Creche Smart | Directora diz que só fecha após relatório do CCAC Andreia Sofia Silva - 24 Jun 2026 A directora da creche Smart reitera que o diferendo com o Instituto de Acção Social se deve a uma “questão pessoal” do seu presidente, Hon Wai. Ao HM, Christiana Ieong diz que vai manter a creche aberta até que seja divulgado o relatório do CCAC, mesmo que tenha de ir além da data limite do licenciamento O Zonta Club de Macau, associação que gere a creche Smart, na Taipa, só vai encerrar a após a divulgação do relatório de investigação do Comissariado contra a Corrupção (CCAC). Foi o que disse ao HM a sua presidente fundadora e directora da creche, Christiana Ieong, depois de o Instituto de Acção Social (IAS) ter declarado como cessada a relação com a creche. Num comunicado do IAS desta segunda-feira, foi dito que o Zonta Club tem até ao dia 26 de Agosto, data do fim da licença, para devolver o espaço e realocar as crianças inscritas. Porém, no entender da responsável, “essa data não importa se a investigação do CCAC ainda estiver a decorrer”. Recorde-se que o IAS divulgou o comunicado após ter sido informado pelo Tribunal Administrativo de que o Zonta Club tinha retirado a providência cautelar que pretendia evitar a suspensão de subsídios e retirada das instalações por parte do Governo. Christiana Ieong diz que a retirada da providência cautelar se deveu ao respeito pelos “princípios de boa-fé e pelo Governo”. “Não queremos dar a ninguém a oportunidade de desperdiçar ainda mais fundos públicos”, adiantou, referindo estar a aguardar as conclusões da investigação do CCAC, pedida pelo próprio Zonta Club. “Tanto o Governo como o Chefe do Executivo [apoiam a creche Smart]. Não podemos confiar no presidente, que criou todos estes problemas. Por isso estamos confiantes na investigação do CCAC que, de acordo com o que noticiou o jornal Ou Mun no mês passado, já estava em fase de análise aprofundada, pelo que acredito que o relatório será publicado em breve”, disse. Aliás, Christiana Ieong lamenta que o IAS tenha anunciado já o fim da relação com o Zonta Club de Macau, tendo em conta que existem mais processos pendentes, nomeadamente a ausência da “autorização do tribunal relativamente à desistência do recurso para a ‘Interpretação Unificada da Decisão'”. Assim, “oficialmente ainda existe um processo em tribunal”, destacou. “Penso que ele [o presidente do IAS] deveria ter tido mais calma e aguardado pelo relatório do CCAC”, defendeu. “Se tem a verdade, e se não fez nada de errado, porque não esperar mais um pouco? Porquê pressionar para terminar a licença?”, questionou. “Ele [Hon Wai] precisa explicar ao público por que razão pretende desperdiçar tanto dinheiro público para destruir todo o investimento do Governo na renovação da creche”, acrescentou a directora da creche. Uma questão pessoal Christiana Ieong considera que a quezília entre a creche Smart e o IAS foi criada unicamente por Hon Wai. “[O fecho da creche] não é intenção do Governo, nem do Chefe do Executivo, ou da secretária [para os Assuntos Sociais e Cultura, com a tutela da educação]. É apenas a intenção do presidente do IAS. Ao longo de todo este tempo recebemos apoio do Chefe do Executivo nos cocktails de celebração da transferência de administração de Macau no regresso à Mãe Pátria”, exemplificou. Trata-se, assim, “de uma questão muito pessoal”. “Não acredito que o Governo, o Chefe do Executivo ou a secretária fariam algo que danifica a imagem e integridade do Governo”, acrescentou. Christiana Ieong enumera o que o Zonta Club tem pedido ao IAS que ainda não obteve. “Apresentámos uma contraproposta: o presidente tem de apresentar provas relativas à sua acusação contra nós. Uma vez que o Governo promove a ‘governação segundo a lei’, deve apresentar por escrito os seus ‘requisitos’ que, segundo ele, não cumprimos”. Segundo a presidente do Zonta Club, o próprio IAS não tem sistema de contabilidade certificada. “Porque é que um sistema tão pouco profissional pode sobrepor-se a algo que foi feito por profissionais? É muito estranho e verdadeiramente chocante”, disse, referindo-se às questões orçamentais da escola. Creche fecha, Zonta não Caso o CCAC não dê razão ao Zonta Club de Macau e a creche Smart tiver mesmo de encerrar portas, Christiana Ieong lamenta que todo um projecto educativo vá por água abaixo. Porém, o Zona Club de Macau irá continuar. “A nossa intenção inicial, ao criar este projecto [a Smart], foi apoiar o Governo na execução de políticas. Então se o Governo não apoiar aquilo que estamos a fazer, não vemos qualquer motivo para continuar”, disse. No seu entender, Hon Wai está a “danificar a reputação” da creche e da associação, tratando-se “do mais importante”. Numa resposta enviada ao HM em Maio deste ano, o IAS explicou que a decisão de cortar a parceria se prende com a fiscalização financeira. “Há já algum tempo que o Zonta Club de Macau não satisfazia as exigências de fiscalização de apoio financeiro do IAS em termos da aplicação dos recursos financeiros. Em virtude da persistência da situação durante um período prolongado, o IAS avançou com a cessação da cooperação em conformidade com a lei, nomeadamente cessar o financiamento e exigir a devolução das instalações da creche.” O diferendo persiste desde Março do ano passado, quando o IAS cortou o financiamento, alegando que as duas partes não tinham chegado a acordo quanto a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. O Zonta Club de Macau – Clube de Mulheres Profissionais e Executivas [Zonta Club of Macau – Professional and Executive Women Club] é actualmente presidido por Amanda Ho.
APEC | Reunião Ministerial do Turismo arranca hoje Hoje Macau - 24 Jun 2026 A 13.ª Reunião Ministerial do Turismo da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC) e a 67.ª Reunião do Grupo de Trabalho de Turismo da APEC começa, com eventos e encontros que se vão estender até domingo. O Governo da RAEM indicou ontem que os “ trabalhos relativos à preparação do local, acolhimento dos participantes e medidas de segurança foram concluídos”, e que ontem tinham começado a chegar representantes que irão participar nas reuniões. A delegação de Macau irá apresentar o panorama actual e as perspectivas futuras do desenvolvimento da indústria turística de Macau, “com vista a reforçar ainda mais a sua participação e influência nestas organizações internacionais”. O Gabinete de Comunicação Social avançava ontem que estavam registados na Reunião Ministerial do Turismo mais de 200 participantes.
