Comércio | Anunciadas investigações contra “barreiras comerciais” dos EUA Hoje Macau - 30 Mar 2026 A China anunciou sexta-feira o início de uma investigação sobre “barreiras comerciais” impostas pelos Estados Unidos a várias economias, como a chinesa, com base no excesso de capacidade de produção e em alegações de trabalho forçado. Em comunicado, um porta-voz do ministério do Comércio chinês explicou que, em resposta às investigações iniciadas pelos Estados Unidos em meados deste mês, a China lança, “de forma recíproca”, duas investigações sobre as barreiras comerciais impostas por Washington. A primeira deve-se às práticas e medidas dos EUA que, segundo Pequim, “prejudicam as cadeias globais de produção e abastecimento”; e a segunda visa as acções de Washington que “obstruem o comércio de produtos ecológicos”, de acordo com o comunicado. O ministério do Comércio da China avançará nestas investigações de acordo com a Lei do Comércio Externo e as normas de investigação sobre barreiras ao comércio externo, e “adoptará as medidas correspondentes em função dos resultados, com o objectivo de salvaguardar firmemente os seus direitos e interesses legítimos”, indicou o porta-voz. Estas investigações são anunciadas um dia após a reunião realizada nos Camarões entre o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na véspera da cimeira prevista para meados de Maio em Pequim entre os presidentes de ambos os países. Durante o encontro, Wang expressou a “firme preocupação” de Pequim com as investigações lançadas pelos EUA ao abrigo da Secção 301 contra várias economias, incluindo a China, com base em acusações de “excesso de capacidade” e alegado uso de trabalho forçado. O ministro chinês instou também o responsável norte-americano a “evitar uma concorrência prejudicial” entre ambos os países, a “manter uma comunicação estreita” e a avançar em conjunto “olhando para o futuro” para impulsionar “um desenvolvimento saudável, estável e sustentável” das relações bilaterais.
BYD | Lucros caem 19% para 4.086 ME em 2025 Hoje Macau - 30 Mar 2026 Os lucros do grupo automóvel chinês BYD desceram 19 por cento em 2025 para 32.619 milhões de yuans devido ao crescimento da concorrência na China. Nos documentos financeiros enviados sexta-feira à Bolsa de Hong Kong, onde a empresa está cotada, o fabricante de carros eléctricos indicou que a sua facturação, que no ano passado tinha ultrapassado a da norte-americana Tesla, cresceu 3,46 por cento em comparação com 2024, atingindo 803.965 milhões de yuans. “Perante ventos contrários a nível macroeconómico e uma concorrência cada vez mais intensa, a marca BYD reforçou continuamente a sua competitividade, apostando na integração de tecnologias-chave, consolidando a sua liderança no mercado nacional e registando um desempenho excecional no estrangeiro”, lê-se no documento. No ano passado, o volume de negócios no estrangeiro passou de 28,55 por cento do total para 38,65 por cento, após um crescimento de 40,05 por cento ao longo de 2025, enquanto aquele registado na China, o seu principal mercado, diminuiu 11,17 por cento. “Reconhecemos que a concorrência no sector chinês dos veículos eléctricos atingiu um ponto culminante e encontra-se actualmente numa fase eliminatória” indicou o fundador e presidente da BYD, Wang Chuanfu. O sector, de acordo com o documento, enfrentou em 2025 problemas a nível internacional, como “o proteccionismo comercial e a reestruturação das cadeias de abastecimento”. Ao longo do exercício, a BYD vendeu um total de 4,6 milhões de veículos, dos quais 1,05 milhões se destinaram a outros mercados, o que representa um crescimento de 140 por cento em relação ao ano anterior. Concretamente, Wang classificou a América Latina como o “pilar principal” do crescimento da sua empresa no estrangeiro. “A BYD manteve um crescimento sustentado em 2025, mantendo a sua posição como maior vendedor mundial de veículos eléctricos pelo quarto ano consecutivo, situando-se entre os 10 principais grupos automóveis em vendas pelo terceiro ano consecutivo e subindo para o quinto lugar em vendas entre os grupos automóveis globais, uma posição acima do ano anterior”, afirmou o fundador.
O Cavaleiro Estrangeiro a Galope de Chen Juzhong Paulo Maia e Carmo - 30 Mar 2026 Zhu Gang, o princípe Gong, o «reverente», de Jin (1358-1398), o terceiro filho de Hongwu, o fundador da dinastia Ming, seria recordado nos memoriais históricos pelas suas qualidades de guerreiro e líder da fronteira e pela sua quase excessiva energia de líder político. Mas da esmerada educação que o pai de origem camponesa lhe proporcionou haveria de resultar uma verdadeira vocação de princípe, apoiando mosteiros da religião budista na região onde governou e claramente visível no faustoso palácio que mandou erigir em Taiyuan, na actual Província de Shanxi. Hoje esse palácio já não existe mas na altura albergou uma rara colecção de pinturas e caligrafias, de que é testemunho o seu carimbo aposto nalgumas pinturas resgatadas da sua destruição. Como é o caso de uma folha de álbum, na altura já antiga, que está no Museu Britânico (tinta e cor sobre seda, 24,8 x 26,3 cm) que mostra a figura de um cavalo e um homem que segura na mão direita um falcão. Olhando o semblante da estranha figura de pé vestido de verde, percebe-se que é uma pessoa da fronteira, um homem da etnia khitan (qidan), da dinastia Liao (915-1125) ou talvez jurchen. Atrás dele, uma chibata presa no cinto qualifica-o como um cavaleiro. Entre os dois, cavalo e cavaleiro, parece estabelecer-se através do olhar fixo uma intensa cumplicidade, como se a separação entre os dois fosse coisa de momento, mal esperando a hora em que juntos partiriam a galope. Sabe-se que a cada Primavera o princípe de Jin soltava águias e falcões para caçar cisnes e patos selvagens em voo para o Sul, o que fazia da velha pintura a ilustração do cumprimento actual de uma augusta tradição. Na pintura está a assinatura, possivelmente falsa, do seu suposto autor, um pintor da academia de pintura da corte do imperador Ningzong (1168-1224) que reinou entre 1195 e 1224 na dinastia Song, chamado Chen Juzhong com actividade conhecida entre cerca de 1201-30. A ele são atribuídas outras pinturas que aludem à vida estranha das estepes da fronteira Nordeste. Chen Juzhong é, por exemplo, autor de uma pintura (rolo vertical, tinta e cor sobre seda, 147,4 x 107,7 cm, no Museu do Palácio Nacional em Taipé) que mostra um momento da história de Cai Wenji (162-229), uma talentosa poetisa e música que foi raptada pelos nómadas Xiongnu, a quem é atribuído o poema Canções de uma flauta nómada. Nesse melancólico relato percebe-se como após doze anos sofrendo no exílio, lá criou dois filhos que, ao ser resgatada pelo chefe guerreiro Cao Cao, teve de deixar para trás, tornando infindável o seu sofrimento. Noutra pintura que está no mesmo Museu (tinta e cor sobre seda, 36,8 x 54,9 cm) mostra um cavaleiro caçador com o torso voltado para trás montado no seu cavalo, as patas todas no ar, em alta velocidade mostrando como eram vistos aqueles intrigantes estrangeiros. Nota No distante ano 1990, em Pequim, o meu irmão Luís mostrou-me uma pintura de um cavaleiro montado no seu cavalo correndo a toda a brida, as patas todas no ar, sem qualquer referência ao lugar onde. Para meu espanto, ele disse-me que o pintor que a fizera lhe disse que era o seu retrato. Vivi com ele as alegrias da infância em Luanda e a juventude em Lisboa mas depois de uma breve estada em Macau foi viver para Pequim onde durante quase quarenta anos trabalhando na embaixada de Portugal viveu como um estrangeiro. Poderia dizer que foi por causa dele que criei uma proximidade afectiva com a nação que o acolheu e me faz estar sempre a escrever sobre ela mas seria dizer pouco. Para nós os seus seis irmãos, foi o mais límpido exemplo de coragem e generosidade que fez com que a nossa vida fosse mais vida. Está ser dificíl aceitar que desde esta segunda-feira, 23 de Março, já não seja possível ligar o Wechat e conversar com o nosso querido irmão Luís.
