SCO | Wang Yi reúne-se com António Guterres

A Cimeira de Tianjin acolhe líderes como o Presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi e o Secretário-Geral da ONU, entre outros

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, reuniu-se com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, na cidade portuária de Tianjin, neste sábado. Guterres está em Tianjin para participar na Cimeira 2025 da Organização de Cooperação de Shanghai (SCO, na sigla em inglês).

Observando que o cenário global passa por profundas mudanças e que o mundo está numa encruzilhada sobre que caminho seguir, Wang, também membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da China, afirmou que o papel da ONU deve ser fortalecido, e não enfraquecido, indica o Diário do Povo.

A melhor maneira de comemorar o 80.º aniversário da fundação da ONU é defender a visão correcta da história da Segunda Guerra Mundial, aderir ao multilateralismo e apoiar o papel central da ONU nos assuntos internacionais, disse Wang.

A China apoia a ONU na construção de um sistema de governança global mais eficaz através de reformas para trazer um futuro brilhante de paz, segurança, prosperidade e progresso para o mundo, acrescentou. A comunidade internacional enfrenta novos desafios, pois o unilateralismo e a política de poder minam seriamente a ONU e o sistema multilateral, observou Guterres.

Os países do Sul Global, com a China como representante, estão a desempenhar um papel cada vez mais importante na promoção da paz e do desenvolvimento globais, disse o secretário-geral, elogiando o compromisso da China com o multilateralismo e seu forte apoio à ONU.

Bem-vindos ao grupo

O Presidente chinês manifestou ontem apoio à adesão da Arménia e do Azerbaijão à Organização de Cooperação de Xangai, num encontro com os líderes dos países, que assinaram um acordo este mês para cessar décadas de confrontos.

Em reuniões separadas com o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, e com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, Xi Jinping assegurou que a China apoia a adesão dos dois países à Organização de Cooperação de Xangai, de acordo com declarações divulgadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Durante os encontros, Xi apelou para o reforço da cooperação em vários domínios com os países do Cáucaso. Os dois líderes encontram-se em Tianjin para participar na 25.ª cimeira da SCO, na qual participam também o Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, entre outros líderes.

A COS tem entre os membros China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, que representam cerca de 40 por cento da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, incluindo Arménia e Azerbaijão, desde 2015. Ambos já manifestaram vontade de se tornarem membros de pleno direito. O grupo não tem cláusulas de defesa mútua, ao contrário da NATO, e apresenta-se como um fórum de cooperação política, económica e de segurança-

Arquitectura | Nuno Soares defende material em construção permanente

A estudar e trabalhar o bambu há mais de 20 anos, Nuno Soares vê futuro para as construções permanentes com este material em Macau, onde tem tradição e valor económico associado, mas onde também falta regulamentação. Empresária de andaimes conta os segredos de um negócio tradicionalmente gerido por homens

 

Para Nuno Soares, a versatilidade do bambu não se esgota na construção temporária. Nem nos habituais andaimes que revestem arranha-céus em progressão, nem em palcos de ópera cantonense erguidos em festividades, ou esculturas gigantes, pensadas por estudantes ou artistas, ou até mesmo em momentos que hoje seriam improváveis – e que não dispensaram contestação – como o que ocorreu na recta final da administração portuguesa, quando se improvisou uma praça de touros em bambu no centro de Macau.

O arquitecto e académico português distingue “um potencial que ainda não está totalmente explorado”: a utilização deste material, enraizado na tradição e no tecido económico da cidade, para dar vida a estruturas de bambu sem data de demolição. Existe regulamentação apenas para projectos temporários. “Não podemos ser fundamentalistas e defender só o que conhecemos e estamos habituados”, diz em entrevista à Lusa o arquitecto. Há uma obrigação disciplinar do campo da arquitectura e da construção de criar melhores produtos “do ponto de vista da sustentabilidade, resistência e estética”, defende.

Soares, natural de Lisboa, mas a viver em Macau desde 2003, cruzou-se pela primeira vez com o potencial deste “material lindíssimo” na construção quando visitou Macau em 1997. E o que é um elemento tão rotineiro para quem vive o dia-a-dia da região foi para o português, com visão habituada a outra paisagem urbana, o início de uma viagem.

No Centro de Arquitectura e Urbanismo (CURB), que fundou com a designer Filipa Simões em 2014, tem conduzido investigação neste campo, com trabalho feito junto de artesãos de bambu.

Também na Universidade de São José (USJ), onde está à frente do Departamento de Arquitectura e Design, o português orienta anualmente, em colaboração com a indústria, a construção de um pavilhão em bambu – com material usado na montagem de andaimes e que, no final, volta a servir esse mesmo propósito.

“Uma arquitectura que é muito inovadora, muito desafiante, que usa design paramétrico do mais sofisticado a nível mundial e depois constrói com uma técnica artesanal”, diz sobre o projecto, notando que apenas empresas e técnicos especializados estão autorizados a construir em bambu por uma questão de segurança pública.

Pernas para andar

No campo da construção permanente, a USJ está a desenvolver em parceria com a Assumption University, da Tailândia, um projecto que prevê a edificação de uma estrutura, “para depois monitorizar ao longo do período de vida” envelhecimento e desempenho do edifício e se poderem tirar conclusões. Apesar de ser um material que se degrada, existem técnicas para lidar com a construção permanente em bambu que diferem das opções para obras limitadas no tempo. “Não devemos impedir a evolução”, defende.

Além da Tailândia, onde existe um código que permite a edificação de construções permanentes em bambu, a arquitectura sem termo é comum em várias outras geografias da região, como é o caso da Indonésia, sendo a ‘Green School’, em Bali, uma escola privada, obra de destaque.

“O bambu, como construção permanente entra numa classificação de materiais que são aqueles que são as estruturas leves, como algumas estruturas de metal. É importante que nós usemos os materiais que sejam adequados. Em Macau temos tanta experiência e tradição de utilização do bambu, que ele já faz parte da paisagem urbana”, reflecte.

Há que perceber onde estas estruturas em bambu podem ser úteis: “Nomeadamente nas construções em edifícios que existem, construções em terraços, porque são estruturas que são leves naturalmente, que transportam pouco peso para a estrutura existente.”

“O bambu tem pernas para andar e coisas para fazer no futuro, e já vimos que há uma indústria de ponta que está também a trabalhar com bambu, a fazer aglomerados com bambu”, concretiza, referindo-se à criação de produtos compostos produzidos a partir deste material.

Madame Bambu

Manifestação “do desenrascar” e da vontade de construir rapidamente, a tradicional técnica de montagem de andaimes de bambu ajusta-se ainda hoje à moderna Macau de densa malha urbana. A transição total para metal teria impacto socioeconómico.

A Yoyo Leong pertence um império. E para perceber isso, basta percorrer o terreno da empresária no centro da Taipa, onde está localizada a Wiyu, negócio de instalação de andaimes que herdou do pai. Assume-se como a única mulher na gestão de uma empresa do género, e não é difícil acreditar: Yoyo circula entre armazéns, andaimes de metal encavalitados pelo caminho, um mundo com homens a orbitar em torno desta empresária.

“Onde estão os de bambu?”, pergunta a um funcionário. O homem segue ao nosso lado, aponta para onde gigantescas mantas de lona protegem as canas da chuva, do sol. A exposição pode limitar o tempo de vida da planta. “No início, não estava habituada a ir para a obra. Tive de ultrapassar muitos obstáculos, a sujidade, o trabalho duro, uma ida à casa de banho, o peso dos sapatos e capacete de segurança”, lembra.

Foi em Zhuhai, do outro lado da fronteira, que o pai se lançou no negócio dos andaimes de metal. O bambu veio mais tarde, no arranque do século, quando se mudaram para Macau. Desses primeiros tempos, Yoyo recorda o acto de amarração. “É necessário ter técnica para amarrar o bambu, pois se não estiver bem apertado, fica solto e isso afecta toda a estrutura do andaime. A técnica é muito importante e é necessário usar os pés também”, explica.

