purificar mercúrio, chumbo e cádmio. Actualmente, esta espécie invasora, tóxica para os humanos, chega aos consumidores em Portugal e Espanha através de redes de caça furtiva. A amêijoa-japónica absorve as biotoxinas das águas dos rios lisboetas, um vestígio de um passado industrial que se tornou agora num problema de saúde pública. Apesar da sua elevada toxicidade, pode ser consumida caso tenha sido sujeita a níveis adequados de purificação, mas, na sua maioria, é obtida furtivamente, é frequentemente mal descontaminada e intoxica o consumidor, causando graves consequências que podem até levar à morte, segundo afirmou ao HojeMacau um médico especialista.

O problema tem crescido nos últimos anos. As redes clandestinas que traficam a amêijoa-japónica chegam a capturar até 14 toneladas por dia. Após um processo de limpeza insuficiente e documentos falsos, as amêijoas podem acabar em supermercados dos dois países ibéricos, apesar de não estarem aptas para consumo. Em Maio passado, foram apreendidas 1,5 toneladas de amêijoa-japónica impróprias para consumir.

Agora, as autoridades levaram a efeito uma operação relâmpago na vila do Samouco, Alcochete, onde existe um armazém que estava repleto de centenas de imigrantes ilegais e que eram explorados para a apanha dos bivalves. As autoridades depararam-se com um cenário de horror: cerca de 300 homens e mulheres, asiáticos, em condições absolutamente deploráveis, nojentas mesmo. Até foi difícil de entrar ou ainda menos permanecer no interior devido ao mau cheiro. Estava tudo no chão e pelo número de fatos de mergulho encontrado pelas autoridades, a conclusão é de que estão em Portugal muito mais imigrantes para a apanha ilegal. Quatro cabecilhas da rede criminosa foram detidos, três portugueses e um tailandês, indiciados de associação criminosa e exploração de mão de obra ilegal. A mega operação da Unidade Central de Investigação Criminal (UCIC) da Polícia Marítima estava a ser preparada há meses e já se sabia que numa rua do Montijo viviam dezenas de imigrantes asiáticos, explorados na apanha dos bivalves. Chegam a Portugal com a promessa de trabalho, mas acabam por ficar presos a intermediários e sofrem ameaças. Em média, os mariscadores vendem a amêijoa-japónica a três euros o quilo e os intermediários, depois de ensacados os bivalves, vendem a 18 euros, num negócio ilegal que pode render até 30 milhões de euros por ano. Deslocámo-nos ao Montijo para obter mais informação e ninguém quis falar sobre o assunto. Impera o medo. Apenas nos disseram que estão envolvidos indivíduos muito poderosos e perigosos. Falar sobre a apanha das amêijoas-japónicas é o mesmo do que se passava no tempo da PIDE sob a alçada do ditador Salazar.

Sob a ponte Vasco da Gama, as águas do Tejo têm um elevado nível de toxicidade, de acordo com o instituto meteorológico português. Uma prática comum dos caçadores furtivos é adulterar a origem das amêijoas, ou seja, apanhá-las no Tejo e certificar que são do rio Sado, por este ter muito menos toxicidade. A maior parte das capturas é transportada por intermediários para Espanha, principalmente para os portos de Vigo e Pontevedra, onde é entregue em estabelecimentos de aquacultura. Muitos destes estabelecimentos conhecem a origem dos bivalves, os quais também podem ser acusados da prática de crime contra a saúde pública. Uma das informações que recolhemos diz respeito à manobra do transporte. As redes criminosas falsificam os documentos de registo e as amêijoas partem para Espanha em carrinhas preparadas que fazem movimentos quase diários. E o mais grave é que de Espanha são comercializadas para toda a Europa.

Este perigoso e letal negócio que se inicia em Portugal com o tráfico humano vindo de países normalmente asiáticos, está a constituir um grave problema para as autoridades policiais, pois, os mafiosos não brincam em serviço, e têm ameaçado de morte quem se intrometa no negócio. Os responsáveis pela saúde pública também estão deveras preocupados com as negociatas porque uma grande quantidade de bivalves fica em Portugal.

França | Mais de 700 detidos na quinta noite consecutiva de distúrbios

Pelo menos 718 pessoas foram detidas e 45 polícias ficaram feridos na quinta noite consecutiva de distúrbios em França por causa da morte de um adolescente abatido na terça-feira pelas forças de segurança, indicou ontem o Ministério do Interior.

