Isabel Pina, investigadora do Centro Cultural e Científico de Macau | Álvaro Semedo, o homem e o mito Andreia Sofia Silva - 3 Jan 20205 Jan 2020 Historiadora, com trabalho focado na missão dos jesuítas em Macau e China, Isabel Pina dedica-se actualmente a estudar Álvaro Semedo, o primeiro a registar por escrito, em 1642, a questão de Macau ter sido doada aos portugueses devido ao combate aos piratas [dropcap]E[/dropcap]m Dezembro deu uma palestra, promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com o título “A China Ming ao tempo de Xavier”. E como era a China neste tempo? Estávamos perante uma China de uma dimensão completamente diferente daquilo que era conhecido pelos missionários e pelos europeus, ao nível da escala demográfica e económica, não tinha qualquer comparação possível. Havia uma capacidade de adaptação do produtor chinês ao mercado consumidor, e dei o exemplo da porcelana azul e branca, um produto chinês que foi adaptado às exigências do mercado persa, e depois passou também a ser vendido para a Europa. Outro aspecto que referi em relação à China Ming, que deixou também os europeus atónitos e os missionários, europeus muito cultos à época, foi a indústria livreira. No século XVI quando chegam os primeiros missionários, deparam-se com bibliotecas que tinham uma escala absolutamente diferente do que existia na Europa. Como era a relação de Macau com a China nessa altura? Macau era um lugar central, desde logo para os missionários. Eles faziam um caminho obrigatório [por lá]. Os jesuítas pertenciam ao padroado português e tinham de embarcar obrigatoriamente em Lisboa, paravam em Goa e muitas vezes ficavam lá um tempo, e depois iam para Macau. A partir de Macau iam para as missões da Ásia Oriental, incluindo Japão, que até ao início do século XVII é missão de grande sucesso, e depois para a China. Quando são expulsos do Japão vão para outras missões. Macau era central em termos de viagem e muitas vezes em termos de estudo, pois muitos vão acabar o percurso académico em Macau no Colégio de São Paulo. Alguns começam a aprender mandarim em Macau, que é também central no envio de verbas para a missão da China, na questão de preparação de chineses, que os jesuítas diziam ser as suas mãos e pés. Alguns deles eram integrados na Companhia de Jesus, no que diz respeito a essa capacidade de recursos humanos para apoiarem a missão. Dá para imaginar as dificuldades com que se deparavam, pois muitos [missionários] não falavam ainda o chinês. FOTO: Hoje Macau Quais as principais diferenças entre a missão jesuíta na China e no Japão? No Japão há uma penetração muito rápida e desde logo torna-se uma missão que é definida à época como um grande sucesso. Muitas das cartas de candidatura dos jesuítas, em que eles pediam para ir para as índias, apresentavam pedidos para o Japão. A China não exercia o mesmo fascínio durante muito tempo. Porquê? A China provavelmente não teria o mesmo no comércio que tinha o Japão, além de que a própria sociedade era diferente. Era uma sociedade mais centralizada, quando os jesuítas chegam ao Japão o país estava em guerra civil. Havia ali uma possibilidade que não havia na China. Para a China iam sempre poucos missionários face à dimensão demográfica, e só passados os primeiros, por volta da década de 1630, ou seja, ao fim de cerca de 50 anos é que os números de baptismo começam a aumentar mais. De qualquer forma o cristianismo é sempre uma religião marginal, com muito pouco peso. Até aos dias de hoje. Sim, se bem que há o édito de prescrição do cristianismo, em 1684, assinado por um imperador chinês, mas os estudos mais recentes apontam que não foi uma oportunidade perdida, não se perdeu tudo. Houve sim uma transformação e houve estudos para a província de Fujian e de Guangdong que mostram que há uma apropriação do cristianismo, em que este se torna mais local. Há clãs e famílias que continuam cristãs, dão um tom mais local ao cristianismo, que se torna mais chinês. Cria-se outro cristianismo. Sim, adapta-se mais ainda, mas continuam com o culto. A partir daí, o clero local cresce exponencialmente e atinge números que nunca tinha tido. O meu doutoramento foi precisamente sobre os jesuítas chineses, e o que constatei é que durante 100 anos foram 28 e a partir do século XVIII há muitos mais religiosos chineses. Mas também já não são só os jesuítas, há mais ordens no terreno, mais missionários de diferentes congregações. Mas as diferenças entre o Japão e a China iria no sentido em que foi mais difícil o percurso de entrada e de aumento de baptismos na China do que foi no Japão. Mas depois na China perdurou com todas as metamorfoses, e sempre como uma religião marginal. Fez o seu doutoramento sobre “Jesuítas Asiáticos e Mestiços na Missão/Vice-Província da China (1589-1689)” em 2009. Porquê este tema? Na minha abordagem aos missionários e ao catolicismo na China tenho trabalhado mais na perspectiva dos mediadores culturais e não tanto em termos da religião em si. Para mim é mais fascinante a parte cultural porque são efectivamente os primeiros europeus que vão estudar a língua de forma regular e que vão viver na China. São eles que dão a conhecer a China Ming e Ching aos europeus pela primeira vez. Quando os jesuítas chegam, em 1582, o livro do Marco Polo ainda era muito importante. Dá para perceber o desfasamento, pois já se tinham passados uns séculos e estávamos numa dinastia diferente, e é uma China diferente que vão conhecer. Tenho trabalhado a constituição do conhecimento europeu sobre a China e o livro do Marco Polo continua a ser muito usado enquanto fonte de autoridade pelos jesuítas. Mas são esses europeus que criam os primeiros programas sobre a língua e de como se deve estudar o chinês. O mandarim era uma língua completamente desconhecida, daí a importância desses mediadores. Completamente. Logo o São Francisco Xavier fala em aprender o chinês, ainda no geral, sem definir qual a língua chinesa que ia estudar. O seu sucessor, Melchior Nunes Barreto, decidiu (isto tudo ainda antes da missão ter começado) deixar um irmão jesuíta em Cantão para aprender a língua com mestres locais enquanto faz a viagem para o Japão. Quando regressa, este irmão tinha enlouquecido (risos). Ele diz que teve uma fraqueza de cabeça. Falamos de que ano? O primeiro plano é um português que estabelece, depois de discutir com outros missionários, em 1684. E os jesuítas tiveram, a partir de 1578 ou 1579, quando se decide estudar o mandarim. Portanto desde 1579 até 1624 eles estão a ganhar experiência. O estudo começa em Macau e depois o estudo continua na China. Mas só ao fim desse tempo é que criam um primeiro plano de estudo. Como era a relação com a corte imperial chinesa? Quando chegavam, tinham alguns contactos prévios feitos, tinham algum domínio da língua? Estes homens eram muito bem preparados. Era um investimento enorme que começava logo na viagem, ou ainda antes. Eram homens com anos de estudos, que custavam dinheiro, e depois a viagem até Macau. Depois outro investimento era colocá-los na China. Essa relação com a corte é muito diferente entre as dinastias Ming e Ching. Na dinastia Ming estabeleciam uma rede de relações com missionários, com três mandarins e oficiais de alto nível, e é através dos conhecimentos científicos que começavam a desenvolver todo este relacionamento, o Guanxi, criando relações com os oficiais importantes. Na dinastia Ching era completamente diferente, pois tinham acesso à corte imperial com a realização do calendário. Entraram na corte os missionários que tinham alguma especialização, em termos de astronomia, matemática, relógios ou conhecimento de instrumentos musicais, e pintura também. Tinham de ter algum tipo de especialização para ter acesso ao imperador e começavam a preparar o calendário logo no início da dinastia. Entre 1644 e 1683 os jesuítas jogavam nas duas frentes. Em que sentido? Faziam-no enquanto ainda não estava bem definida a situação política na China. Vemos alguns jesuítas a actuarem e a estabelecerem relações com os Ming do sul, e vemos os outros em Pequim. Joga-se em todas as frentes do tabuleiro político. Um dos missionários que estou a estudar actualmente, o Álvaro Semedo, estava junto dos Ming do sul, com estes Ming a tentarem arranjar apoio militar por parte da Europa. O Adam Shau já estava em Pequim a entrar no departamento astronómico e a preparar o calendário para os Ching. Participou também num estudo sobre o jesuíta Tomás Pereira. No Centro Cultural e Científico de Macau (CCCM) fizemos um projecto central sobre o Tomás Pereira, que foi um missionário absolutamente interessante e que tinha sido completamente apagado, mesmo à época, pelos jesuítas franceses por questões relacionadas com o padroado português, com o rei de França. O Tomás Pereira era uma figura próxima do imperador Kang Shi, dentro daquilo que um europeu pode ter de proximidade. Muitas das ideias que passaram para a Europa foram passadas pelos próprios missionários, que exageram sempre o papel deles perante a corte. A propósito de Álvaro Semedo, o que destaca nesta figura histórica? Era um missionário que pertenceu à vice-província da China, fez parte dos quadros, mas passou muito tempo em Macau. Em 1617, quando há a primeira perseguição, a primeira crise em que o poder imperial está envolvido, é um dos missionários que é expulso por decreto imperial. Tem mesmo de ir para Macau e fica cerca de três anos. Quando regressa à China, já tem outro nome, pois não podia ter o mesmo. Ao longo da sua vida Álvaro Semedo vive cerca de 45 anos na China, sendo que cerca de 10 anos são em Macau. O que é particularmente interessante é que o Álvaro Semedo é o primeiro a pôr em registo escrito o mito nacional de Macau, a questão de Macau ter sido doada aos portugueses por causa do combate aos piratas. Não é ele que vai formular este mito pela primeira vez, porque aparece em manuscrito antes disso, na década de 1620, mas em 1642 fica impresso pela primeira vez. Só isso torna o Álvaro Semedo [importante] face a Macau porque está em causa o mito das origens [de Macau], que tem um peso enorme até pelo menos ao século XX. Como era Macau nesse tempo? Ele próprio diz isso, ele chega ainda num período em que Macau ainda tem comércio com o Japão, e depois ele vem para a Europa em 1637 e quando regressa a Macau diz que o território já está numa crise profunda. Descreve, já com uma certa nostalgia, aquilo que tinha encontrado quando chegara lá, pois tinha chegado em 1611 ou 1612, ainda o comércio com o Japão decorria, apesar de estar no final. O comércio tinha sido cortado e Macau vivia uma crise profunda. Fez um estudo sobre a linguagem dos jesuítas macaenses nos séculos XVI e XVII. Eram apenas intérpretes, tiveram um papel como sempre teve a comunidade macaense ao longo dos séculos? Sim, mas durante muito tempo eram mesmo chineses da região envolvente ou de Fujian, ou Zhejiang. Os intérpretes podiam ser chineses ou africanos, chineses que estavam em Macau durante um ano e que regressavam à China, sabendo uma ou duas palavras, e que eram então referidos como intérpretes. Os missionários aprendiam o mandarim, mas estávamos numa China onde havia vários dialectos. Havia a língua da Administração que lhes permitia pôr em prática uma estratégia, garantir o acesso à corte imperial, mas no dia-a-dia tinham de lidar com os dialectos.
