Negócios confiantes na parceria entre Governo e jogo na revitalização de zona antiga de Macau Hoje Macau - 9 Out 2023 Reportagem de Catarina Domingues, da agência Lusa O plano de revitalização da tradicional rua da Felicidade, uma parceria entre o Governo de Macau e a operadora de jogo Wynn que arrancou dia 29, é visto com expectativa por comerciantes afectados pela pandemia da covid-19. “As lojas não sabiam como gerir os negócios quando a pandemia se alastrou pelo mundo inteiro, por isso vamos ver como é que estas actividades vão impulsionar o comércio”, disse à Lusa a proprietária da Pa Ka Cheong, que vende chás medicinais. “Claro que tenho [esperança], disso não há dúvidas”, admitiu Chen Pek Chun, enquanto, lá fora, um rancho folclórico actuava para membros das autoridades e da Wynn Macau, que percorriam a passo lento a rua da Felicidade, seguidos de jornalistas e convidados. Pelo caminho, ainda instalações de coelhos e lanternas em celebração do festival do Bolo Lunar, que arrancou dia 29; actuações de marionetistas e grupos de teatro; jovens a fazerem directos para as redes sociais ou a posar para fotografias. “Uma boa experiência” para Ana Manhão, do restaurante de comida macaense “Belos Tempos”. “Já ando aqui há mais de 10 anos, então acho que é uma boa iniciativa, porque é sempre uma coisa nova, não sabemos qual vai ser o resultado, mas vamos ver”, disse a chefe de cozinha, para quem a pedonalização do bairro também tem um lado negativo, já que as viaturas deixam de poder parar à porta para as entregas durante o dia. “Mas, em vez de estar sempre a dizer mal, vamos ver o que podemos [fazer para] recuperar”, notou a macaense, afirmando que o impacto da covid-19 foi “muito mau” para o negócio de restauração. A rua da Felicidade, que nos tempos antigos foi uma zona de prostituição, com bordéis, casas chá e de ópio, e que é actualmente um dos pontos mais turísticos da região, esteve dia 29 fechada ao trânsito, a título experimental, entre as 11:00 e a 01:00. A iniciativa, que se estendeu a algumas ruas adjacentes, é o primeiro projeto de uma operadora de jogo em Macau no âmbito do programa de revitalização dos bairros antigos. Com vista à diversificação da economia local, fortemente dependente das receitas dos casinos, a aposta em elementos não jogo foi uma das exigências das autoridades da região administrativa especial para a atribuição das seis concessões de jogo em Janeiro. Uma imposição que visa apoiar uma das políticas que o Governo determinou como prioritária, a de revitalizar as zonas antigas do território. “A Wynn vai continuar a cooperar com a estratégia de desenvolvimento diversificado moderado” de Macau e “com diferentes partes interessadas da comunidade, contribuindo para o desenvolvimento ordenado do turismo comunitário e não relacionado com o jogo”, notou a empresa norte-americana em comunicado. Ao longo das últimas semanas, as seis operadoras apresentaram as estratégias para a cidade, com a Sands China a anunciar hoje, entre outros projetos, um plano de incubação para pequenas e médias empresas na rua das Estalagens, centro histórico de Macau, e a transformação das Casas-Museu da Taipa num destino para fotografias de casamento. No caso da MGM China Holdings Limited, a operadora assinou com o Governo um programa de revitalização para a área da Barra e à volta da Doca D. Carlos I, para criar um parque cultural e criativo. O Galaxy Entertainment Group projectou para os antigos estaleiros navais de Lai Chi Vun, em Coloane, um salão de exposições, uma pista de gelo e uma quinta urbana. Nos planos da SJM Resorts está a revitalização e conservação das pontes-cais n.º 14 e 16 e do antigo casino flutuante Palácio de Macau, no Porto Interior. Já as pontes-cais n.º 23 e 25 vão integrar elementos culturais e artísticos, num projeto da Melco Resorts, que, em conjunto com o Governo, vai ainda revitalizar a zona da Fortaleza do Monte. Ainda não são conhecidos os valores totais que as operadoras vão desembolsar, embora estas se tenham comprometido a aplicar mais de 100 mil milhões de patacas em elementos não relacionados com o jogo.
China ainda pouco recetiva a autores lusófonos contemporâneos, dizem especialistas Hoje Macau - 9 Out 2023 Especialistas na área da tradução disseram à Lusa que a literatura contemporânea em língua portuguesa gera pouco interesse na China comparativamente com os clássicos e, no caso de Portugal, a solução pode passar por mais investimento de Lisboa. Fernando Pessoa, Eça de Queirós e José Saramago estão entre os autores portugueses mais traduzidos na China continental, de acordo com um catálogo elaborado pela Embaixada de Portugal em Pequim. Excluindo nomes da literatura infantojuvenil portuguesa, com presença bastante expressiva na China, Pessoa é o escritor com mais trabalho passado para o chinês, estando presente em 9% (22 obras) de toda a bibliografia (246) traduzida ou que estava prevista traduzir na China até 2022. Min Xuefei assinou em 2013 um desses trabalhos, a primeira tradução chinesa dos poemas e ensaios de Alberto Caeiro, um dos heterónimos de Pessoa. A académica, professora na Universidade de Pequim, com doutoramento em Literatura de Língua Portuguesa na Universidade de Coimbra, observa o desinteresse por nomes da atualidade: “Recomendei Dulce Maria Cardoso a vários editores e também tradutores”. Até ao momento, porém, a autora de romances como “Retorno” e “Eliete” ainda não chegou às livrarias do país asiático. No restante universo lusófono, o cenário é idêntico. A maioria dos títulos traduzidos por esta natural de Shenyang, no norte chinês, “são todos clássicos”, isto é, de “autores que já morreram”, diz à Lusa, quando se assinala o Dia Internacional da Tradução. Além de José Saramago (“O Silêncio da Água”), Min também converteu para a língua materna os brasileiros Machado de Assis (“Contos Selecionados”) e Clarice Lispector (“A Hora da Estrela” e “Felicidade Clandestina”). A exceção é o moçambicano Mia Couto (“Terra Sonâmbula”). “A literatura contemporânea também é muito importante, mas é muito difícil de introduzir no mercado chinês”, nota Min. Jovens autores “ainda sem reconhecimento internacional” convencem menos leitores, justifica. Ao longo dos dois anos que lecionou na Universidade Normal de Fujian, no leste chinês, Nuno Rocha, especialista em tradução chinês-português, identificou esta mesma tendência. O entusiasmo da população por clássicos chineses, analisa agora, motiva a “entrada mais fácil” deste tipo de literatura em língua portuguesa. “Lembro-me de encontrar facilmente os grandes clássicos da literatura europeia, em versões bilingues, quando estudei na China em 2010”, lembra Rocha, atualmente professor na Universidade de São José, em Macau. Por outro lado, sublinha, não se sabe “até que ponto os autores contemporâneos também são dados a conhecer aos alunos” pelos próprios educadores no país asiático. Rocha avança que um “plano específico de divulgação da literatura contemporânea portuguesa na China” podia solucionar o impasse, embora isso implicasse “um investimento elevado”. “E no caso português especificamente, infelizmente, a cultura nunca é prioridade”, lamentou. A intervenção por parte de Lisboa na promoção autoral, em colaboração com revistas literárias e editoras chinesas, é uma das propostas deixadas por Min Xuefei: “Podemos, por exemplo, traduzir um conto ou um excerto de um capítulo do romance dos autores e publicar numa revista literária chinesa”. Já no sentido inverso, “a literatura chinesa moderna e contemporânea ainda é relativamente nova no mercado de livros em língua portuguesa”, aponta, por sua vez, a académica Lidia Zhou Mengyuan, do departamento de Tradução da Universidade Chinesa de Hong Kong. “As pessoas estão cada vez mais abertas a explorar novos sabores literários”, constata a professora, com investigação na área da tradução e receção da literatura chinesa contemporânea nos países de língua portuguesa desde 2000, notando ainda que, em geral, a diversidade da oferta literária portuguesa na China “é mais ampla do que a sua contraparte”. “Apesar do progresso feito nas últimas duas décadas em termos de diversidade de autores, géneros e livros traduzidos para português, ainda há espaço significativo para desenvolvimento adicional”, ressalva. Foi a partir de 2008 que contemporâneos chineses, incluindo Su Tong, Yu Hua e Yan Lianke, chegaram ao mercado livreiro em língua portuguesa, tanto em Portugal quanto no Brasil, explica Zhou Mengyuan, notando que “é provável que o seu reconhecimento internacional tenha contribuído” para isso acontecer. Os “estereótipos em relação à China no Ocidente” podem ainda estar a condicionar a vida das letras chinesas na lusofonia, admite Zhou, para quem um intercâmbio “mais frequente e direto é a chave para superar esses estereótipos”.
