China / ÁsiaPequim defende acordo no Irão que tenha em conta “preocupações de todas as partes” Hoje Macau - 26 Mai 2026 A China apelou ontem para que “a porta do diálogo” no Médio Oriente não volte a fechar-se e defendeu uma solução negociada que tenha em conta “as preocupações de todas as partes”. Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que “a procura de uma solução através de negociações foi bem acolhida pelos países da região e pela comunidade internacional”. “Agora que a porta do diálogo se abriu, não deve voltar a fechar-se”, declarou Mao, acrescentando que é necessário consolidar a tendência de distensão, manter a orientação geral de uma solução política e alcançar, através de consultas e diálogo, uma solução que tenha em conta as “preocupações de todas as partes”. A porta-voz destacou também a necessidade urgente de reabrir rapidamente as rotas marítimas, para salvaguardar a estabilidade e fluidez das cadeias globais de abastecimento e produção. Mao afirmou ainda que Pequim vai continuar a trabalhar com a comunidade internacional para impulsionar as conversações de paz e desempenhar um “papel construtivo” na promoção de uma paz duradoura no Médio Oriente. Desde o início do conflito, a China tem defendido uma solução através do diálogo e da negociação e, embora tenha condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, pediu também “respeito pela soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas e económicas. Avanços e recuos Órgãos de comunicação social norte-americanos como o Axios e o The New York Times noticiaram que Washington e Teerão podem estar próximos de alcançar um acordo que permitirá reabrir o estreito de Ormuz, levantar sanções contra o Irão, desbloquear fundos iranianos e prolongar a trégua por 60 dias para negociar um pacto nuclear. As autoridades iranianas negaram já estar iminente um acordo de paz com os Estados Unidos, mas reconheceram avanços nas negociações. Por seu lado, responsáveis norte-americanos continuaram a referir avanços nas negociações e um eventual anúncio iminente de entendimento.