FRC | Pintura e caligrafia para ver em “2024 – Flores e Cores”

A Fundação Rui Cunha acolhe até ao dia 20 de Julho a exposição “2024 – Flores e Cores”, uma mostra colectiva de pintura e caligrafia organizada em conjunto com duas associações locais ligadas à cultura chinesa. Um total de 38 alunos criou 45 obras diversificadas recorrendo a materiais como acrílico, óleo ou aguarela

 

Foi ontem inaugurada na Fundação Rui Cunha (FRC) mais uma exposição de caligrafia e pintura que pode ser visitada de forma gratuita na galeria da sede da FRC, situada na Avenida da Praia Grande.

Trata-se da mostra “2024 – Flores e Cores”, uma apresentação colectiva de trabalhos que se tem realizado todos os anos, com orientação dos artistas e professores locais Lee Chau Ping, Hong Ka Yan e Wong Ceoi Lam, e curadoria de Chan Lok Yee, presidente da Chinese Artists Exchange Association – Macau. [Associação de Intercâmbio de Artistas Chineses – Macau].

Esta associação co-organiza a mostra em conjunto com a Associação de Amizade de Artes, Pintura e Caligrafia de Macau, revelando-se, assim, ao público um total de 45 peças de caligrafia e pintura chinesas, mas também aguarelas e pinturas a óleo e acrílico criadas por 38 alunos, entre turmas adultas e juvenis.

Num comunicado difundido pela FRC, é referido, por parte de Lee Chau Ping, que “esta maravilhosa plataforma de exibição permite que cada participante partilhe as suas produções criativas e os trabalhos elaborados com outras pessoas”.

“Espero que os artistas seniores, de caligrafia e pintura, também possam comentar e oferecer opiniões valiosas para que alunos e professores alcancem a excelência na sua arte”, frisou o mesmo responsável, um dos mentores do evento.

Lee Chau Ping adiantou também que se espera, desta mostra, “que os alunos possam comunicar ideias entre si, observar e aprender, cultivar a literacia cultural, exprimir sentimentos, enriquecer a sua vida espiritual e promover a cultura tradicional chinesa, para alcançar o objectivo de passar a tocha às gerações vindouras”.

Vida artística

Lee Chau Ping dá cursos de pintura e caligrafia por querer “transmitir a outras pessoas as técnicas, conhecimentos e habilidades da Escola de Pintura de Lingnan, que aprendi e conheço bem, retribuindo assim à sociedade”, referiu o artista. O estilo de pintura Lingnan surgiu na província de Guangdong em meados do século XIX, demarcando-se, à época, da pintura no formato mais tradicional que se fazia na China. Os grandes nomes fundadores da Escola de Pintura de Lingnan são Gao Jianfu, Gao Qifeng e Chen Shuren.

Formou-se no Departamento de Design Tridimensional e trabalhou no Departamento Sénior de Design de Interiores do Instituto de Design e Indústria de Hong Kong. Mais tarde, graduou-se na Royal Canadian University, no Canadá, com um mestrado em Administração de Empresas, um doutoramento em Administração pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e um Doutoramento em Administração de Empresas pela Universidade Renmin da China.

Lee Chau Ping trabalhou ainda como designer de interiores por mais de 40 anos, além de ser licenciado em Medicina Chinesa. Fundou a Associação de Amizade de Artes, Pintura e Caligrafia de Macau em 2000, da qual é presidente.

10 Jul 2024

FRC | Associação de Música Soul actua este sábado

O músico macaense Giulio Acconci junta-se ao próximo concerto que decorre este sábado na Fundação Rui Cunha protagonizado pela Associação de Música Soul de Macau. “Ocean Walker”, o nome do evento, é “inédito”, pois recria o conceito de “pequeno concerto de bolso”, nascido nos EUA

 

A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta este sábado, entre as 17h30 e as 19h, duas sessões do musical em mini-concerto intitulado “Ocean Walker”, um projecto do coro local da Associação de Música Soul de Macau, formado por profissionais e amadores, sob a orientação do compositor e pianista Addison Wong, a quem se junta o músico e artista Giulio Acconci como convidado especial.

Segundo um comunicado, o evento é inédito na galeria da FRC, sendo recriado um pequeno concerto de bolso ao estilo dos Tiny Desk Concerts da NPR Music, uma ideia com grande sucesso nos EUA e a nível internacional via Youtube.

Este coro de música soul, com o nome “Ocean Walker”, vai realizar dois mini-concertos idênticos, cada um de 40 minutos, interpretando vários clássicos de musicais da Broadway.

Antes de cada música haverá uma breve conversa introdutória, onde será apresentado o resumo do musical de origem, a letra destacada e o papel dos personagens que intervêm na respectiva cena. Isso permitirá um maior envolvimento e participação do público. Trata-se de uma produção de teatro musical de pequena escala, incluindo canto a solo e em grupo, coreografia e performance, com direito a coreógrafo, professor de canto e director musical, tudo num espaço limitado de palco.

Raízes musicais

O coro “Ocean Walker” foi fundado em 2021 e tem actualmente 15 cantores residentes, com idades compreendidas entre o período da adolescência e os trinta anos. É conhecido pelas suas performances fortes e enérgicas em palco, com o som coral enraizado na cultura soul e R&B (Rhythm & Blues).

Addison Wong nasceu em Macau e foi para os Estados Unidos estudar música quando tinha 16 anos. Formou-se com um mestrado em Composição Musical, pela Universidade de Oregon, e foi mais tarde nomeado director musical da Bushnell University, onde continuou a reger a sua banda de jazz, coral e orquestra, bem como a leccionar cursos de teoria e composição musical.

De regresso ao território, tem desenvolvido inúmeros projectos pessoais e colectivos nas áreas musicais em que se move, tendo participado já diversas vezes nos concertos “Saturday Night Jazz” da FRC.

4 Jul 2024

Concerto | Jazz na FRC com dois grupos juvenis

Acontece amanhã mais um concerto de jazz na Fundação Rui Cunha (FRC), a partir das 21h. Trata-se do concerto mensal “Saturday Night Jazz”, que este sábado recebe os grupos juvenis “Macau Youth Jazz Orchestra” (MYJO) e “Fanfantasy”.

A Orquestra Juvenil de Jazz de Macau (MYJO), da Associação de Promoção do Jazz de Macau (MJPA), foi criada em 2020. É constituída por alunos locais do ensino primário e secundário e está dividida em vários grupos. O grupo principal, dirigido por Gregory Wong, tem o formato de uma pequena Big Band, que consiste numa secção rítmica mais seis instrumentos de metal.

Este mesmo grupo já actuou no Centro Cultural de Macau, no Teatro Dom Pedro V e no festival HUSH Kids! desde 2021. Para este concerto, a banda apresentará repertório das Big Bands de jazz.

Por sua vez, “Fanfantasy” é um grupo formado recentemente por jovens músicos sob orientação da baterista profissional Fanfan Cheung da MJPA. O grupo é composto pelo guitarrista Sang, pelo pianista Kenny, pelo baixista Joviz e pelo baterista Fai. A banda apresentará um conjunto de músicas animadas e energéticas em vários estilos.

A Associação de Promoção de Jazz de Macau (MJPA), co-organizadora do Saturday Night Jazz com a FRC desde 2014, é uma associação artística local sem fins lucrativos, criada em 2010. O objectivo da MJPA é promover o jazz junto do público de Macau e proporcionar oportunidades aos músicos locais, contribuindo para múltiplos projectos vocacionados para a juventude e realçando, assim, a característica multicultural do território, aponta um comunicado.

