Trânsito | Autoridades preparam medidas para férias da Páscoa Hoje Macau - 15 Abr 2025 Tendo em conta a chegada das férias da Páscoa que implica um maior número de visitantes no território, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) elaborou uma série de medidas de gestão do trânsito e de autocarros com o Corpo de Polícia de Segurança Pública, os Serviços de Alfândega, as empresas integradas de turismo e lazer, os hotéis e as operadoras de autocarros transfronteiriços. O objectivo foi “planear medidas de resposta” como o alargamento da zona de fila de espera no posto fronteiriço de Macau da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e a entrada em operação de carreira sazonal e especial de autocarros. Além disso, irá aumentar a frequência dos autocarros transfronteiriços entre Hong Kong e Macau e dos autocarros dourados, “com vista a reforçar a capacidade global de transporte”. Assim, segundo uma nota de imprensa emitida pela DSAT, o aumento das rotas dos autocarros dourados decorre entre hoje e o dia 24 de Abril, enquanto o alargamento provisório da zona da fila de espera do posto fronteiriço dura até ao dia 21. Em matéria de autocarros, começa a funciona o autocarro 21AT e 101XS.
Poluição | SMG recomendam à população que evite sair à rua João Santos Filipe - 15 Abr 2025 As elevadas concentrações de poluentes no ar ao longo do dia de ontem levaram as autoridades a alertar a população para evitar sair à rua ou praticar exercício físico ao ar livre A poeira deslocada para Macau por uma monção nordeste levou os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) a apelarem à população que evitasse sair de casa. Ao longo do dia, os níveis da qualidade do ar foram variando, mas durante a maior parte do tempo mantiveram-se em níveis classificados como perigosos. “Sob a influência de uma tempestade de poeira trazida por uma monção nordeste, e devido ao vento fraco e a condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão de poluentes atmosféricos, espera-se que a concentração de poluentes se mantenha em níveis elevados durante um período de tempo”, foi explicado pelos SMG, nos alertas emitidos à população. “Os SMG aconselham a população, especialmente, pessoas que sofram de doenças cardíacas ou respiratórias, grávidas, crianças e idosos, a evitar actividades extenuantes e actividades ao ar livre, especialmente em áreas de tráfego intenso”, foi acrescentado. Em relação à população em geral, por volta do meio-dia, era indicado que reduzisse “actividades extenuantes e o tempo de permanência ao ar livre”. Segundo a análise das autoridades, os diferentes poluentes registaram diferentes níveis de concentração ao longo do dia, um factor que também depende do local onde é feita a medição. No entanto, por volta das 12h35, a concentração das partículas 2,5, também conhecidas como partículas finas, variava entre 74 e 81 microgramas por metro cúbico. As orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que os níveis saudáveis de PM2,5 não devem ficar acima de uma média de 5 micrograma por metro cúbico ao longo de todo o ano. Além disso, indica a OMS, a exposição diária a um valor de 15 micrograma por metro cúbico, não deve ultrapassar mais de quatro dias. Valores elevados Em relação às partículas PM10, por volta das 12h35, os níveis de concentração variavam entre 272 e 368 microgramas por metro cúbico. De acordo com a OMS, o valor limite saudável da concentração média diária destas partículas é de 50 microgramas por metro cúbico e o valor-limite anual é de 20 microgramas por metro cúbico. A nível do dióxido de nitrogénio os níveis máximos recomendados são de 25 microgramas por metro cúbico por dia e de 10 microgramas por metro cúbico por ano. A medição dos SMG às 12h35 de ontem, que teve por base os valores da hora anterior, indicava uma concertação de 39,1 a 88,9 microgramas por metro cúbico. Na foi só na RAEM que o impacto das poeiras deslocadas pela monção se fez sentir. Na manhã de ontem, Hong Kong aparecia identificada pelo portal iqair.com como o local com a quarta pior concentração de poluentes no ar a nível mundial. A RAEHK era apenas ultrapassada a nível da pior qualidade do ar por Shenzhen, a cidade vizinha do Interior da China, Nova Deli na Índia e Lahore, no Paquistão. Por volta do meio-dia, Hong Kong caiu para o sexto lugar, tendo sido ultrapassada pelas cidades chinesas de Guangzhou e Chongqing, que também apresentaram uma grande concentração de poluentes no ar.
Cheque pecuniário | Sam Hou Fai espera “consenso” para decidir Andreia Sofia Silva - 15 Abr 2025 Podem vir aí mudanças no programa de comparticipação pecuniária, mas não se sabe quando ou como. Sam Hou Fai afirmou ser necessário mais consenso na sociedade, mas indicou que parte do valor orçamentado para o cheque pode ser aplicado na economia local O programa de comparticipação pecuniária vai ser alterado, mas Sam Hou Fai não adiantou ontem, na conferência de imprensa sobre o relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para este ano, nenhuns detalhes sobre como vai ser essa mudança, em relação a formatos, valores e se residentes que vivem fora de Macau vão continuar a receber o apoio. Para que se saiba o que vai acontecer é necessário consenso, disse. “Não consigo responder de forma mais detalhada sobre as condições [de atribuição dos cheques]. Neste momento, o objectivo do Governo é dar 10.000 patacas para residentes permanentes e 6.000 para não-permanentes. Para mais detalhes tenho de ter o consenso da sociedade”, frisou. Sam Hou Fai deixou, no entanto, algumas considerações sobre eventuais formatos a adoptar pelas autoridades. “Temos este plano há 17 anos, e se o mantemos no formato antigo, ou se será necessário reformar, depende do consenso que obtivermos na sociedade. Podemos depositar o dinheiro no banco ou utilizar uma certa quantia para injectar na economia, para que se consuma mais. Tudo vai depender da situação de vida real.” O Chefe do Executivo destacou que, em termos orçamentais, “este ano não vai ser fácil”, pois estão previstas “despesas regulares muito elevadas, de 150 mil milhões de patacas”, e receitas de impostos do jogo na ordem dos 93,1 mil milhões. Além disso, o governante lembrou a maior estabilidade da taxa de inflação actual face em 2008, quando foi criado o programa de comparticipação pecuniária. “Lembro-me que em 2008 a crise financeira e a taxa de inflação foram assuntos encarados na altura. A taxa de inflação era de 9,4 por cento, mas agora está mais aliviada. Os cheques pecuniários são uma medida de apoio e não são regulados por lei. Na sociedade têm existido vozes que referem que este plano tem uma parte que não é justa e que tem de sofrer alterações”, lembrou. “Por se tratar de uma medida anual, é preciso lançar o regulamento administrativo, e se não for lançado, é sinal que não vão haver cheques pecuniários. Quando realizar o regulamento vou ter em conta as diferentes situações sociais. Tenho apenas quatro meses como Chefe do Executivo e preciso de ouvir mais opiniões. Se mantivermos o modelo das dez mil patacas é fácil, pois temos residentes a trabalhar na Grande Baía. Também temos a possibilidade dos residentes com mais de 22 anos, com permanência em Macau de 183 dias, continuarem a ter apoio.” Habitação parada Questionado sobre a gestão da habitação económica, Sam Hou Fai deixou claro que o Governo vai apenas concluir as fracções que estão em construção e suspender novos projectos, dada a redução da procura por parte de residentes. “Há um abrandamento devido ao ajustamento económico após a pandemia e do preço das habitações nas regiões vizinhas. Actualmente, estão em construção dez mil fracções, cujo trabalho termina em 2026, e os restantes projectos estão suspensos. Não vamos planear a retoma das obras, porque a habitação económica é algo que está relacionado com a oferta de terrenos e o mercado privado. Há fracções desocupadas e o mercado está fraco”, assegurou. Lembrando a actual conjuntura económica internacional, Sam Hou Fai disse que “este não é o momento adequado para decidir a construção de mais habitações económicas”. Poderá, isso sim, haver um ajustamento, para que as famílias possam mudar de casa consoante as necessidades. “Vamos estudar mecanismos para que os agregados familiares tenham outras opções. Os solteiros podem já ter uma família e precisam de outro tipo de casa. Pensamos mais nas famílias em lista de espera, garantir um equilíbrio e ponderar diversas situações”, frisou. A habitação intermédia nem sequer é mencionada neste relatório das LAG. “Não mencionamos este plano por causa da situação económica de Macau, pois é preciso um equilíbrio entre a habitação privada, intermédia e a económica. A procura pela habitação económica baixou”, disse. Táxis como “Mark Six” Em relação à entrada no mercado de plataformas como a Uber ou a chinesa Didi, Sam Hou Fai prometeu estudar “uma plataforma para chamar táxis”, admitindo a falta de oferta em dias feriados e fins-de-semana. “Durante a minha campanha conversei com representantes de câmaras de comércio do exterior que me disseram que apanhar um táxi em Macau é tão difícil como ganhar a lotaria do Mark Six. Estamos a estudar uma plataforma para os táxis e vamos tentar encontrar outras soluções para facilitar a deslocação da população.” Turismo | Sam Hou Fai quer mais voos para o estrangeiro Sam Hou Fai comentou ainda a futura visita oficial a Portugal, referindo também a possibilidade de se deslocar a Espanha “para iniciar intercâmbios”. “O nosso secretário deslocou-se recentemente a Espanha para participar numa conferência de grande envergadura, e iremos desenvolver os projectos nessa direcção, integrando-nos na Grande Baía e Hengqin”, referiu o governante, explicando que é necessário mais voos de ligação a outros mercados, sobretudo asiáticos. “O sudeste asiático é um mercado muito importante. Para Portugal a situação é mais complicada em termos de voos, mas para o sudeste asiático é possível. Podemos incentivar a criação de mais voos para esses países.” Portugal | Visita de Sam Hou Fai depois das legislativas Sam Hou Fai deu mais dados sobre a sua viagem oficial a Portugal, a primeira do seu mandato. “Espero que a visita aconteça depois das LAG, no primeiro semestre, talvez depois das eleições legislativas [a 18 de Maio], quando a situação estiver mais estável. Aí será um momento oportuno para a visita que é um bom testemunho das boas relações entre Macau e Portugal.” Questionado sobre as dificuldades dos portugueses na obtenção da residência, Sam Hou Fai disse ter contactado o secretário Wong Sio Chak sobre o assunto. “Foi-me dito que não houve alteração no regulamento administrativo, e reparei que, conforme a Lei Básica, os direitos mantém-se inalterados. Temos juristas portugueses a trabalhar no Governo e médicos, e também na Escola Portuguesa de Macau há docentes. Não temos qualquer problema.”
