Acordo com Canadá não visa terceiros Hoje Macau - 27 Jan 2026 A China afirmou ontem que o seu recente acordo comercial com o Canadá não visa “nenhuma terceira parte”, após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado retaliar e impor tarifas de 100% sobre produtos canadianos. Perante a guerra comercial iniciada por Trump, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, tem apostado na procura de novos mercados na Ásia e na Europa. No início de janeiro selou, segundo os seus termos, “um acordo comercial preliminar, mas histórico, visando eliminar os obstáculos ao comércio e reduzir as taxas alfandegárias” com a China. Donald Trump afirmou no sábado que pode impor “taxas de 100%” sobre as importações canadianas nos Estados Unidos, caso se concretize um acordo comercial entre o Canadá e a China. “Para a China, as relações entre Estados devem basear-se numa lógica de ganhos mútuos, não de jogos de ‘tudo ou nada’, e na cooperação, não no confronto”, reagiu Guo Jiakun, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em conferência de imprensa. “A China e o Canadá estão a construir uma parceria estratégica de novo tipo (…). Isso não visa nenhuma terceira parte, serve os interesses comuns dos dois povos e contribui também para a paz, a estabilidade, o desenvolvimento e a prosperidade do mundo”, salientou. O acordo preliminar entre Pequim e Otava prevê, nomeadamente, deixar entrar no Canadá 49.000 veículos elétricos fabricados na China com taxas preferenciais de 6,1%, segundo Mark Carney. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a sobretaxa de 100% mencionada por Donald Trump será imposta “se eles [os canadianos] fizerem um acordo de livre-comércio” com a China. Isto é, “se forem mais longe e se vir que eles estão a deixar os chineses inundarem com os seus produtos” a América do Norte, declarou Bessent numa entrevista à cadeia de televisão ABC.
Conselho Legislativo de Hong Kong rejeita resolução do Parlamento Europeu a propósito de Jimmy Lai Hoje Macau - 27 Jan 2026 O Conselho Legislativo de Hong Kong rejeitou ontem “de forma veemente” uma resolução do Parlamento Europeu a apelar a sanções contra o Governo local devido ao julgamento do activista Jimmy Lai Chee-ying. Num comunicado, o parlamento da região, conhecido como Legco, sublinhou que “todos os membros” condenam a resolução europeia, “que difamou maliciosamente a lei de segurança nacional de Hong Kong e o poder judicial”. Em dezembro, Jimmy Lai foi considerado culpado de conspiração para conluio com forças estrangeiras e conspiração para publicar artigos sediciosos, ao abrigo da lei de segurança nacional imposta por Pequim, que pode acarretar a prisão perpétua. Em 12 de janeiro, um tribunal iniciou as chamadas audiências de atenuação, que se prolongaram por quatro dias e onde os arguidos, incluindo Lai, podem pedir penas mais leves. A sentença final será proferida numa data ainda por anunciar. O parlamento de Hong Kong garantiu que a decisão dos três juízes designados pelo Governo – um dos quais a lusodescendente Susana D’Almada Remedios – é “livre de qualquer interferência e de quaisquer considerações políticas”. O Legco disse ainda que o Parlamento Europeu “interferiu flagrantemente nos assuntos internos da China e violou gravemente os princípios do direito internacional”. Na quinta-feira, os eurodeputados disseram que Lai “é um exemplo de como as leis de segurança do Estado estão a ser utilizadas para eliminar os meios de comunicação independentes, a liberdade de expressão e a oposição política em Hong Kong”. “Qualquer sugestão de que certos indivíduos devem ser imunes às consequências legais pelos seus actos ilegais equivale a defender um privilégio especial para infringir a lei”, respondeu o Legco. A resolução do Parlamento Europeu instou o Conselho Europeu a adoptar sanções contra o líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, “e todos os dirigentes responsáveis pela repressão das liberdades”. No documento, aprovado por 503 votos a favor, nove contra e 100 abstenções, os eurodeputados solicitaram ainda à Comissão Europeia que inicie o processo de suspensão do estatuto de Hong Kong na Organização Mundial do Comércio. Além disso, o Parlamento Europeu apelou a todos os Estados-membros da União Europeia (UE) que suspendam os tratados de extradição com a China continental e com a região administrativa especial de Hong Kong. Portugal e a República Checa são os únicos dois países da UE que ainda têm acordos de extradição em vigor com Hong Kong. Em dezembro de 2022, a Assembleia da República chumbou, pela terceira vez em três anos, uma recomendação proposta pela Iniciativa Liberal para que o Governo português suspendesse os acordos de extradição com a China e Hong Kong. A região vizinha de Macau assinou em 2019 com Portugal um acordo relativo à entrega de infractores em fuga, cuja legalidade penal foi posta em causa pela Ordem dos Advogados portuguesa. O protocolo não está em vigor, uma vez que não foi a votos no parlamento.
Editorial do jornal das forças armadas enfatiza guerra anti-corrupção Hoje Macau - 27 Jan 202627 Jan 2026 Um editorial publicado no domingo pelo principal jornal do Exército de Libertação Popular (ELP) da China promete “lutar e vencer a guerra anticorrupção nas forças armadas”. A China anunciou no sábado a investigação de duas altas patentes oficiais militares, Zhang Youxia e Liu Zhenli, por “suspeitas de graves violações disciplinares e da lei”. Zhang é membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) e vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC). Liu é membro da CMC e chefe do Estado-Maior do Departamento de Estado-Maior Conjunto da CMC. No domingo, um editorial do principal jornal das forças armadas chinesas publicou um editorial onde comenta o assunto. “A decisão tomada pelo Comité Central do PCC de investigar Zhang e Liu demonstrou mais uma vez a posição clara na luta contra a corrupção: nenhum posto está fora dos limites, nenhum terreno é deixado de lado e nenhuma tolerância é permitida”, afirma o Diário do ELP. “Tal mostra a determinação do Partido em perseverar na luta contra a corrupção e a posição firme de que, independentemente de quem seja ou do cargo que ocupe, qualquer pessoa envolvida em corrupção será tratada sem clemência”, continua o artigo. Uma batalha difícil O editorial elogia a investigação como um resultado importante da luta anticorrupção e uma demonstração importante da determinação e força do Partido e exército, acrescentando que “a investigação tem grande significado para vencer essa batalha difícil, prolongada e abrangente dentro das forças armadas”. “Zhang e Liu, como altos oficiais do Partido e das forças armadas, traíram gravemente a confiança neles depositada, pisaram e minaram seriamente o sistema de responsabilidade final que recai sobre o presidente da CMC”, afirma ainda o artigo. “Eles alimentaram gravemente problemas políticos e de corrupção que ameaçam a liderança absoluta do Partido sobre as forças armadas e minam a base de governança do Partido”, de acordo com o editorial. Segundo o artigo, foi gravemente manchada “a imagem e a autoridade da liderança da CMC” e prejudicada “severamente a base política e ideológica da unidade e do progresso entre todo o pessoal militar, causando graves danos aos esforços para fortalecer a lealdade política nas forças armadas, o ambiente político militar e a prontidão geral para o combate, causando um sério impacto adverso no Partido, no país e no exército, afirma o texto. “Ficou bem demonstrado que quanto mais as forças armadas combatem a corrupção, mais fortes e puras se tornam, com maior capacidade de combate. Quanto mais completamente a corrupção for erradicada, mais confiantes e capazes as forças armadas serão para alcançar as metas do centenário do ELP”, afirma o editorial. O ano de 2026 marca o lançamento do 15º Plano Quinquenal e “um ano crítico na árdua jornada para alcançar as metas do centenário do ELP”, afirma o artigo, observando que todo o exército deve avançar, com padrões mais elevados e medidas mais práticas. O editorial pede finalmente “esforços contínuos para confinar o poder dentro da gaiola das restrições institucionais e envidar esforços concertados para erradicar criadouros e condições que favorecem a corrupção. Os membros do Partido e os quadros no exército, especialmente aqueles que ocupam altos cargos, devem fortalecer seus ideais e convicções, aumentar a integridade política e melhorar a sua conduta”. “As forças armadas devem-se unir mais estreitamente em torno do Comité Central do Partido, com Xi no seu núcleo, implementar o sistema de responsabilidade final que recai sobre o presidente da CMC e acelerar a construção de forças armadas de classe mundial”, conclui.