20 Jun 2024

FRC | Mostra de pintura em porcelana com obras de Rui Calado

É hoje inaugurada na Fundação Rui Cunha (FRC) a mostra “Desafios Orientais”, da autoria de Rui Calado. A exposição conta com organização da Casa de Portugal em Macau e está integrada no programa das comemorações do 10 de Junho e do Mês de Portugal em Macau.

Segundo um comunicado da FRC, são apresentados 50 trabalhos de pintura em porcelana, nomeadamente objectos e placas rectangulares, quadradas e redondas, e que se realizaram, ao longo dos últimos quatro anos, “num processo de resposta sistemática e contínua a estímulos indutores de novas realizações”.

“Está bem patente nos trabalhos apresentados que foi o fascínio do Oriente e a notável tradição chinesa na produção deste tipo de artefactos que inspiraram a valorização, através da pintura decorativa, de um conjunto de peças de porcelana branca com formas e tamanhos muito variados”, é referido.

Rui Calado tem uma longa carreira profissional como médico especialista em Saúde Pública e Epidemiologia, exercida em Portugal, Timor-Leste e Macau. Não imaginava vir a aventurar-se pelo trilho das artes, mas “a inquietação e a irresistível atracção por novos desafios” encarregou-se de o seduzir. Conforme relata o próprio, “o encanto e o espanto sentido, aquando da conclusão do primeiro trabalho, foi o detonador desta caminhada, caracterizada pela sistemática procura de novas respostas, de crescente complexidade”.

O atelier da Casa de Portugal em Macau deu-lhe a oportunidade de experimentar esta arte, e o “insistente convite da natureza para enfrentar novos projectos” fez o resto. Não mais largou a porcelana, os coloridos pigmentos, e a magia da mufla que dá vida a cada nova criação, aqui patente nesta sua primeira apresentação em nome individual.

17 Jun 2024

FRC | Debate sobre “UNESCO – Cidades MIL” amanhã

Decorre amanhã, a partir das 18h30, na Fundação Rui Cunha (FRC), uma conferência sobre o conceito de “Cidades MIL” da UNESCO com a presença de Felipe Chibas Ortiz, académico e co-líder, a nível internacional, do Grupo de Inovação da UNESCO Mil Alliance. A moderação da palestra estará a cargo do professor Adérito Fernandes Marcos, decano da Escola Doutoral da Universidade de São José, entidade parceira da FRC nesta iniciativa.

O programa “Cidades MIL”, ou “Paradigma da Literacia da Informação Mediática” foi criado pela UNESCO em 2018, sendo focado na evolução e sinergias criadas em torno de cidades inteligentes, criativas e educativas, sem esquecer o lado sustentável. Trata-se de uma iniciativa que tem por objectivo “integrar as tecnologias digitais emergentes de forma inovadora e ética com as necessidades dos municípios, bairros e organizações”, sem esquecer a sua diversidade.

A ideia é “aumentar literacia mediática e informacional da população, colocando o indivíduo no centro através da educação formal e não formal na compreensão desta nova realidade híbrida (física e digital) que está a ser construída de forma acelerada e algo caótica”, descreve um comunicado da FRC.

Assim, o programa “Cidades MIL” da UNESCO pretende “promover espaços urbanos mais humanos construídos a partir da gestão participativa dos seus líderes e cidadãos através da integração de dados e ciências sociais”, recorrendo a “indicadores e métricas que facilitam práticas transdisciplinares quotidianas que integram plataformas digitais e espaços urbanos de forma participativa”.

Desta forma, a palestra na FRC pretende abordar “os principais conceitos da abordagem da literacia dos media e da informação e a sua evolução para o paradigma das ‘Cidades MIL’, ao mesmo tempo que apresentará alguns casos concretos de ‘cenários MIL’ que estão a ser implementados em todo o mundo”.

12 Jun 2024

FRC | Livro e exposição sobre os “padrões” do património

Eva Bucho, designer, apresenta hoje na Fundação Rui Cunha um livro intitulado “Macau Patterns”, que revela alguns dos padrões mais bonitos e icónicos dos edifícios e demais património do território. O público poderá também visitar, até ao dia 15, a exposição com o mesmo tema

 

A Fundação Rui Cunha (FRC) inaugura hoje, a partir das 18h30, a exposição de fotografia “Macau Patterns” [Padrões de Macau], dedicada a mostrar o olhar da designer Eva Bucho sobre as cores e os formatos de azulejos, paredes ou demais elementos arquitectónicos e decorativos de edifícios e monumentos do território.

O projecto, que conta com o apoio do Instituto Internacional de Macau (IIM), Sociedade de Jogos de Macau (SJM) e a cafetaria Cuppa Coffee, integra-se no cartaz das comemorações oficiais do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, e traz ainda ao público uma exposição com o mesmo nome e com algumas das imagens que estão no livro. A mostra ficará patente na galeria da FRC até ao dia 15 de Junho.

Segundo um comunicado da organização, Eva Bucho recolheu para este projecto fotográfico uma diversidade de imagens que retratam o seu interesse especial em “padrões” encontrados no património local, nomeadamente em edifícios, na arquitectura, nos azulejos, nos ornamentos, e nos pavimentos distribuídos pelas freguesias de Macau, nomeadamente a Sé, São Lourenço, São Lázaro, Santo António e Nossa Senhora de Fátima.

Relativamente ao livro, este será editado em três línguas (português, inglês e chinês), pelo IIM e apoiado pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) e pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU).

Trata-se de uma edição que “incorpora os trabalhos registados ao longo de dois anos”, sendo “uma compilação de módulos e padrões recolhidos não só em fotografias, mas também em desenhos vectoriais”.

Um olhar de memórias

Citada pelo mesmo comunicado, Eva Bucho realça que este livro “é uma memória fotográfica através do meu olhar”. “Embora tenha chegado a Macau apenas em 2016, ao longo dos anos tenho-me encantado com o padrão cultural de Macau, nomeadamente com os seus pequenos padrões, na medida em que conservam uma presença permanente em Macau”, destacou.

O programa das celebrações do 10 de Junho inclui diversas iniciativas culturais. Esta semana, quinta-feira, será inaugurada a exposição do pintor Diogo Muñoz no Albergue SCM, enquanto na sexta-feira é dia do lançamento, a título póstumo, da obra “Vulgaridades Chinesas”, de J.J. Monteiro, uma edição do IIM. Nesse mesmo dia decorre o concerto dos portugueses Capitão Fausto, que se juntam no palco do MGM Cotai a David Huang.

4 Jun 2024

FRC | Académico de HK apresenta estudos sobre os primeiros mapas chineses

“Mapeando a China e Mapeando o Mundo” é o nome da palestra que acontece hoje na Fundação Rui Cunha, a partir das 19h, e que conta com a presença de Marco Caboara, professor de cartografia da Universidade de Ciências e Tecnologia de Hong Kong. O autor irá falar dos primeiros mapas ocidentais da China e dos estudos que tem desenvolvido nessa área

 

Decorre hoje, na Fundação Rui Cunha (FRC), a partir das 19h, a palestra “Mapping China and Mapping the World”, com a presença do académico Marco Caboara, professor de História da Cartografia e da Ciência na Universidade de Ciências e Tecnologia de Hong Kong (HKUST). Esta conferência integra-se no “Ciclo de Palestras Públicas de História e Património”, que fazem parte da agenda habitual da FRC e que acontecem em parceria com o Departamento de História e Património da Universidade de São José.

Marco Caboara, que até muito recentemente foi curador da colecção de mapas ocidentais antigos da China na biblioteca da HKUST, vai falar sobre a influência mútua dos mapas europeus e ocidentais na criação dos primeiros mapas europeus da China e dos primeiros mapas chineses do Mundo.

