Panamá espera cooperação marítima com China após reunião na ONU Hoje Macau - 28 Mai 2026 O ministro dos Negócios Estrangeiros panamenho expressou ao homólogo chinês desejo de avanços na cooperação marítima, num contexto de tensão entre os dois países em torno do controlo de portos estratégicos perto do canal do Panamá. Os responsáveis do Panamá e da China, Javier Martínez-Acha e Wang Yi, respectivamente, reuniram-se na terça-feira, em Nova Iorque, no âmbito do debate aberto de alto nível do Conselho de Segurança da ONU. Trata-se do primeiro encontro de alto nível entre ambos os governos, num contexto de tensão devido à saída forçada de um operador chinês de dois portos próximos do Canal do Panamá e à detenção em massa, em portos chineses — como suposta reacção —, de navios com bandeira panamenha. No encontro, as delegações trocaram pontos de vista sobre temas de interesse comum na agenda bilateral e multilateral, de acordo com um breve comunicado divulgado na noite de terça-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá. “Martínez-Acha Vásquez expressou, no decorrer da reunião, a disposição de avançar em canais técnicos de cooperação marítima”, afirma-se no comunicado oficial. Na nota, salienta-se ainda que o Panamá reiterou “o pleno respeito pelo princípio de uma única China e o compromisso com o Estado de Direito e a independência na tomada de decisões das suas instituições democráticas, além do interesse de ambas as nações em manter uma relação mutuamente benéfica”. A informação oficial destaca ainda que as delegações concordaram com a importância do “diálogo franco e aberto, do respeito mútuo e do fortalecimento das relações”. Haja harmonia A reunião entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros foi descrita na segunda-feira pelo Governo panamenho como de “agenda aberta”, no âmbito de “uma maior harmonização das relações entre a China e o Panamá, países que há 170 anos mantêm relações migratórias, comerciais e culturais”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num breve comunicado. “O entendimento que se procura é o reconhecimento de como funciona o Estado de direito no Panamá (…) as decisões soberanas tomadas no país não são expressão de hostilidade contra nenhum Estado, e não devem ser interpretadas como tal noutros locais, nem devem ser motivo de retaliação”, afirmou à agência de notícias EFE o vice-ministro dos Assuntos Multilaterais e Cooperação, Carlos Guevara Mann, antes da reunião em Nova Iorque. Tensão alta Este encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Panamá e da China ocorre num contexto de tensão bilateral resultante da saída do conglomerado chinês CK Hutchison da exploração de dois portos situados perto do Canal, em Fevereiro passado, depois de o Supremo Tribunal panamiano ter declarado inconstitucional a concessão concedida há mais de vinte e cinco anos. A China afirmou que o Panamá pagaria “um preço elevado” por retirar a CK Hutchison, e a empresa iniciou um processo de arbitragem internacional no valor de, pelo menos, dois mil milhões de dólares contra o Estado panamenho.
Violação | Detido residente de Hong Kong Hoje Macau - 28 Mai 2026 Um residente de Hong Kong foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) depois de alegadamente ter violado uma mulher, num hotel no Cotai. Os contornos do caso foram apresentados ontem. Segundo a informação divulgada, na passada segunda-feira, o homem, motorista de profissão, convidou a mulher, igualmente de Hong Kong, para vir a Macau jogar. Quando fez o convite, o detido contou à vítima que tinha reservado quartos separados para os dois. No entanto, quando a mulher chegou ao hotel deparou-se com um único quarto, com duas camas individuais. O alegado agressor pediu desculpa e justificou que era o único quarto disponível. Durante a madrugada de terça-feira, quando estava a dormir, a mulher acordou com o homem a violá-la. Lutou e conseguiu fugir para pedir auxílio, o que levou a que o homem fosse detido. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. Assédio | Detido por dar palmada no traseiro errado Um homem das Filipinas, com cerca de 20 anos, foi detido, depois de dar uma palmada no traseiro de uma mulher, na noite de domingo. A situação aconteceu na Rua Nova, perto do Porto Interior, quando a mulher caminhava na rua. A vítima viu o homem a fugir, depois do acto de assédio, e decidiu apresentar queixa à polícia. Quando foi identificado e detido pelos agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), o homem confessou a palmada no traseiro, mas defendeu-se afirmando que pensava que a mulher era uma amiga com quem tinha confiança. Além disso, o detido explicou que quando percebeu o erro entrou em pânico e fugiu. O detido justificou também que tinha estado a beber com os amigos, motivo que terá contribuído para confundir a vítima. O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP).
Gongbei | Novo supermercado ameaça comércio local João Luz e Nunu Wu - 28 Mai 2026 No domingo, será inaugurado o novo Freshippo, um supermercado do grupo Alibaba, a escassos 300 metros da fronteira com Macau. A cadeia lançou uma campanha de publicidade dirigida a residentes da RAEM. Um académico da Universidade de Macau defende que os supermercados locais devem melhorar a oferta A concorrência ao comércio e aos supermercados de Macau vai apertar, com a inauguração no domingo do supermercado Freshippo no centro comercial Parkside Mall, a cerca de 300 metros da fronteira entre Gongbei e as Portas do Cerco. Este é o segundo supermercado da cadeia ligada ao grupo Alibaba em Zhuhai, mas desta vez a empresa lançou mesmo uma campanha publicitária onde é visto um residente da RAEM a elogiar o centro comercial a outros residentes, segundo avançou a Macau News Agency. A abertura de mais uma grande superfície em Zhuhai, perto da fronteira, aumenta a pressão sobre o comércio e os supermercados de Macau. Recorde-se que no primeiro trimestre deste ano, o volume de negócios dos supermercados diminuiu 5,2 por cento em termos anuais, apesar do crescimento de 23 por cento de todo o comércio a retalho, segundo os dados mais recentes da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos. O professor da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau Matthew Liu Ting Chi explica este fenómeno com o aumento dos turistas, que quando visitam Macau não procuram bens de primeira necessidade e pelo facto de os residentes da RAEM serem atraídos pelos preços baixos do comércio em Zhuhai. O académico estima que no segundo trimestre deste ano o volume de negócios dos supermercados recupere graças ao Grande Prémio para o Consumo. Luta pela sobrevivência Há sensivelmente um ano, quando a abertura do Freshippo foi avançada na comunicação social, o presidente da Supermarket and Livelihood Food Association of Macau, Wong Man Wai considerou a possibilidade como a “gota d’água” para muitas superfícies em Macau. Já então, o representante do sector apontava para ajustes operacionais para conseguir sobreviver à concorrência, mas também para uma adaptação aos novos padrões de consumo da população. Em declarações ao jornal Ou Mun, Matthew Liu também entende que os supermercados têm de agir e diferenciar o seu posicionamento de mercado, onde não só concorrem com preços mais apetecíveis em Zhuhai, mas também com o crescente comércio online com entregas ao domicílio. O académico salientou que, ao mesmo tempo que nada parece mudar nas operações dos supermercados de Macau, do outro lado da fronteira há zonas de degustação nas superfícies, assim como venda de refeições preparadas no local. É também essencial para o futuro dos supermercados de Macau apostar em força nas compras online, oferecer produtos diferentes que não se possam adquirir em Zhuhai e ir de encontro a uma clientela mais especializada que, por exemplo, procura alimentos saudáveis.
