Performances ao vivo e vídeo em destaque na nova edição do MIPAF Andreia Sofia Silva - 21 Jan 2022 É já amanhã que decorre a nova edição do Festival Internacional de Artes Performativas de Macau (MIPAF, na sigla inglesa), uma iniciativa organizada pelo Armazém do Boi. Ao HM, o curador do evento, Ng Fong Chao, presidente do Armazém do Boi, garantiu que o principal objectivo é “explorar a relação entre a “arte corporal” e a “imagem”. O programa dá ênfase à arte performativa ao vivo, onde o corpo assume um papel primordial. Além do MIPAF decorre em simultâneo o Festival de Vídeo Experimental de Macau (EXiM, na sigla inglesa). “Vamos mostrar performances ao mesmo tempo que são exibidos vídeos, sendo que os artistas vão poder gerar outro tipo de arte através do seu trabalho”, referiu o responsável. Entre as 18h e as 20h de amanhã, os espectáculos podem ser vistos no espaço Macau Art Garden, na avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, com entrada livre. Para o cartaz deste ano, foram convidados artistas da China, como é o caso de He Libin e Tang Weichen, de Kunming, Tan Tan, de Wuhan e Long Miaoyuan, de Shenzhen. Todos eles vão apresentar as suas performances elaboradas com base no tema “Image in Body Art”. “Os artistas terão a liberdade de integrar vídeos nas suas performances. Desta forma, tentámos encontrar artistas com experiência nestas áreas, como é o caso de Tan Tan e Long Miaoyuan.” O curador acrescentou ainda que “os artistas têm necessidade de trabalhar com a ideia de ‘o que mostrar’ com duas formas artísticas diferentes”. Desta forma, “o público poderá olhar para os trabalhos do MIPAF e os vídeos do EXiM, ter diferentes experiências e interpretá-las de diferentes formas”. A culpa é da covid Ng Fong Chao declarou também que o MIPAF sempre quis ter uma vertente internacional e ser uma plataforma para os artistas de todo o mundo revelarem o seu trabalho. Esta é a reacção a uma crítica apresentada pelo ex-deputado Au Kam San, que na página de Facebook do evento disse que não havia quaisquer artistas de fora da China no cartaz. “Temos tido muita pressão devido à pandemia ao longo destes dois anos. Temos procurado uma melhor altura para nos ligarmos a diferentes países desde o início deste ano, mas os custos em termos de saúde, tempo e recursos são muito altos.” O curador adiantou que a ocorrência de surtos de covid-19 na China obrigou a organização do festival a dividir o programa em duas partes. Depois da primeira parte do evento, que teve apenas artistas locais, ter acontecido em Dezembro, surge agora a segunda parte.
Crime | Estudante detida por burla milionária Hoje Macau - 21 Jan 2022 Uma estudante universitária, de 21 anos, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de pertencer a uma rede criminosa que praticou uma burla telefónica no valor de 13 milhões de dólares de Hong Kong. O esquema começou quando uma residente de Macau recebeu uma chamada, em Setembro do ano passado, de um sujeito que se fazia passar por empregado bancário que perguntou se a residente fez compras em Pequim usando um cartão de débito. Após a vítima ter negado, a chamada foi transferida para um outro indivíduo que se apresentou como polícia de Pequim. Nesse ponto, a vítima foi avisada de que poderia ser acusada de branqueamento de capitais. Mais tarde, a residente recebeu outra chamada de alguém que se fez passar por funcionária do Comissariado contra a Corrupção, que lhe terá enviado o mandato de detenção em seu nome. Lançado e mordido o anzol, a vítima acabou por facultar informações bancárias ao grupo. É aqui que entra a estudante universitária, que terá recebido 25 transferência bancárias de contas da vítima ao longo de três meses. A estudante terá também aberto cinco contas bancárias que usou para transferir o dinheiro para bancos de Hong Kong. Segundo a PJ, a detida recebeu 13 mil dólares de Hong Kong para participar no esquema. Do outro lado do Rio das Pérolas, as autoridades da RAEHK detiveram dois homens suspeitos de estarem envolvidos no esquema.
PJ | Dois detidos por burlar e receber produtos ilícitos Hoje Macau - 21 Jan 2022 Um homem de 29 anos e uma mulher de 34 anos foram detidos por se terem envolvido numa burla com produtos de maquilhagem. Segundo o jornal Ou Mun, a 13 de Janeiro, a Polícia Judiciária (PJ) recebeu uma chamada vinda da Holanda, em que uma mulher que se apresentou como cidadã chinesa se queixava de poder ter sido burlada. De acordo com a vítima, a 7 de Janeiro tinha visto uma publicação das redes sociais em que um homem de Macau oferecia o serviço de transporte de produtos para o Interior. Sem desconfiar do anúncio, a mulher requisitou os serviços para a entrega a vários clientes no outro lado da fronteira, dizendo-lhe onde podia recolher os produtos de maquilhagem, avaliados em 54 mil renminbis, e quais os destinos. Contudo, dias depois, a vítima descobriu que o suspeito nunca tinha enviado os produtos para o Interior, além de ter ficado totalmente incontactável. Sem alternativa, a mulher contactou a PJ e fez queixa do homem. Por sua vez, o homem foi interrogado pelas autoridades e confessou que tinha vendido os produtos por 7,8 mil renminbis. Porém, após uma busca à casa do suspeito foram encontrados outros produtos do género, que as autoridades acreditam tratar-se de material não vendido. O suspeito está indiciado do crime de burla, que implica uma pena de três anos de prisão. Além do suspeito, foi igualmente detida a compradora que pagou 7,8 mil renminbis. A mulher recusou cooperar e foi indiciada pelo crime de receptação, ou seja, compra de objectos que se sabe serem roubados, com uma moldura penal que pode chegar a 5 anos de prisão.
Lei do jogo | Steve Vickers alerta para “risco político” devido à segurança nacional Andreia Sofia Silva - 21 Jan 2022 O consultor e analista de jogo Steve Vickers considera que os investidores estrangeiros devem ter em conta os “riscos políticos”, uma vez que a segurança nacional será um factor a ter em conta pelas autoridades para a atribuição de licenças de jogo Apresentada a nova proposta de lei do jogo na Assembleia Legislativa (AL), o analista de jogo e consultor Steve Vickers emitiu esta quarta-feira um comunicado onde comenta as principais alterações trazidas com o diploma. A mais premente, para o responsável, é o facto de o Chefe do Executivo poder anular uma concessão de jogo caso exista uma ameaça à segurança nacional. “O maior risco que as operadoras de jogo enfrentam não é do ponto de vista regulatório, mas sim político. As autoridades de Macau e da China, quando avaliarem a renovação das licenças, vão ter claramente como critério a segurança nacional. Por exemplo, o fluxo de capital pode ser considerado, especialmente quando estiver ligado às operadoras norte-americanas que procuram repatriar os seus dividendos.” Desta forma, para este analista, “o Governo de Macau poderá agir em matéria de partilha de dividendos, considerados excessivos, particularmente se forem registados grandes fluxos de capital da China, trazendo preocupações em matéria de segurança nacional a Pequim”. No comunicado divulgado, Steve Vickers considera também que “a compreensão e a capacidade para equilibrar o risco político [por parte dos investidores] é mais importante do que nunca”. Além disso, “a nova proposta de lei inclui obrigações do ponto de vista operacional e exigências para responder a um ‘desenvolvimento saudável’, bem como outras questões não directamente relacionadas com o negócio que não são familiares para os operadores estrangeiros”. Sector VIP em mudança Relativamente ao concurso público para a atribuição de novas licenças, o consultor defende que “um calendário mais realista [para a sua realização] seria em finais deste ano, ou mesmo em 2023”, o que iria obrigar as autoridades a prolongar as actuais concessões. “O Governo de Macau poderá favorecer os campeões domésticos, ou pelo menos exigir alterações na estrutura accionista das entidades controladas por estrangeiros, o que pode ser problemático para eles. Além disso, nem todas as actuais concessões vão sobreviver ao processo”, prevê o analista. No sector dos junkets haverá mais restrições face à partilha de ganhos, aponta Steve Vickers. A proposta de lei em causa “torna claro que a ligação da indústria do jogo aos junkets para o fornecimento de jogadores VIP irá chegar ao fim”, tendo em conta a detenção de Alvin Chau, CEO do grupo Suncity, em Setembro. Para o responsável, “estas medidas vão, provavelmente, restringir um crescimento a curto prazo” do sector. Por sua vez, Colin Mansfield, analista de jogo da agência de rating Fitch, disse à Lusa que a proposta de lei do jogo foi “bem recebida”, existindo ainda riscos que permanecem como o processo de licitação de novas licenças. “A divulgação foi bem recebida pela clareza no que diz respeito ao ambiente regulamentar pós-licitações. Nada do que foi divulgado na proposta de lei foi, na nossa opinião, excessivamente surpreendente ou negativo.” O especialista considerou ainda que um factor a favor desta proposta de lei foi o facto de não ter havido alterações materiais na taxa do imposto sobre jogos e não estarem estabelecidos impedimentos materiais à capacidade de pagamento de dividendos por parte dos operadores.
