Weibo | Indignação face a morte de interno de medicina Hoje Macau - 16 Dez 2022 A morte repentina de um jovem interno de medicina na China provocou ontem a indignação na internet, onde também há o temor de que a morte do estudante esteja ligada a uma possível rotura do sistema de saúde diante do fluxo de casos de covid-19. A epidemia está a espalhar-se muito rapidamente na China após o levantamento da maioria das restrições de saúde na semana passada e as autoridades admitirem que agora é “impossível” contabilizar todos os casos. A nova onda da doença representa o maior desafio para o sistema de saúde chinês – que sofre de subfinanciamento crónico – desde o início de 2020, quando muitos hospitais ficaram sobrecarregados e muitos profissionais de saúde adoeceram. O estudante de 23 anos teria morrido com uma crise cardíaca na quarta-feira, anunciou ontem a Faculdade de Medicina de Chengdu, no sudoeste do país. O jovem disse que se sentia mal depois de um dia de trabalho no hospital. A faculdade de medicina não vinculou sua morte à covid-19 ou a qualquer condição de saúde pré-existente. Entretanto, na rede social Weibo, equivalente ao Twitter na China, o caso já alcançou mais de 390 milhões de visualizações e as pessoas estão a exigir saber a causa da morte do jovem estudante de medicina.
Covid-19 | Intensificada protecção a grupos mais vulneráveis Hoje Macau - 16 Dez 2022 A nova abordagem na luta contra o coronavírus aponta agora para o reforço das medidas de protecção dos mais vulneráveis e da vacinação dos idosos A China continua a optimizar as medidas de prevenção e controlo da epidemia da Covid-19, à medida que muda o foco da sua estratégia de resposta de conter novas infecções para prevenir e tratar casos graves. indica o Diário do Povo. Por enquanto, o país está a trabalhar para proteger os mais susceptíveis das infecções e atender às necessidades médicas das pessoas, informa o Diário do Povo. Na terça-feira, durante uma visita de investigação em Pequim, a vice-primeira-ministra chinesa Sun Chunlan pediu uma melhor protecção dos idosos, crianças, pacientes com doenças subjacentes, mulheres grávidas, pacientes em hemodiálise e outros grupos vulneráveis. A vice-primeira-ministra afirmou também que a tarefa urgente no momento é garantir o acesso dos cidadãos a serviços médicos e medicamentos, acrescentando que as instituições médicas devem tratar pacientes, sejam eles pacientes com covid-19 ou não. Estas directrizes estão em consonância com um novo conjunto de medidas anunciadas a 7 de Dezembro. As medidas de 10 pontos incluem propor quarentena domiciliar para casos leves e assintomáticos e reduzir os requisitos de testes de ácido nucleico para facilitar as pessoas a viajar e entrar em locais públicos. Importante vacinar Actualmente, as novas infecções em Pequim estão a crescer rapidamente, embora a grande maioria dos casos sejam assintomáticos e de baixo risco. Existem 50 casos graves e críticos em hospitais, a maioria dos quais tem condições de saúde subjacentes, de acordo com fontes oficiais. É mais provável o vírus causar doenças graves quando infecta idosos, disse Li Yanming, especialista em respiração do Hospital de Pequim, acrescentando que ser totalmente vacinado e receber doses de reforço pode reduzir significativamente a incidência de condições graves. Enquanto isso, os idosos são encorajados à vacinação. Wang Huaqing, um imunologista chinês líder, apontou que poucas pessoas com 60 anos ou mais tiveram reacções adversas à vacinação contra a Covid-19. Até terça-feira, 91 por cento das pessoas com 60 anos ou mais foram vacinadas, e 86,6 por cento foram totalmente vacinadas, e a taxa actual de inoculação completa entre as pessoas com 80 anos ou acima é de 66,4 por cento. Na quarta-feira, o governo anunciou que oferecerá uma segunda dose de reforço da vacina Covid-19 a grupos vulneráveis que receberam a sua primeira dose de reforço há mais de seis meses. Apenas semanas antes, o país lançou um plano de trabalho para melhorar a taxa de vacinação entre os idosos. Para idosos incapazes ou não dispostos a tomar uma injecção de uma seringa, vacinas inaláveis contra Covid-19 estão a ser lançadas em cidades, incluindo Pequim e Xangai, proporcionando-lhes uma opção livre de agulhas para se defender do vírus, indica o diário estatal. A China foca-se neste momento também em fornecer serviços médicos e de saúde para mulheres grávidas e crianças, destacando a importância da medicina tradicional chinesa no tratamento e prevenção.
Yuan Mei – Palavras Poéticas António Graça de Abreu - 16 Dez 2022 Tradução e textos de António Graça de Abreu Yuan Mei 袁枚 nasceu em Hangzhou em 1716. A cidade, na margem do lago Oeste, em Zhejiang, com mil e quinhentos anos de história, será talvez a mais bonita capital de província de todo o império chinês, rodeada de montes e florestas, polvilhada de templos e pavilhões, com um lago enorme que nas margens se desdobra em recantos onde são possíveis quase todos os encantamentos do mundo. Hangzhou está embebida no lastro do passado, recordando mil vilanias e todos os prazeres. Yuan Mei, talvez o maior poeta da dinastia Qing (1644-1911), provinha de uma família de modestos letrados da cidade. Seria ele o primeiro mandarim da família, grau que obtém nos exames imperiais aos 23 anos. Exerceria as funções de funcionário estatal apenas durante nove anos. Voltou ainda aos afazeres de mandarim, mas tinha pouco ou nenhum gosto pelas malhas do poder, um dos seus maiores prazeres era nada ter que fazer e dedicar-se apenas à escrita e à leitura. Os seus poemas começavam a ser conhecidos e tinham venda. Ele próprio acabaria por montar na sua casa uma espécie de tipografia, com painéis de impressão com pranchas de caracteres móveis em madeira. Editava assim os seus próprios livros e obtinha avultados rendimentos. Com menos de quarenta anos, Yuan Mei retirou-se para uma grande mansão que comprou em Suiyuan, nos arredores da também bonita cidade de Nanquim, e, com muitas viagens de permeio, aí viveu até ao fim da sua longa vida. Fechou os olhos, para sempre, em Dezembro de 1798, aos 82 anos de idade. Três poemas de Yuan Mei 袁枚 (1716-1797) , Contemplando um amigo que toca flauta ao luar Noite de Outono, visito um ermita meu amigo. Vem até mim a música, acordes perfeitos debaixo do céu, ondeando na superfície do lago, à luz fria do luar. O trinar de uma flauta, o coração do amigo, a melodia agarra nuvens azuis que descem sobre as águas. Encontramo-nos no meio de perfumes coloridos pelo rosa das flores de lótus, cobertas de gotas de orvalho cristalino. Na claridade prateada humedecidas nossas vestes. Na estrada para Baling[1] A oeste do lago Dongting, um templo, uma deusa no altar, jovens de sobrancelhas pintadas confortam viajantes cansados. A região montanhosa, vazia de gentes, as tendas fechadas, distantes os faróis na margem, a minha barca ao entardecer. Não entendo o dialecto do lugar, preciso de alguém para traduzir, pássaros estranhos, de nomes desconhecidos, envergonham o poeta. Raros barqueiros conhecem a minha vontade, o meu sentir, levanto a janela