Concerto | Wu Bai & China Blue, banda de Taiwan na Galaxy Arena em Junho Andreia Sofia Silva - 30 Mar 2026 São chamados os reis do rock em chinês e a sua longa experiência nos palcos, desde 1992, parece comprovar isso mesmo. Os Wu Bai & China Blue actuam em Macau nos dias 6 e 7 de Junho no âmbito da digressão “Rock Star 2 World Tour”, na Galaxy Arena. Oportunidade para voltar a ouvir clássicos, ou então descobri-los pela primeira vez Macau prepara-se para receber um dos maiores grupos de rock chinês criado nos anos 90. Trata-se dos Wu Bai & China Blue, banda de Taiwan liderada por Wu Bai, nome artístico de Wu Chun-lin, e formada pelos músicos Dean Zavolta na bateria, Yu Ta-hao nos teclados e Chu Chien-hui no baixo. Estes três elementos compõem os China Blue. Com preços que variam entre as 480 e 1.580 patacas, os bilhetes já estão à venda para os dois espectáculos na Galaxy Arena, no Cotai. Wu Bai é considerado o “Rei dos Espectáculos ao Vivo”, ou do rock chinês. Segundo informação disponibilizada pela Galaxy, “Wu Bai e a sua banda, formada em 1992, são celebrados pelo seu estilo rock distinto, letras cheias de paixão e performances com muita energia”. Os dois concertos de Junho marcam o regresso de Wu Bai a Macau depois “de um hiato de dois anos”, destaca a organização. O público pode “testemunhar a sua influência intemporal e a energia incomparável dos espectáculos ao vivo”, da banda. De destacar que a digressão mundial “Rock Star 2 World Tour”, onde se integram estes dois espectáculos, já passou por vários palcos, “recebendo aclamação generalizada e esgotando salas”, é descrito. Nome marcante Segundo o website oficial da banda, “Wu Bai é uma das maiores estrelas de rock do universo da música em mandarim”, sendo que esta aventura pelos palcos começou nos idos anos 90. Além de criar a sua própria música, também compõe para outros artistas, como é o caso de Andy Lau ou Jacky Cheung, só para enumerar alguns. As primeiras músicas de Wu Bai chegaram ao mercado em 1990, com o álbum de compilação “Totally Untuned”, e depois com “Feast”, editado em 1991. “A cena musical taiwanesa notou imediatamente este cantor-compositor único”, lê-se no mesmo website. O público depressa percebeu que Wu Bai “conseguia escrever música e letras tanto em mandarim como no dialecto taiwanês, além de produzir e arranjar a sua própria música”, o que era “algo inédito para um artista taiwanês na época”. Destacavam-se ainda “a habilidade com a guitarra e sonoridades blues e rock, o que impressionou críticos e o público em toda a região”. O primeiro álbum a solo surgiu em 1992, com “To Love Somebody is the Happiest Thing”, sendo que, nesse ano, o China Times Express considerou o disco “o álbum mais inovador do ano”. Depressa percebeu que não podia continuar sozinho em palco e formou os China Blue, “fazendo digressões por várias cidades de Taiwan e trabalhando em bandas sonoras”. Depois, surgiu, em 1994, o segundo álbum, “Wanderer’s Love Song”, com mais de 600 mil cópias vendidas até aos dias de hoje não só em Taiwan como também em Hong Kong, Singapura ou Malásia. Desde 2011, até hoje, Wu Bai continua a subir aos palcos com a mesma energia de sempre e acompanhado pelos China Blue. Os 20 anos de carreira foram celebrados com a digressão “Big Thanks”, enquanto que os 25 anos foram marcados com “South Wind”. Em 2018, chegou a digressão “Rock Star”. Em 2023, Wu Bai lançou um novo disco, que em inglês se pode chamar “The Pure White Starting Point”, não se tratando de um “novo Wu Bai, mas sim de um novo começo”, na vida e como artista. No ano seguinte seria lançada uma colectânea de dois discos intitulada “How To Be a Rock Star – Wu Bai and China Blue”, com canções gravadas ao vivo.
Burla | Detido por enganar empresa em 30 milhões Hoje Macau - 30 Mar 2026 Um cidadão da China foi detido por burlar a empresa onde trabalha em 30 milhões de renminbis, ou seja, cerca de 35 milhões de patacas. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o suspeito aproveitou-se do cargo que detinha, o de director financeiro da empresa, que opera na área alimentar, para autorizar a mobilização de fundos. O caso foi denunciado pelo representante da empresa em Macau. O homem fingiu ser dono da empresa através da sua conta na rede social WeChat, falsificando conversas na tentativa de enganar os funcionários do departamento financeiro, levando-os a transferir dinheiro para contas designadas. Por volta de Fevereiro deste ano, os funcionários perceberam que o suspeito estava a pedir, por demasiadas vezes, para não ir trabalhar sob pretexto de ficar em Macau, e aí informaram o dono da empresa. Depois de detido, o homem revelou à Polícia Judiciária (PJ) que o dinheiro foi trocado por dólares de Hong Kong com recurso ao câmbio ilegal e que já tinha perdido a maioria no jogo. O caso foi agora encaminhado ao Ministério Público, estando o homem suspeito dos crimes de prática de burla de valor elevado e falsificação informática. A PJ instaurou também processos para acompanhar o paradeiro das pessoas envolvidas no câmbio ilegal de moeda.