Turismo | Número de visitantes subiu quase um terço em 2021 João Luz - 21 Jan 2022 Durante o ano passado, entraram em Macau 7,7 milhões de visitantes, um número que representa um aumento de 30,7 por cento em relação a 2020, ainda assim uma descida significativa (mais de 80 por cento face a 2019), indicam dados revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em termos de agregado anual, o número de excursionistas aumentou 52 por cento para um total de 4 milhões, enquanto os turistas que entraram em Macau no ano passado foram 48 por cento das entradas, totalizando quase 3,7 milhões de visitantes. As duas categorias registaram aumentos de 30,4 por cento e 31 por cento, respectivamente, em termos anuais. O período médio de permanência também subiu ligeiramente em 2021, situando-se em 1,6 dias, mais 0,2 dias do que em 2020. Neste capítulo, registou-se alguma discrepância entre o tipo de entrada, com os turistas a permanecerem em média no território 3,2 dias (aumento de 0,4 dias comparado com 2020), enquanto os excursionistas baixaram para 0,1 dias em média. Em relação à origem, no ano passado entraram em Macau 7,04 milhões de visitantes vindos do Interior da China, um aumento de 48,2 por cento em relação a 2020, dos quais 2,45 milhões tinham visto individual (mais 31,3 por cento em relação ao ano transacto). Deste universo, a maior fatia de visitantes veio das nove cidades do Delta do Rio das Pérolas da Grande Baía, totalizando 4,12 milhões, número que representou uma subida de 59,9 por cento. Porém, o fecho das fronteiras fez com que o número de visitantes de Hong Kong (589 mil) e Taiwan (70,9 mil) descessem 30,1 por cento e 31,9 por cento, respectivamente, em relação a 2020. Em termos mensais, no passado mês de Dezembro chegaram a Macau 820.870 visitantes, número que significou uma subida de 2,4 por cento em termos mensais e 24,5 por cento em comparação com Dezembro de 2020.
Jogo | Casinos satélite temem despedimentos e vendas forçadas de hotéis João Santos Filipe e Nunu Wu - 21 Jan 2022 A proposta do Governo para a revisão da lei do jogo pretende acabar com os casinos satélite, ou seja, os que funcionam em hotéis que não pertencem às concessionárias. O sector alerta para o aumento do desemprego Os casinos satélite estão preocupados com a proposta do Governo à revisão à Lei do Jogo, que obriga a que os casinos só possam ser instalados em imóveis detidos pelas seis concessionárias. De acordo com esta proposta de lei, os proprietários de casinos como Golden Dragon, Ponte 16, ou Legend Palace, ou seja, que resulta de uma parceria de privados com as concessionárias, vão ter de vender os imóveis às operadoras ou fechar as zonas de jogo. No entanto, segundo o jornal Ou Mun, a proposta está a causar mal-estar entre os casinos satélite, como noticiado nos últimos dois dias, através de fontes anónimas, identificadas como “responsáveis por casinos satélites”. Segundo um dos interlocutores ouvidos, os donos deste tipo de espaços estão muito preocupados, porque consideram a proposta injusta e lesiva. O documento define um período para a venda de três anos, após a entrada em vigor da lei que sair da Assembleia Legislativa. Este responsável explicou que os proprietários fizeram investimentos elevados nos diferentes hotéis e vão ser forçados a vender numa posição de fragilidade, uma vez que, por um lado, têm de concluir os negócios em três anos, e, por outro, têm de vender numa altura em que a indústria está desvalorizada, pela situação pandémica. Contra esta venda forçada, foi ainda indicado que mesmo para as concessionárias faltam os fundos de outros tempos, pelo que poderá não haver capacidade para pagar um montante justo pelos investimentos feitos no passado. Mais desemprego Outro problema que pode ser criado por esta proposta, é o aumento do desemprego. O responsável ouvido indicou que, neste momento, o casino satélite que gere é responsável por cerca de mil funcionários, muitos dos quais são a única fonte de rendimentos das famílias. Contudo, se tiver lugar uma venda forçada, o responsável avisou que muitas dessas pessoas vão acabar despedidas, uma vez que as concessionárias ficarão com excesso de funcionários. Neste sentido, foi deixado o alerta de que muitos dos trabalhadores com os lugares ameaçados têm idades avançadas e podem enfrentar situações de desemprego para o resto da vida, com consequências dramáticas para as famílias. Ainda como parte dos argumentos contra a medida, foi explicado que este tipo de casinos traz uma vida aos diferentes bairros onde se situam e contribuem para gerar uma dinâmica económica positiva ao revitalizar outros sectores do comércio. Sobre o impacto económico, ao jornal Ou Mun, um agente imobiliário indicou que, por exemplo, as lojas na ZAPE dependem dos clientes dos hotéis e dos casinos satélite. Em caso de encerramento, o agente reconheceu que haverá um grande impacto para as lojas e rendas nos locais. Macau Legend | “Respeitar a história” Melinda Chan, directora-executiva da empresa Macau Legend, que gere o casino com o mesmo nome, considera que a questão dos casinos satélite merece ponderação. Em declarações, citadas pelo canal chinês em Rádio Macau, a empresária e ex-deputada deixou igualmente o desejo que no futuro seja possível “respeitar a história”. Melinda destacou também que há várias Pequenas e Médias Empresas que dependem dos casinos satélites e que o encerramento pode ameaçar o tecido comercial. A directora-executiva admitiu também que a empresa pode participar no concurso de atribuição das novas concessões, se “o governo de Macau der oportunidade às empresas locais”.
Covid-19 | Macau doou material de protecção a Hengqin João Luz - 21 Jan 2022 O primeiro carregamento de material de protecção contra a covid-19 vindo de Macau chegou a Hengqin no início desta semana, de acordo com uma nota publicada pelo governo municipal de Zhuhai. “Graças ao elevado grau de eficiência na comunicação entre Hengqin e Macau na prevenção e controlo conjunto da pandemia, apenas um dia após o pedido de assistência, chegou a Hengqin um carregamento com 10.000 peças de vestuário de protecção médica, 10.000 máscaras N95, e 10.000 pares de luvas médicas”, referiram as autoridades da cidade vizinha. Os materiais foram distribuídos por cinco hotéis designados para quarentena, tendo como destinatários pessoal médico da linha de frente que luta para conter a pandemia em Zhuhai. Desde que se verificou o surto em Zhuhai, Hengqin tem ajudado no combate, aceitando cerca de 600 pessoas designadas como contactos secundários, vindas o distrito de Xiangzhou, desde domingo. Há uma semana que uma comitiva de Macau está a fazer voluntariado em locais de testes de ácido nucleico. A equipa é composta por pessoal do Centro de Serviço Integral de Hengqin dos Kaifong, do Gabinete de Ligação do Governo Central Popular na RAEM e da Associação Geral das Mulheres de Macau. O governo municipal de Zhuhai aponta ainda que Hengqin e Macau vão estabelecer um mecanismo conjunto para resposta a emergências, como prevenção de incêndios, acidentes e desastres naturais Será também formulado um padrão integrado de operação Hengqin-Macau, de acordo com Ye Zhen, vice-director do Gabinete de Hengqin do Governo da província de Guangdong.