AL | Sam Hou Fai lança apoio à natalidade, mas alerta para receitas orçamentais João Santos Filipe - 15 Abr 2025 Nas suas primeiras Linhas de Acção Governativa, Sam Hou Fai anunciou a criação de um novo “subsídio de infância” que vai atribuir até 18 mil patacas por ano a residentes permanentes com menos de três anos. No entanto, alertou para dificuldades económicas Nas primeira Linhas e Acção Governativa que apresentou à população de Macau, Sam Hou Fai anunciou a criação de um novo subsídio de infância que vai atribuir um máximo e 18 mil patacas por ano a crianças com menos de três anos. Na Assembleia Legislativa, o Chefe do Executivo revelou a criação de um novo apoio social e a actualização de outros, sublinhado que o Governo coloca o bem-estar da população como a grande prioridade. Apesar de apenas ter mencionado a “mitigação das preocupações da população” como a terceira prioridade das políticas deste Governo, atrás de outros aspectos como a diversificação da economia e da eficiência da governação na RAEM, Sam garantiu que a população é a primeira prioridade: “O bem-estar da população é fundamental. Este Governo persistirá em colocar os interesses da população em primeiro lugar e, tendo em conta os assuntos ligados ao seu dia-a-dia, empenhar-se-á em resolver os problemas reais mais prementes que a preocupam, com vista a responder às suas aspirações por uma vida de qualidade”, prometeu. Como parte desta política, Sam Hou Fai anunciou as alterações dos apoios que se destinam principalmente a promover o aumento da taxa de natalidade e a apoiar a população mais idosa ou com necessidades especiais. A nível da natalidade, a grande novidade foi a criação do “subsídio de assistência na infância” que vai atribuir a cada criança residente permanente com idade até aos três anos um montante de 1.500 patacas por mês, que pode chegar, no máximo a 18 mil patacas por ano. A este incentivo junta-se um aumento de 1.082 patacas do subsídio de nascimento, que sobe das actuais 5.418 patacas para 6.500 patacas. Também o subsídio de casamento sofre um aumento de 78 patacas, de 2.122 patacas para 2.220 patacas. Para os idosos Ao nível dos apoios para os idosos, o subsídio para idosos é aumentado em 1.000 patacas, subido do valor anual máximo de 9.000 para 10.000 patacas. Ao mesmo tempo, a pensão para idosos é actualizada de um valor mensal de 3.740 por mês para 3.900 patacas por mês, uma diferença de 160 patacas por mês. Como esta pensão é paga treze vezes ao longo do ano, o valor total máximo sobe 2.080 patacas, das actuais 48.620 patacas para 50.700 patacas. Em relação aos residentes com invalidez, o subsídio normal vai ser aumentado para 10 mil patacas por ano, face às actuais 9.000 patacas. O subsídio de invalidez especial tem um aumento maior, das actuais 18 mil patacas para 20 mil patacas, uma diferença de 2.000 patacas. Outra das novidades é uma actualização dos vales de saúde, que vai subir para 700 patacas, quando actualmente são de 600 patacas. Avisos à economia A nível da economia, embora sem nunca mencionar a nova guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o Chefe do Executivo avisou que a economia da RAEM não vai passar incólume, embora possa contar com o mercado do Interior. “Temos testemunhado, nos últimos anos, o agravamento do unilateralismo e do proteccionismo, a insuficiência de dinâmicas propensas ao crescimento económico mundial, bem como o aumento de imprevistos e incertezas” afirmou. “As mudanças profundas e complexas no ambiente interno e externo já se manifestaram e persistirão, pelo que Macau, como uma microeconomia fortemente virada para o exterior, não podia estar imune aos decorrentes impactos”, acrescentou. “Por tudo isto, não devemos subestimar as eventuais ameaças e desafios, antes, devemos ter sempre consciência dos riscos e um sentido de alerta, de modo a estarmos preparados para agir contra todas as potenciais ameaças”, alertou. Sam Hou Fai também reconheceu que as receitas correntes estão abaixo do previsto e que poderá haver necessidade de apresentar uma reformulação do orçamento da RAEM em vigor. Em termos do apoio à economia, o líder do Governo anunciou um plano de bonificação de juros de crédito bancário para pequenas e médias empresas, que vai permitir aos empresários obter o pagamento de até 4 por cento dos juros dos empréstimo, durante três anos, num valor máximo de 5 milhões de patacas. O máximos dos empréstimos totais bonificados não pode ultrapassar os 10 mil milhões de patacas. Cheques com “requisitos” Na apresentação de ontem, Sam Hou Fai referiu que os valores pagos nos cheques pecuniários vão manter-se, garantindo que o programa de comparticipação pecuniária deverá ser alvo de alterações, sem que tenham sido anunciadas quais. “Após a auscultação das opiniões de todos os sectores da sociedade, proceder-se-á atempadamente ao aperfeiçoamento de regime de comparticipação pecuniária, utilizando as poupanças nas despesas para incrementar o bem-estar dos residentes e promover o desenvolvimento da economia comunitária.” Na mesma sessão foi referido que o dinheiro é atribuído aos residentes “que preenchem os requisitos”, pelo que resta saber quais serão esses requisitos. Foco no terrorismo Nas LAG apresentadas ontem por Sam Hou Fai a segurança nacional teve um destaque menor face aos discursos de Ho Iat Seng. Ainda assim, foi indicado que para este ano vai ser estudada a reformulação da Comissão de Defesa de Segurança do Estado e vão ser pensadas novas leis, para combater o terrorismo. No âmbito do nacionalismo, enquadrado no capítulo da segurança nacional, foi explicado que o Governo vai apoiar ainda mais as associações tidas como patrióticas, ao mesmo tempo que se organizarão eventos para celebrar o 80º aniversário da vitória da guerra contra o Japão. Reforma à vista A nível da Administração Pública, o Chefe do Executivo anunciou que vai apresentar uma proposta para reformular o Instituto para os Assuntos Municipais. A proposta de lei deverá entrar na Assembleia Legislativa até ao final do ano. As mudanças não foram detalhadas, mas o grande objectivo passa por “simplificar a estrutura orgânica do Governo e elevar a eficiência do seu funcionamento”. Também a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública será reformulada este ano. Além disso, Sam Hou Fai prometeu que os funcionários públicos vão começar a fazer o juramento de lealdade à RAEM. PRINCIPAIS APOIOS SOCIAIS COMPARTICIPAÇÃO SOCIAL (Sem Alterações) 10.000 patacas para residentes permanentes 6.000 patacas para residentes não-permanentes . VALES DE SAÚDE (Aumento de 100 patacas) 700 patacas para residentes permanentes SUBSÍDIO DE NASCIMENTO (Aumento de 1.082 patacas) 6.500 patacas SUBSÍDIO DE CASAMENTO (Aumento de 78 patacas) 2.220 patacas REGIME DE PREVIDÊNCIA CENTRAL (SEM ALTERAÇÕES) 10.000 patacas (activação da conta para residentes qualificados) 7.000 patacas (nova medida: injecção especial para residentes qualificados) PAGAMENTO DA CONTA DA ELECTRICIDADE (SEM ALTERAÇÕES) 200 patacas por mês IDOSOS SUBSÍDIO PARA IDOSOS (aumento de 1.000 patacas) 10.000 patacas PENSÃO PARA IDOSOS (aumento de 160 patacas por mês) 3.900 patacas por mês (13 meses) FAMÍLIAS CARENCIADAS ÍNDICE MÍNIMO DE SUBSISTÊNCIA (SEM ALTERAÇÕES) 4.350 patacas por agregado por ano familiar com uma pessoa APOIO PARA ACTIVIDADES DE APRENDIZAGEM (SEM ALTERAÇÕES) Entre 300 e 750 patacas por mês APOIO PARA CUIDADOS MEDICOS (sem alterações) entre 1.000 e 1.200 patacas por mês PORTADORES DE DEFICIÊNCIA SUBSÍDIO DE INVALIDEZ (aumento de 1.000 e 2.000 patacas) 10.000 ou 20.000 patacas SUBSÍDIO PARA CUIDADORES (torna-se apoio permanente) (SEM ALTERAÇÕES) 2.175 patacas por mês. ESTUDANTES SUBSÍDIO DE AQUISIÇÃO DE MANUAIS (SEM ALTERAÇÕES) 3.500 patacas (ensino secundário) 3.000 patacas (ensino primário) 2.400 patacas ensino infantil) SUBSÍDIO DE PROPINAS PARA ESTUDANTES CARENCIADOS (SEM ALTERAÇÕES) 9.000 patacas (ensino secundário) 6.000 patacas (ensino primário), 4.000 patacas ensino infantil) SUBSÍDIO PARA A AQUISIÇÃO DE MATERIAL ESCOLAR (SEM ALTERAÇÕES) 3.300 patacas por estudante do ensino superior NOVOS APOIOS FINANCEIROS SUBSÍDIO DE ASSISTÊNCIA NA INFÂNCIA 1.500 patacas por mês, total de 18.000 patacas por ano SUBSÍDIO AO EMPREGO NA GRANDE BAÍA 5.000 patacas por mês, para residentes com menos de 35 anos empregados no Interior ESTÁGIOS NO INTERIOR DA CHINA 5.000 patacas por mês após conclusão de estágio