Thor Pedersen viajou por todos os países por terra e mar, sem aviões, e apaixonou-se por São Tomé Hoje Macau - 9 Out 2023 Por Cecília Malheiro, da agência Lusa O dinamarquês Thor Pedersen, 44 anos, é o primeiro homem a conseguir viajar por todos os países do mundo sem usar avião, sem interromper o percurso e sem regressar a casa, durante os dez anos em que atravessou oceanos e continentes. O feito revelou-se uma epopeia, e trouxe-lhe a paixão por São Tomé e Príncipe, que confessa em entrevista à agência Lusa. Thor Pedersen, que esteve em Portugal no último fim de semana de setembro, conta que chegou há 60 dias da sua maior aventura. Durante a viagem, sofreu de malária cerebral, em estado limite, no Gana, teve armas apontadas à cabeça no Gabão, e foi apanhado pela pandemia da covid-19 em Hong Kong, na China, o que o reteve ali durante dois anos. Ainda sem os pés bem assentes na Dinamarca, Pedersen explica que o projeto da sua viagem foi batizado de “Once Upon a Saga”, inspirado na frase “Once Upon a Time” (era uma vez), com que o escritor Hans Christian Andersen iniciava as histórias para crianças, dando como exemplo “A Pequena Sereia”. Saga, porém, é a designação tradicional das histórias da mitologia escandinava. Questionado sobre se sentiu discriminado pela cor branca da sua pele quando esteve na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Pedersen garantiu que nunca teve qualquer problema de racismo ou xenofobia quando passou pelas antigas colónias portuguesas. Thor tem hoje 44 anos, mas iniciou a volta do mundo aos 34 anos, com as premissas de nunca usar avião, não regressar a casa durante o projeto e estar no mínimo 24 horas em cada um dos 203 países do mundo. Iniciou a aventura em outubro de 2013, o ano em que esteve em Portugal, chegando a 28 de outubro e ficando durante três dias. Thor escreveu, na altura, que Portugal era “mais pobre que Espanha” e que Lisboa precisava de uma “boa pintura”. “É uma cidade realmente encantadora que foi quase completamente destruída em 1755 pelo talvez maior terremoto de todos os tempos na Europa”. Pedersen lamentou, todavia, os traficantes nas ruas que lhe tentaram vender drogas. Chegou a São Tomé e Príncipe em novembro de 2015 e ali ficou exatamente 36 dias, transformando aquela estadia na mais longa de todos os países da CPLP que Thor visitou na viagem da volta ao mundo. Depois de sair de Libreville (Gabão), embarcado no navio Spínola Carneiro, Thor desembarcou na Ilha de São Tomé, o 99.º país do seu percurso. Avistou a Cruz Vermelha e conheceu Julião, o homem que o ajudou a encontrar uma loja para comprar um cartão SIM para telefonar. “Algo havia mudado. Não consigo identificar exatamente o porquê. Mas eu sabia que estava num sítio especial”, lê-se na sua página da Internet “Once Upon a Saga”. O lema da viagem de Thor é que “um estranho é um amigo que tu nunca tinhas conhecido antes” e Julião foi uma prova de que um estranho pode bem ser um amigo para a vida. Thor classifica São Tomé e Príncipe como um país “mágico”. “Não posso deixar de sublinhar o quão maravilhoso é São Tomé. Já vi muitos países e sou tratado com gentileza e respeito onde quer que vá. Mas em São Tomé sinto-me bem-vindo. E esse é um sentimento diferente. Tive essa sensação desde o início e ela persiste onde quer que vá. São Tomé é um lugar super seguro. Pode-se dormir diretamente na praia ou dar um passeio no parque no meio da noite sem problemas. A ilha produz chocolate. Pelo amor de Deus, o que mais é preciso saber?” Antes de se apaixonar por São Tomé, Thor chegou ao Brasil em setembro de 2014 e ficou 20 dias, naquele que seria o 59.º país em 12 meses, desde o início da epopeia. Visitar a Favela Parada de Lucas, no Rio de Janeiro, protegido pelas insígnias da Cruz Vermelha, não sentiu “hostilidade” ou “medo”. Pedersen visitou Brasília, Porto Velho e Manaus, na Amazónia. Em África, num pequeno barco à vela, Thor seguiu do Senegal até Cabo Verde, país onde chega em 2015, visitando apenas a Ilha de Santiago, destacando a Igreja da Nossa Senhora do Rosário, o edifício mais antigo do arquipélago. “Cabo Verde não é um país financeiramente rico, mas possui uma grande riqueza de gentileza, paisagens espetaculares, terras férteis, atum incrivelmente bem preparado, música, amor ao futebol. É uma terra que se estende dos muito ricos aos muito pobres e podemos ver ambos ao caminhar pelas ruas”. À Guiné-Bissau chegou em maio de 2015 e ficou quatro dias em regime de ‘couch-surfing’ (sofá para dormir), em casa de uma brasileira de ascendência japonesa que trabalhava na delegação da Organização das Nações Unidas em Bissau. Thor recorda uma “capital simples”, de “clima húmido”, com construção a acontecer por toda a parte e destaca a natureza “selvagem e espetacular” e a castanha de caju, a grande área de negócio. Depois de sair de Kinshasa (Congo), atingiu Angola em março de 2016, o país 102.º da sua rota, onde ficou seis dias. Angola é um país “lindo de morrer”, “grande”, com pessoas “gentis em todos os lugares”, com uma comida “ótima” e uma música “imbatível”. Segundo Pedersen, Angola estava marcada pela guerra civil, que terminou em 2002, com o tema ainda a surgir em conversas com pessoas diferentes. Um mês após Angola, em abril de 2016, chegou a Moçambique onde ficou em casa de uma família dinamarquesa, em Maputo. Pedersen conta que “infelizmente” teve de alterar o roteiro inicial por Moçambique devido aos ataques terroristas de grupos armados, já patentes na altura e que atingem maior dimensão em outubro do ano seguinte, no Norte do país. Thor planeou viajar pela costa de Maputo (capital, no Sul), até à cidade da Beira (mais a Norte), mas achou perigoso e regressou a África do Sul, para alcançar o Zimbabué. Apesar do conflito, o aventureiro dinamarquês destaca a “boa” gastronomia e a cultura, a história “alucinante” e a natureza com “potencial extraordinário” do país de língua portuguesa da costa oriental de África. “Moçambique poderia facilmente tornar-se o próximo destino turístico badalado (…) Mas parece que continuará por um tempo como um segredo bem guardado”. O viajante chegou a Timor-Leste em setembro de 2019, onde ficou 10 dias, conseguindo reencontra-se pela 21.ª vez com a namorada desde que havia começado o projeto. Timor estava pouco desenvolvido turisticamente, mas tinha muito para oferecer. Um país “extraordinariamente amigável” e “completamente seguro”. Depois de Timor, o seu 187º país, faltavam outros 16 para Thor terminar a viagem aos 203 países do mundo, e poder regressar a casa. Regressou há pouco mais de 60 dias são e salvo. A 24 de maio deste ano, atingiu as Maldivas, o seu 203.º país, regressando à Dinamarca a bordo de um cargueiro, via Malásia e Sri Lanka. Pedersen, que viajou como embaixador de boa vontade da Cruz Vermelha dinamarquesa, atingiu o porto de Asrhus, na Dinamarca, no passado dia 26 de julho. O facto de ter viajado por todos os países do mundo – os 195 Estados soberanos reconhecidos pelas Nações Unidas, mais oito parcialmente reconhecidos – sem voar e sem interromper o percurso, transforma-o num caso único, ultrapassando o britânico Graham Hughes, reconhecido pelo Guiness Book of Records, que esteve em 201 países, sem voar, numa viagem que durou cerca de quatro anos (2010-2014), mas que interrompeu por duas vezes, por motivos pessoais. Agora, Thor Pedersen planeia escrever um livro sobre a viagem e produzir um documentário, com o realizador e produtor canadiano Mike Douglas. Thor esteve em Portugal no passado fim de semana, para participar no festival de viagens, organizado pela Associação de Bloggers Portugueses (ABVP), em Guimarães.
Ho Iat Seng felicita a delegação de Macau pelos resultados nos Jogos Asiáticos Hoje Macau - 9 Out 2023 O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, enviou ontem uma mensagem de felicitações à delegação desportiva de Macau à 19.a edição dos Jogos Asiáticos de Hangzhou, que terminaram ontem. O líder do Governo da RAEM apontou que a delegação desportiva de Macau terminou a competição com um balanço positivo no “evento multidesportivo de maior dimensão da Ásia, demonstrando o espírito desportivo chinês, a perseverança e a coragem, conquistando o melhor resultado de sempre dos Jogos Asiáticos para Macau”. A delegação de Macau traz para o território seis medalhas, uma de ouro, três de prata e duas de bronze na sequência das prestações das “equipas de artes marciais e de karaté, o que não só desperta o entusiasmo de toda a população como honra o nome da RAEM”. Ho Iat Seng argumenta que “os resultados extraordinários da delegação desportiva de Macau devem-se à atenção e apoio prestados, ao longo dos anos, pelo país à RAEM, aos esforços conjuntos do Governo da RAEM e do sector desportivo, bem como à dedicação e persistência dos atletas nos treinos árduos”. O Chefe do Executivo prometeu que o seu Governo irá continuar a desenvolver o desporto de alto rendimento de Macau em várias frentes, “incluindo a aposta em recursos, a melhoria das instalações de treino, entre outras, apoiando os atletas locais na sua preparação para participarem em mais eventos desportivos de grande dimensão e competições internacionais”. Um dos objectivos é aproveitar o potencial para tornar Macau num “cidade desportiva”, afirmou o governante, sem explicar o conceito de cidade desportiva. O futuro aqui Face aos resultados e esforços dos atletas, Ho Iat Seng dirigiu, “em nome do Governo da RAEM e da população de Macau (…), as mais calorosas felicitações a todos os atletas, treinadores e equipas técnicas da delegação desportiva de Macau, China”. Ho Iat Seng recordou ainda que os Jogos Nacionais de 2025 serão coorganizados pela província de Guangdong, Hong Kong e Macau, numa iniciativa que considera como uma “medida importante do país para reforçar o impulso da construção da Grande Baía”.