Habitação Pública | Deputado quer prioridade para famílias com menores Hoje Macau - 21 Jan 2022 O deputado Lam Lon Wai defende que famílias com menores devem ter pontuação extra e prioridade no acesso a habitação social. A ideia foi divulgada ontem em interpelação escrita, em que questiona o Governo sobre a possibilidade de alterar lei. “No passado, a maior parte dos candidatos à habitação social eram idosos e pessoas com deficiências. Por isso, é compreensível que tivessem prioridade na atribuição deste tipo de habitação”, reconheceu Lam. “No entanto, será que as autoridades podem agora considerar alterar a legislação em vigor, para que as famílias com filhos menores tenham igualmente tratamento preferencial?, questionou. A habitação social é distribuída pela população de acordo com um sistema de pontuação. O pedido de Lam Lon Wai implica a alteração de critérios, para atribuir uma pontuação maior a famílias com menores. Na mesma interpelação, Lam perguntou pela atribuição do arrendamento das habitações sociais. Segundo os dados mais recentes, entre as últimas 4 mil candidaturas metade tinha sido alojada. O deputado pergunta qual é o ponto da situação.
AL | Kou Hoi In declara ser proprietário de oito habitações João Santos Filipe - 21 Jan 2022 Chan Hou Seng, deputado ligado à cultura, não fica atrás do presidente da AL e declara a propriedade de quatro apartamentos, quatro estacionamentos e duas lojas na RAEM O presidente da Assembleia Legislativa, Kou Hoi In, é proprietário de oito habitações, entre as quais seis apartamentos e duas moradias. A informação consta da declaração de rendimentos entregue no âmbito das funções como deputado e presidente do hemiciclo, destinado a assegurar a transparência e idoneidade de quem ocupa cargos de elevada responsabilidade na RAEM. Todo o imobiliário declarado por Kou Hoi In é detido a meias com a mulher, e, ao contrário de outros deputados, o presidente optou por omitir a localização das casas e apartamentos na declaração. O que é possível saber é que entre os apartamentos, dois encontram-se arrendados. O histórico mostra ainda que desde que começou a preencher as declarações de rendimentos, em 2013, ao património do também empresário apenas foi acrescida uma fracção, que se encontra arrendada. Ao nível de participações em sociedade Kou Hoi In declarou ser dono de uma participação de 60,7 por cento na Companhia de Produtos da China, avaliada em cerca de 2,8 milhões de patacas, tendo em conta o capital social total que é de 4,41 milhões de patacas. Ainda no capítulo empresarial, Kou declarou uma participação de 20 por cento na Companhia de Investimento Internacional Seng Chit Limitada, que, com base no capital social total de um milhão de patacas, vale 200 mil patacas. A nível de vida associativa o presidente da AL exerce cargos de direcção em 34 associações locais, entre as quais a posição de vice-presidente da Associação Comercial de Macau desde 23 de Novembro de 2021. Porém, o empresário confessa não saber o número exacto. Riqueza cultural Por sua vez, Chan Hou Seng, deputado estreante nomeado pelo Chefe do Executivo, declarou ser proprietário de quatro apartamentos em Macau, para uso próprio e arrendamento. O legislador ligado à área da cultura, apontou ter ainda quatro estacionamentos na RAEM, que utiliza e arrenda, assim como duas lojas, estas últimas detidas “com um familiar”. Segundo a declaração de rendimentos, Chan Hou Seng não é proprietário de qualquer participação em empresas, mas é presidente da Sociedade de Selos de Macau e ainda investigador dos Centros de Investigação de Livros e Pinturas, de Intercâmbio Cultural entre de Investigação da Cidade Proibida a China e os Países Estrangeiros da Academia. Também a deputada Song Pek Kei apresentou a declaração de rendimentos. Apesar de estar na AL desde 2013, Song não declarou qualquer imóvel, o que contrasta com as declarações anteriores quando tinha uma fracção habitacional. Tal pode indicar que Song transferiu o imóvel para um familiar, o que faz com que não o tenha de declarar.
Covid-19 | Primeiro caso foi há dois anos. Residentes lamentam medidas restritivas Andreia Sofia Silva - 21 Jan 202226 Jan 2022 Faz amanhã dois anos que Macau registou o primeiro caso de infecção com o novo vírus SARS-Cov-2, que leva à doença covid-19. Quase um ano depois da chegada do primeiro lote de vacinas ao território, a taxa de vacinação continua a não ser a desejável e as medidas que, aos olhos de alguns, são demasiado restritivas, não deixam a economia avançar. Em dois anos, muitas famílias deixaram o território mais cedo do que esperavam face a este cenário Foi a 22 de Janeiro de 2020 que Macau registou o primeiro caso de covid-19. A primeira infectada foi uma paciente com 52 anos de idade de Wuhan, a cidade chinesa que foi o epicentro do novo vírus SARS-Cov-2, que origina a covid-19. O somatório de casos é hoje de 79, sem qualquer caso mortal, e com a ocorrência de alguns surtos comunitários que obrigaram a rondas de testagem em massa, fecho temporário de fronteiras e confinamento de algumas zonas da cidade. Em Fevereiro de 2020, ocorreu o impensável: o fecho dos casinos durante 15 dias, num território onde as apostas nunca tinham parado desde a liberalização do jogo. Ao longo destes dois anos, foram encerrados, por diversos períodos, escolas, teatros, cinemas, parques e ginásios, o que trouxe alguns constrangimentos à economia e às pequenas, médias e grandes empresas. O Governo lançou cartões de consumo para incentivar a população a comprar no pequeno comércio e criou linhas de empréstimos às empresas sem juros. Foram ainda atribuídos subsídios aos profissionais liberais. Se no início as medidas impostas pelas autoridades para lidar com a pandemia foram elogiadas em todo o mundo, a verdade é que começaram a surgir críticas e descontentamento em relação a algumas políticas consideradas demasiado restritivas, como a imposição de quarentenas de 21 dias. Além disso, continua a não se vislumbrar, a curto prazo, a possibilidade de viajar até Hong Kong sem cumprir quarentena ou, pelo menos, com algumas medidas restritivas. Nestes meses, muitos portugueses e estrangeiros deixaram Macau perante a impossibilidade de verem os seus familiares com a frequência habitual, por não terem dias de férias suficientes para uma quarentena tão longa. Disso dá conta Marisa Peixoto, directora do jardim de infância D. José da Costa Nunes, que não vê a sua família há mais de dois anos. “Obviamente que me custa, é difícil, mas emigrar foi uma opção que tomei. Estamos a sentir, na escola, em relação ao pessoal docente, agentes de ensino e famílias, que há pessoas a ir embora mais cedo do que iriam se continuássemos com as facilidades [de viagem] que tínhamos antes”, contou ao HM. Marisa Peixoto considera “exagerado” o período de quarentena, principalmente tendo em consideração que quem chega da China cumpre, na maioria dos casos, um isolamento que não vai além de 14 dias. Relativamente s medidas no jardim de infância, a directora recorda que, no início, foi “um pouco confuso”, seguindo-se um período de natural adaptação. “As directrizes que recebemos da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) foram entrando na nossa rotina, na dos pais e crianças. Hoje continuamos a fazer o mesmo que fazíamos há dois anos.” Francisco Ricarte, arquitecto e fotógrafo, está neste momento a cumprir quarentena de 21 dias num quarto de hotel, sendo submetido a vários testes de ácido nucleico por semana e sem ter qualquer contacto com o exterior. Na sua visão, a taxa de vacinação dos idosos em lares ou centros de acolhimento, na ordem dos 30 por cento, é uma “situação problemática. “A pandemia e o conhecimento que temos evoluíram muito nestes dois anos”, defendeu o arquitecto, resignado por essa evolução não ter sido acompanhada pelas autoridades e população de Macau. “Dois anos mudaram mentalidades, modos de procedimento. Começaram as primeiras situações que encaro com alguma perplexidade, que é o facto de não ter havido uma adesão imediata à vacinação.” O residente lamenta que o Governo não tenha assumido “uma posição pró-activa no sentido de comunicar aos residentes que a vacina é um método seguro e eficaz”. Hoje continuam a existir “medidas de prevenção extremamente restritivas e detalhadas”. “As pessoas que vêm de fora estão sujeitas a um escrutínio extremamente rigoroso em termos de saúde. O código de saúde passou de ser um mecanismo de mera gestão para ter um outro nível de rastreio, pois permite detectar onde as pessoas estiveram.” Regresso a casa Albano Martins, economista e presidente honorário da ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais de Macau, está de regresso a Portugal, depois de décadas a residir em Macau. Voltou por motivos de saúde, embora a pandemia o tenha afectado. “Voltei em definitivo por não me rever mais na Macau de hoje. Sob o manto da segurança, estamos a entrar em áreas muito perigosas”, alertou. O responsável destaca que, no início da pandemia, as autoridades tomaram as decisões mais correctas. “Os primeiros meses de intervenção do Governo foram inteligentes, mas a partir de determinada altura deixou-se comandar toda a economia por decisões muito discutíveis. Ficámos confinados convencidos de que é possível ter uma política de casos zero, mas não é possível.” Para Albano Martins, Macau acabou por seguir “o caminho mais doentio, que é o de restringir as saídas das pessoas e, ao mesmo tempo, não se conseguir convencer a população a vacinar-se”. “As restrições são naturais, o que não é natural é a quarentena de 21 dias, mais o período de auto-gestão de saúde. As pessoas, do ponto de vista psicológico, estão a ficar muito abaladas.” José Sales Marques, economista, confessa que “já perdeu a noção do tempo” desde que a pandemia começou. “Podemos dizer que as medidas tomadas foram acertadas, pois Macau conseguiu manter-se como um lugar seguro do ponto de vista sanitário. Não têm havido praticamente casos comunitários em Macau. Mas sem dúvida que a política de zero casos exige uma grande perseverança, que tem uma lógica própria que devemos respeitar.” Para Sales Marques, Macau “tem tido pouca sorte”, pois ocorrem surtos nas regiões vizinhas perto das épocas festivas que, por norma, atraem mais visitantes a Macau, como foi o caso da semana dourada, em Outubro, e agora no ano novo chinês, com a ocorrência do surto em Zhuhai. “O Governo conseguiu acumular algumas reservas que são agora fundamentais para a continuidade da sua capacidade de produzir medidas e levar a cabo políticas públicas de apoio à economia, mas há muitas empresas mais pequenas que não têm essa capacidade [de recuperação]. O pequeno comércio e restauração tem vindo a mudar de seis em seis meses, mas não deixa de haver alguma vontade de procurar soluções.” O economista e presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau destaca, contudo, que a população tem sabido reagir com alguns projectos de empreendedorismo. “Houve mexidas e vemos a tentativa de encontrar soluções através de um certo tipo de empreendedorismo. [Essas pessoas] podem basear-se em empréstimos ou investimentos de capital acumulado, mas vemos uma forte tentativa de resposta.” Em relação ao sector do jogo, fortemente abalado pela pandemia, Sales Marques destaca a chegada ao hemiciclo da nova proposta de lei do jogo, que permite pôr fim a uma situação que não estava clarificada. “Tem havido uma reacção positiva do mercado em relação a isso e ajuda a trazer alguma esperança. Se houver uma certa recuperação do jogo e alguma abertura… todos pensávamos numa abertura com Hong Kong e de repente as coisas acontecem. É tudo imprevisível.” Em relação às comunidades estrangeiras, “é evidente a pressão psicológica”. “Há famílias e pessoas que depois de tantos anos de Macau acabam por ir embora, quando talvez ficassem mais tempo”, apontou. Recorde-se que, em Novembro, as imposições de quarentena foram criticadas pelo epidemiologista português Manuel Carmo Gomes. Apontando o dedo à política de zero casos, seguida pela China, Macau e Hong Kong, o especialista destacou que “é muito difícil, sem ter uma [taxa] de vacinação muito alta, aguentar com medidas dessas”. “Estão apenas a atrasar o inadiável”, frisou. “Países que apostaram na política de zero casos rapidamente perceberam que a população não adere à vacinação, porque não sente que existe um perigo real. É o caso da Nova Zelândia e da Austrália, que já abandonou a política de casos zero e está a apostar na vacinação. Se houver muito poucos casos devido a esses confinamentos muito rigorosos as pessoas não sentem necessidade de se vacinar”, reforçou.
Pequim protesta contra presença de navio militar dos EUA no Mar da China Hoje Macau - 21 Jan 2022 Um navio militar norte-americano cruzou hoje o Mar da China próximo de um arquipélago controlado por Pequim, situação que o exército chinês considerou tratar-se de um “ato de provocação”, exigindo a saída do vaso de guerra. Segundo a Marinha dos Estados Unidos, o “destroyer” USS Benfold “está na plenitude dos seus direitos e liberdades de navegação nas proximidades das ilhas Paracel, em conformidade com o direito internacional”. O arquipélago é um grupo de pequenas ilhas e recifes, no Mar da China Meridional, a cerca de um terço da distância do Vietname ao norte das Filipinas e são também reivindicadas por Hanói, embora seja controlado há mais de 50 anos pela China. Num comunicado, o exército chinês denunciou a entrada “ilegal” e “não autorizada” do navio nas águas das ilhas Paracel. A Marinha e a Força Aérea da China, prossegue o comunicado, receberam ordens para “rastrear, vigiar, alertar e afastar” o navio. “Exigimos solenemente que os Estados Unidos cessem imediatamente essas provocações. Caso contrário, vão expor-se às consequências graves e imprevisíveis desses incidentes”, acrescentou o exército chinês. A China afirma ter sido a primeira nação a descobrir e a nomear as ilhas do Mar da China Meridional, por onde passa grande parte do comércio marítimo atual entre a Ásia e o resto do mundo, reivindicando quase toda a área marítima. No entanto, vários países vizinhos (Filipinas, Vietname, Malásia e Brunei) têm reivindicações concorrentes de soberania, que às vezes se sobrepõem. Em 2016, o Tribunal Permanente de Arbitragem (TPA) em Haia, decidiu que as reivindicações históricas de Pequim no Mar do Sul da China são infundadas. A China, porém, ignorou a decisão, considerando a instituição incompetente para decidir sobre disputas territoriais. Os Estados Unidos e outros países ocidentais realizam regularmente “operações de liberdade de navegação”, oficialmente com o objetivo de afirmar o caráter internacional deste mar. O envio do USS Benfold é a primeira operação do género este ano e ocorre uma semana depois de Washington ter acusado Pequim de reivindicar “ilegalmente” a maior parte do Mar do Sul da China. Este mar é um dos principais pontos de atrito entre chineses e norte-americanos, cujas relações também estão tensas em torno do futuro de Taiwan e de Hong Kong, direitos humanos ou questões comerciais. Ao longo de vários anos, Pequim consolidou o controlo sobre certas ilhas e atóis no Mar da China Meridional, principalmente no arquipélago de Spratly, realizando obras de expansão para montar instalações militares.
