Poesia | uTUDOpias, primeiro livro de psicólogo Nuno Gomes, apresentado hoje Andreia Sofia Silva - 15 Fev 202215 Fev 2022 Chama-se “uTUDOpias” e é o primeiro livro de poesia do psicólogo Nuno Gomes. A obra, editada pela COD, é hoje apresentada na Livraria Portuguesa às 19h e contém poemas escritos entre 2019 e o ano passado, divididos em cinco capítulos. O autor, para quem escrever funciona como uma catarse, aponta que esta obra “toca em vários pontos que caracterizam a vida humana” São estrofes pessoais ou sobre a vida de todos nós. “uTUDOpias”, primeiro livro de poesia do psicólogo e músico Nuno Gomes, é um exercício constante de palavras sobre os dias de todos nós. E não falta inclusivamente alguns apontamentos autobiográficos: “O que somos? / Perco um braço / Continuo eu / Dou mais um passo, / Só um braço se perdeu”, estrofes do poema que abre o livro, são disso exemplo. A apresentação de “uTUDOpias”, na Livraria Portuguesa, a partir das 19h, terá música a acompanhar uma sessão de declamação de poesia, com Kelsey Wilhem e Pedro Lagartinho. Este é, sobretudo, “um livro que procura tocar em vários pontos que caracterizam a vida humana”, contou ao HM Nuno Gomes, que reside no território desde 2010. O autor confessa que escreve desde criança, mas que nunca ponderou, até agora, publicar os seus escritos. Um reencontro ocasional com uma amiga de longa data, Cláudia Tomé e Silva, que assina o prefácio desta obra, e a partilha de poemas que ambos iam escrevendo foi o mote para esta publicação. “Encontrámo-nos no Facebook e nunca mais parámos de falar sobre poesia. Partilhamos poemas acerca do mundo e sobre diversas situações, ajudámo-nos mutuamente. Ela lançou o livro ‘Emoções Bárbaras’ no ano passado e eu reparei que tinha uma boa colectânea de poemas e resolvi organizá-los por capítulos.” Desta forma, as estrofes de “uTUDOpias” organizam-se no capítulo intitulado “No Café”, onde se espelham poemas “com conversas mais banais, onde existe sempre o sentimento”. Segue-se “Justiça”, onde se incluem “poemas sobre situações onde vejo que há alguma injustiça no mundo e na sociedade”. O terceiro capítulo, “ENTREmitente”, contém escritos sobre “emoções de vários tipos”, enquanto que em “Utopias” se incluem temáticas como o tempo, espaço e viagens. Em “Resoluções”, quinto e último capítulo, Nuno Gomes decidiu depositar “o seu lado de psicólogo”, com “poemas de auto-ajuda e palavras mais bonitas, ou decisões humanas”. Catarse interior Nuno Gomes, que já traduziu poesia de Fernando Pessoa para inglês, mostrou ter dificuldade em escolher um único poema desta obra. Mas “Sonhos Bisontes” acabou por surgir no discurso, por ser um poema “com ritmo e que funciona bem com a música” que será apresentada no evento. A exercer psicologia clínica, mas com diversas actividades, Nuno Gomes encontra na poesia uma espécie de “catarse” para as suas emoções e vivências do dia-a-dia. “Acredito vivamente que a arte é uma ferramenta que os humanos podem usar para ultrapassar diversas situações. O mundo está complicado e todos nós temos os nossos problemas. O simples facto de conseguir expressar algo cá para fora dá-nos alguma liberdade. Eu uso esta ferramenta na música e na escrita”, concluiu.
Hong Kong | Regresso de 90 estudantes a Macau encaminhado Hoje Macau - 15 Fev 2022 A Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) revelou ontem ter recebido 90 pedidos de ajuda de residentes de Macau que estão a estudar em Hong Kong e manifestaram intenção de regressar ao território. Segundo o canal chinês da TDM – Rádio Macau, durante o programa “Fórum Macau” da emissora pública, a DSEDJ apontou ainda que o Governo já se encontra a tratar das diligências necessárias para garantir o regresso dos estudantes. Nomeadamente, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) já conseguiu obter por parte dos hotéis de observação médica a disponibilização dos quartos necessários e a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) encontra-se, entretanto, a coordenar com os estudantes a forma como serão transportados até Macau. Durante a emissão, vários ouvintes fizeram questão de dizer que, tendo em conta a situação grave da pandemia em Hong Kong, o Governo deve fazer tudo o que está ao seu alcance para garantir o regresso dos estudantes para Macau, bem como um lugar nos hotéis de observação médica. A DSEDJ frisou também que todos os estudantes que desejem regressar ao território, devem informar o organismo “com a maior brevidade possível”.
AMCM | Fiscalização aperta contra vendas de seguros no Interior João Santos Filipe - 15 Fev 2022 As autoridades admitem terem reforçado a inspecção contra a venda de seguros ilegais e justificam a medida com a promoção do desenvolvimento “estável e saudável” do sector A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) apertou a fiscalização à venda de seguros e produtos de investimentos em fundos de pensões a clientes no Interior. Durante muito tempo, esta prática verificava-se, com agentes a passarem para o outro lado da fronteira e amealharem clientes. No entanto, as autoridades locais terão agora emitido instruções para aplicar tolerância zero. Ao HM, a AMCM confirmou que houve um reforço da fiscalização contra uma prática ilegal. “A AMCM tem vindo a dispensar uma particular atenção às actividades ilegais de mediação de seguros e a continuar a optimizar as políticas regulatórias, de modo a promover o desenvolvimento saudável e estável do mercado de seguros, bem como a salvaguardar os direitos e interesses legítimos dos consumidores dos serviços financeiros”, foi revelado. Ainda segundo as explicações, no caso de as seguradoras quererem vender produtos no Interior devem registar-se junto das entidades competentes. “Segundo o nosso conhecimento, a ‘Lei de Seguros’ do Interior da China prevê que sem autorização da ‘China Banking and Insurance Regulatory Commission’, nenhuma pessoa pode exercer actividades de seguros no Interior da China, incluindo a prática de actos ilegais de comercialização que induzam os consumidores do Interior da China a adquirirem no Interior da China, produtos de seguros do exterior”, foi justificado. Na correspondência trocada com a AMCM, a questão colocada pelo HM sobre quantos processos tinham sido instaurados a mediadores, devido a vendas de seguros no Interior, ficou sem resposta. Apertar a malha Para a AMCM, as boas práticas não se limitam apenas a Macau e ao Interior. A exigência é que as seguradoras se comportem de forma responsável em todo os locais onde operam. “Os mediadores de seguros devem assegurar que as suas actividades de mediação de seguros estão de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis nas jurisdições em que exerçam essa actividade”, foi explicado. O reforço de fiscalização da AMCM chegou numa altura em que também no Interior se reforçam as medidas para controlar a circulação de capitais e evitar a fuga para o exterior. Fontes do sector, explicaram ao HM que a nova postura da AMCM tem sido eficaz e que está a ser respeitada de forma generalizada. No entanto, a medida teve impacto no sector e tornou a profissão menos atraente, principalmente para os agentes que faziam vendas em regime de part-time, pagos com base nas comissões das vendas de produtos. Segundo as estatísticas da AMCM, em 2020, no primeiro ano da pandemia, o sector das seguradoras registou perdas de 3,7 mil milhões de patacas. Para este valor, contribuiu a seguradora AIA, que teve perdas dessa dimensão. Em 2019, o sector tinha registado perdas de 227 milhões de patacas.