Numa das extremidades do terreno, está o escritório da Wuyi, numa estrutura pré-fabricada. A fachada não denuncia o interior: está lá a tradicional mesa de servir chá, um tanque com carpas – símbolo de sorte e fortuna na cultura chinesa -, uma figueira-dos-pagodes a atravessar o tecto até ao exterior e até o modelo de um foguetão decorado com a bandeira chinesa e com mais de dois metros.

Nas paredes, fotografias do pai de Yoyo ao lado de antigos líderes do Governo local. Também imagens que testemunham alguns projectos da empresa, como o Centro de Ciência de Macau, o hotel-casino MGM e, mais recentemente, o resort integrado Londoner, da concessionária de jogo Sands China. As intervenções da empresa nestas três obras foram realizadas com andaimes de metal.

Apesar disso, diz Yoyo Leong, metal e bambu são usados em igual proporção em Macau. As seis torres residenciais que a Wuyi está agora a trabalhar na Zona A, onde vai nascer habitação pública, crescem em paralelo com andaimes de bambu.

Mudança no horizonte

O debate sobre esta antiga técnica de construção voltou à ordem do dia desde que as autoridades da vizinha Hong Kong anunciaram, em Março, que vão “promover uma adopção mais ampla de andaimes metálicos em obras públicas”. Alegaram questões de segurança, com a ocorrência de 23 mortes a envolver andaimes de bambu desde 2018.

Em Macau, quatro pessoas morreram em acidentes de trabalho graves com andaimes de bambu desde 2018, de acordo com dados facultados em Abril pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais ao Jornal Tribuna de Macau, “sendo a causa dos acidentes principalmente a queda humana”.

Mas para já, não há planos de baixar as canas na cidade, onde a montagem de andaimes com este material está inscrita desde 2017 no inventário do património intangível cultural local. Numa resposta à Lusa, as autoridades dizem estar atentas ao desenvolvimento do sector, “tendo uma atitude aberta” perante a utilização dos de metal.

Sobre esta nova directriz em Hong Kong, o arquitecto Nuno Soares avalia que, “aparentemente, é uma medida de evolução tecnológica e ao nível da segurança na construção”, embora “muito ditada pelo interesse económico das grandes empresas construtoras” daquela região.

Já no caso de Macau, nota o português, a obrigatoriedade do metal pode ter impacto socioeconómico na região: “Estamos a falar de uma economia em que temos muitas empresas que são pequenas e médias. A construção civil tem centenas de empresas e se nós tornarmos obrigatório o uso de andaimes de metal, estamos a transformar este tipo de economia.”

Ainda sobre os andaimes de metal, refere o arquitecto, estes podem ser “mais resistentes, mas também mais pesados e dispendiosos”, além de “exigirem maquinaria especializada e empresas de grande porte”.

Vergar sem quebrar

Mas a segurança é também elemento categórico da alternativa bambu, um material flexível, que cresce rápido, abunda na região e é barato. Em períodos de ventos fortes ou tempestades tropicais, explica Nuno Soares, “a estrutura de bambu é mais leve e tem mais redundância, ou seja, está ligada à estrutura dos edifícios em mais pontos, verga mais rápido do que parte”.

Além disso, numa cidade com uma malha urbana densa como Macau, com ruas estreitas, o andaime de metal vai ocupar uma base maior, podendo dificultar a circulação, ao passo que os de bambu “têm um ‘footprint’ muito pequeno, aumentando à medida que se sobe em altura”.

Apesar de as hastes desta opção serem reutilizáveis, Yoyo Leong admite que as barras de metal têm maior esperança de vida, além de serem resistentes ao fogo e exigirem menos conhecimento técnico na montagem.

E nesta discussão, claro, cabe ainda o futuro dos artesãos locais, que dificilmente encontrarão uma nova geração disposta a trepar o xadrez de bambu. “Como todos os trabalhos muito físicos, tem menos adesão da nova geração, mas há também uma oportunidade, porque, novamente, tem um valor económico que ainda é significativo”, realça Soares.

O bambu, diz ainda, não é só passado. E em Macau há que continuar a valorizar esta técnica local, ao invés de “importar só outras tradições”. “Esta técnica vernacular, esta técnica de desenrascar e de construir rapidamente está intrinsecamente ligada à construção em Macau e é regulada. O bambu fez Macau”, afirma-

Défice comercial | Números indicam redução de cerca de 400 milhões em Julho

Em Julho, o défice comercial foi de 9 mil milhões de patacas, de acordo com os dados revelados na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O valor representa uma redução de 0,40 milhões de patacas em comparação com o mesmo mês de 2024.

O valor exportado de mercadorias no mês mais recente foi de 1,29 mil milhões de patacas, subindo 8,8 por cento, em termos anuais. No entanto, o valor importado de mercadorias fixou-se em 10,29 mil milhões de patacas, uma descida de 1,9 por cento. Como consequência, o défice da balança comercial de Julho de 2025 foi de 9 mil milhões de patacas.

O valor das reexportações foi de 1,15 mil milhões de patacas, um crescimento anual de 9,9 por cento. Neste período, o valor da reexportação de diamantes e joalharia com diamantes aumentou 93,5 por cento. Ao mesmo tempo, os valores da reexportação de produtos de beleza, de maquilhagem e de cuidados da pele e de vestuário diminuíram 47,2 por cento e 34,1 por cento. O valor da exportação doméstica subiu 0,8 por cento.

A crescer anualmente

Nos sete primeiros meses de 2025, o valor exportado de mercadorias situou-se em 7,91 mil milhões de patacas, mais 1,6 por cento, em termos anuais.

A reexportação teve um valor de 7,07 mil milhões de patacas, o que significa que subiu 2,0 por cento, porém, a exportação doméstica não foi além dos 849 milhões de patacas, o que representa uma diminuição de 1,5 por cento. O valor importado de mercadorias foi de 70,67 mil milhões de patacas, menos 4,6 por cento, face ao mesmo período de 2024.

Com base nos valores indicados, o défice da balança comercial nos sete primeiros meses do corrente ano cifrou-se em 62,75 mil milhões de patacas, uma quebra de 3,92 mil milhões face ao período homólogo. Este é o segundo ano com uma redução em termos homólogos, dado que em 2023 o valor era de 75,02 mil milhões de patacas.

Em termos de países ou territórios de destino das exportações, os valores exportados para o Interior (468 milhões de patacas), para Hong Kong (5,86 mil milhões de patacas) e para os Estados Unidos da América (178 milhões de patacas) no período de Janeiro a Julho do corrente ano aumentaram 3,9 por cento, 8,2 por cento e 2,2 por cento, respectivamente.

Hotelaria | Julho com maior ocupação desde a pandemia

Em Julho, os quartos dos hotéis estiveram ocupados a 91 por cento, um recorde desde o início da pandemia. No sétimo mês do ano, o território apresentava 147 hotéis e pensões, mais três do que no ano passado

 

Os estabelecimentos hoteleiros registaram uma taxa de ocupação de 91 por cento no mês de Julho, o valor mais elevado para este mês desde o início da pandemia de covid-19, foi anunciado na sexta-feira. De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a ocupação média dos hotéis e pensões aumentou 1,9 pontos percentuais, em comparação com o mesmo mês de 2024, e é a mais alta desde 2019.

Em Julho, o território tinha 147 hotéis e pensões, mais três do que no ano passado e o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1997, ainda antes da transferência de administração de Portugal para a China. Os cerca de 45 mil quartos estiveram mais ocupados porque o número de hóspedes aumentou em termos anuais, pelo quarto mês consecutivo, subindo 4 por cento e ultrapassando 1,28 milhões, o valor mais elevado desde Janeiro de 2014.

Ainda assim, no que toca ao período entre Janeiro e Julho, o território continua a registar uma redução em termos anuais de 0,3 por cento, para 8,49 milhões de hóspedes. Isto apesar de Macau ter recebido, nos primeiros sete meses de 2025, 22,7 milhões de visitantes, mais 14,9 por cento do que no mesmo período de 2024 e o segundo valor mais elevado de sempre para um arranque de ano.