do barco, por toda a parte, ramos em flor. [1]Baling, ao lado da actual cidade de Yueyang, famosa pelo torreão junto ao lago Dongting, na província de Hunan. Aceitando a minha sorte Fechado em casa assumo os dias como um pobre poeta. Acumularam-se os anos, entrei agora no carreiro dos velhos. Fascinado por montanhas rodeadas de nuvens esqueço a minha própria terra, por vizinhos, tenho macacos e pássaros. Abandonei todos os meus cargos, dedico-me a fruir o prazer de existir. Porque não tenho um filho varão. vou casando, vez após vez.1 Esqueci o grande talento que julgava ter para mandar e governar, e aceito ser um simples poeta, minha sorte, meu destino. [1] Só aos 62 anos, Yuan Mei conseguiu ter um filho rapaz da sua quarta concubina. Nas últimas duas décadas da sua vida, Yuan Mei entreteve-se a redigir um vasto conjunto de Shi Hua 詩話, Palavras Poéticas, utilizando sobretudo a prosa. Com esta denominação apareciam desde o século XI inúmeras recolhas de textos breves da autoria dos mais diversos letrados. Yuan Mei não inovou no título dos seus escritos. Tratava-se fundamentalmente de pequenos excertos autobiográficos, meditações sobre a essência da poesia, vidas de poetas, anedotas, etc. Por exemplo: “Wang Chizi foi meu colega nos exames de 1744. À entrada na sala das provas, recitou um poema da sua autoria com o título Junto de túmulos antigos. Assim: Sombrio, triste, minúsculo o antigo templo, um mocho descansa nas gravuras do arco de pedra. Ainda é dia quando quem perdeu entes queridos se reúne e prepara as cerimónias fúnebres. Enorme confusão de cavalos e carruagens. Eu ousei perguntar-lhe porque é que ele parecia tão satisfeito por ter escrito este poema,. Wang Chizi sorriu e disse: “Fecha os olhos e pensa.” Outro exemplo: Os taoistas para ascender ao céu precisam de fabricar nove vezes os seus pozinhos da imortalidade. Os confucionistas apreciam sobremaneira a rectidão e o meio justo. Um cozinheiro conhece bem a sua arte, sabe como controlar o fogo, como manter o lume. Yuan Mei continua questionando o leitor. Alguém me perguntou qual o nome do melhor poema escrito durante esta dinastia. Eu argumentei, perguntando: qual é o melhor poema do Shi Jing, (o Livro das Odes.)[1] Não obtive resposta. Então disse: A poesia é como as flores, uma orquídea na Primavera, um crisântemo no Outono, não podemos dizer que uma é melhor do que a outra. Quando a música das palavras e a ideia na concepção do poema emocionam um coração, estamos diante de um bom poema. E continua Yuan Mei: O poeta Yang Wanli (1124-1206) terá escrito “Porque é que as pessoas com pouco talento literário sempre falam sobre métrica e a utilização dos tons em poesia? A métrica e os tons são apenas a armação e não é difícil levantá-los. Mas é na concepção do poema que se expressa o génio do poeta, é aqui que se mostra a sua qualidade. Outro exemplo da prosa breve de Yuan Mei, citando Bu Xian um amigo presidente de uma academia em Guilin onde o nosso amigo o encontrou em visita que fez à cidade, em 1784: Bu Xian disse: “A poesia nasce do coração e depois faz-se com as mãos. Se o coração controla a mão, está tudo bem, mas se a mão faz o trabalho do coração, está tudo errado. Hoje em dia, muitos imitam as bases da poesia, copiam um pouco daqui e de acolá, usam tudo o que está amontoado em pilhas de papel velho em vez de contarem com o que brota dos seus próprios sentimentos. É o que eu chamo ‘A mão fazendo o trabalho do coração.’” Na China do século XVIII aconteciam ainda acaloradas discussões sobre a poesia do passado. Yuan Mei explica: A divisão da poesia entre estilo Tang e estilo Song continua hoje a manifestar-se. Isto corresponde ao facto de muitos ignorarem que a poesia é o produto dos sentimentos dos homens, enquanto que Tang e Song são simplesmente nomes de duas dinastias. Os sentimentos das gentes não mudam com o renovar das dinastias. Para terminar, uma referência a um incerto poeta chamado Tai Yuyang: Este senhor escreveu o seguinte verso: “O ar da noite envolve os montes/ apequena-se a terra e o céu.” A beleza reside na margem existente entre o inteligível e o não inteligível, trata-se de dois versos primorosos. Mas quem foi Tai Yuyang, o autor? Não faço a mínima ideia.
Zhuhai-Macau | Zona de Cooperação em Hengqin sob análise Hoje Macau - 16 Dez 2022 Decorreu esta quarta-feira a Reunião de Cooperação Zhuhai-Macau onde as autoridades das duas regiões discutiram os planos para a construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Foi também discutida a “promoção do desenvolvimento de alta qualidade da cooperação entre Zhuhai e Macau”, com o objectivo de serem “traçados em conjunto planos para impulsionar a cooperação bilateral, em diversas vertentes, rumo a um novo patamar de alto nível”. Huang Zhihao, secretário-adjunto do Comité Municipal de Zhuhai do Partido Comunista Chinês e Governador Municipal de Zhuhai, defendeu que, ao longo dos anos, Macau “tem prestado forte apoio ao desenvolvimento socioeconómico de Zhuhai”, tendo falado na importância de “uma cooperação contínua entre as duas partes, de forma mais abrangente, mais aprofundada e com elevado nível”. Por sua vez, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, disse que “nos últimos anos a cooperação entre Zhuhai e Macau em diversas áreas tem vindo a intensificar-se, tendo sido obtidos resultados significativos no controlo e prevenção da epidemia e alcançados novos progressos na construção da Zona de Cooperação Aprofundada”. Pretende-se expandir a cooperação em matéria de inovação tecnológica, a fim de acelerar a construção do Centro de Intercâmbio e Cooperação de Ciência e Tecnologia entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Pandemia | Teste para sair de Macau deixa de ser obrigatório Hoje Macau - 16 Dez 2022 Desde quarta-feira que quem sai de Macau deve cumprir apenas as regras do local para onde vai viajar, não sendo mais necessário realizar um teste PCR para sair do território. Segundo uma nota de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do novo tipo de coronavírus, “caso o local de destino não exija requisitos relevantes, não é necessário proceder à sua apresentação”. Além disso, “todas as pessoas que entrem ou saiam de Macau através dos postos fronteiriços de Zhuhai-Macau devem apresentar um certificado de teste de ácido nucleico com resultado negativo, realizado nas últimas 24 horas”. Esta medida dura até à meia-noite da próxima quarta-feira. IAS | Linha de apoio com mais de dois mil pedidos de ajuda A linha de apoio aos infectados do Instituto de Acção Social (IAS) recebeu, no primeiro dia, um total de 2.222 pedidos de ajuda. Segundo dados fornecidos por Choi Sio Un, chefe do departamento de solidariedade social do IAS, no programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, tendo este dito que é mais complexo dar apoio aos idosos que vivem sozinhos ou pessoas com necessidades especiais. Desta forma, fez um apelo para que seja feito um pedido próprio para a linha 28700600. Há cerca de sete mil idosos, ou casais de idosos, que vivem sozinhos, segundo a base de dados do IAS.