Crime | Psicoterapeuta detido por suspeitas de assédio e abuso sexual João Santos Filipe e Nunu Wu - 30 Mar 2026 As alegadas vítimas do profissional de saúde mental, são uma paciente, que durante vários anos se manteve em silêncio por temer que a informação emocional partilhada nas consultas fosse utilizada contra si, e ainda quatro estagiárias, orientadas pelo detido Um psicoterapeuta, com 47 anos, foi detido, por suspeitas de assédio e abusos sexuais, com as vítimas a serem uma paciente e quatro estagiárias. O caso foi divulgado pela Polícia Judiciária (PJ), na sexta-feira, e envolve um residente local. O homem trabalhava numa clínica de terapia há mais de 10 anos e todas as vítimas são residentes locais. No caso das estagiárias, os crimes foram alegadamente cometidos no último ano. O detido, além de psicoterapeuta, era o supervisor dos estágios das vítimas. No caso da paciente, de acordo com o relato da PJ, os alegados crimes terão começado em 2021, quando a vítima procurou ajuda para ultrapassar problemas emocionais. Com a desculpa de que pretendia aliviar o stress da vítima, o psicoterapeuta começou por aplicar uma massagem corporal à paciente, em que colocou as mãos dentro da roupa interior ao nível do peito e na cintura. Apesar do incidente, a vítima não apresentou queixa imediatamente, e afirmou temer que a informação pessoal e emocional recolhida pelo detido fosse utilizada contra si. No entanto, como com o passar dos anos nunca conseguiu ultrapassar a raiva do sucedido, e acabou mesmo por apresentar queixa criminal. Em relação às estagiárias, o orientador é acusado de lhes tocar repetidamente na cintura, ancas e braços, como a desculpa de que as estava a orientar. As estagiárias não apresentaram queixa imediatamente, por temerem represálias ao nível da avaliação. Contudo, depois de comentarem entre si o sucedido, decidiram em conjunto apresentar uma queixa criminal. Instituição protegida Durante a conferência de imprensa, a PJ recusou libertar qualquer tipo de informação relacionada com a clínica, segundo o jornal Ou Mun, utilizando como desculpa o segredo de justiça. A PJ recusou também divulgar se a instituição onde o psicoterapeuta exercia a profissão era pública ou privada, o que foi justificado com o facto de a investigação ainda estar em curso. O homem foi detido no local de trabalho e está indiciado dos crimes de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, que tem uma pena mínima de um ano e máxima de 10 anos, e de importunação sexual, que prevê uma pena que pode chegar a um ano de prisão. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. Associação expressa “raiva” A Associação Geral das Mulheres de Macau afirmou sentir “raiva”, depois do caso ter sido divulgado pelas autoridades. Em comunicado, a associação, através da vice-administradora executiva Chu Oi Lei sublinhou que as vítimas sentiram medo de sofrer retaliações, no momento de apresentarem queixa criminal. Por isso, Chu apelou às vítimas deste tipo de crimes que confiem na capacidade da polícia e não se deixem intimidar, para evitar que os infractores façam mais vítimas. A responsável defendeu também que o Governo se deve coordenar com a população para criar um mecanismo de apoio para dar aconselhamento psicológico e assistência às vítimas destes crimes.
Hotelaria | Taxa de ocupação rondou 95 por cento em Fevereiro Hoje Macau - 30 Mar 2026 A taxa de ocupação média dos hotéis e pensões de Macau fixou-se em 94,6 por cento em Fevereiro, um aumento homólogo de quatro pontos percentuais, indicam dados oficiais. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o desempenho de Fevereiro superou os 91,6 por cento registados em Janeiro, consolidando a trajectória de recuperação após o sector ter fechado o ano de 2025 com uma ocupação média de 89,4 por cento. Nos dois primeiros meses de 2026, a ocupação média acumulada situa-se nos 93,1 por cento, mais 2,4 pontos percentuais do que em igual período de 2025, com o número total de hóspedes nos dois meses a fixar-se nos 2,47 milhões. Apesar da elevada ocupação, o sector das excursões organizadas apresentou sinais de abrandamento em Fevereiro, com uma queda de 8,6 por cento para 134 mil visitantes. Ao contrário do que aconteceu no primeiro mês do ano, os estabelecimentos hoteleiros registaram uma subida efectiva no número de hóspedes, recebendo 1,22 milhões de pessoas, mais 10,1 por cento em termos anuais. Macau recebeu 4,17 milhões de visitantes em Fevereiro, mais 32,6 por cento do que no mesmo mês de 2025, impulsionados pelos feriados do Ano Novo Lunar, um período alargado de feriados na China continental e um pico turístico para o território, e que teve lugar no final de Fevereiro deste ano.
Expo Turismo | Treze expositores portugueses presentes Hoje Macau - 30 Mar 2026 Treze expositores de Portugal vão marcar presença na 14.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, entre 10 e 12 de Abril, anunciaram os organizadores. “A edição deste ano da feira irá reforçar ainda mais a cooperação com os países de língua portuguesa e aproveitar ao máximo o papel de Macau como elo de ligação”, afirmou a directora da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, durante a conferência de imprensa de apresentação. Em declarações à Lusa após a conferência, a DST confirmou que 13 expositores de Portugal, organizados pela Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), estarão presentes na feira. “Continuamos este ano a nossa parceria com a APAVT e com o Turismo de Portugal. Eles vão realizar eventos promocionais durante este período e, claro, também se reunirão com outros compradores”, afirmou Senna Fernandes. O evento, com duração de três dias e realizado sob o tema “Convergência Global, Horizontes do Futuro”, inclui mais de 130 actividades, entre sessões de promoção turística, fóruns do sector, workshops e espectáculos. De acordo com a DST, os sectores abrangidos pelo evento vão desde a hotelaria e atracções, até transportes, e empresas culturais e criativas, bem como áreas relacionadas com a estratégia de diversificação económica “1+4” do Governo. A estratégia “1+4” é o plano de diversificação económica de Macau que visa reduzir a dependência da indústria do jogo. Envolve o reforço do sector principal do turismo e lazer, ao mesmo tempo que promove quatro indústrias-chave: saúde de precisão, finanças modernas, alta tecnologia e convenções, exposições, comércio e desporto.
Natalidade | Novo recorde negativo atingido em 2025 Hoje Macau - 30 Mar 2026 No ano passado, registaram-se 0,47 nascimentos por cada mulher com idades compreendidas entre 15 e 49 anos, menos 0,11 do que em 2024. O valor necessário para a substituição de gerações é de 2,1. De acordo com os dados da DSEC, a taxa de fecundidade está a cair há 11 anos consecutivos A taxa de fecundidade em Macau voltou a cair em 2025, para um novo mínimo histórico, foi anunciado na sexta-feira, depois da região ter registado em 2024 a taxa mais baixa do mundo. De acordo com dados oficiais divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Macau terminou o ano passado com 0,47 nascimentos por cada mulher com idades entre 15 e 49 anos, menos 0,11 do que em 2024. A fecundidade no território tem vindo a cair há 11 anos seguidos, para o valor mais baixo desde que a DSEC começou a calcular esta taxa, em 2001, e muito longe do valor necessário para a substituição de gerações (2,1). Além da queda da fecundidade, um indicador importante para prever a evolução da população, Macau também registou no ano passado 2.871 recém-nascidos, o menor número de nascimentos em quase 50 anos. De acordo com estimativas do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, a região terá tido em 2024 a mais baixa taxa de fecundidade do mundo, seguida de Singapura, com 0,95 nascimentos por mulher. As autoridades de Macau introduziram medidas para incentivar a natalidade, incluindo, em 2025, um subsídio, no valor total de 54 mil patacas, para crianças até aos três anos. Sem efeito O líder do Governo, Sam Hou Fai, aumentou também o subsídio de nascimento, de 5.418 patacas para 6.500 patacas, e o subsídio de casamento, de 2.122 patacas para 2.220 patacas. O Executivo prometeu ainda oferecer gratuitamente mais e melhores creches e lançou uma consulta pública, que terminou em 16 de Março, sobre o aumento no sector privado da licença de maternidade, de 70 para 90 dias. Com menos nascimentos, os idosos de Macau, com 65 ou mais anos – cerca de 105.200 em 2025 – representavam 15,3 por cento da população, mais 0,7 pontos percentuais do que no ano anterior. A população da cidade atingiu 688.900 pessoas no final de 2025, um aumento ligeiro de 0,1 por cento face ao ano anterior, sendo que 80.300 eram jovens até aos 14 anos (11,7 por cento). A população idosa ultrapassou pela primeira vez a dos jovens em 2023, com o Governo de Macau a prever uma “superbaixa taxa de natalidade” ainda esta década e perto de um quarto da população idosa até 2041.