Estrangeiros na tropa é uma aberração André Namora - 9 Out 2023 Não sei que ideias mais absurdas podem aparecer na esfera política deste país. No âmbito das Forças Armadas, ao nível dos quadros superiores reina a revolta com a ideia que tem sido gerada de aceitar nas Forças Armadas cidadãos estrangeiros – atribuindo-lhes, em troca do serviço, cidadania, e ultrapassando assim a necessidade de haver revisão constitucional, porque a nossa Constituição é peremptória: só cidadãos portugueses podem integrar as Forças Armadas. Toda esta ideia absurda deve-se à diminuição gradual de jovens interessados em integrar as Forças Armadas. Porquê? Porque precisamente o Ministério da Defesa não modifica a actual situação miserável dos militares que obtém um salário baixo e não têm condições sociais para manter a família. A ideia absurda tem ganho força na bancada parlamentar do PS com o presidente da Comissão de Defesa, Marcos Perestrelo, a mostrar-se favorável ao ingresso de estrangeiros sem sequer colocar o domínio do português como dever necessário. Por outro lado, o major-general Vieira Borges concorda com a ideia desde que apenas fosse restrita a cidadãos da CPLP. Por seu turno, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa já se mostrou mais favorável à ideia, mas tem vindo a regredir a sua posição, parecendo agora aproximar-se da ministra da Defesa, que é cautelosa quanto à solução. Naturalmente que a ministra tem de ser cautelosa, porque para sermos sérios, o que aconteceria era darmos a cidadania portuguesa a mercenários. Um outro socialista, Pedro Pinto, nem lhe interessa a origem dos mercenários, apenas o domínio da língua portuguesa. Marcos Perestrelo, por exemplo, não concretiza em que moldes se daria a obtenção de cidadania, alegando que é preciso reflectir. Sem se comprometer com uma ideia concreta, ressalva que no processo de obtenção da nacionalidade, a questão da língua é relevante, mas ainda assim refere-se-lhe como uma barreira ultrapassável. Para Perestrelo, a atribuição de cidadania a estrangeiros que quiserem integrar as Forças Armadas portuguesas seria, em abstracto, a melhor solução – escusando-se assim a uma revisão constitucional e ao apoio do maior partido da oposição, o PSD. O major-general Vieira Borges propõe que, no âmbito da CPLP, se abra um regime especial para aqueles que queiram ingressar nas Forças Armadas. Os pretendentes devem estar, segundo este militar, pelo menos, um ano em Portugal – que lhes garantirá a dupla cidadania – e depois cumpridos todos os requisitos ordinários para entrar nas Forças Armadas (nomeadamente habilitações literárias), poderão tentar alistar-se. A proposta de Vieira Borges é mais conservadora do que as ideias de Perestrelo ou Sousa Pinto. E por que razão especificamente um ano? O militar afirmou que seria o mínimo para alguém perceber o país. Mas, estará à espera que uns fulanos que vêm enfiar-se nas Forças Armadas apenas porque precisam de dinheiro, autênticos mercenários, estejam muito interessados a gastar tempo em “perceber” o país? Há cada lírico. Desde que cumprimos o serviço militar que conhecemos muitos militares e militares na reserva e contactámos alguns. Todos foram unânimes em discordar da ideia de contratar estrangeiros. Um deles, mostrou-me um jornal com declarações do capitão de Abril, Vasco Lourenço. Lourenço não tem papas na língua afirmando: “Acho uma aberração só própria das mentes que não têm a mínima ideia do que é a instituição militar em Portugal”. E acrescenta: “Um indivíduo que venha para o serviço militar de um país a que não pertence é um mercenário, não posso chamar outra coisa”. Lourenço ressalva não ter problemas em que portugueses nacionalizados se alistem no Exército, mas observa que esta cidadania não deve poder ser adquirida de um dia para o outro”. Questionado sobre o argumento da lusofonia, Lourenço é determinante: “No grupo Wagner também devem falar várias línguas. Não brinquem comigo, ou são portugueses ou são mercenários. Uma coisa são Forças Armadas, outra são forças com armas”, considerou. Por fim, o presidente da Associação 25 de Abril rematou: “Criem condições para que as Forças Armadas se sintam prestigiadas e que, quando saem do país, fiquem com as costas familiares protegidas. Façam isso e as Forças Armadas podem voltar a ter mais efectivos do que os necessários”. Estamos perante uma ideia, verdadeiramente absurda e que deve ser rejeitada por todos os portugueses. Portugal não precisa de mercenários. O único factor que realmente mobilizará os jovens a ingressar no Exército, Marinha ou Força Aérea é a mudança de paradigma que se tem de registar nas condições remuneratórias dos militares e acabar com os quartéis onde as camaratas, casas de banho e a generalidade das instalações nem para porcos serviriam.
Indonésia | Incêndios florestais afectam qualidade do ar em Singapura Hoje Macau - 9 Out 2023 A qualidade do ar em Singapura caiu para um nível insalubre no sábado, segundo as autoridades locais, uma vez que o aumento dos incêndios florestais na vizinha Indonésia trouxe neblina para a cidade-estado. Às 14 horas, o Índice de Poluentes Normalizados de 24 horas na parte oriental e central de Singapura era superior a 100, níveis a partir dos quais as pessoas são aconselhadas a reduzir as actividades físicas ao ar-livre. A neblina transfronteiriça é um problema recorrente no Sudeste Asiático, uma vez que as lacunas regulamentares dificultam às autoridades a eliminação das práticas indonésias de limpeza de terrenos com queimadas. A Agência Nacional do Ambiente de Singapura afirmou que foram detectados 212 pontos quentes na ilha indonésia de Sumatra, na sexta-feira, em comparação com 65 na quinta-feira e 15 no dia anterior. Segundo a Agência Nacional do Ambiente, uma breve mudança na direcção do vento, na tarde de sexta-feira, soprou parte da névoa mais leve em direcção a Singapura, piorando a qualidade do ar no país insular. Os métodos tradicionais de desbravamento são utilizados quase todos os anos na Indonésia para a plantação de óleo de palma e de pasta de papel, que, segundo os registos públicos, são propriedade de empresas nacionais, estrangeiras ou cotadas no estrangeiro. A Indonésia está a apagar os incêndios florestais com água pulverizada por helicópteros e indução de nuvens, afirmou o ministro do Ambiente na sexta-feira, negando que a neblina perigosa esteja a atravessar as fronteiras.
Myanmar | Supremo Tribunal recusou recursos de Aung San Suu Kyi Hoje Macau - 9 Out 2023 O Supremo Tribunal de Myanmar recusou ouvir os recursos especiais da líder deposta do país, Aung San Suu Kyi, contra condenações em seis casos de corrupção em que foi considerada culpada. O somatório de todas as penas a que foi condenada implica que Aung San Suu Kyi fique o resto da vida atrás das grades A ex-líder do Myanmar, Aung San Suu Kyi, viu recusada na sexta-feira a possibilidade do Supremo Tribunal do Myanmar ouvir os recursos que apresentou para refutar as sentenças que a condenaram a 27 anos de prisão na sequência de seis casos de corrupção. Aung San Suu Kyi foi condenada por abusar da autoridade e por aceitar subornos, acrescentou um funcionário judicial. Suu Kyi, de 78 anos, que foi presa quando o exército derrubou o seu Governo eleito em Fevereiro de 2021, está a cumprir penas de prisão que totalizam 27 anos, depois de ter sido condenada por uma série de acusações criminais, na sua maioria apresentadas pelos militares. Os seus apoiantes e analistas independentes afirmam que as acusações, todas elas contestadas por Suu Kyi e pelos seus advogados, são falsas e constituem uma tentativa de a desacreditar e legitimar a tomada do poder pelos militares. Inicialmente, Suu Kyi foi condenada a um total de 33 anos, mas o general Min Aung Hlaing, chefe do governo militar, concedeu-lhe clemência em cinco casos e reduziu a pena em seis anos, no âmbito de uma amnistia mais ampla para mais de 7.000 prisioneiros, por ocasião de um feriado religioso budista em Agosto. O funcionário judicial, que está familiarizado com os processos judiciais de Suu Kyi, disse que os recursos que o tribunal da capital, Naypyitaw, se recusou a ouvir incluíam quatro processos em que Suu Kyi foi condenada por abusar da sua posição para arrendar parcelas de terreno e propriedades em Naypyitaw e Yangon, a maior cidade do país. Os processos alegavam que ela tinha obtido os terrenos a preços inferiores aos do mercado para uma fundação de beneficência a que presidia e que tinha construído uma residência para si própria num dos terrenos com dinheiro doado para a fundação. O funcionário judicial falou sob condição de anonimato porque não está autorizado a divulgar informações. Os advogados de Suu Kyi, que tinham sido uma fonte de informação sobre o processo, foram notificados com ordens para não se pronunciarem no final de 2021. O funcionário judicial acrescentou ainda que os outros casos de recurso estavam relacionados com duas acusações de corrupção em que Suu Kyi foi considerada culpada de receber um total de 550.000 dólares entre 2018 e 2020 de Maung Weik, um magnata que em 2008 foi condenado por tráfico de drogas. Os recursos especiais são normalmente a fase final do processo judicial em Myanmar. Todavia, podem ser reexaminados pelo Tribunal de Recursos Especiais ou pelo Tribunal Plenário se o Presidente do Supremo Tribunal considerar que são do interesse público. Os recursos das condenações de Suu Kyi por acusações que incluem fraude eleitoral, violação da lei dos segredos oficiais e seis outros casos de corrupção ainda estão a ser processados, disseram vários funcionários judiciais. Barreiras intransponíveis A equipa jurídica de Suu Kyi tem enfrentado vários obstáculos, incluindo a impossibilidade de se encontrar com ela para receber instruções enquanto preparam os recursos. Desde a última vez que a viram pessoalmente, em Dezembro, solicitaram, pelo menos cinco vezes, autorização para se encontrarem com Suu Kyi, mas não obtiveram qualquer resposta, informaram os funcionários judiciais. Em Setembro, houve relatos de que Suu Kyi estava a sofrer de sintomas de tensão arterial baixa, incluindo tonturas e perda de apetite, mas que lhe tinha sido negado tratamento em instalações qualificadas fora do sistema prisional. Os relatos não puderam ser confirmados de forma independente, mas Kim Aris, o filho mais novo de Suu Kyi, disse em entrevistas que tinha ouvido dizer que a sua mãe estava extremamente doente e que sofria de problemas nas gengivas e não conseguia comer. Aris, que vive em Inglaterra, apelou para que o governo militar de Myanmar fosse pressionado a libertar a mãe e outros presos políticos.