O foco de a palestra será o mapa de Mateus Ricci de 1602, sendo que o autor irá também falar do seu mais recente livro, intitulado “Regnum Chinae: The Printed Western Maps of China to 1735” [Regnum Chinae: Os Mapas Ocidentais Impressos da China até 1735], uma edição da Brill. Além disso, a conferência irá ainda abordar os estudos mais recentes deste autor, incluídos na obra “Remapping the World from East Asia: Towards a Global History of the ‘Ricci Maps’”, publicado pela University of Hawaii Press em Fevereiro deste ano.

Origens italianas

Segundo um comunicado da FRC, Marco Caboara é natural de Génova, Itália, um lugar “onde a prisão que viu Marco Pólo escrever o seu ‘Il Milione’ fica a uma curta caminhada da casa de Cristóvão Colombo”. Trata-se, portanto, de origens ligadas a figuras pioneiras na descoberta do mundo e que contribuíram para o seu mapeamento, o que incentivou o académico a seguir essa área de estudos.

Marco Caboara “cultivou desde cedo um interesse por viagens e, especialmente, pela relação entre a Europa e a China”, refere a sua biografia, tendo estudado História, Linguística e Chinês na Scuola Normale Superiore de Pisa, na Universidade de Pequim e na City University de Hong Kong.

Além disso, fez o doutoramento na Universidade de Washington, Seattle, com um estudo sobre as características linguísticas dos manuscritos clássicos de bambu chineses. Recentemente, concluiu a cartobibliografia abrangente dos mapas ocidentais da China de 1580 a 1735, publicada pela Brill, e está agora a trabalhar com manuscritos chineses e mapas impressos produzidos durante o mesmo período.

16 Mai 2024

FRC | Seminário sobre filantropia empresarial amanhã

Decorre amanhã, na Fundação Rui Cunha (FRC), entre as 18h30 e as 20h, um seminário sobre filantropia empresarial organizado em parceria com a Faculdade de Direito e Gestão da Universidade de São José (USJ), o Instituto Ricci de Macau e a revista Macau Business.

Cabe ao director do Instituto Ricci, Stephan Rothlin, a apresentação do evento, cujos oradores são os vencedores do Primeiro Prémio Deignan para o Empreendedorismo Responsável (DARE) 2022-2023 e personalidades como Loh Seow Yuen, directora-geral da empresa de recursos humanos MSS Recruitment, Rui Pedro Cunha, director-geral da C&C Lawyers, e José Carlos Matias, jornalista e director da revista Macau Business. O seminário será moderado por Jenny Phillips, directora da Faculdade de Direito e Gestão da USJ.

Segundo um comunicado da organização do evento, os oradores irão “partilhar os valores associados às organizações que lideram e com os quais orientam as suas acções filantrópicas”. Pretende-se ainda, com o fórum, “responder como as capacidades em termos de gestão e know-how [conhecimento] podem ser cruciais para ajudar indivíduos e grupos quando enfrentam crises graves”.

A edição deste ano dos prémios DARE arranca oficialmente a 20 de Maio. Este é um concurso destinado às pequenas e médias empresas de Macau e Hong Kong que tem por objectivo “promover práticas empresariais responsáveis e sustentáveis e documentar a forma como os valores fundamentais confuccionistas e cristãos podem ser desenvolvidos no meio de um mercado extremamente competitivo”. O evento é coorganizado pelo Instituto Ricci de Macau, a USJ e a Wofoo Social Enterprises.

13 Mai 2024

FRC acolhe este sábado recital com estudantes da UPM

A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe este sábado, a partir das 17h, o evento “Recital Conjunto de Estudantes de Música da UPM [Universidade Politécnica de Macau]”, integrado na série de concertos musicais “Os Sons da Praia Grande”, co-organizado pela Associação Vocal de Macau.

O programa contará com a presença da mezzo-soprano Xiangbing Liu, que venceu a medalha de ouro no “Concurso Vocal de Estudantes Modelo da China” por três anos consecutivos, e ainda a medalha de prata no “Concurso Vocal Profissional de Hong Kong” em 2023. A ela se juntarão as sopranos Changkun Lei, Shuangrong Wu, e Shuting Xiong, todas a frequentar o segundo ano do curso de Música da UPM, sob orientação das professoras Wang Xiao e Mai Jiali.

O acompanhamento será da responsabilidade da pianista May Poon, professora da UPM e pianista convidada da Orquestra de Macau. Esta foi uma “Jovem Artista Steinway” galardoada pela prestigiada competição internacional do famoso fabricante “Steinway & Sons”. Além da extensa lista de participação em competições, festivais e recitais a nível mundial, a pianista é também requisitada com frequência como júri de performances e competições a nível regional.

Destaque aos clássicos

A música seleccionada para a sessão inclui peças clássicas de compositores como o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, o francês Georges Bizet, os alemães Robert Schumann e Richard Strauss, os italianos Francesco Paolo Tosti e Pietro Mascagni, o coreano Yoon Hakjun, e os chineses Wang Long e Gao Weijie, além de canções folclóricas da Mongólia Interior.

“Bel Canto” é um termo italiano criado no século XVIII e que representa “a expressão máxima da voz humana”, tendo inspirado a série de iniciativas que a FRC tem desenvolvido nos últimos anos na área da música clássica. “Bel Canto” é “uma técnica vocal que enfatiza a beleza do som e a capacidade técnica do artista, em vez da expressão dramática ou da emoção romântica, sendo ainda hoje ensinada em moldes semelhantes aos do passado”.

10 Mai 2024

FRC | Docente de Hong Kong fala hoje sobre Macau no cinema

“Imagens de Macau em Movimento: A Visão da Região Administrativa Especial no Século XXI” é o título de mais uma palestra que hoje decorre na Fundação Rui Cunha a partir das 19h. A protagonista será Stacille Ford, professora da Universidade de Hong Kong, que irá falar da representação cinematográfica sobre Macau

 

A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 19h, a conferência “Macau’s Moving Images: Screening the SAR in the 21st Century” [Imagens de Macau em Movimento: A Visão da Região Administrativa Especial no Século XXI], com Stacilee Ford, professora assistente no departamento de História da Faculdade de Artes da Universidade de Hong Kong. Esta conferência insere-se no “Ciclo de Palestras Públicas de História e Património”, realizada entre a FRC e a Universidade de São José.

A ideia é falar da forma como Macau tem sido representada nos últimos anos nas mais variadas vertentes artísticas. “Desde a viragem do século XXI, as histórias cinematográficas sobre as pessoas e lugares de Macau progrediram muito além dos habituais retratos de cariz exótico que eram usados pela Hollywood dos tempos da Guerra Fria. No entanto, imagens, temas e enredos familiares mais tradicionais continuam a passar para as telas contemporâneas”, descreve a organização, em comunicado.

Assim, esta palestra aborda “o que mudou, ou não, e o que os filmes recentes nos contam sobre a história, a identidade de Macau e a importância do lugar desta Região Administrativa Especial da China, na intersecção dos fluxos transnacionais e globais”.

A oradora apresentará uma selecção contextualizada de documentários e de cinema independente e comercial do início deste século, onde se incluem destacados filmes como “Adeus Macao” de Evans Chan, do ano 2000, “Sisterhood” de Tracy Choi, de 2016, “A City Called Macau” de Li Shaohong, filme de 2018, e “One More Chance” de Anthony Pun, realizado no ano passado.

Estudos e livros

Stacilee Ford possui relevante trabalho de investigação no programa de estudos de género da Universidade de Hong Kong, sendo historiadora cultural com pesquisa feita nas áreas de estudos transnacionais americanos, história das mulheres e de género e produção cultural interasiática.