Desemprego | Taxa de residentes mantém-se em 2,2% Hoje Macau - 30 Mar 2026 Entre Dezembro de 2025, e Fevereiro de 2026, a taxa de desemprego dos residentes manteve-se em 2,2 por cento, como tinha acontecido no período anterior, de Novembro de 2025 a Janeiro de 2026. Os dados foram revelados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), na sexta-feira. Em relação à taxa de desemprego dos residentes, há um ano, entre Dezembro de 2024 e Fevereiro de 2025, o valor era de 2,3 por cento. Segundo os dados mais recentes, a taxa global era de 1,7 por cento, igual à do período entre Novembro de 2025 a Janeiro de 2026. Há um ano, a taxa global era superior de 1,8 por cento.
IA | Leong Hong Sai pede mais regulação Hoje Macau - 30 Mar 2026 O deputado Leong Hong Sai defende que é necessário criar legislação específica sobre a Inteligência Artificial, para melhorar a gestão de dados e a protecção dos direitos de autor. O deputado dos Moradores considera que o recente caso de um robô humanóide telecomandado é um dos exemplos de que as actuais leis têm lacunas. Além disso, Leong Hong Sai quer saber como o Governo vai reforçar a supervisão da IA para que o desenvolvimento corresponda aos direitos humanos previstos pela Lei Básica e se evite a divulgação de informações falsas. Quanto à protecção de dados, Leong Hong Sai questionou o Governo como vai garantir que as empresas cumprem a Lei da Protecção de Dados Pessoais.
EPM | IL defende novos horários para exames de acesso ao superior Hoje Macau - 30 Mar 2026 O partido Iniciativa Liberal (IL) apresentou um projecto de resolução que recomenda ao Governo de Portugal a adaptação do regime de exames finais nacionais nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE), para os alunos não serem prejudicados pelo fuso horário. A medida leva em conta que os exames finais nacionais se realizam no mesmo dia e à mesma hora oficial de Portugal continental, incluindo nas EPE. “Esta regra de simultaneidade absoluta cria uma desigualdade para os alunos localizados em fusos horários muito afastados, nomeadamente na Escola Portuguesa de Macau, onde a diferença horária é de mais oito horas face a Portugal continental, e na Escola Portuguesa de Díli, em Timor-Leste, onde a diferença horária é de mais nove horas”, lê-se na exposição de motivos dos Liberais. “A realização de provas de elevada exigência cognitiva em horários desfasados dos ritmos biológicos normais dos alunos pode afectar as condições de desempenho e levanta uma questão de equidade, uma vez que os alunos que realizam o exame nacional o fazem em momentos do dia significativamente diferentes”, prossegue o projecto de resolução. A IL recomenda ao Governo que, no âmbito da organização dos exames finais nacionais do ensino secundário, estude a criação de zonas de exame no estrangeiro, designadamente uma Zona Ásia-Pacífico, abrangendo a Escola Portuguesa de Macau e a Escola Portuguesa de Díli, bem como outros centros com diferença horária igual ou superior a seis horas em relação a Lisboa, definindo calendários e horários adaptados à hora local oficial de cada centro de exame”. O objectivo é que as provas se realizem a partir das 8h e até às 18h.
Comunidades | Anunciadas reuniões quinzenais com a diáspora Hoje Macau - 30 Mar 2026 O Conselho Regional da Ásia e Oceânia (CRAO) promete realizar reuniões a cada 15 dias com a comunidade para “ligar os luso-descendentes da diáspora”. Os moldes dos encontros ainda não foram revelados O Conselho Regional da Ásia e Oceânia (CRAO) do Conselho das Comunidades Portuguesas vai passar a realizar “reuniões quinzenais” com a comunidade e desenvolver “uma ferramenta digital” para “ligar os luso-descendentes da diáspora”, foi anunciado em Macau. O CRAO, que concluiu a primeira reunião presencial do ano, anunciou ainda a eleição de Sara Fernandes, conselheira eleita pelo Círculo da Austrália, para a presidência do conselho regional para o período 2026-2027, mandato que iniciará em 8 de Outubro próximo. O conselho não explicou como vai efectivar as reuniões quinzenais nos vários círculos regionais, nomeadamente China, Austrália e Timor-Leste, remetendo novas informações para “um comunicado”, cuja data de divulgação também não foi anunciada. Em declarações aos jornalistas no final da reunião de dois dias em Macau, o presidente do CRAO, Rui Marcelo, sublinhou o reconhecimento pelo conselho da “diversidade e riqueza” das comunidades regionais, “desde Macau, Hong Kong e China continental, até a Austrália e Timor-Leste”. “Assumimos como missão garantir que as suas vozes sejam ouvidas junto das entidades consulares e das instituições da República”, afirmou. Instado, porém, a explicar se, no âmbito da visita prevista do chefe do Executivo do Governo de Macau, Sam Hou Fai, a Portugal, Espanha e Bruxelas em Abril, o CRAO tinha feito chegar ao Executivo português alguma preocupação da diáspora portuguesa ou dos luso-descendentes em Macau, nomeadamente sobre a questão das restrições de residência impostas aos portugueses desde 2023, Rui Marcelo declinou responder, sob o argumento de que estas questões “são canalizadas” através dos consulados e embaixadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. “A comunidade fez-nos chegar essas preocupações, é algo que está no âmbito do diálogo que tem havido e que está sob a responsabilidade do senhor cônsul-geral de Portugal em Macau e é ele o interlocutor para estas questões”, disse. “Nós, enquanto conselheiros, poderemos dar algumas sugestões, poderemos veicular algumas preocupações, mas relativamente a essa questão não nos podemos sobrepor”, acrescentou. “Somos um órgão consultivo e, como tal, actuamos neste sentido”, disse ainda Rui Marcelo. Problemas identificados Um relatório produzido pela Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento português, após uma visita a Macau, Hong Kong e Timor-Leste no final de 2025 e divulgado em Janeiro último, deu conta das dificuldades levantadas pelas alterações – desde 2023 – do regime de atribuição do Bilhete de Identidade de Residente (BIR) pela Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), criando obstáculos acrescidos ao recrutamento de trabalhadores portugueses. O relatório assinalou ainda atrasos significativos nos processos de atribuição da nacionalidade portuguesa em Macau e na emissão de passaportes pelo Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) local, com casos que podem demorar entre um e cinco anos. A substituição de magistrados, professores e médicos que regressam a Portugal foi igualmente identificada pela comissão parlamentar como um problema com impacto directo na comunidade portuguesa em Macau. Estas questões deverão ser objecto de análise pela sétima reunião da Comissão Mista Portugal-Macau, a primeira desde 2019, antes da pandemia de covid-19, prevista para Abril em Lisboa.