Combustíveis | DSEDT pede ajuste rápido dos preços Hoje Macau - 24 Jun 2026 A Direcção de Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) apelou às petrolíferas que ajustem os preços dos combustíveis e do gás, tendo em conta “a recente situação geopolítica internacional”. O pedido foi deixado durante um encontro entre a DSEDT, o Conselho de Consumidores e as petrolíferas que serviu para discutir o plano de subsídio para preços de gás de petróleo liquefeito e o subsídio para o preço da gasolina. “A DSEDT instou novamente o sector, durante a reunião, a ajustar o mais rapidamente possível os preços de retalho dos produtos combustíveis em Macau, de acordo com a tendência dos preços internacionais do petróleo, de modo a responder às aspirações do sector comercial e industrial e às expectativas da sociedade”, foi comunicado pela DSEDT. Nos últimos tempos, os preços dos combustíveis têm estado em quebra. Ontem o barril de petróleo foi negociado por 73 dólares norte-americanos, o valor mais baixos dos últimos três meses.
Hac Sá | Nick Lei pede melhores infra-estruturas na praia Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 24 Jun 2026 Nick Lei entende que a praia de Hac Sá precisa de melhores infra-estruturas e planeamento, tendo em conta o futuro Campo de Aventuras Juvenis. O deputado exige também autocarros que liguem as fronteiras a Hac Sá O deputado Nick Lei alertou, numa interpelação escrita, para a necessidade de melhorar as infra-estruturas públicas junto à praia de Hac Sá, em Coloane, tendo em conta o arranque experimental de operações do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá no quarto trimestre de 2027. “Prevê-se que, no segundo semestre deste ano, passem a estar abertas ao público as zonas para carros infantis e local de campismo, levando ao aumento do fluxo de residentes e turistas na praia e nas instalações de Hac Sá. Pode o Governo concretizar planos para que a zona se torne mais divertida e atractiva?”, questionou. O legislador ligado à comunidade de Fujian disse ainda que as instalações recreativas da praia de Hac Sá, bem como os locais próximos, são uma das zonas preferidas dos residentes para momentos de lazer, e que, nos últimos anos, o Governo tem escolhido a praia de Hac Sá para a organização de eventos, como o festival “Hush!”. O deputado realça que estes eventos passaram a atrair para Coloane mais visitantes jovens de regiões vizinhas, além da população local. Outros valores se levantam Nick Lei destacou que, além da importância turística, a praia de Hac Sá é também importante em termos arqueológicos, por ter uma ligação próxima à cultura tradicional Hakka. Desta forma, o Governo deve, no entender do deputado, reformular o sistema de trânsito no local a fim de criar maiores conveniências aos visitantes. O deputado refere na interpelação queixas de utilizadores, relativamente ao cancelamento, desde Maio de 2017, da carreira 25 por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Actualmente, existem apenas as carreiras de autocarros 21A, 26A, 15T e N3 (nocturna) com acesso a Hac-Sá. “Estas carreiras passam apenas por zonas residenciais e não incluem os postos fronteiriços, não sendo possível levar os turistas para Hac Sá”, lê-se na interpelação escrita. Por esta razão, Nick Lei pediu um novo planeamento das carreiras de autocarros a fim de garantir percursos directos entre todos os postos fronteiriços e a praia de Hac Sá.
Indonésia | Ng Wai Han destaca boas relações económicas Andreia Sofia Silva - 24 Jun 2026 A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, falou ontem das boas relações que a RAEM mantém com a Indonésia no que diz respeito à cooperação económica e turismo. Ao discursar na abertura do Indonesia Business Forum 2026, a governante disse que, nos últimos anos, “a cooperação entre Macau e a Indonésia tem vindo a aprofundar-se e a consolidar-se em várias áreas importantes”, e que o “volume de importações de Macau para a Indonésia atingiu 1640 milhões de patacas no ano passado”. Além disso, as importações ultrapassaram “as 400 milhões de patacas no primeiro trimestre do corrente ano”. A secretária realçou ainda como “o turismo é uma das áreas com maior potencial de cooperação” entre o território e o país, numa altura em que a Indonésia “ocupa o terceiro lugar como fonte de visitantes internacionais para Macau”. Desta forma, Ng Wai Han disse que as autoridades dão “grande importância às exigências do mercado de visitantes muçulmanos da Indonésia”, sendo objectivo “tornar Macau num destino amigo dos muçulmanos”. “Actualmente, um número significativo de fabricantes de produtos alimentares e restaurantes obtiveram certificações Halal em Macau”, rematou a secretária, que destacou também o facto de se realizar, este sábado, a 13ª Reunião Ministerial do Turismo da APEC na RAEM. “Este evento marca o regresso da Reunião Ministerial do Turismo da APEC a Macau desde a última realização no território em 2014, o que demonstra a grande confiança e o firme apoio do Governo Central ao Governo da RAEM e reforça ainda mais o papel de Macau como uma importante ponte de ligação entre a China e o mundo”, concluiu.
Ébola | Angola de fora da Semana Cultural da China e dos PLP Hoje Macau - 23 Jun 2026 Angola não vai participar na 18ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, devido a restrições sanitárias da RAEM relacionadas com o vírus Ébola, apesar de não ter sido detectado nenhuma infecção de Ébola no país africano. Segundo o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzhen, a ausência de Angola do evento tem como objectivo garantir a segurança e a saúde dos participantes, avançou ontem a TDM – Rádio Macau. O responsável revelou ainda que a Semana Cultural deste ano se realiza em Pequim e Macau, com uma extensão pioneira à província de Qinghai. Entre o próximo sábado e o dia 10 de Julho, o evento irá contar com a participação de 60 artistas e chefs de países lusófonos. Os eventos marcados para Macau começam já na sexta-feira com uma mostra gastronómica dos Países de Língua Portuguesa. Para a tarde de 29 de Junho está programada a inauguração da Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa na Galeria do IAM. Nos dias 30 de Junho e 1 de Julho, o Largo do Senado será palco de espectáculos de música e dança.
Bolsa | China promete facilitar entrada de empresas estrangeiras Hoje Macau - 23 Jun 2026 A China prometeu ontem apoiar a entrada em bolsa de empresas estrangeiras nos mercados nacionais e facilitar fusões e aquisições envolvendo grupos estrangeiros, numa tentativa de travar a queda do investimento externo no país. No que diz respeito à entrada em bolsa, o plano prevê a optimização dos serviços de apoio às empresas antes da apresentação dos pedidos de cotação e o apoio à obtenção de financiamento através dos mercados nacionais por parte de empresas estrangeiras consideradas qualificadas. As autoridades afirmaram que o objectivo é aumentar gradualmente o nível de abertura do sector financeiro, através da melhoria da gestão das operações transfronteiriças e da disponibilização de linhas de financiamento para empresas estrangeiras classificadas como prioritárias. Ao contrário da Bolsa de Valores de Hong Kong, que opera de forma autónoma, os mercados da China continental estiveram reservados a empresas chinesas até 2019, quando algumas empresas estrangeiras passaram a poder aceder indirectamente às bolsas de Xangai e Shenzhen através de um mecanismo de ligação com a Bolsa de Londres. Relativamente às fusões e aquisições, o plano prevê acelerar a revisão e aprovação da legislação que regula a compra de empresas chinesas por grupos estrangeiros. As autoridades anunciaram ainda que fundos de investimento estrangeiros poderão participar como investidores estratégicos em emissões de títulos de empresas cotadas em sectores não sensíveis.
