PISA | Alunos de Macau e Hong Kong menos criativos

O relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), intitulado “Resultados do PISA 2022 (Volume III): Mentes Criativas, Escolas Criativas”, conclui que sistemas com um desempenho bem acima da média da OCDE em Matemática, Leitura e Ciências, como os da “República Checa, Hong Kong (China), Macau (China) e Taipé Chinês”, ficaram próximos ou abaixo da média em pensamento criativo, descreve a Lusa.

O relatório avaliou as capacidades de pensamento criativo de estudantes em 64 países e economias em todo o mundo, tratando-se da primeira vez que a questão é analisada nesta avaliação da OCDE. Destaque para o facto de os estudantes de Singapura terem ficado em primeiro lugar, com “pontuações significativamente mais altas do que todos os outros países/economias participantes”, tendo atingido a média de 41 pontos num total de 60.

De um modo geral, os sistemas onde o desempenho em pensamento criativo é melhor estão entre aqueles que também tiveram um desempenho acima da média da OCDE nos conhecimentos a Matemática, Leitura e Ciência. No caso de Singapura, os estudantes tiveram sucesso em vários tipos de tarefas, sobretudo na resolução de problemas sociais, e na Coreia pontuaram mais que os restantes na resolução de problemas científicos e “em tarefas que exigiam que (…) avaliassem e melhorassem ideias”.

CEM | EDP conclui venda de participação por 100 milhões de euros

Ficou ontem concluída a venda pela EDP de parte da empresa que detinha cerca de 21 por cento da Companhia de Eletricidade de Macau-CEM à China Three Gorges. A transacção rende à eléctrica portuguesa perto de 100 milhões de euros. A maior acionista da CEM continua a ser a também estatal Nam Kwong Development, com 42 por cento

 

Depois do anúncio feito à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no final de Dezembro, foi ontem revelado que a EDP concluiu a venda à China Three Gorges de uma participação de 50 por cento que detinha na Energia Ásia Consultoria, empresa que detém 21,2 por cento da Companhia de Electricidade de Macau-CEM, por cerca de 100 milhões de euros.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a eléctrica adianta que “a Energia Ásia era uma subsidiária detida a 50 por cento pela EDP e 50 por cento pela ACE Asia Co. Ltd”, cujo único activo é a participação de 21,2 por cento na CEM, concessionária exclusiva nas actividades de transmissão, distribuição e comercialização de electricidade em Macau desde 1985.

“Esta transacção está totalmente alinhada com o Plano de Negócio 2023-2026 da EDP, permitindo a realocação do seu capital nas suas actividades principais”, salienta a mesma informação.

A restante estrutura da CEM é composta pela Nam Kwong Development (H.K.) Limited com 42 por cento da eléctrica, a Polytech Industrial Limited com 21 por cento, a Asiainvest – Investimentos e Participações S.A.R.L. com 10 por cento, a China Power International Holding Ltd com 6 por cento e o Governo da RAEM com 8 por cento.

Recorde-se que em 2014 a EDP tinha vendido à ACE Asia, participada pela CWEI Hong Kong, da CTG, a venda de 50 por cento da sua subsidiária EDP Ásia, Investimento e Consultoria, com um ganho de capital de 110 milhões para a eléctrica portuguesa.

Mudar de agulhas

De acordo com a informação disponível no site da EDP, a estatal chinesa China Three Gorges detinha a 31 de Dezembro do ano passado uma participação de 21,01 por cento na EDP e passa agora a ser accionista da CEM.

A alienação da participação na CEM pela EDP coloca um ponto final na presença de grandes empresas portuguesas em posições de relevo empresarial em Macau, em especial nos sectores energético e das telecomunicações. Há 11 anos, a Portugal Telecom vendeu à Citic a participação de 28 por cento que detinha da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), um negócio que rendeu à empresa portuguesa mais de 300 milhões de euros.

Só no sector financeiro encontramos a presença de grandes empresas portuguesas, nomeadamente o Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao universo da Caixa Geral de Depósitos, o BCP e a seguradora Fidelidade.

PIDDA | Taxa de execução no primeiro trimestre abaixo de 30%

No primeiro trimestre do ano, a taxa de execução do Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) foi de 29,8 por cento, revelou ontem a deputada Wong Kit Cheng, no final de uma reunião da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública. Citada pelo jornal Ou Mun, a deputada acrescentou que 49 dos projectos previstos não chegaram a ter orçamento autorizado, não tendo sido usada a verba que estava prevista para os projectos, no total de 750 milhões de patacas.

Destes 49 projectos, seis são da responsabilidade do Direcção dos Serviços de Obras Públicas e outros seis do Instituto Cultural e cinco do Instituto de Habitação. Seguem-se, todos com quatro projectos congelados, a Direcção dos Serviços de Finanças, Universidade de Macau e a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental.

Wong Kit Cheng indicou também que a comissão pediu ao Governo para explicar por que motivo foram suspensas as obras de optimização das ruas envolventes do Porto Exterior e dos Novos Aterros Urbanos no Lago Nam Van e a construção do 2.º Terminal de Passageiros do Aeroporto. Além disso, foram pedidas explicações sobre o aumento de orçamento para a construção da Linha Leste do Metro Ligeiro e o adiamento da data de conclusão da obra do Túnel da Colina de Taipa Grande para 2029.

Cantão | Neto de Belmiro de Azevedo é o novo cônsul-geral

Tomás Van Asch de Azevedo é o novo cônsul-geral de Portugal em Cantão. O diplomata, nascido em 1990, iniciou a carreira diplomática em 2016 e vai substituir Ana Menezes Cordeiro, que ocupava o cargo desde Setembro de 2021. A nomeação foi oficializada por despacho assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel

Tomás Van Asch de Azevedo é novo cônsul-geral de Portugal em Cantão. A nomeação foi oficializada mediante um despacho publicado no Diário da República que determina a transferência do diplomata do cargo de primeiro-secretário de Embaixada de Portugal no Luxemburgo para assumir funções na capital da província de Guangdong.

A nomeação produz efeitos à data da apresentação de Tomás Azevedo no consulado-geral da cidade de Guangzhou, também conhecida como Cantão, de acordo com o despacho assinado pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Termina assim a passagem de Ana Menezes Cordeiro por Guangzhou na qualidade de cônsul-geral de Portugal, cargo que ocupava desde Setembro de 2021. A responsável irá ser transferida para Portugal para desempenhar funções nos serviços internos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Currículo de vida

Nascido a 27 de Fevereiro de 1990, no Porto, Tomás van Asch de Azevedo é filho de Nuno Azevedo, o filho mais velho do empresário Belmiro de Azevedo, falecido em Novembro de 2017. Licenciado em Direito pela Universidade Católica do Porto, Tomás van Asch de Azevedo tirou o mestrado na mesma área académica e em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade de Stellenbosch na África do Sul.

Menos de dois anos depois de ingressar na categoria de adido de embaixada na carreira diplomática, Tomás van Asch de Azevedo foi designado adjunto do gabinete do Primeiro-Ministro António Costa, em Outubro de 2017.

O Consulado-Geral de Portugal em Cantão, abriu ao público a 26 de Junho de 2018 e a sua jurisdição cobre as províncias de Guangdong, Hainan, Hunan, Fujian e a Região Autónoma de Guangxi Zhuang, o que representa uma área de 783 200 quilómetros quadrados e uma população de 294 milhões de habitantes.

A abertura da representação diplomática na capital de Guangdong resultou de um acordo assinado entre a República Portuguesa e a República Popular da China em Pequim em Maio de 2016.

PME | Deputados mantêm preocupações

Vários deputados aproveitaram ontem o período antes da ordem do dia para apresentar interpelações sobre a ainda difícil situação económica das Pequenas e Médias Empresas (PME). José Chui Sai Peng entende que os apoios às PME “é uma questão social urgente”, sendo que a maioria das falências se explica com as “dificuldades que todo esse sector enfrenta”. Assim, o deputado pede medidas mais pormenorizadas de promoção “com base na resposta às expectativas dos turistas e nos estudos sobre os serviços prestados pelas PME”, a fim de se atraírem “mais turistas dispostos a visitar as lojas localizadas nas zonas comunitárias e dispersá-los”.