Hospital das Ilhas | Urgências com cerca de 250 doentes por dia Hoje Macau - 28 Mai 2026 Lei Wai Seng, subdirector do serviço de urgências do Hospital Macau Union, também conhecido por Hospital das Ilhas, disse que esta unidade recebe entre 200 a 270 pacientes por dia. Os dados foram revelados no âmbito do programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau. Lei Wang Seng afirmou também que o Hospital das Ilhas está a trabalhar para aperfeiçoar os serviços de emergência e receber mais ambulâncias no futuro. No programa, diversos ouvintes colocaram questões sobre as limitações do hospital para receber ambulâncias, referindo um caso de atropelamento à porta do hospital que obrigou a deslocação do doente para o Centro Hospitalar Conde de São Januário. O responsável indicou que uma avaliação médica feita ao doente deu para perceber que este estava estável, tendo sido transportado para o hospital na península. Lei Wang Seng disse ainda que em casos de emergência ambos os hospitais trabalham em coordenação, adiantando que existe a possibilidade de abrir um canal verde entre os dois hospitais. O subdirector das urgências referiu que os procedimentos internos foram revistos, e explicou que o Macau Union já recebe serviços de ambulância para casos de acidentes e assistência médica especial a idosos de lares em Coloane. Lei Wai Seng afirmou também que o hospital já realiza cirurgias de emergência e que, no próximo mês de Junho, será inaugurada a Unidade de Cuidados Intensivos para receber casos mais graves.
Galaxy | Fase 4 do Casino-Hotel em 2028 Hoje Macau - 28 Mai 2026 A fase 4 do casino-hotel Galaxy, no Cotai, deve abrir em 2028, com foco nos clientes de luxo de mercados do Este e Sudeste Asiático. A informação consta de um relatório do banco HSBC, citada pelo portal GGR Asia. Segundo a informação divulgada pela instituição bancária, as obras devem ficar finalizadas no próximo ano e espera-se que esta nova fase do casino-hotel explorado pela concessionária Galaxy venha aumentar a oferta de elementos não-jogo, virada para clientes de países como o Japão, Coreia do Sul e ainda os países membros da ASEAN, como a Malásia, Singapura, Filipinas ou Myanmar. Segundo os pormenores avançados anteriormente, a fase 4 do Galaxy vai ter casino, cerca de 1.350 quartos e suites, piscina e um espaço para espectáculos com capacidade para 5.000 pessoas. Também se espera que esta ala do empreendimento turístico vá aumentar a oferta ao nível das lojas e espaços de restauração. MGM | Abertas candidaturas esta semana A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita, a partir desta sexta-feira, candidaturas online ao “Plano Específico de Emprego + Formação”, lançado em parceria com a operadora de jogo MGM. Existem 20 vagas de emprego disponíveis, sendo que este Plano funciona num regime de “primeiro contratação, depois formação”, destinando-se apenas a residentes. As vagas de emprego são para serviços de recepção. “Os candidatos admitidos receberão formação profissional e formação em contexto de trabalho com uma duração de 12 meses, ministrada pela MGM”. Quem completar toda a acção de formação e obtenha aprovação na avaliação, tem oportunidade de ser promovido a “recepcionista sénior”, com “salários devidamente ajustados”. Para a DSAL, promove-se “a ascensão profissional e a estabilidade do emprego”, destaca-se numa nota.
Construção | Empresas locais com mais de 500 milhões por receber João Santos Filipe - 28 Mai 2026 A revelação foi feita pelo deputado José Pereira Coutinho, e decorreu de uma reunião com representantes das empresas locais. As empresas foram subcontratadas para trabalhos públicos na prisão de Coloane, neste caso realizada por uma empresa estatal, e nos dormitórios da Universidade de Macau Nove empresas locais de construção subcontratadas para obras públicas e em concessionárias de jogo estão com dificuldades em receber mais de 500 milhões de patacas pelos serviços prestados. A situação foi revelada pelo deputado José Pereira Coutinho, depois de uma reunião com representantes das empresas, na terça-feira. “Ontem [terça-feira], dia 26 de Maio de 2026, recebi representantes de nove empresas de construção locais que actuam como empresas directamente subcontratadas para tratar da questão da cobrança de mais de 500 milhões de patacas em pagamentos de obras”, relatou o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau. “A situação é extremamente grave e já está a causar uma enorme pressão de liquidez (especialmente no que diz respeito a despesas correntes)”, acrescentou. O deputado apontou que “obras em questão incluem os dormitórios da Universidade de Macau, a terceira fase da prisão de Coloane e obras referentes a uma das concessionárias de jogos”. Segundo José Pereira Coutinho a responsabilidade destes atrasos nos pagamentos também recai nos serviços públicos, que assinam contratos que permitem às empresas subcontratar outras para a prestação de serviços, sem acautelarem os interesses de todas as partes envolvidas. “Os serviços públicos competentes que atribuíram estas obras têm uma responsabilidade de garantir que as empresas subcontratadas estão protegidas no pagamento das obras realizadas”, vincou. “Esta situação continua a ser comum em Macau, devendo ser melhoradas as cláusulas contratuais dos contratos de construção e empreitadas”, destacou. Novos contratos Ainda na perspectiva do deputado, os serviços públicos têm de alterar os contratos que assinam como resultado de concursos públicos ou adjudicações directas para incluírem cláusulas a obrigar as empresas a pagarem os serviços prestados pelas subempreiteiras. De acordo com a informação da Direcção dos Serviços de Obras Públicas, a 3.ª fase da Prisão de Coloane foi construída pela Sociedade de Construção e Engenharia – Grupo de Construção de Xangai – SCG (Macau), a sucursal na RAEM do Grupo de Construção de Xangai, uma empresa estatal. A empresa estatal recebeu 739,8 milhões de patacas pelas obras. A restante informação divulgada pelo deputado não permite apurar as outras empresas envolvidas nos projectos, nem a identidade da concessionária. O HM tentou entrar em contacto com José Pereira Coutinho, mas até ao fecho da edição o deputado mostrou-se incontactável.