A académica reside em Hong Kong desde 1993 e tem-se dedicado ao ensino, investigação e à publicação de artigos e livros sobre mulheres e comunidades americanas em Hong Kong e Macau, sobre o cinema de Hong Kong e ainda sobre as mudanças geracionais na região da Ásia-Pacífico. O seu interesse particular tem sido a identidade cultural e as mudanças históricas articuladas no cinema, na televisão, na internet, na educação, na literatura, na gastronomia e na cultura de consumo de Hong Kong e Hollywood. É autora do livro “Troubling American Women: Narratives of Gender and Nation in Hong Kong”, publicado em 2011 pela Hong Kong University Press.

8 Mai 2024

FRC | Inaugurada hoje mostra sobre caligrafia e pensamento sino-português

É hoje inaugurada na Fundação Rui Cunha, a partir das 18h30, a exposição “Caligrafia do Pensamento em Português e Chinês”, da autoria de Fernando António e Choi Chun Heng. O público pode, assim, ver, 60 obras que espelham 30 pares de aforismos em português e chinês, pintados com recurso à caligrafia

 

Quem aprecia a arte da caligrafia pode ver, a partir de hoje, às 18h30, na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC), uma nova exposição. Trata-se de “Caligrafia do Pensamento em Português e Chinês”, da autoria dos artistas Fernando António e Choi Chun Heng. A mostra reúne, no total, 60 obras com 30 pares de aforismos representados pela arte da caligrafia nas duas línguas de Macau, o português e o chinês.

Segundo um comunicado da FRC, o projecto que agora se apresenta nasceu pela mão de Fernando António que, já nos tempos de escola, começou a sentir interesse pela caligrafia. Citado pelo mesmo comunicado, Fernando António revelou que depois, ao longo da vida adulta, continuou “a praticar nas décadas seguintes e a melhorar substancialmente as capacidades”.

“Ao longo dos anos, tive a oportunidade de ter aulas de caligrafia e pintura tradicional chinesa, onde aprendi sobre o pincel chinês Hui e a tinta Hui, bem como o papel Xuan (papel de arroz) com o seu sabor distinto”, acrescentou.

Foi assim que surgiu a Fernando António a ideia de “escrever caligrafia portuguesa”, uma experiência que o “satisfez e agradou a outros”.

A pares

Quando percebeu que a sua ideia tinha sido bem-sucedida, Fernando António convidou o mestre de caligrafia Choi Chun Heng para fazer a exposição conjunta que agora se apresenta ao público. A ideia era expressar pensamentos caligrafados nas duas línguas oficiais de Macau.

Fernando António é um calígrafo e coleccionador local, além de ser presidente do Conselho Fiscal da Associação de Pintura e Caligrafia do Oriente de Macau. O seu nome já esteve presente na terceira exposição de obras dos membros da referida associação, co-organizada pela FRC em Setembro de 2019.

Já Choi Chun Heng é amador de caligrafia, pintura, música, arte popular e coleccionismo, sendo também presidente da Casa de Arte Da Feng Tang de Macau. Actualmente aposentado da Administração Portuguesa, tem-se dedicado à arte como instrutor do curso de formação em caligrafia chinesa na Universidade de Macau, além de diversas escolas primárias e secundárias e outras associações locais. Nos últimos 20 anos realizou muitas exposições de caligrafia e pintura em Hong Kong, Macau, Taiwan e outras cidades da região. O seu trabalho ganhou o Campeonato de Caligrafia de Macau em 1989, tendo apresentado programas de educação moral como “Disciple Rules” e “Normal Mind – Ordinary Things”, exibidos nos canais de televisão de Macau. A exposição na FRC fica patente até ao dia 18 de Maio.

6 Mai 2024

FRC | Leitura e partilha de livros para a infância amanhã

Decorre amanhã, a partir das 10h30, na Fundação Rui Cunha (FRC), uma sessão dedicada ao universo da literatura infantil, intitulada “De Pequenino se Torce o Pepino: Literatura Infantil”, no âmbito do ciclo “Conversas sobre o Livro”. Trata-se de uma iniciativa organizada em parceria com a Associação dos Amigos do Livro em Macau, o Instituto Internacional de Macau e a editora Mandarina, com o objectivo de comemorar o “Dia da Leitura Conjunta em Toda a Cidade de Macau”.

Esta será uma sessão de leitura, com o intuito de perceber quais as histórias preferidas dos mais pequenos e porque gostam de ler. O evento pretende ser uma “agradável partilha de experiências”, com a presença de Sara Augusto e Shee Vá na leitura de textos e poemas. O público é convidado a levar livros para uma sessão conjunta de leitura.

Shee Vá, representante da Associação dos Amigos do Livro em Macau, defende que “ler faz bem à saúde porque exercita a imaginação e a criatividade, além de enriquecer o vocabulário, contribuindo para a fluência da linguagem escrita e falada”. Trata-se, para o médico e autor, de benefícios “que adquirem maior valor se forem cultivados na infância”. A conversa será realizada em português, chinês e, eventualmente, em inglês, conforme os participantes e as leituras sugeridas.

3 Mai 2024

FRC | Sandro Mendonça fala hoje do impacto das ‘Big Tech’

Sandro Mendonça, recentemente nomeado Fellow Economist da Comissão Europeia, estará hoje na Fundação Rui Cunha para falar das cinco grandes empresas tecnológicas Apple, Microsoft, Google, Amazon e Facebook e da ligação ao mercado europeu. Ao HM, declara que Macau começa a ter bons exemplos na área da tecnologia

Marcas como Apple, Microsoft, Google, Amazon e Facebook fazem parte do dia-a-dia de cada um de nós. Nas regiões administrativas especiais é comum o uso de aparelhos criados por Steve Jobs, bem como a rede social de Mark Zuckenberg, enquanto na China aposta em alternativas, com a Baidu, Tencent, ByteDance ou Temu.

O posicionamento que as cinco empresas tecnológicas ocupam no mundo e, em particular, no mercado europeu será hoje tema de uma conferência promovida pela Fundação Rui Cunha (FRC) e que conta com a presença de Sandro Mendonça, professor associado do departamento de economia do ISCTE Business School – Escola de Negócios do Instituto Universitário de Lisboa, cronista da Macau Business. O académico foi recentemente nomeado Fellow Economist da Comissão Europeia, para liderar um projecto de análise ao papel e impacto das Big Tech na Europa até 2040.

Aliás, esse será o âmbito da conferência que irá apresentar na FRC, intitulada “The Future of Big Tech” [O Futuro das Grandes Tecnológicas].

Ao HM, Sandro Mendonça destaca que estas empresas dominam “de forma consistente” o sector tecnológico mundial desde 2010, tanto em “termos de capitalização bolsista, lucros ou alcance nos mercados internacionais”. As cinco grandes empresas “estão por todo o lado”, quer “nos sistemas operativos móveis e fixos, na busca na Internet, nas redes sociais, nas vendas por comércio electrónico ou no armazenamento de dados empresariais em nuvem”. Com menor presença na China, embora no país o Windows “esteja por todo o lado, assim como os Iphones”, estas tecnológicas “estão fortemente em Macau e Hong Kong”.

“Quando lançamos o escrutínio sobre estas gigantes megapolistas, alguns padrões vêm ao de cima. É notório que nenhuma delas é europeia, tendo, todas o seu quartel-general nos EUA.”

O académico destaca ainda “um facto central que pode ser chocante”, no sentido em que “o investimento destas tecnológicas em investigação e desenvolvimento, num só ano, é maior do que todo o esforço conjunto nesta área que os 27 países da União Europeia fazem num programa-quadro, ou seja, em sete anos”.