Índia | Cheias no norte do país causam pelo menos 77 mortos Hoje Macau - 9 Out 2023 O número de mortos devido às inundações no norte da Índia aumentou ontem para 77, enquanto mais de 100 pessoas estão desaparecidas, adiantaram as autoridades indianas. De acordo com as autoridades de Sikkim, mais de 2.400 pessoas foram retiradas de casas na consequência da subida das águas que destruiu mais de uma dúzia de pontes e enterrou veículos e casas à medida que passavam rio abaixo. As operações de resgate foram dificultadas por bloqueios de estradas e condições climatéricas adversas, que impediram o envio de helicópteros militares. As inundações repentinas, uma das piores da história desta região que faz fronteira com o Nepal, a China e o Butão, ocorreram no início desta semana, após o transbordamento do lago glaciar Lhonak. Juntamente com uma semana de chuvas intensas na região, o rompimento deste lago destruiu casas e estradas e transbordou a barragem hidroeléctrica de Chungthang, provocando uma inundação entre quatro e seis metros de altura. O rompimento desta barragem, com capacidade de gerar 1.200 megawatts e uma das maiores do tipo no país asiático, amplificou a inundação repentina. As chuvas intensas causam perdas humanas e materiais significativas nos países do sul da Ásia todos os anos, especialmente durante o período das monções, entre Maio e Setembro. Além disso, o aumento das temperaturas globais causado pelas alterações climáticas ameaça multiplicar os incidentes de explosões glaciais.
Japão | Parceria com Embraer quer produzir carros voadores em 2026 Hoje Macau - 9 Out 2023 A japonesa Nidec e a brasileira Embraer formaram uma parceria com o objectivo de começar a construir em massa automóveis voadores em 2026. A ‘joint venture’, apresentada na 54.ª edição do Paris Air Show, já tem o primeiro cliente: a Eve Air Mobility, uma subsidiária da brasileira Embraer Uma parceria entre a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e a fabricante japonesa de motores eléctricos Nidec pretende iniciar a produção em massa de carros voadores em 2026, foi anunciado na sexta-feira. Num comunicado conjunto, as duas empresas revelaram que a nova ‘joint venture’, chamada Nidec Aerospace, pretende investir mais de 77 milhões de dólares nos próximos anos. O objectivo é desenvolver “sistemas eléctricos de propulsão para o sector aeroespacial”, incluindo para aeronaves eléctricas de descolagem e aterragem horizontal (eVTOL, na sigla em inglês), denominados de carros voadores. O comunicado confirmou a aprovação, por parte dos reguladores, do estabelecimento da Nidec Aerospace, com um capital inicial de 12 milhões de dólares, em que a Nidec detém uma participação de 51 por cento e a Embraer 49 por cento. O documento revelou ainda que Vincent Braley, até agora líder das operações para veículos eléctricos da Nidec Motor Corp, uma subsidiária da fabricante japonesa nos Estados Unidos, foi nomeado presidente executivo da parceria. “Juntas, as nossas extraordinárias equipas poderão desenvolver soluções avançadas para colaborar com o futuro da aviação sustentável”, disse o vice-presidente sénior de Estratégia Corporativa, Digital e Inovação da Embraer, Dimas Tomelin. No mesmo comunicado, o vice-presidente sénior da Nidec, Michael Briggs, disse que a aposta em aeronaves eléctricas parte de uma “visão conjunta de avançar e electrificar a maneira como o mundo se move”. Ligação lusa A Nidec Aerospace será localizada em Saint Louis, no centro-oeste dos EUA, na sede da Nidec Motor Corp, e irá contar com o suporte das fábricas da Nidec e da Embraer no Brasil e no México, revelaram as duas empresas em Junho. A ‘joint venture’, apresentada na 54.ª edição do Paris Air Show, em Junho, já tem o primeiro cliente para o sistema eléctrico para os eVTOL, a Eve Air Mobility, uma subsidiária da brasileira Embraer. A Eve pretende desenvolver e construir um ecossistema de mobilidade urbana sustentável, que inclua o eVTOL e a respectiva rede de serviço e apoio, bem como toda a infra-estrutura que vai apoiar esta nova forma de transporte, incluindo os aeroportos de aterragem e descolagem verticais. A Eve assinou em Junho de 2022 uma carta de intenção para entregar até 35 aeronaves eléctricas à Falcon Aviation Services, que opera na região do Médio Oriente e África, a partir de 2026. No final de Abril, a Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, assinou um memorando de entendimento com várias empresas aeroespaciais portuguesas para desenvolver a Base Tecnológica e Industrial de Defesa de Portugal. A empresa brasileira opera duas fábricas no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora e é também accionista da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, com 65 por cento do capital, em Alverca.
Imobiliário | Sunac obtém luz verde da justiça para reestruturar dívida Hoje Macau - 9 Out 2023 O grupo Sunac, uma das maiores construtoras da China, obteve autorização judicial para reestruturar a sua dívida offshore, a primeira resolução deste tipo desde o início da crise no sector imobiliário do país. O Supremo Tribunal de Hong Kong aprovou o plano de reestruturação de dívida no valor de 10 mil milhões de dólares no final da semana passada, abrindo caminho para os credores recuperarem o seu dinheiro após a Sunac ter falhado no pagamento de vários títulos. A Sunac tinha pedido em Setembro a protecção de bancarrota, ao abrigo do Capítulo 15 do Código de Bancarrotas dos EUA, em Nova Iorque, e tornou-se agora a primeira construtora chinesa a conseguir luz verde da justiça para a restruturação da dívida. Os credores, que detêm 98,3 por cento do valor total dos títulos da Sunac, tinham aprovado em Setembro o plano de reestruturação da dívida offshore da construtora, recebendo em troca obrigações convertíveis em acções, assim como novas notas de dívida a dois e nove anos. O sector imobiliário na China registou um crescimento meteórico nas últimas décadas, num país onde a venda de imóveis em planta permite financiar outros projectos. No ano fiscal de 2021, a Sunac era a terceira maior construtora chinesa neste tipo de vendas. Em 2020, a situação financeira de muitas construtoras chinesas deteriorou-se, depois de os reguladores chineses terem exigido às empresas um tecto de 70 por cento na relação entre passivo e activos e um limite de 100 por cento da dívida líquida sobre o património, suscitando uma crise de liquidez no sector, agravada pelas medidas de combate à pandemia da covid-19. Esta crise tem fortes implicações para a classe média do país. Face a um mercado de capitais exíguo, o sector concentra uma enorme parcela da riqueza das famílias chinesas, cerca de 70 por cento, de acordo com diferentes estimativas.