Isabel Pina, investigadora do Centro Cultural e Científico de Macau | Álvaro Semedo, o homem e o mito Andreia Sofia Silva - 3 Jan 2020 Historiadora, com trabalho focado na missão dos jesuítas em Macau e China, Isabel Pina dedica-se actualmente a estudar Álvaro Semedo, o primeiro a registar por escrito, em 1642, a questão de Macau ter sido doada aos portugueses devido ao combate aos piratas [dropcap]E[/dropcap]m Dezembro deu uma palestra, promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com o título “A China Ming ao tempo de Xavier”. E como era a China neste tempo? Estávamos perante uma China de uma dimensão completamente diferente daquilo que era conhecido pelos missionários e pelos europeus, ao nível da escala demográfica e económica, não tinha qualquer comparação possível. Havia uma capacidade de adaptação do produtor chinês ao mercado consumidor, e dei o exemplo da porcelana azul e branca, um produto chinês que foi adaptado às exigências do mercado persa, e depois passou também a ser vendido para a Europa. Outro aspecto que referi em relação à China Ming, que deixou também os europeus atónitos e os missionários, europeus muito cultos à época, foi a indústria livreira. No século XVI quando chegam os primeiros missionários, deparam-se com bibliotecas que tinham uma escala absolutamente diferente do que existia na Europa. Como era a relação de Macau com a China nessa altura? Macau era um lugar central, desde logo para os missionários. Eles faziam um caminho obrigatório [por lá]. Os jesuítas pertenciam ao padroado português e tinham de embarcar obrigatoriamente em Lisboa, paravam em Goa e muitas vezes ficavam lá um tempo, e depois iam para Macau. A partir de Macau iam para as missões da Ásia Oriental, incluindo Japão, que até ao início do século XVII é missão de grande sucesso, e depois para a China. Quando são expulsos do Japão vão para outras missões. Macau era central em termos de viagem e muitas vezes em termos de estudo, pois muitos vão acabar o percurso académico em Macau no Colégio de São Paulo. Alguns começam a aprender mandarim em Macau, que é também central no envio de verbas para a missão da China, na questão de preparação de chineses, que os jesuítas diziam ser as suas mãos e pés. Alguns deles eram integrados na Companhia de Jesus, no que diz respeito a essa capacidade de recursos humanos para apoiarem a missão. Dá para imaginar as dificuldades com que se deparavam, pois muitos [missionários] não falavam ainda o chinês. FOTO: Hoje Macau Quais as principais diferenças entre a missão jesuíta na China e no Japão? No Japão há uma penetração muito rápida e desde logo torna-se uma missão que é definida à época como um grande sucesso. Muitas das cartas de candidatura dos jesuítas, em que eles pediam para ir para as índias, apresentavam pedidos para o Japão. A China não exercia o mesmo fascínio durante muito tempo. Porquê? A China provavelmente não teria o mesmo no comércio que tinha o Japão, além de que a própria sociedade era diferente. Era uma sociedade mais centralizada, quando os jesuítas chegam ao Japão o país estava em guerra civil. Havia ali uma possibilidade que não havia na China. Para a China iam sempre poucos missionários face à dimensão demográfica, e só passados os primeiros, por volta da década de 1630, ou seja, ao fim de cerca de 50 anos é que os números de baptismo começam a aumentar mais. De qualquer forma o cristianismo é sempre uma religião marginal, com muito pouco peso. Até aos dias de hoje. Sim, se bem que há o édito de prescrição do cristianismo, em 1684, assinado por um imperador chinês, mas os estudos mais recentes apontam que não foi uma oportunidade perdida, não se perdeu tudo. Houve sim uma transformação e houve estudos para a província de Fujian e de Guangdong que mostram que há uma apropriação do cristianismo, em que este se torna mais local. Há clãs e famílias que continuam cristãs, dão um tom mais local ao cristianismo, que se torna mais chinês. Cria-se outro cristianismo. Sim, adapta-se mais ainda, mas continuam com o culto. A partir daí, o clero local cresce exponencialmente e atinge números que nunca tinha tido. O meu doutoramento foi precisamente sobre os jesuítas chineses, e o que constatei é que durante 100 anos foram 28 e a partir do século XVIII há muitos mais religiosos chineses. Mas também já não são só os jesuítas, há mais ordens no terreno, mais missionários de diferentes congregações. Mas as diferenças entre o Japão e a China iria no sentido em que foi mais difícil o percurso de entrada e de aumento de baptismos na China do que foi no Japão. Mas depois na China perdurou com todas as metamorfoses, e sempre como uma religião marginal. Fez o seu doutoramento sobre “Jesuítas Asiáticos e Mestiços na Missão/Vice-Província da China (1589-1689)” em 2009. Porquê este tema? Na minha abordagem aos missionários e ao catolicismo na China tenho trabalhado mais na perspectiva dos mediadores culturais e não tanto em termos da religião em si. Para mim é mais fascinante a parte cultural porque são efectivamente os primeiros europeus que vão estudar a língua de forma regular e que vão viver na China. São eles que dão a conhecer a China Ming e Ching aos europeus pela primeira vez. Quando os jesuítas chegam, em 1582, o livro do Marco Polo ainda era muito importante. Dá para perceber o desfasamento, pois já se tinham passados uns séculos e estávamos numa dinastia diferente, e é uma China diferente que vão conhecer. Tenho trabalhado a constituição do conhecimento europeu sobre a China e o livro do Marco Polo continua a ser muito usado enquanto fonte de autoridade pelos jesuítas. Mas são esses europeus que criam os primeiros programas sobre a língua e de como se deve estudar o chinês. O mandarim era uma língua completamente desconhecida, daí a importância desses mediadores. Completamente. Logo o São Francisco Xavier fala em aprender o chinês, ainda no geral, sem definir qual a língua chinesa que ia estudar. O seu sucessor, Melchior Nunes Barreto, decidiu (isto tudo ainda antes da missão ter começado) deixar um irmão jesuíta em Cantão para aprender a língua com mestres locais enquanto faz a viagem para o Japão. Quando regressa, este irmão tinha enlouquecido (risos). Ele diz que teve uma fraqueza de cabeça. Falamos de que ano? O primeiro plano é um português que estabelece, depois de discutir com outros missionários, em 1684. E os jesuítas tiveram, a partir de 1578 ou 1579, quando se decide estudar o mandarim. Portanto desde 1579 até 1624 eles estão a ganhar experiência. O estudo começa em Macau e depois o estudo continua na China. Mas só ao fim desse tempo é que criam um primeiro plano de estudo. Como era a relação com a corte imperial chinesa? Quando chegavam, tinham alguns contactos prévios feitos, tinham algum domínio da língua? Estes homens eram muito bem preparados. Era um investimento enorme que começava logo na viagem, ou ainda antes. Eram homens com anos de estudos, que custavam dinheiro, e depois a viagem até Macau. Depois outro investimento era colocá-los na China. Essa relação com a corte é muito diferente entre as dinastias Ming e Ching. Na dinastia Ming estabeleciam uma rede de relações com missionários, com três mandarins e oficiais de alto nível, e é através dos conhecimentos científicos que começavam a desenvolver todo este relacionamento, o Guanxi, criando relações com os oficiais importantes. Na dinastia Ching era completamente diferente, pois tinham acesso à corte imperial com a realização do calendário. Entraram na corte os missionários que tinham alguma especialização, em termos de astronomia, matemática, relógios ou conhecimento de instrumentos musicais, e pintura também. Tinham de ter algum tipo de especialização para ter acesso ao imperador e começavam a preparar o calendário logo no início da dinastia. Entre 1644 e 1683 os jesuítas jogavam nas duas frentes. Em que sentido? Faziam-no enquanto ainda não estava bem definida a situação política na China. Vemos alguns jesuítas a actuarem e a estabelecerem relações com os Ming do sul, e vemos os outros em Pequim. Joga-se em todas as frentes do tabuleiro político. Um dos missionários que estou a estudar actualmente, o Álvaro Semedo, estava junto dos Ming do sul, com estes Ming a tentarem arranjar apoio militar por parte da Europa. O Adam Shau já estava em Pequim a entrar no departamento astronómico e a preparar o calendário para os Ching. Participou também num estudo sobre o jesuíta Tomás Pereira. No Centro Cultural e Científico de Macau (CCCM) fizemos um projecto central sobre o Tomás Pereira, que foi um missionário absolutamente interessante e que tinha sido completamente apagado, mesmo à época, pelos jesuítas franceses por questões relacionadas com o padroado português, com o rei de França. O Tomás Pereira era uma figura próxima do imperador Kang Shi, dentro daquilo que um europeu pode ter de proximidade. Muitas das ideias que passaram para a Europa foram passadas pelos próprios missionários, que exageram sempre o papel deles perante a corte. A propósito de Álvaro Semedo, o que destaca nesta figura histórica? Era um missionário que pertenceu à vice-província da China, fez parte dos quadros, mas passou muito tempo em Macau. Em 1617, quando há a primeira perseguição, a primeira crise em que o poder imperial está envolvido, é um dos missionários que é expulso por decreto imperial. Tem mesmo de ir para Macau e fica cerca de três anos. Quando regressa à China, já tem outro nome, pois não podia ter o mesmo. Ao longo da sua vida Álvaro Semedo vive cerca de 45 anos na China, sendo que cerca de 10 anos são em Macau. O que é particularmente interessante é que o Álvaro Semedo é o primeiro a pôr em registo escrito o mito nacional de Macau, a questão de Macau ter sido doada aos portugueses por causa do combate aos piratas. Não é ele que vai formular este mito pela primeira vez, porque aparece em manuscrito antes disso, na década de 1620, mas em 1642 fica impresso pela primeira vez. Só isso torna o Álvaro Semedo [importante] face a Macau porque está em causa o mito das origens [de Macau], que tem um peso enorme até pelo menos ao século XX. Como era Macau nesse tempo? Ele próprio diz isso, ele chega ainda num período em que Macau ainda tem comércio com o Japão, e depois ele vem para a Europa em 1637 e quando regressa a Macau diz que o território já está numa crise profunda. Descreve, já com uma certa nostalgia, aquilo que tinha encontrado quando chegara lá, pois tinha chegado em 1611 ou 1612, ainda o comércio com o Japão decorria, apesar de estar no final. O comércio tinha sido cortado e Macau vivia uma crise profunda. Fez um estudo sobre a linguagem dos jesuítas macaenses nos séculos XVI e XVII. Eram apenas intérpretes, tiveram um papel como sempre teve a comunidade macaense ao longo dos séculos? Sim, mas durante muito tempo eram mesmo chineses da região envolvente ou de Fujian, ou Zhejiang. Os intérpretes podiam ser chineses ou africanos, chineses que estavam em Macau durante um ano e que regressavam à China, sabendo uma ou duas palavras, e que eram então referidos como intérpretes. Os missionários aprendiam o mandarim, mas estávamos numa China onde havia vários dialectos. Havia a língua da Administração que lhes permitia pôr em prática uma estratégia, garantir o acesso à corte imperial, mas no dia-a-dia tinham de lidar com os dialectos.