Moçambique | Reunião em Macau abre caminho a missão humanitária Hoje Macau - 27 Jan 202627 Jan 2026 A delegação de Macau da Dress a Girl Around The World irá realizar uma missão em Moçambique entre 7 e 21 de Fevereiro deste ano, de acordo com um comunicado divulgado ontem pela Associação dos Amigos de Moçambique. A missão da organização não-governamental (ONG) tem como foco principal a doação de vestuário infantil e material escolar e didáctico a crianças em situações de vulnerabilidade. A associação indica que “face ao flagelo recorrente de eventos climáticos extremos que afectam Moçambique, como secas severas, cheias e ciclones, a iniciativa assume um carácter urgente de solidariedade concreta”. Os detalhes da missão foram acertados numa reunião na semana passada no Consulado-Geral da República de Moçambique em Macau, em que participaram o cônsul Rodrigues Muebe, representantes da ONG, da Associação dos Amigos de Moçambique em Macau, e o presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia Conselho das Comunidades Portuguesas. Durante a audiência, foi pedida colaboração ao Consulado-Geral de Moçambique para facilitar a coordenação com as autoridades em Moçambique. Está previsto que as doações sejam entregues ao Hospital Central de Maputo, com especial foco nas unidades de Oncologia e Pediatria, e à Associação IVERCA, uma agremiação de jovens estudantes e profissionais de turismo que promove o desenvolvimento cultural e ambiental no país.
Óbito | Faleceu juiz do Supremo e escritor Rodrigo Leal de Carvalho Hoje Macau - 27 Jan 202627 Jan 2026 Intimamente ligado à Administração Portuguesa de Macau, Rodrigo Leal de Carvalho desempenhou funções de juiz, Procurador da República, Presidente do Tribunal de Contas de Macau e liderou as últimas eleições legislativas O juiz conselheiro e escritor Rodrigo Leal de Carvalho morreu aos 93 anos, anunciou o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) português. Num comunicado publicado no portal oficial do STJ no sábado, a instituição demonstrou “pesar e consternação” pela morte do juiz conselheiro jubilado e enviou “sentidas condolências” à família de Leal de Carvalho. Nascido na Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, em 1932, Leal de Carvalho formou-se em Direito na Universidade de Lisboa, em 1956, ingressando de seguida na magistratura. O juiz começou por trabalhar como delegado-interino na ilha do Pico, mas em 1959 foi para Macau, onde viria a viver boa parte da vida, com passagens por Lisboa e pelas então colónias portuguesas da Guiné, Angola e Moçambique. Já depois da Revolução de 25 de Abril, Leal de Carvalho regressou mais uma vez a Macau, em 1976, como Procurador da República. Em 1995, foi nomeado juiz conselheiro do STJ e, no ano seguinte, liderou a comissão que organizou as últimas eleições para a Assembleia Legislativa de Macau sob administração portuguesa. Já em 1996, tornou-se presidente do Tribunal de Contas de Macau, posto que ocupou até às vésperas da transferência da administração da região para a China, em 1999. Como líder do Tribunal de Contas de Macau, foi em 1998 agraciado com a Medalha de Valor, por decisão do então Presidente Jorge Sampaio. Foi também em Macau que Leal de Carvalho se estreou como romancista, em 1993, com a publicação de “Requiem por Irina Ostrakoff”, livro que lhe valeu o prémio do Instituto Português do Oriente, no ano seguinte, e que acabou por ser traduzido para chinês, em 1999, e para búlgaro, em 2002. Seguiram-se os romances “Os Construtores do Império” (1994), “A IV Cruzada” (1996), “Ao Serviço de Sua Majestade” (1996) e “O Senhor Conde e as suas Três Mulheres (1999)”. Fascínio com Macau Já regressado a Portugal, o juiz continuou a escrever sobre a região chinesa, nomeadamente em “A Mãe” (2000), onde narra a vida de Natasha Korbachenko, nascida na Sibéria, que a revolução bolchevista fez fugir para Xangai e que no pós-guerra do Pacífico acaba por se refugiar em Macau. Leal de Carvalho publicou ainda “O Romance de Yolanda” (2005), a história de uma macaense que aceita casar-se com um milionário filipino perseguido pela polícia para este obter nacionalidade portuguesa. O último livro foi “As Rosas Brancas de Surrey” (2007), que tem como palco o “conturbado período da Revolução Cultural”, nos anos 60, em Macau, disse na altura o diário de língua portuguesa Ponto Final. Este romance integrou uma parceria lançada pelo Ponto Final e pela editora Livros do Oriente para assinalar os cinco anos da transição de administração de Macau. “Com a recriação de ambientes e experiências vividas em mais de 30 anos no território, Rodrigo Leal de Carvalho afirmou-se como um escritor das memórias da cidade de Macau e do universo do funcionalismo português nas colónias ultramarinas das décadas de 1950 e 1960, sempre enquadradas na conjuntura mundial do século XX”, destacou o STJ.
Casamentos | Crise força a cerimónias simples e menos gastos Nunu Wu e João Luz - 27 Jan 2026 Os negócios dos casamentos nunca recuperaram da pandemia. Cerimónias simplificadas, banquetes e orçamentos cortados obrigam a transformações na forma como se celebram os matrimónios. O papel da acompanhante de noiva nos casamentos tradicionais chineses também tem menos procura Menos complicações e despesas são as palavras de ordem na forma como se celebram casamentos em Macau nos dias de hoje. Depois da razia absoluta a que a pandemia da covid-19 votou as empresas que operam negócios na área dos casamentos, o sector nunca voltou a recuperar a dimensão de outros dias. O ano de 2025 tinha tudo para resultar na retoma da indústria, por ser considerado um ano auspicioso para casar, de acordo com as superstições do zodíaco chinês. A expectativa para o Ano da Serpente apontava para bons negócios. No entanto, houve uma redução de 13 por cento nos primeiros três trimestres do ano passado. Na semana passada, o fluxo de pessoas que participaram numa feira dedicada a casamentos, com stands de empresas que catering, maquilhagem, vestuário e joalharia, deixou os empresários optimistas. Em declarações ao jornal Ou Mun, um empresário de planeamento de casamentos, de apelido Pang, notou o aumento de afluência de noivos em relação ao ano passado. Apesar disso, o empresário afirmou que o ambiente de negócios continua mau, com o tamanho dos banquetes de casamento a ficarem mais pequenos, passando de 20 a 30 mesas no passado, para pouco mais de 10 mesas actualmente. Também os orçamentos dos noivos caíram cerca de 10 por cento, em comparação com o ano passado. Além disso, Pang salientou que os tradicionais banquetes de casamento caíram um pouco em desuso, com cada vez mais casais a optarem por fazer cerimónias ao ar livre após o registo do matrimónio. A festa fica muitas vezes reduzida a um jantar de família para encerrar a cerimónia. Ajustar à realidade Para fazer face às mudanças no mercado, o empresário confessou ter alterado a tabela de preços e oferecer um serviço único e simples que reúne todas valências, do catering, à maquilhagem e roupa dos noivos. Uma das esperanças de Pang é a entrada na idade de casar dos jovens que nasceram no virar do século, assim como o aumento do subsídio de casamento e permite os notários privados celebrarem o casamento. Também uma acompanhante de noiva, que tem as funções de ajudar a noiva e actuar como uma gerente de todos os rituais do casamento tradicional chinês, deu conta da vontade de simplificar os matrimónios. Como tal, a procura pelos seus serviços também tem diminuído.