Sandro Mendonça coordenou um estudo sobre a presença destas cinco empresas no mercado europeu para o Directorado-Geral da Investigação e Inovação (DG Research) em Bruxelas, intitulado “O Futuro das Grandes Tecnológicas na Europa” [The Future of Big Tech”, já publicado.

“Fome de inovação”

Segundo um comunicado da FRC, a conferência de hoje alerta para o facto de estas “Big Tech” terem vindo “para ficar”, tratando-se de empresas que “não conseguem estar paradas, tendo fome de inovação”.

Citado pela mesma nota, Sandro Mendonça destaca que as “grandes empresas tecnológicas aproveitam as infra-estruturas em nuvem, os modelos de negócio das plataformas digitais e, cada vez mais, as tecnologias de Inteligência Artificial, para captar áreas de mercado em expansão e alcançar um desempenho superior”, embora continuem a estar mais ausentes do mercado europeu. Há ainda “outros gigantes internacionais a aproximarem-se, como a Alibaba ou a Tencent”.

Desta forma, Sandro Mendonça irá debruçar-se sobre o papel da Europa “numa economia totalmente orientada para o mercado” e ainda sobre “as soluções convencionais, como a regulamentação e a política de concorrência”, e se estes instrumentos serão “suficientes para lidar com as repercussões” oriundas do posicionamento destas empresas.

“Será altura de passarmos à fase neoliberal e de nos envolvermos num activismo industrial informacional do tipo disruptivo? Ou, pelo contrário, será que o incremento da descentralização empresarial resolverá quaisquer falhas temporárias de competitividade e governação europeias?”, questiona o responsável.

Questionado pelo HM sobre a ligação destas grandes empresas tecnológicas ao mercado chinês, o académico defende que o país saído do processo de reforma e abertura liderado por Deng Xiaoping “nunca se deixou enfeitiçar pelo mercado”.

“A China usou o mercado, mas não se deixou levar por ele. Parece-me que a China dos nossos dias tem uma base inovadora endógena, o que lhe dá centralidade e criatividade. Dá-lhe também maior autonomia e maior segurança, pois está menos sujeita a chantagens que outros lugares que são dependentes de outros para efeitos de tecnologia, segurança e sistemas financeiros”, declarou.

Bons exemplos de Macau

Numa altura em que o Governo local quer apostar no sector da tecnologia para diversificar a economia, o HM questionou Sandro Mendonça quanto às reais capacidades do território para o fazer.

O autor declarou que o “futuro está perto”, pelo facto de Macau estar incluído no “Silicon Valley chinês”, ou seja, a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Contudo, na hora de fomentar o desenvolvimento, Sandro Mendonça deixa um alerta: “Macau só serve aos residentes, à China e ao mundo se continuar a ser Macau”, preservando a sua identidade.

“Dou um exemplo real e prático, que já é um caso significativo que resulta da cooperação entre Zhuhai, Hengqin e Macau. Hengqin conseguiu atrair uma jovem engenheira de Pequim, Lyu Jinyan, para um projecto radicalmente importante para a China, o desenvolvimento de biomateriais para a área médica.”

Neste contexto, foi lançado, no final do ano passado, “um produto complementar a esta agenda de longo prazo”, intitulado “Machloom 麥士能”, virado “para o bem-estar e reparação da fadiga cerebral”, que já marca alguma presença em farmácias locais e que “ostenta o símbolo das Ruínas de São Paulo no símbolo comercial” do produto.

Outro exemplo de sucesso destacado por Sandro Mendonça diz respeito às empresas “e-Research Solutions” e da “uMax Data Technology”, consultoras e tecnológicas fundadas por Angus Cheong, formado na Universidade de Macau.

Angus Cheong lançou um instrumento multi-modal movido a inteligência artificial chamado DiVoMiner”. Sandro Mendonça lamenta a pouca visibilidade que este projecto tem a nível local. “Tudo isto é mais conhecido lá fora do que em Macau. Lá fora [Angus Cheong] é conhecido, escutam a sua opinião. Não sei porque estas empresas, de raiz local, não são mais conhecidas.”

Papel dos portugueses

“Vejo aqui o papel histórico de Macau, uma área híbrida em que novas propostas de negócio ganham uma camada cultural que lhes agrega valor e potencial para escalar internacionalmente”, referiu o académico, que aponta “o grande trabalho de contexto” que se encontra em curso, também feito “por portugueses que acreditam nas virtudes das boas relações Oriente-Ocidente”.

Sandro Mendonça destaca os casos de Rui Pedro Cunha, presidente da Câmara de Comércio Macau-Europa, Bernardo Mendia, na qualidade de secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, e ainda Rodrigo Brum, que deixou o Fórum Macau há uns anos para fundar a Câmara de Comércio e Indústria dos Países de Língua Portuguesa na Grande Baía de Guangdong, Hong Kong e Macau (China). “Estamos com boas dinâmicas em curso. Espero que prossigam, pois não é cedo”, remata.

A palestra de hoje começa às 18h30 e integra-se no ciclo “Roda de Ideias” promovido pela FRC. Sandro Mendonça está de regresso a Macau depois de, em Abril, ter falado, também na FRC, sobre “A Mudança nas Comunicações: Do 5G à IA através das Plataformas Digitais”.

2 Mai 2024

Concerto | Trio Mark Leung e músicos locais amanhã na FRC

É já amanhã que a galeria da Fundação Rui Cunha acolhe mais um espectáculo de jazz. Os protagonistas são o Trio Mark Leung, composto por músicos de Hong Kong, que se juntam aos músicos e colaboradores da Associação de Promoção de Jazz de Macau. Este é mais um evento incluído na série de espectáculos “Saturday Nigh Jazz” e serve de celebração aos 12 anos da FRC

 

Escreve-se amanhã mais um capítulo na história da iniciativa “Saturday Night Jazz”, criada pela Fundação Rui Cunha (FRC) para promover a música que se faz a nível local e também regional. A partir das 21h é possível ouvir composições de jazz tocadas pelo Trio Mark Leung, com músicos de Hong Kong, que se juntam aos músicos da Associação de Promoção de Jazz de Macau (MJPA, na sigla inglesa), presença habitual na FRC na realização deste tipo de iniciativas.

O concerto serve para celebrar o 12.º ano da FRC, um projecto que nasceu da mente do advogado Rui Cunha para promover a cultura local, mas também a dinamização do Direito de Macau.

O Trio Mark Leung adoptou o nome do seu guitarrista, que se junta ao baterista Felix Leung e ao baixista Kiu Fung Lee. Mark Leung esteve em Macau em Março do ano passado, quando apresentou o seu projecto mais regular, o “Olá Jazz Guys”.

O guitarrista fundou a “Olá School of Music” para desenvolver estudos de performance e educação musical no território vizinho, sendo também fundador da Free Music Association (FMA).

Mark Leung é ainda membro da Sociedade de Compositores e Autores de Hong Kong (CASH), além de ser considerado “um velho amigo” da MJPA, tendo inclusivamente estudado em Portugal com o músico de jazz Zé Eduardo, nome também habitual na cena local do jazz.

Segunda parte local

Se o espectáculo abre com o Trio Mark Leung, encerra com músicos de Macau e habituais colaboradores da MJPA, nomeadamente o guitarrista Mars Lei, seu presidente e nome habitual nestas iniciativas. Segundo a FRC, “os habituais artistas residentes irão tocar clássicos do jazz com a ajuda dos colegas de Hong Kong”.

Desde 2014 que o evento “Saturday Night Jazz” é organizado pela FRC em parceria com a associação, que é formada “por amantes de jazz que regularmente tocam, ensinam e exploram os vários estilos deste género musical, no âmbito de múltiplos projectos vocacionados para a juventude”.