Cientista chinês que modificou bebés geneticamente condenado a três anos de prisão Hoje Macau - 31 Dez 2019 [dropcap]O[/dropcap] cientista chinês He Jiankui, que alega ter sido o responsável pela primeira manipulação genética de bebés em todo o mundo, foi ontem condenado a três anos de prisão pela experiência, noticiou a agência oficial chinesa. De acordo com a Xinhua, He Jiankui foi também condenado a pagar uma multa de três milhões de renmimbis, depois de um tribunal de Shenzhen (sudeste) o ter considerado considerado culpado de modificar ilegalmente genes de embriões para fins reprodutivos. Dois outros investigadores envolvidos no caso receberam sentenças e multas menores. Zhang Renli foi sentenciado a dois anos de prisão e multado em um milhão de renmimbis. Já Qin Jinzhou recebeu uma sentença de 18 meses, suspensa por dois anos, e uma multa de 500.000 yuans. Em novembro do ano passado, He Jiankui surpreendeu a comunidade internacional ao afirmar que havia conseguido criar os primeiros bebés geneticamente – duas meninas gémeas – manipulados para resistir ao HIV. O anúncio provocou um debate global sobre a ética da modificação genética.
Bom ano novo João Luz - 31 Dez 2019 [dropcap]A[/dropcap] passagem de testemunho do poder executivo em Macau transmitiu por contágio os mesmos vícios de sempre. Ainda com os dias de governação no dígito único é impossível fugir ao sentimento de déjà vu. Já vimos este filme nesta vida. Macau é a terra onde se coloca em perigo um projecto de sucesso – a Cinemateca Paixão – por aparente negligência. Depois é ver a mesma sucessão de acontecimentos. A situação é noticiada e daí gera-se consternação social, um burburinho que aviva o desdém jocoso dos governados. Vai daí, soam alarmes para arrepiar caminho, prolonga-se por seis meses o prazo da concessão à entidade que geria o espaço e lança-se um novo concurso público na esperança de que já ninguém se lembre deste filme a meio dos créditos finais. Fica na boca um travo amargo a marosca, a coisa pública gerida com badalhoquice. Por outro lado, inaugura-se um sistema bilionário de transportes públicos para cumprir calendário político, expondo a cidade inteira ao ridículo e a desculpas esfarrapadas que doem só de ouvir. Claro, esta foi a primeira vez na virginal Lótus, nunca antes neste terceiro calhau a contar do Sol se tentou esta coisa futurista do transporte por carris. Mas não faz mal. Herda-se do chefe deposto a habilidade de comprar complacência. Mais um mês de bilhetes grátis para o povo e mil vivas às indulgências governativas, ao silêncio e a apatia política comprados nos saldos do civismo. Enfim, lamúrias surdas de fim de calendário. Não liguem. Feliz 2020!
O sambista e a vaidade Paulo José Miranda - 31 Dez 2019 [dropcap]D[/dropcap]iniz, mulato à volta dos quarenta anos vivia na zona norte do Rio de Janeiro, em Vila Isabel, e ganhava a vida numa auto-mecânica do bairro, como pintor. Vida tranquila, mas que já tinha visto muita miséria. Perdeu pai e mãe em criança e teve de se virar muito cedo na vida. Chegou a Vila Isabel de carona, vindo da cidade vizinha, Duque de Caxias, e conseguiu se virar por causa do samba. Desde moleque que levava jeito para fazer samba. Para ele, samba era vida. E, no caso dele, o samba literalmente salvou-lhe a vida. Quase não pegou escola. Fez o básico, para saber ler jornal e enturmar as contas. Costumava dizer que os sambas que escrevia não vinham do estudo. “É a rua que dá samba.” Na verdade, para Diniz, quase tudo dava samba. Numa conversa, não raro se escutava Diniz dizer “isso dá samba”. E dava. Muito cedo, o caso de Diniz chamou a atenção de alguns jornalistas. Um deles tentou convencê-lo a escrever umas estórias, botar isso em livro. “Vai que dá certo”, dizia para o sambista-mecânico. Mas Diniz rejeitou esse primeira investida, desconfiado. Pensou para si mesmo “posso não ter estudo, mas sei o suficiente para saber que não se faz aquilo que não se sabe; se eu nunca li livro, vou agora escrever um? Aonde é que isso faz sentido?” E assim continuou, de samba no pé e na mão, longe dos livros. Mas jornalista quando encasqueta com uma coisa é como cupim na madeira, não descansa enquanto não corrói tudo por dentro. E um ano depois voltou a atazanar o sambista, que voltou a recusar. As investidas não cessaram e Diniz começou a ficar muito incomodado com aquilo. “Se você não sabe, porque não experimenta? Vai que dá certo”, insistia o jornalista. Mas Diniz não queria nem experimentar, nem que desse certo. Queria que o deixassem em paz com o trabalho na auto-mecânica e com o samba. No fundo, o que o jornalista queria, ainda que não confessasse, era oferecer-lhe os seus serviços como ghost-writer, quando Diniz percebesse que não conseguia escrever. O jornalista tinha entendido que Diniz tinha muitas estórias para contar, que poderiam virar livros e não só sambas. E queria fazer parte disso. Para o jornalista, o Diniz-escritor tinha sido uma descoberta dele, que não largava. Para que isso desse certo era preciso criar a necessidade em Diniz, fazer com que ele quisesse escrever, ou melhor dizendo, que ele quisesse aparecer como sendo escritor. Mas daquele mato não saía coelho. De modo a forçar, e a adiantar trabalho, o jornalista inventou uma matéria a ser publicada no jornal acerca do sambista-mecânico, com autorização deste, mas onde acabou por acrescentar falas que nunca aconteceram, que Diniz nunca disse e nem sequer pensou. Nessa matéria do jornal, Diniz dizia que tinha alguma dificuldade em escrever porque acreditava que na origem da escrita de ficção estava o facto da vida se acabar mais cedo do que se imaginava. O problema não era que a vida acabava, mas que acabava muito antes do que se imaginava. Evidentemente, o termo “imaginava” não era usado por acaso. Era usado como provocação. Para Diniz, continuava o jornalista, só se sabe o que é a vida na primeira pessoa e a morte era imaginada através das mortes dos outros, que nos pareciam sempre cedo de mais. No fundo, o que ele acabava por dizer que Diniz dizia, ao fim de uma longa digressão a que aqui vos poupo, era que o medo de a vida poder não ter o tempo que se pensava ter, acabava por nos pôr a imaginar outras vidas. E era por isso que Diniz não escrevia. Acrescentava que para o sambista-mecânico escrever é ter medo da vida. No samba não há medo. Quem faz samba não se preocupa com a morte. É a morte que se preocupa com o samba. E tudo isto com detalhes do quotidiano de Diniz e duas boas fotos dele, uma na auto-mecânica e outra na roda de samba, além de mais duas do bairro, do barzinho do Juca e da mercearia do Leandro. Quando leu a matéria, Diniz, ao invés de ficar chocado com as palavras que não tinha dito, ficou vaidoso. Nem aquilo fazia muito sentido e nem ele entendia bem. Mas se há algo que as pessoas estão dispostas a aplaudir é o que não entendem bem. As pessoas do bairro parabenizavam-no quando se cruzavam com ele, tinham gostado, do que Diniz dissera, do acompanhamento da vida do bairro e das fotos. “Que bem que ele fala. Poderia ser escritor de papel passado.” E foi assim que Diniz aceitou fazer aquilo que nunca fez e passar-se por quem não era. A vaidade, essa, deu samba.
