Hoje Macau SociedadeÉbola | Angola de fora da Semana Cultural da China e dos PLP Angola não vai participar na 18ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, devido a restrições sanitárias da RAEM relacionadas com o vírus Ébola, apesar de não ter sido detectado nenhuma infecção de Ébola no país africano. Segundo o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzhen, a ausência de Angola do evento tem como objectivo garantir a segurança e a saúde dos participantes, avançou ontem a TDM – Rádio Macau. O responsável revelou ainda que a Semana Cultural deste ano se realiza em Pequim e Macau, com uma extensão pioneira à província de Qinghai. Entre o próximo sábado e o dia 10 de Julho, o evento irá contar com a participação de 60 artistas e chefs de países lusófonos. Os eventos marcados para Macau começam já na sexta-feira com uma mostra gastronómica dos Países de Língua Portuguesa. Para a tarde de 29 de Junho está programada a inauguração da Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa na Galeria do IAM. Nos dias 30 de Junho e 1 de Julho, o Largo do Senado será palco de espectáculos de música e dança.
Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | Índia envia 43 toneladas de apoio a África A Índia enviou 43 toneladas de ajuda à União Africana (UA) para ajudar a conter a epidemia de Ébola que se regista em África desde meados de maio, anunciou ontem o Governo indiano. A pedido da UA, a Índia enviou um pacote de ajuda que inclui “equipamentos de protecção, dispositivos de diagnóstico e monitorização, ‘kits’ de transporte de amostras, material para a prevenção de infecções, medicamentos e suplementos”, indicou o Governo indiano num comunicado. Os suprimentos eram ontem esperados no Uganda onde serão recebidos pelos Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência sanitária da UA. Trata-se do segundo e maior envio de ajuda para controlar a epidemia, depois de a Índia ter enviado um primeiro pacote de 2,5 toneladas de suprimentos médicos urgentes no final de Maio. “As nossas missões em Adis Abeba, [Etiópia], e Kampala, [Uganda], mantêm uma estreita colaboração com a Comissão da União Africana e o Africa CDC para apoiar os seus esforços de resposta ao Ébola”, declarou. Índia sem casos Segundo uma mensagem publicada ontem na rede social X (antigo Twitter) pelo Ministério da Saúde da Índia, o país asiático não registou nenhum caso de Ébola, após as autoridades terem comunicado a quarentena de quatro pessoas no oeste do país devido a um caso suspeito. O Governo indiano pediu aos cidadãos que evitem viagens à República Democrática do Congo (RDCongo), Uganda e Sudão do Sul, e reforçou as medidas de detecção nos aeroportos internacionais e outros pontos de entrada. Na semana passada, a Índia adiou a realização das cimeiras do Fórum Índia-África e da ‘International Big Cat Alliance'(IBCA), que se iriam realizar em Junho na capital Nova Deli, devido à situação sanitária emergente em algumas partes de África. Propagação a dobrar A actual epidemia da doença do vírus Ébola, uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, foi declarada em 15 de Maio no nordeste da RDCongo. O Uganda, país vizinho da RDCongo e do Quénia, que confirmou 11 infecções, incluindo uma fatal, é o único outro país para onde o vírus se propagou até ao momento. A RDCongo – que faz fronteira com Angola – e o Uganda relataram 263 casos e 43 mortes confirmadas por Ébola, duas semanas após a confirmação dos primeiros casos, anunciou na segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com um balanço do Africa CDC, a agência sanitária da União Africana (UA), mais de mil casos suspeitos e cerca de 250 mortes foram registados nos dois países. O vírus do Ébola, detectado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto directo com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.
Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | China envia ajuda humanitária para combater epidemia em África A China anunciou ontem o envio de ajuda humanitária de emergência para a República Democrática do Congo (RDC), incluindo uma equipa de especialistas médicos, para apoiar o combate à nova epidemia de ébola no país africano. Numa conferência de imprensa regular, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou que Pequim tem prestado apoio aos países afectados desde a epidemia de 2015 e que equipas médicas chinesas já trabalham no terreno em África. Segundo o responsável, a China vai enviar uma equipa de peritos para prestar apoio sanitário e assistência técnica, além de cooperar com a Comissão da União Africana na prevenção e controlo da epidemia. Pequim apoiará igualmente os esforços do Centro Africano para o Controlo e Prevenção de Doenças para reforçar a capacidade de resposta dos países africanos face ao surto. “A China e África são bons irmãos que partilham dificuldades e avançam juntos nos momentos de adversidade”, afirmou Lin. O porta-voz acrescentou que Pequim manterá uma estreita coordenação com a República Democrática do Congo, outros países africanos, a Organização Mundial da Saúde e a União Africana, comprometendo-se a continuar a prestar assistência conforme a evolução da situação. Lin apelou ainda à comunidade internacional para adotar “mais medidas concretas e eficazes” que ajudem a RDC e outros países africanos a superar rapidamente a epidemia. Na quinta-feira, a agência de saúde pública da União Africana indicou que o actual surto de ébola na RDC já provocou 246 “mortes suspeitas”, no que constitui a 17.ª epidemia da doença registada no país desde a descoberta do vírus, em 1976. O vírus propagou-se também ao vizinho Uganda, onde foram confirmados nove casos de infecção, incluindo uma morte associada a um caso importado de um cidadão congolês, segundo o mesmo organismo.
João Luz Manchete SociedadeÉbola | Autogestão de 21 dias para 12 países africanos Pessoas vindas de 12 países africanos, incluindo Angola, vão fazer 21 dias de autogestão de saúde após chegarem a Macau, com acompanhamento dos Serviços de Saúde. Foi também reforçado o controlo sanitário e avaliação de risco de quem vem dos 12 países de risco e de quem tem passaporte destas regiões A expressão “autogestão de saúde” voltou a entrar no léxico do Governo, desta vez devido à epidemia da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. O Executivo de Sam Hou Fai impôs, desde ontem, um período de 21 dias de autogestão de saúde para quem chega à RAEM vindo de 12 países africanos. A vigilância que começou por incindir sobre indivíduos vindos da República Democrática do Congo e no Uganda, onde persistem surtos de Ébola, foi alargada a mais 10 países, entre os quais Angola, considerados de “alto risco” de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde. O reforço da vigilância será alargado ao Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, República do Congo (Brazzaville) e Burundi. Logo na fronteira, “será reforçado o controlo sanitário e a avaliação de risco para os indivíduos que tenham visitado as regiões relevantes nos últimos 21 dias ou titulares de passaporte das respectivas regiões”. A medida anunciada na noite de segunda-feira pelos Serviços de Saúde, tem como referência as “Recomendações para a Prevenção e Controlo da Doença por vírus Ébola” emitidas pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China. Três semanas de gestão Quem chegue a Macau com sintomas suspeitos da doença por vírus Ébola, e tenha estado nas regiões consideradas de alto-risco, será transferido de imediato para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação e exames mais aprofundados. Já os “indivíduos assintomáticos” serão sujeitos ao acompanhamento e gestão da saúde, durante 21 dias a contar do dia de entrada na RAEM, o mesmo período de incubação do vírus do Ébola. As pessoas abrangidas pela medida terão de “proceder à observação do seu estado de saúde diariamente”, e os Serviços de Saúde vão “monitorizar e acompanhar a saúde” dos mesmos. Se surgirem sintomas, “como febre, fadiga, dores de cabeça, dores de garganta, vómitos, diarreia ou hemorragia de causa desconhecida, devem recorrer imediatamente ao médico”. Se tiverem de se deslocar a instituições médicas por conta própria, as autoridades ressalvam que devem evitar os transportes públicos e “tomar medidas de protecção individual, evitando contactos físicos com outras pessoas”. Além disso, devem “informar, por iniciativa própria, os profissionais de saúde sobre o seu historial de viagens e eventuais contactos de risco” “Os Serviços de Saúde salientam que, actualmente, a avaliação do risco de ameaça da doença por vírus Ébola para Macau continua a ser considerada de baixo risco, sendo o risco geral para a saúde pública controlável”.