Ensino | Song Pek Kei pede mais apoios e incentivos para professores Hoje Macau - 27 Jan 202627 Jan 2026 A deputada Song Pek Kei quer saber como o Governo vai incentivar os professores a participar em cursos de formação profissional. Numa interpelação escrita, a legisladora considera que estas formações são importantes para os docentes conseguirem responder a uma procura educativa cada vez mais diversificada. A deputada ligada à comunidade de Fujian recordou que nos últimos anos o Governo investiu muitos recursos em cursos de formação no âmbito de ciência e tecnologia para os professores. No entanto, como estes cursos têm vagas limitadas e os professores ainda precisam de dedicar o seu tempo às aulas e outras tarefas escolares, Song Pek Kei indica que os docentes têm pouca vontade, ou tempo livre, para participar em formações profissionais. A legisladora pede assim incentivos de formação. Além disso, a deputada pede que o Governo revele pormenores das políticas em vigor para facilitar o acesso dos professores de Macau ao ensino em Hengqin. Song explica que actualmente muitas profissões, como médicos e farmacêuticos, conhecem as regras que lhes permitem exercer a profissão em Hengqin. No entanto, ainda não há informações disponíveis sobre o futuro dos professores. Song espera que o Governo acelere o procedimento e que os professores inscritos em Macau fiquem isentos de fazer qualquer tipo de exame para exercer em Hengqin.
Lares | Coutinho pede medidas para reduzir tempos de entrada João Santos Filipe - 27 Jan 2026 Com filas de espera superiores a dois anos, o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pede ao Governo mais vagas nos lares e mais apoios José Pereira Coutinho pede ao Executivo que adopte medidas para reduzir os tempos de espera de admissão nos lares públicos e privados subsidiados pelo Governo. O assunto é abordado pelo deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) através de uma interpelação escrita. Segundo o cenário traçado pelo deputado, as famílias locais enfrentam cada vez mais dificuldades para cuidarem dos mais velhos, porque os agregados familiares são cada vez menores. “Os casais têm cada vez menos filhos e mesmos estes filhos na sua maioria estão activos no mercado de trabalho, denotando-se falta notória de familiares para cuidar dos mais velhos”, justifica o legislador. Ao mesmo tempo, o “aumento do envelhecimento populacional, a maior expectativa de vida e a diminuição drástica dos nascimentos” criam “enormes pressões às famílias”, principalmente quando os agregados têm membros que sofrem doenças crónicas e precisam de ficar acamados. “Nestes últimos três anos, o nosso Gabinete de Atendimento aos Cidadãos tem recebido muitos pedidos de apoio por parte de familiares com dificuldades para cuidarem dos seus parentes idosos, principalmente os idosos com alta clínica internados nos hospitais que após recuperação têm de regressar às suas casas”, revela o deputado. Mais vagas Neste contexto, o deputado defende que a solução tem de passar pela existência de mais vagas nos lares públicos e maiores apoios públicos no acesso ao serviço privado. “Em Macau, o tempo de espera por uma vaga num lar público para idosos ou lar privado, mas subsidiado pelo Governo de Macau, demora cerca dois anos”, avisou. “Que medidas pragmáticas vão ser implementadas para construir mais asilos ou lares para idosos na RAEM para colmatar a falta de vagas e resolver a curto prazo este grave problema?”, questionou. Coutinho indica também que como há cada vez mais pessoas a tentar entrar nos lares, a tendência é para que as listas de espera continuem a aumentar. Por isso, pede medidas: “Que medidas vão ser implementadas no curto e médio prazo para reduzir o tempo de espera por uma vaga num lar de idosos público ou lar privado, mas subsidiado pelo Governo de Macau?”, perguntou. Finalmente, o deputado pede “medidas concretas” que estejam em curso para “resolver os problemas dos idosos inscritos na lista” para entrarem nos lares públicos ou privados subsidiados.
CC | Alerta para riscos de burlas com bilhetes na Grande Baía João Santos Filipe - 27 Jan 2026 O Conselho dos Consumidores (CC) emitiu um comunicado a aconselhar os consumidores a comprarem bilhetes para espectáculos na Grande Baía pelos canais oficiais, de forma a evitarem burlas. “Durante a aquisição, é necessário verificar cuidadosamente as plataformas de venda autorizadas pela entidade organizadora, não acreditando facilmente nas alegações que se encontram nas redes sociais ou plataformas de segunda mão, como ‘bilhetes internos’ ou ‘aquisição através de intermediários’”, consta no alerta. “Além disso, não se deve efectuar transferências fora das plataformas autorizadas, devendo os consumidores boicotar proactivamente a revenda de bilhetes a um preço inflacionado e os serviços de aquisição irregular através de intermediários”, foi acrescentado. Quer seja em Macau ou no Interior, o CC indica que é necessário recorrer sempre às plataformas oficiais de venda dos bilhetes ou então a plataformas de vendas de bilhetes indicadas como legítimas pelas entidades organizadoras. “Ao mesmo tempo, deve-se reforçar a consciência relativamente à protecção de dados pessoais, recusando o fornecimento de informações sensíveis, como a identificação ou o número de telemóvel a terceiros desconhecidos, de modo a prevenir riscos de fuga e abuso dessas informações”, foi acrescentado.
Estacionamento | Cobrança de meia hora alargada João Santos Filipe - 27 Jan 2026 A possibilidade de pagar o estacionamento por um período de meia hora, em vez de uma hora, vai ser alargada ao Auto-Silo do Edifício da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Auto-Silo do Edifício Mong In, Auto-Silo do Edifício Mong Sin, Auto-Silo do Edifício Mong Tak e ao Auto-Silo do Centro Desportivo Mong-Há. A medida entra em vigor a partir de 4 Fevereiro e foi justificada pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) com a intenção de “responder às necessidades de estacionamento de curta duração dos cidadãos e aumentar a taxa de rotatividade dos lugares”. O pagamento de meia hora vai passar assim a abranger um total de 32 parques de estacionamento. “Esta medida proporciona aos cidadãos opções de cobrança mais flexíveis, incentivando a melhor utilização dos recursos de estacionamento público e contribuindo para a melhoria do ambiente de circulação rodoviária”, foi acrescentado. Nos parques mencionados, o preço a pagar por meia hora passa a ser de 3 patacas por meia hora, entre as 8h e 20h, e de 1,50 patacas entre as 20h e as 8h, no caso dos automóveis ligeiros. Em relação às motos, o preço a pagar por meia hora é de 1 pataca, entre as 8h e 20h, e de 0,5 patacas, entre as 20h e as 8h.