Idosos | Lei Chan U pede melhoria nas políticas laborais Hoje Macau - 28 Mai 2026 O ex-deputado Lei Chan U considera que as autoridades de Macau devem melhorar as políticas laborais a pensar na terceira idade, tendo em conta que, recentemente, as autoridades do interior da China publicaram um regulamento provisório que garante a protecção de direitos e interesses fundamentais para os trabalhadores com idade mais avançada. Segundo o jornal Ou Mun, ficou definido, por exemplo, que o salário não deve ser inferior ao montante do salário mínimo, além de não ser permitido aos empregadores exigir horas extra aos trabalhadores mais velhos. Neste sentido, o ex-deputado Lei Chan U defende que Macau pode usar este regulamento como referência, a fim de melhorar as políticas laborais para os idosos ainda no activo. O vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) apontou que a associação realizou um inquérito sobre o regresso dos idosos ao mercado de trabalho, onde se verifica que muitos dos entrevistados pediram mais acompanhamento e apoio do Governo, através de leis e medidas para proteger os seus direitos. Porém, anos depois da realização do inquérito, não se verificaram progressos significativos, afirmou Lei Chan U, que adiantou que a implementação deste regulamento teria um papel de resposta ao envelhecimento populacional, além de promover a equidade social e trazer vantagens para patrões e trabalhadores. Lei Chan U disse ainda que a população tem prestado atenção à questão do emprego dos idosos, tendo destacado ao jornal Ou Mun diversas opiniões quanto às vantagens da integração dos reformados no mercado de trabalho. Estas passam pela pouca pressão económica sentida pelos idosos, o alívio de conflitos na estrutura do mercado de trabalho, além de que os mais velhos podem continuar a contribuir para o Fundo de Segurança Social.
IIM | Conferência sobre possibilidades de investimento na Madeira Hoje Macau - 28 Mai 2026 O Instituto Internacional de Macau (IIM) acolhe no dia 4 de Junho, a partir das 18h, uma conferência sobre as possibilidades de investimento na ilha da Madeira, intitulada “A Madeira Hoje”. Trata-se de um evento realizado no âmbito da visita das delegações do Governo da região autónoma da Madeira e da Oeiras Valley Investment Agency (OVIA) em Macau, esta última representada pelo antigo embaixador e actual presidente do conselho de administração da OVIA, António Martins da Cruz. Martins da Cruz é também presidente da mesa da assembleia-geral da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira. Segundo uma nota do IIM, a sessão do dia 4 “vai focar na promoção de investimentos na Região Autónoma da Madeira, estando previstos também encontros com entidades oficiais e empresariais em Macau e Hong Kong”. Da parte da Madeira, vem a Macau José Manuel Rodrigues, Secretário Regional da Economia da Região Autónoma da Madeira, que vai ser o orador principal. A sessão, inserida no programa de actividades de “Junho, Mês de Portugal”, será moderada por Jorge Rangel, presidente do IIM.
Administração | Renovadas lideranças do IAM, Obras Públicas e Solos e Construção João Luz - 28 Mai 2026 O Governo renovou a nomeação de Chao Wai Ieng como presidente do Conselho de Administração do IAM, de Lai Weng Leong à frente dos Serviços de Solos e Construção Urbana e de Lam Wai Hou nos Serviços de Obras Públicas. As comissões de serviços do trio foram renovadas por um ano O Chefe do Executivo renovou a comissão de serviço de Chao Wai Ieng à frente do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) por mais um ano. A renovação foi oficializada por um despacho assinado por Sam Hou Fai, publicado ontem no Boletim Oficial. Chao Wai Ieng substituiu José Tavares na liderança do IAM no início do ano passado, depois de ter dirigido por cerca de um ano e meio os Serviços de Identificação. Ainda no IAM, destaque para ascensão de Tam Wai Fong a vice-presidente do conselho de administração, para onde foi nomeada administradora em Fevereiro do ano passado. A responsável passa a exercer o cargo que estava ocupado por Mak Kim Meng desde o início de 2025. Tam Wai Fong foi nomeada número dois do IAM por um ano. Sam Hou Fai renovou também os mandatos das administradoras Ung Sau Hong, que está no conselho de administração desde os tempos do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais em 2013, e de To Sok I, que tem mais de nove anos no conselho de administração. As administradoras viram os seus cargos renovados também por um ano. Se cá nevasse Também a comissão de serviços de Lai Weng Leong enquanto director dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) foi renovada por um ano, a contar da próxima segunda-feira, de acordo com um despacho assinado pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man. Lai Weng Leong está à frente da DSSCU desde Abril de 2022, ou seja, desde a criação da entidade, após a reestruturação da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Raymond Tam renovou ainda o cargo de Mak Tat Io enquanto subdirector da DSSCU, que também ocupa a posição desde Abril de 2022. Também Chan Hoi Ieng foi reconduzida como subdirectora dos serviços de solos e construção urbana, cargo que ocupa desde o passado mês de Outubro. Outro cargo de direcção que se mantém desde a extinção da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes é o de Lam Wai Hou, à frente da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) desde a sua génese em Abril de 2022. Lam Wai Hou começa igualmente a nova comissão de serviço na próxima segunda-feira. À semelhança da DSSCU, Raymond Tam manteve cargos dos subdirectores da DSOP Luís Carvalho e Sam Weng Chon.
Desporto | Ma Chi Seng diz que futebol está a melhorar Hoje Macau - 28 Mai 2026 O deputado Ma Chi Seng defendeu numa interpelação escrita que os resultados da RAEM a nível de futebol têm apresentado “melhorias constantes” e que são “dignos de reconhecimento”. “Nos últimos anos, os jovens atletas locais alcançaram repetido sucesso em competições internacionais, nomeadamente, nas modalidades de ténis de mesa, artes marciais chinesas e caraté, enquanto em áreas como futebol e ténis também se verificaram melhorias constantes, cujos resultados são dignos de reconhecimento”, pode ler-se na interpelação escrita do deputado. De acordo com o ranking internacional da FIFA, a selecção masculina sénior de Macau encontra-se na 194.ª posição num total de 211 selecções reconhecidas. A selecção não venceu nenhum jogo desde 6 de Junho de 2019, quando bateu o Sri Lanka por 1-0, no âmbito da qualificação para o Mundial de 2022. A qualificação ficou marcada por grande polémica dado que a selecção abdicou de disputar a segunda mão e foi eliminada. Desde a falta de comparência, a selecção da Flor do Lótus realizou 11 jogos, perdeu 10 e empatou um, com 23 golos sofridos e dois marcados. Em termos da selecção feminina, Macau ocupa o lugar 176.º do ranking, o pior registo de sempre, num total de 197 equipas reconhecidas. Nos últimos cinco jogos tem quatro derrotas e um empate, com 31 golos sofridos e zero marcados.
DSPA | Excluído plano de substituição de veículos de combustão Hoje Macau - 28 Mai 2026 O Executivo afastou a possibilidade de financiar a substituição de carros privados com motores de combustão por eléctricos. A posição foi tomada em resposta a uma interpelação do deputado Leong Pou U, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). No documento pode ler-se que “nesta fase” não está “planeado o lançamento de um plano de apoio financeiro para a substituição de automóveis por novos automóveis ligeiros eléctricos”. Apesar desta posição, o Governo defende que tem tomado várias medidas para promover a utilização de veículos eléctricos e que este tipo de viaturas está isento do pagamento do imposto sobre veículos motorizados. Embora não haja subsídios para a compra de carros, o director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Ip Kuong Lam, recorda também que houve programas para subsidiar a troca de ciclomotores e motociclos a combustão por eléctricos, e que o mesmo acontece com subsídios para o abate das viaturas antigas movidas a gasóleo. Na resposta é ainda esclarecido que actualmente o Governo exige que todos os serviços públicos que adquiram novos ciclomotores adquiram veículos eléctricos. Além disso, nos serviços do Governo existem igualmente instruções internas a recomendar a compra deste tipo de veículos, sempre que possível, tendo em conta as necessidades das deslocações.