Canto de Salvação Amélia Vieira - 31 Dez 2019 [dropcap]V[/dropcap]oltar solto ao novo Natal do Sol que não vem pernoitar por cima dos altares de uma velada, das suas ceias, que nessa noite muito longa feita de milhares de anos se busca salvação nas lendas de antanho e suas teias. Uma noite muito fria não suporta mais as mil maravilhas em ciclo continuado que é o ciclo sublimado do pecado. Que o Sol nado – encanto da estirpe – nos recobre no recanto deste Universo e não deseja ser cantado no seu carrocel de sombras – Revolução Maior – o Livro de Horas dos sinais dourados. Não tenho Natal, jamais me nasceu algum Messias, todos os que nasceram não me salvaram e tenho aprendido a arte da vida sem alardo onde nunca um Messias é projectado. Seres há que não têm salvação, e nem a luz os cobre nem lhes interessa o perdão. Que as penas, levamo-las no peito transfigurado, que para elas se acendem as estrelas quando todos já estão deitados. Somos servidos na dança (quebram sempre frágeis membros) mas na gruta da festa há sempre a lembrança de que a vida cresce para ser Criança que é tudo o que temos. Que se há de bastar para além das sombras e rasgar o peso das marés altas de suas ondas, que nascerá de novo até ser de si uma outra vez o salvador de um povo. Que vai à lenha buscar o lenhador para fazer de cada dia seu único salvador… seremos assim salvos não porque o queiramos, mas pelos acasos de muitos anos. Já não repartimos nem vamos juntos no vasto mundo, que a Terra gira, dança para nós, e subindo os braços é que estamos presos ao melhor dos dons. Cruxificam sois para os entender, matam a luz porque a noite é longa, e mesmo assim há uma centelha nos rostos mais bonitos que veem o Sol nos seus sentidos. E ficam eternos de braços no ar, sem ter que o saber ou tornar a baixar, e vem o Verão e arde tudo, são as lamparinas dos reflexos do mundo, cruzam os mares carregados de suor – chovem-nos em cima – tiram-nos a paz, mas que são ainda a salvação para o que não fomos capaz. Falarás somente do tempo que te reveste, e sairás vestido em todas as Eras sem essa nudez sagrada que cegou as feras. Veste a alma e coloca-lhe flores, que elas, morrem depressa, e os bichos são lentos a compor as dores, fios que vão abalar os frios e fazer da pele um tecido mais por aquelas margens onde passa um rio. E o Sol virá ainda assim com hora marcada, sem peso, sem dobra, trazendo as sandálias de um astro que chora. Gosto de o ver! É um longo começo, ele é natural em seu adereço: vivendo nas sombras estamos muito sós, nem salvos, nem ungidos; ele faz a progressão, labuta na fornalha, e face ao que governa não tem qualquer sentido. Transforma-se, é Estrela, vive cintilando… De Natais indistintos estão mortos os ouvidos e nada nos diz que escutamos o brilho, são Magos reais os reis que o veneram, vêm dos desertos da claridade, e nascituros somos nesse instante face à eternidade. Magoaram o Sol em seu transformar, é apenas um Sol, longe de outros a tentar, que nós temos frio mesmo nas descidas e nos lares que se preparam para o festejar. A sonda dos tempos permanece igual, eles volteiam – as estrelas, os astros – vamos atrás deles vendo-os passar. Deus vem assim como o viajante, sentimos-lhe o mistério no sangue, e nasce p´ra morrer e para esquecer, e voltar talvez num outro amanhecer. Findo, transformado, morre a causa de tudo ter iniciado, pois dele nada se salvou, apenas uma incerteza do lado em que esteve na Criação, que não criou. É porque temos de passar este Norte, esta voz continuada, que a salvação é a vertente mais sagrada. Mas salvarmo-nos de quê? Estamos encurralados, não há quem nos ajude no que construímos, não há salvação para quem nasce: hás tu, que não foste em vão! Mesmo que o Sol imploda e a Terra arda, a nossa febre continua por outros sois, sempre, e ainda, à espera da tua chegada. Que já se foi a salvação, mas há essa noção, esse legado maior, essa terra prometida, esse leite, essa subida, que a saudade não cobre e de vida padece: há os zimbros e os ossos espalhados, há o pó que retorna a um outro universo mais amado onde não sabemos como fomos buscar estas palavras. Ninguém aqui veio, não há aqui chegada, fomos rodando na estação dos Natais, e somos um ponto entre o seu levante e a sua entrada, se viesse alguém, se viesses um dia, nem a Primavera te cobriria de flores, que os mortos não as veem, nem precisam delas. Ninguém se salvou, a ideia é sê-la.
O Quebra-nozes Michel Reis - 31 Dez 2019 [dropcap]O[/dropcap] ballet em dois actos O Quebra-nozes, Op. 71, com música do compositor russo Piotr Ilyitch Tchaikovsky e originalmente coreografado por Marius Petipa e Lev Ivanov, estreou no dia 18 de Dezembro de 1892 no Teatro Mariinski, em São Petersburgo, então capital da Rússia imperial. Devido à sua temática, o ballet é tradicionalmente encenado na época natalícia. Embora a produção original do ballet não tenha sido um sucesso, a partitura de Tchaikovsky tornou-se uma das suas composições mais famosas e O Quebra-nozes desfruta de enorme popularidade desde o final dos anos 60 do séc. XX, sendo agora produzido por numerosas companhias de bailado, principalmente durante a temporada de Natal, especialmente na América do Norte. As principais companhias americanas de bailado geram cerca de 40% de sua receita anual de bilhetes com apresentações da obra. A partitura do ballet tem também sido usada em várias adaptações cinematográficas da história de Hoffmann. Tchaikovsky extraiu ainda do ballet uma suite, com três andamentos e a duração de 20 minutos, que teve enorme sucesso. Na sequência do êxito do ballet A Bela Adormecida, também com música de Tchaikovsky, em 1890, Ivan Vsevolozhsky, director dos Teatros Imperiais Russos, encomendou ao compositor um programa duplo constituído por uma ópera e um ballet. A ópera viria a ser Iolanta. Para o ballet, Tchaikovsky iria trabalhar em conjunto com Marius Petipa, com quem tinha colaborado em A Bela Adormecida. O material que Petipa escolheu baseia-se na versão de Alexandre Dumas, intitulada “A História de um Quebra-nozes”, do conto infantil O Quebra-nozes e o Rei dos Ratos de E. T. A. Hoffmann. A trama da história de Hoffmann (e adaptação de Dumas) foi grandemente simplificada para o ballet de dois actos. Petipa deu instruções extremamente detalhadas para a composição de cada número, ao pormenor do andamento e do número de compassos, mas adoeceu antes dos ensaios, o que fez com que Ivanov, seu assistente, tivesse um papel mais decisivo na coreografia. Ivanov terá realçado as cenas do reino do açúcar no segundo acto. Criando um nó de ansiedade e antecipação do futuro, conduziu o conteúdo lírico da música como uma história acerca do destino das personagens e uma reflexão poética sobre o espírito natalício. A conclusão da obra foi interrompida por algum tempo quando Tchaikovsky visitou os EUA durante 25 dias para dirigir os concertos de abertura do Carnegie Hall, em Nova Iorque. Também compôs partes da obra em Rouen, em França. Trata-se de uma história em que a fantasia e a magia, típicas do romantismo, contam as aventuras de um quebra-nozes de aparência humana, vestido de soldado, mas que tem as pernas e a cabeça de tamanho desmesurado. No Acto 1, é véspera de Natal e a família Stahlbaum está-se a preparar para a festa anual. Os pequenos Clara e Fritz aguardam ansiosamente a chegada da sua família e amigos. À medida que os convidados começam a aparecer, a festa ganha vida com muita dança e a excitação aumenta. Chega um convidado misterioso que, com o seu fato escuro, assusta Fritz, mas não Clara, que sabe que é o padrinho Drosselmeyer, fabricante de brinquedos. A festa prossegue, mas é novamente interrompida quando Drosselmeyer revela às crianças que lhes trouxe presentes. As raparigas recebem bonecas de porcelana e os rapazes cornetas. Fritz recebe um bonito tambor, mas Clara recebe o melhor presente de todos, um quebra-nozes. Fritz fica com ciúmes e arranca-lhe o boneco de madeira das mãos, atirando-o para os outros rapazes, acabando por se partir. As lágrimas de Clara só secam quando o seu tio conserta o boneco, com um gesto de magia. A festa termina e Clara deixa o seu Quebra-nozes ao lado da árvore de Natal antes de ir para a cama numa cama improvisada, mas acaba por adormecer debaixo da árvore com ele nos braços. Sem ser visto, Drosselmeyer permanece para trás e lança a sua magia… Ao bater da meia-noite, Clara acorda e depara-se com um cenário assustador. A sala e os brinquedos parecem ter crescido; será que ela está a encolher? Do nada surgem grandes ratos fardados de soldados, liderados pelo Rei Rato, que começam a cercar a sala enquanto os brinquedos e a árvore de Natal ganham vida. O Quebra-nozes, que também ganhou vida, reúne a sua infantaria e cavalaria de brinquedo. Uma grande batalha acontece. Quando o Rei Rato está prestes a dominar e a vencer o Quebra-Nozes, Clara distrai-o, atirando-lhe a sua pantufa e atingindo-o em cheio na cabeça, permitindo assim que o Quebra-nozes desfira o golpe vencedor. Os exército de ratos retira rapidamente o seu rei do campo de batalha. Carla, dominada pelo momento, cai na cama que tinha sido do Quebra-nozes. Então, a cama transforma-se num trenó mágico. Mais uma vez Drosselmeyer invoca a sua magia e o Quebra-Nozes transforma-se num belo príncipe, que sobe para o trenó e, flutuando cada vez mais alto, os conduz através de uma floresta coberta de neve, onde os flocos de neve se transformam em donzelas dançantes. Após a viagem pela floresta de neve, Clara e o príncipe chegam ao seu destino, o maravilhoso Reino dos Doces, iniciando-se o Acto 2. Clara e o Príncipe são recebidos pela Fada Açucarada a quem Clara conta a história da batalha. Em homenagem à bravura de Clara e ao heroísmo do Quebra-nozes, a Fada dá uma grande festa no Castelo dos Doces. Todos dançam em sua homenagem – lindas princesas árabes, cossacos russos, bailarinos franceses e até flores exóticas. Clara começa logo a dançar e só pára para testemunhar a mais bela de todas as danças, pela Fada Açucarada e o seu Cavaleiro. As danças terminam e todos se vêm despedir do príncipe e de Clara. Clara acorda na manhã seguinte debaixo da árvore de Natal com o quebra-nozes de madeira ainda nos braços. Poderá tudo não ter passado de apenas um sonho? Ou foi a magia do Natal? Sugestão de audição: The Nutcracker (Complete ballet) Berliner Philharmoniker, Semyon Bychkov – Decca, 1987
Coreia do Norte | Kim Jong-un pede medidas para consolidar segurança Hoje Macau - 31 Dez 2019 A soberania e segurança da Coreia do Norte estiveram entre os tópicos principais das reuniões do comité central do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Kim Jong-un pretende consolidar o país em termos securitários, em plenas negociações sobre a desnuclearização da península coreana [dropcap]O[/dropcap] líder da Coreia do Norte pediu medidas para consolidar “a soberania e a segurança” do país, numa reunião partidária que pode ser decisiva para o diálogo sobre desnuclearização com os Estados Unidos, foi ontem anunciado. Kim Jong-un, que presidiu, no domingo, ao segundo dia de trabalhos do comité central do partido único, “destacou a necessidade de serem adoptadas medidas positivas e ofensivas para consolidar por completo a soberania e a segurança do país, com base nas exigências da situação actual”, indicou a agência de notícias estatal norte-coreana. A KCNA não especificou as medidas exigidas por Kim na segunda sessão da reunião do Partido dos Trabalhadores, dominada por questões económicas. A agência oficial acrescentou que a “reunião continua”, o que sugeriu que o plenário, iniciado no sábado, iria avançar para um terceiro dia. No início do mês, o regime anunciou a reunião para a segunda quinzena de Dezembro, para decidir sobre “assuntos cruciais”. O anúncio gerou grandes expectativas quanto à possibilidade de ser definida, durante a assembleia, uma mudança na estratégia diplomática com os Estados Unidos, num momento em que o diálogo sobre desnuclearização se encontra suspenso. Época festiva A reunião chega também pouco antes do prazo proposto por Pyongyang (até o final do ano) para Washington apresentar uma nova oferta na negociação e dias antes de Kim Jong-un fazer o tradicional discurso de Ano Novo, o qual poderá dar pistas sobre a posição a adoptar pelo regime. Recentemente, a Coreia do Norte sugeriu que os Estados Unidos poderiam receber um “presente de Natal” se não se aproximarem das exigências, com o Pentágono a reforçar a vigilância aérea sobre a península coreana perante a possibilidade de o exército norte-coreano lançar um míssil. O diálogo sobre o desarmamento não progrediu desde a cimeira de Fevereiro em Hanói, na qual Washington considerou insuficiente a oferta de Pyongyang em relação ao desmantelamento dos activos nucleares, o que levou a uma recusa de suspensão das sanções económicas norte-americanas.