Hengqin | Sam Hou fai quer ver espírito das duas sessões Hoje Macau - 30 Mar 2026 O Chefe do Executivo exigiu que o espírito das “duas sessões”, as reuniões da Assembleia Popular Nacional e do Conselho Consultivo Político do Povo Chinês, seja implementado na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. A exigência foi deixada durante uma reunião da Comissão de Gestão da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. “As ‘Duas Sessões’ e o 15.º Plano Quinquenal Nacional incluíram a Zona de Cooperação Aprofundada, concretizando os discursos e instruções importantes do Presidente Xi Jinping sobre a exploração de Hengqin e o desenvolvimento de Hengqin e Macau em plano de acção de nível nacional, dando orientações claras e maiores oportunidades para uma cooperação de nível elevado entre Guangdong e Macau e de um desenvolvimento de alta qualidade entre Hengqin e Macau”, indicou Sam. Moradores | CE pede mais patriotismo O Chefe do Executivo pediu aos Moradores que insistam no espírito do patriotismo e deixou a esperança de que a associação contribua para “salvaguardar com firmeza os valores essenciais do amor pela Pátria e por Macau, demonstrando sempre uma boa postura”. “Deve transmitir e promover a tradição de excelência do amor pela Pátria e por Macau, potenciando melhor o seu papel orientador dos valores sociais”, afirmou Sam Hou Fai, durante o discurso de celebração do 42.º aniversário e festa da primavera da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Tendo o patriotismo como objectivo primeiro, Sam indicou que a associação também deve “cuidar de forma atenciosa os grupos mais vulneráveis, refinar e aprofundar os serviços em prol do bem-estar da população”, em colaboração com o Governo.
Combustíveis | Governo pede estabilização dos preços após aumentos Hoje Macau - 30 Mar 2026 O Governo apelou ao sector petrolífero do território que estabilize os preços dos combustíveis, na sequência de aumentos entre os 7,3 e 9,2 por cento, motivados em parte por tensões geopolíticas no Médio Oriente. Em comunicado emitido na noite de quinta-feira, o Grupo de Trabalho para a Fiscalização dos Combustíveis da cidade informou ter realizado uma reunião com representantes do sector em que explicaram que os preços do petróleo bruto a nível internacional têm “registado grandes flutuações” e que “o preço de venda a retalho dos combustíveis em Macau tem sido ajustado em consequência do aumento dos preços internacionais”. De acordo com o mais recente relatório do Conselho de Consumidores sobre os preços dos combustíveis publicado na quinta-feira, é indicado que a gasolina premium numa estação de serviço Esso registou um aumento de 7,3 por cento, sendo agora vendida a 19 patacas por litro, contra 17,7 patacas na actualização anterior. Numa gasolineira da Shell, o preço subiu 9,2 por cento, para 18,94 patacas por litro, face às 17,34 patacas anteriores. As autoridades sublinharam na reunião a expectativa de que o sector continue a assumir a sua responsabilidade social, colaborando para estabilizar os preços dos produtos petrolíferos, de forma a aliviar os encargos dos cidadãos, e ofereça diversos tipos de benefícios aos consumidores. Entretanto, o sector petrolífero afirmou que os stocks e o abastecimento de combustíveis em Macau estão estáveis e “garantem um abastecimento suficiente.
Consumo | Anunciada nova ronda do Grande Prémio João Santos Filipe - 30 Mar 2026 O novo programa anunciado pelo Governo prevê a distribuição de 400 milhões de patacas, em cupões com valores que podem chegar até às 200 patacas. O sorteio dos cupões é realizado entre sexta-feira e domingo, e os descontos podem ser utilizados entre segunda e quinta-feira O Governo anunciou o lançamento de uma nova ronda do Grande Prémio para o Consumo nas Zonas Comunitárias, que tem como principal novidade o facto de os cupões para gastar no comércio local passarem a ser atribuídos aos fim-de-semana e serem utilizados durante os dias úteis. O anúncio foi feito na sexta-feira, em conferência de imprensa, e a iniciativa tem como objectivo “dinamizar o ambiente de consumo nas zonas comunitárias” e ao mesmo tempo estimular “a confiança no mercado”. A nova ronda do programa de consumo vai decorrer entre 10 de Abril e 18 de Junho, ao longo de 10 semanas, e vai distribuir um total de 400 milhões de patacas em cupões de consumo. Segundo Cheang Hio Man, directora substituta da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) as regras foram ajustadas para incentivar “os residentes a permanecer e consumir em Macau durante os fins-de-semana para obter benefícios”. O Governo tenta assim evitar as deslocações da população para o Interior, onde os serviços oferecem preços mais baratos. Cheang Hio Man explicou que com o novo modelo espera-se que “os benefícios cheguem a um maior número de diferentes PME” para reforçar “o efeito impulsionador global, o que contribui para estimular ainda mais o ambiente de consumo local, bem como promover a circulação económica interna local”. Sorteios ao fim-de-semana Segundo o modelo apresentado, quando, entre sexta-feira e domingo, os consumidores utilizam meio de pagamento electrónicos para pagamentos superior a 50 patacas ficam habilitados a três sorteios imediatos de atribuição de vales de consumo com descontos. No entanto, as carteiras virtuais nas aplicações electrónicas de pagamentos têm de estar registadas com o nome real. No caso de receberem cupões com os três sorteios, os consumidores vão poder utilizar os descontos entre segunda-feira e quinta-feira. Além desta alteração, os titulares do Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência passam a obter o desconto imediato adicional, no valor de 500 patacas, através do Cartão Macau Pass para Deficientes. Com esta alteração deixam de precisar de levantar o Cartão de Cuidados Sociais. Os cupões têm valores de 10 patacas, 20 patacas, 50 patacas, 100 patacas e 200 patacas e podem ser utilizados em mais de 20 mil lojas. Para utilizarem os cupões, os residentes têm de fazer compras com um valor igual ou superior ao triplo do valor nominal do cupão, ou seja, se quiserem gastar um cupão de 10 patacas têm de fazer compras de pelo menos 30 patacas. Todos os cupões de desconto expiram à meia-noite da 6.ª feira imediatamente a seguir da semana da obtenção.