Também o deputado Wang Sai Man apontou que “as empresas devem adaptar-se às mudanças das necessidades dos consumidores, oferecer produtos e serviços mais atractivos, reforçar a construção de marcas e aumentar a competitividade”. Uma das medidas que deveria ser adoptada pelo Executivo, defende o deputado, passa por “rever e optimizar a estrutura dos recursos humanos e as políticas de apoio às micro e PME, simplificando e optimizando os serviços e procedimentos”.

Já Ip Sio Kai, acredita que o Governo poderia recorrer a uma medida adoptada em plena pandemia, o “Plano de bonificação de juros de créditos bancários para aliviar o impacto negativo da epidemia nas empresas em 2022”, para ajudar as PME das zonas comunitárias “que foram mais afectadas pela epidemia e que não conseguiram beneficiar da actual recuperação económica”, tendo em conta também “o aumento das taxas de juros dos empréstimos em dólares de Hong Kong e em patacas”.

Habitação | Lei de Transmissão passa com voto contra de Ron Lam

O deputado Ron Lam U Tou voltou a votar contra na votação, na especialidade, do regime de transmissão de casas económicas e habitação intermédia, que decorreu ontem no hemiciclo. Na sessão plenária foram ainda votados mais três diplomas

 

Foi o assumir de uma posição forte até ao fim: o deputado Ron Lam U Tou voltou ontem a votar contra, na especialidade, o regime de transmissão de fracções autónomas de edifícios afectos à habitação económica e habitação intermédia, tal como já tinha feito na votação do mesmo diploma, na generalidade, em Fevereiro deste ano, que teve, de resto, 31 votos a favor.

De resto, os deputados apoiaram esta proposta do Governo que pretende “simplificar e agilizar o procedimento de concessão” das casas, para que “as fracções autónomas dos edifícios construídos em terrenos do domínio privado do Estado, afectos a habitação económica e intermédia, sejam adquiridas directamente ao Governo” ao invés do Instituto da Habitação (IH), que até à data seria o concessionário das casas, lê-se na nota justificativa do diploma.

Até ao momento, e segundo a Lei de Terras em vigor, o IH “como qualquer outro promotor particular titular de uma concessão de terreno”, transmitia “aos adquirentes das fracções autónomas o direito resultante da concessão, incluindo a propriedade da respectiva fracção”.

De frisar que esta legislação tem como contexto o plano do Governo de vir a construir, no futuro, habitação intermédia para a classe média, também chamada de “classe sanduíche”.

Concessões definitivas

Durante a análise na especialidade, por parte de uma comissão permanente da Assembleia Legislativa, uma das questões levantadas pelos deputados prendeu-se com a forma como os compradores das casas iriam ser tornados concessionários, se tal seria feito mediante assinatura de um contrato. Com base no parecer da comissão, o Governo explicou, na altura, que a concessão será feita “através da outorga da escritura pública da primeira transmissão de fracções autónomas do edifício”, sendo que “a escritura pública em causa só é outorgada após a emissão da licença de utilização do edifício”, pelo que “a concessão é, desde logo, definitiva”.

Assim sendo, coloca-se um ponto final nos contratos de concessão de terrenos celebrados entre o Governo e o IH ou adquirentes de fracções autónomas, sendo apenas celebrados contratos de compra e venda de fracções com conteúdos idênticos aos acordos em vigor.

Também na especialidade, foi votado o regime jurídico do controlo de armas e coisas conexas, a alteração à lei de 2020 relativa à governação electrónica e de 2022, que regula o “envio de peças processuais e pagamento de custas por meios electrónicos”.

Finalmente, foi apresentado e votado, na generalidade, a proposta de lei sobre o regime de gestão dos vendilhões dos mercados, que vai agora para análise na especialidade no hemiciclo.

TUI | Ex-contabilista de organização criminosa recupera relógio

Um antigo contabilista de uma organização criminosa que se dedicava à prostituição apenas conseguiu recuperar um relógio que tinha sido apreendido no contexto do processo de condenação e desmantelamento desta organização, perdendo elevadas quantias de dinheiro.

Segundo o acórdão do Tribunal de Última Instância (TUI), o homem desempenhou, entre os anos de 2012 e 2019, um “papel relevante de gerente de contabilidade” na referida associação criminosa, desmantelada em 2019.

O Tribunal Judicial de Base (TJB) condenou, em 2022, o homem pela prática dos crimes, em co-autoria material e de forma consumada, de participação em associação criminosa e de trinta crimes de exploração de prostituição. Assim sendo, foi definida uma pena de cinco anos e seis meses de prisão por cúmulo jurídico.

O homem viu ainda serem-lhe apreendidos dinheiro e objectos, onde constava o relógio e ainda um telemóvel, porque as autoridades consideraram estarem ligados aos crimes cometidos pela organização. Foi apreendido, em dinheiro vivo, 24 mil patacas, 36 mil dólares dólares de Hong Kong e ainda mais 2.451 milhões de dólares de Hong Kong.

Sem provas

Após a decisão do TJB, o réu recorreu, mas o Tribunal de Segunda Instância (TSI) reduziu-lhe a pena em apenas três meses, mantendo o dinheiro e objectos apreendidos.

O homem alegou sempre que o dinheiro apreendido pertencia aos seus bens pessoais, sendo oriundo de investimentos e “bens restantes do encerramento do negócio do pai”, e que nada tinha a ver com a actividade criminosa pela qual foi condenado. Porém, o TUI entendeu não existirem provas disso. “Não havia elemento algum que demonstrasse a existência de outro provento legal do recorrente”, lê-se no acórdão. Relativamente ao relógio, o TUI entendeu “não haver, no caso, prova que demonstrasse que o relógio apreendido era instrumento ou produto dos crimes”, pelo que pôde ser devolvido ao seu proprietário.

Condições de trabalho

A semana passada, circularam em websites online várias publicações sobre as condições de trabalho em Hong Kong. A primeira assinalava que os habitantes de Hong Kong adoram trabalhar e, por isso, acabam por ficar sobrecarregados com horas extraordinárias. Alguns chegam a morrer devido ao excesso de trabalho, problema que ficou conhecido como “morte por trabalho em excesso”. Actualmente, Hong Kong ainda não tem legislação para regular este problema.

A julgar pelos dados estatísticos, nos cinco anos que medeiam entre 2018 e 2022, ocorreu no sector industrial de Hong Kong um total de 724 mortes causadas por acidentes de trabalho ou por doenças profissionais, cerca de um quarto das que ocorrerem no sector comercial e no sector de serviços. Em 2021 e em 2022, morreram mais trabalhadores no sector da segurança e da construção.

Outra das notícias teve origem na partilha online da experiência de uma trabalhadora. Depois de se mudar para o novo emprego, ficou muito satisfeita com as condições de trabalho porque podia sair a tempo e horas. Mas depois descobriu que outros colegas tinham de fazer horas extraordinárias e só podiam sair às 22.00h. Alguns dias mais tarde, o patrão chamou-a porque ela não estava a trabalhar até mais tarde, o que significava que não estava bem integrada.

A trabalhadora manifestou a sua perplexidade na publicação e perguntava: Porque é que ainda continuam na empresa e fazem horas extraordinárias de graça depois de completarem o vosso horário de trabalho? Muitos internautas responderam a esta publicação para manifestar o seu apoio à trabalhadora. Alguns deles chegaram a sugerir que ela se devia despedir.

