AL | PIDDA com execução de 90 por cento Hoje Macau - 16 Jun 2026 No último trimestre do ano passado, o Plano de Investimentos e de Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA) teve uma execução de 90,01 por cento, de acordo com a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas. Esta proporção significa que foram gastos 17,84 mil milhões de patacas dos 19,79 mil milhões de patacas inicialmente orçamentados. Segundo a deputada e presidente da comissão, Song Pek Kei, citada pelo jornal Ou Mun, as situações mais preocupantes envolvem a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Hospital PUMCH, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), a Direcção dos Serviços de Identificação (DSI), o Instituto Cultural (IC) e o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). Nestes casos, a taxa de execução dos fundos alocados ficou sempre abaixo dos 60 por cento. Face a este cenário, os deputados pediram ao Governo para apresentar medidas que levem ao aumento da taxa de execução. Na resposta, o Governo prometeu agilizar os procedimentos de contratação pública e melhorar a eficiência da coordenação interdepartamental. No final de 2025, estavam 233 projectos em curso financiados no âmbito do PIDDA, mas 17 apresentam uma taxa de execução orçamental de zero, envolvendo um orçamento aprovado de aproximadamente 300 milhões de patacas.
Despedimentos | Indemnizações sem alterações Hoje Macau - 16 Jun 2026 O Governo manteve em 21.500 patacas o montante máximo da remuneração mensal utilizado para calcular a indemnização por despedimento. O anúncio foi feito ontem, através de um comunicado da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Segundo a mensagem, a decisão foi tomada com base na “análise dos dados relativos ao mercado de trabalho”, que teve em conta aspectos como “situação macroeconómica”, “a capacidade de aceitação dos empregadores” e “outros factores”. A DSAL não especificou o que se entende como “outros factores” alvo de ponderação. Apesar desta falta de informação, o Governo considera que como houve discussão no Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) que “o processo de tomada de decisão” foi “aberto, transparente e equitativo” no que diz respeito “aos direitos e interesses de ambas as partes”. A última vez que o montante foi actualizado aconteceu em 2024, altura em que o valor máximo para o cálculo de indemnização aumentou de 21.000 patacas para 21.500, um crescimento de 2,4 por cento. Com esta alteração, o valor máximo que pode ser pago a empregado despedido cresceu para 258.000 patacas, quando anteriormente era de 252.000 patacas.
Economia e Finanças | Ng Wai Han sai da DICJ e assume pasta João Luz - 16 Jun 2026 Ng Wai Han é a nova secretária da Economia e Finanças, depois de ter liderado a DICJ por um ano. Na tomada de posse, Ng Wai Han agradeceu a honra da nomeação e afirmou que os “frutos do desenvolvimento” se devem traduzir em benefícios para os residentes Quase dois meses depois, Macau volta a ter líder na tutela da Economia e Finanças. Num ápice, um despacho do Chefe do Executivo e três comunicados do Governo confirmaram a tomada de posse de Ng Wai Han como a nova secretária da Economia e Finanças, depois de ter liderado a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) por pouco mais de um ano. No discurso de tomada de posse, Ng Wai Han indicou estar ciente da importância do novo cargo. “Estou profundamente consciente de que cada decisão tomada na área da economia e finanças está estreitamente ligada com o futuro desenvolvimento de Macau e afecta directamente a vida diária de todas as famílias”, indicou acrescentado que “nada relacionado com o bem-estar da população é insignificante”. A relação entre a vida do povo e a saúde económica de Macau foi um dos pontos mais focados no discurso. “Os frutos do desenvolvimento económico devem, em última instância, traduzir-se em benefícios concretos para os residentes em geral. O caminho à nossa frente está repleto de desafios, mas também encerra grandes oportunidades”, perspectivou a nova secretária. O ambiente internacional não ficou de fora do discurso de Ng Wai Han, que sublinhou a “complexidade e a volatilidade do actual ambiente económico externo”. “Eu e a minha equipa iremos, sob a liderança do Chefe do Executivo, prosseguir o lema ‘Trabalhar com espírito empreendedor e avançar juntos, persistir no caminho certo e apostar na inovação’, e, norteados pela resolução de problemas, iremos envidar todos os esforços para concretizar as diversas tarefas e alcançar os objectivos da acção governativa”, garantiu. Ng Wai Han prometeu ainda ouvir “activamente as vozes de todos os sectores da sociedade, e implementar bem todos os trabalhos com transparência, eficiência e sentido de responsabilidade”. Honra e respeito A responsável sublinhou a “imensa honra e profundo respeito” de assumir o cargo, uma nomeação que “representa um voto de confiança, mas, acima de tudo, uma responsabilidade”, agradecendo ao Chefe do Executivo pela indigitação e ao Governo Popular Central pela nomeação. A nomeação do Conselho de Estado do Governo Central foi decidida no passado dia 10 de Junho, sob indigitação de Sam Hou Fai, que presidiu ontem na Sede do Governo à tomada de posse de Ng Wai Han. A cerimónia foi testemunhada pelo presidente da Assembleia Legislativa, André Cheong, a presidente do Tribunal da Última Instância, Song Man Lei, os titulares dos principais cargos do Governo, os membros do Conselho Executivo, e os dirigentes de serviços governamentais da tutela da Economia e Finanças. O caminho certo Ng Wai Han nasceu em Macau em 1976. Entre as habilitações académicas, destaca-se a licenciatura em Direito e mestrado em Direito Criminal pela Universidade de Sun Yat-Sem. A entrada na Função Pública ocorreu em 1999 para o lugar de como técnica superior na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). A carreira na DSAL prolongou-se por duas décadas, passando por várias funções de chefia, até chegar a subdirectora. Desde Junho de 2020, exerceu o cargo de subdirectora e directora dos Serviços de Administração e Função Pública e em Maio de 2025 assumiu o cargo de directora da DICJ. Pelo meio, em 2024 foi nomeada membro da Comissão de Assuntos Eleitorais do sexto Chefe do Executivo e da Comissão de Assuntos Eleitorais da Oitava Assembleia Legislativa. Para já, não há indicação de quem irá assumir a liderança da DICJ. Os lugares de subdirectores da direcção que regula a indústria do jogo estão entregues a Lei Seak Chio e Lio Chi Chong, este último já desempenhou o cargo a título de substituição na altura da saída de Adriano Ho para a liderança dos Serviços de Alfândega.
Associações | Pedidas mais vagas em Hengqin para residentes Hoje Macau - 16 Jun 2026 A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) querem que as autoridades de Hengqin abram mais vagas de emprego para residentes de Macau na zona de cooperação aprofundada. A posição foi tomada, após o anúncio de que 4.450 jovens candidatos da RAEM tinham concorrido a 50 empregos no equivalente à Função Pública de Hengqin. Em declarações ao jornal Ou Mun, a chefe da comissão de juventude da FAOM, Cheng Ka Man, afirmou que a popularidade revelada no concurso demonstra o entusiasmo crescente da juventude de Macau em sair da sua zona de conforto e no desenvolvimento de Hengqin. A responsável garantiu que a comissão que lidera irá prestar apoio aos jovens de Macau, para que estes aproveitem as oportunidades de desenvolvimento em Hengqin e na Grande Baía. Também a vice-presidente da UGAMM, Cheong Sok Leng, encarou com optimismo o elevado volume de candidatos aos postos em Hengqin e sugeriu que sejam criados mais empregos para jovens locais em Macau nas quatro indústrias prioritárias, ao mesmo tempo que se aposta na ida de talentos da RAEM para o Interior da China.