Covid-19 | Governo deixa de divulgar casos assintomáticos João Luz - 16 Dez 202216 Dez 2022 DR Tal como Alvis Lo deixou antever na quarta-feira, as autoridades de saúde vão deixar de revelar o número de casos positivos diários. Ontem, foram apenas confirmados 45 infecções. O Governo reconheceu a impossibilidade de revelar com rigor o número de casos positivos, apesar da plataforma de autoavaliação para infectados Da mesma forma como a Comissão Nacional de Saúde deixou de reportar o número de casos assintomáticos na China, a vasta maioria das infecções por covid-19, as autoridades de saúde de Macau vão também parar de divulgar os números diários de casos positivos. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus indicou ontem que foram detectados 45 casos confirmados de covid-19, ou seja, com sintomas, na quarta-feira. Quando na quarta-feira foram anunciados mais de 400 casos. “O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus afirmou que, em resposta ao anúncio da Comissão Nacional de Saúde publicado ontem [na quarta-feira], uma vez que as medidas actuais de teste de ácido nucleico para a covid-19 são de carácter voluntário, muitos assintomáticos não participam nos testes de ácido nucleico, por essa razão torna-se impossível apurar com precisão o número real de infecções assintomáticas. Deste modo, a partir de ontem [na quarta-feira], deixam de ser divulgados os dados das infecções assintomáticas, sendo apenas feita a divulgação dos casos confirmados.” Saber o que é Também na definição de casos confirmados, Macau vai seguir os métodos estabelecidos pelas autoridades nacionais, ou seja, as pessoas infectadas são aquelas “com sintomas óbvios ou manifestações de pneumonia”. Adaptando este conceito para a realidade local, os casos confirmados vão também contemplar os “doentes que necessitem de ser internados nas instalações de tratamento em regime de isolamento dos Serviços de Saúde (incluindo hotéis de isolamento médico, Centro Clínico de Saúde Pública do Alto de Coloane ou enfermarias de isolamento do CHCSJ)”.
AMCM | Macau volta a subir taxa de juros Hoje Macau - 16 Dez 2022 DR A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) anunciou ontem uma subida em 0,50 pontos percentuais da principal taxa de juro de referência, seguindo o aumento anunciado na quarta-feira pela Reserva Federal (Fed) norte-americana. A AMCM fixou em 4,75 por cento a taxa de redesconto, valor que o regulador financeiro da região administrativa especial chinesa cobra aos bancos por injecções de capital de curta duração, de acordo com um comunicado. Por a moeda de Macau estar indexada ao dólar de Hong Kong, obriga à “uniformização, em princípio, da evolução da política das duas regiões no âmbito da taxa de juros”, disse. A decisão da AMCM surgiu depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong ter anunciado a subida da taxa de juro de referência, devido ao aumento imposto pelo banco central dos EUA. O dólar de Hong Kong está indexado ao dólar norte-americano. Na quarta-feira, a Fed abrandou o ritmo da subida da taxa de juro e anunciou um aumento de 50 pontos base, para um intervalo entre 4,25 e 4,50 por cento. O Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) “procura alcançar o pleno emprego e uma inflação próxima de 2 por cento no longo prazo. Para apoiar esses objectivos, o Comité decidiu subir a taxa dos fundos federais para um intervalo entre 4,25 e 4,50 por cento”, anunciou o banco central norte-americano, em comunicado. Depois de quatro reuniões consecutivas em que anunciou uma subida dos juros de 75 pontos base, a Fed decidiu naquele que é o sétimo aumento desde Março uma subida de 50 pontos base, conforme esperado pelos mercados.
IAM | Ex-funcionário condenado a quatro anos de prisão foi demitido João Santos Filipe - 16 Dez 2022 Após ter sido condenado a quatro anos de prisão por encaminhar galgos do Canídromo para esterilização na clínica de um familiar, Choi U Fai foi despedido do IAM. O agora ex-funcionário está em parte incerta O ex-chefe da Divisão de Inspecção e Controlo Veterinário do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), Choi U Fai, foi despedido na sequência de um processo disciplinar interno. A revelação consta de um aviso publicado ontem pelo IAM, que vem assinado por O Lam, na condição de “presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais”. “É notificado o ex-trabalhador do Instituto para os Assuntos Municipais, Choi U Fai, ora em parte incerta, que, na sequência de processo disciplinar contra si instaurado, por despacho Exmo. Senhor Secretário para a Administração e Justiça, de 23 de Novembro, que lhe foi aplicada a pena disciplinar de demissão”, pode ler-se no anúncio publicado. Com a decisão publicada a 6 de Dezembro, Choi U Fai tem 60 dias para contestar o despedimento e interpor recurso no Tribunal de Segunda Instância. No entanto, uma vez que se encontra em “parte incerta”, apesar de ter sido condenado a uma pena de quatro anos de prisão por abuso de poder no âmbito do processo pós-encerramento do Canídromo, é pouco provável que apresente recurso. Condenado por corrupção O ex-veterinário chefe foi condenado a quatro anos de prisão, em 2020, num processo que começou em 2018 com uma queixa de Zoe Tang, que hoje lidera a ANIMA. A associação foi essencial para o processo de salvamento e realojamento dos 500 galgos do Canídromo que foram abandonados pela Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen). Durante os trabalhos para encontrar uma nova casa para os animais, Choi U Fai encaminhou quase todos para serem esterilizados numa clínica onde tinha uma participação dissimulada. Por esse motivo, foi suspenso em 2019, quando o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) começou a investigar o caso. Mais tarde, no início de 2020, Choi foi condenado a uma pena única de quatro anos de prisão pelo Tribunal Judicial de Base (TJB). O TJB entendeu que o ex-funcionário do IAM cometeu o crime de abuso de poder, porque aproveitou “o seu poder”, “com a intenção de obter lucros para si ou outra pessoa”. O suspeito foi igualmente condenado por fraude fiscal por não ter declarado bens que devia declarar. Apesar do recurso apresentado pela defesa de Choi, a decisão do TJB acabaria por ser posteriormente confirmada pelo Tribunal de Segunda Instância, que colocou um ponto final ao caso.
Imobiliário | Visitas a casas caem 50 % após alívio de medidas Hoje Macau - 16 Dez 2022 DR As visitas a casas por potenciais compradores caíram cerca de 50 por cento desde que o Governo anunciou o alívio das medidas de combate à covid-19. Segundo o jornal Ou Mun, os dados são da agência imobiliária Haoliwoo, que fala de quebras entre 40 a 50 por cento face ao mês de Novembro. O director-executivo da agência, Chris Wong, diz que os actuais moradores, sobretudo os que têm idosos e crianças no apartamento, não querem abrir a porta, evitando também as saídas não necessárias. O responsável frisou que enquanto os casos na comunidade continuarem a subir, os proprietários e compradores vão continuar a adoptar uma atitude prudente. A recuperação das visitas aos imóveis à venda só deverá regressar aos níveis anteriores na primeira metade do próximo ano, uma vez que, em Hong Kong, a recuperação das visitas no sector imobiliário só se fez três meses depois de ter sido registado o pico da pandemia. Chris Wong adiantou que a subida das taxas de juro para os empréstimos à habitação é outra das razões para um menor volume de transacções de casas.