Encontro | APOMAC sem esperança de ver problemas resolvidos João Santos Filipe - 14 Abr 2025 O presidente da Assembleia Geral da APOMAC, Jorge Fão, recebeu José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, mas admite que problemas como o prolongamento dos passaportes para 10 anos ou a implementação de um sistema eficaz para fazer a prova de vida vão continuar sem solução O presidente da Assembleia Geral da APOMAC – Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau afirma não ter esperança de ver resolvidos os problemas dos portugueses em Macau relacionados com o consulado, provas de vida ou extensão da validade dos passaportes. Foi desta forma que Jorge Fão comentou o encontro de ontem com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário. “Ele [Cesário] sabe quais são as nossas preocupações, mas não são resolvidas, porque Portugal tem uma economia muito fraca, não é um país rico, e os portugueses que vivem fora de Portugal, e principalmente fora da Europa, têm montes de problemas. E Portugal não consegue solucionar esses problemas”, afirmou Jorge Fão, ao HM, quando questionado sobre a apresentação dos problemas da comunidade portuguesa. “Ele sabe dos problemas melhor do que ninguém, trabalhou muitos mandatos como deputado e secretário de Estado, conhece melhor do que qualquer secretário de Estado a situação. Mas, os problemas foram resolvidos até agora?”, questionou. Jorge Fão reconheceu ter perdido a esperança após sucessivos governos de Portugal. “Nunca esperei que nos resolvessem os problemas. Já perdi a vontade de esperar, aliás perdi a confiança, a fé e perdi tudo”, admitiu. “Seja quem for, eu acho que Portugal está muito virado para dentro e pouco para fora, os portugueses provenientes de Macau, Canadá ou do Brasil, ou seja de onde for, só para adquirirem a nacionalidade leva anos. Se há uma criança portuguesa nascida no estrangeiro, para adquirir a nacionalidade portuguesa só o procedimento leva três anos”, exemplificou. Com “barbas” O dirigente associativo explicou que os problemas com maior impacto passam pelo tempo de espera nos processos de reconhecimento da nacionalidade portuguesa, o aumento da validade do passaporte de cinco para 10 anos, o processo de prova de vida para os reformados que não funciona e tem sempre de ser repetido, um sistema informático “antiquado” no Consulado de Portugal, assim como falta de pessoal e ausência de actualizações salariais para os trabalhadores do consulado. Jorge Fão garante que estes problemas forma mencionados ontem no encontro com José Cesário, mas que não foram novidade. “Estes problemas têm todos barbas”, vincou. Por sua vez, o secretário, de acordo com Fão, não deixou promessas de resolução: “Ele não promete, porque sabe como é a situação. Como é que ele vai fazer promessas se isto não depende só dele? Não é?”, apontou. “Quando um governo não funciona, não se pode esperar que seja um secretário de Estado a fazer funcionar o resto”, sublinhou. Com Portugal a ter novas eleições para a Assembleia da República a 18 de Maio, e com José Cesário a liderar a lista da AD, actualmente no poder, no círculo fora da Europa, Fão indicou que o assunto foi pouco abordado, mas que não deixou de dizer a Cesário que o considera favorito. “Ele não tocou muito no seu programa [eleitoral], mas eu acho que está preparado para o que vier do acto eleitoral. Creio que está convencido que vai ganhar, e provavelmente vai”, revelou. “Não estou a ver a existência de um outro concorrente forte. Até hoje ainda não apareceu”, frisou.
Imprensa | AJM preocupada com falta de comunicação João Santos Filipe - 14 Abr 2025 A Associação de Jornalistas de Macau indica que Sam Hou Fai implementou um novo modelo de comunicação, que passa essencialmente por evitar que os governantes sejam alvos de perguntas por parte da comunicação social A Associação de Jornalistas de Macau (AJM) está preocupada com a política e comunicação do Governo de Sam Hou Fai, que acusa de ter “reduzido significativamente o número de oportunidades para os jornalistas entrevistarem de forma directa o Chefe do Executivo, secretários e outros governantes”. A posição foi tomada através de um comunicado emitido ontem, onde é apontado que 90 por cento das informações do governo resultam de comunicados, sem que haja qualquer hipótese de levantar questões. “A AJM está seriamente preocupada com o facto de uma abordagem de comunicação tão passiva e regressiva se poder tornar o novo normal”, foi indicado. “Mais uma vez, apelamos ao Governo da RAEM que honre a sua promessa de respeito pela liberdade de imprensa, tomando medidas concretas: dialogue com o público e com os meios de comunicação social com mais confiança, para que a comunidade tenha uma melhor compreensão da sua política e visão”, foi pedido. A AJM lamenta também que os jornalistas tenham deixado de ser convidados para fazer a cobertura de alguns eventos que normalmente eram cobertos, como as visitas oficiais à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, ou as tradicionais visitas do Chefe do Executivo durante o quarto dia do Ano Novo Lunar. Em relação a esta última, a associação indica que o Governo só convidou “dois meios de comunicação social” com ligações próximas ao Executivo. Recusas irrazoáveis No comunicado, a AJM aborda igualmente a situação dos órgãos de comunicação social em locais que estão a ser barrados das conferências de imprensa organizadas pelo Governo. “O Governo continua a recusar, de forma irrazoável, que as revistas mensais locais e os meios de comunicação social em linha façam a cobertura de alguns tipos de eventos oficiais. Nomeadamente, estas exclusões ocorrem frequentemente em eventos que envolvem altos funcionários”, foi criticado. “O Gabinete de Comunicação Social tem tentado justificar estas práticas discriminatórias com explicações pouco convincentes, tais como o ‘espaço limitado’ disponível em vários locais de eventos para acomodar a imprensa, e até aconselhou os jornalistas a ‘assistirem à transmissão em directo’ dos eventos em vez de comparecerem pessoalmente. Tais respostas levantam sérias dúvidas sobre a integridade dos funcionários e sobre a sua compreensão do papel do jornalismo, e reflectem uma falta de conhecimento das normas internacionais para um governo aberto, acabando por minar a credibilidade e a imagem pública da RAEM”, foi defendido. A associação pede assim ao Executivo que respeite a lei de imprensa: “A AJM reitera que o que os jornalistas precisam não são discursos nem comunicados de imprensa, mas sim de mecanismos adequados para a realização de reportagens no local, em que os jornalistas possam ouvir as vozes de todas as partes interessadas, interagir directamente com os decisores e obter uma compreensão clara da lógica e da orientação das actuais políticas públicas”, foi publicado.
Fotografia | Mostra de António Leong na Creative Macau a partir de 24 de Abril João Luz - 14 Abr 202514 Abr 2025 A Creative Macau irá exibir a partir de 24 de Abril “Déjà vu”, uma exposição de fotografia de António Leong. Com a cidade como pano de fundo, a mostra reúne imagens a preto e branco de momentos do quotidiano que evocam um sentido de nostalgia e memórias familiares Na exposição “Déjà vu”, cada imagem captada pela objectiva de António Leong funciona como “um portal, apreendendo momentos fugazes e estagnados que ressoam a essência de Macau. Estas imagens trazem-nos memórias de incidentes passados, encontros e narrativas pessoais em que Macau serve de pano de fundo. As imagens promovem o diálogo não só entre os objectos expostos, mas também com o público”. É desta forma que a Creative Macau descreve a exposição de fotografia de António Leong “Déjà vu”, que estará patente ao público entre os dias 24 de Abril e 12 de Maio. “Cada fotografia desta colecção cativou a minha atenção durante longos períodos, inspirando um profundo sentimento de admiração e calma. É um prazer poder partilhar com o público o consolo que me proporcionaram. Espero sinceramente que também possam experimentar a sua grandeza”, afirma o fotógrafo, citado por um comunicado da Creative Macau. A fisionomia e os contornos captados nas fotografias de “Déjà vu” entram em contraste com um jogo de sombras e luz. “As linhas, as formas e as silhuetas utilizadas pretendem transmitir a natureza sobrenatural destes temas no contexto do nosso mundo contemporâneo”, acrescenta o fotógrafo. A organização do evento descreve a exposição de António Leong como uma evocação de “nostalgia através de uma série de fotografias a preto e branco, captando narrativas silenciosas que aconteceram em Macau nos últimos anos”. Da internet para a galeria A relação de António Leong pela fotografia é uma paixão de longa data, aliada ao fascínio da estética da cidade que o viu nascer. As dualidades culturais de Macau têm sido uma das musas inspiradores do fotógrafo, que começou por partilhar imagens nas redes sociais, nomeadamente na página de Facebook que criou em 2012 – Antonius Photoscript. A exposição online abriu-lhe portas e oportunidades para participar em várias exposições fotográficas que promovem o turismo de Macau em todo o mundo, mas também para cooperar com diferentes organizações de caridade e artistas em vários tipos de actividades fotográficas. Tempo e experiência levaram-no a participar em actvidades como instrutor e orador, partilhando as suas técnicas e experiências fotográficas. Em 2021, António Leong e a Associação Católica Cultural de Macau apresentaram em conjunto a exposição “Descobrindo a Beleza do Quotidiano”, e em 2024 apresentaram a “Via Pulchritudinis: Património Mundial Católico de Macau”. A Creative Macau realça o papel fundamental da fotografia na documentação da realidade sem preconceitos, onde a estética da imagem é significativamente moldada pelas perspectivas e ângulos escolhidos por quem tira a fotografia. Nesta mostra que estará patente ao público a partir de 24 de Abril, a sensação de déjà vu é “ininterruptamente evocada através dos cliques do obturador da lente da câmara do fotógrafo”. “Desde os pormenores intrincados da arquitectura, até à tapeçaria vibrante das interacções diárias das pessoas, as imagens podem incorporar tanto a nostalgia da familiaridade como o entusiasmo da descoberta da cidade”, é acrescentado.
