Clássicos alemães e austríacos em destaque na temporada 2021/2022 da Orquestra de Macau

A nova temporada de concertos da Orquestra de Macau arranca a 5 de Setembro com uma obra de Johannes Brahms, executada pelo violinista Ning Feng. Estão também previstos espectáculos do trombonista sueco Christian Lindberg e da soprano italiana Maria Agresta. Caso os artistas estrangeiros continuem impedidos de entrar em Macau, Mok Ian Ian garante que há “um plano B”

 

O convite está lançado, mas persistem ainda muitas dúvidas que podem desafinar o horizonte musical traçado. A Orquestra de Macau (OM) apresentou ontem a temporada de concertos 2021/2022 que, sob o tema “Clássicos Alemães e Austríacos”, integra na sua programação um vasto repertório de espectáculos protagonizados por artistas de renome internacional, muitos deles estrangeiros.

Durante o discurso de apresentação, o director musical e maestro principal da OM, Lu Jia referiu que a tónica da temporada que se avizinha permitirá apreciar de forma abrangente as “obras mais memoráveis” de alguns dos mais importantes compositores alemães e austríacos, dando especial ênfase à obra de Brahms e Mahler.

Um dos destaques da nova temporada, apontou Lu Jia, honra precisamente a obra de Mahler, já que está a previsto um espectáculo para assinalar o 110º aniversário da obra “Das Lied von der Erde” (A Canção da Terra), representativa da ligação entre o Oriente e o Ocidente.

“Embora a letra da canção seja em alemão, é baseada em ‘A Flauta Mágica’, uma colecção de poemas traduzidos pelo poeta alemão Hans Bethge que tem uma ligação inexplicável com a poesia da Dinastia Tang. A Orquestra de Macau e a Orquestra Filarmónica de Xangai vão colaborar nesta produção de grande envergadura, acreditando-se que irá dar um espectáculo inovador que certamente vai permitir aos aficcionados da música ter uma experiência artística inesquecível”, referiu.

A “Canção da Terra” poderá ser apreciada no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) no dia 20 de Novembro de 2021. “A música é uma parte importante das nossas vidas, que pode purificar a alma, tornando-se um remédio”, rematou Lu Jia.

Sempre a abrir

A abertura da temporada de concertos ficará a cargo do violinista Ning Feng, que irá apresentar obras clássicas do compositor alemão Johannes Brahms. Durante o concerto agendado para o dia 5 de Setembro de 2021 no Grande Auditório do CCM, Ning Feng irá interpretar o “Concerto para Violino e Orquestra em Ré Maior”, considerado um dos “Quatro Grandes Concertos para Violino”.

Para o dia 19 de Março de 2022 está agendado o espectáculo “Uma noite com o melhor trombonista do mundo”, que ficará a cargo do sueco Christian Lindberg, considerado como um dos sulistas de metais mundialmente mais aclamados.

Por seu turno, o concerto de encerramento da temporada 2021/2022 irá trazer a Macau uma gala de óperas de Verdi, protagonizada pela soprano Maria Agresta e o tenor Marco Berti, ambos italianos. O concerto de encerramento está agendado para 30 de Julho de 2022 também no CCM.

Pelo meio, estão ainda programados, o concerto de Ano Novo “Estrelas em Viena” (31 de Dezembro de 2021), protagonizado pela soprano Song Yuanming e a maestrina Zhang Jiemin e o concerto “O Fabulous Brahms” (11 de Junho de 2022) que ficará a cargo do pianista Zhang Haochen.

A nova temporada da OM inclui ainda três concertos intitulados “Quando a Música Fala” (22/01, 26/02 e 28/05 de 2022), nos quais Lu Jia, irá partilhar com a audiência, música e histórias dos compositores Mendelssohn, Brams e Bartók. Já o ciclo “Música Alegre” propõe-se a “injectar criatividade na música clássica, a fim de desenvolver o interesse das gerações mais jovens pela música erudita”.

No espectáculo “Música para Dançar” (16 de Julho de 2022), o maestro Jason Lai apresentará 11 peças de dança de diferentes países e no “Concerto do Dia da Criança: Manual de Truques do Maestro” (5 de Junho de 2022) os mais novos poderão desfrutar de uma experiência musical que combina “diversão, histórias e educação”.

À condição

À margem da apresentação da nova temporada, a presidente do Instituto Cultural, Mok Ian Ian, referiu que, se os artistas estrangeiros que estão a ser contactados continuarem obrigados a fazer quarentena à entrada a Macau, deverão acabar por não participar nos espectáculos. No entanto, as alternativas existem e estão a ser equacionadas.

“Se as medidas vigentes contra a covid-19 não mudarem, os artistas estrangeiros não podem entrar em Macau. Por isso, caso não consigam vir (…) essas actuações serão adiadas para o próximo ano”, começou por dizer Mok Ian Ian. “Vamos ter sempre um plano B para poder fazer face a qualquer alteração”, acrescentou.

Os bilhetes para os cinco primeiros concertos da nova temporada, incluindo o Concerto de Abertura, “Diálogo de Trio de Piano”, “A Canção da Terra “, o “Concerto de Natal – Fantasia de Inverno” e “Estrelas em Viena – Concerto de Ano Novo”, estarão à venda a partir das 10h horas do próximo sábado na bilheteira online de Macau.

27 Jul 2021

Air Macau | Orquestra local dá música a bordo

Um total de 11 obras de música clássica interpretadas pela Orquestra de Macau (OM) e pela Orquestra Chinesa de Macau vão passar a estar disponíveis para audição por parte dos passageiros dos voos da Air Macau. Trata-se do resultado de uma parceria com o Instituto Cultural, sendo que os passageiros podem aceder à música das orquestras através do programa “Cultura de Macau” na plataforma “Entretenimento Wi-Fi a bordo da Air Macau”.

Estão incluídas interpretações de obras como o Concerto para Piano “O Rio Amarelo” e o álbum “O Charme de Macau”. O Concerto para Piano “O Rio Amarelo” é uma adaptação, realizada por vários compositores entre 1968 e 1969, da “Cantata do Rio Amarelo” de Xian Xinghai e descreve a magnífica paisagem do Rio Amarelo. Este concerto foi estreado em 1970 e continua a ser uma obra sinfónica muito conhecida na China. A versão seleccionada é tocada pela pianista Ju Jin.

O álbum “O Charme de Macau” apresenta música interpretada pela Orquestra Chinesa de Macau, composta pelo compositor português Rão Kyao, com arranjos de Kuan Nai Chung.

4 Fev 2021

Orquestra de Macau | Centro Cultural acolhe Concerto do Dia dos Namorados

A pensar no amor e na brisa primaveril, a Orquestra de Macau apresenta a 26 de Fevereiro o “Concerto do Dia dos Namorados” no Grande Auditório do Centro Cultural, que inclui interpretações de bandas sonoras de clássicos de Hollywood. Ao longo de Fevereiro serão ainda realizados quatro concertos gratuitos de música clássica um pouco por toda a cidade

 

Apesar de todos os constrangimentos o espectáculo vai continuar, sobretudo quando o tema principal é o amor. No próximo dia 26 de Fevereiro, a Orquestra de Macau vai apresentar o “Concerto do Dia dos Namorados – Amor na Primavera”.

O espectáculo, que será dirigido pela Maestrina Principal da Orquestra Sinfónica de Guangzhou, Jing Huan, e o jovem violinista Mengla Huang, irá decorrer no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau pelas 20 horas.

Recorde-se que, de acordo com um comunicado do Instituto Cultural (IC), o concerto contava inicialmente com a participação do maestro Christoph Poppen e a violinista Mayumi Kanagawa. Contudo, os dois artistas não podem deslocar-se a Macau devido às restrições impostas pela pandemia.

Um dos destaques da programa do “Concerto do Dia dos Namorados” vai para a apresentação da obra de Korngold, compositor austríaco naturalizado americano, que ficou conhecido por ter dado vida à banda sonora de inúmeros clássicos de Hollywood.

O “Concerto para Violino em Ré Maior, Op. 35. Korngold“ é a obra-prima do compositor que poderá ser apreciada no Centro Cultural de Macau, sendo composta por três andamentos, cada um dedicado à banda sonora de um filme. “Another Dawn”, “Anthony Adverse” e “The Prince and the Pauper” são os filme incluídos na mostra.

Além de música para cinema, o programa do concerto inclui a Sinfonia N.º 1 em Si bemol Maior, op. 38 de Schumann, a primeira escrita pelo compositor romântico após casar com a sua esposa, Clara. Segundo o IC, a obra é vista como “uma reflexão da ‘Primavera da vida de Schumann’, evidenciando a pureza e a felicidade de um relacionamento romântico”.

Os bilhetes para o “Concerto do Dia dos Namorados – Amor na Primavera” já se encontram à venda. Quem estiver interessado por recorrer à Bilheteira Online de Macau e aos balcões respectivos. Os preços variam entre 150 e 250 patacas.

Para os meus ouvidos

Além do concerto dedicado aos namorados, ao longo de Fevereiro, a Orquestra de Macau vai promover três concertos dedicados à música clássica, todos gratuitos.

O primeiro, intitulado “Expresso Clássico”, terá lugar no dia 6 de Fevereiro no Pequeno Auditório do Centro Cultural e ficará a cargo do Maestro Assistente da Orquestra de Macau, Francis Kan, que irá “guiar o público ao longo de uma viagem pelo mundo da música clássica, através de interacções animadas e intrigantes”. Para requisitar os bilhetes gratuitos é necessária uma inscrição, que pode ser feita no website da Orquestra de Macau.