Coreia do Norte | Kim Jong-un pede medidas para consolidar segurança Hoje Macau - 31 Dez 2019 A soberania e segurança da Coreia do Norte estiveram entre os tópicos principais das reuniões do comité central do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Kim Jong-un pretende consolidar o país em termos securitários, em plenas negociações sobre a desnuclearização da península coreana [dropcap]O[/dropcap] líder da Coreia do Norte pediu medidas para consolidar “a soberania e a segurança” do país, numa reunião partidária que pode ser decisiva para o diálogo sobre desnuclearização com os Estados Unidos, foi ontem anunciado. Kim Jong-un, que presidiu, no domingo, ao segundo dia de trabalhos do comité central do partido único, “destacou a necessidade de serem adoptadas medidas positivas e ofensivas para consolidar por completo a soberania e a segurança do país, com base nas exigências da situação actual”, indicou a agência de notícias estatal norte-coreana. A KCNA não especificou as medidas exigidas por Kim na segunda sessão da reunião do Partido dos Trabalhadores, dominada por questões económicas. A agência oficial acrescentou que a “reunião continua”, o que sugeriu que o plenário, iniciado no sábado, iria avançar para um terceiro dia. No início do mês, o regime anunciou a reunião para a segunda quinzena de Dezembro, para decidir sobre “assuntos cruciais”. O anúncio gerou grandes expectativas quanto à possibilidade de ser definida, durante a assembleia, uma mudança na estratégia diplomática com os Estados Unidos, num momento em que o diálogo sobre desnuclearização se encontra suspenso. Época festiva A reunião chega também pouco antes do prazo proposto por Pyongyang (até o final do ano) para Washington apresentar uma nova oferta na negociação e dias antes de Kim Jong-un fazer o tradicional discurso de Ano Novo, o qual poderá dar pistas sobre a posição a adoptar pelo regime. Recentemente, a Coreia do Norte sugeriu que os Estados Unidos poderiam receber um “presente de Natal” se não se aproximarem das exigências, com o Pentágono a reforçar a vigilância aérea sobre a península coreana perante a possibilidade de o exército norte-coreano lançar um míssil. O diálogo sobre o desarmamento não progrediu desde a cimeira de Fevereiro em Hanói, na qual Washington considerou insuficiente a oferta de Pyongyang em relação ao desmantelamento dos activos nucleares, o que levou a uma recusa de suspensão das sanções económicas norte-americanas.
Comércio | Um dos maiores cargueiros vai transportar minério do Brasil Hoje Macau - 31 Dez 2019 Um armador japonês construiu um dos maiores cargueiros do mundo para transportar minério de ferro brasileiro para a China. O negócio, com a duração de um quarto de século, liga Pequim à maior mina de minério de ferro do mundo, situada no sul do estado do Pará [dropcap]O[/dropcap] NSU Carajás, um dos maiores cargueiros do mundo, foi entregue e vai nos próximos 25 anos transportar minério de ferro do Brasil para a China, avançou um armador japonês. Num comunicado agora divulgado, a NS United Kaiun Kaisha, Ltd diz que o NSU Carajás é o primeiro navio de tipo “Valemax”, com capacidade para transportar 400 mil toneladas, a ser construído no Japão e a entrar ao serviço de uma empresa japonesa. O cargueiro, montado pela construtora naval japonesa Japan Marine United Corporation no estaleiro de Ariake, no sul do Japão, passou já com sucesso os testes em mar alto. O NSU Carajás vai ser cedido à mineradora brasileira Vale S.A., a maior produtora mundial de minério de ferro, num contrato de 25 anos para o transporte de minério para a China. O contrato foi assinado em 2016 e prevê o transporte de um total de 40 milhões de toneladas de minério do Brasil para a China. O nome do cargueiro vem da maior mina de minério de ferro do mundo, situada na Serra dos Carajás, no estado do Pará, no norte do Brasil. Navegação verde O navio foi desenhado com tecnologia de poupança de energia e amiga do ambiente, acrescenta o armador japonês. O NSU Carajás tem por exemplo um catalisador que elimina o óxido sulfúrico dos gases de escape, já a pensar nos novos limites de emissões da Organização Marítima Internacional, que entram em vigor a 1 de Janeiro, refere o comunicado. A Vale S.A. assinou recentemente vários acordos com portos chineses para a exportação e processamento de minério de ferro de maior qualidade, permitindo às siderúrgicas chinesas produzir uma maior quantidade de aço usando menos carvão, de forma a adaptar-se às várias medidas antipoluição que entraram em vigor na China.
Comércio | Um dos maiores cargueiros vai transportar minério do Brasil Hoje Macau - 31 Dez 2019 Um armador japonês construiu um dos maiores cargueiros do mundo para transportar minério de ferro brasileiro para a China. O negócio, com a duração de um quarto de século, liga Pequim à maior mina de minério de ferro do mundo, situada no sul do estado do Pará [dropcap]O[/dropcap] NSU Carajás, um dos maiores cargueiros do mundo, foi entregue e vai nos próximos 25 anos transportar minério de ferro do Brasil para a China, avançou um armador japonês. Num comunicado agora divulgado, a NS United Kaiun Kaisha, Ltd diz que o NSU Carajás é o primeiro navio de tipo “Valemax”, com capacidade para transportar 400 mil toneladas, a ser construído no Japão e a entrar ao serviço de uma empresa japonesa. O cargueiro, montado pela construtora naval japonesa Japan Marine United Corporation no estaleiro de Ariake, no sul do Japão, passou já com sucesso os testes em mar alto. O NSU Carajás vai ser cedido à mineradora brasileira Vale S.A., a maior produtora mundial de minério de ferro, num contrato de 25 anos para o transporte de minério para a China. O contrato foi assinado em 2016 e prevê o transporte de um total de 40 milhões de toneladas de minério do Brasil para a China. O nome do cargueiro vem da maior mina de minério de ferro do mundo, situada na Serra dos Carajás, no estado do Pará, no norte do Brasil. Navegação verde O navio foi desenhado com tecnologia de poupança de energia e amiga do ambiente, acrescenta o armador japonês. O NSU Carajás tem por exemplo um catalisador que elimina o óxido sulfúrico dos gases de escape, já a pensar nos novos limites de emissões da Organização Marítima Internacional, que entram em vigor a 1 de Janeiro, refere o comunicado. A Vale S.A. assinou recentemente vários acordos com portos chineses para a exportação e processamento de minério de ferro de maior qualidade, permitindo às siderúrgicas chinesas produzir uma maior quantidade de aço usando menos carvão, de forma a adaptar-se às várias medidas antipoluição que entraram em vigor na China.
Exposição de Edgar Martins em Lisboa antes de chegar a Macau Hoje Macau - 31 Dez 2019 [dropcap]“W[/dropcap]hat Photography has in Common with an Empty Vase” (O que a fotografia tem em comum com um vaso vazio) é o nome da mais recente exposição do fotógrafo Edgar Martins, que tem raízes em Macau e ganhou inúmeros prémios internacionais. A mostra estará patente na Galeria Filomena Soares, em Lisboa, até ao dia 11 de Janeiro, e revela o resultado de um “trabalho multifacetado” desenvolvido a partir de uma colaboração com a Grain Projects e a HM Prison Birmingham (a maior prisão de categoria B na região de Midlands, Reino Unido), com os seus presos e respectivas famílias, bem como uma miríade de outras organizações e indivíduos locais. De acordo com um comunicado, Edgar Martins faz “uso do contexto social da encarceração como ponto de partida e explora o conceito filosófico de ausência e aborda uma consideração mais ampla do posicionamento da fotografia, quando se cruzam questões de visibilidade, ética, estética e documentação”. Neste sentido, “ao dar voz aos reclusos e às suas famílias e ao abordar a prisão como um conjunto de relações sociais, e não como um mero espaço físico, o trabalho de Martins propõe repensar e combater o tipo de imagem normalmente associada à encarceração”. “What Photography has in Common with an Empty Vase” pretende evitar “intencionalmente imagens cujo único objectivo, argumenta Martins, é confirmar as opiniões defendidas pela ideologia dominante sobre crime e punição: violência, drogas, criminalidade, raça – uma abordagem que serve apenas para reforçar o acto de fotografar e a fotografia em si como dispositivos apotropaicos”, aponta o mesmo comunicado. Mostra chega a Macau Esta exposição estará patente em Macau no próximo ano, entre os meses de Junho e Setembro, tendo já sido publicado um livro, intitulado “What Photography & Incarceration have in Common with an Empty Vase”. O livro está dividido em três capítulos, que variam entre imagens de arquivo, fotografias feitas durante os três anos de trabalho, que incluem a documentação de objectos simbólicos para os presos, como um par de sapatos de criança ou um maço de cigarros, além de uma reprodução do diário de um recluso escrito especificamente para este projecto. “Estava interessado em explorar todo um conjunto de estratégias e metodologia que fossem para além do documental e que contribuíssem para o debate acerca da ontologia da imagem fotográfica”, explicou este ano o fotógrafo à agência Lusa.