Tarifas | Autoridades acompanham impacto no turismo Hoje Macau - 14 Abr 202514 Abr 2025 As tarifas de Donald Trump ainda não diminuem o optimismo dos Serviços de Turismo face ao número de turistas a chegar à RAEM. Porém, se a situação mudar, as autoridades estão prontas para responder com outras formas de promoção A directora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, afirmou que a região está atenta ao potencial impacto na confiança dos turistas chineses das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira uma suspensão de 90 dias daquilo a que chamou de “tarifas recíprocas”, incluindo uma tarifa-base de 10 por cento para todos os países, excepto para a China, a que impôs tarifas totais de 125 por cento. Contudo, ontem, foi tornado público que vários países e regiões não vão ser afectados pelas tarifas. “De momento estamos a observar o que está a acontecer. Claro que temos que estar sempre muito atentos”, admitiu Senna Fernandes. Horas antes, o Centro de Estudos de Macau e o Departamento de Economia da Universidade de Macau (UM) reviram em baixa a previsão para o crescimento económico da região em 2025, para 6,8 por cento, menos 1,1 pontos percentuais do que na anterior previsão, feita em Janeiro. O coordenador do projecto e economista Kwan Fung disse que a revisão em baixa se deve ao declínio no consumo dos visitantes e às “tarifas norte-americanas sobre o mundo”, algo que “tem impacto indirecto na economia de Macau”. Kwan disse que as tarifas vão “afectar o crescimento de todas as economias, especialmente o consumo dos turistas da China continental”. O investigador do Centro de Estudo de Macau Chan Chi Shing alertou que as tarifas terão um “enorme impacto na economia chinesa” e podem obrigar muitas fábricas e empresas a fechar portas, o que levaria menos pessoas a visitar a região. Analisar com calma A directora da DST disse que “ainda não” teme uma redução do número de turistas em Macau, mas admitiu que “a situação pode mudar”. “Se for necessário, temos que ajustar a nossa promoção. Até ao momento, estamos a continuar com a nossa promoção, que já tínhamos planeado”, explicou Senna Fernandes. O novo líder do Governo, Sam Hou Fai, vai apresentar hoje as suas primeiras Linhas de Acção Governativa, para o ano de 2025. Mas Senna Fernandes disse que no sector do turismo a prioridade vai continuar a ser “captar turistas internacionais”, participando em feiras no estrangeiro e organizando actividades no território. A directora da DST recordou que Macau vai receber em Junho a reunião semianual da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos e, em Dezembro, o congresso anual da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). A APAVT está ainda a organizar uma delegação europeia, com “cerca de 20 pessoas”, que irá participar na 13.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE, na sigla em inglês), de 25 a 27 de Abril, referiu Senna Fernandes. Portugal vai ter um espaço próprio na MITE, que irá ainda incluir, pela primeira vez, a secção “Estação do Café”, para “destacar as características dos países de língua portuguesa”, disse a dirigente.
EUA | Operadoras podem ser obrigadas a vender casinos Hoje Macau - 14 Abr 2025 Um analista do jogo disse à Lusa que a China pode obrigar as operadoras norte-americanas a vender os casinos em Macau, em retaliação, caso Washington force a venda do TikTok e dos portos no Canal do Panamá O fundador da consultora de jogo IGamix, Ben Lee, expressou receio sobre o impacto do “actual atrito” entre a China e os Estados Unidos devido à plataforma de vídeos TikTok e aos portos operados pelo grupo de Hong Kong CK Hutchison no Panamá. “Se a China adoptar a mesma estratégia de retaliação que tem vindo a empregar”, a possibilidade de as companhias de jogo dos Estados Unidos serem forçadas a vender as operações em Macau a empresários chineses “sobe alguns níveis”, disse Ben Lee. “Penso que depois de os EUA ameaçarem retirar as acções chinesas das bolsas, ‘está tudo em cima da mesa'”, acrescentou o analista da IGamix, citando o secretário do Tesouro norte-americano. Na quarta-feira, Scott Bessent, numa entrevista à emissora Fox Business, recusou-se a afastar a possibilidade de obrigar as empresas chinesas a abandonar as bolsas dos Estados Unidos: “Essa decisão vai ser do Presidente Trump”. O director executivo da CreditSights, Nicholas Chen, recordou à Lusa que as novas concessões podem ser rescindidas “por ameaça à segurança nacional ou da RAEM”, ou por “razões de interesse público”. “No entanto, o que constituiria tal ameaça não foi explicitamente definido pelas autoridades”, sublinhou o especialista da CreditSights, que faz parte do grupo da agência de notação financeira Fitch. “Não vimos qualquer indicação, até à data, de que os governos de Macau ou da China estejam a visar os operadores de jogo de Macau sediados nos EUA por questões de segurança nacional”, acrescentou Chen. Por outro lado, admitiu ser preocupante a classificação, em Fevereiro, de Macau como “adversário estrangeiro” dos Estados Unidos, impondo restrições ao investimento por parte de empresas locais. Peixes maiores Vitaly Umansky, analista da empresa de consultadoria Seaport Research Partners, disse à Lusa estar “bastante céptico” sobre eventuais riscos para Macau. “Há alvos muito maiores para caçar na China, se a China realmente quisesse marcar uma posição”, disse o especialista. As autoridades chinesas “já foram atrás de uma variedade de empresas norte-americanas na China continental, que acreditam serem pontos sensíveis para o Governo de Pequim, principalmente tecnologia e saúde”, recordou. Já Ben Lee acredita que, em vez de alterar os termos das concessões, o Governo de Macau poderia introduzir novas leis “que restrinjam a repatriação” ou transferências de dinheiro das subsidiárias locais para as empresas-mãe nos Estados Unidos. Vitaly Umansky duvida que isso possa acontecer, alertando que Macau poderia perder a imagem enquanto “ambiente propício para investimentos por parte de empresários do exterior”. Vitaly Umansky tem a certeza de que as operadoras “vão investir tudo o que prometeram”, mas admitiu que há dúvidas sobre “quando será investido e em quê”. “Tem havido numerosos obstáculos. O Governo [de Macau] tem sido lento na aprovação de projectos e não disponibilizou mais terrenos para serem desenvolvidos”, lamentou.
Macau, a história bem contada Paul Chan Wai Chi - 11 Abr 2025 No dia 14 de Abril, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, apresentará o “Relatório de Linhas de Acção Governativa para o Ano financeiro de 2025”, exactamente uma semana após a “Black Monday”, durante a qual o Index Hang Seng de Hong Kong afundou para os 13,74 por cento. O maior desafio do Chefe do Executivo é construir uma narrativa positiva sobre Macau no Relatório das Linhas de Acção Governativa, para que os cidadãos possam ter um sentimento de ganho, de felicidade e de segurança. Contar bem uma história e fazer algo bem feito são dois conceitos distintos e de dois níveis diferentes. Por exemplo, quando um vendedor tenta que um cliente lhe compre um carro, irá dissertar sobre a superioridade da qualidade e do desempenho do veículo que, além disso, estará com um preço muito apelativo. No entanto, quando o comprador finalmente usa o carro pode vir a constatar que aquilo que o vendedor disse não passava de uma bonita história. O ditado “a prática é o único teste à verdade” continua válido. Aprecio a honestidade do actual secretário para a Economia e Finanças, que deixou claro que as receitas do ano fiscal de 2025 podem não vir a atingir as expectativas. Depois de Macau se ter libertado da pandemia de COVID-19, a recuperação total da sua economia fica dependente dos esforços do actual Governo da RAE. Confrontado com a actual situação de Macau, o Governo da RAE não pode usar as desculpas da complexidade e motilidade do cenário internacional e da existência de vários factores internos instáveis para se esquivar de suas responsabilidades. Afinal de contas, sob o princípio orientador “Macau governado por patriotas”, a fraca governação de Macau é um problema de quem estiver no poder. Assim, espero que no seu primeiro Relatório das Linhas de Acção Governativa, Sam Hou Fai possa realmente delinear uma forma de realizar os principais pontos propostos no seu programa político durante a campanha eleitoral, entre os quais: “trabalho, orientado para a subsistência das pessoas”, “distribuição de receitas, orientada para a subsistência das pessoas”, “desenvolvimento urbano, orientado para a subsistência das pessoas” e “salvaguarda da segurança, crucial para a subsistência das pessoas”. Ao utilizar eficazmente as vantagens institucionais de Macau como uma plataforma de oportunidades de negócio, o Governo da RAEM pode escrever um novo capítulo na prática de “um país, dois sistemas” e transformar Macau numa cidade feliz. A apresentação do “Relatório das Linhas de Acção Governativa para o ano financeiro de 2025” é de grande importância para Macau. Os 15ºs Jogos Nacionais da R.P. da China são também um importante evento do corrente ano, que Macau vai organizar e receber em conjunto com Guangdong e Hong Kong, mas ainda mais importante serão as Eleições para a 8.ª Assembleia Legislativa da RAEM, marcadas para 14 de Setembro próximo. Como em 2025 existirão eleições para o Conselho Legislativo de Hong Kong e para a Assembleia Legislativa da RAEM, é importante que sejam bem-sucedidas, particularmente a escolha dos deputados da Assembleia Legislativa da RAEM, eleitos por sufrágio directo, para demonstrar o sucesso da concretização do conceito “um país, dois sistemas”, mediante o qual “Hong Kong é governado por gentes de Hong Kong” e “Macau é governado por gentes de Macau” e pelo princípio orientador “Hong Kong governado por patriotas” e “Macau governado por patriotas”. A história sobre as Eleições para a 8.ª Assembleia Legislativa da RAEM não só deve ser bem contada, mas também deve ser bem executada para obter a confiança do Governo Central. Porque se recebe um concerto não significa a que o público compareça, pois isso depende de quem actua. Para a eleição dos deputados por sufrágio directo para a Assembleia Legislativa de 2025, prevejo que haja mais de 14 listas de candidaturas, considerando os esforços actualmente desenvolvidos por várias associações e a inclusão de listas das candidaturas para a eleição dos deputados por sufrágio directo à Assembleia Legislativa de 2021 que não foram eleitos. Os residentes permanentes da Região Administrativa Especial de Macau têm o direito de eleger e de ser eleitos, nos termos da lei. Estes direitos são-lhes garantidos pela Lei Básica de Macau.