IAS ganha em tribunal e creche Smart tem de devolver instalações Andreia Sofia Silva - 23 Jun 2026 O Instituto de Acção Social (IAS) anunciou ontem o fim oficial da ligação à associação Zonta Club de Macau, entidade gestora da creche Smart, na Taipa. Segundo um comunicado do IAS divulgado ontem, o fim oficial desta cooperação prende-se com a retirada, por parte da associação, da providência cautelar apresentada para travar o fim do financiamento público e recuperação das instalações. “O IAS recebeu uma notificação do Tribunal Administrativo (TA) e, após confirmação junto do Tribunal de Última Instância, verificou que a entidade gestora da creche Smart retirou todas as acções administrativas que tinha intentado”. A Zonta Club de Macau tinha apresentado uma providência cautelar para a suspensão do corte de apoios financeiros e para conseguir recuperar o espaço, a qual foi aceite pelo TA e Tribunal de Segunda Instância (TSI), segundo foi noticiado em Maio deste ano. Desta forma, “a relação de cooperação entre as duas partes relativamente à creche Smart foi formalmente dissolvida nos termos da lei”, descreve o IAS na mesma nota, cabendo agora à Zona Club de Macau a devolução das instalações da creche. Licença até Agosto O IAS explica também que a licença da creche Smart se mantém em vigor até ao dia 26 de Agosto deste ano, alertando que a entidade gestora deve “garantir que os encarregados de educação dispõem de tempo suficiente para transferir os filhos para outras creches”. Além disso, a Zonta Club de Macau “deverá informar claramente os pais das crianças inscritas sobre os procedimentos concretos para a cessação de actividade”, devendo tratar “de forma adequada todas as questões subsequentes”. O IAS esclarece que “as creches de Macau dispõem de vagas mais do que suficientes”, sendo que “na zona das ilhas existem vagas para acolher as transferências” de crianças da creche Smart. Em Maio deste ano, a creche Smart divulgou ter recebido 82 inscrições para o ano lectivo de 2026/2027. O diferendo entre o IAS e a Zonta Club de Macau surgiu em Março do ano passado, quando o Governo cortou o financiamento e recuperou as instalações, dizendo apenas que as duas partes não tinham chegado a acordo quanto a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. O IAS explicou posteriormente que o corte estava ligado à fiscalização dos subsídios concedidos.
Meu querido robot (I) David Chan - 23 Jun 2026 Notícias recentes destacaram um fabricante chinês de robótica especializado em inteligência artificial (IA) e robots humanoides. Com sede em Shenzhen, na China, a empresa está cotada no quadro principal da Bolsa de Valores de Hong Kong. A 29 de Dezembro de 2023, era a primeira empresa do ramo na Bolsa de Valores de Hong Kong, com uma capitalização de mercado de aproximadamente 54,5 mil milhões de Hong Kong dólares. A empresa acabou de lançar uma pré-venda global destes robots hiper humanoides de tamanho real em JD.com, a 2 de Junho. Os dois modelos actualmente disponíveis, em versão masculina e feminina, são loiros, altos, com rostos delicados e pele tão lisa como a de um humano. O robot masculino mede 1,83 m e pesa 42 kg. O robot feminino mede 1,68 m e pesa 35,2 kg. Ambos têm uma tecnologia que permite 88 graus de liberdade (ou seja, a soma dos servo-motores e articulações incluindo as articulações dos dedos) e expressões faciais mais ricas. A bateria incluída dura de 2 a 4 horas com uma única carga. Os novos produtos não terão mais desenvolvimentos. A empresa sublinha que o a função destes robots é fornecer “companhia emocional”, direccionando-se a pessoas que carecem de ligações afectivas, como idosos solitários, jovens que vivem sozinhos e famílias que necessitam de companhia e cuidados parentais. Após o anúncio, aproximadamente três mil clientes já fizeram a sua encomenda. A pré-venda do robot levantou várias questões. A empresa não especificou o preço, exigindo apenas que os clientes paguem 3.000 RMB ao fazerem a pré-encomenda. Muitos internautas também estão preocupados com a capacidade do robot para tratar das tarefas domésticas, como lavar roupa e loiça. No entanto, as suas capacidades de IA do robot são um foco principal; as pessoas perguntam-se se consegue compreender as instruções do proprietário e concluir tarefas de forma rápida e eficaz. Além disso, ao ser usado para proporcionar conforto, apoio emocional ou participar numa conversa como faria um amigo próximo ou um parceiro, existirão assuntos “tabu” para o robot, como recusar executar certos comandos sensíveis? Estas questões aguardam esclarecimentos adicionais por parte da empresa; os detalhes são atualmente desconhecidos. O tema desta notícia é de fácil compreensão, mas levanta muitas questões dignas de consideração: Primeiro, o preço do robot ainda é uma incógnita. O mercado estima que custará entre 15.000 e 30.000 US dólares, o que equivale aproximadamente a um intervalo entre 117.000 e 234.000 de Hong Kong dólares. Este valor corresponde sensivelmente ao preço do robot Tesla Optimus, que será vendido nos EUA entre os 20.000 e os 30.000 dólares. No entanto, devido às diferenças nos padrões de vida e no rendimento nacional entre a China e os EUA, bem como às diferenças dos custos da cadeia de abastecimento e ainda à escala da produção em massa de motores auto-desenvolvidos, espera-se que o preço final difira das previsões de mercado. Em segundo lugar, que percentagem do total de clientes já encomendou o robot? Isto é uma preocupação tanto para as empresas como para o mercado. Esta informação será uma referência importante para empresas e concorrentes na produção de robots semelhantes. Em terceiro lugar, os comentários online indicam que muitos internautas estão preocupados com a capacidade do robot de lidar com tarefas domésticas, como lavar roupa e loiça. Isto reflecte uma certa procura do mercado por robots capazes de realizar tarefas domésticas. No entanto, a empresa está actualmente a apostar no robot enquanto companheiro que proporciona apoio emocional. Qual é o nível de procura deste produto no mercado? Esta é uma questão que só pode ser respondida depois de concluídas as vendas. Em quarto lugar, relatos da comunicação social indicam que o robot Tesla Optimus tem aproximadamente 40 graus de liberdade, e o Unitree H1 tem apenas 20 graus. Este actualmente à venda tem 88 graus de liberdade e expressões mais sofisticadas, permitindo aos humanos expressar mais emoções e, assim, alcançar apoio afectivo. No entanto, o apoio emocional e a comunicação são questões complexas; uma única frase pode ter múltiplos significados. Será que o sistema de IA deste robot consegue compreender e processar melhor as questões emocionais humanas? Em quinto lugar, a autonomia da bateria do robot é de apenas 2 a 4 horas, insuficiente para ser usado durante todo o dia. Isto significará que o robot passará mais tempo a carregar do que a ser usado? Esta situação pode comprometer o interesse dos potenciais clientes. Continua na próxima semana. Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau Professor Associado da Faculdade de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau cbchan@mpu.edu.mo
Coreia do Sul | Antigo ministro da Justiça condenado a 25 anos de prisão Hoje Macau - 23 Jun 2026 Um tribunal de Seul condenou ontem o antigo ministro da Justiça da Coreia do Sul Park Sung-jae a 25 anos de prisão pelo envolvimento na crise da lei marcial de 2024. Park Sung-jae foi condenado a 25 anos de prisão em primeira instância pelo envolvimento numa “insurreição”, considerou o tribunal de Seul. Um decreto emitido pelo antigo Presidente do país Yoon Suk-yeol suspendeu brevemente o poder civil e mergulhou a Coreia do Sul na incerteza política a 3 de Dezembro de 2024, dando tempo aos deputados da oposição para se mobilizarem e revogarem a medida através de uma votação. Yoon foi condenado e permanece detido a aguardar o resultado do recurso contra a pena de prisão perpétua. O antigo chefe de Estado foi também condenado a 12 de Junho a 30 anos de prisão por enviar drones para a Coreia do Norte para provocar Pyongyang e criar um pretexto para a imposição da lei marcial em Dezembro de 2024. De acordo com os procuradores, Park Sung-jae convocou uma reunião de funcionários do Ministério da Justiça nas primeiras horas da lei marcial e reviu a capacidade das prisões no caso da detenção de figuras antigovernamentais. Enquanto ministro da Justiça, “ordenou a cooperação com o comando da lei marcial (…) assumindo que um decreto seria válido”, considerou o tribunal. A acusação tinha pedido uma pena de 20 anos de prisão, argumentando que o ex-ministro da Justiça “reduziu a lei” a um instrumento de insurreição através do seu abuso de poder e minou o Estado de Direito. O tribunal acrescentou que não demonstrou qualquer remorso.