Plano Director | Consulta Pública sobre novas alterações arranca amanhã João Santos Filipe - 28 Mai 2026 Os detalhes sobre as alterações só deverão ser conhecidos amanhã, com a divulgação do documento de consulta. Porém, visam os chamados “grandes projectos” como a zona cultural e turística, o pólo de ciência e investigação e o hub de cargas em Hengqin Começa amanhã a consulta pública sobre as alterações ao Plano Director da RAEM que visam promover a integração no “desenvolvimento nacional”. A informação foi anunciada ontem, através de um comunicado da Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU). A consulta vai decorrer entre sexta-feira e 27 de Agosto e tem como objectivo o “aprofundamento da integração e do serviço à conjuntura do desenvolvimento nacional”, permitir “a concretização dos projectos de grandes empreendimentos públicos” do Governo da RAEM e garantir “a disponibilização de reservas territoriais” para o desenvolvimento do território. As alterações propostas pelo Executivo só vão ser tornadas públicas amanhã, e a informação divulgada ontem foi limitada. Contudo, o comunicado aponta que as alterações ao Plano Director vão ser desenvolvidas em duas vertentes. A primeira inclui as alterações para concretizar os chamados grandes projectos que incluem a “Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau”, o “Parque Ciên-Tec de Macau” e o “Hub de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas”. Em relação à zona de turismo e cultura, o projecto foi alvo de consulta pública no final do ano passado e vai incluir a três projectos: o Museu Nacional da Cultura de Macau, o Centro Internacional de Artes Performativas de Macau e o Museu Internacional de Arte Contemporânea. Ciência e cargas O Parque Ciên-Tec de Macau vai ficar localizado na Avenida Wai Leong e na Zona E1 Oeste dos Novos Aterros, o plano de concepção foi adjudicado no mês passado, e vai ser um espaço para empresas tecnológicos do Interior da China se instalarem em Macau a pensar na internacionalização. Segundo a informação revelada anteriormente pelo Executivo, o objectivo é atrair empresas que operam em áreas como os circuitos integrados, biomedicina, tecnologia digital e tecnologia aeroespacial. Já o Porto de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas vai ficar na Ilha da Montanha, e tem como objectivo facilitar as companhias que transportam cargas do Interior da China através do Aeroporto Internacional de Macau. O comunicado do Governo foi críptico no que diz respeito à segunda vertente das alterações, limitando-se a indicar que envolvem “alterações decorrentes de outras actualizações” relacionadas com “os planos de nível superior, diplomas legais e regulamentares, avisos e despachos do Chefe do Executivo” assim como “projectos e estudos, publicados nos últimos anos”.
José Paulo Esperança, docente da Universidade Cidade de Macau: “Macau precisa de especialistas” Andreia Sofia Silva - 28 Mai 202628 Mai 2026 José Paulo Esperança, professor de Finanças da Universidade Cidade de Macau, apresentou ontem uma palestra sobre o sector financeiro local intitulada “Mercado Pequeno, Estratégia Inteligente: O Futuro Financeiro de Macau”. O académico considera essencial que o ecossistema financeiro local “se torne mais robusto” O Governo tem na agenda política o desenvolvimento do mercado financeiro. Como descreve este sector actualmente e quais as principais lacunas que aponta? Faltam, por exemplo, mais empresas com contabilidade organizada, ou uma maior estruturação? O ecossistema financeiro necessário para suportar a nova visão do sistema financeiro é complexo. Macau tem elevadas competências ao nível legal, bancário e de supervisão, mas o desenvolvimento de novos produtos e fundos exige maior número de especialistas em auditoria, compliance, gestão de risco, investimento em acções, obrigações e derivados, para além da necessidade de reforçar a literacia financeira em Macau. Não menos importante é a capacidade da comunicação social em ajudar a perceber as oportunidades e riscos dos produtos financeiros. Na sua apresentação abordou lacunas, ou espaços a que o mercado financeiro de Hong Kong não consegue dar resposta e que Macau pode preencher. Que áreas são essas? Hong-Kong tem uma das dez maiores praças financeiras do mundo e é a segunda pelo valor de IPOs (Initial Public Offerings), beneficiando do dinamismo de startups da China. Também tem uma projecção inquestionável na gestão de fortunas, no mercado de obrigações, e no mercado cambial. A regulação de novos produtos como “stable coins” também não foi ignorada. No entanto, apesar do dinamismo dos parques científicos e dos “family offices”, o financiamento de startups e pequenas empresas regista ainda lacunas significativas, essencialmente ao nível da mobilização de capital privado para novos projectos. Talvez uma das diferenças mais significativas entre Macau e Hong-Kong seja o nível da taxa de poupança que representa um enorme volume de capital “ocioso” à procura de oportunidades de investimento. Macau pode, de facto, construir um mercado financeiro “mais focado e diferente” em relação ao cimentado sector financeiro de Hong Kong? Que produtos de nicho poderia ter? Macau tem desenvolvido diversas iniciativas ao nível do mercado de obrigações (MOX) ou de direitos de carbono, “Macau Emissions Exchange” (MEX), ambas áreas onde Hong-Kong também possui forte presença, por exemplo com a emissão de “green bonds”. No entanto, outras iniciativas são claramente distintas, como é o caso do “Microconnect”, uma plataforma de “revenue based (ou royalty) financing (RBF)” em que os investidores são remunerados através de uma percentagem da facturação dos negócios investidos. Este modelo, que já apoiou mais de 10.000 pequenas empresas por toda a China, permite começar a receber dinheiro na conta bancária logo que o beneficiário faz a primeira venda. A China constitui um mercado excelente para este modelo de financiamento, dado o elevado nível de digitalização da economia, o que reduz o risco de fraude. Alguns estudos sugerem que o RBF é o modelo de financiamento de pequenos negócios com maior potencial de crescimento no mundo, mais de 30 por cento ao ano. Outros modelos com enorme potencial para Macau incluem a criação de uma rede de “business angels” que permitiria dinamizar as elevadas poupanças dos residentes de Macau. Um dos maiores especialistas, antigo presidente da European Business Angels Network (EBAN) e autor do “Zero Risk Start-Up”, Paulo Andrez, fez já três visitas a Macau, tendo apresentado o modelo que permitiu à Europa acelerar a sua rede de “business angels”, uma área em que estava muito atrás dos Estados Unidos da América. A criação de novos fundos e o compromisso de investimento público nesses fundos permite uma elevada expectativa na capacidade de alavancar os investimentos privados em start-ups locais, na Grande Baía e nos países de língua portuguesa (PLP). Finalmente, uma área ainda não explorada que proponho é a criação de plataformas de “crowd-funding” que podem mobilizar