Exposição de fotografia de Alice Im inaugura hoje no The Parisian João Luz - 11 Abr 2025 O terceiro piso do centro comercial The Parisian, no Cotai, será hoje palco da cerimónia de abertura de três exposições. “Dreamscape Macao-Solo Exhibition of Alice Im”, “Poetic Shadows: Macao’s Rhythms in Contemporary Art” e “The Spirit of China”. A primeira é uma exposição de fotografia de Alice Im, organizada pela AFA – Art for All Society, escolhida como projecto inaugural do programa “Ephemera – Women Narratives in Contemporary Images Exhibition Series I” para este ano. “A mostra fotográfica explora temas como a identidade, o lugar e a natureza transitória da existência, oferecendo uma visão espectral de Macau através dos olhos de uma mulher que há trinta anos chama a esta cidade a sua casa. “Dreamscape Macao” convida-nos a explorar os espaços liminares entre a existência e a ausência, a pertença e a alienação, através de uma série de imagens poderosas e evocativas”, refere em comunicado a AFA. Depois da cerimónia de abertura, a exposição estará patente ao público a partir de amanhã e pode ser visitada até 28 de Junho. Das paisagens oníricas captadas em fotogramas ao poder da palavra que se esconde nas sombras, o mesmo espaço, a rotunda do terceiro piso do The Parisian, acolhe “Poetic Shadows: Macao Poetry in Contemporary Art”, organizada pela Route Arts Association. Esta mostra, que volta a imaginar a poesia no mundo digital, propõe ao público uma experiência multimídia que “explora as possibilidades criativas da poesia para além da palavra escrita”. A exposição parte da colaboração entre dez poetas, artistas, engenheiros e músicos de Macau e do Interior da China, explorando a amplitude da palavra em “instalações interactivas, arte sonora e obras de vídeo”. No dia da abertura da mostra, o público será brindado com duas actuações, às 16h30 e 19h30, de Kam Un Loi e Lam Tana. Espírito do amor Finalmente, “The Spirit of China” é uma exposição que reúne trabalhos de 17 fotógrafos de Macau que exploraram a evolução da identidade chinesa através de diversas narrativas fotográficas. A mostra resulta da “interacção dinâmica entre tradição e inovação numa nação em rápida mudança, oferecendo reflexões profundas sobre marcos urbanos, património cultural e expressões visuais contemporâneas”. Depois da cerimónia de abertura, hoje ao final da tarde, a mostra organizada pela Halftone, estará patente ao público entre amanhã e 11 de Maio. As três exposições podem ser visitadas entre as 12h e as 19h.
Fotografia | Pedro Paz revela “Remains of the city” na Livraria Portuguesa João Luz - 11 Abr 2025 No interlúdio entre o caos urbanístico de Macau e a asfixiante densidade populacional existe um caleidoscópio colorido feito de infinitos detalhes de uma extrema e desoladora beleza. Pedro Paz coleccionou fragmentos de Macau, que vão estar expostos na galeria da Livraria Portuguesa na mostra “Remains of the City”. A exposição, organizada pela Associação Cultural d’As Entranhas Macau, inaugura às 18h30 da próxima terça-feira e estará patente ao público até 6 de Maio. A mostra que marca a estreia a solo de Pedro Paz “é uma exploração visual da cidade de Macau apresentada sob uma perspectiva única e singular”, indica a organização do evento. As 33 fotografias estão divididas em três séries: “You’ve Got Mail, Framing the Invisible e Where Chaos Meets Color”. “O trabalho propõe uma visão pictórica, sem a presença humana”, que convida o público “ao longo da exposição a reflectir e a observar o quotidiano urbano de Macau, de uma outra forma, onde os detalhes que muitas vezes passam despercebidos se transformam em composições poéticas de impacto estético”, é acrescentado. As fotografias que compõem “Remains of the City” foram “captadas em câmara de telemóvel Samsung, por opção e como forma de expressão artística” e são apresentadas em formato digital sobre PVC (40cmx40cm). Daqui até à eternidade A organização da exposição destaca a qualidade de permanência do trabalho de Pedro Paz, que “vai além do instante, imortalizando fragmentos da realidade”, conferindo profundidade aos detalhes “que escapam ao olhar apressado dos habitantes da cidade”. A magnitude que as pequenas coisas podem atingir é revelada nas fotografias de “Remains of the City”, trazendo para a luz do dia partículas invisíveis da cidade normalmente submersas em camadas sobrepostas de realidade. “Observar e reflectir sobre estas fotografias oferece uma experiência que vai além do olhar. Cada imagem convida-nos a redescobrir o significado e a beleza das pequenas coisas do quotidiano”, é indicado pela organização. Nascido em Lisboa, em 1979, Pedro Paz é licenciado em História, com Minor em Arte e Património. Apaixonado desde pequeno por fotografia, viveu em Macau até 1997, tendo retornado à cidade em 2012. Ao percorrer as ruas e ruelas históricas que marcaram a sua infância, foi redescobrindo elementos de um passado distante, registando paisagens urbanas, texturas, lugares “não habitados” propondo uma série de elementos cénicos de Macau, sem a presença do elemento humano. A exposição é subsidiada pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da RAEM e conta com apoio da Livraria Portuguesa. A curadoria está a cargo de Vera Paz, o design gráfico é de Shao Hio Lam, enquanto Christine Kuok Ka Ieng é responsável pela assistência de produção e tradução. “Remains of the City” pode ser visitada gratuitamente todos os dias, das 11h às 19h.
Astronomia | Brasil quer ajudar Laboratório de Referência de Macau Hoje Macau - 11 Abr 2025 O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro quer ajudar o Laboratório de Referência do Estado para a Ciência Lunar e Planetária chinês, em Macau, a explorar asteróides, disse ontem à Lusa um astrónomo. Ip Wing-Huen, membro do comité académico do laboratório da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês), revelou que a instituição convidou o INPE e recebeu uma resposta positiva. “Entrámos em contacto com os cientistas planetários brasileiros e perguntámos se teriam interesse em trabalhar connosco, sobre asteróides. (…) Eles estão muito interessados”, explicou Ip. Além do Brasil, o laboratório de Macau, conhecido como SKLPlanets, quer também cooperar com investigadores em Portugal, aproveitando a presença na MUST da portuguesa Marta Filipa Simões, professora de astrobiologia. “Falei com o Reitor [da MUST] Lee [Hun-wei]. Ele disse que há uma janela que poderíamos abrir para a cooperação” com Brasil e Portugal, defendeu Ip Wing-Huen, que cresceu em Macau. “Macau tem a sua própria herança histórica, que não pode ser reproduzida por nenhuma outra cidade em qualquer outro lugar da China e é algo para explorar”, disse o astrónomo, em referência à administração portuguesa da região. Ip, que recebeu em 2020 o prémio de carreira Gerard P. Kuiper da Sociedade Norte-americana de Astronomia, falava à margem de uma palestra, na MUST, sobre os esforços de exploração dos asteróides. Outros voos O cientista revelou que o laboratório SKLPlanets está a ponderar participar na missão da sonda espacial europeia RAMSES, que vai “tentar pousar e viajar” no asteróide Apophis, que deverá passar perto da Terra em 2029. Os astrónomos descartaram qualquer risco de o Apophis atingir o planeta nos próximos cem anos, porque “temos estado a acompanhá-lo há décadas, porque, no que toca a asteróides, ter tempo é muito importante”, disse Ip. O investigador recordou que, no início de Fevereiro, a imprensa local avançou que China começou a reunir uma equipa de defesa planetária, na sequência da descoberta de um grande asteróide que poderá atingir a Terra dentro de sete anos. Isto depois da Agência Espacial Europeia (ESA) ter estimado em 2,2 por cento a probabilidade de o asteróide 2024 YR4 atingir a Terra em 2032, colocando-o no topo da lista de risco da agência. Semanas depois, a ESA desceu a probabilidade de impacto para 0,002 por cento, mas fixou a probabilidade de um impacto na Lua em 1,7 por cento, o que continua a ser “muito baixa”. “A Terra pode ser só atingida por um asteróide significativo daqui a 100 anos ou mil anos, mas quão mais cedo os detectarmos, melhor”, defendeu Ip. Além da detecção, o astrónomo sublinhou a importância de missões de defesa planetária como a DART, da agência aeroespacial dos Estados Unidos, a NASA, que em 2022 embateu intencionalmente num asteróide. “Temos de fazer experiências para saber como os afastar da Terra, porque os asteróides normalmente estão rodeados por objectos mais pequenos, é quase como bater num saco de areia”, explicou Ip.