Espectáculos | Aprovadas novas taxas para utilização de Local ao Ar Livre João Santos Filipe - 27 Jan 202627 Jan 2026 O novo modelo de cobrança nos eventos de longa duração torna os preços mais baratos. No início do mês, O Lam admitiu que o Executivo pretende que o espaço seja utilizado para a realização de eventos desportivos ou outras actividades As novas taxas de utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau foram reveladas ontem, variam entre 84 mil patacas e 500 mil patacas por dia e entram em vigor a partir de hoje. A informação sobre a utilização das infra-estruturas no Cotai foi divulgada ontem no Boletim Oficial, através da publicação de um despacho da secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, O Lam. As novas taxas vêm criar um modelo que permite um preço mais barato para os casos em que o Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau é arrendado para eventos mais longos, com uma duração que pode chegar aos 30 dias. Quando o espaço é ocupado por um período de 30 dias, nos quais há espectáculos em pelo menos dois desses dias, as autoridades passam a cobrar entre 2,52 milhões de patacas e 3,6 milhões de patacas. O preço mais reduzido, que corresponde a uma média de 84 mil patacas é aplicado quando a audiência é inferior a 30 mil pessoas. Se a audiência ultrapassar esse número, a cobrança sobe para uma média de 120 mil patacas por dia. Anteriormente, caso houvesse a intenção de arrendar o espaço por 30 dias, incluído dois dias de espectáculos, o preço mínimo seria de 5,6 milhões de patacas (média diária de 187 mil patacas) ou 8 milhões de patacas (média diária de 267 mil patacas), sendo mais caro quando a capacidade era de pelo menos 30 mil pessoas. Novo modelo As alterações vêm tornar mais barato o arrendamento do espaço para a realização de outros tipos de eventos, além dos concertos. No início do mês, na Assembleia Legislativa, a secretária O Lam admitiu que o Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau poderia ser arrendado no futuro para realizar eventos desportivos, como torneios de basquetebol, ou outras actividades mais viradas para as famílias. Apesar do novo modelo de cobrança, o arrendamento do espaço para espectáculos de curta duração não sofre alterações. Quando a duração é inferior a 30 dias e ou apenas prevê um único dia com espectáculos, as autoridades cobram 350 mil patacas pelo dia do espectáculo, se a audiência for inferior a 30 mil pessoas. Nestas condições, ao preço cobrado acresce 170 mil patacas por cada dia de ensaios e montagens. Se a capacidade for preparada para pelo menos 30 mil pessoas, os organizadores têm de pagar 500 mil patacas por dia de espectáculo e 250 mil patacas por cada dia de ensaios e montagens. Nos casos em que os espectáculos são efectivamente realizados, os organizadores podem pedir ao Instituto Cultural o reembolso de 25 por cento do valor pago. Esta é uma alteração face ao modelo anterior, porque até agora os organizadores pagavam apenas 75 por cento das taxas previstas. Porém, agora têm de pagar tudo de uma vez, e depois recebem o reembolso.
CCPPC | Sam Hou Fai recebe presidente do Partido Zhi Gong João Luz - 26 Jan 2026 O Chefe do Executivo recebeu no sábado, em Santa Sancha, o vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e presidente do Comité Central do Partido Zhi Gong da China, Jiang Zuojun. O Gabinete de Comunicação Social não adiantou muitos detalhes sobre a reunião, apenas que foram trocadas “opiniões sobre temas de interesse comum”. Ainda assim, é referido que Sam Hou Fai “indicou que, desde o regresso de Macau à pátria, o desenvolvimento socioeconómico mantém-se estável, facto indissociável do forte apoio do Governo Central, das províncias e cidades do Interior da China, e dos partidos democráticos do País, incluindo o Partido Zhi Gong”. O Partido Zhi Gong é um dos oito partidos políticos minoritários não oposicionistas do Governo Central, oficialmente denominados “partidos democráticos”, mas que operam sob a direcção do Partido Comunista Chinês. Depois de repetir os vários princípios políticos que orientam a governação da RAEM, como “um país, dois sistemas”, “Macau governada pelas suas gentes” com alto grau de autonomia, “um centro, uma plataforma, uma base”, Sam Hou Fai apresentou o panorama actual do desenvolvimento da RAEM, na óptica do Governo. O Chefe do Executivo “indicou que o resultado do sector de turismo de Macau em 2025 foi brilhante, o número de visitantes alcançado foi de 40 milhões e o Executivo continuará a reforçar a imagem de Macau como um centro mundial de turismo e lazer”. O governante garantiu que irá acelerar “o desenvolvimento da indústria cultural e desportiva, aproveitar as vantagens tradicionais da fusão da cultura oriental e da ocidental e promover, de forma diversificada, o desenvolvimento cultural e turístico de Macau”.
2026 Show! | Artistas japoneses com problemas para actuar em Macau João Santos Filipe - 26 Jan 202626 Jan 2026 Em causa, está o festival 2026 Show! Music Core in Macau, no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, onde deverão actuar vários grupos coreanos com membros japoneses. A opção passa assim por deixar “em terra” os artistas nipónicos Os artistas japoneses que integram grupos de pop coreano estão a enfrentar dificuldades para conseguiram as autorizações para actuarem em Fevereiro em Macau. A informação foi avançada pela agência noticiosa News1KR da Coreia do Sul, que revela ainda que o condicionamento vai fazer com que esses grupos actuem em Macau desfalcados. Segundo o artigo publicado em coreano, entre 7 e 8 de Fevereiro vai decorrer o festival 2026 Show! Music Core in Macau, no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, arrendado pelo Instituto Cultural (IC). O concerto ainda não foi confirmado pelas autoridades de Macau, o cartaz não é conhecido, nem se sabe quando é que os bilhetes vão ser colocados à venda. No entanto, desde Dezembro que nas redes sociais surgem informações sobre o evento em Macau. Como parte do cartaz é indicado que vão estar presentes grupos coreanos como Enyphen, Kickflip ou Le Sserafim que têm entre os membros artistas com nacionalidade japonesa. No entanto, o artigo da News1KR avança que as agências dos grupos convidados estão a enfrentar várias dificuldades, porque foram informados que “há vários problemas” com as autorizações de trabalho para os artistas japoneses. O artigo indica igualmente que houve grupos que cancelaram a presença em Macau, enquanto outros estão a tentar alterar as dinâmicas internas, para actuarem sem os membros com nacionalidade japonesa. Os grupos que cancelaram a presença não surgem identificados, mas os organizadores do evento estão a encontrar dificuldades para num curto espaço de tempo reunir o número de grupos necessários para o festival. De acordo com a legislação em vigor, os trabalhadores não residentes precisam de uma autorização para trabalhar em Macau, o chamado Cartão Azul. Contudo, o Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal permite que possam ser exercidas actividades profissionais ocasionais sem essa autorização, quando os não residentes são convidados por uma pessoa singular ou colectiva com sede em Macau. Todavia, a Direcção dos Serviços de Trabalho e Emprego (DSTE), o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) ou os Serviços de Alfândega (SA) pode sempre considerar que o trabalho não se enquadra nas excepções previstas na lei. Macau é China O artigo indica também que no meio artístico coreano surgem agora receios de que as actuações em Macau se tornem cada vez mais difíceis para os grupos com membros japoneses. Os obstáculos colocados às actuações em Macau são ainda encarados como o resultado das declarações da Primeira-Ministra do Japão, Takaichi Sanae, que afirmou que o país nipónico interviria num conflito entre o Interior e Taiwan. Como consequência das declarações a China começou a impôs algumas restrições à importação de produtos do Japão e vários concertos agendados para diferentes cidades no Interior foram cancelados. Em Macau, registou-se também uma onda de concertos com artistas japoneses cancelados, embora o Governo local se tenha distanciado destes acontecimentos. Desde as declarações de Takaichi Sanae, foram cancelados os concertos das artistas japonesas Ayumi Hamasaki e Mika Nakashima. Também o grupo de pop coreano, que integra artistas do Japão, Nexz viu cancelados dois espectáculos, que, na véspera, estavam totalmente esgotados. O HM contactou ontem o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), os Serviços de Economia, Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Serviços de Alfândega e Instituto Cultural (IC) para obter uma reacção à notícia.