No dia 20 de Fevereiro, segue-se o concerto “Música no Museu de Arte”, integrado na exposição “Renascer à Brisa da Primavera: Exposição de Arte de He Duoling”, mostra que pode ser vista no mesmo espaço. Durante a actuação, a Orquestra de Macau irá apresentar obras de Shostakovich, o compositor preferido de He Duoling.

No mesmo dia, a Biblioteca da Taipa irá acolher pelas 17h30 o concerto “Música na Biblioteca”, onde serão apresentadas obras ligeiras de Mozart e Boccherini e ainda jogos interactivos, com o objectivo de cativar os mais novos. A entrada para ambos os concertos é livre, não sendo necessária reserva.

Nota ainda para o cancelamento do concerto “Flauta Melodiosa – Tributo a Mozart”, programado originalmente no dia 5 de Fevereiro. Segundo o IC, o cancelamento está também relacionado com a “impossibilidade de os artistas estrangeiros se deslocarem a Macau”, devido à pandemia.

21 Jan 2021

CCM | Orquestra de Macau celebra Mozart em Janeiro

A Orquestra de Macau (OM) actua a 23 de Janeiro no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) num concerto que conta também com a presença do maestro e pianista chinês Xu Zhong. O espectáculo, intitulado “A lenda de Mozart”, marca o 230.º aniversário da morte do compositor austríaco e apresenta a famosa Abertura de “Don Giovanni” e a Sinfonia n.º 41, “Júpiter”.

Neste concerto Xu Zhong executará o Concerto para Piano n.º 9 “Jeunehomme” de Mozart. Xu Zhong é o primeiro maestro chinês a ser director artístico e maestro principal do Teatro Massimo Bellini, em Itália, e é também o actual maestro principal do Festival e da Ópera Arena di Verona, em Itália. Os bilhetes para este concerto começam a ser vendidos a partir do próximo sábado, dia 26, e os preços variam entre as 150 e as 250 patacas.

Além deste espectáculo, a OM irá protagonizar ainda vários concertos no próximo mês. Um deles é “Artes Florescentes”, agendado para o dia 9 de Janeiro pelas 20h, e que decorre na Aula Magna da Universidade de Macau (UM). O concerto “Quando a Música Fala – Descubra Mozart”, um dos destaques da temporada, terá lugar no dia 16 de Janeiro, pelas 20h, também na Aula Magna da UM.

Além disso, o concerto “Música em Património Mundial” terá lugar no dia 30 de Janeiro, pelas 20h, no Teatro Dom Pedro V, onde a OM apresentará um repertório de sopros compostos por Mozart, Haydn, Poulenc e Bach. Estes espectáculos têm entrada gratuita, estando os bilhetes já disponíveis para levantamento.

21 Dez 2020

FIMM | Festival de música com uma estreia mundial

“Um Século de Música Chinesa”, “Mahler Sinfonia N.º 1” e “Bravo Macau!” são os novos concertos anunciados no âmbito do Festival Internacional de Música de Macau. Entre as peças que sobem ao palco no próximo mês, a composição “Echoes from the Old Macao” é apresentada pela primeira vez ao público

 

O Instituto Cultural (IC) revelou mais três concertos que integram o programa do Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) a realizar em Outubro. Entre eles, encontra-se o espetáculo de abertura da temporada de concertos da Orquestra Chinesa de Macau, intitulado “Um Século de Música Chinesa”. A apresentação acontece dia 4 de Outubro e conta com a participação da mestre de pipa Zhang Hongyan e o intérprete contemporâneo de guzheng, Luo Jing. Os músicos de cordas dedilhadas vão tocar as peças Flores no Rio ao Luar da Primavera, e Canção dos Pescadores ao Crepúsculo.

Além deste concerto, Zhang Hongyan vai dar uma “masterclass” de pipa dia 3 de Outubro pelas 19h00. Directora do departamento de instrumentos tradicionais do Conservatório Central de Música e professora na Faculdade de Artes da Universidade de Pequim, vai partilhar orientações técnicas sobre o instrumento numa sessão gratuita, mas limitada a três participantes e 22 observadores. Os interessados devem registar-se entre 14 e 23 de Setembro.

No dia 10 de Outubro é a vez do concerto “Mahler Sinfonia N.º 1”, apresentado pela Orquestra de Macau e a Orquestra Sinfónica de Shenzhen, subir ao palco. O objectivo passa por “promover o intercâmbio artístico na área da Grande Baía”, descreveu o IC. É de destacar este concerto conta com a estreia mundial do primeiro movimento da composição “Echoes from the Old Macao”, de Lam Bun-Ching, bem como da interpretação do Concerto para Violino n.º 5 de Mozart pela jovem Huali Dang.

O maestro principal da Orquestra de Macau, Lu Jia, vai conduzir uma conversa pré-espectáculo, para desconstruir as três obras que são levadas a concerto, para os participantes perceberem melhor o espírito das peças.

Tanto “Um Século de Música Chinesa” como “Mahler Sinfonia N.º 1” decorrem no grande auditório do Centro Cultural de Macau, pelas 20h00.

Talento local

Por último, com vista a promover o desenvolvimento musical de Macau, tem lugar no Teatro Dom Pedro V o concerto “Bravo Macau!”, no dia 31 do próximo mês. Oferece uma plataforma para apresentar jovens músicos locais, contando com a participação do percussionista Andrew Chan e do saxofonista Lee Chi Pok. Vão dar vida a peças como a Sonata for Alto Saxophone and Piano, op. 19, de Creston, e um arranjo da “Nightclub 1960”, de Astor Piazzolla.

Andrew Chan ganhou o concurso a solo de marimba do Australian Percussion Eisteddfod e foi convidado a actuar na China Central Television. Por sua vez, Lee Chi Pok foi o vencedor do nível avançado de saxofone do 34º Concurso para Jovens Músicos de Macau e é estudante no Conservatoire Royal de Liège.

Os bilhetes para os concertos já estão à venda, e abrem hoje de manhã as inscrições online para as restantes actividades.

14 Set 2020

Nova temporada da Orquestra de Macau começa a 20 de Outubro

A partir de 12 de Setembro vão estar à venda bilhetes para os primeiros quatro concertos da temporada 2020-2021 da Orquestra de Macau, que tem como tema “Impressões dos Mestres”. O espectáculo de abertura, marcado para 20 de Outubro no grande auditório do Centro Cultural de Macau, será abrilhantado pelo virtuosismo do violinista Vadim Repin

 

A vida cultural de Macau retoma aos poucos a normalidade habitual, num ano marcado por máscaras e distanciamento social, como se comprova pelo anúncio da temporada de concertos 2020-2021 da Orquestra de Macau, a 37ª temporada da ensemble local. O Instituto Cultural (IC) anunciou ontem o programa de um dos expoentes culturais da região e revelou que a partir de 12 de Setembro, na Bilheteira Online de Macau, vão estar à venda ingressos para os primeiros quatro concertos da temporada.

Com cerca de três dezenas de eventos, o programa tem como tema “Impressões dos Mestres”, mote para recordar os aniversários de nascimento e morte de vários génios musicais de diferentes épocas.

A partir de 12 de Setembro vão estar à venda ingressos para o “Concerto de Abertura da Temporada 2020-21 – Vadim Repin e a Orquestra de Macau”, “Barroco Magnífico”, “Uma Noite com o Melhor Trombonista do Mundo” e “Tchaikovsky Nº 1” (ver caixa), a primeira leva de vendas, de acordo com o IC.

Em jeito de preparação, o director musical e maestro principal da Orquestra de Macau, Lu Jia, declara que “na última temporada, devido ao surto do novo coronavírus, a orquestra praticamente apenas cumpriu as actuações de meia temporada”. Porém, o responsável destaca o “papel positivo na sociedade” desempenhado pela orquestra, nomeadamente mantendo o contacto possível com o público através da série de concertos online “Música Clássica em Casa”.

Questão de honra

Numa mensagem deixada no programa da temporada, Lu Jia destaca o trabalho árduo para “tornar a orquestra um ensemble de topo na Ásia” e deixou a promessa de “continuar a apresentar ao mundo o brilhante encanto da nossa pequena cidade”.

Quanto à temporada que se avizinha, o director musical disse que se sente honrado por “trabalhar consistentemente com maestros, solistas e grupos artísticos mundiais de renome, alguns dos quais antigos parceiros, e outros amigos recentes”. Entre eles, destaca “Vadim Repin, conceituado génio russo dos violinos, Maria Agresta, hoje a melhor soprano da Itália e Marco Berti”.

O pontapé de saída da temporada da orquestra tem como convidado Vadim Repin, violinista que arrebatou “a medalha de ouro no prestigiado concurso Wieniawski aos 11 anos de idade e, desde então, tornou-se um artista de renome mundial nas últimas três décadas”. O espectáculo em que vai partilhar o palco com a Orquestra de Macau comemora o 100º aniversário da morte do compositor romântico alemão Bruch. O público será prendado com interpretações de “Concerto de Violino N.º 1” de Bruch e a “Introdução e Rondo Caprichoso” de Saint-Saëns e “Sinfonia N.º 2” de Rachmaninoff a fechar a noite.

Notas no calendário

O segundo concerto da temporada, intitulado “Barroco Magnífico”, leva a Orquestra de Macau numa viagem pela história da arte europeia e a estética musical do período barroco. Vão ser interpretados “dois concertos e obras-primas, de Bach, ‘O Pai da Música’, juntamente com o canon mais conhecido de Pachelbel, “‘Canon em Ré Maior’”.