Restauração e retalho com quebras de receitas em Fevereiro João Santos Filipe - 11 Abr 2025 Em Fevereiro, o volume de negócios do comércio a retalho sofreu uma redução de 28,2 por cento em termos anuais, medido pelo volume dos pagamentos electrónicos. Os dados foram revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No segundo mês do ano, o volume de negócios foi de 4,26 mil milhões de patacas. A maior redução do volume negócios aconteceu no calçado, com uma redução de 37,3 por cento, face a Fevereiro de 2024. Outro sector muito afectado pela diminuição das vendas, foi o das “mercadorias de armazéns e quinquilharias”, onde a redução atingiu 36,1 por cento. Entre os sectores que assistiram a uma quebra do volume de negócios superior a um terço, a nível anual, consta também a venda de “artigos de couro”, com uma redução anual de 35,2 por cento. No sector do vestuário para adultos, a quebra do volume foi de 30,6 por cento, nos relógios e joalharia de 24,8 por cento, nos supermercados de 17,2 por cento, nos produtos cosméticos e de higiene de 22,2 por cento e de 3,9 por cento nas farmácias. De acordo com a DSEC, os números apresentados, dados que só têm em conta o volume de pagamentos electrónicos, representam cerca de 80 por cento das receitas destes sectores. Restaurantes em quebra Na restauração a situação não foi diferente, com o volume de negócios, medido pelo volume dos pagamentos electrónicos, a apresentar uma quebra de 8,2 por cento em Fevereiro, face ao período homólogo. Neste aspecto, os restaurantes com comida chinesa apresentaram uma redução no volume de negócios de 20,8 por cento, a mais significativa entre os diferentes restaurantes. A segunda queda mais acentuada, afectou os estabelecimentos com comida japonesas e coreana, com uma diminuição de 6,7 por cento, seguidos pelos restaurantes de fast food, em registaram um decréscimo do volume de negócios de 6,4 por cento. No entanto, nem tudo foram más notícias na restauração, dado que os estabelecimentos com comida ocidental viram as receitas aumentar 4,9 por cento. Também os restaurantes de sopa de fitas e canjas viram o volume de negócios crescer 3 por cento face ao período homólogo. De acordo com a DSEC, o volume de negócios ligado ao pagamento electrónico representa 70 por cento do volume total da restauração.
Orquestra de Macau | Perdas operacionais atingem 54,2 milhões João Santos Filipe - 11 Abr 2025 A Orquestra de Macau registou perdas operacionais de 54,2 milhões de patacas no ano passado. Os resultados foram apresentados ontem pela empresa e representam um agravamento das contas de 16,7 milhões de patacas no espaço de um ano, dado que em 2023 as perdas operacionais tinham sido de 37,5 milhões de patacas. Em termos das receitas, os dados oficiais mostram que no ano passado houve uma subida para 67,7 milhões de patacas, face aos 49,6 milhões em receitas de 2023. No entanto, a Orquestra de Macau até fez menos dinheiro com a organização de concertos e espectáculos, dado que neste capítulo as receitas foram de 34,4 milhões de patacas, quando no ano anterior tinham sido de quase 34,9 milhões de patacas. No pólo oposto, as receitas com os patrocínios da temporada, que inclui serviços prestados às concessionárias de jogo, cresceram para os 30 milhões de patacas, quando no ano anterior tinham sido de apenas 10 milhões de patacas, uma diferença de 20 milhões de patacas. Ainda no capítulo das receitas, os ganhos com os juros do dinheiro depositado nos bancos locais geraram 2 milhões de patacas, um crescimento, enquanto as “outras receitas” foram de 516 mil patacas. Em ambos os casos foi registado um aumento face ao ano anterior, em que as receitas tinham sido de 672 mil patacas e 40 mil patacas. Custos do negócio Em termos das despesas, os custos mais elevados deveram-se aos pagamentos aos músicos, com os gastos a serem de 54,2 milhões de patacas, um crescimento de cerca de 10,2 milhões de patacas, no espaço de um ano. A estes, juntaram-se ainda 9,6 milhões de patacas, para convidados, o que também representou um aumento em comparação com os 7,3 milhões de patacas do ano anterior. Além destes pagamentos, a segunda maior despesa visou os custos de organização dos concertos da orquestra que foram de 31,2 milhões de patacas, mais 14,5 milhões do que no ano anterior. A terceira grande fatia das despesas, deveu-se aos ordenados dos funcionários da empresa, no valor de 12,4 milhões de patacas, um crescimento de 3,4 milhões face a 2023. Apesar das despesas terem sido superiores às receitas, a empresa não apresentou prejuízo devido aos subsídios do Governo. No ano passado, o valor total foi de 54,2 milhões de patacas, um aumento face aos 37,5 milhões de patacas do ano anterior. Mais concertos e visitantes Ao longo do ano passado, o relatório de actividades da Orquestra de Macau mostra um aumento do número de concertos e também de público. Em 2024, a Orquestra de Macau organizou 113 concertos, mais 25 do que no ano anterior, que atraíram 63,5 mil visitantes, um crescimento de 17 mil pessoas. Já a Orquestra Chinesa de Macau, organizou 117 concertos, mais quatro do que no ano anterior, com a audiência a ser de 31,2 mil pessoas, um crescimento de cerca de 4,4 mil pessoas.
Infertilidade | Recebidos 340 pedidos de subsídio Nunu Wu - 11 Abr 2025 Entre Dezembro, e até Março, as autoridades receberam 340 pedidos de financiamento de tratamento de procriação medicamente assistida. Os dados foram divulgados pelos Serviços de Saúde (SS), no âmbito das estatísticas do programa de comparticipação no tratamento de procriação medicamente assistida. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, Chio Weng, a chefe do Departamento de Administração do Centro Hospitalar Conde de São Januário indicou que 240 candidatos passaram na avaliação clínica preliminar. Vão ser agora encaminhados para o Hospital Macau Union para a segunda fase de avaliações. Os SS estimam que haja cerca de 200 casos de infertilidade e esterilidade por ano. Actualmente, apenas o Hospital Kiang Wu oferece serviço de fertilização in vitro, mas está previsto que o Hospital Macau Union ofereça também o serviço já na segunda metade deste ano. No âmbito do subsídio deste programa, cada casal pode receber serviços de procriação medicamente assistida por um período máximo de dois ciclos, limitando-se às técnicas de fertilização “in vitro” – transplante de embriões (IVF) de primeira geração ou de injecção intracitoplasmática de espermatozoide de segunda geração (ICSI). O âmbito da isenção de taxas abrange a avaliação da infertilidade na consulta externa de infertilidade, o ciclo IVF / ICSI e o diagnóstico e tratamento das respectivas complicações.
Sarampo | Apelo à vacinação antes de deslocações ao exterior João Santos Filipe - 11 Abr 2025 Os Serviços de Saúde (SS) apelaram à população para se vacinar contra o sarampo antes de se deslocar ao exterior, e indicaram que este ano já morreram duas crianças nos Estados Unidos. O alerta foi deixado ontem de manhã, num comunicado em língua portuguesa. “Com a aproximação das férias da Páscoa, prevê-se um aumento de residentes de Macau, em viagem no exterior, pelo que os Serviços de Saúde apelam mais uma vez aos residentes que pretendem deslocar-se às zonas epidémicas para reforçarem a prevenção”, pode ler-se no comunicado. De acordo com o aviso, “os indivíduos que ainda não possuem imunidade contra o sarampo, devem concluir a vacinação com a antecedência mínima de duas semanas” antes da viagem. Em relação às “crianças que ainda não completaram as duas doses da vacina contra o sarampo” e as “grávidas sem imunidade” pede-se que evitem viajar para o exterior “a fim de reduzir o risco de infecção”. O comunicado aponta os Estados Unidos como um exemplo de um país onde existe um risco elevado de infecção: “Nos Estados Unidos da América, por exemplo, registou-se recentemente o 2.º caso de morte por sarampo infantil, uma criança que não foi vacinada contra o sarampo”, foi indicado. “Além disso, nos Estados Unidos da América foram registados mais de 600 casos confirmados de sarampo, o dobro dos 285 casos registados no ano passado. É de salientar que a grande maioria dos doentes não foi vacinada ou o seu registo de vacinação é desconhecido, dos quais cerca de 70 por cento são crianças ou adolescentes”, foi acrescentado. Outros perigos Os avisos não se ficam pelo país liderado por Donald Trump, e estendem-se à região do Pacífico Ocidental. “De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, entre Janeiro e Fevereiro do corrente ano, foram registados cerca de 1.500 casos de sarampo na Região do Pacífico Ocidental, um aumento de quase o dobro em comparação com os 900 casos registados no período homólogo do ano passado”, é apontado. Porém, os alertas também chegam à Europa: “Registaram-se, recentemente, surtos de sarampo no Camboja, nas Filipinas, no Vietname e na Malásia, e vários casos de sarampo em diversos países europeus, nomeadamente, na Roménia, na França, na Espanha, na Itália e na Alemanha”, foi vincado. O alerta é também estendido às pessoas que vivem em Macau, dado o fluxo de turistas que visitam a RAEM: “Actualmente, embora Macau não seja uma região afectado por uma epidemia de sarampo, enquanto cidade turística, persiste o risco de importação e propagação do sarampo”, foi justificado. “Os Serviços de Saúde salientam que a vacinação contra o sarampo constitui o método mais eficaz para prevenir a infecção e reduzir a transmissão do sarampo”, foi destacado.