No entanto, quase 53 por cento dos visitantes (12,6 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. O número de hóspedes continuou a recuperar em Julho, mês em que os hotéis baixaram os preços médios dos quartos para 1.370 patacas, menos 0,1 por cento do que no mesmo mês de 2024, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 47 estabelecimentos locais.

Luxo mais acessível

Segundo o relatório, divulgado pela Direcção dos Serviços de Turismo, a descida deveu-se aos hotéis de cinco estrelas, cujo preço médio caiu 1,9 por cento, para 1.519 patacas. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau acolheram mais de 14,4 milhões de hóspedes em 2024, estabelecendo um novo recorde histórico.

O anterior recorde, 14,1 milhões de hóspedes, tinha sido fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19, num ano que Macau terminou com apenas 38.300 quartos em 122 estabelecimentos hoteleiros. “Temos cada vez mais turistas, mas o nível de consumo está a baixar”, alertou, em 13 de Maio, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai.

O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 13,2 por cento no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2024. A DSEC já tinha apontado a “alteração do padrão de consumo dos visitantes” como uma das principais razões para a queda de 1,3 por cento da economia de Macau entre Janeiro e Março-

AMCM | Superavit da conta corrente cresceu em 2024

Em 2024, o superavit da conta corrente de pagamentos situou-se em 144,3 mil milhões de patacas, tendo crescido 28,8 mil milhões, face aos 115,4 mil milhões registados em 2023. De acordo com um comunicado da AMCM de sexta-feira, “o superavit observado no comércio de serviços compensou o défice do comércio de mercadorias, bem como as saídas líquidas de rendimentos primários e secundários”.

No ano passado, o défice da conta de mercadorias apresentou uma redução de 3,3 milhões de patacas. Segundo os dados apresentados, as exportações de mercadorias apresentaram uma redução de 12,1 por cento, ao mesmo tempo em que as importações caíram 6,1 por cento. No entanto, como o valor das importações é superior, a descida relativa mais lenta faz com que haja uma redução do défice comercial de 97,7 mil milhões de patacas em 2023 para 94,4 mil milhões de patacas em 2024.

Ao mesmo tempo, o valor total das exportações da conta de serviços cresceu 10,1 por cento, o que foi justificado com o “acréscimo das exportações de serviços turísticos”. Também as importações de serviços aumentaram, neste caso em 9,3 por cento, o que fez com que o superavit registado na conta de serviços crescesse de 247,9 mil milhões de patacas para 273,2 mil milhões de patacas.

Na conta de rendimento primário, que segundo a AMCM reflecte os fluxos transfronteiriços dos rendimentos dos factores, o valor da entrada aumentou entre 2023 e 2024, de 107,4 mil milhões de patacas para 110,0 mil milhões. O valor da saída desceu de 117,5 mil milhões para 114,7 mil milhões de patacas, que levou a uma saída líquida de 4,7 mil milhões de patacas em 2024.

DSAL | Maior eficácia de feiras em discussão

A eficácia das ofertas de emprego promovidas pela Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) foi discutida durante a mais recente reunião do Grupo de Trabalho para a Coordenação da Promoção do Emprego. A informação foi divulgada pelo gabinete do secretário para a Economia e Finanças na sexta-feira.

De acordo com a versão oficial do que aconteceu na reunião, o secretário para Economia e Finanças, Tai Kin Ip, “solicitou claramente aos membros que continuassem a acompanhar de perto a evolução do mercado de trabalho”. Tai também pediu aos membros que “organizassem atempadamente actividades de emparelhamento profissional de diferentes dimensões, articulassem com precisão as necessidades dos residentes na procura de emprego e se empenhassem na promoção do equilíbrio entre a oferta e a procura de emprego no mercado de trabalho”.

Neste sentido, a DSAL prometeu “criar uma plataforma de recrutamento para criar mais oportunidades de emprego para os candidatos a emprego”. Outro dos assuntos abordados, foi a “contratação prioritária de Trabalhadores Residentes para as obras e serviços adjudicados” pelas entidades públicas. Sobre este assunto, Tai Kin Ip terá dado “instruções aos serviços e entidades para exigirem aos fornecedores, sempre que possível, o aumento, ainda mais, da proporção de trabalhadores residentes”.

Desemprego | Atingido máximo dos últimos 16 meses

Entre Maio e Julho, a taxa de desemprego atingiu o valor mais elevado desde Março do ano passado. A subida acontece ainda antes do encerramento confirmado de mais oito casinos- satélites até ao final do ano

 

A taxa de desemprego subiu para 2 por cento entre Maio e Julho, o valor mais elevado desde Março de 2024, foi divulgado na sexta-feira, antes do encerramento anunciado de pelo menos nove ‘casinos-satélite’.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o indicador aumentou 0,1 pontos percentuais em comparação com o período entre Abril e Junho, com o número de desempregados a subir em cerca de 300, para 7.600. Ainda assim, a taxa representa metade do registado no terceiro trimestre de 2022 (4 por cento), o valor mais alto desde 2006, numa altura em que Macau vivia em plena crise económica causada pela pandemia de covid-19.

Mas a recuperação motivada pelo fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e no Interior durante quase mais de três anos, levou o desemprego a cair para 1,6 por cento entre Novembro e Janeiro, um mínimo histórico desde que a DSEC começou a recolher dados sobre o desemprego em Macau, em 1992, ainda antes da transição de administração do território.

Por outro lado, o número de habitantes com estatuto de residente que estavam sub-empregados – a trabalhar a tempo parcial por não conseguirem um contrato a tempo inteiro – aumentou em 200, atingindo 6.300 entre Maio e Julho. A construção empregou mais 1.300 pessoas, em comparação com o período entre Abril e Junho, enquanto os casinos – o maior empregador privado de Macau – despediram cerca de 1.600 pessoas.

De acordo com os dados divulgados pela DSEC, 13,7 por cento dos desempregados estavam à procura do primeiro emprego entre Maio e Julho, mais 2,7 pontos percentuais do que entre Abril e Junho, precisamente devido à entrada no mercado de trabalho de finalistas universitários.

Despedimentos à vista

Em 9 de Junho, o Governo anunciou que três das seis concessionárias de jogo tinham comunicado o fim da exploração dos 11 ‘casinos-satélite’, onde trabalham cerca de 5.600 residentes. No entanto, apenas nove ‘casinos-satélite’ devem fechar portas, uma vez que a concessionária SJM quer adquirir os hotéis onde se situam dois – Ponte 16 e Casino Royal Arc – e pedir às autoridades para assumir a gestão directa dos espaços.

Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, são geridos por outras empresas. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo.

Também em 9 de Junho, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong Weng Chon, garantiu que as autoridades vão exigir às operadoras que assegurem o emprego dos trabalhadores afectados e fiscalizar “de perto” a recolocação-

Eleições | Primeiro debate focou problemas de acesso ao emprego

Nick Lei aproveitou o primeiro debate para atacar José Pereira Coutinho, com críticas face à renovação das listas ligadas à ATFPM e devido à contratação de trabalhadores não residentes. O macaense não se ficou e acusou a associação ligada a Lei de esconder dos cidadãos as suas posições

 

As dificuldades no acesso ao emprego por parte dos jovens foram os temas abordados no primeiro debate televisivo em que participaram representantes das listas Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, Nova Esperança e União Promotora para o Progresso.

O debate, transmitido no canal chinês da TDM, ficou marcado por um ataque de Nick Lei, segundo candidato da lista Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, que criticou José Pereira Coutinho, líder da lista Nova Esperança, pelo facto de apresentar uma das listas mais envelhecida das participantes no sufrágio directo.

“Começou a ser deputado em 2005, e passados 20 anos, se for reeleito, vai cumprir 24 anos como deputado. Será que a sua equipa não tem capacidade para formar quadros qualificados? É por isso que ninguém o sucede no lugar de deputado para falar na Assembleia Legislativa?”, questionou Lei, candidato ligado à comunidade de Fujian.