A programa prossegue com uma noite dedicada ao trombone, através da mestria de um dos melhores solistas de metais do mundo, o sueco Christian Lindberg, um músico profícuo que tem uma discografia com quase 150 discos lançados.

O sueco servirá um repasto musical composto pela abertura da ópera “Oberon”, Ferdinand David (Orch. Christian Lindberg): “Concerto para Trombone”, Leopold Mozart: “Concerto para Alto Trombone em Ré Maior”, Op. 4 e Sibelius: “Sinfonia N.º 3 em Dó Maior”, Op. 52.

Finalmente, o derradeiro concerto da primeira leva de espectáculos da temporada é protagonizada pelo pianista chinês Tianxu An, a acompanhar a orquestra local. “Sob a batuta do maestro Lu Jia, An apresentará em Macau o “Concerto para Piano N.º 1” de Tchaikovsky. Além disso, a Orquestra de Macau irá apresentar a “Sinfonia N. º1” de Tchaikovsky “Sonhos de Inverno”.

Finalmente, sem discorrer exaustivamente sobre todo o programa, importa revelar o grande concerto de encerramento da temporada, marcado para o dia 31 de Julho de 2021.

Em comemoração do 120º aniversário da morte do compositor italiano Giuseppe Verdi, a temporada de concertos irá terminar com o “Concerto de Encerramento da Temporada 2020-2021 – Gala de Óperas de Verdi”, no qual a soprano italiana Maria Agresta e o tenor Marco Berti apresentarão um programa de “árias extraídas de “La Traviata”, “Aida”, “Otelo” e “I vesprisiciliani”, juntamente com aberturas e intermezzos de óperas de Verdi.”

Onde, quando, quanto

A temporada arranca com o “Concerto de Abertura da Temporada 2020-2021 – Vadim Repin e a Orquestra de Macau”, no dia 20 de Outubro no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Os bilhetes variam entre 150 e 400 patacas. O calendário musical prossegue com o espectáculo “Barroco Magnífico”, no dia 24 de Outubro no Teatro Dom Pedro V. Quem quiser assistir à interpretação da Orquestra de Macau de clássicos de Bach e Pachelbel terá de desembolsar entre 100 e 120 patacas. No dia 1 de Novembro, o sueco Christian Lindberg sobe ao palco do grande auditório do CCM para “Uma Noite com o Melhor Trombonista do Mundo”.

Os bilhetes para este espectáculo custam entre 150 e 250 patacas. Serão colocados à venda bilhetes para o concerto “Tchaikovsky Nº 1”, com preços entre 150 e 250 patacas, que se realiza no grande auditório do CCM no dia 21 de Novembro. Todos os espectáculos começam às 20h.

4 Set 2020

Orquestra de Macau junta-se ao MGM para concerto comemorativo 

“Comemorando o 50º Aniversário do Dia da Terra: Um Tributo à Natureza” é o nome do espectáculo que junta a Orquestra de Macau e o MGM e que visa celebrar não apenas os 50 anos do Dia da Terra, mas também os 250 anos do nascimento de Beethoven. O concerto decorre este sábado e domingo no The Spectacle, no MGM Cotai

 

Duas celebrações num só palco. É esta a proposta da Orquestra de Macau (OM) que, com o apoio da operadora de jogo MGM e do Instituto Cultural (IC), dá este sábado e domingo um duplo concerto de comemoração dos 50 anos do Dia da Terra e dos 250 anos do nascimento do compositor alemão Beethoven.

O espectáculo intitula-se “Comemorando o 50.º Aniversário do Dia da Terra: Um Tributo à Natureza” e decorre às 14h30 na sala The Spectacle, no MGM Cotai. Segundo um comunicado do IC, o programa do concerto será focado na Sinfonia N.º 6 em Fá maior, Op. 68, “Pastoral” de Beethoven.

O IC considera que este espectáculo “proporcionará ao público uma experiência sinfónica especial, com música clássica, tecnologia inovadora e arquitectura moderna”. “Ao som de uma melodia clássica que ilustra na perfeição a unidade do homem com a natureza, o público será levado a apreciar a beleza natural da cidade e a reflectir sobre a importância da protecção do ambiente”, acrescenta a mesma entidade.

No mesmo fim-de-semana decorrem ainda outras actividades que visam celebrar os 50 anos da implementação do Dia da Terra, como visitas guiadas ao “Dia da Terra X Arte da Natureza”, um “Workshop de Criação de Bolas de Musgo” e um “Lanche Sinfónico”.

Mais em Setembro

Depois do espectáculo no MGM, a OM prepara-se para apresentar, já em Setembro, a nova temporada 2020/2021 com a série de concertos “Encontros com a OM em Setembro”, todos com entrada gratuita. O primeiro espectáculo acontece já a 5 de setembro, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) pelas 20h, e intitula-se “Um Encontro de Sinfonias”.

Nos dias 11 e 12 de Setembro acontece “Um Encontro de Violoncelos” às 20h no teatro D. Pedro V, enquanto que também no dia 12 tem lugar a iniciativa “Música na Biblioteca”, na Biblioteca da Taipa, por volta das 17h15.

A 19 de Setembro, no Museu de Arte de Macau (MAM) ocorre a iniciativa “Música no MAM”, às 14h30. No mesmo dia, às 17h, a Casa Garden acolhe “Música em Património Mundial”.

Este Verão, nos meses de Julho e Agosto, a OM não esteve parada e apresentou o ciclo de concertos “Episódios de Verão”. Cerca de três mil pessoas reservaram bilhetes para os seis espectáculos incluídos neste programa, com mil inscrições efectivas.

Em parceria com o Centro de Ciência de Macau, a OM apresentou ainda os concertos “Festival de Ciência e Música – Desfile Nocturno dos Animais”, vistos por 280 pessoas e com cerca de 800 inscrições.

26 Ago 2020

Orquestra de Macau e Orquestra Chinesa de Macau regressam aos concertos

Julho é o mês que marca o regresso dos concertos da Orquestra de Macau (OM) e da Orquestra Chinesa de Macau (OCHM) depois da suspensão temporária motivada pela pandemia da covid-19.

Ainda assim, e segundo um comunicado do Instituto Cultural (IC), “alguns concertos foram cancelados dada a impossibilidade de deslocação a Macau de vários artistas devido à pandemia do novo tipo de coronavírus”.

A OM apresenta a 18 de Julho o concerto temático “Expresso Clássico – De Volta à Diversão”, no âmbito do Programa Audiência Jovem da OM, que promete levar o público mais jovem “numa viagem divertida e interactiva ao paraíso da música clássica”. No dia 11 é a vez da OCHM realizar, em colaboração com o Centro de Ciência de Macau, uma actividade de extensão do concerto “Varinha Mágica Musical”, durante a qual o público poderá explorar o Centro de Ciência ao som de música chinesa.

A Orquestra realizará ainda o concerto “Uma Noite de Clássicos da Música Chinesa” no Centro Cultural de Macau, no dia 26 de Julho, apresentando um programa de obras-primas da música chinesa, incluindo “A Emboscada de Todos os Lados” e “Alegria do Festival da Água”. Todos os eventos têm entrada livre.

Concertos ao ar-livre

Além disso, ambas as orquestras participam nos “Espectáculos no âmbito da Excursão Cultural Profunda na zona do Porto Interior e pela Taipa” durante o mês de Julho. A OM apresentará concertos nas Casas da Taipa e na Feira do Carmo, na Taipa, e a OCHM actuará no Largo do Pagode da Barra, na Península de Macau.

Os concertos cancelados são “Música para Dançar” (11 de Julho), “Sopros Magníficos” (18 de Julho) e “Concerto de Encerramento da Temporada 2019-20 – Concertos para Piano de Beethoven por Rudolf Buchbinder” (24 e 25 de Julho) pela Orquestra de Macau. Fica também cancelado o “Concerto de Encerramento da Temporada 2019-2020: Dança ao Som de Melodias Pitorescas” (26 de Julho) pela Orquestra Chinesa de Macau. Para pedir o reembolso dos bilhetes o contacto deverá ser feito junto da Bilheteira Online de Macau até 30 de Setembro.

30 Jun 2020

Concertos da Orquestra de Macau em Évora, Coimbra, Portalegre e Lisboa

As cidades de Évora, Coimbra, Portalegre e Lisboa vão receber este mês concertos da Orquestra de Macau, com a participação da violinista Clara-Jumi Kang e do maestro Lü Jia, anunciaram ontem os promotores da digressão.

Os concertos são realizados no âmbito das comemorações do 20.º aniversário da transferência de poderes da Administração Portuguesa de Macau para a República Popular da China e do 40.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e aquela República, com apoio do Instituto Cultural de Macau, dos Serviços de Turismo do Território e da promotora Wu.

Segundo um comunicado enviado à agência Lusa, os quatro concertos vão decorrer sob a batuta do director musical e maestro principal Lü Jia e terão como solista “a conceituada violinista alemã Clara-Jumi Kang, considerada prodígio na minuciosa técnica de tocar violino”.

O primeiro concerto da Orquestra de Macau acontece no Teatro Garcia de Resende, em Évora, no domingo, às 17h00. Segue-se a cidade de Coimbra, no dia 18, uma quarta-feira, às 21:00, no Pavilhão Centro de Portugal. Este concerto conta com a parceria do Teatro Académico Gil Vicente e com a participação da Orquestra Clássica do Centro.

No dia 20, uma sexta-feira, às 21:00, a Orquestra de Macau protagoniza o Concerto Especial de Poslúdio do 6.º Festival Internacional de Música de Marvão, que decorre no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre.