A terceira publicação vinha de um trabalhador. Este homem disse que enquanto estava no estrangeiro, durante as férias, tinha recebido mensagens de trabalho enviadas pelo patrão, mas só as leu e não respondeu, precisamente porque estava de férias. Por causa disso, quando voltou à empresa, foi chamado pelo patrão que lhe disse que, embora estivesse de férias, deveria ter respondido às mensagens para que os colegas pudessem trabalhar. O empregado afirmou que, depois de verificar as mensagens, não lhe pareceram assuntos urgentes e que poderiam ser tratados pelos colegas e por isso não respondeu. Sem que tivesse esperado, o patrão acusou-o de incompetência. Na publicação, expressou a sua opinião sobre o assunto – “Será que competência significava estar em viagem durante as férias e responder às mensagens de trabalho simultaneamente?”

É fácil compreender a expressão “esgotamento pelo trabalho” que significa que as pessoas que se envolvem demasiado no trabalho podem vir a sofrer problemas físicos e fadiga mental que lhes afecta a saúde.

Porque é que este fenómeno é frequente em Hong Kong? Parte da justificação pode ter a sua origem na legislação laboral da cidade. Embora esta legislação tenha sido revista por diversas vezes desde a sua implementação em 1970, os princípios básicos permaneceram inalterados. A sociedade de Hong Kong da década de 70 do século passado, valorizava a auto-suficiência e a capacidade de “tomar conta de si próprio” por isso os benefícios para os trabalhadores não eram generosos. Com o desenvolvimento trazido pelos novos tempos, o ambiente de trabalho em Hong Kong e o estilo de vida das pessoas e as suas necessidades também mudaram. O Governo de Hong Kong esperava melhorar os benefícios laborais e reviu as leis do trabalho várias vezes. Não é difícil de perceber que se os trabalhadores tiverem mais benefícios os empregadores terão de pagar mais, o que pode facilmente provocar insatisfação no sector do patronato. Estamos a falar de medidas como o Fundo de Previdência Obrigatório, implementado em 2000 e a utilização antecipada do Fundo de Previdência Obrigatório para compensar pagamentos de serviços prolongados.

Outro motivo, que também representa um problema sério na sociedade de Hong Kong, é o preço elevado da habitação. O salário médio em Hong Kong é de cerca de 20,000 dólares de HK mensais. As informações que circulam na Internet mostram que depois de receber o salário, os hongkongers não podem comer, nem beber e, só depois de 20 anos, têm condições para comprar um apartamento.

Os elevados preços da habitação e a pressão da vida diária forçam as pessoas a trabalhar arduamente, por isso não é surpreendente que o trabalho em excesso ocorra frequentemente. Quanto à questão levantada pela trabalhadora que afirmava que na sua empresa as horas extraordinárias não eram pagas, o sistema jurídico da common law, em vigor em Hong Kong, tem precedentes claros que indicam que o trabalho extraordinário implica contribuição extraordinária para a empresa e que tem de ser pago. Portanto, o pagamento do trabalho extraordinário não é um assunto que se possa discutir. Do ponto de vista jurídico, mesmo que só se trabalhe um minuto para além do horário estabelecido, o empregado tem de ser devidamente compensado por esse tempo extra.

No entanto, na realidade, isso é realmente difícil de fazer. Tanto os empregadores como os trabalhadores compreendem que muitas tarefas não podem ser concluídas em horário comercial e que períodos curtos de trabalho extraordinário são inevitáveis.

Algumas empresas tentam resolver o problema do trabalho extraordinário estipulando que a primeira hora que os empregados trabalham após concluírem o seu horário normal não é considerada tempo extra. Embora esta norma esteja mais de acordo com a realidade, o empregado é pago por esse período adicional. Se o trabalhador não concordar, esta norma será dificilmente implementada. Ao mesmo tempo, este método tem o potencial para ser controverso.

Em relação às mensagens de trabalho referidas no terceiro ponto, não existe actualmente em Hong Kong legislação adequada para regular se os trabalhadores devem ou não responder às mensagens dos patrões fora do horário de trabalho. Anteriormente, nesta coluna, analisámos se deveria ser introduzida legislação para regular este assunto. Se os leitores estiverem interessados, podem reler os artigos anteriores, cujo conteúdos não voltaremos a repetir.

No seu todo, estas três publicações reflectem em certa medida as condições de trabalho em Hong Kong. A sobrecarga de trabalho nunca é positiva para os empregados nem para os empregadores. As questões do trabalho extraordinário e de responder a mensagens fora do horário de trabalho podem, em certa medida, ser resolvidas através de negociação. Só quando estes problemas foram devidamente resolvidos podem as condições de trabalho em Hong Kong ser melhoradas e os empregados e os empregadores mais beneficiados.


Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau
Professor Associado da Escola de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau
Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk

China espera que Europa “retire os óculos da ideologia”

A China espera que a Europa “retire os óculos da ideologia” e respeite regras para evitar o “lançamento de políticas e iniciativas anti-globalização e exagero do conceito de segurança nacional”, segundo o embaixador do país em Portugal.

Numa conferência em Lisboa, Zhao Bentang, abordou ontem como a “chamada ‘redução dos riscos’ é uma falsa proposta” e que a “cooperação económica e comercial entre a China e a UE (União Europeia) é bem fundamentada, frutuosa e promissora”.

“Espera-se que a parte europeia retire os óculos coloridos da ideologia, exclua a interferência externa, adira à autonomia estratégica, e forme uma percepção independente e objectiva da China”, afirmou o embaixador, para quem deve ser continuada uma “política proactiva e racional”, além do respeito por “normas básicas de uma economia de mercado” e cumpridas as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para “evitar o lançamento de políticas e iniciativas anti-globalização e exagero do conceito de segurança nacional”.

O diplomata defendeu ainda que os novos produtos energéticos resultam de “vantagens comparativas e da lei do mercado”, garantindo que não existem subsídios proibidos pela OMC.

“Para a nova indústria de energia da China, o ‘excesso de produção’ é um disparate, é um pretexto para o proteccionismo”, adiantou o mesmo responsável, recusando ainda que haja ‘dumping’, uma vez que os “preços de exportação também estão em conformidade com as leis do mercado, não há problema de dumping”.

Perdas a dobrar

Na sua intervenção, o embaixador considerou, assim, que “defender a bandeira do desenvolvimento ecológico e, ao mesmo tempo, usar o bastão do proteccionismo para restringir as exportações chinesas” como veículos eléctricos “é uma atitude típica de dois pesos e duas medidas”.

Zhao Bentang argumentou que essa atitude “não só prejudicará a transformação ecológica da economia mundial, como também os esforços globais de combate às alterações climáticas, resultando numa situação de dupla perda”.

Na semana passada, a China tinha avançado que “reserva o direito” de apresentar uma queixa à OMC depois de a UE anunciar possíveis aumentos das tarifas de importação de veículos eléctricos chineses.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, o executivo comunitário indicou que, provisoriamente, as importações de veículos elétricos da BYD passarão a ser taxadas em 17,4 por cento, da Geely em 20 por cento e da SAIC em 38,1 por cento, sendo estas as marcas incluídas na amostra investigada.

A Comissão estabeleceu, a título provisório, ser “do interesse da UE remediar os efeitos das práticas comerciais desleais detectadas, mediante a instituição de direitos de compensação provisórios sobre as importações de veículos eléctricos provenientes da China”.

Para além dos três mencionados, outros construtores chineses de carros eléctricos que cooperaram com a investigação, mas não foram incluídas na amostra serão taxadas em 21 por cento e as que não cooperaram em 38,1 por cento.

Guerra e paz

Na conferência de ontem o diplomata afirmou ainda como Pequim “compreende o impacto da crise ucraniana nos povos da Europa”, não sendo a China “nem criadora nem parte ou participante”, mas que tem “desempenhado um papel construtivo na promoção de uma resolução pacífica da crise” e fornecido apoio humanitário à Ucrânia.

Sobre o conflito israelo-palestiniano, a “China insiste em que a saída fundamental (…) reside na criação de um Estado palestiniano independente”.