Museu de Macau | Exposição retrata a evolução urbana do território Hoje Macau - 31 Dez 2019 O Museu de Macau recebe, até ao dia 19 de Abril do próximo ano, uma exposição que conta a história do desenvolvimento urbano de Macau desde os meados do século XIX até aos nossos dias. “Uma Pérola do Mar – Exposição Dedicada à Evolução Urbana de Macau” apresenta mais de 100 peças divididas em quatro áreas distintas [dropcap]C[/dropcap]hama-se “Uma Pérola do Mar – Exposição Dedicada à Evolução Urbana de Macau” e é a mais recente exposição promovida pelo Instituto Cultural (IC), e que estará patente no Museu de Macau até ao dia 19 de Abril de 2020. De acordo com um comunicado oficial, a exposição apresenta 101 itens ou peças distribuídas por quatro áreas, intituladas “Mudança Geográfica”, “O Passado e o Presente em Imagens”, “Construção de Infra-estruturas” e “Um Novo Capítulo”. O objectivo é “dar a conhecer aos residentes e turistas as conquistas de Macau em vários domínios nos últimos 20 anos desde a Transferência da Administração e apresentando assim uma nova perspectiva de Macau”. A fim de complementar a exposição, são disponibilizadas uma área educativa e instalações multimédia no interior do Museu, proporcionando aos visitantes uma experiência mais realista e intrigante relativa ao desenvolvimento urbano de Macau, aponta o IC. Evolução constante “Uma Pérola do Mar – Exposição Dedicada à Evolução Urbana de Macau” revela uma história que começou a ser contada a partir de meados do século XIX, altura em que o território começou “a testemunhar um aumento dos seus recursos terrestres através de aterros, o que posteriormente veio a ter um profundo impacto no seu desenvolvimento urbano em geral”. Para o IC, “a integração de diferentes culturas ao longo dos últimos séculos reflectiu-se nas edificações de Macau que foram combinando estilos ocidentais e chineses e o desenvolvimento urbano trouxe novas paisagens”. Depois do desenvolvimento das ilhas de Taipa e Coloane, já no século XX, sem esquecer os projectos da ilha de Hengqin, com a edificação da Universidade de Macau, o território atravessa agora uma nova fase de desenvolvimento com os novos aterros urbanos. “O tecido urbano de Macau tem melhorado com a conclusão de grandes projectos de infra-estruturas. Através de novos cais, pontes, aeroporto, e metro ligeiro, a ligação de Macau às regiões vizinhas e a outros pontos do globo tem vindo a melhorar”, adianta o mesmo comunicado.
Museu de Macau | Exposição retrata a evolução urbana do território Hoje Macau - 31 Dez 2019 O Museu de Macau recebe, até ao dia 19 de Abril do próximo ano, uma exposição que conta a história do desenvolvimento urbano de Macau desde os meados do século XIX até aos nossos dias. “Uma Pérola do Mar – Exposição Dedicada à Evolução Urbana de Macau” apresenta mais de 100 peças divididas em quatro áreas distintas [dropcap]C[/dropcap]hama-se “Uma Pérola do Mar – Exposição Dedicada à Evolução Urbana de Macau” e é a mais recente exposição promovida pelo Instituto Cultural (IC), e que estará patente no Museu de Macau até ao dia 19 de Abril de 2020. De acordo com um comunicado oficial, a exposição apresenta 101 itens ou peças distribuídas por quatro áreas, intituladas “Mudança Geográfica”, “O Passado e o Presente em Imagens”, “Construção de Infra-estruturas” e “Um Novo Capítulo”. O objectivo é “dar a conhecer aos residentes e turistas as conquistas de Macau em vários domínios nos últimos 20 anos desde a Transferência da Administração e apresentando assim uma nova perspectiva de Macau”. A fim de complementar a exposição, são disponibilizadas uma área educativa e instalações multimédia no interior do Museu, proporcionando aos visitantes uma experiência mais realista e intrigante relativa ao desenvolvimento urbano de Macau, aponta o IC. Evolução constante “Uma Pérola do Mar – Exposição Dedicada à Evolução Urbana de Macau” revela uma história que começou a ser contada a partir de meados do século XIX, altura em que o território começou “a testemunhar um aumento dos seus recursos terrestres através de aterros, o que posteriormente veio a ter um profundo impacto no seu desenvolvimento urbano em geral”. Para o IC, “a integração de diferentes culturas ao longo dos últimos séculos reflectiu-se nas edificações de Macau que foram combinando estilos ocidentais e chineses e o desenvolvimento urbano trouxe novas paisagens”. Depois do desenvolvimento das ilhas de Taipa e Coloane, já no século XX, sem esquecer os projectos da ilha de Hengqin, com a edificação da Universidade de Macau, o território atravessa agora uma nova fase de desenvolvimento com os novos aterros urbanos. “O tecido urbano de Macau tem melhorado com a conclusão de grandes projectos de infra-estruturas. Através de novos cais, pontes, aeroporto, e metro ligeiro, a ligação de Macau às regiões vizinhas e a outros pontos do globo tem vindo a melhorar”, adianta o mesmo comunicado.
Gripe | Menos de metade das crianças até aos três anos não foram vacinadas Pedro Arede - 31 Dez 2019 Os Serviços de Saúde apelaram uma vez mais à vacinação e afirmam que a situação da gripe este ano é menos grave do que em anos anteriores. No entanto, o pico de contágio da doença deverá acontecer em Janeiro, por altura do Ano Novo Chinês [dropcap]O[/dropcap]s Serviços de Saúde (SS) estimam que o pico da gripe aconteça no final de Janeiro, durante o período do Ano Novo Chinês e apelam por isso à vacinação da população em tempo útil. O anúncio aconteceu ontem por ocasião da apresentação das situações epidémicas em Macau e contou com a exposição de Leong Iek Hou, coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas, que recordou que a região já entrou na época da gripe. “Macau já entrou na época da gripe e estima-se que vá atingir um pico por volta do Ano Novo Chinês, mas outros vírus ainda estão muito activos como a varicela e a escarlatina. Nas regiões vizinhas a situação de febre do dengue, sarampo e pólio é muito grave, por isso os cidadãos devem estar atentos”, alertou a responsável. Leong Iek Hou revelou ainda que desde 30 de Setembro e até 29 de Dezembro, foram detectados 10 casos graves de gripe com pneumonia associada, sendo que destes, apenas uma pessoa tinha sido vacinada. Ainda assim a responsável avançou que, das 190 mil doses de vacina contra a gripe adquiridas pelo Governo, tinham sido ministradas, desde 30 de Setembro, cerca de 128 mil doses, traduzindo-se num aumento de 10 por cento relativamente ao mesmo período do ano passado. Além do apelo à população para que os residentes “sejam vacinados o mais rapidamente possível”, pois para ser eficaz a vacinação deve ser efectuada com duas a três semanas de antecedência, os SS apelaram ainda à higiene pessoal, à boa ventilação do ar. As autoridades aconselham ainda que sejam tomadas medidas preventivas contra picadas de mosquitos, caso os residentes se dirijam para outras regiões do sudeste asiático e ainda, que evitem levar crianças em viagem para esses locais ou para outros lugares turísticos. Balanço optimista No balanço das situações epidémicas feito ontem pelos SS, foi também revelado que entre as crianças até aos três anos, apenas menos de metade (48,5 por cento) tinham sido vacinadas contra a gripe. No entanto, para a coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas, o número até mostra ser elevado tendo em conta os anos anteriores e a comparação com as regiões vizinhas. “Este ano a vacinação é mais alta, porque nos anos anteriores os pais tinham de levar as suas crianças aos centros de saúde, mas este ano enviámos pessoal para as creches e por isso a taxa de vacinação é mais alta”, explicou Leong Iek Hou. Os Serviços de Saúde, fizeram ainda o ponto de situação de outras doenças epidémicas como o sarampo, tendo havido registo, até agora, de 36 casos no total, sendo que destes 18 são importados de países como a China, Malásia, Tailândia, Japão, Nepal, Suíça e Reino Unido. Quanto à varicela, os SS avançaram que a situação “está controlada”, acrescentado ainda que o número de casos de escarlatina “tem vindo a diminuir gradualmente” e que este ano foram importados 27 casos de dengue.
Gripe | Menos de metade das crianças até aos três anos não foram vacinadas Pedro Arede - 31 Dez 2019 Os Serviços de Saúde apelaram uma vez mais à vacinação e afirmam que a situação da gripe este ano é menos grave do que em anos anteriores. No entanto, o pico de contágio da doença deverá acontecer em Janeiro, por altura do Ano Novo Chinês [dropcap]O[/dropcap]s Serviços de Saúde (SS) estimam que o pico da gripe aconteça no final de Janeiro, durante o período do Ano Novo Chinês e apelam por isso à vacinação da população em tempo útil. O anúncio aconteceu ontem por ocasião da apresentação das situações epidémicas em Macau e contou com a exposição de Leong Iek Hou, coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas, que recordou que a região já entrou na época da gripe. “Macau já entrou na época da gripe e estima-se que vá atingir um pico por volta do Ano Novo Chinês, mas outros vírus ainda estão muito activos como a varicela e a escarlatina. Nas regiões vizinhas a situação de febre do dengue, sarampo e pólio é muito grave, por isso os cidadãos devem estar atentos”, alertou a responsável. Leong Iek Hou revelou ainda que desde 30 de Setembro e até 29 de Dezembro, foram detectados 10 casos graves de gripe com pneumonia associada, sendo que destes, apenas uma pessoa tinha sido vacinada. Ainda assim a responsável avançou que, das 190 mil doses de vacina contra a gripe adquiridas pelo Governo, tinham sido ministradas, desde 30 de Setembro, cerca de 128 mil doses, traduzindo-se num aumento de 10 por cento relativamente ao mesmo período do ano passado. Além do apelo à população para que os residentes “sejam vacinados o mais rapidamente possível”, pois para ser eficaz a vacinação deve ser efectuada com duas a três semanas de antecedência, os SS apelaram ainda à higiene pessoal, à boa ventilação do ar. As autoridades aconselham ainda que sejam tomadas medidas preventivas contra picadas de mosquitos, caso os residentes se dirijam para outras regiões do sudeste asiático e ainda, que evitem levar crianças em viagem para esses locais ou para outros lugares turísticos. Balanço optimista No balanço das situações epidémicas feito ontem pelos SS, foi também revelado que entre as crianças até aos três anos, apenas menos de metade (48,5 por cento) tinham sido vacinadas contra a gripe. No entanto, para a coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas, o número até mostra ser elevado tendo em conta os anos anteriores e a comparação com as regiões vizinhas. “Este ano a vacinação é mais alta, porque nos anos anteriores os pais tinham de levar as suas crianças aos centros de saúde, mas este ano enviámos pessoal para as creches e por isso a taxa de vacinação é mais alta”, explicou Leong Iek Hou. Os Serviços de Saúde, fizeram ainda o ponto de situação de outras doenças epidémicas como o sarampo, tendo havido registo, até agora, de 36 casos no total, sendo que destes 18 são importados de países como a China, Malásia, Tailândia, Japão, Nepal, Suíça e Reino Unido. Quanto à varicela, os SS avançaram que a situação “está controlada”, acrescentado ainda que o número de casos de escarlatina “tem vindo a diminuir gradualmente” e que este ano foram importados 27 casos de dengue.