O último concerto em Portugal da orquestra asiática realiza-se no âmbito do Festival TODOS, em Lisboa, no Panteão Nacional, pelas 18:30 do dia 22 de Setembro, um domingo. Segundo a nota de imprensa, o concerto de Lisboa “integrará a agenda comemorativa do Centenário de Sophia, pelo que contará com uma homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, sepultada no Panteão Nacional”, e a orquestra liderada pelo maestro Lü Jia vai interpretar a peça musical de Jorge Salgueiro (compositor do Teatro O Bando) “És tu a Primavera que eu esperava”.

Fundada em 1983, a Orquestra de Macau é considerada “uma das mais prestigiadas orquestras asiáticas com um repertório que inclui clássicos chineses e ocidentais de todos os tempos”.

“Desde o início das suas funções como director musical e maestro principal da Orquestra de Macau em 2008, o maestro Lü Jia tem impulsionado” a sua evolução “de forma notável, através do treino meticuloso, do arranjo refinado de repertórios e da selecção criteriosa dos artistas convidados”, é referido.

Ainda de acordo com a fonte, a Orquestra de Macau tem realizado várias digressões, incluindo Áustria, Suíça, Portugal, Japão, Coreia e Taiwan, bem como concertos regulares nas principais capitais culturais da China, como Pequim e Xangai, “com vista a expandir a influência cultural de Macau, a potenciar a reputação da orquestra a nível mundial e a apostar no desenvolvimento de novos públicos para a música clássica”.

A Orquestra de Macau colabora regularmente com artistas e instituições como o cantor Plácido Domingo, os pianistas Krystian Zimerman, Boris Berezovsky, Lang Lang, os violinistas Leonidas Kavakos e Sarah Chang, o English National Ballet, a Philadelphia Orchestra e a Korean Chamber Orchestra.

11 Set 2019

Dois concertos do “Arte Macau” encerram temporada 2018-19

Os concertos “Esplêndida China” e “Kirill Gerstein e a Orquestra de Macau” são as duas actuações que marcam o encerramento da temporada 2018-19, nos próximos dias 26 e 27 de Julho, sexta-feira e sábado, no grande auditório do Centro Cultural de Macau.

Sob a batuta do director musical Liu Sha, Maestro Principal da Orquestra Chinesa de Macau, o concerto arranca com “Clássicos Cantoneses”, uma peça de música tradicional chinesa com elementos da música de Guangdong, que destaca “a soberba técnica de execução da orquestra”, segundo a nota enviada à imprensa. Segue-se a estreia da “Fantasia de Macau Nº 2”, um concerto para suona encomendado pela Orquestra Chinesa de Macau ao famoso compositor Kuan Nai-chung, subordinado ao tema da terra e do oceano.

A “Fantasia de Macau Nº 2” combina “cantos de água salgada” dos habitantes dos barcos com o fado tradicional português, “narrando a aspiração comum dos chineses e portugueses pela paz e felicidade”. O compositor “Kuan Nai-chung é considerado “não apenas como um bom escritor, mas também um bom contador de histórias”. O chefe de naipe de suona da Orquestra Chinesa de Macau, Tian Ding, acompanhará esta composição encomendada especialmente para o instrumento tradicional de sopro da etnia Han.

A Orquestra Chinesa de Macau une-se a Tang Junqiao, o mais importante intérprete de dizi da Ásia e professor no Conservatório de Música de Xangai, que interpretará o concerto para dizi, “A Canção do Voo”, caracterizada por uma melodia rítmica, com traços de Yunnan e Guizhou, que soa a partir da flauta de bambu chinesa.

A “Suite da Tribo Mohe”, que retrata a vida dos grupos étnicos do Norte da China, é uma adaptação do bailado “A Princesa do Mar Pohai” que transmite a longa história e cultura do povo Mohe, encerrando o espectáculo que homenageia o esplendor da China.

Da tradição aos clássicos

O Concerto “Kirill Gerstein e a Orquestra de Macau” vai reunir em palco o maestro principal da Orquestra de Macau, Lu Jia, e o pianista russo-americano Kirill Gerstein, para celebrar o romantismo com a interpretação da Rapsódia de Rachmaninoff, sobre um tema de Paganini, e a Nona Sinfonia de Schubert.

“Rachmaninoff oferece um maravilhoso diálogo entre duas gerações de pianistas virtuosos. A obra de Schubert encarna a continuação e o renascimento da tradição clássica no período romântico e também o auge da poesia e da imaginação nos últimos trabalhos de Schubert. Mais tarde, os elementos musicais usados nesta sinfonia são aplicados, mais de uma vez, na música de Schumann e Brahms”, revela o comunicado enviado pelo Instituto Cultural, organizador dos eventos.

Gerstein estudou piano clássico e jazz quando era jovem e o seu talento musical é herança de uma educação musical tradicional na Rússia, nos Estados Unidos e na Europa Central. Recebeu o primeiro prémio no Concurso Internacional de Piano Arthur Rubinstein de 2001, o Avery Fisher Career Grant do Lincoln Center em 2010 e o Gilmore Artist Award.

Os bilhetes para os concertos encontram-se disponíveis na Bilheteira Online de Macau. Os preços variam entre 80 e 150 patacas para o “Esplêndida China” e 150 e 400 patacas para o “Kirill Gerstein e a Orquestra de Macau”.

18 Jul 2019

Orquestra de Macau convida maestro português para digressão à China e Portugal

A celebração dos 40 anos de relações diplomáticas entre Portugal e a China foi o mote para o convite feito ao maestro Pedro Neves, que vai colaborar com a Orquestra Sinfónica Jovem de Macau numa digressão à China e Portugal

 

O maestro português Pedro Neves disse à Lusa que vai colaborar com a Orquestra Sinfónica Jovem de Macau numa digressão à China e Portugal para assinalar os 40 anos de relações diplomáticas entre os dois países. O convite surgiu porque a Orquestra Sinfónica Jovem de Macau “gostaria de trabalhar com um maestro português nesta digressão”, que inclui três concertos em Portugal, explicou Pedro Neves, maestro principal da Orquestra Clássica de Espinho.

O objectivo da digressão é celebrar não apenas o 20.º aniversário da transferência de administração de Macau, mas também o 40.º aniversário do restabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a China. Pedro Neves está já em Macau para os ensaios antes do primeiro concerto, que no sábado assinala o 22.º aniversário da Associação Orquestra Sinfónica Jovem de Macau, marcado para as 20h no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau.

Numa orquestra jovem, “o maior desafio é sempre aproveitar da melhor forma a energia e a vivacidade que são próprias dessa faixa etária, colocando essa motivação ao serviço da música”, explicou Pedro Neves. A orquestra é formada por jovens músicos chineses de Macau, com a excepção do lusodescendente Júlio Miguel dos Anjos. Mas Pedro Neves acredita que “a barreira da língua é um problema quase insignificante porque o código musical é universalmente muito forte e o entendimento entre os músicos vai muito para além das palavras”.

Mais concertos em Julho

A colaboração de Pedro Neves continua em Julho, com o segundo espectáculo, no dia 19, às 19h30 na sala de concertos da National Library Arts Center, em Pequim.

O programa do concerto na capital chinesa inclui música clássica ocidental, mas também “O Mundo dos Insectos”, da autoria de Doming Ngok-pui Lam, compositor nascido em Macau, e ainda uma canção inspirada pela lenda milenar chinesa “Os Amantes Borboleta”.

“Espero que o público nos possa acolher da melhor forma, possa compreender a mensagem das obras que vamos interpretar”, disse Pedro Neves. Após visitar Pequim, a digressão continua em Portugal.

A Orquestra Sinfónica Jovem de Macau toca a 21 de Julho, pelas 21h30 horas no Festival ao Largo, em Lisboa, antes de ir ao Festival das Artes em Coimbra, a 24 de Julho. A digressão termina a 27 de Julho no Festival do Marvão.

27 Jun 2019

Temporada da Orquestra de Macau homenageia Beethoven em 2020

A próxima temporada de concertos da Orquestra de Macau vai homenagear os 250 anos do compositor Ludvig van Beethoven em 2020, trazendo ao território os melhores intérpretes mundiais de música clássica. O programa arranca a 31 de Agosto e os bilhetes estarão à venda a partir de 30 de Junho

O Instituto Cultural (IC) apresentou ontem o programa da temporada de concertos de 2019-2020 da Orquestra de Macau (OA), que terá início a 31 de Agosto, dedicado ao 250º Aniversário do Nascimento de Ludwig van Beethoven, que se celebra em 2020. Solistas de classe mundial foram convidados a interpretar as obras clássicas completas do grande compositor alemão, incluindo as mais raramente escutadas, uma oportunidade única para “proporcionar ao público uma experiência abrangente das obras-primas do génio musical”, que perdeu a audição por volta dos 30 anos, conforme anunciou a organização.

A homenagem ao compositor começou logo na conferência de imprensa, realizada ontem à tarde no Hotel Mandarim Oriental, onde o quinteto de sopros de madeira da Orquestra de Macau interpretou um excerto da Sinfonia Nº5 em Dó Menor, também denominada Sinfonia do Destino, com arranjos em estilo Bossa Nova. Mas as obras de Beethoven só vão chegar aos palcos de Macau no próximo ano, onde se poderá ouvir as nove sinfonias completas, inclusive as Nº3 e Nº8, menos interpretadas e conhecidas.