Timor-Leste | Sete dias de luto nacional por morte de ex-Presidente “Lu Olo” Hoje Macau - 23 Jun 2026 O Governo timorense decretou ontem sete dias de luto nacional pela morte do antigo Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres “Lu Olo”, que morreu domingo na Malásia. “Esta noite recebemos uma notícia triste para todos nós. Perdemos um combatente que faleceu na Malásia. Enquanto primeiro-ministro interino anuncio que será decretado luto nacional durante sete dias”, declarou o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Rural e Habitação Comunitária, Mariano Assanami Sabino. Mariano Assanami Sabino ocupa interinamente as funções de primeiro-ministro, porque o líder do executivo timorense, Xanana Gusmão, se encontra em Portugal em visita de trabalho. Mariano Assanami Sabino precisou também que o corpo de Francisco Guterres “Lu Olo” deverá chegar hoje ao país, num voo especial da AeroDili. “Será utilizado um avião da AeroDili com a nossa bandeira nacional. Trata-se, porém, de um voo especial fretado. Não haverá outros passageiros. Apenas viajarão os restos mortais e os familiares”, explicou. O ex-Presidente timorense e presidente da Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) morreu domingo, num hospital em Kuala Lumpur, na Malásia. Francisco Guterres “Lu Olo” foi Presidente de Timor-Leste entre 2017 e 2022 e antigo presidente da Assembleia Constituinte e do Parlamento Nacional. Enquanto presidente da Assembleia Constituinte, “Lu Olo” proclamou oficialmente a restauração da independência de Timor-Leste, em 20 de Maio de 2002, tendo, depois, dado posse a Xanana Gusmão como Presidente da República.
Filipinas | Ataque a tiro em escola deixa três alunos mortos e sete feridos Hoje Macau - 23 Jun 2026 Três estudantes foram mortos e outros sete ficaram feridos ontem num ataque a tiro numa escola secundária em Tacloban, na ilha central de Leyte, nas Filipinas. Os suspeitos são dois alunos de 14 e 15 anos e incidentes de bullying podem ter sido o motivo para o crime A polícia filipina confirmou que o incidente ocorreu por volta das 09h, na Escola Secundária Nacional de San Jose, e fez três mortos e sete feridos, que foram transportados para hospitais, de acordo com um comunicado divulgado na rede social Facebook. As autoridades anunciaram a detenção de dois estudantes do nono ano de escolaridade, de 14 e 15 anos de idade, que terão agido em vingança devido a incidentes de bullying. A agência de notícias estatal filipina, PNA, confirmou ainda que os mortos e feridos eram estudantes do ensino secundário. A Escola Secundária Nacional de San Jose tem mais de 1.500 estudantes. Utilizadores da Internet e meios de comunicação locais divulgaram nas redes sociais vídeos que supostamente mostram o tiroteio dentro de uma sala de aula, nos quais se ouvem vários tiros e gritos. A PNA divulgou também imagens do segundo suspeito, que foi detido por um grupo de moradores locais, segundo a agência de notícias. Segundo as autoridades, os suspeitos estavam armados com um revólver calibre .38 e uma pistola de 9 mm, esta última pertencente a uma agente da polícia da família de um dos atiradores. A agente também foi detida. Os chamados “sinais de alerta” no comportamento dos adolescentes passaram despercebidos e, com eles, a oportunidade de impedir o crime, afirmou o porta-voz da polícia nacional aos jornalistas na segunda-feira. “Os dois [suspeitos] dirigiram-se directamente para a sala de aula. Sem dizerem nada, começaram a disparar”, disse o coronel Allen Rae Co aos jornalistas. A lei da bala A violência armada não é invulgar nas Filipinas, mas os tiroteios em escolas são extremamente raros. Em Julho de 2022, três pessoas foram mortas — incluindo um antigo presidente da câmara de um município na ilha de Basilan, no sudeste do país — e duas ficaram feridas num tiroteio na Universidade Ateneo de Manila, que levou à detenção de uma pessoa. Os dados da polícia revelam que a violência com armas de fogo tem vindo a diminuir de forma constante nos últimos anos. Em 2024, a Polícia Nacional das Filipinas registou cerca de 5 000 casos de violência com armas de fogo em todo o país. A cidade de Tacloban, a cerca de uma hora de avião de Manila, tem uma população de 250 000 habitantes.
Comércio | Vetadas compras públicas a 46 empresas americanas Hoje Macau - 23 Jun 2026 A China proibiu ontem organismos públicos de adquirirem produtos de 46 empresas norte-americanas, incluindo fabricantes de armamento e aeronáutica, ampliando as restrições contra entidades dos Estados Unidos anunciadas horas antes por Pequim, em resposta a medidas adoptadas por Washington. O Ministério das Finanças chinês anunciou ontem restrições à contratação pública envolvendo 46 empresas norte-americanas, entre as quais a Lockheed Martin, Raytheon, General Dynamics e Boeing Defense. Segundo um comunicado, os organismos públicos chineses deixam de poder adquirir produtos fabricados por estas empresas, embora a medida não se aplique a companhias de capital norte-americano estabelecidas na China. A lista inclui sobretudo empresas ligadas aos sectores da defesa, aeronáutica, veículos aéreos não tripulados (drones), sistemas militares e segurança, entre as quais a Anduril, BAE Systems, Teledyne e Cubic Global Defense.