26 Abr 2024

Palestra sobre dietas e obesidade amanhã na FRC

Decorre amanhã, a partir das 18h30, na Fundação Rui Cunha (FRC), a palestra “Dietas para combater a Obesidade – Mitos e Estratégias”, com a presença da médica Paula Freitas, assistente graduada do serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto, e ainda professora auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Segundo um comunicado da FRC, a palestra pretende desmistificar algumas ideias pré-concebidas em torno da alimentação e obesidade. Paula Freitas refere, na mesma nota, que a obesidade pode ser considerada “uma doença crónica complexa, multifactorial e recidivante”, e que “qualquer intervenção a curto prazo, correcta ou incorrecta, não terá impacto a longo prazo e está votada ao insucesso, se a sua estratégia não for a modificação do estilo de vida de uma forma permanente”.

A profissional de saúde destaca ainda que a obesidade ou pré-obesidade são “doenças crónicas com impacto na saúde, qualidade de vida e mortalidade”, não sendo apenas problemas do ponto de vista estético.

Assim, “é de primordial importância que a pessoa com obesidade defina e tenha metas realistas no tratamento”, pois, caso contrário, “ficará frustrada, irá desistir e não perderá peso”.

Cada corpo é um corpo

Relativamente às chamadas dietas rápidas, Paula Freitas denota que “a pressa é inimiga da perfeição”, e que não há uma dieta milagrosa que funcione com todas as pessoas. Na verdade, uma dieta que promete perda de muito peso em pouco tempo “pode levar à interrupção de comportamentos saudáveis necessários, de forma prolongada e duradoira, para uma saudável perda de peso”.

Cortar nas proteínas, gorduras ou hidratos de carbono, ou optar por uma alimentação vegetariana, por exemplo, depende de cada pessoa e das doenças que possa ter, caso sejam do foro cardiovascular, diabetes ou colesterol aumentado.

A médica aconselha, assim, a que as pessoas façam “escolhas saudáveis todos os dias”. “Há que pôr fim aos mitos e às confabulações sobre dietas miraculosas. Devemos fazer escolhas alimentares saudáveis todos os dias e praticar exercício físico regularmente. Só deste modo, teremos uma vida saudável”, descreve.

24 Abr 2024

FRC | Inaugurada exposição que celebra 12 anos da Fundação

“Doze Anos Brilhantes” é o nome da exposição colectiva de arte que a partir de hoje pode ser vista na Fundação Rui Cunha e que celebra o 12.º aniversário da instituição que nasceu por vontade do seu patrono, o advogado Rui Cunha, com o intuito de promover debates sobre temas sociais e conhecimento jurídico, sem esquecer os eventos culturais

 

A Fundação Rui Cunha (FRC) celebra este ano 12 anos de existência e, a pensar nisso, inaugura hoje uma nova exposição colectiva com artistas locais que mostram, assim, os seus trabalhos. “Doze Anos Brilhantes” pode ser vista hoje a partir das 18h30 e celebra o momento de criação da FRC, por ideia do seu fundador, o advogado Rui Cunha, a 28 de Abril de 2012.

Liberdade criativa é o mote desta mostra que faz uma retrospectiva dos artistas que já apresentaram trabalhos na galeria da FRC. Foram, assim, convidados mais de 50 artistas para expor obras de pintura, caligrafia, gravura de sinetes, escultura, fotografia, técnica mista e novos meios artísticos.

O facto de a mostra não ter um tema específico fez com que os artistas convidados tenham feito obras que remetem para a ideia de “consagração do ciclo completo de 12 anos, pleno de actividades que celebraram a multiculturalidade do território”.

“Tal como na roda dos signos do zodíaco chinês, o pequeno Dragão regressou à casa inicial, mais forte e determinado, marcando a sua influência em muitas obras aqui patentes”, descreve a FRC.

A joalheira Cristina Vinhas, que colabora com a Casa de Portugal em Macau e que já expôs inúmeros trabalhos no território, é uma das artistas convidadas, tal como o pintor Denis Murell, o fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro ou ainda o músico e artista macaense Giulio Acconci.

Destaque ainda para nomes como Ada Zhang, Alice Ieong, o macaense José Basto da Silva ou Mónica Coteriano, co-fundadora da 10 Marias – Associação Cultural, ou ainda Fortes Pakeong Sequeira, outro nome bem conhecido do meio artístico local e que já expôs o seu trabalho na FRC.

Casa das artes

Há 12 anos que a FRC existe com a missão de “apoiar e impulsionar a produção cultural e criativa de Macau”, tendo organizado mais de 1.600 eventos ligados a diversas áreas, tendo estabelecido “uma plataforma de intercâmbio e enriquecimento cultural e educacional, num espaço que foi gradualmente conquistando a atenção e o respeito das comunidades locais e regionais, das entidades públicas e privadas”.

“Doze Anos Brilhantes” pode ser visitada, de forma totalmente gratuita, até ao dia 4 de Maio. A FRC agradece, em comunicado, a todos os artistas convidados a expressarem a sua arte e trabalho para este evento. Estes “participaram com grande entusiasmo e abrilhantaram esta iniciativa com as suas criações artísticas”.

A FRC agradece ainda “às entidades associativas e institucionais que apoiam a nossa visão e esforço desde o início”, bem como ao “público geral por nos vir acompanhando de forma contínua e incondicional neste trajecto”.

18 Abr 2024

Concerto | Palestra sobre música do século XIX hoje na FRC

Hoje, a partir das 18h30, os amantes de música clássica vão poder apreciar composições que marcaram o século XIX num concerto que é, ao mesmo tempo, uma palestra dirigida pelo musicólogo Sio Pan Leong. O evento será oportunidade para admirar as sonoridades de Schubert, Tosti, Debussy, Chopin, Brahms e Hasselman

 

“Melodias Nocturnas: A Noite Artística na Música do Século XIX” é o nome da palestra que é, ao mesmo tempo, um espectáculo musical que decorre hoje, a partir das 18h30, na Fundação Rui Cunha (FRC). O evento será conduzido pelo musicólogo Sio Pan Leong, contando ainda com a presença das pianistas Vicky Hei Man Tong e Christy Pui Man Tong, a soprano Hapi Hoi Sam Chan e a harpista Jessica Iok Man Chong.

Nesta sessão, co-organizada pela Associação de Performance Musical de Macau (APMM) e a Associação Musicológica de Macau, o público poderá “mergulhar na paisagem nocturna da música artística do século XIX”, aponta um comunicado da FRC, que cita a APMM. A organização do evento descreve a época em destaque como uma altura em que a “escuridão da noite serviu de tela para interagir com o misterioso e o irracional”, explorando “o sublime e o transcendental, os sonhos e os anseios, bem como os aspectos desconhecidos e sombrios da psique humana”.

Como tal, é proposto ao público uma “viagem fascinante por peças criadas para piano, voz e harpa”, de compositores bem conhecidos em todo o mundo como Schubert, Tosti, Debussy, Chopin, Brahms e Hasselman, sendo apresentadas diversas interpretações do tema “Noite”. Adicionalmente, a componente teórica do recital acompanhará o público na exploração e elucidação deste conceito, desvendando os mistérios e a essência poética da “Noite” na música, na arte e na literatura do século XIX.

Um certo fascínio

A sessão de hoje na FRC explora quatro segmentos relacionados com o universo nocturno, nomeadamente “Ode à Noite”, que explora a glorificação deste conceito no Romantismo; “Despertar”, que representa a transição do reino etéreo dos sonhos para a dura realidade do dia; “Nocturno”, que desvenda os aspectos enigmáticos e sombrios da noite através de composições instrumentais; e “Rouxinol” que descreve uma serenata ao público com os sons encantadores da natureza à noite.