Na resposta, Coutinho indicou que muitos jovens têm de sair de Macau, dado que não encontram emprego no território. “Nós formamos quadros qualificados, mas já não estão em Macau porque não conseguem encontrar emprego cá”, respondeu o deputado. O líder da Nova Esperança indicou também que muitos jovens têm pouca formação e que há grandes falhas no que diz respeito às questões da actualidade.

Respostas na língua

Por sua vez, José Pereira Coutinho acusou a lista Associação dos Cidadãos Unidos de Macau de contribuir para proteger os governantes e evitar que assumam as responsabilidades inerentes ao desempenho das funções públicas.

Segundo o líder da Nova Esperança, desde 2009 que a Associação dos Cidadãos Unidos de Macau evita revelar publicamente a sua posição sobre as propostas para responsabilizar os governantes, no âmbito das alterações ao Estatuto dos titulares dos principais cargos da Região Administrativa Especial de Macau.

O dirigente da Nova Esperança declarou ainda que Nick Lei e Song Pek Kei, deputados da lista Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, votaram contra a abertura à população das reuniões das comissões permanentes. Nick Lei limitou-se a responder que pede sempre maior transparência.

Nick Lei deixou criticas à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, por empregar trabalhadores não residentes (TNR). Citando os dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, Lei indicou que a ATFPM tem 11 empregados, entre os quais três não residentes, o equivalente a 30 por cento. O segundo candidato da Nova Esperança, Chan Hao Weng, justificou que os destinatários de serviços da associação são multiculturais, pelo que é necessário ter empregados de outras nacionalidades para melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Candidatas discutiram formação de pessoal médico

No programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau ontem, as candidatas das listas União de Macau-Guangdong, União para o Desenvolvimento e Aliança de Bom Lar responderam a perguntas sobre a formação de pessoal médico. As listas que participaram no debate de ontem estão ligadas à comunidade de Jiangmen e às associações dos Operários, e Mulheres, respectivamente.

A terceira candidata da lista de Jiangmen, Ng Nga Fan, apontou que o Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital tem condições para recrutar mais profissionais locais e sugeriu que o Governo crie estágios e formação para jovens licenciados em medicina. Já a cabeça de lista dos Operários, Ella Lei, afirmou que o Governo deve planear a longo prazo a formação de médicos para responder ao envelhecimento da população. Por seu turno, Wong Kit Cheng, que lidera a lista das Mulheres, destacou o stress sentido pelo pessoal médico e defendeu melhorias ao regime de estágio e certificação profissional.

Aeroporto | Quebra de 10 % nos voos comerciais

Em Julho, o número de voos comerciais no Aeroporto Internacional de Macau registou uma quebra de 10,1 por cento fixando-se nas 4.723 viagens. Os números foram divulgados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

A nota de imprensa não detalha as alterações, nem aponta os possíveis motivos para a redução do número de voos comerciais. Também o número de barcos a navegar para águas fora da RAEM teve uma redução anual, neste caso de 8,6 por cento para 6.246 partidas e chegadas de embarcações.

A informação da DSEC revela também que em Julho havia 253.163 veículos matriculados no território, um crescimento de 0,9 por cento face ao período homólogo. O número de veículos com matrículas novas foi de 1.018, uma redução de 13,9 por cento em termos anuais. Entre os novos veículos, 39,6 por cento eram eléctricos.

Nos sete primeiros meses de 2025, o número de veículos com matrículas novas foi de 6.919, uma redução de 2,9 por cento, em termos anuais. Entre estes, 2.621 eram eléctricos uma proporção de 37,9 por cento do total. Em Junho, o número de acidentes de viação totalizou 1.337, uma quebra de 4,8 por cento em termos anuais, com o registo de 533 feridos. Nos sete primeiros meses de 2025, o número de acidentes de viação foi de 8.668, causando 3.153 feridos.

Banca | Actividade Internacional com aumento no segundo trimestre

A proporção da actividade internacional do sector bancário de Macau aumentou no segundo trimestre de 2025, de acordo com os dados revelados na sexta-feira pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

A quota das aplicações financeiras nos mercados internacionais no activo total do sistema bancário, cresceu de 83,8 por cento, valor de Março, para 84,5 por cento, taxa reportada ao final de Junho. Ao mesmo tempo, as responsabilidades internacionais no passivo total do sistema bancário aumentaram do nível de 80,8 por cento, em Março, para 81,3 por cento.

Os dados da AMCM mostram que a moeda não local é a unidade principal nas transacções bancárias internacionais. No final de Junho de 2025, a pataca ocupava, uma quota de 0,8 por cento e 0,7 por cento no total do activo e no total do passivo financeiro internacional. O dólar de Hong Kong, o dólar dos Estados Unidos, renminbi e outras moedas estrangeiras representaram 30,8 por cento, 40,9 por cento, 21,8 por cento e 5,7 por cento, no total do activo internacional. A nível da responsabilidade o dólar de Hong Kong, o dólar dos Estados Unidos, renminbi e outras moedas estrangeiras representaram e 41,6 por cento, 36,7 por cento, 16,2 por cento e 4,8 por cento.

Eleições | Sonny Lo diz que “oposição” tem de aprender “dura lição” após exclusões

Um comentador político disse à Lusa que a oposição pode sobreviver à desqualificação de 12 candidatos da corrida à Assembleia Legisladtiva, mas que tem de se adaptar e respeitar as ‘linhas vermelhas’ de Pequim. A Comissão da Defesa da Segurança do Estado excluiu em Julho todos os 12 candidatos de duas listas, considerando-os “não defensores da Lei Básica ou não fiéis” à RAEM.

“Os liberais, parece que repetem alguns dos erros de palmatória”, lamenta Sonny Lo Shiu-Hing, numa referência à anterior votação, em 2021, quando a comissão eleitoral afastou cinco listas e 21 candidatos.

Em Julho, o presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da AL, Seng Ioi Man, recusou-se a revelar os factos que levaram à mais recente desqualificação, defendendo que poderia “representar certos riscos para a segurança nacional”.

Sonny Lo acredita que a exclusão poderá estar ligada às “linhas vermelhas” do Partido Comunista Chinês, incluindo contactos com Taiwan ou comentários sobre os protestos governamentais de 1989, em Pequim. Além disso, diz o comentador, a oposição precisa de mais cautela ao dar entrevistas ou falar com a imprensa estrangeira: “Talvez precisem de ser mais moderados no sentido de dizer apenas aquilo que conseguem provar”.

Foco local

Os grupos dissidentes devem “adaptar-se ao novo ambiente político, concentrando-se em questões mais centradas em Macau, como a subsistência [da população] e menos em assuntos externos”, diz Sonny Lo. Ou seja, sublinha o comentador radicado na vizinha região de Hong Kong, “têm de construir uma oposição local e leal, porque a China não aceita uma oposição desleal”.

“Estruturalmente falando, o espaço democrático de Macau é limitado. Mas dentro deste espaço limitado, é preciso procurar espaços onde é possível impulsionar a mudança”, defende.

Apesar da constante ameaça de desqualificação por alegada falta de patriotismo, Sonny Lo acredita que continua a haver “um grande incentivo” para a população participar na vida política de Macau. “Encontrar novas formas de melhorar a sociedade de Macau pode também ter uma espécie de efeito de demonstração para a China continental, a longo prazo”, defende o comentador.

Sonny Lo acredita que a China está a mudar e irá tornar-se “mais liberal, social e politicamente nos próximos cinco a dez anos”, com uma reforma política “à sua própria maneira”.