Cooperação | Reunião ministerial sino-lusófona na primeira metade de 2027 Hoje Macau - 23 Jun 2026 A 7ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa realiza-se no primeiro semestre de 2027, anunciou ontem o secretário-geral do organismo O secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), Ji Xianzheng, anunciou ontem que a 7ª Conferência Ministerial se realiza no primeiro semestre do próximo ano, estando a data concreta ainda a ser definida com o Governo central chinês. “Prevemos ter uma resposta antes de Setembro, para poder realizar a primeira reunião preparativa desta presidência ministerial”, afirmou o secretário-geral do Fórum de Macau. Cinco conferências ministeriais foram realizadas em Macau, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Acção para a Cooperação Económica e Comercial. O então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal na 6.ª Conferência Ministerial em Abril de 2024, sublinhando na altura um foco no reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados lusófonos. O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau). O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. Em permanência Ji destacou também que estão em curso negociações com a embaixada brasileira em Pequim e com os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para garantir a presença de um representante fixo de Brasília. O actual delegado do Brasil, Hervelter de Mattos, é também cônsul-geral adjunto em Hong Kong. “Já tive contacto com o embaixador do Brasil em Pequim e o secretário-geral adjunto do Fórum, também aproveitou várias ocasiões para coordenar com a embaixada”, disse. Questionado sobre o novo plano quinquenal da RAEM, que prevê medidas para atrair quadros qualificados dos países de língua portuguesa, Ji Xianzheng considerou que a iniciativa pode reforçar o papel de Macau como plataforma entre os países de língua portuguesa e a China. “Do ponto de vista do secretariado permanente, estamos sempre a coordenar com o Governo da RAEM para facilitar ainda mais as cooperações, não só económicas e comerciais, mas também culturais e nas outras 20 áreas estabelecidas pelo plano de acção do Fórum”, sublinhou.
Como Zhou Kun mostrou um tempo de Paz e Harmonia Paulo Maia e Carmo - 23 Jun 2026 Liu Wu, o princípe Xiao de Liang (c.184 – c.184 a. C.), foi o celebrado proprietário e autor de um não menos célebre jardim em Suiyang, na actual Shangqiu em Henan, conhecido por vários nomes, como o jardim do Leste, de Bambu, do Coelho ou simplesmente Liang yuan, o «Jardim de Liang». Ao longo dos anos, o jardim tornou-se num referente para designar um lugar propício onde poetas e literatos, sob o mecenato de aristocratas, descobriam relações entre as imprevisíveis formas da natureza e a humana vontade de organizar o tempo e o espaço, criando luminosos sentidos para a harmonia. Contribuiram para essa fama o facto de muito tempo depois, durante a dinastia Tang (618-907), ali se encontraram e conviveram prezados poetas como Li Bai, Du Fu e Gao Shi ou o evocaram já em ruínas, o que o tornava uma metáfora exemplar para transmitir sentimentos de tristeza e nostalgia, como fez o poeta Li Shangyin. Muito mais tarde quando o imperador Qianlong (r.1735-1796) desejou projectar a ideia de harmonia que reinava no seu vasto império, a sua Academia de pintura Ruyi guan, «Departamento de satisfação dos desejos», activa desde 1736, respondeu com impressionantes e longos rolos de pintura, executados em colaboração por vários talentosos pintores, onde a natureza estava sempre presente. Um deles foi Zhou Kun e numa das pinturas que fez em colaboração com Sun Hu e Ding Guanpeng, a sensação de harmonia é transmitida pelo modo como as formas ondulantes de pessoas e elementos naturais partilham o espaço com artificiosas linhas rectas de construções mas também, inesperadamente, pelo conteúdo. No rolo horizontal Os dezoito sábios (tinta e cor sobre seda, 39 x 1138,2 cm, no Museu do Palácio Nacional, em Taipé) estão representados os dezoito eruditos (shiba xueshi) convocados por Tang Taizong (r.626-649) para o aconselhar e outros homens que os recebem mas depois, a meio da pintura separadas por um portão, só figuras de mulheres em agradáveis passeios por construções abertas e jardins. Zhou Kun faria uma outra pintura, no mesmo ano 1741, sob o conhecido tema Manhã de Primavera no palácio da dinastia Han (tinta e cor sobre seda, 37,2 x 2038 cm, no Museu do Palácio Nacional em Taipé) que dir-se-ia uma continuação da anterior, onde é notório o uso de vários contributos como a técnica europeia da perspectiva ou as rochas azuis-esverdeadas da era dos Tang. Num outro rolo horizontal feito durante uma estadia na sua terra natal, Changshu (Jiangsu) onde esteve entre 1743-46 a recuperar de uma doença, figurando a harmonia não eram só os letrados, as senhoras dos palácios, eram todos os súbditos de Qianlong. Em A nação em paz e prosperidade (tinta e cor seda, 31,3 x 480,5 cm, no MPN, em Taipé) a figura da colina Yushan serve como tropo do poder que permite a vida tranquila do povo nas suas variadas actividades.