Espanhol | Língua ganha peso no ensino em Macau seguindo o rumo político Andreia Sofia Silva - 16 Jun 202616 Jun 2026 Em Macau, o espanhol ocupa um lugar secundário no sistema de ensino, sendo a MUST a única universidade com um curso na área. Com o crescente peso do idioma nos discursos políticos, qual deve ser a estratégia face ao português? Carlos André diz que a prevalência do português não invalida a aposta noutras línguas É recente a presença, no discurso político oficial e agenda governativa, da conexão entre Macau e os países de língua espanhola. Em Abril deste ano o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, deslocou-se a Portugal para a primeira visita oficial do seu mandato, mas também passou por Madrid. Neste contexto, o HM quis perceber se existe uma estratégia ou política pensada, por parte das autoridades, caso a procura pelo ensino do espanhol seja cada vez mais uma realidade, e de que forma se pode conjugar com a forte presença do português como língua oficial. Da parte da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), a resposta revela que não há, para já, uma estratégia definida, existindo, sim, um acompanhamento da oferta formativa. “A DSEDJ tem vindo a impulsionar, nas instituições de ensino superior, a formação de quadros qualificados profissionais que respondam às necessidades do País e que potenciem as vantagens próprias de Macau”, começa por dizer a resposta escrita enviada ao HM. Além disso, a direcção de serviços quer “promover o desenvolvimento da internacionalização do ensino superior de Macau”, recordando que, “além da expansão da cooperação com os países de língua portuguesa, as instituições de ensino superior locais têm desenvolvido um intercâmbio e cooperação com países de língua espanhola, em consonância com o seu próprio desenvolvimento”. Desta forma, a DSEDJ destaca como a Universidade de Macau (UM), Universidade Politécnica de Macau (UPM), Universidade de Turismo de Macau, Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST na sigla em inglês), a Universidade da Cidade de Macau e a Universidade de São José (USJ) “estabeleceram mecanismos de intercâmbio e cooperação com instituições de ensino superior de países de língua espanhola, tais como Espanha, México, Argentina, Colômbia e Peru”. Os acordos abrangem “diversas áreas, nomeadamente a formação de quadros qualificados, o intercâmbio de estudantes, programas de intercâmbio de Verão para estudantes, intercâmbio académico e projectos de investigação científica conjunta”. O facto de o espanhol ser disciplina opcional em muitas destas instituições do ensino superior acaba por “apoiar o Governo da RAEM nas vertentes de cooperação com os países de língua espanhola”. É ainda referido o caso concreto da MUST, onde funciona o único centro de exames DELE [Diploma de Español como Lengua Extranjera, ou Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira], em Macau. Tal proporciona, segundo o Governo, “uma plataforma conveniente para os estudantes que aprendem espanhol”. Ainda segundo a DSEDJ, as restantes opções de ensino do espanhol estão abrangidas por aquilo que é oferecido pelo Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo. Oferece-se, aqui, “cursos de educação contínua de língua espanhola, proporcionando vias de aprendizagem para os residentes que pretendam elevar as suas competências pessoais”. O HM questionou a DSEDJ quanto à possibilidade de serem criados mais cursos de espanhol e como isso poderia “ser integrado nas actuais políticas relativas à língua portuguesa”, mas não foi dada uma resposta concreta neste sentido. Espanhol desde 2012 O espanhol é ensinado em Macau em contexto de aprendizagem contínua e também como disciplina opcional no ensino superior. Um dos exemplos é o da USJ, que abre no dia 29 de Junho (com finalização a 11 de Julho deste ano), o nível 1 do “Curso Intensivo de Língua Espanhola”, para a obtenção do nível elementar A1, em que a língua utilizada é o mandarim “complementado com o espanhol”. Segundo a informação disponibilizada no website sobre os cursos de aprendizagem contínua, não é possível utilizar o subsídio do Programa de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento Contínuo da DSEDJ. O HM consultou o website oficial do programa, relativo à oferta actual de cursos na área de línguas e tradução, não tendo encontrado nenhuma oferta formativa em espanhol: a aposta faz-se em línguas como o coreano, japonês, mandarim, português e inglês. A MUST é a única universidade a ter licenciatura em espanhol do território, além de também ter cursos opcionais. A instituição de ensino superior “oferece os únicos cursos de licenciatura em espanhol em Hong Kong e Macau, incluindo uma licenciatura lançada em 2012 e um mestrado lançado em 2019, com mais de 200 alunos matriculados”, descreve ao HM. Além disso, a MUST é a única instituição de Macau que disponibiliza o exame DELE, que nasceu de um acordo assinado em 2018 entre a universidade e o Instituto Cervantes de Pequim. A MUST diz que são realizadas duas sessões de exames DELE por ano, em Abril e Novembro, “com uma média de cerca de 50 a 60 candidatos por ano”. A MUST acrescenta ter vários “acordos de intercâmbio e cooperação de longo prazo e estáveis com várias universidades em Espanha e na América Latina”, com a realização de cursos de verão e programas de intercâmbio. “Antes de o Governo da RAEM identificar, de forma explícita, a ‘expansão da cooperação com os países de língua espanhola’ como uma direcção de desenvolvimento estratégica, a MUST já tinha estabelecido e desenvolvido o programa de Espanhol e expandido a cooperação com Espanha e países da América Latina falantes de espanhol”, é acrescentado. A MUST vai lançar um novo programa de doutoramento em “Estudos Latino-Americanos”, descrito como “o primeiro programa orientado para a investigação em Macau focado nos estudos da região latino-americana, abrangendo tanto os países de língua espanhola como os de língua portuguesa da América Latina”. Desta forma, a universidade “irá apoiar os esforços do Governo da RAEM para actuar como um ‘conector de precisão’, prestando serviços de think tank e cultivando talentos de alto nível”, lê-se na resposta ao HM. 300 alunos em três anos Do lado da UM, foram assinados, em Abril e no contexto da visita de Sam Hou Fai à Península Ibérica, acordos de cooperação com a Universidade de Barcelona, por exemplo, na área de intercâmbio de estudantes, reforço da “cooperação em disciplinas académicas fundamentais, tais como as ciências da informação e as ciências biomédicas”, descreve um comunicado emitido em Abril. A UM visitou também a Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), a Universidade Rey Juan Carlos e a Universidade Politécnica de Madrid. O HM questionou a UM sobre resultados práticos destas parcerias, e se há planos para mais acordos no futuro. “Espera-se que os acordos assinados produzam resultados concretos, incluindo o reforço dos intercâmbios de estudantes, uma colaboração académica mais profunda e uma rede alargada de parcerias de investigação com universidades espanholas”, foi referido. A UM promete ainda “lançar novas iniciativas de intercâmbio de estudantes”, estando “em curso uma colaboração bem-sucedida de intercâmbio de estudantes com a Universidade de Barcelona”. Assim, prevê-se que “a mobilidade dos estudantes aumente nos próximos anos”. No universo da UM o espanhol é ensinado no âmbito do Departamento de Português, já que ambas “são línguas intimamente relacionadas que partilham uma longa história”, possuindo “muitas semelhanças linguísticas”. Nos últimos três anos “mais de 300 estudantes aprenderam espanhol na UM”, sendo que “as decisões relativas à abertura de novos níveis ou turmas, bem como à contratação de mais docentes, dependerão da procura por parte dos estudantes”, aponta a instituição de ensino. Essa é uma intenção expressa: “a UM tem o prazer de reforçar ainda mais a cooperação e expandir a sua oferta de cursos de espanhol em resposta ao crescente interesse”, é referido. Tendo em conta a crescente presença do universo espanhol na agenda política, a UM afirma que “a expansão da cooperação com os países de língua espanhola é uma prioridade estratégica de desenvolvimento para o Governo da RAEM”. “Nos próximos cinco anos, a UM alinhar-se-á estreitamente com as iniciativas do Governo”, foi indicado, e que “os países de língua espanhola são identificados como uma região prioritária para a cooperação”. A UPM foi também questionada sobre esta matéria, mas até ao fecho da edição não foi recebida resposta. No caso da Escola Portuguesa de Macau (EPM), o espanhol foi uma língua disponibilizada como actividade extra-curricular no ano lectivo passado (2024-2025), confirmou ao HM Filipe Regêncio Figueiredo, presidente da Associação de Pais da EPM. Inscreveram-se apenas seis alunos. “A portaria que regula o programa não tem o espanhol, ou outra língua, além do inglês e francês como possibilidade, pelo que, para fazer parte do currículo, o diploma teria de ser alterado “, adiantou. Uma não invalida outra Carlos André, professor coordenador honorário da UPM, conhece bem os cantos à casa no que à presença do português em Macau e na China diz respeito. Ao HM, o antigo director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa salienta a que a ligação histórica e presença da língua portuguesa na RAEM não invalida a aposta noutros idiomas. Foto: Gonçalo Lobo Pinheiro “A presença de outras línguas não é e não pode ser uma ameaça. É, isso sim, um enriquecimento”, declara. “Se a realidade se alterar (e todos os dias se altera) temos de aprender a viver com ela como ela é. As autoridades, obviamente, devem ter consciência disso. Não está em causa a construção de muralhas contra línguas que o mercado nos traz. Seria um erro e, além disso, inútil”, acrescentou, falando das “realidades distintas” entre as duas línguas. “O português é língua oficial e tem em Macau raízes com séculos, alicerçadas num diálogo intercultural que é consensualmente reconhecido e aceite. O espanhol poderá vir a ser em Macau uma língua de negócios, como outras o são igualmente ou podem vir a ser”, disse. Carlos André recorda que “o espanhol é uma das línguas mais faladas do mundo, muito mais falada que o português, e negar essa realidade seria um disparate”. Porém, assume: “deixemos cada língua no lugar que lhe cabe e não confundamos realidades que não podem ser confundidas”. Cabe ao mercado e à procura definir a abertura, ou não, de mais cursos e contratações de docentes. “Se o espanhol, no quotidiano do território, do ponto de vista do mercado ou dos mercados, vier a alcançar uma dimensão que justifique a sua presença no ensino superior, é natural que isso aconteça. A universidade não pode fechar os olhos à realidade que a envolve. O mesmo se dirá se isso se passar a outros níveis. Macau, território que tem no seu ADN o interculturalismo, não pode combater uma língua e uma cultura só por serem diferentes”, rematou.
Filipinas | Sismo provoca subida do fundo do oceano até dois metros Hoje Macau - 15 Jun 2026 O sismo de magnitude 7,8 que abalou na segunda-feira a ilha de Mindanau, no sul das Filipinas, fez com que o fundo do oceano subisse até dois metros em algumas zonas costeiras, anunciou ontem o Ministério do Ambiente. A elevação do leito marinho representa riscos ambientais significativos, particularmente para os recifes de coral, que podem estar expostos. O sismo causou pelo menos 61 mortos e 40 desaparecidos, de acordo com os dados mais recentes da agência nacional de gestão de catástrofes. Os residentes da ilha de Mindanao, no sul do país, relataram um “levantamento costeiro” dois dias após o forte sismo, explicou o ministério, acrescentando que a linha costeira sofreu uma erosão de até 200 metros em alguns pontos. A causa pode ser a deslocação da Fossa de Cotabato, a cerca de 50 quilómetros (30 milhas) da costa de Mindanao, que “empurrou para cima partes das costas de Sarangani e Davao Ocidental (…) expondo o leito marinho anteriormente submerso”, afirmou o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia em comunicado. “O levantamento mapeado é de cerca de dois metros (6,5 pés)”, segundo a mesma fonte. Uma equipa enviada para a área “descobriu que longos trechos de costa, recifes de coral e pradarias marinhas foram expostos” à superfície, acrescentou o ministério. Há relatos de moradores que contactaram as autoridades com receio que os vapores da decomposição da vida marinha sejam perigosos para a saúde. “Estes corais e pradarias marinhas expostos começaram a morrer juntamente com os seus organismos residentes, como peixes de recife, enguias, amêijoas e mariscos”, explicou o ministério. As Filipinas estão localizadas no Círculo de Fogo do Pacífico, onde ocorrem aproximadamente 90 por cento dos sismos do mundo. Em Setembro de 2025, quase 70 pessoas perderam a vida e cerca de 150 ficaram feridas num sismo de magnitude 6,9 em Cebu (região central das Filipinas).
EPM | Ministro convidou Neto Valente a continuar na Fundação Andreia Sofia Silva - 15 Jun 2026 O ministro da Educação, Ciência e Tecnologia de Portugal, Fernando Alexandre, incentivou Jorge Neto Valente a continuar à frente da Fundação da Escola Portuguesa de Macau (FEPM) depois do caso em que Acácio de Brito foi recolocado na Escola Portuguesa de Luanda, após ter renovado contrato com a EPM. Quem o confirmou foi Amélia António, presidente da Casa de Portugal em Macau, em declarações à TDM Rádio Macau. “A reacção que o senhor ministro teve foi tentar convencer o doutor Neto Valente a permanecer no cargo, [dizendo] que contava com a disponibilidade e trabalho dele”, disse a também membro do Conselho de Curadores da FEPM. Amélia António acrescentou que este convite, “depois de se fazer uma coisa destas [a saída de Acácio de Brito depois da decisão da FEPM], cai muito mal”. “Não sei se estará [Neto Valente] nessa disposição ou não [para aceitar a permanência no cargo]. Foi [um acto] muito deselegante e desagradável”, considerou Amélia António, referindo-se à posição de Fernando Alexandre sobre a saída de Acácio de Brito da direcção da EPM. Recorde-se que este anúncio foi feito aquando das celebrações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, que contou com a presença de uma comitiva do Governo português. Preocupação com Setembro Nas mesmas declarações, Amélia António revelou ainda estar preocupada com o arranque do novo ano lectivo na EPM, tendo em conta que, para ter um novo director, é necessário que este cumpra os requisitos exigidos pelo Governo da RAEM. “A nomeação de um novo director obedece a regras que, no espaço de tempo que temos, é praticamente impossível de cumprir”, disse, referindo-se à obrigatoriedade de ter o curso de directores da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude. A responsável falou das “burocracias” e dificuldades que se enfrentam para garantir um novo director para a escola. “Temo muito pelo início de um novo ano lectivo, estou seriamente preocupada”, acrescentou. Recorde-se que um dos nomes apontados para substituir Acácio de Brito é o de João Miguel Gonçalves, director-geral dos Estabelecimentos Escolares de Portugal até ao próximo dia 1 de Julho.