Hoje Macau Manchete SociedadeÉbola | Alerta para viagens à República Democrática do Congo A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) lançou um alerta a aconselhar os residentes de Macau “para evitarem, sempre que não seja estritamente necessário, deslocar-se à República Democrática do Congo (também conhecida como Congo-Kinshasa)”. O alerta foi justificado pelo facto de a Organização Mundial da Saúde ter classificado o surto da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda como uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, existindo a tendência de propagação do surto na República Democrática do Congo. A entidade liderada por Helena de Senna Fernandes acrescentou que “os residentes de Macau que se encontram naquele destino devem acompanhar de perto a evolução do surto, reforçar a sua consciência de prevenção e adoptar as devidas medidas de protecção individual. Mais de 900 casos suspeitos ou confirmados na RDCongo Os casos suspeitos ou confirmados de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) ascendem a mais de 900, incluindo 101 em que a presença do vírus foi identificada em laboratório, alertou ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS). O director-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou as dificuldades em lidar com o surto na província de Ituri, epicentro da crise, onde uma em cada quatro pessoas necessita de assistência humanitária e uma em cada cinco é deslocada interna. “A violência está a obrigar as pessoas a fugir, incluindo profissionais de saúde e humanitários, o que está a dificultar gravemente os esforços para alargar o rastreio de contactos do Ébola e identificar as infecções com antecedência suficiente para prestar apoio”, sublinhou. Até à data, foram registadas 204 “mortes prováveis” devido à epidemia declarada em 15 de Maio, informou no sábado o Governo congolês. Angola, que faz fronteira com a RDCongo, está entre os 10 países africanos que correm o risco de ser afectados pelo vírus Ébola, além RDCongo e do Uganda, alertou no sábado a agência de saúde Africa CDC. As crises de longa data no leste da RDCongo, que tornaram a região palco de um dos piores desastres humanitários do mundo, afectam a resposta ao Ébola por vários motivos. Por um lado, a região enfrenta uma ameaça constante de violência. O leste da RDCongo tem sido palco de violência por parte de dezenas de grupos rebeldes distintos há anos, alguns deles com ligações a países estrangeiros ou ao Estado Islâmico(EI). Por outro lado, os rebeldes do grupo armado Movimento 23 de Março (M23), alegadamente apoiados pelo Ruanda, controlam partes da região e, embora o Governo da RDCongo ainda controle em grande parte a província de Ituri, no nordeste, que é o epicentro do surto de Ébola, esse controlo é frágil. Surtos habituais A RDCongo é regularmente afectada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto directo com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. A actual epidemia corresponde a uma nova estirpe do Ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30 por cento e 50 por cento, segundo a OMS. O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo. Na ausência de vacina e de tratamento aprovado contra a estirpe Bundibugyo do vírus, responsável pela epidemia actual, as directrizes de contenção assentam essencialmente no cumprimento das medidas de prevenção sanitária e na detecção rápida dos casos.
Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | Índia adia cimeira com a África devido à evolução da situação A Índia e a União Africana adiaram uma cimeira prevista para a próxima semana em Nova Deli, devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e Uganda, com 139 mortes associadas e 600 casos suspeitos. “Considerando a situação sanitária no continente. Ambas as partes concordaram que seria preferível realizar a quarta cimeira Índia-África numa data posterior”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia num comunicado. A cimeira do Fórum Índia-África estava programada para ocorrer na capital da Índia, Nova Deli, entre 28 e 31 de Maio. O Governo indiano afirmou ainda estar pronto “para contribuir com os esforços liderados pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças para lidar com a evolução da situação de saúde”. O Aeroporto Internacional de Nova Deli emitiu ontem um alerta de saúde para os passageiros que chegam ao país vindos da RDCongo e dos países vizinhos Uganda, onde há uma morte confirmada e casos suspeitos, e Sudão do Sul, com um caso confirmado. As autoridades, que enfatizaram a importância de “continuar a cooperação para fortalecer a preparação e a capacidade de resposta em saúde pública em todo o continente”, indicaram que novas datas para a cimeira serão definidas posteriormente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) accionou no domingo um alerta sanitário internacional para enfrentar a epidemia de Ebola, declarada inicialmente na RDCongo, país da África Central, vizinho de Angola, com mais de 100 milhões de habitantes, onde as províncias orientais, de difícil acesso por estrada, são afectadas e assoladas pela violência de grupos armados. Segundo a OMS, há 139 mortes até hoje associadas a esta epidemia de Ébola entre quase 600 casos prováveis e a propagação pode ser rápida, embora o risco de uma pandemia seja considerado “baixo”.