Fotografia | Wang Zhengping com exposição inédita em Lisboa Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 23 Jun 202623 Jun 2026 A galeria Ochre Space, em Lisboa, apresenta até 4 de Julho a mostra “Wang Zhengping: O Cavalo Selvagem da Mongólia Interior”, a primeira exposição do fotógrafo chinês em Portugal. Ao HM, Wang diz que os cavalos são como os humanos e conta como a fotografia sempre foi uma paixão Wang Zhengping, um dos fotógrafos chineses contemporâneos mais importantes, tem, nos últimos dias, fotografado alguns dos sítios mais icónicos de Portugal ao sabor da vontade da sua lente. Esteve no Cabo da Roca e aproveitou para fotografar muito o Oceano Atlântico, as ruelas do Porto ou a baixa de Lisboa, com as suas gentes. Wang Zhengping esteve em Portugal a propósito da inauguração de uma exposição em nome próprio, a primeira vez que tal acontece. É na galeria de fotografia Ochre Space, projecto do advogado, fotógrafo e curador João Miguel Barros, que se pode ver, até 4 de Julho, “Wang Zhengping: O Cavalo Selvagem da Mongólia Interior”. A mostra e baseada no livro “Mongolian Horse in North Wind” publicado em Pequim, em 2024. Destaque para o facto de o trabalho de Wang Zhengping já ter sido revelado em Macau no âmbito de uma edição do festival literário Rota das Letras, com a exposição “The Wind Blows Through the Grassland”. O HM conversou com Wang Zhengping na cave da Ochre Space um dia antes da inauguração da mostra. O cavalo é, para si, muito mais do que um animal, mas quase como um humano. E com a fotografia, Wang revela mais do que a cultura das estepes da Mongólia Interior, de onde é natural: uma quase magia demonstrada em imagens de grande qualidade estética. “Para mim os cavalos são como pessoas, têm emoções, como se estivessem tristes ou felizes, então fotografo os cavalos com se fossem pessoas”, contou. Citado por uma nota da organização, João Miguel Barros, fundador da Ochre Space e curador da exposição, descreve como estas imagens “revelam uma prática fotográfica que oscila entre a observação documental e a visão poética”, nas quais os cavalos “surgem não apenas como sujeitos fotográficos, mas como símbolos de resistência, liberdade e continuidade cultural numa das paisagens mais marcantes da Ásia”. Neste projecto pode ser encontrada uma “diversidade de registos e atmosferas”, como “retratos silenciosos de cavalos solitários contra a vastidão da estepe coberta de neve, composições banhadas pela luz dourada do crepúsculo e imagens cruas do Inverno, esculpidas pelo vento norte que dá nome ao livro”, descreve ainda João Miguel Barros. Questionado sobre se o seu trabalho contribui para aumentar a atenção para a cultura mongol e das estepes, aponta-nos, como resposta, uma entrevista que recentemente deu à revista “China Photography”, em Junho. “Alguns dizem que documento uma civilização nómada em desaparecimento. Não gosto de rótulos. Organizo o meu arquivo em três grandes núcleos: cavalos, mongóis e estepe”, disse à publicação. Paragem na carreira Wang Zhengping é natural da Mongólia Interior, região autónoma do Norte da China, e há mais de 15 anos que fotografa o cavalo mongol e as paisagens que lhe estão associadas. É fotógrafo desde os anos 80 e formou-se na Academia de Belas-Artes Lu Xun em 1987, mas muito antes, em 1982, fez um curso de fotografia em Harbin, orientado por Wu Yinxian e Li Zhensheng. Ao HM, recorda como já gostava de fotografia desde os anos da escola secundária. “Antes de entrar para a Academia de Belas-Artes Lu Xun já costumava ver fotografias de outros fotógrafos chineses, e ficava fascinado com elas. Depois comecei a gostar dos seus trabalhos, e comecei aí a gostar de fotografia e de tirar boas fotografias, e tirei fotografias do pôr-do-sol, fiz retratos…” No ano em que se formou, Wang Zhengping venceu a Medalha de Ouro na primeira Exposição Nacional de Fotografia de Paisagem, e continuou a vencer por oito ou nove anos. Até que parou. “Comecei a participar em alguns concursos de fotografia na China, e até ganhei algumas medalhas, mas depois de ganhar uma medalha de ouro num concurso, percebi que este prémio não era bem o que queria”, recordou ao HM. Fez uma pausa de três anos em que não disparou a máquina, ao mesmo tempo que trabalhava numa galeria. Em 1990 dedicou-se ao comércio. Wang assume que nunca deixou por completo o mundo das artes, mas, na fotografia, buscava algo mais, algo que ainda não tinha visto na China. “Quando via o trabalho de alguns fotógrafos, tudo me parecia muito normal e tradicional”, como se houvesse uma única forma de fotografar no país, acrescenta. O período em que trabalhou na galeria, e o contacto que teve com outras formas de arte, acabaram por o influenciar esteticamente e fazê-lo regressar à fotografia. Afinal de contas, a paixão ainda estava longe de terminar. “Gosto de fotografia desde criança e não podia desistir. Não fotografei durante três anos, e tentei evitar olhar para livros de fotografia ou [o trabalho] de outros fotógrafos chineses.” A magia dos cavalos À “China Photography”, Wang Zhengping descreveu como chegou a fotografar “os cavalos no Inverno, alugando um pequeno automóvel por 300 yuan por dia”. Na conversa com o HM, destaca o momento em que sentiu uma conexão com o animal. “Na estepe, quando houve uma corrida com centenas de cavalos, tirei uma fotografia. Mas um dos cavalos parou e baixou-se na minha direcção, mas não me magoou. Senti uma ligação, como se os cavalos se baixassem para me salvar.” Imagem sem planos Em 2009, Wang Zhengping foi distinguido com o Prémio Golden Statue de Fotografia da China, o mais prestigiado galardão fotográfico do país. Porém, isso não mudou o olhar humilde que tem sobre o seu próprio trabalho. “Não tenho referências de outros artistas porque, para mim, a fotografia é como um hobby. Pego na câmara e uso-a como uma ferramenta, jogo com ela.” “Na verdade, trabalho como fotógrafo há mais de 40 anos, e posso dizer que sou um fotógrafo profissional. Numa fase inicial procurava ganhar prémios, mas, depois, deixaram de ser importantes. [Percebi que] só através do processo [de fotografar] podia conhecer-me”, como pessoa e como fotógrafo, explicou. Wang Zhengping diz não estar a trabalhar em nenhum novo projecto. Fotografa uns meses e depois pára, conforme “a percepção sobre a sociedade, o mundo e a experiência de fotografia”. “Não me vejo como um artista maravilhoso”, disse. Confessa que desde 2016 que não trabalha mediante um tema. Agora, as imagens que capta vão sendo organizadas em ficheiros pessoais, e depois o tempo decide o destino a dar a essas fotografias. “Posso dizer que todos os lugares do país [China], até de países estrangeiros, vejo o que tenho de fotografar, e só depois é que organizo.” Numa era em que cada vez mais se fotografa com o telemóvel, e em que a inteligência artificial é, crescentemente, produtora de imagens, Wang Zhengping não afasta nenhuma destas possibilidades, apesar de não fotografar muito com o telemóvel. “Qualquer ferramenta que sirva para fotografar é boa. Não importa qual é a câmara. Contudo, prefiro usar máquina fotográfica, para mim é melhor porque não compreendo muito bem como funciona o telemóvel, há muitas funcionalidades que não sei usar. Comecei a usar a câmara digital em 2011 e tinha medo que gozassem comigo por não a saber usar.”
Covid-19 | Dez pessoas infectadas em lares de idosos Hoje Macau - 23 Jun 2026 Os Serviços de Saúde revelaram o registo de três casos colectivos de covid-19 em lares de terceira idade, com um total de 10 infectados, um deles obrigando a internamento da doente infectada. A primeira ocorrência aconteceu no Asilo Santa Maria, com quatro utentes do sexo feminino infectadas. Também nesse dia, no Asilo de São Francisco Xavier, houve um total de três infectadas. O terceiro caso foi registado dois dias depois, no Lar de Cuidados Especiais da Obra das Mães e também teve três infectados, dois do sexo feminino e um do masculino. “Uma doente do Asilo de São Francisco Xavier necessitou de internamento, apresentando um estado clínico estável”, foi indicado pelos Serviços de Saúde. “Não foram registados casos graves ou outras complicações relativamente às restantes doentes”, foi acrescentado. “Os Serviços de Saúde irão monitorizar rigorosamente e acompanhar a situação de saúde dos indivíduos infectados e não infectados”, foi prometido.