Motociclos | Abate dá 3.500 patacas para aquisição de veículo eléctrico Pedro Arede e Nunu Wu - 15 Fev 2022 A Direcção dos Serviços de Proteção Ambiental revelou que entre 1 de Março e 31 de Dezembro, os proprietários de motociclos obsoletos qualificados para abate, que pretendam adquirir um motociclo eléctrico serão subsidiados com 3.500 patacas. A verificar-se a saída de circulação de cerca 7.500 veículos, o organismo espera melhorias na qualidade do ar A Direcção dos Serviços de Proteção Ambiental (DSPA) anunciou ontem um plano de abate de motociclos obsoletos, que prevê a atribuição de um incentivo monetário de 3.500 patacas destinado aos proprietários que pretendam substitui-los por ciclomotores eléctricos. Com a medida, o organismo estima tirar de circulação entre 2550 e 7650 motociclos e contribuir para melhorar a qualidade do ar e alcançar as metas relativas ao pico de emissões de carbono e à neutralidade carbónica. Segundo explicou ontem o director da DSPA, Raymond Tam, o chamado “Plano de Concessão de Apoio Financeiro ao Abate de Motociclos Obsoletos e a sua Substituição por Motociclos Eléctricos Novos” irá decorrer entre o dia 1 de Março e 31 de Dezembro de 2022 e estabelece que os proprietários dos veículos matriculados antes de 30 de Junho de 2009 podem usufruir de um apoio financeiro de 3.500 patacas para adquirir um motociclo eléctrico novo. Além disso, os novos motociclos eléctricos adquiridos pelos beneficiários serão isentos das taxas de emissão da matrícula de experiência, no valor de 900 patacas, e da primeira matrícula, no valor de 3.600 patacas, para ciclomotores, e de 4.400 patacas para motociclos. Os proprietários qualificados podem apresentar as candidaturas no Fundo para a Protecção Ambiental e a Conservação Energética. Uma vez aprovado o apoio, o pagamento será feito após o abate do respectivo motociclo e a sua substituição por um motociclo eléctrico novo, dentro do prazo definido. Respirar melhor Durante a apresentação, Raymond Tam partilhou ainda que o programa faz parte da intenção a longo prazo de restringir, “passo a passo”, a utilização de veículos altamente poluentes em Macau, acrescentando que, para além de apoios financeiros ao abate, está previsto que, gradualmente, os critérios de emissão de gases sejam “mais rigorosos”. Além disso, o responsável partilhou que, através do plano de abate anunciado ontem, seja possível retirar de circulação entre 2.550 e 7.650 motociclos, ou seja, entre 10 e 30 por cento deste tipo de veículos existentes em Macau. Caso a taxa de participação atinja os 30 por cento, Raymond Tam estima, inclusivamente, que a qualidade do ar melhore, já que pode representar uma diminuição anual de 10 por cento na emissão de hidrocarbonetos e 7,0 por cento das emissões de carbono. Questionado sobre se o plano poderá vir a ser permanente ou alargado a outras tipologias de veículos, o director da DSPA não afastou essa possibilidade, mas reiterou a importância de, antes de mais, avaliar a eficácia do plano apresentado ontem. “Tomámos como referência as experiências das regiões vizinhas que lançaram planos semelhantes de abate de motociclos e trata-se, geralmente, de medidas provisórias. No entanto, precisamos de ver o resultado do actual plano para considerarmos o lançamento de novas medidas no futuro”, indicou Raymond Tam. Sobre os postos de instalação de baterias, o responsável lembrou que actualmente existem nove destes serviços em Macau e que a DSPA tenciona instalar mais, de acordo com o plano definido, não só em espaços públicos, mas também em coordenação com estabelecimentos privados como estacionamentos e lojas de conveniência.
Ella Lei quer “mão pesada” para salários em atraso Pedro Arede - 15 Fev 2022 Em tempo de pandemia e instabilidade económica, a deputada Ella Lei quer que o Governo ofereça mais garantias aos trabalhadores, através da revisão dos mecanismos legais que garantem o pagamento atempado dos salários. Para a deputada, as “lacunas” do actual regime estão a contribuir para que os trabalhadores fiquem sem fonte de rendimento durante “um largo período de tempo” e para que as entidades patronais não tenham de pagar as sanções previstas na lei. Isto, tendo em conta que a lei das relações do trabalho permite que os patrões não sejam sancionados, desde que os salários em atraso sejam saldados antes de a queixa apresentada pelo trabalhador na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) seguir para a justiça, ao longo de todo um processo que, entretanto, envolve “tempo, custos administrativos e humanos” e que deixa os funcionários numa situação difícil. “Para além do desemprego e do subemprego, o problema do não pagamento de salários tem sido uma grande preocupação para os trabalhadores durante a pandemia, tendo ocorrido vários incidentes colectivos de salários em atraso em diversos sectores”, começou Ella Lei por dizer através de uma interpelação escrita. “Apesar de a DSAL estar a acompanhar as queixas relacionadas com os salários em atraso, a lei vigente não é adequada e torna difícil o tratamento por parte dos trabalhadores. A legislação existente permite aos empregadores ficarem isentos de todas as multas, desde que paguem os salários pendentes antes de a DSAL transferir os processos para tribunal”, acrescentou. Como resultado, aponta Ella Lei, os trabalhadores a quem são devidos os ordenados, “não têm outra escolha” senão continuar a trabalhar “durante anos” até que recuperem os salários pendentes. “Não é razoável que o sistema beneficie o comportamento dos empregadores que deliberadamente falham no pagamento dos salários e atrasam o processo”, pode ler-se na interpelação. Segurança, precisa-se Neste contexto, e referindo que em causa pode estar o sustento de muitas famílias, Ella Lei pergunta se o Governo irá rever a lei das relações do trabalho, no sentido de “acelerar os procedimentos de recuperação dos salários em atraso” e punir as práticas abusivas dos empregadores, garantindo, nomeadamente, o pagamento de sanções em caso de incumprimento. De acordo com a lei, pela falta de pagamento do salário aos trabalhadores no período devido, os empregadores podem ser punidos com multas entre as 20 e as 50 mil patacas, ou ainda pena de prisão.
Media | Ho Iat Seng destaca patriotismo dos jornalistas de língua chinesa Andreia Sofia Silva - 15 Fev 2022 No encontro com profissionais dos meios de comunicação social em língua chinesa, o Chefe do Executivo garantiu que o Governo vai continuar a defender a liberdade de imprensa. Os jornalistas foram elogiados. “Preservam a boa tradição do ‘amor pela Pátria e por Macau’”, afirmou Ho Iat Seng A preservação da liberdade de imprensa no território foi a principal ideia deixada por Ho Iat Seng num encontro com profissionais dos meios de comunicação chineses a propósito das celebrações do ano novo chinês. No seu discurso, o Chefe do Executivo disse que o Governo “continuará a garantir a liberdade de imprensa”, tendo em conta que considera que este sector “é um apoio importante para o consenso social e para a promoção do desenvolvimento e progresso da sociedade”. Ho Iat Seng deu também destaque ao patriotismo, frisando que “os profissionais da comunicação social de língua chinesa em Macau preservam a boa tradição do ‘amor pela Pátria e por Macau’”. “Espero que todos continuem a desempenhar o seu papel de ponte entre o Governo da RAEM e o público e a potenciar a energia positiva; e que, ao contarem bem a história de Macau e transmitirem a voz da RAEM, ajudem os diversos serviços na implementação da acção governativa, contribuindo para a implementação estável e duradoura do princípio ‘um país, dois sistemas’ e para a prosperidade de Macau”, disse ainda Ho Iat Seng. Papel na pandemia Falando da pandemia, Ho Iat Seng não deixou de destacar o papel dos media na cobertura noticiosa, considerando que “os profissionais da comunicação social local desempenharam o seu papel de forma profissional e com espírito de missão”. Além disso, os jornalistas “transmitiram a situação social e a opinião pública, e reforçaram a comunicação entre o Governo e a população, para que os trabalhos das diversas tutelas do Governo pudessem ser implementados de forma mais eficaz”. Relativamente às políticas para este ano, Ho Iat Seng garantiu que será dada continuação à implementação do 2.º Plano Quinquenal da RAEM, além de apostar nos planos de integração regional do território, nomeadamente na Grande Baía e na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, sem esquecer a política nacional “Uma Faixa, Uma Rota”.