“A história tem provado repetidamente que a causa principal da repetida instabilidade da situação israelo-palestiniana é a falta de aplicação efectiva das resoluções das Nações Unidas, a erosão contínua da base da solução de dois Estados e o desvio do processo de paz do Médio Oriente do caminho certo. A China está pronta a reforçar a cooperação com todos os países amantes da paz e a contribuir para o restabelecimento da paz no Médio Oriente”.

O aniversário das flores no álbum de Dong Gao

Cui Xuanwei, um velho eremita daoísta que vivia a Leste de Luoyang na dinastia Tang, regressava de uma longa jornada em busca de ingredientes para fazer um elixir, quando notou com admiração que plantas silvestres cresciam no seu jardim abandonado.

No fim desse belo e inesperado dia de Primavera, a meio de uma noite banhada pelo luar, sentiu uma leve brisa e, do lado de fora da casa, apareceu-lhe uma jovem que, com as suas irmãs, lhe pediu abrigo para passar essa noite. Entraram no pátio doze ninfas que lhe explicaram que precisavam de se refugiar ali porque nesta altura do ano estavam sujeitas a grandes ventanias.

Ele aceitou acolhê-las e, quando elas partiram no dia seguinte, dando-lhe como recompensa umas singulares pétalas que ele usou num remédio que lhe garantiu uma longa vida, disseram-lhe para colocar do lado oriental da casa uma bandeira vermelha.

No ano seguinte quando, numa manhã de Fevereiro veio uma tempestade, as flores do jardim permaneceram intactas e assim sucedeu todos os anos a seguir. A história que associa os ventos chuvosos do fim do Inverno ao despontar das flores é relatada na Extensa relação da era Taiping xinguo (Taiping guangji) do século X, mas só publicada na dinastia Ming, retomada entre outros por Feng Menglong. E é referida como estando na origem da «Festa da manhã das flores» (Huazhaojie) que se celebra em Pequim no décimo quinto dia do segundo mês lunar e explica a razão do uso nesse dia das bandeirolas vermelhas.

À comemoração das flores também se quiseram associar os literatos. O filho de um eminente pintor e funcionário imperial, Dong Bangda (1699-1769) encontraria uma forma original e engenhosa para celebrar as boninas.

Dong Gao (1740-1818), igualmente funcionário imperial influente que também foi poeta e pintor, faria um álbum de doze folhas com vinte e quatro pinturas, todas acompanhadas de poemas e que está no Museu do Palácio Nacional, em Taipé, designado Ventos floridos da promessa.

Partindo da ideia de que a chegada dos ventos da Primavera mostravam o cumprimento anual de um compromisso dos Céus de conceder a beleza e as cores ao Mundo para serem apreciadas por quem as soubesse admirar, ele ilustra os vinte e quatro ventos da promessa com flores que desabrocham nesse período de quatro meses. E que correspondem a oito termos solares (jieqi) do antigo Calendário lunisolar conhecido já na dinastia Zhou (1050-771 a.C.), chamado Tang li ou Nongli. Começando a seguir ao solstício de Inverno, no vigésimo terceiro termo chamado «pequeno frio» (xiaohan) quando «a energia do yang começa a aumentar» no início de um novo ciclo, Dong mostra a abundante variedade da natureza desde as flores da ameixieira (meihua) até às perfumadas e quase púrpuras flores da amargoseira do Himalaia (melia azedarach, fulin) no sexto período, da «chuva do milho» (guyu).

Redes sociais | Facebook destronado por WhatsApp após nove anos a liderar

O Facebook foi destronado pelo WhatsApp como a rede social mais utilizada em geral, depois de nove anos na liderança, de acordo com o relatório Reuters Digital News Report 2024, ontem divulgado.

Após nove anos a figurar como a rede social mais utilizada em geral, o Facebook (64 por cento) foi destronado pela ‘app’ de mensagens WhatsApp (65 por cento), também ela propriedade da Meta, refere o 13.º relatório anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ).

“A plataforma de ‘streaming’ Youtube, propriedade da Google, é utilizada por 59 por cento dos respondentes, o Instagram por 51 por cento e o Facebook Messenger por 41 por cento”, segundo as conclusões do estudo. A rede social TikTok, propriedade da empresa chinesa ByteDance, é utilizada por 22 por cento.

“No entanto o Facebook, continua a ser a plataforma mais usada para consumo de notícias (35 por cento), seguida pelo Whatsapp (23 por cento), Youtube e Instagram (com a mesma percentagem 21 por cento)”, enquanto o X (ex-Twitter) “é usado apenas por 11 por cento, para fins gerais e seis por cento para consumo de notícias”, segundo o estudo.

Destaque para uma “pequena quebra na utilização de todas as redes, sem excepção, quer em termos gerais quer para fins informativos, não só entre os mais velhos como também entre os jovens”.

Razões de quebra

Apesar de não ter havido qualquer tipo de mudança na configuração metodológica do Digital News Report 2024 face aos anos anteriores, “e sendo esta uma tendências geral, identificada em praticamente todos os 47 mercados em estudo, há duas razões que podem justificar esta diminuição: as relacionadas com o uso, nomeadamente a saturação/aborrecimento com este tipo de plataforma e razões de mercado, com a crescente fragmentação das audiências e, por consequência, das redes, bem como uma mudança na estratégia das plataformas”, refere o relatório.

Em termos de fontes de notícias das redes sociais, “há diferenças entre as redes, com o TikTok a destacar-se como a rede em que os utilizadores mais têm os seus pares como fontes (55 por cento), seguida pelo Facebook (44 por cento).

Já no X é dada maior atenção a actores políticos (51 por cento) a marcas de notícias ou jornalistas alternativos (47 por cento). Portanto, a rede TikTok é rede onde a comunicação social menos tende a ser utilizada como fonte de notícias (23 por cento), sendo importante salientar que estamos a falar de redes em que as marcas de notícias têm diferentes graus de presença e estratégias comunicacionais”.

O Reuters Digital News Report 2024 (Reuters DNR 2024) é o 13.º relatório anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ). O inquérito foi realizado em 47 mercados, tal como Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Taiwan, Tailândia, Singapura e Austrália, entre outros. O trabalho de campo foi realizado no final de Janeiro e início de Fevereiro.

FRC | Mostra de pintura em porcelana com obras de Rui Calado

É hoje inaugurada na Fundação Rui Cunha (FRC) a mostra “Desafios Orientais”, da autoria de Rui Calado. A exposição conta com organização da Casa de Portugal em Macau e está integrada no programa das comemorações do 10 de Junho e do Mês de Portugal em Macau.

Segundo um comunicado da FRC, são apresentados 50 trabalhos de pintura em porcelana, nomeadamente objectos e placas rectangulares, quadradas e redondas, e que se realizaram, ao longo dos últimos quatro anos, “num processo de resposta sistemática e contínua a estímulos indutores de novas realizações”.

“Está bem patente nos trabalhos apresentados que foi o fascínio do Oriente e a notável tradição chinesa na produção deste tipo de artefactos que inspiraram a valorização, através da pintura decorativa, de um conjunto de peças de porcelana branca com formas e tamanhos muito variados”, é referido.

Rui Calado tem uma longa carreira profissional como médico especialista em Saúde Pública e Epidemiologia, exercida em Portugal, Timor-Leste e Macau. Não imaginava vir a aventurar-se pelo trilho das artes, mas “a inquietação e a irresistível atracção por novos desafios” encarregou-se de o seduzir. Conforme relata o próprio, “o encanto e o espanto sentido, aquando da conclusão do primeiro trabalho, foi o detonador desta caminhada, caracterizada pela sistemática procura de novas respostas, de crescente complexidade”.

O atelier da Casa de Portugal em Macau deu-lhe a oportunidade de experimentar esta arte, e o “insistente convite da natureza para enfrentar novos projectos” fez o resto. Não mais largou a porcelana, os coloridos pigmentos, e a magia da mufla que dá vida a cada nova criação, aqui patente nesta sua primeira apresentação em nome individual.