Crime | Polícia agredido no Cotai quando estava em serviço Hoje Macau - 23 Jun 202623 Jun 2026 Um inspector da Polícia Judiciária em serviço foi agredido e assaltado no Cotai, na passada quinta-feira, por um grupo de homens. Os sete indivíduos foram detidos no sábado e são suspeitos de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem que um dos seus inspectores foi agredido e assaltado, na semana passada, por vários homens. O incidente ocorreu na última quinta-feira, pelas 22h, na zona do Cotai, adiantou o porta-voz da PJ em conferência de imprensa. O agente agredido estava a realizar uma investigação na área quando foi abordado por um indivíduo que lhe perguntou o que estava ali a fazer. A vítima foi “então rodeada por um grupo de pessoas que o atacaram com murros e bofetadas” explicou o porta-voz da PJ, acrescentado que “os agressores roubaram também um telemóvel avaliado em 4.500 patacas”. A PJ declarou ainda que, para não comprometer a investigação, “o agente não revelou de imediato a sua identidade” aos agressores. O investigador sofreu ferimentos no pescoço e nas mãos durante o ataque levado a cabo por um dos suspeitos e o seu telemóvel ficou danificado. “Após a vítima ter revelado a identidade, os agressores fugiram. A vítima encontrou mais tarde o telemóvel nas proximidades, mas este apresentava danos graves,” afirmou a PJ em comunicado. Conhecimentos posteriores A polícia disse ainda que um dos suspeitos, ao tomar conhecimento sobre a identidade da vítima, mudou imediatamente de atitude e, “sob pretexto de ajudar” o agente a procurar o telemóvel, permitiu que os restantes suspeitos fugissem. Este suspeito também fugiu logo que teve oportunidade. Sete suspeitos do sexo masculino – três residentes e quatro trabalhadores migrantes – foram detidos no sábado, nas zonas da Taipa e de Coloane. Foram presentes ao Ministério Público sob suspeita de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais, informou a PJ. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, do grupo de três residentes, um está ligado ao sector imobiliário e dois são empresários; enquanto os restantes não-residentes são dois homens de nacionalidade tailandesa, um filipino e um cidadão do Interior da China. O jornal Ou Mun descreve ainda que um dos homens de nacionalidade tailandesa terá agarrado por trás o agente policial pelo pescoço, enquanto os restantes começaram as agressões e danificaram o telemóvel. Só depois de se identificar como agente policial os homens pararam os actos violentos e dispersaram do local. Contrabando | Interceptados cigarros no valor de 600 mil patacas Entre terça-feira e sexta-feira da semana passada, os Serviços de Alfândega (SA) apreenderam cerca de 260 mil cigarros electrónicos e 200 mil cigarros, avaliados em 600 mil patacas. As apreensões foram feitas no Aeroporto Internacional de Macau, quando 14 pessoas tentaram entrar no território vindas do Japão. Segundo os SA, os produtos contrabandeados corresponderiam ao pagamento de 300 mil patacas em impostos. Os cigarros foram apreendidos nas bagagens de mão e do porão dos diferentes passageiros. Os interceptados eram todos residentes do Interior, com idades entre os 24 e 58 anos. Foram instaurados seis processos no âmbito das apreensões, que ainda estão a ser investigados. Os visados podem ser multados num valor que pode chegar às 100 mil patacas. Além disso, as autoridades estão a investigar eventuais violações à lei do controlo do tabagismo.
Tibete | Residente perde orelha devido a choque eléctrico Hoje Macau - 23 Jun 2026 Um residente de Macau viu ser-lhe amputada a orelha esquerda depois de ter sofrido um choque eléctrico numa viagem ao Tibete. Segundo noticiou a imprensa local, nomeadamente a TDM e o portal Macau News Agency, o homem, de apelido Chan, disse que o caso foi quase um “encontro com a morte”, conforme relato ao programa “Scoop”, da TVB. Chan viajava de carro com destino à cidade de Nyingchi, na zona sudeste do Tibete, integrado num grupo de oito pessoas. “Estávamos a passar por uma praia e saímos do carro para tirar fotografias, tal como qualquer outro viajante. Não havia guardas de segurança nem sinais de aviso evidentes. Era, essencialmente, uma área completamente aberta”, disse Chan. Este adiantou que “num piscar de olhos” sofreu “um choque eléctrico enquanto tirava fotografias. Foi divulgado um vídeo do incidente, que revela Chan bem-disposto até gritar de dor e cair no chão, tendo sido socorrido pelos companheiros de viagem. “A alta tensão percorreu a parte de trás do meu pescoço — a minha orelha esquerda — até ao resto do meu corpo, antes de sair pelos meus pés”, adiantou a vítima, que entrou em coma de imediato. Sofreu queimaduras e não foi possível salvar a orelha esquerda. Imagens divulgadas no programa “Scoop” mostram como Chan teve contacto com um cabo eléctrico instalado abaixo da altura padrão, que é de 1,8 metros. Um familiar de Chan disse ao mesmo programa que esta não é a primeira vez que um caso destes acontece devido à má instalação de cabos de electricidade. “O hospital onde o meu irmão esteve internado já recebeu muitas vítimas de choques eléctricos, algumas das quais são residentes locais em condições ainda mais graves”, disse.
Turismo | Visitantes de Taiwan sobem quase 20 por cento Andreia Sofia Silva - 23 Jun 2026 Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que, em Maio deste ano, o número de visitantes oriundo de Taiwan foi de 93.701, mais 18,9 por cento em comparação com Maio do ano passado. No caso de Hong Kong, registou-se uma quebra de 0,4 por cento, enquanto que o número de visitantes da China continental foi, em Maio, de 2.541.802, mais 4,2 por cento em termos anuais. Em termos globais, Macau recebeu, em Maio deste ano, 3.487.994, mais 3,4 por cento em termos anuais, destacando-se que o número de turistas em excursões subiu 7,9 por cento. Já o número de turistas individuais baixou 3 por cento. A DSEC destaca ainda que, em Maio, “o número de entradas de visitantes internacionais totalizou 234.150, mais 0,8 por cento em termos anuais”, destacando-se a subida de 36,1 por cento do número de visitantes da Tailândia (20.447). Quanto ao Sul da Ásia, o número de entradas de visitantes da Índia (15.293) subiu 3,5 por cento em relação a Maio de 2025. Nos cinco primeiros meses do ano, o território recebeu 18.143.294 de turistas, mais 11,1 por cento face ao mesmo período de 2025. Ainda neste período o número de entradas de visitantes internacionais foi de 1.244.042, mais 8,7 por cento face ao período homólogo do ano passado.
Preços | Registada inflação de 1,43 por cento em Maio João Santos Filipe - 23 Jun 2026 Em Maio, Macau registou uma inflação de 1,43 por cento, em termos anuais, o que significa que os preços ficaram mais caros. Os dados foram revelados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), através de um comunicado emitido ontem. A subida dos preços foi impulsionada pelos preços dos transportes que registaram um aumento de 4,79 por cento “em virtude da ascensão dos preços da gasolina”, explicou a DSEC. Outra área onde os consumidores sentiram que a vida ficou mais cara foi na alimentação e bebidas não alcoólicas, com um aumento generalizado dos preços de 1,19 por cento. Este crescimento foi explicado com “a subida dos preços das refeições adquiridas fora de casa e de ‘take-away’”. Também os preços de “produtos e serviços diversos”, como produtos para cuidados pessoais, seguros, relógios e joalharia apresentaram um aumento de 3,56 por cento. Ao mesmo tempo, os preços das roupas e de calçado tiveram um crescimento de 2,91 por cento. Em termos mensais, entre Abril e Maio, houve uma inflação de 0,17 por cento, com a DSEC a destacar que no espaço de um mês os preços do vestuário e calçado aumentaram 1,29 por cento. Quando a variação dos preços é medida tendo em conta o período de 12 meses terminado em Maio deste ano, ou seja, entre Junho de 2025 e Maio deste ano, a inflação foi 0,71 por cento.