A FRC explica que “independentemente do nível de conhecimento musical de cada um, esta palestra-recital promete evocar o extraordinário fascínio e profundidade emocional da ‘Noite’ associada aos temas clássicos”. Um dos exemplos mais conhecidos da música clássica melancólica é o de Frédéric Chopin, que compôs 21 nocturnos para piano entre os anos de 1827 e 1846, ocupando, ainda hoje, uma grande importância no repertório de muitos pianistas, com inúmeras interpretações.
Também os nocturnos de Claude Debussy ficaram para a história, tratando-se de uma composição em três movimentos para orquestra escrita entre 1892 e 1899, baseada na poesia.

15 Abr 2024

FRC acolhe hoje palestra sobre empreendedorismo

Decorre hoje, a partir das 18h30, a palestra “Conhecimento Além do Capital”, co-organizada pela AEIMCP – Associação para o Empreendedorismo e Inovação Macau – China e Países de Língua Portuguesa. O evento, que acontece na Fundação Rui Cunha (FRC), tem como oradores Paulo Andrez, autor e ex-Presidente da EBAN (European Business Angel Networks) e Paulo José Esperança, reitor adjunto e professor na Universidade Cidade de Macau.

Segundo um comunicado da FRC, os palestrantes vão discutir novo conceito de “investidores-anjo” e o necessário apoio que estes trazem às novas startups e aos jovens empreendedores.

A organização do evento refere, na mesma nota, que os “investidores-anjo” desempenham “um papel fundamental na promoção de ecossistemas de inovação, fornecendo o crucial apoio financeiro e orientação a startups e empreendedores na sua fase inicial”.

“Ao contrário dos tradicionais capitalistas de risco ou investidores institucionais, os investidores anjos são tipicamente indivíduos que investem o seu próprio dinheiro em startups promissoras em troca de uma participação no capital”, lê-se ainda.

Estes investidores são “únicos” por contribuírem “mais do que apenas recursos financeiros para as startups”, fornecendo, muitas vezes, “conhecimentos valiosos, ligações à indústria e orientação para os empresários, algo que os Governos não conseguem garantir”.

“Na verdade, muitos destes investidores-anjos “são geralmente empresários experientes ou veteranos da indústria com vasta experiência e redes nas suas respectivas áreas. A sua orientação e mentoria podem ser fundamentais para ajudar as startups a enfrentar os desafios de lançamento e expansão dos seus negócios, incluindo desenvolvimento de produtos, estratégia de mercado e angariação de fundos”, aponta ainda a organização.

Quem é quem

Paulo Andrez é presidente emérito da EBAN e também um autor best-seller nos EUA, com o livro “Zero Risk Startup”, editado pela Forbes. Na palestra da FRC, Paulo Andrez irá falar das “motivações que impulsionam os investidores-anjos, ao mesmo tempo que compartilhará dicas sobre como mitigar riscos em investimentos-anjo”. O responsável vai também destacar “as vantagens de estabelecer redes de investidores-anjo em Macau”.

Por sua vez, Paulo José Esperança, ligado à UCM, foi reitor da Escola de Gestão do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE Business School), entre os anos de 2015 e 2019, tendo ainda presidido à Fundação para a Ciência e Tecnologia em Portugal entre 2019 e 2022. Cabe a Marco Duarte Rizzolio, presidente da AEIMCP e co-fundador do programa de empreendedorismo e startups 929 Challenge, a moderação da palestra.

11 Abr 2024

FRC | Palestra sobre os desafios do bilinguismo na próxima terça-feira

A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe na próxima terça-feira, 16, a partir das 18h30, uma conferência sobre o bilinguismo, intitulada “Atraso Linguístico em Macau: Criar uma criança bilingue: Mitos e Desafios”. Trata-se de uma iniciativa da Associação dos Jovens Macaenses (AJM) em colaboração com a Associação dos Médicos de Língua Portuguesa de Macau (AMLPM). O evento terá como oradoras a pediatra Joana Morgado Bento e a terapeuta da fala Zélia Almeida.

O objectivo desta conferência é discutir com eventuais atrasos no desenvolvimento da linguagem das crianças, dado Macau ser um local onde as línguas oficiais são o português e o chinês, mas onde o inglês “desempenha um papel não oficial, mas altamente proeminente”, descrevem os organizadores do evento, em comunicado.

A língua inglesa acaba, assim, por ser “o meio de instrução em algumas escolas e muitas crianças em Macau são bilingues ou trilingues”. No entanto, “os encarregados de educação ficam muitas vezes preocupados com o desenvolvimento da fala dos seus filhos”, sendo que Joana Morgado Bento e Zélia Almeida dizem existir um “factor de risco para o diagnóstico de atraso na linguagem” no caso das crianças em que os dois pais, ou apenas um, são ocidentais. Desta forma, esta palestra servirá para discutir casos clínicos, bem como o panorama de avaliação, tratamento, prognóstico e prevenção do atraso da linguagem em crianças.

10 Abr 2024

FRC | “Elementos Geográficos”, de Benson Lam inaugurada hoje

É hoje inaugurada oficialmente, a partir das 18h30, a exposição “Elementos Geométricos”, da autoria de Benson Lam, que desde o dia 19 pode ser visitada na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC). Trata-se de uma mostra de ilustração digital do artista local que já expôs na FRC, nomeadamente em nome próprio com a exposição “Divine Beasts”, em 2020, ou integrando a mostra colectiva do “10.º Aniversário da Fundação Rui Cunha” em 2022.

Desta vez, em “Elementos Geométricos”, o artista reúne um conjunto de 25 ilustrações digitais e modelagem em papel 3D [três dimensões], que representam temas como a paisagem da cidade, a cultura urbana, a remixagem intercultural, a personalidade mítica, a religião, o surrealismo e os animais de estimação.

“Esta é uma série de ilustrações inspiradas em elementos geométricos. As obras são apresentadas com diferentes estilos de combinação geométrica, seja em formas triangulares de alta ou de baixa densidade”, refere o manifesto do artista.

Frisa-se também que “padrões geométricos são usados em algumas das obras, dando uma impressão muito colorida às obras de ilustração criadas”. Além disso, uma das obras é feitas com escultura geométrica em papel, demonstrando assim que estas composições podem ser realizadas em formato 3D”, uma técnica cada vez mais utilizada na arte da decoração e em criações ornamentais, uma das especialidades do artista.

Benson Lam nasceu em Macau, mas trabalhou muitos anos no exterior, fazendo carreira por Hong Kong, Milão, Madrid, Barcelona, Lisboa, Londres, Nova York e a China Continental. Como fotógrafo e professor de design, é especializado em design de espaços comerciais e é profissional de escaparatismo criativo para reputadas marcas. A mostra estará patente até ao próximo dia 6 de Abril.

26 Mar 2024

FRC | Mostra que celebra aniversário d’O Clarim inaugurada hoje

A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta a partir de hoje, às 18:30, a Exposição Itinerante “Uma Ponte de Diálogo: 75.º Aniversário d’O Clarim”, na continuação da mostra principal que decorreu em Outubro e Novembro de 2023, no Centro Diocesano de Macau.

“O Jornal O Clarim concebeu um conjunto de painéis expositivos móveis, apresentando a história da impressão e a história dos meios de comunicação no território, bem como alguns conhecimentos de introdução à profissão jornalística. O objectivo é passar o testemunho ao público e à próxima geração, preservando a sua missão como ponte de informação e de formação, de diálogo entre a Igreja e os fiéis, bem como entre a Igreja e a sociedade”, aponta a FRC.