Hoje Macau Grande PlanoVacina contra o vírus Ébola poderá demorar entre seis a nove meses As doses da vacina potencialmente “mais promissora” contra o vírus Bundibugyo, que está a causar um surto de Ébola na África Central, não estarão disponíveis entre seis a nove meses, afirmou ontem a Organização Mundial de Saúde (OMS), à medida que o número de casos suspeitos subiu para 600. Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, disse numa conferência de imprensa sobre o surto na República Democrática do Congo e no Uganda que, até à data, havia o registo de 139 mortes, mas que os números deverão aumentar. As autoridades afirmaram acreditar que a doença pode ter começado a propagar-se “há alguns meses”, impulsionada por um “evento super-propagador”, possivelmente um funeral, no início de Maio. A situação de segurança na província de Ituri, onde mais de 100 mil pessoas foram deslocadas nos últimos meses devido a conflitos armados, complicou os esforços de detecção, afirmou Tedros. Com profissionais de saúde a tentar escapar da violência, as instituições médicas deixaram de conseguir prestar cuidados ou manter a vigilância em possíveis surtos de doenças infecciosas. Outras doenças endémicas da região, como malária e febre tifoide, apresentam os mesmos sintomas iniciais do Ébola, o que também pode atrasar o diagnóstico, acrescentou o responsável. Compreensão lenta Tedros afirmou que as críticas à organização por parte do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que afirmou que a OMS tinha declarado o surto “um pouco tarde”, se baseavam provavelmente numa “alta de compreensão”. “Talvez, o que o secretário disse, tenha resultado de falta de compreensão em relação ao funcionamento dos Regulamentos Sanitários Internacionais e das responsabilidades da OMS e de outras entidades. Não substituímos o trabalho dos países, apenas os apoiamos”, afirmou Tedros. Recorde-se que a Administração Trump retirou os Estados Unidos da OMS no início deste ano. Vasee Moorthy, que lidera o plano de investigação e desenvolvimento da OMS, afirmou que a vacina potencial mais promissora contra o Bundibugyo utiliza a mesma base que as vacinas contra o Ébola que visam a estirpe do Zaire. “Não há doses desta vacina disponíveis actualmente para ensaios clínicos. A informação de que dispomos é que isto provavelmente demorará entre seis a nove meses”, afirmou.
João Luz Manchete SociedadeÉbola | Instituições médicas alteram zonas de isolamento Todas as instituições médicas foram obrigadas a rever as condições de zonas destinadas a isolamento e a actualizar mecanismos de transferência de doentes. Os profissionais de saúde foram instruídos a perguntar o historial de viagens a quem apresente sintomas semelhantes aos do Ébola Depois de anunciarem que seriam emitidas instruções para profissionais de saúde e autoridades fronteiriças, os Serviços de Saúde concretizaram as medidas que vão ser implementadas para prevenir um surto de Ébola em Macau. Na segunda-feira, foi accionado o mecanismo de contingência e os trabalhos preparatórios para a prevenção desta epidemia no Centro Hospitalar Conde de São Januário e organizada uma palestra para reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente. Os termos tratados incluíram a actual situação epidemiológica do Ébola, triagem e despistagem, notificação e envio para análise laboratorial, e a utilização correcta do equipamento de protecção individual. Os profissionais de saúde foram também instruídos a perguntarem a doentes suspeitos de estarem infectados com Ébola o historial de viagem nos 21 dias anteriores ao surgimento dos primeiros sintomas. Ao mesmo tempo, “todas as instituições médicas foram também obrigadas a rever as suas instalações de isolamento, o mecanismo de transferência de doentes e a organização do controlo de infecção”. Trancas à porta Além do pessoal médico, o Governo está focado nas medidas de prevenção na fronteira. Assim sendo, “todos os portadores de passaporte das regiões afectadas que entram em Macau devem ser submetidos a inquirição e inspecção pelo pessoal de inspecção sanitária dos postos fronteiriços”. Se forem detectados sintomas suspeitos do vírus, as pessoas devem ser de imediato transportadas para o Hospital Conde de São Januário para avaliação e exames mais pormenorizados. Mesmo quem esteve em “regiões afectadas” pelo Ébola e não apresente sintomas, será alvo de acompanhamento do estado de saúde. Os Serviços de Saúde não referiram de que forma será feito o acompanhamento, nem se estas pessoas serão sujeitas a quarentena. À chegada a Macau, pessoas “com história de residência, de viagem ou de contacto com pessoas relacionadas com regiões afectadas”, mesmo que não tenham sintomas têm de prestar uma “declaração de saúde por iniciativa própria” aos Serviços de Saúde. As autoridades afixaram avisos nos átrios das chegadas aos postos fronteiriços a alertar para a obrigação.