Numa publicação na conta pessoal na rede social Twitter, o ministro do Interior francês, Gérard Darmanin, indicou que, apesar dos incidentes, a noite de sábado para domingo foi mais calma que as anteriores, facto que, no seu entender, se deve a uma maior presença das forças de segurança nas ruas.

Às 08:00 locais de ontem, o Ministério do Interior francês actualizou os números, dando conta da detenção de 718 pessoas, quando no dia anterior, à mesma hora, tinham sido comunicadas 994. No entanto, ainda no sábado, pouco depois, esse número seria actualizado para 1.311.

Entre os incidentes registados na noite de sábado para domingo, reportou a agência noticiosa France-Presse (AFP), está um ataque à residência de um presidente de câmara de uma pequena cidade da região parisiense perpetrado por “desordeiros”, que provocou ferimentos na mulher e num dos dois filhos menores.

Vincent Jeanbrun, presidente da Câmara Municipal de L’Haÿ-les-Roses, nos arredores de Paris, denunciou numa declaração publicada no Twitter “uma tentativa de assassínio indescritível e cobarde”.

Por volta das 01:30, enquanto Jeanbrun se encontrava na Câmara Municipal, “tal como há três noites”, para fazer face à violência urbana, os desordeiros “atiraram um veículo blindado contra a sua casa antes de o incendiarem para incendiar a residência”, onde a mulher e os dois filhos menores dormiam, declarou, num comunicado publicado no Twitter.

Segundo Jeanbrun, depois de alertado, foi ao tentar “proteger” a família e “escapar aos agressores” que a mulher e uma das crianças ficaram feridas.

“Hoje à noite foi atingido um novo nível de horror e de ignomínia […] Embora a minha prioridade hoje seja cuidar da minha família, a minha determinação em proteger e servir a República é maior do que nunca”, disse ontem o presidente da câmara desta cidade de mais de 30.000 habitantes num comunicado.

 

Manter a força

O ministro do Interior francês anunciou no sábado que seria mantida a mobilização de 45.000 polícias e guardas nacionais para enfrentar uma potencial noite de protestos e tumultos pela morte de Nahel M., um jovem de 17 anos que foi na passada terça-feira alvejado à queima-roupa por um polícia durante um controlo de trânsito.

As cerimónias fúnebres de Nahel decorreram no sábado em Nanterre, nos arredores de Paris, com um velório privado, uma cerimónia na mesquita e o enterro num cemitério local, onde compareceram centenas de pessoas.

Banco de Portugal | Macau mantém-se como jurisdição terceira relevante

O Banco de Portugal manteve a Região Administrativa Especial de Macau e a República de Moçambique como jurisdições terceiras relevantes para efeitos de reconhecimento e definição das percentagens de reserva contracíclica. A informação foi divulgada na sexta-feira.
Em comunicado, o regulador bancário indica que a lista – que não se alterou face ao ano anterior – é valida a partir de 1 de Julho 2023 até 30 de Junho 2024.
O regulador bancário adianta que a lista actual é divulgada na sequência da decisão do Conselho de Administração do Banco de Portugal (BdP) de 20 de Junho de 2023, que teve por base os resultados do exercício de avaliação para identificar países terceiros relevantes.
“Este exercício é realizado pelo Banco de Portugal em conformidade com a Recomendação do CERS (CERS/2015/1) no que respeita ao reconhecimento e fixação de percentagens da reserva contracíclica de fundos próprios para as posições em risco sobre países terceiros”, refere.
A reserva contracíclica de fundos próprios é um instrumento macroprudencial que tem como objectivo aumentar a resiliência do sector bancário perante o risco sistémico cíclico decorrente de um crescimento excessivo do crédito no sector privado não financeiro, recorda o BdP.
Desta forma, o supervisor bancário aquando desta avaliação, apenas tem em conta as posições em risco directas do sistema bancário português sobre o sector privado não financeiro de países terceiros.
“Esta avaliação não inclui posições em risco directas sobre entidades do sector público ou instituições financeiras de países terceiros, nem posições em risco do sistema bancário português, através da concessão de crédito em Portugal a sociedades não financeiras situadas em Portugal, mas cuja actividade dependa, em alguma medida, de países terceiros”, detalha.