Lei do Jogo | Discussão vai ser concluída até ao fim de Junho João Santos Filipe - 15 Fev 2022 O presidente da comissão que debate o diploma na especialidade, Chan Chak Mo, assumiu o compromisso de terminar os trabalhos até ao fim de Junho. Afastado, está o cenário da AL realizar uma consulta pública sobre a questão dos casinos-satélites Até ao final de Junho, a Assembleia Legislativa vai votar na especialidade as alterações à Lei do Jogo. A promessa foi deixada ontem por Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da AL, que definiu o mês de Junho como a data para finalizar a discussão na especialidade. “Todos os contratos das actuais concessões acabam a 26 de Junho, e devemos concluir a discussão na especialidade antes dessa data. Parece-me o procedimento mais justo e acho que vamos conseguir”, afirmou Chan. “Sou o presidente da comissão e não vou permitir que a discussão se prolongue durante demasiado tempo”, garantiu. Para cumprir o calendário, a 2.ª Comissão Permanente vai reunir-se todos os dias ao longo desta semana e deverá ter, pelo menos, mais quatro reuniões na próxima semana. Nesta fase, os deputados estão a analisar o documento à luz das questões levantadas pela equipa jurídica do hemiciclo. Só mais tarde as sessões de discussão vão decorrer com os membros do Executivo. Ontem, no final da primeira reunião de trabalho, Chan Chak Mo reconheceu que o Executivo devia ter dado mais tempo à AL, para debater o diploma. No entanto, recusou que haja um impacto directo na qualidade da lei. “Estamos a falar de uma lei importante. Será que o Governo apresentou a proposta demasiado tarde [à AL]? Sim. Mas não vou tentar adivinhar as razões de ter procedido assim. Sabemos que houve uma pandemia… Não quero estar a tentar adivinhar”, reconheceu. “Também sabemos que é impossível, mesmo quando temos muito tempo para discutir, fazer uma lei perfeita”, acrescentou. Sem consulta pública Durante a discussão da lei na generalidade, houve queixas de que o Governo não tinha feito uma consulta pública eficaz, por não ter mencionado que ia propor o fim dos casinos-satélites. Apesar das queixas, a comissão, e ao contrário do que aconteceu na discussão de outros diplomas, não vai levar a cabo uma consulta pública. “Não vamos avançar com uma consulta pública porque a proposta não é nova. Mesmo os contratos das concessionárias que foram celebrados em 2021 dizem expressamente que os casinos têm de ficar dentro dos imóveis das concessionárias”, justificou Chan Chak Mo. “Antes não foi feita uma consulta pública sobre estes casinos porque já constava nos contratos de há 20 anos. […] A questão não é nova”, frisou. Apesar disso, Chan diz que a comissão vai considerar as opiniões “de qualquer cidadão” enviadas através dos serviços de atendimento da AL e que deputados como José Pereira Coutinho, Angela Leong, ou Zheng Anting têm estado muito activos na recolha de visões dos diferentes agentes do sector. O presidente da comissão sublinhou também que os deputados estão atentos às opiniões que circulam através das redes sociais. Dupla nacionalidade? Em relação à discussão sobre o conteúdo do diploma, um dos deputados questionou se os administradores-delegados, que têm obrigatoriamente de ser residentes da RAEM, podem ter dupla nacionalidade. A questão vai ser levantada junto do Governo, mas o diploma nada menciona sobre a questão da nacionalidade. Por outro lado, dado que as futuras concessionárias vão ter um capital social de 5 mil milhões de patacas e o administrador-delegado tem de ter uma proporção de 15 por cento do capital da concessionária, os deputados querem perceber como se vai processar a “transferência” do capital. “Actualmente o capital social é de 200 milhões de patacas. Mas, com o capital social a subir para 5 mil milhões, e com a obrigatoriedade de o administrador-delegado ter uma proporção de 15 por cento do capital social, estamos a falar de um investimento de 750 milhões de patacas”, explicou. “Será que há pessoas disponíveis para investir esse montante?”, perguntou. Também em relação ao montante de 750 milhões de patacas, os deputados esperam ouvir explicações do Executivo. Com sala cheia Entre os deputados, a lei do jogo é vista como o grande tema da Legislatura. Apesar das comissões serem sempre abertas a todos os legisladores, mesmo os que não são membros, a participação dos deputados “externos” em grande número não é comum. Contudo, ontem, houve sete deputados não-membros a assistir aos trabalhos. Chan Chak Mo não revelou os nomes de todos os participantes, mas, e se não tiver havido falta dos membros, isto significa que 17 deputados estiveram na reunião, ou seja, metade dos 33 que fazem parte do hemiciclo.
Biatlo | Fillon Maillet conquista ouro e aumenta contagem de medalhas para quatro Pedro Arede - 15 Fev 2022 Num dia marcado por condições meteorológicas exigentes, o francês Quentin Fillon Maillet conquistou a medalha de ouro na prova de 12,5 km do biatlo, somando já quatro medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022. Na vertente feminina, a norueguesa Marte Olsbu Roeiseland foi a grande vencedora nos 10 km da modalidade, somando um total de três medalhas na capital chinesa Apesar de todas as adversidades impostas pelo clima extremo que se abateu no domingo em Pequim, o francês Quentin Fillon Maillet continuou a somar medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno no biatlo. Depois de conquistar um ouro nos 20 km e duas pratas nas vertentes de sprint (10km) e estafetas mistas, Fillon Maillet subiu no domingo ao lugar mais alto do pódio, nos 12,5 km da vertente de perseguição. Tarjei Boe, da Noruega, ficou com a prata, e Eduard Latypov, em representação do Comité Olímpico Russo (ROC), conquistou o bronze. “Nunca esperei conquistar quatro medalhas em quatro provas. O meu objectivo era alcançar uma nas estafetas e uma na prova individual, mas agora tenho quatro medalhas e isso é incrível,” partilhou o francês no final da prova, em declarações ao Olympic Channel. O biatleta francês terminou o percurso com um tempo total de 39min07s5, não tendo acumulado qualquer falha nas quatro carreiras de tiro da prova, duas em pé e duas deitado. Já Boe acabou 28 segundos atrás do vencedor e após ter falhado apenas um dos alvos. Por sua vez, o atleta russo chegou 35 segundos depois de Maillet e registou também uma falha apenas nas carreiras de tiro. “Estou muito orgulhoso de mim porque as condições foram muito duras” comentou Fillon Maillet fazendo referência ao vento e ao nevão que atingiram o Centro de Biatlo, em Zhangjiakou no domingo. “Foi uma batalha muito muito dura durante toda a corrida”, acrescentou. O facto de Fillon Maillet ter sido 100 por cento eficaz nos disparos que executou acabou por ser determinante para conquistar a medalha de ouro. O francês chegou a ter problemas enquanto preparava a arma, mas no final viria a disparar de forma certeira sobre os cinco alvos. “Permaneci muito concentrado em mim, não pensei na pressão, nem nos outros atletas”, partilhou. Afastado das medalhas ficou Johannes Thingnes Boe. Considerado como um dos favoritos para ganhar o ouro, o norueguês acabaria por ficar na quinta posição após falhar sete tiros durante a prova. “Foi uma corrida complicada por causa da neve. Foi uma batalha enorme. Havia vento, as pernas e a cabeça estavam cansadas, e o coração a bater fortemente. Não foi fácil, ” explicou Johannes Thingnes, irmão de Tarjei Boe, que tentava a sétima medalha Olímpica na carreira. Fillon Maillet e Johannes Thingnes Boe terão a oportunidade disputar mais uma medalha de ouro no biatlo, na prova dos 15 km agendada para o dia 18 de Fevereiro. Roeiseland, a implacável A norueguesa Marte Olsbu Roeiseland, continua a fazer história no biatlo feminino em Pequim 2022 ao ter conquistado, no domingo, a sua terceira medalha de ouro na modalidade, desta feita na vertente de 10 km (perseguição). Antes disso, Roeiseland já tinha subido ao lugar mais alto do pódio nas provas de 7,5 km sprint e estafetas mistas. Voltando aos 10 km, Elvira Oeberg, da Suécia, conquistou a prata, ao passo que o bronze ficou para a norueguesa Tiril Eckhoff. “A minha preparação para estes Jogos Olímpicos foi muito boa e começou há muito tempo. Além disso, hoje [domingo] tive uma boa posição partida, o que ajuda muito. O tiro foi bom e foi divertido correr”, comentou Roeiseland em declarações ao Olympic Chnanel. “Todas as medalhas são especiais. Estou a tentar apenas estar aqui presente (…) e desfrutar do momento”, acrescentou. Roeiseland terminou a prova com 1min36s5 de distância da sueca Elvira Oeberg, que manteve a segunda posição obtida no dia anterior durante a prova de sprint. “Foi, acima de tudo, uma corrida muito dura. Provavelmente uma das perseguições mais duras que já fiz”, disse Oeberg. “As condições estavam muito lentas e a neve estava bem mais leve, então foi difícil”. “Depois de dois erros [no tiro], não estava confiante. Senti que tinha desperdiçado a oportunidade de ganhar uma medalha, mas depois recuperei a confiança. Estou muito feliz por ter conseguido segurar as pontas”, partilhou. Já o bronze da norueguesa Tiril Eckhoff foi uma surpresa, uma vez que a atleta partiu da sétima posição. No entanto, Eckhoff beneficiou dos erros de tiro da italiana Dorothea Wierer e do esgotamento físico da compatriota Ingrid Landmark Tandrevold para subir ao pódio. Com oito medalhas conquistas em Pequim, a Noruega segue soberana