10 de Junho | Exposição apresenta peças da Vista Alegre e Bordallo Pinheiro

Pode ser vista até ao dia 4 de Agosto a mais recente exposição integrada no cartaz das celebrações do 10 de Junho. Trata-se de “Made with Love”, uma iniciativa patente na galeria AMAGAO, no Grand Lapa, que apresenta o que de melhor se faz nas marcas portuguesas de loiça e cerâmica Vista Alegre e Bordallo Pinheiro

 

Quando se pensa em objectos que verdadeiramente representam a cultura portuguesa, é comum pensar-se em loiça e cerâmica. E há duas marcas que saltam à vista pelo reconhecimento internacional há muito obtido: a Vista Alegre e a Bordallo Pinheiro.

Estas marcas são protagonistas da mais recente exposição inaugurada no âmbito das comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, e que está patente na galeria AMAGAO, no hotel Artyzen Grand Lapa, até ao dia 4 de Agosto.

“Made with Love”, o nome da mostra, visa “celebrar a criatividade portuguesa” em conjugação com o lado prático desta arte, descreve um comunicado oficial. Apresentam-se, assim, obras da Vista Alegre, uma marca fundada em 1824 por José Ferreira Pinto Basto.

À época, quando Portugal começava a dar os primeiros passos na industrialização, a Fábrica de Porcelanas Vista Alegre foi a primeira unidade industrial dedicada à produção de porcelana em Portugal. Já a Bordallo Pinheiro é “fruto da paixão do seu fundador pela arte cerâmica portuguesa”, sendo hoje “uma marca mundialmente apreciada e procurada por um público cada vez mais diversificado, revelando a sua originalidade”. No total, “Made with Love” apresenta 100 peças.

Um mundo imenso

Citado pelo mesmo comunicado, Victor Hugo Marreiros, design e artista macaense, e que é também sócio-gerente da galeria AMAGAO, afirmou que o que é mostrado em “Made with Love” é “uma pequena amostra da vastidão do campo da arte e do design portugueses no mundo da produção criativa”. “Acreditamos que esta é uma forma adequada de nos associarmos à celebração do Dia Nacional de Portugal”, acrescentou.

No caso de Rutger Verschuren, vice-presidente da área de operações de Macau do grupo hoteleiro Artyzen e director-geral do Artyzen Grand Lapa Macau declarou que se trata de “uma exposição notável”, que apresenta “uma nova abordagem da Galeria AMAGAO para apresentar um tipo de trabalho artístico – porcelana e cerâmica – nunca antes visto aqui. Não são apenas criações artesanais, mas muitas são também práticas. Estou confiante de que esta exposição irá atrair um novo grupo de entusiastas da arte”, comentou. O responsável lembrou também que “a porcelana e a cerâmica podem ser consideradas como uma espécie de linguagem entre o Oriente e o Ocidente”.

Menu muito próprio

Além da mostra, o 10 de Junho também se irá celebrar no Grand Lapa com um menu especial servido no Café Bela Vista até final deste mês. O menu tem como título “Comer e Beber à Portuguesa” e será servido de segunda a quinta-feira, contando com quatro pratos tipicamente portugueses, como salada de polvo braseado com vinagrete de limão, pastéis de bacalhau servidos com molho tártaro, caldo verde e sobremesas.

Gastronomia | Sabores de cidades da UNESCO na Doca dos Pescadores

O programa Demonstração de Cidades de Gastronomia vai encher de cheiros e paladares a Doca dos Pescadores até ao próximo domingo, com chefs convidados dos cinco cantos do mundo. À beira rio serão cozinhadas iguarias de países como Irão, Grécia, Peru, Brasil, Bolívia, Malásia e Líbano

 

Quem ainda não teve oportunidade de ir à Docas dos Pescadores saborear pratos e petiscos das representações das várias cidades que participam nas Demonstrações de Cidades de Gastronomia tem até a domingo para o fazer. O evento, que começou na sexta-feira, conta com a participação de chefs convidados em representação de 26 cidades criativas da UNESCO em gastronomia da Ásia, Europa, África, Oceânia, América do Sul e América do Norte. Hoje serão feitas demonstrações de Launceston (Austrália), Tsuruoka (Japão), Bohicon (Benim), Paraty e Belém (Brasil), Zahlé (Líbano) e Östersund (Suécia). As apresentações decorrem todos os dias entre as 15h30 e as 22h.

As demonstrações marcadas para amanhã vão estar a cargo de chefs de restaurantes das seis operadoras de jogo. Nos restantes dias serão apresentadas iguarias das Filipinas, Grécia, Estados Unidos, Peru, Bolívia, Equador, México, Itália, Irão, Tailândia, Malásia e Equador.

“Durante as demonstrações, os chefs dos vários países e regiões partilham técnicas e conhecimentos culinários, seguidas de degustação gratuita, para que os visitantes e residentes possam experienciar de perto a cultura gastronómica e sabores característicos de cada Cidade Criativa de Gastronomia”, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) em comunicado.

Juntos à mesa

A Doca dos Pescadores acolhe ainda 100 bancas de gastronomia asiática na Avenida da Gastronomia Internacional. O local dispõe de cerca de 700 lugares para refeições, zona de jogos e um bar na zona da marina.

Nos primeiros dias, passaram pelas Docas dos Pescadores aromas de Macau e das cidades chinesas de Chengdu, Yangzhou, Huai’na, Chaozhou e Shunde. Além das demonstrações estão montadas bancas de 12 cidades asiáticas “para despertar o paladar com degustação gratuita”, revelou a DST.

Aí serão servidos pratos como o frango dourado com molho de alho, cubos de bife com sabor especial (Chengdu), folhado de taro em formato de cisne, enguia Teriyaki com vegetais sazonais (Shunde), peixe frito Cuizhu, arroz frito (Yangzhou), robalo em formato de esquilo agridoce, abalone com tofu Pingqiao (Huai’an), intestino de porco recheado tradicional com enguia e barriga de porco, Primavera em harmonia (Chaozhou).

Para representar os paladares locais foram selecionados chefs da Associação de Cozinha de Macau, da Confraria da Gastronomia Macaense e das seis empresas de turismo e lazer integrado. Na ementa vão estar “duo de camarão macaense, garoupa em molho agridoce, galinha portuguesa, capela, sandes de leitão assado, pastel de caranguejo com caril, bacalhau à brás, caldeirada de peixe e ameijoas, empadas de camarão, pastéis de nata da Avó Rosa, porco balichão, galinha africana e arroz de marisco português”.

Avenida do Nordeste | Adjudicada construção de corredor aéreo

O consórcio formado pela companhia de fomento predial Sam Yau e companhia de decoração San Kei Ip será o responsável pela construção do corredor aéreo na Avenida do Nordeste. Segundo a informação ontem divulgada pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), a obra foi adjudicada pelo valor superior a 248 milhões de patacas tendo como prazo 702 dias de trabalho, divididos por várias fases.

Assim, espera-se que a primeira fase da obra possa estar concluída ao fim de 216 dias de trabalho, a segunda “meta obrigatória” deverá ser realizada em 513 dias de trabalho e a terceira fase em 594 dias. Por sua vez, estima-se que a quarta fase da obra possa estar concluída em 351 dias, enquanto a quinta e última fase deverá ficar feita em 567 dias.

Recorde-se que, para este concurso público, foram apresentadas 12 propostas, tendo sido excluída uma, com valores que oscilavam entre 229 e 258 milhões de patacas. As obras deverão arrancar no segundo trimestre deste ano, abrangendo a construção de uma travessia pedonal na Avenida do Nordeste com cerca de 600 metros de comprimento.

A ideia é fazer a ligação ao corredor comum do bairro social da Venceslau de Morais. Depois, na segunda zona, será construído um corredor pedonal no parque urbano da Areia Preta com a cobertura de protecção contra chuva com cerca de 700 metros de comprimento. Já a terceira zona terá uma passagem superior para peões interligada no cruzamento entre a Avenida Primeiro de Maio e a Avenida Leste do Hipódromo.