TNR | Mães durante pandemia forçadas a enviar filhos para terra natal Hoje Macau - 16 Dez 2022 DR Um grupo de trabalhadoras não-residentes que deram à luz em Macau durante a pandemia estão numa situação desesperante. Apenas com um visto especial temporário que não lhes permite ficar em Macau, os filhos têm ordens de expatriamento. Voos caros, quarentenas a pagar e baixos salários agigantam a desumanidade a que estão sujeitas as recém-mães Um dos segmentos da população que mais sofreu durante a pandemia foram os trabalhadores não-residentes (TNR). Hoje em dia, com a progressiva abertura de Macau, as dificuldades continuam a fazer-se sentir, em particular para as TNR que foram mães em Macau durante a pandemia, impedidas de sair do território por não terem voos, nem formas claras para regressar a Macau. O Macau Daily Times noticiou ontem que um grupo de mulheres TNR que deram à luz em Macau enquanto vigoraram forças restrições fronteiriças, que as impediram de viajar para os países de origem, está numa situação de desespero com o limbo legal em que se encontram os seus filhos, com um visto especial e ordem das autoridades para saírem da RAEM. A débil situação económica e laboral destas trabalhadoras, aliada à exigência de quarentenas pagas e às imposições das autoridades de saúde no regresso a Macau, afasta qualquer hipótese de visitar a família. A redução das restrições de viagem para TNR apenas foram postas em prática no passado mês de Novembro. Antes, apenas quem tinha permissão expressa dos Serviços de Saúde podia regressar a Macau. Face a estas condicionantes, muitas migrantes viram-se impelidas a dar à luz em Macau apesar das despesas e dos receios de perderem os empregos. Apelo ao coração O Macau Daily Times cita o exemplo de Windy Inez, uma mãe de 32 anos, que como muitas outras mães, está numa luta com os serviços de migração para que prolonguem o visto da filha, pelo menos, até Janeiro, para além da época do Natal, quando as viagens forem mais baratas. “Recebi um aviso no dia 5 de Dezembro a dizer que o meu bebé tinha de ser enviado para casa. Deram-me 14 dias e fui informada de que este era o último visto que a minha filha iria ter”, revelou Windy Inez ao Macau Daily Times, acrescentando que só pede mais tempo para conseguir dinheiro para pagar as viagens. Depois de receber a notificação das autoridades, a TNR, que trabalha como empregada doméstica, pediu ao empregador que lhe reservasse um bilhete de avião para regressar a casa. O pedido não foi acedido devido ao elevado preço das passagens aéreas. “Os meus amigos informaram-me de que quando pediram extensão dos vistos, o departamento de imigração pediu-lhes para apresentarem bilhetes de avião com a partida marcada para, pelo menos, cinco dias antes do fim da validade do visto”, indicou. Sem consolo Windy Inez está, ainda assim, numa situação privilegiada em relação aos seus compatriotas filipinos que trabalham para empresas e que precisam cumprir os requisitos exigidos pelo Consulado das Filipinas, antes de embarcarem de regresso ao país. Para voltar a Macau vindo das Filipinas, um trabalhador migrante precisa de estar inscrito na Oficina do Trabalho Estrangeiro das Filipinas e na Administração do Bem-Estar dos Trabalhadores Estrangeiros (OWWA na sigla em inglês), apresentar um certificado de emprego no estrangeiro emitido pelo Philippine Overseas Labor Office e ter seguro de saúde. Para ter acesso a estes documentos, é necessário apresentar um contrato e documentos assinados pelo empregador. “Tem sido stressante para nós, especialmente para quem trabalha em empresas e que tem pouquíssimos dias de folga. É também muito stressante porque se os nossos bebés não conseguirem visto, até as nossas autorizações de trabalho são canceladas”, afirmou Windy Inez. Outro entrave é o preço elevado do regresso para não-residentes, com quarentenas que custam, pelo menos, 3.000 patacas, além das 1.250 patacas pagas pelos cinco testes de ácido nucleico feitos durante o isolamento. Despesas elevadas para os trabalhadores que auferem os salários mais baixos do território.
Cabo Verde | Macau Legend apresenta plano de retoma para resort Hoje Macau - 16 Dez 202216 Dez 2022 DR Anunciado há muito pelo empresário local David Chow, o hotel-casino previsto para Cabo Verde tarda a sair do papel. Surgem agora notícias de que a Macau Legend vai apresentar um plano de retoma para o projecto, numa altura em que o grupo enfrenta dificuldades em Macau O presidente da Cabo Verde TradeInvest (CVI) disse ontem que a construção do hotel-casino do grupo Macau Legend, na Praia, teve “algumas dificuldades” devido às crises, mas informou que os promotores vão apresentar brevemente um plano de retoma. “Esse projecto tem conhecido algumas dificuldades de retoma, nem todas as empresas conseguem recuperar da crise, é preciso não esquecer que nós continuamos em crise, o mundo inteiro, não é só Cabo Verde, há a pandemia que teve os seus efeitos, há a guerra na Ucrânia, e há projetos que estão a recuperar mais depressa do que outros”, começou por explicar José Almada Dias, em declarações à Lusa, na cidade da Praia. O dirigente disse que a agência responsável pela tramitação dos projectos de investimentos no país tem estado em contacto com os promotores, que mostram essas dificuldades, mas afirmou que “alguma decisão terá que ser tomada”. “Eles ficaram de apresentar um plano de retoma brevemente”, adiantou José Almada Dias, avançando que se mantém o interesse dos promotores em avançar com o projecto, em que alguns trabalhos já foram feitos, nomeadamente uma ponte para o ilhéu de Santa Maria. “Mas, naturalmente, estamos a seguir muito atentamente o assunto, em estreito contacto com os promotores e também o próprio Governo está em cima do acontecimento e brevemente teremos que ter alguma decisão se o projecto avança rapidamente ou se terá que haver outras medidas”, insistiu. Questionado se o projecto poderá ser alterado, Almada Dias respondeu que não há indicações nesse sentido, insistindo que foi apresentado um plano de retoma das obras. “O projecto terá de avançar, com estes ou com outros promotores”, desafiou, sublinhando que, mesmo não sendo o caso, já aconteceu em outras latitudes em que um promotor tem dificuldade em avançar com um projecto e este pode mudar de mãos. “Não sei se será o caso, pelo contrário, os promotores estão a mostrar vontade de apresentar um plano de retoma e estamos esperançados que assim seja, por ser muito mais fácil”, vincou o presidente da CVI. Um longo projecto O grupo Macau Legend, do empresário local David Chow, anunciou em Março de 2020 que previa inaugurar no final de 2021 o hotel-casino na cidade da Praia, depois de em 2019 ter previsto a conclusão da obra para final do ano seguinte. Em Agosto de 2020, o ministro do Turismo cabo-verdiano, Carlos Santos, admitiu que a pandemia de covid-19 deverá atrasar a conclusão das obras, mas disse acreditar que o investimento não estava em causa. Em 2015, David Chow assinou com o Governo cabo-verdiano um acordo para a construção do empreendimento, tendo sido lançada a primeira pedra do projecto em Fevereiro de 2016. Trata-se do maior empreendimento turístico de Cabo Verde, com um investimento global previsto de 250 milhões de euros – cerca de 15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano – para a construção de uma estância turística no ilhéu de Santa Maria, que cobrirá uma área de 152.700 metros quadrados, inaugurando a indústria de jogo no arquipélago. David Chow recebeu uma licença de 25 anos do Governo de Cabo Verde, 15 dos quais em regime de exclusividade na ilha de Santiago. Esta concessão de jogo custou à CV Entertaiment Co., subsidiária da Macau Legend, o equivalente a cerca de 1,2 milhões de euros. A promotora recebeu também uma licença especial para explorar, em exclusividade, jogo ‘online’ em todo o país e o mercado de apostas desportivas durante dez anos.