O primeiro grande nome a pegar na obra do compositor será o austríaco Rainer Honeck, regente e violinista da Orquestra Filarmónica de Viena, que fará dois concertos no mês de Março, dias 21 e 27, um no Centro Cultural de Macau e outro na Igreja de São Domingos, gratuito, onde junta Beethoven e Mozart num espectáculo sobre os grandes mestres.

Pelo meio, ao maestro e director da Orquestra de Macau, Lu Gia, juntam-se também os maestros Roberto Gianola, Qian Junping, Francis Kan, Jason Lai, entre outros, que ao longo da temporada apresentarão sinfonias e sonatas de Bethoven, acompanhados por conceituados violinistas, violoncelistas e pianistas convidados.

A grande prova de fôlego será o encerramento da temporada, com a presença em Macau do pianista austríaco Rudolf Buchbinder, considerado dos melhores do mundo na actualidade, que apresentará os cinco concertos completos para piano de Ludwig van Beethoven, em dois dias consecutivos, a 24 e 25 de Julho de 2020, no grande auditório do Centro Cultural de Macau.

Outros compositores

O cartaz é variado e não se resume apenas à obra musical de Beethoven. O Concerto de Abertura da Temporada 2019-2020, já a 31 de Agosto de 2019, contará com a presença do internacionalmente aclamado Alban Gerhardt, violoncelista alemão oriundo de uma família musical que, sob a batuta do maestro Lu Jia, irá interpretar Dvorák, Shostakovitch e Tchaikovski, às 20h no CCM.

A 30 de Outubro de 2019, no âmbito do “XXXIII Festival Internacional de Música de Macau”, a OM junta-se à Orquestra e Coro NCPA da China para apresentarem em conjunto a “Cantata do Rio Amarelo”, um concerto com sabor histórico que pretende assinalar o 70º Aniversário da República Popular da China e o 20º Aniversário do retorno de Macau à Pátria.

O Ano novo será assinalado pelo concerto “Estrelas em Viena”, com o maestro austríaco Thomas Rosner e a soprano alemã Marysol Chalit, interpretando peças da família Johann Strauss I e II, além de árias de Otto Nikolai, Eduard Kunneke e Franz Lehar, a 31 de Dezembro de 2019, às 20h no CCM.

No Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro de 2020, é a vez do concerto “Paixão Latina”, sob a orientação do maestro polaco Michael Nesterowicz, com a acordeonista lituana Ksenija Sidorova, que tocará suites de Bizet e um concerto para bandoneón de Astor Piazzolla, também às 20h no CCM.

Um dos principais destaques será o Concerto de Páscoa, onde a famosa “Stabat Mater” de Pergolesi, que poucas vezes foi tocada na Ásia, vai ser interpretada na Igreja de São Domingos, pela mão do maestro Lu Jia, com entrada gratuita ao público. O director da Orquestra de Macau será acompanhado pelas vozes da soprano Anna Karmasin e da meio-soprano Susan Zarrabi, ambas alemãs.

As novidades da próxima temporada de concertos foram apresentadas ontem pela presidente substituta do Instituto Cultural, Leong Wai Man, que se fez acompanhar pelos muitos parceiros e patrocinadores da edição, este ano orçamentada em 10 milhões de patacas, tal como indicou a responsável.

25 Jun 2019

Liu Sha, maestro e director musical da Orquestra Chinesa de Macau: “A música é emoção e paixão”

Aos 40 anos, Liu Sha assumiu pela primeira vez, o papel de director musical na Orquestra Chinesa de Macau, que também dirige como maestro. Aluno de topo do Conservatório Central de Música, em Pequim, Liu Sha já conduziu 43 orquestras com a visível paixão que o caracteriza. Com origens humildes e juventude marcada por amarguras, o propósito do maestro é levar ao público a beleza da música e o sentimento da melodia

 

 

Como começou a sua relação com a música?

O meu pai era músico e a minha mãe gostava muito de cantar. Durante a minha infância, visitava frequentemente salas de ensaio de teatro chinês. Via também muitos concertos. Nasci em Jinan, a capital da província de Shandong. Lembro-me do primeiro concerto que vi de uma orquestra sinfónica, originária dos Estados Unidos. Acho que devia ter cerca de 6 anos de idade e fiquei fascinando com o músico que tocava os címbalos. Impressionou-me muito. Apesar do gosto que ficou, o meu pai não queria que eu estudasse música, achava que a estrada da música era complicada, difícil de percorrer e não levava a muito dinheiro. Ainda assim, estudei piano com cerca de nove anos de idade, o que em termos de formação é muito tarde, mas gostei muito. Na altura, havia um pianista francês muito famoso, Richard Clayderman. Apesar de não ser clássico e ser mais pop, as suas composições eram muito boas. Portanto, quis aprender a tocar piano. Mas o concerto mais importante a que assisti, em 1993, foi o Concerto de Ano Novo, pela Filarmónica de Viena. O maestro era o italiano Riccardo Muti. Marcou-me imenso e apresentou-me à figura do maestro. Aquilo é que era ser maestro. Achei espectacular e poderoso. Outra coisa aspecto importante foi aperceber-me que são precisos dez dedos só para tocar piano, mas uma batuta consegue controlar tudo. Excelente!

 

Foi aí que decidiu seguir a carreira de maestro…

O problema é que nasci e cresci em Jinan. Não sabia por onde começar para estudar para ser maestro. Na altura, só havia dois locais onde podia seguir os estudos necessários: os conservatórios de Pequim e Xangai. Tinha apenas 13 ou 14 anos e ambas as cidades eram muito longe. Ainda assim, decidi que era isso que queria. O passo que dei foi escrever a muitos professores de música, aos que tinha ouvido falar. Até que um dia, um professor do Conservatório Central de Música, em Pequim, respondeu. Escreveu-me: “jovem rapaz, querer estudar é muito bom, mas tens de ter em mente que é um percurso extremamente difícil, um dos mais difíceis no mundo da música”. Na carta escreveu a morada de casa e telefone e disse-me que se eu queria mesmo estudar devia pedir aos meus pais para me levarem para Pequim.

 

 

Como disse aos seus pais que queria seguir estudos para maestro?

Uma noite, depois do jantar, falei com eles. “Mamã, papá, por favor, sentem-se. Preciso de falar convosco porque tenho uma decisão importante para tomar.” Então, mostrei-lhes a carta do professor. Não disseram uma única palavra. Este período da minha vida foi muito complicado, porque perdi os meus pais. Três anos depois de entrar no Conservatório Central de Música, a minha mãe morreu. Eles não tinham palavras porque estudar para maestro é uma área que necessita de muitos estudos, principalmente piano, audição, canto, teoria musical, harmonia. A minha família era pobre e a minha mãe teve de pedir muito dinheiro emprestado para me enviar para Pequim. Eles ficaram felizes com a carta, mas eram tempos difíceis. Três anos depois chegara a altura para fazer os exames de admissão ao conservatório, depois de completar o secundário. A minha mãe estava doente no hospital e o meu pai estava a tomar conta dela. Tinha 17 anos quando fui de comboio para Xangai, era a minha primeira vez em Xangai, não conhecia lá ninguém e não fazia ideia como chegar ao conservatório. Fiz o exame e fui o aluno melhor classificado. De repente, reparei que o segundo dia de exames era em Pequim. Como conseguiria chegar a Pequim? Não sabia comprar bilhetes de avião, nem como apanhar um avião, não sabia nada disto. Perguntei a muitas pessoas. Cerca da meia-noite desse dia, aterrei em Pequim. Na manhã seguinte fiz o exame e também fiquei em primeiro lugar. Quatro dias depois de receber a carta a dar-me os parabéns pela admissão no conservatório, a minha mãe morreu. Foi um período difícil. No entanto, estava a dar passos importantes para a realização do meu sonho.

 

 

Como foi realizar esse sonho e poder levá-lo ao público?

Para mim, a música é emoção e paixão. Amigos e professores dizem que quando estou a dirigir uma orquestra que sentem a minha paixão. Mas no início, os nervos tomavam conta de mim. Quando me formei, e era um jovem maestro apenas com um ou dois concertos no meu currículo, ficava muito tenso. Antes do primeiro concerto que dirigi queria morrer, a batuta tremia, as mãos estavam suadas, foram momentos de grande tensão. Começaram a surgir ideias estranhas na minha mente, como “e se em dirigir mal a orquestra, o que faço a seguir?” Isto aconteceu em 1999, estava prestes a conduzir a orquestra de estudantes do Conservatório Central de Música. A obra era uma composição para orquestra chinesa. Quando o concerto começou, entrei num estado mágico. Um músico disse-me depois que estava a cantar a música tão alto, quase ao nível de volume da orquestra. Foi um momento de muita excitação e intensidade. E o tempo da música, os compassos, cada vez mais rápidos. Não conseguia controlar-me, nem a velocidade da música.

 

 

Os dias de nervosismo ficaram para trás, mesmo antes da estreia de um espectáculo?

Hoje em dia não sinto tensão, apenas esperança e excitação. Mesmo que seja o primeiro concerto de uma nova composição já não entro nervoso em palco, porque há 14 anos que conduzo orquestras e já dirigi cerca de 300 novas obras. Nove anos depois de me formar, estudei orquestra sinfónica e ópera no conservatório de São Petersburgo. Estudei técnicas e estilo russo, uma aprendizagem que incidiu sobre obras antigas. As composições para orquestra chinesa não param de ser escritas e existem apenas no papel, em pauta, sem um CD, ou gravação. Se quiser conduzir Mozart, Brahms, Beethoven, posso ouvir um CD.

 

 

Quais os passos necessários para preparar um concerto?