Hotelaria | Península perde negócio para Zhuhai e Hengqin João Santos Filipe - 23 Jun 2026 Os hotéis na Península de Macau estão a sofrer cada vez mais concorrência e a perder clientes para o Interior. A revelação foi feita pela presidente da Associação de Hotéis de Macau A competição dos hotéis em Zhuhai e em Hengqin está a ter impacto nos negócios na Península de Macau, com a taxa de ocupação e os preços dos hotéis a caírem, em comparação com o ano passado. O cenário foi traçado pela presidente da Associação de Hotéis de Macau e directora executiva do Hotel Royal Macau, Jocelyn Wong Suk Yan, em declarações ao jornal Ou Mun. Segundo a responsável, a menor procura pelos hotéis na Península está principalmente ligada a “novos padrões” de consumo dos turistas, que deixam o território e vão passar a noite do outro lado da fronteira, tanto em Zhuhai como Hengqin, na busca de estadias mais baratas. As zonas mais afectadas com nova realidade são o NAPE e outras mais antigas localizadas na Península. Estas áreas foram afectadas no final do ano passado pelo encerramento de vários casinos-satélites. Como resultados das novas tendências, explicou Wong, nos primeiros seis meses a taxa de ocupação dos hotéis foi de 80 por cento e os preços diminuíram entre cinco e seis por cento, em comparação com o período homólogo. No entanto, a competição de fora não é o único facto que agrava as condições de exploração. A presidente da Associação de Hotéis de Macau revelou ainda que os negócios mais antigos enfrentam mais competição interna, porque têm aberto novos hotéis em Macau, com o número de quartos a crescer os preços acabam por ficar mais baratos. Além de dirigente associativa, Jocelyn Wong é director executiva do Hotel Royal Macau Taxa de 90 por cento Em relação à época do Verão, Jocelyn Wong anteviu que a ocupação dos hotéis pode chegar aos 90 por cento, principalmente durante os meses de Julho e de Agosto. Esta previsão foi feita especificamente para os hotéis na Península de Macau, que estão a sofrer mais com a concorrência, ao contrário do que acontece em outros locais como o Cotai. Apesar da taxa de ocupação de 90 por cento, a presidente da associação acredita que os preços não vão subir de forma significativa. A dirigente associativa revelou ainda que os hotéis prepararam estratégias para atrair mais clientes no Verão, e que as apostas passam por ter uma oferta com descontos e preços mais baratos para estadias mais longas. Há também mais promoções a pensar nas famílias. Como parte destas estratégias, Jocelyn Wong revelou que alguns hotéis que estão a oferecer pacotes que incluem jantares mais luxuosos. Sobre a segunda metade do ano, Wong deixou a esperança que o Governo organize mais espectáculos e eventos desportivos, porque são factores que contribuem para aumentar o número de turistas que pernoitam no território.
Condução | Recusada entrada a 4 mil cidadãos chineses Hoje Macau - 23 Jun 2026 O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) declarou, em comunicado, que recusou a entrada em Macau a cerca de quatro mil cidadãos da China continental entre Janeiro deste ano e 20 de Junho devido às infracções de trânsito. A mesma nota dá conta que o CPSP realizou uma triagem de dados e reforçou as inspecções à entrada do território, verificando que estes quatro mil condutores não correspondiam aos critérios de entrada, já que não conseguiram mostrar documentos de transporte válidos. Noutras situações, os condutores não deixaram o território mediante as condições decretadas nos vistos, ou então entraram e saíram de Macau várias vezes com o intuito de ficarem na RAEM. O CPSP diz ter reforçado a fiscalização no Posto Fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau juntamente com as autoridades do Interior da China e que estes trabalhos estão a ser bem sucedidos tendo em conta a realização da 13ª Reunião Ministerial do Turismo da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation).
Transportes | Deputados pedem boa gestão e capacidade de resposta Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 23 Jun 2026 O deputado Leong Pou U interpelou o Governo sobre a necessidade de organização atempada do sistema de transportes a pensar no Verão, a fim de facilitar a deslocação de turistas e residentes. Já Kou Kam Fai pede planos de resposta sobre obras viárias A realização de obras nas vias públicas, o fluxo de turismo e a chegada dos meses de Verão são três factores que preocupam dois deputados. Leong Pou U e Kou Kam Fai apelam à organização atempada do trânsito, a fim de evitar constrangimentos na cidade. A ideia é que as obras possam terminar a tempo de arrancar um novo ano lectivo, em Setembro. Numa interpelação escrita enviada ao Governo, Leong Pou U defendeu que as autoridades devem planear de forma antecipada o novo sistema de transporte antes da chegada das férias de Verão, tendo em conta o aumento do número de turistas e para que a experiência de transporte seja melhorada para os utilizadores. Leong Pou U, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), recordou que o Governo previu um aumento anual do número de turistas em cerca de dez por cento, para quase 44 milhões de pessoas. “Tendo em conta que o número de turistas vai continuar a subir, a capacidade dos meios de transporte de Macau não consegue aumentar ao mesmo ritmo, e durante os feriados principais é costume formarem-se longas filas nas paragens de autocarros e de táxis. É frequente os autocarros não pararem nas paragens por estarem cheios”, disse. Assim, o deputado quer saber que medidas e planos de resposta tem o Executivo para lidar com a pressão nos transportes públicos durante o Verão. Tendo em conta as várias obras viárias, Leong Pou U quer saber como serão aliviados eventuais impactos na população e turismo. Atenção à escola Também o deputado Kou Kam Fai falou deste assunto em declarações ao jornal Ou Mun, defendendo que as empresas a quem são adjudicadas as obras viárias devem elaborar planos de resposta, de necessidades de mão-de-obra e a respectiva calendarização, para garantir que os trabalhos terminam dentro do prazo previsto, tendo em conta a abertura do ano lectivo 2026/2027. O também director da Escola Secundária Pui Ching disse estar preocupado com a chegada da época das chuvas fortes e tufões, o que pode causar impacto no andamento das obras viárias e atrasar os trabalhos. Kou Kam Fai disse ainda que, nesta altura, é a fase final do ano lectivo 2025/2026, pelo que há apenas algumas actividades específicas em andamento, registando-se menos idas de alunos às escolas no ensino secundário. Por sua vez, nos ensinos primário e infantil há ainda aulas por mais duas semanas.