no biatlo. China investe nos Jogos Olímpicos a pensar no turismo interno A meta chinesa de desenvolver uma nova indústria de turismo no país centrada nos desportos de Inverno, estabelecida pelo Presidente Xi Jinping, justificou o investimento de milhares de milhões de dólares na organização dos Jogos Olímpicos de Inverno. A preparação para os Jogos acarretou a construção de linhas ferroviárias de alta velocidade que são utilizadas para levar os atletas às novas estâncias de esqui fora de Pequim. A ideia é que nas próximas décadas, estas mesmas ligações levem turistas chineses para as montanhas. Os Jogos “vão inspirar mais de 300 milhões de chineses a praticar desportos de Inverno se vencermos [a candidatura], o que contribuirá muito para o desenvolvimento da causa olímpica internacional”, disse Xi, em 2015. A Rússia terá gasto 51 mil milhões de dólares nos Jogos de Sochi de 2014, um preço que deve permanecer como recorde olímpico por muitos anos. Mas a motivação da China, como a Rússia em 2014, é um plano apoiado pelo Estado para criar sectores domésticos de lazer e turismo. Grande parte do orçamento é destinado a um sistema de transporte cidade – montanha. A China destinou mais de 9 mil milhões de dólares para a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade que liga Pequim a estâncias de esqui próximas, em Zhangjiakou e Yangqing, onde as pistas foram esculpidas em montanhas que recebem pouca neve natural. Investir e reaproveitar O orçamento para operações específicas para sediar os Jogos deverá ascender a cerca de 4 mil milhões de dólares. Os locais construídos em Pequim para os Jogos Olímpicos de 2008 foram reaproveitados. O Cubo de Água para natação é agora o Cubo de Gelo que tem estado a acolher modalidades dos Jogos de Inverno. O investimento em desporto de Inverno tem sido significativo, desde que Pequim venceu a sua candidatura olímpica há sete anos. O país tem agora mais de 650 pistas de gelo e 800 estações de esqui, informou o jornal oficial em língua inglesa China Daily, citando o Centro Administrativo Nacional de Desportos de Inverno. Estes números marcam aumentos de 317 e 41 por cento, respectivamente, face a 2015. A China espera obter uma receita modesta de relativamente poucos visitantes internacionais para os Jogos de Inverno mesmo antes da pandemia tornar as viagens impossíveis. Os ingressos também não estão a ser vendidos para residentes na China, cortando outra fonte de receitas do anfitrião. Patinagem | Erin Jackson faz história nos 500 metros A norte-americana Erin Jackson conquistou a medalha de ouro nos 500 metros da patinagem de velocidade, naquela que foi a primeira vitória para o país nesta vertente desde 1994. Ao completar a distância em 37,05 segundos, Jackson ficou à frente da japonesa Miho Takagi, que cruzou a meta 0,08 centésimos depois da norte-americana e já conquistara outra prata na vertente de 1.500 metros. Já a medalha de bronze viria a ser conquistada por Angelina Golikova, representante do Comité Olímpico Russo (ROC). A anterior campeã Olímpica, Nao Kodaira, do Japão, acabou por concluir a prova em 38,09s, ficando assim no 17.º lugar e longe dos 36,94s alcançados em PyeongChang 2018 que estabeleceram aquele que ainda é o recorde olímpico nos 500 metros da modalidade. Doping | Tribunal Arbitral do Desporto decide que Valieva pode competir A patinadora russa Kamila Valieva vai poder competir por uma segunda medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022, apesar de ter testado positivo a um medicamento cardíaco proibido antes do evento. O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS, na sigla inglesa) decidiu ontem que Valieva, de 15 anos, favorita ao ouro individual feminino, não deve ser suspensa de forma provisória antes de uma audiência completa sobre o teste positivo. O painel de árbitros, presidido pelo italiano Fabio Iudica (presidente), e que incluiu o norte-americano Jeffrey Benz e a eslovena Vesna Bergant Rakocevic, defendeu que impedir a atleta de participar nos Jogos lhe causaria “danos irreparáveis”, segundo um comunicado publicado na página oficial do TAS. A decisão apenas confirma que Valieva pode continuar a patinar até o caso ser resolvido e não decide o destino da medalha de ouro que já conquistou na prova por equipas da patinagem artística, cuja cerimónia de entrega de medalhas não se realizou. A decisão do TAS permite assim à Rússia continuar a sonhar com a conquista de todas as medalhas de ouro na patinagem artística feminina, algo que seria um feito inédito nos Jogos Olímpicos de Inverno. O evento começa hoje com o programa curto e termina na quinta-feira com o programa livre, sendo que Valieva é a favorita ao ouro. A jovem russa testou positivo a trimetazidina no dia 25 de Dezembro, durante os campeonatos da Rússia, e foi suspensa já no decurso dos Jogos de Inverno, mas a decisão foi mais tarde levantada. O Comité Olímpico Americano (USOPC) disse estar “decepcionado” com a decisão. “Os atletas têm o direito de saber que estão a competir de forma justa. Infelizmente, hoje [ontem] esse direito foi-lhes negado. Este parece ser um novo capítulo de desrespeito sistémico e generalizado pelo desporto”, escreveu a presidente do USOPC, Sarah Hirshland, num comunicado. Agenda para hoje Bobsled (a partir das 14h10) – Medalhas Combinado Nórdico (a partir das 15h00) – Medalhas Curling (a partir das 09h05) Esqui Alpino (11h00) – Medalhas Esqui Estilo Livre (a partir das 9h30) – Medalhas Hóquei no Gelo (a partir das 12h10) Patinagem Artística (18h00) Patinagem de velocidade (a partir das 14h30) – Medalhas Snowboard (a partir das 9h30) – Medalhas * O canal em língua portuguesa da TDM transmite diariamente as competições dos Jogos Olímpicos de Inverno, entre as 10h00 e as 13h30. A partir das 14h30 as provas podem ser acompanhadas no canal de Desporto da TDM em língua chinesa
Covid-19 | HK com mais de dois mil contágios, o pior dia desde o inicio da pandemia Andreia Sofia Silva - 14 Fev 2022 Hong Kong registou ontem um total de 2.071 novos casos de covid-19, o pior dia desde o início da pandemia, sendo que 4.500 pessoas tiveram um resultado preliminar positivo. O Governo de Carrie Lam nomeou responsáveis que vão actuar, em cinco task-forces, com as autoridades de Pequim e Guangdong A pandemia da covid-19 em Hong Kong está longe de estar controlada, depois do território vizinho ter registado ontem um total de 2.071 novos casos confirmados de covid-19 e 4.500 resultados preliminares positivos, escreveu o South China Morning Post. Este é o pior dia, desde o início da pandemia, em matéria de novos casos de infecção pelo vírus Sars-Cov-2, sendo a primeira vez que se registam mais de dois mil casos na região. As autoridades suspenderam, entretanto, as aulas presenciais até ao dia 6 de Março, prolongando por duas semanas uma medida que já se encontrava em vigor. Entretanto, este domingo, a Chefe do Executivo da região, Carrie Lam, disse esperar o apoio do Governo Central no combate à pandemia em Hong Kong e que “não serão desperdiçados esforços” nesta acção. Num comunicado, citado pela Xinhua, a governante disse que assume as principais responsabilidades nesta luta e que o Governo vai implementar a estratégia da “prevenção de importação de casos e o contágio do vírus na comunidade”, em busca de uma “dinâmica de zero casos” no território. Desta forma, é objectivo das autoridades da região vizinha em seguir as linhas orientadoras levadas a cabo por Pequim “tendo em conta a sua experiência” no combate à pandemia, incluido formas de gestão de recursos humanos. Tudo para que Hong Kong seja capaz de “uma identificação e isolamento prévios, e um tratamento precoce” dos infectados. As autoridades reuniram no sábado e destacaram membros do Governo para cinco tas-forces, que vão “coordenar-se com os representantes de ministérios ou comissões do Governo Central, bem como do Governo da província de Guangdong” a fim de tomar acções que travem a escalada de casos. Mais testes e medidas Uma das medidas que o Governo de Hong Kong pretende implementar é o reforço dos testes na comunidade e uma vigilância do sistema de esgotos, incluindo uma maior atenção sobre o percurso dos contactos de risco. Na tarde de domingo mais de quatro mil pessoas foram sujeitas a uma quarentena domiciliária ao abrigo do novo esquema “StayHomeSafe”, lançado dia 8, que visa melhor coordenar os contactos próximos ou de risco. Carrie Lam disse “compreender as ansiedades do público” tendo em conta a quinta vaga da pandemia, onde a variante Ómicron do novo coronavírus é mais dominante. A Chefe do Executivo adiantou que o enorme aumento do número de casos nos últimos dias trouxe dificuldades na gestão de isolamentos e quarentenas, tendo pedido desculpa pela falta de resposta. “Com o apoio total das autoridades do Governo Central, Hong Kong, juntamente com as províncias de Guangdong e Shenzhen, e com as task-forces, iremos garantir uma plena implementação destas medidas para travar a pandemia.” Sobre a vacinação, as autoridades planeiam aumentar os centros, recrutar mais pessoal médico para administrar vacinas em lares de idosos e reduzir a idade mínima para receber a vacina Sinovac para os três anos. Entretanto, o Conselho Legislativo (LegCo) de Hong Kong vai analisar a proposta, do Governo, para a injecção de 27 mil milhões de dólares de Hong Kong para o Fundo Anti-Pandemia, para que venham a ser implementadas várias medidas de apoio.