O Futebol é Q’Induca André Namora - 15 Jun 2026 Gostar de futebol é quase natural na maioria dos povos. Em Portugal, o futebol é fidelidade, amor e até doença pelo seu clube, seja o Benfica, FC Porto, Sporting, Chaves ou Farense. As mulheres têm aderido ao futebol progressivamente e os campeonatos femininos já arrastam muita gente aos estádios. Nos próximos tempos temos outra paixão: o Mundial com a presença da selecção nacional. Quase todos os adeptos de futebol são treinadores de bancada ou de sofá. A escolha dos jogadores para a selecção tem dado água pela barba. É na televisão, na rádio, nos cafés e no seio familiar. “É pá, o espanhol não percebe nada de táctica!”; “Oh pá, tu já viste aquele tonto que não seleccionou o Palhinha e vai para o Mundial com quatro guarda-redes?”; “Não percebo este treinador, o Bernardo anda a fazer de Palhinha e ainda tem dúvidas se o Leão joga na extrema esquerda”; “Mas aquela espécie de treinador ainda não viu que o Gonçalo Inácio não está em forma?”; “O que eu sei é que assim que o Ronaldo sai a malta ganha!”; “Andam todos para aí a falar que ganhamos a taça, que vamos ser campeões e ainda não viram que as chances são muito poucas”. Enfim, as opiniões dos treinadores de bancada e sofá são infinitas. Na verdade, alguns “opinadores” até podem ter a sua razão, porque as experiências com o Chile e Nigéria não foram nada animadoras no que concerne a coordenação de estratégia futebolística em que possamos ter uma equipa a rolar sobre rodas, como se vê nas seleções da Alemanha, Espanha e Brasil. Mas ainda há quem dê alento aos jogadores e equipa técnica. O Presidente da República deslocou-se à cidade do futebol e esteve com todos os membros da selecção nacional tendo palavras que caíram bem no seio dos jogadores. António José Seguro salientou que temos uma equipa de alto gabarito, com elementos de nível mundial e apelou que trouxessem o caneco para Portugal. Vamos ver como tudo começa contra o Congo, porque temos no nosso grupo um osso duro de roer que é a congénere da Colômbia. No entanto, ao mesmo tempo que os amantes de futebol vão estar umas semanas agarrados ao televisor e aos boletins de apostas existe outro relvado onde a bola custa a girar. É o relvado plantado à beira-mar chamado Portugal, onde a economia definha, o aumento do custo de vida é mensal, onde há reformados a receber 300 euros mensais, famílias vítimas das tempestades de Janeiro que ainda não viram as suas casas reconstruídas, terrenos repletos de árvores derrubadas com a época dos incêndios à porta, aliás, que já começaram, e uma política governamental que teima em aprovar uma lei laboral que tem revoltado quem trabalha. A criminalidade está a passar das marcas. A falta de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica é uma realidade incontornável e os salários são dos piores da Europa. Já temos quatro milhões de portugueses a viver ao nível da pobreza e a exploração na indústria hoteleira é um escândalo. Os hotéis, especialmente no Algarve, pagam mal e apenas dão trabalho durante três meses e os contratados a recibos verdes ainda têm de alugar um quarto. Os hotéis chegam a pagar o salário mínimo a um jovem que durante quatro anos pagou um curso de gestão de hotelaria e que exerce a função de director-adjunto durante a noite sem que lhe sejam pagas a dobrar as horas nocturnas ou o trabalho aos feriados e domingos. Ninguém no Governo se preocupa com esta nódoa existente na tal indústria que se farta de apregoar que é o sustento do grande turismo existente no país do bom sol e boas praias. Quando referimos a chegada dos incêndios é justo que se saliente as queixas apresentadas pelas corporações de bombeiros. Provam que os meios não são suficientes, que as ambulâncias não podem acudir a tudo e, muito menos, ficarem estacionadas horas e horas à porta das urgências hospitalares porque as macas ficam retidas com os doentes nos corredores. Isto, é outro futebol, onde o árbitro tem passado entre os pingos da chuva no caso grave da Spinumviva. Vamos esperar por aquilo que vai prender o povinho durante umas semanas: o campeonato mundial de 2026 tendo como palco um país que não o merecia, onde um presidente autocrático proíbe cidadãos com bilhetes e hotéis pagos de entrar na América. De qualquer das formas, temos que também enviar um voto de confiança à equipa das quinas e como disse o Presidente Seguro, que tragam a taça para nosso orgulho. Contra os canhões, jogar! jogar!
Xanana Gusmão de visita a Portugal esta semana Hoje Macau - 15 Jun 2026 O primeiro-ministro de Timor-Leste vai realizar uma visita a Portugal na próxima semana, após participar na cimeira entre a Rússia e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), anunciou Xanana Gusmão sexta-feira. “Na próxima segunda-feira, viajo para a Rússia. Esta deslocação está relacionada com a ASEAN. Já participei anteriormente em encontros ASEAN-Japão e ASEAN-Austrália, quando Timor-Leste ainda não era membro. Agora que somos membros da ASEAN, tenho mesmo de estar presente”, afirmou o líder do executivo timorense. Xanana Gusmão falava aos jornalistas após a reunião semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, que decorreu no Palácio da Presidência, em Díli. Depois da Rússia, o primeiro-ministro timorense anunciou que viaja para Portugal, sem precisar o dia, para participar numa conferência e num encontro com estudantes de Timor-Leste a estudar Direito em várias faculdades do país. “Precisamos realmente de melhorar o sistema de justiça”, afirmou. “Não será imediato, mas a médio prazo teremos de melhorar esta área, porque um dos nossos maiores problemas é a língua portuguesa”, acrescentou. Encontros agendados O chefe do Governo informou também que pretende reunir-se com autoridades judiciais portuguesas para solicitar apoio a Timor-Leste. “Também me encontrarei com o Procurador-Geral e com o Presidente do Supremo Tribunal, em Lisboa”, explicou. Segundo Xanana Gusmão, o objectivo é sensibilizar estas entidades para a necessidade de apoio ao país, e não para a assinatura de grandes acordos. “Queremos evitar situações em que os nossos juízes lêem documentos sem compreender plenamente o conteúdo e acabam apenas por os assinar.” O líder nacional reconheceu que a questão da justiça é de extrema importância para Timor-Leste. Timor-Leste enviou em 2024 os primeiros 50 estudantes para frequentarem o curso de Direito em Portugal, na sequência da assinatura de protocolos de cooperação com cinco faculdades portuguesas. Os protocolos de cooperação foram assinados com as faculdades de direito da Universidade Católica, Universidade do Minho, Universidade de Lisboa, Universidade do Porto e Universidade Nova de Lisboa. O projecto prevê um total de 250 e 300 juristas formados em Portugal e será financiado na sua totalidade por Timor-Leste, num investimento inicial de cerca de 14,9 milhões de euros até 2028.
Mongólia | Amizade com China é prioridade de política externa Hoje Macau - 15 Jun 2026 O Presidente mongol afirmou que a amizade com Pequim constitui uma prioridade da política externa do país e manifestou vontade de aprofundar a cooperação bilateral, durante uma reunião em Ulan Bator com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês. Ukhnaagiin Khürelsükh afirmou, no sábado, que os dois países têm vindo “a aprofundar continuamente” a “cooperação mutuamente benéfica” e manifestou confiança de que o comércio bilateral alcance este ano os 20 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. O líder da Mongólia reiterou ainda que Taiwan “é parte inalienável” do território chinês e sustentou que as questões relativas a Hong Kong, Tibete e Xinjiang são “assuntos internos” da China, lê-se na nota. Khürelsükh manifestou apoio às iniciativas globais promovidas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, ainda de acordo com o comunicado. No encontro, Wang Yi assegurou que a política da China em relação à Mongólia mantém “continuidade e estabilidade” e reiterou que Pequim vai continuar a atribuir às relações com o país vizinho uma posição de relevo. O chefe da diplomacia chinesa manifestou disponibilidade de Pequim para aprofundar a cooperação em vários domínios – incluindo energia, recursos minerais, comércio e investimento – bem como para explorar novas áreas de crescimento ligadas aos minerais críticos, ao desenvolvimento verde e à economia digital. A agência oficial mongol Montsame informou, por seu lado, que durante o encontro os dois líderes falaram sobre o aumento do comércio bilateral, a expansão das exportações mineiras, o desenvolvimento de infraestruturas, a ligação ferroviária, o petróleo, a energia verde, a inteligência artificial e o comércio electrónico. Durante a visita à Mongólia, Wang Yi deverá ainda reunir-se com o primeiro-ministro mongol, Uchral Nyam-Osor, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Batmunkh Battsetseg.