Governo ainda não sabe se mantém ou suspende proibição de voos estrangeiros depois de domingo Andreia Sofia Silva - 20 Jan 202220 Jan 2022 A medida de suspensão de voos estrangeiros para Macau termina já este domingo, dia 23, mas o Governo não diz, para já, se irá manter esta decisão ou suspender esta proibição. “Até este momento ainda estamos a analisar a decisão e quando tivermos uma decisão final iremos anunciar em diferentes meios e não apenas através da conferência de imprensa. Compreendo que há uma urgência, mas ainda estamos a analisar a situação”, disse Leong Iek Hou, médica e coordenadora do centro de coordenação e de contingência do novo tipo de coronavírus. As autoridades disseram ainda que, até à data, foram recebidos 22 pedidos de ajuda ou informação sobre o regresso ao território. A suspensão de voos estrangeiros, “de fora da China” foi anunciada pelas autoridades no passado dia 9, na sequência da detecção de dois casos da variante Ómicron do novo coronavírus em residentes que chegaram ao território oriundos do estrangeiro e que cumpriam a quarentena obrigatória. Segundo relatos de agências de viagens locais à agência Lusa, haverá cerca de duas dezenas de pessoas em Portugal à espera de notícias para poderem viajar ou remarcar os seus voos. O cônsul-geral de Portugal em Macau, Paulo Cunha Alves, disse à Lusa que recebeu dois pedidos de apoio ou informação. O diplomata lembrou que a suspensão “é da competência das autoridades de Macau”, mas garantiu que o consulado “está a prestar todas as informações possíveis e em contacto regular com as autoridades locais”.
Ângela Freitas anuncia recandidatura a Presidente de Timor-Leste Hoje Macau - 20 Jan 202220 Jan 2022 Ângela Freitas, presidente do Partido Trabalhista (PT) timorense, anunciou hoje a sua recandidatura à Presidência da República como independente, defendendo uma revisão da constituição e criticando a ação do atual chefe de Estado. “Estou pronta a candidatar-me a Presidente da República para o período 2022 a 2027”, disse Freitas, em conferência de imprensa, garantindo que já tem reunidas 12 mil assinaturas, mais do dobro das 5.000 necessárias. Freitas, que se candidatou pela primeira ao cargo há cinco anos – tendo obtido apenas 4.353 votos ou 0,84% dos votos válidos – explica que decidiu recandidatar-se perante apelos nesse sentido de apoiantes que querem uma “nova voz” e “um novo rosto” na liderança. “Como dirigente político da nova geração, tenho responsabilidade moral de competir na festa da democracia, que se realiza a 19 de março de 2022”, afirmou. “O motivo pelo qual me encorajaram a candidatar-me tem a ver com os efeitos do impasse político desde 2017 até agora e as violações da constituição de Timor-Leste”, acusando o atual Presidente, Francisco Guterres Lú-Olo, de responsabilidade pela crise e de “falta de sensibilidade” perante os problemas do povo. A plataforma e programa de Ângela Freitas evidenciam várias contradições, com propostas de decisões fora da competência do Presidente da República e críticas à constituição que o chefe de Estado é obrigado a defender. Assim, se for eleita, Ângela Freitas disse que vai “dissolver o Parlamento Nacional”, levar ao Tribunal “os autores da viabilização” do atual Governo, demitir o executivo e nomear Xanana Gusmão, “comandante-em-chefe das Falintil” (o braço armado da resistência timorense), como chefe de um Governo de Salvação Nacional. Quer ainda a “recomposição da mesa do parlamento” e “uma revisão obrigatória das leis para refletir a cultura” timorense, elementos que traçou numa longa exposição sobre a “visão e missão” do seu programa e plataforma de candidatura. A posição de Freitas cria uma situação complexa no que toca à tomada de posse, já que a candidata considera ilegal o atual presidente da mesa do Parlamento Nacional e rejeita a constituição, que quer reformar. Questionada sobre como fará a tomada de posse nessa situação, a candidata disse que o Presidente pode convocar extraordinariamente o Parlamento Nacional para “aprovar um decreto a determinar quem tem competência para dar posse ao Presidente da República”. “Houve um assalto de poder no parlamento. Mas o Presidente tem a competência quando a maioria do povo lhe dá confiança, no momento em que o resultado é anunciado”, afirmou. Ângela Freitas referiu-se ainda, sem explicar o contexto, a uma resolução de 1982 da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que definia na altura Portugal como potência administrante do território timorense, porque Timor-Leste deve ser “um país aliado de Portugal e não um país subordinado”. Freitas considerou prioritários temas como a definição das fronteiras do país – falta ainda concluir a fronteira marítima e alguns pontos da fronteira terrestre com a Indonésia – como elemento essencial para o desenvolvimento do país e para “evitar que se torne um Estado falhado”. Quer ainda o aumento do salário mínimo para 500 dólares (o que implica mais que triplicar o valor atual), promover a diversificação económica, melhorando o ordenamento das cidades e promover o turismo e realizar uma “auditoria forte de controlo aos gastos orçamentais” No que toca à constituição nacional, Freitas referiu-se à questão da separação de poderes defendendo uma revisão de “artigos que não refletem o interesse do povo, a tradução ou a sua cultura e não garantem ‘checks and balances’ dos órgãos de soberania”. Prometendo independência de qualquer grupo ou partido, Freitas disse estar contra a adesão para já de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), por considerar que o país não está ainda pronto e que acabaria por ser “explorado por capitalistas e pela ordem económica mundial. A conferência de imprensa começou com mais de uma hora de atraso, porque estavam à espera da chegada dos apoiantes”, sendo que na sala estavam praticamente tantos jornalistas como apoiantes. As eleições de 19 de março poderão ser as mais concorridas de sempre. O extenso leque de candidatos, que têm que reunir 5.000 assinaturas para se poder candidatar, poderia tornar as eleições de 2022 as mais concorridas de sempre, batendo o recorde de 2012, em que houve 12 candidatos. A lei define que se podem apresentar apenas timorenses com cidadania originária e com pelo menos 35 anos. O Tribunal de Recurso, com o apoio do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), analisa as candidaturas, verificando a regularidade do processo, autenticidade dos documentos e a elegibilidade dos candidatos, e, depois de eventuais situações sanadas, anuncia a lista final de candidatos. A primeira volta das eleições presidenciais decorre a 19 de março, com o período de registo de candidaturas a decorrer até 04 de fevereiro e a campanha a realizar-se entre 02 e 16 de março.
Comércio China – África atinge valor recorde de 254 mil milhões de dólares Hoje Macau - 20 Jan 202220 Jan 2022 O comércio entre China e África subiu 35%, no ano passado, para o valor recorde de 254 mil milhões de dólares, segundo dados divulgados hoje pelas alfândegas da China. A subida homóloga equivale a um aumento de 65 mil milhões de dólares nas trocas comerciais, atestando a crescente importância da China nas cadeias de abastecimento. O país asiático foi o primeiro a superar a pandemia da covid-19, após ter adotado restritas medidas de prevenção, incluindo o isolamento de cidades com milhões de habitantes, no primeiro trimestre de 2020. Os exportadores chineses beneficiaram com a permissão para retomar a atividade, enquanto os concorrentes estrangeiros enfrentaram restrições. Esta vantagem foi mantida em 2021, à medida que outros governos renovaram as medidas de contenção em resposta à disseminação de novas variantes do coronavírus. O aumento das trocas comerciais reflete assim, sobretudo, o aumento das exportações da China para África. Nos anos anteriores, a balança comercial manteve-se equilibrada, com cerca de 100 mil milhões de dólares em compras e vendas de cada lado. No ano passado, porém, a China exportou um total de 148 mil milhões de dólares e importou apenas 106 mil milhões. De acordo com os dados da Administração Geral das Alfândegas da China, Angola foi o segundo país africano que mais exportou para a China, ultrapassada apenas por África do Sul. Luanda facturou 21 mil milhões de dólares em vendas para a China. A nível global, no entanto, África representou apenas 4,2% do comércio internacional da China em 2021. O continente está entre os menores parceiros regionais do país asiático, ultrapassando apenas o golfo pérsico.