Urbanismo | Plano Director publicado em Boletim Oficial Hoje Macau - 14 Fev 2022 Foi hoje publicado em Boletim Oficial (BO) o Plano Director do território, depois de vários anos de debate e de consulta pública. O documento prevê o desenvolvimento de várias zonas urbanísticas em Macau e ilhas, incluindo o novo campus da Universidade de Macau (UM). O Plano Director tem como objectivos transformar o território num centro mundial de turismo e lazer, consolidar o papel de Macau como plataforma comercial entre a China e os países de língua portuguesa e apostar na integração regional e cooperação económica. Outro dos objectivos deste Plano é “construir um belo lar para os residentes”. O Plano Director, tal como já tinha sido anunciado, estabelece as Unidades Operativas de Planeamento e Gestão e pretende “a organização racional das infra-estruturas públicas e dos equipamentos de utilização colectiva”, bem como “um aproveitamento apropriado dos solos”. Pretende-se ainda “delimitar zonas não urbanizáveis e respectivos usos dos solos, estabelecendo restrições para os espaços com recursos naturais e valores paisagísticos, arqueológicos, históricos ou culturais que não possam ser desenvolvidos em circunstâncias normais”. As autoridades querem também, com o Plano Director, “utilizar eficazmente os recursos marítimos, expandindo o espaço tridimensional e optimizando os espaços existentes para acomodar mudanças demográficas e sócio-económicas e, simultaneamente, apoiar o desenvolvimento regional”.
Cultura chinesa | Antropólogo de Macau dá cursos em Berlim Hoje Macau - 14 Fev 2022 Cheong Kin Man, antropólogo natural de Macau a residir em Berlim vai ministrar, até Maio, cursos que versam sobre a cultura chinesa, nomeadamente sobre o cinema e os caracteres sino-asiáticos, incluindo Macau. Segundo um comunicado, um dos cursos intitula-se “Cinema de Língua Chinesa – Perspectivas do Extremo-Oriente” e irá focar-se “nas várias problemáticas sobre a cultura como o humor em cantonês, as cores ou a lógica do storytelling no cinema em língua chinesa”. O cinema feito em Macau terá também um lugar de destaque. Com o curso “Caracteres Chineses – Um Workshop sobre os Signos e os Significado”, Cheong Kin Man vai procurar “relacionar as semelhanças entre os ideogramas primitivos chineses com os sinais e símbolos modernos do design no contexto europeu”. Estas acções formativas decorrem no âmbito da formação contínua promovida pela Universidade Popular de Reinickendorf. Além de doutorado em Antropologia pela Universidade Livre de Berlim, Cheong Kin Man é também artista e tradutor, escrevendo vários artigos sobre diversos temas culturais em várias línguas. Este é licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade de Macau e mestre em Antropologia Visual. Com apoio financeiro do Governo, o autor produziu o filme experimental “Uma Ficção Inútil”, além de realizar um trabalho de investigação nas áreas da Etimologia, media audiovisuais, descolonização e pós-colonialismo.
China respondeu por metade das vendas globais de veículos elétricos em 2021 Hoje Macau - 14 Fev 2022 Metade das vendas de veículos elétricos registadas em 2021 em todo o mundo foram realizadas na China, segundo dados divulgados hoje pela consultora Canalys. De acordo com a Canalys, foram vendidos em todo o mundo 6,5 milhões de veículos elétricos, no ano passado, um acréscimo de 109%, face a 2020. O valor corresponde a 9% do total de vendas de veículos em todo o mundo. Mais de 3,2 milhões de unidades foram vendidas na China, onde os elétricos já representam 15% das vendas, duplicando assim a percentagem face ao ano anterior. “Muitos modelos novos são lançados todos os meses em cada um dos segmentos importantes do mercado”, referiu a consultora no relatório. “Há grandes oportunidades de crescimento em 2022 e para o futuro”, descreveu. A Europa fica atrás no valor nominal das vendas (2,3 milhões de veículos), mas supera a China no percentual, com os elétricos a representarem 19% do total de carros vendidos em 2021. Nos Estados Unidos, a taxa de adoção é bem menor. No total, foram vendidas 535 mil unidades, o que representou 4% das vendas de automóveis, em 2021. A fabricante norte-americana Tesla continua a ser a marca líder, com 14% de quota de mercado, seguida do Grupo Volkswagen (12%) e das chinesas SAIC (11%) e BYD (9%). No caso da SAIC, muito do sucesso deve ser atribuído ao seu modelo ‘low-cost’ Wuling Hongguang Mini EV, que custa cerca de 3.900 euros e foi o modelo mais vendido na China, no ano passado.
Ucrânia | NATO é produto da Guerra Fria que ameaça segurança da Rússia, defende Pyongyang Hoje Macau - 14 Fev 2022 A diplomacia norte-coreana defendeu hoje os interesses da Rússia na crise da Ucrânia, acusando os Estados Unidos e a NATO, que descreveu como um produto da Guerra Fria, de representarem, uma ameaça à segurança na região. “É um facto bem conhecido que a ameaça militar dos Estados Unidos a Moscovo está a aumentar gradualmente devido à implantação de sistemas de defesa antimísseis na Europa Oriental, o fortalecimento da presença militar da NATO nas regiões fronteiriças com a Rússia e a expansão contínua da NATO para o leste após o colapso da União Soviética”, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano. Na nota, divulgada na página do ministério na Internet, Pyongyang lamenta os “persistentes rumores lançados pelos Estados Unidos sobre uma ‘invasão russa da Ucrânia’ como pretexto para “enviar milhares de tropas para a Europa Oriental” e “aumentar o grau de tensão em torno da Ucrânia”. A ação norte-americana é classificada por Pyongyang tão “surpreendente quanto selvagem”. Da mesma forma, o ministério denuncia que a NATO não passa de “um produto da Guerra Fria, impulsionada pela agressão e pelo desejo de dominar”. Pyongyang destaca que as tentativas de “pressionar Moscovo” apenas provocarão “uma reação mais forte da Rússia” que, assinala, está “pronta para lutar pela sua segurança”. O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas junto às fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho. Os Estados Unidos alertaram na sexta-feira que um ataque russo pode acontecer “a qualquer momento” e pediram aos seus cidadãos que abandonassem o país rapidamente. Desde então, dezenas de governos, incluindo o de Portugal, aconselharam os seus cidadãos a sair da Ucrânia. A Rússia nega pretender invadir a Ucrânia, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança. Essas exigências incluem garantias juridicamente válidas de que a Ucrânia nunca fará parte da NATO e o regresso das tropas aliadas nos países vizinhos às posições anteriores a 1997. Os Estados Unidos e os seus aliados da NATO e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) recusam tais exigências.
Japão | Tóquio pondera aligeirar veto à entrada de estrangeiros Hoje Macau - 14 Fev 2022 O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse sábado que o Governo pretende aligeirar o veto à entrada de estrangeiros no país ainda este mês, o que permitiria, de forma gradual, o acesso a estudantes e empresários. O arquipélago japonês mantém as fronteiras encerradas a viajantes estrangeiros, desde o final de Novembro do ano passado, só permitindo a passagem a cidadãos japoneses e a residentes externos. Para tentar travar a propagação da variante Ómicron, do vírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, o executivo japonês optou por fechar a fronteira o que afectou principalmente estudantes estrangeiros e as viagens de negócios, uma vez que os turistas estrangeiros estão impedidos de entrar desde 2020. Agora, o Governo contempla permitir a entrada de estudantes estrangeiros e pessoas com vistos de trabalho de curta e média duração e para o qual será fixada uma quota diária de acesso ao país, segundo anunciou sábado a comunicação social japonesa. “Gostaríamos de avançar, na hora de considerar o relaxamento das restrições”, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida que acrescentou que as autoridades japonesas “terão em conta as provas científicas acumuladas sobre a Ómicron, as alterações nas situações de contágio, dentro e fora do Japão, e as medidas fronteiriças dos outros países”. Detalhes a caminho No decorrer desta semana, são esperados os detalhes do aligeiramento das actuais medidas impostas na fronteira que estão em vigor até ao final deste mês de Fevereiro. As possíveis alterações às medidas de encerramento de fronteiras, que o Japão aplicou, chegam depois de se intensificar a pressão, sobre o executivo governamental, por parte dos empregadores de empresas estrangeiras e japonesas que estão a sofrer com a falta de trabalhadores especializados. Associações de estudantes e universidades internacionais também têm denunciado nos últimos meses a dureza da política de imigração do Japão, que deixou no ar os planos de milhares de pessoas que aspiravam estudar ou participar em programas de intercâmbio e formação no Japão. O bloqueio fronteiriço não impediu a entrada da variante Ómicron no país, que desde o início de Janeiro foi afectada pela sexta maior onde de contágios até hoje. Até ao momento, atingiu mais de 100.000 infecções diárias, apesar de nos últimos dias o número estar mais estabilizado.