Turismo | Atingido recorde máximo de visitantes em 2025 Hoje Macau - 26 Jan 2026 Para a História. No ano passado, o território recebeu mais de 40 milhões de visitantes, um crescimento de 14,7 por cento face a 2024. Para o aumento, contribuíram as facilidades de deslocação a Macau dos turistas do Interior Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19, foi sexta-feira anunciado. O número de turistas que passou pelo território no ano passado foi o mais elevado desde que a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) começou a compilar dados mensais, em 1998, ainda durante a administração portuguesa. Macau acolheu no total quase 40,1 milhões de visitantes, mais 14,7 por cento do que em 2024 e acima da meta de 39 milhões, fixada em 16 de Dezembro pela directora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes. No entanto, quase 59 por cento dos visitantes (23,5 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia em Macau no ano passado. Em 2024, o Governo Central divulgou uma série de medidas de apoio ao território, como o aumento do limite de isenção fiscal de bens para uso pessoal adquiridos por visitantes da China. Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas alargaram a mais 10 cidades da China a lista de locais com “vistos individuais” para visitar Hong Kong e Macau. Além disso, desde 1 de Janeiro de 2025 que os residentes da vizinha cidade de Zhuhai podem visitar Macau uma vez por semana e ficar até sete dias. Em resultado, a esmagadora maioria (90,6 por cento) dos turistas que chegaram a Macau em Novembro vieram da China continental ou Hong Kong. Visitas internacionais Em 16 de Dezembro, Senna Fernandes sublinhou que o número de visitantes internacionais recuperou até cerca de 80 por cento dos níveis pré-pandemia. Em Agosto, a dirigente tinha apontado como objectivo mais de três milhões de turistas internacionais em 2025. Mas Macau falhou essa meta, ficando-se por 2,76 milhões de visitantes vindos do estrangeiro, ainda assim um aumento de 13,7 por cento em comparação com 2024. Cidadãos da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Barém e Omã passaram a estar dispensados de visto para entrar na cidade a partir de 16 de Julho. Em 16 de Dezembro, Senna Fernandes recordou que as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2026 prevêem a abertura de duas delegações de Macau no sudeste asiático e no nordeste da Ásia. As LAG, apresentadas no final de Novembro, prevêem a abertura de uma delegação na Malásia e apontam também como prioridade a aposta nos turistas dos países lusófonos. Só em Dezembro, Macau recebeu 3,58 milhões de visitantes, o valor mais elevado de sempre para este mês. A cidade registou assim um novo máximo histórico para Dezembro, depois de já o ter feito para os meses de Setembro (3,8 milhões), Outubro (3,47 milhões) e Novembro (3,35 milhões).
Macau facilita passagem a estrangeiros através da Ponte HZM Hoje Macau - 26 Jan 2026 O Governo de Macau anunciou que os nacionais de 82 países, incluindo Portugal, Brasil e Cabo Verde, vão poder usar canais electrónicos automáticos para entrar no Interior através da maior ponte marítima do mundo. A medida vai entrar em vigor na segunda-feira na fronteira que liga Macau à cidade vizinha de Zhuhai, parte da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, e abranger todos os cidadãos dos 82 países isentos de visto de entrada na RAEM. De acordo com um comunicado conjunto da Direcção dos Serviços das Forças de Segurança e da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau, os estrangeiros com pelo menos 7 anos de idade terão também de ser residentes permanentes na China continental, ter uma autorização de residência ou um visto válido. No final de Abril, o então secretário para a Segurança de Macau anunciou planos para acelerar o controlo fronteiriço de visitantes estrangeiros, sem estatuto de residente ou autorização de trabalho, através da utilização de canais electrónicos automáticos. As autoridades irão expandir os equipamentos de auto-serviço para o Sistema de Recolha de Dados Biométricos, que passará a aplicar-se a todos os visitantes estrangeiros, explicou Wong Sio Chak. O então secretário acrescentou que o Governo irá estudar a extensão da tecnologia de reconhecimento por íris nos controlos fronteiriços a não residentes ainda em 2025. “Estamos também a estudar formas de alargar o número de utilizadores elegíveis para os canais de passagem automática, permitindo que mais turistas estrangeiros beneficiem de processos de imigração mais rápidos e de uma circulação mais fluida na Grande Baía”, declarou Wong. Projecto nacional A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é um projecto de Pequim para integrar os dois territórios de Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong numa região com mais de 86 milhões de habitantes e uma economia superior a um bilião de euros em 2023. A partir de Junho, os nacionais de 82 países, incluindo Portugal, Brasil e Cabo Verde, começaram a poder entrar em Macau, através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, sem precisar de sair do veículo. A Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, a mais longa travessia marítima do mundo, registou mais de 100 milhões de travessias de passageiros desde a inauguração, em Outubro de 2018, avançou em 6 de Janeiro a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. A construção da ponte arrancou em 2009, mas foi afectada por atrasos, a morte de mais de 20 trabalhadores e derrapagens orçamentais. O custo final da infra-estrutura está estimado em 16,4 mil milhões de dólares, mais 25 por cento do que o inicialmente previsto. A ponte inaugurada em 2018 tem uma extensão de cerca de 55 quilómetros, que incluem um túnel subterrâneo de quase sete quilómetros entre duas ilhas artificiais para facilitar a navegação no delta do Rio das Pérolas. A infra-estrutura reduziu em cerca de metade o tempo de viagem entre Macau e Hong Kong.
Taipa | Clínica veterinária suspensa por suspeitas de irregularidades Hoje Macau - 26 Jan 202626 Jan 2026 Uma clínica veterinária foi encerrada pelas autoridades, depois de ter sido descoberto o fornecimento de medicamentos e vacinas não autorizadas e com origem desconhecida. A informação foi inicialmente divulgada pelo Canal Chinês da Rádio Macau, que não identificou a clínica. A informação disponibilizada no portal do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) indica que a Clínica TaipaVet tem a licença suspensa, desde 23 de Janeiro, por um período de dois meses. Os motivos não são indicados, mas a data da suspensão coincide com a operação recente das autoridades. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a operação foi conduzida pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e pelo Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) e levou à apreensão de fármacos e vacinas que não possuíam autorização de importação por parte da entidade reguladora. As autoridades dizem também que foram detectados indícios de actividades ilegais nas instalações, levantando preocupações sobre riscos para a saúde e segurança públicas. As suspeitas das irregularidades terão tido origem numa denúncia. Como consequência, foi ordenada a suspensão imediata das operações do estabelecimento e instaurado um processo para acompanhamento do caso. As autoridades querem que a clínica clarifique a origem dos medicamentos e adoptem medidas para corrigir os procedimentos.
Inflação | 2025 com valores mais baixos em quatro anos Hoje Macau - 26 Jan 202626 Jan 2026 Os dados oficiais mostram que a inflação se fez sentir sobretudo nos produtos alimentares e nas bebidas não alcoólicas. O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,54 por cento Macau terminou 2025 com uma inflação anual de 0,33 por cento, o valor mais baixo dos últimos quatro anos, foi sexta-feira anunciado. A subida do índice de preços no consumidor (IPC) no ano passado foi a menor desde 2021, de acordo com dados oficiais divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em Junho de 2021, Macau viveu o último de 10 meses consecutivos de queda de preços – ou deflação – no pico da crise económica causada pela pandemia de covid-19. A deflação reflecte debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos activos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias. Os dados oficiais mostram que em 2025 a inflação se fez sentir sobretudo nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 0,62 por cento). O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,54 por cento. Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,84 por cento e 0,49 pro cento, respectivamente. Em 11 de Novembro, a Autoridade Monetária de Macau aprovou a terceira descida da taxa de juro este ano. Em Abril de 2024, a Assembleia Legislativa do território acabou com vários impostos sobre a aquisição de habitações, para “aumentar a liquidez” no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong. Com a recuperação no número de visitantes, a RAEM registou uma subida de 25,4 no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental. Serviços mais baratos Pelo contrário, os gastos com electricidade e telecomunicações caíram 3,16 por cento e 3,46 por cento, respectivamente, enquanto o preço dos bilhetes de avião decresceu 6,36 por cento. A inflação desceu em Dezembro, fixando-se em 0,69 por cento, menos 0,03 pontos percentuais do que em Novembro, interrompendo quatro meses consecutivos de aceleração. Na China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, o IPC subiu 0,8 por cento em termos homólogos em Dezembro, registando o aumento mais elevado desde 2023, num sinal encorajador, apesar de persistirem pressões deflacionistas na segunda maior economia do mundo. Esta foi a terceira subida consecutiva e estava em linha com as previsões de um grupo de economistas consultados pela agência de notícias financeiras Bloomberg. A segunda maior economia mundial enfrenta há mais de dois anos pressões deflacionistas, com a fraca procura interna e o excesso de capacidade industrial a penalizarem os preços, enquanto a incerteza no comércio internacional dificulta o escoamento de produtos por parte dos fornecedores. O índice de preços no produtor, que mede os preços à saída da fábrica, aprofundou em dezembro a tendência negativa dos últimos dois anos, com uma descida homóloga de 1,9 por cento.