Grande Baía pouco atractiva para os jovens de Macau, diz estudo Inam Ng e Pedro Arede - 31 Dez 2019 [dropcap]U[/dropcap]m estudo intitulado “Ouvir as vozes dos jovens”, financiado pela Fundação Macau e organizado pela Associação dos Jovens de Macau oriundos de Jiangmen revelou que entre os jovens de Macau existe pouca vontade de desenvolver a sua carreia profissional numa das 11 cidades da Grande Baía. Numa escala de 0 a 10, em que 10 representa uma probabilidade elevada de vir a desenvolver uma carreia profissional numa das cidades da região, os resultados revelaram que em termos numéricos, em média, a vontade dos jovens de Macau em partir para a Grande Baía situa-se num valor bastante baixo: 2,3. Segundo o mesmo estudo citado pelo jornal do Cidadão, a pouca vontade de trabalhar na Grande Baía deve-se sobretudo ao facto de os jovens considerarem que em Macau existem melhores oportunidades profissionais do que noutras cidades incluídas no projecto regional. Além disso, segundo os 602 inquéritos efectuados por ocasião do mesmo estudo, comparativamente com os jovens do Continente, os de Macau consideram-se mais competentes em termos de visão global e de adaptação multicultural, mas menos competentes em termos linguísticos, de análise de dados e capacidade de aprendizagem. Cerca de 30 por cento de entrevistados consideraram ainda que a competitividade profissional, a falta de amigos e a separação familiar são as principais causas que servem de impedimento para trabalhar na Grande Baía. Mais oportunidades Em relação à forma mais eficaz de promover a vontade de entrar no mercado de trabalho da Grande Baía, mais de 47 por cento dos entrevistados apontaram “mais oportunidades de fazer estágios”. Por outro lado, mais de 30 por cento dos jovens consideraram que a “facilidade de contrair empréstimos” e o “recrutamento por parte de empresas da Grande Baía” seriam alguns dos principais incentivos. Quanto às cidades de eleição na região, mais de 40 por cento dos jovens de Macau elegem Cantão e Zhuhai, ao passo que mais de 30 por cento escolhem Hong Kong e Shenzhen.
Concessão da Cinemateca Paixão prolongada por mais seis meses Andreia Sofia Silva - 31 Dez 201926 Fev 2020 Mok Ian Ian, presidente do Instituto Cultural, disse ontem que em Janeiro deverá ser aberto um novo concurso público para a gestão da Cinemateca Paixão. Mas, para já, a actual concessionária, Associação Audiovisual Cut, vê o contrato ser prolongado por mais seis meses [dropcap]O[/dropcap] Instituto Cultural (IC) emitiu ontem um comunicado a referir que “iniciará o concurso público sobre a prestação de serviço de exploração da Cinemateca Paixão o mais rápido possível, a fim de fornecer ao público um serviço cultural de qualidade”. Em declarações reproduzidas pela TDM Rádio Macau, Mok Ian Ian, presidente do IC, assegurou que o concurso público para uma nova concessão poderá ser aberto ainda antes do Ano Novo Chinês. Para já, é certo que a Associação Audiovisual Cut, concessionária desde a abertura da Cinemateca, pode continuar com o seu trabalho, uma vez que o contrato será renovado a curto prazo. “Em resposta às recentes opiniões e necessidades do sector cinematográfico e do público sobre a Cinemateca Paixão, o IC prolonga o serviço de exploração da empresa actual por um período de seis meses, de acordo com os procedimentos administrativos”, lê-se. No que diz respeito às obras de manutenção do espaço onde funciona a Cinemateca, os trabalhos começarão a ser feitos já a partir de Fevereiro do próximo ano. “Serão realizadas as inspecções e manutenção de pequenas dimensões da Cinemateca por fases, prevendo-se que as restantes obras sejam realizadas entre Junho e Agosto”, explica o IC. Infiltrações por resolver As obras de reparação e manutenção de que a Cinemateca Paixão será alvo devem-se, afinal, às infiltrações ocorridas devido às fortes chuvadas de Junho de 2019. “Nos últimos meses têm ocorrido falhas mais frequentes, incluindo falhas de flash do projector e desconexão frequente entre o projector e o servidor. Depois de várias reparações, o problema não foi ainda resolvido completamente.” Além disso, “as infiltrações de água no edifício causaram também a descamação de argamassa das paredes”. Todos os trabalhos de reparação serão feitos em três fases. As obras terão início apenas em Fevereiro devido ao facto de a produção do espectáculo “A Dupla Cinematográfica”, integrado no cartaz do 19º Festival Fringe, decorrer na Cinemateca. O IC pretende, além das obras, e “tendo em conta a evolução da indústria cinematográfica nos últimos anos, proceder à revisão do conteúdo do serviço para garantir que a Cinemateca ofereça ao público uma qualidade ainda melhor das instalações de projecção de filmes no futuro”. Cortar nas despesas Ontem a presidente do IC disse ainda à TDM Rádio Macau que a nova secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, “deu instruções” para controlar os custos. “Temos de ter muito mais cuidado com cada despesa. Nós vamos fazer uma revisão das despesas. Temos tido uma atitude de reajustamento das despesas”, frisou Mok Ian Ian. A responsável admitiu, porém, que para já não existe um “plano especial para cortar na programação”.
Porto Interior | Passagem marítima com ligação a Zhuhai reabre a dia 23 Andreia Sofia Silva e Pedro Arede - 31 Dez 2019 A passagem marítima entre a zona do Porto Interior e Wanzai, em Zhuhai, recomeça a operar oficialmente no dia 23 de Janeiro, foi ontem anunciado. As autoridades estimam um aumento da frequência de barcos de 34 para 110 por dia, com um horário de funcionamento entre as 7h e as 22h [dropcap]E[/dropcap]stão praticamente concluídos os trabalhos que vão permitir a reabertura da passagem marítima entre o terminal marítimo do Porto Interior e a passagem alfandegária de Wanzai (ilha da Lapa) em Zhuhai já no dia 23 de Janeiro. O Governo promoveu ontem uma conferência de imprensa onde explicou os detalhes de funcionamento deste novo serviço. Será possível apanhar barco neste posto alfandegário entre as 7h e as 22h, com as autoridades a prever a operacionalização diária de 110 rotas de barcos, um aumento três vezes superior face às 34 rotas em funcionamento antes de 2016. Susana Wong, directora dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA), acrescentou que, ao nível do funcionamento das rotas, haverá um período de descanso menor na hora de almoço. “A frequência das ligações marítimas será de 15 minutos, o que aumentará as ligações marítimas em três vezes mais”, aponta um comunicado. A directora da DSAMA frisou que está ainda a ser analisado o pedido apresentado pela Agência de Transporte de Passageiros Yuet Tung para a operacionalização dos barcos. Susana Wong explicou também que “em breve será efectuada uma análise à segurança dos barcos e o seu funcionamento, incluindo os equipamentos de salva vidas e contra-fogo, de forma a assegurar as condições adequadas”. No que diz respeito ao preço dos bilhetes foram fixados preços baixos. Um bilhete simples de Macau para Wanzai será de 20 patacas, enquanto que um bilhete de ida e volta terá o preço de 30 patacas. Já um bilhete normal de Wanzai para Macau custará 15 renmimbis, enquanto que um bilhete de ida e volta terá um custo de 25 renmimbis. Encerrado em Janeiro de 2016, esta passagem marítima funcionava apenas entre as 8h e 16h, com uma afluência anual de passageiros a rondar as 700 mil pessoas. Desta vez, o terminal passa a funcionar por um maior período de tempo, 15 horas diárias, estando prevista a passagem de 50 mil pessoas por dia. “São quatro frequências por hora e o maior barco suporta cerca de 280 passageiros. Com o modelo automático de passageiros podemos suportar estes números”, disse Lao Ian Seong, segunda-comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Rápidas formalidades André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, adiantou que a abertura da travessia marítima corresponde aos desígnios do Governo Central. Citado pelo mesmo comunicado oficial, o governante disse que “estas medidas facilitam as deslocações da população local a Zhuhai, numa passagem alfandegária em condições mais confortáveis que pretendem não só promover a interacção entre as pessoas e a economia dos dois territórios, mas também concretizar uma das exigências do Presidente Xi Jinping, no que diz respeito ao reforço da cooperação entre Guangdong e Macau”. Lao Ian Seong adiantou que tanto os balcões de controlo de documentos nas zonas de partidas e chegadas de passageiros poderão receber, por hora, 3840 passageiros. Tal “demonstra um grande aumento da capacidade de passagem alfandegária em comparação com o passado”, disse a responsável. Já Lo Seng Chi, responsável da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), alertou para o facto de o trânsito na zona do Porto Interior poder vir a sofrer grandes alterações. “Com o aumento da frequência das ligações marítimas, após a abertura da nova passagem, haverá um incremento do fluxo de passageiros, pelo que as estações de autocarros e a zona destinada à tomada e largada de passageiros serão reajustadas”, frisou. Ainda assim, Lo Seng Chi considerou que a estação de táxis existente será mais um factor que poderá facilitar o transporte de pessoas.