muitas pequenas contribuições para novos projectos com fins lucrativos, ou para apoio a famílias de baixos recursos, por exemplo nos PLP. Mencionou ainda exemplos de pequenas economias com laços internacionais, como o Luxemburgo e o Dubai. Que perperspectivas estes territórios abrem para a RAEM? Estes pequenos centros financeiros têm diferentes especializações. Por exemplo, Singapura é muito forte em gestão de fortunas, mercados cambiais e derivados, mas o seu mercado de capitais é muito reduzido. O Luxemburgo beneficia de uma posição central na União Europeia e tornou-se o segundo maior centro de fundos de investimento bem como ao nível da indústria seguradora e de resseguros. Os fundos de investimento podem ter um elevado potencial também para Macau, mas é necessário que o nosso ecossistema se torne mais robusto. Macau é, há muito, um território com baixa carga fiscal, não existindo impostos sobre o consumo ou rendimentos. Considera que haveria espaço para uma mudança – que seria estrutural – a esse nível? A baixa carga fiscal é fundamental, nesta fase. A Irlanda é um exemplo em que um IRC [Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas) reduzido, de 12.5 por cento, permitiu atrair muitas multinacionais. No futuro, um sector financeiro mais robusto em Macau pode permitir uma receita fiscal mais elevada, mas isso vai levar algum tempo. Macau quer apostar no desenvolvimento do sector financeiro, mas parece demorar a flexibilizar as leis de contratação de quadros externos. É importante ter uma “mente aberta” a este nível e permitir uma contratação mais acessível de pessoas, sobretudo do espaço lusófono? Macau precisa de atrair especialistas e “boutiques” especializadas em produtos financeiros inovadores. Na fase de arranque é fundamental uma maior abertura ao direito de residência de especialistas e apoio financeiro à criação de novas empresas no sector financeiro e segurador. Portugal e o Brasil têm uma experiência recente de dinamização do sector financeiro de que Macau poderia beneficiar, para além de os mercados dos PLP representarem oportunidades de investimento muito interessantes, sobretudo se associadas à entrada de empresas chinesas, nas áreas da energia, agricultura ou indústria transformadora. Finanças ao pequeno-almoço “Small Market, Smart Strategy: Macau’s Financial Future?” [Mercado Pequeno, Estratégia Inteligente: O Futuro Financeiro de Macau?] foi o tema da mais recente sessão de conversas ao pequeno-almoço, organizada ontem pela Câmara de Comércio França Macau no Sofitel Ponte 16. A sessão protagonizada por José Paulo Esperança teve como objectivos frisar a importância de Macau não copiar as características de Hong Kong, mas aproveitar e preencher as lacunas da praça financeira vizinha, e ganhar margem de manobra no financiamento de startups e nas ligações aos países de língua portuguesa e espanhola. Segundo o académico, produtos financeiros de nicho e aposta em novas tecnologias podem também ser trunfos da RAEM. Em Portugal José Paulo Esperança foi vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal, tendo ainda ajudado a criar o AUDAX-ISCTE, um centro dedicado ao empreendedorismo e às empresas familiares, que presidiu até 2015 e reitor da ISCTE Business School.
Comércio | Vinhos do Tejo promovem-se em Macau e Hong Kong Hoje Macau - 27 Mai 2026 O Artyzen Grand Lapa acolheu na segunda-feira uma prova de vinhos da região do Tejo, que contou com a participação de mais de 160 profissionais do sector, media e consumidores, segundo um comunicado da DOC DMC Macau. Após a apresentação em Macau, os produtores da região do Tejo partiram para Hong Kong para participar na Vinexpo Ásia, que arrancou ontem e termina esta quinta-feira. A presença nas regiões administrativas especiais insere-se numa estratégia contínua de promoção internacional, com o objectivo de reforçar a visibilidade e as parcerias na China. Sobre o evento em Macau, o responsável de marketing dos vinhos do Tejo, Martim Pestana, realçou a importância do mercado local para os vinhos portugueses. “Os nossos vinhos destacam-se pela frescura, versatilidade e excelente relação qualidade-preço, características que têm vindo a conquistar tanto profissionais como consumidores na Ásia”, acrescentou o responsável.
Ásia | Pequim critica Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” Hoje Macau - 27 Mai 2026 A China criticou ontem o Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” e a confrontação entre blocos na Ásia, depois de o grupo formado pelos Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália anunciar novas iniciativas de vigilância marítima no Indo-Pacífico. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Pequim considera que a cooperação entre países deve contribuir para a paz, estabilidade e prosperidade regionais e não ser dirigida contra terceiros. A responsável acrescentou que a China “não apoia a formação” destes grupos nem a “confrontação entre blocos”, advertindo que qualquer mecanismo de cooperação regional deve evitar minar a confiança mútua entre os países da região. As declarações surgiram em resposta a uma pergunta sobre a nova iniciativa de vigilância marítima anunciada pelo Quad e sobre os planos do grupo para cooperar com Fiji em matéria de infraestruturas portuárias, após a reunião ministerial realizada ontem em Nova Deli. Durante o encontro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu que o Quad deve deixar de ser um fórum que “se reúne e fala de problemas” para se transformar num mecanismo que “faz algo em relação” aos problemas, com prioridades centradas na segurança marítima, energia, minerais críticos e cadeias de abastecimento.
Bombeiros | Saídas para incêndios sobem 15% Andreia Sofia Silva - 27 Mai 202627 Mai 2026 Dados do Corpo de Bombeiros (CB) mostram que o número de saídas para casos de incêndios aumentou, em termos anuais, 15,35 por cento, tendo-se registado, entre os meses de Janeiro e Março deste ano, 248 casos, face aos 215 casos registados em igual período do ano passado. O CB explica que em 194 saídas não foram usadas mangueiras, sendo que “as principais causas dos incêndios deveram-se ao esquecimento de desligar os fogões, a chamas que não foram totalmente extintas, à queima de incensos e velas/papéis votivos, ao curto-circuito das instalações eléctricas e às falhas mecânicas/de equipamentos”, com um total de 166 casos. Tal representou 66,94 por cento do número total de saídas de incêndio. No caso das saídas com ambulâncias, houve um ligeiro aumento de 0,93 por cento, com 11.515 casos a registarem-se no primeiro trimestre deste ano. Registaram-se, portanto, mais 106 casos em termos anuais, sendo que os casos gerais de socorro estiveram relacionados, na sua maioria, com episódios de tontura, dor abdominal, febre e vários tipos de ferimentos. Destacam-se ainda, nos dados ontem divulgados, um aumento de 55,16 por cento de ocorrências de “serviços especiais”. No primeiro trimestre deste ano, registaram-se 1.775 casos face aos 1.144 casos dos primeiros três meses de 2025.