João Luz Manchete SociedadeÉbola | Rastreio reforçado para quem vem de zonas afectadas Os Serviços de Saúde vão reforçar os rastreios para quem tenha passado por zonas afectadas por surtos de Ébola. Foram accionados mecanismos para isolar pessoas infectadas e serão emitidas instruções para profissionais de saúde. As autoridades salientam o baixo risco de infecção em Macau Os Serviços de Saúde (SS) garantiram ontem que vão reforçar a supervisão médica de pessoas que cheguem a Macau provenientes de zonas de África afectadas pelos mais recentes surtos de Ébola que surgiram na República Democrática do Congo e Uganda, que levou a Organização Mundial de Saúde a declarar emergência de saúde global. As autoridades de Macau vão também rastrear a pessoas que transitem pelas zonas afectadas. Se foram detectados casos suspeitos, “estes serão imediatamente encaminhados para instituições médicas para isolamento e exames complementares”. Os SS salientam que, com base nas informações actuais, o Ébola está a propagar-se principalmente em algumas regiões de África, e que o fluxo de visitantes entre as áreas afectadas e Macau é limitado. Face a esta situação, e como Macau não registou qualquer caso confirmado de Ébola, “o risco imediato deste vírus para Macau é baixo, e os residentes não precisam de se preocupar demasiado”. Ainda assim, as autoridades apelam aos residentes para manterem “bons hábitos de higiene pessoal e evitar o contacto com animais selvagens e fluidos corporais de doentes, caso tenham de viajar para zonas afectadas”. Além disso, foi pedida vigilância perante sintomas como febre, vómitos ou hemorragias. Para o que der e vier No que diz respeito à resposta médica, o Governo salienta que as instituições de saúde de Macau estão preparadas para lidar com doenças infecciosas de alto risco, incluindo na capacidade de isolamento e testagem, assim como no tratamento clínico. Os SS vão também actualizar as orientações para as “instituições médicas, alertando os profissionais de saúde para estarem atentos à história de viagem e aos respectivos sintomas, identificarem e comunicarem os casos suspeitos o mais cedo possível e cumprirem rigorosamente as medidas de controlo da infecção”. Em relação à primeira barreira de protecção, as fronteiras do território, o Governo indicou prontidão recordando que no ano passado foi realizado um simulacro de contingência relacionada com doenças transmissíveis, em conjunto com as autoridades fronteiriças, para testar a coordenação e resposta rápida na contenção de doenças infeciosas.
Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | Governo chinês envia médicos e vacina para República Democrática do Congo [dropcap style≠’circle’]P[/dropcap]equim enviou esta semana uma equipa de médicos chineses para a República Democrática do Congo com uma vacina produzida na China para ajudar na luta contra o ébola, informou ontem o jornal oficial em língua inglesa China Daily. A equipa, composta por quatro especialistas em saúde pública do Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças (CCDC, na sigla em inglês) e sete de outras instituições, incluindo a Academia de Ciências Médicas Militares, vai avaliar a situação e ajudar no combate ao vírus. Os especialistas vão permanecer no país durante um mês, segundo o plano inicial, afirmou Gao Fu, director do CCDC, citado pelo China Daily. A vacina, desenvolvida em conjunto pela Academia de Ciências Médicas Militares e a CanSinobio, empresa chinesa encarregue do desenvolvimento e produção de vacinas, foi aprovada em Outubro passado pelo regulador chinês para os medicamentos. A China torna-se assim o terceiro país, a seguir aos Estados Unidos e Rússia, a conceber uma vacina para combater o ébola. A taxa de mortalidade do vírus está fixada entre 25 e 90 por cento, segundo a Organização Mundial de Saúde. O ministério da Saúde da República Democrática do Congo (RDCongo) contabilizou até Sábado 25 mortes por ébola em 53 casos confirmados ou suspeitos. A epidemia teve início a 8 de Maio em Bikoro, junto à fronteira com a República do Congo, 600 quilómetros ao norte de Kinshasa, capital da RDCongo, e atingiu também a cidade de Mbandaka, com 1,2 milhões de habitantes. Trata-se da nona vez que a RDCongo é atingida por uma epidemia de Ébola desde o surgimento da doença no território deste país da África Central em 1976.