Concessões de jogo | Governo revela hoje todos os detalhes Andreia Sofia Silva - 16 Dez 2022 São hoje tornados públicos todos os detalhes sobre as novas concessões de jogo para os próximos dez anos. A conferência de imprensa onde serão reveladas as informações decorre hoje na sede do Governo às 17h30, estando prevista uma cerimónia às 16h15 no mesmo local. Este é um momento histórico para a indústria do jogo, ainda o pilar da economia de Macau, que representa, segundo muitos analistas, uma nova fase após a liberalização do jogo e anos em que as concessionárias ganharam milhões. Este concurso público começou por ter sete empresas na corrida, incluindo a Genting, uma novidade, mas a verdade é que as autoridades resolveram renovar as licenças com as seis operadoras que já estavam no mercado com provas dadas. No dia 26 de Novembro ficou-se a saber que a MGM Grande Paradise, Galaxy Casino, a Venetian Macau, a Melco Resorts (Macau), a Wynn Resorts (Macau) e a Sociedade de Jogos de Macau iriam continuar a operar o jogo e actividades ligadas ao entretenimento no território. Segundo disse na altura o presidente da comissão do concurso público para a atribuição de concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar, André Cheong, que é também secretário para a Administração e Justiça, as candidatas escolhidas “oferecem compromissos e condições mais vantajosas para assegurar o emprego local, abrir mais fontes de clientes e visitantes e permitir a exploração de elementos não-jogo, correspondendo aos objetivos do Governo”. André Cheong não quis revelar a razão que deixou o grupo Genting (GMM) de fora, realçando apenas que a empresa foi “estabelecida muito recentemente em Macau” e que “apesar de não ter experiência de exploração do jogo em Macau”, teve uma “atitude pró-activa” na participação do concurso público. Com Lusa
Orçamento | Secretário e Ron Lam em discussão acesa João Santos Filipe - 16 Dez 202216 Dez 2022 DR O secretário para a Economia e Finanças e o deputado Ron Lam “pegaram-se” ontem, durante a discussão na especialidade do orçamento da RAEM para 2023. Em causa, esteve o facto de o deputado entender que o secretário devia repetir no plenário algumas das explicações adiantadas na comissão de especialidade, realizada à porta fechada. Logo no início da discussão, Lei Wai Nong mostrou-se incomodado com as questões sobre o facto de não serem injectadas 7 mil patacas nas contas individuais do regime de previdência das pessoas com mais de 65 anos. O tema tem sido recorrente, mas a injecção de 7 mil patacas é considerada “extraordinária”, estando dependente do orçamento registar um superavit. Como o orçamento para o próximo ano é deficitário, o Governo não vai distribuir o dinheiro. Quanto a não haver esta injecção, Lei Wai Nong respondeu que já tinha falado várias vezes sobre o assunto e apontou que a solução para os problemas económicos de Macau passa por alcançar uma “união de forças”. A polémica regressou quando Ron Lam defendeu que o Governo devia explicar o aumento dos encargos plurianuais à população. Lei Wai Nong não gostou. “O facto de o deputado não perceber [as questões], não tem a ver com o direito à informação”, atirou, depois de uma das suas assistentes ter explicado o assunto. A resposta do secretário, azedou o ambiente. “O secretário, e o próprio Chefe do Executivo, quando vêm à Assembleia Legislativa têm de assumir uma atitude de boa-fé, e não devem estar sempre a questionar as minhas capacidades, e se eu entendo as leis”, respondeu Lam. “Eu estive de boa fé, e actuei para que o Governo explicasse à população as alterações. Porém com o pretexto de que o deputado não sabe a lei, parece que não foi essa a intenção”, acrescentou. O orçamento foi aprovado, com Ron Lam a votar contra os dois aspectos que questionou.
Saúde | Crianças com necessidades especiais preocupam Ma Io Fong João Santos Filipe - 16 Dez 2022 Ma Io Fong está preocupado com o atraso no diagnóstico de crianças com necessidades especiais e apelou ao Governo para definir “um rácio razoável entre terapeutas e utentes”. “Recebi opiniões de muitos pais, referindo que, normalmente, as crianças com necessidades especiais só são identificadas na creche, e assim perde-se o melhor período para o tratamento”, disse Ma Io Fong na Assembleia Legislativa (AL) de Macau. Numa intervenção antes da ordem do dia, o deputado referiu que, de acordo com os dados do Instituto de Acção Social, o número de estudantes com necessidades especiais tem aumentado. No último ano lectivo, frequentavam o ensino inclusivo 2.244 alunos, ou seja, “nos últimos anos, o aumento anual foi de cerca de 200”, acrescentou Ma. “Prevê-se um aumento anual de 300 a 450 casos, portanto, há que aperfeiçoar o rastreio e a avaliação (…) para garantir o devido apoio a todas as crianças com necessidades especiais”, referiu. Citando especialistas internacionais, o deputado chamou a atenção dos governantes para a importância do tratamento precoce, preferencialmente “até aos três anos”. Para Ma Io Fong, é ainda imperativo reforçar a sensibilização da sociedade para o tratamento, sendo que “segundo o pessoal da linha de frente da área da educação, vários encarregados de educação” estão preocupados “com eventuais preconceitos em relação aos filhos que recebem terapia precoce”. “Por conseguinte, escondem a doença, por terem medo do tratamento”, constatou.
Museus | Macau pode ajudar China a ser “potência mundial” João Santos Filipe - 16 Dez 2022 DR Wu Chou Kit considera que Macau deve trabalhar para se afirmar na área dos museus na Grande Baía e ajudar a China a tornar-se uma “potência mundial” neste campo. A ideia foi defendida ontem na AL, durante uma intervenção antes da ordem do dia, em que o deputado defendeu que seja feito um inventário e se crie um sistema de acreditação, para controlar as instituições. “Macau, enquanto parte integrante e importante da China, deve desempenhar bem o seu papel de ‘uma base’, por isso, propõe-se a promoção do desenvolvimento integrado dos museus da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e o reforço na integração dos recursos museológicos, e na inovação conjunta. Macau, como região com fortes recursos culturais e ocidentais, deve ter como objectivo desenvolver-se como ‘Cidade-museu’”, afirmou. “Sugere-se que Macau se articule com o objectivo de transformar o País numa potência museológica mundial até 2035 e que se prepare para promover activamente a legislação dos museus”, acrescentou. No entanto, segundo o engenheiro de formação, antes de avançar para a lei, Macau deve fazer um inventário com o conteúdo dos museus públicos e privados, e criar um sistema de acreditação, para controlar quem pode abrir este tipo de instituições.