“Cão-robô” testado pela CEM na rede energética de Macau Hoje Macau - 27 Mar 2026 A companhia responsável pelo fornecimento de energia em Macau indicou ontem à Lusa ter começado a testar o uso de robôs para garantir a segurança da rede do território. Segundo Sou Kit Hou, um representante da Companhia de Electricidade de Macau (CEM), a empresa adquiriu um robô quadrúpede, ou “cão-robô”, de fabrico chinês que tem sido testado nos últimos seis meses. Este “cão-robô” está equipado com imagens térmicas de infravermelhos e câmaras de alta-definição que permitem a detecção de falhas nos equipamentos e a emissão de alertas em tempo real. “O robô foi colocado numa sub-estação, através de uma câmara instalada nele podemos controlar a temperatura dos geradores à distância e se estão a sobreaquecer. Podemos também fazer o controlo das pessoas que lá estão, se estão autorizadas”, contou Sou à Lusa durante o Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa). “Desse modo, podemos controlar a segurança da rede de energia, e ele trabalha 24 horas sem parar. Por agora só temos um, mas se os testes forem bons vamos adquirir mais”. Planos futuros A rede de transporte de energia eléctrica de Macau tem 29 subestações de alta tensão, onde têm sido realizados os testes com o novo “cão-robô”, adquirido através de um acordo com uma subsidiária de Guangzhou da companhia de energia estatal China Southern Power Grid International. “De futuro poderemos utilizá-los na central de energia ou até na rua. No interior da China já é comum utilizar robôs para estas funções, os seus usos são quase ilimitados”, apontou Sou. A China tornou-se o pioneiro mundial em inovação e comercialização de drones e robôs, bípedes e quadrúpedes, com a indústria a receber forte apoio estatal. Robôs quadrúpedes chineses, desenvolvidos por empresas como a Unitree Robotics e a DEEP Robotics, começaram a ser amplamente utilizados em inspeções industriais, patrulhas de segurança, resgates de emergência e aplicações militares. A Unitree ganhou proeminência depois dos seus robôs humanoides aparecerem na gala do ano novo lunar da televisão estatal CCTV, o maior evento televisionado do país, a realizar movimentos complexos e de artes marciais. Em Agosto do ano passado, um robô quadrúpede da Universidade de Zhejiang, no leste da China, completou uma corrida de 100 metros em 16,33 segundos, um novo recorde mundial do Guinness. Só as vendas de robôs humanoides chineses devem ultrapassar 23 milhões de unidades até 2040, um aumento considerável para as 28.000 unidades previstas para este ano, segundo analistas do Morgan Stanley em Janeiro.
Brasil | Centro sino-lusófono abre gabinete em Junho Hoje Macau - 27 Mar 2026 Um novo centro de serviços económicos entre a China e os países lusófonos e hispânicos vai abrir em Junho um gabinete no Brasil, com outra delegação planeada para Portugal, disse ontem à Lusa uma dirigente. A vice-coordenadora do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola, conhecido como CECP, anunciou que o gabinete no Brasil já foi registado. Ng In Cheong acrescentou que outra delegação deverá abrir no México “no Outono”, enquanto os trabalhos para abrir um gabinete em Portugal – que também cubra a vizinha Espanha – “estão a progredir”. A dirigente falava à margem de uma visita de jornalistas de Macau ao CECP, que foi criado em Dezembro, na vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha de Montanha), no município de Zhuhai. Nesse mesmo mês, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, revelou que o novo centro já estava a operar, disponibilizando serviços “a nível jurídico e contabilístico” a empresas estrangeiras. O centro trabalha ainda com o Fundo de Orientação Industrial para atrair empresas para Hengqin. O valor do fundo foi em Janeiro reforçado de 10 para 30 mil milhões de yuan, disse Ng In Cheong. Visita a Portugal Sam Hou Fai, o primeiro Chefe do Executivo da região chinesa a dominar a língua portuguesa, irá visitar Portugal e Espanha entre 17 e 23 de Abril, na primeira deslocação internacional desde que tomou posse, no final de 2024. Ng In Cheong disse que o líder de Macau irá ser acompanhado por “mais de uma dúzia” de companhias locais e da China continental, incluindo perto de uma dezena já com operações em Hengqin. O objectivo, explicou a dirigente, é ajudar os grupos chineses a “compreender o mercado local, realizar inspecções no terreno [e] entrarem em contacto com as autoridades e as empresas locais”. Ng deu como exemplo uma empresa de Pequim que produz “instrumentos oftalmológicos de alta precisão”, já usados para cirurgias no Hospital Kiang Wu, em Macau. A companhia “quer mesmo expandir-se para o mercado português e abrir uma fábrica em Portugal”, sublinhou a directora-adjunta da Direção de Assuntos Jurídicos da zona económica especial. Durante a visita de Abril, o CECP pode ajudar a encontrar terrenos para a fábrica, identificar potenciais parceiros, recrutar pessoal, registar uma sucursal e contratar “advogados de confiança”, disse Ng. A dirigente disse que Portugal é, para as empresas chinesas, “um ótimo ponto de partida para a expansão no mercado europeu”, porque os custos são mais baixos, mas os portugueses são “altamente qualificados”. Reportagem de Vítor Quintã, agência Lusa, que viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin
As acções valem mais do que as palavras Paul Chan Wai Chi - 27 Mar 2026 O Festival Anual das Flores de Hong Kong é um evento que aguardo sempre com ansiedade. Este ano, o número de expositores é sensivelmente o mesmo dos anos anteriores. No entanto, o clima que se vive no Festival de 2026 parece ser menos vibrante e menos animado do que nos anteriores. Por exemplo, a zona dos canteiros de tulipas, que costuma ser a maior atracção para visitantes e fotógrafos, diminuiu de tamanho em cerca de 25 por cento e a variedade de cores também é menor do que a do ano passado. A disposição geral da exposição tende a seguir um desenho mais convencional, com uma escassez da presença das grandes peças de design floral que eram comuns nas edições anteriores. O evento realizado no Victoria Park é o melhor testemunho para “contar boas histórias sobre Hong Kong”. A frase “passar da estabilidade à prosperidade” não pode ser apenas uma sucessão de palavras ou de ideias, é preciso que se torne real através de acções concretas para que seja verdadeiramente inspiradora. Em 2027 comemorar-se-á o 30.º aniversário do regresso de Hong Kong à soberania chinesa. Espero que o próximo Festival de Flores nos traga uma surpresa agradável, que demonstre a implementação bem-sucedida do princípio “Um País, Dois Sistemas” através de resultados factuais. A proposta de lei intitulada “Comissão de Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau” (adiante Lei da CDSE) foi apreciada na especialidade e aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa em 19 de Março de 2026, e foi promulgada através de publicação no Boletim Oficial, tendo entrado em vigor a 24 de Março de 2026. Além disso, o Regulamento Administrativo complementar n.º 7/2026 “Organização e Funcionamento do Secretariado da Comissão de Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau” também entrou em vigor a 24 de Março de 2026. A aprovação por unanimidade da Lei da CDSE na Assembleia Legislativa durante a apreciação e votação na especialidade, com “zero objecções” nos princípios fundamentais e nos pormenores técnicos, é extremamente rara na história legislativa de Macau. Alguns jornalistas acreditam que esta fenomenal apreciação e votação na especialidade reflecte a eficácia da aplicação do conceito “Macau governada por patriotas” às eleições para a Assembleia Legislativa. Este princípio serve para determinar a legalidade, necessidade e legitimidade daqueles que se registam para concorrer às eleições para a Assembleia Legislativa, por isso quem “não defenda a Lei Básica ou não seja fiel à RAE de Macau da República Popular da China” será desqualificado para concorrer a estas eleições. “Zero objecções” é certamente bom e representa a total cooperação entre os poderes executivo e legislativo. No entanto, a ausência de pessoas que colocam questões não significa a ausência dos problemas. A investigação sobre o desastroso incêndio em Wang Fuk Court, um arranha-céus no distrito de Tai Po, Hong Kong, levada a cabo pelo “Comité Independente para a investigação do fogo no Wang Fuk Court em Tai Po”, está em curso. Até ao momento, foi apurado que a falta de supervisão adequada pode ter tido consequências desastrosas. O alarme de incêndio estava desligado e o sistema de mangueiras do edifício não tinha água! Em 2025, os Serviços de Saúde sob a alçada da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura só publicaram os dados estatísticos dos suicídios em Macau referentes aos dois primeiros trimestres. No primeiro trimestre foram registados 18 casos de morte por suicídio, menos quatro do que em igual período de 2024; no segundo trimestre registaram-se 22 casos, menos dois do que em igual período de 2024, o que perfaz um total de 40 casos de morte por suicídio na primeira metade de 2025. No entanto, se a situação na segunda metade de 2025 “continuou” a “melhorar” permanece um mistério devido à falta de dados. Por outro lado, nos dados estatísticos publicados pelo Secretário para a Segurança referentes à segunda metade de 2025, não são referidos os casos de morte por suicídio e os casos de tentativa de suicídio. Será que a ausência de dados oficiais sobre os casos de morte por suicídio significa que Macau entrou na era de “Macau Feliz”? Nenhum deputado fez qualquer interpelação oral ou escrita relativa a estes “números desaparecidos”! Para garantir que a população de Macau possa viver feliz, é necessário procurar formas de melhorar as suas condições de vida. Em vez de apenas “contar boas histórias sobre Macau”, é preciso enfrentar a insuficiência olhos nos olhos e proceder sempre correctamente.