Terrenos | Exigido plano detalhado para utilização

Nelson Kot, presidente da Associação de Estudos Sintético Social de Macau, defende que as autoridades devem elaborar um plano detalhado para a utilização dos terrenos recuperados pela Administração e pede que sejam traçadas utilizações provisórias até ser decretada a finalidade definitiva dos espaços em causa. A deputada Ella Lei concorda

 

O presidente da Associação de Estudos Sintético de Macau, Nelson Kot, e ex-candidato às eleições legislativas, defende que o Governo deve criar um plano detalhado sobre o aproveitamento dos terrenos que já passaram para a hasta pública.

Segundo o Jornal do Cidadão, Nelson Kot considera que a definição de um plano desta natureza deve ser uma prioridade para o Executivo, alertando para a necessidade de tempo para a sua execução. O calendário, apontou, deve ser elaborado consoante a finalidade e utilização pensadas para os diversos terrenos anteriormente concessionados.

Nelson Kot destacou que só através da concretização deste plano será possível esclarecer, junto da população, a utilização que os terrenos vão ter, a fim de se garantir um uso eficiente dos solos. Uma vez que este Governo está prestes a chegar ao fim, pois aproximam-se as eleições para o cargo de Chefe do Executivo, Nelson Kot prevê que os actuais secretários e chefes de departamento não tenham tempo para elaborar o plano proposto.

O calendário sugerido teria de definir, segundo a visão de Nelson Kot, estatísticas sobre as instalações sociais necessárias, nomeadamente na zona norte, onde existe uma maior densidade populacional. Caso haja terrenos livres, devem ser pensados para a construção de pavilhões, centros de saúde ou bibliotecas, para que os residentes destas zonas possam desfrutar de serviços públicos com base na densidade populacional existente.

Nelson Kot não esqueceu as recentes palavras do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, que defendeu que os terrenos recuperados ficarão de reserva. Para o dirigente associativo, os terrenos não devem ficar vazios por muito tempo, devendo servir para o desenvolvimento do território. Caso o Executivo mantenha terrenos vazios de reserva, sem os aproveitar, estes vão perder valor, defendeu. Nelson Kot acredita que estes espaços poderiam ter utilizações provisórias até se traçar uma finalidade definitiva, seja habitação, comércio ou área social e recreativa.

Fala com Ella

Por seu turno, a deputada Ella Lei também concordou que os terrenos possam ser usados para outra finalidade temporária antes de se definir o destino definitivo. A deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau falou, ao mesmo jornal, dos exemplos dos sectores da construção, transportes e ambiental, que apresentam constantes queixas sobre a falta de espaço para a colocação de materiais de construção e maquinaria pesada. Assim, o Governo poderia elaborar um regime de gestão de terrenos temporária, com arrendamento dos espaços livres a empresas que deles necessitassem.

Para a deputada, esta proposta poderia fazer com que estes sectores económicos pudessem ter espaço suficiente para desenvolver as suas actividades, além de que o Executivo iria obter receitas extra. Acima de tudo, disse Ella Lei, os terrenos poderiam continuar a ser aproveitados de forma eficiente até ficar definida a finalidade definitiva de utilização.

Emprego | Lançado plano para área da hotelaria

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) associou-se à operadora de jogo MGM para criar o “Plano de desenvolvimento do potencial de quadros qualificados na hotelaria da MGM”, cujo prazo de candidaturas arranca hoje. A ideia é que os candidatos possam ser contratados primeiro, obtendo depois uma formação especializada na área da hotelaria.

Existe um total de 18 vagas, distribuídas em três vagas para a área das tecnologias digitais e informática e 15 para a área de gestão. Aos candidatos admitidos, a MGM promete providenciar “uma série de formações profissionais e em contexto de trabalho”, destaca-se num comunicado da DSAL.

Todos os que obtiverem bom aproveitamento “terão a oportunidade de progressão e ajustamento salarial, impulsionando-se, desta forma, o desenvolvimento da carreira profissional e a mobilidade ascendente dos residentes de Macau que estão interessados em ingressar no sector dos serviços em turismo e lazer integrados”, lê-se ainda. As candidaturas terminam a 24 de Junho. As entrevistas decorrem nos dias 3 e 4 de Julho.

Licença de maternidade | Subsídio para empregadores prolongado

O subsídio complementar à licença de maternidade vai ser prolongado, mas apenas para empresas com menos de 100 trabalhadores. Esta foi a principal novidade saída da reunião de ontem da Concertação Social. O patronato defende que os subsídios deviam abarcar todas as empresas

 

Após a reunião de ontem do Conselho Permanente de Concertação Social, o Governo anunciou uma nova ronda do “subsídio complementar à remuneração paga na licença de maternidade” provisório, desta vez destinado apenas a pequenas e médias empresas, com menos de 100 trabalhadores.

O subsídio começou a ser distribuído depois da revisão legal que alargou a licença de maternidade de 56 para 70 dias, que entrou em vigor a 26 de Maio de 2020, e teria como limite máximo 14 dias de renumeração base. O subsídio foi apresentado como uma medida para aplicar durante um período transitório, “permitindo aos empregadores adaptar-se, de forma gradual, às despesas económicas causadas pelo aumento do número de dias de licença de maternidade”. O chamado período de transição terminou a 25 de Maio do ano passado.

Desta feita, a nova ronda de subsídios de apoio à licença de maternidade irá deixar de fora as empresas com mais de 100 empregados, situação que mereceu críticas por parte dos representantes do patronato.

O Governo declarou que o objectivo da nova ronda de subsídios é garantir “os direitos e interesses laborais das trabalhadoras e a compreensão com a situação de funcionamento das pequenas e médias empresas, e responder de forma activa às solicitações da sociedade”.

Grandes de fora

A alteração no escopo do plano de apoios foi justificada com os dados estatísticos da aplicação do programa entre 2020 e 2023. Durante este período, beneficiaram do subsídio complementar 1.360 trabalhadoras residentes, universo que representou apenas 16,7 por cento do número total das trabalhadoras que deram à luz o bebé em Macau no período homólogo.

Durante estes três anos, o montante total dos subsídios complementares aprovados pelo Fundo de Segurança Social foi de cerca de 14,3 milhões de patacas.

Em relação às beneficiárias do subsídio, o Governo indica que trabalhavam em 567 entidades patronais, das quais mais de 80 por cento foram pequenas e médias empresas (465 empresas). No total, as trabalhadoras de pequenas e médias empresas foram 713, ou 52,4 por cento das requentes.

Face à realidade mostrada pela estatística, o Governo concluiu que a medida prestou “apoio financeiro atempado às pequenas e médias empresas, e a maioria dos empregadores de trabalhadoras locais que deram à luz durante o período de transição assumiu a responsabilidade de pagar 70 dias de licença de maternidade remunerada.

Ao longo dos três anos de período de transição, de entre as queixas que a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais envolvendo conflitos relacionados com licença de maternidade, apenas dois acabaram em tribunal.

Saúde | Au Kam San desvaloriza indústria de “Big Health”

O ex-deputado Au Kam San escreveu na rede social Facebook que não vê vantagens em desenvolver, em Macau, a indústria de “Big Health”, ligada ao desenvolvimento de novas soluções científicas e tecnológicas na área da saúde. O antigo deputado entende que faltam no território pessoas qualificadas para desenvolver este sector, e lembrou que a população não reconhece a devida qualidade do sistema de saúde.

Au Kam San frisou ainda que as regiões vizinhas têm desenvolvido de forma bem-sucedida o chamado turismo de saúde, pois o nível de qualidade dos serviços de saúde apresenta vantagens. Assim, só com essa garantia de qualidade se pode atrair turistas para esse fim, destacou. “Qual é a vantagem de Macau na área do tratamento do cancro, medicina estética ou tratamentos mais especializados?”, questionou.

O antigo deputado diz também duvidar que o Peking Union Medical College, responsável pela operação do novo hospital das ilhas, desvie médicos e outro pessoal qualificado na área da saúde para Macau descurando o funcionamento do hospital em Pequim. “Quem procura fazer turismo de saúde e escolhe a marca Peking Union, porque é que se desloca a Macau ao invés de ir directamente a Pequim? Como é que Macau vai obter maior reconhecimento [nesta área] em relação a Pequim?”, apontou.