Jogo | Junho com segundo valor mais alto do ano

Durante o passado mês de Junho, as receitas brutas da indústria do jogo de Macau foram ligeiramente superiores a 15,2 mil milhões de patacas, o segundo melhor registo mensal deste ano, segundo os dados divulgados na sexta-feira pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ).
O montante arrecadado no mês passado caiu em relação a Maio, quando as receitas dos casinos ultrapassaram a fasquia dos 15,5 mil milhões de patacas, um mês em que a indústria foi impulsionada pelos cincos dias da chamada Semana Dourada do 1.º de Maio, um dos picos turísticos da China continental. Importa recorda que em Julho, a RAEM teve uma boa performance no capítulo da entrada de turistas no território no fim-de-semana prolongado do feriado dos Barco-Dragão, entre 22 e 25 de Junho, com o número de visitantes a chegar quase aos 367 mil.
Porém, apesar de inferiores a Maio, as receitas do jogo em Macau aumentaram em Junho 513,9 por cento em relação ao mesmo mês de 2022, aponta os dados divulgados pela DICJ.

Contexto necessário
Mas ainda que tenha recuperado em termos anuais, o valor foi menor do que o alcançado em Junho de 2019, antes da pandemia: 23,8 mil milhões de patacas.
Em termos de valores acumulados, os casinos de Macau apuraram 80,1 mil milhões de patacas nos primeiros seis meses do ano, valor que representa uma subida de 205,1 por cento face ao primeiro semestre do no passado, quando a indústria “apenas” registou 26,27 mil milhões de patacas.
Tendo em conta os resultados de 2019, antes da pandemia, as receitas brutas apuradas no primeiro semestre do ano, 80,1 mil milhões de patacas, ganham outra perspectiva. Nos primeiros seis meses de 2019, os casinos tinham apurado 149,5 mil milhões de patacas, quase o dobro o registo do primeiro semestre deste ano.
Com o alívio das medidas de combate à pandemia, Macau registou nos primeiros cinco meses do ano 9,4 milhões de turistas, três vezes mais do que no mesmo período do ano passado, anunciou, em Junho, a Direção dos Serviços de Estatística e Censos em comunicado.

Com LUSA

Violência Doméstica | Homem que atacou ex-mulher já tinha sido julgado

O homem que na segunda-feira tentou matar a ex-mulher com um martelo na rua, tinha sido absolvido da prática do crime de violência doméstica. Este facto foi admitido pelo Ministério Público (MP), que em comunicado tentou explicar a absolvição com o facto de a ex-mulher ter recusado depor durante o julgamento.
“No caso de violência doméstica, o arguido foi absolvido do crime em causa considerando que a ofendida se recusou a depor durante o julgamento”, foi revelado pelo MP, em comunicado.
Os detalhes do julgamento não fazem parte do comunicado, à excepção da absolvição e da “recusa” de depoimento pela mulher. Porém, o MP reconheceu que o homem possuía um historial de problemas com a justiça, e que tinha sido inclusive alvo de mais processos.
“Segundo o que foi apurado, além de estar envolvido no passado num caso de violência doméstica, o arguido ainda foi suspeito pela prática dos crimes de ofensa à integridade física e de injúria agravada, pelo que lhe foram instaurados uns inquéritos pelo Ministério Público para efeitos de investigação”, foi confessado.
No comunicado, o MP não explicou se o homem tinha sido condenado anteriormente por outros crimes ou se todos os processos instaurados contra ele, à excepção das acusações por violência doméstica, tinham sido arquivados antes de chegarem à fase de julgamento.