Cooperação | Presidente queniano vai a Pequim pedir novo empréstimo Hoje Macau - 9 Out 20239 Out 2023 O Presidente do Quénia, William Ruto, vai deslocar-se à China para pedir um empréstimo de mil milhões de dólares (cerca de 950 milhões de euros) para concluir projectos rodoviários paralisados. Além disso, William Ruto irá negociar o alargamento do prazo de reembolso dos empréstimos concedidos por Pequim O presidente queniano, William Ruto, tem na agenda uma viagem a Pequim para alargar o empréstimo, em mil milhões de dólares, para terminar a construção de projectos rodoviários paralisados por falta de investimento, relevou na sexta-feira o vice-presidente do país, Rigathi Gachagua. O chefe de Estado queniano vai também pedir a Pequim uma extensão do prazo de reembolso dos empréstimos existentes com o gigante asiático, que ascendiam a cerca de 6,3 mil milhões de dólares (5,97 mil milhões de euros) em Março passado. “Nestas negociações, o Presidente vai pedir ao Governo chinês que reveja os termos dos juros para os empréstimos existentes e nos conceda um aumento do crédito para que possamos concluir os projectos rodoviários parados”, explicou hoje Gachagua, em declarações a uma estação de rádio local. “Se conseguirmos mil milhões de dólares, podemos dar a estas pessoas (os empreiteiros responsáveis pelas obras paradas) o dinheiro que lhes é devido para que, enquanto estamos a pagar a dívida, as estradas possam ser concluídas”, acrescentou. O vice-presidente sublinhou que o Quénia quer ser um “bom devedor, que cumpre as suas obrigações”, mas pediu aos credores “indulgência” e “paciência”. Gachagua negou também as acusações de que o seu Governo tenha endividado muito o país, argumentando que, como a maioria dos empréstimos são em dólares norte-americanos, a debilitação do xelim queniano fez com que o serviço da dívida “disparasse”. “Vamos sair desta armadilha da dívida de forma graciosa. Não vamos ser colocados na lista negra como muitos países africanos… Vamos saldar todas estas dívidas e começar a aliviar o custo de vida do nosso povo”, concluiu. Vida a crédito Depois do Banco Mundial, a China é o segundo maior credor estrangeiro do Quénia, muito por efeito de vários empréstimos contraídos pela anterior administração do presidente Uhuru Kenyatta (2013-2022), que financiou a construção de várias grandes infra-estruturas no país com recurso a créditos concedidos por Pequim. De tal forma que o país enfrenta actualmente uma dívida equivalente a 67 por cento do seu produto interno bruto (PIB), o que levou à aprovação, em Junho passado, de uma nova lei que, entre outras medidas, aumentou os impostos sobre os combustíveis para 16 por cento, gerando fortes tensões e descontentamento entre a população. A China é um importante parceiro comercial de África e, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins (Baltimore, Estados Unidos), entre 2000 e 2019, entidades chinesas assinaram com governos africanos ou empresas públicas do continente mais de 1.100 compromissos de empréstimos no valor de cerca de 153 mil milhões de dólares. Os críticos do expansionismo chinês em África acusam Pequim de “debt-trapping”, expressão que se traduz por um alegado uso estratégico da dívida para tornar os países africanos cativos dos desejos e exigências chinesas.
Israel | “Profundas preocupações” em Pequim devido à escalada de violência Hoje Macau - 9 Out 2023 A China disse ontem estar “profundamente preocupada” com os confrontos entre Israel e palestinianos, que já causaram quase um milhar de mortos, e pediu “contenção” a todas as partes “A China está profundamente preocupada com a actual escalada de tensão e violência entre a Palestina e Israel e apela a todas as partes envolvidas para que se mantenham calmas e exerçam contenção, cessem imediatamente o fogo, protejam os civis e evitem uma maior deterioração da situação”, afirmou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O Governo da Indonésia, o país com o maior número de muçulmanos do mundo, pediu ontem também a “cessação imediata da violência”, desencadeada pela ofensiva do Hamas. “A Indonésia está profundamente preocupada com a escalada do conflito israelo-palestiniano. A Indonésia apela ao fim imediato da violência para evitar mais vítimas humanas”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado publicado na rede social X (antigo Twitter). Jacarta, que apoia publicamente a causa palestiniana e mantém relações complicadas com Israel, apontou “a ocupação” dos territórios palestinianos por Telavive como a origem do actual conflito. “A raiz do conflito, nomeadamente a ocupação dos territórios palestinianos por Israel, deve ser resolvida de acordo com os parâmetros acordados pela ONU”, sublinhou o departamento governamental na nota. Dano colateral O primeiro-ministro do Camboja confirmou ontem a morte de um nacional cambojano em Israel durante o ataque do Hamas, enquanto os governos da Tailândia e das Filipinas procuram informações sobre cidadãos destes países a viver na região. A vítima cambojana é um estudante que não foi identificado, escreveu Hun Manet nas redes sociais, afirmando que três outros estudantes cambojanos foram resgatados de zonas de conflito e encontram-se em segurança. Na mensagem, Manet expressou “tristeza e pesar pela família do estudante que perdeu a vida”. O primeiro-ministro tailandês, Srettha Thaivin, disse ontem, em conferência de imprensa, que Banguecoque está a tentar confirmar informações sobre um tailandês que terá morrido nos combates, além de outros onze raptados pelo Hamas. Srettha Thaivin disse ainda que um avião da Força Aérea está a postos para voar para Israel caso seja necessário levar a cabo a retirada dos cidadãos tailandeses. “Quero que todos os tailandeses regressem a casa em segurança”, declarou o dirigente no sábado à noite na rede social X (antigo Twitter). De acordo com as autoridades tailandesas, cerca de 25.000 tailandeses estão em Israel, muitos deles trabalham na agricultura perto da Faixa de Gaza. As Filipinas, com cerca de 30.000 cidadãos em Israel, também estão a investigar informações que dão conta do rapto de nacionais pelo Hamas. “A embaixada das Filipinas em Telavive recebeu estas informações não confirmadas. Estamos ainda a verificá-las”, declarou a representação diplomática. Cerca de 600 cidadãos israelitas morreram na ofensiva do Hamas, enquanto mais de 4.200 ficaram feridos, de acordo com meios de comunicação social israelitas, que citam fontes médicas. Do lado palestiniano, morreram pelo menos 400 pessoas e mais de 2.000 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, território controlado pelo Hamas desde 2007. O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação “Tempestade al-Aqsa”, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar. Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como “Espadas de Ferro”. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está “em guerra” com o Hamas.
Hong Kong | Condenado a quatro meses de prisão por importar livros Hoje Macau - 9 Out 2023 Um homem de Hong Kong foi condenado a quatro meses de prisão na sexta-feira por importar livros infantis considerados “sediciosos”, retratando os activistas pró-democracia da cidade como ovelhas que defendem a sua aldeia dos lobos. Kurt Leung, 38 anos, funcionário de uma empresa financeira, foi condenado a quatro meses de prisão por um tribunal de Hong Kong, depois de se ter declarado culpado de “importação de publicações sediciosas”, segundo um jornalista da Agência France Presse no terreno. Os procuradores concluíram que Kurt Leung e o seu patrão tinham colaborado na importação de 18 livros ilustrados – três conjuntos de seis – do Reino Unido por via postal. Kurt Leung recebeu a encomenda no escritório e foi detido a 13 de Março. Estes livros ilustrados, destinados a jovens leitores, explicam o movimento a favor da democracia em Hong Kong através de uma história fictícia de ovelhas que tentam defender a sua aldeia contra lobos que supostamente representam Pequim. Os livros correm o risco de transmitir “valores falsos e mensagens inexactas” às crianças ao retratarem Pequim como “um invasor maléfico e bárbaro”, sustentou o juiz Victor So na decisão. O advogado de defesa Anson Wong sublinhou na audiência que não havia provas de que os livros tivessem sido distribuídos ou que o arguido tivesse intenções sediciosas. Numa carta dirigida ao tribunal, Kurt Leung apresentou “sinceras desculpas”. O crime de importação de uma publicação sediciosa é punido com uma pena máxima de dois anos de prisão em caso de primeira condenação. Nos últimos anos, o crime de sedição tem sido frequentemente utilizado pelos procuradores de Hong Kong a par da lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020. Em Setembro de 2022, os criadores da série de livros “Aldeia das Ovelhas” – cinco terapeutas da fala – foram condenados, cada um, a 19 meses de prisão num julgamento por sedição.