Economia | Ho Iat Seng aponta a crescimento de dois dígitos

O Chefe do Executivo espera que a economia de Macau mantenha a tendência de crescimento de dois dígitos ao longo do ano e aponta que o foco do Governo é aproveitar as vantagens de Hengqin. Num encontro com jornalistas da Grande Baía, Ho Iat Seng falou dos desafios no equilíbrio entre os sistemas de Macau e Guangdong

 

Depois do crescimento de 25,7 por cento do Produto Interno Bruto de Macau (PIB) no primeiro trimestre do ano, Ho Iat Seng afirmou esperar que a tendência se mantenha entre o segundo e o quarto trimestre, terminando o ano com crescimento económico de dois dígitos.

As declarações do Chefe do Executivo foram proferidas num encontro com uma delegação de jornalistas da Grande Baía que está em Macau.

Sem endereçar as dificuldades sentidas por pequenas e médias empresas e sectores que estão fora da economia turística, Ho Iat Seng indicou que no ano passado a indústria do jogo foi menos preponderante no PIB do território, e que o caminho a seguir irá passar pelas objectivos traçados por Pequim para o território.

O governante estima que este ano o Orçamento da RAEM atinja o equilíbrio e no próximo ano seja excedentário. Reflectindo nos anos da pandemia, Ho Iat Seng recordou que a reserva financeira da RAEM sobreviveu ao período de crise e voltou a um ponto de equilíbrio. Porém, a crise também proporcionou um momento de aprendizagem, com o Chefe do Executivo a afirmar que toda a população de Macau percebeu que não poderia depender exclusivamente da indústria do jogo. Como tal, tornou-se evidente que a estrutura económica de Macau deveria diversificar-se.

Assim sendo, o governante sublinhou que é fundamental que a RAEM se integre no desenvolvimento geral do país, de acordo com as prescrições indicadas pelo Governo Central. Neste aspecto, Ho Iat Seng vincou que o foco da diversificação adequada da economia de Macau incide sobre Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

Esticar as pernas

Os cerca de 106 quilómetros quadrados de terra em Hengqin foram referidos como um grande apoio para o desenvolvimento de Macau. Ho Iat Seng ressalvou, porém, que o desenvolvimento da Ilha da Montanha tem sido afectado nos últimos anos pela situação internacional, mas com o apoio do Governo Central o governante está confiante de que Hengqin se desenvolva positivamente.

No capítulo da integração, o Chefe do Executivo afirmou esperar que ainda este ano seja cumprido um marco importante: a abertura de departamentos de serviços públicos integrados dos dois governos (Guangdong e RAEM). Ho Iat Seng não escondeu que o projecto de integração tem enfrentado dificuldades de gestão. “Como podem compreender, o Governo de Macau opera num sistema capitalista, enquanto do Governo da Província de Guangdong tem um sistema socialista, mas temos trabalhado juntos nestes três anos [de zona de cooperação aprofundada]. É importante encontrar consensos nas abordagens e perspectivas dos dois lados”, indicou o governante, citado pelo jornal Ou Mun.

Ho Iat Seng revelou ainda estar a ser ponderada a introdução de elementos das leis civis e comerciais da RAEM em Hengqin, para ligar os dois sistemas legais, com o objectivo de cumprir requerimentos para construir uma área atractiva a nível internacional.

Amar ao quadrado

Como não poderia deixar de ser, o líder do Governo da RAEM fez eco do novo slogan introduzido na sintaxe política local desde a visita a Macau do director do Gabinete de Trabalho de Hong Kong e Macau do Comité Central do Partido Comunista da China e director do Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, Xia Baolong: tornar brilhante o cartão de visita dourado de Macau como metrópole internacional.

Nesse sentido, Ho Iat Seng referiu que os residentes de Macau devem tratar com cortesia e simpatia dos turistas que visitam o território, materializando o slogan político em algo mais do que palavras.

Em relação à difusão do nacionalismo, Ho Iat Seng afirmou que desde o regresso de Macau à pátria, os sucessivos Executivos nunca relaxaram a promoção do amor patriótico entre a população do território.

Além disso, o governante ressalvou que Macau é uma terra de convívio entre as culturas tradicional chinesa e ocidental, duas partes importantes do território e concretizadas na comunidade macaense.

China | Fitch aponta investimento em fábricas da UE face a tarifas

A agência de notação financeira Fitch disse esperar que a indústria automóvel chinesa invista em fábricas europeias, face ao anúncio da União Europeia (UE) sobre potenciais aumentos das tarifas de importação de eléctricos chineses.

Num relatório divulgado na passada quinta-feira à noite, a Fitch previu que as fabricantes de automóveis chinesas se adaptem às “crescentes tensões comerciais” no segmento dos veículos eléctricos “diversificando a produção”.

A agência disse que o sector automóvel da China “provavelmente irá diversificar as instalações de produção a nível mundial, uma tendência nos últimos anos”, incluindo “construir fábricas na UE e países vizinhos”.

A Comissão Europeia anunciou na passada quarta-feira um aumento das tarifas de importação de veículos eléctricos chineses para “remediar os efeitos das práticas comerciais desleais detectadas”.

“As altas tarifas compensatórias propostas podem prejudicar as perspectivas de crescimento das montadoras chinesas na UE”, admitiu a Fitch.

De acordo com a Federação Europeia de Transporte e Meio Ambiente, a fatia de veículos eléctricos fabricados na China atingiu 19,5 por cento em 2023, se forem incluídos veículos de marcas estrangeiras, referiu a Fitch.

A agência acredita também que as empresas chinesas irão procurar aumentar o investimento “em mercados alternativos”, nomeadamente aqueles “com barreiras comerciais mais baixas”, assim como formar parcerias e ‘joint ventures’ com parceiros locais.

A Fitch sublinhou que as fabricantes “com destinos de exportação diversificados têm mais probabilidade de suportar os riscos de crescentes barreiras comerciais” e apontou o exemplo da BYD, cujos principais mercados de exportação incluem o Brasil, Tailândia e Israel.

As exportações de automóveis da China aumentaram 34,7 por cento em Abril, em comparação com o mesmo mês de 2023, sendo que os veículos a gasolina ou gasóleo ainda representam mais de 70 por cento, com a Rússia a ser o destino principal, disse a agência.

Mar do Sul | Pequim permite à guarda costeira deter estrangeiros em águas disputadas

A China revelou no sábado um conjunto de regras que permitem à guarda costeira deter estrangeiros, sem julgamento, durante um período máximo de 60 dias, em águas disputadas no mar do Sul da China.

Pequim alega razões históricas para reivindicar a soberania sobre a quase totalidade do mar do Sul da China, algo que entra em conflito com outros países, incluindo Indonésia, Vietname, Malásia e Brunei.

A guarda costeira chinesa pode, desde sábado, deter, sem julgamento, estrangeiros “suspeitos de terem violado a organização de entradas e saídas fronteiriças”, de acordo com o novo regulamento, publicado na Internet.

O documento prevê um período de detenção de até 60 dias para “casos mais complexos” e “se a nacionalidade e a identidade [dos detidos] não forem claras”.

“Os navios estrangeiros que tenham entrado ilegalmente nas águas territoriais chinesas e nas águas adjacentes poderão ser abordados nos termos da lei”, acrescenta o regulamento.

Para reforçar as suas reivindicações territoriais, a China tem utilizado barcos e embarcações rápidas para patrulhar as águas e recifes do mar do Sul da China e construiu ilhas artificiais militarizadas em águas próximas das Filipinas.

O chefe do exército das Filipinas, general Romeo Brawner, disse a jornalistas na sexta-feira que as autoridades de Manila estavam “a discutir uma série de medidas para proteger os pescadores”.