Ser maestro é muito difícil, antes dos ensaios é necessária muita preparação. Preciso, talvez entre um mês ou um ano, para conhecer o repertório da peça que vou conduzir. Preciso tirar a melodia do papel para o piano. Quando não me sinto muito confortável com a música vejo-me obrigado a falar com o compositor, encontrar-me com ele para saber como ele “canta” a obra. O segundo passo é saber como posso transportar para a orquestra a minha paixão, as minhas ideias e a minha arte. Em casa, penso estes aspectos ao mais ínfimo detalhe. O terceiro passo é na sala de ensaio. Uso os meus braços para conduzir, uso a língua e a emoção para explicar do que se trata a obra, o seu significado.

 

 

Como tem sido a experiência como maestro e director musical da Orquestra Chinesa de Macau?

É a primeira vez que trabalho numa posição de gestão. Planear a próxima temporada e a temporada a seguir em termos de direcção musical é um novo desafio. Estou a gostar bastante e isso transparece para os músicos. Quando cheguei encontrei-os muitos fechados, quase sem emoção, apenas a tocar como um trabalho para ganhar um salário. Hoje em dia, acho que estão mais felizes a tocar. Esse aspecto é muito importante para mim. Em termos musicais, antes o som da orquestra soava um pouco rígido. Agora, parece mais relaxado, tranquilo.

 

 

Quando chegou a Macau disse que gostaria que os músicos tocassem com paixão. Como se consegue arrancar essa emoção dos músicos?

Primeiro, tive de inspirar e encorajá-lo, explicar a obra e o que precisamos fazer em termos técnicos. Depois, é importante deixar claro que eu é que mando. Peço-lhes e eles têm de fazer. Muitas vezes recordo aos instrumentistas das minhas orquestras que somos músicos e que temos a grande responsabilidade de levar a beleza da música ao público. Algo que é muito importante.

 

 

 

Que tipo de música ouve em casa?

Ouço, em primeiro lugar, música clássica. Também gosto muito de Jazz, Louis Armstrong e Charlie Parker. Como preciso fazer muita pesquisa na área da música chinesa, esse género também é uma constante.

 

 

Como prepara concertos que fundem géneros diferentes de música, como o fado?

Tivemos um concerto com uma artista de fado. É uma realidade separada, uma cultura diferente com um pano de fundo diferente, mas a minha orquestra cobre muitos estilos musicais, em termos técnicos. Em Macau, o fado é apreciado por uma grande parte do público devido à ligação com Portugal. Eu também gosto muito de fado, gosto muito da Katia Guerreiro, por exemplo. Quando ouço as suas músicas, parece que ela consegue capturar a minha alma. Para preparar um concerto que mistura dois géneros, preciso conhecer a cantora e o seu repertório. Depois são necessários arranjos para transportar as melodias tocadas só por duas pessoas para uma orquestra com muitos elementos. Como maestro, preciso das pautas e de ter tudo detalhado. Mas por vezes o trabalho é facilitado pela compatibilidade de estilos. O Fado é muito movido pela melodia, assim como a música chinesa.

 

 

Enquanto maestro, o que é importante passar para os músicos?

Paixão e entendimento mútuo. Falamos muito. Para um maestro, comunicação é muito importante. Já dirigi 43 orquestras diferentes, orquestras chinesas, teatro, sinfónicas, ballet, dirigi, por exemplo, “O Lago dos Cisnes”. A comunicação é muito importante. O olhar, a expressão facial e, claro, a linguagem são as formas para transmitir exactamente o que quero e para nos encontrarmos.

8 Mar 2019

Música | Orquestra de Macau apresenta “Azzolini e Lu Jia” a 15 de Março

AOrquestra de Macau (OM) apresenta o concerto “Azzolini e Lu Jia” no dia 15 de Março (sexta-feira), pelas 20h horas, na Igreja de S. Domingos. A entrada é livre e os bilhetes distribuídos uma hora antes da actuação.

Sob a batuta do Director Musical Lu Jia, a Orquestra irá colaborar com o famoso fagotista Sergio Azzolini para apresentar dois concertos para fagote, de A. Vivaldi e C. Stamitz, tocando a OM na segunda parte a Sinfonia N.º 4 “Italiana” de Mendelssohn, a fim de imprimir o sabor europeu do período romântico. Nascido em Bolzano (Itália), em 1967, Sergio Azzolini é conhecido pelo seu extraordinário talento e desempenho de instrumentos clássicos, especialmente os utilizados na música barroca, sendo reconhecido como uma autoridade na interpretação dos trabalhos de Vivaldi na execução do fagote.

Além disso, a OM organiza uma masterclass no dia 13 de Março, na qual o fagotista Azzolini irá orientar os participantes sobre técnicas de fagote em actuações a solo ou com ensemble de sopros, sendo esta aberta a observadores.

1 Mar 2019

Orquestra de Macau actua com Tianwa Yang em Janeiro

Acontece no próximo dia 19 de Janeiro o concerto protagonizado pela Orquestra de Macau que, pela primeira vez, actua em palco com a violinista chinesa Tianwa Yang. O espectáculo acontece por volta das 20h00 no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) e os bilhetes já se encontram à venda. O concerto será dirigido pelo maestro Lu Jia.

O programa deste concerto inclui a Sinfonia Espanhola do compositor francês Edouard Lalo. Em homenagem ao compositor alemão Richard Strauss, no 70º aniversário da sua morte, serão apresentadas duas das suas obras-primas sinfónicas clássicas, Don Juan e Tod und Verklarung (Morte e Transfiguração).

Tianwa Yang começou a aprender violino aos quatro anos de idade e ganhou o primeiro prémio em vários concursos na China aos cinco anos de idade. Aos onze anos foi convidada a actuar com várias orquestras filarmónicas, tanto na China como no estrangeiro, tendo recebido o título “Estrela de Amanhã” de Seiji Ozawa. Aos treze anos tornou-se a artista a mais jovem na história da música a gravar os 24 Caprichos de Paganini, batendo o recorde mundial.

Além disso, foi considerada pelos órgãos de comunicação social americanos e europeus como “uma mestre inquestionável do violino” e “a mais importante violinista a surgir em muitos anos”. Actuou com numerosas orquestras de renome internacional, incluindo a Orquestra Sinfónica de Detroit (Estados Unidos), Orquestra Sinfónica de Vancouver (Canadá), Orquestra Filarmónica Real (Reino Unido), Orquestra Sinfónica Alemã em Berlim (Alemanha) e Orquestra do Centro Nacional de Artes Performativas da China (China).
O custo dos bilhetes varia entre as 150 e 250 patacas.

17 Dez 2018

Orquestra de Macau actua esta sexta-feira na igreja de São Domingos

A Orquestra de Macau apresenta-se esta sexta-feira na igreja de São Domingos com o concerto “Sinfonia do Novo Mundo”, que acontece por volta das 20h00 e que será dirigido pelo maestro italiano Julian Kovatchev.

O concerto, que tem organização do Instituto Cultural (IC), será composto pelas obras Abertura de Nabucco de Verdi e a Sinfonia do Novo Mundo de Dvořák, que “transmitem a essência do séc. XIX, uma época em que os países europeus mostraram as suas personagens nacionais e promoveram o espírito nacionalista”, aponta um comunicado do IC.

“Em Itália, país que se encontrava dividido há muito, a ópera Nabucco de Giuseppe Verdi, evocou fortes sentimentos do povo italiano pela independência e pela busca do renascimento através da história trágica dos antigos hebreus. Antonín Leopold Dvořák nasceu na Boémia sob opressão estrangeira, tendo combinado perfeitamente a música tradicional checa e a música folclórica americana do ‘Novo Mundo’”, acrescenta o IC.

Os bilhetes serão distribuídos por ordem de chegada na igreja uma hora antes do concerto, sendo limitados a um máximo de dois bilhetes por pessoa.

3 Dez 2018

Música | Orquestra de Macau apresenta “Artes Florescentes” esta sexta-feira

“Artes Florescentes” titula o concerto que a Orquestra de Macau (OM) apresenta na próxima sexta-feira, pelas 20h, na Igreja de S. Domingos. A entrada é livre e os bilhetes vão ser distribuídos no local uma hora antes da actuação.

Em comunicado, o Instituto Cultural indica que vão subir ao palco juntamente com a OM, sob a batuta do maestro assistente, Francis Kan, Law Tak Yin e Kelly Chan Wing Ka, premiados no 36.º Concurso para Jovens Músicos de Macau, e Shihan Wang, vencedor do 1.º prémio na Categoria de Violino no 2.º Concurso Internacional para Jovens Músicos Mozart de Zhuhai.

Na primeira parte vão ser interpretados o Concerto para Violino e Orquestra em Ré Maior (1.º andamento) de P. I. Tchaikovsky e o Concerto para Flauta n.º 7 em Mi menor (1.º andamento) de Devienne, enquanto na segunda o Concerto para Violino n.º 3 em Sol Maior de W. A. Mozart.

30 Out 2018

Música | Beethoven a fechar temporada da Orquestra de Macau

A Orquestra de Macau está prestes a terminar mais uma temporada e este ano o concerto escolhido para assinalar a data foi a Sinfonia N.º 9 de Beethoven. O evento tem lugar no Centro Cultural de Macau no dia 28 de Julho

 

A Orquestra de Macau (OM) vai apresentar o “Concerto de Encerramento da Temporada 2017-18 – Sinfonia N.º 9 de Beethoven” no dia 28 de Julho, às 20h. O evento que fecha esta temporada de concertos tem lugar no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau. Sob a batuta do director musical, Lu Jia, a OM convidou vários músicos chineses conhecidos no mundo da música clássica internacional e o Coro Filarmónico de Taipé para apresentar “esta obra-prima”, refere o comunicado oficial.