A segurança informática é uma treta André Namora - 14 Fev 2022 Portugal ficou quase parado no que concerne ao sistema informático, ao nível de empresas, bancos, hospitais e obviamente de segurança geral. Os criminosos informáticos atacaram forte e feio. Começaram pela Impresa, a empresa proprietária do semanário Expresso e da SIC. Logo aqui, mostraram como um apagão informático pode prejudicar milhares de pessoas e provocar um prejuízo económico significativo. Mas, logo de seguida veio o maior ataque. Algo de impensável numa multinacional de telecomunicações como a Vodafone. Cerca de cinco milhões de pessoas ficaram sem poder comunicar, não puderam telefonar, receber mensagens, trabalhar nos computadores ou ver televisão. Foi um apagão fortíssimo que prejudicou de uma forma inacreditável a inactividade dos movimentos bancários, as comunicações oficiais entre polícias e militares, os contactos entre os membros do Governo ou mesmo o trabalho na Presidência da República. Foi um apagão gravíssimo, chocante e prejudicial que obrigou a própria Vodafone a mandar vir os melhores peritos em informática para paulatinamente ir reactivando o sistema. Pergunta-se como é que uma companhia de tão grande importância como a Vodafone não tem um supersistema de segurança que contrarie estes ataques criminosos? Foram dois dias de desespero. O ciberataque à operadora ainda afectou os serviços importantíssimos dos Bombeiros, a rede Multibanco e o INEM que é um serviço de salva-vidas com as suas ambulâncias sem poderem movimentar-se devido à falta de comunicação com a central. E até aconteceu algo de caricato. Imaginem a Polícia Judiciária a pretender investigar o ataque e ficou sem rede de telefones e sem poder funcionar, incluindo serviços de piquete, que servem de atendimento ao público e recebimento de queixas. Foi um ataque sem precedentes, nunca aconteceu um caso com tanto impacto, em tantos sistemas e de forma transversal e de uma dimensão inédita por ter afectado várias plataformas distintas, bloqueando os serviços de voz, SMS, dados e TV dos clientes. Todos os especialistas que contactámos concordaram num ponto: este foi um ataque inédito, que fica para a história, e com características que fogem às tendências relacionadas com a obtenção de resultados financeiros por parte dos atacantes, que normalmente avançam com pedidos de resgate para os dados cifrados. Em vários países da Europa cada vez tem havido mais ataques informáticos, mas quase todos eles com o fim da obtenção de muito dinheiro. Tudo indica que se tratou de um ataque sofisticado, direccionado especificamente a vulnerabilidades estudadas na infraestrutura da Vodafone, de cariz terrorista, ou um ataque fortuito, de alguém que teve acesso a credenciais com privilégios elevados. É difícil de perceber para quem não está por dentro da investigação, mas os especialistas dizem que nenhum dos casos está fora de causa. Este caso demonstra uma coisa, a questão não é se vamos ser atacados outra vez mas quando e que os ataques podem acontecer de forma sofisticada ou explorando uma vulnerabilidade em sistemas mais antigos. Este será o principal desafio a todo o segmento empresarial, com mais impacto no Estado. O que se pode concluir à partida, é que a segurança informática em Portugal é uma treta. Não estamos preparados tecnologicamente para enfrentar os criminosos informáticos e qualquer dia estamos um mês sem internet. E os ciberataques não ficaram por aqui. O principal laboratório de análises clínicas, e não só, Germano de Sousa, viu igualmente atacado todo o sistema do grupo e o receio principal quedou-se na possibilidade de a intenção ter sido a caça aos milhares de dados dos clientes do grupo laboratorial. O ataque afectou o contacto com os postos de colheita para os testes covid-19. Foi cortada a informação com o grupo CUF e outros hospitais. Neste caso também não houve qualquer pedido de resgate. No entanto, continuamos a pensar que a maioria das grandes empresas e instituições não possui sistemas de segurança informática e, se for assim, podemos no futuro ter imensos dissabores. Grande dissabor poderia ter sido uma tragédia que na semana passada o FBI dos EUA transmitiu à Polícia Judiciária portuguesa. Um jovem universitário de 18 anos, viciado há dois anos em vídeos de massacres em universidades, preparava-se para na passada sexta-feira levar a cabo um atentado terrorista na sua universidade lisboeta que poderia matar dezenas de colegas, segundo o imenso equipamento que foi descoberto em casa do jovem. Os pais e alunos do estabelecimento de ensino ficaram em estado de choque e alguns alunos não conseguiram deslocar-se para a universidade. Segurança, palavra indispensável que deve permanecer nas mentes de quem tem responsabilidade. A segurança das pessoas ou dos benefícios nas nossas vidas como as telecomunicações têm de ser vistos de forma diferente e, sem dúvida, as regras têm de ser alteradas e obrigar a criar novos sistemas de segurança para bem de todos os habitantes no planeta. *Texto escrito com a antiga grafia
Creative Macau | Exposição de aguarelas de Yui Ng Iok Lin inaugura dia 24 Hoje Macau - 14 Fev 2022 A galeria da Creative Macau recebe, a partir do dia 24, uma nova exposição, desta vez da artista local Yui Ng Iok Lin, intitulada “Fantasy Unending”. A artista, formada em Taiwan, explora sentimentos profundos através das aguarelas, em trabalhos onde a figura feminina ganha destaque Depois de apresentar uma mostra de fotografia, a Creative Macau exibe, a partir do dia 24, uma nova exposição de pintura, desta feita focada no trabalho da artista de Macau Yui Ng Iok Lin. “Fantasy Unending” [Fantasia sem fim] é o nome da mostra que apresenta trabalhos feitos com recurso à técnica de aguarela e que exploram a temática das emoções interiores e expressões humanas. Tratam-se de quadros “inspirados em contos de fadas ficcionais e temas espirituais”, nos quais a artista explora a “imaginação dos espíritos e sonhos”, sempre com o foco na figura feminina. Nas suas ilustrações observam-se olhares carregados de sentimentos profundos, com rostos delicados. As mulheres surgem sempre de cabelos compridos e com uma aura de fragilidade e delicadeza, sendo que os trabalhos de Yui Ng Iok Lin contêm também muitos rostos de crianças. Exposições por aí Nascida em Macau, Yui Ng Iok Lin formou-se em Taiwan, no departamento de Belas Artes da Universidade Nacional de Educação de Changhua. Além da aposta na aguarela, a artista tem trabalhado também como ilustradora freelance no território. Desde a sua formação, a artista já fez cinco exposições individuais em Macau e Taiwan, com nomes como “Mumbling to myself” e “Besides The Dining Table”. Além disso, o trabalho de Yui Ng Iok Lin já foi visto em três exposições colectivas desde 2014, tal como na mostra intitulada “Treasure Island”, que expôs os quadros da licenciatura no NCUE Art Center, em Taiwan. Em Macau, a artista participou ainda, em 2015, na mostra colectiva “Macau Annual Visual Arts”, organizada pelo então Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
Mostra de Lai Sio Kit pode ser visitada até ao dia 27 no Fórum Macau Hoje Macau - 14 Fev 2022 Foi inaugurada, na última sexta-feira, a nova exposição individual do artista de Macau Lai Sio Kit, inserida no ciclo de exposições “Policromias Lusófonas”. A mostra pode ser vista no edifício do Fórum Macau até ao dia 27 deste mês. Na cerimónia de abertura, Casimiro Pinto, secretário-geral adjunto do Fórum Macau, disse que esta exposição leva o público a “explorar os interstícios mais profundos da universalidade de Macau”. Lai Sio Kit foi descrito como um “artista telúrico”, que explora “as cores monocromáticas de branco e preto, que são paradoxalmente luminosas em casamento a buliçosas cascatas em que se revisitam as águas primaveris”. No seu discurso, Casimiro Pinto lembrou também que, nestas obras, “regressa-se aos elementos mais primários e prístinos em que se decide a génese do Ser, do Pensar e do Fazer”. Por sua vez, o próprio artista pediu que “todos participantes possam escutar, ao apreciarem as obras, a voz circulante da água, que lhes traria a quietude e a serenidade da alma na vida urbana”. ADM organiza workshops Nesta mostra, Lai Sio Kit “regressa às paisagens naturais mais exordiais, quase selvagens, enquanto formas de revisitar a quietude do Ser através dos jogos de sombra e luz do Parecer, melhor, da representação cénica de uma pintura aparentemente inscrita na imobilidade, mas de pensamento circulante e recorrente”. Estes quadros são apenas monocromáticos e, por isso, sem recurso a cores. O artista optou por “dispensar o uso de pigmentos coloridos e privilegiou a diversidade monocromática”. Os interessados poderão ainda participar em três workshops ministrados pela Associação dos Macaenses, onde serão ensinadas técnicas de croché, arte de Batê Saia e de recortar papel. Lai Sio Kit é membro da Associação de Artistas da China, Vice-Presidente da Associação de Belas Artes de Macau, Diretor da Associação de Artistas de Macau e Presidente da Associação de Arte Juvenil de Macau. As suas obras já foram várias vezes expostas na China, incluindo Hong Kong, Macau e Taiwan, bem como no estrangeiro, nomeadamente Portugal, Estados Unidos, Coreia do Sul e Singapura. Já realizou 19 exposições individuais.