Caxemira | China e Paquistão defendem resolução pacífica Hoje Macau - 27 Mai 2026 China e Paquistão defenderam ontem uma resolução pacífica da disputa de Caxemira e sublinharam a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia, numa declaração divulgada no final da visita oficial do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. No documento, divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua, as duas partes reafirmaram “a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia” e de resolver “todas as disputas pendentes” através do diálogo e da diplomacia, manifestando igualmente oposição a “qualquer acção unilateral”. Segundo o texto, o Paquistão informou a China sobre a situação mais recente na região de Jammu e Caxemira. Pequim reiterou que a questão da Caxemira é uma disputa “herdada da história” que deve ser resolvida de forma pacífica, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e os acordos bilaterais aplicáveis. A declaração inclui ainda uma referência à disposição das duas partes para desenvolver cooperação transfronteiriça em recursos hídricos. Guerra da água A referência à água surge depois de a Índia ter ordenado, no ano passado, a suspensão do Tratado das Águas do Indo, assinado em 1960 e que resistira a várias guerras, no âmbito das medidas adoptadas após o atentado de 22 de Abril de 2025 em Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, onde morreram 26 civis, na maioria turistas indianos. Nova Deli responsabilizou o Paquistão pelo ataque, acusação negada por Islamabade, que pediu diálogo e uma investigação neutra. A crise levou, em 2025, à mais grave escalada militar em décadas entre as duas potências nucleares, com ataques aéreos, veículos aéreos não tripulados (“drones”) e fogo de artilharia entre 07 e 10 de Maio daquele ano, sobretudo em torno da Linha de Controlo, a fronteira de facto que divide a Caxemira. Os dois países alcançaram um cessar-fogo em 10 de Maio de 2025, com mediação dos Estados Unidos, embora as tensões persistam numa região reivindicada integralmente por Nova Deli e Islamabade e parcialmente administrada por ambos desde a partição do subcontinente indiano, em 1947.
Uma história de desconexão – e sobre onde os rapazes encontram comunidade Tânia dos Santos - 27 Mai 2026 Desde a série Adolescente que se tem falado sobre a socialização de jovens rapazes e os perigos da manosphere: o canto da internet que enaltece um discurso misógino e anti-feminista. Andrew Tate, dos maiores influencers do género, acusado de crimes de tráfico humano e violação na Roménia e no Reino Unido, percebe que traz um discurso que ressoa na cabeça dos rapazes. Explorando as fragilidades do sistema neoliberal capitalista, de um mundo em pós-pandemia e de uma possível terceira guerra mundial, estes influencers lucram com as incertezas da vida – e dos rapazes que procuram respostas. Muitos destes jovens chegam à manosphere através de perguntas feitas ao seu motor de busca favorito sobre relacionamentos, exercício físico ou dinheiro. Eles encontram propostas que são altamente aliciantes por serem simples e fáceis de compreender, e que mobilizam a frustração comum. As pessoas estão cada vez mais isoladas e, na procura de símbolos identitários, encontram um grupo que está igualmente frustrado por se sentirem não-vistos ou não-ouvidos. Andrew Tate diz algo como “eu consigo dizer que a água é molhada”, i.e., ele consegue dizer o óbvio. Os discursos populistas justificam-se frequentemente com recurso ao senso comum — “eu estou a dizer o que toda a gente pensa”. Mas talvez seja mais útil compreender que, mais do que ideias, é o significado emocional que está a ser ressoado. As palavras vêm, por isso, depois: uma justificação a posteriori para danos aos quais o campo emotivo procura dar sentido e nome. Há grupos de investigação e jornais que tentam aprofundar o que é atraente em todo este discurso que vê as mulheres como interesseiras e que compreende a igualdade de género como um perigo à masculinidade. Uma análise do conteúdo dos vídeos do Andrew Tate feito pelo The Guardian mostrou como o tema das mulheres não é o mais recorrente: o tema mais recorrente é o dinheiro. Mostram-se estilos de vida glamorosos e 40 carros de luxo. Reforçam que o respeito e visibilidade são adquiridos com dinheiro, em especial a atenção das mulheres. Esta é a mensagem principal. E muitos destes influencers depois oferecem cursos de como enriquecer instantaneamente ou em passos simples. Acoplado a isto estão ideias tradicionais de masculinidade, de que o homem tem de providenciar e ter sucesso, e num mundo altamente competitivo, as mulheres passam facilmente a ser vistas como uma ameaça. Isto muda um pouco o olhar do fenómeno. Em vez de julgarmos todos os rapazes à beira do risco de misoginia por obra e graça do Espírito Santo, obriga a um olhar mais sistémico: que necessidades estão cronicamente por cumprir? Olhemos para o estado socio-económico actual, pelo menos no mundo ocidental, em que um curso superior já não é uma promessa de um bom emprego e de um bom ordenado, em que os jovens se vêem obrigados a ficar em casa dos pais porque não conseguem pagar uma renda, em que as interacções sociais são mediadas por ecrãs e a comunidade está esquartejada. As frustrações impõem-se e facilmente encontram espaços onde podem ressoar nestes ecossistemas digitais. Estudos realizados mostram que os jovens, especialmente os que se aliciam por estes espaços, não têm muitas interações sociais fora do ecrã, e que sentem que nunca foram vistos ou compreendidos por ninguém. E este crescente isolamento, aliado a poucas perspectivas de futuro, é deveras preocupante. Estes estudos – por exemplo, como os realizados pela Equimundo, um centro para as masculinidades e justiça social – também exploram as formas como os jovens saem destes espaços digitais. Os relatos mostram que os rapazes arranjam namoradas, e percebem que a realidade social é bem diferente daquela inicialmente projetada. Também o aumento de interações reais com pessoas, em contextos de trabalho, tem o poder de reequilibrar uma visão do mundo que só consegue surgir em isolamento profundo. Claro que nada é resolvido de forma assim simples. Mas o que as reflexões e investigação sobre o tema parecem mostrar é que há necessidades identitárias, de pertença e de comunidade que são profundas, e há um conjunto de factores que contribuem para isso. Desde as políticas socio-económicas vigentes, um estado do mundo em multi-crises, contextos familiares negligentes ou factores individuais que tendem ao isolamento. Talvez, se reconhecermos que o mundo está carente de conexão, alguma coisa possa mudar a partir daí.
Visita | XI apela ao reforço da cooperação com a Sérvia Hoje Macau - 27 Mai 2026 O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou esta segunda-feira ao reforço da cooperação com a Sérvia nas áreas da inteligência artificial, energia e infraestruturas, durante a visita à China do homólogo sérvio, Aleksandar Vucic. “As duas partes devem reforçar a cooperação em novos sectores como a inteligência artificial, economia digital, energia verde e indústria de ponta”, declarou Xi durante um encontro com Vucic no Grande Palácio do Povo, sede dos congressos do Partido Comunista Chinês, segundo os meios de comunicação estatais locais. Os dois países deverão igualmente cooperar nos setores das infraestruturas de transportes e energia no âmbito da iniciativa chinesa das “Novas Rotas da Seda”, também conhecida como “Faixa e Rota”, que visa construir infraestruturas – pontes, estradas, linhas ferroviárias e aeroportos – em países em desenvolvimento. A China figura entre os cinco países que mais investem na Sérvia, Estado que é candidato à entrada na União Europeia (UE) e considerado próximo da Rússia. Pequim construiu uma linha ferroviária de alta velocidade, inaugurada em Outubro de 2025, e participa actualmente, segundo o Ministério das Finanças sérvio, na construção do metro de Belgrado e de várias pontes. Durante o encontro com o Presidente sérvio, Xi Jinping apelou ainda a um “verdadeiro multilateralismo” face às “turbulências” dos assuntos internacionais. As duas partes assinaram uma série de acordos bilaterais nas áreas do comércio, tecnologia e educação. Embora Vucic já se tenha deslocado várias vezes à China para participar em cimeiras e fóruns internacionais, esta é a primeira visita de Estado oficial ao país. Xi atribuiu-lhe uma “medalha da amizade” durante a visita, sinal da estreita relação entre ambos.