“Verdes Anos” exibido hoje na Cinemateca Andreia Sofia Silva - 27 Mar 2026 A programação da Cinemateca Paixão passa hoje pelo cinema português, exibindo um clássico a preto e branco. Trata-se de “Verdes Anos”, de Paulo Rocha, 91 minutos filmado em 1963 e um dos exemplos do chamado “Cinema Novo” feito em Portugal. O filme, exibido a partir das 19h30, conta as histórias de Júlio e Ilda, dois jovens da classe operária a tentar vingar em Lisboa, capital portuguesa onde a vida pode ser desafiante. Ele tem 19 anos e procura emprego, e um acidente leva-o a conhecer Ilda, que trabalha como empregada doméstica. Na cidade, a sua relação será marcada pela tragédia. Destaque para o facto de a banda sonora do filme ter sido composta por Carlos Paredes, grande mestre de guitarra portuguesa. “Verdes Anos” tornou-se uma das suas composições mais conhecidas. A exibição de “Verdes Anos” acontece no contexto da secção especial da Cinemateca “Amor, Amor, Amor: Uma série de romance apaixonado”, que pretende revelar diferentes histórias de paixão no cinema. Amanhã exibe-se, por exemplo, outro clássico do cinema alemão, “O medo come a alma”, de Rainer Werner Fassbinder, onde o preconceito se junta ao amor. Nesta história revela-se a história de Emmi, uma mulher viúva e solitária de 60 anos, que trabalha como empregada de limpeza, que um dia decide combater a solidão e entrar num bar essencialmente frequentado por emigrantes. Lá conhece Ali, que ousa convidá-la para dançar. Depressa a relação entre eles se torna incómoda aos olhos da sociedade. “O medo come a alma” pode ser visto a partir das 21h30 deste sábado, 28. Prata da casa Também amanhã, pode ser revisto o novo filme de Tracy Choi, “Girlfriends”, que teve a sua estreia mundial na secção “Vision Asia” do Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul. Também amanhã se exibe, a partir das 16h30, “Iniciantes”, de Mike Mills, revelando-se a história de Oliver, um designer gráfico que se sente atraído por Anna, uma mulher livre e imprevisível. Só as recordações do pai vão dar espaço a Oliver para se permitir estar numa relação longa e com um compromisso sério. Este domingo exibe-se outro clássico do cinema, mas desta vez francês, “Jules e Jim”, já com sessão esgotada. Também a sessão “Os Encontros em Paris”, de 1995, agendada para este domingo, já está esgotada.
Ka-Hó | Botânica e expressões artísticas pelas mãos de Kris Wong Andreia Sofia Silva - 27 Mar 2026 A Galeria H2H (Hold On To Hope), da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau, acolhe a partir da próxima semana, 4 de Abril, uma nova exposição. Trata-se de “Botanique Cabinet: Life, Memory and Meaning”, de Kris Wong, onde a artista revela a conjugação da botânica com a expressão artística Há uma nova mostra para ver, a partir do próximo dia 4 de Abril na pacata vila de Ka-Hó, Coloane. E se a natureza abunda na ilha, também é de natureza que se faz a nova exposição patente na Galeria H2H (Hold On To Hope), um projecto da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) que visa conjugar a recuperação de comportamentos aditivos com expressões artísticas e realização de projectos pessoais. A galeria tem dado palco a diversas iniciativas de apoio à ARTM ou de divulgação de artistas locais, e desta vez é Kris Wong que apresenta o seu trabalho, na mostra “Botanique Cabinet: Life, Memory and Meaning”. Aqui, a artista procura conjugar o universo da botânica e da preservação de plantas com o mundo da arte. Nesta exposição em nome próprio, Kris Wong “justapõe espécies de plantas preservadas e arte botânica”, a fim de “interrogar a dupla natureza do meio”. Isto porque, segundo descreve a nota sobre a exposição, “embora as flores mantenham a sua identidade orgânica original, a sua reorganização em objectos estruturados e funcionais cria uma tensão deliberada entre o vivo e o inerte”. Desta forma, neste projecto o que Kris Wong procura fazer é “examinar a interacção entre a forma orgânica e a construção artificial, utilizando materiais botânicos preservados para explorar os limites do mundo natural”. O que se faz é uma revelação das plantas “como artefactos bioculturais que ligam a diversidade biológica à identidade cultural e actuam como testemunhas materiais de histórias pessoais e colectivas”. Exploram-se, nesta mostra, ideias ou conceitos como a etnobotânica, convidando-se o público a reflectir também sobre os estudos críticos sobre plantas e a forma como estas “moldam e são moldadas pela experiência humana, actuando como pontes entre a natureza, a cultura e o significado”. Segundo a ARTM, “cada espécime e obra de arte oferece uma perspectiva única sobre a resiliência, a perda e o significado duradouro da vida vegetal na definição de quem somos”. “Esta exposição questiona como preservamos a memória e a identidade através de objectos naturais, e como as plantas moldam – e são moldadas por – as emoções, a cultura e o significado humanos”, descreve a organização. Arte e ensino Kris Wong não só é artista como também tem desenvolvido um intenso trabalho em torno do universo das plantas e da sua preservação. É também educadora, trabalhando, portanto, “na intersecção entre a preservação de espécimes vegetais, a colagem de flores prensadas e a arte botânica em técnica mista”. É formada em preparação e conservação de espécimes, com o curso feito no Reino Unido, e pertence também à World Press Flower Guild, tendo seis anos de experiência na criação de espécimes botânicos e zoológicos. No território, ministra workshops e cursos “que ensinam todo o fluxo de trabalho — desde a secagem e prensagem até ao tingimento, montagem e emolduramento a vácuo —, orientando os alunos a transformar espécimes feitos por eles próprios em designs que tratam as plantas tanto como objectos científicos quanto como linguagem visual táctil”, explica a ARTM. Desta forma, Kris Wong procura sempre fazer uma ponte “entre a criação de espécimes e a investigação psicológica sobre memória, stress e resiliência”, tratando as plantas como um “património biocultural”. Para ela, são “testemunhas materiais de histórias pessoais e colectivas que transportam significados através de rituais, festivais e da vida quotidiana”.