AL | Reconhecimento mútuo de cartas de condução gera polémica João Santos Filipe - 16 Dez 2022 Ron Lam e Leong Sun Iok questionaram ontem a política de reconhecimento mútuo da carta de condução com o Interior e alertaram para o impacto no trânsito local. Uma das razões da polémica prende-se com o facto de Raimundo do Rosário ter afirmado em Agosto que a medida não ia ser implementada em conjunto com a política da circulação no Interior de veículos de Macau. A política é impopular, e no tempo de Fernando Chui Sai On gerou uma grande manifestação contra o Governo. No entanto, com Ho Iat Seng a liderar o Exeutivo vai mesmo avançar. A falta de coerência de Ho Iat Seng e do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, foi ontem um dos pontos criticados por Ron Lam, na intervenção antes da ordem do dia, que lembrou as palavras de outros tempos. O deputado recordou que Ho Iat Seng, em 2020, “afirmou que havia grande controvérsia na Assembleia Legislativa sobre o reconhecimento recíproco das cartas de condução, salientando a necessidade de reciprocidade do reconhecimento e da auscultação das opiniões dos deputados”. O legislador recuou igualmente a Agosto deste ano, quando “o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, afirmou claramente que os dois projectos, ‘deslocação dos veículos de Macau a Guangdong’ e o ‘reconhecimento recíproco das cartas de condução’, não iam ser ‘em simultâneo’”. Perigos ocultos Apesar disso, os dois governantes decidiram avançar, pelo que o deputado defende que deve ser feita uma consulta pública e ser adoptadas medidas de controlo: “Há em Macau cerca de 106 mil trabalhadores não residentes e 27 mil estudantes do ensino superior do Interior da China. Se não forem impostas restrições ou medidas transitórias, desde que os referidos indivíduos tenham carta de condução do Interior da China, podem imediatamente conduzir em Macau, sendo preocupante o problema dos motoristas sem a devida autorização”, alertou. No mesmo sentido, também Leong Sun Iok se mostrou preocupado com o impacto da medida. “A sociedade também teme que a implementação desta medida aumente a pressão do trânsito e conduza a problemas de segurança rodoviária, devido ao aluguer de veículos para conduzir em Macau entre outros motivos, ou até agrave o problema dos motoristas ilegais”, avisou “Espero que as autoridades avaliem, de forma dinâmica, o impacto do ‘reconhecimento mútuo das cartas de condução’ no trânsito de Macau”, acrescentou. Ao mesmo tempo, o deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau lembrou que a forma de conduzir em Macau e no Interior é diferente, pelo que espera que o Governo saiba como reduzir os perigos da medida.
Segurança Nacional | Assembleia Legislativa aprovou diploma por unanimidade João Santos Filipe - 16 Dez 2022 DR Entre pedidos de recuperação da soberania nas redes sociais e de promoção de maior educação para a segurança nacional, a Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade a nova Lei de Segurança Nacional. Wong Sio Chak afirmou que a futura lei vai ser basilar A Assembleia Legislativa aprovou ontem na generalidade e por unanimidade a futura Lei de Segurança Nacional. Como tem sido prática, o presidente do hemiciclo, Kou Hoi In, não votou, apenas utiliza o voto em caso de empate, mas todos os restantes 32 deputados expressaram-se a favor do diploma. A lei não levantou grandes questões nem discussão, mas foi elogiada por Leong Hong Sai, deputado do Moradores de Macau, por ser inspiradas nos conceitos de Xi Jinping, ao mesmo tempo que fez um apelo para que fosse suficientemente eficaz para permitir recuperar a soberania nacional no âmbito da utilização das redes nacionais. “Esta lei é urgente, porque como disse o Presidente Xi Jinping temos de cuidar e salvaguardar a nossa segurança nacional”, começou por dizer Leong. “E esta salvaguarda tem de ser concretizada nas redes sociais, para que o país possa retomar a soberania nas redes sociais”, acrescentou. Por sua vez, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak , respondeu que o objectivo da lei passa por concretizar plenamente o conceito de segurança nacional compreensiva, para fazer face às novas ameaças não tradicionais. Anteriormente, o secretário já tinha deixado o desejo de que o diploma aprovado se tornasse numa lei basilar para o sistema de segurança da RAEM. “Críticas injustas” Ainda durante a fase de discussão, Ron Lam alertou para a necessidade de os artigos da lei serem suficientemente claros para que não haja “críticas injustas” às intenções do Governo. Face a este ponto de vista, o governante defendeu a actuação do Executivo e apontou que foram feitas várias reuniões durante a consulta pública para esclarecer a população. Apesar da preocupação demonstrada, Ron Lam deixou claro o seu apoio ao diploma: “tendo em conta o contexto de Macau e o nosso amor pela Pátria e por Macau, a proposta de lei não vai prejudicar os nossos direitos. Como vemos no articulado, são artigos e normas que se enquadram nas exigências da Lei Básica e dos acordos internacionais”, indicou. Por sua vez, Nick Lei, o último dos três deputados a intervir antes da votação, mostrou-se preocupado com a possível falta de pessoal para garantir a segurança, e destacou que o principal é apostar “na educação”. “Mais importante do que o articulado da lei, é a educação. A responsabilidade nacional é uma responsabilidade de todos, e todos têm de contribuir. A educação é fundamental”, vincou. Ataque em Hong Kong Após a votação da lei, os deputados José Chui Sai Peng e Ângela Leong também acrescentaram o seu apoio ao diploma. O primo do ex-Chefe do Executivo, deu mesmo o exemplo das manifestações de 2019 em Hong Kong, contra a lei de extradição, que considerou “um ataque de leis externas”. “A lei actual está em vigor há mais de 10 anos e é preciso fazer as devidas alterações, para fazer o nosso diploma melhor coincidir com as necessidades legais da segurança do Estado”, justificou Chui. “No novo contexto há muita competição entre os países, como vimos em Hong Kong em 2019, onde as forças estrangeiras ameaçaram o Estado. Por isso, Macau tem de alterar a lei para prevenir e combater as forças do exterior”, acrescentou.