Estudantes em Hong Kong impedidos de regressarem a Macau João Santos Filipe - 14 Fev 2022 Os estudantes de Macau em Hong Kong estão a ser impedidos de regressarem ao território, devido à falta de hotéis para cumprirem a quarentena. A informação foi avançada pela TDM, que entrevistou Justin Cai, um dos alunos que não consegue regressar a Macau. “A quinta vaga de infecções por covid-19 em Hong Kong levou as universidades a sugerirem aos alunos que regressem ao território de origem. No entanto, os residentes de Macau estão a encontrar vários obstáculos para regressarem, uma vez que não há vagas nos hotéis de quarentena”, relatou o afectado. Justin faz parte de um grupo de WeChat com 100 estudantes locais em Hong Kong que pretendem voltar à RAEM. No entanto, foram informados que só podem voltar a partir de 1 de Abril. Em causa, está a incapacidade dos Serviços de Saúde de aumentarem o número de quartos disponíveis. “Estou a representar alguns dos meus colegas de Macau. Começámos a pensar no regresso depois das escolas terem anunciado que a maior parte das aulas ia ser realizada de forma online, em vez de ser presencial”, indicou Cai. No entanto, em Macau, apesar da “simpatia”, não foi oferecida uma solução. “Contactámos os Serviços de Educação de Macau que foram muitos simpáticos e disponíveis. Mas, responderam-nos que devido à forma como os hotéis de quarentena são organizados em Macau, e ao envolvimento de muitas autoridades, que nada pode ser feito no curto prazo”, foi justificado. Entregues à sorte “A universidade diz-nos para regressarmos a casa, mas não podemos. É… muito irónico”, considerou o estudante face à situação. Justin Cai admitiu ainda estar preocupado com o facto de ficar num dormitório, onde há pessoas infectadas a fazer o isolamento. “Os casos de covid-19 não são enviados para o hospital, em vez disso, as pessoas ficam em casa, o que é uma grande ameaça para nós”, destacou. Com o Governo a recusar ajudar os alunos, aos estudantes resta o cenário de se deslocarem para Interior primeiro, cumprirem lá uma quarentena de 14 dias, e depois voltar para Macau. Porém, até este cenário é complicado. “Zhongshan, Zhuhai e Shenzhen têm uma quota diária do número de pessoas que podem candidatar-se à quarentena. As pessoas que competem pelas vagas não são apenas residentes de Macau, também há pessoas do Interior e de Hong Kong”, desabafou.
Covid-19 | Residente vindo de Portugal é caso assintomático João Santos Filipe - 14 Fev 2022 As autoridades revelaram no sábado a existência de mais um caso importado de Portugal. No entanto, o homem não tem sintomas, e não entra para as estatísticas Um homem que voou de Portugal para Macau testou positivo à covid-19, dois dias depois de ter chegado ao território. A informação foi divulgada no sábado à tarde pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. “Um residente de Macau, proveniente de Portugal, chegou a Macau na quarta-feira (9 de Fevereiro) e o seu teste de ácido nucleico deu resultado positivo ontem (11 de Fevereiro), tendo sido classificado como caso importado de infecção assintomática pela COVID-19”, foi revelado, através de um comunicado. O residente, de 53 anos, estava vacinado com três doses da BioNtech, administradas em Março, Abril e Novembro de 2021. Segundo o historial de viagem, o homem apanhou um voo a 8 de Fevereiro de Portugal para a Alemanha, da companhia Lufthansa, e, no mesmo dia, de Munique para Singapura, da Singapore Airlines. No dia seguinte, apanhou um outro voo da Singapore Airlines, com destino ao território. “Logo que entrou em Macau, no dia 9 de Fevereiro, foi sujeito a um teste de zaragatoa nasofaríngea, cujo resultado deu negativo, tendo sido encaminhado para o Hotel Tesouro para observação médica”, foi indicado. À terceira foi de vez No hotel, o homem ainda teve um outro teste com um resultado negativo, antes de finalmente surgir o positivo: “No dia 11 de Fevereiro, o resultado foi positivo, tendo a amostragem sido remetida para o Laboratório de Saúde Pública para revisão cujo resultado continua ainda positivo”, foi revelado. Como medida de precaução, foi encaminhado para o Centro Clínico de Saúde Pública, onde vai cumprir isolamento. Como o residente não apresenta sintomas, as autoridades de Macau, e ao contrário da prática mais comum, não contabilizam esta infecção. Por isso, o território mantém o número de infecções desde que começou a pandemia em 79 casos, sem que se tenha verificado qualquer morte. Ontem, as autoridades revelaram também que entre sábado e as 8h de domingo receberam 261 telefonemas com opiniões relacionadas com a pandemia e as medidas de prevenção e controlo. Os Serviços de Saúde receberam 260 chamadas, entre as quais 14 sobre vacinas, 156 sobre medidas de isolamento, 53 sobre testes de ácido nucleico, 36 sobre código de saúde e um telefonema classificada como “outro”. Por sua vez, o Corpo de Polícia de Segurança Pública recebeu uma chamada sobre as medidas de imigração para residentes do Interior.
BNU | Esperados lucros de 500 milhões em 2022 Hoje Macau - 14 Fev 2022 Após registar lucros de 447,4 milhões de patacas em 2021, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) espera atingir a fasquia das 500 milhões de patacas de lucros em 2022. Contudo, em declarações à TDM-Rádio Macau, o presidente da comissão executiva do BNU, Carlos Cid Álvares, mostra-se prudente com as projecções, dado que pairam ainda muitas dúvidas acerca da recuperação da economia de Macau e o regresso, em força, dos turistas. “Há alguns sinais positivos que podem fazer com que a economia mexa, como o lançamento do concurso para as novas licenças de jogo, mas ainda há poucos sinais de abertura neste lado. Se não houver muitos turistas, a economia não vai recuperar. Estamos prudentes, admitimos chegar aos 500 milhões de resultados em 2022, mas ainda são previsões bastante prudentes”, partilhou segundo a mesma fonte. Sobre os lucros de 447,4 milhões de patacas obtidos em 2021, que apesar de traduzirem melhorias sobre o ano anterior, representam menos 38 por cento em relação a 2019, o responsável aponta que além da pandemia de covid-19, também as baixas taxas de juro estiveram na base dos resultados alcançados. “O viver um período de taxas de juro muito baixas (…) não costuma ser fantástico para os bancos apresentarem bons resultados”, disse, acrescentado que embora o banco esteja “satisfeito”, o ideal seria que a actividade económica ganhasse vitalidade, alavancando o crédito à habitação, que tem sido tímido, e o crédito às empresas. Acerca Ilha da Montanha, Carlos Cid Álvares diz que o projecto é uma “oportunidade interessante” para o BNU, mas que importa ainda compreender ao certo qual poderá ser o papel a desempenhar pelos investidores e empresários de Macau em Hengqin.
Nova City | Shun Tak acusada de não entregar direito de administração Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 14 Fev 2022 Fong Ka Leong, ex-secretário geral da associação de condóminos do edifício Nova City, na Taipa, acusa a empresa proprietária, a Shun Tak Holdings, de, em dez anos, nunca ter transferido o direito de administração para os moradores, o que faz com que estes não consigam resolver os problemas inerentes ao complexo habitacional A Shun Tak Holdings, empresa promotora dos blocos de apartamentos Nova City, na Taipa, é acusada pelos condóminos de, ao fim de dez anos, ainda não ter transferido os direitos de administração do prédio, o que tem causado dificuldades aos moradores na resolução dos problemas do condomínio. Em comunicado, Fong Ka Leong, ex-secretário geral da associação de condóminos Administração Integral da Nova City, disse que em 2010 foram eleitos os membros desta entidade, mas a Shun Tak continuava a exercer os direitos de administração, não tendo assinado o contrato com os moradores. Mesmo com uma acção em tribunal ganha em 2014, a empresa continuou a “ignorar” esta decisão judicial e não contactou os moradores no tempo previsto, acusou o responsável. O facto de este direito de administração não ter sido transferido tem causado problemas financeiros na gestão do condomínio. “Em 2006, no início da ocupação das casas, a Shun Tak atribuiu à empresa Watt Hung Chow a auditoria das contas. No entanto, dois anos depois, os condóminos sabiam que a pessoa responsável pela auditoria das contas eram alguém ligado ao grupo [Shun Tak], pelo que foi pedido um auditor independente, a fim de garantir a equidade”, pode ler-se no comunicado. Em 2010, ambas as partes concordaram que a empresa HMV & Associates – Certified Public Accountants ficaria responsável pela auditoria. No entanto, os condóminos tiveram conhecimento, apenas em 2013, que esta empresa já não exercia estas funções e que, neste período de tempo, não havia qualquer fiscalização das contas do complexo habitacional Nova City. “Fomos recebendo os relatórios de auditoria nos primeiros dois anos, mas depois a Shun Tak Holdings foi adiando a sua entrega por diversos motivos. Só então é que um membro da associação de condóminos soube que a auditora deixou de exercer funções em 2013 porque não conseguiu obter os cadernos de contabilidade junto da Shun Tak Holdings”, explicou Fong Ka Leong no mesmo comunicado. Governo ao barulho O responsável adiantou que já apresentou queixa da situação, por diversas vezes, nos serviços públicos, mas o problema continua sem solução. Fong Ka Leong apela, por isso, ao Governo para que reveja a legislação em vigor no sentido de reforçar a regulação das empresas de administração. Isto porque responsáveis do Instituto da Habitação já declararam que os direitos dos condóminos previstos na lei são limitados e que o regime das empresas de administração de condomínios não é perfeito. Fong Ka Leong acredita que a arbitragem poderia ser um meio eficaz para a resolução deste tipo de problemas, defendendo que a lei da protecção dos direitos e interesses do consumidor também poderia abranger estes casos.