De acordo com organização, “a Sinfonia N.º 9, Op. 125 de Beethoven é considerada como a única obra com a classificação máxima em termos de influência histórica, importância artística e popularidade.” A Op. 125 é constituída por quatro andamentos criados entre 1818 e 1824 e é a última sinfonia completa composta por Beethoven.

Voz sinfónica

A Sinfonia N.º 9 foi criada quando o compositor já se encontrava praticamente surdo e a entrar em fase tardia de composição, “um período em que mostra os seus dotes, ao mesmo tempo profundo, exploratório e experimental”, aponta a organização. “É um exemplo perfeito de como Beethoven transformou a sinfonia tradicional numa forma de arte altamente dramática e filosófica e também a primeira vez em que um grande compositor utiliza a voz humana numa sinfonia puramente instrumental”, aponta o mesmo comunicado do IC.

Para este concerto, a OM convidou jovens chineses. Dos intérpretes convidados fazem parte a soprano Yuanming Song, a meio-soprano Niu Shasha, o tenor Shi Yijie e o baixo Guan Zhijing que, em conjunto com a interpretação vocal do Coro Filarmónico de Taipé, proporcionarão um final “perfeito da temporada da OM 2017-18”.

Está ainda agendada uma sessão pré-concerto na Sala de Conferências do Centro Cultural de Macau, entre as 19h e as 19h30 na mesma noite, na qual Lu Jia irá explicar o que está por trás da Sinfonia n.º 9. O objectivo é “permitir ao público melhor apreciar e entender o concerto”.

Os bilhetes para o “Concerto de Encerramento da Temporada 2017-18 – Sinfonia N.º 9 de Beethoven” encontram-se à venda na Bilheteira Online de Macau, com valores entre as 150 e as 400 patacas.

16 Jul 2018

Música | Orquestra de Macau apresenta “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos”

A Orquestra de Macau vai apresentar, no próximo dia 30 de Junho, “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos”, após o sucesso de um concerto semelhante que aconteceu em 2016. Segue-se, a 7 de Julho, “Música Clássica de A-Z com Jason”, que tem os mais pequenos como público-alvo

Após o sucesso do concerto sinfónico de jogos de vídeo que teve lugar há dois anos, a Orquestra de Macau vai apresentar no teatro do Venetian “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos”. O concerto, com bilhetes à venda desde ontem, tem lugar no próximo dia 30 de Junho pelas 20h.

Este ano, a Orquestra de Macau vai interpretar bandas sonoras sinfónicas premiadas de jogos electrónicos, sob a batuta da maestrina principal e directora artística da Orquestra Sinfónica de Perth, Jessica Gethin, informou o Instituto Cultural (IC) em comunicado. O repertório que será apresentado ao público de Macau gira em torno de bandas sonoras de videojogos populares em todo o mundo, como “Final Fantasy”, “Dragon Age”, “Metal Gear Solid IV”, “God of War”, “Journey” e “Shadow of the Colossus”, entre outros. À música juntar-se-á a projecção sincronizada de clipes dos videojogos, de acordo com o IC.

Pequena grande música

Dias depois, a 7 de Julho, a Orquestra de Macau tem outro concerto agendado, desta feita no auditório da Torre de Macau, destinado às famílias. “Música Clássica de A-Z com Jason” é o título do espectáculo que vai ser dirigido pelo maestro da nova geração Jason Lai que, segundo indica o IC, irá contar histórias de A a Z, explicando, por exemplo, a razão pela qual a orquestra precisa fazer a verificação da nota Lá(A) no início de cada espectáculo, ou o papel da nota Si(B) na música, a importância do Dó(C).

O objectivo do evento passa por dar a conhecer a música clássica aos mais pequenos a partir de uma perspectiva diferente. Jason Lai, que desempenhou o cargo de maestro associado e foi também artista residente na Sinfonietta de Hong Kong é, actualmente, maestro associado da Orquestra Sinfónica de Singapura e maestro principal da Orquestra do Conservatório de Música Yong Siew Toh da Universidade Nacional da Cidade-Estado. O jovem maestro tem vindo a dedicar-se à promoção da música clássica, possuindo uma vasta experiência na direcção de concertos para crianças. O espectáculo, que vai ser apresentado em inglês, tem como destinatários crianças a partir dos três anos de idade.

Os bilhetes para ambos os concertos encontram-se à venda desde ontem, estando disponível um desconto de 40 por cento na compra antecipada (até dia 28 de Abril), mediante determinados critérios. Os ingressos para o concerto “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos” custam entre 100 e 300 patacas, enquanto os do “Música Clássica de A-Z com Jason” 120 patacas.

16 Abr 2018

Orquestra de Macau apresenta “Grandes Poemas Sinfónicos”

A Orquestra de Macau (OM), sob a égide do Instituto Cultural, apresenta o concerto “Grandes Poemas Sinfónicos” esta sexta-feira, dia 2, pelas 20h00, a ter lugar na Igreja de São Domingos.

Lu Jia é o director musical e maestro principal da orquestra que vai apresentar a obra “Minha Pátria”, que “faz parte de um ciclo de seis poemas sinfónicos do compositor do século XIX, Bedrich Smetana”.

Fundador da música nacionalista checa, o compositor do século XIX, Bedrich Smetana, definiu um paradigma com a sua longa prática na música. O seu ciclo de poemas sinfónicos Minha Pátria, que retrata a história gloriosa, as belas paisagens e os personagens heróicos da terra natal do compositor, é o pináculo das composições checas de Smetana e uma genuína expressão de fervor patriótico e orgulho nacional. Devido à sua longa duração e elevada exigência técnica de execução, raramente se assiste à sua interpretação completa em concerto.

A entrada para o concerto “Grandes Poemas Sinfónicos” é livre, sendo os bilhetes distribuídos por ordem de chegada na Igreja de S. Domingos uma hora antes da actuação, limitados a um máximo de dois bilhetes por pessoa, explica o IC.

30 Jan 2018

Concerto | Música de câmara amanhã no Teatro Dom Pedro V

A Orquestra de Macau apresenta amanhã uma noite de música de câmara de sopros para madeiras e metais no Teatro Dom Pedro V, às 20h. O concerto, intitulado “Escutem os Sopros”, terá uma larga amplitude de estilos no repertório, indo do jazz à música clássica.

Saindo um pouco do habitual contexto de quarteto de cordas em música de câmara, a noite tem com um dos pontos altos a interpretação de “Quinteto de Clarinete de Brahms”, uma das últimas obras escritas pelo compositor alemão.

A noite no Dom Pedro V será ainda marcada por duas obras de Francis Poulenc, compositor francês do século XX, mais precisamente “Sonata para Trompa, Trompete e Trombone”, bem como o “Sexteto para Piano e Sopros”. Nestas duas composições estão o estilo neoclássico, refinado e moderado, com ricos elementos do jazz. Poulenc era um grande admirador de instrumentos de sopro pois considerava que a tonalidade e poder de expressão despertavam a sua imaginação musical.

O concerto será antecipado por uma sessão de intercâmbio com músicos, na qual o Chefe de Naipe de Oboés, Kai Sai, e a Chefe de Naipe de Flautas da OM, Weng Sibei, irão partilhar pessoalmente com o público a estrutura e as características das peças musicais que a Orquestra de Macau vai apresentar. Esta sessão está marcada para as 19h15 na Galeria dos Espelhos do Teatro Dom Pedro V e tem entrada livre. Porém, quem quiser ver o concerto terá de desembolsar pelos bilhetes entre 120 e 100 patacas.

25 Jan 2018

Teatro D.Pedro V | Concerto “Escutem os Sopros” no dia 26

A Orquestra de Macau apresenta no próximo sábado, dia 26, o concerto “Escutem os Sopros”, com peças seleccionadas de música de câmara. O espectáculo, que começa às 20h00, pretende reunir sons ligados ao jazz e à música clássica.

“Em linha com o tema desta temporada de concertos, ‘Confraternizando com a Alegria Musical’, será realizada a ‘Hora de Música – Sessão de Intercâmbio com Músicos’ antes do concerto, na qual o Chefe de Naipe de Oboés, Kai Sai, e a Chefe de Naipe de Flautas da OM, Weng Sibei, irão partilhar pessoalmente com o público a estrutura e as características das peças musicais que a orquestra vai apresentar”, explica o Instituto Cultural, em comunicado. Esta sessão de intercâmbio com o público começa às 19h15.

“O concerto apresenta duas obras de Francis Poulenc, compositor francês do século XX, nomeadamente Sonata para Trompa, Trompete e Trombone, bem como o Sexteto para Piano e Sopros, as quais reúnem o estilo neoclássico, refinado e moderado, com ricos elementos do jazz então muito em voga.”

O IC explica que “Poulenc era um grande admirador de instrumentos de sopro pois considerava que a sua tonalidade e poder de expressão despertavam a sua imaginação musical”.

“Embora os quartetos de cordas sejam a forma mais popular de música de câmara, as partituras para sopros e metais também abundam. O Quinteto de Clarinete de Brahms, frequentemente comparada à grande obra de Mozart Quinteto de Clarinete em Lá Maior, foi uma das últimas obras compostas por Brahms e transmite, do início ao fim, uma cor clássica de genialidade, suavidade e melancolia”, explica ainda o IC, referindo-se aos detalhes do concerto protagonizado pela Orquestra de Macau.