O outro lado do silêncio Anabela Canas - 15 Dez 2022 Esse lugar ideal que, nunca alcançado, é apesar de tudo sempre perseguido como uma ânsia de espelho. Ou de outro, ou de um outro “outro”, mesmo que reduzido a um olhar do eu sobre si próprio. As cidades são também seres que se dão a momentos de abandono. Naqueles lugares em que subitamente se encontram sós, escoadas as pessoas que as tomam ou tomam todos os lugares dela de assalto, e se encontram de novo com um silêncio que é somente aparência, porque dele se ouve como destilado do mais profundo da sua alma de lugar, uma voz subtil e nítida, contudo, que somente se faz ouvir depois da exaustão, antes dela ou para lá do esquecimento. Lugares que, ao contrário do que se imagina não encontramos pelo acaso da conjugação desses factores, mas pelo contrário parecem ter vindo ao nosso encontro e de um olhar também ele silencioso ou mergulhado em cuidado. Ou como se essa voz em surdina, que então se faz ouvir qual canto de sereia, se faça urgente e conduza. Apropriação de um lugar é fazer dele reflexo de uma determinada constatação. Um reflexo no verdadeiro sentido da palavra reflexo, atribuída a uma imagem vista ao espelho. Se ela é real e se ela é rigorosa, quando sempre depende de um olhar, mesmo do sujeito que se abeira e se vê chegar. Talvez mesmo de um espelho negro, desses em que as superfícies de obsidiana que adulteram em profundidade, a idealmente verdadeira pureza das imagens reflectidas. Misteriosamente tornadas fantasmagóricas aparições de uma outra realidade. Um inesperado “algo mais”. Gostar dos silêncios da cidade convocados e coleccionados, por tantos lugares que por momentos são esquecidos. Por tantas marcas do tempo, que, esse nunca esquece as matérias nem as deixa parar o seu percurso para a morte. Penso que morte é a dos fungos, das oxidações a adulterar as cores das massas e das tintas, que morte é essa de beleza a tirar a respiração. Que velhice, que vida, que tempo activo e imparável e que não retém memórias sem fabricar resíduos sem alterar suportes, sem cair e desprender e sem admitir restauros que não sejam, esses sim, o esgotar dos sinais que remetiam para outro tempo contínuo. Paragem, o restauro, encerra uma vida das matérias, forçadas a revestir-se de uma nova existência estética. Gosto de salitres e humidades, ferrugens e corrosões, gosto da actividade desse tempo que parasita as matérias e tem uma voz própria. Texturas abstractas que reinventam mapas de destinos. Que seduzem para criaturas inventadas por quem distraidamente vê. Como monstros que saem do espaço em busca de território fértil para atormentar ou causar o riso. Fantasias próprias do espelho que somos. Mas não deixo de pensar que, cicatrizes são as do corpo, as que saram. Não este percurso para a destruição. São lugares devolutos. O que perdem em privacidade, ganham em intimismo. Gosto de encontrar lugares de uma cidade em que temporariamente se instalou esse silêncio próprio para tudo fazer ouvir. Também somos seres que se corroem por dentro e envelhecem por fora. Do lado de lá e do lado de cá do espelho. Mas não sei se não ficaremos sempre do lado de cá. Acorrentados a uma imaginação invocada no lugar ou por ele, mas que se refaz como movimento para um interior qualquer a que o lugar é na verdade estranho. Somos sempre nós. E também estranhos.
Cinema | Realizador japonês Hayao Miyazaki terá novo filme em 2023 Hoje Macau - 15 Dez 2022 O realizador japonês Hayao Miyazaki vai estrear em 2023 uma nova longa-metragem de animação, ao fim de uma década, anunciaram esta terça-feira os estúdios Ghibli e a distribuidora Toho. O filme intitula-se “Kimitachi wa do ikiru ka” (“Como é que vives”, em tradução livre) e chegará aos cinemas japoneses a 14 de Julho de 2023. A longa-metragem inspira-se numa obra com o mesmo título, publicada em 1937 pelo autor de literatura para a infância Genzaburo Yoshino. Segundo a revista Variety, a narrativa é sobre um adolescente de 15 anos, numa viagem de amadurecimento espiritual, de descoberta da pobreza e do sentido da vida, com a ajuda do diário de um tio. Sem revelar mais detalhes sobre a produção, os estúdios Ghibli publicaram um detalhe de uma ilustração do que aparenta ser um pássaro, assinada por Miyazaki. Este será o primeiro filme de Hayao Miyazaki em dez anos, depois de ter estreado “As asas do vento” (2013). Na altura, o cineasta anunciou que iria reformar-se, mas acabou por se dedicar a mais uma longa-metragem de animação. Considerado um dos mais importantes criadores do cinema de animação, dentro e fora do Japão, Hayao Miyazaki está a poucos dias de celebrar 82 anos. Entre os seus filmes, distintivos pelo cruzamento entre fantasia e realidade, fortemente marcados pela espiritualidade, pela natureza e pela infância, estão “O meu vizinho Totoro” (1988), “A princesa Mononoke” (1997), “A viagem de Chihiro” (2001) – que lhe valeu um Óscar e um Urso de Ouro em Berlim -, “O Castelo Andante” (2004) e “Ponyo à beira-mar” (2008). É ainda autor de séries de televisão – como “Conan, o rapaz do futuro” – e manga (banda desenhada japonesa), como a série “Nausicaa”. Hayao Miyazaki foi ainda um dos fundadores, juntamente com Isao Takahata, dos estúdios Ghibli, de onde saíram todas aquelas produções.
Prémio A-Má | Seleccionados vencedores da segunda edição Hoje Macau - 15 Dez 2022 DR “Enigma da Primeira Lua”, de Edvirges Aparecida Salgado, é o trabalho vencedor da segunda edição dos prémios A-Má, promovidos pela Fundação Casa de Macau em Lisboa. Em segundo lugar ficaram dois trabalhos, “Macau Sempre”, de João Oliveira Botas, e “Tomásia”, de Shee Va. O júri decidiu ainda atribuir menções honrosas a cinco trabalhos apresentados a concurso, que serão anunciados posteriormente. A cerimónia de entrega dos prémios acontece amanhã, às 17h, na sede da fundação, na zona do Príncipe Real.
Casa Garden | Instalação sobre nuvens inaugurada amanhã Andreia Sofia Silva - 15 Dez 2022 DR Chama-se “4 Steps Into the Clouds II” e é a nova instalação promovida pela 10 Marias – Associação Cultural na Casa Garden. Da autoria de Mónica Coteriano, co-fundadora da associação, esta é uma instalação que explora o imaginário de todas as idades associado às nuvens Amanhã, a partir das 18h30, a Casa Garden acolhe uma instalação sobre o universo imaginário das nuvens, promovida pela 10 Marias – Associação Cultural e da autoria de Mónica Coteriano, artista e co-fundadora da entidade. O público poderá explorar este imaginário e fazer uma espécie de passeio pelas nuvens até ao dia 25 de Janeiro. Segundo uma nota de imprensa, “as nuvens são construídas para ocupar todo o espaço da galeria, proporcionando aos visitantes um passeio paradisíaco. Eles podem sentar-se, descansar, meditar ou simplesmente caminhar pelas nuvens. Dentro de algumas nuvens haverá aparelhos de som para que o público ouça uma voz que sussurra histórias em inglês, chinês e português”. Depois de uma primeira exposição realizada na galeria da Creative Macau, entre Novembro de 2019 e Janeiro de 2020, chega agora a vez de voltar a apresentar este mundo tão específico com colaborações de artistas como Elis Mei, Nina Lee, Vera Paz, Luísa João Chambica, Kate Samozwaniec, Ines Trokovic, Steven Turner e de Alice Côrte-Real, que acrescenta a perspectiva de uma adolescente sobre as nuvens a este trabalho. Sonhos de todas as idades Ao HM, Mónica Coteriano adiantou que esta instalação nasce da idade de um sonho de criança que é desenvolvido na idade adulta, o de andar nas nuvens e poder senti-las. Na instalação cada nuvem conta uma história, sendo os textos escritos pela própria Mónica Coteriano que são depois incorporados com as intervenções dos artistas convidados. “Inicialmente seriam só textos meus, mas depois pensei que seria interessante ter outras vozes e lancei o desafio a três pessoas que respeito imenso e que são artistas, como é o caso da Kate Samozwaniec [fotógrafa de Macau a residir na Polónia], Vera Paz [actriz e encenadora] e Steve Turner [escritor]. A Alice Côrte-Real escreve muito bem e tem um imaginário adolescente fantástico, e, assim, achei interessante juntar as três fases, a infantil, a adolescente e a fase adulta.” Mónica Coteriano conta ainda que “há uma junção, em que as nuvens estão todas instaladas de forma estratégica para que o visitante tenha mesmo de se aproximar da nuvem para a poder ouvir”. “Fiz um investimento no chão para ter a sensação de uma área almofadada, criei uma estrutura de espuma, em que as pessoas sepodem sentar e deitar junto à nuvem e ouvir o texto. É um passeio pelas nuvens e faz-se uma escolha, pois o público deve identificar-se mais com umas do que com outras”, acrescenta Mónica, que diz querer “proporcionar uma experiência com base no meu imaginário, em que as pessoas fazem parte da própria instalação”.