Hospital das Ilhas | Peking Union assume controlo das urgências João Santos Filipe - 26 Jan 2026 A partir de 28 de Janeiro, o Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital vai assumir a operação do Posto de Urgência das Ilhas, anteriormente gerido pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário. “Segundo o Centro Médico de Macau Union, após meio ano de preparação – que abrangeu o recrutamento e a formação de pessoal, a realização de testes e outras tarefas –, o Serviço de Urgência consolidou o seu processo de atendimento e encontra-se agora pronto para entrar em funcionamento oficial”, consta no comunicado emitido em nome do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. A mesma nota de imprensa indica que o serviço de urgência vai assim passar “a disponibilizar, durante 24 horas por dia, os serviços de diagnóstico e tratamento, imagiologia e análises laboratoriais, assim como os serviços farmacêuticos”. Com a nova exploração, entra em vigor um sistema de cobrança dos pagamentos de três níveis. O primeiro nível, implica a isenção de taxas para os indivíduos que actualmente gozam de serviços médicos especializados públicos a título gratuito. O segundo nível, engloba os residentes de Macau que têm um desconto de 30 por cento nas despesas de consultas médicas (no valor original de 150 patacas) e de outros serviços de diagnóstico e tratamento, como cuidados de enfermagem, análises laboratoriais e serviços imagiológicos. Finalmente, no último nível, destinado aos não residentes, há uma cobrança integral, o que significa 100 por cento do montante total.
Ano Novo Chinês | Apelos a preços estáveis na restauração Nunu Wu e João Luz - 26 Jan 202626 Jan 2026 Associações apelaram a empresários da restauração para não aumentarem preços nos feriados do Ano Novo Chinês. Apesar da subida dos custos de operação, para compensar empregados que trabalham nos feriados obrigatórios, as associações sugerem a criação de menus com ofertas mais em conta Com os feriados do Ano Novo Chinês a aproximarem-se, associações que representam o sector da restauração apelam aos empresários e gerentes de restaurantes para não aumentarem os preços durante o período festivo, ou, se não tiverem alternativa, serem contidos na subida dos preços das refeições. Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, Lei U Weng, referiu que os empresários do sector estão a aplicar todos os esforços para que os residentes fiquem e gastem dinheiro na cidade, de forma a impulsionar a economia local. Sob o actual ambiente económico, Lei U Weng defende que os gerentes e donos de restaurantes não devem aumentar os preços durante os feriados do Ano Novo Chinês. Mas, se não se conseguir evitar a tendência devido ao aumento da taxa de serviço, o representante recomendou que devem ser seguidos os princípios de moderação, razoabilidade, abertura e transparência. Recorde-se que a lei que regula as relações de trabalho obriga os empregadores a compensarem os funcionários que trabalhem em dias de feriado obrigatório, com o triplo do salário ou o dobro (acrescido de um dia de folga adicional). Soluções criativas Lei U Weng salientou a necessidade de recorrer à criatividade comercial para contornar os custos acrescidos. Para tal, sugeriu a criação de menus especiais para os feriados, de forma a incentivar a permanência em Macau dos residentes. Também o presidente da Associação dos Comerciantes da Boa Cozinha de Macau, Ho Tsz Kit, apoiou a ideia, lembrando que muitos restaurantes criaram em anos anteriores menus especiais com descontos para atrair os clientes durante o Ano Novo Chinês. Este ano, os feriados obrigatórios calham a 17, 18 e 19 de Fevereiro. Para desviar o impacto do aumento dos custos, o representante afirmou que os empresários do ramo não têm alternativa. Ou encerram os restaurantes durante os feriados (solução visível para quem fica em Macau durante estes períodos), ou cobram até 30 por cento da taxa de serviço aos clientes. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) apontou que entre o Natal e o Ano Novo, cerca de 400 estabelecimentos de bebidas e comidas emitiram declarações para utilizar novas tabelas de preços, com aumentos de preços que variaram entre 10 por cento e 40 por cento. Se os restaurantes não pedirem ao IAM novas tabelas de preços ou cobrarem taxas de serviço adicional, nem avisarem os clientes destas mudanças, podem ser multados em 2.500 patacas e 5.000 patacas, respectivamente.
USJ | Nova biblioteca vai apoiar investigação de missões católicas na Ásia João Luz - 26 Jan 202626 Jan 2026 A Universidade de São José vai lançar este ano uma biblioteca para dar apoio à investigação da história das missões católicas na Ásia e da Diocese de Macau, que celebrou 450 anos. O projecto conta com a colaboração da Universidade do Minho A investigação histórica das missões católicas na Ásia e o papel da Diocese de Macau são pontos de partida para a criação de nova biblioteca da Universidade de São José (USJ), cuja inauguração, prevista para este ano, se enquadra no 450.º aniversário da criação da Diocese de Macau, em 23 de Janeiro de 1576. “Este marco é uma celebração da história da região e um compromisso com a preservação e compreensão do seu património cultural”, lê-se num comunicado divulgado na sexta-feira pela USJ. A Bibliotheca Diocesis Macaonensis “é um projecto ambicioso e de longo prazo na área das humanidades digitais”, que tem como objectivo “apoiar a investigação sobre a história da Diocese de Macau e das missões católicas no Leste e Sudeste Asiático”, é referido. “Adoptando uma perspectiva multidisciplinar, o projecto é apoiado por uma robusta infra-estrutura de investigação histórica que utiliza análise de dados computadorizada, aprimorada por tecnologias de inteligência artificial, ‘big data’ e aprendizagem automática”, refere-se na nota. Com a ajuda de amigos Para este projecto, a Faculdade de Letras e Humanidades da USJ está a colaborar com a Universidade do Minho, através do Centro ALGORITMI e do LASI – Laboratório Associado de Sistemas Inteligentes, na sequência de um memorando de entendimento assinado em Março de 2025. O acordo entre as duas universidades teve como objectivo expandir reforçar a rede de cooperação da USJ, promover intercâmbios de ensino e investigação e fomentar o cultivo de talentos inovadores com competitividade global. Além disso, as instituições acordaram em estreitar o intercâmbio de professores e investigadores, estudantes de pós-graduação e de licenciatura entre Macau e Braga e estabelecer parcerias em iniciativas de ensino, investigação, tecnologia de inovação e empreendedorismo. A instituição de ensino superior de Macau, lê-se ainda no comunicado divulgado na sexta-feira, tem “trabalhado sistematicamente com colecções de vários arquivos e bibliotecas em todo o mundo”, nomeadamente as “colecções excepcionais” de dois parceiros colaborativos: o arquivo diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e a biblioteca do Palácio Nacional da Ajuda. “Esta parceria valiosa permitiu um progresso significativo na concretização deste projecto”, sublinha o comunicado. A USJ diz ainda esperar atrair outras instituições e investigadores para o projecto, acolhendo ainda a participação de voluntários. Com Lusa