CAEAL | Campanha eleitoral começa apelos à votação

A campanha eleitoral arrancou no sábado, logo à meia-noite com a afixação de cartazes das listas na Praça do Tap Seac. O presidente da comissão eleitoral apelou à participação dos eleitores e garantiu que o sufrágio irá decorrer “num ambiente justo, imparcial” e íntegro

 

A campanha eleitoral para as eleições legislativas de 14 de Setembro começou oficialmente no sábado, com as actividades centradas na Praça do Tap Seac. Depois de na tarde de sexta-feira a praça no centro da península ter sido palco de concertos, eventos promocionais e discursos, quando chegou a meia-noite as listas candidatas às eleições começaram a afixar cartazes e materiais promocionais a apelar ao voto.

No sábado, o presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), Seng Ioi Man, afirmou estar confiante de que “todas as listas de candidatura estão empenhadas em transmitir, proactiva e plenamente, aos eleitores os respectivos programas políticos, ideias e visão de servir a Macau”.

O responsável indicou que, “até ao momento, o processo eleitoral tem decorrido de forma ordenada e legal”, esperando que todos cumpram a lei eleitoral e as instruções da CAEAL, “de modo a garantir que estas eleições sejam realizadas com sucesso, num ambiente justo, imparcial e íntegro”.

Seng Ioi Man lançou também um convite ao eleitorado para “participar e acompanhar as actividades de campanha eleitoral a fim de inteirar-se dos seus programas políticos, ideias e visão” e apelou ao voto.

Além disso, o responsável acrescentou que “com o voto de todos”, é assegurada a implementação estável e duradoura do princípio ‘um país, dois sistemas’ e melhor implementação do princípio ‘Macau governada por patriotas’”.

Queixas e programas

Após a cerimónia, os representantes de todas as listas de candidatos para o sufrágio directo e indirecto, subiram sucessivamente ao palco para apresentarem os seus programas políticos. Também na Praça do Tap Seac foram instaladas bancas para propaganda eleitoral, assim como réplicas de assembleias de voto.

Os responsáveis do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) também marcaram presença no evento que assinalou a abertura do período de campanha eleitoral. A comissária Ao Ieong Seong revelou que foram recebidas mais de 80 denúncias de alegadas infrações referentes às eleições. Deste total, as autoridades estão a investigar 22 casos, relacionados com propaganda eleitoral irregular.

A comissária Contra a Corrupção indicou que o organismo que dirige irá reforçar a fiscalização durante a campanha eleitoral tanto para o sufrágio directo, como para o indirecto.

A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa colocou à disposição da população os programas políticos das candidaturas às eleições por sufrágio directo e indirecto, em 101 locais de Macau. Estes locais estão distribuídos por várias zonas da península de Macau, Taipa e Coloane, incluindo diversos serviços públicos, instalações do Governo, Centros de Saúde, bibliotecas, Estação Central e demais estações dos Correios de Macau, e algumas habitações públicas. Os programas estão também disponíveis na página electrónica das Eleições para a Assembleia Legislativa-

Ucrânia | Rússia interessada em negociações mas mantém ataques

A Rússia rejeitou ontem críticas da União Europeia (UE) sobre o empenho em negociações, afirmando estar interessada em procurar a paz, mas assegurou que continuará a atacar a Ucrânia até alcançar os seus objectivos.

“As forças armadas russas estão a cumprir a missão. Continuam a atacar alvos militares e paramilitares”, disse o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, após críticas da UE a bombardeamentos em Kiev que causaram pelo menos 14 mortos e danificaram a embaixada europeia.

“Ao mesmo tempo, a Rússia continua interessada em prosseguir o processo de negociação, a fim de alcançar os objectivos que foram fixados por meios políticos e diplomáticos”, afirmou, citado pelas agências de notícias France-Presse (AFP) e espanhola EFE.

Pelo menos 14 pessoas morreram e 48 ficaram feridas na madrugada de ontem em Kiev devido a um ataque massivo russo com 629 ‘drones’ e mísseis contra o território ucraniano, declararam as autoridades ucranianas. O balanço anterior indicado pelas autoridades locais era de oito mortos e 45 feridos.

Entre os mortos estão três crianças, disse o ministro do Interior ucraniano, Ihor Klymenko, citando dados preliminares. Espera-se que os números possam aumentar, enquanto as equipas de resgate permanecem no terreno para resgatar as pessoas presas sob os escombros.

Foi o primeiro grande ataque combinado russo a Kiev em semanas, enquanto os Estados Unidos lideram os esforços de paz.

Segundo a agência de notícias AFP, a Rússia disparou 598 ‘drones’ e 31 mísseis balísticos e de cruzeiro contra a Ucrânia num novo ataque massivo durante a madrugada de ontem, citando dados da Força Aérea ucraniana num comunicado.

De acordo com dados preliminares, 563 ‘drones’ de combate e ‘drones’ de distracção, assim como 26 mísseis, foram abatidos ou bloqueados, segundo a Força Aérea ucraniana. Os ataques atingiram a parte central de Kiev, uma das poucas vezes em que os ataques russos atingiram o coração da capital ucraniana desde o início da invasão em larga escala em Fevereiro de 2022.

Jogo | SJM volta aos prejuízos na primeira metade de 2025

A concessionária do jogo em Macau SJM Holdings admitiu ontem que voltou a registar prejuízos na primeira metade de 2025, após ter começado o ano com lucros.

Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa revelou um prejuízo de 182 milhões de dólares de Hong Kong durante o primeiro semestre deste ano, mais 12,3 por cento do que no mesmo período de 2024.

Entre Janeiro e Março, o grupo fundado pelo falecido magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun tinha registado um lucro de 31 milhões de dólares de Hong Kong. A SJM terminou 2024 com um lucro de três milhões de dólares de Hong Kong, após perdas sem precedentes durante quatro anos consecutivos.

Os casinos da operadora arrecadaram 14,8 mil milhões de dólares de Hong Kong na primeira metade de 2025, mais 7,5 por cento do que em igual período do ano passado. Já as receitas não jogo subiram 11,9 por cento, para mais de mil milhões de dólares de Hong Kong.

Apesar do aumento das receitas, o lucro operacional da empresa desceu 5,1 por cento, para 1,65 mil milhões de dólares de Hong Kong. A dívida da SJM voltou a aumentar no segundo trimestre, atingindo 27,3 mil milhões de dólares de Hong Kong no final de Junho, mais 2 por cento do que no final de Março.

Distribuição de massas

Em Junho, a agência de notação financeira Fitch Ratings manteve a classificação da dívida da SJM, apesar de a concessionária ter decidido terminar, até 31 de Dezembro, a exploração de sete ‘casinos-satélite’.

Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada de três das seis concessionárias de jogo a operar em Macau, são geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo.

A SJM decidiu tentar a aquisição da propriedade dos hotéis onde se localizam dois ‘casinos-satélite’ – Ponte 16 e Casino Royal Arc – e pedir às autoridades para assumir a gestão directa dos espaços. O mercado de massas, cujas receitas subiram 7,1 por cento, representou 83 por cento das receitas de todos os casinos da SJM, enquanto as receitas do jogo VIP decresceram 6,6 por cento na primeira metade.

As grandes apostas, que em 2019 representavam 46,2 por cento das receitas da indústria do jogo em Macau, foram afectadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em Novembro de 2021.

O antigo director executivo da Suncity, Alvin Chau Cheok Wa, foi condenado, em Janeiro de 2023, a 18 anos de prisão.

Também ontem, a SJM disse que vai pagar 529 milhões de dólares de Hong Kong (à companhia-mãe, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, para adquirir parte do hotel Lisboa e assim expandir o casino já existente na propriedade.

Sobrevivência das PME

Confrontadas com os desafios colocados pelas plataformas de compras online e pela tendência actual de os residentes de Macau se abastecerem nas cidades da região de Guangdong, e ainda pela mudança do padrão de compras dos turistas da China continental, as pequenas e médias empresas (PME) situadas nas áreas residenciais têm cada vez mais dificuldade em sobreviver. Com o encerramento dos casinos-satélite, as lojas instaladas ao seu redor também estão a enfrentar grandes desafios.