Tailândia volta a isentar viajantes vacinados de quarentena a partir de fevereiro Hoje Macau - 20 Jan 2022 A Tailândia anunciou hoje que vai voltar a isentar os viajantes vacinados da quarentena a partir de 01 de fevereiro, uma esperança para a indústria do turismo, em crise desde o início da pandemia de covid-19. Temendo a propagação da variante Ómicron, o país restabeleceu uma quarentena obrigatória no final de dezembro. Mas apenas alguns milhares de casos são registados oficialmente todos os dias e a taxa de mortalidade permanece estável. Estes dados levaram as autoridades a reavaliar a situação. A partir de 01 de fevereiro, os visitantes vacinados terão agora de fornecer um teste à covid-19 negativo no país de origem, fazer um segundo teste à chegada, e um final no quinto dia, disse Taweesin Visanuyothin, porta-voz do centro de gestão do coronavírus. Os testes em solo tailandês terão de ser feitos num hotel aprovado. Se o resultado for negativo, o viajante poderá circular livremente no país. Se houver um aumento dos casos, a situação será novamente reavaliada, disse Taweesin Visanuyothin. Após mais de 18 meses de encerramento, o reino reabriu as suas fronteiras no início de novembro aos turistas vacinados, mediante a apresentação de um simples teste PCR negativo. Algumas dezenas de milhares de visitantes tiraram partido desta flexibilização das restrições. Antes da pandemia, o país era um dos mais visitados do mundo, com quase 40 milhões de chegadas em 2019. O Ministério do Turismo espera receber este ano cinco milhões de visitantes.
Macau testa hamsters após Hong Kong anunciar abate de 2.000 animais Hoje Macau - 20 Jan 2022 Macau testou ontem hamsters nas lojas do território, um dia depois do vizinho Hong Kong ter anunciado o abate de cerca de 2.000 pequenos roedores após testaram positivo à covid-19 numa loja onde trabalhava um funcionário infetado. Esta precaução do Governo desta região administrativa especial chinesa, que persiste na política de casos zero de covid-19 e que registou apenas 79 casos desde o início da pandemia, acontece numa altura em que estão a surgir surtos um pouco por toda a China e que Pequim alega, em parte, serem de produtos provenientes do estrangeiro. Em comunicado, as autoridades do antigo território administrado por Portugal indicaram terem enviado funcionários “às lojas onde se vendem hámsteres para proceder à inspeção, tendo, no dia 19, realizado testes aleatórios de ácido nucleico do novo tipo de coronavírus aos hámsteres das lojas”. O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) realizou os testes, que foram todos negativos, apesar de nenhum estabelecimento de venda de animais de estimação ter importado qualquer hámster há mais de um ano. O IAM apelou ainda aos donos de animais de estimação para adotarem “medidas de proteção pessoal e dos animais de estimação, em termos de limpeza e desinfeção” e para que “não abandonem os seus animais de estimação com base em boatos”. Um dia antes, o Governo de Hong Kong anunciou que 2.000 hamsters e outros pequenos mamíferos – chinchilas, coelhos e porquinhos-da-índia – serão abatidos como “medida de precaução”, apesar de reconhecerem que não existem “provas” de que estes animais de estimação possam transmitir o coronavírus SARS-CoV-2 aos humanos. Os clientes que compraram hamsters na loja em questão após o dia 07 de janeiro serão procurados e deverão ser sujeitos a uma quarentena obrigatória, tendo ainda de entregar os animais às autoridades para serem abatidos. As autoridades disseram ainda que todas as lojas de animais que vendem hamsters em Hong Kong devem suspender a comercialização. Os clientes que compraram hamsters em Hong Kong a partir de 22 de dezembro também estarão sujeitos a testes obrigatórios e serão aconselhados a não conviver com ninguém até que tenham o diagnóstico.
Eleições | Lançado registo de angolanos na RAEM Hoje Macau - 20 Jan 2022 O cônsul-geral de Angola em Macau está confiante de que os angolanos radicados na RAEM irão aderir ao registo eleitoral, que pela primeira vez lhes permitirá votar fora do país. “Tenho a certeza de que iremos receber pedidos”, disse Eduardo Velasco Galiano à Lusa, lembrando que a plataforma ‘online’ do registo eleitoral oficioso, que decorre até 31 de Março, só foi lançada na segunda-feira. O Registo Eleitoral Oficioso, destinado a cidadãos maiores de 18 anos, começou em território angolano e estendeu-se na segunda-feira ao resto do mundo, com a cerimónia formal de abertura a decorrer na Cidade do Cabo, na África do Sul. Segundo Eduardo Velasco Galiano, existem 44 cidadãos angolanos em Macau, incluindo 10 estudantes universitários bolseiros da Fundação Macau, os funcionários do consulado e familiares, sendo que apenas 16 estão inscritos no consulado. “Tudo vai depender da consciência de cada um”, diz o diplomata. Ainda assim, sublinha que os angolanos em Macau “conversam sobre Angola, alguns têm família no país, estão atentos e são conhecedores do que se passa”. Eduardo Velasco Galiano refere que os angolanos em Macau acompanharam com apreensão a paralisação dos taxistas na capital, Luanda, na semana passada, que ficou marcada por actos de vandalismo.
Macau quer mais de 90% dos autocarros “com novas energias” Hoje Macau - 20 Jan 202220 Jan 2022 O Governo de Macau divulgou ontem o planeamento de protecção ambiental 2021-2025 no qual se estabelece a meta de mais de 90 por cento da frota de autocarros no território serem autocarros “movidos com novas energias” até 2025. Uma meta ambiciosa, já que, segundo o documento, em 2020 apenas 8 por cento de autocarros no território eram movidos com novas energias. O objectivo passa por “elaborar um plano de promoção da adopção de veículos eléctricos, impulsionar a substituição de autocarros públicos e carreiras expressas de hotéis, para a adopção gradual de autocarros, movidos a nova energia ou puramente eléctricos”, lê-se no comunicado. Até 2025, Macau ambiciona ainda plantar cerca de 5.000 árvores. Menos ambiciosa é a meta de percentagem de ocupação de veículos eléctricos nos veículos ligeiros recém-registados: passar de 9,4 por cento em 2020 para entre 15-20 por cento em 2025. Quanto à redução de resíduos sólidos, Macau não estabelece metas concretas, contudo, no relatório ontem divulgado lê-se que o objectivo passará por “promover e reforçar, de forma mais avançada, a prática de redução do uso de plástico e promover, passo a passo, medidas reguladoras para os utensílios de mesa de plástico, descartáveis e não-biodegradáveis e ainda “reforçar a sensibilização da “reciclagem limpa” de resíduos recicláveis junto dos cidadãos, no sentido de assegurar a disponibilidade de materiais recicláveis e o seu valor recuperável”. Grandes produtores Macau produziu 1,74 metros cúbicos de resíduos por pessoa por dia em 2020, o que é superior a Singapura, a Hong Kong e a Pequim, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Proteção Ambiental de Macau (DSPA). Não há dados concretos relativamente à quantidade de plástico consumido em Macau por dia, mas na vida diária da cidade a utilização de plástico é constante: de embrulhos de fruta em supermercados, na compra de alimentos, como bolos e pães, embalados individualmente, até aos famosos ‘take away’. Na sequência da implementação do controlo de embalagens descartáveis de esferovite em 2021, o Governo anunciou ainda a proibição da importação de palhinhas de plástico não degradáveis e ‘colheres’ de bebidas descartáveis para Macau a partir de 1 de Janeiro de 2022.