Economia | Ho Iat Seng apela à união para “ataque” a ano difícil João Santos Filipe - 14 Fev 2022 Cada vez mais modernos, belos, felizes, seguros e harmoniosos. É esta a visão para Macau do Chefe do Executivo, que pede união para concretizar os objectivos propostos. Ho prometeu ainda apoios às Pequenas e Médias Empresas Apesar de um ano que se espera difícil, Ho Iat Seng prometeu um Executivo a trabalhar para diversificar a economia e apoiar as Pequenas e Médias Empresas. A mensagem foi deixada durante um discurso na Associação Comercial de Macau, na quinta-feira à noite, em que o líder da RAEM disse estar a trabalhar para “construir uma Macau moderna, bela, feliz, segura e harmoniosa”. Segundo o Chefe do Executivo, o ano que agora começou traz “novos desafios”, e vai ficar marcado novamente por “grandes incertezas”, que justificou com a “epidemia” e a “recuperação económica mundial”. Por isso, Ho Iat Seng avisou que “Macau continuará a enfrentar uma conjuntura de desenvolvimento instável e volátil”. Neste contexto, o dirigente defendeu que para superar a crise é preciso haver um espírito de união, e que a população tem de se mobilizar à volta do objectivo comum. “Devemos manter firme a nossa confiança e forte a nossa perseverança, trabalhar unidos e de mãos dadas, aproveitar as oportunidades, enfrentar os desafios e criar em conjunto um novo cenário para o desenvolvimento de Macau”, avisou. Sobre as medidas com vista à recuperação económica, e numa altura em que o desemprego na RAEM atinge níveis sem paralelo desde a crise mundial de 2008, Ho insistiu, como em outras ocasiões, no facto de a recuperação económica estar dependente do cumprimento das medidas de “prevenção e controlo da pandemia”. Porém, o dirigente da RAEM prometeu “fomentar um melhor ambiente de negócios, apoiar com precisão e de forma mais aprofundada as pequenas e médias empresas, impulsionar a inovação científica e tecnológica, criar um novo regime de introdução de quadros qualificados e fortalecer constantemente as dinâmicas do desenvolvimento da RAEM”. Acordar para a realidade No discurso junto da influente associação de empresários, Ho Iat Seng abordou ainda o encontro de Dezembro com Xi Jinping. Segundo o relato do Chefe do Executivo, o líder máximo do país considera que a pandemia ensinou uma lição valiosa aos residentes. “Em Dezembro do ano passado, por ocasião da minha deslocação a Pequim para apresentação do relatório anual de trabalho, o Presidente Xi Jinping afirmou que esta epidemia permitiu a todos os sectores da sociedade de Macau conhecer melhor os problemas existentes na estrutura económica, obrigando também a uma profunda reflexão sobre a direcção do desenvolvimento de Macau”, recordou Ho. O Governo da RAEM saiu ainda de Pequim com a garantia do apoio das autoridades centrais para a “promoção da diversificação adequada da sua economia”. Quanto ao balanço sobre 2021, Ho Iat Seng congratulou-se por ter mantido a sociedade “harmoniosa e estável”, por ter respondido “de forma eficaz ao impacto causado pelos vários casos importados” de covid-19, e por ter impulsionado o “desenvolvimento crescente da economia”.
Educação Sexual | Deputado questiona eficácia do ensino Hoje Macau - 14 Fev 2022 O deputado Ma Io Fong está preocupado com a ineficácia do ensino da Educação Sexual nas escolas, e quer saber quais os planos do Governo para inverter esta situação. De acordo com um estudo recente, citado numa interpelação do deputado, uma pequena proporção dos jovens teve vários parceiros sexuais ou iniciou a vida sexual “prematuramente”, o que foi considerado alarmante pelo legislador. Ma mostrou-se igualmente preocupado com as conclusões que indicam que cerca de 16 por cento dos jovens locais tem pouco conhecimento sobre a sexualidade, 60 por cento utiliza a Internet como ferramenta principal para esclarecer as dúvidas, e que a maioria considera que a educação sexual nas escolas é inconsequente. Face às conclusões do estudo, o deputado da Associação Geral das Mulheres quer saber o que vai ser feito para que a educação sexual forneça aos alunos conhecimentos básicos sobre a sexualidade. Uma das questões levantadas foca mesmo a necessidade de saber se o Governo está preparado para desenvolver novos materiais de ensino, face ao actuais considerados desadequados. No que diz respeito ainda às aulas sobre a educação sexual, Ma quer ainda saber se o Executivo tem planos para criar um currículo uniformizado, com uma tabela dos conhecimentos a serem adquiridos de acordo com as diferentes idades. Por último, o deputado questiona tambén se existem planos da Direcção de Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude para realizar mais seminários sobre educação sexual a pensar nos jovens e na forma de corrigir o que diz serem “comportamentos sexuais desviantes”.
Talento | Song Pek Kei quer ajustes para alunos em Portugal não perderem bolsas Pedro Arede e Nunu Wu - 14 Fev 2022 Numa altura em que a pandemia de covid-19 continua a afectar os residentes que optam por estudar no estrangeiro, Song Pek Kei quer que o Governo permita aos bolsistas que estão em Portugal regressarem a Macau para além dos três anos estipulados, sem prejuízo de perderem os apoios a que têm direito Song Pek Kei mostra-se preocupada com o efeito que a pandemia de covid-19 está a ter sobre os residentes de Macau que optaram por estudar no estrangeiro e defende que o Governo seja mais flexível acerca da janela temporal estabelecida para os alunos bolseiros que estão a frequentar o ensino superior em Portugal, voltarem a Macau. Em causa, apontou a deputada, está o facto de o regime do “programa de concessão de apoio financeiro para a frequência de cursos pós-graduados nos institutos superiores de Portugal” estabelecer um máximo de três anos para que os beneficiários voltem a Macau, sob pena de serem obrigados a devolver os subsídios anuais a que têm direito. Ou seja, 58.000 patacas anuais para os cursos de mestrado e 80.000 patacas para os cursos de doutoramento. “Devido à pandemia, o ambiente de estudo fora de Macau mudou e muitos estudantes não podem regressar do estrangeiro para servir os interesses de Macau”, começou por dizer Song Pek através de uma interpelação escrita. “Durante este período, as autoridades não ajustaram as respectivas especificações e alguns alunos já manifestaram a intenção de requerer a prorrogação do prazo para cinco anos para regressar a Macau e continuarem a estudar em Portugal. No entanto, tendo em conta que o programa de concessão de apoio financeiro (…) tem uma duração máxima de três anos e os alunos não podem regressar a Macau dentro desse prazo, os serviços competentes solicitaram a devolução da bolsa de estudo no espaço de um mês”, acrescentou. A deputada, dado que a situação pode vir a ter um “grande impacto” no sistema de formação de quadros qualificados de Macau e na “confiança e vontade” de os alunos prosseguirem os seus estudos, sugere que o Governo classifique estes casos como “excepcionais” à luz do regime de apoios e possibilite que os residentes não se vejam obrigados a interromper o plano de estudos. Efeitos colaterais No contexto da necessidade de formação de quadros qualificados de Macau, Song Pek Kei considera que a forma como o regime de atribuição de bolsas funciona, nomeadamente as “limitações” estabelecidas para voltar ao território, estão a contribuir para hipotecar, tanto o desenvolvimento de talentos no estrangeiro, como o regresso desses mesmos talentos a Macau. Além disso, a deputada alerta ainda para o facto de a zona de cooperação entre Macau e Guangdong em Hengqin poder vir a aumentar a competitividade regional, deixando o território ainda mais desfalcado em termos de talento. “O desenvolvimento de Macau chegou a um ponto de inflexão. Limitar o desenvolvimento da educação dos alunos, é limitar a formação de quadros qualificados e enfraquecer a capacidade de formação de talentos. A zona de cooperação aprofundada (…) irá atrair muitos quadros qualificados para Macau e aumentar a concorrência regional. De que forma é que as autoridades vão equilibrar as bolsas de estudo, subsídios e o regresso de talentos, tendo em conta o objectivo de elevar as qualificações dos residentes e promover o regresso de quadros qualificados?”, questionou.