Presidente de Myanmar na China na próxima semana Hoje Macau - 15 Jun 2026 O novo Presidente de Myanmar (antiga Birmânia), Min Aung Hlaing, vai realizar uma visita oficial à China na próxima semana, anunciou sexta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Min Aung Hlaing “efectuará uma visita de Estado à China entre 15 e 19 de Junho, a convite do Presidente Xi Jinping”, indicou a diplomacia chinesa. Antigo líder da junta militar, Min Aung Hlaing tomou posse como Presidente em Abril, mantendo-se à frente do país asiático num cargo de natureza civil. Durante a visita, terá encontros separados com Xi Jinping, com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e com Zhao Leji, presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (parlamento chinês), afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Lin Jian. “A China está disposta a trabalhar com Myanmar, por ocasião da visita do Presidente Min Aung Hlaing, para dar continuidade à tradicional amizade ‘Pauk Phaw’ e aprofundar a cooperação estratégica global”, declarou Lin. A expressão “Pauk Phaw”, que em birmanês remete para uma relação familiar próxima, é frequentemente utilizada para descrever os laços entre os dois países vizinhos. A China é um dos principais parceiros de Myanmar, que permanece diplomaticamente isolado desde o golpe militar de 2021, quando Min Aung Hlaing, então comandante das Forças Armadas, derrubou o Governo eleito liderado por Aung San Suu Kyi. Pequim mantém importantes investimentos no país vizinho e fornece apoio militar ao regime, partilhando com Myanmar uma fronteira de cerca de 2.100 quilómetros. Uma espécie de eleições Após cinco anos de governo militar, as autoridades birmanesas organizaram eleições legislativas entre Dezembro e Janeiro, apresentadas como um regresso à democracia. As eleições não se realizaram em vastas áreas controladas por grupos rebeldes e resultaram numa vitória esmagadora dos partidos pró-militares, sem oposição significativa. Vários países e observadores internacionais classificaram o processo eleitoral como uma tentativa de manter o poder nas mãos dos mesmos dirigentes. A China apoiou as eleições, num contexto de retoma das discussões sobre projectos de infraestruturas que tinham ficado bloqueados devido ao conflito interno. Em Abril, durante uma visita a Myanmar, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manifestou apoio aos esforços do país para “seguir uma via de desenvolvimento bem-sucedida” e prometeu ajuda chinesa para proteger a sua segurança e soberania.
Hunan | Autoridades investigam causas da explosão que matou 37 pessoas Hoje Macau - 15 Jun 2026 Altos responsáveis de serviços administrativos de Hunan estão na mira dos inspectores da comissão provincial por suspeitas de graves violações da lei As autoridades anti-corrupção da província chinesa de Hunan abriram investigações a seis responsáveis da gestão de emergências, polícia e administração local na sequência da explosão de uma fábrica de fogo-de-artifício que causou 37 mortos no mês passado. A comissão provincial de inspecção e disciplina anunciou na quinta-feira que três altos funcionários do sistema de gestão de emergências estão a ser investigados por “graves violações da disciplina e da lei”, expressão habitualmente utilizada na China para designar suspeitas de corrupção ou abuso de poder. Entre os visados estão Lei Min, director-adjunto do centro de comando de resgate de emergência para a segurança no trabalho do departamento provincial de gestão de emergências de Hunan, Zhong Caifa, antigo director-adjunto da agência municipal de gestão de emergências de Changsha, e Yang Hai, vice-secretário do Partido Comunista Chinês e director da agência municipal de gestão de emergências de Liuyang. As investigações surgem menos de uma semana depois de as autoridades locais terem anunciado processos semelhantes contra Li Xiang, antigo vice-presidente da câmara de Liuyang, Gao Chengjian, ex-subchefe da brigada de patrulhamento policial da cidade, e Liu Yongqiang, funcionário da gestão de emergências da localidade de Guandu. A sucessão de investigações está ligada à explosão ocorrida a 4 de Maio na fábrica Huasheng Fireworks Manufacturing and Display Company, em Liuyang, cidade sob jurisdição de Changsha e considerada a “capital mundial do fogo-de-artifício”. Além dos 37 mortos, o acidente provocou 51 feridos hospitalizados e uma pessoa continua desaparecida. A explosão ocorreu uma semana depois de o Governo central ter introduzido novas normas de segurança para a indústria do fogo-de-artifício, destinadas a reduzir os riscos de explosões. No dia seguinte ao acidente, as autoridades ordenaram a suspensão imediata da produção em todas as fábricas de fogo-de-artifício da província para a realização de inspeções de segurança. A Procuradoria Popular Suprema anunciou posteriormente que iria supervisionar a investigação, enquanto o Conselho de Estado criou uma equipa especial liderada pelo Ministério da Gestão de Emergências, com a participação do Ministério da Segurança Pública, da Administração Estatal para a Regulação do Mercado e do Governo de Hunan. Combate nacional A equipa realizou a primeira reunião a 8 de Maio, mas o relatório final ainda não foi divulgado. O reforço das investigações em Hunan coincide com uma campanha nacional contra falhas regulatórias e incumprimento das normas de segurança no trabalho. Na quarta-feira, o Ministério da Gestão de Emergências lançou uma nova ronda de inspecções nacionais, que decorrerá até 10 de Julho, envolvendo 24 equipas destacadas para as 31 divisões administrativas provinciais do país. A campanha visa detectar riscos graves para a segurança laboral, encobrimento de acidentes mortais e casos de corrupção, suborno ou negligência na fiscalização. Também na semana passada, Zhang Heping, director-adjunto do departamento de gestão de emergências da província de Shanxi, foi colocado sob investigação na sequência de uma explosão numa mina de carvão que matou 82 pessoas no mês passado. Segundo fontes do sector citadas pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, as fábricas de fogo-de-artifício de Liuyang enfrentavam pressão para cumprir encomendas antes da interrupção obrigatória da produção entre Junho e Agosto, devido aos riscos acrescidos associados às elevadas temperaturas do Verão. A indústria é o principal motor económico de Liuyang. A cidade alberga 431 fabricantes de fogo-de-artifício, responsáveis por cerca de 60 por cento da produção nacional e por mais de 300 mil postos de trabalho. Em 2025, Liuyang exportou quase 13.800 contentores de fogo-de-artifício, mais de 70 por cento dos quais destinados aos mercados europeu e norte-americano.
Espionagem | Confirmda detenção de cidadão norte-americano Hoje Macau - 15 Jun 2026 A República Popular da China confirmou sexta-feira a detenção de um cidadão norte-americano, analista de um centro de investigação especializado em questões sobre Myanmar, por alegadas actividades de espionagem. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) chinês, Lin Jian, disse que as autoridades de Pequim “acreditam” que Min Zin está envolvido em questões criminais, por alegadas actividades de espionagem que colocaram em risco a segurança nacional da República Popular da China. Min Zin, cidadão norte-americano, é membro fundador do Instituto de Estratégia e Política sobre Myanmar (antiga Birmânia), um grupo de reflexão (‘think tank’) dedicado à análise política e estratégica deste país. O representante da diplomacia chinesa não especificou a natureza das “medidas coercivas” que foram aplicadas ao cidadão norte-americano, uma expressão que, na terminologia jurídica chinesa, normalmente indica que a pessoa não é livre de se deslocar. O MNE de Pequim disse ainda que o consulado geral dos Estados Unidos em Cantão, sul da República Popular da China, foi informado sobre o assunto, acrescentando que os “direitos legais estão totalmente garantidos”.