Alexandria Carlos Morais José - 20 Jan 2022 Existe na cidade de Alexandria um Porto Interior. Fixa o Norte, de onde lhe veio o pai. Num dos seus extremos, alguém de novo ousou a Grande Biblioteca. Abundam livros e mulheres jovens. Pelo meio, sobre as praias, debruçam-se esplanadas, num excesso de mar. No outro extremo, passeia a desmesurada gente, talvez à espera do momento certo para voltar a pegar fogo a isto tudo. * Já Marte sobre o fim da cidade se levanta, mas nem por isso os homens sossegam e olham de novo o mar antigo. Pela urbe persiste o ruído, o caos que pouco cintila ou alcança. A cidade deixa à estrela esse castigo. E ela olha do alto e pouco vê, nada procura. Onde estão os épicos fantasmas da minha literatura? Ficaram os homens impuros e as suas mulheres cercadas. E as ruas belas como rugas ou trapos pisados nas calçadas. Na casa de Kavafis paira um odor a abandono. Apenas um refrão, sussurrado por um bigode. Escasseiam os livros e sobram as horas. Os versos lamentam a sorte rasa. Poemas dormem sem abrigo pelas ruas. Nada há para fazer, só para ver e os olhos humedecem da tristeza do que não é (talvez nunca tenha sido), a sentirem fundo a culpa de uma deslocada ambição. * Nos versos de Kavafis expirava o último heleno e talvez uma cidade. * Havia no lugar onde em 1902 foi construído o Hotel Metropole um obelisco de dois mil anos. Cleópatra impusera-o para celebrar Marco António. Agora existem sombras posteriores a marcar corredores, um elevador de três portas e as colunas solenes do átrio. — Ainda há onde respirar, rosno curto. Kavafis frequentava o Hotel Metropole. Não sei se unicamente a entrada, de onde se disfruta a rua em poltronas altas; se subia ao primeiro andar, e deslizava pelos salões, entre brandys, golpes de estado, charutos e revoluções. Provavelmente, pouco disso o interessava, como lhe deviam ser indiferentes os veludos e os pendentes adamascados. Imaginemos que, sem sabermos de quê, lhe interessava a possibilidade. Fantasiemos que esse quê poderia surgir, vindo da rua, sob a forma de um cavalo ou de um príncipe, ainda pingentes de suor de um galope ou de múltiplas defenestrações. E o poeta esperava, naquele canto sóbrio, meio enternecido de sombra, raspado do passado, ainda que o hotel fosse então novo e pouco fizesse prever a glória a que o meu coração o consagra. Previra os bárbaros, é certo, mas não os previra assim. O obelisco está algures em Nova Iorque. Central Park, creio. in Anastasis
Ser uma força do passado Hoje Macau - 20 Jan 2022 Pier Paolo Pasolini, 1964 Tradução: Régis Bonvicino, 2019 Ser uma força do Passado é perceber a parte mais vital da nossa Memória, a sede das nossas Memórias e Conflitos. Não compreender o seu Passado significa revivê-lo, mas viver o Passado em forma de pedra significa tirar-lhe a sua parte vital. A palavra Força expressa um conceito presente de dinamismo não necessariamente ligado ao movimento, por isso não me identifico com o Passado e não venho do passado, mas sim vivo no presente estimulado por forças multiformes. Não me identifico com o Passado, mas vejo os seus rituais e ciclos humanos, gestos repetidos ao longo dos tempos que recolhem os sentimentos de gerações, e sinto que o meu amor de hoje tem raízes profundas nesse Passado. Venho directamente das ruínas das casas agrícolas abandonadas ou destruídas por bombas, das igrejas que pontilham cada uma das nossas regiões, dos retábulos que também estudei, analisei, admirei, das aldeias dos Apeninos ou dos Pré-Alpes, onde a vida morre deixando apenas alguns habitantes a vaguear como fantasmas. Era aí que viviam os nossos irmãos, aqueles que cultivavam o trigo e lavravam os campos de acordo com as fases da lua, entre a fome, a guerra ou um mestre prepotente. Esse é o nosso passado. E encontro-me hoje, na Via Tuscolana, aquela antiga estrada que levava de Porta San Giovanni a Tusculum, a moderna Frascati. Mas em que parte do Tuscolana é que me viro como um louco? Que tipo de paisagem está à minha volta? Vejo casas modernas, edifícios densos como colmeias, mesmo assim, e eu a passear com um cão vadio ao longo da Via Ápia. Porque é preciso saber que a Via Tuscolana para um determinado trecho corre quase paralelamente à Via Appia Nuova, são estradas próximas que comunicam. Vivo aqui agora, estas são as novas paisagens da nova era, olho à minha volta perdido, sempre espantado e com um nó na garganta que não me desata. E, no entanto, observo os poentes e as manhãs sobre Roma, porque qualquer pessoa que nunca tenha visto um crepúsculo romano ou o amanhecer pelo menos uma vez, sentiu o calor daqueles raios de sol brilhantes e poderosos na sua pele, é pouco provável que compreenda do que estou a falar. Assisto ao nascer e pôr-do-sol de Roma, da Ciociaria e depois do resto do mundo, à beira de uma civilização enterrada nos primeiros agitadores de uma nova era primitiva. Tudo pelo mero privilégio anatómico de ter chovido ali, nada de especial. De repente apercebo-me que sou o fruto deste Passado agora morto e percebo-me como um ser monstruoso, como alguém nascido do cadáver de uma mulher morta. Choveu sobre esta terra sem possibilidade de governar o meu destino, inconsciente e frágil como um feto, mas com mil e um séculos de idade, vagueio soldado pelo nosso tempo, inexoravelmente ligado ao nosso tempo, à procura dos irmãos que já não sou. A razão desta busca é motivada pela necessidade de não perder as nossas raízes, para assegurar que este tempo posterior perca o seu anonimato, a única forma de encontrar novas línguas e novas identidades. Eu sou uma força do Passado Eu sou uma força do Passado / Somente na tradição está o meu amor / Venho das ruínas, das igrejas / dos retábulos, das aldeias / abandonadas dos Apeninos ou Pré-Alpes / onde habitavam os irmãos / Vago pela Tuscolana como um louco, / pela Ápia como um cão sem dono. / Vejo os crepúsculos, as manhãs / de Roma, da Ciociaria, do mundo, /como os primeiros actos da Pós-História, /que testemunho, por conta da idade,/ da borda extrema de qualquer época / sepulta. As vísceras de uma mulher morta / pariram um ser Monstruoso. / E eu, feto adulto, vagueio / mais moderno que todos os demais / a procurar irmãos, que não existem mais.