Além da exposição, O Clarim realizará ainda uma série de palestras. Na próxima quinta-feira, às 18:30, tem lugar a Palestra “Fotojornalismo: Experiência na Cobertura de Eventos da Igreja”, com o orador convidado, Oswald Vas. Na quinta-feira seguinte, dia 14 de Março também às 18:30, será a vez da Palestra “Liberdade na Imprensa Religiosa”, com o orador José Miguel Encarnação. Ambas serão moderadas por Jasmin Yiu e apresentadas em língua inglesa.

A mostra vai estar patente ao público na FRC até ao dia 16 de Março.

 

5 Mar 2024

FRC | Palestra sobre a Companhia das Índias Orientais hoje à tarde

A Fundação Rui Cunha acolhe hoje, a partir das 19h, a palestra “A Companhia das Índias Orientais e a Política do Conhecimento”, apresentada por Joshua Ehrlich, professor de História da Universidade de Macau. O académico irá discutir a forma como o conhecimento foi central nos contactos entre indianos e europeus

 

Hoje, a partir das 19h, a Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta a palestra “A Companhia das Índias Orientais e a Política do Conhecimento”, inserida no Ciclo de Palestras Públicas de História e Património. O evento resulta da parceria regular entre a FRC e o Departamento de História e Património da Universidade de São José (USJ).

O orador convidado da palestra é Joshua Ehrlich, professor auxiliar de História da Universidade de Macau. O académico tem dedicado grande parte da sua carreira ao estudo do “orientalismo, do conhecimento colonial e da informação com uma nova abordagem: a história das ideias do conhecimento”, descreve a organização da conferência.

“A Companhia das Índias Orientais é lembrada como a corporação mais poderosa, para não dizer notória, do mundo. Mas para muitos dos seus defensores, entre as décadas de 1770 e 1850 foi também a mais esclarecida do mundo”, informa a USJ.

O académico defende que para a saúde das relações que mantinham a Companhia das Índias Orientais a partilha do conhecimento desempenhou um papel fundamental. “Ele recupera a existência de contactos entre os dirigentes e interlocutores da Companhia das Índias, indianos e europeus, sobre os usos políticos do conhecimento” e “revela que o compromisso com o conhecimento era parte integrante da ideologia da Companhia. Demonstra ainda como a Companhia invocou este compromisso em defesa da sua união cada vez mais tensa de poder comercial e político”, refere em comunicado a USJ.

Não só estes agentes históricos eram “altamente articulados sobre o assunto, mas as suas ideias continuam a repercutir-se no presente. O conhecimento era uma presença constante na política da Companhia – tal como parece estar a tornar-se uma presença constante na política de hoje”.

O estudo do Oriente

Joshua Ehrlich é um premiado historiador do Conhecimento e do Pensamento Político, com foco na Companhia das Índias Orientais e no Império Britânico no Sul e Sudeste Asiático. Actualmente professor auxiliar na Universidade de Macau, obteve o seu Doutoramento e Mestrado pela Universidade de Harvard e bacharelato pela Universidade de Chicago.

No ano passado, lançou o seu primeiro livro “The East India Company and the Politics of Knowledge”, obra com o mesmo nome que a palestra que dirige hoje na FRC, com a chancela editorial da Cambridge University Press.

O académico publicou vários artigos sobre tópicos que incluem as características únicas das fronteiras e demarcações das cidades portuárias, sobre a criação, pilhagem e destruição de bibliotecas, assim como sobre a crise da reforma liberal na Índia e as origens da cultura da tipografia indiana.

Joshua Ehrlich contribuiu também para publicações como “Past & Present, The Historical Journal, Modern Asian Studies” e a “Modern Intellectual History”.

A palestra será apresentada em inglês, tem duração de 1 hora e a entrada é livre. A moderação estará a cargo da professora Priscilla Roberts

27 Fev 2024

FRC | Exposição de pintura de Ada Zhang abre hoje ao público

A galeria da Fundação Rui Cunha acolhe a partir da tarde de hoje a exposição individual de pintura de Ada Zhang intitulada “Facing the Sea”. As paisagens de Macau voltam a ser a musa da pintora, que ao longo de quase 40 obras reinventa ruas e lugares familiares do território

 

 

É inaugurada hoje, às 18h30, a Exposição Individual de Pintura “Facing the Sea”, de Ada Zhang, na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC). A mostra “reúne um conjunto de 39 pinturas em aguarela, óleo e acrílico, com imagens que partem do seu talento em observar e captar a essência do que a envolve”, descreve a organização da exposição. A mostra estará patente ao público até dia 2 de Março e tem entrada livre.

As pinturas de paisagens e lugares de Macau voltam a ser o objecto de interesse da artista, que tem detalhado em tela múltiplas facetas da estética e atmosfera da cidade.

Esta é a segunda exposição de Ada Zhang na FRC, depois de “Home’s Where The Heart Is” ter passado pelas paredes da galeria em 2022. No ano que se inicia, a artista volta com novos trabalhos e redobrada energia, justificando o título da exposição com o entusiasmo de quem recebe a inspiração e as ideias que chegam como ondas e brisa do mar.

 

Casa e coração

Ada Zhang, natural da província de Sichuan, no Interior ocidental da China, mudou-se para Macau “há quase uma década, e, com a sua pincelada impressionista, descreve a paisagem urbana e os costumes do território através do seu estilo único e olhar de imigrante”.

Esta abordagem fresca a lugares que são mais do que familiares tem sido um dos trunfos da artista que tem exposto com regularidade em locais como o espaço a Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) “Hold on to Hope Project”, na vila de Ká-Ho.

Ada Zhang é directora da Associação dos Artistas de Aguarela Contemporâneos de Macau, e membro da Associação de Artes de Macau, da Associação de Arte da Juventude de Macau, da Associação de Pintura de Macau, e da Associação Yü Ün dos Calígrafos e Pintores Chineses de Macau.

As suas obras ganharam o Prémio de Excelência do Concurso de Desenho Cheng Yang Bazhai em 2021 e foram seleccionadas para a Bienal de Aguarela da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2021.

20 Fev 2024

FRC | Exposição de poesia e cultura de Xue Rongxuan a partir de hoje

A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, às 18h30, a exposição “A Poesia e Cultura Chinesa de Xue Rongxuan”, tratando-se de uma homenagem póstuma ao mestre calígrafo e poeta também conhecido pelo pseudónimo ‘Lau Pi’ (陋筆 ou caneta ruim), recentemente desaparecido em finais de 2023.

Este artista participou, nos últimos anos, em exposições colectivas e conferências promovidas pela FRC, com co-organização da Associação de Poesia dos Amigos do Jardim da Flora.

A exposição reúne um conjunto de cerca de 40 obras de caligrafia e poesia, representativas do percurso literário e da experiência artística ao longo da vida de Xue Rongxuan. De acordo com os Amigos do Jardim da Flora, ele “não era apenas um estudioso versátil e muito eloquente, tinha também grande talento para citar as escrituras e criar belas frases, especialmente em dísticos, o que o tornou notável no campo da literatura e da poesia”.

Segundo os Amigos do Jardim da Flora, Xue Rongxuan “nunca poupou esforços para promover a cultura tradicional chinesa, e usou os seus anos de experiência pessoal a pesquisar e a elevar o conhecimento das elites da cultura chinesa”.

A FRC descreve ainda que Xue Rongxuan sempre foi “modesto quanto às suas capacidades de escrita”, sendo uma “pessoa de pensamento rápido, um indivíduo com extensa sabedoria”. Além disso, respeitava muito a cultura chinesa e tinha um “profundo conhecimento da sua história, língua, geografia e tradições, bem como de poesia, canções antigas e dísticos”. A mostra vai estar patente até ao dia 17 de Fevereiro.

30 Jan 2024