Alerta para menor consumo de turistas com desvalorização do renminbi Nunu Wu e João Luz - 11 Abr 2025 O presidente da Associação da Indústria Turística, Andy Wu, estima que o consumo dos turistas que visitam Macau pode sofrer uma redução devido à desvalorização do renminbi. A posição do representante e empresário do sector surge na sequência da recente quebra da taxa de câmbio de renminbi, que atingiu o ponto mais baixo desde 2010, levando a que as moedas indexadas ao dólar norte-americano, como a pataca e o dólar de Hong Kong, se tornem mais caras no câmbio. No fundo, a frente cambial na guerra comercial entre Washington e Pequim tornou Macau ainda mais dispendiosa para os turistas chineses. Segundo a taxa de câmbio de ontem um renminbi valia 1,09 patacas. No entanto, Andy Wu encara o volume de turistas verificado durante o fim-de-semana prolongado do feriado do Cheng Ming como um bom indicador que o número de visitantes, que ficou acima dos 130 mil por dia, não está a ser afectado pela guerra comercial. Em declarações ao jornal Ou Mun, o dirigente associativo acrescentou que Macau, enquanto cidade turística, enfrenta sempre variáveis cambiais que influenciam em grande escala a economia local. Como tal, neste momento, os turistas chineses podem adoptar uma postura mais prudente na hora de abrir a carteira. O responsável destaca o aumento da pressão sobre o volume de negócios do sector da venda a retalho, que já enfrenta uma crise profunda desde o fim da pandemia, obrigando a várias medidas de apoio lançadas pelo Governo. Por outro lado Outro possível duro golpe para a economia de Macau, originado pela desvalorização do renminbi, é o facto de os produtos, viagens e estadias na China se terem tornado mais baratos para os residentes de Macau e Hong Kong. Em relação aos feriados da Páscoa e do Dia do Trabalhador no fim de Abril e no início de Maio, Andy Wu espera que os turistas de Hong Kong possam compensar a possível falta de visitantes do Interior da China, onde não se celebra a Páscoa e não é feriado. Porém, o 1º de Maio é uma semana dourada com cinco dias de feriados na China. Neste período, Andy Wu prevê o aumento anual de visitantes face ao mesmo período de 2024.
Economia | Crescimento revisto em baixa para 6,8% João Santos Filipe - 11 Abr 202511 Abr 2025 O Grupo de Investigação Macroeconómica de Macau antevê que o território vai sofrer com as tarifas de Donald Trump, não de forma directa, mas porque estas podem levar a que os turistas do Interior controlem mais os A Universidade de Macau (UM) fez ontem uma revisão em baixa da previsão de crescimento do Produto Interno Bruto para 6,8 por cento. A revisão foi feita para ter em conta as novas barreiras ao comércio mundial, e, em particular, contra a China, impostas pelos Estados Unidos. Anteriormente, a previsão do Grupo de Investigação Macroeconómica de Macau previa um crescimento de 7 por cento do Produto Interno Bruto, ao longo deste ano. Segundo o jornal Ou Mun, na apresentação da previsão, que decorreu ontem, Kwan Fung, líder do grupo, admitiu que esta previsão é “relativamente conservadora”. O académico também explicou que a revisão se deve ao facto de a política de imposição de tarifas dos Estados Unidos ir contribuir para uma redução do volume do comércio a nível mundial e que vai afectar o crescimento da economia mundial. Neste cenário, Kwan reconhece que é inevitável que a economia da RAEM seja afectada por estes desenvolvimentos. Todavia, segundo o académico, o impacto “directo” para economia local vai ser “relativamente pequeno”, porque as tarifas têm como principal alvo o mercado das mercadorias, um tipo de comércio tido como “reduzido” na RAEM. Casinos investem menos Os investigadores explicaram igualmente que o efeito das tarifas vai fazer-se sentir na RAEM de forma directa, em virtude do impacto na economia do Interior. Assim sendo, os investigadores deixaram antever consequências como uma menor capacidade de consumo da população chinesa, que com menos dinheiro, vai gastar menos nas deslocações a Macau. Por esta via, o Grupo de Investigação Macroeconómica de Macau admite que os residentes de Macau também podem sofrer com as consequências. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, Kwan Fung afirmou também que as tarifas vão ter impacto nas concessionárias de jogo, o que deverá ser sentido a nível da vontade para investir. Por outro lado, o académico reconheceu que as concessionárias se podem tornar menos atractivas para os investidores. Na previsão de crescimento, os investigadores tiveram por base um cenário em que a exportações de serviços vai crescer 6,8 por cento ao longo do ano, o consumo privado 3,8 por cento e haverá uma inflação 0,7 por cento. Ao nível do desemprego, os académicos esperam uma taxa geral de 1,7 por cento, com o desemprego entre os residentes a ser de 2,3 por cento. Ao mesmo tempo, são esperadas receitas correntes da Administração na ordem dos 116,8 mil milhões de patacas.
Timor-Leste | Díli recebe reunião interministerial do g7+ Hoje Macau - 9 Abr 2025 A capital de Timor-Leste vai receber amanhã e sábado a sexta reunião ministerial do g7+ que vai juntar pela primeira vez os chefes da diplomacia da organização, que assinala 15 anos de existência. O g7+ é um fórum no qual os países-membros procuram influenciar o discurso global sobre paz, estabilidade e resiliência, bem como definir acções conjuntas para atingir aqueles objectivos. A organização intergovernamental foi estabelecida em 10 de Abril de 2010, em Díli, e surgiu com a preocupação, partilhada pelos seus Estados-membros, de que a cooperação tradicional para o desenvolvimento não melhorava a situação das nações frágeis. “O objectivo desta reunião, a sexta reunião ministerial do g7+, é reflectir sobre os progressos alcançados durante os 15 anos do seu estabelecimento”, afirmou o secretário-geral do g7+, Hélder da Costa. O encontro, que tradicionalmente reúne os ministros das Finanças, Planeamento ou Economia dos Estados-membros, vai juntar pela primeira vez os chefes da diplomacia de vários países por causa da “política global”, para ser feita uma “reflexão sobre o roteiro para os próximos anos” e porque o g7+ tem uma “voz cada vez mais global”, disse Hélder da Costa. A reunião, coorganizada com o Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense, começa exactamente com uma intervenção do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, sobre “salvaguardar a paz em tempos turbulentos: a visão do g7+”. O encontro fará também uma apresentação sobre o percurso da organização durante os últimos 15 anos e um debate sobre a cooperação entre os Estados-membros. O g7+ tem estatuto de observador junto da Assembleia-Geral da ONU desde Dezembro de 2019 e na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa desde Julho de 2021. Afeganistão, Burundi, República Centro-Africana, Chade, Comores, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Haiti, Libéria, Papua-Nova Guiné, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Somália, Sudão do Sul, Timor-Leste, Togo e Iémen são os Estados-membros do g7+.
Tarifas | Japão diz que negociações com EUA incluem taxas de câmbio Hoje Macau - 9 Abr 2025 O ministro das Finanças japonês, Katsunobu Kato, indicou ontem que a taxa de câmbio entre o dólar e o iene vai estar em cima da mesa nas negociações com os Estados Unidos sobre tarifas. Kato confirmou o que os analistas têm vindo a sugerir, com base no objectivo prioritário dos Estados Unidos de reduzir a balança comercial com países com os quais têm défice e aos quais aplicou tarifas – a que chama de recíprocas -, como o Japão. “Houve várias comunicações com o lado norte-americano, incluindo sobre taxas de câmbio, e então os movimentos nos mercados de câmbio podem estar entre os temas discutidos, embora os detalhes ainda não tenham sido determinados”, referiu Kato num discurso no Parlamento japonês. O dirigente também explicou que as discussões sobre a taxa de câmbio vão ser realizadas entre os ministros das Finanças de ambos os países. O Governo japonês anunciou na terça-feira que o ministro responsável pela Revitalização Económica e Novo Capitalismo, Ryosei Akazawa, vai ser o principal representante de Tóquio nas negociações tarifárias. Washington, por sua vez, nomeou a dupla formada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo representante comercial, Jamieson Greer, para liderar a equipa.
Mantida prisão efectiva para homem alcoolizado que agrediu ex-namorada Andreia Sofia Silva - 9 Abr 202510 Abr 2025 O Tribunal de Última Instância (TUI) decidiu manter a pena de prisão efectiva de três anos e três meses, por cúmulo jurídico, bem como inibição de condução durante um ano e seis meses a um homem que agrediu a ex-namorada dentro do carro desta quando estava sob efeito de álcool, tendo também conduzido quando se encontrava alcoolizado. O TUI manteve também a decisão do pagamento de uma indemnização de 1.867 milhões de patacas, sendo que a seguradora deverá suportar 288 mil patacas. O caso passou-se a 13 de Setembro de 2020, por volta das 21h34, quando o homem conduziu até à Avenida Comercial de Macau, tendo estacionado à porta do edifício FIT Centre Macau, aguardando que a ex-namorada voltasse para casa. Por volta das 23h30, a mulher, ao conduzir o carro, viu que o ex-namorado a esperava no local e estacionou na faixa de rodagem oposta. A mulher tinha sido vítima de agressões por parte do homem durante o relacionamento, pelo que parou o carro e ligou a um amigo a pedir ajuda. Foi nesse momento que o agressor saiu do carro, aproximou-se da viatura da ex-namorada e bateu-lhe depois de fazer uma inversão de marcha, “causando-lhe o bloqueio da porta frontal direita, que não pôde ser aberta”. De seguida, o homem “saiu do seu veículo e, com a chave na mão, bateu violentamente na janela de vidro do lado do lugar do condutor do veículo” da ex-companheira, tendo depois recuado o carro e batido na viatura da mulher. Foi aí que entrou no carro dela e a agrediu, nomeadamente pressionando o seu corpo, batendo-lhe no rosto com a chave, além de lhe ter dado socos na cabeça e no corpo. O acórdão do TUI descreve que o homem “mordeu subitamente o antebraço esquerdo e os dedos da mão esquerda [da mulher], movendo-se depois para o banco traseiro, onde puxou os seus cabelos para impedir a fuga, causando-lhe a queda de parte dos cabelos”. Algumas pessoas que passaram no local ajudaram a mulher a escapar e a imobilizar o homem. Stress pós-traumático No momento do incidente e agressão o homem tinha uma taxa de álcool no sangue de 1,33 gramas por litro, valor acima do limite legal. No tocante à mulher, foi sujeita a tratamento hospitalar. “Após o exame pericial, constatou-se que sofrera contusões e escoriações no couro cabeludo, várias contusões e escoriações no rosto, concussão cerebral, contusão no olho direito, cataratas traumáticas no olho direito, hemorragia na parte inferior da pálpebra direita, concussão na retina do olho direito, deficiência auditiva grave no ouvido direito”, descreve o acórdão. Além disso, as agressões causaram “a redução da visão e a assimetria entre o olho direito e o esquerdo, afectando obviamente a sua aparência e, ao mesmo tempo, fez com que sofresse de síndrome de stress pós-traumático, que poderia necessitar de tratamento a longo prazo”. Entende-se ainda que o homem “causou danos graves ao veículo e danificou o pavimento de pedra da berma da estrada”.