Acidente | Graves infracções fazem 82 mortos em mina Hoje Macau - 27 Mai 2026 A empresa proprietária da mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi (centro), onde uma explosão de gás causou 82 mortos na sexta-feira, cometeu “graves infracções”, avançou a imprensa oficial chinesa. O acidente, numa exploração situada no distrito de Qinyuan, deixou também dois desaparecidos, que ainda não foram localizados. A agência de notícias Xinhua apontou ontem várias irregularidades, entre as quais um controlo deficiente do número real de trabalhadores no subsolo, a existência de galerias não declaradas, planos que não correspondiam à situação real da mina e sistemas de vigilância duplicados. O responsável máximo do distrito de Qinyuan, Guo Xiaofang, afirmou numa conferência de imprensa que, após o acidente, a confusão no local e a falta de clareza da empresa quanto ao número de trabalhadores fizeram com que os primeiros balanços fossem imprecisos. O painel de entrada da mina indicava que, naquele dia, 124 pessoas tinham descido, mas durante as operações de resgate verificou-se que a lista de trabalhadores que tinham subido à superfície não correspondia à informação fornecida pela empresa, o que levou à descoberta de um número elevado de pessoas que tinha entrado sem cartão de localização. Vários mineiros citados pela Xinhua afirmaram que muitos trabalhadores não tinham cartões, apesar de a regulamentação exigir a sua utilização para entrar nas explorações subterrâneas. Um deles afirmou que, no seu turno, quase ninguém tinha o dispositivo e que não lhes era exigido que o utilizassem. Durante o resgate, as equipas descobriram ainda que as plantas fornecidas pela empresa não correspondiam à realidade e que existiam galerias ocultas não assinaladas. Segundo o meio de comunicação, o carvão extraído dessas zonas, por vezes exploradas por trabalhadores subcontratados, não era contabilizado na produção nem tributado. Um especialista não identificado citado pela imprensa local explicou que “algumas minas, para escapar à supervisão, criam dois conjuntos de plantas: um para as inspecções e outro para orientar a produção real”. Problemas recorrentes A mina, de gestão privada e com uma capacidade anual de 1,2 milhões de toneladas, tinha sido classificada este ano como exploração de tipo B, ou seja, com um nível de segurança “geral”, e constava de uma lista nacional de minas com riscos graves devido a elevados níveis de gás. A agência acrescentou que, nos últimos cinco anos, a Liushenyu tinha sido sancionada pelo menos cinco vezes por problemas de segurança. Os responsáveis da empresa já foram colocados “sob a custódia das autoridades”, expressão habitualmente utilizada na China para se referir a uma detenção por parte dos órgãos de segurança, enquanto uma equipa do Conselho de Estado (Executivo chinês) investiga as causas do acidente e as responsabilidades da empresa e dos órgãos de supervisão. As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60 por cento da electricidade, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente. O sector mineiro chinês registou mais de três mil mortes entre 2018 e 2023, um número que representou uma descida de 53,6 por cento em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.
Pintura | Fernando Madruga Gomes estreia-se com exposição no Beco dos Artilheiros João Santos Filipe - 27 Mai 2026 Mais de 100 quadros do artista de Macau estão em exibição na “Arkorigin Exposição a Solo”, até 12 de Junho, na escadaria de acesso à Fortaleza do Monte. A figura feminina é o principal tema da mostra Até 12 de Junho, mais de uma centena de pinturas de Fernando Madruga Gomes estão em exposição no Beco dos Artilheiros, na escadaria de acesso à Fortaleza do Monte, no evento denominado “Arkorigin Exposição a Solo”. A exibição marca a estreia do artista nascido em Macau. Entre os quadros com traços impressionistas, destacam-se os vários retratos femininos, muitos imaginados pelo artista, mas também de pessoas como a Princesa Diana ou Anita Mui, a actriz e cantora de Hong Kong. “Eu gosto de pintar retratos porque são as pinturas mais difíceis, e quando pinto gosto desse desafio, de nunca saber se vou conseguir fazer a pintura como quero ou se vou deixar o retrato por fazer, porque já não vou conseguir obter o resultado pretendido”, explicou Fernando Madruga Gomes, ontem, em declarações ao HM. Sobre a predominância da figura feminina, Gomes explica que a escolha se prende com o sentido estético: “Eu não vejo muita beleza nos homens para se traduzir em pinturas. Mas, nas expressões femininas acho que há ali muita beleza, que eu gosto de imaginar e de pintar, e também nas várias roupas que podem ser pintadas nos retratos, e que também são difíceis de desenhar. É uma beleza que se alia ao desafio de pintar elementos mais difíceis”, reconheceu. Os “modelos” utilizados nos retratos são provenientes de diferentes culturas exibindo roupas diversas. Em alguns casos a inspiração provém mesmo da animação, como o caso de um dos retratos em que surge uma mulher vestida como Navegante da Lua, uma inspiração da série de desenhos animados japoneses altamente popular. “No início utilizava modelos para as pinturas, só que nem sempre conseguia que as pessoas que estavam comigo fizessem as expressões que eu procurava. Por isso, com o tempo comecei a recorrer mais a imagens online para me inspirar e pintar”, admite o pintor. Os retratos surgem para Fernando também como uma forma de canalizar as suas emoções: “Quando estou a pintar as caras dos retratos, transmito algumas das minhas emoções, estou a lidar também com aquilo que sinto ou senti e que quero levar para a tela”, revelou. Pintar como cura Além de retratos femininos a exposição apresenta outros dois temas: gatos e flores. E os motivos destas temáticas na obra de Fernando Madruga Gomes têm propósitos opostos. “Pintar flores é algo mais fácil, algo que me sai de forma muito natural, e que tecnicamente não é assim difícil. É uma pintura quase de recuperação”, afirmou. “Não leva muito tempo, mas depois de pensar em como quero pintar as flores é fácil conseguir os resultados que pretendo, é uma pintura mais de recuperação, para relaxar”, reconheceu. No entanto, as obras com os gatos são mais pessoais, têm uma carga emocional maior, ligada à infância e ao crescimento, dividido entre Macau e o Pico, nos Açores. Os retratos de gatos são assim alguns dos animais com quem o artista partilhou parte da vida e dos quais guarda memórias. Filho do proprietário do restaurante Fernando, o pintor de 43 anos afirmou ao HM que a pintura surgiu na sua vida por acaso, depois de um acidente doméstico, por altura da covid-19. Quando fazia exercícios numa barra fixa, durante os confinamentos, Fernando caiu e partiu uma perna, depois da barra ter cedido. Internado no hospital, a pintura tornou-se uma forma de passar o tempo. “Antes de começar a pintar, uns 10 anos antes, tive alguma experiência, muito breve, no desenho de tatuagens. Só que não gostava da forma como desenhava, pelo que acabei por parar. Depois no hospital, para passar o tempo, comecei a desenhar, e percebi que era capaz de pintar”, confessou. Entre experiências e ímpetos, Fernando Gomes admite que em quase três anos pintou mais de 200 retratos. E muitos deles por impulso como aconteceu com o quadro da Princesa Diana. “Foi um quadro que resultou de um dia em que acordei e senti que queria pintá-la, não foi nada planeado. E durante dois dias estive à volta do quadro, sem dormir”, indicou. A exposição apresenta três pinturas de Diana, embora Gomes considere que não tem grande admiração pela figura. “Foram obras feitas por impulso, embora confesse que não são pinturas que me façam feliz, até me senti algo mal, devido à história trágica que a envolve”, contou. No entanto, um dos quadros, com o nome a Última Rosa, valeu Fernando Gomes um “Prémio de Ouro” na categoria de pinturas com óleo nos FADA – Future Art & Design Awards de 2025. Olhos no futuro A exposição “Arkorigin Exposição a Solo” marca a estreia do artista em Macau, e Fernando Madruga Gomes mostrou-se satisfeito por ter oportunidade de mostrar o seu trabalho, tão perto de uma das zonas mais icónicas da cidade, a Fortaleza do Monte. “Surgiu a oportunidade de mostrar os meus trabalhos neste espaço e achei que devia aproveitar a oportunidade. Tenho quadros mais do que suficientes para exibir, por isso, depois tive de fazer a escolha com base no local e no facto de saber que passam muitas pessoas aqui”, explicou sobre os trabalhos em exibição. “Acho que as pinturas em exposição são as mais interessantes para as muitas pessoas que passam por aqui, e foi esse o meu critério”, vincou. Em relação ao futuro, o pintor espera ter oportunidade de ter mais exposições, em diferentes locais, embora o foco esteja em pintar e fazer retratos. A exposição está disponível até 12 de Junho, entre as 7h e as 19h, com entrada livre.