Corrupção | Investigado general de alta patente por minar autoridade de Xi Hoje Macau - 26 Jan 202626 Jan 2026 A mais alta figura do Exército Popular de Libertação e aliado próximo do Presidente Xi Jinping está sob investigação, acusado de infligir graves danos aos esforços para reforçar a lealdade política nas forças armadas O Exército chinês detalhou ontem as razões pelas quais foi aberta uma investigação contra o general de mais alta patente do país, Zhang Youxia, acusado de “minar” a autoridade do Presidente Xi Jinping. Um editorial publicado no PLA Daily, o jornal oficial do Exército Popular de Libertação (EPL), indica que as investigações anunciadas este sábado contra Zhang, assim como contra o chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da Comissão Militar Central (CMC, órgão máximo do Exército), Liu Zhenli, mostram que “a tolerância na luta contra a corrupção não é permitida”. Zhang, de 75 anos, é o primeiro vice-presidente da CMC, o que o coloca como o “número 2” militar do país, com uma patente apenas atrás da de Xi Jinping, que lidera o órgão, e é também um dos 24 membros do Politburo, o segundo escalão de comando do Partido Comunista Chinês (PCC), no poder. “Zhang e Liu, como altos comandantes do Partido e do Exército, traíram profundamente a confiança que lhes foi depositada (…) e pisaram e prejudicaram gravemente o sistema de responsabilidade suprema que reside no presidente da CMC [Xi]”, aponta o texto, também divulgado pela agência oficial Xinhua. O artigo acusa os dois generais de “exacerbarem os problemas políticos e de corrupção que ameaçam a autoridade absoluta do Partido sobre as Forças Armadas” e de “mancharem a imagem e a autoridade dos líderes da CMC”. “Infligiram graves danos aos esforços para reforçar a lealdade política no Exército, o ambiente político do Exército ou a preparação geral para o combate, o que representa um grave impacto negativo para o Partido, o país e o Exército”, acrescenta o documento. Para além de revelar as acusações contra os dois generais, o editorial enfatiza o objectivo das purgas militares de Xi: “Ficou demonstrado que, quanto mais o Exército luta contra a corrupção, mais forte e puro se torna, com maior capacidade de combate. Se a corrupção for erradicada de forma profunda, as Forças Armadas serão mais capazes e terão mais confiança”, escreve o PLA Daily. Aliado próximo Zhang era considerado uma figura-chave nos planos de Xi para modernizar as Forças Armadas e também o aliado militar mais próximo do Presidente chinês, em parte porque os pais de ambos, o general Zhang Zongxun e o vice-primeiro-ministro (1959-1965) Xi Zhongxun, lutaram juntos na guerra civil que culminou na fundação da República Popular da China em 1949. De acordo com fontes anónimas citadas pelo jornal de Hong Kong “South China Morning Post”, a acusação contra Zhang — que terá sido detido na passada segunda-feira — é por corrupção, por “não controlar” colaboradores próximos e familiares, e por não ter comunicado os problemas à cúpula do PCC em primeira instância. Tanto Zhang como Liu, heróis de guerra condecorados e os únicos membros da direcção da CMC com experiência real de combate — ambos participaram nas campanhas contra o Vietname no final dos anos 70 —, estiveram ausentes de um seminário do PCC presidido por Xi esta semana, o que desencadeou especulações sobre o seu paradeiro. Desde que chegou ao poder em 2012, Xi impulsionou sucessivas purgas na cúpula das Forças Armadas, movimentos destinados tanto a combater a corrupção entre as suas fileiras como a reforçar a lealdade dos comandantes militares ao PCC e à sua liderança.
Automobilismo | Nova alternativa vai ser criada em Foshan Sérgio Fonseca - 26 Jan 202626 Jan 2026 O automobilismo no núcleo urbano do Delta do Rio das Pérolas vai contar com uma nova infraestrutura permanente, após ter sido anunciado o primeiro circuito fixo na cidade de Foshan, situada a cerca de 120 quilómetros de Macau O anúncio oficial foi divulgado na primeira semana do ano. Fruto de um investimento liderado pelo Benchmark Global Group, o projecto visa assinalar um marco relevante para Guicheng, o centro urbano do distrito de Nanhai, consolidando Foshan como um polo internacional de consumo desportivo e estimulando o desenvolvimento de elevado nível nas áreas da cultura, do desporto e do turismo. O Benchmark Global Group já havia desenvolvido, em Sanshan, projectos de referência em parceria com a Key Capital, RDM e outras entidades, incluindo o Guangfo Florentia Village, a Zona Artística One Times, o Hilton Hampton Hotel e a Chimei Art School. Segundo o comunicado, “o circuito pretende atrair um público mais jovem e dinamizar a zona envolvente”. Inspirado na experiência bem-sucedida do Tianjin V1 Auto World, cujo traçado é utilizado em competições locais, o Circuito Internacional V1 Guangfo ambiciona criar um parque automóvel integrado, combinando a pista de corridas, a cultura motorizada e entretenimento temático. O complexo ocupará cerca de 141.666,7 m² e contará com todas as infraestruturas de apoio necessárias. Conforme os documentos do concurso, o terreno situa-se na Avenida Sanlongwan, na zona sul, e na Rua Gangzhong, a oeste, com um período de arrendamento de vinte anos e destinação prevista para parque automóvel ecológico e desportivo. O projecto inclui também uma pista de kart com pelo menos 1,1 km, enquanto o circuito principal deverá atingir o Grau 2 da FIA, permitindo receber competições promovidas pela Associação Geral-Automóvel de Macau-China (AAMC). O empreendimento pretende “reforçar o ecossistema emergente de consumo e entretenimento de Guicheng”, complementando os polos comerciais circundantes e potenciando as funções urbanas da Zona Internacional de Cooperação em Inovação Científica e Tecnológica do Lago Wenhan. Os residentes e visitantes beneficiarão de experiências de lazer mais diversificadas e sofisticadas. Foshan integra-se entre as cidades-piloto nacionais dedicadas a novos formatos e modelos de consumo, promovendo inovação e dinamização económica. O Circuito Internacional V1 Guangfo representará um exemplo concreto da aplicação destas directrizes, apostando em cenários de consumo diversificados e no crescimento sustentável do sector. Outras opções Na Grande Baía, o desporto motorizado tem-se centrado no Circuito Internacional de Zhuhai (ZIC) e no Circuito Internacional de Guangdong (GIC), em Zhaoqing, mas diversos projectos recentes indicam um esforço crescente para expandir a rede de infraestruturas, incluindo a possível construção do Circuito Internacional Zhuhai Chaoyue, em Doumen, com investimento inicial de 250 milhões de renminbis e certificação FIA de Grau 3. Em 2024, antes do regresso do Grande Prémio da China de Fórmula 1 em Xangai, Guangzhou anunciou planos de construir um circuito de Grau 1, apto a receber provas da disciplina rainha. Até agora, não surgiram novas informações sobre este projeto, que se pretendia ser o segundo circuito de Fórmula 1 na China, O primeiro, em Xangai, foi inaugurado em 2004, pois o Circuito Internacional Zhuhai, o primeiro circuito permanente chinês e idealizado para receber a Fórmula 1, nunca recebeu a homologação máxima da FIA. Outros projectos idealizados em Hong Kong e Shenzhen não ganharam forma até agora.