Seda (4) – Deusas e Festas: Viagem da seda de Leste para Sichuan José Simões Morais - 9 Out 2023 Preparamo-nos para sair do recinto do Festival das Flores do Bicho da Seda (蚕花节, CanHua jie) na aldeia Hanshan quando uma placa de madeira apresenta a história de Ma Tou Niang: “Há muito tempo, em redor da montanha Han vivia a família Wu, cuja filha era muito bonita e ainda criança, o pai educara-a em muitas e diversas matérias, da escrita, com uma excelente caligrafia, à poesia e na arte de manejar a espada. Era uma promissora rapariga. “Um dia antes do festival Qingming, o pai Wu (武) com o seu grupo partira para combater em XinShi (新市), mas foi capturado. A filha, muito preocupada, espalhou a notícia pelas redondezas a dizer casar-se com quem conseguisse trazer o pai de volta em segurança. Escutando tal, o seu cavalo branco saindo a galope foi libertá-lo, trazendo-o salvo. Quando o senhor Wu soube da promessa da filha e vendo com quem ela teria de casar, ficou muito triste por aquele destino. Então ocorreu-lhe a ideia de substituir a filha por uma outra rapariga, Xiaoqing, para casar com o cavalo. Este, zangado magoou Xiaoqing e o senhor Wu, que vendo o comportamento do cavalo, o matou. A filha, muito triste com os acontecimentos, suicidou-se, ficando o seu corpo num túmulo no cume da montanha Han. No ano seguinte, transformada num bicho-da-seda ofereceu o fio expelido da sua boca para as pessoas tecerem panos e se protegerem do frio. Os sericicultores, em forma de agradecimento, construíram um templo no topo da montanha onde oferecem sacrifícios à rapariga e ao cavalo branco”. Assim, todos os anos, aquando da festividade do Qingming, as pessoas da área ligadas aos trabalhos de seda juntam-se no Templo Can Hua venerando Can Hua Niang Niang (蚕花娘娘). Trazendo um casulo atravessado num ramo, seguem monte acima para em frente à escultura da deusa, junto ao seu túmulo se ajoelharem a reverenciá-la. Com três vénias agradecem e colocam incenso, velas e oferendas em frente à imagem. Despertos por este conto, associamo-lo ao encontrado no livro Chinesices de Luís Gonzaga Gomes a narrar a história ocorrida na parte Leste da China, em que uma jovem foi envolvida pela pele de um cavalo e nesse tapete voador transportada até ao Oeste da China e em Shu (hoje província de Sichuan) apareceu num amoreiral metamorfoseada na forma de bicho-da-seda. Saindo do Leste como Imperatriz do Bicho-da-seda, Can Hua Niang Niang (蚕花娘娘), veio em Sichuan a ser Ma Tou Niang (马头娘), Senhora do Bicho-da-Seda, cuja tradução é Senhora com Cabeça de Cavalo, onde já Can Cong, o primeiro antepassado dos Shu Antigos, estava deificado Qingyi shen (青衣神), Deus das Vestes Verde-azuis. Essa viagem do bicho-da-seda da parte Leste da China para Oeste, até Shu (Sichuan) remete-nos para o Neolítico, período de unificação das tribos, iniciada por Huang Di (o Imperador Amarelo), cuja esposa foi Leizu (a Imperatriz da Seda) de quem teve dois filhos, o mais velho Shao Hao e Changyi, pai de Gaoyang, depois chamado Zhuanxu, o segundo dos cinco Ancestrais Imperadores. SEDA NO NEOLÍTICO Na China, no sexto milénio a.n.E. (antes da nossa Era), mais provavelmente entre o século LV e L a.n.E., começou-se a olhar para as lagartas a enrolarem-se nos casulos e nasceu a curiosidade de os desfiar, encontrando os filamentos de seda. Um pote desenterrado em 1973, na povoação neolítica de Hemudu, situada em Yuyao, na província de Zhejiang, tem gravado quatro bichos-da-seda representados a bambolear, dando indicações de se prepararem para iniciar a formação do casulo e percebe-se, pela diferença com os actuais, não terem ainda sido domesticados, segundo The Story of Silk de Liu Zhijuan, editora Foreign Languages Press, 2006. A Cultura Hemudu (5000-3300 a.n.E.), a jusante do Rio Yangtzé, ficou caracterizada por casas de madeira e bambu, cobertas a colmo, construídas sobre palafitas, sendo os habitantes pescadores e plantarem já arroz, tendo como totem um pássaro do Sol. A sericicultura (cultura do bicho da seda) não foi inventada por uma só pessoa, mas é resultado de muitos milénios de experiência. Ao historiar tempos tão recuados, as datas muitas vezes contradizem-se, mas já a neolítica Cultura Yangshao (c.5800-3300 a.n.E.) fiava e tecia a seda. A meio curso do Rio Amarelo (Huanghe) e vale do Rio Wei originara-se um importante polo civilizacional, a Cultura Yangshao. Local privilegiado de férteis vales com abundância de alimentos e animais levou à fixação de famílias agricultoras, de caçadores e pescadores, começando rapidamente a ser densamente povoado. Contava já com instrumentos para fiar e tecer, como fusos, rocas, agulhas de osso tubulares e pentes de bater de madeira. Sabe-se hoje seguramente que se tecia com fio de seda no ano 3650 a.n.E., pois na província de Henan foi encontrado um fragmento de gaze com essa idade. Também um tear para fabricar panos de seda datado de 2500 a.n.E. foi descoberto em Fanshan, na província de Zhejiang. Na parte Oeste da China, na actual província de Sichuan, conhecida antigamente por Shu, foi fundado em 2800 a.n.E. o reino dos Antigos Shu pelo clã Can Cong, que vivia em casas de pedra nas montanhas de Min, a Noroeste de Sichuan, hoje distrito de Maoxian, no desfiladeiro Canling guan, prefeitura de Diexi. Can Cong, que significa um conjunto de bichos-da-seda, é considerado o primeiro rei dos Antigos Shu e foi deificado como Qingyi shen, (Deus das Vestes Verde-azuis), sendo o totem do clã muito provável o bicho-da-seda. Logo haveria também aqui quem já trabalhasse com a seda e nas árvores das amoreiras vivia o bicho-da-seda ainda em estado selvagem. A Cultura Shu, centrada no Vale de Chengdu, foi dividida em dois períodos, sendo o primeiro entre 2800 e 800 a.n.E. conhecido por Cultura dos Antigos Shu e ocorreu durante a época dos Cinco Soberanos (Wu Di, 2500-2100 a.n.E.) e das dinastias Xia, Shang e Zhou do Oeste. Este período desenvolveu-se em quatro fases, correspondendo a primeira à Cultura Baodun (2800-1800 a.n.E.), altura em que aí viveram Can Cong e Lei Zu, que empreendeu o cultivo do bicho-da-seda e usou os filamentos retirados do casulo para tecer. Lei Zu, considerada a primeira pessoa a dedicar-se à criação do bicho-da-seda, (começando assim a sua domesticação), desenovelou os casulos e usou os filamentos de seda para tecer. Várias são as lendas sobre Lei Zu, cuja tribo Xi Ling se situava nas terras do reino dos Antigos Shu (Gu Shu 古蜀), fundado nessa altura por Can Cong que, tal como o nome indica, está ligado à seda e a todo o processo. O reino dos Antigos Shu criou um dos polos da civilização chinesa, a do curso superior do Rio Yangtzé (Changjiang). Segundo alguns historiadores, os Antigos Shu pertenciam à Cultura Longshan (2500-2000 a.n.E.), com dois polos a jusante, no vale do Rio Amarelo em Shandong e na área da foz do Rio Yangtzé. Esta complementava-se com o povo da Civilização do Rio Amarelo na segunda fase da Cultura Yangshao (3300-2200 a.n.E.), situada no vale médio do Rio Amarelo, actual província de Shaanxi, e originou-se do intercâmbio com a Cultura Longshan, recebendo mais influências do que deu e daí duas distintas culturas evoluíram e hoje distinguem-se pela cor dos potes de argila. A partir de 2500 a.n.E. ocorreram grandes transformações na China, que de uma sociedade matriarcal se transformava em patriarcal, época de junção das tribos a viverem ao longo do Rio Amarelo, passando as culturas desenvolvidas das várias regiões a estar em estreito contacto pelas Planícies Centrais. Por essa altura, o Imperador Amarelo (Huang Di, 2550-2450 a.n.E.) ao ver um robe tecido em seda admirou o espantoso trabalho e logo quis conhecer a talentosa pessoa que o confecionara. Seguiu para o território Shu e em Xi Ling Shi, onde vivia a tribo matriarcal Xi Ling, encontrou-se com Lei Zu, segundo o historiador Sima Qian chamada Wang Feng. O encontro terá agradado muito a Huang Di pois casaram-se, passando Wang Feng a ser designada por Yuan Fei, indicando ser a primeira esposa do Imperador Amarelo.
Camané regressa para actuar com a Orquestra Chinesa de Macau Andreia Sofia Silva - 9 Out 2023 O fadista português Camané vai regressar a Macau para mais um concerto com a Orquestra Chinesa de Macau. O espectáculo integrará o cartaz do 5º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, anunciado na última sexta-feira. O concerto não tem ainda uma data marcada. Segundo um comunicado do Instituto Cultural (IC), este festival pretende ser “uma plataforma de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, apresentando 70 actividades divididas em sete séries, realizando-se entre este mês e Dezembro em vários bairros e conhecidos locais históricos do território. As actividades incluem o Festival da Lusofonia, a Exposição de Livros Ilustrados em Chinês e Português, a Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa, os espectáculos de Música e Dança Tradicional na Comunidade, o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa e um workshop de prova de vinhos. Com esta série de eventos, o IC espera “criar uma importante plataforma para o intercâmbio artístico e cultural internacional na cidade, promovendo constantemente o desenvolvimento desta como centro de intercâmbio cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. Um regresso Camané, um dos mais conhecidos fadistas portugueses da nova geração, actuou pela primeira vez em Macau nos anos 90 e depois em 2007, também com a Orquestra Chinesa de Macau, num espectáculo de duas horas no Centro Cultural de Macau sob a batuta do maestro Pang Ka Pang. O programa do concerto incluiu sonoridades ocidentais e orientais, com nomes como Rão Kyao, Guan Naizhong ou He Xun Tian, entre outros. Cantaram-se ainda alguns dos fados mais conhecidos do artista, nomeadamente “Ela Tinha uma Amiga”, com letra de Maria do Rosário Pedreira, e “A Cantar é que te Deixas Levar” ou “Se ao Menos Houvesse um Dia”. Sobre esse espectáculo, Camané disse à Lusa, na altura, que havia gostado “imenso do maestro e da ligação que conseguiram criar com os meus músicos”. “Foi um trabalho até de alguma atenção, nas paragens, por exemplo, porque tiveram de aprender algumas palavras em português para perceber o tempo da sílaba”, descreveu, ao recordar a forma “calorosa” com que foi recebido pelo público chinês e pelos muitos portugueses que encheram a sala. Em 2013, Camané actuou no Venetian no âmbito do Festival Literário Rota das Letras, ao lado da banda portuguesa Dead Combo.