Ébola | Autogestão de 21 dias para 12 países africanos João Luz - 27 Mai 2026 Pessoas vindas de 12 países africanos, incluindo Angola, vão fazer 21 dias de autogestão de saúde após chegarem a Macau, com acompanhamento dos Serviços de Saúde. Foi também reforçado o controlo sanitário e avaliação de risco de quem vem dos 12 países de risco e de quem tem passaporte destas regiões A expressão “autogestão de saúde” voltou a entrar no léxico do Governo, desta vez devido à epidemia da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. O Executivo de Sam Hou Fai impôs, desde ontem, um período de 21 dias de autogestão de saúde para quem chega à RAEM vindo de 12 países africanos. A vigilância que começou por incindir sobre indivíduos vindos da República Democrática do Congo e no Uganda, onde persistem surtos de Ébola, foi alargada a mais 10 países, entre os quais Angola, considerados de “alto risco” de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde. O reforço da vigilância será alargado ao Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, República do Congo (Brazzaville) e Burundi. Logo na fronteira, “será reforçado o controlo sanitário e a avaliação de risco para os indivíduos que tenham visitado as regiões relevantes nos últimos 21 dias ou titulares de passaporte das respectivas regiões”. A medida anunciada na noite de segunda-feira pelos Serviços de Saúde, tem como referência as “Recomendações para a Prevenção e Controlo da Doença por vírus Ébola” emitidas pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China. Três semanas de gestão Quem chegue a Macau com sintomas suspeitos da doença por vírus Ébola, e tenha estado nas regiões consideradas de alto-risco, será transferido de imediato para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação e exames mais aprofundados. Já os “indivíduos assintomáticos” serão sujeitos ao acompanhamento e gestão da saúde, durante 21 dias a contar do dia de entrada na RAEM, o mesmo período de incubação do vírus do Ébola. As pessoas abrangidas pela medida terão de “proceder à observação do seu estado de saúde diariamente”, e os Serviços de Saúde vão “monitorizar e acompanhar a saúde” dos mesmos. Se surgirem sintomas, “como febre, fadiga, dores de cabeça, dores de garganta, vómitos, diarreia ou hemorragia de causa desconhecida, devem recorrer imediatamente ao médico”. Se tiverem de se deslocar a instituições médicas por conta própria, as autoridades ressalvam que devem evitar os transportes públicos e “tomar medidas de protecção individual, evitando contactos físicos com outras pessoas”. Além disso, devem “informar, por iniciativa própria, os profissionais de saúde sobre o seu historial de viagens e eventuais contactos de risco” “Os Serviços de Saúde salientam que, actualmente, a avaliação do risco de ameaça da doença por vírus Ébola para Macau continua a ser considerada de baixo risco, sendo o risco geral para a saúde pública controlável”.
PJ | Empresário sul-coreano bate, rapta e viola namorada Hoje Macau - 27 Mai 2026 A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de um empresário sul-coreano que veio para Macau para tentar recuperar a ex-namorada e que acabou por agredi-la, raptá-la e violá-la. O caso foi divulgado ontem, através de uma conferência de imprensa da polícia. Segundo os contornos do caso, o suspeito tem cerca de 40 anos e viajou para a RAEM, depois de saber que a ex-namorada estava no território. Por sua vez, a vítima viajou sozinha para Macau e estava hospedada num hotel no Cotai, desde 22 de Maio. Quando chegou a Macau, o homem abordou a mulher e pediu-lhe permissão para irem para o quarto, para falarem, ultrapassarem o diferendo e esclarecem a situação entre ambos. A mulher não se opôs, e deixou o homem entrar. Durante a conversa, o homem partiu para as agressões batendo com a cabeça da mulher contra a parede. Além de impedi-la de sair do quarto, o agressor também a violou três vezes, até à manhã do dia seguinte. O caso foi descoberto, porque a família tentou ligar à vítima e estranhou o facto de a mulher não atender o telefone. Quando finalmente atendeu, a mulher foi forçada pelo agressor a dizer que estava tudo bem. No entanto, a família sentiu que algo estava mal, pelo que ligou para Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Quando a PSP chegou ao local verificou que a mulher estava ferida, pelo que contactou a PJ. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Finanças | E Fund estabelece-se em Macau Hoje Macau - 27 Mai 2026 A empresa de gestão de fundos E Fund foi autorizada a constituir uma sociedade em Macau, de acordo com a informação divulgada ontem no Boletim Oficial. Segundo o documento assinado por Sam Hou Fai, a actividade da E Fund Sociedade Gestora de Fundos de Investimento (Macau) vai ser limitada à gestão de fundos. A E Fund é uma empresa do Interior, fundada em 2001, com sede na cidade de Cantão no edifício Torre do Banco de Guangzhou. Tem como accionistas empresas do Interior, como a GF Securities, a Guangdong Yuecai Trust, a Guangdong Rising Holdings Group e ainda o fundo público Guangzhou Guangyong State Owned Assets Management. As acções da empresa Yuecai Trust pertencem a He Jianfeng, o filho do fundador do grupo Midea, ligada à produção de electrodomésticos. Desde 2008 que a E Fund tem uma representação em Hong Kong.