PCC | Pedido avanço inabalável da reunificação nacional Hoje Macau - 15 Dez 2022 DR Um alto funcionário do Partido Comunista da China (PCC) pediu o avanço inabalável da causa da reunificação nacional. Wang Huning, membro do Comité Permanente do Bureau Político do Comitee Central do PCC, proferiu estas observações no 11.º Congresso Nacional de compatriotas de Taiwan, iniciado em Pequim na terça-feira, indica o diário do Povo. Wang disse que durante a última década – a primeira década da nova era – o PCC apresentou uma estrutura política geral para resolver a questão de Taiwan na nova era, promoveu o intercâmbio e a cooperação através do Estreito de Taiwan, e se opôs resolutamente às actividades separatistas destinadas à “independência de Taiwan” e à interferência estrangeira, mantendo assim a iniciativa e a capacidade de conduzir as relações através do Estreito. Wang acrescentou que nos últimos cinco anos as federações de compatriotas de Taiwan em vários níveis têm desempenhado um papel importante no avanço do desenvolvimento pacífico das relações através do Estreito e no aprofundamento do desenvolvimento integrado de vários sectores em todo o Estreito de Taiwan
Esquadras | China admite existência de postos no estrangeiro, mas “sem actividade policial” Hoje Macau - 15 Dez 2022 DR A China reconheceu ontem que mantém “esquadras de polícia de serviço” no estrangeiro, mas negou que tenha exercido “actividade policial”, como denunciaram organizações de defesa dos Direitos Humanos incluindo em Portugal, acusando Pequim de perseguir dissidentes além-fronteiras. Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês admitiu que Pequim “mantém uma rede de esquadras de polícia de serviço” no estrangeiro, mas sublinhou que não existem “esquadras de polícia clandestinas”, como denunciaram também países terceiros, como a Alemanha. Estas esquadras foram criadas “por grupos de chineses apaixonados no exterior” e são dirigidas por “voluntários comprometidos com a diáspora chinesa e não por agentes da polícia chineses”, segundo o porta-voz. Informações obtidas pela agência alemã DPA indicam que pelo menos “cinco altos funcionários” que trabalham nestas esquadras prestam assessoria jurídica a cidadãos chineses e alemães para solicitarem documentos ou realizarem processos burocráticos. As forças de segurança alemãs alertaram para a existência de duas esquadras chinesas clandestinas no país e indicaram que estas são alegadamente utilizadas para influenciar a diáspora chinesa no país, concluiu uma comissão parlamentar. Organizações de defesa dos Direitos Humanos estimam que existam cem esquadras deste tipo em pelo menos 50 países, incluindo em Portugal. Sem interferência O ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim insiste, no entanto, que o objectivo é “ajudar os cidadãos chineses que não puderam deslocar-se ao país durante a pandemia do novo coronavírus para que possam fazer exames médicos e renovar as cartas de condução”. As autoridades também afirmaram que esses centros “não violam a lei porque não realizam actividades policiais” e destacaram que a China “não interfere nos assuntos internos de outros países ou na sua soberania”.
Covid-19 | País deixa de publicar dados sobre casos assintomáticos Hoje Macau - 15 Dez 2022 As autoridades de saúde dão continuidade ao fim da política de zero casos e anunciam o fim da publicação dos números de assintomáticos, alegando ser impossível precisar o número real de pessoas infectadas sem sintomas A Comissão de Saúde da China informou ontem que vai deixar de publicar dados sobre casos assintomáticos de covid-19, face à redução acentuada da frequência de testes PCR, que deixaram de ser obrigatórios. A agência governamental disse que parou de publicar o número diário de casos em que nenhum sintoma é detectado por ser “impossível compreender com precisão o número real de pessoas infectadas assintomáticas”, geralmente a grande maioria dos casos, de acordo com um comunicado. Os únicos números relatados são casos diagnosticados em instalações de teste públicas. Isto representa um desafio para a China, à medida que põe fim a quase três anos da estratégia ‘zero covid’. Como os testes de PCR em massa deixaram de ser obrigatórios e os pacientes com sintomas leves podem recuperar em casa, em vez de serem isolados em instalações designadas, tornou-se mais difícil avaliar o número real de casos. As ruas de Pequim permanecem silenciosas, com filas a formarem-se junto a clínicas de febre – cujo número aumentou de 94 para 303 – e às farmácias, onde clientes tentam obter anti-piréticos ou anti-inflamatórios. Apesar dos esforços para aumentar a vacinação entre os idosos, dois centros montados em Pequim para administrar vacinas permaneciam vazios na terça-feira. As chamadas para as linhas directas de saúde aumentaram seis vezes, de acordo com a imprensa estatal. Sem contar os casos assintomáticos, a China registou apenas 2.249 infecções “confirmadas”, entre segunda e terça-feira, elevando o total de casos no país para 369.918. O país registou 5.235 mortes pela doença, desde o início da pandemia, de acordo com dados oficiais. Procura-se funcionários Apesar do relaxamento das restrições, os restaurantes permanecem quase todos fechados ou vazios na capital chinesa. Muitas empresas estão a ter dificuldades em encontrar funcionários suficientes que não estejam doentes. Sanlitun, um dos distritos comerciais mais populares de Pequim, estava ontem deserto. Os hospitais também estão a ter dificuldades em manter o pessoal, enquanto os pacotes de entregas se acumulam nos pontos de distribuição, devido à escassez de funcionários. Algumas universidades chinesas anunciaram que vão permitir que os alunos terminem o semestre em casa, na esperança de reduzir o potencial de um surto maior do novo coronavírus, durante o Ano Novo Lunar, que se celebra no final de Janeiro. A China também parou de rastrear algumas viagens, reduzindo a probabilidade de as pessoas serem forçadas a cumprir quarentena por terem estado em zonas de médio e alto risco. Apesar disso, as fronteiras do país permanecem praticamente fechadas e não há informações sobre quando as restrições vão ser relaxadas para viajantes que chegam do exterior.