Os pescadores filipinos “não devem ter medo, mas continuar as suas actividades normais de pesca na nossa Zona Económica Exclusiva” (ZEE), disse o general. “Temos o direito de explorar os recursos da região”, acrescentou.

Mais de 70 países e regiões participam em fórum sobre infra-estruturas

Representantes de mais de 70 países e regiões, abrangidos pela iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, vão participar, entre a próxima quarta-feira e sexta-feira, no 15.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas.

Mais de 50 actividades, como discursos, fóruns, conferências, exposições, seminários temáticos, roadshows, bolsas de contactos e divulgação de índices, vão realizar-se ao longo dos três dias do Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, sigla em inglês).

“Várias conferências irão incorporar elementos sino-lusófonos e de Macau, focados em tópicos como a cooperação em infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o papel da Plataforma Sino-Lusófona em projectos de construção e tecnologias e o rumo do desenvolvimento do sector de construção de Macau”, indicou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), em comunicado.

“As actividades visam fomentar o intercâmbio e a cooperação entre os sectores de infra-estruturas de diferentes regiões e aprofundar a cooperação sino-lusófona em infra-estruturas, produzindo resultados mais sólidos na construção da Plataforma Sino-Lusófona”, destacou.

Primeiro passo

No primeiro dia do IIICF, este ano subordinado ao tema “Inovação Ecológica, Conectividade Digital”, vai realizar-se o 10.º Fórum de Cooperação em Infra-estruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa e a Sessão de Intercâmbio Comercial sobre a Cooperação em Infra-estruturas entre a província de Shandong, no leste da China, Macau e os Países de Língua Portuguesa.

A organização disse que, nesta actividade, a troca de opiniões estará focada na transformação ecológica e inovadora de infraestruturas.

“Com a participação da província de Shandong, uma província fortemente competitiva na contratação de projectos e em equipamentos, o fórum terá o contributo de vários convidados para analisar formas de reforçar a cooperação em áreas como tecnologias verdes, economia digital, finanças verdes e energia limpa, com vista a assegurar um desenvolvimento verde e de baixo carbono de infra-estruturas no Interior da China, nos países de Língua Portuguesa e em Macau, assim como partilhar oportunidades de cooperação trazidas por novos projectos de infra-estruturas”, referiu o IPIM.

As seitas arranjaram um paraíso

Os portugueses vivem assustados. A criminalidade está a aumentar, especialmente a cargo de membros de seitas da Índia, Paquistão, China, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Argélia, Marrocos e Timor-Leste. Inúmeros casos de violência grave já levaram à morte de alguns membros trazidos para Portugal pelas seitas dos países referidos que controlam a imigração em Portugal.

As portas abertas para qualquer imigrante têm levado à tentativa de controlar o tráfico de homens e mulheres, de toda a espécie de drogas, de armas, do trabalho ilegal na agricultura, na construção civil e na restauração. Têm sido imensos os confrontos violentos, especialmente nas ruas de Gaia, Porto, Vila do Conde, Fátima, Setúbal, Póvoa de Santa Iria, Évora, Faro e Lisboa, onde a Polícia Judiciária já detectou na capital portuguesa mais de 30 grupos que actuam com violência e digladiam-se entre si. Em plena Avenida Almirante Reis, de Lisboa, foi filmado uma luta entre indianos e chineses que derivou em grande parte devido ao controlo da agiotagem junto dos casinos, luta que incluiu facadas e alguns tiros.

As seitas resolveram criar grupos de gangues para levar a cabo as suas intenções e igualmente disfarçam esses gangues em grupos de artes marciais, a fim de “oficializar” as suas acções de violência e os negócios em causa.

Em pleno centro de Fátima, dois grupos rivais de timorenses entraram em confronto causando três feridos graves e uma vítima mortal. Quem diria? Os timorenses que em Portugal sempre mantiveram um comportamento exemplar de pacifismo nos estudos e nos diversos trabalhos que obtiveram, já formaram os seus grupos rivais e lutam por algo que nem se sabe bem o objectivo. Naturalmente, que um caso destes era esperado por alguns dirigentes policiais e da GNR, pelo facto de terem conhecimento que em Timor-Leste reina a violência levada a cabo pelos tais grupos de “artes marciais.

O mais deplorável é que os chefes das seitas dos imigrantes ganham muito dinheiro ao explorá-los. Os imigrantes começam por ter que pagar uma quantia que ronda os seis mil euros para vir para Portugal e no caso de arranjarem trabalho têm de ir descontando esse pagamento. No nosso país vivem em condições desumanas, muitos deles em quartos onde dormem vinte. Actualmente, há 400 mil imigrantes que aguardam por regularização e terão que pagar para conseguirem essa regularização. Os que são enviados para trabalhar na agricultura são autênticos escravos. Trabalham de sol a sol e dormem em armazéns sem quaisquer condições de higiene. Alguns querem desistir, mas o passaporte foi-lhes logo retirado à chegada e têm de trabalhar onde as seitas lhes arranjam trabalho. Os que vivem em Lisboa dedicam-se fundamentalmente à venda de drogas e à agiotagem, recebendo apenas dez por cento do lucro dos negócios obscuros. Muitos brasileiros são obrigados a enveredar pela prostituição homossexual e podem ser vistos em sites onde anunciam a venda do corpo. As seitas cedem-lhes os quartos, mas controlam todas as visitas dos clientes. O mesmo acontece com cabo-verdianos e angolanos. Ou seja, para os chefes das seitas a vinda de imigrantes é um autêntico maná e a Polícia Judiciária não consegue saber de toda a actividade ilegal que decorre nos mais diversos locais.

Existem bairros em Lisboa em que nem se pode lá entrar devido à perigosidade em que o visitante se expõe. Os bairros mais perigosos são o “Bela Vista” (Setúbal), “Chelas” (Lisboa), “Jamaica” (Seixal), “Amarelo” (Almada), “Portugal Novo” (Lisboa), “Pinheiro Torres (Porto), “Quinta da Fonte” (Loures), “Quinta do Mocho” (Loures”, “Bairro do Cerco” (Porto), “Quinta da Princesa” (Seixal), “Cova da Moura” (Amadora), “Casal da Mira (Amadora), “Bairro da Cucena” (Seixal) e o “Bairro Branco”, um aglomerado de habitação social no Monte de Caparica (Almada). Agora, imaginem os milhares de moradores que todos estes e mais alguns bairros encerram. Destes locais partem para todo o lado com as mais variadas intenções, desde assaltos à mão armada a quem levanta dinheiro nas caixas de multibanco, a idosas que acabam de sair de lojas onde compraram algo de valor ou mesmo “carjacking” ameaçando o condutor e roubando o carro. Os próprios taxistas já se negam a transportar clientes que desejem ir para certos locais que saibam ser perigosos. Muitos taxistas têm sido roubados e alguns esfaqueados.

E temos recentemente um novo negócio por parte das seitas. Assim que o imigrante chega, se souber guiar automóvel, é-lhe entregue uma carta de condução falsa e começam a conduzir os carros denominados TVDE (Uber e outras empresas). Um negócio chorudo que tem envolvido muita corrupção em departamentos estatais. Esses mesmos condutores dos carros TVDE já procuram vender drogas aos clientes jovens e há poucas semanas levaram uma jovem que apanhou o carro no Largo Luís de Camões, em Lisboa, e tomou o caminho de Monsanto onde violou a jovem e depois de lhe roubar os bens abandonou-a junto à estrada.

Neste panorama, obviamente que as populações andam preocupadas e amedrontadas. A maioria de quem trabalha já não se atreve a sair à noite, nem que seja para ir tomar um café. À noite, as ruas de Lisboa e Porto estão praticamente desertas numa prova de que os portugueses têm a plena consciência do que os rodeia. O facto é grave e o Governo acabou de anunciar que no futuro os imigrantes só podem vir para Portugal com contrato de trabalho. Os chefes das seitas fartaram-se de rir… naturalmente que já estão a preparar os contratos de trabalho falsos… Para este tipo de gente, Portugal é um paraíso.