Em resposta ao encerramento de muito mais lojas, o Governo da RAEM lançou recentemente iniciativas como o “ZAPE com Sabores” e o “Grande Prémio para o Consumo nas Zonas Comunitárias”. O “ZAPE com Sabores” terminou no último domingo (24 de Agosto), mas até que ponto foi eficaz? Aposto que só os comerciantes das zonas comunitárias onde decorreu o ZAPE estão em posição de dar uma resposta.

Segundo o relatório Forbes, em 2025, Macau é a terceira região do mundo com o PIB per capita mais elevado, atingindo os 134.040 US dólares e o primeiro da Ásia. Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos indicam que no segundo trimestre de 2025, a média do rendimento mensal dos residentes empregados foi de 20.000 patacas e a média do salário dos trabalhadores residentes a tempo completo (que trabalharam 35 ou mais horas por semana) cifrou-se nas 21.000 patacas, sendo equivalente à do primeiro trimestre deste ano. Com base nestes números, o poder de compra dos residentes de Macau deve ser muito forte, todos os negócios e comércios deverão estar florescentes e todos devem desfrutar de um sentimento de abastança e de felicidade. Então, porque não parou a onda de encerramento de lojas comerciais? Porque continua a haver notícias de casos de suicídio?

De acordo com a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), que cita os dados divulgados pela Polícia de Segurança Pública, existiam 183.568 trabalhadores não residentes em Macau no final de Abril do corrente ano. Além disso, no passado mês de Junho, a DSAL declarou que em Fevereiro havia em Macau 183.222 trabalhadores não residentes, em resposta a certas interpelações escritas apresentadas pelos deputados na Assembleia Legislativa. A maior parte destes trabalhadores estão ligados ao sector da construção e atravessam a fronteira terrestre Macau-Zhuhai de manhã e ao fim da tarde. A disparidade entre o mercado de trabalho e o mercado de consumo cria dificuldades à sobrevivência das PMEs, sobretudo para aquelas que se localizam em redor da Zona Norte de Macau. Recentemente, mais um restaurante chinês da Zona Norte anunciou o encerramento, após o fecho do Restaurante Wong Kam.

Devido às mudanças do padrão de consumo dos turistas que visitam Macau e ao desequilíbrio da estrutura económica da cidade poderão actividades comunitárias de curta duração ou mesmo o “Grande Prémio para o Consumo nas Zonas Comunitárias” que dura 13 semanas ser um factor de mudança para os pequenos e médios comerciantes?

Enquanto organismo ao serviço dos cidadãos, o Governo da RAEM deve dedicar-se inteiramente ao bem-estar público. Ao abrigo do princípio “Um País, Dois Sistemas”, e no contexto capitalista do livre mercado, quem possui mais recursos ou tem mais poder possui as maiores oportunidades de lucro. O Governo é simultaneamente o gestor e o distribuidor de recursos sociais.

É responsabilidade do Governo utilizar eficazmente os recursos à sua disposição para cuidar de cada cidadão. Uma redistribuição razoável dos bens é a chave para diminuir o fosso entre os ricos e os pobres. Sem qualquer dúvida, o actual Governo da RAE está perfeitamente consciente da presente situação económica e financeira de Macau. O relançamento do “Grande Prémio para o Consumo nas Zonas Comunitárias” e o aumento de subsídios para deficientes e idosos demonstra que conhece as dificuldades daqueles que se encontram no fundo da hierarquia social. No entanto, as actuais medidas de alívio são infelizmente de curta duração e não estão bem definidas, faltando-lhes especificidade e planeamento a longo prazo.

A salvação das PME de Macau não é algo que possa ser alcançado em laboratório. As acções governativas da área da economia e finanças contidas no próximo Relatório das Linhas de Acção Governativa para o Ano Financeiro de 2026 serão um teste crucial às capacidades do Governo da RAEM.

Pyongyang critica líder do Sul por falar em desnuclearização

A Coreia do Norte criticou ontem o que descreveu como a hipocrisia do Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, ao falar sobre a possível desnuclearização da Península Coreana. Pyongyang afirmou que a Coreia do Sul é o “único país que entregou toda a soberania aos Estados Unidos”, de acordo com um editorial publicado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

A agência norte-coreana, que transmite a posição oficial de Pyongyang sobre política nacional e internacional, lamentou que Seul esteja a promover “ilusões vazias sobre a desnuclearização”. Reafirmou que a Coreia do Norte nunca entregará as armas nucleares que possui.

“Lee deve compreender que continuar a alimentar este sonho sobre a desnuclearização não vai ajudar ninguém”, afirmou, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press. A Coreia do Norte voltou a defender a posse de armamento nuclear, que considerou ser inevitável dada a situação geopolítica na região.

“Lee Jae-myung nunca escondeu os seus verdadeiros motivos: ele é um maníaco por confrontos”, afirmou a KCNA. Lee afirmou na segunda-feira, durante um discurso em Washington perante o Presidente Donald Trump, que pretende trabalhar com os Estados Unidos para “estabelecer a paz e alcançar a desnuclearização da Península da Coreia”.

Um dia depois, Pyongyang voltou a criticar as manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na região, em curso há 10 dias, que descreveu como hostis e demonstrativas do “desejo de invadir” o território norte-coreano.

“Todos sabem que não se trata de algo defensivo, especialmente vindo de um país que possui o maior arsenal nuclear”, afirmou Kim Yong-bok, alto funcionário do Exército da Coreia do Norte, em referência aos Estados Unidos.

Donald, o pacificador

No encontro com Lee, Trump disse que gostava de se reunir novamente com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, com quem se encontrou em 2018 e 2019, e admitiu que poderá tentar uma cimeira entre as duas Coreias. Trump pediu a Lee que retomasse o diálogo com Pyongyang e inaugurasse uma “nova era de paz na Península Coreana”.

A Coreia, que foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945, foi dividida pelos Estados Unidos e pela União Soviética em duas zonas administrativas, separadas pelo paralelo 38, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Dessa divisão resultou a Guerra da Coreia (1950-1953), que opôs a República Democrática Popular da Coreia (Norte), apoiada pela União Soviética e China, e a República da Coreia (Sul), apoiada por uma força internacional liderada pelos Estados Unidos.

O conflito armado causou cerca de 2,5 milhões de mortos, maioritariamente coreanos, e terminou com um armistício, mas sem que tivesse sido assinado um acordo de paz, pelo que tecnicamente Pyongyang e Seul continuam em guerra. As duas Coreias continuam divididas pelo paralelo 38, tendo sido criada uma zona desmilitarizada perto da aldeia de Panmunjom, onde foi assinado o armistício em 27 de Julho de 1953.

Oposição indiana critica Trump e fracasso do Governo

A oposição indiana classificou quarta-feira as novas tarifas dos Estados Unidos como “chantagem económica” e criticou o primeiro-ministro, Narendra Modi, pelo que considera um fracasso da política externa que prejudica os interesses nacionais.

“A tarifa de 50 por cento de [Donald] Trump é uma chantagem económica: uma tentativa de pressionar a Índia a aceitar um acordo comercial injusto”, escreveu o líder do partido Congresso Nacional Indiano (INC), Rahul Gandhi, nas redes sociais.

Gandhi exortou Modi a “não permitir que a sua fraqueza prevaleça sobre os interesses do povo indiano”, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Na mesma linha, o presidente do INC, Mallikarjun Kharge, afirmou que “uma política externa sólida requer substância e habilidade” e classificou a diplomacia de Modi como superficial. “Eles não conseguiram chegar a um acordo comercial e agora estão a falhar em proteger o nosso país”, criticou.

Os Estados Unidos activaram quarta-feira a nova política de tarifas de 50 por cento sobre exportações da Índia como punição pela compra de petróleo à Rússia, alvo de sanções devido à guerra contra a Ucrânia. A nova taxa punitiva adicional é de 25 por cento. Em causa, estão exportações indianas no valor de cerca de 60 mil milhões de dólares, segundo a EFE.