Irão | MNE apela aos países do Médio Oriente para “manter a calma” Hoje Macau - 27 Mar 2026 A China mantém a luta contra escalada do conflito no Médio Oriente através de conversas com os responsáveis da diplomacia da região O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, exortou os países do Médio Oriente a “responderem com racionalidade” à situação causada pela guerra do Irão, durante duas chamadas telefónicas realizadas com os homólogos do Egipto e da Turquia. Durante a conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, Wang reiterou que “a comunidade internacional deve promover activamente o diálogo entre as partes em conflito” e sublinhou o papel do Conselho de Segurança da ONU neste sentido, segundo um comunicado da diplomacia chinesa. As acções deste organismo “devem contribuir para aliviar as tensões e promover o diálogo, ajudando a prevenir a escalada do conflito, e não devem dar cobertura ao uso da força”, apontou. Wang manifestou ainda apoio ao papel mediador do Egipto com vista à retoma das conversações de paz e declarou que a China “está disposta a continuar a desenvolver esforços construtivos nesse sentido”. À beira do caos O responsável egípcio, por sua vez, expressou “profunda preocupação” do seu país com a situação, “em particular com o potencial de ataques contra infraestruturas energéticas, que poderão gerar caos em toda a região”, e mostrou-se disponível para “manter uma estreita coordenação com a China” na tentativa de reduzir as tensões regionais. Na conversa com o homólogo turco, Hakan Fidan, o chefe da diplomacia chinesa considerou que “os acertos e erros” do conflito são claros, ao mesmo tempo que insistiu que, dada a rapidez com que a crise se está a propagar na região, a prioridade deve ser “promover o diálogo de paz e trabalhar para alcançar uma redução das tensões”. Esta é a segunda ronda de conversações que Wang mantém com os seus homólogos do Médio Oriente, com quem já tinha falado quando o conflito começou, no final de Fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com vagas de mísseis e veículos aéreos não tripulados (‘drones’) contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo. Perante a crise, Pequim enviou o seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, num périplo por vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Qatar e Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.
Tecnologia chinesa pode ajudar Portugal em compromissos climáticos Hoje Macau - 27 Mar 2026 O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indicou ontem que o compromisso da China com a sustentabilidade energética é visto como um exemplo para Portugal em áreas específicas. Em declarações à Lusa, em Macau, José Pimenta Machado, sublinhou a necessidade urgente de adaptação e de olhar para a tecnologia chinesa como aliada, depois de os primeiros meses de 2026 terem sido marcados por fenómenos meteorológicos “ímpares” que colocaram todo o território nacional em estado de prontidão. Janeiro e Fevereiro de 2026 bateram o recorde de chuva dos últimos 47 anos na Península Ibérica, segundo a Agência Estatal de Meteorologia espanhola. “Eu acho que nunca vi e nunca conheci uma situação como aconteceu este ano, em que todo o país estava em alerta de cheias”, afirmou Pimenta Machado, destacando que, ao contrário de anos anteriores, os eventos deixaram de ser localizados para afectarem Portugal “desde o norte a sul, até ao leste”. Também a ministra do Ambiente alertou na quarta-feira que a adaptação às alterações climáticas é “a maior questão” do país e que as crises resultantes da mudança do clima mostram a importância dos sistemas de alerta. Reiterando a posição da ministra, deu como exemplos de medidas a tomar: “Não autorizar novas construções em áreas de risco”, lembrando que mais de 100 mil pessoas em Portugal vivem actualmente em zonas com risco de cheias, ocupando “um espaço que é do rio”. Além da gestão fluvial, a faixa costeira — que se estende por cerca de 1000 quilómetros entre Caminha e Vila Real de Santo António — surge como uma das maiores preocupações, com 20 por cento da sua extensão fustigada pela erosão. “Adaptar não é opção, é mesmo uma obrigação”, reforçou Pimenta Machado, apontando a monitorização e os sistemas de alerta precoce como fundamentais para “minimizar o impacto” e proteger as populações. Exemplos renováveis Presente em Macau para participar na Fórum e Exposição Internacional de Coopeação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa), o presidente da APA identificou na China um parceiro estratégico na descarbonização. Apesar de ser o segundo maior emissor global de gases que contribuem para o efeito estufa, o compromisso chinês com a sustentabilidade é visto pelo dirigente como um exemplo em áreas específicas. “Há um caminho muito claro de aposta na área das energias renováveis, China, nas energias eólica, no solar, e no da redução dos gases com efeito estufa”, observou Machado, destacando também a indústria de veículos eléctricos, que apresenta “preços muito competitivos do ponto de vista da tecnologia” e que poderá ser crucial para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em solo português. A fabricante chinesa de veículos movidos a novas energias BYD, por exemplo, matriculou 6.059 automóveis ligeiros de passageiros em 2025, um aumento de 94,1 por cento face a 2024, o primeiro ano completo da marca em Portugal, encerrando o ano com uma quota de mercado de 2,7 por cento. As autoridades chinesas têm alertado que o país é extremamente vulnerável ao impacto das alterações climáticas, registando níveis recorde de aquecimento e subida do mar, com temperaturas médias anuais e o nível costeiro a atingirem máximos em 2024. A China mantém como metas a atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060. O novo plano quinquenal (2026-2030), aprovado este mês, aposta em “impulsionar o desenvolvimento verde e de baixo carbono” e em “promover a transição energética”.
Suínos | Preços do porco caem para mínimos de 16 anos Hoje Macau - 27 Mar 2026 Os preços do porco na China estão a aproximar-se de níveis mínimos não registados desde 2010, num contexto de excesso de produção no maior mercado mundial desta carne, agravando as pressões deflacionistas na economia do país. Os preços dos suínos vivos prontos para abate atingiram ontem um novo mínimo de 9,59 yuan (cerca de 1,2 euro) por quilograma, segundo dados da consultora Shanghai JC Intelligence, situando-se abaixo dos custos de produção e no nível mais baixo dos últimos 16 anos. Também os preços da carne de porco, um dos principais produtos da dieta chinesa, caíram para cerca de 22 yuan por quilograma, o valor mais baixo desde Outubro de 2021, de acordo com dados oficiais divulgados esta semana. A carne de porco é um produto essencial na China, tendo um peso significativo no índice de preços no consumidor, sendo por isso um indicador relevante numa economia onde o Presidente Xi Jinping tem sublinhado a necessidade de reforçar a autossuficiência alimentar. Após anos de incentivos governamentais para aumentar a produção, que levaram à expansão do sector e à construção de grandes explorações, incluindo unidades de vários andares, as autoridades enfrentam agora excesso de oferta. Apesar de alertas recentes do ministério da Agricultura e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que classificaram os preços como estando numa “zona de alerta” e anunciaram a compra de carne para as reservas estatais, os preços continuam a cair. O Governo chinês intensificou, entretanto, os esforços para conter a produção, numa estratégia que acompanha medidas mais amplas para combater a deflação, num contexto de procura interna fraca e forte concorrência de preços em vários sectores.