Henrique de Senna Fernandes | Livro realça lado “polivalente” do autor Andreia Sofia Silva - 9 Out 20239 Out 2023 Lançado na sexta-feira, pela Praia Grande Edições, “Cem Anos de Henrique de Senna Fernandes”, dirigido por Lola Geraldes Xavier, apresenta um retrato das múltiplas perspectivas da vida e obra do autor macaense. A académica entende que a obra de Henrique de Senna Fernandes continua a despertar interesse Autor de “Amor e Dedinhos de Pé” e “A Trança Feiticeira”, Henrique de Senna Fernandes continua a ser tido por muitos como o maior autor macaense, aquele que sempre se disse português de Macau e teimou em escrever na língua de Camões. Na última sexta-feira, primeiro dia do festival literário Rota das Letras, foi lançada a obra “Cem Anos de Henrique de Senna Fernandes”, com coordenação de Pedro D’Alte e direcção de Lola Geraldes Xavier, docente da Universidade Politécnica de Macau (UPM). Ambos pertencem a um grupo de investigadores “com interesses pelas literaturas e culturas em português”, intitulado “Ecoador”, que inclui outros académicos, nomeadamente de Macau, como Lu Jing, estudante bolseiro de doutoramento da UPM, e Yang Nan, mestre em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade de Macau. A obra reúne um conjunto de ensaios sobre Henrique de Senna Fernandes da autoria de académicos deste grupo “informal e sem qualquer financiamento”. “O acolhimento [do projecto] da parte de uma editora com os mesmos interesses [celebrar o centenário do nascimento do romancista] é muito louvável”, disse Lola Geraldes Xavier. Essencialmente o livro “pretende colocar em diálogo vários modos artísticos” do autor macaense, contando também com ilustrações de Dilar Pereira e um ensaio fotográfico de Sara Augusto. “As contribuições são diversas e multidisciplinares, da parte de investigadores da Literatura, Filosofia, História, Direito, Economia ou Sociologia, entre outros. Os temas são igualmente múltiplos: revisão da literatura sobre o autor, enfoque sobre alguns contos, romances, biografia, gastronomia na obra de Senna Fernandes ou a importância histórico-cultural das suas publicações.” Em declarações ao HM, Miguel de Senna Fernandes referiu que “é importante o lançamento deste livro”. “Agradeço desde já a todos os que quiseram demonstrar a admiração pelo trabalho de Henrique de Senna Fernandes, [sem esquecer] as várias actividades que decorreram este ano sobre a obra do meu pai. Infelizmente, não tive tempo para participar neste livro”, acrescentou. Além disso, a publicação do livro representa “um marco importante no que diz respeito à figura que foi Henrique de Senna Fernandes, sendo um inestimável tributo a este escritor de Macau”. Os vários lados de Henrique Nas primeiras páginas do livro, Pedro D’Alte descreve Henrique de Senna Fernandes como uma figura “versátil, polivalente e conciliadora”. Lola Geraldes Xavier concorda, destacando que a versatilidade do autor se denota mais “ao nível dos géneros literários que tratou e das profissões e cargos que abraçou”. Henrique de Senna Fernandes foi também uma figura “conciliadora” devido às “relações interétnicas que cultivou, quer biográfica quer literariamente”. “Creio que a marca que deixou na comunidade de Macau e macaense, em particular, pela sua intervenção cívica e cultural, será, porventura, um legado em pé de igualdade com o literário”, acrescentou. Considerando ser essencial traduzir mais Henrique de Senna Fernandes para chinês e inglês, Lola Geraldes Xavier entende que a essência da sua escrita se sente com mais intensidade nos romances, “que têm chamado mais a atenção de estudiosos e cineastas”, ao invés dos contos. “No entanto, ele começou por ser premiado por um conto, nos jogos florais da Queima das Fitas da Universidade de Coimbra, em 1950, por ‘A-Chan, a tancareira’. Os contos carregam em si o embrião de alguns romances, pelas temáticas, espaços, tempo ou tipos sociais de personagens.” O seu filho destaca que, em Macau, “ele é conhecido, acima de tudo, como professor, sobretudo pela comunidade macaense, pois foi professor de história de muitas gerações, tanto no liceu como na Escola Comercial Pedro Nolasco”. “Ele é recordado, carinhosamente, por ‘senhor professor’, mas claro que a escrita lhe deu outra dimensão. Ele marcou uma época e a história de Macau e quem lê Henrique de Senna Fernandes faz uma viagem no tempo”, frisou. Um autor (ainda) a descobrir Neste livro de ensaios, Lola Geraldes Xavier fez um estudo sobre o estado da arte em relação ao que já se publicou sobre os escritos de Senna Fernandes, em parceria com Chen Gaozhao, estudante de doutoramento em português na UPM. As conclusões mostram que “na década do século XX o autor continua a despertar interesse, inclusivamente na academia”. As palavras de Senna Fernandes não se esgotam nos romances mais conhecidos, muitos deles editados pelo Instituto Cultural, havendo ainda escritos por publicar, nomeadamente a obra “O Pai das Orquídeas”, livro no qual Henrique de Senna Fernandes estava a trabalhar antes de morrer, em 2010, sem esquecer os demais contos que ficaram em papel. “Do que já está publicado, ‘Mong-Há’ é o livro menos estudado, tal como são menos estudados temas relacionados com aspectos sociológicos, como personagens, a tradução, a diáspora e biografia, por exemplo”. Os cenários que surgem nas obras de Henrique de Senna Fernandes fazem parte de um certo imaginário de uma Macau em constante mudança socioeconómica. Neste sentido, questionámos Lola Geraldes Xavier se os escritos do autor macaense se poderão tornar numa quase de referência histórica ou antropológica. A docente da UPM recorda que “ainda em vida o autor tinha consciência desse desaparecimento e, talvez por isso, também da importância do seu legado”. Lola Geraldes Xavier destaca os casos dos escritos de outros autores portugueses de Portugal, nomeadamente Almeida Garrett e Eça de Queirós, questionando se se transformaram, de facto, em referências históricas. “A literatura é uma arte social, logo histórica, mas a sua essência ultrapassa essas fronteiras, pelo que todo o grande escritor sobrevive pela inserção da sua obra no cânone literário e não na história”, considerou. Para Miguel de Senna Fernandes, as obras do seu pai constituem “uma memória”, tendo em conta “tudo aquilo que se vai desfazendo em Macau”.
AMCM | Depósitos de residentes caíram em Agosto Hoje Macau - 9 Out 2023 Os depósitos de residentes caíram 0,3 por cento em Agosto comparação com o mês anterior, para um valor total de 703,1 mil milhões de patacas, de acordo com estatísticas divulgadas pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Já os depósitos de não-residentes cresceram em Agosto 9,8 por cento em termos mensais, atingindo 326,3 mil milhões de patacas. Por outro lado, os depósitos do sector público na actividade bancária decresceram para 211,5 mil milhões patacas, uma redução de 4,5 por cento. Como resultado, o total dos depósitos da actividade bancária registou em Agosto um crescimento de 1,4 por cento quando comparado com o mês anterior, atingindo 1.240,9 mil milhões de patacas. A proporção de depósitos em patacas, dólares de Hong Kong, yuan e dólares americanos era de 20,1 por cento, 44,5 por cento, 8,9 por cento e 23,7 por cento, respectivamente. Por sua vez, os empréstimos internos ao sector privado decresceram 0,9 por cento em Agosto face a Julho, fixando-se em 552 mil milhões de patacas. Os empréstimos ao exterior decresceram 5,7 por cento para 586,7 mil milhões de patacas.
Grande Prémio de Macau | Bilhetes à venda a partir de hoje Hoje Macau - 9 Out 2023 A partir de hoje são colocados à venda os bilhetes para o Grande Prémio de Macau. Os bilhetes para os dias 11, 16 e 17 de Novembro custam 100 patacas, enquanto que o preço para os dias 12, 18 e 19 de Novembro varia entre 400 patacas e 1.000 patacas, dependendo da bancada. Os interessados podem adquirir no máximo 20 bilhetes, as crianças com idade igual ou superior a 2 anos, têm de apresentar ingressos para assistir às provas. Os titulares de cartões de estudante de Macau válidos poderão comprar bilhetes de estudante com desconto. Cada estudante está limitado a um bilhete com desconto por dia, dependendo da disponibilidade existente. Este ano o Grande Prémio decorre ao longo de dois fins-de-semana, entre 11 e 12 de Novembro e 16 e 19 de Novembro, contando com onze corridas, onde se incluem Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 – Taça do Mundo de Fórmula 3 da FIA, Taça GT Macau – Taça do Mundo de GT da FIA, Corrida da Guia Macau – TCR World Tour Final, e Grande Prémio de Motos de Macau.
Macau Legend | Activistas propõem investigação científica em resort Hoje Macau - 9 Out 2023 Um grupo de activistas cabo-verdianos, que em 2015 ocupou um ilhéu na Praia contra a construção de um complexo turístico, propõe um pólo de investigação ligado ao mar, após abandono do projecto por parte dos investidores de Macau. “O ilhéu devia ser uma extensão das universidades para estudar o nosso mar, que é muito vasto”, sugeriu Adérito Tavares, um dos membros do movimento social “Korrenti di Ativista”, que em Agosto de 2015 acamparam no ilhéu de Santa Maria, defronte da cidade da Praia, em protesto contra a construção do empreendimento turístico que estava previsto para o local. Na semana passada, o grupo Macau Legend Development anunciou que decidiu abandonar o projecto ligado ao jogo, para apostar em iniciativas ligadas ao entretenimento e turismo de iates. Na altura, os activistas defendiam que o empreendimento de David Chow iria servir sobretudo para trazer para o país “lavagem de capitais, prostituição e turismo sexual”.