Exposição de fotografia “O Fio do Tempo” patente no Arquivo de Macau Hoje Macau - 15 Jun 2026 Pode ser vista até 30 de Setembro a mostra de fotografia “Cidade e Imagem: o Fio do Tempo – Exposição de Imagens Históricas do Acervo do Arquivo de Macau”, disponível no Arquivo de Macau. A exposição revela ao público “imagens históricas e contemporâneas que reflectem a transformação da cidade ao longo de um século”, descreve o Instituto Cultural (IC) em comunicado. A inauguração da exposição aconteceu na última sexta-feira, tendo em conta as celebrações do “Dia do Património Cultural e Natural da China” e “Dia Internacional dos Arquivos”. Apresentam-se, assim, “uma selecção do acervo do Arquivo, com uma abordagem curatorial que justapõe imagens históricas e contemporâneas”. São imagens onde a “lente da câmara [é utilizada] como ponte entre o passado e o presente”, revelando-se “detalhes visuais preciosos em diferentes dimensões desde as mudanças da paisagem urbana de Macau, os meios de subsistência da população até ao desenvolvimento das infraestruturas da cidade”. A nossa memória Desta forma, o público pode “compreender a trajectória de desenvolvimento de Macau através de imagens intuitivas e, assim, salvaguardar a memória histórica colectiva da cidade”. O IC conta ainda que uma das funções do Arquivo de Macau é a “recolha, restauro, organização e preservação de arquivos históricos locais”, a fim de enriquecer “a base de dados de documentação histórica local, providenciando assim importantes registos físicos para a investigação sobre a história de Macau”. Estes registos permitem ainda a investigação sobre a “história do comércio e trocas culturais entre a China e o exterior”. O IC diz esperar, com esta mostra, que “arquivos valiosos saiam do depósito e sejam expostos ao público, aprofundando a compreensão da comunidade sobre a preservação de arquivos e a história local”. Além disso, pretende-se promover “a popularização e a transmissão da história e cultura de Macau”. “Cidade e Imagem: o Fio do Tempo – Exposição de Imagens Históricas do Acervo do Arquivo de Macau” pode ser vista no Arquivo de Macau, na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida.
Cinema | Festival “Saracoteio – Dança no Ecrã” mostra 13 filmes Hoje Macau - 15 Jun 2026 O “Rollout Dance Film Festival” de Macau vai exibir em Dezembro 13 vídeos de dança no âmbito do festival Saracoteio – Dança no Ecrã. O evento realiza-se em parceria com festivais congéneres de Cabo Verde e Portugal. Mary Wong, curadora do “Rollout”, conta que um dos vídeos retrata a vida no bairro do Iao Hon Um programa conjunto vai mostrar 13 filmes e vídeos de dança provenientes de cinco países e territórios lusófonos em festivais de Macau, Portugal e Cabo Verde, disse a organização à Lusa. Mary Wong, curadora do Rollout Dance Film Festival de Macau, revelou que o programa Saracoteio – Dança no Ecrã seleccionou obras de Portugal, Moçambique, Macau, Brasil e Guiné-Bissau. A convocatória recebeu cerca de 60 filmes e vídeos, e a escolha final coube a três curadores, de cada um dos três festivais: o Rollout, a 34.ª Quinzena de Dança de Almada e o Festival Uabá de Cabo Verde. As obras seleccionadas irão integrar os três festivais, a começar pelo Uabá, na ilha de Santiago, entre 21 e 25 de Setembro, logo seguido por Almada, de 25 de Setembro a 11 de Outubro, com o Rollout de Macau previsto para Dezembro. Wong disse que a escolha teve como um dos principais critérios obras que não são “apenas uma apresentação de dança, mas que utilizam a linguagem da cinematografia, o movimento corporal e a coreografia, tanto das pessoas como da lente”. Os curadores procuraram também “obras mais inovadoras”, que “tentam romper com que já foi feito”, explicou a bailarina, que nasceu em Macau antes da transição de administração para a China e tem nacionalidade portuguesa. Wong deu como exemplo um vídeo em que “a coreografia do movimento corporal não provém apenas da dança, mas da escalada” e outro que “mostra a ligação entre um bailarino humano e um cavalo”. Filmar o Iao Hon Entre os quatro trabalhos de Macau seleccionados, a curadora destacou um que tem como palco o Iao Hon, um dos bairros mais densamente povoados no mundo, com mais de 12 mil habitantes, construído na década de 1970, e que as autoridades pretendem demolir. “Não tem nada a ver com a arquitectura histórica de Macau, mas reflecte a vida real das pessoas daqui, e acho interessante que seja possível ver esse aspecto comunitário num sentido muito estéctico”, disse Wong. Os curadores, acrescentou Wong, também procuraram filmes com “algum tipo de mensagem sociocultural, que realmente reflicta a vida contemporânea”, que coloque o público “a pensar e falar”. Wong deu como exemplo obras vindas do Brasil e de Moçambique, onde “as disputas e a instabilidade políticas são frequentemente mencionadas”. Em declarações à Lusa em Abril, Wong sublinhou que, mais do que uma parceria pontual, o objectivo do Saracoteio passa por estreitar laços entre artistas de diferentes paragens. No início de Outubro, bailarinos de Macau irão a Portugal apresentar quatro obras. No início de Dezembro, será a vez da Quinzena de Dança de Almada levar trabalhos de dança à RAEM.
Macau presente nas Marchas Populares de Lisboa, que Alfama venceu Hoje Macau - 15 Jun 2026 Alfama venceu a edição deste ano do Concurso das Marchas Populares de Lisboa, anunciou no sábado a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), responsável pela organização da iniciativa. Em segundo lugar ficou Alcântara e em terceiro Madragoa. “Oito anos depois, a Marcha de Alfama volta a vencer o concurso das Marchas Populares de Lisboa, com o tema ‘Os santos devem estar loucos’, que retrata o contraste entre a tradição da marcha e as mudanças sentidas no bairro”, lê-se num comunicado da EGEAC. Outros grupos estiveram este ano no concurso: Graça (4.º), Bairro Alto (5.º), Beato e Bica (6.º ex-aequo), Carnide e Olivais (8.º ex-aequo), Mouraria (10.º), Alto do Pina (11.º), Marvila e Penha de França (12.º ex-aequo), Benfica (14.º), São Vicente (15.º), São Domingos de Benfica (16.º), Bela Flor Campolide (17.º), Bairro da Boavista e Castelo (18.º ex-aequo) e Ajuda (20.º). Em 2025, Alcântara e Bairro Alto tinham vencido o concurso. De acordo com informação da EGEAC, Alfama e Madragoa ganharam na categoria de Melhor Coreografia. A Melhor Cenografia foi para Alcântara, que venceu também o Melhor Figurino, em conjunto com a Bica. A distinção da Melhor Letra foi para Alcântara, Alfama, Graça e Olivais. Quem venceu a Melhor Musicalidade foram as marchas do Alto do Pina e de Alfama, e a Melhor Composição Original foi para Alfama com “Os Santos devem estar loucos”, para a Graça com “Na Graça o 13 é sorte” e Alcântara com “À moda de Alcântara”. O Melhor Desfile na Avenida foi para Alfama. Macau presente O desfile teve início com a tradição folclórica chinesa Dança do Dragão e dos Leões Dourados, apresentada pela Associação Geral Desportiva de Macau Lo Leong. Numa nota de imprensa, a DST descreve como esta actuação representou “uma demonstração de dança do leão e dança do dragão, ambas classificadas como Património Cultural Intangível de Macau”, além de evidenciar “o fascínio singular de Macau enquanto destino de ‘Turismo + Cultura’, e a sua imagem de coexistência multicultural”, Antes das Marchas em concurso, desfilaram a Marcha Infantil das Escolas de Lisboa, a Marcha Infantil A Voz do Operário, a Marcha dos Mercados e a Marcha Santa Casa. Sob o tema “Somos Lisboa. Somos Europa”, as 20 marchas a concurso, que já se apresentaram na MEO Arena, foram avaliadas e pontuadas por um júri consoante os figurinos, as músicas e as coreografias originais, retratando os vários bairros lisboetas participantes. Além das Marchas, casamentos e arraiais, a programação das Festas de Lisboa tem este ano, durante o mês de Junho, mais de 40 iniciativas, “maioritariamente gratuitas”, espalhadas pela cidade, com concertos, cinema ao ar livre, exposições e festivais multiculturais. O encerramento das Festas de Lisboa decorre no dia 26 de Junho nos Jardins da Torres de Belém.