A Rússia já declarou estar pronta para absorver as exportações indianas mais afectadas pela punição norte-americana. Os sectores mais atingidos são indústrias com alta empregabilidade, como o têxtil, o de joias e pedras preciosas, o de frutos do mar e o de componentes para automóveis.

Os Estados Unidos não puniram sectores produtores de bens que são importantes para as próprias empresas ou para o bolso dos cidadãos norte-americanos, como medicamentos e telemóveis.

Factor petróleo

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou inicialmente uma tarifa de 25 por cento sobre produtos indianos.

Mas, no início de Agosto, assinou uma ordem executiva impondo uma tarifa adicional de 25 por cento devido às compras de petróleo russo pela Índia, o que elevou as tarifas combinadas impostas ao aliado asiático aliado para 50 por cento.

“As nossas importações [de petróleo russo] baseiam-se em factores de mercado e são feitas com o objectivo geral de garantir a segurança energética de 1,4 mil milhões de pessoas na Índia”, afirmou Nova Deli em 07 de Agosto, recordou o jornal Hindustan Times.

Para fazer face à medida, o Governo indiano anunciou quarta-feira a promoção de produtos têxteis em mercados que considerou prioritários, incluindo os do Reino Unido, Japão e Coreia do Sul. As exportações da Índia atingem actualmente 220 países e territórios, mas as autoridades disseram que 40 mercados são fundamentais para a diversificação.

A lista inclui também Alemanha, França, Itália, Espanha, Países Baixos, Polónia, Canadá, México, Rússia, Bélgica, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Austrália, segundo o jornal The Times of India. A Federação das Organizações de Exportação da Índia (FIEO) expressou num comunicado “máxima preocupação” e solicitou apoio imediato do Governo às empresas.

Hong Kong | Terminam alegações finais em caso do magnata Jimmy Lai

As alegações finais no julgamento por violação de segurança nacional do magnata da comunicação social Jimmy Lai terminaram ontem em Hong Kong, sem ser conhecida a data do veredicto. Acusado de sedição e conluio com forças estrangeiras durante os protestos de 2019, dos quais foi uma das figuras-chave, Jimmy Lai pode enfrentar prisão perpétua.

Lai declarou-se inocente neste longo julgamento, iniciado em Dezembro de 2023 e que terminou ontem, com as alegações finais, não havendo data marcada para o veredicto. “Informaremos as partes em tempo útil” sobre a data, declarou a juíza Esther Toh.

Fundador do jornal liberal Apple Daily, banido desde Junho de 2021, Jimmy Lai, 77 anos, está preso desde 2020, sendo acusado de ter pedido a governos ocidentais que impusessem sanções à China e à região administrativa especial de Hong Kong devido à repressão dos protestos nas ruas da antiga colónia britânica. Lai é também acusado de produzir artigos e conteúdos sediciosos, nomeadamente em editoriais que assinou.

Estas duas infrações são severamente punidas pela lei de segurança nacional adoptada após os protestos, por vezes violentos, de 2019. As alegações decorreram ao longo de dez dias, após dois adiamentos: um devido ao mau tempo e outro devido a problemas cardíacos de Jimmy Lai. Este acabou por poder assistir às audiências depois de medicado e de equipado com o devido equipamento médico.

Cooperação | Rússia e China realizam primeira patrulha conjunta com submarinos

A Rússia e a República Popular da China realizaram pela primeira vez uma missão conjunta de patrulhamento submarino na região Ásia-Pacífico, anunciou quarta-feira a Frota do Pacífico da Marinha russa. “O submarino ‘Volkhov’ da Frota do Pacífico e um submarino da Marinha do Exército Popular de Libertação da China realizaram uma viagem de patrulha nos mares do Japão e da China Oriental”, disse a força russa.

Os submarinos diesel-eléctricos regressaram às respectivas bases após o exercício conjunto, referiu a frota russa no comunicado, citado pela agência de notícias espanhola EFE. O “Volkhov” regressou à base em Vladivostoque, no extremo leste da Rússia, após uma viagem de mais de 2.000 milhas náuticas.

A patrulha conjunta visou “reforçar a cooperação naval” entre a Rússia e a China e “manter a paz e a estabilidade na região Ásia-Pacífico”, disse o gabinete de comunicação da Frota do Pacífico.

Visou ainda “monitorizar a área marítima e proteger as actividades económicas marítimas da Rússia e da China”, acrescentou, segundo a agência de notícias russa Ria Novosti. Durante a missão, o submarino russo, com autonomia de navegação de 45 dias e em serviço desde Outubro de 2020, contou com o apoio da corveta “Gromki” e do rebocador de resgate “Foti Krilov”, da Frota do Pacífico.

A patrulha submarina conjunta começou no início de Agosto, após a conclusão do exercício russo-chinês “Interação Marítima – 2025” nas águas do mar do Japão. As marinhas russa e chinesa realizam anualmente patrulhas conjuntas de navios de superfície desde 2021, acrescentou a Ria Novosti.

Efeméride | China defende conquistas do fim da II Guerra Mundial

Na preparação da grande parada militar de 3 de Setembro que trará a Pequim vários líderes mundiais, como Vladimir Putin e Kim Jong-Un, o Governo chinês volta a enaltecer a vitória sobre os regimes fascistas

 

A China quer trabalhar com “todos os países amantes da paz” e defender as conquistas da Segunda Guerra Mundial, disse ontem o Governo chinês, na apresentação das cerimónias do 80.º aniversário do fim do conflito. Uma parada militar vai marcar a 03 de Setembro, em Pequim, o fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia e a derrota do fascismo.

Há 80 anos, com “enormes sacrifícios”, a China ocupou “a principal frente na Ásia na luta contra o fascismo” durante a Segunda Guerra Mundial, num “importante contributo histórico” para a vitória dos Aliados, lembrou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun.

Guo salientou que, naquele período, “muitos países europeus e amigos ofereceram uma assistência valiosa e até deram as suas vidas, e os seus feitos serão sempre recordados pelo povo chinês”.

Até ao momento, “perto 50 líderes, altos responsáveis, enviados à China e amigos de 30 países europeus confirmaram a presença” nestas comemorações no país, reflectindo um desejo partilhado de “preservar a memória histórica e defender a paz e a justiça”, indicou.

Questionado sobre a ausência de grandes potências ocidentais, Guo respondeu que a China organiza estes eventos “para recordar a história, homenagear os caídos, valorizar a paz e abrir o futuro”.

Revista presidencial

O Presidente chinês, Xi Jinping, vai passar em revista as tropas e discursar na praça Tiananmen, num evento que contará com a presença de quase 30 chefes de Estado e de Governo, entre os quais o Presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O desfile encerrará uma sequência de eventos, entre os quais se inclui a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que irá decorrer entre 31 de Agosto e 01 de Setembro, em Tianjin (nordeste da China), anunciada como “a maior” desde a fundação da organização em 15 de Junho de 2001.

A Segunda Guerra Mundial decorreu paralelamente à invasão da China pelo Japão (1931-1945) e à guerra civil entre nacionalistas e comunistas na China (1927-1949), que estabeleceram uma trégua para lutar contra as tropas japonesas. A invasão japonesa causou mais de 35 milhões de baixas entre as tropas e civis chineses até 1945, de acordo com Pequim, representando um terço das baixas.

Praça do CCM acolhe instalação “A Torre do Tempo”

Já está instalada na praça do Centro Cultural de Macau (CCM) a instalação “A Torre do Tempo”, integrada na iniciativa “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2025”, que desde há vários meses vem apresentando mais de 30 exposições integradas em seis secções.

Segundo uma nota do IC, a instalação “A Torre do Tempo” visa celebrar o “vínculo cultural entre cidades da Ásia Oriental” e foi elaborada por “três artistas consagrados da China, Japão e Coreia do Sul”.

Trata-se de “figuras de referência na arte contemporânea asiática”, sendo eles Guan Huaibin, “famoso artista contemporâneo chinês e especialista em instalações artísticas e arte multimédia espacial”. Hirotoshi Sakaguchi, “famoso artista japonês e professor honorário da Universidade de Arte de Tóquio”, também deu o seu contributo. No caso deste artista, já realizou “obras que abrangem vários meios, entre eles a pintura e arte paisagística”.