A ordem e o caos não existem Jorge Rodrigues Simão - 9 Abr 2025 (continuação da edição de 3 de Abril) A América, a China e a Rússia temem pela sua existência. Nestes graus de auto consciência, só se considera vivo quem é uma grande potência. Se formos reduzidos a um nível inferior, somos tentados a cometer suicídio (Experientia docet da União Soviética). Deixamo-nos ir. Daí a “Grande Guerra” em vários teatros, quentes ou mornos, que se não forem suspensos se transformarão em “Total”. A desordem abre buracos que convidam os ambiciosos. Antigos impérios já diagnosticados como estando em desarmamento irreversível (Turquia, Japão), antigas colónias que se redescobrem como Estados civilizados (Índia/Bharat), nações humilhadas e ofendidas em ascensão devido à infracção dos seus vizinhos (por exemplo, a Polónia). Enquanto os protagonistas de anteontem se debatem, desde da Inglaterra penúltima hegemonia ao falso casal França-Alemanha, confinados em “simul stabunt simul cadent”. As ondas do caos engolfam terras neutras ou negligenciadas reduzem as distâncias entre os “Três Grandes”, cotovelo a cotovelo nos mares da China, na Ucrânia, em breve no Árctico. A transição hegemónica flui da América para o caos. E aí permanecerá durante muito tempo. Um colosso sem rival não se dissolve de um dia para o outro, sobretudo se for capaz de arrastar o resto do mundo para o desastre. Quando chegar a sua hora, o seu último desejo será o de impedir que outros ocupem o seu trono. A América está em luta consigo própria. Conflito épico, ao qual se aplicam os versos esotéricos de Theodor Däubler, austríaco de Trieste, que afirma que “O inimigo é a figura da nossa própria matéria/ e ele nos perseguirá, e nós a ele, até ao fim ”. Na luta pela sobrevivência, a América sabe que o seu mal interior é curado em relação ao mundo, mas só depois de restaurada a ordem natural das coisas. Nós, Europeus à frente, os outros atrás ou contra. A nova combinação vencedora de elites pós-liberais e tecno-estrelas desinibidas, híbridos anarco-autoritários, está convencida disso, reforçada pelo entusiasmo vingativo das classes médias-baixas frustradas pela globalização, pela “invasão” de alergénios não assimilados no cânone Wasp e pelo declínio do seu próprio estilo de vida. Esta estranha aliança encontrou em Donald Trump o seu exuberante campeão. Profeta do “senso comum”. Brutal na lógica e nos gestos. Encarnação do “terrível simplificador”, o tipo ideal do demagogo violador de regras evocado com horror pelo historiador suíço Jakob Burckhardt no final do século XIX. Inspirado pela República de Platão diria que “A justiça não é senão o proveito do mais forte”. Baptiza-se a si como um “génio muito estável”. Escolhido por Deus, que desviou a bala com que o “Estado Profundo” satânico o queria liquidar. A história dirá. Entretanto, notemos que há génio nas suas acções terrivelmente simplificadas. Para levar à letra. O primeiro acto do segundo Trump, subversivo e homem da ordem, é muito cénico. Frenético. A doença da América requer curas perigosas. Um presidente de quase 80 anos, com apenas quatro anos de mandato pela frente partindo do princípio de que não vai acabar por reinterpretar a Constituição, inventando uma terceira tem de se preocupar. Ele parte de onde pode colher recompensas imediatas que é o mito americano. A sua narrativa exalta a vontade e, por conseguinte, a certeza de voltar a ser grande. Para Trump, querer é poder. Querer é sonhar e fazer sonhar. Revelar o “Destino Manifesto 2.0” aos seus compatriotas. Nova fronteira necessária. Objectivo operacional. Ergo, o domínio do Espaço para controlar a Terra e arrebatar o público com a lenda marciana contada por Musk; supremacia reforçada na IA para governar o ciberespaço, liderar a revolução tecnológica, reinventar a indústria sobre princípios inéditos, talvez fantásticos evitando descobri-los demasiado cedo para não alienar os operários; apagar os incêndios ucranianos e do Médio Oriente e preparar as guerras do futuro cuja aurora mal podemos vislumbrar. Possivelmente sem as combater, graças ao restabelecimento da dissuasão perdida. O alfa e o ómega desta narrativa são os anúncios rápidos através das redes sociais. As estrelas da tecnologia presidem aos capítulos do mito. São os generais que lideram as respectivas vanguardas nas frentes tecnológicas de valor estratégico. Poderes quase autónomos que Trump pretende explorar, controlar e dominar à medida que penetram informalmente nas estruturas em ruínas do Estado. Anuncia uma batalha entre tribos trumpianas por competências e poderes públicos e privados. Melhor, público-privado, dada a sobreposição de funções e responsabilidades. Jogo sem regras. Mais cedo ou mais tarde, o confronto entre Trump e Musk, o mais célebre e poderoso dos oligarcas da fronteira tecnológica, que o presidente mimou ou frustrou dia sim, dia não, parece inevitável. Um confronto decisivo, porque sem a estrela tecnológica o sonho trumpiano transformar-se-ia num pesadelo. Trump, o revolucionário, raro mas verdadeiro em que o sucesso ou o fracasso de um indivíduo afectará o destino da nação e do mundo. A prova de quão profundo e estrutural é o colapso emocional dos americanos. A revolta de uma corte de ricos imundos, entediados pelo dinheiro e energizados pelo poder, destruiu o exausto establishment centrista. Os hologramas da administração Biden estão a desfrutar de um descanso imerecido. Enquanto as burocracias federais e dos Estados azuis se envolvem numa guerra de guerrilha partidária com o apoio da linha dura. Uma guerra civil de baixa intensidade. O magnata nova-iorquino quer cortar o nó górdio que está a estrangular a América que é a incompatibilidade entre excepcionalismo e universalismo. Complexio oppositorum como chamou Jung por conter os opostos dentro de si e inscrito pelos Pais Fundadores no código genético das estrelas e riscas, que fez dos Estados Unidos um espécime único no bestiário das potências. Tornar a América grande de novo significa optar pelo excepcionalismo em vez do universalismo. Estabelecer-se de forma insuperável no topo do mundo tal como é, e não redimi-lo como deveria ser. Se quiserem reafirmar-se como o número um, mantendo os chineses à distância, não podem consumir-se em guerras intermináveis, muitas vezes perdidas e, na melhor das hipóteses, reprimidas. Nem transformar outras tiranias em democracias, violar tribos em nações, transmutar a miséria de outras pessoas em prosperidade à custa das suas próprias meias-vidas.
Fotografia | IIM com nova edição de “À Descoberta de Macau e Hengqin” Hoje Macau - 9 Abr 2025 O Instituto Internacional de Macau (IIM) volta a organizar uma nova edição do concurso de fotografia “À Descoberta de Macau e Hengqin”, aceitando submissão de imagens até ao dia 26 de Setembro. Segundo uma nota de imprensa, a iniciativa, organizada em parceria com diversas associações locais, pretende “reforçar o sentimento de pertença e promover um conceito de identidade radicado nos valores culturais e históricos de Macau”. Além disso, o concurso pretende “estimular o conhecimento dos participantes, especialmente entre os jovens, das riquezas do Património Cultural, construído ou não, de Macau, e das tradições que enformam Macau, incluindo atracções da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. O concurso tem duas categorias, destinadas a residentes e não residentes, por forma a “abranger um público vasto”. Os prémios variam entre as 500 patacas para menções honrosas e as cinco mil patacas, no caso do primeiro prémio. Existe ainda um “Prémio Especial” destinado ao melhor trabalho apresentado por um sócio da Associação de Fotografia Digital de Macau, no valor de mil patacas. Após a avaliação pelo júri do concurso, terá lugar uma mostra dos trabalhos em exposição prevista para o final do corrente ano. Com este concurso, o IIM “espera que os participantes retratem aspectos de Macau, com os quais o autor culturalmente se identifique e mais estime, desde monumentos históricos, edificações, manifestações de natureza cultural (conforme a lista do património imaterial)”. Podem também ser retratados “hábitos, costumes e crenças, eventos turísticos e festividades populares, tradicionais e religiosas das culturas chinesa, portuguesa e macaense, assim como eventos de cariz internacional, bem como fotografia com criatividade digital, e ainda atracções da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. As fotografias a concurso devem ter sido tiradas entre Setembro de 2024 e Setembro de 2025.