Hong Kong | Activista pró-independência Edward Leung libertado Hoje Macau - 20 Jan 2022 O activista Edward Leung, rosto do movimento independentista em Hong Kong, foi ontem libertado da prisão após quase quatro anos detido. “O departamento de serviços prisionais organizou a libertação do prisioneiro em questão da prisão Shek Pik, nas primeiras horas da manhã” de quarta-feira, referiu o organismo em comunicado. Edward Leung, de 30 anos, foi condenado, em 2018, a seis anos de prisão na sequência de um violento confronto com a polícia local em 2016, onde os manifestantes atiraram tijolos e queimaram pneus nas ruas. Leung revelou, por volta das 05:45 de quarta-feira, que já estava junto da sua família. “Após quatro anos, quero aproveitar este precioso tempo que tenho com a minha família e voltar a ter uma vida normal. Gostaria de expressar a minha sincera gratidão pelo apoio”, referiu. O activista acrescentou que pretende “ficar longe dos holofotes e parar de utilizar as redes sociais”, estando legalmente obrigado a fazê-lo, uma vez que continua sob vigilância. Semanas antes, fontes do governo revelaram à comunicação social local que o activista iria “provavelmente ser vigiado”, visto as autoridades estarem cientes da sua influência nos movimentos de independência, que agora está muito enfraquecido. Edward Leung, que nasceu em 1991 em Wuhan, na China Central, foi um dos primeiros a exigir a independência de Hong Kong, antiga colónia britânica que passou para a soberania chinesa em 1997. Leung permaneceu em silêncio durante a maior parte de sua detenção, excepto em Julho de 2019, quando, após a escalada de violência, escreveu uma carta a apelar aos manifestantes para que não agissem cegos pelo ódio. Actualmente, ao abrigo da Lei de Segurança Nacional que entrou em vigor em 2020, pedir a independência de Hong Kong é punível com prisão, entre os dez anos e prisão perpétua.
Economia | Arranque positivo do 14.º Plano Quinquenal Hoje Macau - 20 Jan 2022 Em 2021, o volume económico total da China atingiu um novo patamar de 114,367 biliões de yuans – um aumento de 8,1 por cento em relação ao ano anterior, mantendo a constância de preços. “No ano passado, graças aos esforços conjuntos de todo o país, ao desenvolvimento económico da China e à prevenção e controlo de epidemias, foi possível manter uma posição de liderança no mundo, em que a economia nacional operou dentro de um intervalo razoável, os principais objectivos e tarefas do desenvolvimento do ano foram concluídos e novos passos foram dados no sentido de construir um novo padrão de desenvolvimento. O desenvolvimento de alta qualidade alcançou novos resultados e o 14.º Plano Quinquenal teve um começo positivo”, afirmou Ning Jizhe, director do Departamento Nacional de Estatísticas. “Segundo a média de dois anos, as taxas de crescimento económico no primeiro, segundo, terceiro e quarto trimestres foram de 4,9 por cento, 5,5 por cento, 4,9 por cento e 5,2 por cento, respectivamente. A taxa média de crescimento económico de dois anos no quarto trimestre foi ligeiramente superior face ao terceiro trimestre”, disse Ning. De acordo com Ning Jizhe, o emprego na China permanece estável. A economia continuou a recuperar e desenvolver-se, a política de prioridade à criação de emprego foi eficaz e novas formas de emprego foram inseridas no mercado laboral. Em 2021, o número de empregos urbanos adicionais da China foi de 12,69 milhões e a meta esperada de mais de 11 milhões foi alcançada. A taxa média de desemprego urbano pesquisada foi de 5,1 por cento, abaixo da meta esperada de cerca de 5,5 por cento. O índice de preços ao consumidor subiu moderadamente. Em 2021, o índice de preços ao consumidor aumentou 0,9 por cento face ao ano anterior, abaixo da meta esperada de cerca de 3 por cento. A balança de pagamentos permanece equilibrada. No final de 2021, o saldo de reservas cambiais da China era de US$ 3.250,2 mil milhões, mantendo-se acima de US$ 3,2 biliões por oito meses consecutivos e ocupando o primeiro lugar no mundo. Ning afirma que o crescimento do rendimento dos residentes chineses está sincronizado com o crescimento económico. Em 2021, o rendimento disponível per capita dos residentes nacionais aumentou 8,1 por cento em termos reais em relação ao ano anterior, com um aumento médio de 5,1 por cento a dois anos, em linha com o crescimento económico e com o cumprimento dos requisitos de estabilidade e crescimento da renda. O consumo de energia por unidade do PIB diminuiu. De acordo com cálculos preliminares, o consumo de energia por unidade do PIB em 2021 diminuiu 2,7 por cento face ao ano anterior, o que se aproxima da redução esperada de cerca de 3 por cento. A produção cerealífera atingiu um novo recorde. Em 2021, o volume económico total da China ultrapassou os 114 biliões de yuans, alcançando os 17,7 biliões de dólares à taxa de câmbio média anual, ocupando o segundo lugar no mundo e respondendo por mais de 18% da economia global; o PIB per capita é de 80.976 yuans, de acordo com a conversão cambial média anual, atingindo os 12.551 dólares americanos. De acordo com a análise de Ning Jizhe, em 2021, o PIB da China aumentou em cerca de 13 biliões de yuans, o que equivale a 2 biliões de dólares americanos à taxa de câmbio média anual e ao valor económico anual de uma economia de escala relativamente possante no mundo. Se o factor de valorização do RMB for levado em consideração, o agregado económico de dois anos será convertido em dólares americanos, e o incremento chegará aos 3 biliões de dólares americanos. O primeiro Concomitantemente, o valor agregado industrial e manufactureiro total da China ficou em primeiro lugar no mundo por mais de 10 anos consecutivos. O comércio de bens e as reservas cambiais ocupam o primeiro lugar no mundo, e o comércio de serviços, investimento estrangeiro e consumo doméstico ocupam o segundo lugar. “O PIB per capita da China supera os 80.000 yuans, o equivalente a US$ 12.551 à taxa de câmbio média anual. Embora não tenha ainda atingido o limite inferior do nível per capita dos países de alta renda, está se aproximando a cada ano. Segundo estimativas preliminares, o PIB per capita mundial em 2021 será de cerca de US$ 12.100. A China superou a média mundial do PIB per capita”, disse Ning Jizhe. “Apesar dos riscos e desafios, em geral, a tendência de recuperação e desenvolvimento económico da China não mudou, os factores que mantêm a economia a operar dentro de uma faixa razoável e as condições para apoiar o desenvolvimento de alta qualidade permanecem inalteradas. Durante todo o ano, espera-se que a economia chinesa alcance o progresso, assegurando a estabilidade”, concluiu.
Armazém do Boi | Nova edição do MIPAF a partir de sábado Hoje Macau - 20 Jan 2022 Arranca este sábado a nova edição do Festival Internacional de Artes Performativas de Macau (MIPAF, na sigla inglesa), promovido pelo Armazém do Boi e que conta com a curadoria de Ng Fong Chao, presidente desta associação de cariz cultural. Além disso, acontece também o Festival de Vídeo Experimental de Macau. Ambos os eventos decorrem no Macau Art Garden, na avenida Dr. Rodrigo Rodrigues. A entrada é livre. As performances do MIPAF acontecem este sábado entre as 18h e 20h e contam com a presença de artistas da China, como He Libin e Tang Weichen, de Kunming, Tan Tan, de Wuhan e Long Miaoyuan, de Shenzhen. O tema desta iniciativa é “Image in Body Art”. He Libin é arista e curador, trabalhando com artes multidisciplinares. Desde 1997 que tem participado em mais de 100 exposições realizadas em mais de 40 cidades, num total de 14 países.
Edifício Ritz | Exposição de “Fai Chun” e pintura chinesa Hoje Macau - 20 Jan 2022 É inaugurada, na próxima segunda-feira, a exposição de “Fai Chun” e pintura chinesa no edifício Ritz, situado no Largo do Senado. Este é um evento promovido pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Circuito da Guia de Macau, presidida por José Luís Estorninho, que termina quarta-feira, dia 26. A mostra inclui 12 artistas e calígrafos da Associação das Artes de Pintura e Caligrafia de Macau, estando também programada a oferta de “Fai Chun” durante a realização do evento. Serão ainda expostas 15 obras de pintura chinesa alusivas ao novo ano lunar, do Tigre. A abertura do evento acontece segunda-feira, às 13h30, com uma sessão de escrita de “Fai Chun”, que se repete no dia seguinte às 10h. Nessa terça-feira decorre, às 17h30, a cerimónia de abertura da exposição. Na quarta-feira, acontece uma nova sessão de “Fai Chun”, encerrando-se as actividades. A entrada é livre.