Semana Dourada | Número de visitantes perto de valores pré-pandemia João Santos Filipe - 9 Out 2023 Durante os feriados mais recentes, o número de turistas e as receitas do jogo de massas ficaram muito próximos dos valores pré-pandemia. Até as expectativas do Governo foram ligeiramente superadas Macau recebeu 932.365 visitantes durante a Semana Dourada, entre 29 de Setembro e 6 de Outubro, de acordo com os dados revelados pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), aproximando-se dos valores pré-pandemia. Os números revelam um aumento significativo em relação ao ano passado (174.924) e bastante superior a 2021 (9.021), devido a um surto de covid-19, embora não ultrapassem os valores registados em 2019, último ano pré-pandémico (974.337 mil visitantes), ainda de acordo com dados da DST. Na Semana Dourada deste ano verificou-se uma média de visitantes superior a 116,5 mil por dia, ou seja, um pouco melhor que as expectativas da directora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes, que tinha antecipado que o número poderia chegar aos 100 mil turistas por dia. A Semana Dourada de Outubro constitui o segundo maior movimento de massas no Interior da China, a seguir ao período do Ano Novo Lunar, principal festa tradicional das famílias, que geralmente acontece no início do ano, com a data a variar consoante o calendário lunar. No que diz respeito às receitas do jogo de massas, o número de turistas terá significado um aumento das receitas face aos níveis pré-pandemia, de acordo com o relatório mais recente da JP Morgan Securities (Asia Pacific), citado pelo portal GGR Asia. “Os números parecem caminhar no sentido das nossas expectativas, em que as receitas brutas do jogo de massas ficam acima do nível de 100 por cento [face à Semana Dourada de 2019]”, pode ler-se no relatório assinado pelos analistas DS Kim, Mufan Shi e Selina Li. Mais com menos Também Citigroup emitiu um relatório a apontar que o valor das apostas no segmento mais alto do mercado de massas, denominado premium, está muito próximo dos valores registados em Fevereiro de 2019, durante os feriados do Ano Novo Chinês. Segundo o relatório do banco de investimento, nas observações que fez nos casinos de Macau junto das mesas de jogo de massas observou apostas de 15,1 milhões de dólares de Hong Kong. Este valor ficou abaixo do montante observado de 15,5 milhões de dólares de Hong Kong que viu ser apostado em Fevereiro de 2019, na altura do Ano Novo Lunar. Apesar do menor montante, o relatório do Citigroup destaca que os jogadores apostaram mais dinheiro. “Em Fevereiro de 2019, foram precisos 928 jogadores do segmento premium de massas para que o valor apostado chegasse a 15,5 milhões de dólares de Hong Kong”, foi indicado. “Este mês mostra um grande contraste com a situação de Fevereiro de 2019, porque apenas 508 jogadores apostaram cerca de 15,1 milhões de dólares de Hong Kong”, foi acrescentado. Segundo o banco de investimento, neste período da Semana Dourada registaram-se mais apostas de grande dimensão, ou seja, de pelo menos 100 mil dólares de Hong Kong por mão. Com Lusa
Tufão | “Koinu” leva ao cancelamento de eventos e serviços Andreia Sofia Silva - 9 Out 2023 A passagem do tufão “Koinu” por Macau originou uma série de eventos e serviços cancelados dado ter sido içado, ontem às 16h30, o sinal 8 de tempestade tropical. Entre os eventos cancelados destaque para as duas sessões da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, que integra o cartaz do XXXV Festival Internacional de Música de Macau, e que estavam agendadas para as 15 e 20h de ontem. Segundo uma nota do Instituto Cultural, o valor dos bilhetes poderá ser reembolsado posteriormente. Além do encerramento das salas de máquinas de jogo “Mocha” Kuong Fat e no Porto Interior, foi ainda cancelada a actividade “Prestar atenção à pressão arterial e cuidar do coração”, que se iria realizar no Centro de Saúde da Areia Preta. Será comunicada outra data posteriormente. A passagem do tufão “Koinu” pelo território obrigou ainda à suspensão de todas as aulas e actividades extracurriculares dos ensinos infantil, primário, secundário e especial. Foram também canceladas todas as visitas e demais serviços ao público do Estabelecimento Prisional de Coloane, do Instituto de Menores e do Centro de Atendimento e Informação da Direcção dos Serviços Correccionais. Relativamente ao trânsito, as últimas partidas das carreiras diurnas de autocarros começaram às 16h, enquanto as últimas partidas da Linha da Taipa do Metro Ligeiro começaram logo às 15h30. As carreiras nocturnas de autocarros, o serviço dos táxis especiais, os autocarros de ligação dos postos fronteiriços da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e os autocarros shuttle para o Aeroporto Internacional de Hong Kong foram também suspensos. Foram ainda disponibilizados mais de quatro mil lugares de estacionamento para uso público, a título gratuito, por parte das operadoras de jogo enquanto esteve içado o sinal de tempestade.
Trabalho | Número de não-residentes subiu 18.400 até Agosto Hoje Macau - 9 Out 2023 O número de trabalhadores não-residentes está em recuperação e desde o início do ano aumentou para 170 mil. O recorde de trabalhadores não-residentes foi atingido em Dezembro de 2019, quando estavam registados mais de 196 mil O número de trabalhadores sem estatuto de residente em Macau subiu em Agosto, pelo sétimo mês consecutivo, tendo registado um aumento de 18.400 desde que atingiu, em Janeiro, o número mais baixo desde 2014. Segundo dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, no final de Agosto, a RAEM tinha 170.286 trabalhadores não-residentes, mais 2.844 do que no final de Julho e o valor mais elevado desde Dezembro de 2021. As estatísticas, divulgadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelam que Macau ganhou 18.408 não-residentes desde Janeiro, mês em que a mão-de-obra vinda do exterior caiu para menos de 152 mil, o número mais baixo desde Abril de 2014. A cidade tinha perdido quase 45.000 não-residentes (11,3 por cento da população activa) desde o pico máximo de 196.538, atingido em Dezembro de 2019, no início da pandemia. O sector da hotelaria e restauração foi o que mais contratou desde Janeiro, ganhando quase nove mil trabalhadores não-residentes, seguido da construção civil (mais 4.068) e das empregadas domésticas (mais 1.830). A hotelaria e restauração tinha sido precisamente o sector mais atingido pela perda de mão-de-obra durante a pandemia, tendo despedido mais de 17.600 funcionários não-residentes desde Dezembro de 2019. Falta de pessoal O secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lei Wai Nong, reconheceu a 3 de Fevereiro que os hotéis locais têm sentido falta de pessoal e garantiu que iria negociar com as empresas ligadas ao turismo para “resolver o problema com que o sector se está a deparar”. Macau, que à semelhança da China seguia a política ‘zero covid’, anunciou em meados de Dezembro o cancelamento gradual da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos de rigorosas restrições. Com o alívio das medidas, a cidade registou nos primeiros oito meses deste ano 17,6 milhões de turistas, quatro vezes mais do que no mesmo período do ano passado, e a taxa de ocupação hoteleira foi de 80,9 por cento, o valor mais elevado desde o início da pandemia. Macau reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo trabalhadores não-residentes, a partir de 8 de Janeiro, pondo fim a uma medida de prevenção e contenção da pandemia implementada há quase três anos.
DST | Governo acompanha situação em Israel Hoje Macau - 9 Out 2023 Apesar de até ontem não ter recebido qualquer pedido de informação ou assistência, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) emitiu um comunicado a afirmar que “mantém-se atenta à situação em Israel e na Palestina”. “Em simultâneo, a DST está em contacto com o Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na Região Administrativa Especial de Macau e com os operadores turísticos, e a acompanhar o desenvolvimento da situação”, foi esclarecido. No sábado, o grupo radical Hamas atacou Israel, num ataque surpresa, que causou mais de 300 mortos, com o disparo de milhares de mísseis e a invasão de território israelita. Além disso, houve vários reféns levados para Gaza. Como consequência, as forças israelitas bombardearam alvos do Hamas em Gaza no sábado, causando a morte de mais de 200 pessoas.
Zona A | Onze propostas para a construção de casas Hoje Macau - 9 Out 2023 A Direcção dos Serviços de Obras Públicas recebeu 11 propostas para no concurso público de Empreitada de Concepção e Construção de Habitação Pública no Lote B12 da Nova Zona de Aterro A. De acordo com a informação oficial, a obra deve começar entre Janeiro e Março do próximo ano e todas as propostas foram admitidas. Os preços apresentados variam entre 959 milhões de patacas e mais de 972 milhões de patacas, com os prazo globais de concepção e construção propostos a variarem entre 1.035 dias de trabalho e 1.036 dias de trabalho. O empreendimento tem uma área de implantação de 7.392 metros quadrados, o qual incluirá, a construção de cerca 805 fracções habitacionais, um parque de estacionamento público e de instalações comerciais e sociais. Segundo as Obras Públicas, no empreendimento serão utilizados os elementos pré-fabricados e cofragens metálicas para a construção e foi solicitado ao empreiteiro que adquira betão na fábrica de betão estabelecida na Zona A, “de modo a aliviar a pressão de trânsito causada pela circulação dos veículos”.