Combustíveis | Detectado erro em descontos nos postos da Shell João Luz - 15 Jun 202615 Jun 2026 Ao longo de 10 dias, nos postos da Shell não foram deduzidos todos os descontos aos clientes no âmbito dos subsídios do Governo. O erro de facturação levou a uma diferença de cerca de 30 mil patacas. Após a vistoria que detectou o erro, a Shell iniciou a devolução aos clientes A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) revelou ter encontrado um erro durante vistorias à aplicação dos planos de subsídios para os preços dos combustíveis. Num comunicado, emitido na sexta-feira, é indicado que “na parte de manhã dos dias 26 de Maio a 4 de Junho, nos postos de abastecimento de gasolina da companhia Shell”, “não foram deduzidos todos os descontos existentes para clientes ao preço de venda, antes de deduzir o subsídio do Governo”. A falha foi justificada por um erro no sistema de facturação. A diferença envolvida nas vendas de gasolina, lesou os consumidores num total de 30 mil patacas. Por cada venda de combustível para motociclos o erro de facturação resultou numa diferença de cerca de 0,4 a 0,7 patacas, enquanto cada transacção relativa a veículos envolveu uma diferença de cerca de 2 a 5 patacas. A venda de gasóleo não foi afectada. O Governo indicou que a Shell rectificou o sistema e, “em conformidade com as exigências da DSEDT, implementou medidas para a restituição da diferença de preço”. Além disso, “prometeu também oferecer compensação adicional aos clientes afectados”. Os consumidores afectados podem dirigir-se aos postos de abastecimento da Shell para recuperar a diferença de preço. Para tal, é preciso apresentar “recibos de transacção, registos de pagamentos electrónicos”. A DSEDT acrescentou ainda que é possível recorrer às gravações de vídeo dos postos de abastecimento de gasolina. Em cima da situação Apesar do erro de facturação, que durou uma dezena de dias, a DSEDT indicou ter feito mais de 130 vistorias a postos de abastecimento de gasolina e estabelecimentos de venda de gás de petróleo liquefeito em Macau. O Governo salienta que, através do Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Fiscalização dos Combustíveis, tem acompanhado “de perto” o cumprimento das normas por parte dos fornecedores de combustível, enviando regularmente pessoal para inspeccionar os estabelecimentos de venda de combustível. Os inspectores focam a sua acção nos “registos de fornecimento, de venda e de armazenamento de combustíveis, bem como as respectivas facturas”. Além disso, foi também enviado pessoal ao Terminal de Combustíveis do Porto de Ká-Hó para confirmar os registos de saída e comparar os dados de venda. Recorde-se que este plano de subsídios para fazer face às flutuações nos preços globais do petróleo, devido à guerra no Irão, começou a 11 de Maio, primeiro para o gasóleo. A medida acabou por ser alargada à compra de gás de petróleo liquefeito e gasolina sem chumbo.
Justiça | Mantida pensa suspensa por ameaças Hoje Macau - 15 Jun 2026 O Tribunal de Segunda Instância (TSI) confirmou a pena suspensa de um ano e nove de prisão para um homem que foi condenado por quatro crimes de ameaça. Segundo a informação divulgada pelos tribunais, o homem ameaçou três colegas da esposa, por ciúmes, através de publicações online em que colocou fotos dos visados e escreveu textos a ameaçar matar as suas famílias. Houve também situações em que o homem contactou por telefone as vítimas com ameaças de morte, o que levou os visados a apresentarem queixa. Além da condenação a um ano e nove meses de pena suspensa, o criminoso foi igualmente condenado a pagar 5 mil patacas e 10 mil patacas a duas das vítimas. Após a condenação no Tribunal Judicial de Base, o homem recorreu da sentença, por considerar que não havia provas suficientes para ser condenado. No entanto, os juízes da segunda instância consideraram que o TJB decidiu de forma correcta e mantiveram a pena. Droga | Mulheres detidas com estupefacientes A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas mulheres, cidadãs Vietname, por venderem estupefacientes em Macau. Segundo a informação citada pelo jornal Ou Mun, além das detenções foram apreendidas drogas avaliadas em 1,86 milhões de patacas. Uma das mulheres detida tem 33 anos, estava desempregada, apesar de se encontrar em Macau como trabalhador não-residente e no passado tinha desempenhado as funções de massagista. A outra detida, tem 36 anos, é trabalhadora não-residente e massagista. Entre os estupefacientes apreendidos, as autoridades encontraram quase 1.5 quilogramas em 286 embalagens com metanfetaminas, 159 com cetamina, 33 com ecstasy e 10 com comprimidos de ecstasy. Quando as mulheres foram detidas, recusaram indicar às autoridades a proveniência das drogas. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
IAM | Patas de galinha retiradas do mercado Hoje Macau - 15 Jun 2026 O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) ordenou a retirada do mercado de patas de galinha sem ossos produzidas pela empresa Macau Full Basket Industria Lda. A informação foi divulgada em comunicado, e o produto foi recolhido devido a uma inspecção em que foram detectadas ireregulardades ligadas aos níveis de “listeria monocytogenes”. “De acordo com as ‘Orientações sobre Critérios Microbiológicos para Alimentos Prontos a Comer’, foi detectado um nível ‘insatisfatório’ de Listeria monocytogenes na amostra”, foi explicado. “O IAM acompanhou e tratou de imediato do caso, ordenando ao estabelecimento envolvido que suspendesse a produção, fornecimento e procedesse à recolha dos produtos alimentares em causa”, foi acrescentado. A informação do IAM indicou também que as “bactérias do género listeria” podem sobreviver e reproduzir-se a baixas temperaturas, mas se os alimentos foram bem aquecidos podem ser eliminadas. O consumo de comida contaminada “pode causar doenças e, geralmente, os infectados apresentam sintomas como febre, dores musculares, dores de cabeça, náuseas, vómitos ou diarreia”. No caso das pessoas com baixa imunidade, tais como recém-nascidos e idosos, o IAM indicou que podem sofrer complicações graves se foram infectadas.
Serviços de Saúde | Negada existência de casos de Ébola Hoje Macau - 15 Jun 2026 Os Serviços de Saúde (SS) emitiram um comunicado a refutar os boatos sobre a existência de casos de Ébola no território. “Relativamente aos rumores que circulam nas redes sociais sobre casos de Ébola em Macau, os Serviços de Saúde esclarecem que nunca houve, até à presente data, qualquer caso confirmado da doença”, pode ler-se na mensagem. “Esta informação é falsa e os Serviços de Saúde condenam veementemente aqueles que, de forma malévola, divulgam informações falsas sobre a epidemia, causando pânico desnecessário e perturbando a ordem social”, foi adicionado. Os SS indicaram também que a origem dos rumores vai ser investigada pelas autoridades, porque constitui crime. “Os Serviços de Saúde salientam que a criação e a divulgação de informações falsas sobre a epidemia constituem crime, tendo comunicado o incidente de imediato à Polícia Judiciária para proceder às devidas diligências. Os residentes são alertados para não divulgarem informações sem confirmação oficial”, foi apontado.