Os bilhetes para o concerto “Escutem os Sopros” encontram-se à venda, sendo que os preços variam entre as 100 e 120 patacas.

19 Jan 2018

Exposição | Fanny Lam mostra pintura chinesa

É inaugurada amanhã uma exposição individual de Fanny Lam. A mostra da artista local tem lugar na Fundação Rui Cunha e traz ao território a pintura tradicional chinesa, com especial incidência na figura humana e na arte da caligrafia

Caligrafia e pintura tradicional chinesa são os temas que vão estar representados, a partir de amanhã, na galeria da Fundação Rui Cunha.

A inauguração da mostra da artista local Fanny Lam é às 15h e, expostas, vão estar 20 obras, todas elas produzidas nos últimos dez anos. “A exposição vai ter obras de pintura chinesa, sendo que sete são dedicadas à arte da caligrafia, área em que vou mostrar vários estilos de escrita de caracteres”, diz Fanny Lam ao HM.

Dentro da pintura tradicional, a artista tem um gosto especial pela representação da figura humana, temática que tem destaque nesta exposição.

Fanny Lam conta que a representação do ser humano é um gosto que tem desde a infância. “Sempre gostei de pintar pessoas”, afirma. Para Lam, é neste âmbito que encontra características específicas que também representam desafios técnicos e de expressão. “Gosto de trabalhar com a vitalidade do humano, de tratar as posturas que só são possíveis com pessoas”, explica. Por outro lado, a figura humana traz a Fanny Lam “um sentimento especial” que não sabe descrever.

Mas não é só de gente que se fazem os seus trabalhos. Fiel à pintura tradicional chinesa, a artista local não deixa de lado a representação de paisagens, com as suas montanhas, vegetação e rios. A vida animal também não é esquecida. “Gosto ainda de pintar animais selvagens”, acrescenta, apesar de admitir que são temas que aparecem menos nas suas telas.

Uma década de tradição

A pintura tradicional chinesa apareceu na obra de Fanny Lam há mais de uma década. A razão, apontou ao HM, tem que ver com as suas particularidades. “São imagens com características muito fortes e representativas do Oriente”, diz. Associados ao trabalho estão os materiais específicos deste tipo de produção. Para a artista, são meios capazes de se fazer expressar. “Com estes materiais e temas consigo transmitir o que sinto, e isso é um factor que contribui para a própria obra”, sublinha.

Fanny Lam continua a sua aprendizagem junto dos mestres e vai a Hong Kong beber conhecimento e inspiração dos melhores, entre eles os consagrados Lai Meng e Hu Junming.

As obras que vão estar patentes na galeria da Fundação Rui Cunha têm o cunho dos grandes da região vizinha. “Muitos destes trabalhos foram feitos tendo em conta os ensinamentos que tive com eles, bem como a aprendizagem das características que lhes são próprias”, conta a artista.

De Hu Junming, o mestre que lhe ensinou os segredos da caligrafia chinesa, aparecem agora os quadros dedicados a esta arte. “Quem conhecer este artista vai identificar nos meus trabalhos características da sua caligrafia”, diz.

Com Lai Meng, Fanny Lam aponta os momentos que passou em sua casa a ter aulas. Com o mestre aprendeu os traços. “Passava horas a imitar as suas obras com a sua supervisão”, refere. “A pintura tradicional chinesa, sobretudo as paisagens naturais com as suas flores e pássaros, têm o toque dos ensinamentos de Lai Meng”, aponta.

 

Música | Orquestra Chinesa de Macau assinala 30 anos

Já estão à venda os bilhetes para a nova temporada de concertos da Orquestra Chinesa de Macau, que arranca a 1 de Setembro com “A Ponte”, uma actuação dirigida pelo maestro Yan Huichang. Em nota de imprensa, o Instituto Cultural (IC) garante que será “um magnífico prelúdio” à 30.a temporada de concertos da formação.

Para este novo ano de concertos, a Orquestra Chinesa de Macau promete continuar a trabalhar de acordo com os seus princípios. “Explorar as raízes de Macau, actuar ao nível internacional, e integrar o legado da China e do Ocidente” são os grandes objectivos da formação.

Os 30 anos da orquestra vão ser assinalados com oito novos ciclos de concertos, a saber: “Ciclo Clássicos”, “Trabalhos Realizados”, “Festividades Musicais”, “Melodias Celestiais de uma Herança Ancestral”, “Passeando no Jardim, Ouvindo Música”, “Herança Musical”, “Envolvimento da Comunidade com a Música” e “Museus Musicais”.

Para o “Ciclo Clássicos”, descreve o IC, foram convidados vários “aclamados maestros contemporâneos que colaboraram com a orquestra nas últimas três décadas”.

Quanto ao concerto de abertura da temporada, o maestro Yan Huichang vai dirigir a orquestra na estreia de obras encomendadas pela formação de Macau ao compositor Robert Zollitsch. Do repertório fazem ainda parte obras dos compositores Wu Zhuoxian e Wang Yiyu. O violoncelista Qin Li-Wei foi também convidado para a actuação de 1 de Setembro. Vai interpretar o concerto para violoncelo “O Sonho”, de Zhuang Zhou.

8 Ago 2017

Orquestra de Macau | Programa de concertos já é conhecido

Kyung Wha Chung, Stefan Vladare e Henning Kraggerud são apenas alguns dos nomes que vão acompanhar a Orquestra de Macau na próxima temporada de concertos. O programa foi divulgado ontem e dele constam espectáculos de música clássica para todos os gostos e idades

São mais de 25 os espectáculos que vão preencher a próxima temporada de concertos da Orquestra de Macau (OM). A apresentação do programa aconteceu ontem e hoje os bilhetes já estão à venda, sendo que até dia 31 de Agosto, os interessados podem usufruir de um desconto de 40 por cento.

A iniciativa tem como tema, nesta edição, “Confraternizando com a alegria musical” e conta com actividades distribuídas por cinco categorias: “virtuosos extraordinários”, “maestros com carisma”, “produções especiais”, “viagem de câmara” e “gala de ópera”.

São quatro os espectáculos inseridos na categoria “virtuosos extraordinários”, que têm início com o concerto de abertura da temporada. Marcado para o dia 2 de Setembro, conta com Kyung Wha Chung. “A rainha do violino”, assim é designada pela organização, traz ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) o Concerto para Violino em Ré Maior, Op. 61, de Beethoven, e de Brahms a Sinfonia nº 4 em Mi menor, Op. 98.

Na mesma categoria, a temporada segue a 20 de Janeiro com “três gigantes da música alemã e austríaca – Beethoven, Brahms e Bruckner”, num espectáculo que conta com o pianista Stefan Vladar.

A 10 de Março o palco do CCM vai acolher três peças de Dvorak. O intérprete convidado é o violoncelista Mario Brunello, vencedor do concurso internacional Tchaikovsky. A categoria fecha a 22 de Maio com o concerto que junta o compositor, maestro e violinista escandinavo Henning Kraggerud à OM.

De acordo com a organização, o concerto mistura “as montanhas íngremes, os belos fiordes e os misteriosos glaciares daquela zona do norte da europa”. A ideia de trazer a Macau o “autêntico som da Noruega” com obras como a “Suite de Holberg”, de Grieg, a “Suite em Lá menor”, de Christian August Sinding, e “Danças Norueguesas”, de Johan Halvorsen. O concerto reserva ainda uma peça do próprio Henning Kraggerud: “O Equinócio”.

Tratando-se do centésimo aniversário do nascimento do maestro e compositor americano, Leonard Bernstein, o maestro local Lio Kuokman é o convidado para assinalar a efeméride com um concerto a seu cargo.

A organização destaca ainda o espectáculo que conta com a violinista nascida na Alemanha, de origem sul coreana, Clara Jumi Kang, e o concerto de final de temporada com a OM a interpretar a “Sinfonia nº 9”, de Beethoven.

Para os miúdos

Na categoria das produções especiais, o Instituto Cultural continua a chegar aos mais jovens. A 30 de Junho a organização promete levar o público numa “jornada heróica, diferente de qualquer coisa que já ouviu ou, na verdade, viu”.

A organização refere-se à peça “Heróis: uma sinfonia de jogos electrónicos” que apresenta a música de alguns dos jogos electrónicos mais populares incluindo “ The elder scrolls”, “BioShock” e o “Halo”, entre outros. O concerto é acompanhado de imagens projectadas de modo a ser “uma apresentação imersiva”.

Para os bebés que ainda não nasceram, tem lugar, a 17 de Março, um concerto em que são interpretadas obras de Mozart, Haydn e Prokofiev numa apresentação especialmente concebida para as futuras mães. A ideia, afirma a organização, é que seja “a primeira experiência musical do bebé”.

O Dia Mundial da Criança não foi esquecido e a 2 de Junho, em colaboração com o grupo de teatro infantil Ratão, a OM apresenta “Terra de fadas e magia sinfónica”. A ideia é combinar música, dança e teatro de modo a despertar a curiosidades dos mais pequenos.

Do programa destaca-se também a deslocação da OM à comunidade. Neste sentido a orquestra desloca-se às escolas, desde o ensino primário ao superior com eventos musicais especificamente concebidos para cada um destes públicos. A OM vai ainda continuar a dar concertos nos locais classificados como património. De acordo com a organização, é uma forma de “criar experiências musicais únicas num ambiente de encontro entre o oriente e o ocidente”.

De modo a estar mais perto da comunidade vão continuar, à semelhança dos anos anteriores, os espetáculos que levam a música clássica à galeia da Tap Seac, à biblioteca e ao museu.

18 Jul 2017