Porto Interior | Passagem marítima com ligação a Zhuhai reabre a dia 23 Andreia Sofia Silva e Pedro Arede - 31 Dez 2019 A passagem marítima entre a zona do Porto Interior e Wanzai, em Zhuhai, recomeça a operar oficialmente no dia 23 de Janeiro, foi ontem anunciado. As autoridades estimam um aumento da frequência de barcos de 34 para 110 por dia, com um horário de funcionamento entre as 7h e as 22h [dropcap]E[/dropcap]stão praticamente concluídos os trabalhos que vão permitir a reabertura da passagem marítima entre o terminal marítimo do Porto Interior e a passagem alfandegária de Wanzai (ilha da Lapa) em Zhuhai já no dia 23 de Janeiro. O Governo promoveu ontem uma conferência de imprensa onde explicou os detalhes de funcionamento deste novo serviço. Será possível apanhar barco neste posto alfandegário entre as 7h e as 22h, com as autoridades a prever a operacionalização diária de 110 rotas de barcos, um aumento três vezes superior face às 34 rotas em funcionamento antes de 2016. Susana Wong, directora dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA), acrescentou que, ao nível do funcionamento das rotas, haverá um período de descanso menor na hora de almoço. “A frequência das ligações marítimas será de 15 minutos, o que aumentará as ligações marítimas em três vezes mais”, aponta um comunicado. A directora da DSAMA frisou que está ainda a ser analisado o pedido apresentado pela Agência de Transporte de Passageiros Yuet Tung para a operacionalização dos barcos. Susana Wong explicou também que “em breve será efectuada uma análise à segurança dos barcos e o seu funcionamento, incluindo os equipamentos de salva vidas e contra-fogo, de forma a assegurar as condições adequadas”. No que diz respeito ao preço dos bilhetes foram fixados preços baixos. Um bilhete simples de Macau para Wanzai será de 20 patacas, enquanto que um bilhete de ida e volta terá o preço de 30 patacas. Já um bilhete normal de Wanzai para Macau custará 15 renmimbis, enquanto que um bilhete de ida e volta terá um custo de 25 renmimbis. Encerrado em Janeiro de 2016, esta passagem marítima funcionava apenas entre as 8h e 16h, com uma afluência anual de passageiros a rondar as 700 mil pessoas. Desta vez, o terminal passa a funcionar por um maior período de tempo, 15 horas diárias, estando prevista a passagem de 50 mil pessoas por dia. “São quatro frequências por hora e o maior barco suporta cerca de 280 passageiros. Com o modelo automático de passageiros podemos suportar estes números”, disse Lao Ian Seong, segunda-comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Rápidas formalidades André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, adiantou que a abertura da travessia marítima corresponde aos desígnios do Governo Central. Citado pelo mesmo comunicado oficial, o governante disse que “estas medidas facilitam as deslocações da população local a Zhuhai, numa passagem alfandegária em condições mais confortáveis que pretendem não só promover a interacção entre as pessoas e a economia dos dois territórios, mas também concretizar uma das exigências do Presidente Xi Jinping, no que diz respeito ao reforço da cooperação entre Guangdong e Macau”. Lao Ian Seong adiantou que tanto os balcões de controlo de documentos nas zonas de partidas e chegadas de passageiros poderão receber, por hora, 3840 passageiros. Tal “demonstra um grande aumento da capacidade de passagem alfandegária em comparação com o passado”, disse a responsável. Já Lo Seng Chi, responsável da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), alertou para o facto de o trânsito na zona do Porto Interior poder vir a sofrer grandes alterações. “Com o aumento da frequência das ligações marítimas, após a abertura da nova passagem, haverá um incremento do fluxo de passageiros, pelo que as estações de autocarros e a zona destinada à tomada e largada de passageiros serão reajustadas”, frisou. Ainda assim, Lo Seng Chi considerou que a estação de táxis existente será mais um factor que poderá facilitar o transporte de pessoas.
Livros sobre governação de Xi Jinping distribuídos em Macau Hoje Macau - 31 Dez 2019 [dropcap]F[/dropcap]oi ontem lançada em Macau a edição, em chinês tradicional, dos dois volumes do livro “A Governança da China”, de Xi Jinping. De acordo com a TDM Rádio Macau, coube à Associação Zhi Gong a iniciativa de trazer as obras para o território. Ip Sio Man, presidente da associação, disse que serão distribuídas entre 20 a 30 mil cópias. “O livro já existia em caracteres simplificados, mas a partir de hoje [ontem] oferecemos em chinês tradicional”, destacou. Para o responsável, o facto de estas obras estarem à venda em Macau permite à população “um conhecimento sobre as directivas e o pensamento do Presidente Xi sobre a organização e administração do nosso país”. Também a Associação dos Advogados de Macau (AAM) vai distribuir a obra do Presidente chinês. Paulino Comandante, secretário-geral, disse à TDM Rádio Macau que a AAM vai apenas colocar à disposição dos sócios as cópias que receber, afastando qualquer conotação política. “É bom para aprendermos (…). Devemos fazer um esclarecimento: a associação em si não actua politicamente. Mas aprendermos o que está aqui [no livro] e a política de Xi, como advogado e cidadão, não vejo qualquer conflito”, distingue.
CCAC | Novos adjuntos e chefe de gabinete tomam posse Hoje Macau - 31 Dez 2019 [dropcap]O[/dropcap]s adjuntos Ao Ieong Seong e Lam Chi Long e ainda o Chefe do Gabinete do Comissário contra a Corrupção, Chan In Chio, tomaram posse no passado dia 27 de Dezembro como novos membros do Comissariado contra a Corrupção (CCAC). A cerimónia foi presidida pelo Comissário contra a Corrupção, Chan Tsz King, que referiu esperar que o pessoal do CCAC continue a desempenhar fielmente as suas funções e que exista uma boa coordenação e cooperação entre todos para que os trabalhos do organismo sejam bem-sucedidos. As informações foram divulgadas através de um comunicado oficial enviado pelo CCAC, que refere ainda que a nova ajunta Ao Ieong Seong, passando a ser ao mesmo tempo Directora dos Serviços contra a Corrupção, desempenhava anteriormente funções de Delegada do Procurador no Ministério Público desde Setembro de 2013. Já Lam Chi Long, tem desempenhado funções como Adjunto do Comissário contra a Corrupção e Director dos Serviços de Provedoria de Justiça desde o quarto Governo da RAEM.
CCAC | Novos adjuntos e chefe de gabinete tomam posse Hoje Macau - 31 Dez 2019 [dropcap]O[/dropcap]s adjuntos Ao Ieong Seong e Lam Chi Long e ainda o Chefe do Gabinete do Comissário contra a Corrupção, Chan In Chio, tomaram posse no passado dia 27 de Dezembro como novos membros do Comissariado contra a Corrupção (CCAC). A cerimónia foi presidida pelo Comissário contra a Corrupção, Chan Tsz King, que referiu esperar que o pessoal do CCAC continue a desempenhar fielmente as suas funções e que exista uma boa coordenação e cooperação entre todos para que os trabalhos do organismo sejam bem-sucedidos. As informações foram divulgadas através de um comunicado oficial enviado pelo CCAC, que refere ainda que a nova ajunta Ao Ieong Seong, passando a ser ao mesmo tempo Directora dos Serviços contra a Corrupção, desempenhava anteriormente funções de Delegada do Procurador no Ministério Público desde Setembro de 2013. Já Lam Chi Long, tem desempenhado funções como Adjunto do Comissário contra a Corrupção e Director dos Serviços de Provedoria de Justiça desde o quarto Governo da RAEM.
Metro Ligeiro | Transporte vai continuar a ser gratuito até ao fim de Janeiro Andreia Sofia Silva, Pedro Arede e Inam Ng - 31 Dez 2019 André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, assegurou que o período experimental de funcionamento do Metro Ligeiro será alargado até ao dia 31 de Janeiro, o que implica que as viagens vão continuar a ser grátis. Face às avarias ocorridas, o governante exige respostas rápidas e acção da empresa gestora para garantir a segurança dos passageiros [dropcap]A[/dropcap] ocorrência de uma terceira avaria do Metro Ligeiro no espaço de um mês levou ontem o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, a prestar explicações. O governante adiantou também que as viagens no Metro Ligeiro vão continuar a ser grátis até 31 de Janeiro. Sobre as avarias, André Cheong pediu respostas rápidas à empresa gestora de forma a garantir, em primeiro lugar, a segurança dos utilizadores. “Face a essa situação e aos transtornos causados à população pedimos desculpas. Temos de, em primeiro lugar, assegurar a segurança dos passageiros. Exigimos que a companhia responsável inicie já uma análise sobre a situação e possa apresentar uma proposta de resolução. O objectivo é constatar um problema de funcionamento e resolvê-lo de imediato. Se descobrirmos que se trata de uma falha mecânica ou de gestão, veremos quais são as medidas a serem adoptadas de forma atempada.” Apesar dos alertas, André Cheong desvalorizou a ocorrência de avarias. “O Metro Ligeiro é uma novidade em Macau e todos sabemos que, mesmo a nível internacional, sempre que este tipo de transporte funciona pela primeira vez há sempre pequenos entraves e problemas que podem surgir. É um complexo sistema de transporte e carecemos de tempo para a sua articulação.” Exigidas explicações As sucessivas avarias do sistema de Metro Ligeiro levaram, entretanto, o deputado Lei Chan U a interpelar o Governo sobre o assunto. O legislador ligado aos Operários questiona as causas dos incidentes e os resultados do sistema de contingência do Metro Ligeiro. Lei Chan U pretende também saber se o relatório de análise às avarias será tornado público. Ng Chio Wai, membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Ilhas e membro da direcção da associação Aliança do Povo de Instituição de Macau defendeu, citado pelo Jornal do Cidadão, que tanto o Governo como a empresa gestora do Metro Ligeiro devem explicações ao público. O responsável disse ainda que é importante a criação de um sistema de contingência e de fiscalização. Ng Chio Wai alertou para o facto de a ocorrência de três avarias ter prejudicado a imagem do sistema de transporte e argumentou que a abertura do Metro Ligeiro aconteceu para cumprir compromissos políticos. Entretanto, o Corpo de Bombeiros, através do seu comandante, Leong Iok Sam, esclareceu as razões pelas quais não foram prestados esclarecimentos aos meios de comunicação social aquando da terceira avaria do Metro Ligeiro. “Os nossos funcionários têm estado ocupados e por isso não conseguimos atender as chamadas. Mas vamos continuar a melhorar os nossos serviços”, disse, citado pelo jornal Cheng Pou.