Plano de vingança
A comunicação oficial de sexta-feira, confirmou também o que tinha sido avançado pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), ao apontar que o crime foi motivado pelo desejo de vingança, face às queixas apresentadas pela mulher em 2017.
“Uma vez que a ofendida tinha denunciado a prática de actos criminosos do arguido como violência doméstica, ele sempre guardou rancor e começou a ter ideias de assassinar a ofendida, colocando um martelo e uma faca na caixa de capacete do motociclo para um eventual ataque”, foi indicado pelo MP.
O arguido foi indiciado da prática do crime de homicídio qualificado, na forma tentada, do crime de armas proibidas e do crime de ameaça. O crime de homicídio qualificado pode ser punido com pena de prisão até 25 anos, o crime de armas proibidas pode ser punido com pena de prisão até 8 anos e o crime de ameaça pode ser punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

Prisão preventiva
O homem vai aguardar julgamento em prisão preventiva, o que é justificado com a intenção “de se evitarem a sua fuga de Macau e a perturbação da ordem e tranquilidade públicas.”
O acto criminoso aconteceu no cruzamento entre a Rua Manuel Arriaga e a Rua Sacadura Cabral, perto da Rotunda dos Três Candeeiros, por volta das 10h25 da noite. A mulher está internada desde o ataque.

IPOR | Patrícia Ribeiro próxima directora

Patrícia Ribeiro vai ser a próxima Directora do Instituto Português do Oriente (IPOR). A escolha foi feita pela Assembleia Geral, que se reuniu na sexta-feira em Lisboa. “É uma decisão que me deixa feliz, pelo reconhecimento da capacidade de trabalho, dedicação e perseverança da Dra. Patrícia Ribeiro e pela boa relação que criámos desde Fevereiro”, comentou Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, através da rede social facebook. “Com a nomeação da Dra. Patrícia Ribeiro, conclui-se, assim, o ciclo de renovação dos representantes de Portugal em Macau que ocorreu neste primeiro semestre, com a minha chegada e a do novo Diretor da AICEP, Dr. Bernardo Pinho, e a tomada de posse da Dra. Márcia Guerreiro como delegada junta do Fórum de Macau”, acrescentou. Patrícia Ribeiro era vogal da Direcção do IPOR desde 2012.

Cheque pecuniário | Distribuição a partir de amanhã

A partir de amanhã, o Governo vai iniciar a distribuição do plano de comparticipação pecuniária de 2023. O apoio, também conhecido como “cheque”, vai ser entregue entre 4 de Julho e 4 de Agosto por transferência bancária ou envio postal de cheque cruzado. Os 708 041 residente permanentes são apoiados com um subsídio de 10 mil patacas; os 35 347 residentes não permanentes recebem um apoio de 6 mil patacas. Somados os apoios, o plano de comparticipação pecuniária tem um custo para o orçamento da RAEM de cerca de 7,3 mil milhões de patacas. No caso de os residentes terem dúvidas sobre a forma como estão registados para receberem o apoio, podem consultar a informação através da página electrónica do Plano de Comparticipação Pecuniária em www.planocp.gov.mo.

China Media Group | Assinada parceria para criar conteúdos para jovens

O Chefe do Executivo e o presidente do China Media Group presidiram este fim-de-semana à cerimónia de lançamento da Campanha de Promoção do Interesse dos Jovens de Macau pelo Desenvolvimento dos Meios de Comunicação Social no âmbito do Programa “Juventude e Futuro”.
O acordo prevê que “ambas as partes aproveitem bem as vantagens obtidas pelos seus recursos para proceder adequadamente ao programa de desenvolvimento profissional dos jovens, o programa de formação no âmbito da capacidade de emprego e de empreendedorismo e o programa sobre o estudo e prática na indústria de alta tecnologia no Interior da China.”
O Gabinete de Comunicação Social acrescentou ainda que a parceria assinada pelo Governo e o grupo de Media dirigido pelo vice-ministro do departamento de publicidade do comité central do Partido Comunista Chinês, Shen Haixiong tem como objectivo apoiar “os jovens de Macau a observar profundamente e sentir as mudanças no desenvolvimento do país”.
Ho Iat Seng agradeceu o apoio do China Media Group, nomeadamente “através dos documentários realizados sobre a RAEM, tais como ‘Sabor de Macau’ e ‘Viagem de Duas Vias em Macau’, os quais trouxeram efeitos notórios à economia”.
As restantes intervenções, tanto de Ho Iat Seng como Shen Haixiong, reforçaram a “atenção afectuosa e de grande importância ao desenvolvimento e formação” com que Xi Jinping encara a juventude de Macau.
Ho Iat Seng afirmou que o Governo está empenhado “em orientar os jovens de Macau no sentido de estabelecerem uma visão correcta sobre o país, a vida e os valores, reforçarem o seu orgulho nacional e para serem donos do seu destino”.