Nesta instalação, colaborou ainda o artista contemporâneo sul-coreano Kim Sang-yeon, “cuja criação é profundamente influenciada pela filosofia oriental e se concentra em questões relacionadas com a coexistência entre o homem e a natureza”.

“Farol da alma”

“A Torre do Tempo” combina, segundo o IC, “a filosofia oriental sobre o tempo e o espaço com a linguagem da arte contemporânea, ultrapassando as limitações do espaço físico”. Constrói-se, assim, um “farol da alma” que “incorpora tanto a profundidade histórica como as futuras tensões”.

“Através da forma poética no fluxo de luz e sombra, a obra estimula a interacção sensorial entre o público e a instalação, para construir em conjunto memórias individuais e colectivas, inspira o sentido da vida e da eternidade, tornando-se um marco artístico que inscreve a amizade cultural entre as cidades da Ásia Oriental”, descreve ainda o IC.

Esta instalação integra-se na secção da Bienal “Exposição de Arte Pública”, sujeita ao tema “Ondas e Caminhos”. Dentro desta secção da Bienal tem vindo a ser desenvolvido outro projecto, desde Julho, intitulado “Co-Criação Comunitária e Ajuda Mútua de San Mei On”, liderado pelo artista australiano Jason Ho. Trata-se de um projecto que mistura trabalhos de oficina, técnica mista e arte comunitária.

Resta agora as apresentações do artista Zhang Xiao, que irá desenvolver as suas actividades artísticas na mesma comunidade entre este sábado e 5 de Setembro. Uma vez que o Edifício San Mei On (Bloco II) é um bloco de apartamentos privados, e como os eventos não têm um horário fixo, os interessados em participar neste evento artístico podem verificar os dados na conta oficial de WeChat “Jason Ho’s Mapping Workshop”.

Concerto | Rapper Travis Scott chega em finais de Outubro

O rapper norte-americano Travis Scott traz a Macau a sua digressão “Circus Maximus World Tour 2025”, esperando-se um concerto agendado para o dia 29 de Outubro na zona de concertos do Cotai criada pelo Governo, “Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau”. Scott marcará também presença noutras cidades asiáticas

 

Há mais de um ano que o rapper norte-americano Travis Scott anda pela estrada em digressão com a “Circus Maximus World Tour 2025” e, desta vez, a paragem marcada na agenda do letrista e músico é Macau. Há dois anos, o rapper levou aos palcos a tour “UTOPIA – Circus Maximus”, apenas na América do Norte, mas agora decidiu prosseguir com os espectáculos pelo mundo, incluindo na Europa e Ásia.

O espectáculo do artista está agendado para o dia 29 de Outubro na zona do Cotai, no “Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau”, com os bilhetes postos à venda a partir do dia 5 de Setembro.

O sucesso tem marcado a carreira de Travis, sendo que esta digressão promete agora trazer aos fãs do género musical rap e ao público em geral uma grande experiência audiovisual.

A digressão arranca no Brasil, mais concretamente em São Paulo, a 6 de Setembro, fazendo depois um périplo pela África do Sul, Índia e Coreia do Sul, seguindo-se, depois da actuação em Macau, espectáculos em Sanya, China, Japão e Abu Dabi.

Esta digressão nasce do lançamento, em 2023, do álbum “UTOPIA”, considerado o disco de hip-hop mais vendido desse ano, tendo estado no primeiro lugar da Billboard Top 200 durante quatro semanas consecutivas. Além disso, no que diz respeito às plataformas de streaming usadas para ouvir música, “UTOPIA” registou mais de 50 mil milhões de streams em todo o mundo, sendo que a plataforma Spotify considerou o álbum de Scott o mais ouvido na primeira semana de 2023. Também a Apple Music confirmou que este álbum bateu records como álbum mais ouvido no dia de lançamento em 2023.

Sucesso desde 2013

“UTOPIA” conta com faixas como “Thank God”, “Hyaena”, “Modern Jam”, “My Eyes” ou “God’s Country”, tendo Travis Scott recebido uma nomeação para um Grammy, considerados os prémios mais importantes da indústria musical.

Dentro do universo do hip-hop Travis Scott é um nome a reter. Nascido na zona de Houston com o nome de Jacques Berman Webster II, o rapper adoptou esse nome artístico e começou a explorar as mudanças do estilo trap com uma abordagem bem mais melódica e experimental. Desta forma, o artista, que também é produtor musical, conseguiu fundir diversas sonoridades como o rap, hip-hop ou R&B.

Travis Scott é considerado um dos artistas mais influentes da nova geração do rap americano tendo em conta o uso do chamado auto-tone e uso de batudas densas, explorando também o lado de linguagem visual que a sua música pode apresentar.

A nomeação para um Grammy com “UTOPIA”, o seu quarto álbum de estúdio, não foi, porém, a única. O artista já tinha sido nomeado oito vezes ao longo de uma carreira que começou a formar-se seriamente a partir do primeiro grande lançamento, em 2013.

Primeiro, surgiu no mercado o projecto discográfico “Owl Pharaoh”, seguindo-se, em 2014, o “Days Before Rodeo”. Estes dois projectos dariam origem ao álbum de estreia produzido em estúdio, simplesmente intitulado “Rodeo”, lançado precisamente há dez anos. Aí, Travis Scott começou a conhecer algum sucesso em termos de vendas e reconhecimento da crítica.

Mas o lançamento de “Birds in the Trap Sing McKight”, em 2016, começou a consagrá-lo como artista, que pela primeira vez teve um álbum seu a entrar para a lista Billboard 200.

Além do seu trabalho na música, Travis Scott criou também a Cactus Jack Foundation. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que tem por missão apoiar os jovens da zona onde nasceu, Houston, com campanhas de recolha de brinquedos, programas de bolsas de estudo para estudantes universitários e apoio no pagamento de despesas relacionadas com educação e projectos criativos.

Hengqin | Bombeiros salvam dois residentes perdidos na montanha

Dois residentes de Macau que faziam caminhada nocturna na montanha Naobeishan, em Hengqin, perderam-se e foram resgatados pelos Bombeiros de Zhuhai, na noite de domingo.

Segundo um comunicado dos bombeiros da cidade vizinha, a operação de resgate demorou cerca de uma hora e obrigou ao recurso a drones equipados com câmaras termográficas, que detectam o calor dos corpos, enquanto no terreno vários bombeiros gritavam à procura dos residentes da RAEM. Os residentes foram encontrados num vale e estavam em bom estado físico. A corporação afirmou que a montanha em questão é um dos locais mais populares para caminhada em Zhuhai, devido aos trilhos ecológicos e paisagens do vale.

Porém, as autoridades alertaram para a existência de segmentos íngremes, escorregadios e cobertos por vegetação densa, que podem levar à perda de direcção, em especial em caminhadas nocturnas.

Sands China | Atingida fasquia de 1,1 mil milhões de visitantes

A operadora de jogo Sands China atingiu a fasquia de 1,1 mil milhões de visitantes desde a entrada no mercado de jogo em Macau, em 2004. Segundo um comunicado, este número constitui “um marco importante nos mais de vinte anos de desenvolvimento da empresa” no território.

A cerimónia de celebração da chegada do visitante número 1,1 mil milhões decorreu ontem no Venetian Macao, que celebra 18 anos de existência no Cotai. “Ultrapassar 1,1 mil milhões de chegadas não é apenas um marco significativo para a empresa, mas também um testemunho da popularidade da oferta turística de Macau e da vitalidade e sustentabilidade do seu desenvolvimento económico”, disse Wilfred Wong, vice-presidente executivo da Sands China.

Nestes anos, a Sands China diz ter feito em Macau um investimento acumulado acima das 134,5 mil milhões de patacas, tendo hoje uma oferta superior a 10 mil quartos de hotel, entre outras valências turísticas.