Há campeão no final da segunda volta André Namora - 26 Jan 2026 Não, não vou escrever sobre o que irá acontecer no final da segunda volta do nosso campeonato nacional de futebol. Nesse campo, teríamos muito para explanar, já que o Futebol Clube do Porto, o Sporting e o Benfica, mais uma vez, são os três clubes que, de entre eles, um festejará no Marquês de Pombal ou nos Aliados. Está a ser uma segunda volta muito disputada, com um F C Porto fortíssimo e bem treinado, com um Sporting ainda com esperança de conquistar o tri, apesar das inúmeras baixas e de um bom treinador ter andado a cozinhar omeletas sem ovos e um Benfica com um treinador mundialmente famoso com jogadores que custaram milhões e que não dão uma para a caixa. No final da segunda volta tudo se irá saber se os festejos serão com milhares de cachecóis azuis, verdes ou vermelhos. Uma outra segunda volta está a decorrer. Ui, que segunda volta e que “campeonato” disputado a duas mãos: António José Seguro e André Ventura. Foram os dois candidatos a Presidente da República que receberam do povo mais votos. E agora, terá de se realizar uma segunda volta de eleições presidenciais a fim de um dos candidatos ser eleito por maioria absoluta. A Irlanda e a Islândia resolvem logo a eleição à primeira volta, com uma maioria simples. Não estão virados para, passado uns dias, voltarem ao “trabalho” de se deslocarem às urnas. Seguro e Ventura, de qualquer modo, surpreenderam muita gente. No início da campanha ouvimos várias pessoas a dizer que nem um nem outro teriam qualquer hipótese de ficarem nos dois primeiros lugares. Uma parte do país estava convencida que Gouveia e Melo iria à segunda volta pelo bom desempenho que teve durante a pandemia Covid19. Mas não, o povo não esteve virado para colocar um militar na Presidência da República. Outra parte do país, especialmente no Norte, dava Marques Mendes como indiscutível candidato presente na segunda volta. Tinha tido o apoio na campanha de Luís Montenegro e tudo indicava que a AD, Montenegro e o Governo não viessem a ter uma derrota estrondosa. Ainda tivemos outra surpresa: Cotrim Figueiredo partiu quase dos oito por cento da Iniciativa Liberal, foi conquistando apoios através de uma boa máquina nas redes sociais e chegou a estar em empate técnico com os candidatos Seguro e Ventura. No entanto, Cotrim nunca esperou que na última semana de campanha viesse uma senhora assessora no Governo, acusá-lo de assédio sexual. Pronto, a bronca estava nas bocas do mundo e o culpado ou inocente Cotrim veria a sua prestação desmoronar para o precipício e, no final, ficar muito longe de uma eventual segunda volta. António José Seguro, que iniciou esta caminhada presidencial sozinho, a mostrar-se um homem moderado, com mais experiência e com um contacto directo com a juventude ao exercer o professorado universitário durante praticamente 10 anos, viu que as suas hipóteses de ir a uma segunda volta aumentavam de semana a semana, especialmente depois de os “tubarões” do Partido Socialista manifestarem o apoio à sua candidatura. De tal forma, que venceu as eleições com uma vantagem indiscutível. A maioria dos portugueses diz que Seguro será o campeão nesta segunda volta. Aconselhamos essa maioria a ter muita calma, e lembrar-se do que aconteceu com Fernando Medina na edilidade lisboeta – “Ah, está ganho, nem vale a pena ir votar!” – e pensar que o adversário se chama André Ventura, o astuto, inteligente, rude, racista e xenófobo político que apregoa aos quatro ventos que tudo tem de mudar, que o país tem sido governado por uma cambada de corruptos, que os imigrantes têm de voltar para a sua terra, que os apoios sociais devem ir primeiramente para os portugueses, que os salários e as pensões não podem ser miseráveis, em resumo, pega no megafone e grita tudo aquilo que os descontentes, os neofascistas ou os antigos milhares de bufos da PIDE, gostam de ouvir. E ainda existe uma particularidade incompreensível de termos os nossos emigrantes, que escutam o discurso de que os imigrantes devem voltar para a sua terra e que não pensam duas vezes se ouvissem o mesmo discurso nos países onde trabalham como a França, Suíça, Alemanha, EUA ou Austrália, e que mesmo assim, decidem votar em Ventura. Atenção, aos apoiantes de Seguro. Nada está ganho, e por um voto se ganha e por um voto se perde. Se os apoiantes de Seguro pensarem que o campeão desta segunda volta está encontrado, podem vir a ter um grande dissabor se não forem em massa votar, e não só. Todos os democratas ficariam de rastos ao ver pela primeira vez, em mais de 50 anos de democracia, um neonazi no Palácio de Belém.
CURB lança livro sobre néons de Macau, da autoria de Filipa Simões João Luz - 25 Jan 20263 Fev 2026 Na próxima semana, o CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo acolhe o lançamento oficial do “Guia dos Sinais de Néon de Macau”, de Filipa Simões. Depois de se debruçar sobre a arte urbana da cidade, a autora lança a primeira obra que documenta e celebra uma das características mais icónicas da paisagem de Macau No próximo dia 29 de Janeiro, quinta-feira, será lançado oficialmente o “Guia dos Sinais de Néon de Macau”, da autoria de Filipa Simões. O livro, cuja publicação está a cargo do CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, será apresentado às 18h30 na Plataforma Criativa – Ponte 9. A sessão contará com a participação da autora e investigadora Filipa Simões, o coordenador do projecto e presidente do CURB Nuno Soares, e o responsável pela fotografia Wilson Kam. O “Guia dos Sinais de Néon de Macau” é descrito pelo CURB como a primeira publicação totalmente dedicada à documentação e celebração de um dos mais apreciados elementos do imaginário estético do tecido urbano da cidade. “Ao longo de gerações, os sinais de néon têm iluminado as ruas de Macau, moldando a paisagem nocturna e enraizando-se profundamente na memória colectiva da cidade. Muito além de meros efeitos visuais, tornaram-se símbolos culturais que representam orgulhosamente a identidade local e o seu quotidiano. Contam as histórias dos bairros, dos negócios, das gerações, de uma forma familiar, emocional e inconfundivelmente de Macau”, descreve o CURB em comunicado. O guia tem uma base uma recolha fotográfica feita ao longo do ano passado, que captura retratos únicos da paisagem iluminada da península de Macau. Porém, o projecto vai além das imagens de ambientes nocturnos pintados a néon presentes no guia, incorporando um trabalho amplo de investigação e documentação focado na preservação das instalações de néon de Macau, muitas das quais estão a ser removidas ou perdidas devido à reabilitação urbana. Do etéreo ao material O guia, cuja publicação foi financiada pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura, materializa a vontade de garantir a sobrevivência do brilho das instalações de néon, além das ruas que costumavam iluminar, transformando a extensiva investigação e documentação visual da autora num registo tangível e de fácil acesso. Filipa Simões é designer, professora e residente em Macau desde 2004. É licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e tirou o mestrado em Administração de Empresas na Universidade de São José, onde lecciona desde 2013 e supervisiona o curso de Licenciatura em Design da Faculdade de Artes e Humanidade. A académica, que lançou em 2024 o “Guia para a Arte de Rua de Macau”, desenvolve o seu trabalho criativo em diferentes plataformas – como artista gráfica, directora criativa e professora. É directora criativa e fundadora da WHYDESIGN e directora da PONTE 9 Creative Platform. Os seus trabalhos foram reconhecidos com vários prémios, publicados e expostos internacionalmente na Experimentadesign, Salone Satellite, HKSZ Biennale e na Bienal de Arquitectura de Veneza. Segundo a biografia de Filipa Simões divulgada pelo CURB, a académica tem a cultura urbana e as actividades de rua em Macau como epicentro da sua investigação, através da exploração das expressões gráficas no domínio público que moldam a identidade, memória e vida quotidiana da cidade.