Obras | Macau aperta controlo após incêndio em Hong Kong Hoje Macau - 15 Jun 2026 Após a maior tragédia em Hong Kong dos últimos anos, com o incêndio em Tai Po que fez mais de 160 vítimas mortais, o Corpo de Bombeiros aumentou o número de fiscalizações em obras, mas não foram detectadas quaisquer infracções As inspecções a armazéns e estaleiros de obras dispararam no primeiro trimestre, na sequência do incêndio de Novembro em Hong Kong, mas os bombeiros de Macau não encontraram qualquer violação da segurança. Numa resposta escrita a questões colocadas pela Lusa, o Corpo de Bombeiros (CB) indicou que realizou 1.275 vistorias entre Janeiro e Março, mais 80,9 por cento do que no mesmo período de 2025. O CB explicou que as inspecções no terreno em espaços industriais abrangeram “bocas-de-incêndio, instalações intermédias de armazenamento e estaleiro de construção”. Durante as vistorias, “não foram encontradas violações das leis de segurança contra incêndios e das leis relativas a produtos perigosos”, referiram os bombeiros. O CB confirmou que o aumento das inspecções a estaleiros de obras foi uma resposta ao incêndio que matou 168 pessoas em Tai Po, tornando-se o mais mortífero em Hong Kong desde 1948. Os bombeiros sublinharam ainda que realizaram 2.839 vistorias de segurança contra incêndios em edifícios comunitários no primeiro trimestre, tendo aberto 40 processos, com outros 28 ainda em investigação. Estes 68 casos envolveram principalmente a colocação indevida de objectos, incluindo motociclos, em corredores de evacuação, e a maioria foi resolvida após advertências verbais, disse o CB. Do outro lado Uma comissão independente de investigação iniciou em Março, em Hong Kong as audiências sobre o incêndio, que começou a 26 de Novembro, e devastou o complexo de habitação social de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. O advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. As sete torres devastadas pelo incêndio estavam em obras e cobertas por andaimes de bambu, redes de protecção não resistentes ao fogo e painéis de espuma, que podem ter contribuído para a rápida propagação do incêndio. A polícia e a agência anticorrupção de Hong Kong acusaram na quarta-feira sete pessoas e duas empresas de 25 crimes ligados ao incêndio, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude e branqueamento de capitais. Em 19 de Maio, o Governo de Hong Kong enviou para o parlamento uma proposta que impõe multas de três milhões de dólares de Hong Kong e uma pena máxima de seis meses de prisão para quem fumar em estaleiros.
IIICF | Assinados acordos de quase 10 mil milhões de dólares Hoje Macau - 15 Jun 2026 Terminou na sexta-feira, a 17ª edição Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF), onde foram assinados 21 acordos de cooperação, cujo valor total ascende a 9,9 mil milhões de dólares americanos. A informação foi avançada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) na sexta-feira à noite. Os acordos em questão englobam sectores como os transportes, construção civil, energia, electricidade, mineração e fundição de metais não ferrosos, abrangendo um total de 15 países e regiões, incluindo Angola, Brasil, El Salvador e Chile. Ao longo dos três dias do evento, foram organizadas mais de 200 sessões de bolsas de contactos. O IIICF deste ano atraiu a participação de mais de 3.500 líderes das esferas governamental, empresarial e industrial, oriundos de mais de 70 países e regiões, para exibir as mais recentes tecnologias e oportunidades de cooperação numa área de exposição de cerca de 8.000 metros quadrados O IPIM sublinha que o evento “potencia plenamente o papel de Macau enquanto ‘interlocutor de precisão’ entre a China e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola”. O fórum deste ano centrou-se na modernização de infra-estruturas, impulsionada pela transição verde e de baixo carbono, bem como pelas tecnologias digitais e inteligentes, para transformar infra-estruturas tradicionais em novas infra-estruturas. O IPIM refere ainda que o evento proporcionou “às empresas expositoras uma plataforma pragmática para responder com eficácia às necessidades do mercado e expandir a cooperação internacional”.
IAM | Ho Ion Sang pede mais casas-de-banho e melhor sinalizadas Hoje Macau - 15 Jun 2026 O deputado Ho Ion Sang pediu ao Governo que melhore a sinalética e as orientações nas ruas a indicar a existência de casas-de-banho. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita. O deputado dos Moradores recordou que nos últimos anos, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) actualizou os sanitários públicos e também foi lançada a aplicação “Easy Go” para indicar os locais via a leitura de código QR nas placas de sinalização. No entanto, Ho Ion Sang considera que o Governo ainda precisa de aumentar o número de placas de sinalização e de códigos QR em espaços públicos para guiar o público que procura sanitários públicos, sobretudo nas zonas de maior concentração de pessoas, atracções turísticas e nas instalações de transporte principais. Além disso, o deputado apontou que a aplicação criada pelo Governo deve incluir a existência de casas-de-banho públicas mantidas por outros serviços públicos, além das que estão directamente sob a alçada do IAM. Ho Ion Sang sugeriu ainda ao Governo que crie sanitários públicos nas proximidades da Povoação de Ká Hó, dado que a vila tem gerado uma nova procura, pelo que é preciso responder às necessidades fisiológicas de residentes e turistas.
Conselho das Comunidades | Renovação das associações é prioridade João Santos Filipe - 15 Jun 2026 A partir de Agosto, o Conselho das Comunidades Portuguesas vai promover reuniões quinzenais presenciais e online para abordar vários assuntos e ouvir directamente as pessoas O presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas na China, Rui Marcelo, identificou como principais desafios para a comunidade questões como os “atrasos” nos processos de nacionalidade e registos, a preservação da língua e a necessidade de renovar as associações. Os assuntos foram identificados no âmbito de um seminário com o nome “Raízes e Rumo: Fortalecer o Presente, Construir o Futuro”, realizado no sábado, na sede do Instituto Internacional de Macau. Segundo um comunicado sobre o evento, Rui Marcelo fez um balanço do actual mandato, que começou em 2024, e apontou como desafios “prioritários” para a comunidade “os atrasos em processos de nacionalidade e registos”, “a necessidade de preservar a língua portuguesa entre jovens e luso-descendentes” e ainda a “urgente necessidade de renovação geracional no associativismo”. Os problemas foram indicados após uma sessão de abertura que contou com um discurso por vídeo do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e com a presença do cônsul de Portugal em Macau, Alexandre Leitão. De acordo com a informação oficial, foi também anunciado que a partir de Agosto o Conselho das Comunidades Portuguesas vai começar a realizar reuniões quinzenais com os membros da comunidade. Estes encontros vão ser feitos em “formato presencial” e “por videoconferência” e abordar “questões consulares, sociais, educativas, fiscais e associativas”, decorrendo “numa lógica de escuta activa e apoio personalizado” à comunidade. Balanço e Contas Rui Marcelo apresentou também um balanço do actual mandato dos conselheiros e sublinhou os esforços de “consolidação institucional” e “reforço da representação junto das autoridades portuguesas e locais”, assim como o maior “apoio consular, social e educativo” principalmente ao nível do “acompanhamento de aposentados e pensionistas” e “em processos de nacionalidade e registos”. O conselheiro destacou ainda as iniciativas de “promoção da língua e cultura portuguesas, através de seminários, celebrações do Dia de Portugal e participação em eventos culturais” e a “cooperação institucional com entidades como o AICEP, o IPOR, o Consulado-Geral e associações de matriz portuguesa”. O evento contou com a colaboração do Instituto Internacional de Macau, da Associação dos Jovens Macaenses, do Conselho das Comunidades Macaenses, e com o apoio da Casa de Portugal em Macau, da Associação dos Macaenses e da Associação dos Estudos da Cultura Macaense.